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O MinistĂŠrio da Cultura e o Centro da Cultura Judaica apresentam

PALCOS 2a mostra de artes cĂŞnicas


PALCOS 2a mostra de artes cênicas

de 12 a 29 de abril

Acesse www.culturajudaica.org.br /culturajudaica /culturajudaica

Endereço

Rua Oscar Freire, 2500 (ao lado do metrô Sumaré) Tel. (11) 3065-4333 | Fax. (11) 3065-4355 e-mail: culturajudaica@culturajudaica.org.br

Horários de Funcionamento 3ª a sábado, das 12h às 19h Domingos e feriados, das 11h às 19h

Facilidades O Centro da Cultura Judaica possui elevadores com acesso a todas as áreas expositivas, espaço e entrada lateral para cadeiras de rodas no teatro e banheiros especiais no piso térreo, 2º e 5º andares. Todo o espaço conta com WI-FI gratuito.

Bilheteria A bilheteria abre uma hora antes de cada atividade. Retirada de até dois ingressos por pessoa. Ingressos sujeitos à lotação do espaço e ao número de vagas definidos para cada atração. A programação é gratuita, com exceção dos cursos.

Apoie o Centro da Cultura Judaica Tel/ (11) 3065-4330 E-mail/ claudiafichel@culturajudaica.org.br

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O Centro da Cultura Judaica

trabalha as artes cênicas desde que abriu suas portas em 2003, desenvolvendo atividades regulares e pontuais. Entre as atividades regulares, destacamos o Concurso de Montagem Teatral, que vai para a sua 4a edição este ano, e os tradicionais “sipurim” – contações de histórias quinzenais – pilotados pelo departamento de ação educativa em colaboração com Ana Luisa Lacombe. Nos últimos anos foram também muitas as atividades pontuais. Diversas peças que marcaram o cenário cultural paulista ensaiaram seus primeiros passos aqui: A mulher que escreveu a Biblia, Einstein, A Alma Imoral, Que horas são?, entre outras. Recebemos temporadas de óperas dirigidas por Iacov Hillel, uma série de cabarés realizados por Debora Dubois e leituras dramáticas organizadas por Silvana Garcia. O formato “mostra” foi iniciado com muito sucesso apenas em abril do ano passado, oferecendo, em um curto período de tempo, uma programação ampla, articulada ao redor de três peças, concentrando tanto algumas dessas atividades pontuais quanto atividades regulares. Sob a nova presidência de Nilton Serson, o Centro da Cultura Judaica reforça em 2012 este formato de mostra e a presença das artes cênicas tanto na nossa programação como na cidade, já que, nessa edição, ela se tornou o nosso palco. Palcos pulveriza a própria noção de espaço cênico, multiplicando-o para diversos ambientes dentro do próprio Centro da Cultura Judaica (cafeteria, biblioteca e auditório), bem como para fora (SESC Pinheiros, ruas do bairro do Bom Retiro, oficina Oswald de Andrade e ensaios no ICIB). Parcerias com o SESC e o Goethe Institut são fundamentais para compartilhar cultura judaica e abri-la, destacando o Centro da Cultura Judaica na diversidade cultural da cidade.

Yael Steiner Superintendência Executiva

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A 2a edição de Palcos – Mostra de Artes Cênicas dá continuidade ao objetivo inicial: questionar as relações entre a cultura judaica e as artes cênicas. Com ajustes, novidades e ampliações, a mostra cresce com o objetivo de incentivar novos modelos, formar novas plateias e fomentar a criação nas artes cênicas e o entendimento da cultura judaica.

Com mais de um ano de preparação, as três peças deste ano foram pensadas dentro de um processo de trabalho longo, permitindo o desenvolvimento de projetos de maior fôlego. O espetáculo de abertura, Crianças da Noite, foi um dos vencedores do Concurso de Montagem Teatral realizado em 2011. Essa peça inédita, realizada pelo grupo Arte Ciência no Palco a partir de um texto do dramaturgo israelense Gabriel Emanuel, reforça a importância do Concurso de Montagem Teatral – que celebra sua 4a edição este ano – na criação de um repertório brasileiro de cultura judaica. A segunda peça é uma encomenda feita a Nir de Volff, jovem coreógrafo israelense radicado em Berlim. Sua realização se tornou possível graças às parcerias firmadas com o Goethe Institut e o SESC. O “híbrido” Nir de Volff, como ele mesmo se define, trabalha há um ano nesse projeto transacional: a partir de audições, workshops, aulas e ensaios abertos realizados no Bom Retiro – no icônico ICIB, prédio do TAIB, famoso Teatro de Arte Israelita Brasileiro –, ele montou uma equipe heterogênea com o objetivo de criar uma peça coerente. KIKAR, praça em hebraico, é o nome deste encontro, ou dessas “colisões” (para utilizar um vocabulário que corresponde melhor à técnica desenvolvida pela sua companhia Total Brutal), entre participantes de diferentes origens no palco do SESC Pinheiros. A terceira peça está no meio do caminho entre uma remontagem e uma nova criação. Convidamos Vivi Tellas, diretora portenha de teatro experimental, para repetir um espetáculo de teatro documentário desenvolvido por ela em Nova Iorque em 2009. Em Rabbi Rabino, ela trouxe dois rabinos novairoquinos ao palco para contar e encenar suas vivências e visões de mundo. Desta vez, em O Rabino e seu Filho,

Vivi Tellas põe em cena o rabino Ruben Sternschein e seu filho, Uriel Sternschein. Se essas três peças vêm consolidando a mostra no seu formato anterior, o que torna essa edição mais consistente é a fundamental participação de Aimar Labaki, homem de teatro, parceiro de longa data do Centro da Cultura Judaica e curador convidado desta edição. Aimar Labaki é diretor, dramaturgo, tradutor, ensaista, curador e roteirista. Já foi curador dos Festivais Nacionais de Teatro de Recife e São José dos Campos e dos “Eventos Especiais” do Festival Internacional de São Paulo (1995) além de ter publicado José Celso Martinez Correa (Publifolha, 2000) e O Teatro de Aimar Labaki (Imprensa Oficial, 2010). Partindo do formato construído ao redor das três peças, Aimar desenvolveu uma programação densa e complexa, que transcende o uso do nosso palco como ferramenta principal de reflexão – incentivando inclusive uma mudança do nome da mostra, que deixou de se chamar No Palco! para se tornar Palcos. Além de ter acompanhado o desenvolvimento de cada peça de perto, encomendou performances que ocupam espaços diversos do Centro da Cultura Judaica, assim como leituras, ensaios, encontros, oficinas e contações de histórias. Ativando todos os departamentos do Centro da Cultura Judaica – programação, mediação cultural, cursos – Aimar deixou a sua marca autoral no projeto Palcos e se torna o rosto desta mostra por ele apresentada nas próximas páginas deste programa. Não podemos terminar essa introdução sem deixar de agradecer ao grande inspirador deste projeto, o inclassificável Jacó Guinsburg. Ao lado de Anatol Rosenfeld, ele será homenageado nesta edição pela diretora Cibele Forjaz. Pelo apoio de sempre, exercido com cumplicidade e espirito crítico, dedicamos ao Jacó essa edição da mostra.

