Issuu on Google+


Capítulo 1 Depois de deixar o escritório chego em casa como se tivessem colocado um rojão na bunda. Olho as caixas embaladas e quebra meu coração. Tudo foi uma merda. Minha viagem para a Alemanha é cancelada e minha vida no momento, também. Eu coloquei quatro coisas em uma mochila e desapareço antes que Eric me encontre. Meu telefone toca, e toca, e toca. É ele, mas recusome a atendê-lo. Eu não quero falar com Eric. Pronto para desaparecer da minha casa, eu vou para um café e chamo minha irmã. Eu preciso falar com ela. Eu faço-lhe prometer que não vai contar a ninguém onde estou e fico com ela. Minha irmã atende minha chamada e depois do abraço que eu preciso, me escuta. Eu digo uma parte da história, apenas parte que sei que deixaria sem palavras. Eu omito a parte do sexo e tal, porque Rachel é Rachel! E quando as coisas não lhe agradam começa com “Você está louca!”, “Você tem um parafuso solto!”, “Eric é um bom partido!” ou “Como você pôde fazer isso?”. No final eu me despeço dela e apesar de sua insistência não revelo para onde estou indo. Eu a conheço e sei que vai dizer a Eric que eu a chamei. Quando eu consigo me separar da minha irmã, eu chamo o meu pai. Depois de ter uma breve conversa com ele e fazê-lo entender que em alguns dias eu vou para Jerez e lhe explicarei o que acontece comigo, eu entro no carro e vou para o Valencia. Lá eu vou ficar em um albergue durante três dias de caminhada na praia, dormir e chorar. Eu não tenho nada melhor para fazer. Não pegue o telefone para Eric. Não... Eu não quero. No quarto dia eu entro no carro e eu estou mais relaxada em Jerez, onde o meu pai me acolheu de braços abertos e me deu todo o seu amor e carinho.


Digo-lhe que o meu relacionamento com Eric se foi para sempre, e ele não queria acreditar. Eric me ligou várias vezes preocupado e, de acordo com o meu pai, esse homem me ama demais para me deixar ir. Pobrezinho. Meu pai é um romântico incurável. No dia seguinte, quando eu acordo, Eric já está na casa de meu pai. Pai o chamou. Quando ele me vê, tenta falar comigo, mas eu me nego. Eu fico com muita raiva, grito, grito e grito, e lhe culpo por tudo que tenho dentro de mim antes de dar com a porta na cara dele e me trancar no meu quarto. No final, eu ouço meu pai pedindo para ele sair, e agora me deixo respirar. Sabe que eu sou agora incapaz de raciocinar e, ao invés de resolver as coisas, vou é complicá-las mais. Eric está na porta do quarto trancado e sua voz pesada com a tensão me dizia que iria embora. Mas que iria para a Alemanha. Tem alguns assuntos para resolver lá. Insiste mais uma vez que eu saia, mas vendo minha recusa finalmente se vai. Passa dois dias e minha angustia é persistente. Esquecer Eric é impossível, especialmente quando ele me telefona constantemente. Eu não respondo. Mas como eu sou uma masoquista pura e simples, escuto nossas músicas repetidas vezes para martirizar-me e vangloriar a minha dor, dorzinha... Dor. O lado positivo de tudo isso é que eu sei que está muito longe, e também que eu tenho a minha moto para desafogar-me, me enlamear e saltar através dos campos de Jerez. Depois de alguns dias eu liguei para Miguel, meu ex - companheiro de Müller, e me deixa atualizada. Eric despediu minha ex-chefe. Incrédula, eu ouvi como Miguel me disse que Eric teve uma grande discussão com ela quando ele a pegou no refeitório zombando de mim. Resultado: Demissão. Tome isso! Cadela.


Desculpo-me, eu não deveria estar feliz por isso, mas a malvada que existe dentro de mim se deleita como a víbora finalmente teve o que mereceu. Como meu pai sabiamente diz: "O tempo coloca cada um em seu lugar", e já era tempo de colocar onde ela merece, na maldita rua. Naquela tarde, aparece a minha irmã com José e Luz, e nos surpreendeu com a notícia de que eles vão ser pais novamente. Gravidez a vista! Meu pai e eu nos entreolhamos com cumplicidade e sorrimos. Minha irmã está feliz, meu cunhado e minha sobrinha Luz animada. Vai ter um irmãozinho! No dia seguinte, chega em minha casa Fernando. Ao nos vermos damos um longo e significativo abraço. Pela primeira vez desde que nos conhecemos, ficamos sem nos falar por meses, e que nos dá tanto a entender que o “nosso”, que nunca existiu, finalmente acabou. Não me pergunta de Eric. Não o menciona, minha intuição diz que imagina que o que havia entre nós terminou ou algo aconteceu. Na parte da tarde, minha irmã, Fernando e eu bebemos em um bar em Pachuca, eu pergunto: - Fernando, se eu pedisse um favor, você poderia me fazer? - Depende do favor. Nós dois sorrimos, e o faço disposta para conseguir o meu propósito: - Eu preciso do endereço de duas mulheres. - Que mulheres? Tomo um gole da minha coca-cola e respondo: - Uma se chama Marisa de La Rosa e vive em Huelva. Ela é casada com um cara chamado Mario Rodriguez, que é um cirurgião plástico, eu sei pouco mais. E a outra se chama Rebecca e foi namorada por um par de anos de Eric Zimmerman. - Judith – protesta a minha irmã – Não!


- Cala a boca, Raquel. Mas minha irmã começa seu discurso e não há ninguém que a cale. Depois de discutir com ela eu olho para Fernando, que não abriu a boca. - Você pode conseguir o que pedi, ou não? - Para que você quer? – Me pergunta. Eu não estou disposta dizer o que aconteceu. - Fernando, não é para nada ruim – saliento - mas se você pudesse ajudar, eu agradeço. Por alguns segundos, me olha tranquilamente, mesmo com Raquel ao meu lado reclamando. No final concorda, se levanta, e de longe eu vejo que fala no celular. Fico inquieta. Dez minutos depois, ele vem até mim com um papel e diz: - Sobre Rebecca eu só posso dizer que está na Alemanha, mas não tem residência fixa e endereço. Da outra aqui está. Por certo, seus amigos movem-se em ambientes de altos vôos e compartilham os mesmos jogos que Eric Zimmerman. - Que jogos você fala? Raquel pergunta. Fernando e eu nos olhamos. Mordo a língua para não falar mais alguma coisa! Entendemo-nos bem e indico que ele não responda minha irmã, ou vai se ver comigo. É um excelente amigo. Finalmente, Fernando concorda e responde: -Nenhuma bobagem com elas, tudo bem, Judith? Minha irmã balança a cabeça enquanto bufa. Eu, animada, pego o papel e dou-lhe um beijo na bochecha. -Obrigada. Muito... Muito obrigada. Naquela noite, quando estou sozinha no meu quarto, eu me sinto furiosa. Sabendo que no dia seguinte, com um pouco de sorte, eu vou ver a cara da Marisa, isso faz meu coração palpitar. Essa bruxa má vai saber quem eu sou.


De manhã eu desperto às sete. Está chovendo. Minha irmã já está levantada e, quando vê que estou me preparando para ir a uma viagem, ela gruda em mim como cola e começa a explodir suas perguntas incessantes. Eu tento esquivar. Vou à Huelva, fazer uma visitinha a Marisa de La Rosa. Mas Rachel é muito Rachel! E no final, vendo que eu não posso tirar de cima de mim, convido para me acompanhar. Durante o trajeto me arrependo e sinto uns desejos assassinos de jogar ela numa vala. É tão cansativa e repetitiva que consegue tirar qualquer um da casinha. Ela não sabe o que realmente aconteceu com Eric e eu, e não para de delirar com suas suposições. Se soubesse a verdade ficaria chocada. Uma mentalidade como a minha irmã não entenderia meus jogos com Eric. Pensaria que somos depravados, entre muitas outras coisas ainda piores. O jeito que o dia passou enquanto estava com ela, deformou a realidade. Eu disse a ela que essas mulheres tinham posto as ervas daninhas em nossa relação e é por isso que nós tínhamos discutido e Eric e eu tínhamos rompido. Eu não poderia dizer o contrário. Quando eu entro em Huelva, estranhamente eu não estou nervosa. Meu nervosismo é para minha irmãzinha. Ao chegar à rua que indica o papel, estaciono meu carro. Ao observar a urbanização vejo que Marisa vive muito, muito bem. O complexo é luxuoso. - Eu ainda não sei o que fazemos neste lugar, fofa – protesta minha irmã, saindo do carro. - Fique aqui, Raquel. Mas, ignorando o meu pedido, fecha a porta decidida e responde: - De jeito nenhum, bonita. Onde você for eu vou também.


Eu bufo e rosno. - Mas vamos ver, é que talvez precise de um guarda-costas? Coloca-se ao meu lado. - Sim. Mas eu não confio em você. Você é tão desbocada e às vezes você fica muito bruta. - Foda-se! - Você vê isso? Você já disse "foda-se!" Ela repete. Sem responder começo a caminhar em direção ao belo local indicado pelo papel. Toco o interfone na portaria, e quando uma voz de mulher atende, digo: - Carteiro. A porta se abre, e minha irmã, surpreendida, olhe para mim. - Aiiii, Judith, creio que vá fazer uma tolice. Por favor, querida, calma, que eu te conheço ok? Dou uma risada e murmurou enquanto aguardamos o elevador: - Tolice ela fez quando me subestimou. - Aiii fofa! - Vamos ver - sussurro irritada -, a partir deste momento, eu a quero caladinha. Este é um assunto entre essa mulher e eu, ok? O elevador chega. Nós entramos e eu pressiono o botão para o quinto andar. Quando o elevador para, procuro a porta D e bato. Momentos depois, a porta se abre e uma desconhecida vestindo uniforme de serviço. - Que deseja? Ela me pergunta. - Olá, bom dia! - eu respondo com o melhor de meus sorrisos - Eu gostaria de ver a Sra. Marisa de La Rosa. Ela está em casa? - De que parte? - Diga a ela que eu sou Vanessa Arjona, de Cadiz.


Ela desaparece. - Vanessa Arjona? – sussurra minha irmã. O que é isso de Vanessa? Rapidamente, com um breve aceno de cabeça, ordeno silêncio. Dois segundos depois, aparece diante de nós Marisa, muito bonita, com um conjunto branco. Vendo o seu rosto diz tudo. Está assustada. E antes que ela pudesse fazer ou dizer alguma coisa, fecho a porta com força e digo: - Ei, sua putinha! - Fofaaa! – minha irmã protesta. A Marisa treme toda. Eu olho para a minha irmã para ficar quieta. - Eu só quero que você saiba que eu sei onde você mora – assobio - O que você acha? - Marisa está pálida, mas eu continuo -Seu jogo sujo me deixou com raiva e, acredite, se eu colocar em minha mente, eu posso ser muito má e posso prejudicar você e seus amigos. - Eu... Eu não sabia que... - Cale a boca, Marisa! -rosnei com os dentes apertados. Ela se cala e eu prossigo: -Eu não me importo com o que você diz. Você é uma bruxa má, porque você me usou para um propósito nada bom. E, sua amiguinha Betta, como eu tenho certeza que vocês mantêm contato, diga-lhe o dia que ela cruzar meu caminho, ela vai saber quem sou eu. Marisa oscila. Olha para dentro da casa e eu sei que ela teme o que eu posso dizer. - Por favor – súplica-, os meus sogros estão aqui e... - Os seus sogros? – interrompo e aplaudo - Genial! Me apresente-os. Eu ficaria feliz em conhecê-los e dizer quatro coisas de sua nora angelical.


Descontrolada, Marisa nega com a cabeça. Ela está com medo. Eu sinto muito por ela. Apesar de ela ser uma bruxa má, eu não sou. Por fim, decido terminar a minha visita. - Se você me subestimar de novo, sua vida bonita e descontraída com seus sogros e seu famoso esposo vai acabar - concluo -, porque eu mesmo vou me encarregar por fazê-lo assim, ok? Pálida como cera, concorda. Ela não me esperava aqui e muito menos com esse humor. Quando eu disse tudo que eu tinha para dizer, me viro para ir embora, eu ouço minha irmã perguntando: - Esta é a puta que você procurava? Faço um gesto afirmativo, e surpreendente como sempre faz Raquel, eu ouço dizer: - Se você chegar perto de minha irmã ou o namorado dela, eu juro pela glória santa de minha mãe, que está olhando para nós do céu, que quem regressa aqui sou eu com a faca de presunto do meu pai e arranco teus olhos, pedaço de puta! Marisa, depois da explosão palavras de minha querida Raquel, fecha a porta na nossa cara. Ainda sem palavras, eu olho para a minha irmã e murmuro alegremente enquanto nós caminhamos para o elevador: - Ainda bem que a bruta e desbocada da família sou eu. - E ao vê-la rir, eu acrescento – Não te disse que te queria caladinha? - Olha, fofinha, quando se metem com a minha família e a prejudicam eu falo mesmo e quero ver quem me cale. Entre risadas, voltamos para o carro e retornamos à Jerez. Quando chegamos, meu pai e meu cunhado perguntam por nossa jornada. Nós duas nos entreolhamos e rimos. Nós dizemos nada. Esta viagem será algo entre Raquel e eu.


Capítulo 2 Estamos em 17 de dezembro. O Natal se aproxima, e os amigos de toda a vida, que vivem fora de Jerez estão chegando. Se o mundo terminar no dia 21, como os Maias dizem, pelo menos teremos nos visto pela última vez. Como todos os anos, nos reunimos na grande festa organizada por Fernando, na casa de campo de seu pai. Onde tem muito luxo. Risos, danças, brincadeiras e, acima de tudo, boas vibrações. Durante a festa, Fernando não me faz o menor indício. Só agradeço. Eu não estou para insinuações. Em um momento de folia, Fernando senta ao meu lado e conversamos. Somos sinceros. Por suas palavras deduzo que sabe muito sobre o meu relacionamento com Eric. -Fernando, eu... Ele não me deixa falar, põe um dedo na minha boca para me calar. -Hoje você vai me ouvir. Eu disse que não gosto desse cara. -Eu sei... - E que não era conveniente para você, por tudo que nós sabemos. -Eu sei... -Mas, gostem ou não, estou ciente da realidade. E a realidade é que você está se lançando para ele e ele para você. - Eu olho para ele com espanto, e ele continua - Eric é um homem poderoso que pode ter qualquer mulher que ele quer, mas ele tem mostrado sentimentos muito fortes por você, e eu sei da sua insistência. - Insistência?


-Ele me ligou mil vezes, desesperado, no dia que você desapareceu de seu escritório. E quando eu digo "desesperado" é desesperado. -Te ligou? -Sim, todos os dias várias vezes. E mesmo que ele saiba que não é o meu santo de devoção, o cara se arriscou, ele engoliu o orgulho, e me pediu ajuda. Eu não sei como ele conseguiu meu telefone, mas a verdade é que me ligou para me pedir para encontrá-la. Ele estava preocupado com você. Meu coração acelerou. Pensar em meu Iceman enlouquecido pela minha ausência me deixou tonta. Exageradamente tonta. -Ele disse que havia se comportado como um idiota - continuou Fernando e que você tinha ido embora. Te localizei em Valência, mas não contei nada a ele ou tentaria te ligar, porque eu achei que você precisava pensar, certo? -Sim. Bloqueada pelo que ele está dizendo, eu o olho. -Você já tomou uma decisão? -Sim. -Posso saber qual? Tomo um gole da minha bebida, eu deixo o cabelo no rosto e com toda a dor do meu coração, falo com um pequeno sussurro de voz: -O que havia entre mim e Eric acabou. Fernando balança a cabeça, olha para alguns amigos, e depois de respirar fundo, sussurra: -Eu acho que você está errada. -Como? -Você ouviu. -Como eu te ouvi! Você é estúpido?


Meu amigo abre um sorriso bobo e toma um gole de sua bebida. -Espero que seus olhos brilhem por mim, como brilham por ele! Finalmente, exclama: - Eu queria que você ficasse tão louca por mim como eu sei que você é por ele! E pode não estar ciente de que esse cara rico é tão louco por você que é capaz de me chamar para te encontrar e te buscar, embora em um momento assim eu possa te colocar contra ele. Eu fecho meus olhos. Os apertos quando Fernando começa a falar novamente. -Para ele, a sua segurança, te encontrar e saber que você estava bem, tem sido o principal, o mais importante e isso me faz ver o tipo de homem que Eric é e o quanto apaixonado ele está por você. - Abro os olhos e escuto com atenção. Eu sei que estou jogando pedras no meu próprio telhado em confessar isso, mas se essa coisa entre você e aquele belo rapaz é tão autêntica quanto ambos dão a entender, por que terminar? - Está me dizendo pra ficar com ele? Fernando sorriu, tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e sussurra: - Você é boa, generosa, uma grande mulher e eu sempre te considerei inteligente o suficiente para não ser enganada por qualquer um ou fazer algo que não está ao seu gosto. Além disso, te quero como amiga e se você se apaixonou por esse cara, fazer o que, né? - Ouça, Jerezana, se você está feliz com Eric, pense no que você quer, o que você deseja. Se o seu coração te pede para ficar com ele, não se negue ou você vai se arrepender, ok? Suas palavras tocam o meu coração, mas antes de eu começar a chorar como um idiota e as cataratas do Niagara brotem dos meus olhos, eu sorrio. Está tocando Waka waka da Shakira.


Tsamina mina, eh eh, waka waka, eh eh Tsamina mina, zangaléwa, anawa ah ah Tsamina mina, eh eh, waka waka, eh eh Tsamina mina, zangaléwa, porque esto es África.

Horas mais tarde, a festa continua, e falo com Sergio e Elena, os proprietários de bares movimentados de Jerez. Outros anos, no Natal, eu trabalhava como garçonete em sua loja e me oferecem novamente. Concordo, satisfeita. Agora que estou desempregada, qualquer renda extra viria a calhar. Na madrugada, quando eu cheguei em casa, estou cansada, um pouco bêbada e satisfeita. Como todos os anos eu me inscrevo para participar da corrida solidária de MotoCross que arrecada fundos para comprar brinquedos para crianças carentes em Cadiz. A corrida será realizada em 22 de dezembro, em El Puerto de Santa Maria. Meu pai, o Bicharrón e Lucena estão encantados. Eles sempre desfrutam tanto ou mais do que eu com esses eventos. No dia 20 de dezembro de manhã meu telefone toca pela décima oitava vez. Eu estou morta. Trabalhar no pub é divertido, mas cansativo. Ao segurar o telefone e ver que é Frida, me animo e respondo rapidamente. - Jud! Feliz Natal. Como vai? - Feliz Natal! Estou bem e você? - Bem, bonita, bem. Sua voz é tensa e eu me assusto. - O que houve? – pergunto - Aconteceu alguma coisa? Eric está bem? Depois de um incomodo silencio, Frida se decide.


- É verdade o que eu ouvi sobre Betta? - Não - respondo, e bufo com a memória. - Tudo foi uma montagem dela. -Eu sabia. -Murmura. -Mas de qualquer maneira, Frida, - acrescento - não importa. -Como não importa! Eu me importo. Agora me diga a sua versão. Sem demora, digo-lhe o que aconteceu com todos os seus defeitos e tudo, e quando eu termino, comenta: - Essa Marisa, eu nunca gostei. Ela é uma bruxa, e Eric parece criança. Homens! Sabe que Marisa é amiga de Betta, ela lhes apresentou. -Ela apresentou? -Sim.

Betta

é

de

Huelva

como

Marisa.

Quando

começou

seu

relacionamento com Eric, ela foi para a Alemanha para morar com ele, até que aconteceu o que aconteceu e eu perdi o contato. Mas essa Marisa merece um castigo. -Pode ficar tranquila. Fiz uma visita a essa bruxa e deixei muito claro que comigo não se joga. -Não me diga! -Isso mesmo que você ouviu. Eu avisei a ela que eu sei jogar sujo. Frida solta uma gargalhada, e eu faço o mesmo. -Como está Eric? -Mal - responde, e suspira. Ela continua: - Ontem à noite eu tive um jantar com ele na Alemanha e, quando não te vi, perguntei. Foi quando eu descobri o que aconteceu entre vocês. Eu fiquei furiosa e lhe disse quatro coisas bem ditas. -Mas, ele está bem?


-Não, não está, Judith, e eu não estou me referindo a sua doença, mas sim como pessoa. É por isso que eu estou te ligando logo que cheguei à Espanha. Você deve corrigi-lo. Ligue para ele. Eric realmente sente falta de você. -Ele me deixou de lado, deve agora assumir as consequências. -Eu sei disso. Ele também me disse. É um teimoso, mas um teimoso que quer você, então não hesite. Inconscientemente, ao ouvir tal coisa não faz mais borboletas vibrarem, mas avestruzes no meu estômago. Eu sou a rainha dos masoquistas. Eu gosto de saber que Eric ainda me ama e sente falta de mim, apesar de que eu mesma me empenhe para não acreditar. -Estou ligando porque este fim de semana terá o jantar na véspera de Natal com meus sogros em Conil, então nossa casa Zahara estará tranquila. O Ano Novo passará na Alemanha, com a minha família. Por certo, Eric vai se juntar a nós em Zahara. Você gostaria de vir? Isso é um plano encantador. Em outra ocasião, teria parecido perfeito. Mas respondo: -Não, obrigado. Eu não posso. Estou ocupada com a minha família e também tenho trabalho à noite, e... -O quê? Você está trabalhando à noite? -Sim. -Mas, em quê trabalha? -Sou garçonete em um bar... -Judith! Garçonete! Eric não vai achar engraçado. Eu o conheço e sei que não vai gostar nada. -O que Eric gosta ou não, não é problema meu - sem entrar em detalhes. Além disso, tenho uma corrida este sábado em Cádiz e... -Você vai a uma corrida?


-Sim. -De quê? -De MotoCross. -De MotoCross? -Sim. -MotoCross! - grita, surpreendida - Jud, isso eu não esperava. Você é a minha heroína. Que legal que você pode fazer! Se algum dia eu tiver uma filha, eu quero que ela seja igual a você. Vendo sua surpresa, eu rio e digo: -É uma corrida de caridade que visa arrecadar fundos para comprar brinquedos e distribuí-los entre as crianças de famílias que não podem pagar. -Oh, então nós estaremos lá E onde você disse que é? -Em El Puerto de Santa María. -Que horas? -Começa às onze horas. Mas, Frida... Não diga ao Eric. Ele não gosta nada dessas corridas. Ele fica mal porque se lembra do que aconteceu com sua irmã. -O que não dizer ao Eric? - zomba sem querer me escutar. - Primeira coisa eu vou fazer quando o ver... Se ele não quiser vir, não vem, mas eu certamente vou vê-la. -Eu não quero vê-lo, Frida. Estou muito zangada com ele. -Vamos, por Deus! Veja se agora você vai ser pior do que ele! Olha, se o mundo acabar amanhã, como os Maias dizem e não o volte a ver novamente... Você já pensou? O comentário faz-me rir, apesar de admitir que pensasse nessa possibilidade.


-Frida, o mundo não vai acabar. Quanto ao Eric, uma pessoa que desconfia e fica com raiva de mim, sem me deixar explicar não é o que eu quero na minha vida. Além disso, eu estou cansada dele. Ele é um idiota. -Oh, meu Deus! Na verdade, você é pior do que ele. Mas vamos ver, quão tolos são os dois. Você não percebe que são feitos um para o outro? Mas você quer deixar de lado seu orgulho maldito e dar-lhe a oportunidade que você merece? Que ele é teimoso, sim! Que você é cabeçuda, sim! Mas pelo amor de Deus, Judith, você tem que falar! Lembro-me que você pensou em mudar em breve para viver na Alemanha. Você já se esqueceu? - E antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela diz: - Bem, deixa comigo! Até sábado, Jud. E com uma dor estranha no estômago pelo que eu escutei, digo adeus.


Capítulo 3 Passa a sexta-feira, e o mundo não se acaba! Os Maias não acertaram. No sábado, eu acordei muito cedo. Estou exausta de meu trabalho como garçonete, mas é o que se tem! Eu olho para fora da janela. Não chove! Bom! Sabendo que o Eric está a poucos quilômetros de onde eu estou e que pode haver uma chance que eu o veja, me sinto inquieta. Eu não comento nada em casa. Não quero que isso os altere, e quando o Bicho e Lucena vêm com o trailer da moto e meu pai aparece andando com José, sorrio divertida. - Vamos, morena! Meu pai grita. -Tudo está pronto. Minha irmã, minha sobrinha e eu saímos de casa com uma bolsa esportiva, onde eu tenho o meu macacão para correr, e ao chegar ao carro me alegro em ver Fernando. - Você vem? -Eu pergunto. Ele acena. - Diga-me quando eu perdi uma das suas corridas. Dividimo-nos em dois carros. Meu pai, minha sobrinha, Bicho e Lucena estão em um carro, e minha irmã, José, Fernando e eu, em outro. Quando chegamos ao El Puerto de Santa Maria, nos dirigimos para o local onde será celebrado o evento. Ele está transbordando de gente, como todos os anos. Depois de esperar na fila para verificar o registro e receber um número de corrida, meu pai retorna feliz. -Você é o número 87, morena.


Dou-lhe um aceno de cabeça e olho ao redor para encontrar Frida. Não a vejo. Tem muitas pessoas. Eu verifico meu telefone. Nem uma única mensagem. Vou com minha irmã para o vestiário improvisado que a organização providenciou para os participantes. Aqui eu tiro minha calça e coloco meu macacão de couro vermelho e branco. Minha irmã colocou proteções nos joelhos. - Judith, algum dia vai ter que dizer ao pai que você não vai mais fazer isso – afirma -. Você não pode ficar dando salto em uma moto para sempre. - E por que não, se eu gosto? Raquel sorri e me beija. - Também tem razão. No fundo, admiro a moleca guerreira que há em você. - Você acabou de chamar moleca? - Não, fofa. Quero dizer que essa força que você tem, eu gostaria de ter em mim. - Você tem, Raquel... - eu digo, e sorrio com carinho - Ainda me lembro de quando você participava nas corridas. Minha irmã revira os olhos. - Mas eu fiz isso duas vezes, - diz ela – E não farei novamente, mesmo que papai adorasse se isso acontecesse. De fato. Ela está certa. Embora nós duas tenhamos sido criadas pelo mesmo pai e sobre os mesmos hobbies, ela e eu somos diferentes em muitos aspectos. E MotoCross é um deles. Eu sempre amei. Ela sempre fez a contragosto. Quando eu saio com meu macacão, eu dirijo para onde estava meu pai e o que pode ser chamado de "minha equipe". Minha sobrinha está feliz e quando me vê, salta encantada. Para ela eu sou a sua heroína! Eu tiro fotos com ela e com


todos, e eu sorrio. Pela primeira vez em vários dias, o meu sorriso é aberto e conciliador. Eu faço algo que eu gosto, e isso é minha cara. Passa um homem que vende bebidas e meu pai me compra uma coca-cola. Satisfeito, eu começo a beber quando minha irmã exclama: - Aiii, Judith! - O quê? - Tem alguém te encarando. Eu olho pra ela, com uma expressão brincalhona, e ela se aproximando de mim com humor: - No corredor que leva ao dorsal 66, à sua direita, não para de te olhar. E não é por nada, mas ele não é de se jogar fora. Curiosa, eu viro e sorrio ao reconhecer David Guepardo. Ele pisca para mim, e ambos nos deslocamos para nos cumprimentar. Nós nos conhecemos há anos. Ele é de uma cidade chamada Estrella Del Marqués ao lado de Jerez. Nós dois somos apaixonados por MotoCross e nos cruzamos de vez em quando em algumas corridas. Nós conversamos por um tempo. David, como sempre, é encantador comigo. Ele me entrega um bombonzinho, aceito e me despeço, e volto ficar junta com minha irmã. - O que tem na sua mão? - Você é uma intrometida, Raquel - a censuro. Mas, ao entender que ela não me deixará em paz até que eu conte, eu respondo: - O seu número de telefone, feliz? Minha irmã cobre a boca primeiro e depois solta: - Aiii, fofa, Se eu nascer de novo eu peço para ser você. Caio na risada justo no momento que eu escuto: - Judith!


Viro-me e acho o maravilhoso sorriso de Frida, que corre para mim com os braços abertos. Recebo-a com satisfação e a abraço, quando eu percebo atrás dela, quem vem são Andrés e Eric. - O mundo não acabou! - murmura Frida. - Eu disse a você! - Eu digo alegre. Deusssssssss! Eric está vindo! Meu estômago se encolhe e, de repente, toda a minha confiança começa a desvanecer-se. Por que eu deveria ser tão estúpida? O amor nos torna insegura? Tudo bem... No meu caso, enfaticamente sim. Eu sei o que isso significa para Eric participar de um evento como este. Dor e tensão. Mesmo assim, eu escolho não olhar para ele. Eu ainda estou brava com ele. Depois de cumprimentar Frida, saúdo com carinho Andrés e o pequeno Glen, que está em seu colo, e quando cabe cumprimentar a Eric, digo sem olhar: - Bom dia, Sr. Zimmerman. - Jud! Sua voz me deixa inquieta. Sua presença me perturba. Tudo isso me incomoda! Mas tiro as forças que mantenho dentro de mim para momentos como este, eu viro minha cabeça e minha irmã intrigada: - Raquel, estes são Frida, Andrés e o pequeno Glen, e ele é o Sr. Zimmerman. O rosto da minha irmã e tudo é um poema. A frieza que eu demonstro ao referir Eric desconcerta a todos menos ele, que me olha com o sua habitual cara de genioso. Naquele momento, aparece Fernando.


- Judith, a largada está próxima. No mesmo instante enxerga Eric e ele para. Ambos se cumprimentam com um aceno de cabeça, e eu olho para Frida. - Eu vou deixar vocês. Eu tenho que sair. Frida, eu sou o número 87. Deseje-me sorte. Quando eu me viro, David Guepardo, o motociclista com quem falei antes, se aproxima de mim e me deseja sorte! Eu sorrio e, sem mais, eu vou embora acompanhada por Raquel e Fernando. Quando estamos longe o suficiente dos outros eu falo com a minha irmã, entregando o papel que levo em minhas mãos: Grava o número do David no meu celular, certo? Minha irmã concorda e pega. - Fofinha! – profere - Eric veiooooo! Com gesto desconfortável, apesar de minha estúpida alegria interior ironizo: - Oh, que emoção! Mas minha irmã é uma romântica incurável. - Judith, pelo amor de Deus! Ele está aqui para você, não para mim ou para o outro. Você não vê? Aquele cara é louco por você. Eu sinto desejo de estrangulá-la. - Nem uma palavra a mais, Raquel. Eu não quero ele. Minha irmã, no entanto... , é minha irmã! - A propósito, - ela insiste- essa coisa de chamá-lo pelo sobrenome teve sua graça. - Raquel, cale-se! Mas é claro que ela, retorna para a briga. - Nossa, espere quando papai souber! Pai? Paro na hora. Olho e esclareço.


- Nem uma palavra a papai que ele está aqui, e antes de ir em frente com sua tagarelice e drama de novela mexicana, lembra-se que o Sr. Zimmerman e eu não temos mais nada a ver. Entendido? Fernando, que está com a gente, tenta estabelecer a paz. - Pessoal, vamos lá, não discutam. Não vale a pena. - Como não vale a pena?! - reclama minha irmã - Eric é... - Raquel... Eu protesto. Fernando, que tem se divertido com nossas discussões estranhas, diz olhando para mim: - Vamos, Judith, não fique assim. Talvez você deva ouvir a sua irmã e... Incapaz de suportar mais um segundo de palavras destes dois, eu olho para o meu amigo com mau humor e grito como uma possessa: - Por que você não cala a boca! Garanto-lhe que você é mais bonito. Fernando e minha irmã trocam um olhar e riem. Eles se tornaram idiotas? Chegamos onde meu pai está com Bicho e Lucena. Que trio! Eu coloco o capacete, óculos de proteção e escuto o que o meu pai tem a dizer sobre as regulagens da moto. Então, subo na moto e me dirijo até o portão de entrada. Aqui eu espero com outros participantes para nos deixarem entrar na pista. Protegida atrás de meus óculos eu olho para onde está Eric. Eu não posso evitar. E é tão grande que é impossível não vê-lo. Está impressionante com seu jeans cintura baixa e camisa preta. Que bonito, por Deus! É o típico homem que mesmo com uma alface na cabeça estaria ainda impressionante. Está conversando com o Andrés e Frida, mas eu o conheço, seu gesto que denota a tensão. De trás de seu Ray-Ban aviador prata, sei que me procura com o olhar. Isto faz meu coração palpitar. Mas eu sou pequena e, entre


tantos motociclistas vestidos como eu, ele não consegue me localizar, o que me dá vantagem. Eu posso tranquilamente observar e desfrutar a vista. Quando a pista abre, juízes nos colocam em nossa posição no grid de largada. Avisam-nos que existem vários grupos de nove pessoas, de igual homem e mulher, e que os quatro primeiros colocados em cada grupo se classificam para os seguintes. Colocada na minha posição, eu ouço a vozinha da minha sobrinha me chamando e eu aceno. Ela ri e aplaude. Que linda é minha Luz! Mas meu olhar voa para Eric. Sem se mover. Dificilmente respirar. Mas lá está ele, pronto para assistir a corrida, apesar da angústia que isso vai causar. Mais uma vez, eu me concentro no meu trabalho. Eu tenho que começar entre os quatro primeiros, se eu quiser me classificar para a próxima rodada. Limpando minha mente e dou a partida na moto. Eu me concentro na corrida e esqueço o resto. Tenho que fazer. Os instantes que antecede a largada, a adrenalina sobe. Ouvindo o ronco dos motores em torno de mim me dá arrepios, e quando o juiz dá a bandeirada de largada, piso fundo no acelerador e saio em disparada. Tomo boa posição desde o início e, como meu pai me alertou, eu tenho cuidado na primeira curva, que é muito acidentado. Salto, derrapo, me divirto! E quando começo a desfrutar a espetacular descida como uma louca percebo à minha direita que o motociclista perde o controle de sua moto e cai. Levou um grande golpe ao cair! Eu acelero, acelero , acelero, e salto de volta. Derrapo, acelero, salto, derrapo novamente, e depois de três voltas, enquanto outras pessoas estão caindo, eu fico entre os quatro primeiros. Bom!


Classifico-me para a próxima rodada. Quando eu saio da pista, o meu pai mais feliz do que um perdiz, me abraça. Todos me cumprimentam pelo o meu sucesso enquanto eu removo os óculos embarrados. Minha sobrinha está animada e não pode parar de pular. Sua tia é sua heroína, e eu estou muito feliz por ela. David Guepardo vai para a próxima etapa. Ao passar ao meu lado me cumprimenta novamente. Naquele momento, Frida está chegando e, encantada com a corrida, grita: - Parabéns! Oh, Deus, Judith! , Tem sido impressionante. Eu sorrio e tomo um gole de coca-cola. Estou sedenta. Olho além de Frida e não vejo Eric vir me abraçar. O localizo a vários metros de distância, com Glen em seus braços, conversando com Andrés. - Você não vai cumprimentá-lo? - Pergunta Frida. -Eu já cumprimentei. Ela sorri e se aproxima um pouco mais. - Isso de chamar Sr. Zimmerman é curioso. – sussurra - Mas sério, realmente você não vai chegar perto dele? -Não. - Eu lhe asseguro que ele fez um grande esforço para vir. E você sabe o que quero dizer. - Eu sei, - eu respondo - mas ele poderia ter evitado a viagem. - Vamos, Judith... ! Frida insiste. Nós conversamos um pouco, mas, como meu pai diz, eu me recuso a sair do burro. Eu não vou chegar perto de Eric. Ele não merece. Ele me disse que o que era „nosso‟ teria acabado, e eu devolvi seu anel. Fim de assunto. A manhã passa e eu vou superando as voltas, tanto que chego à final. Eric continua aqui e eu o vejo falar com meu pai. Ambos estão concentrados em uma


conversa, e agora meu pai sorri e dá um forte tapa nos ombros dele. O que estão confabulando? Eu observei como Eric está me buscando continuamente com o olhar. Isto me excita, mas eu mantive minhas armas. Ele tentou chegar perto de mim, mas cada vez que eu adivinho sua intenção, eu escapulo entre as pessoas e ele não me encontra. - Tem cara que quer tomar uma coca-cola, certo? Eu me viro para ver David Guepardo oferecendo-me. Eu aceito isso e enquanto esperamos que nos avisem para correr a ultima corrida, nos sentamos e tomamos o refrigerante. Eric, não longe de mim, tira os óculos. Quer que eu veja que ele está me olhando. Quer que eu veja sua raiva. Mas mesmo com eles eu sei como ele me olha. Finalmente, eu lhe dou as costas, mas eu ainda sinto seus olhos em mim. Isso me incomoda e, ao mesmo tempo me excita. Durante um bom tempo, David e eu conversamos, rimos e assistimos outros companheiros correndo à última pré-eliminatória. Meu cabelo flutuando no vento, e David pega uma mecha e coloca atrás da orelha. Putz isso vai tirar o Sr. Zimmerman da casinha! Eu não posso nem olhar. Mas no fim a mórbida que vive em mim faz e, de fato, o seu gesto me fez passar do desconforto a ira total. Que seja! Avisam-nos que em cinco minutos acontecerá a última corrida. A final. David e eu nos levantamos, nós batemos os punhos, e cada um vai para sua moto e seu grupo. Meu pai me dá o capacete, os óculos e as de proteções, e se aproximando de mim, pergunta: - Você tá fazendo ciúmes pro seu namorado com David Guepardo?


- Papai... , eu não tenho namorado! - afirmo. Ele ri, e antes de dizer qualquer outra coisa, eu acrescento: - Se você refere-se a que eu creio, já te disse que terminamos. Acabou! Meu amável pai suspira. - Creio que Eric não pensa como você. Não se dá o seu relacionamento por encerrado. - Eu não me importo pai. - Jesus! É cabeçuda igualzinha sua mãe! Igualzinha! - Pois veja, me alegro! – respondo mal humorada. Meu pai balança a cabeça, suspira e me solta com um gesto engraçado: - Aiii morena! Os homens que gostam de mulheres difíceis, e você, minha vida, você é. Esse teu temperamento, me deixa louco!- Ele ri - Eu não deixei escapar a sua mãe, e Eric não vai deixá-la escapar. Você é muito preciosa e interessante. Com raiva, ajusto o capacete e coloco meus óculos. Não quero falar. Acelero e levo a minha moto até o grid de largada. Uma vez aqui, como nas classificatórias anteriores, eu me concentro, e enquanto aguardava o início, acelero o meu motor repetidamente. A diferença é que agora eu estou com raiva, muita raiva, e isso me deixa mais louca. Meu pai, que me conhece melhor do que qualquer pessoa no mundo, me acenando com as mãos do local que ele está para diminuir minha intensidade e relaxar. A corrida começa e eu sei que eu tenho que fazer uma boa saída se eu quero alcançar o meu objetivo. E eu faço e corro como alma que corre do diabo. Eu arrisco mais e desfruto, com a adrenalina no ar, salto e derrapo. Com o canto do meu olho, eu vejo que David e outro se adiantam pela direita. Eu acelero. Eu consigo superar a outra moto, mas David Guepardo é muito bom, e antes de chegar à área acidentada, acelero e salto os buracos que me fazem perder tempo e quase acabo caindo.


Mas não, não caio. Aperto os dentes; consigo manter o controle da moto e continuo acelerando. Não gosto de perder. Dou mais gás para a moto. Alcanço David e ultrapasso. Ele me ultrapassa mais uma vez. Derrapamos e um terceiro corredor ultrapassa a nós dois. Pegue-o! Acelero o máximo, consigo chegar até deixar ele para trás. Agora, David salta, acelera e me ultrapassa pela esquerda. Acelero... acelero... todos aceleraram. Quando eu passo pela linha de chegada e o juiz baixa a bandeira quadriculada, eu levanto o braço. Sou a segunda coloca! David, primeiro. Damos uma volta pelo circuito e saudamos a todos que assistem. Recebemos seus aplausos e contemplo seus felizes rostos que nos faz sorrir. Quando paramos, David vem e me abraça. Está feliz e eu também. Tiramos nossos capacetes, os óculos e as pessoas nos aplaudem com mais força. Sei que Eric não deve estar gostando dessa proximidade. Eu sei disso. Mas eu preciso, e inconscientemente, quero provocar. Sou dona de minha vida. Sou dona de meus atos, e nada e ninguém vai dominar minha vontade. Meu pai e todos os outros vêm na pista para felicitar-nos. Minha irmã me abraça, como meu cunhado, Fernando, minha sobrinha, Frida. Todos gritam "campeã" como se eu tivesse ganhado um campeonato mundial. Eric não chega nem perto. Ele permanece no fundo. Eu sei que deve estar esperando que eu me aproxime dele. Mas não. Nesta ocasião, não. Como a nossa canção diz: “somos pólos opostos‟‟, e se ele é teimoso, eu quero que ele saiba de uma vez por todas que eu sou mais. Quando no pódio nos contam o dinheiro que foi arrecadado para os presentes das crianças, alucino!


Que dinheirama! Instintivamente, eu sei que uma grande quantidade desse dinheiro quem doou foi Eric. Eu sei disso. Ninguém precisa me dizer. Encantada ao escutar a quantidade, eu sorrio. Todos aplaudem, incluído Eric. Sua feição está mais relaxada e eu o vejo orgulhoso em sua expressão quando levanto meu troféu. Isto me comove e acende meu coração. Em outro momento, lhe daria uma piscadela e diria com o olhar que „te amo‟, mas agora não. Agora não. Quando desço do pódio tiro milhares de fotos com David e todo mundo. Meia hora mais tarde, as pessoas dispersam e os corredores começaram a recolher suas coisas. David, antes de sair, se aproxima de mim e me avisa que estará na cidade até 06 de janeiro. Prometo ligar pra ele e ele concorda. Quando eu deixo o vestiário com meu macacão na mão, sou agarrada pelo braço e sou puxada. É Eric. Por alguns segundos, nos olhamos. Oh, Deus, Oh, Deussssssssss! Esse gesto me leva a loucura. Suas pupilas dilatam. Diz-me com o olhar quanto necessita e, ao ver que não respondo, me puxa contra ele. Quando me tem perto de sua boca, murmura: - Eu estou morrendo de vontade de te beijar. Não diz nada mais. Ele me beija e uns estranhos que estão ao nosso redor aplaudem encantados pela demonstração de afeto. Durante uns segundos deixo que Eric saqueie minha boca. Uau! Desfruto loucamente. Quando se separa de mim, Iceman comenta com sua voz rouca, me olhando nos olhos: - Isto é como corrida, querida: quem se atreve, ganha. Assinto! Ele está certo.


Mas deixando inteiramente deslocado, respondo, consciente do que eu digo: - Exatamente Sr. Zimmerman. O problema é que você já me perdeu. Imediatamente, seus olhos endureceram. Separo-me dele, dando um empurrão e caminho para o carro do meu cunhado. Eric não me segue. Acho que ficou congelado com o que eu disse, mas sei que me observava.


Capítulo 4 Na parte da tarde, ao chegar em Jerez, meu telefone não para de tocar. Estou prestes a jogá-lo contra a parede. Eric quer falar comigo. Eu desligo o telefone. Ele liga no celular do meu pai e eu me recuso atender. No domingo, quando me levanto, minha irmã está plantada na frente da TV, vendo novela mexicana, o que a deixa extasiada, „sou teu dono‟. Que brega! Quando entro na cozinha, há um precioso ramo de rosas vermelhas de haste longa. Ao vê-las, amaldiçôo, imagino quem me mandou. - Fofinha, olha que preciosidade recebeu! – diz Raquel atrás de mim. Sem necessidade de perguntar, sei de quem são e rapidamente as agarro e as jogo no lixo. Minha irmã grita comigo como uma possessa. - O que você está fazendo? - O que lhe parece? Rapidamente, pega as rosas do lixeiro. - Pelo amor de Deus! Jogar isso é um sacrilégio. Eles devem ter custado uma fortuna. - Para mim, se parecem com as que estão no mercadinho. Fazem o mesmo efeito. Não quero ver minha irmã enquanto ela coloca as rosas num vaso. - Você não vai ler o cartão? Ela insiste. - Não, e tampouco você – respondo, e arranco de suas mãos e jogo no lixo.


De repente, aparecem meu cunhado e meu pai, olham para nós. Minha irmã me mantém longe das rosas. - Vocês podem acreditar que ela quer jogar fora esta maravilha? - Eu acredito. -meu pai afirma. José sorri, e aproximando-se de minha irmã, lhe dá um beijo no pescoço. - Que bom que você as resgatou pombinha. Eu não respondo. Não olho. Não estou aqui para escutar “pombinha” e ”pombinho“. Como eles podem ser tão sentimentais? Eu aqueço um café no micro-ondas e depois de beber, eu ouço a campainha. Eu xingo e levanto, pronta para fugir se for Eric. Meu pai, vendo meu jeito, vai abrir. Dois segundos depois, rindo, entra sozinho e deixa algo na mesa. - Moreninha isto é para você. Todo mundo olha para mim, esperando que eu abra a enorme caixa branca e dourada. Finalmente desisto e abro. Quando eu pego o embrulho, minha sobrinha, que entra neste momento na cozinha, exclama: - Um estádio de futebol feito de doce! Que lindooooooooooooooo! - Acho que alguém quer adoçar sua vida, querida! Brinca meu pai. De boca aberta, olho o enorme campo de futebol. Não falta detalhe. Até as arquibancadas e os torcedores tem! E no placar diz "eu te amo" em alemão: Ich liebe dich. Meu coração palpita descoordenado. Eu não estou acostumada a essas coisas e não sei o que dizer. Eric me desconcerta, me deixa louca! No fim eu rosno e minha irmã rapidamente se coloca ao meu lado.


- Você não vai jogar fora, certo? Ela diz. - Eu acho que sim. - Eu respondo. Minha sobrinha fica no meio e levanta um dedo. - Titiaaaaaaaaaaaaa, você não pode jogar fora! - Por que não posso jogar? -Eu pergunto a ela irritada. - Porque é um presente muito bonito do titio e nós temos que comer. Sorrio ao ver seu jeito de travessa, mas meu sorriso me congela quando ela acrescenta: - Além disso, você tem que perdoá-lo. É muito bom e ele merece. - Vale a pena? Luz faz um gesto afirmativo com a cabeça. - Quando eu briguei com Alicia por causa do filme e ela me chamou de idiota, eu estava realmente chateada, certo? – Me lembra a minha sobrinha, e eu concordo com a cabeça. A menina continuou: -Ela pediu desculpas, e você me disse que tinha que pensar se a minha raiva era tão importante para perder minha melhor amiga. Pois agora, tia, eu vou dizer o mesmo. Então, você é louca de não perdoar o titio Eric? Eu ainda boquiaberta com o que ela disse, é quando meu pai intervém: - Moreninha, somos escravos de nossas palavras. - Certo, pai, e assim Eric também é! – respondo ao me lembrar das coisas que ele me disse. Minha pequena sobrinha me olha esperando por uma resposta, piscando como um ursinho de pelúcia. É uma criança e não devo esquecer-me disso. Por ela, com a pouca paciência que me resta, murmuro: -Luz, se quiser, come todo o campo de futebol. Se te agrada, ok? - Legal! -Aplaude a pequena.


Todos sorriem e seus sorrisos me desarmam. Por que ninguém entende a minha raiva? Eles sabem que Eric e eu terminamos, mas ninguém, exceto para minha irmã, sabem que é por uma mulher, e nem mesmo para ela eu contei toda a verdade. Se Raquel ou qualquer outro souber o fundo da nossa discussão, surtariam em cores brilhantes! Consciente que meu fardo só aumenta, aumenta e aumenta, vou ver minha amiga Rocio. Estou certa que ela não falará nada de Eric. E eu não estou enganada. Volto para comer. O telefone não parou de tocar e eu desligo. Basta! Por favorrrrrrr! As dez eu vou para o pub. Eu tenho que trabalhar. Mas quando eu estou na porta acenando para alguns amigos, vejo passar um BMW escuro e reconheço Eric no volante. Eu me escondo. Ele não me viu e pela direção que ele segue, suspeito que ele vá para a minha casa. Amaldiçôo, amaldiçôo, e amaldiçôo. Por que é tão persistente? Quando o desespero começa a dar uma grande angústia, alguém me toca nas costas e ao me virar, encontro David Guepardo. Que cara mais lindo! Encantada, sorrio e tento me concentrar nele. Ao entrarmos no pub, ele me convida para uma bebida e eu aceito. É um amor, e pela sua encarada e as coisas que me diz, sei o que busca. Sexo! Mas não. Hoje eu não estou bem, eu decidir ignorar as mensagens e começo servir as bebidas no bar. Vinte minutos mais tarde, eu vejo entrar Eric no local, e meu coração desanda! Tun -tun ... Tun -tun ... Entra sozinho. Olha ao redor e rapidamente me localiza. Caminha com decisão até onde estou, e quando chega, diz:


- Jud, sai agora mesmo e venha comigo. David olha para ele e, em seguida, olha para mim. - Você conhece esse cara? - Ele pergunta. Eu vou responder quando Eric se adianta. - Ela é minha mulher. Algo mais para perguntar? Sua esposa? Será um prepotente? Surpreso, David olha para mim. Eu pisco e, finalmente, quando eu termino de preparar uma cuba-libre para a ruiva à direta, respondo: - Eu não sou sua mulher. - Ah, não é? -Eric insiste. -Não. Eu entrego a bebida para ruiva, que me sorri e eu faço o mesmo. Depois de atender ela, viro para Eric, que parece desesperado, e esclareço: - Eu não sou nada sua, o que nós tínhamos terminou e... Mas Eric, cravando seus espetaculares olhos azuis em mim, não me deixa terminar. - Jud, querida, você vai parar de falar essas bobeiras e sair desse bar? Irritada com as suas palavras, rosno. - Você que tem que parar de falar bobeira, chato. E repito: não sou tua mulher e tampouco sou tua noiva. Não sou absolutamente nada sua e quero que me deixe viver em paz. - Jud... - Quero que você me esqueça e me deixe trabalhar - prossigo irritada. -Eu quero que você parta para outra, que te dê bola e se afasta de mim, entendido? Meu rosto é sério, mas o de Eric é tenebroso.


Eu olho... eu olho... eu olho... Sua mandíbula está tensa e eu sei que está segurando seus impulsos mais primitivos, aqueles que me deixam louca. Deus, eu sou uma masoquista! David olha para nós, mas antes que ele possa dizer qualquer coisa, Eric sussurra: - Tudo bem, Jud. Eu vou fazer o que você me pede. Sem mais, ele se vira e vai para o fundo do bar. Incomodada, eu o sigo com o olhar. - Quem é esse cara? Pergunta David. Eu não respondo. Eu só posso continuar a olhando para Eric e ao ver que meu colega de bar lhe serve um whisky. David insiste. -Se não for muita indiscrição, quem é? - Alguém do meu passado. Eu respondo como posso. Com raiva, tento esquecer que Eric está aqui. Eu continuo a fazer bebidas e sorrindo para as pessoas que vêm até mim para fazer pedido. Por um curto tempo, não olho. Eu quero esquecer de sua presença e me divertir. David é encantador e continuamente tenta me fazer rir. Mas meu sorriso congela e meu sangue para quando, ao buscar uma garrafa no armário, vejo Eric conversando com uma mulher linda. Não me olha. Está totalmente concentrado na moça, e isso me deixa louca. Mas, de mau humor. Mãe... mãe... que ciumenta estouuuu! Uma vez que pego a garrafa, dou a volta. Não quero seguir contemplando o que ele faz, mas minha puta curiosidade me obriga a olhar de novo. Os sinais que faz a moça são as típicas que usamos quando o homem nos interessa. Toque no cabelo, na orelha um sorrisinho do tipo “claro que estou lhe convidando para algo mais”. De repente, a loira corre um dedo pelo seu rosto. Ele sorri.


Eric não se move e eu sou testemunha de como ela está ficando cada vez mais perto, até que ele foi totalmente encaixado entre suas pernas. Eric me olha. Seus olhos de fogo me aquecem. Ele corre um dedo pela garganta, e isso me enfurece. O que faz, tolo? Ela sorri, e ele baixa o olhar. Eu te mato! Essa baixada de olhos, acompanhado desse sorriso torto, sei o que significa: Sexo! Meu coração acelera. Eric está fazendo o que eu pedi. Fixou-se em outra, se diverte, e eu como uma imbecil, estou aqui sofrendo pelo o que eu mesma pedi. Pronto, quero me matar! Quinze minutos depois, percebo que se levantam, ele pega na mão dela e, sem olhar para mim, sai do local. Eu matooooooooooooo ele...! Meu coração bombeia enlouquecido. Saio do bar, caminho até ao banheiro e refresco a nuca com água. Eric acaba de demonstrar que ele não anda pela metade e seu jogo é forte e devastador. Preciso de ar ou explodo aqui. Tenho que desaparecer daqui, ou sou capaz de organizar a mesma matança de Texas, mas em Jerez. Quando eu saio do banheiro, como eu encontro David e digo que sairei com ele na noite seguinte. Ao chegar ao meu carro, entro e grito de frustração. Por que sou tão redondamente imbecil? Por que disse a Eric que faça coisas que me vão machucar? Por que não posso ser tão fria como ele? Sou espanhola, temperamental, não sou como Eric, impassível alemão. Eu ligo o carro, e o rádio começa a tocar. A voz de Alex Ubago encheu meu carro e fecho meus olhos. A canção Sin miedo a nada me dá arrepios.


Idiota, idiota, idiota... Eu sou totalmente IDIOTA! Mexendo no celular, inconscientemente começo cantarolar:

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente, Me muero por entregarte y seguir siendo capaz de sorprenderte, Sentir cada día ese flechazo al verte. Qué más dará lo que digan, qué más dará lo que piensen. Si estoy loca es cosa mía...

Buscando o numero de Eric e quando estou a ponto de telefonar, paro. O que estou fazendo? O que diabos eu faço? Enfurecida eu fecho o celular. Eu não vou ligar. Nem louca! Mas a raiva que eu tenho faz com que eu tire a chave da ignição, saio do carro e batendo a porta, entro de volta no pub. Estou solteira, sem compromisso e sou dona de minha vida. Procuro David. O localizo e lhe dou um beijo. Ele rapidamente me corresponde. Que fáceis sãos os homens! Por vários minutos eu deixei sua língua entrar em mim e brincar com a minha, e quando eu estou a ponto de insinuar que vamos para outro lugar, a porta do bar abre e vejo que entra aquela loira que saiu com Eric. Surpresa ao vê-la ali, eu sigo o seu olhar. Ela vai para o bar, pede uma bebida para o meu parceiro e, em seguida, retorna com seu grupo de amigos. No momento, meu celular toca. Uma mensagem de Eric.


“Namorar é tão fácil quanto respirar. Não faça nada que possa se arrepender.”

Sem saber por que, solto uma risada enquanto amaldiçôo. Maldito Eric! Ele e seus jogos malditos. David olha para mim. Eu digo a ele que eu tenho que continuar trabalhando e voltar para o meu posto. Às seis e meia da manhã entro na casa de meu pai. Todo mundo está dormindo. Eu vou para a lata de lixo e, depois de cavar através dele, encontro o cartão das rosas que ele me enviou. Eu abro e leio:

"Querida, eu sou um idiota. Mas um idiota que te ama e que deseja que você me perdoe. Eric".


Capítulo 5 Quando me levanto de manhã é muito tarde. Minha irmã e meu pai e estão ocupados com o jantar de Natal, enquanto o meu cunhado está jogando Playstation com a minha sobrinha. Depois de tomar um café, sento-me ao lado de meu cunhado e dez minutos depois, meu celular toca. Eric. Diretamente eu desligo. Às sete da noite, quando eu entrava no chuveiro, eu me olho no espelho. Minha aparência é boa, mas por dentro eu estou indecisa. Dirijo-me ao telefone e, depois de ver doze chamadas de Eric não atendidas, acho a mensagem de David:

"Eu vou pegar você em torno de meia-noite. Está ótimo.”

Faz-me sorrir. Mas meu sorriso é triste. Apático. Em desespero, eu me inclino sobre a pia. O que acontece comigo? Por que eu não posso tirá-lo da cabeça? Por que dizer uma coisa, quando eu quero outra? Por que...? Por que...? A resposta a ambos os "por quê?" É evidente. Eu o amo. Eu estou apaixonada por Eric. Mas não, eu sou burra. Estou farta desse absurdo e eu vou ter minha vida de volta. Frustrada, eu decidi tomar um banho, mas antes de eu ir para o banho vou ao meu quarto para encontrar alguma coisa para vestir.


Uma vez no banheiro, fechei o trinco da porta, coloquei o meu CD e que parece loucura Aerosmith. Eu aumento o volume e abro a torneira do chuveiro. Eu fecho os olhos e começo a me mover sensualmente ao ritmo da música e, no final, eu me sento na borda da banheira com o vibrador. Eu quero fantasiar. Eu preciso disso. Eu desejo. Mantenho os olhos fechados enquanto a música toca e faz barulho no banheiro.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy You turn it on, then you’re gone Yeah you drive me crazy, crazy, crazy for you baby What can I do, honey? I feel like the color blue...

Eu abro minhas pernas e deixo minha imaginação voar. Eu acho que Eric está por trás de mim e sussurra em meu ouvido que minhas pernas se abrem para os outros. Minhas coxas são separadas e, com os dedos, abro meus lábios como se eu estivesse oferecendo para Eric. Queimando. Sem demora, monto os dedos pelo meu sexo molhado. Eu ligo o vibrador e o levo para o meu clitóris. O resultado é fantástico, instigador e fabuloso. Uma explosão de prazer leva meu corpo, e quando eu vou fechar as pernas, a voz de Eric me pede que não. Obedeço-a ofegante.


Eu entro na banheira vazia e levanto minhas pernas em ambos os lados. Com os olhos fechados, eu estou exposto a todo mundo que se preocupar em olhar. Deitada de costa com as pernas abertas coloco o vibrador no centro do meu desejo como sussurra a voz de Eric para jogar, já faz um bom tempo. Meu corpo queima move animado, eu mordo o lábio para não chorar. Eric está presente. Eric me pede. Eric me instiga. Minha mente vagueia e fantasia. Quero reviver aqueles momentos do passado e senti-los novamente. A curiosidade que eu gosto. Sinto-me atraída tanto quanto Eric. Ofegante. A música soa alta e posso dar ao luxo de sussurrar o nome dele mesmo no momento em que eu sento na banheira e um maravilhoso orgasmo que me faz convulsionar com prazer. Quando eu me recupero, eu abro meus olhos. Estou só. Eric esta só na minha mente.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy You turn it on, then you’re gone Yeah you drive me crazy, crazy, crazy for you baby What can I do, honey? I feel like the color blue...

Após sair do chuveiro mais relaxada, volto ao meu quarto. Eu guardo o vibrador e pego o telefone. Dezesseis chamadas não atendidas de Eric. Isto me faz sorrir e imaginar a raiva que deve ter. Tome alemão! Eu também sou masoquista.


Eu quero ficar bonita para o jantar de Natal e decidi usar um vestido preto mais do que sugestivo. Explosivo. Certamente Eric vai em seguida para o pub e eu desejo que ele morra de raiva por não me ter. Quando eu saio do meu quarto e minha irmã me vê e exclama: - Que vestido mais lindo! - Gosta? Rachel acena com a cabeça e caminha até mim. - É bonito, mas para o meu gosto e ousado de mais também, você não acha? Eu olho no espelho do corredor. O decote do vestido é realizado por um anel de prata e de abertura chega ao estômago. É sexy e sei. Agora, vejo o meu pai. - Mãe, morena, você está linda! Ele diz, olhando. - Obrigada, pai. - Mas, minha vida, você não acha que está um pouco decotado? Quando eu coloquei os olhos, minha irmã retorna ao ataque. - Isso é o que eu estava dizendo a ela, pai. Isto é muito bonito, mas... - Você está indo para o trabalho no pub com esse vestido? Meu pai pede. -Sim. Por quê? Meu pai balança a cabeça. - Morena, Não acredito que Eric vai gostar disso. - Papaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! -Resmungou, irritada. Agora vem o meu cunhado, que também para em mim. - Uau, cunhada, esta deslumbrante! Ele sorri. Viro-me para o meu pai e minha irmã, e eu digo:


-Isso..., só isso que eu queria ouvir. Às nove e meia nós nos sentamos à mesa e provo as delícias que meu pai, com todo o seu amor, tinha comprado e preparado para nós. Os camarões são divinos e o cordeiro de lamber os dedos. Rindo das coisas que ele diz para minha sobrinha, jantamos, e quando nós terminamos, eu decido retocar a maquiagem. Eu tenho que ir trabalhar. Eu fiquei com David e eu pretendo esquecer tudo e apenas me divertir. Mas quando eu volto para a sala congelo vendo minha família em pé conversando com..., com Eric! Ele vira para mim, caminhando com os olhos nos meu rosto e depois o meu corpo. - Oi, querida! Cumprimenta-me, porém, percebendo em seu olhar, retificação. Bem, talvez isso de "carinho”. Eu estava bloqueada por um momento e quando eu vou para responder à minha irmã se intromete. -Olha quem veio Chuchu. Que surpresa, certo? Eu não respondo. Fecho meus olhos ignorando o sorriso de meu pai, entro na cozinha diretamente. O que ele faz aqui? Preciso de água. Segundos depois, meu pai vem. -Minha vida, esse menino é um bom homem e é louco por você. Além... -Papai, por favor, não comece com isso. -Esse homem te ama você não vê? -Não, papai, não vejo. O que ele faz aqui? -Eu o convidei. - Papaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Meu pai, sem tirar os olhos, insiste: -Vem morena, deixe sua teimosia para outro tempo e fala com ele. Eu tento entender você, mas não entendendo por que não falar com Eric.


-Não tenho nada para falar com ele. Nada! -Calma filha, os casais discutem e... Nós ouvimos a campainha. Eu vejo o relógio. Se for quem eu acho que é eu fecho os olhos. De repente minha irmã entra me seguindo pela pequena luz e sussurra: - Pelo amor de Deus, Judith, você ficou louca? Acabei de abrir a porta para David Cheetah e Eric esta na sala do lado. Oh, Deusssssssss! O que vamos fazer? - O corretor, esta aqui? Meu pai pergunta. -Sim, respondeu à minha irmã. Recebo risos nervosos. - Você tem dois namorados, Titia? Minha sobrinha quer saber. - Nãooooooooooo! -Eu digo, olhando para a pequena. - Porque dois namorados vêm procurando por você? - O titânio é o que há! Minha irmã-protesto. Estou ansiosa para matar Rachel, e ela silencia os pequenos. Meu pai mexe no cabelo com um olhar preocupado. - Você convidou David? -Sim, papai - respondo. -Eu tenho meus próprios planos. Mas... mas você é um encrenqueiro e... Oh, Deussssssssss! O pobre concorda. Isso não é bom e sem dizer nada, leva minha sobrinha pela mão e volta para o quarto. Minha irmã é histérica. - O que fazemos! -Mais uma vez perguntou, olhando-me fixamente. Eu tomo um copo de água novamente e estou pronta para fazer o que eu acho, eu respondo: - Você não sabe. Vou com David.


- Ai!!! Virgem de Triana!!! Que angústia!!! - Angústia, por quê? Minha irmã está se movendo nervosa. Eu sou mais, mas dissimulação. Ela contou com a presença de Eric para o meu pai. Então Rachel vem para mim. -Eric é seu namorado e... -Ele não é meu namorado. Como é que eu tenho a dizer? Agora minha irmã abriu os olhos de tão exorbitante e ouvi atrás de mim: - Jud, você não vai com esse cara. Eu não concordo. Eric! Eu me viro. Eu olho. Oh, Deussssssssssss, esta incrivelmente lindoooooooooo! Mas vamos ver, como e quando não é? E consciente de sua raiva em mim, pergunto com a minha arrogância em grande estilo: - Então, quem é que vai me parar, não é você? Nenhuma resposta. Somente aqueles celestiais olhos frios. De repente ele fala: - Se eu tiver que carregá-lo por cima do ombro e levá-lo comigo para fora, vou assobiar no final. O comentário não me surpreende e eu não estou dissuadida. - Sim, certo... quando os peixes voarem. Atreva-se e... - Jud... não me provoca, me cortou secamente. Ele sorriu para o seu aviso, e altera o meu sorriso ainda mais. - Minha paciência hoje em dia está mais do que esgotada, pequenas e...


- Sua paciência! -Eu grito, decomposta. -Não seria a minha que está esgotada? Ligou para mim - eu prossegui- Eu assediei. Você aparece no meu trabalho. Minha família insiste que você é meu namorado, mas não! ... Você não é. E ainda assim você diz que sua paciência se esgota. - Eu te amo Jud. - Pior para você, eu digo, sem saber realmente o que eu digo. - Eu não posso viver sem você - sussurra com a voz rouca cheia de tensão. “Ohhhhh!” escapa dos lábios de minha irmã. Seu gesto diz tudo. Esta totalmente abduzida por Eric e suas palavras românticas. Irritado e sem desejo de querer ouvir o que ele tem a dizer, eu me aproximei dele na ponta dos pés e disse perto de seu rosto o mais próximo que eu pude: - Você e eu não estamos mais juntos. Que parte dessa frase é incapaz de processar? Minha irmã me viu nesse estado, deixa a sua voz escapar, e me leva pelo meu braço para longe de Eric. - Por Deus, Judith, eu estou vendo você vir. A cozinha está cheia de facas, e atualmente é uma arma de destruição em massa. Eric dá um passo à frente, afasta a minha irmã e disse, olhando para mim: -Você está vindo comigo. - Com você? Eu digo e sorriu maliciosamente. Meu Iceman homem gelado me segura e me deixa perplexa, e de repente: - Sim comigo. Irritado com a confiança que exala por todos os poros de sua pele, levanto uma sobrancelha. - Não é o que parece. Eric sorri. Mas o sorriso é frio e desafiador.


- Quem não sonharia com isso? Eu dou de ombros, eu pareço desafiá-lo e adoto atitude mais arrogante que eu sou capaz. - Bem, não. - Jud... - Oh, por favorrrrrrrrrrrrrrrr! Eu protesto, querendo atirar a panela que eu tenho perto e levo minha mão na cabeça. - Judith - sussurra minha irmã - a sua mão fora da panela agora. - Cale a boca uma vez, Raquel! - Grito. - Ninguém é mais pesado, se ele ou se eu. Minha irmã, ofendida com as minhas palavras, sai da cozinha e fecha a porta. Faço uma simulação para segui-la, mas Eric me impede. Intercepta o meu caminho. Eu tenho o desejo que eu tenho que matá-lo e sussurrou: - Eu disse muito claramente que se você estava indo, assuma as consequências. - Eu sei. - Então? Eu olho... Eu olho... Eu olho, e finalmente ele disse: - Agi mal. Eu sou como você diz, um cabeça quadrada e eu preciso que você me perdoe. - Você está perdoado, mas não temos mais nada. - Pequena... Antes que eu pudesse reagir, me pegar em seus braços e me beija. Oprime-me. Pega a minha boca com uma verdadeira adoração e eu pressionei contra a sua forma possessiva. Meu coração vai a uma milha, mas quando separou sua boca da minha, eu lhe asseguro:


- Estou cansada de suas imposições. Ele me beijar e me deixa quase sem fôlego. - De suas palhaçadas e sua raiva e... Pega minha boca novamente e quando eu me separei dele, murmurou: - Não faça isso de novo, por favor. Eric olha para mim e, em seguida, desvia o olhar, virando a cabeça. - Se você me dar com a panela na cabeça, dê-me, mas eu não vou sair. Eu vou continuar beijando você até você me dar outra chance. De repente, eu percebo que tenho o cabo da panela pendurado na minha mão quase deixando cair. Eu sei, e, como a minha irmã falou, eu sou uma arma de destruição em massa! Eric sorri, e eu digo com toda a convicção de que eu posso: -Eric... , não temos mais nada. - Não, querida. - Se... Sua mais! - Repita o que mais você quer? - Eu te amo. Mesmo em seus braços, fecho os olhos. Minha força começou a vacilar. Eu observo. Meu corpo começa me trair. - Eu te amo! - Continuou a sua boca perto da minha boca. - E às vezes o amor é tão irracional sobre determinados temas. Mas as minhas dúvidas foram dissipadas quando no escritório me contou sobre como eu falei e me fez ver o quão ridículo e idiota que eu sou. -Você não está com Betta. -Você n��o é uma mentirosa e canalha como ela é. Você é uma mulher maravilhosa e linda que não merece o tratamento que te dei, me perdoe de coração.


- Eric, não... - Querida, não existe um segundo em que você não é o mais importante da minha vida e eu sou louco por você. - Eu olho para ele, e ele pergunta: - Você não me ama mais? - Eu não respondo, e ele continua: - Se você me disser, eu prometo te deixar ir, sair e não voltarei a te incomoda em sua vida. Mas se você me ama, me desculpe por ser tão teimoso. Como você disse, eu sou alemão! E eu estou disposto a continuar tentando voltar com você, porque já não posso viver sem você. Meu coração vai explodir. Que coisas mais agradáveis ele está me dizendo! Mas... não, eu não deveria ouvir, e sussurrou em uma voz fraca: - Não faça isso Eric... Ainda segurando, implorando, trazendo sua testa na minha. - Por favor, meu amor, por favor... por favor... por favor, me escuta. Uma vez você ficou chateada do que eu era para você, mas eu não sei como. Eu não tenho nem a sua magia, e sua graça para alcançar esses efeitos dramáticos. Eu sou apenas um alemão que está na frente de você e lhe pede..., te pede uma nova oportunidade. - Eric... - Ouça - rapidamente me interrompe, - Eu tenho falado com os proprietários do pub onde você trabalha e eu resolvi tudo. Você não tem que ir para o trabalho. Eu... - Por que você fez isso? - Pequena... Furiosa. Estou novamente furiosa. - Mas vamos ver quem é você para... para? Você ficou louco? - Amor. Ciúme me matar e...


- Não ciúme, mas eu faço isso, eu vou te matar, eu insisto. Você só estragou o único trabalho que eu tive. Mas quem você pensa que é para fazer isso? Quem? Espero que as minhas palavras tenham saído com tanta raiva, mas não. - Eu sei que a minha ação, tenham parecido com excesso, mas eu quero e preciso estar com você, a minha teimosa mulher de gelo. Gemi quando ele acrescenta: - Eu não posso permitir que você leve seus sorrisos maravilhosos e dividir o seu tempo com alguém que não seja eu. Eu te amo pequena. Eu te amo demais para esquecer e vou fazer tudo o que poder fazer para você me querer de novo e tanto quanto eu preciso de você. Meus olhos se enchem de lágrimas. Estou esvaziando. O homem que eu amo dizer isso para mim, as coisas mais maravilhosas que eu já ouvi. Mas eu mantenho a minha resolução. - Saia!!! - Então é verdade? - Pergunta ele, com a voz tensa e cheia de emoção. Minha cabeça vai explodir. - Eu não disse isso, mas eu tenho que falar com David. Ainda não me soltou. - Por quê? Apesar de ser tonto, prego um duro olhar sobre ele. - Porque esta me esperando e merece uma explicação. Eric concorda. Percebo o desconforto em seu rosto. Por último, deixo a cozinha precedida por Eric e David me vê - Esta espetacular, Judith. - Obrigado, respondo, sorrindo com relutância.


Não querendo pensar em mais nada, agarrou o braço de David, vejo a cara de espanto do meu pai e de minha irmã, e o levo para o jardim para conversar a sós com ele. David concorda. Eric foi reconhecido como o homem do bar na noite passada. Entende o que eu expliquei e depois lhe dou um beijo na bochecha, ele sai e eu volto para a casa. Todo mundo olha para mim. Meu pai sorri e Eric chega para saber à minha escolha. - Você vem comigo? Eu não respondo. Basta olhar para ele, olhá-lo e olhá-lo. - Titia, você tem que perdoar, diz a minha sobrinha. Eric é muito bom. Olha, ele me trouxe uma caixa de chocolates do Bob Esponja. Então eu vejo que Eric pisca para a minha sobrinha. - Está subornando? Ela sorri e lhe dá um cúmplice sorriso irregular. Eu olho para o meu pai e ele está dado animados acenos. Eu olho para a minha irmã que está com um de seus sorrisos bobos, ela acena com a cabeça em aprovação. Meu cunhado me dedica uma piscada. Eu fecho meus olhos e meu coração acelera. É o que eu quero. É o que eu preciso. - No momento, você e eu vamos conversar – falo olhando para Eric. - O que você quiser, querida. Minha sobrinha dá saltos, encantados. - Dê - me um segundo. Eu vou para o meu quarto e minha irmã está vindo atrás. Eu a vejo assim que me abraça.


- Deixe o seu orgulho de lado, teimosa, e aprecia o homem que veio procurar você. Por que razão? Claro, querida. Defendo com Jesus dia após dia, mas o melhor são as reconciliações. Não negue seus sentimentos e deixe o amor. Aparentemente irritado comigo mesmo por um cata-vento, eu me sento na cama. - Ele realmente me dá nos nervos, Rachel. - Aqui, e meu Jesus, mas nós queremos e é isso que conta, para de falar besteira. Finalmente, sorrio e com sua ajuda eu começo a colocar minhas coisas na minha mala. O que eu sinto por Eric é definitivamente forte o suficiente para mim. Eu quero, eu preciso dele e eu adoro isso. Voltando à sala de estar com a minha bagagem, Eric sorri me abraça e eu fico arrepiada quando anuncia ao meu pai e toda a minha família: - Eu vou ganhar todos os dias.


Capítulo 6 Depois de dizer adeus à minha família eu entro no carro de Eric. Eu cedi. Eu cedi e novamente eu estou ao lado dele. Minha cabeça vai e volta, estou tentando entender o que eu estou fazendo. De repente olho para a estrada. Eu acreditava que iria para Zahara, a casa de Frida e Andres, e estou surpresa ao ver que fomos para uma bela casa alugada de verão. Uma vez que a cerca de metal fecha atrás de nós, vejo a bela casa no fundo e sussurro: - O que fazemos aqui? Eric olha para mim. - Precisamos estar sozinho. - Concordo. Não há nada que eu queira mais do que isso. Quanto eu saio do carro, Eric leva a minha bagagem com uma mão e me dá a outra. Ele me agarra com força e entra na casa. Minha surpresa é capitalizada para ver como o ambiente mudou. Mobiliário moderno. Paredes e cores lisas. Uma enorme tela de plasma. Uma nova chaminé. Tudo, absolutamente tudo, é novo. Ele pareceu surpreso. Eu o vejo colocar a música e, antes de dizer qualquer coisa, ele me esclarece: - Eu comprei a casa. Mas sabe o que é incrível? Como você pode não ter ouvido falar que eu comprei? - Você já comprou esta casa? - Sim, para você. - Para mim? - Sim, querida. Foi minha surpresa.


Atordoada, eu olho ao redor. - Venha, - diz Eric depois de deixar a minha bagagem. -Precisamos conversar. A música envolve a estadia, eu me sento na cadeira confortável em frente à lareira crepitante. - Você está linda com esse vestido - diz, sentado ao meu lado. - Obrigada. Acredite ou não, comprei para você. Depois de um aceno de cabeça, seu olhar vaga pelo meu corpo, - não posso deixar de dizer: - Mas foi para outros que eu pensava em usar o vestido. Mas aqui estamos. - Já começou. - Uma vez que esta me mordendo! - Conte até quarenta e cinco anos, e não quarenta e seis. -finalmente, resposta: - Como eu te disse uma vez, eu não sou um santo. E quando eu não tenho um parceiro, e eu uso o que eu quero, quando eu quero. - Eric levanta uma sobrancelha, e eu prossigo: - Eu sou a sua única amante, você tem que ser claro de uma vez por todas. Exatamente: quando você é único, que não é o caso, ele insiste, sem tirar os olhos de mim. De repente, percebo que soa como uma música que eu realmente gosto. Deus, o que eu achava de Eric enquanto ouvia isso! Voltamos a nos como rivais, tanto a voz de Ricardo Montaner canta:

Convénceme de ser feliz, convénceme. Convénceme de no morir, convénceme.


Que no es igual felicidad y plenitud Que un rato entre los dos, que una vida sin tu amor.

Estas palavras dizem muito sobre o meu relacionamento com Eric, eu momentaneamente deixo nublar a minha mente. Mas no final, Eric cede e muda de assunto. - Minha mãe e minha irmã envia-lhe lembranças. Esperam vê-la na festa organizada na Alemanha no dia cinco, lembra? - Sim, mas não conte comigo. Eu não vou. Minha testa está franzida. Apesar da felicidade que me oprime para estar com o homem que eu amo, o orgulho e a raiva ainda estão instalados em mim. Eric sabe. - Está bem Jud..., sou o único culpado por tudo que aconteceu. Você estava certa. Mas às vezes eu sou um teimoso e... - O que fez você mudar de idéia? - O fervor com que você defendeu a sua verdade foi o que me fez perceber o quão errado eu estava com você. Antes de você sair eu já tinha percebido o meu grande erro, querida. - Convencer... Nada mais a dizer, Eric olha para mim, e eu me repreendi. “Convencer?” Mas o que estou dizendo? Deus, a canção ofusca minha razão. Que termina agora. E sem deixá-lo responder, rosno: - E por que eu tive que dizer adeus ao meu trabalho e devolver o anel? - Não, você não está demitida e... - Sim, estou. Eu não quero a porra do seu negócio de volta na minha vida. - Por quê?


- Porque sim. Ah, e por falar nisso, eu estou feliz em saber que você colocou na rua o meu ex- patrão. E antes que você insiste, não! Eu não vou voltar para o seu negócio, certo? Eric concorda, mas por um momento, é atencioso. No final, decidimos falar: - Eu não vou permitir que você continuasse trabalhando como garçonete ou aqui ou em qualquer outro lugar. Para as minhas coisas eu sou muito territorial e você... Espantada por este ataque de ciúmes, eu digo: - Olha bonitão, hoje há um grande número de desemprego na Espanha e, você sabe que eu tenho que trabalhar, eu não posso me colocar no plano de princesa. Mas de qualquer maneira, agora eu não quero falar sobre isso, ok? Eric concordou com isso. - Em relação ao anel... - Eu não quero. - Uau, que vantagem eu estou tendo! - Até eu estou surpresa. - É seu, Mel... -Eric responde com um toque e uma voz suave. - Eu não quero. Desvio do beijo. E antes que diga alguma coisa, murmuro: - Eu não quero anéis, sem compromissos, sem movimento, sem nada. Nós estamos falando sobre nós e nosso relacionamento.

Houve algo que tem atrapalhado a vida e não quero nem anéis de casamento ou títulos, ok? Concorda novamente. Sua docilidade tem me espantado. Você realmente me ama tanto? As extremidades das músicas e sons do Nirvana. Genial! Ele só romance. Há um silêncio tenso dos dois, mas levo o meu olho em um segundo. Finalmente, vejo uma curva nos cantos dos lábios e diz:


- Você é um jovem muito corajoso e ao mesmo tempo bonito. Não quero sorrir mas levanto uma sobrancelha. Eric sorri assim que eu acabei de dizer. - O que fez outro dia no escritório, me deixou sem palavras. - É mesmo? Cantar? Verdades? Dizendo adeus do trabalho? - Tudo isso e ouvir como me mandavas para o inferno com o chefe de gabinete. Nunca mais faça perder a credibilidade na minha empresa, você entende? Desta vez sou eu quem acena e sorri. Ele está certo. Isso foi muito ruim. Silêncio. Eric olha para mim, esperando que eu o beije. Exigiu o meu contato, é por isso que eu olho, mas estou determinada a não tornar as coisas fáceis. - É verdade que você me ama tanto? - Mais - sussurros, trazendo seu nariz no meu pescoço. O coração me agita, seu cheiro, sua proximidade, sua postura, começa a tomar seu pedágio em mim, e eu só posso desejar me despir. Sua proximidade é irresistível, mas disposto a dizer tudo o que eu tenho a dizer, eu me afasto e murmurou: - Eu quero que você saiba que eu estou muito brava com você. - Sinto muito, querida. - Você me fez sentir muito mal. - Desculpe pequena. Os lábios dela beijando seu ombro nu. Oh, Deusssssss, como eu gosto! Mas não. Deve seu próprio remédio. Ele serve-lhe bem. Então, respiro fundo e digo: - Você vai senti-lo, Mr. Zimmerman, porque a partir desse momento, cada vez que eu ficar com raiva de você terá uma punição. Estou cansada de apenas eu ser punida. Surpreso, ele olha para mim e franze a testa.


- E como você pretende me punir? Levanto-me do sofá. - Não gosta dos guerreiros? Bem, aqui vou eu. Eu ando ao redor lentamente diante dele, com certeza da minha sensualidade. - No momento, privando-o de que a maioria quer. Ele se levanta. Oh, oh! Sua altura é espetacular. Crava seus olhos marcantes e azuis em mim e pergunta: - O que quer dizer exatamente? Eu observei e, quando estou atrás do balcão, esclareço: - Você não está indo para desfrutar de meu corpo. Essa é a sua punição. Tensão! O ar pode ser cortado com uma faca. Seu rosto é decomposto diante dos meus olhos. Espero pelos gritos e pela recusa, mas depois a voz gélida diz: - Você me ama? - Eu não respondo. - Você escapou de mim. Eu fiquei louco, sem saber onde estava. Eu tomei o telefone por alguns dias. Eu bati a porta na cara dele e na noite passada eu te vi sorrindo para outros tipos. Eu tenho que ter ainda mais punição? - Aha! (Maldições em alemão.). Uau, que palavra disse! Mas, falando de minhas alterações, completou: - Querida, eu quero fazer amor. Eu quero beijar. Eu quero te mostrar o quanto eu amo você. Eu quero você nua em meus braços. Eu preciso de você. E você está me dizendo que vai me privar disso tudo? Eu confirmo com a minha voz mais fria e distante.


- Sim, exatamente. Nem mesmo num fio de cabelo meu você vai tocar até eu sair. Você quebrou meu coração e se você me quiser, respeita a punição que eu tenho sempre respeitado as suas. Eric retorna a xingar em alemão. - E quanto tempo vou ser punido? Ele pergunta, olhando-me fixamente. - Até eu decidir que basta. Ele fecha os olhos. Inspira pelo nariz e quando abre, concorda. - Tudo bem, pequena. Se for isso que você acha que deve fazer, vá em frente. Encantada, sorrio. Eu tenho que fugido dele! Eu vejo o relógio e percebo que são duas e meia da manhã. Eu não durmo, mas preciso ficar longe dele, ou o primeiro que não vai cumprir a punição absurda serei eu. Assim, eu falo antes dele colocar as malas no quarto: - Você me dizer onde é o meu quarto? - Será aqui o seu quarto! Com dissimulação eu contive o riso que eu gostaria de ver a sua face: - Eric, não espere que vamos dormir juntos. - Mas... - Não, Eric, não. Eu gostaria da minha própria privacidade. Eu não vou compartilhar a cama com você. Você não merece. Tenso acena com a cabeça lentamente, deve ter amaldiçoado a memória de todos os meus antepassados, e murmura, após o primeiro impacto: - Você sabe que a casa tem quatro quartos. Escolha o que você quer. Eu vou dormir em qualquer um dos que estão livres. Sem olhar, eu pego minha mochila e sigo para o quarto que ele e eu usamos no verão. O nosso quarto. Está lindo!!! Eric colocou uma enorme cama de dossel no centro do quarto, o que é ótimo. Móveis brancos em conserva e cortinas de linho laranja para combinar com a colcha. Eu olho para o teto e vejo


um ventilador. Eu amo os ventiladores! Eu fecho a porta e meu coração bate difícil. O que estou fazendo? Desejo a despir-me, beijar-me, deixe-me o amor como nós gostamos tanto, mas aqui estou eu, negando a mim mesmo o que mais desejo e negando a ele. Depois de deixar a minha bagagem ao lado de uma parede do quarto, eu me olho no espelho oval com mobiliário de correspondência e sorrio. Minha aparência com este vestido é o mais sexy e sugestivo. Não admira que Eric me olhe assim, com malícia sorrio e planou o dedo no pulso, quero puni-lo. Abro a porta, eu olho e vejo Eric em pé na frente da lareira. - Posso pedir um favor? - Claro. Percebendo o que eu peço, eu me aproximei dele, eu retiro o meu cabelo longo e escuro de um lado, e eu pergunto, mimosa: - Pode descer o zíper do meu vestido? Eu me viro para encontrar o meu sorriso e não ouvi-lo bufar. Eu não vejo o gesto, mas eu imagino os olhos fixos nas minhas costas. Na minha pele. Suas mãos passando em mim. Ufa, é quente! Muito lentamente a descer o zíper. Eu sinto sua respiração no meu pescoço. Emocionante! - Jud... - Eric... - Digo. - Desejo - confessou com voz rouca no meu ouvido. A carne me faz rastejar. Os cabelos em pé e não me respondeu. Eu não posso. Não usar um sutiã e termina com zíper no final da minha bunda. Estava olhando para a minha calcinha preta. Minha pele. Minhas nádegas. Eu sei, eu o conheço. Eu também quero. Eu estou morrendo por ele. Mas eu estou disposta a buscar o meu alvo. - O que você quer? Eu digo sem me virar.


Aproximando-se mais perto de mim, eu deixei ele me abraçar por trás e as palavras ecoam no meu ouvido. - Eu quero você. Deus, estou desesperada! Se não quente e terrivelmente animada. Sem olhar, inclino minha cabeça em seu peito, fecho os olhos e murmurou: - Gostaria de me tocar, nua e fazer amor? – Sim - Com a posse? Sussurrou com uma voz fina. - Sim Expelir o ar dos meus pulmões e me sufoco. Eu sinto sua ereção a cada momento mais duro pressionando contra a minha bunda. Ele beija meus ombros e eu gosto. - Gostaria de me dividir com outro homem? - Só se você quiser, querida. Vou desabar a qualquer momento. - Desejo, gostaria de olhar nos seus olhos e saborear sua boca enquanto outro me possui. - Sim... - Você dá-lhe a mim, eu vou abrir para ele e observar como ele se encaixa em mim de novo e de novo. - enquanto eu engasgo e olho em seus olhos, noto como Eric engole em seco. Isso colocou coração. Meu coração não... seguindo. E quando ele coloca seus lábios ardentes na base do meu pescoço e me beija, eu torno a me afastar dele e, olhando-o nos olhos, digo com todo o meu despeito: - Não, Eric..., você esta sendo punido. Começo a subir o vestido para ir embora.


- Boa noite! Eu o deixo. Eu entro no meu quarto e fechou a porta. Tremendo. Eu apenas fiz o mesmo que eu fiz esse tempo no comércio de bar. Aqueça tudo. Queimando. Excitação. Hot... quente. Eu tiro meu vestido e deixo em uma cadeira. Vestida apenas com a calcinha preta, eu sento aos pés da cama e olho para a porta. Eu sei que ele virá. Seus olhos, sua voz, seus desejos e seus instintos mais primários me disse que eu preciso e é o que você quer. Momentos depois, ouvi seus passos se aproximando. Minha respiração agitou-se. Eu quero que ele entre. Eu quero puxar a porta. Eu gostaria de possuir com o meu olhar em seus olhos. Sem tirar os olhos da porta eu ouço seus movimentos. Estou duvidosa. Era tentador. Mas também sou a mulher que você não quer decepcionar. A maçaneta move, oh, sim! E minha vagina treme, ansiosa para aproveitar o que só Eric pode fornecer. Sexo selvagem. Mas, de repente, a maçaneta para, a minha decepção me faz abrir a minha boca, e mais para ouvir seus passos se afastando. Será que ele foi? Quando eu sou capaz de fechar a boca, eu lamento. Eu sou uma idiota. Bobagem, ele simplesmente respeita o que eu pedi e gostando ou não, eu vou ser feliz. Eu levo horas para adormecer. Eu não posso. É uma doença que faz com que ele seja muito tentador para mim. Estamos sozinhos em uma bela casa, desejando-nos como loucos, mas também não faz nada sobre isso.


Capítulo 7 Na parte da manhã , quando eu acordo, a primeira coisa que faço é ligar para o meu pai. Vai ser desconfortável. Nós nos comunicamos bem e estou animada para ouvir a sua voz de felicidade. Ele é repleto de alegria para mim e Eric, e isso me faz sorrir. Ele me pergunta se eu gostei da casa que Eric me comprou. Fico surpresa que meu pai sabe, mas confesso que ele tem sabido de tudo. Eric perguntou-lhe e ele adorou cuidar de toda a obra em sigilo, é claro. Meu pai e Eric se dão muito bem, e é isso que eu gosto, mas eu estou preocupada ao mesmo tempo. Após terminar o telefonema, abro a porta e bisbilhoto através dela. Não vejo nada, eu ouço apenas música. Eu acho que o cantor é Stevie Wonder. Eu escovo os dentes, penteio o cabelo e visto um jeans. Ao entrar na sala de estar espaçosa agora interligada à cozinha, vejo-o sentado no sofá lendo um jornal. Eric sorri para mim. O que é muito atraente! É lindo com a camisa cinza e roxo e com um jeans. - Bom dia. Quer um café?- Ele pede de bom humor. Eu franzo a testa e eu respondo: - Sim, com leite. Silenciosamente eu vejo que se levanta, vai até o balcão da cozinha e encheu uma caneca com café e leite, enquanto eu noto as suas mãos, aquelas mãos forte que eu gosto quando eu jogo e o deixo louco de prazer. - Você quer torradas, linguiça, omelete, ameixa, bolo, cookies? - Nada.


