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repórterdomarão do Tâmega e Sousa ao Nordeste

Nº 1237 | Quinzenário | Assinatura Nac. 40€ | Ano 26 | Diretor: Jorge Sousa | | Edição:Tâmegapress | Redação: Marco de Canaveses | 910 536 928 * Esta edição foi escrita ao abrigo do novo acordo ortográfico *

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Região Norte despede-se do papa Rádio 'sobre rodas' é nova aposta

NFM está a formar rede nacional

Capacidade esgotada

Escola de Agricultura precisa de espaço

Melchior Moreira

Porto e Norte cresce com turismo interno


Bento XVI no Vale do Douro e no Porto

O Papa Bento XVI, que está desde 11 de maio de visita a Portugal, irá sobrevoar o Vale do Douro de helicóptero na sexta feira, aquando da sua passagem pela região norte do país, podendo então conhecer a paisagem onde foi cultivado o vinho do Porto ‘Coleção de Família’ que lhe foi recentemente oferecido. “Quando sobrevoar o Douro, Bento XVI poderá apreciar uma paisagem considerada uma das maravilhas naturais do mundo e que agora concorre a Maravilha Natural de Portugal”, refere a Entidade Regional Turismo do Douro. O papa foi recentemente agraciado com duas garrafas de vinho do Porto ‘Coleção de Família’: “A mais exclusiva categoria de vinho do Porto e a mais valiosa para os seus apreciadores”.

| Missa papal sexta feira no Porto | O papa chegará ao Porto na manhã de sexta feira, 14 de maio, de helicóptero a um local simbólico para a Igreja Católica: a Serra do Pilar, escolhida em 1358 pelos cónegos da Ordem de Santo Agostinho para iniciar um processo de evangelização. O papa Bento XVI vai fazer dois trajetos no papamóvel no Porto, sendo um dos percursos, entre a Avenida dos Aliados e o Aeroporto Sá Carneiro, de 18 quilómetros. Bento XVI chegará à Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, às 09:50, de onde partirá de papamóvel para a Avenida dos Aliados, no Porto. O final da visita ao Porto e também a Portugal está marcado para as 13:00, percorrendo Bento XVI em papamóvel 18 quilómetros entre a Avenida dos Aliados e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

| Papa está em Portugal desde terça feira | Fotos Lusa

À chegada a Portugal, o papa Bento XVI referiu o centenário da República no livro de honra da residência oficial da Presidência, considerando que Portugal é um "país rico em humanidade e cristianismo". "Nos cem anos da República, as minhas felicitações e a minha bênção a Portugal inteiro, país rico em humanidade e cristianismo", assinou Bento XVI na visita que fez terça feira ao Palácio de Belém. Ainda no avião em direção a Portugal, o papa disse que a crise financeira mundial revela que o mercado financeiro precisa de uma maior regulação, considerando que o pragmatismo económico está a ignorar a realidade. Para Bento XVI, o pragmatismo económico "ignora a realidade do homem na sua dimensão ética". Bento XVI disse ainda a crise económica a todos afeta não podendo a igreja, "muitas vezes tão individualista", ignorar esta realidade. O papa também defendeu que a "maior perseguição à Igreja" não vem de "inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja". O papa falou igualmente com os jornalistas sobre os casos de pedofilia que têm abalado a Igreja Católica em todo o mundo. "A Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão", disse Bento XVI, que se referiu também à "necessidade da justiça" neste processo. O papa Bento XVI está em Portugal para uma estadia de quatro dias, visitando Lisboa, Fátima e Porto, implicando a maior operação de segurança de sempre em meios envolvidos. A primeira viagem de Bento XVI a Portugal assinala os dez anos da beatificação de Francisco e Jacinta Marto, considerados pela Igreja Católica os videntes de Fátima.

 Santiagu A capa desta edição é um trabalho de António Santos, especialmente executado para a visita do papa a Portugal