Benjamin Seroussi Programação

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Tempos interessantes - como diriam

os chineses – pedem artes interessantes. E é isso o que temos na segunda edição de Palcos – 2a Mostra de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica. Temas fundamentais da cultura judaica – identidade, migração, diálogo entre tradição e modernidade, a vivência do sagrado em um mundo laico – são tratados em nossos espaços cênicos com a coragem e a profundidade que hoje caracterizam o teatro, a dança e a performance no Brasil. Artistas sem fronteiras – Nir de Volff, Márika Gidali, Eliana Carneiro – dançam e/ou debatem questões como a possibilidade de a nacionalidade incidir sobre os corpos. A música inspira cenas que nos transportam para o chão de Jerusalém (Wilson Sukorski) ou para um pianobar onde Cole Porter é teatralmente mixado por um dj (Cláudia Schapira). Figuras históricas como Janusz Korczak e Baruch Espinosa nos fazem refletir sobre temas atuais; não atores em cena, como o rabino Ruben Sternschein e seu filho Uriel, remetem-nos a uma arte que reflete temas perenes, como a fé e as relações familiares. A Mostra apresenta três espetáculos radicalmente diferentes entre si, tanto em formato quanto em origem. Em Crianças da Noite, de Gabriel Emanuel, um dos espetáculos vencedores do nosso 3º Concurso de Dramaturgia, o grupo Arte Ciência no Palco revive um episódio da Shoah – e, ao mesmo tempo que nos leva a uma reflexão sobre as ideias pedagógicas de Janusz Korczak, reflete as inquietações ideológicas do diretor Marco Antônio Rodrigues. Nir de Volff, coreógrafo israelense radicado em Berlim, une bailarinos

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brasileiros a integrantes de seu grupo Total Brutal em Kikar, espetáculo de dança produzido em parceria com o Goethe Institut e o SESC-SP. Vivi Tellas, diretora argentina, tem criado em vários países espetáculos num gênero híbrido entre o documentário e o drama, que ela intitula biodrama. A cena é poeticamente construída a partir do depoimento ao vivo de não atores – sua mãe e sua tia, três filósofos, um cineasta e seu médico, dois rabinos ou, no nosso caso, O Rabino e Seu Filho, espetáculo que produzimos especialmente para esta mostra. A programação abriga também o risco e a qualidade das performances. Como atos únicos, impossíveis de se repetir, nelas a fugacidade do teatro ganha contornos dramáticos – com trocadilho. Isabel Teixeira parte de um texto de Paul Auster para reconstruir pequenas vinhetas do cotidiano – inclusive sua própria conversão ao judaísmo. Cláudia Schapira traz a força de seu trabalho na Cia. Bartolomeu de Depoimentos para um cabaré hip-hop sobre um parente distante: Cole Porter. Wilson Sukorski toca um “baixo totem”, instrumento que ele mesmo inventou, em diálogo ao vivo com um vídeo que fez nas ruas de Jerusalém e com a performer Ana Montenegro. Eliana Carneiro inspira-se em símbolos do Sefer Yetzirah (o Livro da Criação) para dançar corpos em estados alterados: comunhão, oração, transe e êxtase. Fazemos, no mesmo ato dirigido por Cibele Forjaz, homenagem a dois intelectuais que marcam nosso teatro: Jacó Guinsburg e Anatol Rosenfeld. Jacó, figura central no ensino e no pensamento sobre teatro, é também o responsável pela publicação das obras de Anatol, referência obrigatória.

O futuro também está presente em nossa programação. Um ensaio e uma leitura dramática são as portas para dois processos distintos de construção de espetáculo. O Teatro da Vertigem permite-nos um vislumbre do que será seu próximo espetáculo, a estrear em maio. Poderemos assistir a duas cenas de seu ensaio e debater com o diretor Antônio Araújo e outros integrantes do coletivo. Será uma oportunidade única de participar do processo de criação do grupo teatral mais importante da atualidade. Bruce Gomlevsky dirige a leitura de Nova Jerusalém..., texto de David Ives que trata de um episódio central da vida de Baruch Espinosa. Os espetáculos e performances se desdobrarão em mesas de debates, nas quais serão abordados temas como a pedagogia de Janusz Korczak e a violência política de hoje em diálogo com a do passado, o corpo do intérprete e as influências culturais de cada país, as relações entre a pesquisa histórica e a criação artística, a formação de plateias para espetáculos de dança e teatro. Cursos e oficinas completam nossa programação. Palcos não se restringe ao nosso palco. Auditório, biblioteca, saguão, cafeteria, teatro do SESC Pinheiros, Oficina Oswald de Andrade, ruas do Bom Retiro – nossas artes cênicas já não cabem em fórmulas e etiquetas. Mas estão todas aqui, no Centro da Cultura Judaica.

Aimar Labaki Curador de Palcos – 2ª Mostra de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica.

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Sumário Espetáculos

pgs

10 e 11

Crianças da Noite KIKAR O Rabino e seu Filho

Performances

pgs 18

e 19

pgs 28

e 29

pgs 34

e 35

pgs 34

e 35

Invenções Pequeno RAPPenning para COLE PORTER 4 Impro - Relâmpagos Sobre as Pedras de Jerusalém Imagens do Sagrado - Blima

Especiais Homenagem a Jacó Guinsburg e Anatol Rosenfeld Fragmentos Cênicos do “Projeto Bom Retiro” Leitura de Nova Jerusalém, O Interrogatório de Baruch de Espinosa na congregação Talmud Torah: Amsterdã, 27 de Julho de 1656

Encontros Debate com Gabriel Emanuel, autor de Crianças da Noite Formando, Corpos, Olhares, Plateias Corpos sem Fronteiras O Real e o Palco

Outras Atividades Sipurim/ “Quando eu Voltar a ser Criança”, e outros textos de Janusz Korczak Oficina/ Jogos Teatrais Oficina/ Figurinos Fantásticos! Oficina/ Brincando de Teatro: Jogos Dramáticos para Crianças

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Espetรกculos Crianรงas da Noite dias 12 a 15/04

kikar dias 19 a 21/04

O Rabino e seu Filho dias 24 a 26/04

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Crianças da Noite De 12 a 15/04 Autor de Einstein, peça que o grupo Arte Ciência no Palco encena há mais de doze anos, Gabriel Emanuel traz para a cena outra figura histórica: Janusz Korczak. Pedagogo ainda hoje influente, foi também um exemplo de coragem naquele trágico ano de 1942, em Varsóvia, quando ele e as crianças de seu orfanato terminaram num trem para Treblinka. Na guerra só sobrevive quem não tem escrúpulos? É ao redor dessa questão que se estabelece o debate entre Janusz e Adam Czerniakov, presidente do Conselho Judaico do Gueto, quando este resgata um menino das mãos da polícia. Já não há mais o que comer no gueto, e Czerniakov ainda negocia com os nazistas quais, entre os membros de sua comunidade, serão deportados para os campos de concentração. A direção do premiado Marco Antônio Rodrigues procura transcender esse embate moral limítrofe,

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buscando uma aproximação com nossa própria experiência. Afinal, em que medida estamos imunes à tragédia presente em nossa vida cotidiana? A peça trata os campos de concentração não como uma exceção, mas como um desdobramento inerente ao mundo moderno. O espetáculo será seguido, no sábado, dia 14, por um debate com a presença do autor.