- Nada? - Eu estou em uma dieta. Surpreso, ele olha para mim. Desde que nós nos conhecemos nunca tinha lhe dito que eu estava em uma dieta. Que a tortura não é comigo. - Você não precisa de nem uma dieta. Deixando o café para mim. Eu não respondo. Basta olhar para ele, eu olho e o vejo, e bebo o café. Depois que acabo Eric, que não levantou os olhos de cima de mim, diz: - Você dormiu bem? - Sim - Não vou revelar que eu não tinha dormido bem, nem sobre ele não ter saído da minha mente. - Você? - Eric curva nos cantos dos lábios e diz em sussurros: - Honestamente, eu não conseguia pregar o olho pensando em você. Que lindoooooooooooo!!!! Mas o que isso me faz ter um ataque cardíaco. Provoca-me. Então, para ficar longe da tentação, levanto-me da cadeira e vou até a janela para olhar o horizonte. Está chovendo. Dois segundos depois, eu noto que ele esta atrás de mim, mas não me toca. - O que você quer fazer hoje? O que eu quero fazer! Jura que ele não sabe??? Como falar, bem deixe ver: SEXO!!!! Mas não, eu não vou dizer isso, então eu encolho os ombros retomando minha postura. - O que você quiser. - Humm...! O que eu quero? – Sussurra perto do meu ouvido. Mãe, mãe, mãe! Ai ele sente a mesma coisa que eu: SEXO! Ouço a sua voz e imaginar o que ele está pensando me deixa em arrepios. Mas eu posso evitá-lo, dirijo meu olhar para ele e ele me olhou nos olhos e acrescentou: - Se é o que eu quero, eu quero despir você, baby.


- Eric... Engraçado, sorri e vai embora depois de me seduzir como um demônio de verdade. - Quer ir para Zahara ver Frida e Andrew? Ele pede ao longe o suficiente. Isso me parece uma excelente idéia e concordo encantada. Meia hora depois, nós dois estamos indo em seu carro para Zahara. Está chovendo. Está frio. Ele coloca a música Convencer! Por que essa música de novo? Eu fecho meus olhos e silenciosamente amaldiçoou. Quando eu abro os olhos, eu olho para fora da janela e fico quieta. - Você não quer cantar? - Mentalmente, sim, eu faço, mas eu não admito. - Eu não me sinto com vontade. -Silêncio entre os dois até que ele quebra novamente. - Você sabe, uma vez uma linda mulher, que eu adoro, me contou que sua mãe lhe dissera que cantar era a única coisa que domesticava os animais e... - Você está me chamando de animal? - Surpreso ele estremece. - Não... longe disso. - Bem, você canta, se quiser, eu não me sinto assim. Eric concorda e morde o lábio. Por fim, ele diz com resignação: - Tudo bem, eu vou calar a boca. A tensão no ar é palpável, e ninguém abre a boca durante toda a viagem. Quando chegamos ao nosso destino, Frida e Andrew abraçam-me felizes, especialmente Frida, que me diz: - No passado enfim... Estou contente de ver que vocês estão de volta juntos! - Não declare vitória cedo demais, estamos em quarentena. - Quarentena?


Eu sorrio ironicamente e digo: - Eu o tenho punido sem sexo ou carinho. - O quê? Depois de olhar para Eric e contemplar a sua carranca, eu murmurou: - Ele me castiga quando eu faço algo de errado e agora eu decidi que eu vou fazer o mesmo. Então eu o puni sem sexo. - Mas só você ou todas as mulheres? Isso me alerta. Eu não tinha pensado nisso, mas eu tenho certeza que ele teria entendido tudo. - TODAS! – Frida ao ver o meu gesto ri. - Ei, enquanto ele está sendo punido o que você faz? - Frida está rindo. - Eu não tenho que contá-los. - Eu sei onde você está indo. Seu rosto me faz sorrir. - Tudo bem... Eu vou te dizer, porque eu não tenho vergonha de falar sobre sexo. A primeira vez que fui punido, eu a levei para um clube de swingers e depois de aquecer e abrir as pernas para outros homens me forçou a voltar para o hotel sem ninguém, nem mesmo ele me tocar. A próxima vez que uma mulher me deu e... - Oh, Deussssssssssss, eu adoro a punição do Eric, mas eu acho que o seu é muito cruel! Vendo o olhar de Frida no final eu sorrir novamente. - Isso por que você sabe que eles estão jogando. Eu serei seu pior pesadelo e ele vai se arrepender de ter me deixado com raiva. Na hora da comida parou de chover e decidimos ir a um dos restaurantes em Zahara. Como sempre, tudo é grande, e como eu não tinha comido direito no café da manhã comi com uma fome voraz. Eu como camarão, cação marinado e lulas. Eric olha para mim com surpresa. - Você não estava em uma dieta? - A resposta é sim. Engraçado, mas eu fico com fome às vezes.


O meu comentário o faz rir e inconscientemente me beija e se aproxima de mim. Eu aceito o seu beijo. Oh, Deus, eu precisava disso. Mas quando terminar gostaria de falar tudo o que posso: - Verifique se o seu instinto, Mr. Zimmerman, encontra seu castigo. Sua expressão fica séria e acena com azedume. Frida olha para mim e com o seu sorriso. O resto do dia foi bem gasto. Estar com Frida para mim é divertido e eu me sinto bem como Eric procura minhas atenções. Necessidade de beijar e tocar-lhe tanto ou mais do que eu, mas me contenho. Eu ainda estou brava com ele. À noite, voltamos para a casa. Quando foi deitar veio e me deu um beijo nos lábios tentadores, eu vou para o meu quarto, mas antes que eu possa chegar, Eric pega a minha mão. - Quanto tempo vai durar isso? Quero dizer que acabou. Quero dizer eu não posso mais. Mas meu orgulho me impede de desistir. Piscou e me deixou ir de sua mão e entrar no quarto sem responder. Uma vez lá dentro, os meus instintos mais básicos gritam comigo para abrir a porta e acabar com o absurdo da punição, mas minha auto-estima não vai me deixar. Como na noite passada, eu o escuto se aproximando da porta. Eu sei que você quer me ver, mas eventualmente deixa novamente. Na parte da manhã, a mãe de Eric ligou e pediu para voltar com urgência para a Alemanha. A mulher que cuida de seu sobrinho, na sua ausência, decidiu deixar o trabalho sem aviso prévio e ir viver com a sua família em Viena. Eric está numa encruzilhada: seu sobrinho ou eu. - O que você deve fazer? Por horas eu o vejo tentar resolver o problema por telefone. Falar com a mulher que parecia distante e discute com seu sobrinho. Ela não entende que não avisou a tempo de encontrar uma substituta. Em seguida, falou com Martha e se desesperou. Falou com sua mãe e discutiu novamente. Eu o ouço falar um pouco com Flynn e senti a sua impotência para enfrentá-lo. Na parte da tarde,


vendo-o exausto, extremamente sobrecarregado e sem saber o que fazer, meu bom senso prevalece e concorda em acompanhรก-lo para a Alemanha. Tem que resolver um problema. Quando eu digo, ele fecha os olhos, e coloca a testa contra a minha e me abraรงa. Eu falo com o meu pai que eu vou voltar no dia 31 para jantar com eles. Meu pai estรก satisfeito, mas deixou claro que, se no final, por qualquer motivo, decidir ficar este ano na Alemanha, vai entender. Naquela tarde, tomamos seu jato particular em Jerez, que nos leva a Josef Aeroporto Internacional Franz Strauss, em Munique.


Capítulo 8 Na Alemanha, caiu uma forte nevasca e é frio como o inferno. Na chegada, estávamos esperando um carro escuro. Eric cumprimenta o motorista e depois me apresentar e descubro que se chama Norbert. Observo as ruas cobertas de neve e vazias enquanto Eric fala pelo telefone com a mãe e promete ir para a casa dela amanhã. Ninguém brinca com a neve ou esta andando de mãos dadas. Quando o carro para, meia hora depois, está diante de um portão de aço grande e eu sinto que nós chegamos. A porta se abre e vejo ao lado de uma pequena casa. Eric diz-me que esta é a casa dos funcionários que trabalham na casa. A unidade continua através de um jardim bonito e agradável. Surpreendo-me ao ver a mansão linda e enorme que aparece diante de mim. Quando o carro para, Eric me ajuda a descer e ver como eu olho ao meu redor, diz: - Bem vinda ao lar. Sua voz e seu gesto e seu olhar me coloca todas em arrepios. Ele pega a minha mão e me puxa firme. Eu o segui, e quando uma mulher na casa dos cinquenta anos abre a porta rapidamente, cumprimenta Eric e me apresenta: - Judith, ela é Simona. Ela cuida da casa, juntamente com o marido. A mulher sorri, e eu faço o mesmo. Entramos no enorme lobby quando um homem chega a nós, o que nos pegou no aeroporto. - Norbert é o marido dela - diz Eric. Sem hesitar, eu falo no meu perfeito Alemão o que o deixou desnorteado: - Tenho o prazer de conhecê-lo. O casal atordoado pela minha exuberância trocou um olhar. E então, dizem:


- Senhorita. Eric sorri. - Simona, Norbert, podem ir descansar. É tarde. - Vamos antes levar a sua bagagem em seu quarto, senhor, indica Norbert. Assim que deixar a nossa bagagem, Eric me dá um olhar interrogativo e sussurra: - Na Alemanha, somos assim beijoqueiros. - Opa, desculpe. Com um sorriso inocente, me olha com os seus olhos lindos tocando as minhas bochechas e murmura suavemente: - Tudo bem, Jud. Tenho certeza de que você vai gostar tanto quanto eu. Eu balancei minha cabeça em aprovação e dou um passo para trás para longe dele, ou não serei responsável por minhas ações. Eu olho em volta a procura de uma saída, e vendo a escada dupla por onde o casal passou, ele pega a minha mão e sussurra: - Impressionante. Gosta? Ele pergunta, preocupado. - Deus, Eric! ... Como eu não vou gostar? Mas... mas isso é incrível. Enorme. Lindo. - Venha, eu vou te mostrar a casa - diz segurando a minha mão. Estamos sozinhos, com exceção de Simona e Norbert. Eu gosto do toque da sua mão e de sentir a sua felicidade, isso quebra gradualmente a concha de frieza que está em meu coração. Entramos em uma sala onde tem uma lareira maravilhosa e imponente que convida você para aquecer um chocolate. Eu olho para tudo. O mobiliário escuro e sóbrio. É uma casa de homens. Não tem uma fotografia. Não tem um detalhe feminino. Nada. Presa na mão dele, ele me guia por todos os quartos do primeiro andar: dois belos banheiros, um incrível


designer de cozinha, uma despensa. Eu ando ao seu lado e fico encantada com tudo que vejo. Atravessamos um corredor, e uma porta se abre e fomos para uma garagem enorme e impecável. Deus! O sonho do meu pai! Há um Mitsubishi SUV estacionado azul escuro, em cinza claro um Maybach Exelero, um Audi A6 preto e uma moto 1100 BMW cinza escuro. Eu olho para tudo atônita, e quando eu penso que já não pode surpreender mais, voltando pelo corredor, outra porta se abre diante de mim parece uma piscina retangular espetacular que me deixa completamente sem palavras. - Piscina coberta? Que mimo! Eric sorri. Parece engraçado ver os meus gestos de surpresa. Eu tento mantê-los, mas eu não posso. Estou impressionada! Uma vez fora da sala, continuamos pelo corredor e em um escritório. Seu escritório. Tudo é carvalho escuro e uma enorme biblioteca com escada móvel que eu sempre vejo nos filmes. Isso parece ótimo! Em cima da mesa repousa vários dispositivos de computação. Para a direita existe uma lareira e a esquerda uma caixa de vidro contendo várias armas. - Elas estão seguras, certo? - Peço depois que me aproximei da vitrine. - Sim. - Constato com armas assustadoras. - Eu nunca gostei de armas. - E antes que ele diga alguma coisa, eu continuo - você sabe usar? - Como sempre, eu olho... Eu olho e no final ele diz: - Um pouco. Prático tiro olímpico. Não pergunto mais, deixo pegar a mão dele novamente e saímos do escritório. Fomos para uma segunda sala, onde há uma abundância de brinquedos e uma secretária. Essa deve ser a sala de jogos e estudos do Flynn. Tudo é bem organizado. Não há nada fora do lugar, o que me surpreende. Se colocássemos a minha sobrinha em uma sala de jogos seria o caos em pessoa. Não expresso nada do que eu penso, e saio do quarto para ir para outro. Este é parcialmente vazio, exceto por caixas, muitas caixas.


- Este espaço é para você. Para o seu material, diz de repente. - Para mim? Eric concorda e acrescenta: - Aqui você pode ter o seu próprio espaço pessoal, algo que eu sei que você quer e gosta. - Eu vou dizer uma coisa, quando ele acrescenta: - Como você viu, Flynn tem o seu lugar e eu tenho o meu. É justo que você também tem o seu para o que quiser. Eu não sei o que dizer. Estou boquiaberta mas prefiro manter a calma para não falar algo que eu sei que vou me arrepender mais tarde. Eric está mais perto de mim, me beija na testa e murmura: - Vem... Continua a apresentar a sua casa. Absorvida pela amplitude e luxo aqui, eu subi a escadaria dupla impressionante no átrio. Eric me diz que no andar estão sete quartos, todos com banheiro. O quarto do Eric é incrível. Enorme! É no azul e no centro tem uma cama gigante, que faz meu coração disparar. O banheiro é outra maravilha: jacuzzi, ducha, tudo um luxo. Ao voltar para o quarto eu olho para o abajur em uma das mesas e sorriso. É o que nós compramos em El Rastro. Muito casual. Seu olhar... eu sei que Eric está olhando para mim o que me perturba. Repentinamente eu olho para o quarto e vejo a minha bagagem. Isso me deixa mais aflita. Saímos do quarto de Eric e entrou no de Flynn. Aviões e carros perfeitamente colocados. Tão pura é esta criança? Ele continua a me surpreender. O quarto é bom, mas impessoal. Não parece que uma criança vive aqui. Saímos e fui apresentada aos cinco quartos restantes. Eles são grandes e bonitos, mas sem vida. Você percebe que ninguém usa. Ele pega a minha mão de novo e me puxa para baixo pelas escadas. Entramos pelo arco de madeira incrível da cozinha com ilha central. Abre um frigorífico americano, mostra um coque frio para mim e uma cerveja para si mesmo. - Espero que você goste da casa.


- Ela é linda, Eric. Ele sorri e toma um gole de sua cerveja. - É tão grande que... Ugh! - Eu digo, olhando em volta e tocando sua testa. O meu pai vai alucinar com todas essas cores. Mas... mas a minha casa é menor do que um dos banheiros neste piso. - Eric sorri, e perguntou: - Por que você não me disse antes? Ele dá de ombros, da uma olhada no que nos rodeia. - Eu não sei. Você nunca me pediu para conhecer a minha casa. - Eu sorrio. Eu pareço ridícula, mas eu não consigo parar de sorrir. Eu gosto de Eric. Eu gosto da casa. Na verdade eu gosto e de estar com ele aqui. Tudo... absolutamente tudo o que tem a ver com isso que eu gosto! E antes que eu possa falar, eu sinto suas mãos na minha cintura e me colocar no balcão. Ele fica entre as minhas pernas e pergunta com tom doce perto da minha boca - Eu continuo no castigo? Essa sua pergunta e sua proximidade me pegaram de surpresa tanto que eu não sei o que dizer. Por um lado, eu tenho que ser a difícil, eu sei que devo o fazer pagar, mas já me faz pensar se eu quero continuar com esse castigo, mas por outro lado eu preciso então eu sou capaz de perdoar absolutamente tudo para o resto da vida? Eu quero gritar - me fode aqui!! Para o que parece uma eternidade, nós nos olhamos. Nós nos beijamos com os olhos. E como de costume em ele começa a vagar em mim. - Você me perdoa? - Não lhe perdoei? Mas, cansado de esperar coloca sua boca na minha tentadoramente. Eu sinto seus lábios nos meus queimar quando ele diz: - Beije-me... Eu não me movo. Não o beije!!! Estou tão paralisada pelo desejo que eu mal posso respirar.


- Beije-me - insiste. Quando eu não o faço nada, ele coloca suas mãos sobre minha cabeça e me deixa louca por isso ele coloca a sua língua no meu lábio superior e na parte inferior, encerrando o momento com uma deliciosa mordida. Minha respiração acelera. Meu coração parece uma locomotiva, e depois ele me beija. Não espere mais. Tem sua boca de modo que eu estou disposta a absolutamente tudo o que ele me pedir. Enquanto me beijar, sinto que uma de suas mãos vai para baixo da minha cabeça e para o meu pescoço e, em seguida, começa a afundar seus dedos na minha carne e ele vaga para a minha vagina sua doce e tentadora ereção. Oh, meu Deus! Felizmente eu estou usando jeans, se não, Eric já teria rasgado a minha calcinha, ou melhor, eu mesma a teria rasgado. Inconscientemente, eu fecho meus olhos e levanto a minha cabeça para trás. Ele, vendo a minha alegria e minha mudança de respiração, da às primeiras mordidas em meu queixo e move a sua língua molhada para a minha garganta e sussurra: - Venha para o quarto, querida. Eu preciso despir você e possuir como eu venho querendo fazer há dias. Eu quero abrir as suas pernas para mim e depois afundar-me uma e outra vez até que seus gemidos vivos acalmem a ansiedade que eu sinto por você. Ouvir isso me deixa tonta. Instantaneamente, me sinto bêbada com ele e como sempre eu quero mais. Mas não, eu não preciso. Eu luto com determinação contra o meu desejo e excitação e junto o resto das forças que eu ainda tenho a meu favor, eu me soltou dele, sabendo o que vai acontecer: - Não... , você não está perdoado. - Jud... , eu quero você. - Não... , você não deve. - Jud... , ele protesta.


- Diga-me o meu quarto e... Sem terminar a frase, eu ouço sua frustração quando se separa de mim. Seu gesto é tão tenso quanto à virilha de suas calças. Fecha os olhos e se encosta ao balcão. Seus dedos são brancos, e sem olhar para mim, finalmente, sibila: - OK, vamos continuar com o seu jogo. Siga-me. Desta vez, não pega a minha mão começa a descer as escadas e eu sigo. Eu olho para as costas largas, pernas fortes e seu bumbum. Hummmm Eric é tentador. Pura tentação e eu sei que eu disse não. Ao chegar ao primeiro andar andando resolutamente em direção ao seu quarto, abre a porta, leva a minha bagagem e volta para o lobby. - O quarto de dormir? Eric, com raiva e determinação, caminha até o fim do corredor e abre uma porta mais distante do seu quarto. Ambos entramos, ele coloca a minha bagagem ao lado da cama e, depois de não olhar para mim ou me beijar e fala: - Boa noite! Fecha a porta e vai embora. Por alguns segundos, eu sou como uma idiota olhando para a porta, o meu peito sobe e desce com a emoção do momento. O que eu fiz? Mas incapaz de fazer ou dizer qualquer outra coisa, eu tiro a minha roupa eu coloco o meu pijama e deito na cama linda. Eu pego o meu iPod e começa a tocar a canção “Convencer-me a ser feliz, me convencer” no final apago a luz, é melhor eu dormir. Mas o meu subconsciente me trai. Como dormir se eu estou molhada e com tesão, só consigo imaginar Eric me beijando enquanto abre as minhas pernas e dá acesso a outro homem para me penetrar. Eu levanto os meus quadris em busca de maior profundidade, e o homem, que eu não vejo o rosto, acelera sua corrida dentro e fora de mim, e não poso deixá-lo ir. O estranho é que Eric, meu Iceman, libera escabroso, sexy e cativante, tem o seu lugar. Eu toco as coxas... Oh, sim!


Eu abri as minhas pernas... sim! Ele crava seu olhar deslumbrante para mim para que eu possa vê-lo, e diz em um tom mórbido: - Peça-me o que quiser. E antes que eu pudesse responder, meu amor, meu homem, meu Iceman, único, preciso e ardente me penetra e me faz gritar de prazer. - Eric! Ele e só ele me dá o que eu realmente preciso. Ele e só ele sabe o que eu gosto. Um... dois... três... vinte vezes ele me penetra me deixando pronta para ir a loucura. Eu grito, grito, ele arranhou as costas, enquanto o homem que eu amo me leva aos mais doces orgasmos, maravilhada e devastada. Eu acordei assustada. Eu estou sozinha na cama, suando e realizando o meu sonho. Não sei quanto tempo vou ser capaz de continuar infligindo essa terrível punição de abstinência sexual, mas o que eu sei é que eu preciso de Eric e eu morreria para estar em seus braços.


Capítulo 9 Quando eu acordo, não sei que horas são. Olho para o relógio. Faltam cinco minutos para as dez. Saio da cama. Os alemães são muito madrugadores e não quero parecer um urso sonolento. Eu tomo um banho rápido, depois coloco um vestido de lã preto casual e minhas botas, e desço até a sala de estar. Ao entrar não há ninguém, caminho até a cozinha. Eric está sentado em uma mesa redonda, lendo um jornal. A me ver fecha o jornal. - Bom dia, dorminhoca, me cumprimenta sem sorrir. Simona, que está cozinhando, me olha e diz: - Olá - Eu pareço definitivamente como um urso sonolento. - Bom dia, eu digo. Eric não faz menção de levantar-se nem de me beijar. Isso me surpreende, mas reprimo meus instintos, enquanto rumino minha tristeza por não receber o meu beijo de bom dia. Simona me oferece frios, queijos e mel. Mas, vendo que eu nego com a cabeça e peço apenas café, pega um bolo de ameixa feito por ela mesma e logo me empurra para me sentar à mesa ao lado de Eric. - Dormiu bem? - Ele pergunta. Eu faço um gesto afirmativo com a cabeça e tento não lembrar do meu sonho excitante. Ah! Se ele soubesse... Dois minutos depois, Simona deixa um café com leite fumegante sobre a mesa e um bom pedaço de bolo de ameixa. Com fome, eu pego um pedaço na boca e ao perceber seu sabor de manteiga e baunilha, exclamo:


- Hummmm, está muito bom, Simona! A mulher, encantada, concorda e sai da cozinha, enquanto eu continuo com o café da manhã. Eric não fala, só me olha, e quando eu não aguento mais, olho para ele e pergunto: - O que foi? Por que você está me olhando assim? Sem sorrir, apoiando-se em sua cadeira ele responde: - Ainda não posso acreditar que você está sentada na cozinha da minha casa. - E antes que eu possa dizer qualquer coisa, muda de assunto e acrescenta - Quando terminar iremos à casa da minha mãe. Devo pegar Flynn e comeremos por lá. Depois sairei. Hoje eu tenho um jogo de basquete. - Você joga basquete? - Eu pergunto surpresa. - Sim. - Sério? - Sim. - Com quem? - Com alguns amigos. - Por que não me disse que você jogava basquete? Eric me olha, me olha, me olha, e finalmente, murmura: - Porque nunca me perguntou. Mas agora estamos na Alemanha, na minha área, e pode ser que muitas coisas te surpreendam sobre mim. Assinto como uma boba. Acreditava conhecê-lo, e de repente descubro que faz tiro olímpico, joga basquete e, supostamente, vou surpreender-me com mais coisas. Sigo comendo o delicioso café da manhã. Voltar a ver sua mãe e conhecer o pequeno Flynn são situações que me deixam nervosa, por isso não posso esconder que pinica o meu pescoço.


- Quando você disse que aqui não era muito efusivo nas saudações, isso também significa que não haverá beijos de bom dia? Percebo que a minha pergunta o pega de surpresa, mas responde enquanto reabre o jornal: - Haverá beijos sempre que os dois queiram. Tudo bem... Acaba de me dizer que agora não sou atraente para ele. Merdaaaaaaa! Eu estou começando a provar do meu próprio remédio e eu sou uma péssima jogadora. Eu ainda sigo comendo o bolo de ameixa, mas meu rosto deve ser tal que pergunta: - Mais alguma pergunta? Eu balanço minha cabeça e ele volta a olhar para o jornal, mas com o canto do meu olho eu vejo os cantos da curva de seus lábios. Que patife! Quando termino completamente o delicioso café da manhã, ele se levanta e eu faço o mesmo. Vamos até a entrada após abrir um armário, pegamos nossos casacos. Eric olha para mim. - E agora? - Digo-lhe ao ver o seu gesto. - O que você veste é pouca roupa. Aqui não é a Espanha. Com minhas mãos eu toco o meu casaco preto da Desigual e esclareço: - Calma, aquece mais do que você pensa.

Com uma carranca, me sobe a gola do casaco e, após pegar minha mão, afirma enquanto caminhamos para a garagem dentro da casa: - Terá que comprar algumas coisas, pois não quero que adoeça. Suspiro e não respondo. Nem vou passar tanto tempo aqui que precise comprar nada. Uma vez que entramos no Mitsubishi, Eric aciona um controle que


está no carro. A porta da garagem se abre enquanto o aquecimento do carro aquece o ambiente em décimos de segundo. Que maravilha o Mitsubishi! Ligo o rádio e sorrio ao reconhecer a música do Maroon 5. Eric dirige. Está sério como sempre. E sem necessidade de que eu lhe pergunte, começa a me explicar por aonde vamos passando. Sua casa, segundo me diz, está no centro de Trudering, um lugar bonito, onde à luz do dia vejo que há mais casas ao seu redor. E que casas pequenas! Cada qual mais impressionante. Ao sair de uma estrada me indica que um pouco mais ao sul, há campos agrícolas e pequenos bosques. Isso me emociona. Tendo natureza perto, como em Jerez, para mim é essencial. Ao longo do caminho passamos pelo distrito de Riem, até chegar a um bairro elegante chamado Bogenhausen. Aqui vive sua mãe. Depois de atravessar ruas com casas, paramos em um portão escuro, os meus nervos estão tensos. Conheço Sônia e sei que é um amor, mas é a mãe de Eric e isso me deixa muito nervosa. Uma vez que Eric estaciona o seu carro dentro de uma bonita garagem, olha para mim e sorri. Ele me conhece e sabe que quando estou tão quieta é porque estou tensa. Quando vou soltar, um dos meus disparates para relaxar o ambiente, a porta da casa se abre e Sônia aparece diante de nós. - Que alegria, que alegria de ter vocês dois aqui! - Ela diz feliz. Eu sorrio, não posso fazer outra coisa. E quando Sônia me dá um abraço e eu retribuo, ela sussurra em meu ouvido: - Bem-vinda à Alemanha e a minha casa querida. Aqui vamos te querer muito bem. - Obrigada. - sussurro como posso.


Eric se aproxima e beija sua mãe, então seguramente me pega pela mão e juntos entramos na casa, onde o ambiente agradável rapidamente me deixa quente. No entanto, o barulho é terrível. Parece música repetitiva. - Flynn está na sala de estar jogando com um de seus infernais jogos. Sônia explica. E, olhando para seu filho, ela acrescenta - Eu tenho a cabeça louca. Não pode jogar sem essa musiquinha infeliz. - Eric sorri, e ela continua Por certo, sua irmã Martha acaba de ligar. Disse para esperarmos para comer. Quer cumprimentar Jud. - Grande - Eric assente. Enquanto eu estou prestes a ficar louca pela música alta saindo da sala. Por alguns minutos, Eric e sua mãe falam sobre a mulher que cuidava de Flynn. Ambos estão decepcionados com ela, e ouço dizer que pretendem contratar alguém para ajudá-los com o garoto. Enquanto falam, estou surpresa ao ver que eles fazem, sem que o ruído infernal de fundo seja um problema. Além disso, dá a sensação de que eles estão acostumados a isso. Uma vez que terminam, uma jovem se aproxima de nós e diz algo a Sônia. Esta, desculpandose, sai com a outra. De repente, Eric me dá a mão. - Preparada para conhecer Flynn? Eu digo sim com um gesto. Sempre gostei de crianças. Juntos caminhamos até a sala. Eric abre a enorme porta de correr branca e os decibéis da música sobem inevitavelmente. Está surdo Flynn? Observo a sala. Ela é grande e espaçosa. Cheia de luz, fotos e flores. Mas o barulho é insuportável. Eu olho para a frente e vejo uma enorme TV de plasma e alguns guerreiros lutando impiedosamente. Reconheço o jogo Mortal Kombat: Armageddon. É o jogo que o meu amigo Nacho tanto gosta e que passamos horas e horas jogando. Frequente vício obtive com ele.


Na tela os lutadores saltam e lutam, e eu noto que no bonito sofá cor de framboesa que está na frente da TV, se move um boné vermelho. Será Flynn? Eric franze o cenho. A música não pode estar mais alta. Ele solta a minha mão e caminha para o sofá e, sem dizer nada, se abaixa, aperta um botão e abaixa o volume. - Tio Eric! - Uma pequena voz grita. E de repente um garoto pequeno dá um salto e abraça meu Iceman particular. Eric sorri e, enquanto o abraça, fecha os olhos. Oh, Deus, que momento tão bonito! Arrepiam-me os pelos por todo o corpo ao sentir o amor que meu alemão sente pelo sobrinho. Por alguns segundos, observo os dois enquanto compartilham confidências e ouço uma risada infantil. Antes de me apresentar, Eric presta atenção enquanto o menino, animado com a sua presença, conta algo do jogo. Depois de alguns minutos, o pequeno ainda não percebeu que eu estou lá, Eric coloca-o no sofá e diz: - Flynn, quero te apresentar à senhorita Judith. Da minha posição, percebo como as costas do menino estão tensas. Esse gesto de desconforto é tão Iceman, que não me surpreende que o tenha também. Mas, sem demora, caminho até o sofá e ainda que o pequeno não me olhe, eu o cumprimento em alemão. - Olá, Flynn! De repente, ele vira o rosto, crava seus olhos escuros e rasgados em mim, e responde, enquanto Eric tira o boné para revelar sua cabeça escura: - Olá Sra. Judith! Chinês? Flynn é chinês?


Surpresa com os traços orientais do pequeno, quando eu esperava o típico menino de olhos azuis e branquinho, tento recuperar-me do choque inicial e com o melhor de meus sorrisos, digo ante o gesto divertido de Eric: - Flynn, você pode me chamar só de Jud ou Judith, ok? Seus olhos escuros me digitalizam profundamente e assente. Seu olhar desconfiado é tão penetrante como o de seu tio, o que me dá arrepios. Mas antes que possa dizer qualquer outra coisa, entra na sala a mãe de Eric, Sônia. - Oh, meu Deus, como é maravilhoso falar sem gritar. Eu vou ficar surda! Flynn, meu querido, você não pode jogar com o volume baixo? - Não Sônia. - responde o pequeno, ainda com os olhos cravados em mim. Sônia? Que impessoal. Por que não chamar a avó de avó? Por um momento, noto que a mulher fala com a criança, até que seu telefone celular toca. O garoto se senta no sofá quando Sônia responde. - Jogamos uma partida, tio? - Pergunta. Eric olha para sua mãe, mas ela sai da sala com pressa. Finalmente, ele senta ao lado de seu sobrinho. Antes que comecem a jogar, eu me intrometo. - Eu posso jogar? - As meninas não sabem jogar isso. - responde o pequeno Flynn sem me olhar. Meu rosto é um poema e Eric desvia o olhar para esconder um sorriso, eu sinto isso. - Quem disse isso? Se algo que tenho odiado toda a minha vida é que os sexos se condicionem para fazer as coisas. Surpresa com isso fico observando o moleque, que segue sem me olhar.


- Por que você acha que as meninas não sabem jogar isto? - Porque este é um jogo de homens, e não de mulheres. - replica o infame enquanto volta a cravar os olhos escuros em mim. - Você está errado. - eu respondo com calma a Flynn. - Não, eu não me engano. - insiste o pequeno. - As meninas são desajeitadas para jogos de guerra. Vocês preferem mais os jogos de príncipes e de moda. - Você realmente acha isso? - Sim. - E se eu mostrar que as meninas também jogam Mortal Kombat. O pequeno pensa na sua resposta e finalmente, afirma: - Eu não jogo com as meninas. Com os olhos arregalados, olho para Eric pedindo ajuda e pergunto em espanhol: - Mas que tipo de educação machista você está dando a este menino malhumorado? - E antes de responder, eu adiciono com um sorriso falso nos lábios: - Ei, olha, é o seu sobrinho, mas se me diz algo a mais solto quatro pedras, por mais criança que seja. Eric sorri e responde como um idiota, enquanto ele mexe com a franja: - Não te assuste, pequena. Ele faz isso para impressioná-la. E por certo, Flynn pode falar espanhol perfeitamente. Fico boquiaberta e antes que possa dizer qualquer coisa o pequeno se adianta: - Eu não sou um menino mal-humorado, se não jogo contigo é porque eu quero jogar só com o meu tio. - Flynn - Eric repreende.


Convencida de que o começo com o menino não foi tão bom como eu gostaria, sorrio e murmuro: - Retiro o "menino mal-humorado". E tudo bem, eu não vou jogar, se você não quiser. Sem mais, ele para de me olhar e liga o jogo. A música soa horrível novamente, Eric pisca para mim e começa a jogar com ele. Por vinte minutos observo como jogam. Ambos são muito bons, mas eu percebo que eu sei movimentos que eles não sabem e que não estou disposta a revelar. Cansada de olhar para a tela e de que estes dois machos de poder passam de mim, eu me levanto e começo a andar pela enorme sala. Vou até uma grande lareira e me fixo nas fotos que estão expostas. Nelas vejo Eric com duas meninas. Uma delas é Martha e suponho que a outra era Hannah, a mãe de Flynn. Vejo sorrirem e percebo o quanto se parecia com Eric e Hannah: cabelos claros, olhos azuis e o mesmo sorriso. Inconscientemente sorrio. Há mais fotos. Sônia com seus filhos. Flynn bebê nos braços de sua mãe, vestido de abóbora. Martha e Eric abraçados. Estou surpresa de ver uma foto de Eric, muito mais jovem e com cabelo comprido. Uau, que sexy meu Iceman! - Olá, Judith! Ao ouvir meu nome me viro e encontro o encantador sorriso de Martha. Com o ruído existente não ouvi entrar. Abraçamo-nos e ela diz, pegando a minha mão: - Já vejo que estes dois guerreiros te abandonaram pelo jogo. Ambas os olhamos e respondo com escárnio: - De acordo com alguém, as meninas não sabem jogar. Martha sorri, suspira e caminha até mim.


- Meu sobrinho é um pequeno monstro em potência. Certamente ele lhe disse isso, certo? Concordo com a cabeça e ela suspira novamente. Finalmente, ela acrescenta: - Vamos à cozinha para tomar uma bebida. Sair da sala para mim e especialmente para os meus ouvidos, é um descanso.

Quando chegamos à cozinha vejo uma mulher cozinhando que nos cumprimenta. Martha a apresenta como Cristel e quando ela volta para seus afazeres, pergunta: - O que você gostaria de tomar? - Uma Coca-Cola. Martha abre a geladeira e pega duas Cocas. Em seguida, faz um aceno com a cabeça e a sigo para uma bela sala de jantar ao lado da cozinha. Sentamos à mesa e através do vidro vejo Sônia, agasalhada, está fora da casa ao telefone. Ao nos ver, sorri, e Martha sussurra: - Mamãe e seus namorados. Isso me surpreende. Mas Sônia não é casada com o pai de Martha? E quando a minha curiosidade está prestes a explodir, Martha toma um gole de sua Coca-Cola e esclarece: - Meu pai e ela se divorciaram quando eu tinha oito anos. E apesar de eu amar meu pai, eu sei que é um homem muito chato. Mamãe é tão cheia de vitalidade que precisa de outro tipo de vida louca. - Concordo como uma boba e ela é divertida, sussurra: - Olhe para ela, é como uma adolescente quando fala com uma de suas paqueras por telefone.


Eu olho para Sônia e estou ciente de que o que Martha diz é verdade. Neste momento, Sônia fecha o celular e dá um pulinho de excitação. Em seguida, abre o vidro e entra, ao ver que estamos sozinhas, nos diz enquanto tira o casaco: - Meninas... me convidaram para ir a Suíça. Eu disse que sim e vou amanhã. Sua exuberância me faz sorrir. - Com quem mamãe? - Pergunta Martha. Sônia se senta ao nosso lado e confidencia em sussurros, emocionada: - Com o belo Trevor Gerver. - Trevor Gerver! - Gesticula Martha e Sônia concorda. - Ah, minha filha! - Vá, mamãe! Trevor é um grande bolo quente. Alisando o cabelo, Sônia explica: - Filha, eu já te disse que esse homem olha demais para minhas pernas quando fazemos o curso. Além disso, o dia em que saltei de pára-quedas, eu notei que... - Você saltou de pára-quedas? - Eu pergunto boquiaberta. Mãe e filha me dizem para calar a boca com gestos e finalmente Martha me diz: - Sobre isto nem uma palavra para o meu irmão ou ele monta em nós, ok? Atordoada, eu concordo com a cabeça. Esse esporte arriscado para Eric não tem nenhuma graça. - Se meu filho descobre que ambas fazemos esse curso, vai ser insuportável - Sônia me informa - É muito rigoroso com segurança desde o acidente fatal que ocorreu com minha preciosa Hannah.


- Eu sei... eu sei ... Eu faço MotoCross e o dia que me viu fazendo ele quase... - Você faz MotoCross? - Martha pergunta, surpresa. Concordo e Martha aplaude. - Sônia intervém, - Mas sim isso fazia também minha filha com Jurgen, seu primo. E o meu filho não ficou com raiva ao saber? - Sim, - respondo sorrindo - mas tornou-se claro que o MotoCross é parte de mim e não posso fazer nada. Martha e sua mãe sorriem. - Na garagem ainda tenho a moto de Hannah - aponta Sônia. - quando quiser levar. Pelo menos você vai usá-la. - Mamãe! - Martha protesta. - quer perturbar Eric? Sônia suspira, depois sacode a cabeça e olhando para sua filha, responde: - Eric fica com raiva só de olhar para ela, querida. - Tem razão - Martha zomba. - E, apesar de querer que vivessem em uma bolha de vidro, para que nada nos aconteça, - continua Sônia, - você deve compreender que a vida é para ser divertida e que não é por andar de moto ou saltar de pára-quedas que tem que acontecer algo horrível. Se Hannah tivesse vivido, seria o que eu diria. Então, querida, - insiste olhando para mim, - se você quiser a moto é sua. - Obrigada. Vou me lembrar disso, - sorrio encantada. No final, nós três rimos. Está claro que Eric, conosco ao seu lado, nunca terá sossego. Entre risos e confidências escuto que Trevor é o proprietário da escola de pára-quedismo, que fica nos arredores de Munique. Isto realmente me chama a atenção. Eu adoraria fazer um curso em queda livre. Mas então, quando ouvi


falar sobre a viagem para a Suíça, percebo que em dois dias é véspera de Ano Novo! E incapaz de manter o silêncio, pergunto: - Você vai voltar para o Ano Novo? Ambas olham para mim e Sônia responde: - Não, querida. Passarei na Suíça com Trevor. - Eric e Flynn passariam sozinhos? - Pergunto, boquiaberta. As duas respondem com a cabeça. - Sim, - esclarece Martha. - Mamãe tem planos e eu também. Meu rosto deve estar um poema, porque Sônia se obriga a dizer: - Desde que minha filha Hannah morreu, esta noite deixou de ser especial para todos nós, especialmente para mim. Eric entende e é ele quem fica com Flynn. E mudando de assunto rapidamente, Sônia sussurra: - Oh, Martha o que levo para a Suíça? Por um tempo eu ouvia, enquanto penso que meu pai nunca, nem por um pensamento remoto, nos deixaria sozinhas, minha irmã ou eu com a minha sobrinha em uma noite especial. Uma brincadeira de Martha de repente me faz sorrir e nossa conversa é interrompida quando Eric aparece segurando o pequeno pela mão. Ele, que não é bobo, olha para nós três. É claro que estávamos falando sobre algo que não queremos que ele saiba e Martha, para disfarçar, levanta para cumprimentá-lo no momento em que Sônia olha para mim e sussurra: - Nem uma palavra do que falamos aqui para o meu filho sempre zangado. Mantenha o segredo, está bem querida? Eu respondo com um sinal afirmativo quase imperceptível, enquanto observo que Eric sorri para algo que Flynn acabou de dizer.


Vinte minutos depois, os cinco reunidos em volta da mesa de jantar, degustamos uma rica comida alemã. Tudo é fantástico. Às três e meia, estamos todos sentados na sala conversando quando vejo que Eric olha para o relógio, se levanta, se aproxima e agachando-se ao meu lado diz, cravando seus deslumbrantes olhos azuis em mim: - Querida, tenho que estar dentro de uma hora no Centro Esportivo de Oberföhring. Eu não sei se você gosta de basquete, mas eu ficaria feliz se você viesse comigo para assistir o jogo. Sua voz, sua proximidade e a forma como diz “querida”, faz levantar vôo às milhares de borboletas que vivem dentro de mim. Quero beijá-lo. Quero que me beije. Mas não é o melhor lugar para desencadear a paixão contida. Eric, sem necessidade de que eu fale, sabe o que eu penso. Sente. No final, concordo encantada e ele sorri. - Eu também quero ir! – ouço Flynn dizer. Eric parar de me olhar. Nosso momento é quebrado, e presta atenção ao pequeno. - Claro. Coloque seu casaco.


Capítulo 10 Quinze minutos depois, nós três estamos no Mitsubishi de Eric e nos dirigimos ao Centro Esportivo de Oberföhring. Quando chegamos, Eric desliga o motor do carro, Flynn sai como um tiro e desaparece. Eu olho inquieta para Eric, mas ele diz, pegando sua bolsa de ginástica: - Não se preocupe, Flynn conhece bem o centro de esportes. Um pouco mais calma, eu pergunto enquanto caminhamos: - Você já notou como o seu sobrinho me olha? - Lembra como eu olhei no início para sua sobrinha? - Eric responde. Isso me faz sorrir, e acrescenta: - Flynn é uma criança. Você tem que apenas conquistá-lo, como eu conquistei a Luz. - Tudo bem... você está certo. Mas não sei por que eu sinto que o seu sobrinho é como o tio, um osso duro de roer! Eric ri. Ele para, me olha, se aproxima, se inclina para me alcançar e sussurra: - Se não estivesse de castigo, neste momento te beijaria. Gostaria de colocar minha boca nos seus lábios e devorá-los com prazer real. Depois te colocaria no carro, te arrancaria as roupas e te faria amor com verdadeira devoção. Mas, infelizmente para mim, estou de castigo e sem qualquer chance de fazer alguma coisa que eu desejo. Meu coração bate acelerado. Tun -tun ... Tun -tun ... Deussssssssssss, como entender o que acaba de dizer e quando eu estou pronta para beijá-lo, de repente escuto: - Judith! Eric!


Eu olho para a minha direita e vejo Frida e Andrés com o pequeno Glen. Nem preciso dizer que nos derretemos em abraços efusivos. - Você também joga basquete? - Eu pergunto, olhando para Andrés. O divertido médico me atira um olhar. - Sou o melhor da equipe - sussurra e todos sorrimos. Quando chegamos ao vestiário, Frida e Andrés se beijam. Que macacos! Eric olha para mim com desejo, mas não se aproxima. - Vá com Frida, querida. Vejo você após o jogo. - Diz antes de desaparecer atrás da porta. Deus meu, quero que me beijeeeeeee! Mas não. Isso não acontece. Quando a porta se fecha, minha cara boba deve ser tal que Frida pergunta: - Não me diga que você ainda o está castigando? Como uma boba, concordo e minha amiga solta uma risada. - Vamos..., vamos para as arquibancadas para torcer por nossos meninos. Por certo, eu adoro suas botas. Elas são lindas e sexy! Perdida em meus pensamentos, sigo Frida. Chegamos a uma porta e ao abrir aparece uma bonita quadra de basquete. Ali está Flynn, sentado em um banco amarelo brincando com seu PSP. Ao nos ver chegar se levanta e sem nos cumprimentar, se dirige a Glen. O pequeno o ama. Nos sentamos e Flynn pede à Frida que deixe o filho com ele. Ela faz isso e por alguns minutos observo como faz carinhas para que o pequeno Glen sorria. A pista está cheia de gente e logo Flynn entrega o menino à sua mãe e vai sentar vários bancos abaixo de nós. - Que tal com Flynn? - Pergunta Frida me observando. Antes de responder, encolho os ombros.


- Honestamente, acho que ele não gostou de mim. Ele não quer jogar comigo e apenas fala comigo. É sempre assim ou é só comigo? Frida ri. - É um bom menino, mas não é muito comunicativo. Note que eu o conheço toda a minha vida, e não falei mais que dez palavras. É um louco por maquininhas e jogos. Mas sim, quando vê Glen é todo sorrisos. - De repente, fica em silêncio por um momento, então sussurra: - Ugh, que fedor! Eu só vou usar o banheiro para trocar a fralda deste pequeno ou todos nós morreremos com esse cheiro. - Posso te acompanhar? - Não, Judith. Fique aqui. Não demorarei. Quando ela vai, eu noto que Flynn percebe que estou sozinha. Eu sorrio, convidando-o a sentar-se comigo, mas ele resiste. Ele não se move e eu desisto. Cinco minutos depois, chega um grupo de mulheres da minha idade, todas belíssimas e perfumadas. Elas se sentam abaixo de mim. Parecem muito animadas ao falar sobre um cabeleireiro, até que os jogadores vêm para aquecer e fico boquiaberta ao reconhecer quem está conversando com Eric e Andrés. Dá-me um calor da morte. Na pista, há poucos metros de mim, esta o homem que eu amo com toda minha alma, junto com outros dois com quem eu compartilhei a cama. Ufa, que calor e que embaraçoso! Discretamente me abano com a mão, enquanto não sei para onde olhar. Quando consigo que meu coração pare de bater a dois mil por hora, olho para a pista e volto a ficar vermelha como um tomate, quando vejo que os três homens me olham e me cumprimentam. Timidamente eu levanto minha mão e respondo. As mulheres que estão a minha frente acreditam que é para elas que se dirigem e cochicham como galinhas, enquanto saúdam entusiasmadas. Estou ciente de que eu não posso tirar meus olhos de meu Iceman particular. É tão sexy... Ele me olha, solta a bola e pisca para mim, e eu sorrio


como uma boba. Deus... é tão lindo de amarelo e branco que estou prestes a gritar “Lindo, lindo e lindo!" De onde estou. Flynn se aproxima de seu tio e ele satisfeito, lhe joga a bola. O menino ri, e Björn o pega em seus braços e lhe dá uma cambalhota. Por alguns segundos, o pequeno é o centro do jogo dos homens e está feliz. Ele muda o gesto e, pela primeira vez, eu o vejo sorrir como uma criança da sua idade. Quando Flynn se retira e senta no banco, observo orgulhosa como Eric se move pela pista. Nunca o imaginei no papel de atleta, e eu só consigo pensar que me encanta! Por alguns minutos, eu gosto do que eu vejo quando, involuntariamente, ouço de uma mulher que está sentada à frente: - Vamos, vamos... Hoje jogue como o homem que eu quero em minha cama. - E eu na minha, fala outra. Todas riem, e eu também, dissimulando. Tais comentários entre mulheres amigas é muito normal. Tudo é divertido e eu aproveito o momento, até que outra exclama: - Oh, meu Deus! Eric está cada dia melhor. Vocês já viram suas pernas? – De novo todas riem, e a loira idiota, porque não tem outro nome, acrescenta: Até hoje me lembro da noite que passei com ele. Foi colossal. Meu sangue sobe. Toc... Toc... Ciúme bate à minha porta. E pensar que Eric tem compartilhado noite e sexo com aquela não me agrada, e acima de tudo, gostaria de saber se a reunião foi recente. - Lora, mas se isso foi há mais de um ano atrás. Como você pode se lembrar ainda? Uff, eu estou prestes a bater palmas quando ouço isso.


Eric teve algo com essa antes de me conhecer. Quanto a isto não posso culpá-lo. Eu também tive as minhas coisas com outros homens antes de estar com ele. - Gina, só te direi que Eric é um homem que deixa pegadas. - Responde a tal Lora, e todas sorriem, inclusive eu. Por um tempo escuto como as mulheres expõem o que pensam de todos, e cada um dos homens que estão na pista aquecendo. Para todos têm grandes palavras, mesmo para o marido de Gina. Quando a tal Loira menciona a Andrés e depois Björn, então eu percebo que ela não se importa com o outro. Sua maneira de falar deles me permite descobrir o que buscam: sexo. - Lora - ri Gina, - se quiser repetir com Eric, só tens que agradar o chinesinho. Todas sabemos que este monstrinho é a sua fraqueza. A tal Lora enruga o nariz ao olhar Flynn. Ela move a juba loira e esticandose murmura: - Para o que eu quero com Eric, não preciso ganhar a ninguém que não seja ele mesmo. Minha indignação é em grande estilo. Elas estão falando de meu menino e eu estou aqui, ouvindo o que dizem. De repente aparece Frida com o pequeno Glen e se senta ao meu lado. - Olá, meninas! - Cumprimenta. As quatro mulheres olham para trás e sorriem. Se beijam entre elas, até que Frida decide me incluir no grupo. - Meninas, eu apresento a Judith, a namorada de Eric. O rosto da mulher, especialmente a da juba loira, é um poema. Que surpresa que foi!


Frida disse que eu era a namorada dele, algo que tenho proibido Eric de mencionar, mas neste momento quero deixar muito claro para elas. Sou a sua namorada e ele é meu! Disposta a começar com o pé direito com elas, apesar dos comentários, decido fazer-me de surda e feliz da vida, cumprimentando. A partir desse momento, ninguém volta a mencionar sobre Eric. A partida começa e eu decido me concentrar no meu menino. Eu o vejo correr de um lado a outro da quadra e isso me excita. Mas o basquete não é o meu chão. Eu entendo pouco e Frida me explica. Andrés joga de base e Eric de ala, e rapidamente, estou ciente que a sua posição é importante pela combinação de altura e velocidade. Eu aplaudo a cada vez que faz cestas de três pontos e inicia um contra-ataque. Oh Deus, meu menino é tão sexy...! Durante o intervalo, observo dissimuladamente como a tal Lora o olha. Procura a sua atenção, mas em nenhum momento encontra. Eric está focado no que está falando com os colegas e eu gosto disso. Isso me deixa louca, ver como ele se entrega a algo que lhe fascina. Engraçado, eu aplaudo como o inferno quando o jogo é reiniciado e, com Frida, entro totalmente no jogo, de modo que quando eu quero relatar, o jogo termina e os nossos meninos vencem por doze pontos. Olé! Olé! Feliz da vida observo, da minha posição como Flynn corre para abraçar seu tio, e ele sorri, feliz, levantando seus braços. Todo mundo começa a mover-se de seus assentos. -Vem... - diz Frida, - vamos lá. Segura do que quero fazer, chego até a pista junto com as outras mulheres, noto que Eric se senta encharcado de suor e coloca um casaco esporte. Sua expressão séria de costume voltou ao seu rosto, isso faz o meu coração palpitar. Definitivamente, eu sou masoquista!


De repente, eu percebo que Lora e a que está ao seu lado cochicham e olham para o meu Iceman. E incapaz de não fazer nada, decido entrar em ação para deixar as coisas claras de uma vez por todas. Caminho até Eric, sem cortar distância, me sento sobre ele, para sua surpresa, aproximo a minha boca da sua e o beijo. Eu beijo desesperadamente com paixão e com gosto. Ele, surpreso no início, me deixa fazer e finalmente, com a voz rouca sussurra a centímetros da minha boca: - Pequena, se eu soubesse te trazia antes a uma quadra de basquete. Sorri excitado e pergunta: - Será que isso significa o fim do castigo? Assinto. Ele fecha os olhos. Respire pelo nariz e me beija novamente.


Capítulo 11 Enquanto os homens tomam banho após o jogo, eu vou junto com Frida e as meninas em uma pequena sala de espera. Aqui me divirto com os seus comentários. Lora não voltou a dizer nada que possa me perturbar. Só olha para mim com gesto estranho. É evidente que saber que eu sou a namorada de Eric cortou o rolo inteiro. Meia hora depois, começam a sair grandes homens brilhantes e limpinhos. O primeiro a se aproximar de mim com curiosidade e sorridente é um cara tão loiro que parece albino. - Olá! Você é Judith? A espanhola? Estou prestes a dizer "Olé!" Mas, finalmente, decido não fazer. - Sim, sou Judith. - Olé... Touro...! - Diz um deles e eu sorrio. Dois outros rapazes, neste caso morenos, se aproximam de nós e se interessam por mim. Aqui sou a novidade, a espanhola! Isso me faz rir e inicio uma conversa com eles. De repente eu vejo Eric deixar o vestiário e olhar para mim. O incomoda me ver rodeada por todos aqueles, eu sorrio. Esse zelo bobo de sua parte me agrada e ainda mais quando eu vejo ir para Frida, Andrés e o bebê, e espera que eu vá até ele. Seus olhos se cruzam com os meus e então, faz algo que me faz rir. Me indica com um aceno de cabeça que me mexa. Eu ignoro sua ordem. Não quero começar a obedecer como um cachorrinho. Não, definitivamente não vou voltar a ser tão boba com ele como eu era há meses atrás. No final, se aproxima e, tomando-me de maneira possessiva pela cintura ante seus companheiros, me dá um beijo nos lábios e indica: - Rapazes, essa é a minha namorada, Judith. Portanto cuidado!


Seus amigos riem e eu faço o mesmo, justo no momento que Björn se aproxima, pega minha mão, beija e me cumprimenta. Inexplicavelmente eu fico nervosa, mas meus nervos relaxam quando percebo que Björn não faz nem diz nada fora do lugar. Por outro lado, é bastante correto. Uma vez que me cumprimenta, Eric me beija na testa e entre eles planejam ir jantar juntos no Jokers, restaurante dos pais de Björn. Eu verifico o meu relógio. Sete e vinte da tarde. Uau, que horror! Vou jantar no horário estrangeiro. Mas disposta a isto, deixo Eric me segurar firmemente pela cintura, enquanto observo que com a outra mão agarra Flynn. Nós pulamos no carro e o pequeno, animado com a partida, não para de falar com seu tio. Em nenhum momento me incluem na conversa, mas mesmo assim eu me integro. No final, ele não tem escolha a não ser responder a algumas perguntas que eu faço, isso me faz sorrir. Quando chegamos ao Jokers, estacionamos o Mitsubishi e atrás de nós chegam Frida e Andrés, e depois deles Björn. Faz frio como o inferno e entramos rápido no local. Um alemão alto e magro vem nos cumprimentar e Björn me diz que é seu pai. Se chama Klaus e é um tipo muito simpático. Ao mesmo tempo, que sabe que eu sou espanhola, as palavras "olé” e "touro" saem de sua boca e eu sorrio. Engraçado! Depois de servir algumas cervejas, chega o resto do grupo, momentos depois uma jovem do restaurante nos abre uma sala de estar separada e todos nós entramos. Sentamo-nos e deixo que Eric peça para mim. Tenho que me inteirar em relação à comida alemã. Rindo, começamos a jantar e tento entender tudo o que eles dizem, mas ouvir muitas pessoas ao mesmo tempo conversando em alemão me atrapalha. Que bruscos são falando! Enquanto eu estou focado em entender perfeitamente o que eles dizem, Eric se aproxima do meu ouvido.


- Desde que sei que acabou o castigo, eu não posso esperar para chegar em casa, pequena. - Sorri e me pergunta: - Você deseja o mesmo? Eu digo que sim e Eric pergunta novamente no meu ouvido, enquanto posso sentir seu dedo fazer círculos na minha coxa por baixo da mesa: - Me deseja? Com gestos desonestos, levanto uma sobrancelha, concentrando-me nele. - Sim, muito. Eric sorri. Está feliz com o que escuta. - Em uma escala de 1 a 10, quanto me deseja? - Me pergunta, surpreendendo-me. Convencida de que minha libido está nas nuvens, eu respondo: - O dez é insuficiente. Digamos cinquenta? Minha resposta volta a agradá-lo. Pega uma batata frita de seu prato, dá uma mordida e depois introduz na minha boca. Eu, me divertindo, mastigo. Por alguns minutos comemos até que eu escuto Eric dizer: - Vamos Flynn, coma ou eu vou comer o seu prato. Estou faminto. Terrivelmente faminto. O pequeno assente e de repente Björn solta uma gargalhada. - Eric, quando eu disse à nova cozinheira de meu pai, que Judith é espanhola, me exigiu que a apresentasse. Ambos sorriem e sem perder tempo, Eric se levanta, bate com cumplicidade à mão de Björn, pega a minha e diz: - Façamos o que pede a cozinheira, ou não podemos voltar a este lugar. Atordoada, levanto-me diante dos olhos de todos e quando Flynn vai levantar para acompanhar, Björn, atraindo a atenção do pequeno, diz: - Se você for, vou comer todas as batatas.


O garoto defende sua posse, enquanto nos afastamos do grupo. Saímos da sala, caminhamos por um amplo corredor e de repente, Eric para em frente a uma porta, coloca uma chave na fechadura e me faz entrar, após fecha a porta e murmura desabotoando sua camisa: - Eu não aguento mais querida. Tenho fome e não é da comida que está me esperando na mesa. Eu fico boquiaberta. - Mas nós não estávamos indo cumprimentar a cozinheira? Eric vem até mim com um olhar devorador. - Fique nua querida. Escala de cinquenta do desejo, lembra-se? Com espanto no rosto ainda vou responder quando Eric me pega veementemente pela cintura e me senta sobre a mesa. Porém, não me disse para ficar nua? Com sua língua, passa primeiro pelo meu lábio superior, depois o inferior, e quando finaliza o doentio contato mordiscando, sou eu que me lanço sobre sua boca e devoro. Calor. Excitação. Loucura momentânea. Por vários minutos nos beijamos com frenesi autêntico, enquanto nos tocamos. Eric é tão quente, tão ativo nesse aspecto, sinto que vou derreter, mas quando minha roupa sobre de repente e coloca suas mãos enormes no cós da minha calça digo: - Pare. - Meu pedido não o faz parar e antes que continue, adiciono: - Não quero que rasgue nem as calças nem as calcinhas. São novas e me custou uma fortuna. Eu tiro.


Sorri, sorri, sorri... Oh meu Deus! Quando ele sorri, meu coração salta furioso. Que me rasgue o que você quiser! Eric dá um passo para trás. Sou consciente de que o seu desejo se intensifica por mim. Sem demora coloco um pé em seu peito. Abre a bota sem tirar os olhos dos meus e a tira. Repete a mesma ação com a outra perna e com a outra bota. Uau, que doentio é o meu Iceman! Quando as duas botas estão no chão, embaixo da mesa, dá um passo para trás, eu tiro minhas calças justas. Deixo sobre a mesa. A respiração de Eric é tão irregular quanto a minha, quando ele se ajoelha diante de mim, não precisa me pedir o que ele quer, eu faço. Me aproximo dele, aproximo o seu rosto da minha calcinha, ele fecha os olhos e murmura: - Você não sabe o quanto eu perdi. Eu também perdi, desejosa de sexo, passo minhas mãos em seu cabelo e mexo enquanto ele esfrega o rosto imóvel no meu púbis, até que coloca um dedo na minha calcinha, passa sua boca pela minha tatuagem e murmura: - Peça-me o que quiser, pequena... o que quiser. Sem deixar de repetir essa frase tão típica dele e que eu tatuei em mim, abaixa a calcinha e tira, deixa sobre a mesa e levantando-se, me pega em seus braços, me senta na mesa, abre minhas pernas, abaixa as calças pretas de treino e quando cravo meus olhos em seu tentador pênis ereto, sussurra enquanto me toma: - Fico louco ao ler essa frase em seu corpo, pequena. Ficaria horas saboreando, mas não há tempo para preâmbulos e por isso eu vou te foder agora mesmo.


E novamente, aproxima sua enorme ereção na entrada da minha vagina molhada e com uma só e certeira estocada, me penetra. Sim.. sim... sim... Oh, sim! Escutamos o burburinho das pessoas por trás da porta fechada. Eric me possui. Eu olho. Me deleito. - Não há mais segredos entre você e eu. - Murmuro. Eric concorda. Me penetra. - Eu quero sinceridade em nosso relacionamento. - Eu insisto, ofegante. - Com certeza pequena. Prometido agora e para sempre. A música chega até nós, mas eu só posso desfrutar o que eu sinto neste momento. Estou sendo saciada uma e outra vez com força pelo homem que eu mais desejo no mundo e que me encanta. Suas mãos fortes me pegam pela cintura, me seguram e eu feliz com o momento, me deixo segurar. Eric me pressiona uma e outra vez contra ele, enquanto range os dentes eu ouço o ar escapando através deles. Meu corpo se abre para receber, ofegante, pronto para abrir mais e mais para ele. De repente, me levanta entre seus braços e me apóia contra a parede. Oh, Deus, sim! Suas estocadas estão cada vez mais intensas. Mais possessivas. Um.. dois... três.... sete... oito... nove... estocadas e eu gemo de prazer. Suas mãos me apertam, me belisca o traseiro. E imobilizada contra a parede eu só posso receber de bom grado uma e outra vez seu ataque maravilhoso e devastador. Este é Eric. Esta é a nossa maneira de amar. Esta é a nossa paixão.


Quente. Eu tenho um calor terrível quando sinto que um orgasmo destruidor está prestes a fazer-me gritar. Eric olha para mim e sorri. Contenho meu grito, aproximo minha boca ao seu ouvido e sussurro como posso: - Agora..., querido... Mais forte agora. Eric intensifica suas estocadas, sabendo como fazer. Ele penetra bem fundo em mim, enquanto eu desfruto e explodo em êxtase. Eric me dá o que eu peço. É o meu dono. Meu amor. Meu servo. Ele é tudo para mim, quando o calor entre os dois parece que vai carbonizar, ouço sair de nossas gargantas um grito rouco de libertação que acalmamos com um beijo. Momentos depois, se curva sobre mim e eu o pressiono contra o meu corpo, decidida que não saia dele a noite toda. Quando os tremores do orgasmo maravilhoso começam a desaparecer, nos olhamos nos olhos e ele murmura com seu pau ainda dentro de mim: - Eu não posso viver sem você. O que você fez? Isso me faz sorrir e depois de dar um beijo sincero nos lábios, eu respondo: - O mesmo que você fez. Apaixonada! Por alguns segundos, o meu Iceman particular me olha com aquele olhar tão seu, tão alemão e tão castigador que me deixa louca. Adoraria estar em sua mente e saber o que se passa por ela enquanto me olha assim. No final, ele me dá um beijo nos lábios e me solta relutantemente. - Te foderia em todos os cantos deste lugar, mas acho que devemos voltar para o resto do grupo. Eu fico tão animada. Vejo calças e calcinha em cima da mesa e eu visto rapidamente, mas antes Eric abre uma gaveta e pega uma toalha de papel para nos limpar. - Bem... bem, Sr. Zimmerman, - aponto com um gesto travesso - pelo que vejo não é a primeira vez que você vem aqui para satisfazer suas necessidades.


Eric sorri e após limpar-se e jogar o papel em uma lata de lixo, como resposta se encaixa nas calças pretas: - Não está errada senhorita Flores. Este lugar é do pai de Björn e temos visitado este quartinho muitas vezes para nos divertir e compartilhar certas companhias femininas. O seu comentário se torna engraçado, mas esse ciúme espanhol tão característico de minha personalidade me faz dar um passo adiante. Eric me olha. - Espero que a partir de agora sempre conte comigo. - Aponto inclinando os olhos. Eric sorri. - Não duvide pequena. Você sabe que é o centro do meu desejo. Fogo... Falar tão claramente sobre sexo com Eric me enlouquece. Ele tem consciência disso, se aproxima de mim e me agarra pela cintura. - Em breve vou abrir as suas pernas para que outro foda você na minha frente, enquanto eu beijo seus lábios e bebo seus gemidos de prazer. Só de pensar nisso agora estou duro de novo. Vermelha, devo estar mais vermelha do que um tomate em ramo. Só de imaginar o que acaba de dizer me deixa louca. - Quer que aconteça o que eu disse? Sem qualquer indício de vergonha, balanço a cabeça afirmativamente. Se meu pai me visse me deserdaria. Eric divertido sorri e me beija com carinho. - Faremos, eu prometo. Mas agora termine de se vestir preciosa. Há uma mesa cheia de gente esperando há poucos metros daqui e, se demorarmos mais, irão suspeitar.


Inclinada pelo que aconteceu e por suas últimas propostas, termino de pôr as calças. Então Eric me ajuda a fechar as botas. - Estou decente? - Peço uma vez vestida, olhando. Eric me olha de cima abaixo e, antes de abrir a porta, sussurra: - Sim querida, embora quando chegarmos em casa te quero totalmente indecente. - Seu comentário me faz rir e depois de aspirar, diz, - Vamos sair deste quarto agora ou eu não vou ser capaz de me conter para não rasgar desta vez suas novas calças e calcinhas preciosas. À noite, quando chegamos em casa, Eric acomoda Flynn, fechamos a porta do nosso quarto e nos entregamos ao que mais gostamos: sexo selvagem, quente e doentio.


Capítulo 12 No sábado, 29 de dezembro, Eric me pede para passar o dia inteiro com seu sobrinho. Seus olhos me dizem que está preocupado com isso, mas eu concordo, convencida de que é o melhor para todos, especialmente para Flynn. Sim, ele não perde a oportunidade, sempre que pode, de me fazer sentir que estou demais. Não levo em conta. É um menino. Jogamos grande parte do dia o Wii e o Play, a única coisa que parece motivar o garoto e mostro que as meninas sabem fazer mais coisas que ele acredita. Divirto-me observando como me olha quando eu ganho de Eric no jogo Moto GP ou mesmo uma partida de Mario Bros. O menino não pode acreditar no que vê. Uma menina ganhar! Mas eu deixo ele vencer o Mortal Kombat, para dar algumas defesas e para que não me odeie mais. Flynn é uma criança difícil de descascar, digno sobrinho de meu Iceman. Durante todo o dia, Eric e eu estamos nos dedicando totalmente a ele e à noite sinto a cabeça como um tambor de tanta música de videogame. Mas ao jantar, surpresa, percebo que Flynn pergunta se eu quero salada e enche meu copo de Coca-Cola sem que eu peça ou sem que acabe. Este é um começo, Eric e eu sorrimos. Quando finalmente conseguimos cansar o menino e acomodá-lo, na privacidade do seu quarto, Eric volta a ser meu. Só meu. Desfruto dele, sua boca, seu jeito de fazer amor e eu sei que ele gosta de mim e de estar comigo. Enquanto me penetra, não paramos de olhar nos olhos e de dizermos coisas quentes e doentias. Seu jogo é meu jogo e juntos desfrutamos como loucos.


No domingo, quando acordo, como sempre estou sozinha na cama. Eric e seu pouco sono. Olho o relógio. Dez e oito minutos. Estou exausta. Depois da noite áspera com Eric, só quero dormir e dormir, mas eu sei que na Alemanha são muito madrugadores e devo me levantar. De repente, a porta se abre, e o objeto de meus desejos mais pecaminosos e

escuros

aparece

com

uma

bandeja

de

café

da

manhã.

Está muito bonito nesse suéter e calça jeans granada. - Bom dia, moreninha! Este apelido de meu pai me faz sorrir. Eric se senta na cama e me da um beijo de bom dia. - Como está a minha namorada hoje? - Pede com carinho. Encantada com a vida e com o amor que lhe professo, tiro o cabelo do rosto e respondo: - Exausta, mas feliz. Minha resposta lhe agrada, mas antes de dizer qualquer coisa, eu olho para a bandeja e vejo algo que me deixa atordoada. - Churros? São churros? Ele balança a cabeça com um sorriso agradável enquanto pego um, molho no açúcar e dou uma mordida. - Hummmm, que gostoso! - E ao olhar meus dedos, sussurro: - Com gordura e tudo. O riso de Eric ecoa na sala. Oh, Deus, comer um churro na Alemanha é um pouco surpreendente! - Mas onde você compra isso? - Pergunto ainda surpresa. Com um sorriso mega gigante Eric pega outro churro e dá uma mordida.


- Comentei com Simona que os churros eram muito típicos na Espanha e você gostava muito no café da manhã. E ela, não sei como, fez para você. - Uau, isso é legal! - Exclamo encantada. Quando contar para meu pai que tenho churros no café da manhã na Alemanha, ele vai querer ver as fotos. Eric e eu sorrimos enquanto comemos churros. Quando vou me limpar com um guardanapo, ao pegá-lo, o anel que devolvi para Eric no escritório aparece diante de mim. - Volte a ser a minha namorada, quero que fique com o anel. Eu olho. Olho. Sorrio. Sorrio e meu louco amor pega o anel e o coloca no meu dedo. Depois me dá um beijo na mão e sussurra com a voz rouca: - Volte a ser toda minha. Meu corpo está quente. Eu o amo. Eu o beijo na boca e quando eu me afasto, sussurro: - Está certo, meu namorado. - Sorrio. - Posso perguntar algo sobre Flynn? - Claro. Depois de engolir o rico churro, cravo meu olhar nele e me pergunto: - Por que você não me disse que seu sobrinho, Flynn, é chinês? Eric ri. - Não é chinês. Ele é alemão. Não o chame de chinês ou vai ficar muito zangado. Não sei por que ele odeia essa palavra. Minha irmã Hannah foi viver na Coréia por dois anos. Lá ela conheceu Lee Wan. Quando ela ficou grávida, decidiu voltar para a Alemanha para ter Flynn aqui. Portanto, é alemão! - E o pai de Flynn? Eric faz uma careta. - Ele era um homem casado e nunca quis saber de nada sobre ele. Eu faço um aceno de cabeça e sem esperar ele continua:


- Ele teve um pai na Alemanha por dois anos. Minha irmã namorou um cara chamado Leo. O garoto o adorava, mas quando ocorreu o acidente com minha irmã, o idiota não quis saber de nada dele. Me deixou claro o que ele sempre pensava, estava com minha irmã pelo seu dinheiro. Decidi não perguntar mais. Não devo. Sigo comendo e Eric me beija na testa. Por alguns segundos nos olhamos e eu sei que é hora de falar sobre o que está em minha mente. Antes tomo um gole de café. - Eric, amanhã é véspera de Ano Novo e eu... Não me deixa continuar. - Eu sei o que você quer dizer. - Com certeza colocando o dedo na minha boca - Quer voltar para a Espanha para passar o Ano Novo com sua família, certo? - Sim - Eric acena com a cabeça, e eu prossigo: - Acho que devo ir hoje. Amanhã é véspera de Ano Novo e... bem, você entende. Suspira, mostrando-se conformado. Sua resignação toca meu coração. - Eu quero que você saiba que, embora eu adoraria que você ficasse aqui comigo, eu entendo. Porém desta vez eu não posso te acompanhar. Eu tenho que ficar com Flynn. Minha mãe e minha irmã têm planos e eu quero passar a noite com ele em casa. Você compreende também, certo? Lembrar disto parte meu coração. Como vão ficar sozinhos? Mas antes que eu diga qualquer coisa, meu alemão acrescenta: - Minha família se desfez no dia que Hannah morreu. E eu não posso censurar nada. No primeiro Ano Novo o desaparecido era eu. Enfim... Eu não quero falar sobre isso Jud. Você deve ir para a Espanha e aproveitar. Flynn e eu vamos ficar bem aqui.


A dor que eu vejo em seus olhos me faz tocar sua bochecha. Eu quero falar com ele sobre isso, mas meu Iceman não quer que eu sinta pena dele. - Ligarei para o aeroporto para prepararem o jato. - Não..., você não. Eu vou no vôo normal. Não precisa... - Eu insisto Jud. Você é minha namorada e... - Por favor, não faça mais difícil Eric. – eu o corto. - Eu acho melhor eu ir em um vôo regular. Por favor. - Tudo bem. - Depois de um silêncio mais do que significativo diz: - Eu vou cuidar disso. - Obrigada, murmuro. Resignado, pisca e pergunta: - Você vai voltar depois do Ano Novo? Minha cabeça começa a girar. Porém, como pode me pedir isso? Ainda não percebeu que o amo com loucura? Desejo gritar que é claro que eu quero voltar, quando ele toma minhas mãos. - Eu quero que você saiba, - ele acrescenta - que se você voltar para mim, vou fazer tudo que esteja ao meu alcance para evitar qualquer coisa que empurre você de volta para a Espanha. Sei que o seu sentimento para com sua família é muito forte e que separar-te deles é o pior para você, porém comigo você vai ser cuidada, protegida e acima de tudo, será muito amada. Desejo que você seja feliz comigo em Munique e se para isso todos teremos que aprender coisas espanholas, aprenderemos e faremos com que se sinta em casa. Quanto à Flynn, dê tempo ao tempo. Tenho certeza de que antes que você espera ele irá te adorar tanto ou mais do que eu. Eu disse que ele era uma criança especial e... - Eric - Lhe interrompo emocionada - Eu te amo.


O tom da minha voz, o que acabo de dizer e os seus olhos fazem que os pelos de todo meu corpo se arrepiem, especialmente quando eu escuto dizer: - Eu te amo, pequena, e estar longe de ti, me deixa louco. Nossos olhos são sinceros e nossas palavras mais ainda. Nos queremos. Nos amamos loucamente e quando se aproxima da minha boca para beijar-me a porta se abre amplamente e aparece o pequeno Flynn. - Tioooooooo, por que demora tanto? Rapidamente nos recompomos e vendo que Eric não diz nada ante os olhos do menino, pego algo da bandeja e pergunto em espanhol: - Você quer um churro, Flynn? O pequeno faz cara feia. Não conhece a palavra "churro" e não me suporta. E como está disposto a tirar mais um segundo de tempo de seu amado tio, responde: - Tio, te espero lá embaixo para jogar. E antes que alguém possa dizer alguma coisa, fecha a porta e sai. Quando Eric e eu ficamos a sós na sala, eu olho risonha. - Não tenho a menor dúvida de que Flynn vai ficar muito feliz pela minha partida.

Eric não diz nada. Fica calado e me beija nos lábios, depois se levanta e sai. Por um tempo olho para a porta sem entender como Sônia e Martha, a mãe e a irmã de Eric, podem deixá-los sozinhos em um momento como este. Isso me entristece. Às seis e meia, Eric, Flynn e eu estamos no aeroporto. Não preciso verificar minha bagagem. Só vou levar uma mochila com alguns poucos pertences. Estou nervosa. Muito nervosa. Digo adeus a eles, especialmente a Eric, com o coração partido, mas eu tenho que estar com a minha família.


Apesar da frieza que vejo em seus olhos, Eric tenta brincar. É o seu mecanismo de defesa. Frieza para não sofrer. Quando a hora de dizer adeus finalmente chega, eu me abaixo e beijo Flynn na bochecha. - Jovem, foi um prazer conhecê-lo, quando eu voltar, eu quero uma revanche de Mortal Kombat. O garoto assente com a cabeça e por alguns segundos eu vejo um pouco de calor em seus olhos, mas balança a cabeça e quando eu olho de novo, o calor se foi. Incentivado por Eric, Flynn se afasta de nós uns metros e senta para esperar. - Eric, eu... Porém não posso continuar. Eric me beija com verdadeira devoção e quando se afasta um pouco crava seus olhos azuis marcantes em mim. - Tenha um bom vôo, pequena. Mande meus cumprimentos a sua família e não esqueça que pode voltar a qualquer momento. Estarei esperando por seu telefonema para voltar ao aeroporto para buscála. A hora que for. Emocionada, assinto. Tenho uma terrível vontade de chorar, mas me contenho. Não devo chorar e parecer uma boba, uma maricas, nunca gostei disso. Por esta razão eu sorrio, volto para dar mais um beijo em meu amor e piscar para Flynn, caminho até os arcos de segurança. Uma vez que passo, recolho minha bolsa e minha mochila, volto para dizer adeus, meu coração se parte ao ver que Eric e o pequeno sumiram. Eles se foram. Eu ando pelo aeroporto com segurança, procuro nos painéis minha porta de embarque, após saber qual é, me dirijo até lá. Falta mais de uma hora para a porta abrir e decido dar um passeio ao redor pelas lojas para me entreter. Porém minha cabeça não está onde deveria estar, só consigo pensar em Eric. Meu


amor. Na dor que eu vi em seus olhos quando o deixei e isto me parte a alma a cada segundo. Cansada e esgotada pela tristeza que sinto, me sento e observo as pessoas caminhando ao meu lado. Pessoas felizes e tristes. Pessoas com família e pessoas sozinhas. Assim estou por um bom tempo, até que de repente o meu telefone toca. É meu pai. - Olá, moreninha. Onde você está, minha vida? - No aeroporto. Esperando abrir o portão de embarque. - A que horas você chega em Madrid? Eu olho para o bilhete. - Teoricamente, pousamos às onze horas e às onze e meia pego o último vôo que vai a Jerez. - Perfeito! Eu estarei esperando no aeroporto de Jerez. Por um tempo, conversamos sobre coisas triviais. - Você está bem, minha filha? Ele pergunta de repente. Você parece um pouco triste. Como eu sou incapaz de esconder os meus sentimentos do homem que me deu a vida e me ama, eu respondo: - Papai, é tudo tão complicado que... que...é um fardo. - Complicado? - Sim papai... muito. - Você voltou a discutir com Eric? – Meu pai pergunta sem entender. - Não, papai, não. Nada disso. - Então, qual é o problema, querida? Antes de dizer qualquer coisa, eu estou convencida de que eu preciso falar com ele sobre o que sinto.


- Papai, eu quero estar com vocês no Ano Novo. Desejo vê-lo, a Luz e a louca da Rachel, mas...mas... O sorriso carinhoso de meu pai me faz sorrir, mesmo com relutância. - Mas você está apaixonada por Eric e quer estar com ele, não é mesmo querida? - Sim papai, eu me sinto mal por isso. - Eu sussurro, enquanto eu assisto duas recepcionistas colocadas na porta pela qual eu tenho que entrar no avião. - Sabe de uma coisa, moreninha? Quando eu conheci sua mãe, ela vivia em Barcelona e como você sabe, eu em Jerez, te garanto que o que estás sentindo eu já senti antes e o conselho que posso dar é que você deve se deixar seguir pelo seu coração. - Mas papai, eu ... - Ouça-me em silencio, minha vida. Tanto Luz como sua irmã ou eu sabemos que você nos ama. Teremos e queremos você para o resto de nossas vidas, mas tem que começar seu caminho como antes eu comecei, depois sua irmã quando ela se casou. Seja egoísta, meu amor. Pense sobre o que você quer e no que deseja. E se neste momento o seu coração pede para ficar na Alemanha com Eric, fique! Divirta-se! Porque se você fizer isso eu vou ser mais feliz do que tê-la aqui ao meu lado triste e abatida. - Papai...que romântico! - soluço, comovida por suas palavras. - Aha, aha, moreninha. - Ai papai! - Eu choro de emoção. - Você é o melhor... o melhor. Sua bondade novamente enche a minha alma quando eu escuto dizer: - Você é minha garota e te conheço melhor do que qualquer pessoa no mundo, eu só quero que seja feliz. E se a sua felicidade é com este alemão que te tira da tua casa, bendito seja Deus! Seja feliz e aproveite a vida. Eu sei que


você me ama e você sabe que eu te amo. Onde está o problema? Não importa se você está na Alemanha ou ao meu lado para saber que temos um ao outro pelo resto de nossas vidas. Pois você é minha moreninha e isto nem à distância, nem Eric ou qualquer outra coisa vai mudar. - Emocionada por suas palavras eu choro e ele segue: - Vamos... vamos...não chore que eu fico nervoso e me sobe a pressão. Você não quer isso, certo? Sua pergunta me faz soltar uma gargalhada cheia de lágrimas. O meu pai é grande. Muito grande! - Vamos ver minha menina, por que você não fica na Alemanha e passa a véspera de Ano Novo alegre e feliz? Este é o começo da vida que tinha planejado recentemente para iniciar no Natal, será sempre uma bela recordação para vocês, não acha? - Papai... você realmente não se importa? - Claro que não, minha vida. Portanto sorria e vá encontrar Eric. Dê uma saudação por mim e, por favor, seja feliz para que eu possa ser também, ok? - Tudo bem, papai. - E antes de desligar, eu digo: - Amanhã à noite eu telefono. Eu te amo papai. Eu te amo. -Eu também te amo, moreninha. Emocionada, comovida e com milhares de sentimentos dentro de mim, desligo o telefone e enxugo minhas lágrimas. Por vários minutos permaneço sentada enquanto minha cabeça pensa no que fazer. Papai ou Eric? Eric ou papai? Ao final, quando as pessoas de meu vôo começam a embarcar, pego a mochila e tenho muito claro para onde eu vou.


Capítulo 13 Quando o taxi me leva até a porta da mansão onde Eric mora, eu pago com meu Visa e saio. Como era de se esperar, voltou a nevar e minhas botas se afundam na neve, mas não importa; estou feliz, além de congelada. Quando o taxi vai embora, fico sozinha diante do portão imponente e um barulho próximo me deixa alerta. Olho para a lixeira a minha esquerda e me assusto. Dois olhos grandes, brilhantes e redondos me observam e eu grito. - Porra, que susto! Meu grito faz com que o pobre cachorro fuja apavorado. Acredito que se assustou mais que eu.

Uma vez que estou sozinha novamente, toco a

campainha para que abram para mim, mas então vejo que se acende uma luz na casa de Simona e Norbert, as cortinas se movem e imediatamente o portão se abre. - Senhorita Judith? Por Deus, você vai congelar! Me viro e vejo Norbert, o marido de Simona, está vestido com um casaco escuro que vai até os pés, corre até mim. - Mas o que você faz aqui no frio? Você não tinha ido à Espanha? - Mudei de planos no último minuto – Respondo tremendo e ao mesmo tempo sorrindo. O homem assente sorrindo enquanto me indica o caminho até a porta lateral. - Entre, por favor. Ouvi um carro parando na porta e por isso olhei . Entre. Te levarei imediatamente para a casa.


Juntos passamos pelo enorme jardim o mais rápido possível. Os meus dentes batiam e o homem se prontificou a me entregar seu casaco. Eu recusei. Isso não poderia aceitar. Quando chegamos a casa, nos dirigimos à porta da cozinha. Norbert pega uma chave, abre a porta e me convida a entrar. - Vou preparar algo quente para tomar. Você precisa! - Não, não, por favor – digo, tomando suas mãos frias – Volte pra casa. Já está tarde e você deve descansar. - Mas senhorita, eu... - Calma Norbert. Eu mesma farei. Agora por favor, volte para sua casa. O homem aceitou a contragosto, me disse que o Eric há essa hora geralmente está em seu escritório e Flynn está dormindo. Agradeço a informação e ele se vai. Fico sozinha na cozinha enorme e escura e respiro agitada. A casa está em silêncio e isso me dá arrepios. Mas estou de volta! Tremo. Eu tenho frio, mas ao pensar em Eric próximo a mim me faz começar a ter calor. Estou nervosa, ansiosa em ver sua cara quando me vir. Incapaz de aguentar mais um segundo, vou para o escritório, quando me aproximo, eu ouço música. Como uma menina, aproximo meu ouvido à porta e sorrio ao ouvir a voz maravilhosa de Norah Jones interpretando a letra romântica de “Don‟t Know Why”. Desconhecia que Eric gostava disso, mas me encanta saber. Abro a porta em silencio e sorrio ao ver meu homem parado sentado junto à grande lareira, com um copo na mão, enquanto observa o fogo. A música, o calor e a emoção de o ver me envolvem, eu caminho até ele. No mesmo instante ele olha para trás e me vê. Levanta-se. Minha respiração fica ofegante enquanto seu rosto diz tudo. Está surpreendido!


Larga o copo em uma mesinha. Seu gesto de espanto me faz sorrir e eu solto a mochila que ainda carrego em minhas mãos congeladas. - Papai mandou um "olá" e espera que tenhamos um feliz Ano Novo. – Eric pisca atordoado, eu tremo e prossigo. – E como você disse que eu poderia voltar quando quisesse, estou aqui, e... Mas não posso dizer mais nada. Meu grande alemão caminha até mim, me abraça com amor e sussurra antes de me beijar: - Você não sabe o quanto eu desejei que isso acontecesse. Me beija e quando afasta seus lábios dos meus, sorri, sorri, sorri... até que de repente sua expressão fica séria. - Pelo amor de Deus Jud, você está congelada, querida! Fique perto do fogo. Segurando em suas mãos, faço o que me pede, enquanto esses olhos me observam com grande ternura. - Porque não me chamou? – Perguntou ainda comovido pela surpresa – Teria ido te buscar. - Queria te surpreender. Com a expressão preocupada, tira o cabelo úmido do meu rosto. - Mas você está congelada amor. - Não importa... Não importa. Me beija de novo. Ele está nervoso. A surpresa foi incrível e ele está completamente deslocado. - Você já comeu? Eu balancei minha cabeça, ele me ajuda a me livrar do meu casaco frio. - Tira essa roupa. Você está molhada e vai ficar doente.


- Espere. Se acalma, eu digo rindo, feliz. - Na minha mochila eu tenho roupa que... - Tudo em sua mochila está molhado e frio – insiste, e remove rapidamente o moletom Nike cinza que está usando. - Meu Deus! Que abdômen! É incrível. Todos os dias me lembra mais do maravilhoso Paul Walker. Aqui, coloque isso enquanto eu pego roupas secas no quarto. Ele sai rápido do escritório, enquanto eu não consigo parar de rir como uma verdadeira boba e um calor maravilhoso sobe pelo meu corpo. O efeito de Eric Zimmerman voltou para mim. Estou tonta. Idiota. Perdidamente apaixonada. E antes que eu pudesse me mover, ele voltou trazendo roupas secas e vestindo um suéter azul. Vendo que eu ainda não havia retirado às roupas molhadas, me despiu enquanto tocava a música sensual Turn me on de Norah Jones, por Deus, eu amo essa música! Eric não tirou os olhos de mim. Nua diante dele, colocou seu enorme moletom cinza em mim. - Dança comigo - eu pergunto quando já estou vestida. Sem saltos e sem calcinha, agarro-me ao homem que eu amo e o faço dançar comigo. Com nossos rostos colados e sentindo-me totalmente protegida por ele, dançamos aquela bela e romântica canção de amor sobre o tapete macio em frente à lareira.


Like a flower waiting to bloom Like a lightbulb in a dark room I’m just sitting here waiting for you To come on home and turn me on

Me rendo em seus braços. Eu sei que ele se rende nos meus braços. Enquanto isso, nossos pés se movem lentamente sobre o tapete e as nossas respirações se fundem para se tornar um. Nós dançamos em silêncio. Nós não podemos falar. Só precisamos nos abraçar e continuar dançando. Uma vez que a música termina, fechamos os olhos e Eric se abaixa e me dá um beijo doce nos lábios. - Termine de se vestir, Jud – diz, com a voz sensual. -divertindo-me com as milhares de emoções que me faz ver e sentir, sorrio e ainda mais quando vejo que eu trouxe algumas roupas íntimas. - Uau ... eu as amo! E ainda por cima é Armani. Sexy! Eric sorri, depois de dar um tapa carinhoso em meu traseiro, me entrega um par fofo de meias brancas. - Coloque suas roupas e não me provoque mais, venha, sente-se junto à lareira. Eu vou para a cozinha e trarei comida para você. - Não há necessidade, Eric..., realmente. - Oh, sim, querida - insiste. - É necessário. Sente-se e espere eu voltar. Encantada com a nossa felicidade, faço o que me pede. Ele me dá um beijo e sai. Quando estou sozinha no escritório, olho em volta enquanto me envolvo na música que toca da fantástica Norah Jones. Vou até minha mochila molhada e pego uma escova de cabelo, me sento em frente à lareira e começo a


desembaraçar meu cabelo. Estou me penteando, quando Eric entra com uma bandeja. Ao me ver, deixa a bandeja sobre a mesa e vem até a mim. - Dê-me a escova. Eu vou te pentear. Como uma criança, me sento e deixo que me penteie. Sentir suas mãos passando por meus cabelos com mimo me enlouquece. Me dá arrepios. Ele é tão delicado às vezes, que é impossível acreditar que posso discutir com ele. Assim que termina me dá um beijo na nuca. - Está arrumado, o seu lindo cabelo. Agora é hora de comer. Ele se levanta, pega a bandeja em cima da mesa e a deixa sobre o tapete. Ele então se senta ao meu lado e me beija no pescoço com carinho. - Você está linda, querida. Seu gesto, suas palavras, seu olhar, tudo sobre ele demonstra a felicidade que sente por me ter aqui. O aroma delicioso do caldo atinge meu nariz, e feliz, eu tomo o caldo. Eric não tirou os olhos de mim enquanto tomo em um só gole e deixo o copo na bandeja. - Eu te surpreendi né? - Muito - admite e tira uma mecha solta de meu rosto. Você nunca deixa de me surpreender. Isso me faz rir. - Quando eu fui pegar o avião, recebi um telefonema do meu pai. Eu conversei com ele e ele me disse que se o que me faria feliz era ficar com você, que era então para ficar e não perder a oportunidade de ser feliz. Para ele, é mais importante que saber que eu estou aqui com você, satisfeita, do que ter a mim ao seu lado e saber que eu sinto sua falta. Eric sorri, pega o sanduíche de presunto que fez para mim e o coloca na minha boca para eu dar uma mordida.