A visita de Bento XVI

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deslocação ao nosso país do Papa Bento XVI durante a corrente semana não deixa ninguém indiferente, independentemente da fé e do credo religioso de cada um. Bento XVI lidera uma das religiões com mais fiéis em todo o mundo e isso basta para que as palavras que proferir tenham repercussão à escala global. Fui educado nos princípios da fé católica, mas o tempo decorrido e as leituras e reflexões que a vida nos proporciona fizeram com que o meu espírito racional conviva menos bem com os dogmas da religião. Ainda assim, não é difícil compreender o papel fulcral que a Igreja teve ao longo dos séculos no nosso país e a acção meritória que continua a desempenhar, designadamente na área social. A visita de Bento XVI deve ser uma oportunidade para a sociedade em geral reflectir sobre o papel da Igreja e dos seus ministros, num período tão conturbado como aquele que vivemos. A Igreja é uma organização com um longo caminho percorrido, que já enfrentou inúmeras crises, mas que sempre sobreviveu. E assim continuará, mesmo perante os apelos da sociedade consumista do séc. XXI, a manifesta crise de vocações, as questões do celibato e da ordenação das mulheres e os escândalos da pedofilia e dos dinheiros do Vaticano. Contudo, creio que a Igreja não pode fechar-se sobre si e pensar que o ruído que a rodeia não a importunará. A sociedade dos nossos dias está habituada a tudo questionar e a levar até ao fim os seus anseios de justiça. E para o cidadão comum os crimes cometidos no interior da Igreja não podem ser encarados de forma mais benevolente. A forma como muitos responsáveis da Igreja lidaram ao longo dos anos com os crimes de pedofilia, silenciando, ocultando, não expondo os agressores aos cuidados da justiça comum, demonstra uma visão ultrapassada, que hoje não é admissível. A protecção da Igreja não pode ser feita à custa do sacrifício das vítimas indefesas. Bento XVI percebeu isso e não teve pejo em vir a público pedir desculpas às vítimas dos crimes de abusos sexuais, assumindo culpas, pedindo perdão e afastando os membros da Igreja que cometeram esses crimes. Fez aquilo que devia, muito embora ainda estejamos longe, a meu ver, de conhecer a verdadeira dimensão dos crimes cometidos. Joseph Ratzinger tem há muitos anos um papel central na estrutura do Vaticano, nomeadamente à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, produzindo relevante reflexão teológica e filosófica. Académico, estudioso, mais reservado, o Papa Bento XVI tem um perfil substantivamente diferente de João Paulo II, um comunicador por excelência, e essas diferenças marcaram o início do seu pontificado. A visita a Portugal dar-nos-á a conhecer melhor o líder da Igreja, ligado ao nosso país desde logo por ter auxiliado João Paulo II no processo de revelação do terceiro segredo de Fátima. Espero sobretudo que as suas intervenções levem uma mensagem de humanismo fraterno aos portugueses, num momento em que muitos deles vivem momentos de enorme dificuldade. As visitas a Lisboa e ao Porto congregarão por certo muitos milhares de pessoas, mas será em Fátima que a visita de Bento XVI conhecerá o seu ponto alto. Fátima que é precisamente um eixo central da Igreja Católica em Portugal, pese embora o distanciamento com que muitos dos altos dignitários da Igreja olham para esse “fenómeno”. Por mim, confesso que, mais do que enaltecer Fátima, prefiro sublinhar a acção levada a cabo todos os dias pelas estruturas mais modestas da Igreja no apoio aos cidadãos indefesos e desfavorecidos. Não dá para grandes holofotes, mas cumpre um dos desígnios mais nobres da Igreja.

José Carlos Pereira


Entrevista a João Vinhas | Autocarro transformado

Rádio NFM cresce C

omeçou há um ano com uma frequência quase moribunda (89.2, desde Amarante) mas rapidamente se destacou pelo profissionalismo e inovação que coloca nas suas emissões. É a NFM, "a rádio que toca" no Tâmega e parte do litoral norte, mas também no Alentejo, no Ribatejo, no Algarve e daqui a poucos dias também no Oeste. Promete não ficar por aqui. O desenvolvimento de uma cadeia radiofónica de norte para sul e o conceito da "rádio ao vivo", que inclui uma estação de rádio móvel montada num autocarro de dois pisos, são apostas a concretizar ainda este ano.

Administrador e diretor da Rádio NFM, João Vinhas, 38 anos, diz ter um propósito para o meio de comunicação social que dirige: “a minha ideia é fazer rádio sempre ao vivo". "[Queria] Ter uma estação que estivesse todos os dias na rua, que fizesse emissões ao vivo, diariamente,

daqui e dali”, confessa à nossa reportagem. Para “ser diferente daquilo que existe. Hoje as estações de rádio são muito feitas a partir do estúdio, dentro de quatro paredes”, justifica. A ideia de Vinhas está quase a concretizar-se. O autocarro foi adquirido na Alemanha e vai de imediato para a adaptação. A compra do autocarro será “o grande investimento, para além da aquisição de outras estações”, disse ao Repórter do Marão João Vinhas, administrador da NFM Global, empresa com sede em Gandra, Paredes, e que gere três áreas de negócio: estações de rádio, som ambiente e publicidade móvel. A Rádio NFM tem desde há um ano um estúdio móvel – novidade absoluta entre as estações do país e que lhe permite emitir de qualquer local com tecnologia 3G – mas vai avançar para uma autêntica estação móvel. O investimento no autocarro e na sua transformação, uma "estação de rádio sobre rodas", poderá cus-