Foto/ João Caldas

Ficha técnica Autor/ Gabriel Emanuel (tradução de Fernando Paz) Direção/ Marco Antônio Rodrigues Com/ Oswaldo Mendes, Carlos Palma, Joana Mattei Assistente de direção/ Adriana Dham Figurinos e adereços/ Marichilene Artisevski Design de Luz/ Mirella Brandi Trilha sonora/ Joana Mattei, Marco Antônio Rodrigues e Sérgio Yamamoto Cenografia/ Carlos Palma Gestual/ Joana Mattei Projeções/ Zeca Rodrigues Técnico de Luz e cenotécnico/ Emerson Fernandes Direção de Produção/ Adriana Carui Contato educacional/ Rosangela Desider Atendimento/ Glaciane Rocha Realização e administração/ Núcleo Arte Ciência no Palco (Cooperativa Paulista de Teatro)

Contemplado com o Prêmio 2011 de Montagem Teatral do Centro da Cultura Judaica – Casa de Cultura de Israel Apoio Cultural/ ETAPA Ensino e Cultura Data/ 12, 13, 14, e 15/04 Horário/ 12 e 13 (20h30), 14 (19h) e 15 (18h) Idade/ a partir de 16 anos Local/ Teatro Capacidade/ 296 pessoas Duração/ 120 minutos Agradecimento/ Canada Council for the Arts

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Kikar De 19 a 21/04 Kikar é resultado da parceria do Centro da Cultura Judaica com o SESC-SP e o Goethe Institut. Da parceria ao resultado, este espetáculo é fruto da reflexão sobre um tema que nos é muito caro: o diálogo permanente entre culturas. Neste caso, temos uma troca materializada no corpo de bailarinos e performers que, com formações e histórias muito diferentes entre si, não se conheciam previamente. Na sala de ensaios, foram forçados a se redefinir expressando por meio do corpo sua nacionalidade, suas esperanças e desejos. Kikar é uma jornada poética através das belas, obscuras, dramaticamente absurdas e, é claro, bem-humoradas profundezas da alma. Nir de Volff Nascido e criado em Israel, Nir começou a participar de um grupo local de dança folclórica quando tinha 14 anos, mas foi expulso pouco

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menos de um ano depois. Aos 15 anos, começou a dançar balé, instruído por uma antiga bailarina romena, da qual se afastou depois de três meses. Mesmo assim, pouco tempo depois, o “vírus da dança” o infectou novamente e, aos 16, ele integrou a Escola Profissional Bat Dor em Tel Aviv, em que dançou por quatro anos com um grupo ambicioso de jovens bailarinos. Depois de fazer três anos de serviço militar, Nir dançou em várias companhias em Tel Aviv e, aos 23 anos, criou sua primeira peça. Participou como convidado na peça Viktor, que Pina Bausch encenou em Israel. Em 2003, foi morar em Berlim e se juntou à companhia de Constanza Makras. Em 2004, fundou a companhia Total Brutal com Dolly, uma trilogia apresentada em Praga, Amsterdã e Berlim. A Total Brutal congrega bailarinos, atores, bailarinas de dança do ventre, recepcio-


Foto/ Ana Fuccia Co-realização/

nistas de hotel, cenotécnicos, designers gráficos e jogadores de futebol, entre outros profissionais. Em 2008, a Total Brutal apresentou Believe it or Not no Dock11. Em 2009, Nir criou La Vida Breve na Oper Frankfurt, com direção de David Herman, e apresentou a peça site specific: Action!, na Neue Synagogue, em Berlim, que, pela primeira vez, abriu suas portas para uma performance de dança-teatro. Em 2010, ele apresentou em Berlim Midbar e Picnics Weddings and Funerals. Ficha Técnica Direção/ Nir de Volff Assistente de Direção/ Luiza Assumpção Ribeiro do Valle Trilha Sonora/ performer Claus Wilhelm Erbskorn

Apoio Cultural/

Bailarinos/ Chris Scherer, Katharina Maschenka Horn, Jerônimo Bittencourt Ribeiro, Natália Fernandes e Simone Camargo Artistas Convidados/ Rodrigo Mello e Lia Levin Cenografia e Figurinos/ Julio Cesarini Designer de Luz/ Alessandra Domingues Técnico de Som/ André Lucena Cenotécnico/ Wanderlei Wagner da Silva Produção/ prod.art.br Fotos/ Ana Fuccia Data/ 19/04 a 21/04 Horário/ 19 e 20 (21h) e 21 (18h) Idade/ a partir de 14 anos Local/ SESC PINHEIROS, Teatro Paulo Autran Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros Capacidade/ 710 pessoas Duração/ 80 minutos

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O Rabino e seu Filho De 24 a 26/04 O Rabino e seu Filho é mais um capítulo na intrigante jornada da diretora argentina Vivi Tellas. Desde 2003, ela trabalha com um formato que batizou de biodrama, numa série de espetáculos chamados Arquivos. Uma cena poética cuja unidade mínima é a presença – e a memória – de não atores em cena. O primeiro espetáculo – grande sucesso que ficou dois anos em cartaz – trazia ao próprio estúdio de trabalho de Tellas sua mãe e sua tia. Seguiram-se Três Filósofos de Bigode, Autoescola, Disc-Jóquei, Mulheres Guia e, finalmente, em Nova Iorque, Rabbi Rabino, com dois rabinos. O Rabino e seu Filho, especialmente criada para esta mostra, traz o rabino Ruben Sternschein e seu filho Uriel Sternschein. Mais que suas histórias pessoais e suas questões filosóficas, religiosas e existenciais, o espetáculo é fundado na própria relação pai-filho, preciosa e única, como todas dessa natureza.

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Teatro investigativo da maior qualidade, este espetáculo com certeza criará ecos na cena paulista – como tem acontecido em todos os lugares por onde passa Vivi Tellas e sua busca por UMF – Unidade Mínima de Ficção. Vivi Tellas é uma diretora de teatro argentina. Entre seus muitos trabalhos, destacam-se a participação em Europera V, de John Cage, e uma montagem pouco convencional de A Casa de Bernarda Alba, de Lorca. Foi também professora visitante da NYU. Realizou workshops em Londres, Dublin, Barcelona e São Paulo. É a criadora do Biodrama, um projeto revolucionário de encenação de biografias. Sem barba e acostumado a correr até 25 km por semana, o rabino Ruben põe abaixo o que comumente se espera de um rabino. Com seu filho Iali, o “esportista”, apaixonado por futebol, não perde um jogo nem do Barça nem do São Paulo; com a


Foto/ Divulgação

filha Magali, que canta muito bem, o assunto é o mundo, a ecologia e os problemas sociais; a mais nova, Sheli, é uma grande dançarina já em seus 12 anos e, nas palavras do pai, tem uma maneira doce de ser adolescente “total”.

No palco estarão o rabino Ruben e seu filho Uriel interpretando a si mesmos em uma obra autobiográfica, na qual se verão, além da relação dos dois, segredos e curiosidades sobre o mundo judaico.

Assim como a esposa Verônica, educadora e grande chef de gastronomia, o rabino Ruben nasceu na Argentina e é descendente de sobreviventes da Shoah. Casaram-se logo após a Guerra do Golfo e viveram muitos anos em Israel e em Barcelona antes de virem para o Brasil. No filho Uriel, o mais “alternativo” dos quatro, que acompanha o pai nessa obra de teatro-documentário, convivem harmoniosamente o poeta, aspirante a dramaturgo e compositor, e o estudante de psicologia da Pontifícia Universidade Católica, com seus quatro piercings e uma paixão por esportes radicais.