- Seu pai é uma grande pessoa, pequena. Você tem muita sorte que ele seja assim. - Papai é a melhor pessoa que eu já conheci na minha vida, respondi depois de engolir o pedaço do lanche. Inclusive me disse para começar minha nova vida com você no Natal, que é algo bonito que eu não deveria perder. E ele está certo. Este é o nosso começo e quero aproveitar com você. Eric me oferece novamente o sanduíche e eu dou-lhe uma mordida. Quando ele entende o significado do que eu acabei de dizer, eu adiciono, fechando a boca: - Definitivamente, eu estou com você, na Alemanha. Você não irá se livrar de mim. A notícia o pegou de surpresa, de forma, que ele não sabe nem o que fazer, até que ele solta o sanduíche na bandeja, pega o meu rosto com as mãos e diz próximo a minha boca: - Você é a melhor, a mais bela e maravilhosa coisa que me aconteceu na vida. - Sério? Eric sorri, me beija nos lábios e disse: - Sim, senhorita Flores. E ao ver as intenções no meu olhar, fala com a voz rouca: Até que você termine a sopa, o sanduíche e a sobremesa, eu não vou satisfazer os seus desejos. - Todo o sanduíche? Meu alemão assente com a cabeça e murmura em voz baixa, me dando arrepios: -Tudo. - E a banana também? - Claro.


Sua resposta me faz sorrir. Aproveito o caldo e o bebo olhando para ele por cima do copo. Seduzindo-o com os meus olhos e vendo a excitação em seus olhos. Deus, meu Deus! Eric, como me excita! Assim que termino, sem falar, deixo o copo e como o sanduíche. Eu bebo a água e quando eu pego a banana, para insinuar, sorrio e deixo na bandeja. - Para a sobremesa... Prefiro você. Eric sorri. Ele me beija e eu o empurro até deitá-lo sobre o tapete. Estamos em frente ao fogo. Sozinhos... Excitados... E com vontade de jogar. Eu monto em cima dele. Seu pau está duro pelo meu contato e minhas insinuações e disposto a me dar o que eu quero e necessito. Suas mãos passeiam por minhas pernas de forma lenta e pausadamente e param em minhas coxas. - Ainda não posso acreditar que você está aqui, baby. - Toque-me para acreditar - eu o convido, olhando em seus olhos. A excitação aumenta a cada segundo e decido tirar seu suéter. Nu da cintura para cima, a minha mercê, com um sorriso triunfante no meu rosto, eu coloco minhas mãos em seu estômago e lentamente subo até seu peito. Ao longo do caminho, eu me curvo e sua boca vem ao meu encontro. Nós nos beijamos. Suas mãos pegam as minhas. - Eric... me coloque como em uma motocicleta. Ele sorri. Eu sorrio.


- Você quer que eu te mostre como montar em mim? Pergunta-me faminto e sem fôlego. - Sim. Eric acena com a cabeça, pega a calça que estou usando e sem rodeios as tira de mim. Em seguida, faz o mesmo com o suéter, me deixando totalmente nua sobre ele. Suas mãos vão direto para os meus seios e me atraindo sussurra: - Dê-me. Excitada, me curvo. Eu ofereço o meu corpo, meus seios. Ele gentilmente os beija e em seguida, colocar um mamilo na boca e após deixá-lo duro, faz o mesmo com o outro, enquanto suas mãos me pressionam contra ele para que eu não saia. Por alguns minutos desfruto de sua carícia afrodisíaca. Elas são colossais, quente e mórbido, até que, com suas mãos fortes, me move, deslizando por baixo de mim, me deixando sentada em sua boca. Meu estômago se encolhe ao sentir o calor de seu hálito no centro do meu desejo. Oh sim! Me agarra com suas fortes mãos pela cintura e somente o posso escutar enquanto me solto: - Eu vou te saborear. Relaxe e aproveite. Sentada sobre a sua boca, Eric cumpre o que promete e me faz apreciar. Sua língua ansiosa, me querendo, procura o centro do meu prazer, como um delicioso manjar tirando de mim gemidos descontrolados enquanto eu fecho meus olhos queimando a cada segundo. Uma e outra vez, sua língua toca meu clitóris inflamado e me leva para a borda, porém não me deixando chegar ao clímax. Isso me deixa louca e eu quero protestar. Imagens deliciosas passam pela minha mente, enquanto o homem que me deixa louca toma tudo o que ele quer de mim, eu estou ansiosa por mais. Estarmos sozinhos em seu escritório, diante do fogo, nus é delicioso e prazeroso. Mas, inexplicavelmente, uma pequena voz na minha cabeça sussurra baixinho que se estivéssemos em três seria mais gostoso.


Alucinada, eu abro meus olhos. Porque estou pensando assim? Eric conseguiu me colocar completamente em seu jogo, e agora sou eu que fantasio sobre isso. Eu deixei um gemido de prazer quando eu me sinto perversa. Muito perversa. E, me deixando levar por minhas fantasias, eu digo: - Eu quero jogar, Eric..., brincar com tudo o que você quiser. Eu sei que ele me ouviu. Seu açoite na minha bunda me confirma. Sua boca vagueia meus lábios vaginais, seus dentes me mordiscando me rasgam ondas de prazer e por fim me deixa chegar ao clímax. Quando meu corpo se recupera desse maravilhoso ataque, Eric volta a me colocar sobre seu peito, com um sorriso triunfal, me pede com uma voz rouca, carregada de erotismo: - Foda-me Jud. Noto que minhas bochechas estão coradas pelo desejo que o meu alemão me provoca. Não é a lareira que me aquece, é Eric. Meu Eric. Meu alemão. Meu mandão. Meu teimoso. Meu Iceman. Disposta que ele desfrute tanto quanto eu, me ajeito e agarro seu pênis. Sua suavidade é requintada. Eu olho com olhos de "relaxar e gozar", e, sem esperar mais, eu o coloco na minha vagina. Estou molhada, encharcada, e eu sinto a ponta do seu maravilhoso brinquedo quase atingindo o meu útero sem ele se mover. Deus, que prazer! Eu movo meus quadris da esquerda para a direita à procura de mais espaço e então pressiono meu corpo sobre ele. Eric fecha os olhos e suspira. Ele gosta desse movimento. Bem! Repito, apoiando as mãos em seu peito e eu exijo: - Olhe para mim.


Minha voz. O tom exigente que eu uso nesse momento é o que faz Eric rapidamente abrir os olhos para me olhar. Eu comando. Ele me pediu para tomar a iniciativa e me senti poderosa. De repente, eu mudo o movimento dos meus quadris e ao dar um empurrão seco para frente, Eric dá um suspiro alto e involuntariamente ele se contrai. Ele coloca as mãos nos meus quadris. A fera interna do meu Eric está despertando. Mas eu entrelaço nossas mãos sussurrando: - Não..., você não se mova. Deixe-me. Ele está ansioso. Animado. Quente. Com apenas um olhar seu e já sei o que deseja. O que pensa. O que ele almeja. Movo-me novamente com força. Afundo-me mais e Eric volta a perder o fôlego. Eu também. - Deus, pequena..., você me deixa louco. Novamente repito os movimentos. Eu o levo até a borda, mas não deixo que ele chegue ao clímax. Quero que ele sinta o que me fez sentir a uns minutos atrás, seu olhar endurece. Ahh... como pode me olhar com essa irritação! Suas mãos tentam me fazer sujeitar a ele, mas as detenho outra vez, enquanto meus movimentos rápidos e circulares continuam o levando até onde eu quero. Ao êxtase. Mas o seu prazer é o meu prazer, e quando eu percebo que nós dois vamos morrer em combustão acelero meus movimentos até que um orgasmo maravilhoso me toma por completo e meu Iceman fica enlouquecido e se deixa levar.


Extasiada após o fato, me deixo cair sobre ele e me abraça. Gosto de senti-lo perto. Nossas respirações ofegantes pouco a pouco voltam ao normal. - Eu te adoro, moreninha - diz no meu ouvido. Suas palavras, tão cheia de amor, eu fico louca e eu só posso sorrir como uma boba enquanto seus braços fecham em torno da minha cintura e me apertam. Seu calor e meu calor se fundem e erguendo a cabeça, dou-lhe um beijo. Ficamos por alguns minutos deitado no tapete, até que Eric, vendo a minha pele se arrepiar, me convida para levantar. Nós dois ficamos em pé. Ele pega um cobertor escuro lá no sofá e me cobre. Então, nu, senta-se e, sem me soltar, faz com que eu me sente em seu colo e tira o cabelo bagunçado do meu rosto. - O que passou pela sua cabeça quando você disse que queria jogar tudo o que eu quisesse? Wow! Isso me pegou de surpresa. Eu não esperava. - Vamos, Jud – me encorajo ao olhá-lo - Você sempre foi honesta. Inacreditável. Como ele sabe que eu estou escondendo alguma coisa? No final, disposta a dizer o que penso, eu respondo: - Bem... eu..., eu realmente não sei. - Eric sorri no meu pescoço e eu continuo - Vamos... vou te contar. Eu amo fazer amor com você é maravilhoso e emocionante. Mas me ocorreu a idéia que se estivéssemos em três no tapete, teria sido ainda melhor. E, rapidamente, eu acrescento - Mas, querido... não pense mal de mim, ok? Eu adoro o sexo com você. Eu amo! E não sei por que razão essa coisa estranha passou pela minha cabeça. Como você pediu que fosse sincera eu... eu... Eu te disse. Mas realmente... Eu realmente gosto de estar somente com você e...


Sua risada curta interrompe o meu discurso e ele responde, me abraçando sobre o cobertor: - Me deixa louco saber que você deseja jogar, querida. O sexo entre nós é fantástico e o jogo, é um complemento em nosso relacionamento. Satisfeita com a resposta dele, murmuro: - Que bela definição! Um complemento. Eric volta a me beijar no pescoço e se levanta comigo nos braços, dizendo em uma voz cheia de felicidade: - No momento, linda, eu te quero exclusivamente para mim. E os complementos, incluiremos um outro dia. Nós rimos, e saímos do escritório dispostos a ter uma longa noite de paixão.


Capítulo 14 Quando eu acordo de manhã eu mal posso reconhecer onde estou, mas o cheiro de Eric me inunda, quando abro completamente os olhos, ele está deitado ao meu lado. - Bom dia, linda. Encantada com a sua presença na cama há essa hora, eu sorrio. - Bom dia, lindo. Eric estava prestes a me beijar na boca, mas eu o paro. Seu rosto é um poema, até que eu digo: - Me deixe escovar os dentes pelo menos. Assim que acordo fico enjoada comigo mesma. Sem esperar por uma resposta, saio da cama, vou até o banheiro, escovar os dentes em um segundo, sem me preocupar com o meu cabelo, eu deixo o banheiro, pulo de volta para a cama e o abraço. - Agora sim! Agora me beije. Ele não demora. Ele me beija enquanto suas mãos se entrelaçam no meu corpo e eu, encantada, me rendo. Vários beijos depois, murmuro: - Olha, querido, eu estive pensando... - Hummmm, é um perigo quando você pensa! - Eric zomba. Rindo, dou um beliscão em sua bunda e ao vê-lo sorrir, continuo: - Eu pensei que como estou aqui agora, não precisa contratar alguém para acompanhar Flynn quando você não está. O que você acha? Eric olha para mim, olha, olha... e responde:


- Você tem certeza, querida? - Sim, grandalhão. Eu tenho certeza. Por um tempo, conversamos abraçados na cama, até que de repente, a porta se abre. Adeus privacidade! Flynn aparece com a testa franzida. E não se surpreende ao me ver, então imagino que Eric já disse a ele que eu estava aqui. Sem olhar para mim, se aproxima da cama. - Tio, seu telefone está tocando. Eric me solta, pega o telefone e sai da cama, vai até a janela para conversar. Flynn se afasta sem olhar para mim, mas eu estou disposta a conquistá-lo. - Olá, Flynn, como você está lindo hoje! O garoto olha para mim, oh, sim, seus olhos observam meu rosto e ele diz: - Você tem o cabelo bagunçado. Sem dizer mais nada, ele se vira e vai embora. Olé chinês! Uiii, não...! É Coreano - alemão. Convencida de que o pequeno será um osso duro de roer, me levanto, vou ao banheiro e me olho no espelho. Realmente, meu cabelo está uma bagunça! Meu cabelo ficou molhado na noite passada, e não está nem enrolado e nem liso; está embaraçado. Eric entra no banheiro, me abraçando por trás e eu olho para ele através do espelho, ele apóia o queixo na minha nuca. - Pequena... você deve se vestir. Estão nos esperando. - Estão nos esperando? Eu pergunto, chocada – Quem nos espera? Mas Eric não responde e me dá um beijo na nuca novamente antes de sair.


- Eu te espero na sala. Venha rápido. Quando fico sozinha no banheiro, eu me olho no espelho. Eric e seus segredinhos! No final, eu decido tomar um banho. Assim que volto para o quarto, eu sorrio ao ver que Eric deixou sobre a cama minha calça jeans seca e minha camisa. Que lindo! Uma vez vestida, eu deixo meu cabelo em um rabo de cavalo alto e quando eu chegar à sala, Eric levanta-se e me entrega um casaco azul escuro que não é meu, mas do meu tamanho. - Seu casaco ainda está molhado. Coloque este. Vamos lá... Assim que decido perguntar para onde vamos, Flynn aparece com seu casaco, chapéu e luvas. Sem abrir a boca e segurando as mãos de Eric, chegamos à garagem. Nós três entramos no Mitsubishi e partimos. Quando passamos pelas latas de lixo na rua, eu olho com curiosidade e vejo deitado de lado, sobre a neve, um cachorro. Eu sinto pena. Coitado, o frio que deve sentir! O rádio está tocando música, mas para meu desgosto não conheço essas músicas e nem estes grupos alemães! Meia hora mais tarde, depois de deixar o carro em um estacionamento privado, entramos em um elevador. As portas se abrem no quinto andar e um homem alto, de aparência primitiva, gritando, abrindo os braços: - Eric! Flynn! O menino se atira aos seus braços e Eric lhe dá um aperto de mãos, sorrindo. Segundos depois, os três me olham. - Orson, esta é Judith, minha namorada – Eric me apresenta ao homem. Orson é um homem grande e tem um cabelo loiro desbotado. Um alemão daqueles que ao tomar sol fica vermelho como uma melancia. Deixando Flynn no chão, se aproxima de mim. - Prazer em conhecê-la. - Prazer em conhecê-lo - eu respondo educadamente.


O homem olha para mim e sorri. - Espanhola? - Ela pergunta, virando-se para Eric. Meu amor confirma com a cabeça, e o outro homem diz: - Oh, Espanha! Olé! Touro! Castanholas! Agora eu sorrio. Ouvir isso me faz rir. - Que espanhola mais bonita! - Ela é linda, entre outras coisas mais - diz Eric, fundindo o seu olhar com o meu sorridente. Vou abrir a boca para dizer algo quando Orson me agarra pela cintura. - Esta é a sua casa a partir de agora. - E, sem me responder, ele continua: - Agora você já sabe relaxe e desfrute. Tire suas roupas, eu vou dar-lhe tudo o que você precisa. - Sem entender nada, eu olho para Eric. Tirar as roupas? Eric sorri para o meu gesto. Pelo amor de Deus, Flynn está com a gente! Eu quero falar, protestar, mas meu gigante vem até mim e me beija nos lábios cheio de cumplicidade. - Eu quero que tenha um bom tempo, baby. Vamos..., relaxe e desfrute. Vou surtar, ele ficou louco? O que ele pretende que eu faça? - Venha, siga-me, linda. - Orson me pede. E olhando para Eric e Flynn diz: - Podem ir se quiserem. Eu vou cuidar dela e todas as suas necessidades. Calor. Eu estou chocada. Estou indignada. Eu vou gritar, a ponto de explodir como uma louca, quando vejo uma mulher com uma arara de roupas. Ela olha para Eric e fica vermelha, em seguida, olha para mim e pergunta:


- Ela é a cliente que veio aqui para provar as roupas, correto? Eric ri, e eu, de repente, esclareço toda a confusão que eu estava armando sozinha na minha cabeça, dou um tapa nele e dou risada. Eric pega a mão de seu sobrinho e me dá um beijo nos lábios. - Você precisa de roupas, maluquinha. Vá com Orson e Ariadne, e compre tudo, absolutamente tudo, o que quiser. Flynn e eu temos coisas para fazer. Encantada, eu devolvo o beijo sigo Orson e a menina das araras. Entramos em uma grande sala com espelhos e várias prateleiras de todos os tipos de roupas. Assustada, eu olho em volta. - Eric me disse que você precisa de tudo – me informa Orson - Portanto, desfrute. – Prove tudo o que quiser, e se não gostar de nada por favor, me avise e traremos mais. Boquiaberta, olho o homem se afastar. A jovem olha para mim e sorri. - Vamos começar! - Ela exclama. Por mais de duas horas que eu tento em todos os tipos de calças, vestidos, saias, camisas, botas, sapatos, casacos e conjuntos de lingerie. Tudo é bonito, e o pior, é muito caro! Ouço uma batida na porta. Momentos depois abro e vejo Eric. Estou usando um vestido preto sexy de chiffon que é muito parecido com o de Shakira em sua canção Gitana. Eu adorei o vestido e pela expressão de Eric, vejo que ele também. Ele me faz sorrir. Ao vê-lo entrar Ariadne desaparece do quarto, e ficamos a sós. Animadamente dou uma volta para ele. - O que você acha? Eric se aproxima me agarra pela cintura e sorri. - Mal posso esperar para tirá-lo, pequena. Eu tento protestar, mas ele me beija. Oh, Deus, como eu amo seus beijos! - Você está linda neste vestido – ele afirma quando me solta. – Compre-o.


Inconscientemente, eu olho para a etiqueta e fico chocada. - Eric é... Meu Deus! Ele custa €2600,00. De jeito nenhum! Vamos, por favor, eu não ganho isso nem fazendo um zilhão de horas extras. Ele sorri e pega meu queixo. - Você sabe que dinheiro não é um problema para mim. Compre-o. - Mas... - Você precisa de um vestido de festa para o aniversário da minha mãe dia cinco, e neste vestido você ficou incrivelmente bonita. A porta se abre novamente e entram Ariadne e Orson. O último olha para mim e dá um assobio de aprovação. - Este vestido foi feito para você, Judith. Eu sorrio. Eric sorri. - Bem, Judith, já viu as coisas que você gosta? - Pergunta Orson. Boquiaberta, eu olho ao redor. Tudo é fantástico. - Eu acho que gosto de tudo - respondo com um ar de brincadeira. Eric e Orson se olham e meu Iceman diz: - Envie tudo para casa. Horrorizada, eu falo rapidamente. - Eric, por Deus, não se atreva! Como é que você vai comprar tudo isso? Se divertindo com a minha cara, o homem que eu estou completamente apaixonada aproxima seu rosto do meu e sussurra: - Bem, se você não quer que enviem tudo para casa, escolha algumas coisas. E quando eu digo algumas coisas, eu quero dizer vários itens, incluindo sapatos e botas! Você precisa dessas coisas até que cheguem suas coisas da Espanha, certo?


Wow! Eu vou enlouquecer. Eu amo roupas. - Mas você tem certeza, Eric? - Eu insisto. - Totalmente seguro, pequena. - Eric... isso me preocupa. É muito dinheiro! Meu Iceman sorri e beija a ponta do meu nariz. - Você vale muito mais, querida. Vamos, dê-me o prazer de ver que você aproveite este. Escolha absolutamente tudo o que você quiser, sem olhar para o preço. Você sabe que eu posso pagar. Por favor, me faça feliz. Olho de canto para Orson e ele sorri. Vou levar Eric nas próximas compras que vou fazer! Finalmente fiquei mais relaxada. Eu estou vivendo o sonho que qualquer mulher gostaria de viver na Terra. Comprar sem olhar para o preço! Respiro fundo, me volto para as coisas que me cativou, pronto para lhe dar o gostinho e também para o prazer que eu vou me dar. Mãe do céu... que perigo que eu tenho! Ariadne coloca tudo ao meu lado para eu escolher o que quero e então eu começo. Sem pensar sobre o preço, eu levo várias calças jeans, camisas, vestidos, saias longas e curtas, sapatos, botas, meias, bolsas, roupas íntimas, um casaco longo, chapéus, cachecóis, luvas, cachecol vermelho e vários pijamas. Assim que termino, com o coração acelerado, eu olho para Eric. - Eu quero tudo, inclusive o vestido que estou usando. Eric sorri. Ele está muito contente, feliz. - Desejo concedido.


Capítulo 15 Estou com um lindo vestido vermelho que eu comprei esta tarde, me olho no espelho. Fiz um coque alto e deixei meu olhar sofisticado. Chove muito. Há uma tremenda tempestade e trovões me fazem estremecer. Eu não estou com medo, mas eu nunca gostei de trovões. Eu ligo para o meu pai em Jerez para conversar com ele e minha irmã. No fundo eu ouço a risada da minha sobrinha e sinto um aperto no coração. Enquanto nós conversamos ao telefone, todos parecemos felizes, apesar de sentirmos muito a falta um dos outros. Depois de desligar o telefonema, ainda emocionada, decido retocar a minha maquiagem. Eu chorei, meu nariz está parecendo um tomate e eu preciso de uma melodia. Quando acho que estou totalmente apresentável novamente, eu saio do quarto e depois de descer a escada principal, apareço na sala. É a última noite do ano e quero me divertir com Eric e Flynn. Quando eu apareço, Eric se levanta e caminha em minha direção. Ele está lindo em seu terno escuro e camisa azul clara. - Você está linda Jud, Linda! Ele me beija, com um beijo cheio de paixão e desejo. Durante um segundo nós fixamos nosso olhar, até que uma voz ao fundo protesta: - Para de beijar! Que nojo! Flynn não suporta nossas demonstrações de afeto, o que nos faz rir, embora a criança não ache engraçado. Quando eu olho para ele, vejo que está vestido como Eric, mas em miniatura! Balanço a cabeça em aprovação. - Flynn, vestido assim você se parece com seu tio. Você está muito bonito.


O garoto me olha e dá um sorriso. Ele gostou do comentário sobre estar parecido com seu tio, mas ainda assim estou ansiosa para o jantar. - Vamos... Você está atrasado e eu estou com fome. Olho para o relógio. Não são nem sete horas! Por Deus, como podem jantar tão cedo?! Esse horário estranho vai me matar! Eric parece ler meus pensamentos e sorri. Quando me recomponho, olho para a linda e elegante mesa que Norbert e Simona prepararam e enquanto Eric me leva até uma das cadeiras eu pergunto: - Bom, o que se come na última noite do ano na Alemanha? Mas antes que ele pudesse responder as portas se abrem e Norbert e Simona aparecem com duas travessas e as deixam sobre a mesa. Surpreendida, observo que em uma tem lentilhas e na outra sopa. - Lentilhas? – Eu digo rindo. - Eca! – diz Flynn fazendo como se fosse vomitar. - É uma tradição na Alemanha, igual na Itália – Diz Eric feliz. - A sopa é de torresmo e linguiça, senhorita Judith, é muito saborosa – me diz Simona - Gostaria de provar? - Sim, obrigada. Simona encheu meu prato e todo mundo me olha esperando que eu prove. Eu pego minha colher e faço o que eles querem. Na verdade, está muito boa. Eu sorrio e eles sorriem de volta. Incapaz de acalmar minha mente, enquanto Norbert distrai Flynn, Simona enche a tigela dele de sopa, eu olho para Eric e sussurro: - Por que não pede a Simona e Norbert para se sentar com a gente para o jantar?


Minha proposta no início o surpreendeu, mas depois de entender o que eu pretendo, finalmente, concorda. - Simona, Norbert, gostariam de jantar conosco? O casal se entreolha. Por suas caras, imagino que seja a primeira vez que Eric lhes convida para algo assim. - Senhor - Norbert responde - Agradecemos, mas já jantamos. Eric olha para mim. Como eu estou disposta a fazer do meu jeito, eu digo sorrindo: - Eu adoraria que ficassem então para a sobremesa com a gente, vocês me prometem? O casal volta a se olhar, e no final, por insistência de Flynn, Simona sorri e assente. Dez minutos mais tarde, depois de terminar a sopa, Simona e Norbert trazem mais pratos. Eu olhando fixamente para um deles. - Isso é uma verdura. Chamamos de chucrute - Diz Eric. - É feito com repolho. Experimente. - Sim. É muito bom - diz Flynn. Seu gesto me mostra que ele não gosta e, pela aparência, não me agradou. Decido recusar a oferta com o melhor dos meus sorrisos e pegar um bagel com algo parecido com uma salsicha branca. De repente, vejo Norbert trazer mais uma travessa para a mesa. Eu aplaudo. É camarão, queijo e presunto assado. Olé! Eric vendo meu rosto feliz, pega minha mão. - Não se esqueça de que minha mãe é espanhola e temos muitos costumes que ela nos ensinou. - Hummm! Eu adoro presunto! – Diz a criança.


O presunto está muito bom. Meu Deus que delícia! E quando trazem o pato assado, já não posso comer mais nada. Mas como não quero fazer feio, me sirvo com um pouco, mas na verdade está muito bom! Também provo um pouco de queijo alemão e repolho com cenoura. Eles me explicam que são as comidas tradicionais para trazer estabilidade financeira, e como estou desempregada, me encaixo na situação! O jantar é agradável, apesar de perceber que sou eu quem conduz a conversa. Eric me observa e sorri. Para mim é o suficiente. Flynn tenta me ignorar, mas sua idade é fácil de agradar e quando falo de jogos de Wii ou Playstation, ele é incapaz de não se envolver na conversa. Eric sorri, se aproximando de mim e murmura: - Você é incrível querida! Quando decido não comer mais nada para não passar mal, aparecem Simona e Norbert com a sobremesa com uma cara maravilhosa, que só de olhar, quero devorar. - Bienenstich da Simona! Que delícia! – Diz Flynn feliz. Sem que eu pudesse tirar meus olhos desse bolo maravilhoso, pergunto: - O que é isso? - É uma sobremesa típica da Alemanha, senhorita – fala Norbert – que minha Simona faz maravilhosamente. - Ah sim! É o melhor bienenstich que você comerá em sua vida – me diz Eric divertindo-se. A mulher, animada por sentir que é o centro das atenções de todos, especialmente dos três homens na casa, sorri e se vira para mim: - É uma receita que minha avó passou a minha mãe e minha mãe para mim. O Bienenstich é um doce feito em camadas. O fundo é uma massa de bolo diferente, a segunda é um recheio de açúcar, manteiga e creme de amêndoa que


eu deixo moída até torná-la cremosa e na camada de cima é novamente uma massa de bolo diferente com amêndoas caramelizadas e mel. - Humm, gostoso! Eu sussurro. E, levantando-se de forma decisiva, eu acrescento - Como esta é a sobremesa, vocês tem que se sentar com a gente para comer. Simona e Norbert se olham, e antes que digam alguma coisa, eu os lembro – Vocês me prometeram! Eric segue meu exemplo, levanta-se, puxa uma cadeira e diz à mulher: - Simona, você poderia se sentar? A mulher, quase sem respirar, senta e ao lado dela, o marido, eu me aproximo e pergunto: - Este doce é cortado como um bolo, certo? Simona concorda. - Muito bem, então eu servirei a todos esse fantástico Bienenstich. - Então, olho para a criança e pergunto – Flynn poderia trazer mais dois pratos para Simona e Norbert? O pequeno feliz, se levanta, vai até a cozinha e volta com dois pratos. Com determinação, corto cinco fatias e sirvo a todos e uma vez que eu sento na minha cadeira, Eric olha para mim, satisfeito. - Vamos..., comam antes que eu coma tudo - eu murmuro, fazendo todos rirem. Rindo e conversando devoramos a sobremesa maravilhosa. Surpresa, eu assisto as quatro pessoas ao meu redor aproveitando o momento como algo único, eu estou extremamente feliz. Assim, proponho que cantem para mim uma canção alemã e, rapidamente, Norbert começa com o tradicional OTannenbaum.

O Tannenbaum, O Tannenbaum, Wie treu sind deine Blätter.


Du grünst nicht nur zur Sommerzeit, Nein auch im Winter, wenn es schneit. O Tannenbaum, O Tannenbaum, Wie grün sind deine Blätter!

O árvore de Natal, ó árvore de Natal, Como leais são suas folhas. Você é verde, não só no verão, Não, mesmo no inverno, quando neva. O árvore de Natal, ó árvore de Natal, Quão verde são as suas folhas!

Eu escuto maravilhada. Eric, com seu sobrinho sentado em seu colo, também canta em alemão e me dá arrepios. Vendo essas quatro pessoas unidas pela música me faz lembrar a minha família. Certamente, meu pai e minha irmã estão cortando o cordeiro, minha sobrinha e meu irmão rindo das piadas. Isso me emociona, e enchem os meus olhos de lágrimas. Porém quando eles terminam a canção eu aplaudo e rapidamente Flynn entra no meu jogo e pede que eu cante uma música em espanhol. Penso rápido em uma canção típica que o pequeno pode já ter escutado Sônia cantando e lembro de Los peces en el río. Eu acerto, a criança e Eric me seguem e cantamos batendo palmas:

Pero mira cómo beben los peces en el río,


Pero mira cómo beben por ver a Dios nacido Beben, y beben, y vuelven a beber, Los peces en el río por ver a Dios nacer.

Quando terminamos, desta vez é Simona e Norbert que nos aplaudem, e juntamos a eles nos aplausos. Que momento familiar agradável! Eric abre uma garrafa de champanhe, enche todos as taças e para Flynn serve suco de abacaxi. Todos brindamos a São Silvestre. Quando Simona começa a limpar a mesa, eu tento ajudar. Mas ela e Norbert reclamam, mas, eventualmente, desistem ao ouvir Eric dizer: - Simona, se Jud disse que vai ajudar você, nada vai fazer ela parar. Ela se dá por vencida e, encantado, eu ajudo. Consigo convencer Norbert a ficar com Eric e Flynn na sala, conversando. Quando eu volto para pegar os últimos pratos, Simona sussurra: - Não, senhorita Judith... os pratos devem ser deixados sobre a mesa até a madrugada. Na Alemanha, é costume deixar as sobras do jantar na mesa. Isso nos garante que no próximo ano teremos a dispensa bem cheia. Imediatamente, deixo os pratos com alegria. - Tudo bem! Tudo por uma dispensa cheia! Por um tempo nós rimos e contamos histórias engraçadas. Enquanto estamos rindo eles me contam que há um jogo chamado Bleigiessen tradicional e surpresa ao ouço dizer que há kits de Bleigiessen a venda com os significados. O Bleigiessen é um ritual de prever ou adivinhar o futuro. O chumbo é derretido em uma colher com o fogo de uma vela e uma vez que está líquido,


derrama-se o chumbo em um recipiente com água fria e deixa-o endurecer. Cada pessoa fica depois com uma destas formas e, com a ajuda do kit, prediz o seu futuro. Se o chumbo estiver em forma de mapa - diz Flynn alegre - é que você irá viajar muito. - Se você tiver em forma de flor - Norbert diz - significa que fará novos amigos. - E se ele vem em forma de coração - sorrindo Simona explica - é que o amor virá em breve. Eric está desfrutando. Vejo em seu rosto e em seu sorriso. Finalmente, ele se levanta da mesa, nos convida a sentar-se no sofá e diz enquanto liga a televisão: - Jud, na Alemanha, há uma outra tradição. É um pouco estranho, mas é uma tradição. -

Ah,

é

mesmo?

E

o

que

é

isso?

-

Eu

pergunto

curiosa.

Todo mundo sorri e Eric, depois de me dar um beijo no rosto, diz: - Os alemães, após o jantar da véspera do Ano Novo e antes de sair para admirar os fogos de artifício, costumam assistir uma comédia, bem antiga, em preto e branco, chamado Dinner for One. Olha... vai começar após o comercial. Todos concordam e se acomodam, e Eric, vendo que eu estou rindo, sussurra: - Não ria morena. É uma tradição! Todos os canais de TV transmitem isso, ano após ano no dia 31 de dezembro. Mas o mais curioso de tudo, é que é um filme em Inglês, apesar de alguns canais colocá-lo com legendas em alemão. - Do que se trata? Eric me acomoda em seus braços e enquanto começa o filme, sussurra em meu ouvido:


- A senhora Sophie comemora seu nonagésimo aniversário na companhia de James, seu mordomo e vários amigos, que não estão presentes, porque eles estão mortos. O engraçado é como o mordomo, durante a noite, passa por cada amigo. De repente, para de falar porque ele começa a rir com o que vê na televisão. Durante o tempo que dura o filme olho para todos surpreendida. Se divertem tanto que até Flynn deixa de lado sua habitual carranca e ri abertamente antes de cada cena do mordomo na televisão. Quando acaba o filme, Simona vai para a cozinha e volta com cinco taças com uvas. Olho para a fruta com espanto. - Lembre-se que a minha mãe é espanhola - disse Eric - As uvas nunca faltam nesta noite. Emocionada, atordoada e feliz por uma simples uva, choro quando Eric coloca o canal internacional e sintoniza a Puerta del Sol, em Madrid. Ahh, minha Espanha! Viva a Espanha! Eu me sinto mais espanhola do que nunca. Faltam quinze minutos para que o ano acabe e ver na TV a minha amada Madrid me deixa emocionada. Flynn olha para mim surpreso e Eric diz no meu ouvido: - Não chore querida. Eu engulo as lágrimas e sorrio. - Eu tenho que ir ao banheiro um instante. Saio da sala o mais rápido que posso. Quando entro no banheiro e fecho a porta, minha boca se contrai e choro. Mas minhas lágrimas são estranhas. Estou feliz porque sei que minha família


está bem. Estou feliz que Eric está ao meu lado. Mas as malditas lágrimas estão determinadas a sair. Eu choro, choro e choro, até que eu consigo manter o controle. Eu lavo o meu rosto, depois de alguns minutos no banheiro, ouço algumas batidas leves na porta. Saio e Eric, preocupado, pergunta: - Você está bem? - Sim - digo em voz baixa – É só que essa é a primeira vez que estou longe da minha família em uma noite especial. Minha expressão, acima de tudo, os meus olhos dizem a ele o que acontece comigo e ele me abraça. - Sinto muito, querida. Eu sinto que, por estar aqui comigo, você está tendo um momento difícil. Suas palavras, de repente, me confortam, me fazem sorrir e eu o beijo. - Não se desculpe, querido. Este final de ano está sendo muito mágico para mim. Não muito satisfeito com o que eu disse, me olha nos olhos com uma expressão firme quando vai falar mais alguma coisa, eu lhe dou um rápido beijo. -Vamos..., vamos voltar para a sala. Flynn, Simona e Norbert estão nos esperando. Quando o relógio da Puerta del Sol começam a tocar, eu explico que faltam cinco minutos. E quando os sinos começam a tocar verdadeiramente, eu encorajo a todos a comer uma uva. Para Eric, Flynn e isso é algo que eles já fizeram, mas Simona e Norbert ainda não e eu rio ao ver seus rostos. A cada uva, recomponho as minhas forças. Um. Dois. Três. Papai, Rachel, Luz e meu cunhado estão bem. Quatro. Cinco. Seis. Eu estou feliz.


Sete. Oito. Nove. O que mais posso pedir? Dez. Onze. Doze. Feliz 2013! Após o gongo final, Eric me abraça, mas Flynn se coloca entre nós dois e nos separa. Eu sorrio e pisco para ele. É normal. O pequeno quer ser o primeiro. Norbert e Simona, ao ver o que aconteceu, me abraçam e dizem em alemão: - Gutes Neues Jahr! Incapaz de conter meus impulsos, os beijos e rindo eu repeti em espanhol: - Feliz Ano Novo! O casal se diverte repetindo o que eu digo a eles, rindo e mostrando a sua felicidade. Norbert e Simona, em seguida, dão as mãos a Eric e desejam um Feliz Ano Novo enquanto Flynn nunca sai do seu lado. Me abaixo para ficar na sua altura e, sem que ele proteste, dou um beijo em sua bochecha. - Feliz Ano Novo, precioso. Que este ano que inicia seja maravilhoso e espetacular. O pequeno me beija de volta e para minha surpresa, sorridente. Norbert o leva em seus braços e Eric olha rapidamente para mim, me abraça e sussurra com todo o seu amor no meu ouvido, me deixando arrepiada: - Feliz Ano Novo, meu amor. Obrigado por fazer desta noite, uma noite muito especial para todos nós.


Capítulo 16 Os dias passam e estar com Eric é a melhor coisa que já me aconteceu. Ele me ama, me enche de mimos e supre tudo que eu preciso. Flynn é outra história. Contraria-me em tudo, eu tento fazê-lo ver que eu não sou sua inimiga. Se eu faço uma omelete, ele não gosta. Se eu dançar e cantar, ela me olha com desprezo. Se eu vejo algo na TV, reclama. Diretamente não me suporta e não disfarça. Isso me deixa cada vez mais impaciente. Eu falo com minha família em Jerez e está tudo bem. Isso me conforta. Minha irmã me diz que está muito cansada com a gravidez e o cansaço que a minha sobrinha dá. Eu sorrio. Luz está histérica esperando a visita dos Reis Magos. Como é linda minha Luz! Uma manhã eu entro na cozinha e vejo Simona assistindo televisão. Ela está tão concentrada no que vê que não me ouve. Quando eu já estou ao seu lado, eu vejo que ela está angustiada, com medo. - Meu Deus! O que está acontecendo? Ela enxuga os olhos com um guardanapo e olhando murmura: - Estou assistindo "Loucura de Esmeralda", senhorita. Surpresa, eu olho para a TV e vejo que isso é uma novela. Na Alemanha assistem novelas mexicanas? Deixo escapar um sorriso e Simona também. - Eu acho que você também gostaria desta, senhorita Judith. Na Espanha viram esta novela? - Nunca ouvi falar disso, mas não gosto dessa enrolação. - Acredite que eu também não, mas na Alemanha virou febre. Todo mundo conhece "Loucura de Esmeralda".


Quando estou prestes a rir, depois de superar o choque, ela acrescenta: - É sobre a jovem Esmeralda Mendoza. Ela é uma linda jovem que trabalha como empregada doméstica para os senhores Falcons de San Juan. Mas as coisas se complicam quando retorna dos EUA o filho pródigo Carlos Alfonso Falcons se apaixona por Esmeralda. Mas ela ama secretamente Luis Alfredo Quiñones, o filho bastardo do senhor Halcones, e oh, meu Deus, é tudo tão difícil... Fico boquiaberta e me divirto, ouvindo atentamente o que a mulher diz. Que pedaço enrolado que ela está me dizendo! Minha irmã iria amar. No final, sem saber o porquê, eu me sento com ela e, de repente, estou imersa na história. Martha, a irmã de Eric, vem me buscar em 02 de janeiro. Eu já disse que eu preciso fazer algumas compras de Natal e de bom grado ela se ofereceu para me acompanhar. Eric, feliz por me ver sorrir, me da um beijo antes de eu sair. - Tenha um bom tempo, querida. Está fazendo um frio congelante. Estamos a 2 graus abaixo de zero. Mas estou feliz pela companhia de Martha e suas piadas engraçadas. Chegamos à praça principal de Munique, Marienplatz, uma majestosa praça, cercada por prédios imponentes. Aqui tem um grande centro comercial onde faço compras. - Está vendo aquela varanda? – concordo com a cabeça e Martha continua – É a varanda da Câmara Municipal e lá todas as tardes tocam música ao vivo. De repente, vejo um lugar com inúmeras árvores de Natal coloridas que me chama a atenção. Algumas são vermelhas, azuis, brancas, verdes e em tamanhos diferentes. A maioria estão decoradas com fotos, pequenas notas com desejos, macarrão ou CD plástico. Eu amei! Eu olho para Martha e pergunto: - O que você acha que seu irmão vai pensar se eu colocar uma árvore em sua sala de estar? Martha acende um cigarro e ri. - Vai ficar horrorizado.


- Por quê? Aceito um cigarro enquanto Martha observa a árvore artificial colorida. - Porque essas árvores são muito modernas para ele e acima de tudo, porque eu nunca o vi colocar uma árvore de Natal em sua casa. - Sério? - Estou perplexa e convencida do que eu quero fazer - Bem, sinto muito por ele, mas eu não posso viver sem ter a minha árvore de Natal. Portanto, horrorizado ou não, vai ter que aguentar. Martha ri, e sem mais, eu decido comprar uma árvore vermelha de dois metros. Uma bomba! Compro muitas fitas coloridas com sinos pendurados. Quero decorar a casa como ela merece. Ainda é Natal! Deixo pago e prometo voltar no final do dia para buscar. Por mais de uma hora nós continuamos comprando presentes e quando nossos narizes estão vermelhos por causa do frio, Martha me convida para tomar uma bebida. Concordo. Estou morrendo de frio, fome e sede. Eu sou guiada por ela pelas belas ruas de Munique. - Eu vou te levar para um lugar muito especial. Algum outro dia nós sairemos para comer e eu vou levá-la para o restaurante que fica na Torre Olímpica. É giratório, e tem uma excelente vista de Munique. Congelada, concordo e observo que todos os táxis são de cor creme e quase todos Mercedes-Benz. Que luxo! Poucos minutos depois, quando entramos em um lugar enorme, Martha orgulhosamente afirma: - Querida Judith, como boa cidadã de Munich que sou, eu tenho o orgulho de dizer que você está no Hofbräuhaus, a cervejaria mais antiga do mundo. Empolgado, eu olho ao redor. O lugar é lindo. Com lareira. Eu observo a estrutura das paredes cobertas com quadros curiosos e grandes e longos bancos de madeira, onde as pessoas gostam de beber e comer. - Vem, Jud, vamos tomar alguma coisa - Martha insiste, levando meu braço.


Dez minutos depois, estamos sentados em um dos bancos de madeira com outras pessoas. Durante uma hora conversamos enquanto eu desfruto de uma maravilhosa cerveja chamada Spatenbräu. A fome aperta e decidimos pedir várias coisas para comer, e, em seguida, continuar com nossas compras. Deixo que Martha escolha e ela pede Leberkäs, que é salsicha quente, em bolinhos de farinha com carne picada, bacon, sal, cenoura crocante feito em forma de oito no qual você pode espalhar molhos. Tudo muito bonito! - Bem, o que achou de Munich? Depois de mastigar e engolir um pedaço da rosca crocante, eu respondo: - O pouco que eu vi até agora, majestoso. Eu acho que é uma cidade muito imponente. Martha sorri. - Você sabia que Munich é conhecida como a Europa mediterrânica? - Não. Nós duas rimos. - Você veio para ficar com Eric? Ela foi direto ao ponto! Como eu gosto. E disposta a ser honesta, eu digo: - Sim. Somos como fogo e gelo, mas nos amamos e queremos tentar. Martha aplaude, feliz, aqueles que estão do nosso lado nos olham perplexos. Mas sem se importar com os outros, ela sussurra: - Eu adoro isso. Amo isso! Espero que o meu irmão aprenda que a vida é mais do que trabalho e seriedade. Eu acho que você vai abrir os olhos dele de muitas maneiras, mas lamento dizer que isso vai ter trazer mais de um problema. Eu o conheço muito bem. - Problema?


- Aham! - Bem, eu não quero problemas. – Dizer isso faz me lembrar da canção de David Maria e, inevitavelmente, sorrio - Porque você acha que eu vou ter problemas com Eric? Martha limpa os lábios com um guardanapo e responde: - Eric nunca viveu com ninguém, exceto com Flynn nos últimos anos. Tornou-se independente muito cedo e se há alguma coisa que não suporta é que interfiram na sua vida e suas decisões. Além disso, eu adoraria ver o seu rosto quando ele vir à árvore de Natal vermelha e as fitas coloridas que você comprou. – nós rimos e ela prossegue - Eu sei muito bem que ele é cabeça dura e tenho certeza que você vai discutir com ele. A propósito, em relação à educação Flynn é uma coisa ruim. Ele é superprotegido. Só falta colocá-lo em uma caixa de vidro. Isso me faz rir. - Não ria. Você mesma vai ver. E lembre-se do que eu digo: meu irmão não vai aprovar o presente que você comprou para Flynn. Eu olho para o saco que Martha está apontando e, surpresa, pergunto: - O que? Não vai aprovar o skate? - Não. - Por quê? – Começo a lembrar de como eu me divirto com a minha sobrinha e seu skate. - Eric rapidamente irá falar sobre os perigos. Você vai ver. - Mas eu comprei um capacete, joelheiras e cotoveleiras para que, quando ele cair não vá doer ou machucar... - Dá no mesmo Judith. Neste presente, Eric só verá o perigo e vai proibi-lo. Meia hora depois, saímos do local e descemos a Rua Maximilianstrasse, considerada a milha de ouro de Munich. Entramos na loja da D&G e aqui Martha escolhe alguns jeans. Enquanto ela os prova, rapidamente compro uma camisa


que eu vi que ela gostou. Visitamos muitas lojas exclusivas, uma mais cara que a outra e quando entramos na Armani, eu decido comprar uma camisa branca com listras azuis para Eric. Vai ficar lindo. Assim que terminamos as compras, voltamos para a praça da cidade para pegar a minha linda árvore de Natal. Martha ri. Eu também, apesar de começar a duvidar se eu fiz bem em comprar isso.


Capítulo 17 Uma tempestade toma o céu de Munique e decidimos acabar com o dia de compras. Quando às seis horas Martha me deixa em casa. Eric não está. Simona me diz que ele foi para o escritório, mas que não demorará a chegar. Rapidamente, levo as compras para cima e escondo-as no fundo do guardaroupa. Eu não quero que ele as veja. Mas antes de me mudar olho pela janela. Cai um dilúvio e recordo ter visto junto aos baldes de lixo o cão abandonado. Sem pensar duas vezes, vou ao quarto dos convidados e pego uma manta. Depois comprarei outra. Desço à cozinha, pego um pouco de ensopado da geladeira, ponho-o num recipiente de plástico, aqueço-o no microondas e saio de casa. Caminho rápido entre as árvores até chegar à grade, abro-a e aproximo-me dos baldes de lixo. - Susto… - Batizei-o com esse nome – Susto, está aí? A cabeça de um cachorro galgo, cor de canela e branco aparece por trás do balde. Treme. Está assustado e pelo seu aspecto, deve ter fome e muito… muito frio. O animal receoso, não se aproxima, deixo o estofado no chão enquanto o animo a comer. - Vamos Susto, coma. Está bom. Mas o cão esconde-se e, antes que eu o possa tocar, foge apavorado. Isso entristece-me. Pobrezinho. Que medo tem dos humanos. Mas sei que vai voltar, já o vi muitas vezes junto aos baldes de lixo e disposta a fazer algo por ele, com umas madeiras e umas caixas, levanto uma espécie de casinha improvisada num canto. No centro da caixa coloco a manta que levo e o estofado e me vou. Espero que ele regresse e coma.


Já em casa, subo de novo ao meu quarto, mudo de roupa e regresso à sala com a caixa da árvore de Natal. Flynn está jogando PlayStation. Sento-me ao seu lado e deixo a enorme e colorida caixa entra as minhas pernas. Com a certeza de que isso chamará a sua atenção. Durante mais de vinte minutos observo-o jogar sem dizer uma só palavra, enquanto o raio da música estrondosa do videogame me destroça os tímpanos. No fim, me canso e pergunto com a voz em grito: - Gostaria de fazer a árvore de Natal comigo? Flynn olha-me por fim! Para a música. Oh…que delícia! Depois observa a caixa. - A árvore está aí dentro? – pergunta surpreendido. - Sim. É montável, o que acha? – pergunto, abrindo a tampa e tirando um pedaço. A sua cara é um poema. - Não gosto – afirma rapidamente. Sorrio ou dou-lhe um tapa. Decido sorrir. - Pensei criar a nossa própria árvore de Natal. É para sermos originais e termos algo que mais ninguém tem, a decoramos com desejos e vamos lê-los quando a desmontarmos. Cada um de nós escreverá cinco desejos. O que achas? Flynn pestaneja. Consegui atrair a sua atenção e mostrando-lhe um caderno, um par de canetas e fitas coloridas, acrescento: - Montamos a árvore e depois, em pequenos papéis escrevemos desejos. Os enrolamos e atamos com as fitas coloridas. Não é uma boa idéia? O pequeno olha o caderno. Depois olha-me fixamente com seus olhos escuros e murmura:


- É uma idéia horrível. Além disso, as árvores de Natal são verdes, não vermelhas. Arrepio-me toda. Que pouca imaginação! Se esse pequeno anão diz isso, o que dirá o seu tio? Volta ao jogo e a música troveja de novo. Mas disposta a montar a árvore de Natal e desfrutar dela, levanto-me com segurança e grito para que me ouça: - Vou montá-la aqui, junto à janela – digo enquanto observo que segue chovendo e espero que Susto tenha regressado e esteja a comer na casinha. - O que acha? Não responde. Não me olha. Assim, decido por as mãos à obra. Mas a música irritante me mata e opto por atenuá-la como melhor posso. Ligo o iPod que levo no bolso do meu jeans e ponho os fones e segundos depois, cantarolo:

Euphoria An everlasting piece of art A beating love within my heart. We’re going up-up-up-up-up-up-up

Encantada com a minha música, sento-me no chão, tiro a árvore, esparramo-a ao meu redor e olho as instruções. Sou a rainha do “faça você mesmo”, então, em dez minutos, já está montada. É uma prepotente. Vermelha… vermelha brilhante… Olho Flynn. Ele continua a jogar diante da televisão. Apanho a caneta e o caderno e começo a escrever pequenos desejos. Uma vez que tenho vários, arranco as fitas e corto-as com cuidado. Faço desenhos de Natal ao seu redor. Tenho de me entreter com alguma coisa. Quando estou satisfeita, enrolo os meus desejos e ato-os com fita dourada. Fico assim durante


mais de uma hora, até que de repente vejo uns pés ao meu lado, levanto a cabeça e encontro-me com o cenho franzido do meu Iceman. Vai lá! Rapidamente levanto-me e tiro os fones. - O que é isso? – diz enquanto aponta para a árvore vermelha. Quando vou responder, o anão de olhos achinesados aproxima-se do seu tio e com o mesmo gesto sério dele, responde: - Segundo ela, uma árvore de Natal. Segundo eu, uma caca. - Só porque para você a minha linda árvore parece uma caca, não significa ele também ache isso – respondo com uma certa acidez. Depois olho para Eric e acrescento: Olha… talvez não combine com a tua sala, mas a vi e não pude resistir. É bonita, não é? - Porque não telefonou para me consultar? – solta o meu alemão favorito. - Para te consultar? – repito surpresa. - Sim, sobre a compra da árvore. Incrível! Mando-o à merda ou insulto-o? Por fim, decido respirar antes de dizer o que penso, mas, chateada, murmuro: - Não pensei que tivesse de te telefonar para comprar uma árvore de Natal. Eric me olha …, olha e se dá conta de que fiquei chateada e para tentar me acalmar pega a minha mão. - Olha Jud, o Natal não é a minha época favorita do ano. Não gosto de árvores nem dos ornamentos que nestas datas todo o mundo se empenha em colocar. Mas se queria uma árvore, eu poderia ter encomendado um bonito pinheiro.


Voltamos a olhar a minha colorida árvore vermelha e antes que Eric volte a dizer algo, replico: - Pois lamento que não goste da época natalina, mas eu adoro. E certamente, não gosto que cortem pinheiros pelo simples fato de ser Natal. São seres vivos que demoram muitos anos para crescer, para depois morrer porque os humanos gostam de decorar as salas com um pinheiro no Natal. Tio e sobrinho olham-se e eu prossigo: - Sei que logo algumas dessas árvores são replantadas. Tudo bem, mas a maioria delas terminam no balde de lixo, secos. Nego-me a isso! Prefiro uma árvore artificial, que uso, quando não preciso, guardo para o ano seguinte. Ao menos sei que enquanto está guardada não morre, nem seca. O aperto dos lábios de Eric arqueia-se. A minha defesa dos pinheiros o diverte. - Sério que não te parece lindo e original ter esta árvore? – pergunto, aproveitando o momento. Com a sua sinceridade habitual, levanta as sobrancelhas e responde: - Não. - É horrível – cochicha Flynn. Mas não me rendo. Esqueço a resposta do miúdo e, dengosa, olho o meu marmanjo. - Nem sequer gosta se te disser que é a nossa árvore dos desejos? - Árvore dos desejos? – pergunta Eric. Assento e Flynn responde enquanto toca um dos desejos que eu pendurei na árvore: - Ela quer que a gente escreva cinco desejos, os pendure e depois das festas os leia para que se cumpram. Mas eu não quero fazê-lo. Essas coisas são de meninas.


- Era o que faltava você dizer – sussurro demasiado alto. Eric reprova o meu comentário com o olhar e o pequeno, disposto a fazerse notar, grita: - Além disso, as árvores de Natal são verdes e decoram-se com bolas. Não são vermelhas nem se adornam com desejos tontos. - Pois eu gosto de vermelho e de decorá-la com desejos – insisto. Eric e Flynn olham-se. Nos seus olhos vejo que se comunicam. Malditos! Mas consciente que quero a minha árvore vermelha e o muito que vou ter de brigar com estes resmungões, tento ser positiva: - Vá la meninos, é Natal e um Natal sem árvore não é Natal! Eric olha-me. Eu olho-o e olho para os lábios. Por fim sorri. Ponto para Espanha! Flynn, chateado, vai afastando-se, quando Eric lhe agarra seu braço e diz, apontando o caderno: - Escreve cinco desejos como Jud te pediu. - Não quero. - Flynn… - Raios tio! Não quero. Eric abaixa-se. A sua cara fica em frente à do pequeno. - Por favor, iria fazer-me muito feliz se o fizesse. Este Natal é especial para todos e seria um bom começo com Jud aqui em casa, está bem? - Odeio que ela tenha de cuidar e mandar nas coisas. - Flynn! - insiste Eric com dureza. A batalha de olhadas entre ambos é latente, mas no final ganha o meu Iceman. O pequeno, furioso, apanha o caderno, rasga uma folha e agarra uma das canetas. Quando esta saindo, digo-lhe:


- Flynn, pega a fita verde para atá-los. Sem me olhar, apanha a fita e encaminha-se até à mesinha que há em frente à televisão, onde vejo que começa a escrever. Disfarçadamente, aproximome de Eric e cochicho: - Obrigada. O meu alemão me olha. Sorri e beija-me. Ponto para a Alemanha! Durante um tempo falamos sobre a árvore e tenho de rir diante dos comentários que ele faz. É tão clássico para certas coisas, que é impossível não rir. Segundos depois, Flynn chega até nós, pendura os desejos que escreveu na árvore e, sem nos olhar, regressa à poltrona. Pega o controle do PlayStation e a música irritante começa a soar. Eric, que não tira os olhos de cima de mim, apanha o caderno do chão e a caneta, e pergunta aproximando-se do meu ouvido: - Posso pedir qualquer desejo? Sei para onde vai. Sei o que quer dizer e, melosa, murmuro aproximando-me mais dele: - Sim, senhor Zimmerman, mas lembre-se que passada a época natalina leremos os desejos todos juntos. Eric observa-me durante uns instantes, eu só penso sexo…, sexo, sexo. Meu Deus! Olhá-lo excita-me tanto que estou virando uma escrava do sexo! No fim, o meu excitante noivo assente, afasta-se uns metros e sorri. Uaaaaau! Como me deixa, quando me olha assim. Essa mistura de desejo e má intenção encanta-me! Sou uma masoquista. Durante um momento, vejo-o escrever apoiado na mesa de jantar. Desejo saber os seus desejos, mas não me aproximo. Devo aguentar até ao dia que marquei para os ler. Quando acaba, dobra-os e dou-lhe a fita prateada para que


os ate. Depois de pendurá-los ele mesmo na árvore, olha-me com maldade e, aproximando-se de mim, mete algo dentro do bolso da frente do meu suéter desportivo. Depois, beija-me na ponta do nariz e aponta: - Não vejo o momento de cumprir este desejo. Divertida sorrio. Calor… Deus, que calor! E pondo-me nas pontas dos pés dou-lhe um beijo na boca enquanto o meu coração vai a trezentos por hora. Depois de um cúmplice açoite no meu traseiro, que me faz saber o muito que me deseja, Eric senta-se junto ao seu sobrinho. Eu aproveito, tiro a pequena caixa que meteu no meu bolsinho junto um papel e leio: - O meu desejo é ter-te despida esta noite na minha cama para usar o teu presente. Sorrio. SEXO! Com curiosidade, abro a caixinha e observo algo metálico com uma pedra verde. Que engraçado! Para que será? E a minha cara de surpresa é digna de se ver quando leio que no papel diz: «Jóia anal Rosebud». Oiii??? Não sabia que havia jóias para o cú! Começo a rir. Alegre, caminho até à janela enquanto o calor invade a minha cara e continuo a ler:. «Jóia anal de aço cirúrgico com cristal Swarovski. Ideal para decorar o ânus e estimular a zona anal». Que fooorteeeeeeeeeee! Observo, acalorada, que Eric olha-me. Vejo a gozação nos seus gestos. Com humor, levanto o polegar em sinal de que gostei e ambos rimos. Esta noite será fantástica! Depois do jantar, proponho jogar uma partida de Monopólio do Wii. Jogada a jogada vamos animando-nos. No final, deixamos que Flynn ganhe e vai


satisfeito dormir. Quando ficamos sozinhos na sala, Eric olha-me. O seu olhar diz tudo. Impaciência. Beijo-o e murmuro no seu ouvido: - Te quero em cinco minutos no quarto. - Chegarei em dois – responde com autoridade. - Melhor! Dito isto, sai da sala. Corro pelas escadas acima, entro no nosso quarto, dispo-me, deixo a jóia anal junto ao lubrificante sobre a almofada e atiro-me para a cama, esperando-o. Não há tempo para mais. A porta abre-se e o meu coração bate com força. Excitação. Eric entra, fecha aporta, os seus olhos já estão sobre mim. Caminha até a cama e observo-o enquanto tira a camiseta cinza pela cabeça. - O teu desejo está à tua espera, onde o queria. - Perfeito – responde com voz rouca. Como um lobo esfomeado, me olha. Vejo que pousa o olho à jóia anal e sorri. O desejo me consume. Joga a camiseta no chão e põe-se aos pés da cama. - Flexiona as pernas e abre-as. Deus... Deus!... Que calor! Faço o que me pede e sinto que começo a respirar já com dificuldade. Eric sobe à cama e leva a sua boca até à face interna das minhas coxas. Beija-os. Beija-os com delicadeza e eu sinto que me desfaço. Ele, com o seu habitual erotismo, continua o seu rastro de beijos sobre mim. Agora sobe. Beija-me o quadril, logo o umbigo, depois um dos meus peitos e quando a sua boca está sobre a minha e me olha nos olhos, sussurra com voz carregada de desejo e erotismo: - Peça-me o que quiser. Oh, Deus!


O, meu Deus! A minha respiração acelera. A minha vagina contrai-se e o meu estômago derrete. Eric, o meu Eric, mostra a sua língua. Chupa-me o lábio superior, depois o inferior e antes de me beijar, me dá a sua típica mordida no lábio que me faz abrir a boca para lhe facilitar a sua possessão. Adoro os seus beijos. Adoro a sua exigência. Adoro como me toca. Adoro ele. Uma vez que acaba o seu beijo, olha-me à espera que lhe peça algo e, consciente do que desejo, sussurro: - Devora-me. O seu rastro de beijos agora baixa pelo meu corpo. Quando me beija no Monte de Vênus, passa com sensualidade o seu dedo pela minha tatuagem. - Se abra com os teus dedos para mim. Fecha os olhos e fantasia. Se ofereça como quando estivemos com outras pessoas. “Se ofereça! Outras pessoas!” Deus! Que excitante! As suas palavras provocam-me uma aquecimento tremendo e as minhas mãos voam à minha vagina. Agarro os lábios do meu sexo, abro-os e exponhome totalmente a ele, desejosa que me devore enquanto a minha mente imagina que não estamos só ele e eu neste quarto. Sem demora, a sua língua toca o meu clitóris, oh sim! E eu consumo-me diante dele. O fogo abrasador das minhas fantasias e a excitação de Eric provoca-me, deixam-me sem forças. Nua e deitada na cama, as suas ávidas lambidas deixam-me louca enquanto as suas mãos sobem pelo meu traseiro. O meu excitante homem apanha-me pelos quadris para ter mais acessibilidade ao meu interior. - Se ofereça, Jud.


Despertada, ativada, provocada e alterada pelo que imagino e o que diz, aproximo a minha úmida vagina à sua boca. Sem nenhum pudor, aperto-me sobre ele e ofereço-me gostosa, desejosa de se desfrutar e de que me desfrute. A sua boca rapidamente me chupa, os seus dentes lançam-se ao meu clitóris e eu ofego e procuro mais e mais. A pele arde enquanto um louco e selvagem prazer toma o meu corpo. Retorço-me na sua boca a cada toque da sua língua e exijo-lhe mais. O meu úmido e inchado clitóris está a ponto de explodir. Isso o provoca. Eu sei. Mas quando levanta a cabeça e olha-me com os lábios úmidos dos meus fluidos, incorporo-me como uma bala e o beijo. O seu sabor é o meu sabor. O meu sabor é o seu sabor. - Foda-me - exijo-lhe. Eric sorri, morde-me o queixo e volta a dominar-me. Me deita com força e dessa vez o meu corpo cai pela lateral da cama enquanto me abre de novo as pernas, dá-me um tapa e continua o seu ataque devastador. Noto algo úmido no orifício do meu ânus que rapidamente identifico como o lubrificante. Eric me dilata com o seu dedo e instantes depois noto que introduz o meu presente. A jóia anal. - Linda – ouço dizer enquanto me beija as bochechas do cú. Da minha posição, não posso ver seu rosto. Mas a sua respiração e a sua voz rouca indicam-me que gosta do que vê e o que faz. Durante vários minutos, as paredes do meu ânus contraem-se. Que delícia! Depois, mete primeiro um dedo na minha vagina e logo dois. - Olhe para mim, Jud. Com a cabeça pendurada pela lateral, viro os meus olhos até ele, que murmura com a voz cortada pelo momento: - A jóia é bonita, mas o teu traseiro é espetacular. Isso faz-me sorrir.


- Prefiro a carne ao aço cirúrgico. - Ah, sim? Assento. Prefere que outra pessoa e eu tomemos o teu corpo? Ao assentir de novo, os seus dedos fundem-se mais em mim. Loucura! Arrebatado pela excitação, insiste: - Tem certeza, pequena? - Sim – ofego. Os seus dedos entram e saem de mim uma e outra vez, enquanto com a outra mão aperta a jóia anal e eu fico louca. Depois de soltar um gemido, abro os olhos e Eric está a me olhando. - Em breve seremos dois te fodendo, pequena… Primeiro um, logo o outro, e depois os dois. Te aprisionarei entre os meus braços e abrirei as tuas coxas. Deixarei que outro te foda enquanto eu te olho e só então permitirei que venhas para mim, entendido? - Sim… Sim… - volto a ofegar, extasiada com o que diz. Eric sorri e eu tenho um espasmo de prazer. A minha vagina contrai-se e os seus dedos notam. Com rapidez, muda o seus dedos pelo pênis e eu afogo um grito ao notar a sua impressionante ereção entrar em mim. Oh, Deus, como adoro isso! Com mãos especialistas, agarra-me pela cintura e se levanta. Senta-me sobre ele na cama e murmura perto da minha boca enquanto me aperta contra ele: - Seremos 3 na próxima vez. Entre ofegos, assento. - Sim… sim. Sim!


Eric beija-me. A sua paixão deixa-me louca quando ofega. - Mexa-se, pequena. Os meus quadris o fazem, a um ritmo profundo e lento. Creio que vou explodir. A fricção do brinquedo anal é tremenda. Olhamo-nos nos olhos enquanto cravo uma e outra vez nele. - Beije-me – lhe peço. O meu Iceman me satisfaz e eu acrescento o meu ritmo deixando-o louco. Uma e outra vez, entro e saio de ele até que ele pára, com um movimento, pousa-me sobre a cama, me faz dar a volta e me põe de quatro patas. - O que vai fazer? – pergunto. Eric não responde, mete o seu duro e ereto pênis na minha vagina, e depois de um par de empurrões que me fazem ofegar, sussurra no meu ouvido: - Quero o teu precioso cuzinho, carinho. Posso? Calor… Muito calor… Excitada ao extremo, mostro-lhe o anel da minha mão. - Sou toda tua. Tira com cuidado a jóia anal e unta com mais lubrificante. Estou impaciente e desejosa de sexo. Quero mais. Preciso de mais. Eric, ao ver a minha impaciência, enquanto passa o lubrificante no seu pênis, morde as minhas costas. Estou nervosa. Os meus sentimentos são contraditórios, Não voltei a praticar sexo anal desde o dia em que o fiz com ele e com aquela mulher. Mas Eric sabe o que faz e, pouco a pouco, introduz o seu pênis em mim. Dilato-me. A minha mente fica louca e a excitação invade-me, ao notar como me penetra, peço: - Forte…, forte Eric.


Mas ele não me liga. Não quer me machucar. Vai pouco a pouco e, quando está totalmente dentro de mim, abaixa-se sobre as minhas costas, abraçando-me com amor, sussurra ao meu ouvido: - Deus, pequena, quão apertada você é! Acomodo-me à nova situação, consciente do prazer que sinto, enquanto ele entra e sai de mim e eu ofego. Ardo. Queimo-me. Entrego-me ao gostoso prazer do sexo anal e desfruto. Sinto-me perversa. Praticar sexo quente com Eric me torna perversa. Louca. Desinibida. Estou de quatro patas na frente ele, com o cú em ostentação, desesperada para que me foda, para que me faça sua uma e outra vez. - Eric… gosto disto – asseguro enquanto cravo o meu traseiro no seu corpo, desejosa de mais profundidade. Durante vários minutos o nosso jogo continua. Ele penetra-me, agarra-me pela cintura e eu mostro-me receptiva. Um…, dois…, três… Ardor! Quatro…, cinco… Seis… Prazer! Sete…, oito…, nove… Necessidade! Dez…, onze…, doze… Eric! Mas o meu Iceman já não pode conter-se mais e o seu lado selvagem façoo penetrar-me com mais profundidade, enquanto a minha cara cai sobre a cama. Um grito afogado pelo colchão sai da minha boca e o meu alemão sabe que o meu prazer culminou. Então, crava os seus dedos nos meus quadris e lança-se até ao meu dilatado traseiro a um ataque infernal. Oh, sim! Oh, sim! - Mais… mais, Eric… - suplico estimulada. O prazer que isto lhe provoca e o desejo que vê em mim, deixam-no louco e, quando não pode mais, um gemido gutural sai da sua boca e ele cai contra o meu corpo.


Ficamos assim alguns segundos. Unidos, quentes e excitados. O sexo entre nós é eletrizante e gostamos. Instantes depois, Eric sai do meu traseiro e deixamo-nos cair na cama felizes, cansados e suados. - Deus, pequena! Vai me matar de prazer. O seu comentário me faz rir. Abraço ele e ele me abraça. Sem falar, o nosso abraço diz tudo, enquanto no exterior chove com força. Logo, ouve-se um trovão e Eric move-se. - Vamos tomar banho e nos vestir, pequena. - Vestir? - Por alguma roupa. Um pijama, ou algo assim. - Por quê? – pergunto, desejosa de continuar a jogar com ele. Mas Eric parece ter pressa. - Vamos, pegue a tua calcinha na mesinha – exige-me. Penso protestar, mas opto por o ouvir. Apanho a minha calcinha e um pijama. Mas não me quero vestir. Eric, ao ver o meu cenho franzido, beija-me animadamente enquanto apanha a jóia anal e guarda-a e ao lubrificante na mesinha. Depois, levanta-se e justo quando me pega nos braços, a porta do quarto abre-se. Flynn, com cara de sono e o seu pijama de listras, nos olha boquiaberto. Tapo-me com a minha roupa como posso e grunho: - Mas você não sabe bater na porta! A criança, por sua vez, não sabe o que responder. - Flynn, já voltamos – diz Eric. Sem mais, entramos no banheiro. Uma vez dentro, olho-o à espera de uma explicação por essa aparição e murmura perto da minha boca:


- Desde pequeno que os trovões o assustam, mas não lhe conte que te disse. Me beija e quando se separa prossegue: -Sabia que iria vir aqui quando ouvi o trovão. Sempre faz isso. Agora quem o beija sou eu. Deus, como gosto do seu sabor! E quando abandono com preguiça a sua boca, pergunto: - Sempre vem para a tua cama? - Sempre – assegura, divertido. A sua cara faz-me sorrir. Que lindo que é o meu alemão! Um novo trovão faz-nos regressar à realidade e Eric pousa-me no chão. Deixa a jóia anal por cima da bancada do banheiro e se lava. Depois, seca-se, põe as cuecas e diz antes de sair: - Não demore, pequena. Quando fico sozinha, apanho a jóia e meto-a debaixo do fio de água para lavá-la. Penso em Susto. Pobrezinho com essa chuva e ele na rua. Logo, limpome e uma vez que ponho o pijama, olho no espelho e enquanto penteio o meu louco cabelo, sorrio. Que bela história esta em que me estou a meter!

Mas segundos depois, recordo que quando eu era pequena acontecia-me o mesmo que a Flynn. Os trovões me davam medo, esses ruídos infernais que me faziam pensar que os demônios feios e de unhas cruzavam os céus para levar as crianças. Foram muitas noites dormindo na cama com os meus pais, ainda que no final a minha mãe, com paciência e alguma ajuda extra, conseguiu tirar-me esse medo. Ao sair do banho, Eric está deitado na cama a falar com Flynn. O pequeno, ao me ver, segue-me com o olhar, abro a mesinha e com dissimulação deixo a


jóia anal. Depois, quando me meto na cama, o anão resmungão pergunta ao seu tio: - Ela tem que dormir com a gente? Eric faz um gesto afirmativo e eu murmuro, cobrindo-me com o edredom: - Oh, sim! Tenho medo das tempestades, sobretudo os trovões. Certamente vocês gostam de cães? -Não – respondem os dois em uníssono. Quando vou dizer algo Flynn concretiza: - São sujos, mordem, cheiram mal e têm pulgas. Boquiaberta pelo que disse, respondo: - Estás equivocado, Flynn. Os cães não costumam morder e, claro, não cheiram mal nem têm pulgas se estão cuidados. - Nunca tivemos animais em casa – explica Eric. - Pois é muito mal – cochicho e vejo que sorri -. Ter animais em casa dá outra perspectiva da vida, em especial às crianças. E, sinceramente, creio que a vocês os dois faria muito bem ter um mascote.

- O cão do Leo mordeu-me e doeu – diz o rapaz. - Um cão te mordeu? A criança assente, levanta a manga do pijama e mostra-me uma marca no braço. Arquivo essa informação na minha cabeça e imagino o pavor que deve ter dos animais. Hei de tirá-lo. - Nem todos os cães mordem, Flynn – digo com carinho. - Não quero um cão – insiste. Sem dizer mais, deito-me de lado para olhar Eric nos olhos. Flynn está no meio e rapidamente me vira as costas. Não faltava mais nada! Eric pede-me


desculpas com o olhar e eu pisco-lhe o olho. Minutos depois, o meu moรงo apaga a luz e, ainda na obscuridade, sei que sorri e me olha. Eu sei.


Capítulo 18 Hoje é dia 5, vamos ao jantar do Dia de Reis na casa da mãe de Eric. Durante estes dias, tenho observado que meu alemão trabalha em casa, mas não fala sobre me levar ao escritório. Quero conhecer, mas prefiro esperar que seja ele quem me proponha. Flynn segue sem me dar trégua. Tudo o que faço lhe incomoda, e isso faz com que Eric e eu tenhamos uma que outra briga. Mas sim, eu reconheço que é sempre Eric quem cede para que a discussão não vá além. Sabe que o menino não está fazendo certo e tenta me entender. Minha relação com Susto fez excelentes progressos. Ele já não foge quando me vê. Nós nos tornamos amigos. Ele percebeu que sou de confiança e deixa que eu o toque. Ele tem uma tosse forte que não me agrada e então fiz um cachecol para o pescoço. Ele está bonito! Susto é uma maravilha. Tem uma cara de bom que não posso com ela, e cada vez que consigo, sem que Eric perceba, vou até a casinha levar-lhe comida, o pobrezinho me agradece como sabe: com lambidas, balançando o rabinho e dando pulinhos. À noite, quando chegamos à casa de Sônia , Martha, a irmã de Eric, nos recebe com um grande sorriso. - Muito bem! Já chegaram! Eric faz uma careta. Este tipo de festinhas que sua mãe organiza não lhe agrada, mas sabe que não deve faltar. Ele faz isso por Flynn, não por ele. Eric me apresenta às demais pessoas que estão na sala como sua namorada. Vejo o orgulho em seus olhos e em como me agarra com posse.


Minutos depois, começa a falar com vários homens sobre negócios e decido procurar Martha. Porém ao me afastar dele, um jovem me cumprimenta. - Olá, eu sou Jurgen. Você é Judith, certo? - Concordo com a cabeça, e ele diz: - Eu sou o primo de Eric. - E sussurrando, acrescenta: - Aquele que faz MotoCross. Meu rosto se ilumina e, encantada começo a falar com ele. Ele menciona vários lugares onde as pessoas se reúnem para praticar este esporte e eu prometo ir. Me anima usar a moto de Hannah. Sônia lhe contou que pratico MotoCross e ele ficou entusiasmado. Com o canto do olho observo que Eric me olha, e pela sua cara, deve imaginar sobre o que falamos. Em dois segundos já está ao meu lado. - Jürgen, quanto tempo sem te ver! - Cumprimenta Eric enquanto volta a me agarrar pela cintura. O primo sorri. - Será porque você não se deixa ver muito? Eric acena com a cabeça. Tenho estado muito ocupado. Jürgen não volta a mencionar o assunto MotoCross e imediatamente ambos estão imersos em uma conversa chata. De novo decido procurar por Martha. A encontro fumando na cozinha. Quando me aproximo dela, me oferece um cigarro. Não costumo fumar, mas com ela sempre me agrada e aceito um. Assim, vestida com glamour, nós duas fumamos enquanto falamos sobre nossas coisas. - Que tal Flynn? - Ufa! Me declarou guerra. – Zombo me divertindo.


Martha acena com a cabeça, e aproximando sua cabeça perto da minha, sussurra: - Se serve de consolo, ele declarou guerra a todas as mulheres. - Mas por quê? A jovem sorri. - De acordo com o psicólogo, se deve à perda de sua mãe. Flynn pensa que nós mulheres somos pessoas circunstanciais e que vamos e viemos em sua vida. Portanto, tenta não demonstrar seu afeto para conosco. Com mamãe e comigo se comporta igual. Nunca demonstra seu carinho e, sempre que pode, nos rejeita. Mas bem, nós já estamos acostumadas com isto. O único que ele gosta acima de todos é de Eric. Por ele sente um amor especial, às vezes para o meu gosto, doentio. Por alguns segundos ficamos em silêncio, até que eu não consigo mais. - Martha, eu gostaria de dizer algo em relação ao que você falou, mas talvez você possa se incomodar. Não sou ninguém para dar opinião sobre um assunto como esse, mas é que se eu não falo, eu explodo! - Continue. - Responde, sorrindo. - Prometo não ficar brava. Primeiro dou uma tragada no cigarro e expulso a fumaça. - Do meu ponto de vista, o menino se apega a Eric, porque ele é o único que nunca o abandona. E antes que me diga qualquer outra coisa, eu sei que você ou sua mãe não o abandonaram, mas me refiro a que, talvez Eric seja o único que fica zangado com ele algumas situações e tenta fazê-lo pensar, e em datas tão importantes, como o Ano Novo, por exemplo, não se afasta dele. Flynn é uma criança, e as crianças só buscam carinho. E se ele, pelo que aconteceu com sua mãe, tem reação a amar uma mulher, são vocês as que têm que fazer todo o possível para que ele perceba que sua mãe se foi, mas vocês estão aqui. Que nunca o abandonarão.


- Judith, eu lhe garanto que mamãe e eu fizemos de tudo. - Eu não duvido Martha. Mas talvez devessem mudar de tática. Eu não sei..., se uma coisa não funciona, tente algo diferente. O silêncio que se seguiu me dá arrepios. - A morte de Hannah quebrou os corações de todos. - Finalmente, diz Martha. - Eu imagino. Deve ter sido terrível. Seus olhos se enchem de lágrimas, e eu a pego no braço. Martha sorri. - Ela era o motor e o centro da família. Era alegre, positiva e... - Martha...- Eu sussurro ao ver uma lágrima a rolar pela sua bochecha. - Você se encantaria Jud, e estou convencida de que vocês duas teriam se dado muito bem. - Tenho certeza disto. Ambas terminamos em silêncio nossos cigarros. - Nunca esquecerei do rosto de Eric naquela noite. Naquele dia, não só viu a morte de Hannah, mas também perdeu seu pai e a sua namorada na época. - Tudo no mesmo dia? - Eu pergunto curiosa. Eu nunca falei muito sobre isso com Eric. Eu não posso. Não quero fazerlhe recordar. - Sim. O pobre, ao não conseguir entrar em contato com seu pai para lhe dizer o que aconteceu, chegou à sua casa e encontrou-o na cama com aquela idiota. Foi terrível. Terrível. Eu fico arrepiada. - Eu juro que pensei que Eric não iria se reconstruir. - Continua Martha. Muitas coisas ruins em tão poucas horas. Após o enterro de Ana, por duas semanas, não soubemos dele. Desapareceu. Nos preocupou muito. Quando


voltou, sua vida estava uma bagunça. Ele teve que enfrentar seu pai e Rebecca. Foi terrível. E como se não bastasse, Leo, o homem que vivia com a minha irmã Hannah e Flynn, aliás, outro idiota, nos disse que não queria cuidar do pequeno. De repente, não o considerava seu filho. O menino sofreu muito no início, e então Eric assumiu sua vida. Ele disse que iria cuidar de Flynn e, como tem visto, ele está fazendo. Sobre o tema da véspera de Ano Novo, eu sei que você está certa, mas quem quebrou a tradição foi Eric, levando Flynn no primeiro ano para o Caribe. No ano seguinte, disse a mim e a mamãe, que preferia que essa noite passasse sem muita celebração, e assim os anos se passaram. Então, eu e ela fazemos os nossos planos. - Sério? - Eu pergunto surpresa. Neste exato momento a porta da cozinha se abriu, e o pequeno Flynn nos observa com olhos acusadores. Logo depois sai. - Foda! - Protesta Martha. - Se prepare. - Por que me preparar? Encostada no canto da porta de vidro sorri. - Ele vai fofocar para Eric que estamos fumando. Eu sorrio. Fofocar? Por favor, somos adultas. Mas antes que possamos contar até dez, a porta da cozinha se abre de novo, e meu alemão, seguido por seu sobrinho, pergunta enquanto caminha em nossa direção com atitude intimidadora: - Você está fumando? Martha não responde, mas eu concordo com a cabeça. Por que eu deveria mentir? Eric olha para minha mão. Faz cara feia e me tira o cigarro. Isso me irrita e com um tom de voz nada calmo, sussurro: - Que seja a última vez que você faz o que acabou de fazer. A frieza dos olhos de Eric me afeta.


- Que seja a última vez que você faz o que acaba de fazer. O ar pode ser cortado com uma faca. Espanha contra a Alemanha. Isso parece ruim! Eu não entendo a sua raiva, mas eu entendo a minha indignação. Ninguém me trata assim. E sem pensar duas vezes, pego o maço de cigarros que está sobre a mesa, tiro um cigarro e acendo. Indelicada, eu posso ser! Boquiaberto, Eric me olha, enquanto Martha e Flynn nos observam. Momentos depois, Eric novamente me tira o cigarro das mãos e joga na pia. Porém não. Isso não vai ficar assim. Pego outro cigarro e volto a acender. Ele repete a mesma ação. - Muito bem, você vai acabar com todo o meu estoque de cigarro? Protesto Martha enquanto recolhe o pacote. - Tio, Jud fez algo errado. - Insiste o pequeno. Sua voz de menino das sombras me aperta o coração, e vendo que nem Martha nem Eric dizem algo, eu olho para ele com raiva. - E você, como é tão fofoqueiro? - Fumar é ruim. - Diz. - Olha Flynn. Você é uma criança e você deve fechar essa boquinha, e... Eric me corta. - Não desconte na criança Jud. Ele só fez o que tinha que fazer. - Fofoca é o que ele tinha que fazer? - Sim. - Responde com segurança. E então, olhando para sua irmã, acrescenta: - Eu acho prejudicial que fume e que incite a Jud a fumar. Ela não fuma. Ah não, isso não! Eu fumo quando saio do jogo, e incapaz de não dizer nada, eu atraio seu olhar e murmurar muito chateada:


- Você está errado Eric. Você não sabe se eu fumo ou não. - Bem, eu nunca vi você fumar em todo esse tempo. – Afirma ele, de mau humor. - Se você não me viu fumar é porque eu não sou uma fumante freqüente. – Lhe repreendo. - Mas garanto a você que, às vezes eu gosto fumar um que outro cigarrinho. Este não é o primeiro da minha vida e nem será o último, você querendo ou não. Ele me olha. Eu olho para ele. Ele me desafia. Eu o desafio. - Tio, você disse que não se pode fumar e ela e Martha estavam fazendo. Insiste o pequeno monstrinho. - Fique quieto Flynn! - Eu protesto ante a passividade da Martha. Com olhar muito sério, meu garoto, não latino, indica: - Jud você não vai fumar. Eu não vou permitir. Bommmmm, o que acaba de dizer! Meu coração bombeia o sangue em um ritmo que me faz supor que isso não vai acabar bem. - Vamos lá homem, não me incomode. Nem que você fosse meu pai e eu tivesse dez anos. - Jud..., não me irrite! Esse “não me irrite” me faz rir. Neste momento, meu sorriso adverte como um grande painel luminoso a palavra “CUIDADO”, e em tom de ironia, olho para ele e respondo ante a cara incrédula de Martha: - Eric..., você já me irritou. Neste momento, a mãe de Eric aparece e, ao ver nós três ali, pergunta:


- O que aconteceu? - De repente, ao ver o maço de cigarros nas mãos de sua filha exclama: - Ah, que bom! Me dê um cigarro querida. Estou morrendo de vontade de fumar um. - Mamãe! - Eric protesta. Mas Sônia franze a testa e, olhando para o filho, solta. - Oh, meu filho, um pouco de nicotina me relaxa. - Mamãe! - Protesto novamente Eric. Um sorriso escapa da minha boca quando Sônia explica: - A esposa insuportável de Vichenzo, meu filho, está me tirando a paciência. - Sônia, não se pode fumar! - Flynn recrimina. Martha e sua mãe se comunicar com os olhos e, no final, a primeira, cansada de ficar na cozinha, pega seu braço de sua mãe e diz, enquanto puxa Flynn, que se recusa a sair com elas: - Vamos pegar algo para beber... Precisamos. Uma vez que Eric e eu ficamos sozinhos na cozinha, prontos para a batalha, esclareço: - Nunca mais fale comigo assim na frente das pessoas. - Jud... - Não volte a me proibir nada. - Jud... - Nem Jud nem leite! – Explodo furiosa. - Você me fez sentir como uma adolescente ante sua irmã e o pequeno fofoqueiro. Quem você pensa que é para falar assim? Você não percebe que se entrar no jogo de Flynn, você e eu brigamos? Pelo amor de Deus Eric, Seu sobrinho é um diabinho e, se não parar, amanhã será um ser horrível.


- Não exagere Jud. - Eu não exagero Eric. Esse menino é um velho prematuro para apenas nove anos. Eu... eu é que ao final ... Se aproximando de mim, pega com as mãos no meu rosto e diz: - Escute querida, eu não quero que você fume. É só isto. - Tudo bem Eric, isso eu posso entender. Porém, que tal se você me disser quando estivermos você e eu sozinhos no nosso quarto? Ou é necessário deixar que Flynn veja você me repreender, porque assim ele decidiu. Foda-se Eric, tão inteligente que você é, parece mentira que logo possa ser tão burro. Viro-me e olho para fora do vidro. Eu estou irritada. Muito irritada. Por alguns segundos eu amaldiçôo todos os seres vivos, até que sinto que Eric se aproxima atrás de mim. Passa seus braços em volta da minha cintura, me abraça e repousa o queixo no meu ombro. - Sinto muito. - Sente porque você agiu como um babaca! Essa palavra faz Eric rir. - Eu amo ser seu babaca. Sinto vontade de rir, mas me contenho. - Desculpa ser tão burro e não perceber o que você disse. Você tem razão, eu fiz errado e me deixei levar pelo que Flynn queria. Você me perdoa? O que ele diz e especialmente, como me abraça, me relaxa. Eu posso. Certo... Eu sou uma molenga, mas é que eu o amo tanto e sentir que ele precisa que o perdoe, seja com minha raiva ou com todo o resto. - É claro que eu te perdôo. Mas repito: nunca mais me proíba de nada, muito menos na frente de ninguém, certo? Percebo como move seu rosto no meu pescoço, e então eu me viro e o beijo. O beijo com ardor, paixão e vício. Me levanta em seus braços e me


aprisiona contra o vidro, enquanto suas mãos procuram o final do meu vestido para investir. Eu quero continuar. Eu quero que continue, mas quando vou me desmanchar de prazer, me afasto dele uns milímetros e sussurro em sua boca: - Querido, estamos na cozinha de sua mãe e atrás da porta há convidados. Eu acho que não é o local nem lugar para continuar o que estamos pensando. Eric sorri. Me coloca no chão. Eu arrumo o babado do meu bonito vestido de noite e, enquanto nos dirigimos para a sala de mãos dadas, sussurra, fazendo-me sorrir: - Para mim, qualquer lugar é bom se eu estou com você. Voltamos de madrugada para casa. Troveja e chove muito, e apesar da louca vontade que tenho de fazer amor com Eric, me contenho. Eu sei que o menino, o velho prematuro, virá dormir conosco e sobre isto nada posso fazer.


Capítulo 19 As nove, eu acordo. Bem, o alarme me acorda. Eu o coloquei porque eu vou dormir até meio-dia, se ninguém me acordar. Como sempre, eu estou sozinha na cama, mas eu sorrio, sabendo que é a manhã de Reis. Que belo dia! Vestida de pijama e roupão, tirou meus presentes, que estão no armário sob as escadas e estou pronta para distribuir. - Vivam os Reis! Passo pela cozinha e convido Simona e Norbert para se juntar a nós. Tenho presentes para eles também. Quando eu entro na sala, Eric e Flynn jogam com Wii. O garoto, ao meu ver, faz uma cara carrancuda, e eu, feliz como uma criança, paro a música, olho para ele e para Eric e anúncio feliz: - Os reis deixaram-me presentes para vocês. Eric e Flynn sorriem e diz: - Espere até terminar o jogo. Sua falta de entusiasmo me deixa K.O. estou acostumada com a minha sobrinha Luz que seguramente esta gritando e pulando de alegria ao ver os presentes sob a árvore! Mas determinada a não fazer nenhum caso caminho, até o sofá de Eric quando Norbert e Simona entram. - Venha, vamos sentar junto à árvore. Eu tenho que dar-lhe os seus presentes. Flynn protestar novamente, mas desta vez Eric o repreende. O garoto está quieto, levanta-se e senta-se conosco na árvore. Eric retira do bolso da calça quatro envelopes e dá um a cada um.


- Feliz dia de Reis! Norbert e Simona o agradecem e, sem abri-los, guardam em seus bolsos. Eu não sei o que fazer com o envelope, enquanto Flynn abre o seu. - Dois mil euros! Obrigado, cara! Incrédula e alucinada eu olho para Eric e perguntou: - Você está dando um cheque de 2000 € a uma criança no dia de Reis? Eric concorda. - Não há necessidade de fazer os bobos presentes - pensar o rapaz. Eu sei que os Reis Magos iriam aprovar. Essa explicação não me convence e, olhando para o meu Iceman, eu protesto. - Pelo amor de Deus Eric! Como você pode fazer isso? - Sou prático, querida. Neste momento, Simona dá Flynn uma pequena caixa. A criança abre e dá gritos de excitação quando encontra um novo jogo de Wii. Encantada com a sua felicidade, mesmo que por outro pequeno jogo que irá mantê-lo ligado à TV, eu dou os meus presentes a Simona e Norbert, são um casaco de lã para ela e um conjunto de luvas e cachecol para ele. Eles olham com alegria e não param de me agradecer enquanto se desculpam por não ter um presente para mim. Pobres, que vergonha estão sentindo! Eu continuo retirando os meus pacotes do enorme saco. Eu dou o de Eric e muitos para Flynn. Eric rapidamente abre o seu e sorri para cachecol Celadon que comprei e camisa Armani. Ele adora isso! Flynn nos observa com seus presentes na mão. Pronta para assinar o contrato da paz com a criança, eu olho com carinho. - Venha, querido, - eu o incentivo a abri-los. - Espero que goste!


