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SUMARIO


06 O que é moda? 09 Hipster! Hips... o quê? 1 1 Nosso estilo 1 3 Editorial Retrô + Hippie

25 Editorial Romântico + Hippie 37 Editorial Folk + Hippie 4 4 Editorial Grafismo + Hippie 55 Editorial Rock + Hippie 64 Qual seu estilo? 66 De olho na moda 67 Dicas da Laís


Hipster | Editorial

A transformação do mundo está visível, palpável. Ou é mágica ou mudaram as pessoas. Redefinir conceitos está na moda. Logo, a moda também se redefiniu. Antes frívola e distante, hoje traço de personalidade, indústria rentável, arte para representar a manifestação da vida. No tempo da relativização (releitura de Einstein) nada está, ao menos, absolutamente certo ou errado. Gosto é gosto e nisso se insere até o mau gosto. E aqueles que torcem o nariz estão estigmatizados. Estamos revivendo o “é proibido proibir” dos anos 60? Nem mesmo a grana curta é empecilho para se concluir: “que pessoa elegante”. Afinal, moda não é só vestes, calçados e acessórios. Hoje é estilo. Posso não ter dinheiro, mas tenho estilo! Taí. Resolvido o problema, agora ele passa a ser dos olhos de quem se dispõe a te observar. Nessa passarela sem limites há encanto, criatividade, ousadia, entrega e mensagens, mas estas são pessoais. Não rotule, há quem não goste. Redefinir conceitos pode também nos levar a não querer nenhum. E quem diz que isto não é estilo? Moda sem conceito, sem escola, porém agradável a si próprio. A busca da satisfação! Mas se tem coisa que ainda não mudou é a íntima amizade da moda com outra arte, a de escrever com a luz: fotografia. São artes puras que se completam, desde sempre, para se eternizarem. E foi assim que aconteceu. Rodou, clicou, uau!


O que é a moda? Eu sei que a pergunta é boba, é ingênua e também perigosa. Porque definir alguma coisa é sempre muito difícil não acham? Vamos deixar de lado então a pergunta perigosa. Hoje estou mais com jeito para conversinha mole sem ar de discurso. Não vou dizer o que você deve vestir para se sentir bem ou melhorar de aparência. Não tenho a pretensão de ensinar peixe a nadar. Mas tem uma coisa que você ainda não sabe. É que sabe nadar e eu vou te lembrar que sabe. Existem mulheres que se apuram no vestiário por simples gosto pessoal, para agradar a si próprias. São raras, mas existem. Outras, a maioria, veste-se para serem admiradas por homens e mulher, gregos e troianos. E algumas mulheres enfeitam-se especialmente para deixar os homens de queixo caído. As que não estiverem enquadradas em um desses tipos, não se vestem. Apenas cobrem o corpo. Nem todas confessam sua vaidade, mas as mulheres se vestem mesmo é para agradar, para serem vistas e admiradas. Então como é que se explica que algumas errem tanto e tão feio? Feio é muitas vezes e indiscutivelmente a palavra exata. “Mas eu não tenho nada pra usar!”. Ah, minha querida, essa é uma frase que a gente ouve muito e diz muito. Procurar um vestido é como procurar uma ideia. Uma puxa a outra e vão terminar bem longe. Não, você não está na tela e a vida não é cinema, minha amiga!


A muita coisa que simplesmente não serve para a realidade. É como o uso de uma máscara fora dos dias de carnaval. Calma, você não está sozinha. A moda é frequentemente mal interpretada. É preciso ter olhos para se vestir com elegância. Olhos intuitivos, de bom senso e não órgãos visuais somente. O grande perigo é achar que a moda é como a lei, algo que você tem que obedecer. Há modas que se alastram como epidemias, atacam gordas e magras, altas e baixas, velhas e moças. Mas, há momentos em que é preciso saber que o sinal fechou. A moda é como o transito: os automóveis podem andar na rua, mas quando o sinal fica vermelho, têm que parar. Adote roupas, penteados, e adereços modernos, mas modernize, antes de qualquer coisa, a sua mentalidade. A mulher inteligente não é escrava da moda, ela só usa o que lhe fica bem.

Não saber parar de se enfeitar é como não saber parar de comer. Só que na elegância a indigestão é dos olhos. Isso não quer dizer que você tenha que se livrar de todos os seus caprichos porque mulher sem capricho fica triste. Sorria! Um dos melhores modos de se usar bem um vestido, é esquecer-se dele. Relaxe. Se quiser parecer alegre, lembre-se de que é inútil rir só com os lábios enquanto os olhos estão assustadíssimos. Não há nada mais encantador que uma bela mulher vestida com roupas elegantes e modernas mostrando o mais amável dos sorrisos. É mesmo um céu em vida! Se você não puder seguir meus conselhos porque a vida é sempre mais ávida e há problemas muito mais sério que moda e beleza, não tem problema, minha amiga! Chupe umas pastilhas de hortelã, elas refrescam a boca e a vida.