Fichas Técnica Diretora/ Vivi Tellas Assistente de Direção/ Rafael Tosta Atores/ Rabino Ruben Sternschein e Uriel Sternschein Data/ 24/04 a 26/04 Horário/ 21h Idade/ Livre Local/ Teatro Capacidade/ 100 pessoas Duração/ 70 minutos

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Perfomances Invenções dia 18/04

Pequeno rappenning para Cole Porter dia 25/04

4 Impro – Relâmpagos Sobre as Pedras de Jerusalém dia 28/04

Imagens do Sagrado - Blima dia 28/04

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Foto/ Roberto Setton


Invenções Dia 18/04 Isabel Teixeira, uma das melhores atrizes de sua geração, transita com a mesma competência pelo drama e pela performance. Dos clássicos à improvisação, seu trabalho, sempre com forte marca pessoal, une duas tradições – o teatro moderno fundado entre nós com o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e a mais contemporânea manifestação de uma arte inclassificável. O mote é o livro The Story of My Typewriter, de Paul Auster, com ilustrações de Sam Messer. O fio condutor é a história da velha máquina de escrever de Auster, uma Olympia portátil, com a qual ele resiste, solitariamente, aos novos teclados virtuais e às formas digitais de armazenamento, debruçando-se sobre ela para criar histórias.A trama ao redor do livro de Auster, porém, abre espaço para a inserção de histórias pessoais. Entre essas histórias, Isabel Teixeira conta o episódio de sua conversão ao judaísmo, em 2003.

Ficha Técnica Concepção Geral/ Isabel Teixeira e Roberto Setton Atuação/ Isabel Teixeira Imagens e iluminação/ Roberto Setton Sonoplastia/ Aline Meyer Data/ 18/04 Horário/ 20h Idade/ Livre Local/ 2º andar Capacidade/ 25 pessoas Duração/ 50 minutos

Isabel Teixeira, atriz formada pela EAD, participou de Rainhas – Duas Rainhas em Busca de um Coração, recriação livre de Mary Stuart, de Schiller, de Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, de Um Bonde Chamado Desejo, de Tenessee Williams, dirigida por Cibele Forjaz, de Agatha, de Margherite Duras, sob a direção de Roberto Lage, e de Gaivota e Ensaio Hamlet com Enrique Diaz. Fotojornalista desde 1990, Roberto Setton realiza paralelamente trabalhos autorais como Mãos (Centro Cultural São Paulo, 1998) e Domingo (Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2005).

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Foto/ Divulgação


Pequeno RAPPenning para COLE PORTER Dia 25/04 Há onze anos trabalhando com a linguagem de teatro hip-hop, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos ocupa um lugar especial entre os grupos surgidos nos anos 2000. Ao longo de várias peças, intervenções e eventos, desenvolveu uma linguagem dramatúrgica em que o hip-hop está não apenas na forma dos espetáculos mas também na sua estrutura. Assim, as grandes questões políticas e filosóficas que a dramaturga/diretora/atriz Cláudia Schapira, o dj (ou “pensador sonoro”) Eugenio Lima e os demais integrantes do núcleo abordam ganham uma interlocução real e contínua com a rua, com os jovens, com os chamados “marginais” e suas formas próprias de pensar e criar. Em Pequeno RAPPenning para Cole Porter, Schapira parte de uma descoberta pessoal – um possível parentesco com o genial compositor americano Cole Porter, que, apesar de não ter sido criado como judeu, tinha ascendência israelita por parte de pai – para estruturar uma intervenção baseada em sua obra.

Ficha Técnica Duração/ 50 minutos. Com/ Núcleo Bartolomeu de Depoimentos Cláudia Schapira, Eugenio Lima, Luaa Gabanini, Roberta Estrela d’alva e artistas convidados Luz/ Carol Autran Produção-executiva/ Fernanda Rodrigues Administração/ Mariza Dantas Produção-geral/ Núcleo Bartolomeu de Depoimentos Data/ 25/04 Horário/ 20h Idade/ Livre Local/ Cafeteria Capacidade/ 50 pessoas Duração/ 50 minutos

Suas canções, que se espalharam pelo mundo e o imortalizaram, serão o fio condutor das cenas-fragmentos, dos recortes, dos samples da vida desse artista ímpar, traduzidas em “memórias imagético-musicais borradas pelo tempo”. É uma homenagem-canção, que lançará mão de pequenas histórias e esboços de passagens de sua vida para revelar detalhes da sua ancestralidade e de sua intimidade, tão intensa e turbulenta. Um “réquiem” ao “poeta-músico” inspirador que, como ele mesmo diz, viveu “so in love”... Cláudia Schapira é atriz, figurinista, dramaturga e diretora. Formada na EAD, tem sua própria marca de roupas, a Nossa Senhora da Pouca Roupa.

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Foto/ Divulgação


4 Impro – Relâmpagos sobre as Pedras de Jerusalém Dia 28/04 Poucos compositores de música contemporânea no Brasil têm uma obra tão multifacetada quanto Wilson Sukorski. Do cinema ao teatro, passando pela performance, pelas salas de aula e de concertos, não há lugar onde Sukorski não esteja à vontade. Em 4 Impro – Relâmpagos sobre as Pedras de Jerusalém, Sukorski toca um instrumento por ele inventado e construído, o “baixo totem”, estabelecendo um diálogo com o virtual e o corporal. O virtual – projetado no telão e no chão da cafeteria – é o resultado de uma série de filmagens e registros sonoros que ele fez em Jerusalém e Tel Aviv. Sukorski basicamente gravou seus próprios pés andando pelo solo de Israel e é esse o material editado nesse vídeo. O corpo é o da performer Ana Montenegro, artista plástica com amplo repertório na área da performance. A paisagem sonora de Jerusalém, captada por Sukorski, é o fundo: cantos islâmicos vindo de torres e minaretes, trechos da missa de Natal na Igreja do Santo Sepulcro, uma Street Jam na subida para a Cidade Antiga.

Ana Montenegro, vive e trabalha em São Paulo, é artista visual, em atuação desde 2000 com enfoque na linguagem da performance. Atualmente toma como ponto de partida para a realização das ações o cruzamento entre a performance e o protocolo da imagem nos meios digitais para, então, questionar a fronteira entre a realidade e a ficção. Ficha Técnica Concepção, Música e Baixo Totem/ Wilson Sukorski Performance Corporal/ Ana Montenegro Data/ 28/04 Horário/ 20h Idade/ Livre Local/ Cafeteria Capacidade/ 50 pessoas Duração/ 50 minutos

Unindo o sonoro ao visual e corporal, Wilson e Ana enriquecem esse material com a manipulação, com a superposição, com o acaso, com a ação musical e corporal. Wilson Sukorski, compositor, músico eletrônico, performer multimídia, criador/produtor de conteúdos musicais para rádio/vídeo/cinema, designer e construtor de instrumentos musicais inusitados e pesquisador em áudio digital. Trabalha intensamente em várias atividades musicais no Brasil e no exterior. Compõe para cinema, faz vídeos experimentais e instalações de audioarte, arte urbana, arte e novas mídias, além de se apresentar como performer musical em shows e performances monoband no Brasil e no exterior, onde desenvolve importante carreira.