Por um momento, a criança observa as embalagens e deixei a caixa na frente dele. Senta-se na frente da enorme caixa embrulhada em papel vermelho. Ele olha para mim e alternadamente para a caixa, mas não a toca. - Eu garanto que ela não vai morder você – uso meu tom cômico para falar isso. Cauteloso como sempre, Flynn pega a caixa. Norbert Simona e incentivam ele a abri. Por alguns segundos, ele fica paralisado como se não soubesse o que fazer com ele. - Rasgue o papel. Vamos lá, puxe-o, eu digo. Imediatamente ele faz o que eu peço e começa a desembrulhar o presente para a minha felicidade e a de Eric. Depois de tirar o papel, a caixa esta fechada. - Vamos, abra! Quando a criança abre a caixa e vê o que está nele, de sua boca vem um "Oh!". Sim, sim, sim... Será que ele gosta! Eu sei disso. Ele vai adorar. Eu sorrio triunfante e olhou para Eric. Mas o seu gesto mudou. Eu paro de sorrir. Simona e Norbert também não sorriem. Todo mundo olha o verde skate sério. - O que é isso? - Eu pergunto. Eric tira das mãos da criança do skate e coloca-o na caixa. - Jud, devolva isso. No momento lembro do que Martha falou e o que eu disse. Problemas! Mas recuso-me a querer entender, e respondo: - O que devolver? Por quê? Nenhuma resposta. Retiro da caixa o skate verde e mostrou para Flynn.


- Não gosta? O garoto, pela primeira vez desde que eu o conheci, ele me olha com expectativa. Esse presente o tem impressionado. Eu sei que ele gostaria de andar de skate. Entendo que os seus olhos dizem, mas eu percebo que não significa nada para Eric. Pronta para a batalha, deixo o skate de lado e peço que a criança abra os outros presentes. Após a abertura, tem diante de si um capacete, joelheiras e cotoveleiras. Então, novamente pego o skate e eu viro minha Iceman: - O que pode acontecer a ele com toda essa proteção para andar de skate? Eric, sem olhar para o que eu tenho na mão, diz: - É perigoso. Flynn não sabe como usar e ele pode se machucar. Norbert e Simona acenam com cabeça, mas eu, incapaz de dar o meu braço a torcer, eu insisto: - Eu comprei todos os acessórios se por ventura ele sofrer uma queda o dano será mínimo, enquanto a aprendizagem não se preocupe Eric eu posso ensinar. Você vai ver como ele domina em quatro dias. - Jud - tenso diz - Flynn não vai andar nesse brinquedo. Incrédula, eu respondo: - Vamos lá, se é um brinquedo é para se divertir Eu posso te ensinar. - Não. - Eu ensinei a Luz a usá-lo e você deve ver como ela anda. - Eu disse que não. - Olha, apesar de suas negativas, não é difícil de aprender de pegar o jeito e o equilíbrio. Flynn é muito inteligente, e eu tenho certeza que ele vai aprender rapidamente. Eric se levanta, pega das minhas mãos o skate e em voz alta rosna:


- Eu quero que isso longe Flynn agora, ok? Deus, quando ele fica assim, tenho vontade de matá-lo! Levanto-me, tomo o skate das suas mãos e rosnou: - É o meu presente para Flynn. Não acho que ele deveria ser o único a dizer se quer ou não? O menino não fala. Só nos observa. Mas, finalmente, diz: - Eu não quero. É perigoso. - Ouça, Flynn... - Jud - Eric intervém, tirando o skate de novo, - não basta ele dizer que não quer. O que você precisa ouvir? Amuada, eu coloco as minhas malditas mãos no skate. - O que eu ouvi é que você queria que ele dissesse. Deixe que ele responda. Eu não quero que o garoto desista. Com minhas mãos vou até ele e me abaixo. - Flynn, se você quiser, eu posso ensinar. Eu prometo que você não vai se machucar, porque eu não vou permitir e... - É isso aí! Eu disse que não e é não! - Eric grita. - Simona, Norbert tirem Flynn da sala, eu tenho que falar com Judith. Quando os outros deixam a sala e ficamos sozinhos, Eric fala: - Ouça, Jud, a menos que você quer discutir na frente da criança ou dos empregados, cale-se! Eu disse não para andar de skate. Por que você insiste? - Porque ele é um menino, caramba! Você não viu os olhos dele quando ele retirava o presente da caixa? Que ele gostava! Mas você não percebeu? - Não. Desejando a chamá-lo de qualquer coisa, eu protesto.


- Ele não pode passar o dia todo ligado no Wii, Play ou o... Mas que tipo de criança que você está criando? Você percebe que amanhã vai ser uma criança muito tímida. - Eu prefiro assim que algo poderia acontecer. - É claro que algo vai acontecer com a educação que você está dando. Você não acha que vai chegar um momento em que ele quer sair com os amigos ou uma menina e não saberá nada além de jogar com o Wii e obedecer a seu tio? Eric olha para mim, olha para mim e olha para mim, e finalmente responde: - Você vir mora comigo e com a criança nessa casa é a melhor coisa que já aconteceu em muitos anos, mas não vou colocar em risco Flynn, porque você acha que ele deve ser diferente. Eu concordei em ficar com essa árvore vermelha horrível, eu forcei a criança a escrever o seu desejo absurdo para decorara sua arvore, mas eu não vou desistir da educação de Flynn isso só diz respeito a mim. Você é minha namorada, mas Flynn é a minha responsabilidade, e não a sua, não se esqueça disso. Suas palavras duras em uma manhã tão bonita me quebram o coração. Idiota! Sua casa. Seu sobrinho. Mas não estou disposta a chorar como uma idiota, eu puxo meu temperamento e apressadamente recolho todos os presentes da criança na bolsa original e falo: - Muito bem. Eu vou fazer um teste para o seu sobrinho. Certamente que ele vai gostar mais e você também. Eu sei que minhas palavras e, especialmente, o meu tom de voz irritam Eric, mas eu estou disposta a incomodar muito, muito e muito. - Você disse que quer a sala vazia e sem esses presentes, certo? Eric acena com a cabeça, e eu faço o meu caminho em direção a porta, abro a porta da sala e eu acho Simona, Norbert e Flynn. Eu olho Flynn e digo com os pequenos presentes na mão: - Você pode ir o que seu tio e eu tínhamos que falar já falamos.


Na pressa de sair da naquela sala, abro a porta e cai no chão o skate e todos os acessórios. Com o mesmo espírito, volto para a sala e pego os presentes. Simona e Norbert desapareceram estão só Eric e Flynn, eu olho para eles e falo: - Então, eu lhe dou um cheque! Só não espere que seja tão volumoso como o do seu tio porque eu não sou rica! A criança não responde. O sentimento ruim está instalado na sala de jantar e eu estou pronta para sair e me lembro do envelope. Tenho ele em minhas mãos, eu abro-o e vendo um cheque em branco, eu o rasgo. - Obrigado, mas não. Eu não preciso do seu dinheiro. Além disso, eu já ganhei todas as coisas porque eu comprei outro dia. Sem resposta. Eu os olho. Eles olham para mim, e como a devastação do furacão, aponto a árvore, pronta para terminar com o restante de "Natal" que ainda temos. - Vamos lá, pessoal, vamos continuar com esta bela manhã. E se lermos os desejos da nossa árvore? Talvez um algum seja cumprido. Eu sei que eu estou nos limites. Eu sei que o que estou fazendo é errado, mas eu não me importo. De repente, ele grita: - Eu não quero ler os desejos tolos! - Por quê? -Digo - Porque ainda insiste? Eric olha para mim. Sem entender que eu estou muito irritada e perplexa sem saber como parar. Mas estou furiosa, louca de raiva por estar aqui com esses dois obtusos e tão longe da minha família. - Vamos lá, que é o primeiro a ler da árvore desejo? Nenhuns dos dois falam. - Muito bem... Eu vou ser a primeira e escolho um dos Flynn para ler!


Eu tomo o papel verde e quando eu estou desenrolando, pele se lançou contra mim e retira das minhas mãos. Ele pareceu surpreso. - Eu odeio este Natal, esta árvore e odeio você, odeio seus desejos! Exclama. - Você deixou o meu tio com raiva, por sua causa hoje esta sendo horrível. Eu olho para Eric pedindo por ajuda, mas nada, nem se mover. Eu quero gritar, montar a terceira guerra mundial na sala, mas no final eu faço o que eu posso fazer. Eu pego a árvore de Natal vermelha sangrenta e arrastou-a para fora da sala para tirá-la para onde eu deixei o skate.

- Miss Judith, você está bem? Simona pergunta equivocada. Pobre mulher! Que dia esta tendo! - Relaxa - acrescentou antes que eu possa responder, e leva as minhas mãos as suas. – O senhor, às vezes, é bem severo com relação às coisas da criança, mas não é por mal ele o quer muito bem. Não fique chateada. Eu a beijo no rosto. Coitada e como forme eu ando para cima murmurou: - Calma Simona. Está tudo bem. Mas eu vou me refrescar ou isso vai acabar pior do que “Loucura de Esmeralda". Ambas sorriem. Quando eu chego ao quarto e fecho a porta, eu coço o pescoço. Deus, os vermelhões! Eu olho no espelho e tenho o pescoço cheio deles. Droga! Pronta para sair desta casa. Eu me visto quente, volto para a sala, onde os dois estão jogando com o Wii que pessoas agradáveis! A passos largos eu vou até eles e desligo o Wii. A música para, ambos olham para mim. - Eu vou dar uma volta. Eu preciso disso! - E quando Eric vai dizer algo, eu ponto e silvo: - Nem tente me impedir. Para o seu bem, nem tente!


Eu estou saindo de casa e ninguém me segue. A pobre Simona tenta me convencer a ficar, digo para ela não se preocupar. Quando eu chego ao portão e passo pela pequena porta lateral vejo Susto, que vem me cumprimentar. Paro na calçada da estrada, com o cão ao meu lado. Eu digo a ele os meus problemas, minhas frustrações, e o pobre animal olha para mim com os olhos arregalados como se entendesse alguma coisa. Depois de uma longa caminhada, quando eu estou de volta em frente ao portão da casa, eu telefono para Martha. Vinte minutos depois, quando mal sinto meus pés, Martha me pega de carro e saímos. Eu digo adeus para Susto. Eu preciso falar com alguém para me aliviar, ou eu vou enlouquecer.


Capítulo 20 Com a tensão a mil , eu bebo uma cerveja com Martha de cara séria. Através das minhas palavras e da minha raiva, você pode ter uma noção do que aconteceu. - Calma, Jud . Você vai ver, assim que você voltar tudo vai estar mais calmo. - Ah, claro ... claro que vai estar mais calmo ! Eu não vou falar com nenhum dos dois . Eles se merecem Um smurf rabugento e o outro enfático. Eu não sei dizer qual dos dois é mais cabeça dura . Mas, por Deus, como pode o seu irmão dar um cheque de presente de Natal para um menino de nove anos de idade ? E como pode uma criança de nove anos de idade ser tão velho ? - Eles são assim . Zomba Martha . O telefone de Martha toca . Ela fala com alguém e quando ele desliga me diz: Era mamãe. Ela me disse que o meu primo Jürgen ligou e disse que hoje tem uma corrida de MotoCross não muito longe daqui , caso você quisesse saber. Quer ir ? "Claro" , concordo, interessada. Quarenta e cinco minutos depois, no meio de um deserto de neve, estamos rodeadas de motocicletas . Eu me sinto energizada . Deseja pular , saltar e correr, mas Martha me pára . Animadíssima assisto à corrida. Aplaudo como uma louca e, quando termina, corremos até Jürgen para cumprimentá-lo. O jovem , me vendo, fica feliz. - Liguei para a tia Sônia , porque não tinha seu telefone. Eu não queria ligar para a casa do Eric . Eu sei que ele não gosta .


Concordo com a cabeça . Eu entendo e eu dou o meu telefone. Ele me dá o seu . Então olho para a moto . - Como é dirigir com as rodas cheias de pregos ? Jürgen não hesita . Ele me entrega um capacete. - Veja por si mesma . Martha se recusa. Preocupada que algo possa acontecer comigo , mas eu insisto. Eu coloco o capacete e rasgo com a moto de Jürgen. Wow! Adrenalina a mil. Feliz , eu vou para a pista cheia de gelo, eu ando por lá com a moto e fiquei agradavelmente surpresa ao perceber a aderência das rodas cravejando a neve . Mas eu desabafo. Eu não estou com as proteções necessárias e eu sei que se eu cair, eu vou me machucar. Uma vez de volta com Martha , que respira e quando dou o capacete para Jürgen , murmuro : Obrigado. Foi incrível. Jürgen me apresenta a vários pilotos , e todos eles parecem surpresos . Rapidamente todos dizem “olé , touros e sangria” quando sabem que sou espanhola ,mas bem, é o conceito que os turistas têm dos espanhóis! Após a corrida , nos despedimos , Martha e eu estamos indo tomar uma bebida. Ela decide onde ir. Quando nos sentamos, eu ainda estou entusiasmada com a pequena viagem que eu tive na moto. Eu sei que se Eric descobrir, vai ficar muito bravo , mas eu não. Eu gostei . De repente, eu estou ciente de como Martha olha maliciosamente para o garçom . Esse loiro veio várias vezes nos trazer as bebidas e, claro , é muito simpático . - Vamos ver, Martha, o que está acontecendo entre o garçom gostoso e você?- Pergunto, rindo. Surpresa com a pergunta, respondeu : - Nada . Por que você diz isso?


Certa de que a minha intuição não me falha , eu me mexo na cadeira. -Primeiro: o garçom sabe o seu nome e você sabe o dele . Segundo : me perguntou que tipo de cerveja que eu quero, e já pra você trouxe sem pedir. E terceiro e de vital importância : eu notei como vocês se olham e sorriem . Martha ri. Olha novamente e , se aproximando de mim , sussurra - Nós nos vimos algumas vezes . Arthur é muito agradável . Temos tido alguma coisa e ... - Uau! Aqui tem um assunto quente, brinco e Martha dá gargalhadas. Sem dissimular , apenas olho para Arthur. É um jovem da minha idade, alto, de óculos e gracinha. Ele , vê que eu olho, sorri pra mim, mas seus olhos voam novamente para Martha enquanto ele recolhe alguns copos de mesa ao lado. - Vocês se gostam muito, não é? - “Eu sei, mas não pode ser”, diz Martha rindo . - Por que não pode ser? Eu pergunto, curiosa. Martha primeiro toma um gole de sua cerveja. - Óbvio, não é? Ele é mais jovem do que eu. Arthur tem apenas 20 anos. É um menino ! - Ei ... , ele tem a mesma idade que eu . A propósito, quantos anos você tem? - Vinte e nove. A gargalhada que eu solto faz com que várias pessoas olhem para nós . - E durante quatro anos você acha isso? Vamos, Martha, por favor! Achei que você fosse mais moderna com essa besteira de idade. E desde quanto tem idade para amar? E antes que você diga alguma coisa, eu quero que você saiba que se seu irmão fosse mais novo do que eu e eu gostasse dele, eu não mudaria nada. Absolutamente nada. Porque, como diz meu pai, a vida ... É para ser vivida!


Nós duas rimos e quando vai responder, ouvimos atrás de nós : -Martha, que bom ver você aqui. Nos viramos e encontramos dois homens e uma mulher . São bonitos, realmente. Martha sorri, se levanta e os abraça. Segundos depois, olhando para mim , diz: -Judith, esta é Anita, Reinaldo e Klaus. Eles trabalham comigo no hospital e Anita tem uma loja de moda maravilhosa e exclusiva. Eles se sentam com a gente e esquecendo os meus problemas, eu me concentro em conhecer essas pessoas. Eles rapidamente nos fazem rir. Reinaldo é cubano e suas expressões latinas me encantam. Meu telefone toca. É Eric . Sem querer evitá-lo, eu atendi e tudo que eu posso dizer: - Diga-me , Eric. - Onde você está? Como realmente não sei onde estou, olho para Martha rindo com os meninos, eu respondo: Estou com a sua irmã e alguns amigos bebendo alguma coisa. - Que amigos? Eric pergunta impaciente. -Eu não sei , Eric ... Alguns ... Eu não sei ! Ouço ele bufar. Isso de controlar onde e com quem estou me incomodava , mas me mostrei disposta a me desfrutar o momento . - O que você quer ? - Vá para casa . -Não. - Jud , não sei onde você está e nem com quem você está, ele insiste, e eu sinto a tensão em sua voz. Estou preocupado com você . Por favor, me diga onde você está e eu vou te pegar, pequena.


Silêncio ... silêncio, e antes que ele venha me dizer algo macio, eu acrescento: Eu vou desligar. Eu quero aproveitar o belo dia de Reis e eu acho que essas pessoas vão me ajudar a fazer isso. Por outro lado, eu espero que você também desfrute da companhia de seu sobrinho. Vocês se merecem. Tchau. Dito isso, eu desligo . Mãe do Céu, o que eu fiz ! Eu enfrentei Iceman ! Isso vai fazê-lo ficar com muita raiva. O telefone toca novamente. Eric . Desligo a chamada e quando ele insiste, mando diretamente pra caixa de mensagem. Eu não me importo que ele está com raiva. Por mim, ele pode até bater com a cabeça na parede. Eu volto para conversa e tento esquecer o meu alemão. Os amigos de Martha são hilariantes e quando saímos do bar vamos a um restaurante para comer alguma coisa. Como sempre, tudo ótimo. Ou, como sempre, a minha fome é atroz. Depois de deixar o restaurante, Reinaldo sugere ir a um estabelecimento cubano e sem titubear lá vamos nós. Quando entramos Guantanamera, Reinaldo apresenta muitos compatriotas que, como ele, vivem em Munique. Meu Deus, quantos cubanos vivem aqui! Meia hora mais tarde, eu já sou uma cubana e digo isso de "mi amol você já sabe.” Martha e eu colocamos mais mojitos . Martha é uma menina. É o oposto de seu irmão no quesito diversão. Ela é mais espanhola que tortilla de batatas e eu adoro o progresso que ele tem. A tia é da minhas e juntos fazemos uma boa dupla . Anita não está muito atrás . Quando a música maravilhosa Quimbara de Celia Cruz começa, Reinaldo me convida para dançar e eu aceito .

Quimbara quimbara quma quimbambá.


Quimbara quimbara quma quimbambá Ay, si quieres gozar, quieres bailar. ¡Azúcar! Quimbara quimbara quma quimbambá. Quimbara quimbara quma quimbambá.

Minha Mãe, que música ! Reinaldo dança muito bem e eu me deixei ir. Eu movo meus quadris. Subo braços. Impulsiono para frente. Passo para trás. Eu me viro. Eu movo meus ombros e Maravilhaaaaaaa ! As horas passam e meu humor está ficando bem melhor. Viva Cuba! Por volta das onze horas da noite, Martha, cansada pela dança, olha para mim e diz, entregando seu celular : É Eric .Tenho mil chamadas dele perdidas e quer falar com você. Resmungo e ao seu olhar, resolvo atender . - Diga-me, gordinho , o que você quer? - Gordinho? Você acabou de me chamar gordinho? - Sim, mas se você quiser, eu posso chamá-lo de qualquer coisa, eu respondo, e solto uma risada. - Por que você desligou o telefone? - Pra você não me incomodar . Às vezes, você é pior do que Carlos Alfonso Falcons de San Juan quando tortura a pobre Esmeralda Mendoza. - Você está bêbada? - Pergunta sem entender o que quero dizer. Ciente de que neste momento tenho mais mojitos que o sangue no meu corpo, exclamo : - Agora você sabe meu amor !


- Jud , você está bêbada ? - Nãooooooooo ! - Eu brinco . Desejando continuar com a bagunça maravilhosa, falo : -Vamos Iceman , o que você quer? - Jud , eu quero que você me diga onde você está para ir buscá-la . - De jeito nenhum, eu respondo , engraçado . - Pelo amor de Deus ! Você saiu de manhã já são onze horas da noite, e ... - Cambio e desligo! -estou corajosa . Eu passo o telefone para Martha, que após ouvir algo que seu irmão diz , ela desliga . Afastando-me um pouco do grupo, sussurra : -Sabe que o meu irmão me deu duas opções. A primeira: levá-la de volta para casa. A segunda: irritá-lo mais e quando voltarmos, o mundo vai tremer. Ouvindo isso me faz rir e disposta a ter uma boa resposta: - Que trema o mundo , mi amol ! Martha solta uma risada e sem mais saímos para dançar Bemba Colora enquanto gritávamos: “Maravilhaaaaa". Ao amanhecer, voltamos, mais bêbadas do que sóbrias. Quando paramos em frente ao portão preto sussurro: - Você quer passar? Certamente o Smurf mal-humorado tem algo a dizer . - De jeito nenhum - responde Martha rindo. Agora eu vou fazer as malas e fugir do país. Quando Erica me ver, vai arrancar minha pele . - Descobri que não me importo ! Exclamo rindo e me abaixo no carro . Mas antes que ele possa dizer qualquer outra coisa, a porta se abre e aparece Erica com uma cara de dar medo. A passos largos, vai até o carro e olhando para a irmã, sussurra : “Já falarei com você, irmãzinha".


Martha acena com a cabeça e, sem mais, vai andando. Nós estamos sozinhos, um de frente para o outro, no meio da rua. Eric agarra meu braço, me pedindo . - Vamos ... , voltar para casa. De repente, um gemido perfura o silêncio da rua e antes que algo aconteça que possamos lamentar, me solto do aperto de Eric e olho para o emissor do gemido e calmamente, murmuro : Calma Susto, não aconteceu nada . O animal roda em minha volta , quando Eric pergunta: - Você conhece esse cão ? - Sim. É Susto. - Susto? Ele se chama Susto? -Bem, sim . Não é muito comum? Sem acreditar no que vê , Eric faz uma careta . - Mas o que usa no pescoço ? - Está frio e eu fiz um lenço para ele , explico encantada. O cachorro coloca a cabeça ossuda na minha perna e eu faço carinho. - Não lhe toque . Ele vai te morder ! Eric grita com raiva. Isso faz -me rir. Tenho certeza de que Eric o morderia primeiro. - Não toque nesse cão sujo, Jud , pelo amor de Deus! Ele insiste . Um pequeno som vem da garganta do animal e divertido, eu me agacho. “Não ligue pro que ele diz , tudo bem, Susto ? Vamos dormir. Está tudo bem. O cão, depois de um último olhar torto para Eric extraviado e entra no galpão em ruínas. Eric, sem dizer mais nada, começar a andar e eu pergunto:


- Eu posso levar Susto para casa? - Não, nem pensar. Eu sabia! Mas novamente - Coitadinho , Eric. Você não vê o como está frio ? - Esse vira-lata não vai entrar na minha casa . Já estamos em casa! - Vem, meu amor . Por favorrrr pleaseeee ! Nenhuma resposta, e no final , eu decido seguir . Eu voltaria nesse assunto isso mais tarde. Quando eu ando atrás dele, eu coloco meus olhos em suas costas e pernas fortes. Wu! Que bunda gostosa e as pernas fortes me fazem sorrir e sem mais nem menos, zás , dou-lhe um tapa . Eric pára, olha para mim com uma cara feia que não diz nada e continua andando . Eu sorrio . Eu não tenho medo . Eu não tenho medo e eu sou brincalhona. Eu paro, agacho encho minhas mãos de neve e atiro bem no meio da sua bela bunda. Eric pára. Fala uns palavrões em alemão e continua andando. Aiiiiiiii , que pouco senso de humor! Volto para pegar mais neve e desta vez atiro diretamente na sua cabeça. A neve se espalha em toda a sua cabeça. Solto uma gargalhada. Eric gira. Crava seus olhos frios em mim e diz: - Jud ... , você está me deixando com raiva, você não pode nem imaginar . Deus ... ! Deus, como é sexy! Como ele me excita ! Continua o seu caminho e eu o sigo. Eu não consigo tirar meus olhos dele, apesar do frio que eu sinto, eu sorrio imaginando o que faria naquele momento. Quando entramos na casa, ele vai para o seu escritório, sem falar. Está muito irritado . Um calor maravilhoso percorre todo o meu corpo . Agora eu sei o frio que está lá fora. Pobre susto. Quando eu tiro o casaco, eu decido segui-lo para o


escritório. Eu o desejo. Mas antes de eu tiro minhas botas e jeans encharcado. Eu fico só com a camisa, que fica até o meio das coxas e abro a porta. Quando eu ando, Eric está sentado em sua mesa no computador. Não olha para mim. Caminho para ele, e quando eu chego perto, não importa o seu gesto desconfortável, eu me sento montada nele. Neste momento, ele fica ciente de que não estou usando calças. Seus olhos me dizem que não quer o contato, mas eu quero. Exigente, eu o beijo nos lábios. Ele não se move. Não devolve o beijo. Ele está me castigando. Meu Iceman frio como um iceberg, mas eu com a minha fúria espanhola decidi descongelá-lo. Mais uma vez eu o beijo e quando eu sinto que ele não vai cooperar, murmuro perto de sua boca : "Eu vou foder você e eu vou fazer, porque você é meu. Surpreso, ele olha para mim . Ele vacila e eu o beijo de volta. Desta vez, sua língua está mais receptiva, mas ainda não vai cooperar. Eu mordo seu lábio inferior, atiro nele e olhando em seus olhos, eu solto. Então, eu enrolo os dedos em seu cabelo e fico me contorcendo em seu colo . - Eu quero você, querido, e você vai cumprir minhas fantasias . - Jud ... , você está bêbada. Eu rio e aceno. - Oh, sim, eu bebi alguns mojitos , mi Amol , que estavam ótimos . Mas escute eu sei o que eu faço , por que faço e pra quem faço , ok? Ele não fala . Apenas olha para mim. Me levanto do seu colo . Eu estou prestes a fazer o que eles fazem nos filmes, puxar tudo em cima da mesa, mas eu acho que não. Eu acho que isso vai deixá-lo mais nervoso. No final, eu deixo de lado o laptop e sento na mesa. Eric me observa. O gato comeu sua língua, e eu , pronta para fazer do meu jeito, eu pego uma de suas mãos e passo por cima de minha calcinha. Minha umidade é latente e sinto que engole duro.


- Eu quero que você me devore. Desejo que você enfie a língua dentro de mim e me faça gritar , porque o meu prazer é o seu prazer, e somos donos de nossos corpos. Quando eu termino de falar vejo que ele respira um pouco agitado. Homens! Eu continuo excitando meu Iceman e determinada a continuar e deixá-lo louco enquanto eu tiro minha camisa. Toque - me. Vamos, Iceman, você quer isso tanto quanto eu. Faça isso! Eu exijo . Meu Iceman está descongelado em alguns segundos. Bem! Coloca a boca no meu seio direito e em uma fração de segundo, devora o mamilo. Oh, sim ! Colossal . Eu gosto! Seus olhos frios agora estão selvagens e desafiador. Ainda com raiva, mas o desejo que ele sente por mim é o mesmo que eu sinto por ele. Quando ele solta meu mamilo, recosta-se na cadeira. A curiosidade se instala em meu corpo. - Levante-se da mesa e se vire, murmura . Eu faço o que ele pede. Coloco meus pés no chão, vestindo apenas a minha calcinha. Ele empurrou a cadeira para trás, se levanta e traz sua ereção nas minhas costas, suas mãos voando para a minha cintura e me aperta contra ele. Eu suspiro. Me dá um tapa. Então ele me dá outro e quando eu ia protestar, ele coloca sua boca sobre o meu ouvido e diz: “Você tem sido uma menina muito má e você merece uma surra pelo menos. Ele me faz sorrir. Ok ... se você quer jogar , vamos jogar! Eu me viro e ao olhar em seus olhos, coloco minha mão dentro de suas calças e agarro seus testículos, enquanto eu toco, eu pergunto:


- Você quer que eu te mostro o que eu faço com os bandidos? Você também foi muito ruim esta manhã , querido . Muito ... muito ruim. Ele paralisa. Segurar seus testículos em minhas mãos não o deixa muito feliz. Tenho certeza de que ele acha que eu posso fazer alguns danos. - Jud ... Com um puxão, ele tira as calças e as boxers e sua enorme ereção aparece esplendorosa para mim. Nossa, mãe ! Eu o empurro e ele cai na cadeira. Me sento montada nele e ele peço : -Rasgue o fio dental. Dito e feito. Eric puxa e rasga o fio dental, minha boceta molhada descansa em sua ereção. Eu não dou tempo para ele pensar e o coloco dentro de mim. Estou tão molhada ... Tão excitada ... sua ereção entra completamente e quando ele está inteiro dentro de mim, eu exijo : Olhe para mim . Ele faz . Deus é tudo tão mórbido ! “Assim ... assim eu quero continuar" . Nós sempre concordamos . Meus quadris se movem e a minha vagina o suga quando eu sinto que tira as calças e estamos estendidos de forma alguma no chão. Eric respira com dificuldade quanto mete em mim mais uma vez e me beija. Desta vez, a sua boca me devora e me pede que eu continue . Eu paro meus movimentos . Não nos movemos. Estamos apenas encaixados um no outro e na situação. Excitação é máxima. É plena e então o meu Iceman se levanta comigo ainda encaixada nele, e me leva para as escadas da biblioteca e me empurra contra ela. - Segure-se em meu pescoço. Sem demora eu faço. Ele pega uma das tábuas dos degraus da escada acima da minha cabeça e afunda totalmente em mim e eu choro. Um ... dois ... três ... Tensão.


... Quatro , cinco ... seis ... Suspiros . Meu Iceman me apóia , enquanto eu faço o meu. Nós dois gostamos. Ambos ofegantes . Nós nos possuímos. Uma e outra vez , mete em mim , e eu o recebo, até que o meu grito de prazer faz saber que o clímax chegou, ele se deixa de ir quando ele afunda em uma última e poderosa estocada . Por alguns segundos os dois permanecem nesta posição, contra a escada e apertado contra o outro, até que me solta do corrimão , pega minha cintura e volta para a cadeira. Ao sentar-se, ainda dentro de mim , me beija . -Eu ainda estou bravo com você , diz ele. Ele me faz sorrir. - Bem ! - E então? Ela pergunta surpresa. Eu beijo. Eu olho . Ele piscou . - Mmm ! Sua raiva faz com que tenhamos uma noite interessante pela frente.


Capítulo 21 Três dias depois, uma van chega ao aeroporto com as minhas pequenas coisas da mudança de Madrid. Apenas vinte caixas, mas estou cheia! O resto segue para minha casa, nunca se sabe! Ter minhas coisas é importante e durante dias me dedico a colocá-las por toda casa. Eric e eu estamos bem. Após uma magnífica noite de sexo que tivemos no dia da discussão, não podemos parar de nos beijar, fiquei surpresa, fiquei tentada e eu fiquei louca. Queremos nos ver e nos tocar, ficarmos sozinhos e tiramos a roupa com a maior paixão. Neste ponto, eu posso garantir que estou viciada em "Loucura de esmeralda." Acompanho essa novela e quando começa Simona me avisa que começou, nós duas nos sentamos juntas na cozinha para assistir o sofrimento da Esmeralda Mendoza. Pobre menina! Certa manhã, o telefone toca. Simona me passa a ligação. É o meu pai. - Pai! grito, encantada. - Olá, moreninha! Como você está? - Bem, mais sinto sua falta. Nós conversamos um pouco e digo a ele o problema que tenho com Flynn. - Paciência, querida, - me disse - Esse menino precisa de paciência e calor humano. Observe-o e tente surpreendê-lo. Certamente uma surpresa que esta à criança vai adorar. - A única maneira de alcançá-lo é deixando essa casa. Acredite em mim, pai, essa criança é...


- A criança, filha. Com nove anos, é uma criança. Huff e suspiro - Pai, Flynn é um velho prematuro. Nada a ver com a nossa luz. Protesta por tudo e me odeia. Para ele eu sou um pé no saco, você deveria ver como me olha. - Moreninha..., Este garoto por menor que seja tem sofrido muito. Paciência. Ele perdeu a mãe e apesar de seu tio cuidar dele, eu tenho certeza que ele se encontra perdido. - Isso eu não nego. Tento me aproximar mas ele não deixar. Eu só o vejo feliz quando está ligado ao Wii jogando sozinho ou com o seu tio. Meu pai ri. - É porque você não conhece. Tenho certeza de quando ele conhecer minha moreninha não poderá viver sem você. Quando desligo estou com um enorme sorriso. Meu pai é o melhor. Ninguém é como ele para levantar minha auto-estima e me dar forças pra tudo. É domingo, Eric propõe acompanhá-lo até o campo de tiro. Flynn e eu vamos com ele. Eric me apresenta a todos os seus amigos e, como sempre acontece, quando eles descobrem que eu sou espanhola, começo a ouvir as palavras "Olé", "touro" e "paella", é claro. Que pesadelo! Observo que Eric é um atirador de elite e me surpreende. Com o seu problema de visão nunca havia pensado que ele poderia praticar um esporte assim. Eu não gosto de armas. Eu nunca gostei e quando Eric me propõe jogar eu me recuso. - Eric, eu disse que eu não gosto. Ele sorri. Então olha para mim e sussurra, dando-me um beijo nos lábios: Experimente. Talvez se surpreenda.


- Não. Eu disse que não. Se você gosta, vá em frente! Não me tire esse prazer. Mas eu não penso em fazer isso, eu me recuso! Na verdade parece aceitável que pelo menos Flynn as veja com tanta facilidade. Armas são perigosas. - Em casa, elas estão bem trancados. Ele não as toca. Ele está proibido, ele se defendeu. - É o mínimo que você pode fazer. Deixá-las trancadas. Meu alemão sorri e desisti. Você vai começar a me conhecer e se digo não, é não. Uns dias se passam e decido dar alegria a casa, fui fazer compras com a Simona. Ela me acompanha emocionada e ri quando vê as cortinas cor de pistache que eu comprei para a sala de estar junto com as cortinas brancas. Segundo ela, o patrão não vai gostar, mas na minha opinião, ele tem que gostar. Sim ou sim. Sem sucesso, Simona tenta me chamar de Judith, mas é impossível. A "Senhorita" parece o seu primeiro nome e finalmente parou de tentar. Durante dias compramos tudo o que eu queria. Eric está feliz em me ver tão motivada e dá carta branca para tudo o que eu quero fazer em casa. Ele só quer que eu seja feliz e agradeço. Depois de pensar comigo mesma, sem dizer nada, eu coloquei Susto na garagem. Está frio e eu me preocupo com seu latido. A garagem é enorme e o pobre animal não passará tanto frio. Nós mudamos o cachecol por outro que confeccionei em azul e está prestes a comer. Simona ao vê-lo protesta. Ela leva as mãos à cabeça. - O Senhor ficará com raiva, nunca quis animais em casa. Mas eu digo para ela não se preocupar porque eu vou cuidar do Senhor. Eu sei que eu sou uma mentirosa, mas não há como voltar atrás. Susto é ótimo. O animal não late. Ele não faz nada exceto dormir sobre o cobertor limpo e seco que eu coloquei, em um lugar discreto da garagem. Mesmo


quando Eric chega com o carro, não conseguirá vê-lo. Sorrio ao ver que o Susto é muito inteligente e sabe que não deve se mover. Com a ajuda de Simona, o levamos para longe do campo para fazer suas necessidades, e poucos dias depois Simona adora o cão tanto quanto eu ou mais. Em uma manhã depois do café, Eric finalmente me propõe que lhe acompanhe para o escritório. Encantada, coloco um terno escuro e uma camisa branca, pronta para dar uma imagem profissional. Eu quero que os trabalhadores tenham boa impressão sobre mim. Nervosa chego há empresa Müller, um enorme edifício e dois anexos que compõem os escritórios sede em Munique. Eric esta deslumbrante com seu casaco azul-escuro de executivo e seu terno escuro. Como sempre, é uma delícia observá-lo. Sensualidade e autoridade emergem de seus poros. Essa última mexe comigo. Quando entramos em um saguão impressionante uma recepcionista loira olha para nós, e os guardas da segurança cumprimentam o chefão. Meu garoto! Me olham com curiosidade quando eu vou passar pela catraca, me param. Eric rapidamente com voz de comando controlador, esclarece que sou sua namorada e deixam-me passar sem o cartão com o V de visitantes. Viva meu garoto! Eu sorrio. O rosto do Eric está sério e profissional. No elevador encontramos com uma bela morena. Eric a cumprimenta e ela responde à saudação. Disfarçadamente essa mulher nos observa, em seus olhos posso ver que o deseja. Eu estou a um passo se sair como um furacão, mas eu me contenho. Eu não deveria estar assim. Eu tenho que me controlar. Quando saímos do elevador e chegamos ao andar presidencial, um "oh!" saí da minha boca. Isso não tem nada a ver com os escritórios de Madrid. Tapete preto, paredes cinzentas, gabinetes brancos e modernidade absoluta.


Enquanto eu caminho ao lado do meu Icemam observo as expressões sérias das pessoas. Todo mundo olha para mim e especulam especialmente as mulheres que me examinam com profundamente. Eu me sinto um pouco intimidada. Muitos olhos e expressões sérias me observam e quando paramos em uma mesa, Eric diz para uma loira muito bonita e elegante: - Bom dia, Leslie, esta é a minha namorada, Judith. Por favor, venha ao meu escritório e me coloque em dia. Ela olha para mim, surpresa, e me cumprimenta. - Encantada, senhorita Judith. Eu sou a Secretária do Sr. Zimmerman. Quando precisar de alguma coisa, não hesite em chamar. - Obrigado, Leslie - respondo, sorrindo. Eu os sigo e entramos no impressionante escritório de Eric. Como era de se esperar é como o outro escritório, moderno e minimalista. Boquiaberta, eu me sento na cadeira que ele me mostrou e por um tempo, ouço a conversa. Eric assinar vários papéis que Leslie lhe entrega, quando finalmente estamos a sós no escritório, ele olha para mim e pergunta: - O que você achou do escritório? - A bomba. São lindas se compararmos com os da Espanha. Eric sorri e movendo-se em sua cadeira, sussurra: - Eu prefiro os de lá. Aqui não há nenhum arquivo. Isso me faz rir. Eu me levanto e me aproximo dele e sussurro: - Melhor. Se eu não estou aqui, não quero que tenha arquivo. Engraçado, rimos e Eric me senta em suas pernas. Tento me levantar, mas me segura firmemente. - Ninguém vai entrar sem avisar. É uma regra muito importante.


Eu rio e o beijo, mas de repente minha testa se franze. - Importante desde quando? - Eu quero saber. - Desde sempre. Toc ...- Toc ...- ciúmes chamando! E antes que eu pergunte, Eric confessa: - Sim Jud, o que você está pensando está correto. Eu mantive algum outro relacionamento neste escritório, mas isso já acabou há muito tempo. Agora eu só quero você. Ele tenta me beijar. Retiro-me. - Então acaba de me negar um beijo? Pergunta ele, divertido. Confirmo. Eu estou com ciúmes, muito ciúmes. - Querida... - Eric murmura - quer parar de pensar bobagens? Retiro-me de suas mãos. Rodeio a mesa. - Com Betta, certo? Um momento depois de mencionar esse nome, eu percebo que eu não deveria ter feito isso. Amaldiçôo! Mas Eric se acomoda e responde com sinceridade: - Sim. Depois de um silêncio constrangedor, eu pergunto: - Será que você teve alguma coisa com Leslie, sua secretária? Eric se acomoda em sua cadeira e suspira. - Não. - Você tem certeza? - Completamente . Mas estimulada pelo ciúme insisto enquanto o meu pescoço começa a coçar e me arranho.


- E com a garota morena que subiu com a gente até o elevador? Pensa, e finalmente responde: - Não. - E a loira que estava na recepção? - Não. E não toque no pescoço ou os comichões vão piorar. Eu o ignoro e, não contente com as suas respostas, pergunto: - Mas você disse que já fez sexo neste escritório? - Sim. O meu pescoço comicha! Eu não dou crédito e sussurro para fora de mim: - Você está dizendo que você jogou com alguém que trabalha em sua empresa. - Não. Eric se levanta e caminha. - Mas você acabou de dizer que... - Vejamos corta, retirando a mão do pescoço, eu não tenho sido um monge e eu tive relações sexuais com várias mulheres da empresa e fora dela. Sim, querida, eu não vou negar. Mas jogar o que você e eu chamamos de jogo, eu não tenho jogado com qualquer um neste escritório, exceto Betta e Amanda. Ao nos lembrarmos dessas harpias, meu coração bombeia de forma irregular. - Claro ..., Amanda, Srta Fisher. - Que por sinal -, explica Eric enquanto me sopra o pescoço - Mudou-se para Londres para o desenvolvimento da Müller naquela cidade. Isso me satisfaz. Eu gosto de tê-la longe, e Eric, se divertir com as minhas perguntas, me abraça e me beija na testa.


- Para mim, hoje a única mulher que existe é você, pequena. Confie em mim, querida. Lembre-se, não há segredos e desconfianças entre nós, precisamos de tudo para que assim a gente funcione. Nos olhamos. Desafiamo-nos e finalmente Eric chega perto da minha boca. - Se eu tentar te beijar, você vai virar o rosto de novo? Eu não respondo a sua pergunta. - Você confia em mim? -digo. -Totalmente - responde - sei que não me esconde nada. Assento, mas a verdade é que lhe escondo coisas, me bate um sentimento de culpa. Eu me sinto mal! Nada tem haver com sexo, mas lhe oculto coisas, entre elas que escondo um cachorro em casa, que pulei na moto de Jürgen, e que sua mãe e Martha estão matriculadas para um curso de pára-quedas. Deus, quantas coisas escondo dele! Eric olha para mim. Eu sorrio e finalmente bufo e sussurro: - Olha como ficou o meu pescoço por causa de você! Eric ri e me toma em seus braços. - Acho que vou pedir para fazerem um arquivo em meu escritório para quando vier me visitar, o que você acha? Deixo escapar uma risada, e o beijo, esquecendo a minha culpa e meu ciúme, Ponderei: - É uma excelente idéia, Sr. Zimmerman. As palavras aquele dia no arquivo do escritório. Sorrio ao lembrar do meu rosto na primeira vez que ele me levou para o Moroccio, ou vi aquela gravação no hotel, ou coloquei o chiclete de morango na boca. Recordações . Recordações


quentes, mórbidas e divertidas passam pela minha mente enquanto meu louco e ardente marido me toca. E disposta a selar para sempre o que um dia começou, o beijo, agarrou seu pênis ereto com a mão, o guio à minha fenda molhada, me empalo nele, quando meu amor ofega, olho para aqueles belos olhos azuis que sempre me deixam louca e sussurro loucamente apaixonada: - Sr. Zimmerman, peça-me o que quiser, agora e sempre.


Capítulo 22 No final de semana fico mal-humorada assistindo os Smurfs do sofá e irritada com eles jogando o dia todo colados na televisão. - Anda os dois! Nós vamos ao cinema, ao teatro, comeremos hambúrgueres - e eu vejo que estão se divertindo, por que eles custam tanto a sair de casa? Uma noite Eric me surpreende me convidando para ir jantar em um restaurante. Em seguida me leva a uma impressionante boate, e nós tomamos umas bebidas enquanto nos divertimos entre beijos e conversas. Ele não volta a falar nada sobre o nosso suplemento sexual. Quando fazemos amor em nossa cama, nós sussurramos fantasias quentes que nos deixam como uma motocicleta, mas até agora não temos compartilhado sexo com ninguém. Será que ele me quer só para ele? Domingo é um bom dia para sair para passear, estacionamos nosso carro em um estacionamento e caminhamos até o Jardim Inglês, uma maravilha de lugar no centro de Munique. Flynn não fala comigo, mas eu o estimulo continuamente na conversa. Ele reluta, mas no final ele não tem escolha a não ser aceitar. Pela tarde os obrigo a entrar no campo de futebol do Bayern de Munique. Eles ficam horrorizados com a idéia porque gostam mais do basquete. O local é enorme, é excelente, é como se eu fosse alemã, eu explico que esta equipe é que mais venceu a Bundesliga. Me escutam e acenam com a cabeça, mas passa por mim no final, eu sorrio quando vejo sua cara de aborrecimento. Por volta das 19:30h, proponho ir jantar, eu rio neste momento. Mas consciente de que Flynn leva tempo para se acostumar, especialmente por ser alemão, me levam a um restaurante local e gosto daqui, eu experimento diferentes tipos de cerveja. A


Pilsen é loira, a Weissbier é branca e Rauchbier é fumada. Eric me olha eu vou dizer saboreando e no fim, o faço rir: - Não há nenhuma como a Mahou cinco estrelas! A base dos pratos alemães é a farinha. A utilizam para fazer absolutamente tudo. Eric me explica, enquanto eu devoro um weissburst ou salsicha branca, ela é feita de finas tiras de carne bovina picada, especiarias e manteiga. Está de morrer! Flynn, se diverte com a atenção que lhe prestamos seu tio e eu. Mordiscando uma rosquinha salgada em forma de oito Benz como e chamada. Seu bom humor e o meu é contagiante e Eric simplesmente se diverte. Durante muito tempo, nos trazem vários pratos. Embora os alemães jantem cedo eu tenho fome e peço rabanete em finas fatias e polvilhada com sal. Me dizem que isso é chamado de Radi. Depois nos servem Obatzda, que é um queijo Camembert preparada com manteiga, cebola e pimentão. E para a sobremesa, eu fico louca com o Germknödel, bolo doce com geléia de ameixa, feito de açúcar, fermento, farinha e leite quente, e servido com açúcar em pó e sementes de papoula. Vamos lá..., tudo muito light. À noite, quando voltamos para casa, estamos moídos. Andamos uma barbaridade e Flynn cai sobre a cama como um morto. Deitados no sofá da sala de jantar enquanto assistimos a um filme eu proponho nadar na piscina. Eric tem os olhos fechados e se recusa. - Tem alguma coisa errada? -Não - responde rapidamente. - Você tem dor de cabeça? - Eu pergunto, preocupada. Eu o observo. Ele me olha e de repente, se divertindo, me pega como um saco de batatas e me leva com ele. Ao chegar apenas acendemos a luz dentro da piscina e quando ele menos espera, o empurro e ele cai vestido na água. Quando tirar a cabeça da água, olha para mim, eu levanto as sobrancelhas e perguntou, sorrindo:


- Não me diga que você vai ficar com raiva? Minha risada o faz rir, especialmente quando eu me jogo na água vestida ao lado dele. Eric me agarra e ao mesmo tempo em que faz cosquinhas, sussurra: -Moreninha, você é uma garota muito travessa. Eu sei que as minha risadas causadas pelas cócegas lhe enchem a alma e o fazem feliz. Durante um tempo, nós brincamos e submergimos. Enquanto vamos tirando a roupa até que estejamos nus nós nos beijamos, nos provocamos e finalmente fazemos amor. Eu nunca tinha feito isso antes em uma piscina, mas é emocionante e excitante. Eric cochicha coisas no meu ouvido que aceleram meu coração. Depois de nos recompor sugiro que ele verifique a piscina, mas é impossível. Eric só quer me beijar e desfrutar de mim. Vinte minutos depois saímos da água. Eu vou até onde sei que tem toalhas, pego duas e volto para o seu lado. Sentamo-nos vestidos em uma rede bonita cor castanho. A rede é confortável e como geralmente está amarrada em duas árvores, mas na sua falta, aqui está amarrada a duas colunas. Eric soltou minha mão e fico abraçada a ele, nós nos movemos e parecemos que estamos flutuando. Beijos, carícias e quando me dou conta, estou sobre ele devorar o seu pênis. Deitado de costas ele desfruta de minhas intenções enquanto brinco com ele e dou beijos maliciosos e ardentes. Eu amo seu pênis. Eu amo a sensação dele na minha boca. Eu amo sua suavidade e eu adoro a forma como Eric toca suavemente meu cabelo e me encoraja a chupá-lo. Ele nunca fica saciado. Ele se levanta, plantar os pés no chão em ambos os lados da rede e vira-se sussurrando em meu ouvido enquanto ele me penetra: -Isto é por me jogar na piscina. -Vou voltar a jogá-lo - sussurro enquanto o recebo. - Pois bem, voltarei a te foder uma e outra vez por ser uma menina má.


Eu sorrio e mordo o lábio, enquanto suas mãos apaixonadamente apertam a minha cintura e faz de novo e de novo. - Arque-a os quadris pra mim..... mais,....mais – ele exige agarrando o meu cabelo. Me dá um tapa que ressoa em toda a piscina. Eu suspiro. Eu faço o que me pede. Eu arqueio e ele vai mais fundo em mim. Gosta do que faço, meus suspiros ecoam na sala enquanto suspendida na rede eu chego ao clímax forte e maravilhada, acometida com meu amor. Uma hora depois, saciado com o sexo, vamos para o nosso quarto. Temos que descansar. Na parte da manhã, quando me levanto e vou até a cozinha Simona me informa que Eric não tinha ido para o trabalho e que está em seu escritório. Surpresa, eu vou para onde ele está e só de abrir a porta vejo seu rosto e sei que está mal. Eu me assusto, mas quando eu chego perto, ele diz: -Jud, não me toque, por favor. Nervosa, eu não sei o que fazer. Eu o observo, me sento em sua frente, ele contorcer as mãos. - Chame a Martha - me pede finalmente. Rapidamente faço o que ele disse. Tremo. Estou assustada. Eric, meu Iceman forte e duro está sofrendo. Eu vejo isso em seu rosto, na tensão de seu gesto, em seus olhos vermelhos. Eu quero me aproximam dele. Eu quero beijá-lo. Eu quero dizer-lhe para não se preocupar. Mas Eric não quer nada disso. Eric só quer que ficar em paz. Respeite o que ele precisa e o que eu quero fica em segundo plano. Meia hora depois, Martha chega. Traz sua pasta. Ao ver meu estado, me olha e pede para eu me acalmar. Tento fazer isso enquanto ela examina seu


irmão com cuidado sob o meu olhar atento. Eric não é um bom paciente e protesta o tempo todo. É insuportável. Martha, implacável por seus grunhidos, senta-se na frente dele. - O nervo óptico está pior. Você tem que voltar para a sala de cirurgia. Eric amaldiçoa. Protesta. Não olha para mim. Apenas uma blasfêmia. - Eu disse que isso ia acontecer - fala Martha com calma - você sabe disso. Você precisa iniciar o tratamento, para se fazer o microbypass trabecular. Ouvindo tal coisa me deixa com raiva. Ele não comentou esse tempo todo absolutamente nada. Mas não quero discutir. Não há tempo. Ao contrário. Mas disposta a ajudar com o que dizem, pergunto: - Qual é o tratamento? Martha explica. Eric não olha para mim, e quando termina, eu digo com certeza: -Tudo bem, você diz quando começamos.


Capítulo 23 Como eu imaginava durante o tratamento Eric se tornou ainda mais insuportável. Um verdadeiro tirano com todos. Nada satisfeito, tudo o que tem feito é protestar dia sim, dia não. Como sabemos, não faço nenhum caso, mas embora às vezes sinto um desejo incontrolável de enfiar sua cabeça na piscina e tirar. Martha falou com vários especialistas nestes dias. Obviamente, quer o melhor para o seu irmão e me mantém informada de tudo. As gotas que Eric deve colocar nos olhos os destroem. Sua cabeça e seu estômago doem, transformando-o. - Outra vez? - Eric protesta. - Sim, querido, tem que colocar de novo - insisto. Ele amaldiçoar, blasfema, mas quando ele vê que eu não me mover, se senta e depois de bufar, me permite fazer. Seus olhos estão vermelhos demais, sua cor azul está apagada. Eu fico com medo. Mas não permito que veja o medo que eu tenho. Eu não quero ser um peso á mais. Ele também está com medo. Eu sei disso. Ele não diz nada, mas sua raiva me faz ver o temor em seus olhos com medo de ter a doença. Está de noite estamos cercados pela escuridão do nosso quarto. Eu não consigo dormir. Ele, também não. Me surpreendendo quando ele me pergunta: - Jud, Se a minha doença avançar. O que você vai fazer? Sei a que está se referindo, me ruborizo, desejo calá-lo por pensar besteiras. Mas me volto para ele no escuro, e respondo: - No momento, te beijar.


O beijo e quando a minha cabeça volta a estar no travesseiro, eu acrescento: - É claro, seguir te amando, como eu te amo agora, querido. Nós permanecemos em silêncio por um tempo, até que ele insiste: - Se eu ficar cego, eu não vou ser um bom companheiro. - Não quero pensar sobre isso. Não, por favor. - Mas ele ataca novamente. -Eu vou ser um obstáculo para você, alguém que vai limitar a sua vida e... - Chega! - Eu exijo. - Nós precisamos conversar, Jud. Por mais que doa, temos que conversar. Me desespero. Não tenho nada para falar com ele. Não importa o que aconteça. Eu o amo e vou continuar amando. Não percebe isso? Mas no final, me sento na cama, e digo: - Me machuca ouvir você dizer isso. E sabe por quê? Porque eu sinto que se qualquer coisa acontecer comigo, tenho que deixar você? Não deixo que ele continue. Eu levanto da cama. Abro minha gaveta. Saco várias coisas, incluindo uma meia preta, e me sento montada sobre ele, dizendo: - Você vai me deixar fazer uma coisa? - O quê? Ele pergunta surpreso com o rumo da conversa. - Você confia em mim? Apesar da escuridão de nosso quarto, eu vejo acenos. - levanta a cabeça. Delicadamente passo meia preta ao redor de sua cabeça, sobre seus olhos, e faço um nó atrás. - Agora não enxerga absolutamente nada, certo? Ele não fala, só balança a cabeça. Eu deito sobre ele.


- Mesmo se algum dia você não me ver, eu amo sua boca, o beijo, eu amo seu nariz - o beijo - eu amo seus olhos, o beijo por cima da meia - e eu amo o seu cabelo bonito e acima de tudo, do jeito que você rosnar com raiva de mim. Eu me sento sobre ele, eu coloco suas mãos no meu corpo. - Mesmo se algum dia você não me ver – continuo - suas mãos fortes poderão me seguir tocando. Meus seios continuaram se excitando com seu toque. E o seu pênis. Oh, Deus! Tão duro, incrível, excitante e enlouquecedor! sussurro, excitada, enquanto eu me aperto contra ele - Me fazer suspirar, louca de desejo, digo pra ele: - Peça-me o que quiser. Os cantos de seus lábios se curvam. Estou conseguindo que sorria. Ansiosa para seguir, ponho em suas mãos um plug anal e murmuro pra ele colocar em sua boca. - Chupe. Ele faz o que eu peço e depois guio sua mão na minha bunda e sussurrou perto de seu rosto: - Mesmo se algum dia você não me ver, você vai continuar introduzindo o plug, como você diz na "minha bunda bonita" e você fará porque você gosta, porque eu gosto e porque ele é nosso jogo, querido. Vamos fazê-lo? Eric tateando, tocando minha bunda e quando ele encontra o buraco do meu ânus, ele faz o que eu peço. Introduz o plug anal no meu corpo, o recebendo e ambos ofegamos. Excitada com o que ele esta fazendo, passo minha boca por sua orelha. - Gosta do que está fazendo, querido? - Sim... muito – sussurra enquanto apertava com suas mãos minha bunda. Seu desejo sexual cresce a cada segundo. Isso o excita muito, e ao mover o plug em mim digo, querendo-o enlouquecer:


- Mesmo se algum dia você não me ver, você vai continuar devorando- me com o seu desejo. Eu vou abrir minhas pernas para você e pra quem você me diga, e eu juro que vou aproveitar e vou apreciá-lo como você sempre faz. E você fará, porque você vai guiar. Você tocará. Você ordenará. Eu sou sua. Sem você, nenhum dos nossos jogos tem validade porque pra mim não vale. - Eric geme, e eu acrescento - Vamos fazê-lo. Jogue comigo. Eu baixo seu corpo e me deito ao seu lado. Tiro sua mão e a coloco sobre mim. Para tentar me tocar, sua boca, desesperada, passear pelo meu corpo, meu pescoço, meus mamilos, meu umbigo, e meu sexo, o guio até que ele esteja entre as minhas pernas. Não há necessidade de fazer perguntas, eu abro para ele. - Mais aberta? - pergunto. Eric me toca. - Sim. Eu sorrio, e me abro mais. Em uma fração de segundo me devora. Sua língua entra e procura o meu clitóris. Brincar com ele. Tira- o com os lábios, e quando ele o tem inchado, me dá tapinhas que me fazem gritar e me arquear enlouquecida. Movo-me ofegante. Ele mexe no meu plug anal, ao mesmo tempo em que puxa meu clitóris, e eu fico louca. Com o ardor ele pega minhas coxas com suas mãos e me aperta à sua vontade sobre sua boca enquanto eu, com a minha mão, toco seu o cabelo e sussurro: - Não é preciso ver para me dar prazer. Para me fazer feliz. Para me deixar louca. Assim... Durante alguns minutos, meu louco amor continua seu ataque destruidor. Calor.... calor... tenho muito calor, e isso me provoca. Na escuridão do quarto, eu o observo. Com movimentos elegantes e felinos se move como um tigre em mim, devorando sua presa. Ele não pode me ver. A


escuridão e as meias que eu coloquei ao redor dos olhos o impede. Sua respiração acelera, sua boca procura a minha e me beija. Momentos depois sem falar nada, com uma mão pega sua ereção, enquanto com a outra toca a umidade do meu sexo. - Estou encharcada para você, baby - eu sussurrar em seu ouvido - Só para você. Com desespero, guio a sua dura ereção através da minha fenda, até que em determinado momento me penetra. Nós dois ofegamos. Eric me agarra, se pressiona contra mim enquanto balança seus quadris e eu n��o posso me mover, seu peso me imobiliza. Eu chupo o seu pescoço e mordo seu ombro. - Mesmo se algum dia você não me ver, você me possui com paixão, força e vitalidade e eu vou te receber sempre, porque eu sou a sua. Você é minha fantasia e eu sou a sua. E juntos, desfrutaremos agora e sempre, querido. Eric não fala só se deixa se levar pelo momento. E quando nós dois chegamos ao clímax, me abraça e diz: - Sim, querida. Agora e sempre.


Capítulo 24 Durante os dias de tratamento ele não vai trabalhar, não pode. Em casa eu o ajudo com os e-mails e respondo como uma boa secretária para tudo o que ele me pede. Quando recebe um e-mail de Amanda, eu sinto uma vontade de cortar sua garganta. Bruxa!

Com curiosidade espio as mensagens entre eles, dou

risadas ao ler uma de meses atrás em que o Eric lhe obriga a mudar sua atitude sobre ele. Ele explica que é um homem comprometido e que a sua companheira está em primeiro lugar para ele. Olé e Olé esse é meu Iceman! Eu gosto de ver que ele deixa as coisas claras para essa lagarta. Em várias ocasiões desejo colocar a cabeça na lixeira ou grampear as orelhas na mesa quando ele fica besta e mal-humorado. É insuportável! Mas quando isso passa, eu o encho de beijos! Sônia, sua mãe vem nos visitar, e quando Eric está brincando com a gente, me animo a ir para a moto de Hannah. Definitivamente, eu vou para ela. Após dias de tensão que estou passando com o Eric, eu preciso me desafogar. E saltar com uma moto de MotoCross, para mim, é a melhor opção. O dia da operação está chegando. Eric está sob tensão e eu tento distraí-lo da melhor maneira que sei. Com o sexo! Uma das noites quando meu Iceman está deitado na cama com uma máscara de gel frio sobre os olhos, para que ele descanse a vista, o surpreendo. Decido não pensar sobre a operação. Amorosa, eu me deito sobre ele e sussurro em sua boca: - Olá, Sr. Zimmerman! Eric tenta remover a máscara e eu fixo suas mãos. - Não..., não tire. - Mas não te vejo, baby.


Trazendo minha boca para sua orelha, eu sussurro para colocar arrepios: - Para o que vou fazer, você não tem que me ver. Ele sorri, e eu também. - Vamos jogar vários jogos queira você ou não. - Tudo bem... Porque eu quero. - disse com humor. Eu o beijo. Ele me beija, e saboreio sua paixão. - Vou explicar como jogar, o que você acha? - Eric concorda - O primeiro jogo é chamado de "A pena". Eu vou passar por seu corpo, e se você ficar mais de dois minutos sem rir, sem falar ou sem se lamentar, farei o que me quiser, de acordo? - De acordo, querida. - O segundo jogo é chamado de "A caixa dos desejos e punições." - Nome sugestivo. Eu creio que vou gostar dele - diz, rindo enquanto me agarra pela cintura possessivamente. Divertida, tiro suas mãos da minha cintura. - Concentre-se, querido. Em uma caixa de cinco desejos ficará cinco punições que desejar. Você escolhe um, eu leio, e se você me conceder esse desejo, eu não imponho um castigo. - Eric ri, e prossigo. - E o terceiro jogo é deixá-lo fazer o que desejar. Portanto faça o que desejar. O que você acha? - Perfeito - diz ele alegre. - Genial o que desejar. Se eu ver que você não está quietinho, vou amarrálo, entendido? Eric solta uma risada. - Muito bem, Sr. Zimmerman, a primeira coisa que vou fazer é tirar suas roupas.


Com cuidado, lhe tiro a camisa branca e a calça preta de algodão que ele usa. Quando eu vou tirar a cueca, uau! Ele está empolgado e secar minha boca imediatamente. Eric é tentador, muito, muito tentador. Sem dizer nada, ligo a câmera de vídeo, quero que depois vejamos nosso jogo. Tenho certeza que ele vai gostar e o fará rir. Uma vez que o tenho nu, pego uma pena que eu encontrei na cozinha e começo a passar pelo seu corpo. Delicadamente roço seu pescoço, em seguida abaixo a pena para os seus mamilos, e eles se tornam duros ao toque. Eu sorrio. A pena continua por seu abdômen, rodeio seu umbigo, e quando eu chego ao seu pênis, um suspiro da sai da sua boca. Eu continuo me divertindo e minutos se passam enquanto sigo movendo a pena por seu corpo maravilhoso. Por fim, ele pega minha mão. - Senhorita Flores, creio que se enganou. Já se passaram mais de dois minutos. Não seja trapaceira. Olhando para o meu relógio, espantada percebo que já se passou sete. Como passar rápido o tempo enquanto eu desfruto do meu prazer! Eu sorrio e solto a pena. - Você está certo, senhor. O que você quer que eu faça por você? Com um dedo me diz para ir até ele. Eu sorrio e me abaixo. - Eu quero você completamente nua. Eu faço isso. Eu tiro meu pijama em seguida minha calcinha e quando estou completamente nua, eu lhe informo: - Desejo realizado, senhor. Sem pode me ver por causa da máscara, me busca com as mãos até que me encontra. Sua mão toca meu estômago em seguida, sobe lentamente para o meu seio. Ele o envolve e aperta um mamilo com os dedos. - Muito bem. Já cumpri o seu desejo. Vamos seguir em frente para o próximo jogo?


- Será que é o desejo ou punição? - pergunta. - É isso! Eu pego a caixa, onde coloquei vários pedaços de papel e coloco diante dele. Tomo sua mão e introduzo na caixa. - Faça um desejo e eu vou lê-lo. Eric faz o que eu peço. Solta a caixa e inventando o que coloquei, digo: - Eu quero uma moto. Você se importaria senhor que trouxessem a minha da Espanha? Sua expressão muda. - Sim, me importo. Eu não quero que você se mate. Isso me faz rir em voz alta. E como não quero discutir com ele eu digo rapidamente: - Muito bem Sr. Zimmerman. Como você não vai satisfazer o meu desejo, você pegará um papel de punição. Sorrindo, voltar a fazer o que eu peço e leio: - Sua punição por não querer cumprir o meu desejo é de ficar quieto e não me toca enquanto eu faço o que eu quiser com o seu corpo. Assente. Eu sei que com relação à moto eu vou cortar um pequeno dobrado imagino como vai ser quando eu trouxer a moto de sua irmã. Com um pincel e chocolate líquido, começo a pintar seu corpo. A câmera grava e Eric sorri enquanto eu rodeio seus mamilos com chocolate. Então, faço um caminho em torno de seu abdômen, passando por seu umbigo e terminando em seus oblíquos. Molho o pincel em mais chocolate e agora eu começo a passar no seu pênis duro. Ele sorrir e se movimenta. O pinto com delicadeza e noto sua inquietude, sua impaciência. Depois de deixar o pincel trago minha boca para chupar seus mamilos. Saboreio o gosto de chocolate com o seu delicioso sabor,


me deleito. Eu sigo o caminho que eu tinha marcado. Baixo minha língua sobre seu abdômen. Eric faz um movimento para me tocar, pego suas mãos e retiro de mim enquanto eu reclamo: - Não... não... não... você não pode me tocar. Lembre-se disso! Eric se move nervoso. Eu o estou provocando. Rodeio com a minha língua seu umbigo, em seguida seus oblíquos. E quando a minha língua chega ao seu pênis ele ofega. Eu corro minha língua com prazer por onde sei que o deixa louco faço isso de novo e de novo. Ele se contrai. Rodeio com o cuidado seu pênis e mordo com delicadeza o seu aparelho que me faz incrivelmente feliz. Assim fico por um tempo, até que não consegue mais, e mesmo com a máscara, me exige: - Fim de jogo, pequena. Agora me fode. Feliz da vida, faço o que me pede. Me sento montada sobre ele enquanto me coloca na sua dura ereção, seu pênis é quente e maravilhoso, suspiro o cheiro de chocolate e sexo em torno de nós. Subo e desço em busca de nosso prazer com o cuidado tento me abrir lentamente para recebê-lo. Mas a impaciência do meu Iceman pode contra ele. Ele tira sua máscara, jogado-a no chão e antes de me dar conta, estou deitada na cama e ele olhando nos meus olhos, sussurra: - Agora, eu assumo o comando. Passamos ao terceiro jogo. Já sabe, amor: quietinha ou vou ter que te amarrar. Eu sorrio. Ele me beija, abre minhas pernas com as suas pernas e sem piedade me penetra novamente, eu suspiro. Eu tento me mover, mas o seu peso me mantém imobilizada enquanto pressiona duro dentro de mim. - Uma gravação muito excitante - sussurra ao ver a câmera na frente de nós. Eu não posso falar. Não me deixa. Colocando a sua língua na minha boca e me fazendo sua enquanto move os quadris de novo e de novo, eu suspiro


enlouquecida. O jogo mais excitante, ele se esqueceu da operação e coloca as minhas pernas em seus ombros, começa a bombear dentro de mim com paixão. Com prazer. Naquela noite, Eric dorme em meus braços. Vimos a gravação e nós rimos. Eu o surpreendi com meus jogos e antes de dormir, sussurra em meu ouvido: - Você me deve uma revanche. Dois dias depois, o operam. Martha e sua equipe farão microbypass trabecular em seus olhos. Basta dizer o nome que me assusta. Junto com sua mãe, aguardo na sala de espera do hospital. Estou nervosa. Meu coração bate rápido. Meu amor, meu menino, meu namorado, meu alemão está em uma mesa de cirurgia, e eu sei que não está indo bem. Ele não diz, mas eu sei que ele está com medo. Sônia toma a minha mão, me dá força e eu dou a ela. Ambas sorrimos. Espero... Espero... Espero... O tempo passa devagar, e eu espero. Quando passa uma eternidade, Martha deixa a sala de cirurgia e olha para nós com um sorriso. Tudo correu muito bem, embora a alta é imediata, ela mentiu para o Eric e disse que ele tem que passar a noite aqui no hospital. Concordo com a cabeça. Sônia relaxa, nós três nos abraçamos. Insisto em passar a noite com ele. Na escuridão da sala eu o olho. Eu o observo. Eric está dormindo, e eu não consigo dormir. Eu não posso imaginar minha vida sem ele. Eu estou tão ligada à meu amor que só de pensar que um dia nós possamos terminar isso quebra meu coração. Eu fecho meus olhos e, finalmente, esgotada adormeço. Quando eu acordo, me encontro diretamente com o olhar do meu "menino". Acamado me observando e viu que eu abro os olhos, sorrindo. - Esta manhã, você está de alta e voltará para nossa casa. Nosso lar.


Capítulo 25 Com os dias, a recuperação de Eric é incrível. Ele tem uma saúde de ferro e após as revisões apropriadas, os seus médicos lhe deram alta. Ambos estamos felizes e retomamos nossas vidas. Uma manhã, quando vai para o trabalho, peço a Eric para me levar a casa de sua mãe. Meu objetivo é ver o estado da moto de Hannah. Eu não lhe disse nada, nem sei se vou montar. Quando Eric me deixa, sua mãe e eu vamos para a garagem. E depois de retirar várias caixas e tirar a poeira, aparece a moto. É uma Suzuki RMZ 250 amarela. Sônia fica animada e me entrega um capacete amarelo e diz: - Tesouro, espero que você se divirta com ela, tanto quanto minha Hannah se divertiu. Abraço-lhe e me sento para acalmar sua angústia, e quando ela vai embora e deixa–me sozinha na garagem, eu sorrio. Como esperado, a moto não liga. A bateria, depois de tanto tempo sem ser utilizada, morreu. Dois dias depois, apareço na sua casa com uma bateria nova. Eu coloco e a moto começa a funcionar no mesmo instante. É bom estar em uma moto, me despeço de Sônia e vou para minha nova casa. Eu gosto de dirigir e eu tenho vontade de gritar de alegria. Quando eu chego, Simona e Norbert olham para mim, e dizem: - Senhorita, eu acho que o Sr. não vai gostar. Eu estaciono a moto, retiro o capacete amarelo e respondo: - Eu já sei desta história. Quando Norbert sai resmungando, Simona se aproxima e sussurra:


- Hoje em “Loucura de Esmeralda” Luis Alfredo Quiñones descobriu que o bebê de Esmeralda Mendoza é seu e não de Carlos Alfonso. Ele viu à sua esquerda a mesma marca de nascença que ele tem. - Oh, Deus meu e eu perdi? - eu protesto, levando minha mão ao coração. Simona balança a cabeça. Ela sorri e confessa, fazendo-me rir: - Eu gravei. Aplaudo, dou-lhe um beijo, e corremos juntas para o salão para assistir. Depois de ver a novela brega que me tem ligado, volto para a garagem. Eu quero fazer uma afinação sobre a moto antes de usar regularmente e acompanhar Jürgen e seus amigos para as estradas de terra para a qual eles passam. A primeira coisa que faço é mudar o óleo. Norbert, relutantemente, aceita ir comprar óleo para a moto. Uma vez que ele traz, a posiciono em um canto da garagem de difícil acesso e começo a fazer uma grande afinação como meu pai me ensinou. Após visitar a Müller na companhia de Eric, decido que no momento não quero trabalhar. Agora eu posso escolher. Eu quero aproveitar esse sentimento de plenitude, sem pressa, problemas de negócios e sussurros muitos estranhos dispostos a me esmagar por ser a namorada estrangeira do chefão. Não, eu me recuso! Eu prefiro andar com Susto, ver “Loucura de Esmeralda”, nadar na piscina coberta maravilhosa ou ir com Jürgen o primo de Eric, correr com a moto. Isso é maravilhoso, é tudo que eu gosto. Eric não sabe de nada. Eu não conto, e Jürgen mantém segredo. Por enquanto é melhor ele não saber. Na manhã de quarta-feira eu vou com Martha e Sônia para o campo, onde elas seguem o curso de pára-quedismo. Animada vejo como o instrutor diz-lhes o que fazer quando eles estiverem no ar. Encorajo-as a participar, mas eu só olho. Para saltar de pára-quedas tem que ser muito corajosa, quando vejo tão de perto me assusta. Elas vão fazer seu primeiro salto livre, e elas estão nervosas. Eu estou histérica! Até agora, elas sempre fizeram com um monitor, mas desta vez é diferente.


Penso em Eric, o que ele diria se soubesse disso. Eu me sinto terrível. Eu não posso nem imaginar qualquer coisa que possa dar errado. Sônia parece ler minha mente e se aproxima de mim. - Calma, tesouro. Tudo vai ficar bem. Positividade! Eu tento sorrir, mas eu tenho o rosto congelado pelo frio e nervos. Antes de embarcar no avião, ambas me beijam. - Obrigado por nos manter o nosso segredo, diz Martha. Quando estão no avião eu digo adeus. Nervosa, noto como se levanta e vai embora quase fora de vista. Um monitor ficou comigo e explica centenas de coisas. - Olha... elas estão nas alturas. Com o coração na boca, eu vejo cair alguns pontos. Atormentada, eu vejo como os pontos estão perto... chegando perto... e quando estou a ponto de gritar o pára-quedas se abri e eu aplaudo, estou a ponto de ter um infarto. Minutos mais tarde, ao chegarem a terra, Sônia e Martha estão eufóricas. Elas gritam, saltam e se abraçam. Elas fizeram isso! Aplaudo de novo, mas honestamente, eu não sei se porque elas conseguiram ou porque não aconteceu nada de errado. Só em pensar em que o Eric diria, eu me arrepio. Quando me viram, correram e me abraçaram. Como três meninas pulamos animadas. À noite, quando Eric pergunta onde eu estive com sua mãe e irmã, eu minto. Invento que estivemos em um Spa fazendo massagens de chocolate e coco. Eric sorri. Pensando no que eu inventei, me sinto mal. Muito mal. Eu não gosto de mentir, mas Sônia e Martha me fizeram prometer. Eu não posso decepcioná-las. Uma manhã, Frida me liga e uma hora depois chega em casa acompanhada pelo pequeno Glen. Que lindo está esse menino! Nós conversamos por horas, e confesso que sou uma seguidora fiel de “Loucura de


esmeralda." Isso faz -me rir. Quão forte! Não sou a única garota da minha idade que assiste. Afinal, Simona tem razão quando fala que esta telenovela mexicana ainda é um fenômeno de massa na Alemanha. Após várias confidências, conto lhe da moto e ela se assusta. - Judith , você gosta de ver o Eric louco? - Não - eu digo, rindo - mas ele tem que aceitar as coisas que eu gosto, como eu aceito as que ele gosta, você não acha? - Sim. - Odeio armas, e concordo que ele pratique tiro olímpico! -insisto para me justificar. - Sim, mas ele não vai achar nenhuma graça na moto. Além disso, Hannah foi e... - Se a moto é de Hannah ou de Jiminy Cricket ele vai ficar com raiva do mesmo jeito. Eu sei disso. Eu vou encontrar o melhor momento para contar. Estou certo de que, com meu tato e delicadeza, ele vai entender. Frida sorri, olhando para susto, observando-nos diz: - Mais feio não pode ser o pobre cão, mas tem uns olhos muito bonitos. Boba, eu ri e dei um beijo na cabeça do animal. - É lindo. Lindo. - Afirmo. - Mas Judith, esse tipo de cão não é muito agradável. Se você quer um cão, eu tenho um amigo que tem belas raças em sua fazenda. - Mas eu não quero um cão para usá-lo, Frida. Eu quero um cachorro para amá-lo e Susto é amoroso e muito bom. - Susto? - Repetiu, rindo. - Ele se chama Susto? - A primeira vez que vi, me deu um susto terrível


Eu esclareci animadamente. Frida entendeu. Repetiu o nome, e o animal pulou no ar e o pequeno Glen sorri. Depois de passar várias horas juntas, quando se vai promete me ligar para nos encontrarmos outro dia. Na parte da tarde a minha irmã telefona. Faz muito tempo que não falo com ela e preciso ouvir a sua voz. - Fofa, o que aconteceu? Ela pergunta, alertada. - Nada. - Oh, sim , algo está errado. Você nunca me liga, insiste. Isso me faz rir. Ela está certa, mas disposta a aproveitar a conversa da minha louca irmã Raquel respondo: - Eu sei. Mas agora que estou longe eu sinto sua falta. - Ahhhh, minha fofinhaaaaaa !!!! Exclama com entusiasmo. Nós conversamos por um tempo. Eu me atualizei em relação à sua gravidez, os seus vômitos e náuseas e por incrível que pareça ela não falou sobre seus problemas conjugais. Isso me surpreende. Isso é um bom sinal. Quando eu desligo após uma hora de conversa, eu sorrio. Eu coloco meu casaco e vou para a garagem. Assobio e Susto sai de seu esconderijo, encantada estou indo para um passeio com ele. Dois dias depois, uma manhã, quando Flynn e Eric vão para a escola e trabalhar, respectivamente, faço uma remodelação na sala. Passamos muito tempo com isso e eu preciso dar outros ares. Eu mesma me encarrego de fazer todas as mudanças. Norbert fica horrorizado ao me ver subir nas escadas. Ele diz que se o Sr. ver vai me repreender. Mas eu estou acostumado com essas coisas, eu tirei e coloquei cortinas a vida inteira. Eu substituo as almofadas de couro escuro pelas minhas pistaches e a cadeira agora tem aparência fresca e moderna, e não maçante e chata.


Na mesa redonda coloco um belo vaso de vidro verde com maravilhosas enseadas vermelhas. Tiro as figuras escuras que Eric tem sobre a lareira e coloco vários quadros com fotografias. Ambos são da minha família e as de Eric, e eu estremeço em ver minha sobrinha Luz sorrindo. Como é linda! E o quanto eu sinto sua falta. Eu substituí vários quadros, cada um mais feio que o outro, e coloquei os que eu comprei. De um lado da sala, pendurei um trio de imagens de tulipas verdes. É muito bonito! Na parte da tarde, quando Flynn retorna da escola e entra na sala, seus gestos se contraem. A sala mudou muito. Ela deixou de ser sóbrio, para ser colorida e cheia de vida. Ele odeia, mas eu não. Eu sei que qualquer coisa que eu fizer ele não vai gosta. Quando Eric chega à tarde, a impressão quando ele olha, o deixa mudo. O sóbrio e o escuro desapareceram para abrir caminho para uma estadia plena de alegria e luz. Ele gosta. Seu rosto e gesto me dizem e quando ele me beija, eu sorrio ao ver a expressão de nojo da criança. No dia seguinte, Eric decide levar Flynn para a escola. Como regra geral, é sempre Norbert que leva, mas o menino aceita feliz. Eu os acompanho no carro. Não sei onde é, mas eu estou disposta a dar um passeio ao redor da cidade. Eric não esta feliz que eu ande sozinha em Munique, mas ele não pode com minha teimosia, finalmente concorda. No caminho pegamos dois meninos, Roberto e Timóteo. Eles me olham com curiosidade. Eu percebo que eles carregam um skate de varias cores nas mãos, apenas o brinquedo que Eric proibiu Flynn. Quando chegamos à escola, as crianças abrem a porta, saem do carro e vão para a escola. Flynn é o último. Em seguida, fecho a porta. - Uau, eu não tive um beijo – eu falo - Eric sorri. - Da mais tempo. Eu suspirei, revirei os olhos e ri.


- Você me dá um beijo? - Eu pergunto quando vou sair do carro. Sorrindo, Eric me puxa para ele. - Tudo o que você quiser, pequena. Ele me beija e eu gosto de seu beijo possessivo tão duro . - Tem certeza que você sabe volta para casa, por si mesma? Divertida, concordo. Eu não tenho idéia, mas eu sei o endereço e tenho certeza que eu não vou me perder. - Claro. Não se preocupe. Na verdade, não lhe convenceu. - Você esta com o telefone, certo? Eu tiro do meu bolso. - A bateria esta cheia, se eu precisar peço ajuda! - Eu respondo secamente. No fim das contas, meu louco amor abre um sorriso, me beija e eu saio do carro. Eu fecho a porta e começo a ir. Sei que me olha pelo espelho retrovisor e abano a mão como uma tola. Mama mia que apaixonada que sou! Quando o carro vira para a esquerda e não o vejo mais, olho para a escola. Existem vários grupos de crianças na entrada e da minha posição, constato que Flynn fica parado na lateral. Ele está sozinho. Onde estão Robert e Timóteo? Eu estou atrás de uma árvore e vejo o seu olhar interessado para uma linda menina loira e fico animada. Ahh, meu Smurf zangado tem um coraçãozinho! Se apóia na porta da escola e não tira o olhar fora enquanto ela brinca e conversa com outras crianças. Eu sorrio. A campainha toca e as crianças começam a ir. Flynn não se move. Aguarda a garota e seus amigos entrarem na escola, e então ele vai. Com curiosidade eu mantenho os olhos e de repente eu vejo que Roberto, Timóteo e dois meninos com seus skates nas mãos abordam e param Flynn. Falam. Um deles pega o seu


boné e atira-o ao chão. Quando ele se abaixa para pegá-lo, Roberto dá-lhe um pontapé na bunda e Flynn cai de cabeça no chão. O sangue me sobe. Estou indignada! O que eles fazem? Malditos meninos! As crianças, morrem de rir, afastaram-se e olharam como Flynn se levanta e olha para sua mão. Vejo que ele se machucou. Ele limpa com um lenço de papel que tira do seu casaco, coloca o seu boné e sem levantar os olhos do chão, entra na escola. Boquiaberta, eu penso no que aconteceu e me pergunto como eu posso falar sobre isso com Flynn. Uma vez que o menino desaparece, eu começo a me afastar, e de repente estou no cento das ruas de Munique. Eric liga. Eu falo que estou bem e desligo. Lojas.... Muitas lojas, e eu gosto, eu paro em todas as vitrines. Eu entro em uma loja e compro tudo que eu preciso para a moto. Estou animada. Quando eu saio mais feliz que uma perdiz, eu observo os pedestres. Todos carregam um gesto sério. Eles parecem com raiva. Poucos sorrisos. Eles pouco se parecem com os espanhóis. Passo caminhando sobre uma ponte, a Kabelsteg. Me surpreendo ao ver a quantidade de cadeados coloridos nela. Com cuidado toco estes pequenos símbolos de amor e leio nomes aleatórios: Lona e Peter, Benni e Marie. Há ainda cadeados para que vocês se juntem com outros pequenos candidatos, acho que os nomes são das crianças. Eu sorrio. Acho super romântico e gostaria de fazê-lo com Eric. É o que vou lhe propor. Mas solto uma risada. Certamente acho que eu fiquei louca, ao menos sentimental. Depois de visitar uma parte bonita da cidade, estou diante de uma loja erótica. Meu celular toca. Eric. Meu louco amor está preocupado comigo. Garanto-vos que nenhuma banda de albaneses me seqüestraram, e depois de rir dele, me despeço. Rindo, eu vou para o sex shop.


Olho curiosa ao meu redor. É um lugar onde se vendem todos os tipos de brinquedos sexuais e lingerie sexy e está decorado com bom gosto e requinte. As paredes são vermelhas, e tudo o que me chama a atenção esta lá. Centenas de vibradores coloridos e brinquedos de várias maneiras, surpreendentes para mim, estou muito curiosa. Vejo plumas pretas e as pego. Me serviram para jogar um dia com Eric. Eu também escolho uns tapa mamilos preto com lantejoulas e com pesos nas pontas. O atendente me diz que eles são reutilizáveis e servem para enfeitar os mamilos. Eu dou risada. Imagina usar isso para Eric, me faz rir. Mas conhecendo ele, vai gostar! Quando eu vou pagar, olho para o lado da loja e solto uma risada ao ver algumas fantasias. Eu sorrio e pego uma de policial. Eu vou comprá-la. Hoje à noite vou surpreender meu Iceman. Quando eu saio da loja com a minha bolsa na mão e um sorriso de orelha a orelha, passo em uma loja de ferragens. Lembro-me de uma coisa. Eu entro e compro uma tranca para a porta. Quero sexo em casa sem convidados inesperados. Três horas mais tarde, depois de andar nas ruas de Munique, pego um táxi e vou para casa. Simona e Norbert me cumprimentam, olhando para o homem, peço-lhe as ferramentas. Surpreso, ele concorda, mas não pergunta e me entrega-as. Satisfeita da vida com o que Norbert me trouxe, eu vou para o quarto que eu compartilho com Eric e na porta coloco a trava. Eu espero que ele não se importe, mas eu não quero que Flynn nos pegue enquanto eu estou vestida selvagemente de policial fazendo amor. O que o menino pensaria de nós? Na parte da tarde, quando Flynn retorna da escola, como sempre está mal humorado. Ele se tranca em seu quarto para fazer lição de casa. Simona vai lhe entregar um lanche e peço-lhe para que me deixe fazer isso. Quando eu entro na sala, o menino está sentado à mesa, envolvido em suas funções. Deixo o prato com o sanduíche e olho para sua mão. Parece ferida. - O que aconteceu com sua mão? Eu pergunto.


- Nada, responde, sem olhar para mim. - Se não tivesse acontecido nada, você não teria um bom machucado, insisto. O garoto olha para cima e me examina. - Fora do meu quarto. Estou fazendo lição de casa. - Flynn... Por que você está sempre com raiva? - Eu não estou com raiva, mas eu vou ficar com raiva. Sua resposta me faz sorrir. Esse anãozinho é como seu tio, para responder as mesmas coisas! No final, eu desisto e saio da sala. Eu vou para a cozinha e pego uma coca, abro e tomo um gole da lata. Quando eu estou tomando, o menino aparece e me olha . - Você quer? Eu ofereço. Ele nega com a cabeça e sai. Cinco minutos depois, eu me sento na sala e ligo a televisão. Olho à hora. São cinco horas. Falta pouco para Eric voltar. Eu decido assistir a um filme e procurar algo que possa me interessar. Nada, mas finalmente passou em um canal de um episódio de “Os Simpsons", eu assisto. Por um tempo, rio pelas ocorrências de Bart e quando eu menos espero, Flynn aparece ao meu lado. Ele olha e senta. Tomo um gole da minha lata de Coca-Cola. O menino pega o controle com a intenção de mudar o canal. - Flynn, se você não se importa, estou assistindo a TV. Ele pensa. Deixa o controle remoto sobre a mesa, se acomoda no sofá e de repente diz: - Agora eu quero uma Coca-Cola. Meu primeiro instinto é responder: "Você tem duas pernas muito bonitas e pode ir buscar" Mas eu quero ser boa para ele, eu me levanto para buscar. - Em um copo com gelo, por favor. - Claro, concordo, encantada com aquele tom tão apaziguador. Feliz, entro na cozinha. Simona não esta. Eu pego um copo e coloco gelo, pego a Coca-Cola


na geladeira e quando abro, ela explode. O gás e o líquido me entram nos olhos, sujando a cozinha e a mim. Como pode, solto a bebida no balcão e procuro a toalha de papel para enxugar o rosto. Deus, estou encharcada! Mas então eu percebo através do espelho do microondas que Flynn me olha com um sorriso cruel pela porta. Filho da mãe! Claro que foi ele quem sacudiu a Coca-Cola para explodir e por isso pediume tão gentilmente. Respiro... respiro e respiro enquanto me seco e limpo o chão da cozinha. Maldito menino! Uma vez terminado, eu saio como um touro bravo, e quando vou falar com o menino, convencida de que ele é o culpado de tudo, eu entro na sala e vejo Eric com ele nos braços. - Hey , baby! Cumprimenta - me com um sorriso. Eu tenho duas opções: tirar o sorriso e causar-lhe um acidente vascular cerebral dizendo-lhe o que seu rico sobrinho acabou de fazer ou esconder e não dizer nada sobre o pequeno delinquente que está em seus braços. Eu opto pelo segundo e então o meu Iceman deixa o garoto no chão, se aproxima de mim e me dá um beijo doce e saboroso nos lábios. - Você está molhada? O que aconteceu com você? Flynn olha para mim, eu olho para ele e respondo: - Quando fui abrir uma coca ela explodiu em mim e eu me sujei toda. Eric sorri e afrouxando a gravata, disse: - O que acontece com você, não aconteça com ninguém. Eu sorrio. Eu não posso fazer nada. Neste ponto entra Simona. - O jantar está pronto. Quando quiserem é só avisar. Eric olha para o seu sobrinho.


- Vamos, Flynn. Vá com Simona. O pequeno corre para a cozinha, e Simona vai atrás dele. Então, Eric me abraça e dá- me um beijo quente nos lábios que me deixa tonta! - Como foi o seu dia em Munique? - Genial. Apesar de você saber. Você me ligou mais de mil vezes, chatinho! Eric abre um sorriso. - Chatinho, não. Preocupado. Você não conhece a cidade e me incomoda você andando sozinha. Suspiro, mas não me dá tempo de responder. - Mas diga-me, onde você esteve? Lhe explico os lugares que visitei, todos grandes e surpreendentes e quando eu lhe conto sobre a ponte dos cadeados, me surpreendo. - Parece uma ótima idéia. Quando quiser, vamos a Kabelsteg e colocamos os nossos. De fato, em Munique há mais pontes de amor. Tem a Thalkirchner e Großhesseloher. - Alguma vez você já colocou um cadeado lá? Eu pergunto, surpresa. Eric me olha... me olha e com um meio sorriso, sussurrando diz: - Não, maluquinha. Você é a primeira que conseguiu. Deixou-me emocionada. Meu Iceman é mais romântico do que eu imaginava. Encantada com a sua resposta e de bom humor, penso em minha fantasia de policial. Ele vai adorar! - O que você acha de jantarmos hoje à noite na casa de Björn? Meu desejo rapidamente se desfaz da minha fantasia de policial. Meu corpo está aquecido no ponto zero em um segundo, eu engasgo. Eu sei o que isso significa. Sexo, sexo e sexo. Sem tirar os olhos dele, concordo.


- Parece uma ótima idéia. Eric sorri, me solta, entra na cozinha e ouço-o falar com Simona, também escuto protestos de Flynn. Ele fica irritado porque seu tio vai sair. Uma vez que meu louco amor volta, pega a minha mão e diz: - Vamos nos arrumar. Eric se espanta com a trava que eu coloquei na porta do quarto. Comprometo-me a usá-lo só em momentos peculiares. Ele concorda e entende. - Eu comprei algo que eu quero lhe mostrar. Sente-se e espere, lhe peço, ansiosa entro correndo no banheiro. Não lhe digo sobre a fantasia de policial. Essa surpresa quero lhe mostrar outro dia. Eu tiro a roupa e coloco os tapa mamilos. Que engraçado! Divertida, eu abro a porta do banheiro e como a Mata Hari, fico diante dele. - Uau, baby! Eric exclama para mim. O que você comprou? - Estas são para você. Engraçado, eu mecho meus ombros e as bolas penduradas nos mamilos balançam. Eric ri. Se levanta e verifica os tapa mamilos. Eu sorrio. Quando eu me aproximo e me deito na cama, meu lobo faminto murmura. - Eu amei, Moreninha. Agora eu vou desfrutar, mas vamos levá-los também. Eu quero que Björn veja também. Com um sorriso aceito seu beijo voraz. - Tudo bem, meu amor. Uma hora mais tarde, Eric e eu estamos indo no seu carro. Estou nervosa, mas os nervos me excitam a cada segundo. Meu estômago esta contraído. Eu não vou ser capaz de comer e quando chegamos à casa de Björn, meu coração bate como um cavalo desembestado.