Clarice Lispector, nasceu na Ucrânia e teve um primeiro nome, Haia, antes de imigrar com a família ainda bebê e naturalizar-se brasileira. Ela morou no Recife e depois no Rio de Janeiro, onde se formou em direito e compôs uma rica obra de romances e contos hoje conhecidos no mundo inteiro. Inúmeras citações a ela atribuídas - na maioria das vezes erradamente - a tornaram um fenômeno na internet e nas redes sociais. Clarice viveu também na Suíça, Itália e Estados Unidos, teve dois filhos e morreu em 1977, um dia antes de seu aniversário, aos 56 anos. Helen Palmer é o pseudônimo que Clarice Lispector usou ao escrever para a seção feminina do jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Escritora já consagrada na época, ela manteve uma coluna sobre moda e comportamento que durou de agosto de 1959 a fevereiro de 1961. O talento e a linguagem de Clarice transpareciam nos textos, que iam além de uma simples dica ou sugestão. Ela sempre acabava falando sobre a vida e costumava criar uma personalidade própria para cada uma de suas colunistas (foram muitas).


tão lavadas, normalmente contendo a frase de um autor desconhecido, calça jeans juntas, chapéus, bonés, óculos Ray Ban estilo Top Gun... A revista Time já os descreveu assim:

Gente que gosta de inventar moda. Se você é hipster aposto que gostou da definição. Por outro lado, odiou ser chamado assim. Tá bom, para que você continue lendo vamos chamá-lo de alternativo. Antes de tudo buscam originalidade e isso vai do que vestem até o estilo de vida. O importante é não ser nem pensar no lugar comum. A palavra de origem inglesa hipster deriva de “hip”, adjetivo usado desde a década de 40 para designar os jovens americanos brancos e ricos que imitavam o estilo de vida dos negros do jazz, os chamados negros brancos. Diz-se que hippies, punks e indies são parentes próximos. No início deste século, ou seja, no ano 2000, a palavra tomou significado para classificar um grupo de pessoas, geralmente jovens de classe média, urbanos, que combinam peças de roupas de estilo moderno e vintage, para compor um estilo extravagante e autêntico, o que para alguns não passa de pura cafonice. Mas, acreditem, eles lançam tendências. No corpo, camisetas que parece que nasceram com eles de

“pegue o suéter da sua avô e os óculos Wayfarer de Bob Dylan, shorts jeans, tênis All Star Converse e uma lata de Pabst e pronto – Hipster”. Desprezam a cultura comercial dominante e se acham mais cult do que os outros, o que amam manifestar no Tumblr. Adoram tudo que for produção independente, por essa razão normalmente ninguém conhece a banda que eles curtem, só eles viram aquele filme, mas podem esperar, vai virar moda. A grande maioria é de classe média e usa o dinheirinho da mesada para parecer que nada tem. Eles estão ai, em toda parte, fazendo a diferença no universo, juntando estilos para criar o próprio e contrariando tudo o que a ditadura social diz que deve ser. Alternativa para manter o nariz para fora do bafo social. Enquanto uns os odeiam ou debocham, outros tantos aderem, até sem saber, ao despojamento e passam a aceitar como belo o que até ontem era off. Contraditórios e esquisitinhos (você já lembrou de uns quantos, não?). Mas eles não se importam. Aliás, dar a mínima é muito hipster, principalmente para as convenções sociais.


É comum no mundo da moda as marcas construírem novas combinações de estilos, a fim de inovar nos editorais de lançamento das coleções. Mesmo com essa mistura, a marca não perde sua essência. Para os editorias desta revista foram elaborados cinco tipos de combinações e possibilidades em uma mescla de tendências. Com base na moda hippie, criamos nossos próprios estilos. Nada mais hipster, não? Produção de moda: Laís Horn Coleção de Verão Lahó 2014 Fotografia: Roberta Jungblut


A moda dos anos 70 é bem jovem e tem como identidade principal a inspiração no Oriente, nos Beatles, na Índia, jeans com bordados, aplicações de flores, flores no cabelo, roupas mais confortáveis e largas. A música é muito importante para o momento e por isso é constante inspiração.

O estilo hippie romântico traz consigo todos os conceitos das flores, dos looks mais esvoaçantes, brancos e crus. Cores mais amenas e com pouco brilho acompanham as peças, bem como tecidos delicados com transparência.

Mistura de hippie com uma pegada mais assimétrica, geométrica e que remete aos grafismos, que são movimentos que combinam perfeitamente com o estilo hippie, já que os dois têm expressões artísticas de rua. Modelagens de estilo alfaiataria bem como geométricas e estampas em bloco de cores fazem toda essa nova combinação de estilos.

. Este estilo traz características marcantes como franjas e cores mais terrosas. Nome de origem inglesa, que significa folclore ou mistura de povos, o estilo folk ficou muito conhecido nos anos 60/70, justamente por ser uma grande mistura de vários estilos, com referências hippie, country e dos índios navajos (norte-americanos).

O movimento hippie teve influência do mundo punk e rock, e foi uma época turbulenta. As roupas características desta época tem um aspecto mais pesado, com cores mais escuras, como o preto. Na proposta para o verão 2014 pode-se encontrar essas referências e outras misturas mais atuais de estampas de padronagens animais e taxas.