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Foto/ Ana Gilioli


Imagens do Sagrado - Blima Dia 28/04 As Sefirot são os dez atributos ou emanações divinas que representam Deus: Keter (Coroa), Chochma (Sabedoria), Binah (Entendimento), Chessed (Graça), Guevurah (Poder), Tiferet (Beleza), Netzach (Resistência), Hod (Esplendor), Yesod (Fundação), Schechina (Presença).

Shell Melhor Atriz S.P. Atualmente, coordena, com a sua filha Naira, a Caravana Buriti-Arte e Educação na Estrada, um projeto itinerante de arte-educação com o seu grupo Os Burititeatro de dança, além de continuar apresentando espetáculos com sua filha e Os Buriti.

Mencionadas no Sefer Yetzirah (o Livro da Criação), elas são multidimensionais fontes de energia e estão conectadas entre si através de letras do alfabeto hebraico. São descritas como Blima, que significa “extraordinário”, assim como “sem existência” e “sem substância”. Em Imagens do Sagrado – Blima, Eliana Carneiro inspira-se em textos do Livro da Criação que fundamentam a Cabala, datados do primeiro milênio, época da mística de Merkavá que surgiu no centro do Oriente. O Sefer Yetzirah descreve como o Universo foi criado pelo Deus de Israel através de 3trinta e dois prodigiosos caminhos de sabedoria: dez Sefirot, vinte e duas letras, três das quais letras-mães, sete letras duplas e doze letras simples.

Agradecimentos/ Kabbalah Center São Paulo, Yonatan Shani, Cleide Guedes, Glória Hazam, Jaqueline Aronis, Lila Carneiro, e em especial a Aimar Labaki e toda equipe do Centro de Cultura Judaica de São Paulo

Juntamente com a doutrina das Sefirot, dos algarismos e do alfabeto, existe a teoria dos contrastes e sua natureza, os Syzygies (pares de opostos complementares), que ocupam lugar importante no Sefer Yetzirah. Blima é a primeira parte de uma série de danças que Eliana Carneiro pretende desenvolver e que evocam Imagens do Sagrado através dos tempos, das religiões, dos corpos.

Ficha Técnica Data/ 28/04 Horário/ 21h Idade/ Livre Local/ Auditório Capacidade/ 60 pessoas Duração/ 50 minutos Concepção e Interpretação/ Eliana Carneiro Músicas/ Graham Fitkin, Arvo Part e Jorge Brasil Criação de Luz/ TSSI -Tomate Saraiva Serviços de Iluminaçao Operação de Luz/ Raquel Nogueira Fotos de Divulgação/ Ana Gilioli Produção/ Manaká Eliana veste Cristina Cordeiro

Corpos em estados alterados. Corpos que são sempre a porta, o elo de transmissão para as manifestações do divino, que traduzem a experiência mística e do sagrado através de gestos simbólicos, de adoração, doação, irradiação, purificação e devoção. Corpos em diversos estados de comunhão, oração, transe e êxtase. Eliana Carneiro é dançarina, atriz, contadora de histórias, arte-educadora, ilustradora e videomaker. Seus primeiros solos de dança, nos anos 80, lhe valeram dois prêmios APCA de Melhor Espetáculo de Dança e uma indicação ao Prêmio

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Especiais Homenagem a Jacó Guinsburg e Anatol Rosenfeld dia 17/04

Fragmentos Cênicos do “Projeto Bom Retiro” dia 27/04

Leitura de Nova Jerusalém, O Interrogatório de Baruch de Espinosa na Congregação Talmud Torah: Amsterdã, 27 de julho de 1656 dia 14/04

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Homenagem a Jacó Guinsburg e Anatol Rosenfeld Dia 17/04 Palcos faz uma homenagem a dois dos maiores intelectuais do teatro brasileiro: Jacó Guinsburg e Anatol Rosenfeld. Cibele Forjaz, aluna de Jacó, e uma das mais importantes diretoras do país, preparou dois pequenos diálogos. Um, a partir de Leone de Sommi, autor, no século 16, da primeira peça em hebraico e teórico que antecipou várias das ideias sobre encenação que só se tornariam hegemônicas no final do século XIX. Ao traduzir e publicar pela primeira vez Sommi no Brasil, Guinsburg uniu as duas vertentes mais importantes de seu trabalho: a reflexão sobre o teatro e o judaísmo. O outro diálogo é tirado de aulas e textos de Guinsburg sobre Anatol Rosenfeld. Dois atores revivem no palco um pouco da inteligência fulgurante desses dois homens fundamentais para nossa cena.

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Professor, editor, tradutor, Jacó Guinsburg (Bessarábia, 1921) formou várias gerações de artistas e intelectuais, na EAD e na ECA-USP. Nas diversas editoras onde trabalhou – e, principalmente, na sua Editora Perspectiva –, traduziu e publicou a bibliografia mais importante de artes cênicas e de judaísmo entre nós, inclusive a obra completa de seu amigo Anatol Rosenfeld. É autor, entre muitos outros livros, de Stanislavski e o Teatro de Arte de Moscou, Aventuras de uma Língua Errante - Ensaio de Literatura e Teatro Ídiche, Leone De Sommi: Um Judeu no Teatro da Renascença Italiana, Guia Histórico da Literatura Hebraica, Dicionário do Teatro Brasileiro. Anatol Rosenfeld (Alemanha 1912 - São Paulo SP 1973), foi um dos mais importantes filósofos,


Apoio Cultural/

ensaístas e críticos dos anos 1950 e 1960. Escreveu sobre teatro, cinema, literatura e filosofia. Sua obra completa está sendo editada pela Perspectiva. Entre outros volumes estão O Teatro Épico, Texto/Contexto, História da Literatura e do Teatro Alemães e Na Cinelândia Paulistana. Cibele Forjaz é diretora teatral e iluminadora. Ganhou vários prêmios e executou parte de seus melhores trabalhos com sua Cia. Livre. O conjunto de seus espetáculos inclui O Idiota, baseado em Dostoiévski, Um Woyzcek, adaptado de Buckner por Fernando Bonassi , Um Bonde Chamado Desejo (Tennessee Williams) e Toda Nudez Será Castigada (Nelson Rodrigues), estas duas últimas protagonizadas por Leona Cavali, e Rainhas – com Georgette Fadel e Isabel Teixeira.

Ficha Técnica Atores/ Luciano Chirolli e Dan Stulbach Luz/ Cibele Forjaz e Luana Gouveia Vídeo, Fotos e Imagens/ Cacá Bernardes e Bruna Lessa Produção/ Marlene Salgado Dramaturgia/ Aimar Labaki e Cibele Forjaz Concepção e Direção/ Cibele Forjaz Data/ 17/04 Horário/ 20h Idade/ Livre Local/ Teatro Capacidade/ 296 pessoas Duração/ 60 minutos