Como esperado, Björn lindíssimo, acolhe-nos com o melhor sorriso. Ele é um cara muito sexy. Seu olhar não é mais tão inocente como quando estamos com outras pessoas. Agora é Sensual. Eu vejo a sua casa espetacular e me surpreendo quando ele abre uma porta, diz que estas, são as salas do seu escritório particular. Ele explica que cinco advogados trabalham aqui, três homens e duas mulheres.

Quando

passamos em uma das mesas, Eric diz: - Helga trabalha aqui. Você se lembra dela? Concordo. Eric e Björn se olham, e disposta a ser tão honesta como eles, explico: - É claro. Helga é a mulher que eu fiz um trio naquela noite do hotel, certo? Meu alemão se mostra surpreso com a minha sinceridade. - A propósito Eric, diz Björn, vamos ficar algum tempo no meu escritório, já que estamos aqui, vamos verificar os documentos em que falamos no outro dia. - Sim, vamos ver. Entramos em um bonito escritório. É clássico, tão clássico como o que o Eric tem em casa. Por alguns segundos, eles folheiam alguns papéis, enquanto eu me dedico a bisbilhotar. Eles são silenciosos. Eu não consigo parar de pensar sobre o que eu quero. Eu os observo, e me aqueço. Os tapa mamilos endurecem o meu peito enquanto eu escuto os falar, e eu me excito. Eu desejo que me possuam. Eu quero sexo. Eles provocam em mim uma dor que estou sentindo e quando eu não posso mais, eu me aproximo, tiro os papéis das mãos de Eric e com a coragem de que eu nunca pensei que eu pudesse ter, eu lhe beijo. Oh, sim! Sou uma loba! Eu mordo a sua boca com ferocidade e Eric responde no mesmo segundo. Do canto do meu olho eu vejo Björn nos observando. Não me toca. Não se aproxima. Só nos olha, enquanto Eric, que assumiu o controle do tempo, passa suas mãos na minha bunda, puxando meu vestido para cima.


Quando se separa seus lábios dos meus, sou consciente do que despertei nele e sussurro, extasiada, disposta a tudo: - Desnuda-me. Jogue comigo. Eric olha para mim e desejoso de sexo, sussurrou em minha boca: - Entregue-me. Sua boca volta para pegar a minha e sinto as suas mãos sobre o zíper do meu vestido. Oh, sim! Abaixa, e quando ele já atingiu o pico, me aperta as nádegas. Calor. Sem falar, ele tira meu vestido, que caem aos meus pés. Eu não uso o meu sutiã e sim os tapa mamilos, estou exposta a ele e seu amigo. Excitação Björn não fala. Não se move. Só nos observa, Eric me senta na mesa apenas vestida com uma tanga preta e com os tapa mamilos. Loucura. Abre minhas pernas e me beija. Sobre o meu sexo sua ereção me aperta. Desejo. Deita-me sobre a mesa, agacha e me chupa em volta dos tapa mamilos. Logo sua boca se arrasta até meu monte de Vênus, depois de beijá-lo, enlouquecido, pega minha tanga e rasga. Exaltação. No mais, vira para o seu amigo e faz um sinal. Oferecendo-me. Björn se aproxima dele e os dois me observam. Eles me comem com os olhos. Estou deitada sobre a mesa, nua, com os tapa mamilos e a tanga ainda rasgada. Björn sorri, e depois andando com seu olhar quente para o meu corpo, murmura, enquanto um de seus dedos toca a minha tanga rasgada: - Excitante. Exposta a eles e disposta a ser o objeto de loucura, eu subo os meus pés sobre a mesa, empurro-me e me ajeito melhor. Eu levo um dos meus dedos na minha boca e sugo, sob o olhar atento dos homens a quem eu estou me


oferecendo sem qualquer pudor. A respiração se acelera, eu enfio-o meu dedo no meu sexo molhado varias vezes. Eu me masturbo para eles. Oh, sim! Seus olhos me devoram. Seus corpos estão desejosos para me possuir, e eu de que eles o façam. Os provoco. Desafio-lhes com os meus movimentos. Eric pergunta: - Jud, você carrega em sua bolsa...? Sim, lhe corto antes do fim da frase. Eric pega minha bolsa. Ele abre e puxa o vibrador em forma de batom, e fica surpreso ao ver a jóia anal. Ele sorri e caminha em direção a mim. - Vire-se e fique de quatro sobre a mesa. Eu faço. O meu dono me pediu e obedeço-o de bom grado. Björn me dá uma tapa na minha bunda, e então aperta com as mãos, enquanto Eric coloca a jóia na minha boca para lubrificar com minha saliva. Eles estão loucos, eu sei. Uma vez que Eric leva a jóia da minha boca, eu abro as pernas e ele introduz a jóia no meu ânus. Enfia e puxa. Estou ofegante, ainda mais quando percebo que ele gira profundamente, sinto um prazer maravilhoso enquanto eles me tocam. Curiosa, eu olho para trás e percebo que os dois olham para minha bunda, enquanto suas mãos selvagens vagueiam pelas minhas coxas e meu sexo. - Jud. Eric diz. - Fica como estava antes. Me viro e deito sobre a mesa, enquanto eu sinto a jóia dentro de mim. Quando minhas costas repousam sobre a mesa novamente, Eric abre minhas pernas, eu estou exposta aos dois, então fica entre elas e beija o centro do meu desejo. Eu queimo. Sua língua exigente e dura, toca meu clitóris, e eu salto. - Não mexe suas pernas, fala Björn.


Me agarro com firmeza à mesa e faço o que ele pede, enquanto Eric agarra meu quadril e se encaixa em minha boca. Gemidos de prazer saem de mim, enquanto desfruto dele, noto que Björn tira as calças e coloca um preservativo. De repente, Eric para, entrega a Björn o pequeno vibrador em forma de batom, sai do meio das minhas pernas e seu amigo toma o seu lugar. Eric fica ao meu lado, coloca meu cabelo para trás e sorri. Mima-me e beija-me. Björn, que compreendeu a mensagem, liga o vibrador. Eric, carregado de erotismo, sussurra: - Vamos jogar com você, em seguida, vamos foder, como deseja. Björn passa as mãos pelas minhas pernas. Toca-as. Se acomoda entre elas e passa o seu dedo pelos meus lábios molhados do meu sexo. Depois dois, e quando abriu para expor meu clitóris inchado ele coloca o vibrador sobre ele, eu grito. Me movo. Aquele contato tão direto me deixa louca. - Não feche as pernas, linda. Björn me pede. Eric me beija. Coloca uma mão no meu estômago, para que eu não me mova, enquanto Björn aperta o vibrador no meu clitóris, e eu grito ainda mais. Isso é angustiante. Tremendo. Eu vou explodir. Meu ânus está cheio. Meu clitóris inchado, estou louca. Meus mamilos duros. Dois homens jogam comigo e não me deixam mover, eu acho que eu não vou ser capaz de suportar. Mas sim... o meu corpo aceita o choque de prazer que isso me causa, e quando eu não aguento, Björn me penetra e Eric enfia a língua na minha boca. - Assim... pequena... assim. Ardo. Eu queimo em brasa. Entregue a eles, o que eles pedem, eu aproveito enquanto meu Iceman me enche de amor com sua boca, Björn entra em mim de novo e de novo. Nunca imaginei que eu pudesse gostar tanto de algo assim.


Nunca imaginei que eu poderia fazer algo assim. Nunca imaginei que eu ia participar de um jogo tão carnal, mas sim, eu tenho participado. Eu me ofereço a eles, ansiosa para jogar, para que eles me devorem e façam o que quiserem comigo. Eu sou sua. Deles. Eu gosto desse sentimento e eu quero continuar. Anseio por mais. O calor é escaldante. Eric, entre beijos, diz coisas quentes na minha boca e eu enlouqueço de excitação. Enquanto isso, Björn continua me penetrando em sua mesa, de novo e de novo, ao mesmo tempo da tapas em minha bunda. Eu atinjo o clímax e grito, enquanto, me abro para Björn ter mais acesso ao meu interior. Eric morde meu queixo e segundos depois, é Björn quem se deixa ir. Quente, animada e querendo mais jogos respiro com dificuldade sobre a mesa. Eric me toma em seus braços e mesmo com a tanga rasgada pendurada em meu corpo e a jóia anal, me tira do escritório. Nós passamos do escritório, para a casa de Björn. Nós entramos em um banheiro. Ele nos segue mais não entra. Sabe quando e onde deve estar, e sabe que este é um momento íntimo entre Eric e eu. Quando entramos no banheiro, Eric me coloca no chão. Tira os tapa mamilos, se abaixa e suavemente, tira o restos da minha tanga. Eu sorrio, e quando se levanta com ela em suas mãos, solta: - É evidente que você gosta quando eu rasgo sua lingerie. Eric sorri. Joga em uma lata de lixo, enquanto ele tira a camisa, diz: - Nua eu gosto mais. Com visual mais leve, pergunto: - E a jóia? Eric sorri e me dá um tapa na minha bunda. - A jóia fica onde está. Quando eu tirar vai ser para colocar outra coisa, se você quiser.


Em seguida, abre a torneira do chuveiro e ambos entramos. Meu cabelo absorve a água e ele me abraça. Me ensaboa. - Pode ser, querida? Eu balanço a cabeça, mas ele, ansioso por ouvir a minha voz, separa de mim a poucos centímetros. Eu olho para ele e sussurro: - Eu queria fazer, Eric, e ainda desejo. Meu alemão me dá um sorriso e levanta uma sobrancelha. - Me deixa louco, pequena. Eu agarro seu pescoço e pulo para alcançar sua boca. A água flui através de nossos corpos, nós nos beijamos. A jóia pressiona meu ânus. Eu quero mais, confesso. Eu gosto da sensação que tenho, quando me oferece e joga comigo. Me excita o jeito que ele fala comigo e diz coisas quentes. Isso me deixa louca para ser compartilhada, eu quero fazer novamente milhares de vezes. Seu sorriso sedutor me faz tremer. Sua gentileza enquanto me abraça é extrema, estou cheia de felicidade. Depois de sair do chuveiro, Eric me enrola em uma toalha macia, me pega em seus braços novamente e sem se secar me tira do banheiro. Leva-me para um quarto de cor vermelha e me coloca na cama. Presumo que é o quarto de Björn, que neste momento sai do banheiro, nu e molhado. Ele se junta a nós. Vejo que ambos se olham e sem fazer o menor gesto se comunicam com o olhar. O jogo continua. Björn vai para um lado da sala e liga a música “Cry me a River” na voz de Michael Bublé . - Eric me disse que você realmente gosta deste cantor, é verdade? Björn pergunta: - Sim, eu adoro ele, confirmo depois de olhar para o meu Iceman e sorrir. Björn está chegando.


- Eu comprei este CD especialmente para você. Eu estou como uma gata no cio e pronta para excitá-los de novo. Eu tiro a toalha, toco meus seios e brinco com eles no compasso da música. Eles me comem com os olhos. Tentadoramente, me viro na cama e fico de quatro. Eu levanto minha bunda, onde ainda esta a jóia, e mexo ao ritmo da música. Eles olham para mim e vejo suas ereções dura e pronta para mim. Me abaixo na cama e nua, obrigo-os a se aproximar. Eu quero dançar com eles. Eric olha para mim e me agarra pela cintura e obriga Björn a me pegar por trás. Por alguns minutos, os três nus, molhados e excitados, dançamos esta doce e sensual música. Enquanto isso, Eric devora a minha boca com paixão, Björn beija meu pescoço e aperta a jóia no meu ânus. Tudo é louco entre os três no quarto. Ambos cobrem minha cabeça e sintome pequena entre eles, eu gosto. Suas ereções latentes, confrontam contra o meu corpo e desejo. Minha boca esta seca eu sorrio para Eric. Meu alemão, depois de me beijar, deita sobre mim, e vejo os olhos de Björn. Sua boca quer me beijar, eu sei! Mas não o faz. Se limita a beijar meus olhos, nariz, bochechas e quando seus lábios escovam o canto da minha boca, ele olha com desejo. - Jogue comigo. Toque-me, eu sussurro. Björn acena com a cabeça, e leva uma de suas mãos até o meu sexo. Os toca. Os examina e coloca um dedo em mim, fazendo-me gemer. Eric me morde no ombro enquanto suas mãos voam sobre o meu corpo e param sobre a jóia. Ele as vira, e minhas pernas vacilam. Ele me agarrou pela cintura e o deixo fazer. Eu sou o seu brinquedo. Quero que joguem comigo. Dançamos, nos devoramos, nos tocamos, nos excitamos. Sou o centro das atenções desses dois titãs, eu gosto. Eu amo isso. Sentome perversa no momento quando eles me tocam e querem o máximo de mim. Eu fecho meus olhos, pressionada contra seus corpos e ereções me dizendo que eles estão prontos para mim. Sou louca por esse sentimento. Eu amo ser o objeto de desejo.


A canção termina, e começa “Kissing a Fool”, e minha excitação vai para as alturas. Eric e Björn estão como eu. No final, Eric pede com a voz carregada de tensão: - Björn, ofereça-me. Ele se senta na cama, me colocar na frente dele, passa seus braços sob minhas pernas e abre–as. Oh Deus, como me excita! Meu sexo está totalmente aberto para o meu amor. Eric agachado entre as minhas pernas, morde meu monte de Vênus, em seguida, meus lábios vaginais. Tremo. Sua ávida língua me saboreia e logo encontra o meu clitóris. Joga. Tortura. Isso me deixa louca, e no topo é quando os dedos giram a jóia do meu ânus. Eu Grito. - Eu gosto de ouvir você gritar de prazer, Björn sussurra em meu ouvido. Eric se levanta. Está enlouquecido. Ele coloca seu pau duro na minha vagina e me penetra. Oh, sim... Suas idéias são doentes e devastadoras, enquanto Björn continua: - Eu vou te foder, linda. Eu não posso esperar para entrar de volta em você. As investidas de Eric são maravilhosas me fazem gritar de prazer, enquanto me afunda uma e outra vez, me arranca centenas de suspiros gostosos. Perverso. De repente ele para e sem sair do meu interior me agarra pela cintura e me levanta. Eu afundo nele. Björn que estava fora da cama, aparece num piscar de olhos, como se estivesse sentado em uma cadeira Invisível, Eric continua suas investidas, enquanto os braços fortes de Björn me segura e me joga uma e outra vez contra o meu Iceman. Sou sua boneca. Me desmancho em seus braços, quando eu grito, Eric sabe que eu alcancei o orgasmo e sai fora de mim. Björn me deita na cama e Eric com seu pau ereto, vem, agarra minha cabeça e rudemente enfia em minha boca.


Eu chupo. Aproveito, enlouquecida. Ouço rasgar a camisinha e imagino que Björn está colocando. Segundos depois, fica entre minhas pernas abertas e me penetra sem a menor cerimônia. Sim! Extasiada pelo momento que esses dois estão me proporcionando, eu desfruto da ereção de Eric. Deus, eu adoro isso! Até que segundos depois ele tira da minha boca e corre sobre meu peito. Björn está muito animado com o que vê, então ele agarra meus quadris e começa

bombear

dentro

de

mim

com

firmeza

.

Oh,

sim!

Um... dois... três... quatro... cinco... seis... Meu gemidos de prazer saem da minha boca descontroladamente, enquanto os dois homens fazem o que querem do meu corpo. Me possuem com vontade, e eu aceito. Eu quero. Eu me abro pra eles, até Björn correr pra mim. Eric, está tão louco quanto nós, empurro meus peitos e jogo com sua excitação, vejo em seus olhos vidrados aproveitar o momento. Todos nós gostamos muito. A música vai crescendo, e os nossos corpos correm juntos. Eric beija- me e eu gozo. Depois de me deixar, Björn coloca a cabeça entre as minhas pernas e busca meu clitóris. Quer mais. Ele aperta entre seus lábios e puxa-o. Eu me contorço. Move a jóia no meu ânus. Grito. Sua boca morde o interior de minhas coxas enquanto Eric massageia a minha cabeça e me olhando. Calor... Eu tenho calor e eu acho que eu vou gozar novamente. Mas quando eu estou prestes a fazer, eu ouço Eric: - Ainda não, pequena... Venha aqui. Ele se senta na cama, pega a minha mão e me puxa. Isso faz com que eu sente montada sobre ele que me penetra novamente. Eu quero gozar. Eu preciso gozar. Como louca eu movo em busca do meu prazer e enlouquecida, grito: - Não pare, Eric. Eu quero mais. Eu os quero dentro. Através dos cílios, vejo que Eric concorda.


Björn abre uma gaveta e tira um lubrificante. Eric, vendo-me tão louca, para suas penetrações. - Ouça, amor, Björn vai colocar lubrificante para facilitar a sua entrada. Concordo, e continua a me olhar: - Tranquila, nunca deixe nada te machucar. Se doer, me avise e paramos, ok? Eu digo sim e ele me beija, eu pressiono contra ele e suspiro. Eric me traz mais perto de seu corpo, sua ereção continua me proporcionando prazer. Björn, por trás, me dar um de seus tapas na bunda. Eu sorrio. Tira a jóia do meu ânus e sinto algo frio e úmido, enquanto sussurra em meu ouvido: - Você não sabe o quanto eu te quero, Judith. Eu não posso esperar para penetrar em seu belo cú. Eu vou jogar com você. Eu vou te foder, e você vai me receber. Eu concordo. Eu quero fazer, e Eric acrescenta: -Você é minha, pequena e eu te ofereço. Deixe-me desfrutar do seu orgasmo. Com o dedo, Björn brinca em meu interior, enquanto Eric me penetra e me diz coisas quentes. Muito quentes. Ardentes. Eles me conhecem e sabem o que me excita. Segundos depois, Björn pede a Eric para que me abra para ele. Meu Iceman, sem tirar seus belos olhos de mim, pega e abri a minha bunda e me morder o lábio. Sem soltar, sinto a ponta da ereção de Björn no meu cu e centímetro por centímetro, empurrando, introduz em mim. - Assim, querida... pouco a pouco... Eric murmura após deixar meus lábios. - Não tenhas medo. Dói? Nego com a minha cabeça, e ele segue: Aproveita, meu amor, aproveite a posse.


- Sim... linda... Sim... tem uma bunda fantástica... Murmura Björn, penetrando-me. Oh, Deus, eu adoro isso. Sim, baby... sim... Eu abro minha boca e gemo. O sentimento é indescritível, a penetração dupla, ouvir o que eles falam, me aquece a cada segundo. Eric olha para mim com os olhos brilhantes de antecipação e diante de minha respiração ofegante, me diz: - Não deixe de me olhar, querida. Eu faço. - Assim... Assim..., encaixe em nós... Lentamente... desfrute... Estou entre dois homens que me possuem. Dois homens que me querem. Dois homens que me desejam. Quatro mãos segurando-me a partir de locais diferentes, ambos me enchem com delicadeza e paixão. Sinto seus pênis dentro de mim, e eu gosto de me expor a eles. Eric olha para mim, toca minha boca com a sua e toma cada um dos meus suspiros, sendo tão doce e quente me diz palavras de amor. Björn aperta meus mamilos, me possuindo por trás, sussurra em meu ouvido: - Estamos te fodendo... Sinta nossos paus dentro de você... Calor... Eu tenho calor horrível e de repente, sinto-me como se todo o sangue do meu corpo sobe à cabeça e grito de êxtase. Estou sendo duplamente penetrada e enlouqueço de prazer. Me aperto contra eles exigindo mais, e volto a grito, me contraio e me deixo ir. Eles não param, continuam suas penetrações. Eric... Björn... Eric... Björn... Suas respirações enlouquecidas e movimentos fazem-me saltar no meio dos dois, até que eles liberam uns grunhidos viris, e eu sei que o jogo, até o momento, esta finalizado.


Björn cuidadosamente sai de dentro de mim e deita-se na cama. Eric me puxa e caio estendida sobre ele, enquanto me abraça. Durante alguns minutos, nós três respiramos com dificuldade, enquanto a voz de Michael Bublé ecoa na sala, e nós recuperamos o controle de nossos corpos. Depois de cinco minutos, Björn pega minha mão, beija e sussurra com um meio sorriso: - Com sua permissão, eu vou tomar banho. Eric ainda está me segurando e eu o abraço. Quando estamos sozinhos na cama, olho pra ele. Seus olhos estão fechados. Eu mordo seu queixo. - Obrigado, amor. Surpreso, abre seus olhos. - Por quê? Dou-lhe um beijo na ponta do nariz que lhe faz sorrir. - Por ensinar-me a jogar e desfrutar do sexo. Sua risada me faz rir, e quando ele diz: - Você está começando a ficar perigosa. Muito perigosa. Meia hora depois, de banho tomado, nós três vamos para a cozinha de Björn.

Ali, sentado em alguns bancos, comemos e nos divertimos enquanto

conversamos. Lhes confesso que suas exigências e grosserias, às vezes me excitam e os três riem Algumas horas depois, volto a estar nua no balcão da cozinha, enquanto eles voltam a me possuir e eu gosto, me ofereço.


Capítulo 26 A Vida com meu Iceman vai de vento em pompa, apesar das nossas discussões. Nossas reuniões são loucas, doce, apaixonadas e quando visitamos Björn é sempre quente e doentio. Eric me oferece ao seu amigo e eu aceito de bom grado. Não existe ciúmes. Nem censuras, apenas sexo, jogos. Nós três formamos um trio excepcional e nós sabemos desfrutar da nossa sexualidade plenamente a cada encontro. Nada é sujo. Nada é escuro. Tudo é incrivelmente sexy. Flynn é outra história. O menino não é nada fácil. Cada dia que passa vejo mais relutância em ser bom para mim e para nossa felicidade. Eric e eu acabamos discutindo por causa dele. Ele é a fonte de nossas brigas, e o menino parece se divertir. Agora acompanho Norbert algumas manhãs para deixá-lo a escola. O que Flynn não sabe é que quando Norbert liga o carro e vai, eu o observo sem ser vista. Eu não entendo o que acontece. Eu não consigo entender por que Flynn é o centro da zombaria de seus supostos amigos. Ele é jogado, empurrado e não reage. Sempre termina no chão. Eu fico doente. Ele precisa sorrir, ter mais confiança, mas não sei como posso ajudá-lo. Uma tarde, enquanto eu estou no meu quarto, cantarolando a canção “Tanto” de Pablo Alborán, observo através do vidro que voltou a nevar. Neve sobre neve e sinto alegria. Como é bonita a neve! Encantada com isso, vou a sala de jogos onde Flynn faz suas tarefas e abro a porta - Você quer brincar na neve?


O menino olha para mim e com a expressão séria de costume, responde:

- Não. Ele tem um lábio cortado. Isso me enfurece. Eu tomo o queixo e perguntou: - Quem fez isso? O garoto olha para mim e com seu temperamento responde -Não lhe interessa. Antes de contestar, decido me calar. Eu fecho a porta e vou em busca de Simona, que esta na cozinha, preparando um caldo. Eu me aproximei dela. - Simona. A mulher, enxuga as mãos no avental, me olha. - Diga-me, senhorita - Ai, Simona, por Deus, me chame pelo meu nome Judith! Simona sorri. - Eu tento, senhorita, mas é difícil de me acostumar com isso. Eu entendo que na verdade, deve ser muito difícil para ela. - Existe um trenó em casa? Eu peço. A mulher pensa por um momento. - Sim. Lembro-me de ter um guardado na garagem. - Ótimo! Eu aplaudo. E olhando para ela, eu digo: - Eu preciso te pedir um favor. -Diga-me - Eu preciso que saia para fora da casa e brinque de bola de neve comigo. Incrédula, parada, e sem entender nada. Eu, me divirto e com as mãos agarrou-a e sussurro:


- Eu quero que Flynn veja o que está perdendo. É um menino e deve querer brincar com a neve e trenó. Venha, vamos mostrar o quanto pode ser divertido brincar com algo que não seja os videogames. Primeiro, ela fica relutante. Não sabe o que fazer, mas vendo que eu espero, tira o avental. - Dê-me dois segundos, vou colocar as botas. Com os sapatos que eu uso, não posso ir lá fora. - Perfeito! Coloco meu casaco vermelho e luvas que estão na porta da casa, aparece Simona, que carrega um casaco azul e um chapéu. - Vamos brincar! Eu digo, agarrando-lhe o braço. Saímos de casa. Caminhamos pela neve para chegar na frente da sala de jogos de Flynn, e aí começamos a nossa guerra particular com bolas de neve. Em primeiro lugar, Simona se mostra tímida, mas depois de quatro acertos meus, ela se anima. Nós pegamos neve e, rindo, jogamos uma na outra. Norbert, surpreso com o que fazemos, vem até nós. Primeiro, é relutante em participar, mas dois minutos depois, eu consegui, e ele se juntou ao nosso jogo. Flynn está assistindo. Eu vejo através das janelas que ele esta assistindo e grito: -Vamos, Flynn ... Vem com a gente! O menino balança a cabeça, e os três continuam. Peço a Norbert para trazer o trenó da garagem. Quando ele traz, vejo que é vermelho. Encantada, eu subo e me atiro por um declive cheio de neve. O golpe que eu recebo é considerável, mas a neve é fofa e me para e eu rio em voz alta. A próxima a saltar é Simona e em seguida, nós duas juntas. Acabamos sendo golpeadas pela Neve, mas feliz, apesar da cara de desconforto de Norbert. Ele não confia em nós. De repente e contra todas as probabilidades, eu vejo que Flynn sai e olha para nós. - Vamos lá, Flynn, vem!


O pequeno se aproxima e insisto para ele subir no trenó. Ele olha para mim com desconfiança, assim que lhe digo: - Venha, eu vou me sentar na frente e você vai atrás, que você acha? Incentivado por Simona e Norbert, o menino senta e com muito cuidado me atiro pelo declive. Os meus gritos de diversão se unem com os dele, e quando o trenó para, ele pergunta, em êxtase: - Podemos repetir? É bom ver um gesto que nunca tinha visto, concordo. Ambos corremos onde esta Simona e repetimos para baixo. A partir deste momento, tudo é riso. Flynn, pela primeira vez desde que eu estou na Alemanha está se comportando como uma criança, e quando eu consigo convencê-lo a ir sozinho no trenó, seu rosto de satisfação, enchem a minha alma. Sorri! Seu sorriso é cativante, precioso e maravilhoso, até que de repente eu vejo as mudanças e olhando na direção que ele olha, vejo que Susto corre para nós. Norbert deixou a garagem aberta, ele ouviu os nossos gritos e o animal não foi capaz de ficar lá e veio brincar. Assustado, o menino está paralisado e eu dou um assovio. Susto vem até mim, eu agarro sua cabeça e murmuro: - Não se assuste, Flynn. - Os cães mordem - sussurra, paralisado. Lembro-me do que o menino contou naquele dia na cama e acariciando Susto, tento tranquiliza-lo: - Não, querido, nem todos os cães mordem. E Susto, eu lhe garanto que não vai fazer. - Mas o menino não está convencido e eu insisto que ele chegue perto.


- Vem. Confie em mim. Susto não vai mordê-lo. Não se aproxima. Apenas olhe para mim. Simona incentiva e Norbert também, e o menino dá um passo à frente, mas para. Ele está com medo. Eu sorrio e digo novamente: - Eu prometo, querido, ele não vai fazer nada de mal. Flynn olha para mim com desconfiança, até que de repente Susto se atira na neve e coloca as pernas pra cima. Simona, divertida, toca em sua barriga. - Veja, Flynn. Susto só quer que você faça cócegas. Vem... Eu faço o que fez Simona, e o animal enfia a língua para o lado de sua boca em sinal de felicidade. De repente, o menino se aproxima, se agacha e com mais medo do que qualquer outra coisa, passe-lhe um dedo. Eu tenho certeza que é a primeira vez que ele toca um animal em muitos anos. Vendo que Susto, ainda não se moveu, Flynn é incentivado e toca-lhe novamente. - O que você acha? - Suave e molhado. Murmura o garoto, agora colocando a palma da mão. Meia hora mais tarde, Susto e Flynn, agora são amigos, e quando nós descemos com o trenó, Susto corre ao nosso lado e nós gritamos e rimos. Estamos todos encharcados e cobertos de neve. É divertido. Nós estamos muito bem, até que ouvimos um carro se aproximar. Eric. Simona e eu nos olhamos. Flynn, vendo que é seu tio, congela. Isso me surpreende. Não corre para ele. Quando o veículo se aproxima, vejo que Eric está assistindo, e pelo seu rosto parece que não esta gostando. Vamos, agir normal. Mas sem poder evitar Simona se aproxima e eu murmuro: - Oh, oh, ele nos pegou. A mulher concorda. Eric

para

o

carro.

Ele

abre

a

porta

e

me

faz

perceber

tamanho de sua raiva enquanto caminha, em nossa direção intimidante. Mama Mia! Quanta tensão tem o meu Iceman!

o


Quando ele quer ser arrogante, é o pior. Ninguém respira. Eu olho para ele. Ele olha para mim. E quando chega perto de nós, grita com gesto de desaprovação: - O que esse cachorro faz aqui? Flynn não diz nada. Norbert e Simona estão paralisados. Todos olham para mim, e eu respondo: - Nós estávamos brincando na neve, e ele está brincando com a gente. Eric leva a mão à Flynn e rosna: - Eu e você precisamos conversar. O que você fez na escola? A voz com que ele fala com o garoto me enfurece. Por que ele diz isso? Mas quando eu vou dizer alguma coisa, ele fala: - Eu fui chamado á escola novamente. Aparentemente, você entrou de novo em outra confusão e desta vez muito grande! - Tio, eu ... - Cale-se! Ele grita. Você está querendo ir direto para o internato. No final, você vai conseguir. Vá para o escritório e me espere lá. Simona, Norbert, eu e o menino, vemos o duro olhar de Eric e eles saem. Com um gesto de dor, a mulher olha para mim. Eu pisquei, embora eu sei que vai me cair o mundo. Uma vez sozinho, Eric vê o trenó e as impressões digitais lá na encosta, e rosna: - Eu quero esse cão fora da minha casa, você está me ouvindo? - Mas Eric ... escuta ... - Não, eu não vou ouvir, Jud. - Pois deveria, insisto.


Depois de um duelo de olhares, tremendo, finalmente grita: - Eu disse para sair! - Ei, se você vem com raiva do escritório, não desconte em mim. Ele Bufa, passa a mão pelo cabelo e murmura: - Eu disse que não quero ver esse vira-lata aqui, eu não dei permissão para o meu sobrinho andar de trenó, e muito menos ficar ao lado do animal. Surpreendida pela birra e pronta para a batalha, eu protesto. - Eu não acho que tenho que pedir permissão para brincar na neve ou tenho? Se você me disser que tenho, a partir de hoje vou pedir permissão para respirar. Porra, só faltava ouvir isso! Eric não responder, e olha mal humorado: - Quanto ao Susto, quero que fique aqui. Esta casa é grande o suficiente para que não o veja se não quiser. Tem um jardim que parece um parque de tão grande. Eu posso construir uma casa para ele viver e nós mantemos longe da casa. Não sei por que você insiste em deixá-lo no frio. Mas você não vê? Você não tem vergonha? Coitadinho, ele tem frio. Esta nevando e você pretende deixálo na rua. Vamos, Eric, por favor. Meu Iceman, que esta impressionante, com seu terno azul escuro, casaco, olha para Susto. O cão lhe abana o rabo, animado! - Mas, Jud, você acha que eu sou idiota? Ele diz, surpreendendo-me. E como não respondo, afirma: - Este animal tem estado na garagem. Meu coração está paralisado. Será que ele também viu a moto? - Você sabia? - Mas você acha que sou tão tolo de não ter percebido? Claro que eu sabia.


Primeiro fico boquiaberta e antes que eu possa responder, ele insiste: - Eu disse que não queria ele em minha casa, mas mesmo assim, você desobedeceu... - Como sempre você diz que a sua casa... Estou louca de raiva, mas não menciono a moto. Se ele não disse nada, é melhor não falar nada neste momento. - Você vive me dizendo para considerar esta casa como a minha, e agora, porque eu dei abrigo a um pobre animal na porra da sua garagem para não morrer de frio e fome na rua, você está comportando-se como um ... um ... - Idiota, ele diz. - Exatamente, concordo. - Como você já disse, um idiota! - Entre o meu sobrinho e você vai a... - O que Flynn fez na escola? Eu o cortei. - Ele se meteu numa briga e o outro menino teve que dar pontos na cabeça. Isso me surpreende. Não vejo Flynn fazendo isso, embora esteja com o lábio cortado. Eric passa a mão sobre a sua cabeça furiosamente, olha para susto e grita: - Eu quero ele fora daqui agora! Tensão. O tempo frio não é comparável com o frio que eu sinto no meu coração, e antes que ele venha a falar, ameaço: - Se Susto for, eu vou com ele. Eric levanta as sobrancelhas friamente, e deixando-me com a boca aberta, disse antes de se virar: - Faça o que quiser. No final, você sempre faz.


E sem mais, ele sai. Deixando-me ali plantada, com cara de idiota e com gana de discutir. Passa dez minutos e continuou fora da casa ao lado do animal. Eric não sai. Eu não sei o que fazer. Por um lado, eu entendo o que eu fiz de errado de colocar susto na garagem, mas por outro lado não posso deixar este pobre animal na rua. Vejo Flynn olhar do vidro da sala de jogos e lhe aceno com a mão. Ele faz o mesmo e me salta o coração. A brincadeira com o trenó e Susto correu tão bem, mas eu não posso deixar o cachorro em casa. Eu sei que seria uma outra fonte de problemas. Simona sai e se aproxima de mim. - Senhorita, você vai pegar um resfriado. Você está encharcada e... - Simona, eu tenho que encontrar uma casa para Susto. Eric não o quer aqui. A mulher fecha os olhos e concorda com tristeza. - Sabe que eu levaria para minha casa, mas o Sr. não vai gostar, Certo? Concordo com a cabeça, e ela diz: - Se você quiser, podemos chamar o protetor de animais. Eles com certeza vão encontrar um lar para ele. Peço-lhe para localizar o telefone. Não tenho outra escolha. Não entro em casa. Me recuso. Se eu ver Eric e eu o mato, no mal sentido da palavra. Caminho com Susto pela trilha até o grande portão. Eu vou lá fora e brinco com o animal, que esta feliz por estar comigo. Lágrimas enchem os meus olhos e deixo-as ir. Contê-las é pior. Eu choro. Eu choro incontrolavelmente enquanto eu jogo pedras para o animal, para que ele corra buscar. Coitado! Vinte minutos depois, Simona aparece e me entrega um papel com um telefone. - Norbert diz para ligar aqui. Peça para falar com Henry e diga-lhe que é de sua parte.


Agradeço-lhe e puxo meu celular do bolso e com o coração partido, eu faço o que Simona diz. Falo com o tal Henry e ele diz que virá dentro de uma hora para buscar o animal. É noite. Simona me pede para entrar em casa para comer junto com Eric e Flynn, e eu fico do lado de fora com medo. Eu estou congelada. Mas isso não é nada perto do frio que ele teve que passar todo esse tempo este pobre animal. Eric me chama de seu celular, mas eu desligo. Eu não quero falar com ele. Danese ele! Dez minutos depois, as luzes aparecem no fundo da rua e eu sei que é o carro vindo para levar o animal. Eu choro. Susto me olha. Uma Van que carrega animais chega onde estou e para. Lembro-me de Curro. Ele se foi e agora Susto também vai. Porque a vida é tão injusta? Eu recebo um homem que se identifica como Henry, ele olha para o animal e passa a mão em sua cabeça. Assino alguns papéis que me entrega, enquanto ele abre as portas traseiras da van e me diz: - Despeça dele, senhorita. Estou indo agora. E, por favor, retire o que esta em seu pescoço. - É um lenço que fiz para ele. Está frio. O homem olha para mim e insiste: - Por favor, tire-o. É o melhor. Droga. Eu fecho meus olhos e faço o que ele pede. Quando eu tenho o lenço na minha mão, cheiro. Ugh, que momento mais triste. Eu contemplo Susto, olhando para mim com seus grandes olhos me agacho, sussurro enquanto eu toco sua cabeça: - Desculpe, querido, mas esta não é minha casa. Se fosse, eu lhe garanto que ninguém te levaria daqui.


O animal encosta seu nariz molhado em meu rosto, me dá uma lambida, e eu acrescento: - Você vai encontrar uma boa casa, um lugar acolhedor, onde você será tratado muito bem. Eu não posso dizer mais nada. Eu choro. Isto é como a despedida de Curro. Eu o beijo na cabeça, e Henry pega susto e coloca na van. O animal está relutante, mas Henry está acostumado e pode lidar com isso. E quando as portas se fecham, se despede de mim e vai. Sem sair de onde estou, eu vejo a van longe, e Susto vai. Eu cubro o rosto com o lenço e choro. Eu quero chorar. Por um tempo, sou a única nesta rua escura e fria, chorando como há tempos não chorava. Tudo é difícil em Munique. Flynn não me tornas nada fácil, e Eric às vezes é frio como gelo. Quando eu me viro para voltar para dentro da casa, fico surpresa ao ver Eric de pé atrás de mim. A escuridão não me deixa ver seus olhos, mas eu sei que estão pregados em mim. Tendo frio. Eu caminho e ele abre o portão. Passo a seu lado e não digo nada. - Jud ... Com raiva me volto para ele. - Não. Não se preocupe. Susto não está mais na sua maldita casa. - Ouça, Jud ... - Não, não quero ouvir. Deixe-me em paz. Sem mais, começo a andar. Ele me segue, mas andamos em silêncio. Quando chegamos em casa, tiramos nossos casacos e ele pega a minha mão. Rapidamente eu o deixo e corro para cima. Eu não quero falar com ele. Subindo as escadas, eu encontro com Flynn. O menino olha para mim, mas eu passo por ele e entro no meu quarto, batendo a porta. Eu tiro minhas botas molhadas e jeans, e vou para o chuveiro. Estou congelado e eu preciso me aquecer. A água


quente me traz de volta para ser uma pessoa, mas certamente de volta para lamentar. - Merda de vida! Grito. Um gemido vem de dentro de mim e choro. Eu passei o dia chorando. Ouço a porta do banheiro se abrir e através do vidro, vejo que é Eric. Durante alguns minutos, nós nos olhamos, até que ele sai do banheiro e deixa-me em paz. Agradeço. Ao sair do chuveiro, eu me enrolo em uma toalha e seco o meu cabelo, coloco meu pijama e vou para a cama. Eu não tenho fome. Rapidamente, o sono me vence e eu acordo assustada quando percebo que alguém me toca. É Eric. Mas com raiva, simplesmente murmurou: - Deixe-me. Não me toque. Eu quero dormir. Suas mãos apertam minha cintura, e eu me viro. Eu não quero seu contato.


Capítulo 27 Na parte da manhã, quando eu acordo, Eric está tomando café na cozinha. Flynn esta ao seu lado, e quando me vêem, os dois me olham.

- Bom dia Jud, diz Eric. - Bom dia, eu digo. Eu me aproximo dele. Eu não dou meu beijo de bom dia e Flynn nos observa. Simona rapidamente se aproxima com o café e sorrio quando vejo que me fez pão quente. Encantado, eu agradeço e começo a comer. O silêncio é sepulcral na cozinha, quando no padrão, sou eu que falo o tempo todo. Eric me olha, me olha e me olha, sei que não gosta da minha atitude. Incomodalhe. Mas eu não me importo. Eu quero incomodá-lo tanto ou mais do que ele me incomodou. Norbert entra na cozinha e diz para Flynn se apressar ou vai se atrasar para escola. Nesta hora, meu telefone toca. É Martha. Eu sorrio, me levanto e saio da cozinha. Subo as escadas e entro no meu quarto. - Olá, louca! Saúdo-lhe. Martha ri. - Como estão as coisas por ai? Respiro, olho pela janela e respondo: - Bem. Você já conhece meu namorado! Estou com vontade de matar seu irmão. Mais uma vez, o riso de Martha ressoa. -Então isso significa que está tudo bem.


Depois de falar com ela por um tempo. Ela pede que eu a acompanhe para comprar algumas roupas. Quando desligo o telefone, me viro e Eric esta atrás de mim. - Você estava falando com a minha irmã? - Sim. Passo a seu lado, e Eric, estende a mão para mim. - Jud..., quando você vai falar comigo de novo? Eu olho para ele e respondo a sério: - Eu acho que eu estou falando. Eric sorri. Eu não. Eric para de sorrir. Eu rio por dentro. Ele me agarra pela cintura. - Ouça, querida. Sobre o que aconteceu ontem... - Eu não quero falar sobre isso. - Você me ensinou a falar sobre os problemas. Agora você não pode mudar sua opinião. - Bem, veja, respondo com petulância, pois desta vez, sou eu que não quero discutir os problemas. Eu estou doente.... Silêncio.... Tensão... - Querida, eu sinto muito. Ontem não foi um bom dia para mim e... - E eu paguei com o pobre susto, né? E ai você me lembrou que esta é a sua casa e Flynn é o seu sobrinho. Olha, Eric, foda-se! Ele olha. Ele olha. Desafio aos nossos olhos, até que sussurra: - Jud, esta é a sua casa e... - Não, querido, não. É a sua casa. Minha casa é na Espanha, um lugar que nunca deveria ter saído. Com rapidez, ele se aproxima e sussurra:


- Não siga por esse caminho, por favor. - Bem, cale a boca e pare de falar sobre o que aconteceu ontem. A tensão no ar pode ser cortada com uma faca. Penso na moto. Quando ele descobrir, vai ser outra discussão. Nos olhamos e, finalmente, o meu alemão diz: - Eu tenho que sair de viagem. Eu ia dizer ontem, mas... - O que, você sair em uma viagem? - Sim. - Quando? - Agora. - Onde? - Eu tenho que ir para Londres. Eu tenho que corrigir alguns problemas, mas retorno manhã. Londres. Isso me alerta. Amanda! - Você vai ver Amanda? Eu pergunto, incapaz de me conter. Eric acena com a cabeça. O ciúme me consome. Aquela bruxa Eu não gosto e não quero eles sozinhos. Mas Eric, sabe o que eu penso, se aproxima e me puxa pra ele. - É uma viagem de negócios. Amanda trabalha para mim e.... -

Com

ela

você

joga

também!

Com

ela

você

se

diverte

e

este será um desses momentos, né? - Querida, não... Sussurra. Mas o ciúme é uma coisa terrível e grita para fora de mim: - Ah, que ótimo! Vá e divirta-se com ela. E não negue o que você sabe que vai acontecer. Deus, Eric, nós sabemos! Vamos, tranquilo! Eu estarei esperando por você na sua casa quando você voltar.


- Jud... - O quê! Grito completamente fora de mim. Eric pega meus braços, me deita na cama e diz, agarrando o meu rosto com as mãos: - Por que você acha que eu vou fazer alguma coisa com ela? Você não percebe que eu te amo e eu te quero? - Mas ela ... - Mas ela nada. Me corta. - Eu tenho que viajar a trabalho e ela trabalha comigo. Mas, querida, isso não significa que tem que haver nada entre nós. Venha comigo. Prepare uma mochila e venha comigo. Se você realmente não confia em mim, faça isso, mas não me acuse de coisas que eu não farei. De repente, eu me sinto ridícula. Absurdo. Estou tão chateada por conta de Susto, que sou incapaz de raciocinar. Eu sei que Eric não mentiria sobre algo assim, e depois de suspirar, murmuro: - Desculpe, mas eu ... Eu não posso continuar a falar. Eric leva a boca e me beija. Me devora, e, em seguida, estou abraçando-o desesperadamente. Eu não quero ficar com raiva. Eu odeio quando brigamos. Eu desfruto do seu beijo. Ele pressiona contra mim, até minha boca, peço... -Foda-me. Eric se levanta. Ele coloca a trava na porta e, ao voltar, murmura: -Tenho prazer em fazer, Senhorita Flores. Tire sua roupa. Sem perder tempo eu tiro o pijama e quando estou completamente nua diante dele, e ele diante de mim, senta-se na cama e diz: -Vem ...


Aproximo-me dele. Abaixa o rosto para o meu monte de Vênus e o beija. Passa suas mãos pelo meu corpo e sussurra enquanto eu me sento montado nele, com as mãos ele abre os lábios do meu sexo: -Você é a única mulher que eu quero. Seu pênis se afunda em mim. - Você ... é o centro da minha vida. Eu me movo em busca do meu prazer e quando vejo que ele ofega, acrescento: - Você... você é o homem que eu amo e que eu quero confiar. Meus quadris vão de frente para trás, e quando eu estou ofegante, Eric sobe na cama, me coloca sobre ele e deitado sobre mim me penetra profundamente. -Você... você é minha e eu sou seu. Não duvides de mim, pequena. Um ataque forte faz com que o seu pênis entre no meu útero e eu me curvo. - Olhe para mim, me ordena. Eu olho para ele, enquanto me entras mais e mais, suspira e diz: - Somente você pode fazer amor assim, só você eu desejo, só com você desfruto dos jogos. Calor ... fogosidade ... excitação. Eric me agarra pela cintura, me aperta contra ele e diz coisas maravilhosas e lindas, e eu excitada, aprecio tanto quanto ele. Por vários minutos dentro e fora de mim, mais forte ... mais rápido ..., intenso, até que ele ordena. - Diga-me que você confia em mim, tanto quanto eu confio em ti.


Volta a afundar dentro de mim e me da um tapa esperando minha resposta. Eu olho para ele. E não respondo, e ele retorna para me penetrar enquanto agarra os meus ombros para que o ataque seja mais voraz. - Diga-me! Exige. Seus quadris se contorcem antes de voltar a jogar em mim, e quando eu encolho de prazer, Eric me aperta para mais perto dele, e eu fico louca e murmuro: - Eu confio em você ..., sim ..., eu confio em você. Um sorriso de lobo se abre em seu rosto, me agarra pela cintura e me levanta. Me manipulado à vontade! Eu amo isso. Leva-me contra a parede e encorajado, me penetra com força uma e outra vez, enquanto eu envolvo minhas pernas em volta de sua cintura e me arqueio para recebê-lo. - Oh, sim, sim, sim! Meu gemido agradável, é acalmado por que mordo seu ombro, mas ele vê que o meu orgasmo esta chegando, e então, só então, ele mostra o seu prazer. Nus e suados, nos abraçamos contra a parede. Eu amo Eric. Eu lhe quero com toda minha alma. - Eu te amo, Jud... Disse ele, levantando do chão. Por favor, não duvides, querida. Cinco minutos depois, estamos no chuveiro. E fazemos amor novamente. Estamos insaciáveis. O sexo entre nós é fantástico. Colossal. Quando Eric se vai, eu digo adeus. Eu confio nele. Eu quero confiar nele. Eu sei o quanto sou importante na sua vida e eu tenho certeza que ele não vai me decepcionar. Martha vai me pegar e sorrio. Eu entro em seu carro e imergimos no Tráfego de Munique. Chegamos a uma loja elegante. Estacionamos o carro e quando entramos, vejo que é a loja de Anita, a amiga de Martha que estava conosco no bar cubano. Depois de escolher vários vestidos, cada um mais bonito


e mais caro que o outro, quando entramos num espaçoso e iluminado provador sussurra: - Eu tenho que comprar algo sexy para o jantar de amanhã. - Tem um encontro com um bofe? - Sim. Martha diz sorrindo. - Nossa e com quem é este jantar? Divertida, Martha me olha e sussurra: - Com Arthur. - Arthur, o garçom bonitão? - Sim. - Uau, ótimo! Eu aplaudo. - Eu decidi seguir o seu conselho e dar-lhe uma chance. Talvez vai ser bom, talvez não, mas eu nunca posso dizer que eu não tentei! - Olé, minha menina...! Exclamo, alegre. Ela Provou vários vestidos e finalmente decidiu por um azul intenso. Martha esta linda com ele. De repente, uma voz chama a minha atenção. Onde eu ouvi aquela voz? Saio do provador e fico sem palavras. A poucos metros de distância de mim, eu tenho a pessoa que eu desejava ver o rosto nos últimos meses, ela esta conversando com outra mulher: Betta. O sangue e minha sede de vingança apertam e me transforma. Incapaz de conter meus impulsos assassinos, vou até ela e antes que Betta possa reagir, eu a pego pelo pescoço e sussurro em seu rosto: - Oi, Rebecca, ou é melhor te chamar de Betta? Ela esta branca como papel, e sua amiga ainda mais. Esta assombrada. Não esperava me ver aqui e eu não reajo bem. Eu sou pequena, mas poderosa,


e essa idiota vai saber quem sou eu. Anita, ao nos ver, vem até nós. Porem não disposta a soltar minha presa, eu empurro-a num provador. - Eu tenho que falar com ela. Será que nos da um momento? Fecho a porta do provador, e Betta olha para mim, horrorizada. Não tem como escapar. Sem mais, dou-lhe um tapa na cara que ela vira. - Isso é para você aprender, e digo e dou-lhe outro tapa com a mão bem aberta, se ainda não aprendeu. Betta grita. Anita grita. Amiga de Betta grita. Todos gritam e empurram aporta, estou disposta a dar o que lhe é merecido a esse canalha, torço o seu braço, e ela cai de joelhos diante de mim eu grito: - Eu não sou agressiva, nem má pessoa, mas quando você mexe comigo, eu sou a pior. Me transformo num bicho muito ... muito ruim. Eu sou tranquila, mas você despertou um monstro em mim. -Solte-me ... solte-me, você esta me machucando. Betta grita do chão. - Machucando? Repito sarcasticamente. Eu não estou te machucando, sua asquerosa! Por enquanto é apenas um aviso de que comigo não se brinca. Você brincou com vantagem da ultima vez. Você sabia quem eu era e ao contrario de você, eu não sabia quem era você. Você jogou sujo comigo, e eu, fui boba, não vi você vindo. Mas escute, não mexa comigo, e se mexer, deve estar disposto a aguentar a revanche. Martha, assustada com os gritos, se junta a bater na porta com a outra. Não entende o que acontece. Não entendo por que estou agindo assim . Isso me domina, me desconcentra e, antes de soltar a Betta, falo em seu ouvido: - Essa é a última vez que você se aproxima de mim e de Eric, porque eu te juro, se voltar a se aproximar, isso não vai ser em uma advertência. Para o seu bem, é melhor ficar muito longe de Eric. Lembre-se disso. Dito isso eu a solto, mas dou chute em seu traseiro e ela cai de cara no chão.


Oh, meu Deus! Que satisfação! Em seguida, abro a porta e saio. Martha me olha assustada. Não entende nada e, em seguida, olha para Betta e entende tudo. Justo quando a outra se levanta, aproxima-se dela e, com toda a sua raiva, lhe dá outro tapa. - Isso é pelo o meu irmão. Como você pode dormir com o meu pai, cadela! Neste momento, Anita para de pedir explicações e entende o que ela está falando. A amiga de Betta, horrorizada, a ajuda. - Chame a polícia, por favor. - Por quê? Anita pede indiferente. - Estas mulheres atacaram Rebecca, você não viu? Anita balança a cabeça. - Desculpe, mas eu não vi nada. Eu só vi um rato no chão. Melhor do que nunca, me inclino sobre o lado da porta e olho. Me contenho. Eu gostaria de dar uma surra, mas acho que ela já teve o que merecia. Betta esta confusa, sem saber o que fazer e, finalmente, disse, tomando-lhe o braço da amiga: -Vamos. Quando desaparecem da loja, Anita e Martha olham para mim. - Desculpe. Desculpe-me, gente, mas eu tinha que fazer. Essa mulher tem nos dado muitos problemas, e quando eu a vi, eu não poderia deixá-la... Anita concorda e Martha responde: - Não se preocupe. Essa vadia mereceu. Poucos segundos depois, nós três rimos enquanto a minha mão ainda doía dos tapas que eu dei em Betta. Mas eu gostei muito! Quando saímos da loja, decidimos ir à uma cervejaria local. Eu preciso. O encontro com Betta tem sido algo que eu não esperava e temos que comemorar um pouco. Quando chegamos para relaxar, Martha me conta sobre a sua nomeação.


- Depois de amanhã é o dia dos namorados? - Sim, Martha responde. Você não sabia? - Eu não... Eu tenho tantas coisas na minha cabeça que eu tinha sinceramente esquecido. Apesar de saber, que seu irmão, com certeza não vai dar importância para esse dia. - Mulher, lembre-se que lhe disse que retornará de sua viagem neste dia. - Sim, mas não mencionou nada especial. Embora ele recentemente propôs a colocar um cadeado na ponte do amor e eu disse que sim. - Meu irmão? - Aha! - Eric, mal humorado, disse sim para colocar um cadeado na ponte do amor? Dito isto, eu confirmo, rindo. - Eu mencionei isso como algo que tinha chamado minha atenção e me disse que quando eu quisesse, poderíamos ir colocar o nosso. Porem, ele não mencionou novamente. Depois de que nós rimos, incrédula, Martha sussurra: - Sinceramente. Eu nunca vi meu irmão muito romântico para essas coisas. E eu me lembro, quando ele estava com o Betta, nunca o ouvi fazer nada de especial e romântico. - Eu imagino que essa canalha fez algo bem ruim pra vocês, certo? Pergunta Martha. -Sim. - Você pode me dizer? Minha cabeça começa a correr a mil por hora. Eu não posso dizer a verdade sobre o que aconteceu, para Martha. Ela não conhece os nossos jogos.


- Na Espanha, ela entrou em nosso relacionamento, e seu irmão e eu discutimos e terminamos. - O meu irmão terminou com você por causa desta nojenta? Pergunta Martha boquiaberta. - Bem ... é complicado. - Será que ele saiu com ela? Porque se ele saiu, eu vou lhe matar! -Não... não é por isso. Foi um mal-entendido que levou a essa discussão e ele deu mais credibilidade para ela do que para mim. - Eu não posso acreditar. Meu irmão é um tolo? - Sim, é um idiota. Nós duas rimos e decidimos dar a conversa por terminada e comer alguma coisa. Eric me ligou e eu falei com ele assim que chegou em Londres, não disse o que aconteceu com Betta. Vai ser melhor.


Capítulo 28 Após o almoço, Martha me deixou na casa de Eric. Simona me diz que Flynn está fazendo o dever de casa no seu quarto de jogos e ela vai ao supermercado com Norbert. Ela gravou o capítulo "Emerald Loucura" e mais tarde veremos. Assim, eu vou para o quarto para trocar de roupa. Eu estou vestindo uma camiseta e calça cinza de algodão, paro e olho ao redor da casa e decido ir ver como está o menino . Quando abro a porta, ele olha para mim . Pela sua cara, ele está com raiva. Mas vamos lá, isso não me surpreende. Ele vive com raiva. Vou até ele e mexo no seu cabelo. - Que tal hoje na escola? O garoto mexe a cabeça para deixá-lo tocar e responde: - Bem. Eu vejo que o seu lábio está melhor do que ontem. Eu balanço minha cabeça. Isto não pode continuar assim e, me agachando para ficar na sua altura, falo : - Flynn , você não pode continuar deixando os meninos fazerem o que fazem. Você precisa se defender. - Sim, claro, e quando eu faço isso, o meu tio briga comigo – fala furioso. Eu me lembro do que Eric me disse e concordo. - Vamos ver, Flynn, eu entendo o que você diz. Não sei o que aconteceu ontem ao menino e porque ele teve que levar pontos. O menino olha para mim, mas sua feição fica dura e eu sinto que o que eu digo o incomoda.


- Escuta, você não deve permitir que ... - Cale-se! Ele grita com raiva. Você não sabe de nada. Cale a boca! - Ok. Eu vou calar a boca. Mas eu quero que você saiba que estou ciente do que acontece. Eu já vi. Eu tenho visto esses seus supostos amigos quando estão com você no carro, quando Norbert desaparece , eles te empurram e te provocam. - Eles não são meus amigos. - Não preciso que me fale, eu acredito. Já me dei conta disso. O que eu não entendo é por que você não explica isso para o seu tio. Flynn se levanta. Me empurra para fora do quarto e eu saio. Quando a porta fecha na minha cara, meu primeiro instinto é abrir e gritar bem alto, mas depois de alguma reflexão, decido sair. Eu disse o que eu acho. Agora devo esperar para ele me pedir ajuda. Meu telefone toca. É Eric. Encantada, falo com ele por mais de uma hora. Ele pergunta sobre o meu dia e eu sobre o dele , e então começamos a falar coisas quente e bonitas. Eu amo isso. Eu o amo. Eu sinto falta dele. Antes de desligar, diz que vai me ligar para ligar de volta quando chegar no hotel . Genial! Quando eu desligo, fico entediada e sem saber o que fazer, eu entro na sala que Eric diz que é minha e me ponho a tirar minhas caixas de CDs. Vendo o CD da Malú que me traz boas lembranças , eu decido colocá-lo em meu pequeno aparelho de som .

Sé que faltaron razones..., sé que sobraron motivos. Contigo porque me matas... y ahora sin ti ya no vivo. Tú dices blanco..., yo digo negro.


Tú dices voy..., yo digo vengo.

Enquanto cantarolo essa canção que para mim e para o meu louco amor é tão importante, eu continuo tirando as coisas das caixas . Eu olho com carinho os meus livros e vou colocando-os em prateleiras que eu comprei para eles. De repente, a porta do quarto se abre , e Flynn diz com raiva: - Desligue a música. Isso me incomoda. Olho pra ele surpresa . - Te incomoda ? - Sim . Bufo. A música não deveria tê-lo perturbado. Ela nem está tão alta, mas disposta a ser condescendente eu me levanto e abaixo o volume. Volto e continuo a pegar os livros que deixei no chão. Com o canto do meu olho, eu que vejo o moleque vai para o aparelho de som, e com um tapa desliga a música. Deixo os livros sobre a mesa, eu vou para o aparelho de som e coloco a música de volta. O menino, que saiu pela porta naquele momento, pára, olha para mim como se quisesse me matar e grita: - Por que você não vai para sua casa ! - O quê?! - Vai e para de encher . Eu mordo minha língua. Oh, sim! Melhor me morder do que eu me deixar levar pelo meu gênio, e esse moleque mal-humorado vai saber quando fica irritada uma espanhola. Com uma cara de mal vai para o aparelho . Ele para. Pega o CD e sem dizer nada vai em direção a janela, abre o vidro e joga o CD fora. - Deus, meu CD da Malu !


Eu mato , eu mato , eu matooooooooooooo ! Sem pensar eu saio correndo para buscá-lo . Eu o retiro da neve como se fosse o meu bebê, eu limpo com a minha camisa, xingando todos os antepassados do bastardo , e quando eu me viro, eu ouço o clique da porta se fechando. Eu fecho meus olhos e falo: - Por favor, Deus, me dê paciência ! Está frio, muito frio, e eu toco na maçaneta. - Flynn, abra agora, por favor. O pequeno demônio me observando. Ele sorri maliciosamente, se vira e depois de jogar todos os livros que eu coloquei na prateleira e os CDs de música ele pisoteia, e eu o vejo saindo do quarto. - O seu tio vai te matar! Eu tento abrir, mas ele fechou por dentro. - Droga! Querendo estrangular alguém faço meu caminho para a próxima janela enquanto minha calça de ginástica fica ensopada de afundar na neve. Deus, está frio! Eu vou indo pela parte exterior da sala onde ele faz o seu dever de casa e vejo quando ele entra nele. Eu toco o vidro e digo : - Flynn , por favor, abra a porta. Nem olha para mim . Fingi não me ver ! Tremo. Faz um frio horrível e eu tento abrir a porta. Mas nada. Sem misericórdia de mim, e dez minutos depois, meus dentes batendo, cabelo molhado e duro na minha cabeça e eu me sinto estalactites sob o nariz, grito como o inferno, enquanto bato na porta. - A p.. que te pariu , Flynn! Abra a merda da porta! O garoto finalmente olha para mim. Eu acho que eles vai sentir pena de mim. Ele se levanta, caminha até o vidro e, zás, fecha as cortinas. Merda, eu


estou esmurrando a porta e xingando tudo que eu posso em espanhol. Absolutamente nada, bonito. Droga. Estou na rua vestida com um algodão insignificante e tênis. Eu tenho frio. Um frio horrível. Eu esfrego minhas mãos e tento me aquecer. Eu corro para a porta da cozinha. Fechada. Lembro que Simona não está. Eu tento entrar pela porta da sala. Fechada. A porta da frente. Fechada. A porta do escritório de Eric. Fechada. A janela do banheiro. Fechada. Tremo. Estou congelando e meu cabelo molhado e duro me faz espirrar. Vou pegar uma pneumonia. Volto até onde Flynn está atrás das cortinas. Eu quero matá-lo. Eu olho para cima. A varanda de um dos quartos. Sem parar para pensar no perigo, eu subo em um peitoril para tentar chegar à varanda, mas eu estou tão gelada e o peitoril tão escorregadio que vou direto pro chão. Levantome e insisto. Estou em uma parede congelada, me levanto e antes de chegar à varanda, zaparrás! Meus tênis escorrega e eu caio , antes mesmo de eu ver a parede . O golpe foi terrível e o meu queixo dói muito. Deitada na neve sinto pena de mim, e quando eu vejo estou com o rosto cheio de gelo, choro. - Abra a porta! Eu estou congelando . Flynn então puxa as cortinas , e seu rosto não é mais o que era. Ele diz algo. Eu não ouço. E quando abre a porta, grita: - Há sangue! - Onde eu tenho sangue? Mas não precisou ele me dizer. Ao olhar para o chão, vejo a neve vermelha aos meus pés. Minha camiseta cinza está vermelha e ao tocar o meu queixo sinto o corte e as minhas mãos estão cheias de sangue. Flynn, com medo, olha para mim. Não sabe o que fazer e digo enquanto entro no seu quarto. Dê-me uma toalha ou algo assim, corra!


Corre e retorna com uma toalha, mas o chão está manchado de sangue. Eu coloco a toalha no queixo e tento me acalmar. Sinto o gosto metálico de sangue na boca. Eu devo ter mordido os lábios também. Eu estou sozinho com Flynn. Simona e Norbert não estão, e preciso ir com urgência para um hospital. Com isso, eu olho para Flynn, que está confuso, e pergunto: - Você sabe onde fica o hospital mais próximo? O garoto acena com a cabeça. - Vamos lá, pegue seu casaco e chapéu. Sem dúvida chegamos à porta com nossos casacos. Gotas de sangue caídas no chão e eu não tenho tempo para limpar. Quando eu vou colocar o meu casaco preciso soltar a toalha e isso faz com que o sangue escorra. Eu fico com medo, e Flynn também. Volto a colocar a toalha, que está embebido em água e sangue, eu pergunto: - Pode me ajudar a colocá-lo? Ele o faz rapidamente. Uma vez que estamos agasalhados, fomos para a garagem. Eu pego o Mitsubishi, e quando as portas da garagem se abrem , Flynn segura a toalha no meu queixo para eu poder dirigir e me diz onde tenho que ir. Minhas mãos e meus joelhos estão tremendo, mas eu tento me recompor enquanto estou dirigindo. O hospital não está longe e quando chegamos eu sou atendida rapidamente. Flynn nunca sai do meu lado. Ele diz a um dos médicos que ligue para sua casa e explica que sua tia é Martha Grujer e diga para ir ao hospital. Espanta-me a capacidade de dar ordens do moleque, mas estou tão dolorida que eu não me importo com o que ele diz. Ele pode até chamar Mickey Mouse. Vamos para outra sala, e quando o médico olho os meus lábios me diz que irá se curar sozinho mas o corte, tenho que levar cinco pontos no queixo. Isso me assusta. Eu queria chorar. Pontos me assustam. Uma vez quando eu era pequena eu levei cinco pontos no joelho e eu me lembro como um trauma. Eu


olho para Flynn. Ele está branco como a neve. Ele está com um medo terrível. E eu percebo que eu não posso chorar, mas quando eles aplicam a anestesia no meu queixo, inconscientemente, uma lágrima cai dos meus olhos, e Flynn vê. Ele se levanta do banco onde estava e corre sua mãe em direção a minha e aperta. O médico diz para se sentar novamente, mas a criança se recusa. No final, eu ouvi o médico dizer: - Igual ao seu tio. Isso me surpreende, não é? - O seu nome é? Pergunta o médico. - Judith Flores. - Espanhola? Deus, tomara que ele não diga “olé , paella , touro, castanholas” . Eu não quero ouvir isso. Mas quando concordo, o homem diz: - Olé, touro! Eu nem recuo, ou lhe dou soco. Droga turistas. Minha cabeça dói, boca, queixo e esse idiota apenas diz: “Olé , touro!” Eu fecho meus olhos para não olhar para ele e deixo que Flynn explica: - É a namorada do meu tio Eric. Abro os olhos. Estou surpresa que o rapaz admitiu. - Bem, Judith , eu vou dar os pontos - informou o médico. Não se preocupe que vou fazer os pontos quase imperceptíveis. Mas temo que amanhã e durante alguns dias você vai ficar com o rosto roxo. Você levou um belo tombo e você tem um hematoma. - Tudo bem... Inconscientemente, aperto a mãozinha de Flynn. E sua energia é minha energia e logo me acalmo. Quando o médico apenas coloca um enorme curativo


no meu queixo, aplica um creme no meu lábio e me diz que eu tenho que voltar em uma semana. Concordo. E quando lhe pergunto como faço para pagar a consulta, ele me diz falará com Martha. Como eu realmente não queria falar e meu rosto doía, eu concordei. Tomo a receita do médico e saio para descobrir a cara angustiada de Martha. - Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você, Judith? Pergunta horrorizada ao ver o curativo. Não querendo dar muitas explicações, eu olho para Flynn, que nunca soltou minha mão e sussurro: - Eu estava correndo pela neve, escorreguei e com azar acertei o queixo. - Deixe o seu carro aqui, diz Martha apressadamente. Então Norbert virá buscá-lo. Venha, eu vou pegar o meu. Eu precisava fechar os olhos e esquecer a dor que eu sentia. No caminho começa a chover, e quando chegamos em casa, um dilúvio. Ao entrar, Simona e Norbert estão na porta da frente com o rosto assustado. Ao voltar do supermercado e ver sangue no chão eles imaginaram tudo. Eu garanti que estamos bem, e eles se tranquilizam quando nos vêem, mas eu olho com medo. Flynn nunca sai do meu lado. Ele parece ter cola. Eu gosto, mas ao mesmo tempo me deixa com raiva. Tudo o que aconteceu comigo, eu devo a ele. Minha cabeça me mata. Dói como o inferno e eu decido ir para a cama. Eu tomo o que o médico me disse, eu tiro minhas roupas manchadas de sangue e eu caio no sono. Martha me diz que vai dormir no quarto de hóspedes no caso de eu precisar de alguma coisa . De madrugada, um trovão me acorda. Eu me viro na cama e toco o lado vazio de Eric. Eu sinto falta dele. Eu quero ele de volta. Eu fecho meus olhos e relaxo e outro trovão ronca. Abro os olhos. Flynn! Eu me levanto e a dor volta, eu vou para o quarto dele. Minha cabeça vai para o lado. Quando eu vejo que a luz está acesa, ele está sentado na cama, tremendo. Seu rosto está assustado. Eu me aproximo dele e pergunto: - Posso dormir com você?


O garoto olha para mim atordoado. Devo estar toda descabelada. - Flynn, eu insisto, eu tenho medo de trovão. Ele aprova com um gesto e eu me rastejo na cama. Coloco a almofada no meio dos dois. Como sempre marcando distâncias. Eu sorrio. Quando eu começo a mentir, sussurro: - Feche os olhos e pense em algo agradável. Você vai ver como você dorme e não ouve o trovão. Por um tempo os dois estão deitados em silêncio na sala enquanto a tempestade baixa furiosamente lá fora. Trovão novamente, e Flynn pula na cama. Naquele momento, tiro o travesseiro que estava entre nós dois, e agarro sua mão e puxo para o meu corpo. Está congelado, tremendo e com medo. Quando ele vem para mim não protesta. Além disso, noto que ainda está coberto. Com amor e cuidado para não bater no meu queixo, beijou a sua cabeça. - Feche os olhos, pense em coisas bonitas e durma. Juntos vamos nos proteger do trovão. Dez minutos depois, nós dois, exaustos, dormimos abraçados. Um golpe no queixo que me faz acordar. Dor. Flynn ao se mexer me acerto e isso dói. Sento-me na cama e toco o queixo. O curativo é enorme maldição. A chuva e os trovões pararam. Eu vejo o relógio na mesa de cabeceira São 5:27 da manhã. Nossa, que cedo! Dolorida, eu vou deitar de costas quando vejo que Eric está sentado em uma cadeira em um dos lados da sala. - Eric! Rapidamente, ele se levanta e vem até mim, seus olhos estão preocupados e sérios. Ele me dá um beijo na testa, me pega em seus braços e me leva para fora do quarto.


Estou com tanto sono que eu não sei se é um sonho ou é verdade, até eu cair em nossa cama e murmura : - Não se preocupe com nada, querida. Voltei para cuidar de você. Surpresa, e depois de receber um beijo doce na boca, eu pergunto: - Mas o que você está fazendo aqui? Você não voltaria só amanhã? Com um aceno ele balança a cabeça, quando olha o curativo no queixo. - Eu liguei para falar com você e Simona me contou o que aconteceu. Voltei imediatamente. Me desculpe, eu não estava aqui, baby. - Calma, eu estou bem, você não vê? Eric me examina com os olhos. - Você está bem? Eu dou de ombros . - Sim, estou dolorida, mas tudo bem. Não se preocupe. - O que aconteceu? Fico tentada a dizer a verdade. Seu sobrinho é uma boa peça. Mas eu sei que vai causar mais dores de cabeça para ele e problemas para Flynn. No final, eu explico: - Eu fui lá para fora, escorreguei e bati o queixo. Seus olhos não acreditam em mim. Eles duvidam. Mas estou disposta a continuar. - Você sabe que eu sou um pouco desajeitada na neve. Mas ainda assim, eu estou bem. A desvantagem é a marca que vai ficar. Espero que você não perceba. - Presumida, Eric sorri. Eu também sorrio. - Eu tenho um namorado muito lindo e quero que ele se orgulhe de mim.


Eric mente para mim e me abraça. Eu posso sentir seu corpo tremer. - Eu sempre estou orgulhoso de você, pequena. – Coloca a cabeça na curva do meu pescoço, e acrescenta: Eu não me perdôo por não estar aqui. Eu não me perdôo. Seu drama me deixa sem palavras . Não suportava imaginar o que poderia ter acontecido. Eu fecho meus olhos. Estou cansada e dolorida. Me aconchegou contra ele e em seus braço eu adormeço.


Capítulo 29 Quando eu acordo na manhã seguinte, eu estou surpresa. Eric está dormindo ao meu lado. São 08:30 e é a primeira vez que eu acordo antes dele. Eu sorrio. Olho pra ele com curiosidade. Ele é lindo. Vê-lo relaxado e dormindo é uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida. Eu não me mexo. Eu quero que esse momento dure para sempre. Por um longo tempo, e eu gosto do que vejo, até que ele abre os olhos e olha para mim. Seus grandes olhos azuis me atacam. - Bom dia, meu amor! Surpreso, ele olha para mim e pergunta: - Que horas são ? Curiosa , eu olho para o relógio e respondo: - Quase nove . Eric olha para mim por um longo período e continua me olhando e pelo seu gesto, eu pergunto : - O que foi ? Passa a mão pelo meu cabelo e remove parte dele do meu rosto. - Você está bem? Estiquei e resposta: - Sim, querido, não se preocupe. Eric se senta na cama , e eu faço o mesmo. Então eu vejo que vai para o banheiro e eu vou logo atrás dele me espreguiçando . Mas quando eu vou ao banheiro e me vejo refletida no espelho grito:


- Deus, eu sou um monstro ! Meu rosto é uma paleta de cores. Sob os olhos, tenho rodas vermelhas e verdes que me deixam sem palavras. Meu menino me agarra pela cintura e me senta no vaso sanitário. Ver a minha aparência horrível me deixou sem palavras e horrorizada, murmuro: - Oh, Deus, mas eu só bati na neve. - Você deve ter levado um tombo e tanto, pequena. Eu sei disso. Eu bati na parede antes de cair na neve. Agora eu me lembro mais claramente. Eric me acalma. Milhares de palavras carinhosas saem da sua boca e, finalmente, lembro-me que o médico me disse: - Contusões. Consciente de que eu não posso fazer nada sobre isso, eu me levanto e olho no espelho. Eric está ao meu lado. - Não me solta. Bufo. Eu balanço minha cabeça para o lado e murmuro: - Eu estou horrível. Eric beija meu pescoço. Ele me agarra por trás e , apoiando o queixo na minha cabeça, diz: - Você não fica feia nem querendo, pequena. Ele me faz sorrir. Minha cara é desastrosa. Eu sou a antítese da beleza, e o homem mais esplêndida do mundo acaba de me provar seu amor e carinho. No final, eu decidi ser prática e dar de ombros. - A parte boa disso é que em poucos dias passará. Meu Iceman sorri e eu escovo os dentes enquanto ele toma banho. Quando eu sento no vaso sanitário para assistir. Eu amo seu corpo. Grande, forte e sensual. Eu olho suas coxas, sua bunda e suspiro ao ver seu pênis. Oh, meu Deus! Como eu gosto. Quando sai do chuveiro tira a toalha e começa a se secar.


Me divertindo com o que vejo, estico a minha mão e toco o seu pênis. Eric olha para mim e inclinando-se para trás, diz: - Pequena, você não está um pouco cansada hoje? Solto uma gargalhada. Ele está certo. Por um tempo eu assisti enquanto minha imaginação superaquecida voava e imaginava. Meu rosto me entrega e Eric pergunta: - O que você está pensando ? Eu sorrio ... - Vamos , pequena , o que você está pensando ? Dou risada do seu comentário e pergunto : - Alguma vez você já teve alguma experiência com um homem? Ele levanta uma sobrancelha. Ele olha para mim e diz: - Não gosto de homens, querida. Você sabe disso. - Eu também não gosto de mulheres. Mas admito que eu não me importo de jogar com elas às vezes. Meu Iceman sorri e secando-se, e fala: - Eu me importo em jogar com um homem. Nós dois rimos. - E se eu quisesse te oferecer a um homem? Eric fica paralisado, me examinando com os olhos e responde: - Eu me recusaria . - Por quê? É apenas um jogo. E você é meu. - Jud , eu disse que eu não gosto de homens. Aceno com um sorriso , mas eu não estou disposto a ficar em silêncio. - Mas você, fica excitado em ver uma mulher colocando a boca entre as minhas pernas , certo?


- Sim , muito , pequena . - Bem, eu gostaria de ver um homem com a boca entre as suas pernas. Surpreso, ele olha para mim e pergunta: - Você está bem? - Perfeitamente, Mr. Zimmerman. E vendo como ele me olha, eu acrescento, eu não gosto de mulheres, mas para você, para o seu prazer em assistir, eu experimentei uma mulher jogando comigo e reconheço que também tive curiosidade. E realmente, eu gostaria que um homem fizesse a mesma coisa para você. Você dobra sua cabeça entre as minhas pernas e ... - Nãooo. Me levanto e abraço sua cintura. - Lembre-se, querido: o seu prazer é o meu prazer e nós possuímos nossos corpos. Você me mostrou um mundo desconhecido e agora eu estou com saudades, quero te beijar, como um homem que... - Bem, vamos falar sobre isso em outra ocasião, me corta. Fico na ponta dos pés, o beijo nos lábios e sussurro: - É claro que vou falar sobre isso outra hora. Não duvide. Eric sorri e balança a cabeça. Em seguida, ele amarra a toalha na cintura e a deixa cair enquanto me toma nos braços: - Você sabe, moreninha? Você começa a me assustar. Após o almoço, Eric vai para o escritório. Promete voltar em poucas horas. Antes de sair, me proíbe de sair na neve, eu rio. Martha, que ainda está aqui, também está em me sondando e Sônia, me liga angustiada querendo saber o que aconteceu, mas assim que fala comigo se tranquiliza.


Simona está preocupada. Assistimos juntas a nossa novela, mas não para de me olhar. Tento fazer parecer que eu estou bem. Naquele dia, Esmeralda Mendoza, o vilão de Carlos Alfonso Falcons San Juan, por não conseguir o verdadeiro amor da garota, leva seu bebê embora. Ele dá os camponeses para levá-lo e fazê-lo desaparecer. Simona e eu, nos olhamos horrorizada. O que vai acontecer com o pequeno Claudito Mendoza? Não gostamos! Quando Flynn volta da escola, estou no meu quarto. Eu estou sentada no tapete macio conversando no Facebook com um grupo de amigos. Chamamos as Guerreiras Maxwell, e todos têm um pouco de loucura e diversão que nós amamos. - Posso? Flynn. A sua pergunta me surpreende. Ele nunca pergunta. Concordo. O pequeno entra e fecha a porta , levanto o rosto para ele, vejo que ele está branco em décimos de segundo. É assustador. Não esperava ver a minha cara de mil cores. - Você está bem? - Sim . - Mas o seu rosto ... Quando eu sorrio e lembro do meu rosto, tentando jogá-lo para baixo, sussurrando : - Tudo bem. É uma aquarela de cores, mas eu estou bem. - Dói ? - Não Eu fecho o laptop e o garoto pergunta novamente: - Eu posso falar com você?


Suas palavras e, especialmente, o seu interesse, me comovem. Este é um avanço, e respondo: - Claro . Vamos . Sente-se comigo . - No chão ? Engraçado, eu encolhi de ombros. - Pelo menos daqui a gente não cai. O pequeno sorri. Um sorriso! Quase aplaudi. Ele se senta na minha frente e nos olhamos. Por mais de dois minutos nos olhamos sem falar. Isso me deixa nervosa, mas estou determinada a manter seu olhar o tempo que for necessário, como faço algumas vezes com seu tio. No final, a criança diz: - Eu sinto muito, sinto muito. Seus olhos se enchem de lágrimas e ele murmura: - Você me perdoa? Estou comovida. O Flynn duro e independente está chorando! Eu não posso ver ninguém chorar. Eu sou uma mole mesmo. Eu não posso! É claro que eu te perdôo, querido, mas só se você parar de chorar, ok? Ele balança a cabeça, e as lágrimas caem, para tirar um pouco da culpa que sente, eu digo: - Eu também tive culpa. Eu deveria ter ido para a parede e... - Foi apenas a minha culpa. Fechei a porta e não te deixei entrar. Eu estava com raiva, e eu... eu... o que eu fiz é muito ruim, eu vou entender se o tio Eric me mandar para o internato que dizem Sônia e Martha. Ele me advertiu que era a ultima vez e eu voltei a decepcioná-lo. A dor e o medo que eu via em seus olhos me destruiu. Flynn não vai a nenhum internato. Eu não vou permitir. Sua insegurança me atinge em cheio no coração e na resposta:


- Ninguém vai saber, porque nem você nem eu vamos dizer a ele, ok? Flynn não esperava essa reação e, surpreso, olha para mim. - Você não disse ao meu tio o que aconteceu? - Não, querido. Eu simplesmente disse que eu estava na neve, escorreguei e caí . De repente, eu lembro do meu pai . Eu acabo de surpreender Flynn e isso o enfraquece. Eu sorrio. Os pequenos ombros relaxam. Acabei de tirar um peso dos meus ombros. - Obrigado, eu já me via no internato. Sua sinceridade me faz rir. - Flynn, você tem que me prometer que nunca mais vai se comportar assim. Ninguém quer que você vá para um colégio interno. É você quem parece querer com suas ações, você não vê? – Não responde e pergunto: - O que aconteceu no outro dia na escola? - Nada . - Oh , não, rapaz ! Não há mais segredos ! Se você quer que eu confio em você, você vai ter que confiar em mim e me dizer o que diabos está acontecendo na escola e por que dizer que você que começou uma briga quando você não pensa assim . Ele fecha os olhos, avaliando as conseqüências do que eu vou dizer. - Robert e os outros caras começaram a me xingar . Como sempre, me xingam de merda, frango, covarde. Eles zombam de mim porque eu não sei fazer nada do que eles fazem com o skate, de bicicleta ou patins. Tentei ignorá-los, como de costume, mas quando George me derrubou e começou a me dar socos, peguei o seu skate e acertei sua cabeça. Eu não sei o que eu deveria ter feito, mas ...


- É isso que te falam esses canalhas? Flynn concorda. - Eles estão certos. Eu sou um desajeitado. Amaldiçôo Eric em silencio. Ele, com os seus medos que as coisas aconteçam, está causando tudo isso. Flynn sussurra : - Os professores não acreditam em mim. Eu sou o esquisito da classe. E como eu não tenho amigos que me defendam, eu sempre levo a culpa . - E seu tio não acredita em você ? Flynn encolhe os ombros . - Ele não sabe de nada. Acha que me meto em encrenca porque tenho esses conflitos. Eu não quero que ele saiba que esses caras zombam de mim porque eu sou um covarde. Eu não quero decepcioná-lo. Isso me dói . Não é justo que Flynn esteja passando por isso e Eric não saiba. Eu tenho que falar com ele. Mas olhando para o rostinho oval do menino sussurro: - Bater com o skate na cabeça do garoto também não foi uma coisa boa, querido. Você entende isso, certo? O pequeno concorda, e disposta a ajudá-lo continuo: - Mas eu não vou deixar mais ninguém zombar de você novamente. Seus olhos de repente ganham vida. Lembro-me da minha sobrinha. - Coloque o polegar contra o meu. E uma vez que eles tocam, a gente dá um tapinha na mão. – Ele faz o que eu digo e sorri de novo: - Esta é a senha da amizade entre a minha sobrinha e eu. Agora será a nossa também, você aceita? Ele balança a cabeça, sorri, e eu estou prestes a pular de alegria. A trégua. Eu tenho uma trégua com Flynn.


E quando eu penso que nada melhor pode acontecer, ele diz: - Obrigado por dormir comigo na noite passada . Eu dou de ombros para minimizar isso. - Oh, não, obrigado você por me deixar dormir em sua cama. Ele sorri e diz : - A você não tem medo de trovão. Eu sei disso. Você é mais velha. Isso faz-me rir. Como é inteligente o fodido! - Sabe, Flynn? Quando eu era pequena, tinha medo de trovões e relâmpagos. Cada vez que tinha uma tempestade, eu era a primeira a rastejar na cama com meus pais. Mas minha mãe me ensinou a não ter medo da chuva. - E como ela fez isso ? Eu sorrio. Penso na minha mãe , com seus olhos amorosos, suas mãos quentes e seu eterno sorriso e digo: - Ela me dizia para fechar os olhos e pensar em coisas agradáveis. E um dia me comprou um animal de estimação. Se chamava Callamar. Foi o meu primeiro cachorro. Minha melhor amiga e minha melhor mascote. Quando chovia, Callamar ia pra cama comigo, e me acompanhava, isso me fez enfrentar. Eu não precisava mais ir para a cama com meus pais. Callamar me protegia e eu protegia ela.. - Onde está Callamar agora ? Ela morreu quando eu tinha quinze anos. Está com a minha mamãe no céu. Essa revelação sobre a minha mãe o surpreendeu . Eu omito mencionar tudo, parece muito cruel. - Sim Flynn, minha mãe morreu como a sua. Você sabia? Ela e Callamar juntas me dão forças para não ter medo de nada . E tenho certeza que a sua mãe faz o mesmo com você.


- Você acha ? - Oh, sim, claro que eu acho. - Não me lembro de minha mãe. Sua tristeza me tocou, e eu respondo : -Normal , Flynn. Você era muito pequeno quando ela se foi. - Eu gostaria de tê-la conhecido. Sua dor é a minha dor, e sou incapaz de prosseguir o assunto, murmuro : - Eu acho que você pode conhecê-la através dos olhos daqueles que amava , como sua avó Sônia , tia Martha e Eric . Converse com eles sobre a sua mãe assim você vai se lembrar e saber mais sobre ela. Tenho certeza de que sua avó ficaria encantada de contar centenas de coisas sobre a sua mãe. - Sônia ? - Sim . - Ela está sempre muito ocupada! Protesta o menino . - É lógico, Flynn . Se você não deixasse ela tomar conta de você e cuidar de você, o tempo todo, você tem que seguir com a sua vida. As pessoas não podem ficar esperando que outros vivam a sua vida, eles têm de continuar a viver, mas em seu coração sei que você quer isso todos os dias. Por outro lado, por que chamá-la pelo nome e não avó ? O garoto deu de ombros e pensa na resposta por um momento. - Eu não sei. Eu acho que é porque o nome dela é Sônia . - Você não gosta de chamá-la de avó ? Tenho certeza de que ela adoraria ser chamada assim. Ligue para o telefone dela um dia e vá almoçar ou jantar com ela. Peça-lhe para lhe dizer coisas sobre sua mãe que eu tenho certeza de que você vai perceber o quanto você é importante para ela e para sua tia Martha.


O garoto acena com a cabeça . Silêncio. Mas, de repente, diz : - Eu balancei a coca cola outro dia pra espirrar na sua cara. Lembrar disso me faz rir. Mas que filho da puta! Determinada a não ficar com raiva , disse: - Eu imaginava. - Você imaginava ? - Sim . - Por que você não disse nada ao tio Eric ? - Porque eu não sou uma fofoqueira, Flynn. E , vendo como me olha, eu toco seu cabelo escuro e digo: - Mas isso não importa. O importante é que a partir de agora vamos tentar nos dar bem e ser amigos , você acha uma boa idéia? Concorda. Coloca o seu polegar no meu e mais uma vez faz a nossa saudação. Eu sorrio . Seus olhos correm pelo quarto com curiosidade e vejo que para quando vê algo a direita. Com discrição olho e vejo que é o meu skate e patins. E logo , eu pergunto: - Você gostaria de aprender a usar o skate ou patins? - Flynn não responde e sussurro : - Será algo entre você e eu. Seu tio , até agora, não tem que saber. Apesar de, mais cedo ou mais tarde , sob o risco de matar a gente, vamos lhe tentar dizer, ok? Gostaria de aprender? Sua expressão mudou e aceita. Eu sabia! Eu sabia que Flynn queria aprender coisas novas. Eu rapidamente me levanto do chão. Ele também se levanta . Eu vou para onde está o skate e o coloco no chão. Eu subo em cima dele e mostro que eu sei como usar.


- Eu posso fazer isso também? Para abaixo e digo : - Claro , querido. E com um piscar de olhos, ele murmura : - vou te ensinar a fazer coisas que, quando você aprender, uma certa menina loira ver não vai parar de te olhar. Flynn ficou vermelho. - Qual é o nome dela? Pergunto . - Laura . Satisfeita até agora pelo momento maravilhoso que eu estou vivendo com a criança , tomo ele pelos ombros e digo : - Asseguro-lhe que em poucos meses, Laura e sua turma de canalhas vão surtar quando verem como você anda com o skate. O pequeno concorda . Eu olho para ele e digo : - Vamos ... tentar. Primeiro, coloque um pé no skate e olha como ele se move. Flynn olha para mim. Pego suas mãos e quando o pequenos coloca o pé no skate, escorrega. Assustada, eu olho e tento acalmá-lo : - Primeiro ponto: nunca use sem mim. -Segundo: Para evitar lesões deve estar usando joelheiras, cotoveleiras e capacete. - Terceiro, e muito importante: você confia em mim? Concorda e eu fico animada. De repente , ouve-se o som de um carro. Eu olho pela janela e vejo Eric entrando na garagem. Não há necessidade de dizer nada, o garoto sai do skate estava e se senta ao meu lado no chão novamente. Fingimos. Dois minutos


depois, a porta do quarto se abre, e Eric, nos vê sentados no chão , pergunta surpreso : - Tem alguma coisa errada ? Flynn se levanta e abraça seu tio. - Jud me ajudou com a lição de casa . Eric olha para mim. Concordo com a cabeça. O pequeno se vai . Eu me levanto. Eu vou para o meu alemão favorito, agarrando pela cintura, sussurro : - Você vai ver , qualquer dia desses ganho um beijinhos do seu sobrinho . Eric, assustado sorri. Ele me toma em seus braços, e tomando cuidado para n��o me bater no queixo, sussurra à procura da minha boca : - No momento , pequena , meus beijos já tem .


Capítulo 30 Na parte da manhã, a cor do meu rosto é mais verde do que vermelho. Eu olho no espelho e me desespero. Como posso ficar com essa cara ? Por favor, eu estou parecendo o Hulk, o monstro verde! Okay...não que eu seja uma beleza , mas me ver assim é terrível, deprimente. Pobre Eric. Olha a noiva que tem. Estou exatamente como a noiva cadáver. Eu rio. Eu sou uma tonta. Quando eu voltei para o quarto estava tocando no rádio a música do Rolling Stones Satisfation e eu canto. Essa música sempre me faz lembrar dos meus amigos de Jerez. Eu começo a dançar enquanto canto em voz alta. Eric vem me beijar antes de sair para o trabalho e , surpreso, me olha da porta, até eu perceber o espetáculo deprimente que eu estou oferecendo, levanto, mas meus ombros mantém o ritmo enquanto eu me aproximo dele. - Eu adoro ver você tão feliz. Eu sorrio . Eu o beijo . - Esta canção traz de volta grandes lembranças dos meus amigos. - De alguém especial? Concordo com um sorriso maquiavélico. Eric muda seu gesto e, me dando um aperto mais sensual, me pergunta com tom possessivo : - De quem ? Rindo com o que eu vou dizer explico : - De Fernando - E quando seus olhos ficam escuros , eu continuo: - De Rócio, Laura, Alberto, Pepi, Loli, Juanito, Almudena, Leire ...