tar entre 150 a 200 mil euros, adiantou aquele administrador ao RM. Terá dois pisos, “no de cima serão instalados os estúdios e uma pequena redação e em baixo uma receção. Queremos montar toda a estrutura para que seja uma estação de rádio completa". A transformação do veículo começará em breve e se tudo correr como planeado, até ao fim do verão a "NFM sobre rodas" será uma realidade.

| Emissão para descontrair | Vinhas classifica a NFM como “uma estação generalista, trauteável, que ajuda as pessoas a descontrair". "Procuramos que a música seja positiva e sempre muito dinâmica. Em termos de conteúdos informativos, a nossa aposta é nas diversas regiões onde estamos presentes. Queremos que a rádio tenha sempre muita informação regional. Vamos continuar a ter sempre essa característica. Desejamos que isso nos diferencie das


em estúdio vai gerar conceito de "rádio ao vivo"

de norte para sul Paula Costa e Jorge Sousa | pcosta.tamegapress@gmail.com | Fotos J.S. outras estações de rádio nacionais. Em todas as regiões para onde vamos queremos sempre dar muita atenção à região”, garante. Até porque, diz, “a proximidade à região cria afinidade das pessoas com a rádio”. E a implantação da rádio faz-se por aí, garante: “A NFM já começa a ser conhecida e acho que não foi graças às emissões que fizemos dos estúdios. Foi mais graças às emissões que andámos a fazer na rua. Se as pessoas não nos virem na rua, é mais uma rádio”.

| Uma rádio por distrito| A Rádio NFM comprou recentemente uma estação em Ponte de Sor, distrito de Portalegre, e outra no concelho de Aljezur, no Algarve. A 1 de junho deverá entrar em funcionamento a NFM Oeste. “Em breve vamos cobrir o centro”, anuncia João Vinhas. “A rádio que nós adquirimos [em Ponte de Sor] dava apenas atenção àquele concelho mas agora alargamos essa cobertura a uma vasta área do Alentejo. Temos instalações lá e vamos mantêlas. E temos um jornalista para cobrir a informação regional, coisa que a antiga empresa da rádio não tinha”. A rádio de Ponte de Sor possuía duas frequências que cobrem as regiões do Alentejo e Ribatejo. “Há já um acordo estabelecido para a compra de uma rádio no oeste. Presumimos que

até ao 1 de junho esteja no ar. Neste momento há outras negociações em curso para a zona centro do país. Estamos compradores. Para fazermos a ponte entre o Alentejo e o Algarve precisamos de mais uma frequência apenas”, contou ao RM. “Algumas frequências, é o caso do Alentejo e do Algarve, vão justificar ter estrutura. No caso do Alentejo ficámos com as instalações da antiga rádio, que eram muito boas, e que estamos a adaptar à nossa realidade, contratámos um jornalista que vai trabalhar a tempo inteiro para a rádio”. O mesmo vai acontecer no Algarve e Oeste. “A ideia é termos pelo menos uma estação por distrito. A norte, para cobrirmos o Porto, vamos ter mais do que uma. A NFM cobre o Porto, mas com falhas, temos essa noção”. Comprar mais rádios vai depender “de como o negócio evoluir". "A rapidez com que tínhamos desenhado isto nem era esta. Começámos a trabalhar à procura de novas frequências no início de março”, lembra. João Vinhas salienta o que considera “uma particularidade". "Somos hoje a única rádio do país que transmite de norte para sul. Já estamos a fazer história, isso nunca aconteceu”. O futuro da rádio, na perspectiva do diretor da NFM, “há-de ser companhia, entretenimento e informação. E aí não vejo nenhum outro meio tão eficaz quanto a rádio. A rádio vai sempre existir".