“Priscila, 22 anos. Mãe, empresária, stylist. Trabalho com moda, mas decoração, maquiagem e boa música também tem um lugar especial no meu coração. Convivo com as mudanças das tendências o tempo todo e estou sempre aberta a incluir novidades ao meu guarda roupa. Meu estilo é meio exagerado. Gosto de misturar essas tendências, com peças mais pesadas com uma pegada rock com peças mais clássicas pra equilibrar e estar mais adequada a qualquer situação.”

“Emelline, 22 anos, fotógrafa e diver. Não tenho um estilo definido, monto meus looks com roupas da minha avó, mãe e irmã, customizo todas elas. Amo meiascalças, quanto mais rasgada melhor. Gosto de misturar um pouco de cada tendência para ter um estilo meu. Deus me livre encontrar alguém com a blusa igual a minha!” "Caroline, 19 anos, fotógrafa. Apaixonada por coisas fofas, fotografia e golfinhos (sonho em ter um de estimação) me visto de forma mais romântica e delicada, em tons claros e tecidos leves, mas tem dias que acordo mais rock and roll e meu short rasgado é a escolha certa.''

"Marcellus, 20 anos, fotógrafo. Amante das três melhores coisas que a Inglaterra oferece ao mundo: futebol, indie rock e o sotaque. Considero ter um vestuário eclético por aproveitar elementos de diversos estilos compondo looks que me deixem longe da mesmice convencional acompanhando a modernidade e elegância do mundo da moda."


Os óculos de sol são indispensáveis e fazem parte, proteção – e produção- tanto no inverno quanto no verão. Mas é na estação mais quente do ano que eles aparecem com mais intensidade, com cores divertidas e modelos irreverentes para combinar com a personalidade de cada um. Para o verão 2014, as tendências seguem linha mais retrô ou clássica. Os modelos redondos – eternizados pelos Beatles – vêm com tudo pra dar uma variada nas tradicionais armações. Sejam eles grandes, pequenos, com armações coloridas ou lentes espelhadas, essa é a tendência que já está sendo vista no “street style” mundo a fora. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os modelos redondos podem ser usados em qualquer pessoa, independente do formato do rosto, o que deve ser observado é o tamanho da lente. Pessoas com o rosto oval podem usar esse modelo,

Luiza Portz – Consultora Óptica Haas Estrela

basta usar uma lente maior para harmonizar o visual. Os modelos clássicos são chiques, elegantes e perenes, sendo investimentos garantidos, pois combinam com tudo. O modelo aviador traz opções atualizadas com inspiração originária Ray-ban, o queridinho dos fashionistas. Tornou-se uma peça-chave e se ajusta com os diferentes formatos de rosto, além de ser um modelo super charmoso. Para escolher seus óculos as dicas são as seguintes: opte pelos modelos confortáveis, que combinem com seu estilo e que ofereçam a proteção contra os raios ultravioletas, ou seja, seus óculos precisam ser bonitos, estilosos e ter uma boa qualidade. O importante é adequar a moda ao seu rosto, estilo e rotina. Os óculos são o complemento perfeito para o seu look e uma forma inteligente de proteger a sua visão!


Para mim moda é estilo, personalidade e identidade. Seguir estas três dicas é fundamental para conseguir segurar um look. A moda deve ser a meu ver, atemporal, de certa forma. Além de conceitos como sustentabilidade, do pensamento e consumo consciente as pessoas devem se preocupar em comprar roupas que realmente precisem ou que façam parte do estilo delas. Entender seu tipo de corpo e seu estilo faz toda diferença na hora de escolher qual combinação de peças e acessórios fazer pela manhã, quando vamos ao trabalho ou evento, por exemplo. Comprar roupas só por “estar na moda” não é suficiente. Além de consumir algo que poderá estar fora de moda em uma semana, nem sempre combina com o estilo e personalidade da pessoa.

Outra dica importante é ter noção básica de combinação de volumes e cores. Pois cada tipo de pessoa comporta um tipo específico de modelagem. Uma pessoa mais magra pode abusar de estampas e volumes, por exemplo, mas uma com mais sobrepeso deve ter alguns cuidados. Assim como uma magra com ombros largos também pode ter problemas com volumes e babados nos ombros.

“Laís Helena Horn, 26 anos, estilista e empresária. Gosto de reggae, rock, jazz, dança, estudar as pessoas e a sociedade e entender como acontecem os movimentos sociais, o porquê das coisas. Sou muito interessada em psicologia e apaixonada pela nossa região.”


The Hipster 201 3/2 Edição 1 Estrela- RS Layout: Roberta Jungblut e Rafael Schwan Fotografia: Roberta Jungblut

Produção de moda: Laís Horn Make: Ariana Horn Modelos: Úrsula Rücker Ellen Roman Laís Horn Bianca Scheren Milena Becker May Lima Rafael Schwan Hamanda Dalmolin Nícolas Horn

Textos: Laís Horn Janete Jungblut Luiza Portz


Agradecimento:


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