Me dá um outro apertão. Muda o seu gesto de uma forma mais divertida e murmura enquanto aperta minha bunda massageando: - Não brinque com o fogo pequena, ou você vai se queimar . - Mmm , eu gosto de me queimar . E balançando , sussurro : - Você quer me queimar ? Eric me solta do seu aperto e bufa . Eu o tento . Ele me deseja. Então sacode a cabeça para ambos os lados. - Quando você se recuperar, prometo te queimar . - Uau! Eu gemo, e sorrio. Depois de me dar um beijo. - Tenha um bom dia , querida. Dito isso, ele se vai. Ele só se afastou cinco metros de mim e eu já sinto sua falta . Mas eu marquei de almoçar com Frida e eu sei que vou ficar bem. Olhando pela janela, vejo seu carro longe e, de repente , o telefone toca. Minha irmã . - Olá, cuchuuuuuuuuuuuuu ! - Olá, gordinha ! Como você está? Digo rindo enquanto eu deito na cama para falar com ela. - Bem . Cada dia maior, mas tudo bem. E você como está? Sua voz soa um pouco triste, mas com a pressa do que aconteceu segundos antes com Eric, eu respondo: - Olha, Rachel, não se desespere . Eu estou bem, apesar de eu estar parecendo com o Incrível Hulk . Dois dias atrás eu caí na neve. Eu fiquei com o rosto que se parece com uma pintura de Picasso e levei alguns pontos no queixo . E isso é tudo. - Cuchuuuuuuuuuuuu , não me assusta !


Ao ver como ela fica assustado , acrescento : - Mas você não vê que eu estou falando com você? Isso não foi nada. Não dramatize , eu te conheço. Por mais de uma hora converso com ela. Ela parece estar bem , mas não sei, alguma coisa não está bem, e... não me deixa feliz. Quando eu desligo e vou me vestir e desço para a sala de jantar . Simona está aspirando e ao me ver , pergunta : - Como você está hoje , senhorita ? - Melhor , Simona . Já começou a "Loucura de Esmeralda” ? A mulher olha para o relógio e diz: - Por todos os santos, corremos ou vamos perder. Hoje Luis Alfredo Quiñones, depois de andar ao redor do pasto de cavalo com Esmeralda Mendoza, entre beijos, enquanto eles olham juntos para o horizonte, e ele lhe promete recuperar seu filho. Simona e eu ficamos animadas, nós olhamos e suspiro. Exatamente ao meio dia aparece Frida como de costume e quando ela me vê fica sem palavras. Embora eu tenha avisado ao telefone, não pode deixar de ficar impressionada ao ver meu rosto. Sentadas na sala de jantar, que Simona nos preparou enquanto conversávamos . - Eu tenho que te contar uma coisa , Frida . - Diga . Divertida eu a olho e digo : - No outro dia eu conheci Betta e lhe dei duas bofetadas e um chute na bunda. Ok, antes que você diga qualquer coisa, eu sei que estava errada. Eu sou adulta e eu não posso me comportar como uma criminosa, mas hey , eu


reconheço que eu me senti bem fazendo isso e que se não fosse as pessoas nos olhando, eu lhe teria dado mais sete. Ela derruba o garfo, e nós duas rimos. Digo-lhe o que aconteceu e ela amaldiçoa por não poder ter estado lá e aproveitado como Martha para o seu tapa desejado. Quando terminou de comer, em vez de sentar na sala de estar, decidimos ir para o meu quarto. Eu estava muito surpresa que eu estava saindo e quando você ela vê a árvore de Natal vermelha no canto, o meu comentário é: - Não pergunte . Encorajado, nós nos sentamos na cadeira vermelha confortável que Eric me deu, depois de boatos sobre a nossa novela favorita , pergunta: - Então tudo bem com Eric ? - Sim . Nós discutimos , nos reconciliamos e voltamos a discutir. Certo. - Fico feliz , ela diz rindo. E sexualmente , ok também? Eu reviro os olhos e concordo. Nós duas rimos. - Inacreditável. Sempre que estávamos com Björn formamos um trio indescritível. Isso me deixa louca vendo a paixão nos olhos de Eric. Como ele me oferece... Oh, Deus, eu amo quando fico entre os dois! Eu nunca pensei que isso aconteceria , a princípio parecia chocante. - Sexo é sexo , Judith . Não há como fugir disto . Se vocês, como um casal gostam e apreciam , vá em frente! - Agora eu gosto , Frida . Mas, primeiro, lhe asseguro que pensava que as pessoas que faziam isso eram depravadas. Mas a sensação que eu tenho quando sou desejada e quando eles me fazem sua ... - Cala a boca ... isso me excita . Eu sou uma depravada ! Nós duas rimos e ela acrescenta: - Por outro lado, falando de depravação, Eric lhe disse algo sobre a festa particular de hoje à noite? Eu balancei minha cabeça. Heidi e Luigi dão grandes


festas. Tenho certeza de que você foi convidada, mas com certeza Eric recusou a oferta, por causa do seu estado. - Normal. Com esta cara que eu estou . Melhor não me levar para a festa, para assustar as pessoas e nós duas rimos . Mas curiosa eu pergunto: - Será que vai ter muita gente? - Sim. A verdade é que vai muita gente. Eles costumam fazer no bar swingers e eu garanto a você lá só vai o melhor dos melhores . E baixando a voz, ela murmura: No ano passado, em uma dessas festas foi que eu e Andrew, realizamos, uma das nossas fantasias . Vendo minha cara, Frida ri e sussurra : - Fiz um gangbang¹ e Andrew , um boybang² . E vendo que eu pisquei, sussurrou, Andres escolheu seis mulheres na festa e eu escolhi seis homens. Entramos em um dos quartos da casa, e eu me dei a eles e Andrew para elas. Foi incrível, Judith. Eu era o centro dos meus homens e estava tentando diferentes posições sexuais com eles. Deus, você não pode imaginar como eles gostaram, e Andrés, eu lhe asseguro que fez a mesma coisa com suas meninas. No final, unimos os dois grupos e fizemos uma orgia. Como eu disse, as festas de Heidi e Luigi sempre trazem coisas boas . ¹ Gangbang: denomina também as reuniões de sexo grupal entre uma mulher e vários homens, um homem e várias mulheres ou vários homens, ou ainda várias mulheres e homens simultaneamente. ² Boybang: um homem fazendo sexo com várias mulheres ao mesmo tempo

O que ela me diz parece excitante, mas na minha opinião, exagerados. Com dois homens eu tenho o suficiente, mas me sinto aquecida. Por um tempo, ela explica suas experiências. Todas são mórbidas e emocionantes. Adoro falar com Frida tão abertamente sobre sexo. Nunca tive uma amiga com quem pude falar tão abertamente, e eu gosto disso. As cinco ela se vai. Tem que se preparar para a festa.


Sônia me telefona para ver como eu estou, e depois dela, Martha. Ela está encantada com a sua nomeação naquela noite. E para dar incentivo e peço para ela me ligar amanhã e me contar como foi tudo. Na parte da tarde, Flynn retorna da escola. E eu espero ele fazer sua lição de casa no meu quarto. Quando entra eu lhe mostro os patins in line que ele tinha encomendado para Frida. Ele bate palmas. Depois de colocar as cotoveleiras, joelheiras e capacete, começamos suas aulas com o skate. Como esperado, ele se desespera. A primeira coisa a aprender é saber qual é o centro de equilíbrio de cada um. Demora um pouco, mas finalmente ele consegue. Quando ouvimos o carro de Eric, rapidamente deixamos tudo no lugar. Ele no pode saber que estamos praticando. Flynn corre para sua sala de estudo e nós dois dissimulamos muito bem. Eu tiro meus chicletes de morando do bolso da minha calça e mastigo. Quando Eric vem ao meu quarto para me encontrar, encontrar-me sentada no chão, olhando para a tela do computador. - Por que você não se senta em uma cadeira? , Ele pergunta. - Porque eu gosto de sentar neste tapete macio e muito caro. Estou errada? Ele se abaixa e me beija. Está lindo com um casaco azul caro e seu terno escuro. Seu aspecto executivo é incrível, e eu adoro isso. Ele me puxa pela mão e eu me levanto , e então, me surpreendendo, me entrega um lindo buquê de rosas vermelhas. - Feliz Dia dos Namorados , pequena. Fiquei boquiaberta. Pasma e espantada. Que romântico!


Meu Iceman me comprou um lindo e maravilhoso buque de rosas vermelhas para o dia dos namorados e eu não lembrei e nem comprei nada pra ele. Eu sou a pior! Eric sorri. Ele parece saber o que eu pensei . - Meu melhor presente é você, moreninha. Eu não preciso de mais nada. Eu o beijo Ele me beija e sorri. - Devo-lhe um presente. Mas agora eu tenho algo para você . Surpreso, ela olha para mim e tiro o pacote de chicletes do bolso. Te mostro. Ele sorri. Tiro um. Eu abro e coloco em sua boca. Divertindo-se com o que isso significa para nós , pergunta: - Agora você vai deixar os hematomas sua cabeça vai girar como a menina do exorcista ? O riso dos dois é delicioso. - O novo método é a minha cara verde e os meus pontos. O que poderia ser mais sexy para o Dia dos Namorados ? Eric me beija e, quando se separa de mim , eu digo: - Frida me disse que esta noite vai a uma festa em um bar swingers . Será que você sabe alguma coisa ? - Sim . Luigi me ligou para me convidar para esta noite . Mas eu recusei a oferta. Não, não está muito boa para ir a festas , você não acha ? - Bem, sim ... mas, hey, se tivesse pelo menos apresentável, eu teria gostado de ir. Eric me beija e morde o lábio . - Pequena viciada , está tão necessitada assim? - Eu rio e balanço a cabeça , e ele me pressiona contra ele e diz: - Haverá outros feriados. Eu prometo . E quando ver os meus olhos... pergunta:


- Diga moreninha , o que você quer perguntar? Eu sorrio . Como ele me conhece . E, aproximando-se dele , pergunto: - Alguma vez você já fez boybang ? - Sim . - Uau, que direto! Eric ri da minha resposta. - Querida, eu tenho mais de 14 anos de pratica nesse tipo de sexo, para você agora é tudo novo . Eu já fiz muitas coisas, e eu lhe garanto que algumas delas nunca quero que você faça. Ele me olha sabendo que eu quero saber mais, e diz: - Sado. - Oh , não, isso não quero. E depois de ouvir a risada de Eric, eu pergunto: - O que você acha do gangbang ? Eric olha para mim, por um longo tempo... e quando a minha paciência está prestes a explodir , responde : - Muitos homens entre você e eu. Preferiria que você nunca me propusesse. Isso me faz rir e antes que ele possa dizer qualquer coisa, mudo de assunto: - Tenho sede. Você quer beber alguma coisa ? Feliz da vida com meu buquê de rosas na mão, caminho pelo enorme e amplo corredor da casa. De repente, quando entrei na cozinha, Simona olha para mim com um sorriso, e eu grito: - Susto !


O animal corre para mim, e Eric pede para ele parar. Ele não quer me machucar. Mas o animal está louco de felicidade e eu ainda mais. Depois de abraçar com cuidado e dizer mil coisas amorosas , eu olho para o meu galã de olhos azuis , não se importando que Simona está à frente, abraço e sussurro em espanhol: - Nem gangbang nem leite! Você é a coisa mais bonita que sua mãe deu à luz, e eu juro que vou me casar com você agora mesmo de olhos fechados. Eric sorri . Está pasmo . Ele me beija . - A melhor coisa é você. E quando você quiser ... , podemos casar . Oh , meu Deus! Mas o que eu disse? Acabo de lhe pedir em casamento? Pode me matar . Assustado pula em torno de nós e Eric, parando, faz comentários, engraçado: - Como você pode ver , eu coloquei o lenço no pescoço como você fez. Por outro lado está extremamente rouca. - Aisss , como Iceman ! Exclamo rindo e beijando-o. Apaixonada por esse momento lindo, eu estou tão feliz , que não paro de me mover de tão feliz que estou , quando vejo algo nas mãos de Simona. É um filhote de cachorro branco. - E esta beleza ? Eu pergunto enquanto eu assisto encantada. Ainda segurando a cintura, nos aproximamos de Simona e Eric disse: Ele estava na mesma gaiola que Susto . Aparentemente, ele foi o único de sua ninhada que sobreviveu e deve ter um mês e meio, não me deixou sair de lá, queria vir comigo também . Você deveria ter visto como ele pegou sua bola e saiu da gaiola quando eu chamei. Então, eu fui incapaz de devolver o cachorrinho para a gaiola. - Você é muito humano, senhor , diz , Simona , animada .


- Ele é o melhor, concordo feliz. E então, olhando para Susto, eu digo: - E você, um pai amoroso . Diante dos nossos comentários, meu Iceman sorri feliz e diz, observando o cachorro : - Eu só não sei que raça é . Com cuidado , eu levo o cachorro . É gordinho e fofo. Lindo. - É de milhares de raças. - Milhares de raças ? É mesmo? Que cachorro é esse ? Simona pergunta . Eric, que entendeu a minha piada , sorri, e eu , com o filhote em minhas mãos, deixo claro para Simona : - Milhares de raças é um cão que é de todas as raças e nada de nenhuma em especial. Nós três rimos. Simona , feliz, corre para contar a Norbert . Deixei o cachorro no chão e Eric diz enquanto segura Susto para ela não pule em cima da gente . - Você gostou dos seus presentes ? Encantada e completamente apaixonada , beijo e murmuro : - Eles são os meus melhores presentes , querido. E você é o melhor . Eric está feliz. Eu vejo isso em seus olhos. - No momento, eles podem ficar na garagem até que tenham uma casinha lá fora. Eu olho para ele . Não acredito , ele é louco! - Tudo bem ... mas hoje eles podem ficar aqui dentro . Está muito frio. - Aqui dentro ? - Sim .


Neste momento, o cachorro , que anda no chão, faz xixi ! Eric olha para mim, sério e pergunta: - Dentro de casa ? Piscou pra ele e sussurro : - Esteja ciente de que eles apenas aumentaram a família. Agora somos cinco. Meu Iceman fecha os olhos e entende o que eu disse e antes que ele diga algumas de suas pérolas , peço : - Vamos, Eric , eu digo enquanto pego o cachorro . Vamos fazer uma surpresa para Flynn . - Susto te dá medo? Eu balancei minha cabeça . Silenciosamente , fomos para o seu quarto de jogos. Cuidadosamente, eu abro a porta e entro com o animal. - Susto ! - Chora a criança e abraça Susto. O riso de Flynn é maravilhoso. Colossal ! E o cão fica de barriga para cima para coçar a barriga . Por um tempo a felicidade é completa, até que ele olha pra mim e vê algo em minhas mãos que chama a sua atenção . Com os olhos arregalados, se aproxima de mim e pergunta : - Quem é esse? Eric , feliz e acima de tudo , surpreso com a felicidade que ele vê em seu sobrinho , explica: - Quando eu fui à procura de susto , este pequeno estava com ela na gaiola. Susto não iria deixá-lo sozinho e então veio com a gente. O garoto , alucinado , olha para o seu tio.


- Dois cães. Dois! - Eu , encantada com tudo , deixo o cachorrinho em suas mãos. - Este pequeno será o seu super amigo e super mascote. Portanto, você que tem que dar o nome pra ele. Flynn olha para o seu tio, e quando ele vê que ele balança a cabeça concordando, sorri. Olha pra baixo o cachorro branco e diz: - Ele vai se chamar Callamar. Um enorme nó de emoções corre na minha garganta quando ouço isso eu sorrio. O pequeno polegar de Flynn colocado diante de mim , eu coloquei o meu, e terminamos com um tapa . Nós rimos. Eric beija meu pescoço e sussurra em meu ouvido quando vê seu sobrinho feliz: - Quando você quiser, você sabe... Eu vou me casar com você.


Capítulo 31 Com o passar dos dias, o meu rosto volta para o que era e quando o médico remove os pontos no queixo, sob o olhar atento de Eric, sorri para a obra de arte que ele fez. Sem aviso prévio, o que me faz feliz. A casa, após a chegada de Susto e Callamar, tornou-se uma casa cheia de risos, latidos e loucura. Eric, nos primeiros dias protestou. Encontrou xixi de Callamar no chão, ele está de mau humor, mas finalmente cedeu.Susto e Callamar o adoram e ele também os adora. Todas as manhãs quando eu acordo, eu gosto de olhar para fora da janela e lá está o meu Iceman , jogando um pedaço de pau para Susto, para que ele corra atrás dele . O animal já está acostumado. Antes que ele vai trabalhar, leva uma vara em seus pés, Eric joga e sorri. Alguns finais de semana convenço Eric e Flynn a vagar pelo campo nevado com os animais. Susto o agradece e Eric brinca com ele enquanto Flynn foge ao nosso redor com o seu animal de estimação. Fico toda animada. Especialmente quando eu vejo como Eric se agacha e abraça Susto. Meu frio e duro Iceman, vai se descongelando a cada dia que passa e a cada dia eu o amo mais . Também tenho acompanhado Eric em várias ocasiões ao campo de tiro olímpico. Ainda não gosto de armas, mas eu gosto de ver o quão bem ele faz. Sinto-me orgulhosa. Uma das manhãs que estamos ali, ele me apresentou a alguns amigos e um deles perguntou se eu era espanhola . Rapidamente, balancei a cabeça e disse: “brasileira”. Imediatamente, o homem diz: "Samba, caipirinha”. Concordo com a cabeça e sorrio. Vê-se que, dependendo de onde você está, você persegue um sambista. Eric olha para mim surpreso e finalmente sorri . Naquela noite, quando fazemos amor, sarcasticamente sussurra em meu ouvido:


- Vamos,brasileira, dance para mim. Flynn já percorreu um longo caminho com o skate e patins. O menino é inteligente e aprende rapidamente. Nós fazemos às escondidas, quando Eric não está . Se ele nos visse, nos mataria! Simona sorri e Norberto murmura: -Percebo que o senhor ficará bravo quando descobrir. -Eu sei que você está certo, mas eu não posso parar minhas aulas com o garoto. Suas atitudes em relação a mim mudaram, e agora procura sempre pedir pela minha ajuda. Eric , por vezes, nos observa e sabe que entre nós ocorreu algo para que tenha ocorrido essa pequena mudança. Quando ele pergunta ,eu digo que foi por causa da chegada dos animais na casa. Ele balança a cabeça, mas não se convence. Sem mais perguntas. O primeiro dia que eu posso fugir, eu pego a Jürgen, a moto é incrível. Tantos dias de inatividade em casa quase me deixaram louca , então eu salto , grito com a Jürgen derrapando perto dos amigos pela estrada de Munique. Eu quero dizer ao Eric. Mas o problema é que nunca acho que é o momento. Isso começa a me atormentar . Nossa base é a confiança e desta vez eu estou falhando. Uma tarde, quando eu estou ocupada com a minha moto na garagem, Flynn chega da escola. Ele olha para mim e o vejo olhando espantado para a moto. Eu recordo. E quando digo que a moto é de sua mãe e que tem que manter segredo de seu tio , pergunta: - Você sabe como usá-la? - Sim - eu digo , com as mãos sujas de gordura .


- Tio Eric estava com raiva. A frase me fez rir. Todos, absolutamente todos, sabemos que Eric está com raiva . E eu respondo , olhando para ele : "Eu sei , querido. Mas o tio Eric, quando ele me conheceu , ele sabia que eu estava fazendo MotoCross. Ele sabe e tem que entender que eu gosto desse esporte . - Ele sabe? "Sim", eu digo, e sorrio ao lembrar como ele soube . - E ele deixa? Sua pergunta não me surpreendeu , e olhando para ele , eu digo: - Seu tio não tem que deixar. Sou eu que decido se quero ou não fazer MotoCross. Os adultos decidem, querido. O garoto , não muito satisfeito , acena e pergunta novamente : - Sônia te presenteou com a moto da minha mãe? Eu olho para ele , e antes de contestar , pergunto: - Você se importa se ela fez ? Flynn não pensa. E então responde: -Não. Mas você tem que me prometer que irá me ensinar . Eu sorrio , solto uma gargalhada e digo : - Você quer que seu tio me mate? Uma hora mais tarde , Eric me telefona . Ele tem uma partida de jogo de basquete e quer que ele vá para o centro de esportes. Encantada, aceito. Eu uso jeans, minhas botas pretas e uma camiseta Armani. Eu saio, pego um táxi e quando eu chego ao endereço que ele me deu , eu sorrio ao vê-lo encostado em seu carro me esperando .


Eric paga o táxi, e à medida que caminhamos para o vestiário , ele murmura: - Por que você não me contou sobre o jogo ? Meu garoto sorri, me beija e sussurra : - Acredite ou não, eu esqueci. Se não fosse por Andrés , que me ligou no escritório, eu nem me lembraria! Quando chegamos ao vestiário , ele me beija . - Vá para as arquibancadas. Frida está lá . Feliz com a vida e com o amor, sigo a caminho da arquibancada. Frida está ao lado de Lora e Gina. Minha relação com elas mudaram. Me aceitaram como a namorada de Eric e fico agradecida. Lora , a loira , ao me ver , sorri e diz : - Chegou minha heroína. Surpresa, eu a olho , e sussurra : - Ouvi dizer que você deu a Betta o que ela merecia. Olho para Frida reprovando-a pela sua atitude de ter contato, ela diz : - Não me olhe assim, eu não contei nada . Lora sorri e , voltando para mim , diz : - Quem me disse foi a mulher que estava com Betta . Assento, sorrindo. - Por favor, não quero que Eric descubra . Eu não gostaria de dar a ele outra decepção. Todas estão de acordo e logo depois os meninos entram em campo. Como esperado, ele me deixa louca . Vendo como ele é ágil e corre no campo. Mas desta vez, apesar de seus esforços , eles perdem o jogo por três pontos. Quando terminam, deixam o campo, Eric ao me ver, me beija. Está todo suado.


Vou tomar banho, querida. Já volto. Na sala onde costumamos esperar, ficamos só eu e Frida. Lora e Gina sumiram. Fofocamos alegremente, até que Eric e Andrés chegam , Andrés diz: - Bela mudança de planos. Nós iremos para casa . Frida, surpreendida, protesta. - Mas iríamos ficar com Dexter em seu hotel . Andrés concorda, mas diz: - Não posso. Surgiu um imprevisto e eu tenho que resolver. Vejo Frida resmungar . - Quem é o Dexter ? Eu pergunto. Ela olha para mim e diante dos olhos atentos do meu Iceman , responde : - Um amigo com quem jogamos quando estamos em Munique. Eric o conhece também, certo? Meu menino acena com a cabeça . - Ele é um grande cara . Jogo? Sexo? Meu corpo se excita e , aproximando-se de Eric, digo : - Por que não podemos ir a esse encontro? Ele parece surpreso, e eu insisto: “Eu quero jogar . Vem ... vem . Meu Iceman sorri e olha para Frida , em seguida, olha para mim e diz: - Jud , não sei se você irá gostar do jogo de Dexter . Espantada , olho para ele, quando ele não me diz nada, pergunto a Frida: - Ele é Sado? - Não e sim - responde Andrés antes da risada de Eric. Frida encolhe os ombros .


-Dexter gosta de dominar, brincar com as mulheres e dar ordens. Não é sado . Ele é exigente, mórbido e insaciável. E foi muito divertido quando nos encontramos. Eric se despede de seus companheiros e me agarra pela cintura : - Venha, vamos para casa . Eu olho para ele e insisto: -Eric , eu quero conhecer Dexter . Meu Iceman me olha, me olha de novo e de novo e finalmente aceita . - Tudo bem, Jud . Nós iremos. Andrés ligou e disse sobre a mudança de planos. Dexter concorda, encantado . Rindo, nós entramos em os nossos carros, nos despedimos e cada casal faz o seu caminho . Nós enfrentamos o tráfego de Munique. Ele está em silêncio. Pensativo . Eu cantarolo uma canção no rádio e, de repente , ele para o carro. Ele olha para mim e pergunta: - Então, está tão ansiosa para jogar? A sua pergunta me surpreende , e respondo : - Ei ...se isso te incomoda , não iremos . Achei que você poderia gostar. - Eu te disse que para mim o jogo no sexo é um complemento, Jud , e ... - E para mim também, querido - eu digo. E olhando para ele de frente, esclareceu : - Você me ensinou que isso é uma coisa de dois. Quando você põe, eu aceito. Por que você não pode aceitar e ver deste modo quando sou eu que proponho? Ele não responde. Apenas me olha. E num encolher de ombros, acrescenta:


- No final , é apenas um suplemento que ambos desfrutamos, não é ? Depois de um silêncio, Eric respira, diz suavemente: - Dexter é um cara bom. Nós nos conhecemos há anos e quando estamos em Munique, sempre nos encontramos. - Para jogar ? Pergunto sarcasticamente. Eric concorda. - Para jogar, comer, beber ou apenas fazer negócios . - Você está animado que eu pedi para jogar com ele? Meu alemão crava seus olhos deslumbrantes em mim e me faz queimar, sussurra: - Muito . Concordo e Eric me diz que chegamos . Faz um frio de congelar. Me encolho toda e começo a andar de mãos dadas com Eric . Me sinto segura. Sua mão se encaixa a minha tão bem que eu sorrio, satisfeita. Em seguida, vejo que vamos direto ao um hotel e leio; NH Munchen Dornach . Quando entramos, Eric pergunta pelo quarto do senhor Dexter Ramirez. Nos indicam o número e logo telefona para comunicá-lo de nossa chegada. Eric e eu entramos no elevador. Estou nervosa.Tão especial é este Dexter? Eric, agarra minha cintura, sorri, me beija e sussurra : - Calma, tudo vai ficar bem . Eu prometo . Chegamos a uma porta que está entreaberta . Eric empurra com os dedos e o ouço dizer em espanhol: -Eric , entre. Minha vagina começa a lubrificar. Eric pega meu braço e fecha a porta : - Venha .


Entramos em uma sala grande e bonita. À direita, há uma porta aberta onde eu vejo a cama. Eric me observa . Ele sabe que eu estou olhando para tudo com curiosidade. Ele se aproxima de mim e pergunta: - Excitada? Eu olho para ele e balaço a cabeça . Eu não vou mentir. Nesse momento, entra um homem na idade de Eric em uma cadeira de rodas. -Eric , amigo! Como você está? Eles se cumprimentam com a mão, e , em seguida, o homem vagueia meu corpo com os olhos e diz: - E você deve ser Judith, a Deus que tem o meu amigo atordoado, para não dizer apaixonado, certo? Ele me faz sorrir , embora eu estou surpresa de vê-lo naquela cadeira . - Exatamente - eu digo. - E para que conste eu adoro tê-lo atordoado e apaixonado. O homem , depois de cruzar um olhar divertido com Eric , pega a minha mão e a beija, E murmura galanteios : - Deus, eu sou Dexter, um mexicano que se caiu aos seus pés. Uau, mexicano! Como a novela “Loucura Esmeralda". Ele me faz sorrir , embora me dói vê-lo em uma cadeira de rodas, ele é tão jovem ! Mas depois de cinco minutos de conversa com ele, estou consciente da vitalidade e seu desprendimento. - O que você quer beber ? Nós dizemos e Dexter abre um mini-bar e prepara. Me observa. Ele me olha com curiosidade e Eric me beija. Quando nos serve, sedenta, dou um grande gole em minha bebida. - Eu gosto das botas de sua esposa .


Surpreso com o comentário , eu toco minhas botas . Eric sorri, depois de me beija no pescoço e diz : - Querida, tire a roupa. Como? Nesse frio ? Droga, tudo bem! Estou disposta a fazer , sem nenhuma vergonha , e faço. Eu quero jogar . Eu pedi . Eric e Dexter me olham enquanto tiro minhas roupas , eles estão excitados . Uma vez que eu sou completamente nua , Dexter diz: - Eu quero que você coloque as botas novamente. Eric olha para mim . Lembro-me de que Frida disse que ele gosta de mandar . Entro em seu jogo , pegue as botas e as coloco. Nua e com minhas botas pretas, me sinto sexy e perversa. - Caminhe até o fundo da sala . Eu quero vê-la. Eu faço o que ele me pede . Os dois olham para minha bunda quando eu ando e passo por eles. Eu vou até o final da sala e volto. O homem olha no meu monte de Vênus . Bonita sua tatuagem. Como dizemos no meu país, meu pai! Eric concorda. Tome um gole de uísque e responde sem tirar os olhos grandes sobre mim: -Maravilhoso. Dexter estende a mão , passa pela minha tatuagem e , olhando para Eric , diz: - Leve-a para a cama , cara. Estou morrendo de vontade de jogar com a sua esposa.


Eric pega a minha mão , se levanta e me leva para o quarto ao lado . Me coloca nua de quatro em cima da cama, depois abre minhas pernas, e diz: - Não se mova. Emocionante . Tudo isso parece emocionante. Eu olho para trás e vejo que Dexter está se aproximando de nós em sua cadeira. Chega até a cama . Toca em minhas coxas, na parte interna das minhas pernas e suas mãos chegam até o meu traseiro . Ele me açoita. Em seguida, me da outro golpe, depois outro e diz: - Eu gosto de traseiro vermelho. Então coloca a sua mão na minha fenda e brinca com meus lábios molhados. - Sente-se na cama e olhe para mim. Obedeço. - Deus... meu brinquedinho não funciona , mas me excito só em tocar, ordenar e olhar. Eric sabe o que eu gosto. – Ambos sorriem - Eu sou um pouco mandão, mas eu espero que nós três possamos nos divertir, embora eu avisei o seu namorado que a sua boca é só dele. - Exatamente. Só dele – concordo. Ele me da um sorriso mexicano , e antes que diga alguma coisa, eu digo: -Eric sabe o que você gosta , mas eu quero saber como você gosta de mulheres . -Quentes e mórbidas. E sem deixar de me olhar , pergunta - Eric, sua mulher é assim ? Meu Iceman me olha com luxúria e acena. - Sim, é .


Sua segurança me faz suspirar e disposta a ser tudo o que ele diz que eu sou, eu o animo: - O que você quer de mim, Dexter ? O homem olha para Eric, depois de concordar, diz : - Eu quero te tocar, te amarrar, te chupar e te masturbar . Eu faço o jogo, te pedirei postura e passarei a dizer como fazer. Você está pronta ? - Sim . Dexter pega uma bolsa pendurada na sela e diz estendendo-a: - Eu tenho alguns brinquedos não utilizados e quero testá-los. Eu abro a bolsa e vejo uma jóia anal. Desta vez com cristal rosa. Estou surpresa e sorrio. Será que é a moda agora na Alemanha? Curiosa , abro uma caixa onde há uma corrente com uma espécie de grampo em cada extremidade , e quando o fecho, eu vejo um casal de dildos . Eles são macios e ásperos. Um deles é um equipamento com vibração. Dexter explica: - Eu quero introduzir dentro de você, se você me deixar , é claro. Eric me apertou contra ele e disse com voz rouca: -Ela vai , né , Jud ? Concordo. Calor ... , eu sinto uma grande quantidade de calor . Dexter pega o saco, leva a caixa que eu abri segundos antes , eu murmura: - Dá-me os seus seios . Vou colocar estes grampos. Eu não sei o que é. Eu olho para Eric, ele me toca e diz : - Calma , não vai doer. Esses grampos são suaves . Eu levo meus seios para o homem e depois coloca a garra em um mamilo e depois o outro grampo no outro mamilo. Meus seios são unidos por uma corrente,


e quando puxado, meus mamilos esticam, eu suspiro sentindo um grande formigamento . Dexter sorri . Aproveita, sem tirar os olhos escuros de mim , sussurra baixinho: - Eu quero vê-la amarrada na cama se masturbando, e , em seguida, quero ver como transa com Eric. Ofegante e pronta para qualquer coisa , eu me levanto , eu puxo as cordas que estão no saco e ofereço-as ao meu amor. Murmuro: - Amarre - me . Eric olha para mim, agarra as cordas e , na minha boca , sussurra: - Você tem certeza ? Eu olho em seus olhos, está totalmente animado com o que vê, concordo: - Sim . Eu deito na cama . Meus mamilos , esticam e encolhem . Eric amarrou minhas mãos e passa a corda através da cabeceira. Então eu amarrei o tornozelo, que se liga a um lado da cama e, eventualmente, outros . Estou com a perna completamente aberta e imobilizada por eles. Dexter, com habilidade , movendo-se da cadeira para a cama, me olha. Puxa a corrente de meus mamilos , e eu lamento . -Eric ... , você tem uma mulher muito quente. - Eu sei, com o olho me acena . Minha vagina lubrifica -se e Dexter adiciona: - Você gosta de sado, Deus ? Eric sorri e eu digo : -Não. Dexter balança a cabeça e pergunta novamente:


- Te excita usar o seu corpo para o nosso próprio prazer? - Sim - eu respondo. Volta ao puxar a corrente , e meus mamilos endurecem como sempre. Eu suspiro , choro, e pergunta novamente : - O que eu faço te dá tesão? - Sim. Passa um consolo azul em minha vagina molhada. - Quero usá-lo, você gosta? Com os olhos contaminados no momento, olho para Eric . Seu olhar diz tudo. Aproveite. E com a voz sensual , sussurro : - Use - me , usa-me e desfruta-se de mim. Eric deixa escapar um gemido . Ele ficou louco com o que eu disse. Pega a corrente de meus seios e puxa. Eu suspiro , ele me beija. Coloca sua língua profundamente em minha boca, como os meus mamilos agradando cada atração. Satisfeito com o que você vê , o mexicano acaricia o interior das minhas coxas com as mãos macias. Eric para seus beijos e nos observa . Ao ver animado, ele diz: - Abre-a. Eu faço o que pediu e ele coloca o consolo azul celeste na minha boca. - Chupe-o – exige. Por alguns minutos , Dexter desfruta de meus lábios , até tirá-lo da minha boca. -Eric ...agora eu quero que ela chupe você . Meu alemão, encantado, direciona seu pau duro em minha boca. Introduz em mim e eu chupo , degustando-o . Deixo que foda minha boca, até que volto a escutar:


- Pare. Sinto-me devastada. Meu Iceman retira sua maravilhosa ereção da minha boca. Dexter molha a ponta do vibrador com uma quantidade abundante de lubrificante e diz para que coloque em minha fenda molhada: - Agora por aqui. Eric fica do outro lado da cama, abre minha vagina com os dedos para facilitar o acesso e Dexter introduz lentamente. - Você gosta disso? Dexter pergunta. Ofegante , eu me movo e concordo, Eric, meu amor, me olha e sei que me oferece. - Que boas vibrações! Murmura o mexicano. Por um momento, aquele estranho move o vibrador dentro de mim. Mete... tira... gira... ele se transforma... puxa a corrente de meus mamilos , e eu suspiro. Eu fecho meus olhos e deixo-me levar pelo momento . Meu corpo atado se transforma . Move-se e grito. Animada por estar amarrada, abro os olhos e olho para o meu amor. Ele sorri e toca seu pênis. Que está duro. Pronto para jogar . - Eu gosto do cheiro de sexo - Dexter murmura e mete o vibrador de uma maneira no meu corpo que volto a gritar arqueando-me. Então ...vamos lá , Deus, venha para mim! O vibrador entra e sai de mim , arrancando gemidos descontrolados e quando a minha vagina chupa o vibrador , Dexter o tira. Eric fica entre as minhas pernas com seu pau duro e eu grito de prazer. Dexter volta a sentar em sua cadeira. Tira as correntes de meus peitos e me movo como posso. Estou atada de pés e mãos , eu só posso suspirar e gemer e receber os golpes do meu amor , enquanto Dexter remove grampos de meus mamilos doloridos, sussurra :


- Deus, levanta o quadril... Vamos lá... receba-o . Sim... assim. Eu faço o que pede. Desfruto das estocadas enquanto o ouço sussurrar entre os dentes. -Eric , cara. Forte... , dá-lhe com força . Eric me beija . Devora minha boca e afundando-me com força, me faz gritar. Dexter pergunta. Exige. Nos damos bem . Desfrutamos daquele momento e quando não podemos mais, paramos. Com respirações irregulares, Eric desata minhas mãos, enquanto Dexter desamarra meus pés. Eric me abraça e sorri. Eu faço o mesmo quando Dexter murmura: - Deus, você é muito quente. Estou certo de que vai desfrutar muito. Venha. Levante-se . Eu faço o que me pede. Dexter me agarra pela bunda, me aperta e coloca sua boca sobre meu monte de Vênus . Ele morde . Seus olhos param em minha tatuagem e sorris. Eric se levanta, se coloca atrás de mim, e, com os dedos, me abre para seu amigo. Deus, tudo é tão quente! Dexter desliza sua língua ao longo do interior dos meus lábios internos e pede para que eu me mova em sua boca. Eu faço. Subo em seus ombros para dar maior acesso , enquanto o Eric me mantém na parte de trás . Meus quadris balançar para trás e para frente, enquanto Dexter, com intensidade , me aperta contra sua boca pressionando minhas nádegas, enrijecendo-a . Ela fica vermelha, e eu deixo. Durante vários minutos em silêncio ele me faz sua. Não há música . Apenas ouço nossos corpos, nossa respiração ofegante, nossos gemidos e os sons das lambidas gostosas de Dexter. Eric, enlouquecido com o que vê , toca os meus mamilos enquanto Dexter se deleita com o meu clitóris, eu murmuro alegre : - Sim... ai... ai. Doentio... Isso é doentio em estado puro.


Meus suspiros aumentam. Vou gozar outra vez, mas então, Dexter para e depois de dar um beijo no meu monte de Vênus , me faz sair de seus ombros e sussurra enquanto sua cadeira rola para trás . - Ainda não, Deus ...ainda não . Eu estou quente. Muito quente. Eric se senta na cama e depois de me beijar-me no pescoço, diz , assumindo o comando da situação: - Apóia-se em mim e abre suas pernas quando eu lhe oferecer a outro homem. Meu estômago se contrai. Estou com calor, encharcada, molhada e com vontade de gozar. Assim que estou na posição em que ele quer , apóia seu o queixo no meu ombro direito , toca um dos meus mamilos com o polegar e pergunta, sob o olhar vigilante de Dexter: - Você gosta de ser o nosso brinquedo? A minha resposta é clara e contundente , mesmo com uma pequena voz. - Sim. O riso de Eric no meu ouvido me excita , e diz beijando meu ombro: - A próxima vez irei te compartilhar com um homem, ou quem sabe dois, o que você acha ? Meu olhar penetra Dexter . Ele sorri. Hiperventilado , mas eu digo animada: - Parece bom. Eu desejo. Eric concorda, e expondo -me completamente ao seu amigo, sussurra: - Quando estivermos com eles , abrirá suas pernas assim... Ele faz com minhas pernas o que quer, e eu suspiro , enquanto Dexter nos olha com luxúria. - Eu vou te oferecer . Convidá-los a te saborear. Eles vão tirar de você o que quiser e você vai obedecer. - Concordo. Quando seus orgasmos me


satisfazerem, eu vou te foder enquanto eles assistem e, quando acabar, ordenarei que eles te fodam. Irão te foder , possuir, e você gritar de prazer. Quer jogar assim, Jud? Quero responder , mas eu não posso. Um nó na garganta não deixa as minhas palavras saírem, e eu ouço novamente: - Você quer ou não jogar? - Sim – consigo responder. Um zumbido me dá arrepios . Eric em suas mãos tem o vibrador em forma de batom que eu carrego na minha bolsa. Quando ele pegou? Então me da o plug anal rosa de vidro e o lubrificante, e sussurra : - Agora você vai ate o Dexter - diz , entregando-me a jóia e lubrificante. E ele vai pedir para introduzir a jóia na sua bunda linda, e depois volte aqui novamente. Pego as coisas que me dá e excitada, faço o que me pede. Nua vestindo apenas minhas botas, caminho ate Dexter vermelha. Eu entrego a jóia e o lubrificante. Alucinado vejo-o olhando para o meu monte de Vênus . Minha tatuagem o excita . - Eu quero tocá-la. Parece tão legal... Aproximei-me dele e com o desejo, passa a mão sobre o meu monte de Vênus e devora com seus olhos. Uma vez que ele faz, eu viro, levanto minha bunda no ar, sem falar, escuto abrindo o lubrificante, segundos depois, noto uma pressão em meu anus, até que introduz a jóia anal. -Precioso – ouço-o murmurar . Quando incorporo , Dexter me agarra pela cintura e diz enquanto move a jóia dentro de mim : - Sua tatuagem, eu vou pedir mil coisas , Deus, não se esqueça . Volto com Eric . Sento-me sobre ele, e Dexter sussurra com a voz rouca :


- A ofereça a mim, Eric. Meu Iceman passa seus braços por debaixo de minhas pernas e a abre . Minha boceta molhada esta aberta e a cara de Dexter vibra. Ele respira pesadamente e fecha os olhos . Minha entrega o deixa louco. Também respiro com dificuldade. Estou muito excitada . Exaltada. Estou à beira do orgasmo. Ofegante, arqueio os quadris em busca de algo , de alguém , e é o meu dedo que no fim, passa por meu sexo molhado. Sem nenhuma vergonha, eu mesma o introduzo em minha vagina, enquanto Eric me incentiva a continuar com o jogo e sei que Dexter gosta. Vejo em seu rosto. Aberta e exposta como ele quer, sinto que retira o dedo para introduzir um dos vibradores. Grito de excitação enquanto Dexter coloca e tira rapidamente do meu interior. Mas eu quero mais . Eu preciso de mais , e quando coloca o vibrador no meu clitóris inchado como um professor, me faz gritar. Com experiência, enquanto Eric segura as minhas pernas, Dexter distância e coloca o vibrador para o ponto exato do meu prazer , Dexter se distancia e coloca o vibrador no ponto exato do meu prazer, ele chicoteia, convulsiono, ofegante ouço dizer: - Deus... goze agora mesmo para nós. - Sim... Eu grito , enlouquecida. Com seu dedo, toca meu clitóris inchado e grito. Estou molhada, muito molhada, e pergunto surpreendendo-o: - Dexter... , chupe-me , por favor. Meu pedido o desperta . Eric se inclina para frente para facilitar a ação de seu amigo, que momentos depois colocam a boca na minha umidade. Enlouquecida, estou de volta em sua boca. Dexter chupa, lambe, envolve e estimula a minha buceta até o clitóris. É comovente , e eu suspiro. Puxa meus lábios, solto um gemido . Isso me deixa louca , e quando gozo em sua boca, murmuro: - E delicioso.


Exausto, eu sorrio quando Eric me pega com força, me coloca de quatro sobre a cama , brusco e sem falar, me penetra . Super excitado pelo que ele viu, louco, mete em mim, enquanto eu, rasgada, me abro para recebê-lo de bom grado. Uma, duas, três... , mil vezes mais profundo, enquanto me agarra pela cintura por trás, penetrando-me sem piedade. Uma chicoteada , duas, três . Grito. Ele agarra meu cabelo, puxa –o de volta e sussurra: - Arqueie os quadris. Eu faço o que eu peço. - Mais - exige no meu ouvido. Sinto-me como uma égua montada enquanto Eric me estoca uma e outra vez sob o olhar atento de Dexter . De repente , Eric se levanta, retira a jóia do meu ânus e empurra sua ereção. Eu caio na cama , segurando os lençóis ofegante. Sem nada de lubrificantes... dói... mas uma dor que gosto. Leva-me a pedir mais. Eric me pressiona contra ele, e me da outra estocada e pergunta: -Mova-se Jud, mova-se. Eu me movo. Suas conexões são devastadoras. Flamejantes. Sensuais. Eu pulo mais e mais , até que Eric me agarra pela cintura e me dá uma estocada que me faz gritar enquanto o orgasmo toma conta e emociona a nos dois. Exausto com o que acabamos de fazer , Dexter assiste -nos da sua cadeira. Aproveita. Ele gosta do que vê. Eric propõe a tomar um banho, e quando estamos sozinhos, pergunta com cautela: - Tudo bem , querida? - Sim. Eu adoro o jeito que se preocupa quando estamos sozinhos. A água passa por nossos corpos e rimos. Eu pergunto a Eric por que Dexter está em uma cadeira de rodas e me diz que foi o resultado de um acidente com seu planador.


Isso me entristece. Ele é tão jovem... Mas Eric, exigente, me beija. Ele não quer falar sobre isso e traz-me de volta à realidade quando ele introduz novamente a jóia em meu ânus. Quando saímos do chuveiro, Dexter continua de onde paramos, com o vibrador na mão. Ele está cheirando, quando ele me vê , ele diz: - Eu adoro o cheiro de sexo. Seus olhos me dizem o quanto me deseja, e sem pensar, aproximo meu rosto do dele e murmuro lembrando de uma palavra de “Loucura de Esmeralda." - Agora eu vou te pegar, Dexter . Eric olha para mim, surpreso. Dexter olha para mim, boquiaberto. -O que ela disse? Nenhum dos dois entendeu o que eu disse. O brinquedinho de Dexter não funciona. -Como é que você vai fazer? Depois de explicar a Eric o meu propósito, ele sorri. Com a sua ajuda, Dexter sentou-se em uma cadeira sem braços, e amarrou um dos pênis vibratório com anéis em sua cintura. Divertido, Dexter olha para o pênis ereto e zomba . - Deus , quanto tempo sem me ver assim! Sem mais, beijo Eric . Minha bunda fica na altura de Dexter e Eric move minhas nádegas tentando mover minha jóia anal. Ele faz. Dexter entra no jogo e aperta as nádegas para deixá-las vermelhas. Eric me beija e sussurra em minha boca : -Você me deixa louco, amor. Eu sorrio . Eric sorri . Olha para o seu amigo e pergunta: - Dexter, lhe ofereço minha mulher. Ele pega a minha mão, me senta sobre ele e abre minhas pernas. Ele toca com a mão em minha jóia e sussurra em meu ouvido:


- Deus... você é quente. Eu amo a sua entrega. Eu sorrio, e quando a boca de Eric toca minha vagina, me contraio. Dexter me agarra, enquanto eu me movo, suspirando e grito pelas as coisas maravilhosas que o meu amor faz. Ainda mais disposta a esquentar os dois, sussurro: - Sim... Ah... Assim... Assim... Mais... Oh, sim! ... Eu gosto... Sim... Sim. Eric joga com a língua em meu clitóris novamente. Em torno dele, pegá-lo com os lábios e puxa, enquanto Dexter me oferece e toca meus seios. Com a ponta dos dedos duros, o aperto. Meu Iceman se ocupa em minha vagina arrancando suspiros e gemidos loucos de prazer. A respiração de Dexter acelera em alguns momentos, quando Eric me recebe em num piscar de olhos me penetra , nós três gememos. Meu amor se inclina contra a parede para afundarme uma e outra vez duro, até que os dois, finalmente, gozamos. Gostosa e altamente excitada, olho para Dexter, que esta quente . E, aproximando-se dele, murmuro: - Agora você. Me sento sobre ele me introduzindo em seu pênis com anel. Eu dou o controle remoto, e ele vibra. Eu sorrio. Dexter sorri. Como uma Deusa do pornô, eu passo uma e outra vez à procura do meu próprio prazer, enquanto esfrego meus peitos contra ele levando-o em sua boca. Dexter, com as mãos segurando minha cintura e começa a dançar a mesma música que eu. Com a força me estoca mais uma vez, enquanto eu grito enlouquecida de bom grado pela brutalidade disso. Eric, nos assiste, está do nosso lado. Ele não diz nada. Só observa enquanto Dexter me agarra com força e me puxa de novo e de novo sobre ele. Ansiosa e animada , grito: - Assim... Foda-me assim... Oh, sim!


Minha vagina está totalmente aberta ao redor do anel e gemendo, olho em seus olhos. - Vamos, Dexter, me mostra o quanto me desejas. Minhas palavras lhe aliviam. Seu desejo cresce e eu sinto que obscurece a mente. Dexter, quente, me puxa sobre o anel. Ele gosta do que faz. Eu vejo isso em seus olhos. Ar escapa de sua boca. - Não pare... Não pare! Eu grito. Dexter não poderia ter parado, mesmo que ele queria, e quando eu pressionei uma última vez contra o cinto e soltei um grunhido de satisfação, eu sei que eu o tive. Dexter desfrutou tanto como Eric e eu.


Capítulo 32 Uma tarde, eu e Flynn patinávamos na garagem escondidos, de repente, a porta da garagem começa a se abrir. Eric chega antes do tempo. Nós dois ficamos paralisados. Se formos pegos, levaremos uma bronca! Reajo rapidamente, pego o garoto e saímos da garagem. Mas Eric esta em nossos calcanhares e não sei o que fazer. Isso não nos dá tempo para tirar os patins ou chegar a algum lugar. Como uma louca, eu abro a porta que dava para o deck da piscina. A criança olha para mim, e eu me pergunto: - Bronca ou na piscina? Nada de pensar. Vestidos e de patins, nos jogamos na piscina e ficamos na beirada apenas com a cabeça fora da água. A porta se abre, e Eric olha para nós. Com rapidez nos apoiamos na beira da piscina. Nossos pés com patins estão submersos. Atônito, Eric vem até nós e pergunta: - Desde quando se jogam na piscina com roupa? Flynn e eu nos olhamos, riu, e respondo: -Foi uma aposta. Jogamos o jogo e o perdedor tinha que fazer. - Por que vocês dois estão na água? Eric insiste achando graça. - Porque Jud é uma trapaceira - Flynn reclama. Eu ganhei, fui puxado, quando ela se atirou.


Eric ri. Fica encantado ao ver o relacionamento que há entre seu sobrinho e eu. Gentilmente, eu o deixo me beijar sem mostrar meus pés. Eu o beijo nos lábios. - Como esta a água? - Ele pergunta. - Ótimo! – Flynn e eu, dizemos em uníssono. Encantado, toca a cabeça molhada de seu sobrinho e antes de sair pela porta, diz: - Coloque em um maiô, se você quiser entrar na água . - Venha, querido. Anime-se e venha! Iceman me olha, e antes de desaparecer pela porta, responde, cansado : - Eu tenho coisas para fazer, Jud . Quando Eric fecha a porta, nos sentamos na beira da piscina. Rapidamente, nós tiramos nossos patins escondemos em um armário lá nos fundos. - Essa foi por pouco - murmuro, encharcada. O pequeno ri e eu também. E sem mais, nos atiramos na piscina . Quando saímos uma hora depois, Flynn se agarra em minha cintura. - Eu não quero que vá nunca, você promete? Entusiasmada com o carinho que a criança demonstra, beijo sua cabeça. - Prometo . Naquela noite, Flynn vai para a casa de Sônia. Segundo ele, tem coisas para fazer. Seus segredos me fazem rir. Eric está sério. Não com raiva, mas seu gesto me mostra que algo aconteceu. Eu tento falar com ele, e acabo descobrindo que tem dor de cabeça. Isso me assusta . Seus olhos! Sem dizer nada , vai para o quarto descansar. Eu não o sigo . Quer ficar sozinho .


Cerca de seis horas da tarde, Susto, se aborrece porque Flynn esta com Callamar, então me pede a sua maneira para que caminhemos. Eric deixou o nosso quarto e está em seu escritório. Ela parece melhor. Ele sorri. Isso é reconfortante. Peço para que me acompanhe para tomar um ar. Mas ele se recusa. No fim das contas, eu desisto . Protegida com minha echarpe vermelha, chapéu, luvas e cachecol, sigo para fora da casa. Não faz frio. Susto corre e eu corro atrás dele. Quando saímos pelo, começo a atirar bolas de neve. O cão, divertido, corre, corre ao girar em torno de mim. Por um tempo, andamos pela estrada. O bairro onde moramos é enorme e decido aproveitar a tarde e ir embora quando está escuro. De repente, vejo um carro parado na vala. Com curiosidade me aproximo. Um homem na casa dos quarenta falando ao telefone com o cenho franzido. - Eu estou esperando a porra do guincho a mais de uma hora. Mande-me agora! Dito isso, trava os olhos em mim. Eu sorrio e pergunto: - Problemas? Ele concorda, sem vontade de fala, ele responde: - As luzes do carro. Curiosa, eu olho para o carro. Uma Mercedes . - Eu posso verificar o seu carro? - Você? Esse “você”? Com sorriso de superioridade que não gosto, mas suspiro, eu olho e respondo : - Sim, eu. E ao ver que ele não se move, eu insisto. Você não tem nada a perder, você não acha?


Boquiaberto, concorda. Susto está do meu lado. Peço-lhe para abrir o capô, e abre do interior do carro. Uma vez aberto, pego a vara e coloco para que o capo não se feche. Meu pai sempre me disse que a primeira coisa que eu tenho que olhar quando eu deixar as luzes do carro são os fusíveis. Com os olhos, busco onde está a caixa de fusíveis e o modelo do carro, e quando encontro, o abro. Sigo olhando e vejo o que aconteceu. - Tem um fusível queimado. O homem olha para mim como se estivesse explicando a teoria da lula na salmoura. - Veja isso! - Eu digo, mostrando fusível azul. O homem acena com a cabeça. - Se você olhar, você vê que está queimado. Não se preocupe, a luz do seu carro ficara bem. Basta alterar o fusível do carro e a lâmpada volta a funcionar novamente. - Incrível – concorda o homem me olhando. Oh, Deus, como eu gosto de deixar os homens boquiabertos com estas coisas. Obrigado, pai! Como agradeço a meu pai por me ensinar a ser mais do que uma princesa. Me afasto dele, que me cerca demais pelo meu gosto, pergunto: - Você tem um fusível ? Mais uma vez eu percebo que ele não tem idéia do que falo, divertida, pergunto mais uma vez: - Você sabe onde é a caixa de ferramenta do carro? O belo vestido abre a porta traseira do veículo e me dá o que eu peço. Sob seu olhar atento , eu olho para a amperagem do fusível que eu preciso e , depois de encontrá-lo, eu insiro no lugar , e dois segundos depois, a luz dianteira do carro volta trabalhar novamente.


O rosto do cara é incrível. Eu acabo de deixá-lo fascinado. Que uma desconhecida, uma mulher se aproxima de você e conserta o carro num piscar de olhos o deixou totalmente equivocado. E ele veio falar comigo, disse: - Obrigado, senhorita . - Por nada - eu sorrio . Ele olha para mim com os olhos brilhantes e estendendo a mão, diz: - Meu nome é Leonard Guztle, quem e você? Nós apertamos as mãos e respondo: - Judith. Judith Flores. - Espanhola? - Sim - sorrio, satisfeita. - Eu amo a Espanha, seus vinhos e omelete . Concordo e suspiro. Isto, pelo menos , não disse “olé” . - Eu posso acompanhá-la? - Claro que sim, Leonard. Por um segundo, eu estou andando com seus olhos claros em meu rosto, até que pergunta: - Gostaria de comprar uma bebida. Depois do que você fez por mim, é o mínimo que posso fazer para agradecer. Uau ! Está flertando comigo? Mas disposta a cortar pela a raiz , eu sorrio e respondo: - Obrigada, mas não. Me visto com pressa. - Eu posso levá-la onde quiser - Ele insiste.


Nesse momento, Susto dá um latido e correr para um carro se aproximando de nós. É Eric. Nossos olhos se cruzam e uau! Está sério. Para o carro, sai e se aproximando de mim me beija e me agarra pela cintura. - Estava preocupado. Demorou muito. - Então olha para o homem que está nos assistindo, e diz, estendendo a mão. Olá , Leo! Como você está? Uau, eles se conhecem! Surpreso com a presença de Eric, o homem olha para nós e meu menino explica: - Eu vejo que você conheceu minha namorada. Um silêncio tenso toma o lugar , e eu não entendo nada , até que Leonard, tenso por encontrar Eric, acena e da um passo para trás. - Não sabia que Judith fosse sua namorada. Ambos concordam com a cabeça, e Leonard continua: - Mas eu quero que você saiba ala apenas me ajudou a consertar o carro. - Veja, agora... ela sozinha trocou um fusível. Leonard sorri, e murmura, enquanto toca com o dedo na ponta do meu nariz congelado: - Fez algo que eu não sabia , e isso, mocinha , deixou-me surpreso . Tenso. Eric não sorri . - Como está sua mãe? O homem pergunta . - Bem . - E o pequeno Flynn? - Perfeito , Eric responde secamente. O que é isso? O que está errado? Eu não entendo nada. Eventualmente, nós nos despedimos. Leonard arranca com sua Mercedes, acende as luzes e vai.


Eric, Susto e eu, entramos no carro. Dá a partida, mas sem se mover do seu banco, pergunta: - O que você estava fazendo sozinha com Leo? - Nada. - Como nada ? - Veja, nós... ele estava sem luzes no carro e eu mudei um fusível. Eu fiz só isso, não se zangue. - E por que você teve de fazer? Chocada com essa pergunta absurda , murmuro: - Bem, Eric... , porque eu sou assim. Meu pai me criou assim. Minha mãe me educou dessa maneira. E claro que você sabe, não é? Eric olha para mim . - Esse idiota que você ajudou com o carro é Leo, que era o namorado de Hannah, ocorreu tudo aquilo, ele largou Flynn sem pensar nele . As idéias ficam claras! Esse idiota foi quem não quis saber de Flynn quando Hanna morreu? Se eu soubesse, o deixaria na cidade com o fuzil queimado. Os olhos de Eric cuspiam fogo. Está muito irritado. Frustrado com essas recordações, dá um golpe no volante com as mãos. - Você parecia muito confortável com ele. Não quero discutir, tentando manter o controle, murmuro: - Ei, querido, eu não sabia quem era esse homem. Somente fui simpática e ... - Pois não seja - me corta. Quando você vai perceber que aqui, se você é tão simpática a um homem, eles pensam que esta interessada.


Ele me faz sorrir. Os alemães são um tanto particular, sobre muitas coisas, e essa é uma delas. - Você está com ciúmes? Eric não responde. Ele olha para mim com aqueles olhos grandes que me deixa louca. No final, sussurra : - Devo estar? Nego com a cabeça enquanto eu aperto o botão da unidade de CD fico surpresa ao ver que Eric ouve a minha música. Enquanto Eric protesta e eu sorrio, Luis Miguel canta:

Tanto tiempo disfrutamos de este amor, Nuestras almas se acercaron tanto así, Que yo guardo tu sabor, Pero tú llevas también, sabor a mí.

Oh , Deus, o bolero mais romântico! Eu olho para Eric . Sua carranca me faz suspirar, sem deixar de continuar suas queixas, pergunto: - Você está melhor da sua dor de cabeça? - Sim . Eu tenho que fazer alguma coisa. Eu tenho que relaxar e fazê-lo sorrir. Por isso, eu digo: - Saia do carro. Surpresa, ele olha para mim e pergunta: - O quê?


Eu abro a porta do carro e repito: - Saia do carro. - Para quê? - Saia do carro, eu insisto. Quando isso acontece, bate a porta. Em sua linha. Antes de eu sair deixo a música alta e a minha porta aberta. Susto sai também. Então caminho onde o meu zangado favorito, abraçando-o, digo diante da sua cara de bravo: - Dança comigo . - O quê! - Dança comigo - insisto . - Aqui? - Sim. - No meio da rua? - Sim... E sob a neve. Não é romântico e ideal? Eric pragueja. Eu sorrio. Ele da à volta, mas o pego pelo braço puxando, exijo dando um forte puxão: - Dance comigo! Duelo de Titãs. Alemanha contra a Espanha. Finalmente, torce o nariz e sorri. Olé! Força espanhola! Ele me abraça. É um momento mágico. Um momento único. Dança comigo. Ele relaxa. Eu fecho meus olhos, nos braços de meu amor com a voz de Luis Miguel dizendo:


Pasarán más de mil años, muchos más. Yo no sé si tendrá amor la eternidad. Pero allá, tal como aquí, en la boca llevarás Sabor a mí.

- Vejo seu ponto de estar com ciúmes, querido, mas você tem que saber. Você para mim é único e insubstituível - murmuro sem olhá-lo, abraçando-o . Noto sorrindo. Eu também. Nós dançamos em silêncio, e quando a música termina, eu olho e pergunto : - Mais tranquilo? - Não responde. Só me observa, eu digo enquanto coloca seu rosto no meu: - Eu te amo, Iceman . Eric me beija . Devora os meus lábios e em minha boca murmura : - Eu te amo, maluquinha .


Capítulo 33 Chegou meu aniversário, 04 de março. Vinte e seis anos. Eu falo com a minha família e todo mundo me parabeniza com alegria. Eu sinto falta deles. Eu queria vê-los e escutá-los, prometo ir visitá-los em breve. Sônia, a mãe de Eric, da um jantar em sua casa para o meu aniversário. Frida convidou Andrés e amigos mais conhecidos. Eu estou feliz. Flynn me deu um presente, um pingente de vidro muito bonito que uso com orgulho. Que o pouco que tenho pesquisado, este presente era especial. Muito especial. Eric me dá uma bela pulseira de ouro branco. Ele está gravado o nome dele e o meu e estou animada . É maravilhoso. Mas o presente que me dá arrepios é quando meu amor me diz para remover o anel que ele me deu e me obriga a ler o que está lá dentro, "Peça-me o que quiser, agora e para sempre .” - Mas quando você colocou isso? Pergunto boquiaberta. Eric ri. Ele está feliz . - Uma noite, enquanto dormia. Eu tirei. Norbert levou-a para um amigo joalheiro e quando eu trouxe um par de horas depois, eu coloquei em você. Eu sabia que não iria removê-lo e você não veria . Eu o abraço . Esse tipo de surpresas são os que eu mais gosto , que eu espero, especialmente quando a voz rouca , sussurra, sobre a minha boca e a beija: - Não se esqueça, querida, agora e sempre. Uma hora mais tarde, após arrumar-me, eu me olho no espelho. Eu gosto da minha imagem. O vestido de chiffon preto que Eric me comprou, me encanta.


Eu observo o meu cabelo. Decido por deixá-lo solto. Eric gostaria do meu cabelo. Ele gosta de tocar, cheirar , isso me excita . A porta do quarto se abre e os meus próprios desejos aparecem. Esta lindo, com smoking escuro e gravata borboleta. “Mmm! , Gravata borboleta?! Que sexy. Quando voltar, eu quero você nu só com gravata borboleta” , eu penso, mas olhando para ele pergunto : - Como me pareço? Eric percorre meu corpo com os olhos e, em sua avaliação, vejo seus olhos queimando. Finalmente, ele abre a boca, com um sorriso perigoso, sussurra: -Sexy. Excitante. Maravilhosa. Por favor..., quero comê-lo! Acalorada, deixo que me abrace. Suas mãos tocam minhas costas nuas e eu sorrio quando sua boca encontrou a minha. Queimando. Por um momento, nós nos beijamos, gostamos, estamos animados e quando eu estou prestes a rasgar seu smoking, ele se separa de mim. - Vem, moreninha. Minha mãe nos espera. Eu olho o relógio. Cinco horas. - Então, em breve, iremos para a casa de sua mãe? -Melhor, mais cedo ou mais tarde, você não acha? Quando eu solto, eu sorrio. Malditas corridas alemãs! - Dê-me cinco minutos e eu desço. Eric concorda. Volta a me dar outro beijo nos lábios e desaparece do quarto deixando-me sozinha. Sem tempo a perder, coloco os sapatos de saltos, eu volto a me olhar no espelho e retoco os lábios. Uma vez terminado, eu sorrio, pego a bolsa que combina com vestido, feliz e disposta a me divertir, saio do quarto. Quando desço as escadas, Simona vem ao meu encontro.


- Você esta linda, senhorita Judith. Contente , sorrio e lhe dou um aperto. Preciso apertá-la. Susto e Callamar vêm me cumprimentar. Uma vez que solto Simona, com um sorriso inocente, olha para mim e diz enquanto leva os cães: - O Sr. e pequeno Flynn a espera no salão. Feliz da vida e com um grande sorriso nos lábios, eu me dirijo ate lá. Quando abro a porta, uma corrente elétrica percorre todo o meu corpo, e contraindo o rosto, eu coloquei minha mão em minha boca, feliz como poucas vezes na minha vida , eu começo a chorar . - Maluquinhaaaaaaaaa! Grita minha irmã. Diante de mim, esta meu pai , minha irmã e minha sobrinha. Eu não posso falar. Eu não posso andar. Eu só consigo chorar, enquanto o meu pai corre para mim e me abraça. Me aquece. Sinto em seu abraço. Por fim, só posso dizer: - Papai! Papai, Que bom que esta aqui! - Titiaaaaaaaaaaaaa! Minha sobrinha corre e me beija junto com minha irmã. Todos me abraçam durante alguns segundos, um caos de risos, choros e gritos prevalecem no salão, vejo como esta Flynn esta sério e a emoção de Eric . Quando me recomponho desta grande surpresa, limpo as lágrimas das bochechas e digo: - Mas..., mas quando vocês chegaram? Meu pai, mais animado do que eu, responde: Uma hora atrás. Faz frio freqüentemente na Alemanha? - Ai, maluca, você está linda com esse vestido! Dou uma voltinha diante de minha irmã, e divertida, eu respondo:


- É um presente de Eric. Não é lindo? -Legal. Não vendo meu cunhado na sala de estar, eu pergunto: - Jesus não veio? - Não, maluca... você sabe, trabalhando. Concordo e minha irmã que sorri. A beijo. Eu a amo. Minha sobrinha, que está loucamente agarrada a minha cintura, grita: - Não viu o quão legal o avião do tio Eric! A aeromoça me deu chocolate e shake de baunilha. Eric vem a nós e, pegando a minha mão, diz depois de beijar-me : - Eu falei com seu pai e sua irmã um par de dias atrás, e eu pensei que era ótimo voltar para passar o aniversário com você. Você está feliz ? Eu quero mordê-lo. Quero mordê-lo com beijos ! E como uma linda garotinha, eu sorrio e respondo: - Muito. É o melhor presente . Por um momento, nos olhamos nos olhos . Amor. Isso é o que Eric me dá. Mas, o momento se rompe quando Flynn exige: - Eu quero ir para casa da Sônia, agora ! Assustada, eu olho. O que está errado? Mas vê-lo franzir a testa me faz entender. Esta com ciúmes. Então, muitas pessoas desconhecidas para ele de uma vez não é bom. Eric , sabendo do estado de seu sobrinho, se afasta de mim, ele toca a cabeça e murmura: - Iremos em seguida. Fique tranqüilo. O garoto se vira e senta-se no sofá, desviando-se de todos. Eric bufa e minha irmã, para desviar a atenção, o envolve :


- Esta casa é linda. Eric sorri. - Obrigado, Rachel. E, olhando para mim, ele diz: - Mostre a casa e vamos deixá-los saber onde são seus quartos. Em duas horas, todos deverão ir para a casa da minha mãe . Eu sorrio, feliz da vida, junto de minha família, saio da sala. Em grupo vamos à cozinha, eu os apresento a Simona, Norbert, Susto e Callamar. Depois vamos à garagem, onde assobiam ao verem os carros estacionados lá. Quando saímos da garagem, ensino onde estão os banheiros, escritórios, e minha irmã, como esperado, lança gritos de satisfação enquanto observa tudo. E quando eu abro a porta e vejo a grande piscina coberta, ela enlouquece. - Aiii, maluca , isso é incrível ! - Olhaaaaaaaaa! Luz grita. Incrível, titia tem piscina e tudo! A pequena vai ate a borda e toca a água. Seu avô, engraçado, adverte : - Luz da minha vida... fique longe da borda que você pode cair . Com rapidez meu pai agarra suas mãos, mas ela se solta e se coloca ao meu lado e ao de minha irmã, e eu com cara de levada, sussurra : - Quer que lhe atire na piscina? - Luz! Minha irmã grita , olhando para o meu vestido. - Essa garota é louca e te encharcou - zomba de meu pai. Tudo bem, era esperado, o pequeno estava perto da água que agora está encharcado. Eu recebo uma risada. Se eu molhar o belo vestido será um drama, então eu olho para a minha sobrinha e sussurrou de maneira conspiratória :


- Se você me jogar com o vestido que Eric me deu, ficarei brava. E se você não fizer, eu prometo que amanhã ficaremos um longo tempo na piscina. O que você prefere? Rapidamente minha sobrinha coloca o dedo na frente do meu. É a nossa maneira de concordar. Eu coloquei meu dedo ao lado dela e ambos piscamos um olho e sorrimos. - Ok, tia, mas amanhã vamos tomar banho, ok? - Prometido querida - sorriu, satisfeita. Nós levantamos nossos polegares, juntar, e depois o batemos. Ambos sorriram. - Lembre-se, Luz, amanhã à tarde voltamos para casa - a minha irmã insiste. Assim que deixamos a área da piscina, eu vou com a minha família para o primeiro andar da casa. Eu tenho que suprimir a minha vontade de rir em voz alta para os gestos de admiração de minha irmã por tudo o que ela vê. Papéis de parede , incrível! Após acomodá-los nos quartos, eu os apresso a se vestirem. Em uma hora temos que ir ao jantar na casa da mãe de Eric. Quando volto sozinha para a sala de estar, estão Eric e Flynn jogam com o PlayStation , como sempre, aos berros . Ao entrar, nenhum dos dois me vêem, cercando-os ouço Flynn dizer: - Eu não gosto daquela garota faladora. - Flynn... chega. Silenciosamente eu paro para ouvir como eles seguem: -Mas eu não quero que ela... - Flynn... O pequeno bufa, enquanto segue o comando do jogo e insiste: - As meninas são uma chatice, tio .


-Não, não são - responde meu Iceman . - Eles são chatas e choronas. Só quer dizer coisas bonitas e que as beijem, você não vê? Incapaz de conter o riso , eu me aproximo com cautela até a orelha de Flynn e sussurrou: - Um dia você vai adorar beijar uma garota e dizer coisas agradáveis, você vai ver! Eric solta uma gargalhada enquanto Flynn deixa o comando do jogo irritado e sai da sala. Mas o que aconteceu? Onde estão todas as nossas boas vibrações? Uma vez que estávamos sozinhos, eu desligo a música do jogo , me aproximo sentando em seu colo , tomando cuidado para não enrugar o meu lindo vestido , sopro feliz: - Eu vou te beijar . - Perfeito - concorda meu Iceman. Emaranhado meus dedos em seus cabelos, sussurro com paixão : -Vou dar-lhe um beijo explosivo ! - Mmm, eu gosto da idéia - sorri. Aproximo meus lábios à boca, seduzindo-o e sussurro : - Hoje você me fez feliz. Trouxe a minha família para a sua casa . - Nossa casa, pequena - corrige . Não falo mais . Com minhas mãos, agarro sua nuca e beijo-o. Coloco minha língua em sua boca com possessão. Ele responde . E depois de um maravilhoso , gostoso e excitante beijo eu o solto. Ele me olha . - Uau, eu amo seus beijos explosivos. Nós dois rimos e cheia de sensualidade, eu digo:


- Você nunca ouviu falar que quando as espanholas beijam, é beijo de verdade? Eric ri novamente. Eu adoro vê-lo tão feliz, e quando nós nos beijamos de novo, Flynn aparece diante de nós , com os braços cruzados. Ele parece bravo. Atrás dele esta a minha sobrinha com vestido azul de veludo , olhando-me, pergunta: - Porque o chinês não fala ? Uisss , o que ela acaba de dizer ! Ela o chamou de chinês! Flynn reúne a sobrancelha e bufa . Aiiiiii , pobre ! Rapidamente levanto as minhas pernas de Eric e repreendo a minha sobrinha . -Luz, seu nome e Flynn. E não é chinês , é alemão. A criança o olho. Depois de olhar para Eric, que se levantou e está com seu sobrinho, em seguida, olha para mim e , finalmente , com o seu distintivo Golden Spike insiste: -Mas os seus olhos são como os chineses. Você não viu, tia? Oh, Deus, eu quero morrer . Que situação mais embaraçosa . No final, Eric se abaixa , olha para a minha sobrinha no olho e diz: -Certo , Flynn nasceu na Alemanha então é alemão. Seu pai era coreano e sua mãe alemã como eu, e ... - E se e Alemão, por que não e loiro como você? Insiste fudida. -Ele acabou de explicar Luz, eu intercedo . Seu pai era coreano. - E os coreanos são chineses ? - Não, Luz- respondo olhando para que se cale . Mas não. Ela é curiosa. - E por que tem os olhos assim?


Estou prestes a matá-la. Matá-la! Em seguida , entra na sala meu pai e minha irmã em suas melhores roupas . Estão lindos! Meu pai , vendo minha expressão de “socorro” , Rapidamente percebe que se passou algo com a menina. Ele a leva em seus braços e a encoraja a olhar para fora da janela. Eu respiro de alívio. Eu olho para Flynn, e ele sussurra em alemão : - Essa garota não gosta de mim. Eric e eu no olhamos. Faço cara de horror e ele pisca com cumplicidade . Dez minutos mais tarde, todos estamos na Mitsubishi de Eric, nos dirigimos à casa de Sônia . Quando chegamos, a casa esta iluminada e existem vários carros estacionados ao lado. Meu pai, surpreso com a grandeza da casa, olha para mim e sussurra : - Estes alemães, o quão bem eles se acomodam! Ele me faz sorrir, mas o sorriso me corta quando eu vejo o olhar de Flynn. É muito desconfortável. Assim que entramos na casa, Sônia e Martha cumprimentam a minha família com amor e ambas me dizem o quão bonita eu estou com esse vestido. Flynn se distância e vejo que a minha sobrinha vai atrás dele . Não é nada bom. Dez minutos depois, encantada , sorrio como se eu fosse a mulher mais feliz do mundo cercado por pessoas que eu quero e que mais me importo no mundo. Eu estou feliz. Conosco há um homem que Sônia sai. Está com Trevor! Não é bonito . Nem mesmo atraente. Mas, cinco minutos com ele me fez ver o magnetismo que ele tem. Até minha irmã, que não sabe alemão, sorri como uma tola. Eric , no entanto, observa. Ele olha e tira conclusões. Que sua mãe tem um novo namorado, que não gosta muito, mas ele respeita .


Frida e minha irmã conversam. Se recordam de quando se viram na corrida de MotoCross . Ambas são mães e falam dos filhos . Eu ouço-as por um tempo e quando minha irmã vai embora, Frida sussurra em meu ouvido : - Em breve, haverá uma pequena festa privada no Natch . - Nossa, que interessante ! - Muito... muito interessante, zomba Frida , divertida. Eu sorrio enquanto o sangue corre para minha cabeça. Sexo ! Dez minutos mais tarde ,estou começando a rir com a minha irmã . E uma Sônia exigente e incansável faz avaliações referentes algumas coisas que valem a pena ouvir . Sônia estava feliz por organizar esta festa para mim, em um certo momento me leva para o canto da sala e diz: - Filha, que alegria poder celebrar a sua festa de aniversário em minha casa com sua família. - Obrigado, Sônia . Você tem sido muito gentil com todos nós. A mulher sorri e apontando para o pequeno Flynn, sussurra: - Você gostou do seu presente? Eu toco meu pescoço e lhe mostro: - É lindo . Sônia sorri e sussurra : - Eu quero que você saiba que o outro dia, quando o meu neto me ligou para me pedir para levá-lo a um shopping Center e ajudá-lo a comprar um presente de aniversário, eu não podia acreditar. Eu pulei de alegria! Fiquei emocionada ao me chamar e me pedir ajuda. É a primeira vez que ele fez isso. E ao longo do caminho , falou-me como nunca havia feito antes. Me perguntou por sua mãe e se queria que me chamasse de avó. Ela se emociona, e depois mover a cabeça em "não vou chorar !” Continua:


- Ele também me disse o quão feliz ele esta porque você está vivendo com ele. - Sério? - Sim, querida. Só não caí de bunda porque eu estava sentada . Nós duas rimos e Sônia, afirma alegre : - Eu te disse uma vez, quando eu conheci você. Você é a melhor coisa que poderia ter acontecido com Eric . - E o seu filho é a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo, eu digo. Sônia balança a cabeça e sussurra: - Este meu filho, tão teimoso e mandão, isto é, teve muita sorte de encontrá-la. E Flynn é outra história. Você é perfeita para eles. - Sorri, e diz: Certamente, Jürgen me disse que você é uma excelente pilota de MotoCross . Estou ansiosa para um dia vê-la. Quando foi que você começou a carreira? Eu dou de ombros. Até agora, eu ainda não se inscrevi para qualquer coisa. Eu não quero que Eric saiba. - Quando eu fizer, eu lhe digo . E obrigado pela moto. É ótima ! Nós duas rimos . - Com o risco da bronca que levarei de Eric se souber e da raiva que ficara se me pegar, eu estou feliz que você realmente seja um gênio. Tenho certeza de que Hannah vai estar sorrindo para ver sua amada moto voltando a vida novamente e sendo bem conservada em sua casa. “A minha casa”. Que bom soam essas palavras . Não havia discutido novamente com Eric sobre isso. Depois da última discussão voltou a se referir à sua casa, como tal , e agora Sônia faz o mesmo. Empolgada, beijo-a . - Você sabe, se o seu filho se irritar quando descobrir , vou precisar de um quarto.


- Você tem toda a casa , querida. Minha casa é sua casa. - Obrigado. Bom saber. Nós duas rimos, e Eric está se aproximando de nós . - O que estão planejando as duas mulheres mais importantes na minha vida? Sônia dá-lhe um beijo na bochecha e divertida, zomba como ele anda : - Conhecendo-nos e descobrimos que temos uma antipatia por você. Eric me olha deslocado, em seguida, fixa os olhos em mim e num encolher de ombros respondo com voz angelical : - Eu não entendo por que disse isso. E para mudar de assunto , sussurro : - Frida me disse que está organizando outra festinha privada no Natch . Meu amor sorri, traz sua boca para a minha e sussurra : - Sim, pequena. Fomos para a mesa e Eric, galantemente , retirou a cadeira para eu sentar , e quando eu faço , beija meu ombro nu . Nós dois sorrimos e pega o assento na minha frente , ao lado do meu pai e Flynn . De repente, minha irmã, sentada a minha esquerda , sussurrando : - Maluquinha , posso fazer -lhe uma pergunta ? - Ate cinqüenta - contesto Raquel olha furtivamente para a esquerda e , voltando para mim, sussurra: - Eu estou perdida com tantos garfos e facas. A prataria, como e usada? Todos fora ou de dentro para fora? A entendo perfeitamente. Eu aprendi o protocolo nas refeições de negócios na empresa . Em nossa casa , como na maioria das casas do mundo, use apenas uma faca e garfo para toda a refeição. Sorrio e respondo: -De fora para dentro .


Rapidamente a observo indicando ao meu pai, e ele , aliviado , acena com a cabeça . Que mico! Eu sorrio quando minha irmã volta ao ataque : - Então, qual é o meu pão? Olho para o que esta diante de nós e respondo : - Do lado esquerdo . Raquel sorri novamente. Eric percebe tudo, me olha com cumplicidade, e eu fico vesga. Sua risada toca minha alma , assim como eu sei que meu gesto toca seu coração. À noite, depois de uma noite maravilhosa , cantam meus parabéns e me recebo meus preciosos presentes, quando voltamos para casa, estamos todos felizes e exaustos. Sônia é uma grande organizadora de festas e isso ficou claro. Eric e eu entramos em nosso quarto e fechou a porta. Sem acender as luzes, nos olhamos . A luz da lâmpada que sai pela janela é a única coisa que nos permite ver os nossos rostos. Incapaz de ficar mais tempo sem tocá-lo, eu me aproximo dele, mimosa, eu passo meus braços em volta de seu pescoço enquanto ele sussurrava : - Peça-me o que quiser, agora e sempre. Eric me beija , balança a cabeça e , ao longo da minha boca, repete : - Agora e sempre .


Capítulo 34 Depois de uma grande manhã na piscina, como eu prometi a minha sobrinha, à tarde, minha família deve voltar para a Espanha. Eles pegam o avião particular de Eric. Lamento vê-los ir , estou triste , mas estou feliz por ter passado esse tempo com eles. -Vamos lá , pequena , sorria - murmura Eric, apertando minha bochecha quando pra no semáforo - Eles estão bem. Você esta bem. Não há necessidade de ficar triste . - Eu sei. Mas eu realmente sinto falta - murmuro. - A semáforo fica verde, e Eric prossegue. Eu olho para fora da janela e, de repente , a música a todo volume. Espantada , eu olho para o meu menino e eu vejo cantando a pleno pulmão

Living easy, living free, Season ticket on a on-way ride Asking nothing leave me be Taking everything in my stride...

Surpreendida, pisco . É a primeira vez que o vejo cantar bem. Eu rio e ele exagera nos movimentos . Eu amo o seu lado selvagem! Eric balança a cabeça no ritmo da música e me dá a mão incitando-me a cantar e fazer o mesmo. Divertida, eu começo a cantar com ele em voz alta. Nos olhamos e rimos. De repente,


estaciona o carro. Continuamos cantando, e quando a música termina , soltamos uma gargalhada. - Eu sempre amei essa canção - diz Eric . Me deixa boquiaberta em saber que gosta dessa canção. - Você gosta de AC/DC? Sorri, sorri ... , abaixa o volume da música e confessa : - Claro . Eu não tenho sido sempre tão sério. Por alguns minutos , ele explica sua jovem vida de roqueiro, e eu escuto surpresa. Olha o Iceman! Mas quando termina a sua história, meu sorriso desaparece. Eric olha para mim . Sabe que penso na minha família novamente. Ele vê a dor que sinto por terem ido embora e diz : - Saia do carro. - O quê? - Saia do carro - insiste. Quando eu faço , eu sorrio. Eu sei o que vai fazer. Soa no rádio You are the sunshine of my life de Stevie Wonder. Eric sob o volume no máximo, sai do carro e caminha em minha direção. Deus, o que você fazer? - Você vai dançar comigo no meio da rua ? - Pergunto - Incrível! Com determinação, se põe em minha frente e sussurra : - Dança comigo. Me jogo em seus braços. Isto me faz feliz. Ver que é capaz de parar o carro no meio de uma rua movimentada e dançar comigo descaradamente é maravilhoso.


- Como a música diz, você é o sol da minha vida e se eu ver você triste , eu não posso ser feliz sussurra em meu ouvido. - Eu prometo , baby , vamos para a Espanha quando quiser, sua família poderá vir a nossa casa sempre que quiser, mas por favor , sorria, se eu não te vejo sorrir , eu não posso ser feliz. Suas palavras tocam o meu coração. Estou muito feliz . Eu abraço e concordo . Eu danço com ele e aproveito este momento mágico. Pessoas que passam ao nosso lado nos observam . Não entendem o que estamos fazendo. Eu sorrio. Não importa o que pensam, e eu sei que Eric não se importa. Quando a música termina , eu olho e sussurro , feliz e feliz: - Eu te amo com todo o meu coração, tesouro. Concorda. Diverte-se com as minhas palavras. - Eu continuo esperando que aceite casar comigo. Ele me faz sorrir. E esclareço. -Querido... isso foi um impulso. Não que você tenha tomado a sério? Meu Iceman me olha ... olha para mim e finalmente disse : - Sim. - Mas, Eric, o que você está falando ? Eu não sou de casar, nem dessas coisas. Meu louco amor me beija . - Em casa, tem na geladeira uma grande garrafa de Moet Chandon rosa. O que você acha que beber e falar desse impulso? Calor. Emoção . Nervosismo. Você realmente está falando sobre casamento? Mas segurando meus nervos, eu sorrio e me pergunto mimosa : - Moët Chandon rosado? - Aham! - Sorri .


- Esses adesivos rosas cheiram a morangos silvestres – morro ao recordar a primeira vez que levou essa garrafa. - Sim, pequena. Deixo escapar uma risada e murmuro sem me soltar dele: - Por agora, vamos por a garrafa. De repente celular toca de Eric. Recebeu uma mensagem. Ele me beija . Devora minha boca, e quando estamos satisfeitos, entramos no carro. Está frio. Olha para o seu celular e diz: -Certo, eu tenho que passar um momento no escritório, você se importa? Apaixonada até as tantas por esse homem, balanço a cabeça e sorrio. Vinte minutos depois, chegamos à mesma porta. São dez horas da noite e poucas pessoas viram na rua. Quando entramos na sala, os seguranças nos cumprimentam. Eles me olham com surpresa e sorriso. Eles não sorriem. Ai, mãe ! O que custa os alemães sorrirem. Quando chegamos ao piso presidencial, noto que não há ninguém. O escritório está completamente vazio. Eu tenho que ir ao banheiro . -Eric, onde ficam os banheiros aqui? Vou pela direita e ando em direção a ele, enquanto ele diz : - Te espero no meu escritório. Uma vez que eu faço o que tenho que fazer, eu me olho no espelho e arrumo o cabelo. Meu olhar é doce e jovial. Vestida com suéter rosa que ganhei do meu pai e calça jeans pareço mais jovem que sou. Penso no que Eric me disse minutos antes. Casamento ? Realmente deveríamos nos casar? Eu sorrio, eu sorrio, eu sorrio .


Com um magnífico sorriso saio do banheiro e dirijo-me para o escritório de Eric. Quando eu abro a porta, vou abrir a minha boca e meu sorriso desaparece ao ver Amanda na frente de Eric com um vestido vermelho sexy e sugestivo. Cobra! Por alguns segundos, eles não me vêem. Eu assisto ela se inclinar sobre Eric enquanto ele assina alguns papeis. Seus seios estão muito perto dele e eu acho que você está procurando por algo que não seja trabalho. Eric sorri. Ela toca seu ombro, e ele não diz nada. Vou matá-los! Eu continuo assistindo alguns minutos. Falam. Olham os papéis. No final, Amanda, animadamente , senta-se à mesa e cruza as pernas diante de meu Iceman. Meu ciúme é intenso. Muito intenso. Perigoso. Quando eu não aguento mais, abro com força a porta do escritório, e eles me olham. Meu rosto não é mais aquele de menina doce como no banheiro. Estou prestes a gritar como Shakira. Rabiosa! O que eu vejo me enfurece. Essa mulher e suas artimanhas trazem o pior em mim. O rosto surpreso de Amanda diz tudo. Não esperava aqui. Com determinação e uma certa arrogância, vou para onde eles estão . Eric olha para mim . Ele tem uma sobrancelha arqueada . - Amanda, quanto tempo não nos vemos! Ela sai da mesa, ela recompõe o vestido e caminha a poucos passos doe Eric . Ela toca seu cabelo meticulosamente, enfia a olhar impessoal para mim e responde com um sorriso pré-fabricado : - Querida Judith, é bom ver você . Que mentirosa ...! Está se aproximando para me cumprimentar, mas eu prefiro deixar as coisas claras . Eu a detenho e digo com a voz irritada: - Não se atreva a me tocar, ok? Eric se levanta. Prevê problemas e, antes de abrir a boca , digo apontando :


- Você cale a boca. Eu estou falando com Amanda . Em seguida, falarei com você. A mulher sorri . Se sente bem, diante do gesto de desgosto de Eric. Nos olhamos com ódio. É claro que nunca seremos amigas. Estou ciente de que não temos nada a ver. Ela está vestida com um vestido justo vermelho sexy e um salto de matar, e eu com uma camisa rosa, calça jeans e botas de montaria. Vamos lá... , impossível competir . Ela está consciente disso. Eu sei sobre a minha aparência. Mas eu estou disposta a fazer o que passa pela minha cabeça, por isso eu digo com certeza: - Não precisa se vestir de prostituta para deixar um homem louco. Até mesmo porque você já é, pelo amor de Deus , que coincidência , você mesma já esta se insinuando, puta! Amanda vai protestar quando , levanto o dedo , e digo para calar-se. - Trabalha para Eric . Para o meu namorado. Cumpra seu trabalho, limite-se a isso, e nada mais. - Jud ... - Eric rosna . Mas ignorando, continuo : - Se eu ver você tentar mais alguma coisa com ele , eu juro que você vai se arrepender. Desta vez isso não vai acontecer como o último que nos vimos . Desta vez, eu não estou indo para ir. Se alguém sair, vai ser você, você me entende? Eric move-se de sua cadeira . Amanda olha para nós e diz: -Eu acho que ... Eu acho que você está equivocada , minha cara . Pronto para marcar meu território , dou com o dedo na sua cara , e sussurrou : - Deixa de “querida” e de babaquices. Fique longe de Eric, sua putinha , ok? - Jud ... - Eric repreende - meio incrédulo.


Amanda , humilhada, recolhe as suas coisas e vai , mas primeiro olha para trás e diz: - Amanhã eu te ligo . Eric concorda. Ela sai, e eu, irritada, sibilo : - Não me diga que não se deu conta de que aquela vaca se insinuou a você há alguns segundos, eu juro que pego essa estátua de cima de sua mesa e dou em sua cabeça. Ele não responde, e eu pressiono: - Acaba de me decepcionar,s eu idiota! Essa idiota estava colocando os seios na sua cara e você estava permitindo . - Você está errada. - Não, não estou errada. Entre você e Amanda existe essa familiaridade que você não percebe, né? Bem, grande ... Continuamos neste caminho! Quando eu encontrar o Fernando na próxima vez, como há familiaridade entre nós, não importa o que você pensa ou sente, eu vou sentar no colo dele e falar com ele, vou colocar minhas tetas na cara dele, parece bem pra você? - Esta ultrapassando, Jud – sibila furioso . - O inferno ! - Grito. Você ultrapassou . Sua cara de raiva é um poema. Eu sei que eu estou exagerando , eu vi que Eric foi enganado por Amanda, mas eu não posso parar. - Você já deve ter cortado o rolo com Amanda. Eu já vi. Foda-se! Eu vi como você olhou para ela, e ..., e ... Se eu não tivesse olhando se atirando, teria terminado em cima da mesa, como de costume, você não acha ? - Se eu fosse você não continuaria por esse caminho... Friamente insiste. - A troco de que teve que vir ao escritório há essas horas? - Não houve resposta.