Som ambiente e publicidade móvel A NFM Global, uma sociedade por quotas (detida por João Vinhas e Júlia Amorim), gere três áreas de negócio – rádio, som ambiente e publicidade móvel e o seu volume de negócios atingiu nove milhões de euros em 2009. A empresa dá trabalho a mais de uma centena de pessoas, contabilizando funcionários e colaboradores. Entre as 73 viaturas que são propriedade da empresa, está a frota uniformizada que é usada para a publicidade móvel. “Fizemos uma aposta na publicidade móvel e no som ambiente, que ninguém fazia. Hoje já existem algumas empresas a desenvolver este tipo de atividade no país. Não têm é o número de pontos instalados que nós temos. Somos o maior operador nacional com cerca de 3 800 pontos instalados em Portugal, Espanha e Brasil”, produzindo som ambiente para grandes superfícies, centros comerciais ou pequenas lojas. “Cada hipermercado Modelo, cada shopping Sonae ou Vivaci é como se fosse uma estação de rádio diferente em cada local. Produzimos sistemas de som que são autênticas rádios que depois gerimos remotamente. Sempre em regime de aluguer, instalamos um equipamento que depois gere o som”, refere. João Vinhas diz que “há um know-how de rádio que se manteve e a estrutura foi sempre ligada à área rádio. Produzíamos spots que passavam em rádios. Nunca perdemos essa ligação” que se iniciou com a

compra, no início dos anos 90, de uma estação de rádio que existia em Gondomar chamada Rádio Prisma.

Negócio cresce também em Espanha João Vinhas faz uma análise ao negócio: “Estamos a crescer. Todos os dias montamos novos sistemas em Espanha e em Portugal”. "Em Espanha já instalamos para cima de uma centena de sistemas de som e até conseguimos clientes de topo. Quem tinha maior número de lojas tornou-se nosso cliente e foi simples crescer. O mesmo acabou por acontecer na área da publicidade móvel. Quando começámos com este negócio em Portugal já existia um ou outro operador nesta área. Nós montámos muitas viaturas, uniformizamos a imagem e dinamizamos o negócio”, acrescenta. Em Espanha também ficou para a história a entrada na campanha eleitoral da Galiza de 2005 e 2009. E em Portugal, as viaturas da NFM Global já "transportaram" alguns candidatos, sobretudo nas eleições autárquicas. Marcas dos grupos Sonae, Vivaci, Jerónimo Martins, CTT, Ikea, E. Leclerc, e vários partidos políticos também fazem parte da sua lista de clientes.

89.2 Norte 94.8 Oeste 105.6 Ribatejo

96.0 Alentejo 102.9 Algarve


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repórterdomarão

O Douro nos degraus do tempo  António Barreto e Joana Pontes resgatam as idiossincrasias

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á os rostos queimados pelo sol sem dó nem piedade, as mãos sujas e calejadas, a robustez de carácter que desafia as estações do ano e faz nascer o néctar das encostas durienses. É esse o olhar que o documentário “As Horas do Douro” oferece. Concebido como os antigos Livros das Horas, típicos da Idade Média, o documentário brota de “uma observação muito cuidada” da paisagem e das gentes. “Há saibradores antigos que falam da dificuldade e do enorme esforço de construir esta região. Percebemos bem que o Douro é muito diferente de outras regiões do mundo e que deve manter essa diferença”, conta Joana Pontes. A ação gira em torno do ciclo de produção do vinho ou não fosse ele o pêndulo da vida duriense. “Há muitas décadas que o vinho marca a hora, o dia, a vida. As obras do Douro são marcadas pelo relógio do vinho”, frisa António Barreto. O seu livro “Douro”, escrito em 1993, foi o ponto de partida. “Não havia outra maneira de começar se não por aquilo que já sabíamos ou que tínhamos escrito ou lido.” Discutido a duas vozes, o guião procura contar a história do Douro. “A ideia surgiu a meio das filmagens do documentário “Portugal – um retrato social”, que fizemos para a RTP e foi a Joana que me propôs.” Partindo das imagens dos livros onde os proprietários das quintas iam registando as fases do ciclo produtivo, “As Horas do Douro” inclui relatos de produtores portugueses e ingleses sobre a história das suas famílias, de pequenos lavradores que falam do tempo, avaliam o grau de maturação das uvas e criti-

cam as cooperativas, de vindimadores que lamentam não se ouvir “o estalo da poda” porque agora as tesouras são de plástico e não de metal, de enólogos a explicar a fermentação e a evolução na pisa das uvas. São ainda exibidas as mesmas paisagens fustigadas pela chuva, neve e sol para que se note como a Natureza muda e como a vida dos durienses se organiza em função dessa ampulheta. Durante hora e meia, há tempo para espreitar a construção dos muros de xisto, os trabalhos de preparação da vinha (poda, enxertia, sulfato e “enrolar” das videiras), a vindima, as provas de vinho, a arte da tanoaria, bem como as imagens de arquivo a lembrar as lides da comercialização.