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Fragmentos Cênicos do “Projeto Bom Retiro” Dia 27/04 Com uma trajetória marcada por espetáculos encenados em diversos espaços da cidade, tais como igreja, hospital, presídio, leito do rio Tietê, fachadas de edifícios e passagens subterrâneas, o Teatro da Vertigem realiza a sua nova criação artística pelas ruas do Bom Retiro. A proposta desse projeto é utilizar o espaço urbano como campo de experimentação artística e ampliar as possibilidades de levar o teatro para outros lugares da cidade, além de intensificar o diálogo e a relação com os moradores e transeuntes do bairro, bem como ressensibilizar o público do espetáculo para essa região da cidade. O Bom Retiro é uma das mais importantes “portas de entrada” de São Paulo, além de ser um polo significativo da multiculturalidade desde meados do século XX. Tomando como ponto de partida tais aspectos, o Teatro da Vertigem pretende materializar cenicamente o diálogo e o confronto entre os grupos de diferentes origens e culturas ali residentes: coreanos, judeus e bolivianos. Outra perspectiva desse trabalho é aprofundarse no universo dos temas a serem pesquisados: grupos sociais de origens distintas ocupando a mesma região, o comércio, a moda, as relações de trabalho, bem como as contribuições desses grupos étnicos para a formação cultural brasileira. Ao ocupar lugares significativos do bairro, marcados tanto por aspectos históricos quanto pela importância econômico-social, o grupo pretende escavar camadas ocultas ou negligenciadas, provocando a experiência de redescoberta dessa parte da cidade. O espetáculo, nesse sentido, é tanto viagem quanto aventura, é tanto caminhada pelos labirintos do bairro quanto mergulho no fluxo de suas memórias. Fragmentos Cênicos traz para o público

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da Palcos a possibilidade de assistir em primeira mão a duas cenas do novo espetáculo e de conversar com o diretor Antônio Araújo e com os demais integrantes da equipe de criação do espetáculo. Trazer este ensaio aberto para Palcos é também dialogar com um projeto maior que o Centro da Cultura Judaica tem desenvolvido no bairro do Bom Retiro. Além da exposição realizada em 2011, tivemos também uma edição inteira da Revista 18 (número 30) dedicada ao bairro. Ficha Técnica Dramaturgia/ Joca Reiners Terron Direção/ Antônio Araújo Co-direção/ Eliana Monteiro Elenco/ Laetitia Augustin-Viguier, Luciana Schwinden, Mawusi Tulani, Roberto Audio, Raquel Morales, Sofia Boito Coro/ Conrado Caputto, Kathia Bissoli, João Attuy, Icaro Rodrigues, Samuel Neves, Beatriz Macedo, Naiara Soares Desenho de luz/ Guilherme Bonfanti Cenário/ Carlos Teixeira Assistente de cenário/ Amanda Antunes Figurinos/ Marcelo Sommer Trilha Sonora original/ Erico Theobaldo e Miguel Caldas Dramaturgista/ Antonio Duran Assistente de Direção/ Mauricio Perussi Estagiário de Produção/ Val Barros Produção Executiva/ Izabelle Rodrigues e Stella Marini Direção de produção/ Teatro da Vertigem e Henrique Mariano Data/ 27/04 / Horário/ 21h / Idade/ Livre Local/ Oficina Cultural Oswald de Andrade, Rua Três Rios, 363, Bom Retiro Capacidade/ 100 pessoas Duração/ 60 minutos Os interessados poderão se inscrever a partir de 2 de abril ou no próprio dia do encontro, com meia hora de antecedência. Patrocínio da Cia Teatro da Vertigem: Petrobras


Leitura de Nova Jerusalém, o Interrogatório de Baruch de Espinosa na congregação Talmud Torah: Amsterdã, 27 de julho de 1656 Dia 14/07 Amsterdã, 1656. A cidade, por sua receptividade à comunidade judaica, é considerada uma “nova Jerusalém”, em oposição a cidades de outros países ainda marcados pela forte tradição de perseguição aos judeus, como Portugal, Espanha e Itália. Baruch de Espinosa é um jovem mercador e discípulo de Saul Mortera, o rabino-chefe de Amsterdã. Os judeus sefaraditas fizeram um acordo fatídico com a cidade: concordaram em banir da comunidade judaica tudo o que ferisse a sua ortodoxia. Quando a cidade acusa Epinosa de ateísmo, Mortera é obrigado a convocá-lo a se defender na sinagoga local. O melhor amigo de Espinosa, sua irmã e seu grande amor são arrastados para essa grande controvérsia. Apesar de não existirem registros históricos do que foi dito no Templo Talmud Torá em 27 de Julho de 1656, data da excomunhão de Espinosa, nesta magistral e eloquente peça, David Ives tenta abrir as portas do Templo para nos deixar ouvir as discussões cujos ecos filosóficos e políticos reverberam ainda hoje. David Ives nasceu em Chicago em 1950. No Brasil, já teve montado mais de uma vez, com nomes diferentes, o espetáculo All in the Timing. Neste momento, trabalha o texto de um novo musical, em parceria com Stephen Sondheim. Bruce Gomlevsky ator, produtor e diretor, formado pela Cal (Casa das Artes de Laranjeiras), Bruce integrou durante três anos a Companhia de Ópera Seca, sob a direção de Gerald Thomas, com a qual realizou sete espetáculos, entre os quais Ventriloquist (1999/2000), NXW (2000) e Deus Ex-Machina (2001/2002). Atuou também em Romeu e Julieta (1997), encenado nos Jardins do Museu da República (pelo qual foi indica-

do ao prêmio de Melhor Ator no III Prêmio Cultura Inglesa de Teatro), em Nada de Pânico (2003), sob a direção de Enrique Diaz, em A Morte do Caixeiro Viajante (2003), sob a direção de Felipe Hirsh, e em Répetition (2004), de Flávio de Souza, com produção de Xuxa Lopes. Em 2006, produziu e dirigiu, ao lado de Daniela Pereira de Carvalho, a peça Línguas Estranhas e idealizou e protagonizou o espetáculo Renato Russo – A Peça. Em 2010, viveu o papel-título de Cyrano de Bergerac, dirigido por João Fonseca. Baruch Espinosa nasceu em 24 de novembro de 1632, em Amsterdã. Um dos mais importantes filósofos ocidentais, sua obra influenciou e continua a influenciar - inúmeros pensadores. Figura, ao lado de Descartes e de Leibniz, como representante da filosofia moderna racionalista. De família judaica portuguesa, é tido como o fundador do criticismo bíblico moderno. Ficha Técnica Direção/ Bruce Gomlevsky Tradução/ Ricardo Ventura Atores/ Bruce Gomlevsky, Jaime Leibovitch, Gustavo Damasceno, Ricardo Ventura, Alexandre Contini, Carolina Ferman, Yasmin Gomlevsky. Realização/ Cia Teatro Esplendor Data/ 14/04 Horário/ 18h Idade/ Livre Local/ Auditório Capacidade/ 50 pessoas Duração/ 90 minutos

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Encontros Debate com Gabriel Emanuel, Autor de Crianças da Noite dia 14/04

Formando Corpos, Olhares, Plateia dia 19/04

Corpos Sem Fronteiras dia 22/04

O Real e o Palco dia 28/04

Outras Atividades Sipurim/ “Quando Eu Voltar a Ser Criança”, e Outros Textos de Janusz Korczak dia 15/04