- Mas você já viu como ela estava vestida? Buscava sexo. Nem mais nem menos. E você é tão estúpido que não percebe, né? Eric não responde. Minhas palavras te chateiam. Recolhe os papéis que Amanda deixou sobre a mesa e diz: - Entre Amanda e eu não há absolutamente nada . Eu não vou negar que ela continua sua sedução, mas eu não me envolvo ... - Será, babaca?! Eu grito, descontrolada. Você sabe que ela está tentando , mas você não escuta . Grande, Eric ! Na próxima vez que ver o Leonard que o eu consertei o carro, se tentar me seduzir, eu vou deixar. - Digo e continuo: -Sim, calma, eu não vou nem tentar ignorar . Em geral, você não se importa, certo? Isso o enfurece. Coloca os papéis em sua pasta e sem olhar para mim e sai do escritório . Eu sigo . Entramos no elevador em silêncio. Sigo-o até o carro. Nós entramos e fazemos todo o caminho em silêncio. O ciúme e a insegurança nos mata, e quando chegamos em casa ele coloca o carro na garagem, descemos e cada um toma um caminho diferente . Ele entra em seu escritório, e vou para o meu quarto. Bato a porta e sento-me sobre o tapete macio. Solto fumaça pelas orelhas! Eu olho para a janela. Só se vê escuridão. Eu ligo o meu laptop, olho os meus posts, falo com meus amigos pelo chat do facebook e isso me relaxa. As horas passam , nenhum olha para o outro. Ninguém quer falar . Ninguém quer conversar sobre garrafa de Moet Chandon rosado. O relógio marca duas da manhã e nosso orgulho está ferido. De repente, acende a luz do meu email. Recebi uma mensagem . Eric ! Com o coração batendo forte, eu abro para ler :


De: Eric Zimmerman Data: 06 de março de 2013 02.11 Para : Judith Flores Assunto : Eu não posso continuar sem falar Querida, eu sei que você está certo sobre tudo o que você disse, mas nunca irei trair você com Amanda ou com qualquer outra. Eu te amo loucamente e apaixonadamente . Eric . O imbecil.

Quando leio, um sorriso bobo se instala em meu rosto. Por que ele me ganhou com este e-mail? Por um tempo fico tentada a responder. Eu sei que ele espera. Mas não. Eu não vou. Eu me recuso . Dez minutos mais tarde , outro e-mail chega.

De: Eric Zimmerman Data: 06 de março de 2013 02.21 Para : Judith Flores Assunto: Peça-me o que quiser Pequena, sinceridade e confiança entre nós são de suma importância . As palavras "Pergunte-me o que quiser, agora e sempre” incluem absolutamente tudo para nós. Pense nisso. Eu te amo. Eric . O atormentado idiota.


Mais uma vez eu sorrio . Claro que eu não posso negar que naqueles meses Eric tornou-se mais borbulhante e divertido. Eu vou responder , meus dedos parecem dispostos a fazê-lo , quando me vem outro e-mail .

De: Eric Zimmerman Data: 06 de março de 2013 02.30 Para : Judith Flores Assunto: Diga sim Você gostaria de um copo de Moet Chandon rosa ? Encontre-me no escritório. Eric . O louco , apaixonado e atormentado idiota.

Solto uma gargalhada. Gosta de me fazer rir. Passaram-se meia hora. Eu li os e-mails uma centena de vezes e uma centena de vezes, eu sorrio . Não volto a receber mais nenhum. A coragem me foge. Eu tenho fome . Caminho para a cozinha e encontro Eric sentado à mesa com uma garrafa de Moet Chandon rosado junto com Susto. O cão se aproxima de mim e digo: -Olá. Toco sua cabeça ossuda e Eric olha para mim. Ele sabe que li os e-mails e me espera dar o segundo passo. Lembro-me do ponto de vista. Não quero olhá-lo nem abraçá-lo. Caminho ate a geladeira e quando vou abri-la , noto o corpo do meu amor atrás de mim. Me arrepia todo o pelo do corpo. Não me mexo. Sem trégua . Eu me sinto como ele coloca suas mãos fortes na minha cintura , quando fecho os olhos e coloco minha nuca em seu peito, sussurra em meu ouvido :


- Eu não quero . Eu não posso. Não quero ficar com raiva de você . - Eu também não. Silêncio. Estou tão emocionada com seu abraço que eu não posso falar . Eric mordisca minha orelha . - Nunca cairia no jogo de Amanda . Eu te amo muito para te perder . Suas palavras me deixam louca . Fico sem me mover e então eu me viro . Com as mãos, agarra meu rosto e beija minha testa , os olhos, as bochechas, a ponta do nariz , queixo, e quando ele vai beijar minha boca assim que eu gosto. Chupa o meu lábio superior , então o inferior , fico com uma mordidela , em seguida, agrediu minha boca. Com sua mão me agarra pelo pescoço, enquanto eu pulo para estar no auge. Me agarra com suas mãos fortes e não me deixa cair . Quando separo sua boca da minha, olha para mim e sussurra : - Agora e sempre . Não se esqueça, pequena. Concordo e o beijo. Eu o desejo. Sem mais, nos seu braços, chegamos ao nosso quarto. Ali meu amor, meu amor louco, tranca a porta enquanto tiro a roupa sem deixar de olhá-lo. Na cama , momentos depois, fazemos amor como gostamos . Forte e selvagem.


Capítulo 35 Não voltamos a comentar sobre o tema casamento. Agradeço. Apesar do amor que temos, somos como dois titãs e nossos confrontos nos assustam. Nos desorientam. Fico sabendo por Eric que Amanda está retornando a Londres. Quanto mais longe de mim, melhor. Simona e eu continuamos gostando de “Loucura Esmeralda". Eu estou viciada na novela. Quando Eric descobre zomba de mim. Ele não pode acreditar que estou viciada em algo assim. Nem eu. Mas a verdade é que quero que Carlos Alfonso Halcones San Juan receba o merecido das mãos de Luis Alfredo Quiñones, e que Esmeralda Mendoza recupere seu bebê, se case com o seu amor e finalmente seja feliz. Para matar! Uma tarde, quando Eric chega em casa, estou trabalhando na minha moto. Quando escuto o carro, rapidamente fecho com o plástico azul por cima e saio da garagem. Eu corro para o meu quarto, mas antes lavo as mãos. Ele não percebe nada. Onde a moto está não dá para ver, mas ainda que eu respire aliviada, cada dia está mais difícil esconder o segredo. Minha consciência me diz que eu estou errada. Eu me culpo, mas não sei como dizer. No sábado, Eric e eu vamos à noite para a festinha privada de Natch. Finalmente vou conhecer o famoso clube de swing de casais. Quando entramos, Eric me apresenta à Heidi e Luigi. Frida e Andrés se juntam a nós, e logo depois, Björn chega com uma amiga. Divertido, tomamos algo quando vejo que aparece Dexter. Ele me cumprimenta e sussurra em meu ouvido: - Deus, que legal. Estou morrendo de vontade de ver você colocada entre dois homens.


Meu estômago se contrai, e Eric, imaginando o que o outro me disse, sorri. Um copo atrás do outro e o lugar fica lotado. Todos parecem conhecer-se e conversam amigavelmente. Eric está proibido de mencionar que eu sou espanhola. Não suporto mais que alguém me diga "olé, paella, toro". Eric sorri e me convida para dançar. Eu concordo. Entramos em um quarto escuro com uma luz violeta escuro. - Não deixarei você. Fique tranqüila. Está tocando “Cry Me a River” na voz de Michael Bublé. Eric me beija e eu gosto de sua proximidade. Dançamos quase no escuro. Sinto sua excitação entre as minhas pernas e como beija meu pescoço. De repente, sinto uma mão atrás de mim. Alguém me toca na cintura. Eu não vejo seu rosto. Mas logo sei quem é quando eu escuto em meu ouvido: - Está tocando a nossa música, linda. Eu sorrio. É Björn. Ao ritmo da música dançamos como fizemos naquele dia em sua casa, enquanto eu deixo que suas mãos voem por todo meu corpo. Sexy. Essa música é sexy, excitante e meus dois homens me deixam louca. Eric me beija e com posse põe a mão debaixo do meu vestido, chega até minha calcinha e com um puxão a tira. Eu sorrio, ainda mais quando ele sussurra em minha boca: - Aqui você não precisa. Glups e reglups! Eu sorrio e aproveito. Sinto-me lasciva. Quente. Neste momento Björn dá a volta e meus seios estão à sua disposição. Passa sua boca pelo decote do meu vestido e morde meus mamilos através dele. Duros. Assim os deixa. Depois sua boca beija meu pescoço, meu rosto, meu nariz, mas quando atinge o canto da minha boca ele para. Ele não passa o limite que sabe que não deve. Enquanto isso, Eric sobe meu vestido e toca no meu


traseiro, no escuro. Me pressiona contra ele. Björn excitado faz o mesmo. Eric volta a virar-se, e agora é Björn quem aperta minhas nádegas. Calor... , eu sinto um tremendo calor. O quarto escuro começa a encher de gente. A música troca e a voz de Mariah Carey cantando “My All” enche a sala. As mãos de Björn desaparecem enquanto Eric continua mordiscando meus lábios. Eu escuto gemidos em volta. Imagino que o que as pessoas fazem me excita, enquanto o meu homem, meu Iceman, meu amor sussurra: - Você é muito excitante querida. Estou tão duro que acho que vou fazê-la minha aqui mesmo. Eu sorrio e sem ver a escuridão que nos rodeia, murmuro: - Eu sou sua. Faça comigo o que quiser. Escuto seu sorriso no meu ouvido. - Cuidado pequena. Ouvir você dizer isto é perigoso. Já percebi que o sexo, a curiosidade e os jogos te agradam tanto ou mais que a mim, certo? Concordo. Ele está certo. - Hoje à noite eu estou muito quente. - Eu gosto de saber. Eu também. – Consigo dizer enquanto respiro com dificuldade. - Você é a minha fantasia moreninha. Minha louca fantasia. Super excitada pelo que me disse, agarro suas nádegas, pressiono contra mim e sussurro, querendo jogos quentes e cheios de tesão: - Eu gosto de ser a sua fantasia. O que você quer provar comigo hoje? O pênis de Eric está duro. Tremendo. Enorme. Sinto-me contra a minha barriga e, após me beijar, diz na minha boca, enquanto dançamos ao ritmo da música:


- Eu quero fazer de tudo. Você está disposta? - Concordo e ele murmura, esquentando mais. - Eu quero ver você com outra mulher. Vou assistir. Observar. E quando seus gemidos me enlouquecer, vou te foder e depois farei que dois homens te fodam, enquanto eu assisto e fodo essa mulher. O que você acha? Suspiro... Eu fecho meus olhos. Fico molhada e quando vou responder, sinto umas mãos ao redor da cintura de Eric. Elas são finas e cuidadas. Uma mulher. A toco. Ela me toca. E eu noto um grande anel que se parece com uma margarida. Será esta a mulher com que Eric quer me ver? Na escuridão, deixo que a desconhecida percorra o corpo do meu amor, enquanto ele me beija. Lhe excita ter duas mulheres ao seu redor. Sua excitação é a minha excitação e aproveito enquanto sinto como a estranha toca sua ereção. Eu pego sua mão e faço que lhe aperte. Nós duas lhe apertamos e Eric suspira. Assim ficamos por um bom tempo. Mas em nenhum momento Eric se vira. Deixa que ela lhe toque, porém se aproveita da minha boca e aperta minha bunda. Se aproveita só de mim. Quando a música termina, esquecemos da mulher e saímos do quarto escuro e entramos em outro quarto diferente do primeiro. Vejo Björn com a garota que veio com ele e sorrio ao ver como ele e Dexter a fazem rir enquanto os dois tocam seus peitos. Eric me leva para o bar. Olho em volta e não vejo Frida ou Andrés. Pedimos uma bebida. Eu tenho a boca seca. Com cuidado, meu amor me olha. Passa os dedos pelo meu rosto e leio sua boca quando ele diz "eu te amo". Depois pega um banquinho e me senta. Segundos depois, várias pessoas se aproximam de nós. Eric me apresenta. Uma delas, ao me escutar falar, percebe que sou espanhola e diz: - “Olé”. Que cansativo, por favor! Em um dado momento, uma das mulheres sorri com algo que Eric diz e meu amor ordena:


- Abra as pernas Jud. Eu faço. Aquela estranha toca minhas pernas. Sobe sua mão pelas minhas coxas até chegar a minha vagina, onde repousa a palma da mão e murmura: - Eu gosto depilada. Eric concorda com a cabeça, depois de dar um gole em sua bebida, acrescenta: - Ela está completamente depilada. A mulher lambe a boca, sorri e levando a outra mão para um dos meus peitos, os toca por cima do vestido e murmura enquanto aperta: - Você e eu vamos ter um bom tempo. A curiosidade me desperta. Concordo. - Eu gosto muito... muito das mulheres. E eu gosto de você, ela insiste. Eu abro mais as minhas pernas e a mulher enfia um dedo em mim, não se importando de fazer nesta sala cheia de gente. Eu levanto o meu queixo. Eu me inclino mais a frente no banquinho para ela ter mais acessibilidade e Eric sussurra em meu ouvido: - Essa vai ser a mulher que vai jogar contigo, você gosta? Passo meu olhar por ela e concordo. A mulher tira sua mão dentre minhas pernas, chupa o dedo que estava dentro de mim e sorri. Eu faço o mesmo e escuto dizer ao meu homem: - Vejo você na sala preta. Sem mais, a mulher se afasta, meu homem, olhando, pergunta: - Pronta para jogar? Concordo. Estou tão excitada que meus lábios tremem quando sorrio. Com a mão na sua caminho ao local.


Passamos uma porta, caminhamos por um corredor e vejo Frida e Andrés na cama de um quarto aberto. Frida não me vê, está totalmente entregue entre as pernas de uma mulher, enquanto ela dá um golpe em Andrés e outro homem penetra Frida. Excitante. Eric e eu nos olhamos. Seguimos nosso caminho. Ele abre uma porta. Entramos no quarto. Não vejo nada e meu amor diz: - Não se mova. Momentos depois, o quarto se ilumina com uma luz fraca e lilás ao projetarse em uma de suas paredes um filme pornô. Curiosa eu observo o quarto. Há uma cama redonda, uma cadeira, uma espécie de bancada e ao fundo uma tela com uma ducha. Eric me abraça. Ele beija minha orelha e me chupa enquanto assistimos as imagens quentes projetadas na parede. Cinco minutos depois a porta se abre. Aparece a mulher que antes me tocou, nua e com um vibrador duplo nas mãos. Entra e comunica: - Venha agora. Eric concorda. Eu não sei quem vem, mas eu não me importo. Minha respiração sussurrada me faz saber como estou excitada quando Eric se senta na cama. - Diana, deixe minha mulher nua, diz: -Não se mova. Deixo fazer. Essa sensação me excita. Os olhos de meu amor se escurecem de desejo enquanto a mulher abre o zíper do meu vestido. Suas mãos voam por todo o meu corpo enquanto Eric nos assiste. Meu vestido cai no chão e eu fico só com a cinta liga, saltos e sutiã. O fio dental Eric arrancou minutos antes.


A mulher me toca. Passeia suas mãos no meu corpo e me pede para sentar no balcão ao lado. Eric se levanta, me pega nos braços e me levanta. Me coloca nele e separa minhas coxas. A boca da mulher vai direto para a minha vagina e com um golpe enfia a língua dentro de mim. Exige. Exige muito enquanto abre minha vagina com as mãos e me consome. Eric nos assiste. Eu olho para ele e suspiro, enquanto o vejo fica nu. Ele toca seu pau duro e grita de prazer ao sentir o que a mulher me faz. Acaba de me meter um lado do duplo vibrador. Calor! Ela move com habilidade e prática enquanto sua boca brinca com meu clitóris. Fecho os olhos. Eu gosto, me abro para ela e movo os quadris em busca de mais. A mulher sabe o que faz e estou gostando. Muito. Abro os olhos. Eric nos assiste e de repente ela sobe na bancada, sem tirar o vibrador do meu corpo, se introduz na outra parte e com conhecimento e técnica cai sobre mim, agarra meus quadris e começa a foder. O vibrador duplo entra em mim e nela ao mesmo tempo, e os nossos sussurros são rítmicos. Seu ritmo intensifica enquanto a minha excitação cresce. Como se fosse um homem, ela toma meu corpo enquanto, sem me mover eu tomo o seu, até que ambas nos curvamos e nossos orgasmos nos fazem gritar. Eu olho para o meu amor. Ele não se move, e Diana com habilidade, tira o vibrador duplo de ambas, desce da bancada e diz, abrindo o topo das pernas: - Me dê seu suco... me dê. Sua boca ansiosa me lambe. Quer o meu orgasmo. Me chupa com habilidade e eu fico louca novamente. Eu nunca tive isso antes. Eu nunca imaginei que uma mulher pudesse me fazer gozar duas vezes em menos de dois minutos. Mas Diana, com facilidade, consegue e eu me entrego a ela disposta que consiga mil vezes mais. Eric se aproxima, estende a mão e me beija enquanto ela se aproveita de mim.


Eu me sinto como uma boneca em seus braços quando meu amor me agarra e me tira da bancada. Seu pênis duro colide com minhas pernas e sorrio. Me deita na cama. Senta-se ao meu lado e a mulher do outro lado. Ambos me tocam. Quatro mãos percorrem meu corpo e eu suspiro. A porta se abre e entra um homem nu. Observa nosso jogo e eu me fixo em como seu pênis cresce, enquanto nos observa. Paramos. O recém-chegado se apresenta como Jeffrey e Eric se abaixa e pergunta: - Você está gostando de Diana? - Sim... Sussurro como posso. Ele sorri. Me beija, e quando ele sai da minha boca, pergunto, extasiada: - Posso te pedir uma coisa? Meu amor retira o cabelo da testa e concorda. - O que você quiser. Quente, eu levanto da cama. Eric se deita e eu sento sobre ele, murmuro: - Eu quero que Jeffrey masturbe você. Jeffrey chega num segundo. Meu alemão não diz nada. Deitado me olha. Seu gesto me mostra que isto não lhe agrada, e então sussurro antes de beijá-lo: - Eu sou sua mulher, certo? - Eric concorda. - E você é meu marido, certo? Volta a assentir, e com sensualidade lhe beijo os lábios. - Se entregue a mim e as minhas fantasias querido. Só te masturbará. Eu prometo. Vejo que fecha os olhos. Pensa sobre a minha proposta, e quando os abre, concorda. Eu o beijo. Eu sei o que isso significa para ele, o que me agrada. Toco em seus mamilos e sussurro:


- Jeffrey, quero que aproveite o meu marido. Sem um segundo de hesitação, Jeffrey ajoelha-se na cama, toma o pau duro de Eric e o massageia. O move para cima e para baixo e Eric fecha os olhos. Não quer ver. A mulher se coloca ao meu lado e toca meus seios. Ele gosta e me deixa saber, enquanto o outro continua masturbando o meu amor. Ele lhe toca, tira dele, até que ele mete todo o pênis na boca. Eric se arqueia. Suspira. Gostando de ver aquilo, me aproximo de sua boca. - Abra as pernas, querido. Ele faz. Jeffrey se encaixa entre as pernas de Eric para lamber, chupar e excitar o homem que eu amo. Indico à mulher que me toca, que lhe chupe os mamilos. Ela faz e eu concordo, com prazer de controlar a situação. Eu gosto de mandar, bem como de ser mandada. Jeffrey, com a boca ocupada, passa suas mãos livres pelo traseiro do meu amor, e este se contrai. Aproveita as carícias. Fecha os olhos, e eu exijo: - Olhe para mim. Ele obedece. Crava seu olhar azulado em mim, enquanto eu sinto que os pêlos do seu corpo arrepiam com o que o homem faz. Eric se contrai. O prazer rude que Jeffrey lhe dá e que nunca tinha provado o agrada. De repente, percebo que Eric tem uma mão sobre a cabeça de Jeffrey. Ela o empurra para baixo em seu pênis. Quer mais. Eu sorrio. Meu amor suspira, e eu louca de excitação, faço que Jeffrey saia e me coloco montada sobre Eric, ele me preenche. Eric agarra meus quadris e me aperta contra ele, em busca de seu orgasmo louco, enquanto Jeffrey e a mulher nos observam. Quando meu amor dá um gemido sórdido, eu pressiono contra ele, e então, só então, se deixa ir. Deitada sobre ele, o abraço. Eu beijo e pergunto: - Tudo bem, querido? Eric me olha. Balança a cabeça e murmura: - Sim, pequena. Finalmente você conseguiu.


Isso me faz rir. De repente, a porta se abre. Dexter entra com um homem nu. Eric se levanta e entra no chuveiro enquanto eu me sento na cama. A mulher ao meu lado não consegue resistir e começa a me tocar. O mexicano sorri, se aproxima de mim e me ensina a por a corrente pequena de mamilos. Sem necessidade de que me peça, aproximo meus peitos e ele belisca com uma pinça. Em seguida, puxa as correntes e murmura: - Deus..., me faça gozar. Eric retorna conosco e senta em uma poltrona. Sei que quer observar. Eu sei disso. A mulher que está ao meu lado sussurra que quer novamente a minha vagina. Concordo. Abro minhas pernas deitada na cama e guio sua cabeça para ela. Com exigência, agarro pelos cabelos, enquanto me chupa, sou eu nesse momento que determina a intensidade. Ela pega a corrente entre os meus seios e cada vez que seus lábios puxam e libera meu clitóris, eu grito. Somos o espetáculo quente e doentio de quatro homens. Eu gosto. Eles nos observam, e eu noto que Jeffrey e o outro colocam preservativos. Dexter respira de forma irregular, Eric me come com os olhos. Os homens gostam do que vêem entre nós, e eu gosto de ser olhada. Quando o orgasmo me faz ter convulsões, a mulher volta a chupar avidamente. Quer a minha essência. Eu deixo que tome tudo o que quiser. Venero como me chupa. Eric a chama e a afasta de mim e pede que se sente montada sobre ele. Como um Deus todo-poderoso meu dono me olha. Eu olho para ele e escuto dizer: - Quero ver como eles te fodem. Eu olho para os dois homens que me observam. Ambos se levantam da cama e começam a me tocar, enquanto Eric se deixa tocar pela mulher.


Dexter se aproxima de mim, puxa a corrente pequena para alongar os mamilos ao máximo, assobia e tira de mim: - ... Permita-me deixar seu traseiro vermelho. Dou a volta e lhe ofereço meu traseiro, após beijá-lo me dá seis açoitadas. Três de cada lado. Depois aproxima seu rosto às minhas nádegas e sentindo o meu calor sussurra: - Agora sim Deus, ... agora já está preparada. Jeffrey me deita na cama. Ele fica sobre mim e chupa meus mamilos doloridos. Curiosamente, apesar de estarem doloridos, o formigamento que sinto ante as lambidas me faz desfrutar. O ritmo de Jeffrey em seus movimentos é excitante, e quando considera oportuno, me coloca sobre ele. Eu deixo. - Ofereça seus seios. - Pede Eric. Me abaixo sobre Jeffrey e meus seios vão a sua boca. Ele chupa, lambe e os endurece, enquanto o outro homem toca minha cintura e mordisca carinhosamente minhas costelas. Assim ficamos uns minutos, até que Jeffrey, sob o olhar atento do meu amor, me penetra. A sua vontade me faz tremer, e eu suspiro. Agarrado a minha cintura, me desloca da frente para trás, e seu pênis entra em mim sem piedade. Eu gosto. Me sufoca, e Eric não tira o olho de mim. De repente, sinto que o outro homem me dá uma açoitada, me abre as nádegas e me enche de lubrificante. Com firmeza enfia um dedo no meu ânus e começa a mover, enquanto Jeffrey me penetra sem parar. Eu suspiro. Eric se levanta. Ele sobe na cama e se aproxima de mim, sussurrando: - Você está preparada, querida? Ardente, concordo, e então o desconhecido coloca seu pênis em meu ânus e começa a entrar em mim até que eu estou completamente preenchida. Eu suspiro ao me sentir totalmente fodida ante os olhos de meu amor. Meu ânus está dilatado. Não há dor. Apenas prazer. Uma e outra vez aqueles homens


saem e entram em mim, e eu gosto. Diana deita na cama, pega a enorme ereção de Eric e coloca na boca. Ela chupa. Ele gosta. - Assim querida..., assim...curve-se...- Eric murmura extasiado com o que vê, até que um grito viril surge da boca da mulher. Os dois desconhecidos continuam fundindo-se em mim e meu corpo aceita. Dexter pede a Jeffrey que morda meus mamilos e ao outro detrás que me bata. Eles fazem ao mesmo tempo em que me fodem. Uma vez ... e outra... e outra mais, até que eu gozo e eles também. Depois disso, Eric me beija. Ele faz os homens saírem de mim, agarra a minha cintura e me carrega em seus braços para o chuveiro. A água cai sobre nossos corpos e não falamos. Minha vagina e meu ânus ainda tremem. Tudo foi tão doentio e excitante que eu mal posso pronunciar uma palavra. Meu Iceman passa a mão pelo meu rosto e sussurra: - Tudo bem, querida? Aceno com a cabeça e sorrio. Isso foi incrível. Nossas bocas se encontram. Se devoram, e Eric furioso volta a me penetrar. Ele se recuperou e sua ereção me necessita. Ele me toma em seus braços e, sob a água correndo, me faz sua. Presa contra a parede, meu amor se funde em mim, uma e outra vez, enquanto minhas pernas se enredam em volta de sua cintura, ansiosa por mais e mais. Dizemo-nos palavras quentes ao ouvido e cresce o nosso desejo. Palavras selvagens, olhando nos olhos para enlouquecermos mais. E quando nosso orgasmo nos faz gritar, ficamos apoiados na parede e Eric sussurra em meu ouvido: - Vai me matar pequena... Eu sorrio. Me movo e Eric me solta no chão. A água segue caindo sobre nossos corpos. Olhamos um para o outro e sorrimos. Quando saímos do chuveiro, eu olho para as outras pessoas no quarto e vejo que agora é a mulher que está na cama com os outros dois e Dexter a toca feito louco, pergunto:


- Isto é sempre assim? Eric concorda, e chegando mais perto de meu corpo, murmura: - Sempre. Quando a pessoa encontra o que deseja. São fantasias. Lembrese disso. Dez minutos depois, Eric e eu, vestidos, voltamos para o segundo quarto, onde estávamos. Ele me beija, desfruta de mim e eu dele. Estamos felizes. Estamos sintonizados. O que mais posso pedir? Depois de beber um par de bebidas mistas minha bexiga está explodindo. Eu indico que tenho que ir ao banheiro. Ele me diz onde é, e eu me encaminho. Ao entrar vejo duas mulheres se beijando, me olham, olho para elas e sorrio. Eu entro em uma cabine e de bom grado suspiro enquanto faço xixi. Ouço mais pessoas entrar no banheiro. Risos. Algumas mulheres sussurram e ouço: - Oh, sim! Na próxima sexta-feira eu tenho um jantar com Raimon Grüher e seus pais. Finalmente eu consegui meu objetivo. Ele vai me pedir em casamento. Guinchos de satisfação. Eu sorrio. E outra voz diz: - Onde você vai jantar com eles? -Às sete horas, na Trattoria de Vicenzo. Um lugar ideal, certo? -Maravilhoso. - E exclusivo. - E caríssimo. Risos novamente. - Mas espere, eu pensei que Raimon não era seu tipo. Você gosta dos garotos. - E não é mesmo querida, mas do seu dinheiro eu gosto. - Ambas sorriem, e eu suspiro. Pequena sirigaita! - Não é um homem que me enlouquece na cama.


Na sua idade, o que você espera? Mas eu já tenho isto resolvido com seu primo Alfred e os meus próprios amigos. No final fica tudo em família, você não acha? - Oh, Betta! Você é terrível. Betta?! Ela disse Betta? Meu coração começa a bater, quando ouço: - Olha quem está falando. Não que você seja uma santa, estando neste lugar sem seu marido. Se Stephen descobrisse, daria o troco. O sorriso me confirma que é ela. Betta! Sua risada de carne de porco é inconfundível. Abaixo o vestido, já que não estou usando calcinha porque Eric rasgou e abro a porta do banheiro. Elas olham para mim e percebo que Betta não se surpreende ao me ver no local. Pelo seu gesto, eu sinto que já sabia que eu estava ali. E antes que eu possa fazer qualquer coisa, me dá um empurrão que me joga contra a parede. Mas eu sou rápida, eu a pego pelo vestido e arranco. Ela cai de cabeça no chão. Sua amiga começa a chorar e vai em busca de ajuda. As duas mulheres que estavam se beijando correm . Nos deixam sozinhas. Quando ela cai ao meu lado, olho para sua mão. Vejo um anel em forma de margarida e, furiosa, grito: - Você tocou nele, maldita porca. Você tocou em Eric? Ela sorri maliciosamente. - Me parece que os dois estavam gostando quando eu toquei, não? Sua declaração me deixa sem palavras. Vou matá-la! Dou-lhe um tapa e depois outro, ante a cara de horror de uma mulher que entra neste momento no banheiro. Betta levanta do chão, e eu sigo. Ela é mais alta que eu, porém eu sou muito mais ágil e rápida do que ela, e quando vai escapar, o empurro contra a parede, prendendo-a, sibilo:


- Como você ousa tocá-lo? - Eu grito. Ela não responde. Apenas sorri e, furiosa, digo: - Eu disse que não queria você perto de Eric. - Tudo o que você disse não me importa. Oh, Deus, eu rasgo as extensões! E olhando para ela, grito com raiva: - Eu te disse que se me provocasse, me encontraria, cadela! Betta grita. Ela se assusta quando torço o braço e, de repente, Eric me agarra, me separa dela, e pergunta: - Pelo amor de Deus Jud, o que você está fazendo? Betta, com o rosto enrugado e olhar recriminador, grita: - Tua namorada é uma assassina. - Você vai ver cadela! - Eu grito. - Ela me viu e me atacou. - Você é uma sem-vergonha. Me atacou primeiro. - Mentirosa. E olhando para Eric, ela murmura: Querido, não acredite nela. Eu estava no banheiro, e ela veio e... - Cale a boca, Betta! - Eric grita, enfurecido. - Querido! Você quis dizer "querido"? - Eu grito, me livrando dos braços de Eric. Não o chame de querido, vadia! Eric me segura. Estou uma fera. Ele olha para mim e diz: - Não entre no seu jogo, querida. Olhe Jud. Olhe para mim. Mas eu estou pronta para tirar os olhos desta que me olha com diversão, e grito: - Como você pode tocar? Como você pode se aproximar dele? De nós? - Este é um lugar público, bela. Não é um lugar exclusivo para você e Eric.


- Betta, basta! - Eric grita sem entender o que queremos dizer. Vou matar. Eu vou matar ela! Eric, furioso, tenta me acalmar. Não preste atenção em Betta, ela não interessa. Só presta atenção em mim, até que ela grita: - Esta é a segunda vez que me ataca em Munique. O que aconteceu com sua namorada? É um animal? Isso atrai a atenção de Eric e me pergunta: - É a segunda vez? Eu não respondo. Suspiro, e ela insiste: - Sim. Na loja da Anita. Estava com sua irmã Martha, e ela também me atacou. As duas me perseguiram e me bateram, e... - Será que você faria isso? - Eric pede, irritado. Constrangida por reconhecer, e em especial como ele me olha, eu respondo: - Sim. Ela me devia. Por sua culpa nós rompemos, e... Eric me solta e leva as mãos à cabeça. - Pelo amor de Deus, Judith, somos adultos. Como você pode fazer algo assim? Espantada com a forma que ele está interpretando, eu olho e sussurro: - Quem me provoca, me paga. E esta cadela me provocou. Frida, alertada, entra no banheiro. Ao ver Betta não pensa. Se aproxima e lhe dá uma bofetada. - Cadela, o que você está fazendo aqui? - Ela grita. Betta olha ao redor. Nenhuma ajuda. Todos sabem sua história com Eric, e nos ameaça aos gritos:


- Eu vou chamar a polícia e vou denunciar a todos. - Chama. – Gritamos eu e Frida. Aquela idiota puxa seu celular de última geração, e após tentar, grita frustrada: - Por que não tem sinal aqui? Frida e eu sorrimos e digo com ironia: - Saia do banheiro. Lá fora certamente tem sinal.Vamos.., chame a polícia. Será ótimo que seus futuros sogros e maridinho descubram que você estava aqui. Andrés chega, censura sua esposa e a repreende ao vê-la gritar. Frida reclama e sai do banheiro, irritada. Não suporta Betta. Björn, que até então tinha permanecido ao lado da porta, olha para seu amigo irritado, e sussurra: - Isto já acabou. Vamos sair daqui. Eric, sem me avisar, sai do banheiro. Betta sorri. E eu, incapaz de segurar meu instinto, lhe dou um empurrão contra o banheiro. - Eu juro pelo meu pai que isso não acaba aqui. Uma vez que saio do banheiro, muito irritada, Björn agarra meu braço, me faz olhar e murmura: - Assim não se resolve as coisas, linda. - O que quer dizer? Eu não quero resolver coisa alguma com essa cadela! E depois contar-lhe o que aconteceu em Madrid, e do rompimento entre Eric e eu, diz: - Não me admira o que aconteceu aqui. Além disso, estou prestes a entrar e dar mais uma bofetada. Isto me faz rir. Björn, vendo meu gesto, sorri e me abraça. Neste momento, Eric vem até nós e, com fúria em seus olhos, diz:


- Estou indo para casa. Você vem comigo ou vai ficar com Björn para continuar a jogar? Surpresos, olhamos para ele e digo: - Você é um babaca. - Jud...- Eric sibila. - Nem Jud nem leite. O que você está querendo insinuar com isso? Eric não responde. Björn, se divertindo, me empurra para Eric e acrescenta: - Vamos pombinhos. Terminem a discussão em casa, na cama! No carro não falamos. Ambos estamos com raiva e não entendo por que ele tem essa raiva. No final de tudo, Betta mereceu. E ainda por cima teve a coragem de tocá-lo. De tocar-nos. Para se aproximar de nós. Maldita mulher! Ao longo do caminho, os nossos celulares tocam. Temos recebido várias mensagens. Não olhamos. Nós não estamos com humor. Estou certa de que é Frida e Björn, para ver como estamos. Quando chegamos em casa, colocamos o carro na garagem, dou uma batida com a porta e Eric me olha, e ansiosa para entrar numa briga, grito: - O que houve? Eric avança sobre mim. - Você poderia não ser tão estúpida e fechar com cuidado. - Não. Ele levanta uma sobrancelha surpreso e repete: - Não? - Exatamente. Não, não quero ter cuidado! E não quero ter, porque estou muito brava com você. Primeiro por gritar comigo na frente da idiota da Betta, e segundo pela idiotice que disse em relação à Björn.


Eric fecha os olhos. - Por que você não me contou sobre Betta? - Porque eu não vi necessidade. É entre eu e ela. - Entre você e ela? - Exatamente. E antes que você acrescente qualquer outra coisa, deixe-me dizer que meu pai me ensinou a... - Já estamos com o seu pai? Quer deixar seu pai fora disto? Indignada com a sua fúria, grito: - Pois bem,... e porque não posso falar sobre o meu pai quando me dá vontade? - Porque estamos falando de Betta, não do seu pai. - Você é um idiota, sabia? Eric não responde. E como não posso manter o que penso, o deixo ir: - Eu ia dizer, que o meu pai me ensinou a não ser vítima de pessoas más. Aquela idiota, para não dizer algo pior, brincou comigo. Foi uma megera e tentou complicar a minha vida. O que você quer? Que quando a vejo lhe abrace? Olha, não... Isso você não acredita nem depois de muito Möet Rosa. Sem olhar para mim, toca sua testa. - Não pretendo que bata palmas. Só quero que não tenhas nada a ver com ela. Fique longe de Betta, e poderemos viver em paz. - E o que dizer desta noite? Essa... essa...cadela teve o descaramento de se aproximar de nós no quarto escuro. Tocou você. Ela passou as mãos sujas pelo seu corpo, e eu incentivei sem perceber que era ela. Tocou em você diante de mim. Voltou a me provocar. Mais uma vez ela jogou sujo.Você acha que eu deveria perdoar novamente? Eric não responde. O que acaba de escutar o surpreende.


- Ela era a mulher que... - Sim, ela. Aquela nojenta. Ela esteve no quarto escuro! – Grito em desespero. Escuto amaldiçoar. Caminhar de um lado para o outro e finalmente murmura: - É tarde. Vamos para a cama. - Uma merda. Estamos conversando. Não importa a hora que seja. Você e eu estamos tendo uma conversa adulta e não vou deixar que interrompa porque você não quer falar sobre isso. Acabo de dizer que essa cadela voltou a nos enganar. Ela jogou sujo. Nervoso, se move pela garagem. Amaldiçoa. De repente, se fixa em algo. Vejo o meu capacete amarelo da moto. Oh não! Eu fecho meus olhos e amaldiçôo. Deus, agora não! Eric caminha em direção ao seu objetivo e grita, quando retira o plástico azul. - O que essa moto faz aqui? Bufo. A noite vai de mal a pior. Eu ando até ele e respondo: - É a minha moto. Incrédulo, olha para mim, olha a moto e diz: - É a moto de Hannah. Por que está aqui? - Sua mãe me deu de presente. Ela sabe que eu faço MotoCross e... - Isto é inacreditável! Inacreditável! Consciente do que ele pensa, suavizo meu tom. - Ouça Eric. A Hannah gostava do mesmo esporte que eu, e como eu não tenho minha moto aqui, e... - Você não precisa desta moto, porque aqui você não vai fazer MotoCross. Eu te proíbo!


Isso me enfurece. Me pinica o pescoço. Quem é ele para proibir alguma coisa? E pronta para a batalha, respondo: - Você está errado. Vou continuar fazendo MotoCross. Aqui, lá e onde eu bem entender. E para que saibas: tenho ido algumas manhãs com seu primo Jürgen e seus amigos para correr. Aconteceu alguma coisa? Nãoooooooo..., mas você como sempre, tão dramático. Seus olhos queimam. Não estou fazendo bem para ele. Sei que estou colocando o pé no fundo, mas nada posso fazer. Eu sou uma boca grande! Eric me olha. Acena com a cabeça. Morde o lábio. - Está escondendo coisas de mim? - Sim. - Por quê? Acredito que a primeira coisa que nos pedimos quando retomamos nosso relacionamento foi sinceridade. Certo, Judith? Eu não respondo. Eu não posso. Ele está certo. Sou a pior. Me pinica o pescoço. A alergia! De repente, a porta da garagem se abre e entra Sônia e Martha. Nos olham e Sônia diz: - Para que vocês têm os telefones? Me surpreendo ao vê-las aqui. Que horas são? Mas Eric grita: - Mãe, como você pode dar a moto para Judith? A mulher me olha. Eu suspiro. - Filho, vamos, relaxe. Essa moto em casa não servia para nada, e quando Judith me disse que fazia MotoCross como Hannah, pensei e decidi dar de presente. Eric bufa e grita de novo: - Como tenho que dizer para que não se intrometa na minha vida? Como? - Desculpe Eric... É a minha vida! - Esclareço ofendida.


Martha, vendo o gênio de seu irmão, olha e grita, apontando: - Ponto um: não grite com a mamãe assim. Ponto dois: Judith é maior de idade para saber o que pode ou não pode fazer. Ponto três: se você quiser viver em uma bolha de vidro não quer dizer que nós tenhamos que viver. - Cale a boca, Martha! Cale a boca! - Eric sibila. Mas sua irmã se aproxima dele, e acrescenta: - Eu não vou me calar. Estamos ouvindo de dentro da casa. E tenho que dizer que é normal que Judith não diga sobre a moto ou qualquer outra coisa. Como ia contar? Com você não se pode falar. Você é o Senhor Ordeno e Mando. Tem que fazer somente o que você gosta, ou dá uma de Deus. - E, olhando para mim, ela diz: - Você já disse sobre mim e mamãe? Nego com a cabeça, e Sônia com as mãos sobre a boca, sussurra: - Filha por Deus,... cale a boca. Eric sem acreditar, nos observa. Seu gesto está se tornando mais escuro. Por fim ele tira o casaco. Está com calor. Deixa sobre o capô do carro, põe as mãos na cintura, e me dando um olhar intimidador pergunta: - O que é isso de contou sobre minha mãe e minha irmã? Que outros segredos você esconde de mim! - Filho, não grite com a Judith. Coitada. Eu não posso falar. Tenho a língua grudada no palato, e Martha, curta e grossa diz: - Para seu registro, mamãe e eu estamos fazendo um curso de páraquedismo há meses. Aha! Já falei. Agora, pode ficar com raiva e gritar, isso sim lhe dá de motivo, irmãozinho. O rosto de Eric é um poema. - Pára-quedismo? Vocês enlouqueceram?


As duas abanam a cabeça e, de repente Simona, envergonhada, entra na garagem. - Senhor, Flynn está chorando. Quer que você suba. Eric olha para a mulher e diz: - O que Flynn faz acordado há esta hora? - Da um passo, pára. Olha para a sua irmã e sua mãe, e pergunta: - O que aconteceu? Por que vocês estão aqui há esta hora? Não lhes dá tempo para responder. Sai como um tiro para o quarto de Flynn. Sônia vai atrás dele. Martha me olha assustada, e eu pergunto: - O que houve? Martha suspira e olha para mim. - Céus.., lamento dizer que meu sobrinho caiu com o skate e quebrou um braço. Quando escuto minhas pernas amolecem. Não. Não pode ser verdade! - Como? - Eu chamei o telefone milhares de vezes, mas vocês não atenderam. Branca como a parede, olho para Martha . - Não havia cobertura onde estávamos. Ele está bem? - Sim, como se não bastasse, Eric vai ficar com mais raiva de você. Ao entrarmos no interior da casa, meu coração bate forte. Eric não vai me perdoar por nada disto. Todos os segredos que me atormentavam vêm à luz ao mesmo tempo. Isso vai deixá-lo muito zangado. Eu sei disso. Eu o conheço. Quando eu entro no quarto de Flynn, o pequeno está engessado. Ele olha para mim e quando eu chego perto dele, Eric fica na frente e sussurra: - Como você pode me desobedecer? Eu disse não para o Skate. Tremo. Tremo incontrolavelmente e com um sussurro digo:


- Sinto muito Eric. Com o gesto completamente deslocado, ele me despreza. - Não tenha dúvida, Judith. Claro que você vai sentir. Eu fecho meus olhos. Eu sabia que isto aconteceria um dia, mas eu nunca pensei que Eric reagiria de forma tão dura. Estou tão confusa que não sei o que dizer. Eu só vejo o seu olhar frio. Deixando-me de lado, eu me aproximo do menino e o beijo na testa. - Você está bem? O garoto acena com a cabeça. -Perdoe-me Jud. Eu estava entediado e peguei o skate e caí. Com carinho, sorrio e sussurro: - Sinto muito, querido. O pequeno assente com tristeza. Eric pega meu braço, me puxa para fora do quarto com a mãe e a irmã, e diz com raiva: -Vão dormir. Amanhã eu falo com vocês. Eu vou ficar com Flynn. Naquela noite, quando entro em nosso quarto, não sei o que fazer. Me sento na cama e me desespero. Quero estar com Eric e Flynn. Eu quero me juntar a eles, mas Eric não deixa.


Capítulo 36 Na manhã seguinte, quando desço até a cozinha, estão sentados à mesa Martha, Eric e Sônia. Discutindo. Quando eu entro, ficam quietos e isso me faz sentir terrível. Simona, carinhosamente, me prepara uma xícara de café. Com seus olhos me pede tranqüilidade. Conhece Eric e sabe que ele está furioso, e me conhece. Quando eu me sento à mesa olho para Eric e pergunto: - Como está Flynn? Com um olhar severo que eu não gosto, sussurra: - Graças a você, com dor. Sônia olha para o seu filho e rosna: - Maldito seja Eric, não culpe a Judith! Por que você insiste em culpá-la? - Porque ela sabia que não devia ensiná-lo a usar o skate. Portanto a culpa é dela - responde com raiva. Minhas pernas tremem. Eu não sei o que dizer. - Mas você é estúpido ou se faz? - Martha intervém. - Martha...- Eric sibila. - O que é que ela não deveria? Mas você não vê que o menino mudou por causa dela? Não vê que Flynn não é mais a criança introvertida que era antes dela chegar? -Eric não responde, e Martha continua. - Você deveria agradecerlhe por ver Flynn sorrir e se comportar como uma criança da sua idade. Porque, sabe irmãozinho? As crianças caem, porém se levantam e aprendem, algo que, aparentemente, você ainda não aprendeu.


Sem resposta. Ele se levanta e sai da cozinha sem olhar para mim. Meu coração se encolhe, mas depois de dar uma olhada para as três mulheres que me observam, murmuro: - Fiquem tranqüilas, falarei com ele. - Dê uma bofetada. É o que ele merece. - Martha sussurra. Sônia me olha, toca minha mão e sussurra: - Não se culpe por nada, querida. Não é culpa sua. Nem mesmo de ter a moto de Hannah e sair com Jürgen e seus amigos. - Eu tinha que ter-lhe dito. - Afirmo. - Sim, claro, como se fosse tão fácil dizer alguma coisa ao senhor malhumorado! - Martha protesta. - Você tem muita paciência com ele. Você deve gostar muito, porque senão, não entendo como suporta. Eu o amo, ele é meu irmão, mas eu te garanto que não o suporto. - Martha... - Sônia sussurra - Não seja tão dura com Eric. Ela se levanta e acende um cigarro. Peço outro. Preciso fumar. Quando eu saio da cozinha vinte minutos mais tarde, me aproximo da porta do escritório de Eric.Tomo ar e entro. Ao me ver crava seus olhos acusadores em mim e sussurra: - O que você quer Judith? Eu me aproximo. - Desculpe. Desculpe não ter dito que... - Não aceito o seu pedido de desculpas. Você mentiu. - Você está certo. Eu tenho escondido as coisas, mas... - Você mentiu o tempo todo. Tem escondido coisas importantes quando você sabia que não deveria fazer isso. Sou tão ogro que não pode me dizer as coisas?


Eu não respondo. Silencio. Nos olhamos e, finalmente, pergunta: - O que significa para você agora e sempre? O que significa para você o compromisso de estarmos juntos? Suas perguntas me abalam. Eu não sei o que dizer. Silencio. No final, ele diz: - Olha Judith, estou muito bravo com você e comigo mesmo. Melhor sair do escritório e me deixar em paz. Eu quero pensar. Preciso relaxar ou, como eu estou, vou fazer ou dizer algo que vou me arrepender. Suas palavras me levantam e sem ignorá-lo, digo: - Você está me tirando de sua vida como sempre faz quando fica com raiva? Não responde. Me olha, olha, olha, e eu decido me virar e sair da sala. Com lágrimas nos olhos, caminho para o meu quarto. Entro e fecho a porta. Sei que sua raiva é justificada. Sei que procurei por isto, mas ele tem que perceber que, se eu não disse nada que era porque todos temiam a sua reação. Estou arrependida. Muito arrependida, mas nada pode ser feito. Dez minutos depois, Martha e Sônia vêm dizer adeus. Estão preocupadas. Eu sorrio e digo que podem ir tranqüilas. O sangue não chegará ao rio. Quando elas saem, eu me sento no tapete macio do meu quarto. Por horas eu penso e lamento. Por que eu fiz tudo tão errado? De repente, ouço um carro sair. Eu olho para fora da janela e fico sem palavras ao ver que é Eric quem sai. Eu saio do quarto, olho para Simona, e antes de perguntar, ela explica: - Saiu para encontrar Björn. Disse que não vai demorar. Eu fecho meus olhos e suspiro. Subo ao quarto de Flynn, e o pequeno ao me ver sorri. Ele parece melhor do que na noite anterior. Me sento na cama e sussurro, tocando sua cabeça:


- Como você está? - Bem. - Dói o braço? O garoto acena com a cabeça e, ao sorrir, digo: - Aiiii Deus, querido você também quebrou um dente! O alarme em meu rosto é tal que Flynn sussurra: - Não se preocupe. A vó Sônia disse que é de leite. Concordo e me surpreendo com suas palavras: - Eu sinto que o tio está tão bravo. Não levará o skate. Você me pediu que nunca usasse sem estar perto. Mas eu estava entediado e... - Não se preocupe Flynn. Essas coisas acontecem. Sabe, quando eu era pequena, uma vez que quebrei uma perna ao saltar de moto e, anos depois, um braço. As coisas acontecem porque têm que acontecer. Realmente, não se preocupe. - Não quero que você vá embora, Judith! Isso me perturba. - E por que eu iria embora? - Eu peço. Não responde. Me olha, e então sussurro: - O seu tio falou que vou embora? O garoto nega com a cabeça, mas eu tiro minhas próprias conclusões. Deus, não. De novo não! Eu engulo o caroço de emoção na minha garganta que quer sair. Respiro e sussurro: - Escuta querido. Não importa se vou ou se fico, ainda vamos ser amigos, certo? Ele acena com a cabeça, e eu com dor no coração mudo de assunto:


- Gostaria de jogar cartas? O menino concorda, e eu engulo as lágrimas. Brinco com ele enquanto minha cabeça pensa no que disse. Será que Eric quer que eu vá? Após o almoço, Eric retorna. Vai direto para o quarto de seu sobrinho, e eu me abstenho de entrar. Por horas me sento no sofá da sala e assisto televisão até que eu não posso mais, saio para rua com Susto e Callamar. Dou um passeio pelo bairro e demoro além da conta, com a esperança de que Eric me procure ou me chame no celular. Mas nada disso acontece, e quando eu volto, Simona sai de casa e diz que o senhor já foi dormir. Eu verifico o meu relógio. Onze e meia da noite. Confusa porque Eric vai para a cama antes de voltar, entro na casa e, após dar água aos animais, subo a escada com cuidado. Eu olho para o quarto de Flynn e o pequeno dorme. Vou até ele, dou-lhe um beijo na testa e vou para o meu quarto. Ao entrar, olho para a cama. A escuridão não me deixa ver claramente Eric, mas eu sei que o vulto que vislumbro é ele. Silenciosamente eu tiro a roupa e me meto na cama. Tenho os pés congelados. Eu quero abraçá-lo e, quando me aproximo, ele se vira.

Seu desprezo dói, mas decidida a falar com ele, murmuro: - Eric, eu sinto muito querido. Por favor, me perdoe. Eu sei que está acordado. Eu sei disso. E sem se mexer responde: - Você está perdoada. Vá dormir. É tarde. Com o coração partido eu rolo na cama e tento dormir sem ser tocar-lhe. Dou mil voltas e finalmente consigo.


Capítulo 37 Quando acordo no dia seguinte, estou sozinha na cama. Isso não me surpreende, mas quando vou até a cozinha e Simona diz-me que o senhor foi trabalhar, bufo de indignação. Porque logo hoje me deixei dormir? Como posso, passo o dia com Flynn. O pequeno está irritado. Ele machucou o braço e a sua ligação comigo é zero. Desesperada, sento-me com Simona a ver «Loucura de Esmeralda». Naquele dia, Luis Alfredo Quiñones, o amor de Esmeralda Mendoza, acredita que ela o está traindo com Rigoberto, o noivo dos falcões de San Juan, e quando o capítulo termina Simona e eu olhamos uma para a outra desesperadas. Como nos podem deixar assim? Eric não vem almoçar, e retornando no final da tarde do escritório, quando me vê, não me beija. Cumprimenta-me com um breve movimento de cabeça e vai para ver o seu sobrinho. Janta com ele, e quando chega à hora de dormir, faz o mesmo da noite passada. Ele vira-se e não me fala. Não me abraça. Durante quatro dias suporto esse tratamento. Não me fala. Não me olha. E na quinta-feira surpreende-me quando me procura no meu pequeno quarto e late: - Nós temos que conversar. Ugh, que mal soa essa frase. É angustiante, mas concordo. Me diz para passar no seu escritório. Vai ver o seu sobrinho. Faço o que me pede. Espero-o. Espero por mais de duas horas. Está a provocar-me. Quando entra no seu escritório, estou muito nervosa. Ele senta-se na sua mesa. Olha-me como levava dias sem olhar-me e espalha-se na sua cadeira. - Você dirá.


Boquiaberta, olho para ele e sussurro: - Eu direi?! - Sim, você dirá. Te conheço e sei que terá muito que me dizer. Como um furacão muda-me o gesto. Com a sua arrogância em certas ocasiões, eu posso, e, sem mais, explico-me: - Como podes ser tão frio? Por favor! Estamos na quinta-feira e desde sábado que não me falas. Oh, Deus, eu estava ficando louca. Por acaso pretendes não me falar mais? Martirizar- me? Pregar-me numa cruz e ver como eu sangro diante de ti? Frio... frio ... isso é o que você é: um frio alemão. Vocês são todos iguais. Vocês não têm sentido de humor. Mas quando conto uma piada, vocês nem riem, e se sou simpática vocês acreditam que eu estou flertando. Por favor, em que mundo vivemos? Fiquei aborrecida, entediada! Como pode ser tão ... tão ... idiota? - Grito. Cansada! Eu estou farta! Nestes momentos, não sei o que fazemos eu e tu juntos. Somos fogo contra gelo, e eu estou cansada de tentar não me consumas com a porra da sua maldito frieza. Não responde. Só olha para mim e continuo: - A tua irmã Hannah morreu e você cuidas do seu filho. Você acha que ela aprovaria o que estás a fazer com ele? – Eric bufa. Eu não a conheci, mas pelo que eu sei dela, eu tenho certeza que teria ensinado a fazer a Flynn tudo o que tu lhe negas. Como disse a tua irmã na outra noite, as crianças aprendem. Eles caem, mas levantam-se. Quando tu te vais levantar? - O que queres dizer? Murmura com fúria. - Digo que deixe de te preocupar com coisas que ainda não aconteceram. Digo que deixes viver os outros e entendas que nem todos gostam da mesma coisa. Quero dizer que aceites que Flynn é uma criança e que deve aprender centenas de coisas que… - Chega!


Contorço as mãos. Estou muito nervosa e ao ver o seu gesto contrariado, pergunto - Eric não sente falta de mim? Não tens saudades? - Sim. - E por quê? Estou aqui. Toca-me. Abraça-me. Beija-me O que esperas para falar comigo e tentar perdoar-me de coração? Foda-se! Não matei ninguém. Sou humana e cometo erros. Está bem, aceito o da moto. Tinha de te ter dito. Mas vamos ver, eu te proibi de ir ao tiro olímpico? Não, verdade? E porque eu não te proibi apesar de eu odiar armas? Muito simples, Eric, porque eu te amo e respeito que gostes de algo que eu não gosto. Quanto a Flynn, na verdade, disseste-me para ele não andar de skate, mas o menino queria. A criança precisava fazer o mesmo que os seus companheiros para demonstrar àqueles que o chamam de "chino, meleca e galinha" que pode ser um deles e ter a porra de um skate. Ah, e isso para não dizer que o garoto gosta de uma garota da sua classe e quer impressioná-la. O quê, tu não sabias? Ele negou com a cabeça, e continuo: -Quanto à tua mãe e à tua irmã, elas pediram-me para não dizer nada, que mantivesse o segredo. E a pergunta é: quando o meu pai te guardou o segredo do que tinhas comprado a casa em Jerez, eu devia ter-me zangado com ele, tinha de apedrejá-lo por isso? Vamos, por favor... Eu só fiz o que as famílias fazem: mantive pequenos segredos e tentei ajudar. E quanto a Betta, oh, Deus, cada vez que eu penso que te tocou à minha frente, eu fico louca. Se eu soubesse, eu cortaria as garras por que... - Cale-se! Eric grita, com veemência. Já ouvi o suficiente. Isso me irrita, e eu sou incapaz de calar-me. - Estás à espera que eu vá embora, certo? A minha pergunta surpreendeu-o. Eu conheço-o e os seus olhos dizem-me isso. E, sem dar trégua, porque eu estou histérica, eu pergunto:


- Porque disseste a Flynn que talvez me vá daqui? Por acaso é o que me vais pedir para fazer e já estás a preparar a criança? Continua surpreendido. - Eu não disse isso a Flynn. Do que falas? - Não acredito em ti. Não me responde. Olha-me, olha-me, e olha-me, e no final diz-me: - Não sei o que fazer contigo, Jud. Eu quero-te, mas você me deixa louco, louco. Preciso de ti, mas as vezes me desespero. Te adoro, mas… - É um idiota…! Ele levanta-se da mesa e exclama com a cara contraída: - Pára! Não volte a me insultar. - Idiota, idiota e imbecil. Meu Deus, como mês estou a passada! Mas depois de tantos dias sem falar comigo, eu sou um Tsunami. Ele olha-me, furioso. Eu encorajada e, com intrepidez, repreendo-o: - Deveria mudar-te o nome e chamá-lo de Sr. Perfeito. O que é isso? Você não comete erros? Ah, não, Mr. Zimmerman é Deus! - Queres calar a boca e ouvir-me? Eu preciso te dizer uma coisa e quero pedir-te... - Quer me pedir para ir embora, certo? Só precisa que eu não cumpra alguma outra regra para te tirar da tua vida de novo. Não responde. Olhamos um para o outro como rivais. Eu quero beijá-lo. Desejo-o. Mas este não é o momento para isso.

Então abre-se a porta do escritório e Björn aparece com uma garrafa de champanhe nas mãos. Nos olhamos e antes que diga alguma coisa, eu me


aproximo dele. Eu agarro o seu pescoço e beijo-o nos lábios. Meto a minha língua na sua boca e os seus olhos olham para mim de forma estranha. Ele não entende o que estou a fazer. Quando eu me separo dele, furiosamente, olho para Eric e digo perante a cara de incredulidade de Björn: - Acabo de quebrar a sua grande regra: a partir deste momento a minha boca já não é tua. A cara de Eric é indescritível. Eu sei que não esperava isso de mim. E diante da expressão alucinada de Björn, explico: - Vou te facilitar a vida. Não é preciso que me deixe, porque agora quem se vai sou eu. Recolherei todas as minhas coisas e desaparecerei da tua casa e da tua vida para sempre. Estou cansada de ter que esconder-te as coisas. Entediada com as tuas regras e aborrecida - grito! Mas antes de sair e com a respiração entrecortada murmuro: -Só te vou pedir um último favor, eu preciso do teu avião para me levar,a Susto e às minhas coisas para Madrid. Não quero meter Susto numa jaula no porão de um avião e ... - Por que não fica quieta? - pragueja, furioso, Eric. - Porque não me apetece. Crianças, por favor, acalmem-se - pede Björn. Eu acho que vocês estão exagerando as coisas e... - Eu estive calada - prossigo, ignorando Björn e olhando para Eric - quatro dias e a ti não te importou o que eu poderia pensar ou sentir. Não te importou a minha tristeza, a minha raiva ou a minha frustração. Portanto, não me peças agora que me cale, porque eu não vou calar-me. Björn, atordoado, observa-nos, e Eric murmura: - Por que está dizendo tantos disparates? - Para mim, não são.


Tensão. Olhamo-nos com raiva e o meu alemão pergunta: - Porque vai levar Susto? Irritada, aproximo-me dele. - O quê vai lutar pela custódia dele? - Nem ele e nem você vão sair daqui. Esquece! Depois do seu grito, levanto o queixo, retiro o cabelo do rosto e murmuro: - Tudo bem. Já vejo que não me vais ajudar no que se refere à porra do teu jacto particular. Perfeito! Susto fica contigo. Encontrarei uma maneira de levá-lo, porque eu me recuso a colocá-lo no porão de um avião. Mas saiba que eu vou no domingo! -Então vai, porra! Vai embora! - grita, descontrolado. Sem mais, saio do escritório enquanto sinto que, de novo, tenho coração partido. Na noite durmo no meu quarto. Eric não me procura. Não se preocupa comigo e isso me desmotiva total e completamente. Cumpri o seu objetivo. Facilitei que não fosse ele que me jogou fora da sua casa e da sua vida. Deitada no tapete junto a Susto, olho pela cristaleira enquanto estou consciente de que a minha bonita história de amor com este alemão acabou. No dia seguinte, quando Eric vai para o trabalho, eu estou arrasada. O tapete é a bomba, mas eu tenho as costas quebradas. Quando entro na cozinha, Simona, alheia à minha dor, me cumprimenta. Eu tomo café em silêncio, até que eu peço-lhe para se sentar ao meu lado. Quando lhe conto que me vou embora, o seu rosto contrai e, pela primeira vez em todo o meu tempo aqui, vejo a mulher chorar com desconsolo. Abraça-me e eu abraço-a. Durante horas eu recolho todas as minhas coisas que há ao redor da casa. Eu guardo fotos, livros, caixas de CD, e cada vez que eu fecho com fita, o meu


coração encolhe. Na parte da tarde, fico com Martha no bar de Arthur, e quando eu digo que estou indo embora, surpreendida, diz: - Mas o meu irmão é um imbecil? Sua expressão faz-me sorrir e depois de tranquilizá-la, murmuro: - É o melhor, Martha. Está visto que o teu irmão e eu nos amamos muito, mas somos totalmente incapazes de resolver os nossos problemas. -Meu irmão e tu, não. O meu irmão! Ela insiste. Conheço esse teimoso, e se você está indo é certo, é porque ele não te fez as coisas fáceis. Mas eu juro pela minha mãe que me vai ouvir. Vou pô-lo verde por ser como é. Como pode deixarte ir? Como? Frida se junta à nossa dor e, durante horas, nós conversamos. Consolamos umas às outras, enquanto Arthur se aproxima de nós para nos trazer bebidas frescas. Não sabe o que nos acontece. Tudo o que sabe é que tão depressa choramos como rima. De repente, lembro-me de alguma coisa. Olho para o relógio. É sexta-feira e são sete e vinte. - Vocês sabem onde fica a Trattoria de Vincenzo? - Tem fome? Martha pergunta. Neguei com a cabeça e comento que há essa hora eu sei que Betta estará nesse lugar. - Oh, não! Frida diz ao ver o meu olhar. Não te atreva, se Eric sabe disso ficará mais chateado e... - Então o quê? – pergunto – Ele importa agora? As três nos olhamos, como bruxas, e desatamo-nos a rir. Nós subimos para o carro de Martha e vinte minutos depois estamos em frente a esse lugar. Rindo, nós arquitetamos um plano. Essa Betta que vai saber quem é Judith Flores.


Quando entramos no belo restaurante, esquadrinho o ambiente procurando por ela. Como imaginava, está sentada numa mesa com várias pessoas. Por um tempo eu assisto. Parece satisfeita e feliz. -Judith, se quiser, nós vamos – sussurra Martha. Eu nego com a cabeça. A minha vingança será completa. Caminho decidida até a mesa, e Betta, quando nos vê as três, fica branca. Eu sorrio, e pisco-lhe um olho. Para ruim, eu! Quando estamos lá, Frida diz: - Oh, Betta. Você aqui? - Bem, bem, que coincidência! Eu digo, rindo e Betta se decompõe. Todos os comensais da mesa nos observam, e eu apresento-me. -Sou Judith Flores, espanhola como Betta. – Todos assentem e sopro com um sorriso encantador e angelical. -Prazer em conhecê-los. Digo. Os comensais sorriem e sem perder tempo, eu pergunto: - Um passarinho disse-me que hoje alguém iria perguntar algo importante. É verdade que te pediam em casamento? Com um sorriso perdido, assente e o noivo dela, um homem de alguma idade, diz, feliz: - Sim, senhora. E esta beleza disse que sim. - E, tomando-lhe a mão, ele acrescenta: -Na verdade, a minha mãe acaba de dar –lhe o anel de noivado da família, uma verdadeira jóia. -Os convidados aplaudem. Martha, Frida e eu também. Todo mundo sorri enquanto nos oferecem algumas taças de champanhe e, encantadas da vida, aceitamos e bebemos. Dão-nos espaço. Sentamos à mesa com eles, e Betta observa-me. Eu sorrio e olhando para o seu futuro marido, eu digo: Raimon, ela sim é uma jóia... uma verdadeira jóia.


O homem acena com a cabeça, orgulhoso e, divertida, junto os meus dois companheiros o encorajamos todos a gritar: -Beijem-se! Betta olha pra mim furiosa e eu, encantada, aplaudo, até que finalmente se beijam. Quando o fazem, cabeceio, e com uma voz angelical, eu pergunto novamente: - E quem é o primo Alfred? Um jovem da minha idade levanta a mão e olhando para ele, pergunto: - Disse a Raimon que você está dormindo com Betta também? Eu acho que ele merece saber, ainda que tudo fique em família. Os rostos de todos mudam. Raimon, o noivo, levanta-se e pergunta: - O que você disse, jovem? Com pesar, assinto. Toco no ombro do pobre Raimon, levanto-me e sussurro: -Vamos, Alfred, Diga! Todo mundo olha para o jovem, envergonhado, e Frida insiste: - Então, Alfred... é teu primo. É o mínimo que você pode fazer. Betta está roxa. Não sabe para onde ir, enquanto aqueles que se tornariam seus sogros exigem que ela devolva o anel de família. Encantada por ver aquilo, olho para o desbotado Raimon e murmuro: Eu sei que é uma merda o que eu estou te dizendo, mas, eventualmente, você vai me agradecer, Raimon. Esta jóia só se casa com você pelo seu dinheiro. Na cama, você não coloca nada e ela dorme com meia Alemanha. E antes que você pergunte, sim, eu posso provar. Fora de si, Betta se levanta e grita enquanto a mãe de Raimon puxa seu dedo para obter o seu anel:


- Besteira, isso é uma mentira! Raimon, não a ouça! Martha, que tem estado calada até o momento, sorri com malícia e diz: -Betta,

Betta... …conhecemos-te.

E olhando para

os

convidados,

acrescenta: Meu irmão chama-se Eric Zimmerman, saiu com ela por um tempo, mas deixou-a quando a encontrou a brincar com o seu próprio pai na cama. O que vocês acham? Feio, não é? Alucinados, todos se levantam para pedir explicações, e Frida sussurra: - Aiiiii, Betta, quando você vai aprender! Raimon está furioso e seus pais, junto com outras pessoas, não dão crédito ao que ouvem. Alfred não sabe onde meter-se. Gritam todos. Todos opinam. Betta não sabe o que dizer, e então, sem tocá-la, me aproximo dela e murmuro em espanhol: -Eu te disse. Eu disse que comigo não se brinca, cadela! Volta a se aproximar de Eric, da sua família, dos seus amigos ou de mim e eu juro que te expulsam da Alemanha. Dito isto, Frida, Martha e eu deixamos o restaurante. A minha vingança sobre essa idiota está completa. Com a adrenalina no ar, decidimos ir dançar no Guantanamera. Não quero regressar a casa. Não quero ver Eric, e um pouco de salsa cubana e açúcar será bom.


Capítulo 38 No dia seguinte, com uma ressaca monumental, pois a noite foi rachando e eu só dormi algumas horas na casa de Martha, quando chego em casa de Eric, ele está lá. Quando ele me vê entrar com óculos de sol, caminha na minha direção e assobia com raiva: - Posso saber onde você dormiu? Surpresa, eu levanto a minha mão e sussurro: -No meio da rua, posso te garantir que não. Ele rosna. Blasfema. Ele permite saber o quão preocupado esteve. Eu ignoro-o. Caminho decidida enquanto sinto os seus passos atrás de mim. Ele fica furioso, e quando eu entro no meu pequeno quarto, dou com a porta na cara dele. Isso o deve ter irritado muito. Espero que entre e grite comigo, mas isso não acontece. Bem! Não me apetece ouvi-lo rosnar. Não hoje. Enquanto acabo de meter as minhas coisas nas caixas de cartão, tento ser forte. Não vou chorar. Acabou a choradeira pelo Iceman. Se não se importa comigo, não tenho porque eu quero ele. Quando acabo de fechar uma caixa de livros, decido subir ao meu quarto. Aqui tenho muitas coisas. Por sorte não me cruzo com Eric e quando entro no dormitório, suspiro ao ver que também não está aí. Deixo um par de caixas e entro para ver Flynn. O pequeno, o verme, alegra-se, mas quando se apercebe que me estou a despedir dele, a sua cara muda. O seu olhar duro volta e sussurra: - Prometeu que não iria embora. - Eu sei, céu. Sei que te prometi, mas por vezes as coisas com os adultos não saem como se prevê e, no final, complicam-se mais do que imaginávamos.


- É tudo culpa minha – diz, e contrai a cara. Se eu não tivesse pegado no skate, não teria caído, e o tio e você não teriam discutido. Abraço-o. Acaricio-o. Eu nunca imaginei que chorasse por mim, e tentando não estourar de lágrimas dos meus olhos, murmuro: - Ouve Flynn. Tu não tens culpa de nada, querido. O teu tio e eu… - Não quero que vás embora. Contigo estou bem e és…, és boa comigo. - Ouve, céu! - Porque tem que ir? Sorrio com tristeza. É incapaz de ouvir-me e eu de explicar-lhe uma vez mais o absurdo conto de porque me vou embora. Por fim lhe limpo as lágrimas dos olhos e digo: - Flynn, sempre me mostrou que é um homenzinho tão duro como o teu tio. Agora tem de voltar a ser assim, está bem? O pequeno assente e eu prossigo: - Cuida bem de Callamar. Lembre-se que ele é o teu super amigo e a tua super mascote e gosta muito de Susto, está bem? - Prometo! Os seus olhos vidrados encolhem-me o coração e, depois de lhe dar um beijo na bochecha murmuro: - Ouve querido. Prometo que virei te ver dentro de algum tempo está bem? Telefonarei a Sônia e ela ajudará para nos vermos, queres? O pequeno concorda, levanta o polegar, eu levanto o meu, unimo-los e damos uma palmada. Isso nos faz sorrir. Abraço-o, beijo-o e com toda a dor no meu coração, saio do quarto. Uma vez fora, não posso respirar. Levo a minha mão ao peito e no final consigo respirar. Porque tudo tem de ser tão triste? Quando entro no meu quarto, abro o armário. Olho todas as coisas preciosas que Eric me comprou e, depois de pensar, decido levar apenas o que veio de Madrid. Ao pegar nas minhas botas


pretas vejo uma bolsa, abro e sorrio com tristeza ao ver o meu disfarce de polícia má. Não o estreei. Por umas coisas ou outras, acabei por não o usar para Eric. Meto-o numa das caixas, junto aos meus jeans e às minhas camisetas. Depois entrei no banho e colhi as minhas pinturas e os meus cremes. Nada do que há ali é meu. Quando regresso ao quarto, aproximo da minha mesinha. Esvazio um caixote e olho para os brinquedos sexuais. Toco a jóia anal com a pedra verde. Os vibradores. Os tapa mamilos. Todo aquele arsenal, não o quero, pois vai me fazer recordar dele. Fecho o caixote. Fica ali. Os olhos estão ficando cheios de lágrimas. Momento tonto. A culpa é da luminária que, meses atrás, Eric comprou no rastro de Madrid e eu não sei o que fazer. Olho-a, olho-a e olho-a. Ele comprou as duas. Por fim decido levá-la. É minha. Dou a volta e Eric está a observar-me da porta. Está impressionante com os seus jeans de cintura baixa e a camiseta preta. Parece um pouco mais magro. Preocupado. Mas imagino que estou igual. Não sei há quanto tempo está ali, mas o que sei é que o seu olhar é frio e impessoal. Esse que põe quando não quer demonstrar o que sente. Não quero discutir. Não me apetece e, olhando-o, murmuro: - A verdade é que estas luminárias nunca ficaram bem com a decoração do teu quarto. Se não se importa, levo a minha. Assentiu. Entra no quarto e aproximando-se da sua murmura enquanto a toca: - Leve-a. É tua. Mordo o lábio. Guardo a luminária numa caixa e ouço-o dizer: - Isto foi o que sempre me chamou a atenção em ti, seres totalmente diferente de tudo o que rodeia. Não respondo. Não posso. Então, num tom mais calmo, Eric afirma: - Judith, lamento que tudo acabe assim.


- Eu lamento mais, posso te assegurar – recrimino-o. Noto que se move pelo quarto. Está nervoso e, finalmente, pergunta: - Podemos falar um momento como adultos? Engulo o nó de emoções que tenho na minha garganta e concordo. Já não me chama "pequena", nem "moreninha", nem "querida". Agora me chama «Judith» com todas as suas letras. Dou a volta e olho para ele. Cada um de nós está de um lado da cama. A nossa cama. Esse lugar onde nós tínhamos nos amado, querido, beijado, e Eric começa: - Ouça, Judith. Não quero que por minha culpa fiques sem um trabalho. Falei com Gerardo, o chefe de pessoal da delegação de Müller de Madrid, e voltas a ter o posto que tinhas quando nos conhecemos. Como não sei quando te quererás reincorporar, disse-lhe que no prazo de um mês entrarás em contato com ele para retomar o teu trabalho. Nego com a cabeça. Não quero voltar a trabalhar na sua empresa. Eric continua: - Judith, seja adulta. Uma vez me disse que o teu amigo Miguel precisava de um trabalho para manter a sua casa, a sua comida e poder viver. Você tem que fazer o mesmo, e com o desemprego, a crise que há em Espanha, será muito difícil para você conseguir um trabalho decente. Há um novo chefe nesse departamento e sei que não terá nenhum problema com ele. E quanto a mim, não te preocupe. Não tem que me ver mais. Já te aborreci o bastante. Esta última frase me dói. Sei que a diz por que a gritei na outra noite, mas não digo nada. Ouço-o. A cabeça da voltas, mas sei que tem razão. Volta a ter razão. Contar com um trabalho hoje em dia é algo que não está ao alcance de toda a gente e eu não posso recusar a oferta. No final cedo: - De acordo. Falarei com Gerardo. Eric assente.


- Espero que retome a tua vida, Judith, porque eu vou retomar a minha. Como disse quando beijou o Björn, já não sou o dono da tua boca nem você da minha. - Diz isso agora com que propósito? Com o olhar cravado em mim, diz mudando o tom da sua voz: - Agora poderá beijar quem te dê vontade. - Você também poderá. Espero que brinque muito. - Não duvide que o farei – sublinha com um sorriso frio. Olhamos e quando não posso mais, saio do quarto sem de despedir dele. Não posso. As palavras não saem da minha boca. Desço as escadas a todo o gás e chego ao meu quarto. Fecho a porta e então, só então, permito-me amaldiçoar. Essa noite, tudo estará embalado, digo a Simona que um caminhão virá de manhã para levar tudo ao aeroporto. Vinte caixas chegaram de Madrid. Vinte regressam. Com tristeza apanho um envelope para fazer a última coisa que tenho de fazer nessa casa. Com uma caneta, na metade do envelope escrevo «Eric». Depois, apanho um pedaço de papel e depois de pensar o que escrever, anoto simplesmente: "Adeus e se cuida" - Melhor algo impessoal. Quando solto a caneta, olho a minha mão. Treme. Tiro o precioso anel que já lhe devolvi outra vez e, trêmula, leio o que diz no seu interior: "Peça-me o que quiser, agora e sempre". Fecho os olhos. O agora e sempre não pode ser possível. Aperto o anel na mão e finalmente, com o coração partido, meto-o no envelope. O meu celular toca. É Sônia. Está preocupada esperando-me na sua casa.


Dormirei ali a minha última noite em Munique. Não posso e nem quero dormir debaixo do mesmo teto que Eric. Quando chego à garagem e pego na moto, Norbert e Simona aproximam-se de mim. Com um sorriso pré-fabricado, abraço aos dois e dou a Simona o envelope com o anel para que o entregue a Eric. A mulher soluça e Norbert tenta consolá-la. A minha saída entristece os dois. Me acolheram com tanto carinho como eu a eles. Simona – tento brincar - dentro de dias telefono e você me dize como segue «Loucura de Esmeralda», ok? A mulher cabeceia, tenta sorrir, mas choraminga mais. Dou-lhe o último beijo e disponho-me a sair quando ao levantar a vista vejo que Eric nos observa desde a janela do nosso quarto. Olho-o. Olha-me. Deus…, como o quero. Levanto a mão e digo adeus. Ele faz o mesmo. Instantes depois, com a frieza que ele me ensinou, dou a volta, monto na moto e, depois de arrancar, vou embora sem olhar para trás. Essa noite não durmo. Só olho para o vazio e espero que o despertador toque.


Capítulo 39 Quando eu chego a Madrid, ninguém sabe da minha chegada. Ninguém me recebe. Não telefonei a ninguém. Contrato uma van no aeroporto e meto todas as minhas caixas nela. Quando saio da T-4 tento sorrir. Volto a estar em Madrid! Ligo o rádio e as vozes de Andy e Lucas cantam:

Te entregaré un cielo lleno de estrellas, Intentaré darte una vida entera, En la que tú seas tan feliz, Muy cerquita estés de mi, quiero que sepas que. Lelelelelé

Tento cantar, mas a minha voz está apagada. Não posso fazê-lo. Simplesmente sou incapaz. Quando chego ao meu bairro, a alegria inunda-me, ainda que logo, quando tenho de me ocupar das vinte caixas sozinha, a alegria converte-se em mau humor. Meti pedras? Uma vez que acabo, fecho a porta de minha casa e me sento no sofá. De volta ao lar. Levanto o telefone decidida a telefonar à minha irmã. No final, desligo. Não me apetece dar explicações ainda e a minha irmã será um osso duro de roer. Ligo o freezer e saio para comprar comida no Mercado. Quando volto coloco lá o que comprei, a saudade me consome. Rói-me.


Tenho de telefonar à minha irmã e ao meu pai. Penso, penso, penso. Por fim decido começar pela minha irmã e, como era de esperar, dez minutos depois de desligar tenho-a a porta da mina casa. Quando abre com a sua chave, estou sentada no sofá e ao ver-me, murmura: - Cuchuuuuuu, mas o que se passou querida? Ver a minha irmã a sua gravidez e os seus olhares é o cúmulo de tudo, e quando me abraça choro, choro e choro. Fico a chorar durante duas horas em que ela me embala e me diz uma vez e outra para não me preocupara com nada. Que faça o que fizer estará bem. Quando me tranquilizo, olho- e pergunto: - Onde está Luz? - Em casa da sua amiga. Não lhe disse que estás aqui ou já sabes… Isso me faz sorrir e murmuro: - Não lhe digas nada. Amanhã quero ir a Jerez ver o papai. Quando voltar vou visitá-la, está bem? - Está bem. - Com mimo, passo-lhe a mão pela sua barriga saliente e antes que eu posso dizer alguma coisa, solta: - Jesus e eu estamos a separar-nos. Surpreendida, olho-a. Ouvi bem? E com uma frieza que não sabia que existia na minha irmã explica-me: - Disse a papá e a Eric para não te dizerem nada para não te preocupares. Mas agora que estás aqui, creio que tens de saber. - Eric?! - Sim, Cuchu… e…. - Eric sabia? – grito espantada. A minha irmã, que não entende nada, pega em minhas mãos e murmura:


- Sim, querida. Mas proibi ele de te contar. Não vai se zangar com ele por isso. Não acredito. Não acredito! Ele briga comigo porque lhe escondo coisas, quando ele as esconde também, incrível? Fecho os olhos. Tento tranqüilizar-me. A minha irmã tem um problemão e tentando esquecer de Eric e dos nossos problemas, pergunto: - Mas… Mas o que se passou? - Estava me enganando com meia Madrid – afirma muito fresca-. Já te tinha dito há muito tempo, ainda que não acreditasse em mim. Durante horas falamos. Esta notícia deixou-me totalmente derrubada. Não esperava essa traição por parte do tonto do meu cunhado. Para que acreditamos nos tontos? Mas o que me deixou totalmente sem palavras foi a minha irmã. Ela, que é tão chorona, de repente está centrada e tranqüila. Será a gravidez? - E Luz? Como recebeu a notícia? Move a cabeça com resignação. - Bem. Ela aceita bem. Chateou-se muito quando lhe disse que me ia separar do seu pai, mas, desde que Jesus foi a mês e meio de casa, vejo-a mais feliz e me mostra isso todos os dias quando a vejo sorrir. Falamos, falamos e falamos e depois de comprovar por mim mesma quão forte é a minha irmã e o bem que está a passar com o desgosto e a gravidez, pergunto: - O meu carro está no parking? - Sim, céu. Funciona que é uma maravilha. Eu o tenho utilizado nestes meses. Assento. Retira o cabelo da cara, então sussurra:


- Não me digas o que se passou com o Eric. Não quero saber. Eu só preciso saber que estás bem. Agradeço que diga isso e, olhando-a, afirmo como posso: - Eu estou, Raquel. Eu estou bem. Voltamos a abraçar-nos e sinto-me em casa. Quando a noite chega e fico sozinha, por fim posso respirar. Desafoguei-me. Chorei como desejava e já me sinto muito melhor. Ainda que esteja ainda mais chateada com Eric. Como pode ocultar-me algo assim? Decido não telefonar ao meu pai. Vou surpreendê-lo. Às sete da manhã levanto e vou à garagem. Olho ao meu Leoncito e sorrio. Que lindo é! Depois de subir nele, arranco e vou na direção de Jerez No caminho, tenho momentos para tudo. Para o riso. Para o choro. Para cantar ou amaldiçoar e lembrar-me de todos os antepassados de Eric. Ao chegar a Jerez vou direto à oficina de papai. Quando estaciono o carro à porta o vejo falar com dois de seus amigos, e, de imediato, ao me ver, paralisase. Sorri e corre para me abraçar. O seu abraço sincero faz-me saber que me vai mimar e, quando nos separamos, olha em volta e pergunta: - Onde está Eric? Não respondo. Os meus olhos enchem-se de lágrimas e ao ver a minha cara sussurra: - O moreninha! O que aconteceu, minha vida? Contendo o pranto, volto a abraçá-lo. Necessito dos mimos do meu pai. Essa noite, depois de jantar, fico olhando para as estrelas, quando o meu pai se senta no sofá. - Porque não me disse sobre Raquel e Jesus? – pergunto com tristeza.


- A tua irmã não queria te preocupar. Ela falou disso com Eric e pediu-lhe para não contar. - Olha que bem! – silvo desejosa de arrancar a cabeça de Eric por ser tão falso comigo. - Ouça, moreninha, a tua irmã sabia que se te dissesse alguma coisa, viria a Madrid. Só fiz o que ela me pediu. Mas fica sossegada, ela está bem. - Eu sei, papai, vi com os meus próprios olhos e fiquei sem palavras. O meu pai concordou. - Fiquei muito triste com o que aconteceu, mas se Jesus não valorizava a minha menina como devia, melhor que a deixe em paz. Miúdo sem vergonha! – cochicha. Com sorte, a minha menina vai encontrar um homem que a valorize, a queira e sobretudo, faça com que volte a sorrir. Com um doce sorriso, olho para ele. Papai é um romântico assumido. - Raquel é um bombom de mulher – prossegue e eu sorrio. Sinceramente não esperava que Jesus pudesse fazer o que fez. Jogou com os sentimentos da minha menina e da minha netinha e isso eu não vou perdoar. Assento e enquanto abro a lata de coca-cola que deixei diante de mim, ele me pergunta: - E você? Vai me contar o que se passou com Eric? Sento-me junto a ele e depois de dar um gole, murmuro: - Somos incompatíveis, papai. Balança a cabeça e sussurra: - Você sabe, tesouro, que os pólos opostos se atraem. E antes que me diga o que aconteceu, saiba que vocês não são Jesus e Raquel. Não têm nada a ver com eles. Deixe-me dizer que quando fui para o teu aniversário os vi muito bem. Te vi feliz e Eric totalmente apaixonado por você. Porque isso agora?


Ele espera uma explicação e até que a dê, não vai parar, e eu, disposta a dar-lhe, lembro: - Papai, quando Eric e eu retomamos a nossa relação, prometemos que nunca esconderíamos as coisas e seríamos sinceros cem por cento. Mas eu não cumpri a promessa, ainda que, pelo que vejo, ele também não. - Você não cumpriu? - Não papai… Eu…. Contei-lhe tudo: do curso de pára-quedismo de Martha e Sônia, da moto, as minhas saídas com Jürgen e os seus amigos, ensinar Flynn a andar de skate e patins, a queda do pequeno e que bati em uma ex de Eric que fazia a nossa vida impossível. Com os olhos cheio de lágrimas, o meu pai me ouve e murmura: - Mas você bateu numa mulher? - Sim, papai, ela merecia. - Mas, filha, isso é horrível! Uma moça como você não faz essas coisas. Concordo e asseguro convencida que o voltaria a fazer. - Simplesmente lhe dei o que mereceu por ser uma cadela. - Moreninha, quer que lave a sua boca com sabão? Dou risada ao ouvi-lo e no final ele também ri. Não é para menos, e dandome uns toquezinhos na mão, lembra-me: - Eu não te ensinei a comportar-se assim. - Eu sei, papai, mas o que queria que eu fizesse? Ela provocou e já sabia que eu era impulsiva. Divertido, ele dá um gole na sua cerveja e fala: - Está bem, filha. Entendo o que fez, mas ouça, que não volte a se repetir! Você nunca foi uma arruaceira e não quero seja.


As suas palavras me fazem rir, abraço-o e ele sussurra em minha orelha: - Conhece o ditado “Se tens um pássaro deves deixá-lo voar”? Se volta, é teu, senão, é porque ele nunca te pertenceu. Eric regressará. Você vai ver, moreninha. Não respondo. Não tenho forças para responder nem pensar em refrões. Na manhã seguinte arranco na minha moto e desafogo saltando como um Kamikaze pelos campos de Jerez. É o meu melhor remédio. Arrisco, arrisco e arrisco e, no final, caio. Tomo um grande tombo. No chão só penso como Eric se preocuparia pela minha queda, quando me levanto, toco o meu doído traseiro e praguejo. De tarde, enquanto estou vendo televisão, toca o celular. É Fernando, meu pai, lhe disse que estou em Jerez e sem Eric e ele preocupou-se comigo. Dois dias depois aparece em Jerez. Quando me vê, nos abraçamos e me convida para comer. Conversamos. Digo-lhe que eu e Eric acabamos e ele sorri. Ele, muito idiota sorri e me diz: - Esse alemão não te vai deixar escapar. Sem querer falar sobre o assunto, pergunto-lhe pela sua vida e surpreendeme quando me conta que está saindo com uma moça de Valencia. Alegro-me por ele e mais quando me confessa que está total e completamente apaixonado por ela. Isso encanta-me. Quero vê-lo feliz. Os dias passam e o meu humor tão depressa é alegre como depressivo. Sinto falta de Eric. Não entrou em contato comigo e isso é uma novidade Queroo. Quero-o muito para esquecê-lo tão rápido. Pelas noites, quando estou na cama, fecho os olhos e quase o sinto ao meu lado enquanto ouço no iPod as músicas que desfrutei ao seu lado. O meu nível de masoquismo sobe durante dias. Trouxe uma camiseta dele e cheiro-a. O seu odor me encanta. Necessito cheirá-lo para dormir. É um mau costume, mas não me importa. É o meu mau costume.