| Predisposição, paciência e memória excecionais | Do primeiro dia de filmagens recordam ter sido “muito cansativo”, porque “trabalhámos muitas horas por dia”, conta a realizadora. As incursões ao Douro aconteceram umas 10 vezes para registar todos os momentos da produção, mas foi a disponibilidade e o respeito das pessoas pelo trabalho que regista com mais apreço. “Toda a gente que nos recebeu e a quem pedimos para nos esclarecer um ou outro ponto foi extraordinariamente disponível e respeitou o nosso ritmo, que é complicado.” Na rodagem, surgiram dúvidas que foram prontamente dissipadas com “imensa paciência” e a aliança entre a tradição e a tecnologia no cultivo deixou António Barreto “positiva-

mente surpreendido”. “Já são muitas dezenas e centenas de produtores, e não só são os grandes e os ricos, que estão muito atentos às aquisições da investigação científica”, constata o sociólogo. As conversas com os protagonistas aconteceram no meio dos vinhedos, nos lagares, no sossego e recato de alguns lares, porque o segredo para captar “o espírito deste lugar” reside na “nossa disponibilidade para estar, ver, sentir e perceber”, refere a realizadora. A memória “extraordinária” das pessoas acabou por ser fulcral. “Existe uma fortíssima presença da memória nas casas, nos livros de visitas, nas fotografias e naquilo que as pessoas conseguem contar”, salienta. Profícuo também foi o cruzamento do olhar de António Barreto, um filho da terra, e de Joana Pontes, com raízes transmontanas. “É um diálogo muito complementar. O António tem uma maneira de sentir o Douro por ter nascido cá, mas eu já cá tinha vindo passar muitas férias, e conhecia relativamente bem. Comecei a interessar-me pela história do Douro e depois é uma coisa que se entranha na pele”, sintetiza a realizadora. Patrícia Posse

Produzido pela Filmes do Tejo e com um orçamento de 260 mil euros, o documentário será transmitido na televisão (RTP) mas não está ainda garantida a sua exibição comercial. Filmado ao longo de 54 dias, entre Março de 2008 e Janeiro de 2009, na região do Douro, Porto e Vila Nova de Gaia, o documentário de António Barreto e Joana Pontes foi exibido, em antestreia, no Museu do Douro, a 8 de Maio.


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Associação Empresarial do Marco homenageou mais de meia centena de associados A Associação Empresarial do Marco de Canaveses (AE Marco) homenageou mais de meia centena de associados, iniciativa que teve lugar durante a primeira edição da gala do associado. Foram distinguidos 55 associados em diversas categorias: antiguidade, espírito de iniciativa (PME Líder e PME Excelência), formação “Certificação das 14 PME’s formandas da Academia de PME”, e ainda nas categorias de responsabilidade ambiental e responsabilidade social.​Os colaboradores da AEMarco também foram distinguidos na categoria profissionalismo e dedicação. ​Na gala, que a AEMarco considerou ter decorrido “de forma muito positiva”, estiveram presentes cerca de 200 pessoas, entre associados e convidados. Associaram-se ao evento o delegado regional do Norte do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Avelino Leite, o presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Manuel Moreira, o presidente da Assembleia Municipal, António Coutinho e a vereadora Gorete Monteiro. O Instituto de Emprego e Formação Profissional  e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação e a Associação Industrial de Portugal estiveram também representados na gala, bem como as associações empresariais de Baião, Gondomar, Amarante, Felgueiras e Braga, além de algumas juntas de freguesia do concelho. No desenvolvimento da sua atividade junto dos associados, a AEMarco “privilegia a responsabilidade, a autonomia e o desenvolvimento de competências”. Por isso, no âmbito de desenvolvimento de saberes, a associação “está a dar continuidade na aposta anteriormente feita na formação profissional e nas mais variadas atividades, nomeadamente nas áreas administrativa, de contabilidade, de projetos, jurídica, de eventos e no Gabinete de Inserção Profissional (GIP)”. Nesse sentido, abriu recentemente o Centro de Formação AEMarco, orientado para o desenvolvimento de novas competências. "A AEMarco, tem valores muito determinados, nomeadamente a responsabilidade, o rigor, a eficácia, a modernidade, a solidariedade e respeito pelo associado. Por esse motivo realizou este evento direcionado ao associado”, sustentou. ​A homenagem aos associados começou com uma eucaristia celebrada pelo padre Manuel Fernando, que “fez votos de crescimento sustentado e que seja feita a justiça social, para que esta seja uma sociedade ainda mais justa e verdadeira”. Na cerimónia religiosa foram recordados todos os associados e dirigentes que já faleceram. ​O presidente da AEMarco, Antero Jorge Borges, agradeceu “a todos os que participaram no evento e o tornaram único”, fazendo votos para que a associação “seja uma âncora de apoio e de esperança para os desafios que o presente e o futuro trazem a cada indivíduo e empresário. Para que as empresas cresçam, desenvolvam e produzam é necessário know-how, tecnologias, bons produtos, qualidade dos mesmos e do atendimento, diferenciação e inovação, mas todos estes ingredientes crescem, multiplicam-se e dão sementes se tiverem boas pessoas a trabalhar a gerir e a criar riqueza pessoal e empresarial”, referiu o presidente da direção da AEMarco.