Oficina/ Jogos Teatrais dia 15/04

Oficina/ Figurinos Fantásticos! dia 21/04

Oficina/ Brincando de Teatro: Jogos Dramáticos para Crianças dia 29/04 34


Teatro é o mundo em cima do palco. Nele cabem todos os temas, assuntos e ações. Os debates que serão realizados na Palcos procuram partir dos espetáculos e performances para promover discussões sobre temas mais amplos. Começaremos com um encontro com o autor Gabriel Emanuel, autor de Crianças da Noite. Vivendo entre o Canadá e Israel, Gabriel foi cofundador da Nephest Theater Company, companhia judaica de teatro profissional, fundada em Toronto e transferida para Israel. É autor, entre outros trabalhos, de Einstein, em cartaz no Brasil há mais de 14 anos, com o mesmo grupo ACP que agora monta seu novo texto. Conversará com Carlos Palma e Oswaldo Mendes, atores da peça, sobre os diversos temas suscitados pelo trabalho: a figura de Korczak, o paralelo entre os acontecimentos evocados pela peça e o atual momento político, a Moral diante do Mal. Vamos ter a honra de receber Márika Gidali para debater com Eliana Carneiro, a performer de Blima. Márika, um dos nomes mais importantes da dança moderna brasileira, é coreógrafa e fundadora do grupo Stagium, um dos mais importantes grupos de dança moderna do Brasil. Nascida em Budapeste, na Hungria, sua carreira começa nos anos 1950. Além de desenvolver seu consagrado trabalho de coreógrafa e bailarina, atua também em TV e em teatro, onde, com Ademar Guerra, tem participado de espetáculos marcantes, como Hair, Marat-Sade, Revista do Henfil, Saudades do Brasil (com Elis Regina) e A Capital Federal, com Flávio Rangel. Márika e Eliana vão conversar com a platéia acerca do tema sobre “Corpos sem Fronteiras”. Qual o peso da nacionalidade na formação de um profissional do corpo? Como tradições como a judaica (utilizada por Eliana em Blima) – ou a indígena (base do trabalho de Márika em Kuarup) dialogam c om a dança moderna e contemporânea? Felipe Paros, coordenador do nosso Departamento de Ação Educativa e Mediação Cultural, vai mediar uma mesa formada por Ferdinando Martins (TUSP) e Lara Pinheiro (Balé da Cidade de São Paulo) em que discutirão sobre formação de plateias para teatro e dança. “Formando Corpos, Olhares, Plateias” será uma mesa sobre o grande protagonista de nossa Palcos – as plateias. Além do trabalho diretamente pedagógico, os profissionais de teatro e dança sabem que o amadurecimento de um grupo e o desenvolvimento de uma linguagem própria

vêm sempre acompanhados pela formação de uma plateia específica que dialoga com sua obra. No Brasil, o chamado “público de teatro”, que surgiu com nosso teatro moderno no final dos anos 1940, desapareceu nos anos 1980. No seu lugar, surgiu o quê? Como mostras como a Palcos podem contribuir para a formação de novas plateias? Newton Moreno, dramaturgo e um dos mais importantes diretores da cena atual, vai debater com Vivi Tellas, diretora de O Rabino e Seu Filho, na mesa “O Real e o Palco”. Newton e seu grupo têm realizado uma série de espetáculos com base em pesquisa em campo e bibliográfica sobre o Nordeste brasileiro, sua formação e a realidade atual. Vivi Tellas, em seus biodramas, constrói cenas poéticas a partir de depoimentos ao vivo de não atores. Com quantas realidades se faz uma poética?

Aimar Labaki Curador de Palcos – 2ª Mostra de Artes Cênicas do Centro da Cultura Judaica. 35


Debate com Gabriel Emanuel autor de Crianças da Noite Dia 14/04 Com/ Gabriel Emanuel, Carlos Palma e Oswaldo Mendes Gabriel Emanuel Advogado, poeta e dramaturgo canadense, é autor de importantes peças como Einstein (em cartaz há mais de 14 anos no Brasil), O Golem de Praga (premiada no Festival de Teatro Infantil de Haifa) e Crianças da Noite. É fundador da Nephest Theater Company, companhia judaica de teatro profissional. Carlos Palma Ator, diretor e cenógrafo formado pela EAD-USP em 1981. Desde 1974, atua como ilustrador, cenógrafo e diretor de arte. Em 1998, inspirado pelo espetáculo Einstein, fundou o Núcleo Arte Ciência no Palco. Oswaldo Mendes Ator, diretor e autor de teatro, formado em 1971 pela EAD-USP. Como jornalista, trabalhou em diversos jornais em São Paulo. É autor de livros sobre Getúlio Vargas, Ademar Guerra e Plínio Marcos. Com o Núcleo Arte Ciência no Palco, já trabalhou em nove peças

Foto/ João Caldas

Data/ 14/04 / Horário/ Logo após o espetáculo que se inicia às 19h / Idade/ a partir de 16 anos Local/ Teatro / Capacidade/ 296 pessoas Duração/ 60 minutos

Formando Corpos, Olhares, Plateias Dia 19/04 Com/ Ferdinando Martins, Lara Pinheiros Ferdinando Martins Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) na área de Arte, Comunicação e Sociedade e Vice-Diretor do Teatro da USP (TUSP), possui mestrado e doutorado em Sociologia pela USP. Lara Pinheiro Diretora Artística do Balé da Cidade de São Paulo (BCSP), é Mestre em comunicação e semiótica pela PUC-SP. Bailarina e coreógrafa, em 2009 foi convidada para o cargo de assessora de dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Foto/ Divulgação

Data/ 19/04 / Horário/ 20h30 Idade/ a partir de 18 anos / Local/ Cafeteria Capacidade/ 80 pessoas / Duração/ 90 minutos

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Corpos sem Fronteiras Dia 22/04 Com/ Márika Gidali, Eliana Carneiro Márika Gidali Coreógrafa e bailarina, um dos nomes mais importantes da dança brasileira moderna, fundadora do Balé Stagium, começou sua carreira nos anos 50. Sempre transitou com igual talento entre a dança, o teatro e a tv. Eliana Carneiro Dançarina, atriz, contadora de histórias, arte-educadora, ilustradora e videomaker. Seus primeiros solos de dança, nos anos 1980, valeram-lhe dois prêmios da APCA de Melhor Espetáculo de Dança e uma indicação ao Prêmio Shell na categoria de Melhor Atriz S.P

Foto/ Arnaldo J. G. Torres

Data/ 22/04 / Horário/ 18h / Idade/ Livre Local/ Auditório / Capacidade/ 80 pessoas Duração/ 120 minutos

O Real e o Palco Dia 28/04 Com/ Newton Moreno, Vivi Tellas Newton Moreno Doutor em Artes Cênicas pela USP, fez parte da equipe de docentes da Escola Livre de Teatro de Santo André e da SP Escola de Teatro. Entre seus trabalhos premiados estão Agreste, que é uma adaptação teatral do livro Assombrações do Recife Velho de Gilberto Freyre, As centenárias e Memória da Cana. Vivi Tellas Diretora de teatro argentina. Tendo participado de apresentações de Európera V, de John Cage, e de uma montagem pouco convencional de A Casa de Bernarda Alba, de Lorca, Vivi já foi também professora visitante da NYU. Realizou workshops em Londres, Dublin, Barcelona e São Paulo. É a criadora do Biodrama, um projeto revolucionário de encenação de biografias.