Quando estou a uma semana em Jerez, ligo para Sônia na Alemanha. A mulher fica contente ao receber a minha chamada e eu surpreendo-me quando sei que Flynn está ali com ela. Eric está viajando. Estou tentada a perguntar se foi a Londres, mas decido que não. Já me martirizo bastante. Durante um bom tempo falo com o pequeno, nenhum dos dois mencionamos o seu tio e quando Sônia volta a pegar no telefone, murmura: - Está bem, tesouro? - Sim, estou com o meu pai em Jerez e aqui ele me mima como preciso. Sônia sorri e cochicha: - Sei que não quer ouvir mas vou dizer: ele está insuportável. Esse meu filho, está intratável. Sorrio com tristeza. Imagino como está. Sônia murmura: - Não diz nada, mas ele precisa de ti. Eu sei. Sou a sua mãe e ainda que não me diga, nem se deixe mimar, eu sei. Falamos durante quinze minutos. Antes de desligar peço que por favor não digam a Eric que eu telefonei. Não quero que pense que quero pôr ele contra a sua família. Depois de dez dias em Jerez com o meu pai e sentindo o seu calorzinho e o seu amor, decido regressar a Madrid. Ele viaja comigo. Quer ver a minha irmã e comprovar que ambas estamos bem. A primeira coisa que fazemos é ir ver a minha sobrinha. A pequena ao me ver, me abraça e me enche de beijos, mas rapidamente pergunta pelo seu tio Eric. Depois de comer e da enxurrada de perguntas da minha sobrinha sobre seu tio Eric, decido falar com ela a sós. Não sei como irá lhe afetar a separação da sua mãe e agora a minha. Quando ficamos sozinhas ela me pergunta pelo "chino". Repreendo-a por não chamar a Flynn pelo seu nome, ainda que, quando não está olhando dou risada. Esta criança é demais. Quando lhe conto que Eric e


eu já não estamos juntos, protesta e zanga-se. Ela gosta do seu tio Eric. Mimo-a e tento fazê-la compreender que Eric continua a gostar dela e no final assente. Mas logo olha nos meus olhos e pergunta: - Tia, porque os meus pais já não se gostam? Que pergunta! O que lhe respondo? Enquanto penteio o seu belo cabelo escuro, respondo: - Os teus pais vão se gostar durante toda a vida. O que acontece é que perceberam que são mais feliz vivendo separados. - E porque brigavam tanto, já que se gostavam? Com carinho dou-lhe um beijo na cabeça. - Luz, as pessoas ainda quando discutem, gostam umas das outras. Eu mesma, se estou muito tempo com a tua mamãe, discuto, não é? – a pequena assente e acrescento: - Pois nunca duvide que ainda que discuta com ela, gosto muito dela. Raquel é minha irmã e é uma das pessoas mais importantes da minha vida. O que acontece é que os adultos têm opiniões diferentes em muitas coisas e acabamos discutindo. E por isso os teus pais se separaram. - Por isso já não está com o tio Eric? Por opiniões diferentes? - Pode-se dizer que sim. Luz crava os seus olhos e volta a perguntar? - Mas ainda gosta dele? Suspiro. Luz e as suas perguntas! Mas incapaz de não responder, digo: - Claro que sim. As pessoas não deixam de se gostar de um dia para o outro. - E ele também ainda gosta de você? Penso, penso, penso e depois de meditar a minha resposta, digo:


- Sim. Estou convencida que sim. A porta abre-se e aparece a minha irmã. Está muito bonita com o seu vestido matinal; atrás dela está o meu pai. - Estão preparadas para irmos comer alguma coisa no parque? - Sim - aplaudimos Luz e eu. O meu pai apanha a câmera fotográfica. - Juntem-se um momento que vou tirar uma foto. Estão belíssimas. – Quando tira a fotografia, murmura – Que orgulhoso estou! Olha que três mulher tão bonitas eu tenho!


Capítulo 40 Uma manhã, trás mil indecisões, ligo para o escritório de Müller e falo com Gerardo. O homem feliz de falar comigo, deixa transparecer que esperava minha ligação. Pergunto a ele por Miguel e me diz que ele esta viajando e que retorna na segunda. Depois falamos de trabalho e ele me pergunta quando volto a trabalhar. É quarta-feira. Decido começar a trabalhar na segunda. Ele aceita. Quando desligo, meu coração bate acelerado. Vou voltar ao lugar onde tudo começou. É sexta vou ao lugar de tatuagens do meu amigo Nacho. Quando me vê na porta abre os braços e corro ao seu encontro. -Essa noite nós vamos farrear e terminaremos de madrugada. Ele diz. No domingo de noite não durmo. No dia seguinte volto ao Müller. Quando o despertador desperta, me levanto. Tomo banho e depois pego meu carro e dirijo até a empresa. No estacionamento meu coração começa a bater com força, mas, depois de passar pelo pessoal, volto ao meu escritório e meu coração sai pela boca. Estou nervosa. Muito nervosa. Vários colegas, ao me verem, correm para me cumprimentar. Todos parecem tão felizes pelo reencontro, que agradeço a recepção. Quando fico só, mil recordações vêm a minha mente. Sento em minha mesa, mas meus olhos viram a direita, em direção ao escritório de Eric, do meu louco e sexy senhor Zimmerman, sem querer remediar, vou até lá, abro a porta e olho ao meu redor. Tudo está como no dia que fui. Passo a mão pela mesa que ele tocou e quando entro no arquivo tenho vontade de chorar. Quantos bons, bonitos e mórbidos momentos eu passei com ele aqui.


Quando escuto barulho no escritório ao lado, imagino que meu chefe chegou. Com cuidado saio do arquivo pelo antigo escritório de Eric e volto para minha mesa. Estico a jaqueta do meu blazer azul, levanto o queixo e decido apresentar-me. Toco na porta e ao entrar com os olhos arregalados sussurro: - Miguel! Sem me importa quem nos possa ver, me aproximo e o abraço. Por essa surpresa eu não esperava. Meu antigo colega, meu antigo companheiro, o lindo Miguel. Depois do caloroso abraço que nos damos, Miguel me olha com olhar de zombaria e diz: - Nem sonhe meu amor. Eu não tenho caso com minha secretária. Isso me faz rir. Sento-me na cadeira e ele se senta ao lado. - Mas, desde quando é o chefe? Pergunto empolgada! Miguel, que continua tão bonito como sempre, responde: - Faz uns meses. - Verdade? - Sim minha linda. Depois de despedir a chefe e dois dias depois a tonta de sua irmã. Me colocaram porque eu era o único que conhecia o funcionamento desse departamento. E quando percebi que tinha seus sacos em minhas mãos, pedi que me dessem o cargo, e pelo visto o senhor Zimmerman aceitou . Isso me surpreende. Eric nunca comentou. Mas feliz por Miguel, sussurro: - Deus, Miguel,como estou contente. Estou muito feliz por você. Meu amigo me olha, passa a mão por meu rosto e sussurra: -Não posso falar o mesmo de você. Eu sei que foi viver em Munique com Zimmerman. - Isso volta me surpreender. Ninguém tem que saber e esclarece:


- Fique tranqüila. Um dia encontrei com sua irmã e ela comentou. Ninguém sabe. Mas o que aconteceu? O que faz aqui de novo? Consciente que tenho que dar-lhe uma explicação, digo: -Terminamos. - Sinto muito, minha linda. -Diz com tristeza. Encolho os ombros. -Não deu certo. O senhor Zimmerman e eu somos muito diferentes. Miguel me olha, depois do que eu disse e fala: -Diferente vocês são. Isso percebo. Mas você sabe os opostos se atraem. Isso me faz rir, é o mesmo que meu pai disse. Dez minutos depois estamos na cafeteria. Miguel avisou aos meu amigos loucos Raul e Paco que estou de volta, e os quatros, como fazíamos meses atrás, falamos e nos contamos confidências. Passamos um bom tempo na cafeteria. Onde todas as novidades são faladas. Quando estou no escritório de Miguel, ele me entrega uns documentos, houve unas batidinhas na porta. Miguel e eu olhamos e um mensageiro com boné vermelho pergunta: -Por favor: A Senhorita Judith Flores? Sento-me e fico parada, quando me entrega um buque de flores coloridas. Sorrio.Olho para Miguel e ele me diz levantando os braços: - Não fui eu. Quando abro o cartão e começo a ler, meu coração da um salto.

Estimada Senhorita Flores: Bem vinda à empresa. Eric Zimmerman


Fecho os olhos, Miguel se aproxima de mim por trás, lê o cartão por cima dos meus ombros e diz: -Olha o chefão. Para ter terminado com ele, que informado ele esta do seu retorno. Meu estômago se contrai, o coração bate enlouquecido.O que esta fazendo Eric?


Capítulo 41 Os dias passam e mergulho no trabalho. Trabalhar junto com Miguel é uma delícia. Mais que uma secretária, ele me trata como uma amiga. Pelas tardes preciso sair de casa. Faço passeios e em algumas ocasiões me da agonia de ver tanta gente. Sinto falta dos passeios na neve e da urbanização solitária, cheia de árvores em Munique. Um dia meu chefe, próximo à hora do almoço me diz -Te convido a almoçar. Quero te mostrar algo que sei que vai adorar. Entramos em seu carro e paramos no centro de Madrid. Agarrada em seu braço caminho pela rua quando vejo que entramos em um Burger bem sujo, divertida olho para ele e digo: -Que pão duro! - Por quê ? Pergunta sorridente. - De verdade vai me convidar para comer um hambúrguer? Miguel concorda e me olha com um sorriso estranho e fala: - Claro. Você sempre gostou, não? Encolho os ombros e finalmente sussurro: - Ok. Tem razão, Como você vai pagar vou querer o dobro de queijo e o dobro de batatas. Concorda e ficamos na fila. Estamos conversando e quando e nossa vez de pedir, fico sem palavras ao ver a pessoa que vai pegar o pedido.


Na minha frente está minha ex-chefe. Aquela idiota de cabelo brilhante que fazia minha vida impossível em Müller. Agora é a responsável por esse Burger. Minha cara de assustada lhe ofende e ela diz: -Se não sabem o que vão pedir por favor deixem passar o próximo cliente. Depois de recuperar do choque. Miguel e eu fazemos nosso pedido e quando caminhamos com nossas bandejas para a mesa, entre risadas, ele comenta: -Anda, joga o hambúrguer na lixeira e vamos comer outra coisa. Essa tia é tão má que é capaz de ter cuspidor ou jogado veneno de rato em nossas comida. Horrorizada com essa possibilidade, jogo a comida fora e entre risadas saímos do local. A vida em certas ocasiões é justa e está dando a ela uma boa lição. Meus dias se resumiram em trabalho, passeios e noites pensando em Eric. Não soube mais nada dele. Já passou um mês desde que retornei para a Espanha e cada dia me sinto mais longe dele, ainda que quando me masturbo com o vibrador que ele me deu, o sinto ao meu lado. Volto a sair com meus amigos de sempre e desfruto os sanduíches de lula da Praça Mayor junto a eles. Mas quando vamos de farra me descontrolo. Bebo demais e faço isso pra esquecer. Porque preciso esquecer. No momento nenhum homem chama minha atenção. Nada me leva. E quando algum tenta, dispenso de imediato. Eu escolho e não estou em um mercado de carne. Um domingo de manhã, traz a lembrança de uma boa farra da noite anterior. Tocam a porta da minha casa. Me levanto e a campainha volta a tocar. Minha irmã não é ou ela mesmo teria aberto a porta. Abro a porta e murmuro. -Björn?


O homem me olha e soltando uma risada diz:. -Nossa Senhora, Jud, que farra teve essa noite? Abro os braços e ele dá um passo adiante e nos unimos em um saudável e carinhoso abraço. Passado alguns segundos comenta: -Vai tomar um banho. Precisa estar apresentável. Corro ao banheiro e quando olho no espelho, até eu mesmo me assusto. Sou como a bruxa Lola só que morena. A água me anima para a vida e a circulação sanguínea. Quando acabo e volto à sala vestida com meu clássico jeans, uma camisa e um rabo de cavalo alto, ele diz: - Minha linda. Assim está mil vezes mais tentadora. Ambos rimos. Convido ele a sentar no sofá e pergunto: - O que faz aqui? Björn retira meu cabelo do rosto, põe atrás da orelha e responde: - Não, minha linda. A pergunta é: O que você faz aqui? Não entendo. Pisco - Deve voltar a Munique. -Como? - O que ouviu. Eric precisa de você e precisa agora. Me endireito no sofá e explico. -Não perdi nada em Munique, Björn. Você mesmo viu que entre ele e eu, depois do que passou naquela noite, nada funcionava. Viu que… -Vi que me beijou para deixá-lo irritado. Isso que vi. -Droga, Björn! Não me lembre. -Foi horrível assim? Irrita-se. E quando vou a responder, solta um sorriso e pergunta:


-Mas querida, como você pôde fazer isso? Cada vez mais enrugava a testa e sussurrei: -Te beijei porque Eric precisava de um último sinal para tirá-lo da minha vida. Tinha decidido segundos antes e eu você apareceu na hora. Quando você chegou, tive que te beijar. Te beijei para que ele desse o último passo e me deixasse. -Mas ele disse pra você ir? Penso, penso e finalmente responde: -Sim -Não - Corrige ele. - Você que falava que ia e no final ele que falou que se você quisesse ir que fosse. Mas foi você querida Judith. -Não….mas… -Exatamente. Não! Ele não foi. O sangue foge de mim. Não quero falar disso e antes que Björn diga mais alguma coisa, levanto-me do sofá. - Olha, seu chato, se veio aqui para me colocar louca falando do babaca do seu amigo, sai agora mesmo por essa porta. Ok? - Björn sorri e diz: - Uau….Eric tem razão, você tem um gênio forte! Fecho os olhos. Rosno. Coço meu pescoço e ele fala: - Não te arranhe, mulher, que não e bom para suas brotoejas. Olho para ele e ele tem os olhos assustado. - Sim , meu amor! Você deixou Eric louco. Não para de falar de você e já não suporto mais. Conheço suas brotoejas. Sua dureza. Sei que adora as trufas. Os chicletes de morango. Por favor não agüento mais!


Isso faz meu coração acelerar, mas sem dizer nada murmuro: - Ele me disse que iria voltar com seus jogos. Me disse que antes de você partir. -Ele te falou isso? - Sim. Björn sorri e diz: - Para que você saiba, meu amor, não tenho visto ele em nenhuma festinha. E tem mais. Cheguei a pensar que iria virar um padre. Isso faz com que fique calada e olhando para mim, esclarece. - Esse meu amigo, tonto e cabeção ia te pedir, que se casasse com ele, na noite que você o deixou furioso. - O QUÊ? - Mas vamos ver, Judith - insiste Björn - Porque você pensou que eu chegava com uma garrafa de champanhe nas mãos? O que aconteceu é muito mal explicado ou você não queria escutar? Penso. Balanço a cabeça. Casamento? Definitivamente, está louco, louco! E quando vou falar, Björn diz: - Depois do que aconteceu com Betta e ele soube de tudo, ficou muito chateado. Sua mãe e irmã tiveram uma boa briga com ele. Esclareceram para ele que tudo que aconteceu não era culpa sua nem de ninguém. Em todo caso a culpa era sua por ser como você é. Ele não ficou bravo contigo, meu amor, ficou bravo com ele mesmo. Não podia acreditar que foi tão tolo ao ponto que todos tiveram que mentir e esconder as coisas. - Penso. E quase não respiro, e Björn continua: - Quando veio na minha casa e me contou, eu lhe falei o de sempre lhe disse. Suas maneiras de falar as coisas, tão acentuada, fazem com que a gente se intimide e não conte nada. Ele custou entender, mas entendeu. Durante dias


eu penso, por isso não falava com você, e quando se deu conta, ele quis acertar, mas tudo se foi para o inferno. Você me beijou. E ele ficou paralisados e você se foi. Björn me olha e eu estou paralisada, olho para ele. Estrala os dedos diante de mim e pergunta: - Ainda está aqui? Concordo e ele continua: - O caso, minha linda! É que ele falou que você se foi, mas, vai voltar. É tão orgulhoso que apesar de saber o que fez, não é capaz de pedir pra você voltar, ainda que está morrendo. Portanto meu amor, se você quer dê o primeiro passo. E todos que vivem próximo a ele te agradecemos. Penso, penso, penso e finalmente, respondo: - Não vou fazer Björn. Ele bufa, se levanta e pergunta: - Mas como vocês podem ser tão cabeça dura? - Com pratica - respondo ao lembrar a resposta que Eric me deu uma vez. -Vocês se amam. Se vão por nada. Porque você não cede? A primeira vez se separaram porque ele se foi. A segunda porque você se foi. Um dos dois tem que ceder desta vez. Certo? Me levanto, atordoada com que ouvi e digo: - Preciso sair daqui. Vamos, te convido para beber alguma coisa. Essa noite Björn e eu saímos por Madri. Falamos e falamos. Em nenhum momento tenta avança o sinal comigo, se comporta como um legítimo cavalheiro é o melhor amigo de Eric. Depois de me deixar em casa as nove, se vai. Deve pegar um vôo que leve ele a Munique.


No dia seguinte estou no meu escritório escrevendo um e-mail quando o homem, que me tem enlouquecida, passa por mim como um furacão e sem parar diz, dando uma batida na minha mesa: - Senhorita Flores, vá a meu escritório. Meu coração sobe até minha garganta. Eric aqui? Não posso levantar. Minhas pernas tremem. Hiperventilo Três minutos depois o telefone toca. Uma ligação interna. Atento - Senhorita Flores. Estou esperando - insiste Eric Como posso levantar. Tem muitos dias que não o vejo e agora ele esta aqui. A menos de cinco metros de mim e quer me ver. Coço minha cabeça. Fecho os olhos, respiro e entro no seu escritório. O impacto de vê-lo me deixa sem respirar. Ele deixou a barba crescer. - Feche a porta! Seu tom é baixo e intimidador. Faço o que pede e olho para ele. Me olha, me olha e me olha e logo diz: - Que fazia a noite com Björn por Madri? Me agito. Tanto tempo sem nos ver e ele me pergunta isso? Será…! Quando consigo soltar uns dentes dos outros, respondo: - Senhor, eu - Eric …Sou Eric, Judith, para de me chamar de "senhor". Está bravo, tremendamente bravo e seu mau gênio começa a me fazer reacionar. Seu olhar é frio, mas agora que sei o que Björn me contou, jogo com confiança a meu favor e respondo:


- Olha, não vou mentir para você. Acabaram as mentiras! Björn é meu amigo, porque não vou sair com ele por Madri e onde eu queira? Minha resposta não o deixa satisfeito e me pergunta entre os dentes: - Saiu com ele em Munique alguma outra vez sem que eu saiba? Abro a boca, surpreendida e sussurro enquanto balance a cabeça: - Você vai ser idiota!… Eric revira os olhos, sacode a cabeça e sibila. - Não comece, Judith - Desculpe. Mas não comece você - digo, dando um soco na mesa. - Mas, que besteira está me perguntando? Björn é o melhor amigo que pode ter e você me pergunta essas besteiras. Olha coração, você sabe o que quero dizer? Vou vê-lo sempre que quiser. - Esta jogando com ele Judith? Outra pergunta surpresa. No final das contas isso lhe causa dor. Como pode pensar isso? E mal humorada respondo com desaforo - Simplesmente faço o que tenho que fazer. Nem mais. Nem menos. Silencio. Tensão. De novo, Alemanha contra Espanha. No final balança a cabeça e me olha de cima em baixo. - Concordo. Nos olhamos. Nos endireitamos. Estou quase gritando o que ele escondeu sobre minha irmã, mas ao final fico sem o que lhe digo. - O próximo final de semana vou para Munique. Eric levanta da cadeira e apóia na mesa com os olhos em fúria e pergunta: - Vai a festa de Björn?


Não sei de que festa ele esta falando. Björn não me disse nada e nem sabe da minha viagem. Eu fiquei com Martha em Munique para ver a Flynn e todos que gosto, mas apoiando na mesa , respondo devagar e desconfiadamente: Porque te interessa? O telefone toca! Minha salvação! Rapidamente atendo. - Bom dia. Você está falando com a secretária Judith Flores. Como posso te ajudar? - Maluquinha! Como está meu amor? Minha irmã! Sem deixar de olhar para Eric, digo: - Oi, Pablo! - Pablo?? Mas Maluuuuu, sou eu Raquel. - Eu sei Pablo…eu sei. Ok. Se você quiser podemos jantar. Na sua casa? Ótimo! Minha irmã não entende nada e antes que fale mais alguma coisa, digo: - Depois te ligo, Agora estou falando com meu chefe. Até daqui a pouco. Quando desligo, o olhar de Eric é sinistro. Não sabe quem é Pablo e se descompõe. Feliz porque sei o que ele pensa, digo: - O que aconteceu? Quem fala pra você da minha vida não te falou do Pablo? - E me jogando pra frente na mesa, silvo meu rosto: - Então não estão te informando direito. Björn é um amigo, Pablo com certeza não é. Sem dizer mais nada dou meia volta e saio do escritório. Estou toda tremendo. Que maneira de estragar tudo.


Sei que não parou de me olhar, pego minha bolsa e saio como quem corre do diabo.Quando chego na lanchonete, peço uma coca com muito gelo. Estou com muita sede, furiosa e histérica. Que diabos estou fazendo? E pior de tudo. O que ele esta fazendo? Pego meu celular e ligo para Björn. - Seu amiguinho, Eric, esteve aqui. Veio como um furacão perguntando o que eu e você fazíamos ontem em Madri. - O quê? Ele está em Madri? Nesse momento, Eric entra na lanchonete e me olha. Senta na outra ponta do balcão e seguimos falando por telefone. - Sim agora o tenho bem na minha frente. - Jogue com Eric! - ri Björn. - Bom, minha linda, você já sabe o que vou te falar. Ele precisa de você. Se você realmente quer ter ele, não seja tão difícil e volte com ele. Só está esperando que você de o primeiro passo. Seja amável e boa. Sorrio e entro em desespero. Amável e Boa? Mas dar o primeiro passo? Quem começou a guerra foi ele. Desesperada por estar na encruzilhada mais louca da minha vida, depois de perceber que Eric me observa. - No próximo final de semana pensei em ir a Munique. Eu mencionei isso a ele e agora ele acredita que vamos a uma festa . - Uau! Minha querida. Isso deve ter deixado ele louco - diz. Depois de falar de minha visita a Munique com Björn me despeço dele e desligo o telefone. Bebo minha coca. Pago e saio da lanchonete. Quando volto ao escritório, aos dois minutos, Eric aparece. Entra em meu escritório, me olha, me olha e me olha. Deus, como me excita quando me olha assim.


Sou uma maldita masoquista, mas essa frieza em seu olhar foi o que me fez apaixonar por ele. Como posso me concentrar em meu trabalho. Não consigo concentrar. Preciso dele. Preciso beijá-lo para me desbloquear. Desejo sua boca, seu contato e sei como conseguir, levanto, entro no escritório do Miguel, que não está e dali vou para o arquivo. Pensei bem. Eric não demora para chegar e antes que consiga respirar já esta atrás de mim. Não me toca. Só está próximo de mim. Faço como que não reparei a sua presença e dou a volta. Trombo com ele. Oh Deus! Seu cheiro me feitiça. Olho para ele e ele me olha e pergunto: -Quer alguma coisa senhor Zimmerman? Sua boca vai direto para a minha. Não para de chupar meus lábios. Diretamente enfia sua língua em minha boca e me beija. Me devora com desejo. Sua barba e seu bigode me fazer cócegas no nariz e no rosto, mas quando suas mãos apertam minha cabeça para aprofundar o beijo, simplesmente eu deixo-me levar. Preciso dele. Desfruto dele. Enquanto me beija com paixão e exigência, meu corpo se recarrega de força e quando finalize olho para ele e sem limpar os lábios , murmuro: -Lembre-se senhor, minha boca já não e só sua. Depois que digo isso o empurro contra os arquivos e saio vitoriosa por ter conseguido meu beijo. Mas depois me arrependo. O que estou fazendo? Ele precisa que eu dê o passo, mas orgulho-me de não permiti. No resto do dia ele não chegar perto de mim. Mesmo assim, não deixa de me olhar. Me deseja. Eu sei. Me deseja tanto como eu desejo ele.


Capítulo 42 No dia seguinte, Eric não apareceu no escritório. Ligo para Björn e me informa que está em Munique. Fico feliz em saber. Na sexta-feira à tarde, quando saio do escritório pego um vôo para Alemanha. Martha vai me buscar e ainda que fica com raiva insisto que quero dormir num hotel. Sim, se Eric e eu nos acertarmos, quero ter onde levá-lo. No sábado pela manhã fico com Frida. Me fala que Björn esta preparando uma festa em sua casa esta noite e Eric acha que vou. Nego com a cabeça. Não penso em ir. Não vou jogar sem ele. Pela tarde, vou à casa de Sônia. A mulher me abraça com carinho e se emociona ao me ver. Quando menos espero aparece , me abraça com Simona, que ao saber que tinha viajado a Munique decide me visitar. Quando me ver, me abraça com carinho e entre risadas, me conta como vai a saga de "Loucura Esmeralda". Mas um dos melhores momentos e quando aparece Flynn. Ele não sabe que estou ali e quando me ver corre aos meus braços. Está totalmente recuperado e cochicha que Laura e ele agora se falam. Nós rimos e Sônia aproveita dos sorrisos de seu neto. Depois de comer, quando estamos Flynn e eu jogando Wii, aparece Eric. Sua atitude ao me ver é fria. Fez a barba e volta a ficar lindo como sempre. Aproxima-se de mim e quando me da dois beijos sua bochecha toca na minha e tremo. Fecho os olhos e aproveito esse delicado atrito entre nós. Martha e Sônia depois de vários minutos, levam Flynn para a cozinha. Querem nos deixar sozinho. Quando ninguém está próximo ele pergunta: -Veio a festinha de Björn? Não respondo. Apenas olho para ele e sorrio.


Eric xinga e sem me dar tempo de mais nada sai. Não me dá oportunidade de falar. Fico brava comigo mesmo. Porque ele sorri? Com tristeza, através do vidro vejo que ele veio na sua BMW cinza. Vejo ele ir. Suspiro. Martha ao me ver me agarra os ombros e murmura: - Este meu irmão, se continuar assim, vai ficar louco. Eu também vou ficar louca…penso. Ao final, volto a jogar com Flynn depois do gesto triste de Sônia. As sete, vamos para o hotel. Troco de roupa e diferente do que pensa Eric, vou à festa com Martha. Não quero jogar com ninguém que não seja ele. Não posso. Nós vamos ao Guantanamera. Lá estão todos nos esperando Arthur, Anita, Reinaldo e vários amigos. Ao entrar exijo, Mojitos! Para esquecer de Eric e depois de vários já sorrio enquanto danço salsa com Reinaldo. Essas pessoas que tem sido minhas amigas todos esses meses na Alemanha me receberam com carinho, abraços e muito amor. Às onze da noite recebo uma mensagem de Frida: "Eric está aqui". Fico inquieta. Fico desanimada Ao saber que Eric esta numa festinha fechada, sim me deixa irritada. Ficará com as outras mulheres? Às onze e meia ligam-me. Olho para o celular, mas não atendo. Não posso. Não sei o que lhe dizer. Depois de várias chamadas dele que não atendo é Frida que liga. Corro para o banheiro para escutá-la. - O que aconteceu? - Ixi, Judith! Eric esta muito desconfiado. - Por quê? Por que eu não estou na festinha? Frida rir. - Está desconfiado porque não sabe onde você esta. Meu Deus! Em que você se meteu? Esta matando ele saber que você esta em Munique e ele não ter controle de você. Coitadinho.


- Frida, Eric participou de algum jogo? - Não querida. Não tem corpo para isso, mas veio acompanhado. Isso me deixa nervosa. Acompanhado? Saber isso me deixa muito desconfiada. Então Frida diz: - Porque não vem? Com certeza que se ele vê…. - Não…., não… vou ir. - Mas Judith, não combinamos que você ia ser mais fácil? Querida, confessou-me que gostava dele e nós duas sabemos que ele gosta de você e …. - Falei para ele – rosno furiosa, por saber que foi acompanhado - E por favor não diga para ele onde estou. - Judith, não seja assim… - Promete- me, Frida, Promete-me que não vai falar nada para ele. Depois de conseguir uma promessa das boas de Frida, desligo. E meu celular volta a tocar. Eric! Não atendo. Quando volto à pista, Martha alheia a tudo me dá outro Mojito e tentando ser feliz grito, determinada a aproveitar: - Açúcar! Chego ao hotel depois das sete da manhã. Estou morta e caio na cama. Quando acordo são duas da tarde. Minha cabeça dá voltas. Na noite anterior bebi demais. Olho para o celular. Está sem bateria. Tiro o carregador da minha mala e enfio na tomada. Quando começa a carregar, apita. Eric. Decido atendê-lo. - Onde está? – grita. Estou a ponto de mandar ele para merda, mas respondo: - Neste momento, na cama. O que você quer? Silêncio. Silêncio.Silêncio. Até que finalmente pergunta: - Sozinha? Olha ao redor e revirando na enorme cama, murmuro:


Não é da sua conta, Eric. O que você quer? Ele bufa. Xinga. E rosna. - Jud, você está com quem? Sento-me na cama e retirando o cabelo do meu rosto, respondo: - Vamos ver Eric, o que você quer? - Disse que ia ir a festa de Björn e não foi. - Eu falei isso? – silvo – Está enganado. Eu disse que iria a uma festa, mas não necessariamente a de Björn. Deixei claro pra você que ele é só um bom amigo. Silêncio. Nenhum fala, Eric murmura: -Quero te ver, por favor. Isso eu gosto. Que ele me peça algo assim, vacilo - As quarto no jardim inglês, ao lado do posto onde compramos os sanduíches no dia que fomos com Flynn. Ok? - Combinado. Quando desligo, sorrio tenho um encontro com ele. Tomo banho. Ponho uma saia comprida, uma camiseta e um casaco de couro. Pego um taxi, e quando chego, vejo ele me esperando. Meu coração palpita com força. Me abraça e pede que volte com ele. Não vou poder dizer que não. Gosto dele demais apesar da raiva que estou dele por não ter me contado da minha irmã e saber que foi acompanhada na festa. Quando chego a sua altura, olho para ele e decidida a ser fácil digo: - Estou aqui. O que você quer? - Tem cara de ter descansado pouco. Achando engraçado a observação, olho para ele e respondo: - Você também tem uma boa aparência.


-Onde esteve a noite e com quem? - Mas, outra vez você vem com esse assunto? - Jud Deus! Deus! Ele me chamou de Jud - Ok… te responderei quando você me diga quem á a mulher que te acompanhou na festinha de Björn. Minha pergunta lhe surpreende e não responde. Fico brava e falo mais alto e tentando mostrar fria com o olhar digo: - Meu avião sai às sete e meia. Então fala rápido o que tem pra falar comigo, tenho que passar pelo hotel, arrumar minha mala e pegar meu vôo. Xinga, me olha irritado. - Não vai me contar com quem esteve à noite? - Você respondeu minha pergunta? – Não responde; só me olha e silvo: – Quero que saiba que sei que mentiu para mim. - Como? – Pergunta confuso. - Omitiu a separação da minha irmã e depois deve o descaramento de ficar bravo comigo porque escondia as coisas da sua família. - Não é a mesma coisa- defende-se. Com frieza, essa frieza que ele me ensinou, olho para ele e silvo: -É um mentiroso, um ser frio e deplorável que não se vê a trave no seu olho. Basta ver o cisco no olho do seu vizinho. E respondendo com quem passei a noite, só te falo que sou livre para passar a noite com quem quiser, como você. Está boa minha resposta? Olha para mim, olha e olha e finalmente levanta e diz: -Adeus Judith. Ele vai. Me deixou!


Minha cara de espanto e enorme. Saiu deixando-me sozinha no meio do Jardim Inglês. Com minha adrenalina pelos ar, observe ele afastando-se. Ele nunca dará o braço a torcer. É muito orgulhoso e eu também. Ao final me levanto, pego um taxi, vou para o hotel, pego minha mala e vou para o aeroporto. Quando o avião decola, fecho os olhos e sussurro: - Maldito cabeção!


Capítulo 43 Dez dias depois, há uma convenção da Müller em Munique, a qual tenho que participar. Tento escapar, mas Gerardo e Miguel não permitem e sinto que o Sr. Zimmerman tem algo a ver com isso. Quando meu avião chega aqui as recordações me oprimem. Mais uma vez estou nesta majestosa cidade. Acompanhado por Miguel e vários chefes de todas as delegações da Espanha, chegamos ao local onde é realizada a convenção às onze horas. Uma vez lá, eu me sento ao lado de Miguel e a convenção começa. Procuro Eric entre a multidão de participantes e o localizo. Está na primeira fila, e meu coração aperta quando o vejo ao lado de Amanda. Bruxa! Como sempre parecem muito compenetrados e quando Eric sobe ao palco para falar na frente de mais de três mil pessoas de todas as delegações, olho para ele com orgulho. Escuto tudo que ele diz e percebo o quão bonito, lindíssimo ele está com aquele terno cinza escuro. Quando seu discurso acaba e Amanda sobe ao palco ao lado dele, fico tensa. Eric a segura pela cintura, e ela encantada, saúda com gesto de triunfo. Miguel olha para mim. Engulo em seco, mas tento sorrir. Após a cerimônia, alguns garçons começar a passar taças de champanhe e canapés. Protegida pelos meus companheiros espanhóis, estou ciente de tudo. Eric se aproxima junto com Amanda. Eles cumprimentam todos os participantes e desejo correr quando vejo-o chegar ao meu grupo. Com um encantador, mas frio, sorriso, olha para todos. Não direciona nenhuma atenção especial a mim e quando me cumprimenta nem sequer coloca seus olhos nos meus. Aperta minha mão, como qualquer um, em seguida, sai para cumprimentar o resto dos convidados. Amanda cruza um olhar comigo e vejo a brincadeira em seus olhos. Cachorra!


Enquanto cumprimentam os outros, vejo como Eric retorna a segurar Amanda pela cintura e tiram fotos. Em nenhum momento faz menção de olhar para mim. Nada, absolutamente nada. É como se nós nunca tivéssemos nos conhecido. Sem pestanejar observo-o tirar fotos com outras mulheres, e fico arrepiada quando vejo que Eric diz algo para uma delas olhando para os seus lábios. Eu o conheço. Sei o que significa esse olhar e o que acarretará. Meu pescoço pinica. As brotoejas! Oh, não! Que inquietação, eu não agüento mais! Quando não agüento mais, procuro uma saída. Tenho que sair dali que qualquer forma. Quando chego a uma das portas, alguém pega a minha mão. Viro-me com o coração disparado e vejo que é Miguel. Por um momento, pensei que fosse Eric . - Onde você vai? - Eu preciso de um pouco de ar. Está muito quente aí dentro. - Acompanho você - diz Miguel. Quando estamos próximos a uma saída, Miguel pega um maço de cigarros, mostra um maço de tabaco e peço um. Preciso fumar. Após as primeiras tragadas meu corpo começa a se acalmar. A frieza de Eric, junto a Amanda e como ele olhou para as outras mulheres, foi demais para mim. - Está tudo bem, Judith ? - pergunta Miguel. Concordo. Sorrio. E tento ser a garota alegre de sempre. - Sim, só que estava muito quente . Miguel concorda. Sei que imaginará coisas, mas eu não quero falar com ele. Depois do cigarro, eu proponho entrarmos novamente. Devo ser forte e demonstrar a ele, a Amanda, a Miguel e a todo mundo. Com a passos seguros volto para o grupo da Espanha e tento me integrar as conversas, mas não posso. Toda vez que eu me viro, Eric está perto, lisonjeiro com alguma mulher. Todas querem fotos com ele, todas, exceto eu.


Duas horas mais tarde, quando eu estou em um dos banheiros, ouço como uma das mulheres fala que o chefão Eric Zimmerman disse para ela que é muito bonita. Tolinha! Sem conseguir evitar, olho para ela. É uma mulher tremendamente atraente. Uma italiana de com enormes seios, curvas sinuosas e cabelo cor de cobre. Parece nervosa e eu entendo. Eric dizer uma coisa assim olhando-a é para ficar nervosa mesmo. Quando eu saio do banheiro, cruzo com Amanda. Ela me olha. A cobra me olha e pisca para mim com diversão. Sinto um desejo incontrolável de agarrá-la pelos cabelos loiros e arrastá-la pelo chão, mas não. Eu não posso. Eu estou em uma convenção, tenho que ser profissional e acima de tudo, eu prometi ao meu pai que eu não iria me comportar como uma arruaceira. Chegando ao meu grupo, surpreendo-me quando vejo Eric falando com eles. Próximo a ele é tem uma linda morena do escritório de Sevilla babando enquanto ele fala. Eric, ciente do magnetismo que provoca nas mulheres, brinca com ela, e ela, como um boba, mexe no cabelo e se move nervosamente. Fecho meus olhos . Não quero vê-los. Mas quando abro os olhos, me encontro com o olhar de Eric, que diz: - A senhorita Flores irá levá-los para onde organizei a festa. Ela conhece Munique. - Eu levanto o queixo, e Eric acrescenta, entregando-me um cartão. – Espero todos lá. Dito isto, ele sai. Eu pisco. Todos olham para mim e começam a perguntar como chegar ao local que o chefão disse. Olho para o cartão, e depois de lembrar onde é o local, nos dirigimos para o ônibus para nos levará ao hotel, até à noite e acontecer o evento. Quando o ônibus nos deixa no hotel, aproveito a oportunidade para tomar um banho. Estou muito tensa. Não quero ir a essa festa, mas tenho que ir. Eu não posso escapar. Eric já garantiu que eu escape. Depois de secar o meu cabelo, ouço uma batida e alguns suspiros. Escuto atentamente e, finalmente, sorrio. O quarto ao lado é o de Miguel, e pelo que eu ouço, ele está muito bem.


Eu bato na parede e os suspiros param. Eu não quero ouvi-los! Eu troco o terno cinza claro por um vestido preto com strass na cintura. Coloco saltos que me caem bem, e faço um coque alto no cabelo. Quando me olho no espelho, sorrio. Eu sei que sou sexy. Certamente, Eric não olhará para mim, mas a minha aparência vai fazer outros homens me observarem. Que pelo menos minha moral suba, certo? Às nove, depois de jantarmos no hotel, nos reunidos na recepção. Como esperado todos procuram por mim a pessoa que os levará para onde o grande chefe disse . Depois de falar com o motorista do ônibus, nós mergulhamos no tráfego de Munique, e sorrio quando passamos pelo Jardim Inglês. Com carinho vejo os lugares que passei com Eric e ui feliz por um bom tempo na minha vida, mas a sensação boa acaba quando o ônibus chega ao destino e nós temos que descer. Entramos no local. É enorme, e como esperado, o Sr. Zimmerman preparou uma grande festa. Todos aplaudem. Miguel olha para mim e divertida, murmuro: - Ei, eu estive prestes a tirar um lenço branco e gritar “toureiro” . Ele ri e aponta para uma jovem. - Deus, baby, nem te conto como é o furacão Patrícia. Nós dois rimos e depois, escuto ao meu lado: - Boa noite. Ao levantar o olhar encontro com Eric. Está lindo com seu smoking preto e gravata borboleta. Oh, Deus, eu sempre quis fazer amor com vestido só de gravata. Que mórbido! Rapidamente tiro essa idéia da cabeça. O que faço pensando nisso? Nossos olhos se encontram, e sua frieza é extrema. Meu coração palpita. Meu estômago se contrai até eu vejo que quem está ao lado dele é a italiana ruiva do banheiro. Oh meu Deus!


Sem alterar o gesto, cumprimento-o, e ele segue o seu caminho com ela. Eu não quero que veja que sua presença me dói, mas a verdade é que eu deixei totalmente nocauteada. Está claro que Eric retomou sua vida e eu tenho que aceitar. Dou o braço a Miguel, nos dirigimos ao bar e pedimos uma bebida. Estou com sede. Durante uma hora, Miguel fica ao meu lado. Rimos e conversamos, até que a música começa. Eles contrataram uma banda de swing. Eu adoro! As pessoas começam a dançar e Miguel decide levar o furacão Patrícia. Fico sozinha e enquanto bebo, escaneio o local. Não voltei a ver Eric, mas logo o encontro dançando com a Italiana. Isso me inquieta. Canção após canção, sou testemunha de como todas as mulheres querem dançar com ele, e ele, encantado, aceita . Desde quando é tão dançarino? Supõe-se que a louca dançarina sou eu e aqui estou eu, fechando o bar. Merda! Mas quando vejo-o dançando com Amanda enlouqueço. Eu sou tão idiota. Não posso suportar o olhar dela e como se agarra com possessão e ele pelo pescoço enquanto move um dedo e acaricia seus cabelos. Eu me viro. Eu não posso continuar olhando-os. Vou ao banheiro, me refresco e volto para a festa. Ao sair, encontro com Xavi Dumas, ele é do escritório de Barcelona, e me convida para dançar. Eu concordo. Em seguida, vários homens me convidam, e minha auto-estima está de volta onde eu precisava. De repente, Eric está ao meu lado e pede ao meu acompanhante permissão para dançar comigo. Meu acompanhante concorda, encantado. Eu, nem tanto. Quando ele coloca a mão na minha cintura e eu coloco meus braços ao redor de seu pescoço, a orquestra toca Lua Azul. Engulo em seco e danço. Da sua altura, olha para mim e finalmente diz: - Está indo bem, senhorita Flores?


- Sim, senhor – concordo brevemente. Suas mãos nas minhas costas queimavam. Meu corpo reage ao seu toque, sua proximidade e seu cheiro. - Como está indo a vida? - Pergunta novamente em tom impessoal. - Bem – consigo dizer - com muito trabalho. E você? Eric sorri, mas seu sorriso me assusta quando ela traz a boca no meu ouvido e sussurra: - Muito bem. Retomei meus jogos e devo dizer que eles são muito melhores do que lembrava. Logicamente, Dexter pediu-me para desejar-lhe saudações para você, para a sua Deus quente. - Idiota! Tento desfazer-me de seu abraço, mas não vai me deixa. E me pressiona contra ele. - Termine de dançar esta música comigo, senhorita Flores. Então você pode fazer o que quiser. Seja profissional. Meu corpo coça todo, mas eu não coço. Agüento o puxão de seu olhar severo, e quando a música termina, me dá um frio e galante beijo na mão. E antes de sair, ele resmunga. - Como sempre, foi um prazer voltar a vê-la. Espero que fique bem . Sua proximidade, suas palavras e sua frieza chegaram a minha alma. Vou ao bar e peço uma Cuba Libre. Eu preciso disso. Depois desse, bebo outro e tento ser profissional e fria como ele. Eu tive o melhor professor. Nenhum Eric Zimmerman pode comigo. Vejo-o furiosa, enquanto ele tem um bom tempo com as mulheres. Todas caem aos seus pés e eu sei com quem ficará esta noite. Não é com a italiana. É com Amanda. Seus olhares me dizem .


Odeio-os ! À uma da manhã decido finalizar a festa. Já não posso mais. Miguel se foi com a sua própria furacão sexual e outro cara já está se oferecendo pra mim. Quando eu saio, respiro. Eu me sinto livre. Eu vejo aparecer um táxi e subo. Eu dou o endereço e em silêncio volto ao meu hotel. Vou para o meu quarto e tiro os sapatos. Estou com raiva . Eric me tirou do meu eixo. Que estranho? Ouço suspiros no quarto ao lado. Miguel e seu furacão. Bufo. Que noitezinha que vão me dar. Sento na cama, cubro meus olhos e fico com vontade de chorar. Que diabos estou fazendo aqui? Os suspiros no quarto ao lado aumentam. Pequeno escândalo! No final, desconfiada, dou dois golpes na parede. Os suspiros param, e eu balanço minha cabeça. Momentos depois batem na minha porta e cubro meus olhos. Que empatafoda eu sou! Será Miguel para me pedir perdão. Sorrio, e quando abro a porta, encontro com um carrancudo Eric. Minha expressão muda. - Bem ... Eu vejo que não sou quem esperava, senhorita Flores. Sem pedir permissão entra no quarto e fecho a porta. Não me movo. Não sei o que faz aqui. Eric dá uma volta pelo ambiente, depois de verificar que estou sozinha, me olha e pergunto : - O que você quer, senhor? Iceman me olha, olha, olha e responde com indiferença: - Não vi você saindo da festa e queria saber se estava tudo bem. Sem aproximar-me dele, balanço a cabeça, ainda estou com raiva sobre o que me disse na festa. - Se você veio para ver com quem eu iria jogar no hotel, sinto desapontá-lo, mas eu não jogo com as pessoas da empresa nem quando os mesmos estão


próximos. Sou discreta. E quanto a estar ou não estar bem, não se preocupe, senhor, eu sei cuidar bem de mim mesma. Então, você pode ir . Dizer que jogo em outros momentos o atiça. Vejo em seu rosto e, antes que diga qualquer coisa que me irrite mais, silvo : - Saia do meu quarto agora mesmo, Sr. Zimmerman . Ele não se move. - Você não é ninguém para entrar aqui sem ser convidado. Certamente o esperam que em outros quartos. Corra, não perca tempo, com certeza Amanda ou qualquer outra de suas mulheres querem ser o centro da sua atenção. Não perca seu tempo aqui comigo e saia para jogar. Tensão. Muita tensão.

Nos olhamos como autênticos rivais, quando ele chega perto de mim, move-me rapidamente. Eu não estou disposta a cair em seu jogo por mais que meu corpo precise dele, grite por ele. Ouço-o amaldiçoar e depois, sem olhar para mim, vai até a porta, abre-a e vai. Ele sai furioso. Estou sozinha no quarto. Minhas pulsações estão a mil. Não sei o que Eric quer. O que eu sei é que quando eu estou sozinha com ele, não sou a dona do meu corpo. A noite que volto da convenção de Munique decido que devo ter de volta a minha vida. Devo esquecer Eric e encontrar outro emprego. Eu preciso voltar a ser eu, ou se continuar assim, não sei o que será de mim. No dia seguinte, quando eu chego ao escritório, falo com Miguel . Ele não entende porque eu quero ir. Tenta me convencer, mas percebe que o que havia entre o chefão e eu não está resolvido. Me acompanha até a sala de Gerardo e, uma vez lá, solicito minha demissão.


Depois de uma manhã louca em que Gerardo não sabe o que fazer comigo, no final eu consigo. Dou definitivamente baixa na Müller. Na parte da tarde, quando eu saio do escritório, sorrio. Esse é o primeiro dia da minha vida.


Capítulo 44 Às sete da manhã, quando ainda estou na cama, meu celular toca. Olho para a tela e eu não reconheço o número. Eu pego e escuto: - O que você fez ? - O quê? - pergunto sonolenta, sem entender nada . - Por que você se demitiu, Judith? Eric ! Geraldo já deve tê-lo informado do que eu fiz , irritado, grita: - Pelo amor de Deus, pequena, você precisa trabalhar! O que você pretende fazer? Em que pretende trabalhar? Quer ser garçonete novamente? Aturdida com as perguntas e, principalmente, porque me chamou de "pequena", sussurro: - Não sou sua pequena e não volte a me ligar nunca mais em sua vida. - Jud ... - Esqueça que eu existo. Desligo. Eric insiste. Desligo novamente. No final desligo o telefone e antes que ligue para o meu número de casa, tiro o fone do gancho. Zangada, me viro e continuo a dormir. Quero dormir e esquecer do mundo. Mas eu não consigo dormir e levanto. Me visto e saio. Não quero estar em casa. Chamo Nacho e vou com ele para sua oficina. Durante horas, observo-o


fazer tatuagens enquanto falamos. Na hora de fechar, chamamos os amigos e vamos para a farra. Preciso comemorar que não trabalho para Müller . Quando chego em casa são três da manhã. Vou direto para a cama. Eu tenho um peso enorme. Cerca de dez horas da manhã batem na minha porta. Com gesto pesaroso me levanto para abrir. Fico como estátua quando vejo que é um entregador com um lindo buquê de rosas vermelhas de longas hastes. Tento fazê-los levar de volta. Sei de quem são, mas o entregador resiste. Finalmente pego-as e jogo direto no lixo. Mas a curiosa que há em mim procura o cartão e meu coração acelera quando eu leio:

Como eu disse há muito tempo, eu levo você na minha mente desesperadamente . Eu te amo, pequena. Eric Zimmerman

Boquiaberta, releio de novo a nota. Fecho meus olhos. Não, não, não. Outra vez, não! A partir desse momento eu não posso ligar o telefone sem receber uma chamada de Eric. Sobrecarregada decido desaparecer. Eu conheço ele e em poucas horas ele está na porta da minha casa. Pela internet alugo uma casa no campo. Pego meu Leoncito, e desta vez vou para Astúrias, especificamente para Llanes. Eu ligo para meu pai e não digo onde estou. Não confio nele para não contar a Eric. Eles se dão muito bem. Garanto que estou bem, e meu pai concorda. Só exige que eu ligue todos os dias para saber que estou bem e para alertá-lo quando chegar a Madrid. De acordo com ele, temos que conversar muito sério. Eu concordo.


Durante uma semana passeio por esta cidade bonita, durmo e penso. Tenho que decidir o que vou fazer comigo depois de Eric. Mas eu sou incapaz de pensar claramente. Eric está tão profundo em minha mente, no meu coração e na minha vida que eu mal posso pensar. Eric insiste. Enche meu correio de voz, e quando vê que eu ignoro-o, ele começa a enviar e-mails que leio à noite no quarto da bela casa que eu aluguei.

De: Eric Zimmerman Data: 25 de maio de 2013 09:17 Para : Judith Flores Assunto: Perdoe-me Estou preocupado, querida. Eu errei. Te acusei de me esconder as coisas quando eu sabia da sua irmã e não te disse. Eu sou um idiota. Eu estou ficando louco. Por favor, me ligue. Eu te amo. Eric ______________________________________________________ De: Eric Zimmerman Data: 25 de maio de 2013 22:32 Para : Judith Flores Assunto: Jud ... por favor Apenas me diga que você está bem. Por favor ... , pequena. Eu te amo. Eric

Ler seus e-mails me emociona. Eu sei que ele me quer. Eu sei disso. Mas não pode ser. Nós somos fogo e gelo. Por que voltar a tentar novamente ?


De: Eric Zimmerman Data: 26 de maio de 2013 07:02 Para : Judith Flores Assunto: Mensagem recebida Eu sei que você está muito zangada comigo. Eu mereço . Eu fui um idiota (um completo imbecil). Eu fui fatal e me sinto mal. Contava os dias para vê-la na convenção em Munique e, quando eu tinha você diante de mim, ao invés de dizer o quanto eu te amo eu agi como um animal furioso. Sinto muito querida. Me desculpe, desculpe, desculpe . Eu te amo. Eric

Saber que ele queria me ver na convenção me alegra . Agora entendo porque ele se comportou dessa maneira. Usou a frieza como um mecanismo de defesa e fez uma má jogada. Tentou enciumar-me e conseguiu. Não mediu os resultados, e agora estou muito irritada com ele.

De: Eric Zimmerman Data: 27 de maio de 2013 02:45 Para : Judith Flores Assunto: eu sinto sua falta Ouço nossas músicas. Eu penso em você . Me perdoará outra vez? Eu te amo. Eric


Também escuto nossas músicas o coração apertado. Hoje, enquanto comia em um terraço em Llanes tocava a música: You are the sunshine of my life de Stevie Wonder, e lembrei quando me pediu para sair do carro para dançar com ele no meio de uma rua em Munique. Isso humaniza-o. Detalhes como esse que me fazem saber o quanto Eric mudou por mim. Eu o amo, mas tenho medo. Eu tenho medo de não parar de sofrer .

De: Eric Zimmerman Data: 27 de maio de 2013 20:55 Para : Judith Flores Assunto: Você é incrível Flynn acabou me contar sobre a coca-cola e sua queda na neve. Por que você não me contou? Se te queria antes, agora eu quero mais. Eric

Saber que Flynn confiou em seu tio me emociona. Isso me faz saber que ele começou a se sentir mais confiante. Gosto de saber disso. Olé, meu menino! Eric ... Eu amo-o ainda mais. Por que isso está acontecendo? Será que o efeito Zimmerman me abduziu de tal maneira que eu não posso esquecer? Definitivamente sim.

De: Eric Zimmerman Data: 28 de maio de 2013 09:35 Para : Judith Flores Assunto: Oi, querida Estou no escritório e não me concentro. Eu não consigo parar de pensar em você. Eu quero que você saiba que eu não tenho jogado em todo esse tempo. Eu menti, pequena. Como eu disse, minha


ÚNICA fantasia é você . Eu te amo agora e sempre . Eric

Agora e sempre. Que belas palavras quando as dizia olhando-me nos olhos. Minha fantasia é você, teimoso. O que tenho que fazer para te esquecer e para você esquecer de mim?

De: Eric Zimmerman Data: 28 de maio de 2013 16:19 Para : Judith Flores Assunto: Eu ordeno! Maldita seja, Jud !, Eu exijo que me diga onde você está. Pegue o maldito telefone e me ligue agora mesmo, ou me escreva um e-mail. Faça isso! Eric

Uau, Iceman de volta! Sua raiva me faz rir. Ordena!

De: Eric Zimmerman Data: 29 de maio de 2013 23:11 Para : Judith Flores Assunto: Boa noite, pequena Perdoe meu último e-mail. O desespero por sua ausência me permite. Hoje foi um grande dia para Flynn. Laura convidou-o para seu aniversário e quer contar a ele. Não vai ligar pra ele? Eu sinto sua falta e eu te amo. Eric


Meu desespero também me permite. Oh Deus, o que vou fazer sem você? Eu choro de alegria ao saber que Flynn está feliz pelo convite. Meu pequeno mal-humorado começa a viver. Eu também amo você, Eric, e sinto sua falta.

De: Eric Zimmerman Data: 30 de maio de 2013 15:30 Para : Judith Flores Assunto: Não sei o que fazer O que eu tenho que fazer para que responda às minhas mensagens? Eu sei que você as recebe. Eu sei, querida . Eu sei pelo seu pai que você está bem. Por que você não me liga? Minha paciência está rachando dia-a-dia. Você me conhece. Eu sou um alemão teimoso. Mas por você eu estou disposto a fazer qualquer coisa. Eu te amo, pequena. Eric (o imbecil)

Quando eu fecho o computador, bufo. Eu imaginei que o meu pai o manteria informado. O jogo virou. Agora é ele quem escreve e eu quem não responde. Agora eu entendo o que ele sentiu naquele momento. Tento esquecê-lo como ele tentou me esquecer, e estou consciente que não vai me deixar fazê-lo, porque eu não o deixei.


Capítulo 45 O dia em que cheguei em Madrid depois da semana em Llanes, volto com o coração ainda mais quebrado. Saber que Eric procura por mim me faz insegura até do ar que respiro. O tempo não eliminou a dor, só aumentou para níveis que nunca pensei existisse. Ligo para meu pai. Digo-lhe que cheguei em Madrid e converso com ele. - Não, pai. Eric me desespera e ... - Você não é uma santa, querida. Você é teimosa e desafiadora. Você sempre foi assim e justamente ele é seu par ideal. - Papaiiiiiiiiiii ! Meu pai ri e responde: - Uow, moreninha! Não se lembra o que sua mãe dizia? - Não. - Ela sempre dizia: "O homem que se apaixonar por Rachel, terá uma vida tranqüila, mas o homem que se apaixonar por Judith, coitado! Vai estar numa briga dia sim e outro também". Sorrio, lembrando das palavras da minha mãe, e meu pai acrescenta: - E assim é, moreninha. Rachel é como é e você é como sua mãe, uma guerreira! E, para agüentar uma guerreira só há duas opções: ou é um tolo que nunca abre a boca, ou um guerreiro como Eric. - E você o que é pai, um tolo ou um guerreiro? Meu pai ri.


- Eu sou um guerreiro como Eric. Como você acha que agüentei sua mãe? E, embora Deus tenha levado-a muito cedo da minha vida, nunca outra mulher chegou ao meu coração, porque sua mãe ... deixou a expectativa muito, muito alta. E isso é o que acontece com Eric, tesouro. Depois de conhecê-la, sabe que você não vai encontrar outra igual. - Sim, boba - me ridicularizo. - Não, querida. Direita. Espevitada. Divertida. Engraçada. Graciosa. Teimosa. Brigona. Maravilhosa. Bonita. De tudo, moreninha ... , tudo. - Pai ... - Como você pressupôs, Eric pertence a você e você pertence a ele. Eu sei disso. Eu sou incapaz de não rir. - Por favor, papai, como um escritor de novelas você não têm preço! Quando desligo, sorrio . Como sempre, falar com o meu pai me relaxa. Quer o melhor para mim e, como ele disse, a melhor coisa para mim é esse alemão, embora neste momento eu duvide. À noite, quando abro o computador, tenho uma nova mensagem de Eric .

De: Eric Zimmerman Data: 31 maio de 2013 14:23 Para : Judith Flores Assunto: Não me deixe Eu sei que você me quer, mesmo que não me responda. Eu vi nos seus olhos na última noite no hotel. Você me chutou para fora, mas me quer tanto quanto eu te quero. Pense nisso, querida. Agora e sempre você e eu.


Eu te amo. Desejo. Estou com saudades. Eu preciso de você . Eric

Por que é tão romântico? Onde está o alemão frio? Por palavras românticas me deixam tonta e eu preciso ler e reler? Por quê? Quando eu desligo a luz do meu quarto, volto a pensar no único que penso ultimamente. Eric. Eric Zimmerman. Cheiro sua camisa. Não sei o que tenho que fazer para esquecê-lo. Eu acordo às seis da manhã. Sonhei com Eric. Eu não única sonhei que eu tirá-lo de sua mente! Mate-me! Porque quando se está obcecado em alguém o dia e a noite se resume em pensar só nele? Irritada, eu não consigo dormir e decido levanta. Chateado como opto por fazer uma limpeza geral. Isso me relaxará. Fico nisso e às dez horas da manhã testou envolvida na casa que não há nem por onde fugir. Estava desorganizada e organizei! Estou nervosa. Meu coração bate loucamente e decido tomar um banho, deixar a casa e sair para uma corrida. Correr será um luxo. Eliminarei adrenalina.Quando saio do banho, prendo o cabelo em um rabo de cavalo alto, coloco uma calça corsário preta, tênis e uma camiseta . De repente, a campainha toca e, ao abrir sem olhar, fico sem palavras quando encontro Eric. Está mais bonito do que nunca vestindo com uma camisa branca e jeans. Assustada por tê-lo tão perto, tento fechar a porta, mas não me deixa. Colocando um pé . - Querida, por favor, ouça- me .


- Não sou sua querida, nem sua pequena, nem sua moreninha, nem nada. Afaste-se de mim. - Deus, Jud, você está destruindo meu pé. - Tire-o e não quebrarei - responder enquanto tento fechar a porta com toda a minha força. Mas ele não tira o pé . - Você é meu amor, minha querida, minha menina, minha moreninha e também minha mulher, minha namorada, minha vida e milhares de outras coisas. E por isso quero pedir-lhe para voltar para casa comigo. Estou com saudades. Eu preciso de você Eu não posso viver sem você. - Fique longe de mim, Eric – rosno enquanto luto com a porta inutilmente. - Eu fui um idiota, querida. - Oh, sim, não duvide disso – murmuro do outro lado porta. - Um idiota com todas as letras por deixar ir a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Você! Mas idiotas como eu se dão conta e tentam se corrigir. Dême outra chance de novo ... - Eu não quero ouvir você. Eu não quero! - grito. - Querida ... eu tentei. Tentei dar seu espaço. Dar a mim o meu. Mas a minha vida sem você não tem sentido. Eu não durmo . Você está em minha mente às vinte e quatro horas do dia. Eu não vivo. O que você quer que eu faça, se eu não posso viver sem você? - Compre um macaco - berro. - Querida ... eu errei. Escondi sobre a tua irmã e tive a pouca decência de ficar bravo com você quando eu fiz a mesma coisa que você . - Não, Eric, não ... Agora não quero ouvir – insisto a ponto de chorar. - Deixe-me entrar.


- De jeito nenhum. - Pequena, deixe-me olhar em seus olhos e falar com você. Deixe-me corrigir isso. - Não. - Por favor, Jud. Eu sou um imbecil. O homem babaca no mundo, e eu vou deixar você me chamar disso todos os dias da minha vida, porque eu mereço. Minhas forças acabam. Ouvir tudo o que ele me diz começa a me enfraquecer, e quando eu paro de pressionar a porta, Eric a abre totalmente e murmura, olhando-me: - Ouça-me, pequena ... - E ao olhar atrás de mim, pergunta: Limpeza geral? Uau, você está muito, chateada! Os cantos de sua boca sobem, e então eu grito, histérica, vendo que se move. - Não entre na minha casa . Ele pára. Não entra . - E, antes de continuar com as belas palavras que está dizendo – falo furiosa - quero que você saiba que eu não vou parar mais uma vez a minha vida para tudo dar errado novamente. Me desespera. Eu não posso com você. Não quero parar de fazer as coisas que eu gosto, porque você me quer em uma gaiola de vidro. Não, eu me recuso! - Eu amo você, Senhorita Flores. - É um estúpido. Deixe-me em paz! E, pegando-o de surpresa, eu dou uma portada. Meu peito sobe e desce. Estou acelerada. Eric fez de novo. Voltou a me dizer as coisas mais belas que um homem pode dizer a uma mulher, e eu, como um tola, ouvi. Eu sou uma idiota. Boba. Incapaz. Por quê? Por que eu escuto-o? A campainha toca novamente. É ele . Eu não quero abrir.


Eu não quero vê-lo, mesmo que morra para fazê-lo. Mas, de repente ouço uma voz. Essa é Simona? Abro a porta e boquiaberta, vejo Norbert junto a sua esposa. O homem diz: - Senhorita, desde que você saiu de casa, nada é igual. Se voltar, prometo que vou ajudá-la a colocar sua moto pronta sempre que você quiser. Eu levanto as minhas sobrancelhas, e Simona, depois de abraçar, me beija no rosto. - E eu prometo te chamar de Judith . O Senhor me deu permissão. - E levantando minhas mãos, sussurra - Judith , eu sinto falta de você, e se você não voltar, o Sr. nos martirizará o resto dos nossos dias. Você quer isso para nós? – nego com a cabeça, e insiste: - Além disso, ver a novela "Loucura Esmeralda" sozinha não tem a graça que tinha quando víamos juntas. Certamente, Luis Alfredo Quiñones pediu outro dia Esmeralda Mendoza em casamento. Eu tenho gravado para vermos nós duas. - Oh, Simona ... ! – Suspiro e levo as mãos sobre a boca . De repente Susto e Callamar entram na casa e começam a latir . - Susto! Grito ao vê-lo. O cachorro salta e abraço-o. Tenho tantas saudades tuas ... Em seguida, toco em Callamar e Sussurro: - Como você cresceu, anão . Os animais saltam animados ao meu redor. Lembram de mim. Não se esqueceram de mim. Eric, encostado na parede, está olhando para mim quando Sônia entra com um sorriso encantador e me beija . - Minha querida, como você não veio para nós, Eric trouxe-nos até você, é que você é tão teimosa quanto ele. Este meu filho te ama, te ama, te ama, ele me confessou . Estou olhando para ela, surpresa quando meu pai entra.


- Sim, moreninha, esse menino te ama muito e te disse que voltará para você ! E aqui você o tem. Ele é seu guerreiro e você é a guerreira dele. Vamos, meu tesouro ... Eu conheço você, e se não gostasse desse homem, já teria retomado sua vida e não teria essas olheiras. - Pai ... – Soluço levando a mão à boca . Meu pai me beija e sussurra: - Seja feliz, meu amor. Aproveite a vida por mim. Não me faça ser um pai preocupado o resto dos meus dias. Duas lágrimas deslizam pelo meu rosto quando ouço: - Maluquinhaaaa ! - Minha irmã soluça, emocionada.- Aisss , que lindo Eric fez. Reunir todos para pedir o seu perdão. Que romântico ! Que maravilhosa forma de mostrar seu amor! Um homem assim é o que eu preciso, não um brutamontes. E, por favor, perdoe-o, porque não contar-lhe sobre minha separação. Eu ameacei machucá-lo se o fizesse. Eu olho para Eric. Segue apoiado fora da minha casa e não tira os olhos de mim. Neste momento, entra Martha e piscando para mim, sussurra: - Como diz não ao teimoso do meu irmão, eu juro que vou trago todos de Guantanamera te convencer enquanto bebemos chupitos e gritamos: "açúcar” – Dou uma risada. – Pense no que foi para ele pedir ajuda a todos. Esse cara abriu mudou por você , e isso tem que compensado de alguma forma. Vamos, você o ama tanto quanto ele te ama. Eu rio. Eric também ri, e minha sobrinha grita - Titiaaaaaaaaaaaaaaa ! O tio Eric prometeu que neste verão eu vou com vocês nos três meses de férias para a sua piscina , e quanto ao Meni.... a Flynn, é muito legal. Muito legal! Não sabe como joga Mario Cars. Que esperto! É ótimo.


Este parece ser o metrô na hora do rush. A sala está cheia de pessoas, enquanto Eric olha para mim com seus lindos grandes olhos azuis, sem entrar em minha casa. De repente, chega Flynn. Ao me ver, se atira em meu pescoço. Ele me abraça e me beija. Adoro seus beijos, e, quando se solta, sai pela porta e dou risada quando vejo-o arrastar a árvore de Natal vermelha. Você trouxe a árvore vermelha de desejos? Isso me faz rir. Eu olho para Eric, e ele encolhe os ombros. Tia Jud, diz Flynn, ainda não lemos os desejos que fizemos no Natal. - Isso me emociona, ele murmura: - "Eu mudei meus desejos. O que escrevi no Natal não eram muito agradáveis . Além disso, confessei ao tio Eric que eu escondia segredos. Eu lhe disse que fui eu quem balançou a coca-cola para explodir em seu rosto e por minha culpa você caiu na neve e aconteceu o feio machucado no queixo. - Por que você contou? - Tinha que dizer a ele. Você sempre foi boa para mim e ele tinha que saber. - Oh, a propósito querida - indica Sônia - a partir deste ano, comemoraremos o Natal juntos. Acabou a celebração separadamente. - Boa, vovó ! – Flynn salta, e eu sorrio . - E nós estaremos também – pontua meu emocionado pai. - Bem, feito! - Aplaude Luz, e Eric ri com as mãos nos bolsos. Eu olho para ele. Ele olha para mim. Nossos olhos se encontram, e quando eu acredito que não possa chegar mais pessoas, entram Björn, Frida e Andrés com o pequeno Glen. Os dois homens não dizem nada. Só me olham, me abraçam e sorriem. E Frida, abraçando-me também, sussurra em meu ouvido: - Castigue ele quando você perdoá-lo. Ele merece.


Nós duas rimos, e eu coloquei as mãos no rosto. Eu não posso acreditar. Minha casa está cheia de pessoas que me amam, e todos foram mobilizados por Eric. Todos me olham esperando que eu diga alguma coisa. Estou emocionada. Muito emocionada. Eric é o único que ainda está fora . Eu o proibi de entrar. Com determinação, ele se aproxima de minha porta. - Eu te amo, pequena - declara. - Eu digo a você sozinho, para nossas famílias e para quem precisar. Você estava certa. Depois de Hannah estava fechado como um caracol, isso não me favorecia nem a minha família. Eu estava errado, especialmente com Flynn. Mas você entrou na minha vida , em nossas vidas, e tudo mudou para melhor. Acredite em mim, amor, você é o centro de minha existência. Um “Ohhhhhh” escapa da garganta de minha irmã, e eu sorrio quando Eric acrescenta: - Eu sei que não fiz a coisa certa. Eu tenho um temperamento ruim, sou frio em algumas ocasiões, chato e intratável. Tentar corrigi-lo. Eu não prometo, porque não quero falhar, mas eu vou tentar. Se você concordar em me dar outra chance, voltaremos a Munique com sua moto e prometo que vou ser quem mais te aplaude e grita quando competir no MotoCross. Inclusive, se você quiser, te acompanharei com a moto de Hannah pelos campos perto de casa. - E fixando os olhos nos meus, sussurra : -Por favor, pequena, me dê outra chance. Todo mundo olha para nós . Não se ouve uma mosca. Ninguém diz nada. Meu coração bombeia em um ritmo frenético. Eric fez isso de novo! Eu o quero ... eu quero ele e adoro-o. Esse é o Eric romântico que me deixa louca.


Vou para a porta, saio da minha casa, me aproximo de Eric e, colocandome na ponta dos pés, aproximo minha boca da dele, chupo seu lábio superior, depois o inferior e, depois de dar uma mordiscada, revelo: - Você não é chato. Eu gosto do seu temperamento e sua cara brava, e não vou permitir que você mude . - De acordo, querida - concorda com um grande sorriso. Nos Olhamos. Nos devoramos com os olhos. Sorrimos . - Eu te amo Iceman - digo finalmente. Eric fecha os olhos e me abraça. Me pressiona contra seu corpo, e todos aplaudem . Eric me beija. Eu o beijo e derreto em seus braços, não disposta a deixá-lo nunca mais. Ficamos assim por alguns minutos, até que ele se separa de mim. Todos se calam. - Pequena, você me devolveu o anel duas vezes, e espero que na terceira vez se dê por vencida. Sorrio e me surpreendendo mais uma vez, ajoelha-se e colocando o anel de diamante diante de mim, diz, me deixando desconcertada: - Eu sei que foi você impulsivamente quem me pediu para casar da outra vez, mas desta vez quero que seja meu impulso, e, especialmente, que seja oficial e perante nossas famílias. - E, deixando -me sem palavras, ele continua: - Senhorita Flores, você quer casar comigo ? Meu pescoço pinica. As brotoejas! Me coço. Casamento? Meus nervos! Eric olha para mim e sorri. Sabe o que eu acho. Ele se levanta, coloca sua boca em meu pescoço e sopra suavemente. Neste instante, aceito que ele é meu


guerreiro, e eu, sua guerreira, e agarrando seu rosto, olho diretamente nos seus olhos e responso: - Sim, senhor Zimmerman, eu quero me casar com você . Dentro da minha casa todos pulam de alegria . Casamento à vista! Eric e eu abraçados, nos olhamos e ficamos felizes . Então, pego a maçaneta da porta e a fecho. Meu amor e eu ficamos no corredor da minha casa, sozinhos

.

- Organizou tudo isso para mim? - Yeah, baby! Eu utilizei a artilharia porque não queria me ouvir, nem ver, nem beijar, nem dar uma oportunidade - sussurra, beijando meu pescoço . - É o que eu gosto! Feliz como uma perdiz enquanto aceito seus doces beijos no meu pescoço, murmuro: - Eu senti falta de uma coisa. - O quê? - pergunta, olhando para mim . - A garrafa de champanhe rosa com sabor de morango. Eric ri e me dá um tapa na bunda . - Isso e tudo que você quiser estão esperando-nos na geladeira da nossa casa. - Ótimo! Eu esfrego nele, abraço-o e me pega em seus braços. Enrolo minhas pernas em volta de sua cintura e me apóia contra a parede . Me beija, o beijo. Me excita, o excito. Desejo-o e ele me deseja.


- Pequena pare – me adverte, divertido ao ver minha entrega.- A casa está cheia de gente e estamos no corredor de seu prédio. Concordo. Gosto de estar em seus braços, e murmuro fazendo-o rir: - Estou apenas mostrando o que vai acontecer quando estivermos sozinhos. Porque eu quero que saiba que eu vou puni-lo. Eric estremece. Me olha. Meus castigos costumam ser drásticos e, mordiscando sua boca, digo: - Vou puni-lo forçando-o a cumprir todas as nossas fantasias . Meu amor sorri e aperta sua dura ereção contra mim. Oh, sim ! Pegue seu celular e digita algo. Em uma fração de segundos, a porta da minha casa abre . Björn nos olha e Eric pede: - Eu preciso que você tire urgentemente todos da casa e leve-os embora. Björn sorri e pisca para nós. - Dê-me três minutos. - Um – Eric responde. Sorrio. Esta é o exigente Eric que me deixa louca. Em apenas trinta segundos, entre risos , todos saem enquanto estou nos braços de Eric e digo-lhes adeus consciente de que sabem o que vamos fazer. Meu pai, pisca pra mim, e eu atiro um beijo. Quando entramos na casa e estamos sozinhos, o silêncio nos envolve. Eric me deixa no chão. - Comece o seu castigo. Vá para a cama e fique nu . - Pequena ... - Vá para a cama ... - Exijo .


Surpreso, levanta as sobrancelhas, depois as mãos e desaparece pelo corredor. Com a pulsação a mil, olho as caixas não desfeitas. Olho para as etiquetas e quando encontro o que quero pego e divertida, corro para o banheiro . Quando saio e entro no quarto, Eric me olha perplexo. Estou vestida com minha fantasia de policial. Finalmente vou estreá-la com ele! Olho para ele. Dou uma volta mostrando a roupa enquanto coloco o chapéu e o óculos. Eric me devora com os olhos. Com arrogância caminho até meu som, coloco um CD e de repente a guitarra do AC / DC quebra o silêncio da casa. Começam os acordes de Highway to Hell, uma música que sei que ele gosta . Sorri, sorrio, e como uma tigresa caminho até ele. Pego o cacetete que levo na cintura e fico diante do amor da minha vida . - Você foi muito mal, Iceman . - Eu assumo, senhora policial. Dou duas pancadas na minha mão com o cacetete. - Como castigo, você sabe o que eu quero. Eric ri e antes que eu possa dizer ou fazer qualquer outra coisa, meu amor, meu louco amor alemão, me tem sob seu corpo e, com uma sensualidade que me deixa louca, sussurra: - Primeira fantasia. Abra suas pernas, pequena. Eu fecho meus olhos. Sorrio e faço o que me pede, pronta para ser sua fantasia.


Munique ... dois meses depois. - Corre, Judith, vai começar "Loucura de Esmeralda" - grita Simona. Ao ouvi-la olho para Eric, minha sobrinha e Flynn. Estamos na piscina e, ante ao riso do meu alemão, digo: - Volto em meia hora. - Titia, não vá! - Resmunga minha sobrinha. - Tia Jud ... - Secando-me com a toalha, olho para os pequenos que estão na água, e indico: - Volto em seguida, seus chatinhos. Eric me agarra. Ele não quer que eu vá. Desde que voltei não se sacia de mim. - Vem, fique com a gente, céu. - Querido - murmuro, beijando-o. - Eu não posso perder. Hoje Esmeralda Mendoza vai descobrir quem é sua verdadeira mãe, e a série acaba. Como é que eu vou perder ? Meu alemão dá uma gargalhada e me dá um beijo . - Anda vai. Com um sorriso nos lábios deixo meus três amores na piscina e corro em busca de Simona. A mulher já me espera na cozinha. Quando me sento ao lado dela, me dá um lenço de papel. Começa Loucura Esmeralda. Nervosas vemos como Esmeralda Mendoza descobre que sua mãe é a doente herdeira do rancho


"Os Guajes". Nós testemunhamos como a maltratada mulher abraça sua filha enquanto Simona e eu choramos como duas Madalenas. No final a justiça é feita: a família de Carlos Alfonso Halcones de San Juan está arruinada, e Esmeralda Mendoza, que foi sua empregada, é a grande herdeira do México. Quase nada! Embasbacadas, vemos como Esmeralda, junto a seu filho, vai em busca de seu único e verdadeiro amor, Luis Alfredo Quiñones. Quando ele a vê chegar, sorri, abre os braços, e ela se refugia neles. Momento Perfeito! Simona e eu sorrimos emocionadas e quando acreditamos que a série acabou, de repente alguém atira em Luis Alfredo Quiñones e nós duas abrimos os olhos como pratos enquanto na tela aparece: "Continua..." . - Continua! – gritamos as duas com os olhos bem abertos . Nos olhamos e, finalmente, rimos. “Loucura Esmeralda” continua e, com ela, nós seguramente todos os dias. Simona vai preparar a comida, e vou para a piscina, mas encontro as crianças com Eric na sala de estar, jogando Mortal Kombat no Wii. Flynn, vendome chegar, diz: - Tio Eric, esmagamos as meninas? Eu sorrio. Sento-me com o meu amor e ver o olhar da minha sobrinha ao que disse Flynn, juntamos nossos polegares, batemos as mãos e murmuro: - Vamos, Luz. Vamos mostrar a esses alemães como as espanholas jogam. Depois de mais de uma hora de jogos, minha sobrinha e eu levantamos e cantamos para eles:

We are the champions, me friend. Oh weeeeeeeeee ....


Flynn olha para nós com uma careta. Ele não gosta de perder, mas desta vez ele perdeu. Eric olha para mim e sorri. Aproveite minha vitalidade, e quando me atiro sobre ele e beijo-o, afirma: - Você me deve uma revanche. - Quando quiser, Iceman. Ele me beija. O beijo. Minha sobrinha protesta. - Ei, Titia, por que você sempre tem que beijá-lo? - Sim, que chato! - Flynn concorda, mas sorri. Eric olha para eles e, para afastá-los de nós, diz: - Corram. Vão a cozinha e peguem uma coca-cola. É só mencionar aquela refrescante bebida, e as crianças correm como loucos. Quando ficamos sozinhos, Eric me derruba no sofá e, divertido, me instiga: - Nós temos um minuto, no máximo dois. Vamos, fique nua ! Começo a rir. E quando Eric me faz cócegas ao colocar as mãos sob a minha camisa, de repente escutamos: - Maluuuuuuuuuuuuuuuuu ... maluquinha! Eric e eu nos olhamos, e rapidamente pulamos do sofá. Minha irmã olha para nós da porta e, com um gesto decomposto, exclama: - Oh, meu Deus! Oh, Deus! Eu acho que minha bolsa estourou. Rapidamente, Eric e eu levantamos do sofá e ficamos ao seu lado. - Não pode ser. Não posso estar em trabalho de parto. Falta um mês e meio. Eu não quero estar em trabalho de parto! Não. Eu me recuso ! - Acalme-se, Rachel – murmura Eric enquanto abre o telefone e faz uma ligação.


Mas minha irmã é minha irmã e decomposta, lamenta: - Eu não posso começar o trabalho de parto aqui. A menina deve nascer em Madrid. Todas as suas coisas estão lá e ... e ... Onde está meu pai? Temos que ir para Madrid. Onde está meu pai? - Rachel ... Por favor, acalme-se - digo rindo da situação. - Papai está com Norbert. Voltará em algumas horas. - Não tenho horas ! Chame-o e diga-lhe para vir agora! Oh, Deus, eu não posso estar em trabalho de parto! Primeiramente é o seu casamento. Depois, volto para Madrid e, finalmente, tenho o bebê. Esta é a ordem das coisas, e nada pode falhar. Tento segurar suas mãos, mas está tão nervosa que me dá tapas. Por fim, depois de receber uma idéia da minha irmã louca, olho para Eric e digo : - Nós temos que levá-la ao hospital. - Não se preocupe, querida - sussurra Eric - Já liguei para Martha e ela nos espera em seu hospital. - Que hospital? - Uiva, decomposta. - Não confio na saúde alemã. Minha filha tem que nascer no Doze de Outubro, não aqui! - Pois bem, Raquel – suspiro - eu acho que a menina vai ser alemã. - Não ... ! E agarrando o pescoço de Eric, puxa-o, fora de si e exige: - Ligue para o seu avião. Para nos pegar e nos levar para Madrid. Eu tenho que dar a luz lá. Eric piscar os olhos. Ele olha para mim e começo a rir novamente. Minha irmã, confusa, grita: - Maluquinha, por favorrrrrrrrrrrrrrr, não ria ! - Rachel ... olhe para mim - murmuro, e tento não rir.


– Primeiro: relaxe. Segundo: se a criança tem que nascer aqui, nascerá no melhor hospital porque Eric vai resolver isso. E terceiro: pelo meu casamento, não se preocupe, ainda faltam dez dias, querida. Eric, mudou a cara e tem a agonia estampada, pede a Simona para ficar com as crianças . Então, ignorando os gritos de minha irmã, pega-a nos braços e entra no carro. Em vinte minutos, estamos no hospital onde trabalha minha cunhada Martha. Ela nos espera. Mas a minha irmã segue sua ladainha. A menina não pode ter nascer ali. Mas a natureza segue seu curso e, cinco horas mais tarde, uma linda menina de quase três quilos nasce na Alemanha. Depois de passar pelo parto com a minha irmã, porque ela se recusa a ficar sozinha em uma sala de operação com estranhos que não entende, quando eu saio descabelada olho para Eric e meu pai. Ambos estão sérios. Eles se levantam e eu ando até eles e me sento. - Deus, foi horrível ! - Querida - Eric se preocupa - você está bem? Ainda lembrando o que vi, murmuro: - Foi horrível, Eric ... horrível. Olha como meu pesco‟‟co está coberto de brotoejas. Pego uma revista sobre a mesa e me abano. Que calor! - Moreninha – rosna meu pai – deixe de bobeira e me fale como está sua irmã. - Oh, papai, sinto muito – suspiro – Rachel e a menina passam bem. A menina pesa quase três quilos, e Rachel chorou e riu quando a viu. Estão ótimas! Eric sorri, meu pai também, e se abraçam. Se felicitam. Mas, para mim, aquilo me transtornou. - A menina é linda ... mas eu ... eu estou ficando enjoada.


Assustado, Eric me agarra. Meu pai tira a revista e me abana enquanto sussurro : - Eric . - Diga-me, querida. Eu olho para ele com olhos selvagens. - Por favor, querido. Não me deixe passar por isso. Eric não sabe o que dizer. Ver como estou o preocupa, e meu pai solta uma risada. - Espantado meu pai diz: você é igualzinha a sua mãe até nisso. Quando o enjôo passa e volto a ser eu, meu pai me olha . - Outra garota. Por que estou sempre rodeado de mulheres? Quando vou ter um neto homem? Eric olha para mim. Meu pai me olha. Eu pisco e esclareço: - Não olhem para mim. Depois do que eu vi, eu não quero ter filhos. Nem louca! Uma hora mais tarde, Rachel está em um quarto adorável e nós três vamos visitá-la. A pequena Lucia é linda, e Eric baba olhando para ela. Olho para ele boquiaberta . Desde quanto gosta tanto de crianças? Depois de pedir permissão a minha irmã, pega a pequena suavemente e diz: - Querida, eu quero uma! Meu pai sorri. Minha irmã também, e eu muito a séria respondo: - Nem louca! À noite, meu pai está determinado a ficar com a minha irmã e minha sobrinha no hospital. Eu o chamo de Papai Pato quando me despeço dele, e ele ri. Quando vamos para o carro, só Eric e eu, estou cansada. Eric conduz em


silêncio, enquanto toca uma música alemã no rádio, e eu olho encantada pela janela. De repente, quando chegamos a zona urbana, Eric para o carro à direita. - Saia do carro. Pisco e começo a rir - Vamos, Eric . O que você quer ? - Saia do carro , baby. Divertida, faço pouco caso. Sei o que vai fazer. Em seguida, começa a tocar Blanco y Negro de Malú e Eric, depois de aumentar o volume de música ao máximo, fica diante de mim e pergunta: - Dança comigo? Sorrio e passo as mãos ao redor de seu pescoço. Eric me traz mais perto de seu corpo enquanto a voz de Malú diz:

Tu dices blanco, yo digo negro (Você diz branco, eu digo preto) Tu dices voy, yo digo vengo (Você diz vou, eu digo venho) Miro la vida em colores, y tú em blanco y negro (Eu vejo a vida em cores e você em branco e preto).

- Sabe, baby? - O que, garotão? - Hoje ao ver a pequena Lucia eu pensei ... - Não ... Nem pense em me pedir isso. Eu me recuso! Foda-se! Ao dizer isso, eu lembrei da minha irmã. Que horror ! Eric sorri, me abraça ainda mais contra ele e murmura: - Você não gostaria de ter uma menina para ensinar MotoCross?


Rio e respondo: - Não. - E um menino para ensinar a andar de skate? - Não. Continuamos dançando. - Nunca conversamos sobre isso, pequena. Mas você não quer ter filhos? Por todos os santos, o que estamos falando sobre isso ? E olhando para ele, sussurro: - Oh, Deus, Eric ! Se você tivesse visto o que eu vi, entenderia porque não quero tê-los. Fica assim... enorme ... enormeeeeeeeeee, e tem que doer muito. Não. Definitivamente me recuso. Eu não quero ter filhos. Se você quiser cancelar o casamento eu entenderei. Mas não me peça para pensar em ter filhos agora porque eu não posso nem imaginar. Meu menino sorri, sorri ... e me dando um beijo na testa, murmura: - Você vai ser uma mãe maravilhosa. Basta ver como você trata Luz, Flynn , Susto e Callamar e como você olhava a pequena Lucia. Eu não respondo. Eu não posso. Eric me obriga a continuar dançando . - Não vamos cancelar o casamento. Agora feche os olhos, relaxe e dance comigo a nossa música. Faço o que ele me pede. Fecho meus olhos. Relaxo e danço com ele. Aproveito. Quatro dias depois minha irmã recebe alta e dois dias depois a pequena Lucia. Apesar de ter nascido prematuramente, a pequena é forte e com saudável e uma autêntica boneca. Meu pai não para de dizer que é igualzinha a mim, e, francamente, é moreninha e tem o meu nariz e minha boca. É linda. Toda vez que Eric pega ela olha para mim com olhos melosos. Eu nego com a cabeça, e ele racha de rir. Eu não acho engraçado.


Os dias passam e chega o casamento. Na manhã em questão, estou histérica. O que faço em um vestido de noiva? Minha irmã está uma chata, minha sobrinha uma chatinha e, no final , meu pai é o único que tem que nos colocar ordem. Como de costume, quando estamos juntas. Estou tão nervosa com o casamento que penso em fugir. Meu pai, ao lhe dizer isso, me tranqüiliza. Mas quando entro na igreja lotada de San Cayetano de braço com meu emocionado pai vestida com o meu lindo vestido de noiva sem alças e vejo meu Iceman esperando-me mais bonito do que em toda a sua vida com esse smoking, sei que eu não vou ter um filho, vou ter trocentos mil. A cerimônia é curta. Eric e eu pedimos assim, e quando saímos, familiares e amigos que nos cobrem de arroz e pétalas de rosa branca. Eric me beija, apaixonado, e eu estou feliz. Comemoramos a festa em um bonito salão em Munique. A comida é deliciosa, metade alemã, metade espanhola, e todos parecem gostar. Eric, surpreendente, não poupou despesas. Ele não queria que meu pai, minha irmã e eu nos sentíssemos sozinhos, e trouxe meu bom amigo Nacho, e de Jerez trouxe Bicha e Lucena com suas esposas, Lola a farrista e Pepi a do bar e Pachuca e Fernando com sua namorada valenciana. Segundo eles, o alemão entrou em contato com eles e convidou-os com todas as despesas pagas. Inclusive Eric convidou as Guerreiras Maxwell. Loucura! Vou comê-lo! Vou enchê-lo de beijos. Da Müller convidou Miguel com sua namorada furacão, Gerardo com sua esposa e Raul e Paco, que, ao me verem, aplaudem emocionados. Brindamos com Moet Chandon rosado. Eric e eu entrelaçamos nossos copos e felizes bebemos na frente de todos. O bolo é de trufa e morango noivo, desejo do noivo, e quando o vejo, meus olhos embaçam. Sem contar o jeito que eu fico.


Ao abrir novamente o salão, meu agora marido continua a me surpreender. Eric contratou a cantora Malú que canta ao vivo a nossa música: Blanco y Negro. Que momento! Abraçada a ele, aprecio a música, enquanto nos olhamos apaixonados. Deus, como eu o amo! Depois disso, uma orquestra entretém a festa. Sônia, meu pai e minha irmã estão cheios de alegria. Martha e Arthur aplaudem. Flynn e Luz, divertidos, correm pelo salão, e Simona e Norbert não conseguem parar de sorrir. Tudo é romântico. Tudo é maravilhoso e aproveitamos nosso lindo dia . Alegre, danço com Reinaldo e Anita a música Bemba Colorá enquanto gritamos "Açúcar". E Eric não consegue parar de rir. Eu sou a sua felicidade. Com Sônia, Björn, Frida e Andrés nos desmanchamos para dançar September, e quando a música termina, Dexter pega o microfone e canta a capela de um bolero mexicano dedicando a Eric e a mim. Eu sorrio e aplaudo. Eu tenho bons amigos dentro e fora do quarto. São pessoas como eu que gostam de coisas mórbidas e jogos quentes entre quatro paredes, mas quando saem do quarto são atenciosos, carinhosos, educados e muito engraçados. Todos eles me fazem contente e feliz. A festa dura por horas, e quando vejo Dexter conversando animadamente com a minha irmã, assustada, olho para Eric, e ele me diz para não me preocupar. No final, sorrio . A festa termina às quatro da manhã, e à noite meu pai e minha irmã com as meninas e Flynn vão dormir na casa de Sônia. Eles querem deixar a casa inteira para nós. Quando chegamos, Eric está determinado em me levar nos braços para cruzar a posta. Encantada, deixo que me pegue e quando passamos pela porta me solta e alegre, sussurra: - Bem vinda ao lar, Sra. Zimmerman. Encantada o beijo. Saboreio meu marido e o desejo .


Quando entramos e fecho a porta, sem falar, eu tirar o casaco do smoking, a gravata, a camisa, a calça e a cueca. O desnudo para mim e sorrio ao dizer: - Coloque a gravata, Iceman . Divertido, ele faz. Deus, meu alemão nu e com a gravata é a minha fantasia. Minha louca fantasia. Tirou dele e, ao chegar à porta do escritório, olho para ele e sussurro: - Eu quero rasgue minha calcinha. - Você tem certeza, querida? - pergunta rindo meu amor. - Absoluta. Eric, animado, começa a subir tecido, e mais tecido ... e mais tecido. A saia do vestido é interminável. No final, o detenho entre risos. - Vem ... sente-se no sofá. Se deixa guiar por mim. Faz o que peço e olha para mim. Excitada, desabotôo a saia do meu bonito vestido, e esta cai aos meus pés. Vestida apenas com o corpete e calcinha, me sento sensualmente em cima da mesa do meu enlouquecido marido. - Agora, rasgue-a! Dito e feito. Eric rasga a calcinha branca, e quando passa suas mãos pelo meu tatuado e sempre depilado monte de Vênus, murmura com a voz rouca: - Peça-me o que quiser. Quando diz isso fecho meus olhos e me emociono. Tudo começou entre a gente quando me disse essas palavras aquele dia no arquivo do escritório. Sorrio ao lembrar do meu rosto na primeira vez que ele me levou para o Moroccio, ou vi aquela gravação no hotel, ou coloquei o chiclete de morango na boca. Recordações. Recordações quentes, mórbidas e divertidas


passam pela minha mente enquanto meu louco e ardente marido me toca. E disposta a selar para sempre o que um dia começou, o beijo, agarrou seu pênis ereto com a mão, o guio à minha fenda molhada, me empalo nele, quando meu amor ofega, olho para aqueles belos olhos azuis que sempre me deixam louca e sussurro loucamente apaixonada: - Sr. Zimmerman, peça-me o que quiser, agora e sempre.


02 peça me agora e sempre megan maxwell