Obras retomadas no túnel do Marão Depois de seis meses suspensa devido a uma providência cautelar interposta pela empresa Água do Marão, a escavação do maior túnel rodoviário da Península Ibérica, com 5,6 quilómetros, foi retomada na semana passada, mas a obra continua a contar com a oposição da empresa das águas. Depois de ter imposto duas providências cautelares contra a Auto-Estrada do Marão, o proprietário da Água do Marão, António Pereira acusa a concessionária de estar a violar o imposto pelo TCAN e ameaçou apresentar uma queixa-crime e fazer uma denúncia ao Ministério Público. Em declarações à Agência Lusa, António Pereira disse que "não estão cumpridas e reunidas as condições para reiniciar a obra", nomeadamente a nível da monitorização das captações de água e do acompanhamento de explosivos, situação que a empresa visada nega. O presidente do conselho de administração da Auto-Estrada do Marão, Francisco Silva, afirmou que a concessionária "está a cumprir o estabelecido para o reinício das obras". "De acordo com o TCAN as obras podiam ser reiniciadas de imediato, ao mesmo tempo que eram nomeadas as comissões e era dado cumprimento às condições prévias que estavam definidas no acordo que saiu antes", salientou. Referiu ainda que foi constituída a comissão de acompanhamento da monitorização e está identificado o perito de explosivos. Na semana passada, uma comitiva do Governo, presidida pelo primeiro ministro fez questão de assinalar o recomeço dos trabalhos, inseridos na autoestrada que vai ligar Vila Real a Amarante, ao longo de 30 quilómetros. Apesar do Tribunal Central Administrativo do Norte (TCAN) ter levantado o embargo à obra, o processo continua a ser julgado no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel (TAF). "O túnel terá que respeitar as decisões das entidades competentes. Teremos que acatar essas decisões, mas o túnel necessariamente terá que ser uma realidade", afirmou o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. O governante disse ainda não colocar a hipótese de a decisão do tribunal ser contrária à obra, porque "o que está em causa é verdadeiramente o interesse público". Paulo Campos considerou todo o processo como "anormal", visto que nunca tinha acontecido uma situação idêntica numa obra desta natureza. O importante, para o secretário de Estado, é o regresso ao trabalho de 400 trabalhadores. A construção do túnel vai avançar oito metros por dia nas quatro frentes de obra, disse o concessionária da obra.

Javier Martinez Cañavate, diretor geral da concessionária Auto-Estradas do Marão, explicou que a escavação está a ser feita através do método austríaco, que consiste em aproveitar o próprio maciço da rocha para fazer o túnel.

| Atraso de mais de seis meses | Através de uma máquina de grandes dimensões e com três braços, denominada "Jumbo", são feitas mais de cem perfurações onde são colocados os explosivos que, depois de rebentados, fazem com que a rocha fique automaticamente com a forma do túnel. Segundo o responsável, para aumentar a segurança são colocadas barras de aço de cinco metros na rocha que é ainda revestida com betão projetado, para ajudar a manter a forma e conter os blocos que possam ficar soltos. Javier Cañavate referiu que, em cada ciclo de avanço (perfuração, explosivos, retirar escombros e betonagem) se avança quatro metros no túnel. São feitos dois ciclos o que, segundo o responsável, faz com que a obra avance oito metros por dia em cada uma das quatro frentes (duas bocas de túnel na parte nascente e mais duas na poente). Por dia são ainda retirados 800 metros cúbicos de rocha de cada uma das frentes de obra. Depois da escavação, é preciso impermeabilizar o perímetro do túnel, montar armaduras e adicionar betão moldado, um revestimento secundário que serve para dar mais um grau de segurança, para deixar uma superfície regular, melhorar a visibilidade e a circulação de ar. Javier Cañavate destacou ainda a instalação dos equipamentos de segurança como a ventilação, deteção de incêndios, medidores de qualidade do ar, câmaras de deteção automática de acidentes, postes SOS, painéis de mensagem variáveis, semáforos e iluminação. Dos 5,6 quilómetros de cumprimento que vai ter o túnel, foram escavados até ao momento cerca de mil. Além do túnel, também a obra de alargamento do primeiro troço entre Amarante e o início do troço portajado regista um forte atraso (mais de seis meses, segundo algumas fontes), situação que se agravou devido à queda do viaduto em Cepelos, acidente em que morreu um automobilista e ficaram feridos alguns trabalhadores. As obras no final da A4 ainda não foram retomadas. Também o ritmo de trabalhos nas frentes de obra de Amarante parece ter abrandado desde janeiro e será improvável que o primeiro troço da obra abra ao trânsito ainda em 2010, como estava previsto no contrato de concessão.


