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Revista editada a partir dos trabalhos do Estudo do Meio feitos pelos alunos da Turma 91, sob orientação dos professores. Alexandre Lemos Bortolotto Allan Young Jae Lee Ana Carolina Santos Monteiro Anna Vitoria Tieme Morinaga Arthur Santos Danciuc Artur Renato Teixeira Santoro Caio Torrano de Almeida Carolina Castanho Madaloso Da Yeon Choi Daniel Funari Fouto Fernanda Siqueira França Leme Arbage Gabriel Yoo Chae Giovanna Groff Andrade Oliveira Giulia Tochio Lucci Gustavo Gun Woo Kim Gustavo Oliveira Damascena Heitor De Proença Gonçalves Pires Isabela Toledo de Almeida Júlia Carolina Ghizzi Julia Roriz de Oliveira Luca de Moraes Oliveira Nicolelis Luiz Gabriel Dias Duarte Machado Maria Sol Battaglini Rodriguez Marina Marcondes Fonseca e Silva Michelle Tawil Zein Nadjine Hochleitner Terhoch Pedro Della Piazza de Souza Raphael Garcia Vasconcellos Rodrigo Lima De Meo Martins Sung Yel Lee Thiago Paul Akli Virginie Morelli Cortes Daniel Valio


Ao leitor Paraty é uma cidade inesquecível. A história por trás da cidade retrata o estilo de vida dos maçons e das pessoas que moravam nas casas do centro histórico, e também revela as causas do auge e da decadência da cidade. O efeito da combinação entre natureza e história nos mostra a verdadeira Paraty. Natureza essa muito exuberante e preservada, principalmente no Saco do Mamanguá e no Caminho do Ouro. Também fomos à Usina Nuclear de Angra dos Reis, que tem uma estrutura incrível, e gera quase metade de toda a energia do estado do Rio de Janeiro. Entretanto, essa produção está aumentando a temperatura da água. Isso, por enquanto, não afeta nada, mas no futuro pode ser prejudicial ao ecossistema do local. Essa viagem representou o fechamento do ciclo do Ensino Fundamental. Um ciclo em que a amizade predominou. Claro, brigas são inevitáveis, mas o que levamos é a amizade e o amor entre amigos, nunca nos esquecendo do quão difícil foi conquistar tudo isso. É importante ter pessoas que o amam e que você sabe que estarão a seu lado. O ciclo foi fechado em grande estilo pois, nessa viagem, criamos novas amizades e consolidamos as que já tínhamos, principalmente as mais antigas. Infelizmente, alguns colegas, grandes amigos, irão nos deixar, mas ficará o sentimento de amizade. E que venha o Ensino Médio!


História de Paraty

C

idade Histórica, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, com suas ruas com calçamento "pé de moleque", casarões e igrejas coloniais, preserva até hoje também, sua parte ecológica. Cercada pelo mar e pela serra, se destaca no cenário turístico mundial pela variedade em opções de passeios. Fundada por volta de 1600, se formou em torno da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, teve grande importância econômica no período colonial, sendo rota do ouro e pedras preciosas vindas de Minas Gerais, e que eram embarcadas em Paraty, com destino a Portugal. Foi devido à necessidade de se escoar este ouro, que foi construído o Caminho do Ouro / Estrada Real, estrada calçada com 1200 km de extensão, ligando Paraty à Diamantina, que pode ser visitado hoje, graças a um projeto realizado pelo Sitio Histórico Ecológico do Caminho do Ouro. Paraty foi ainda rota do Café e da Cana de Açúcar, e é famosa até hoje por sua cachaça. Existem ainda ótimos alambiques, dos mais de 200 que já existiram na cidade. Mas em 1877, a estrada de Ferro chega a Guaratinguetá, e com isso Paraty e o Caminho do Ouro entram em um longo período de decadência. Um fator de decadência do comércio e da cidade foi a Abolição em 1888, causando um êxodo tal que, dos 16.000 habitantes existentes em 1851, restaram, no final do século


XIX, apenas "600 velhos, mulheres e crianças" isolando Paraty definitivamente do país por décadas. Somente em 1950, com a abertura da Rodovia Paraty Cunha começa um lento processo de recuperação. Mas foi mesmo nos anos 70, com a abertura do Rio-Santos, que Paraty se tornou um pólo turístico nacional e mundial. O Centro Histórico apresenta características muito interessantes do período colonial. A parte histórica é em parte invadida pela água do mar nas marés mais altas do ano, criando um belo cenário para ser apreciado. Nas esquinas podem-se observar símbolos da forte presença da maçonaria no passado. Suas ruas tortas, para proteger de possíveis ataques Piratas, bem como seu casario e monumentos preservados, nos levam a uma viagem ao passado. Paraty foi considerada Patrimônio Estadual em 1945, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958 e finalmente convertida em Monumento Nacional em 1966.