Foto/ Divulgação

Data/ 28/04 / Horário/ 18h / Idade/ Livre Local/ 2º Andar / Capacidade/ 25 pessoas Duração/ 120 minutos

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“Quando eu voltar a ser criança”, e outros textos de Janusz Korczak Dia 15/04 Com/ Ana Luísa Lacombe e Mauro Medeiros O pedagogo polonês Janusz Korczak é um dos pioneiros dos direitos da criança. Neste Sipurim, ele será homenageado com uma “contação” alimentada por leituras de algumas de suas obras mais importantes, tais como Rei Mateusinho I e Quando Eu Voltar a Ser Criança. Vamos conhecer mais sobre a vida e a obra de um homem que amou e respeitou profundamente os pequenos! Data/ 15/04 Horário/ 11h Idade/ a partir de 4 anos Local/ Auditório Capacidade/ 60 crianças e 40 adultos Duração/ 90 minutos

Foto/ Divulgação

Jogos Teatrais Dia 15/04 Com/ Vivian Vineyard Essa é para aqueles que querem perder de vez a timidez ou que sonham com o caminho mais curto para os palcos! Em uma hora e quinze minutos, Vivian Vineyard oferece a possibilidade de praticar diversos jogos teatrais, estimulando assim o trabalho em equipe e a capacidade de improvisação dos participantes. Data/ 15/04 Horário/ 16h Idade/ a partir de 12 anos Local/ Auditório Capacidade/ 40 pessoas Duração/ 75 minutos Foto/ Divulgação

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Figurinos Fantásticos! Dia 21/04 Com/ Daniel Warren e Equipe Click Oficina Nessa Click Oficina nós vamos entrar na onda da Mostra Palcos do Centro da Cultura Judaica e aprender a compor figurinos para os mais fantásticos personagens! Já pensou em criar a roupa para um novíssimo super-herói que você mesmo inventou? Ou então compor um visual original para aquele personagem que você adora? Venha se divertir e aprender a vestir-se de maneira criativa! Data/ 21/04 Horário/ 16h Idade/ a partir de 7 anos Local/ Cafeteria Capacidade/ 30 crianças Duração/ 60 minutos

Foto/ Divulgação

Brincando de Teatro: jogos dramáticos para crianças Dia 29/04 Com/ Natasha Curuci Por meio de jogos e brincadeiras, os participantes dessa oficina experimentarão a linguagem do teatro e algumas de suas principais características, ao serem estimulados a movimentar o corpo de forma expressiva, criativa e sempre lúdica! Assim, eles experimentarão o que de mais estimulante a “brincadeira do teatro” possibilita: o uso do corpo, da voz e da imaginação para a construção em grupo de uma nova história! Data/ 29/04 Horário/ 16h Idade/ a partir de 7 anos Local/ Auditório Capacidade/ 30 crianças Duração/ 60 minutos

Foto/ Divulgação

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PALCOS 2a mostra de artes cênicas

de 12 a 29 de abril

* Após o espetáculo, haverá debate com Gabriel Emanuel, autor do espetáculo “Crianças da Noite”.

** Apresentação no Teatro Paulo Autran SESC PINHEIROS

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sipurim | 11h00

Homenagem a Jacó

quando eu voltar

Guinsburg e Anatol

a ser criança

Rosenfeld | 20h00

oficina | 16h00 jogos teatrais espetáculo* | 18h00 crianças da noite

22 *** Apresentação na Oficina Cultural Oswald de Andrade

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DEBATE | 18h00

ESPETáculo | 21h00

O Corpo e as

o rabino e seu filho

Fronteiras eNCONTRO | 18h00 Corpos sem fronteiras

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abertura | 20h30

espetáculo | 20h30

leitura | 18h00

crianças da noite

crianças da noite

nova jerusalém espetáculo* | 19h00 crianças da noite

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performance | 20h00

espetáculo | 21h00

espetáculo | 21h00

oficina | 16h00

Invenções

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Figurinos Fantásticos

eNCONTRO | 20h30

espetáculo | 18h00

Formando Corpos,

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Olhares e Plateia

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performance | 20h00

ESPETáculo | 21h00

oficina | 21h00

DEBATE | 18h00

Pequeno RAPPening

o rabino e seu filho

Fragmentos

O Real e a Cena

para Cole Porter ESPETáculo | 21h00 o rabino e seu filho

Cênicos do Projeto Bom Retiro***

performance | 20h00 4 Impro – Relâmpagos sobre as Pedras de Jerusalém performance | 21h00 Imagens do sagrado Blima

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Agradecimentos Gabriel Emmanuel, Tal Haddad, Marcos Gallon, Helmut Batista, Marina Sendacz, Nochem Skitnevsk, Amanda Cauby Meyer, Ignacio Liprandi, Claudia Andujar, Jorge Schwartz, Alberto Dines, rabino Henry Sobel, Evay Alterman Blay, Tatiana Belinky, Suely Rolnik, Raquel Rolnik, Renato Mezan, Miriam Chneiderman, rabino Samy Pinto, rabino Adrián Gottfried, rabino Motel Malovani, rabino Joseph Yossi, Artos, Ivone Martins, Gita Guinsburg, Joca Terron, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Valdir Rivaben, Silvana Garcia.

Centro da Cultura Judaica Mantenedores Esmeralda/ Itaú, Suzano • Rubi/ Siemens • Platina/ Banco Bradesco, Banco BNP Paribas, IBM, Safra, Sanofi-Aventis, White Martins, Votorantim Ouro/ Banco Daycoval, Banco Rendimento, Coteminas, Inova Investimentos Prata/ Adesi, Andritz, Art de Vie, Atlas Schindler, Climapress, Daler Com. Util. Ltda, David Erlich, Estel, Elgin, Frederic Micahel Litto, Fortunee de Picciotto, Família Ruhman, Guimar Engenharia, Gustavo Halbreich, Henri Philippe Reichstul, Inpal, Isapa, Jayme Bobrow, Jorge Feffer, Julio Simões, Katy Borger, KSH-CRA Conestoga-Rovers, KSH-CRA Engenharia, Mario Fleck, Meyer Nigri, Raul Meyer, Renato Ochman, Roberto Feder, Saul Olimpico Libman, Springer Carrier, William Lohn

Conselho de Administração Presidente de Honra/ Fernando Henrique Cardoso Presidente Emérito e do Conselho Consultivo/ David Feffer Presidente do Conselho Administrativo/ Nilton Serson Conselho Administrativo/ Eduardo Trajber Waisbish, Fanny Terepins, Flavio Bitelman, Gabriela Moritz, Katy Borger, Mario Adler, Paulo Netter, Raul Meyer, Roberto Faldini

Colaboradores Superintendência Executiva/ Yael Steiner Assistente/ Raquel Taus Administração e Financeiro/ Adriane de Oliveira, Leonardo Soares, Felix Uri Szuster e Jacques Braz da Silva Programação/ Benjamin Seroussi Assistente/ Fabio Zuker Ação educativa Cursos/ Cecilia Ben David Michella Pereira de Andrade, Valéria Novaes Macabelli Ação educativa Mediação Cultural/ Felipe Paros, Diana Vaz, Cadu Valadão, Ana Luiza Morel Raatz e Bruna Benitez Produção/ Elaine Vieira, Roseli Vaz, Vivian Vineyard Projetos e Patrocínios/ Claudia Fichel, Daniela Ragasso Comunicação/ Martine Birnbaum, Luiz Sztutman, Rodolfo Melo Tales Palmiero Programa “Ajuda alimentando”/ Patricia Kopieczyk Manutenção/ Francisco Godoy, Alessandro de Souza Diniz José Ferreira de Mattos Segurança/ Sergio Iavelberg Recepção/ Maria Francidalva de A. Xavier e Joelma Marcelino Augusto

Patrocínio Ação Educativa/

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Apoio Ação Educativa/


Realização/

Rua Oscar Freire, 2500 Tel. (11) 3065-4333 | Fax. (11) 3065-4355 e-mail: culturajudaica@culturajudaica.org.br


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