RIOS, MONTANHAS E VALES Os rios e as montanhas são as telas deste território onde a história deixou a sua impressão digital, constituindo, esta interactividade entre a Natureza e o Homem, a rede regional das "Paisagens Milenares". O Douro e o Tâmega, que se encontram em Entre-os-Rios (freguesia de Eja) são os elementos, de natureza física, agregadores deste espaço, o primeiro, conferindolhe notoriedade mundial, o segundo reforçando a identidade regional. O Douro é o mais jovem dos rios de Portugal, quer pelas suas vertentes abruptas, jovem pelo encaixe de 70 metros que apresenta quase junto à foz, antes da construção das barragens. Com cerca de 850 km de extensão, o Douro drena uma bacia hidrográfica, a maior da Península, de 97.000 km2 dos quais 18.559 pertencem ao território português. … Apertado entre as serras de Montedeiras - Marão e Montemuro, o rio produziu profundo sulco onde as diferentes oscilações do seu nível de base ficaram relativamente mal marcadas. Um aspecto notável deste troço do Douro é o que acontece na Pala, com esplendoroso espelho de água, qual lago aonde aflui o rio Bestança.

Cooperativa de Formação, Educação e Desenvolvimento do Baixo Tâmega, CRL

AMARANTE - BAIÃO - MARCO DE CANAVESES RESENDE - CINFÃES - PENAFIEL Telef. 255 521 004 - Fax 255 521 678 dolmen@sapo.pt

PRODER – Subprograma 3 – Implementação de Estratégias Locais de Desenvolvimento

O TERRITÓRIO "DOURO VERDE" NO CONTEXTO REGIONAL

Encaixado entre o Marão e Montemuro, entre a zona de influência da AMP e o Alto Douro Vinhateiro, percorrido por dois grandes rios de dimensão ibérica (o Douro e o Tâmega), "O Douro Verde", não sendo um "ser único", releva uma identidade territorial que remonta há cerca de 1900 anos, conforme se comprova pelo Património existente no território, fruto do ordenamento espacial com origem nos imperadores da dinastia Flaviana no final do século I, tendo em Tongobriga o seu centro político-administrativo da época.


A ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO E AS PAISAGENS MILENARES

A importância que a Estratégia Local de Desenvolvimento do GAL (Grupo de Acção Local) DOLMEN dá às "Paisagens Milenares" do Douro-Verde visa desenvolver um conjunto de acções que privilegiem e apontem para a recuperação da memória, para a valorização da memória e, também, para a divulgação da memória e afirmação cultural, contribuindo para uma região amplificada, evidenciando o futuro próximo a fruição qualificada e o uso regular e sistemático do Património entendido como Paisagem Cultural CONTRIBUINDO PARA O RECONHECIMENTO E CONHECIMENTO DAS IDENTIDADES DO TERRITÓRIO, o objectivo global da Estratégia Local de Desenvolvimento, definida pelo GAL, no âmbito do PRODER – Eixo 3.