(Fonte: http://www.paraty.com.br/entrepos.htm)


VÍDEO FILOSÓFICO Tivemos a oportunidade de criar um vídeo baseado nas aulas de filosofia sobre os pré-socráticos. Cada grupo foi sorteado para trabalhar com um filósofo estudado. Dentre eles, vale destacar: Heráclito, Pitágoras, Leucipo e Demócrito e Empédocles, cada um com um princípio criador do universo: fogo, números (exatamente o número 1), átomos e os quatro elementos, respectivamente. No vídeo, tivemos a difícil tarefa de interpretar o filósofo sorteado, tendo que exemplificar a sua filosofia, usando fotos de Paraty. O resultado pode ser conferido nos endereços:

http://bit.ly/heraclito91 http://bit.ly/filo91


Nossa viagem no Google Earth

Os passos que trilhamos do Colégio São Luís a Paraty foram registrados no trabalho de Geografia e Inglês. Em nossas aventuras, tiramos fotos e registramos cada momento. Com o uso do Google Earth, pudemos mostrar para todos o que fizemos lá, através de legendas em português e inglês. Acesse o endereço abaixo. Mande abrir ou salvar. Clique no arquivo KMZ e será direcionado ao Google Earth.

http://bit.ly/turma91


Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios O primeiro templo da igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, localizada na Praça da Matriz de Paraty, foi erguida em 1646 após Maria Jácome de Mello ter doado uma pequena área de terras, as chamadas sesmarias, para a expansão do núcleo de povoamento original. Foi ao redor dessa pequena capela que se formou o povoado de Paraty. O templo original da igreja foi demolido para dar espaço a um lugar novo e ampliado. As obras do atual templo foram concluídas em 1873, graças à mão de obra escrava, assegurada por Geralda Maria da Silva. Nos fundos do templo, ainda é possível observar as torres sineiras inacabadas.


Em Matemática, criamos um cartaz onde introduzimos fotos com elementos simétricos tiradas em nossa viagem a Paraty. Trabalhamos com diversos tipos de simetria, como a razão áurea, rotação, espelho d’água, reflexão e translação. Foi possível encontrar simetria na natureza e na arquitetura em diversos locais da cidade: restaurantes, casas, Saco do Mamanguá, Caminho do Ouro, entre outros.


A Realidade Paratiense Em Paraty, entrevistamos o morador da Ilha das Cobras, Waldico Generoso, de 38 anos. Ele nos contou sobre o ambiente preservado, os cuidados, as dificuldades vividas no dia-a-dia e o modo como sobrevivem no local. “Já pensei em largar tudo.”

Como os moradores da região da Ilha das Cobras sobrevivem economicamente? Nós sobrevivemos de turismo, é assim que sustento minha família. Quais são as principais dificuldades vividas pela população local? Falta de turismo no inverno, o não interesse do prefeito em cuidar da vegetação e a falta de eventos na cidade. Já pensou em deixar a cidade para “tentar a sorte” em outro local? Por quê? Não, porque a cidade é boa e bela. Eu não largaria minhas coisas que conquistei por nada; é melhor eu morrer, do que deixar essa cidade maravilhosa. O meio ambiente local é preservado? Você observa alguma ação do governo para garantir essa preservação? É, em parte. Não há preocupação do prefeito com a Ilha das Cobras, mas parte da população ajuda.

Imagem: http://www.tatiananardi.com/120mm_2008.html


ARTES

A partir das fotos tiradas em Paraty, tivemos que escolher uma paisagem com uma grande variedade de cores para trabalhar em um tecido, e recriá-la com características do movimento impressionista. Apenas nos foi permitido utilizar as cores primárias, obrigando-nos a misturá-las para obtermos novas cores. Com isso, precisávamos mostrar características do impressionismo na pintura, como por exemplo, pequenas pinceladas, diversas camadas de tintas e transparecer a utilização das cores primárias.


Trabalho da aluna JĂşlia Carolina Ghizzi


Trabalho da aluna Paula Krein


Saco do Mamanguá : paraíso entre Rio e SP

Entre Rio de Janeiro e São Paulo, um braço de mar surpreende avançando continente adentro por 8 quilômetros. Cercado por montanhas cobertas de Mata Atlântica, o Saco do Mamanguá, em Paraty, é o único lugar do Brasil com formação similar à dos fiordes - depressões geológicas comuns nos países escandinavos. Mesmo sem o branco sobre as montanhas, o nosso "fiorde tropical" não fica devendo em exotismo e beleza.

Apesar da proximidade com grandes centros, chegar até Mamanguá não é fácil. É preciso botar o pé na estrada, dirigir por um caminho de terra sem iluminação e ainda pegar um barco que navega manso pela imensa Baía de Ilha Grande. O sacrifício é pouco, se comparado à incrível paisagem de mar e montanhas, que engloba duas ilhas, 33 prainhas, dezenas de riachos e um manguezal. No Mamanguá, vivem tartarugas, peixes, cavalos marinhos e golfinhos. O grande destaque, porém, só pode ser visto à noite, na completa ausência de luz: os plânctons - minúsculos seres que compõem a base de nossa cadeia alimentar - se movimentam aleatoriamente e, quando agitados, brilham como vaga-lumes submersos, num espetáculo visto apenas em águas quentes de locais extremamente preservados. Tamanha integridade só existe graças ao esforço de ambientalistas e caiçaras em impedir a devastação. A seguir, a entrevista com um morador da região. (Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/interna/0,,OI3694847-EI14070,00.html)


Dos outros vivemos

E

ntrevistado à beira-mar, em uma calma praia, Nerivaldo de Santana, de trinta anos, morador do Saco do Mamanguá, ganha a vida pescando. Diz ele, muito entusiasmado, que nos ensinaria

como consertar uma rede de pesca da qual não faz mais uso. Nesta entrevista você confere os desafios e dificuldades enfrentadas por alguém que vive de uma atividade que não tem um lucro garantido, mas aproveita seus conhecimentos em seu benefício na atividade pesqueira.

Como é a economia dos moradores do Saco do Mamanguá? Temos dois tipos de economia. No inverno, utilizamos a pesca e, no verão, o turismo, pois temos maiores lucros levando turistas para conhecer nossas ilhas.


Quais dificuldades enfrentadas pelos paratienses no Saco do Mamanguá? Como vamos de barco, os ventos fortes dificultam a ida para a cidade. Não há saneamento, os dejetos são mandados para uma fossa. Apesar de todas essas dificuldades, a educação é de qualidade. Já pensou me deixar Paraty para “tentar a sorte” em outro lugar? Isso nunca me ocorreu, gosto muito daqui, pois não há violência, tem uma estabilidade econômica boa e nunca me deram uma proposta melhor. Na sua opinião, este local é bem preservado? O governo se manifesta para garantir a preservação? Sim, é bem preservado, e o governo faz de tudo para garantir essa preservação, além do mais, nós preservamos, ou seja, ninguém polui essa região.


Energia Nuclear: Vale a pena?

Cada vez mais o mundo se desenvolve, e cada vez o mundo usa mais energia nuclear. Com a evolução da tecnologia, foi desenvolvida a energia nuclear. Bastante útil, mas também perigosa. Atualmente, existem mais de quatrocentas usinas nucleares operando no mundo. Elas, de fato, produzem mais energia do que as outras fontes, tais como a eólica e a hidroelétrica, e muitos países já são dependentes da energia nuclear. Na França, por exemplo, 80% de sua energia provêm dessas usinas. Porém, é mais cara e apresenta impactos ambientais. Eles não contribuem para o efeito estufa, mas podem mudar todo o ecossistema do local onde estiver instalado, pois é necessária a água para resfriar o gerador e ela volta à natureza mais quente. Isso pode interferir no habitat de vários animais, mudando o ecossistema local. O lixo nuclear também é um problema para o homem. Apesar de inúteis na produção de energia, os rejeitos nucleares ainda emitem radioatividade por muitos anos. Em alguns países, eles são colocados em tambores e enterrados em desertos. Já aconteceram diversos acidentes, não somente por causa do contato direto com o lixo radioativo, mas também por explosões e vazamento. Dentre os diversos acidentes, o pior aconteceu no ano de 1986, em Chernobyl, quando um dos reatores da usina explodiu espalhando radioatividade em grande escala. Suas consequências foram desastrosas, contaminando muitas pessoas. Uma outra explosão aconteceu em Hiroshima e Nagasaki, por bombas atômicas. Elas também provêm do urânio, a mesma matéria-prima utilizada


nas usinas. Após a sua descoberta, EUA havia jogado-as em Hiroshima e Nagasaki para a rendição imediata no final da 2º Guerra Mundial, quase proporcionando guerras atômicas mundiais. Atualmente, exerce pressões psicológicas naqueles países que não possuem a bomba atômica e sentimento de superioridade naqueles que as possuem. Essas consequências concretas e visíveis foram desastrosas, contaminando muitas pessoas, causando mortes e até mutações genéticas. Ainda hoje, as consequências estão sendo estudadas. Para evitar maiores danos na sociedade futura, é necessário preservar o meio ambiente. Devíamos, então, pensar se realmente vale a pena colocar em risco toda a beleza natural que temos só para a produção de energia nas usinas nucleares.

Da Yeon Choi


O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.”

Cora Coralina


Revista Paraty