AS PAISAGENS MILENARES COMO FACTOR IDENTITÁRIO DO TERRITÓRIO "DOURO-VERDE" O "Douro-Verde", não sendo um "ser único", dispõe de uma identidade específica, centrada nas suas paisagens milenares, parte integrante de um território cruzado há cerca de 1900 anos por infra-estruturas romanas que o reordenaram e integraram num macro-ordenamento da bacia hidrográfica do Douro. É esta identidade que se pretende vir a ser o elemento aglutinador das múltiplas identidades existentes no território. No contexto do Douro, a marca da nossa identidade são as 3 ou 4 Paisagens Milenares: PLANALTO DOLMÉNICO: Uma das unidades de paisagem muito bem identificada é a que denominamos "Planalto Dolménico", reconhecida predominantemente acima dos 800 metros de altitude, como na Aboboreira, mas também em Cinfães e Resende, onde predominam vestígios funerários. ENCOSTAS E VALES: Do Castrejo ao Romano e deste ao Românico Esta segunda unidade de paisagem, pode ser denominada de “Travessia e estruturação do Território”. Evidenciam-se os castros. Foi nas plataformas com cerca de 300m, que a engenharia romana construiu a cidade de Tongobriga. ENCOSTAS E VALES: A paisagem dos mosteiros Na terceira unidade de paisagem o território do Douro Verde é reconhecida pela construção de numerosos mosteiros que se instalaram durante a época medieval, sobre terrenos onde abundava a água que irrigava os terrenos. ENCOSTAS E VALES: A “Senhorização” da paisagem moderna Ao longo dos séculos, o território do Douro Verde foi evidenciado pela “senhorização” que demarcou Quintas com as respectivas Casas que, normalmente, se identificavam com o nome do lugar. É uma das unidades de paisagem que actualmente mais contribuem para a identidade evidente, porque de observação e constatação imediata por qualquer observador, quer seja habitante, turista ou excursionista. Textos: Lino Tavares Dias e Rolando Pimenta


Entrevista a Melchior Mo

Norte é para os

Liliana Leandro | lleandro.tamegapress@gmail.

“O

Norte é a região com os melhores resultados na atividade turística de janeiro”, garantiu Melchior Moreira, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Porto e Norte de Portugal, em entrevista ao Repórter do Marão. O antigo deputado e ex-vereador da Câmara Municipal de Lamego defende que a região é cada vez mais procurada pelos turistas nacionais e acredita que aquele que é o seu destino preferido: “não se diz, não se narra” mas “vive-se”! Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, o Porto e Norte foi a região que teve o maior crescimento no número de dormidas (17 por cento) e taxa de ocupação. Ainda de acordo com dados do INE, e para o mês de fevereiro, “o Norte é a região com a evolução mais expressiva no número de dormidas”, afirmou o ex-deputado social-democrata. Perante estes dados, Melchior Moreira faz um “balanço positivo” da atividade da entidade Porto e Norte desde a sua criação, em janeiro de 2009, frisando que aquele destino se encontra “em franca ascensão no panorama nacional”. Para estes resultados em muito contribuiu a promoção da região ao longo de 2009, implementada com base nos seus produtos estratégicos. Um estudo do Turismo de Portugal identificou como principais fatores de atratividade do Porto e Norte: a sua oferta hoteleira, a paisagem urbana, a gastronomia, a hospitalidade e simpatia das pessoas, o alojamento, a paisa-

Evento da Porto e Norte cul

Fins-de-semana gas Pelo norte do país cerca de 900 restaurantes juntaram-se para disponibilizar bons petiscos e pratos tradicionais. Desde as famosas tripas aos doces conventuais, muitas têm sido as iguarias confecionadas em datas específicas, de forma a atrair não só os bons-garfos como os curiosos da gastronomia. São os chamado ‘Fins-de-Semana Gastronómicos’, organizados pela ERT Porto e Norte, que culminam na Feira de Gastronomia e Vinhos a realizar na Alfândega do Porto de 21 a 30 de maio. O evento tem tido um “assinalável êxito na região, direcionando-se, sobretudo, para a promoção de uma imagem integrada e concertada dos municípios que integram a Turismo Porto e Norte”, explicou o presiden-


reira | Aeroporto tem sido “alavanca fundamental da procura turística"

região mais atrativa portugueses

.com | Fotos ERTPNP gem, a natureza, o património histórico, os transportes e, claro está, a relação qualidade/preço. De acordo com Melchior Moreira, assistiu-se na região a uma mudança de paradigma, vendendo-se ‘produtos’ por oposição a ‘destinos’; uma alteração conjugada com o trabalho dos próprios municípios envolvidos e os agentes económicos locais. A isto acresce o aeroporto de Francisco Sá Carneiro que se assume como uma “alavanca fundamental da procura turística”, apresentando uma oferta de 55 rotas (entre companhias de bandeira e low cost) que constituem “um impulso fundamental em termos de desempenho turístico do Porto e Norte de Portugal”. Todas estas caraterísticas tornam o Porto e Norte de Portugal na “marca/região mais atrativa, no continente, para os turistas portugueses”, assegurou Melchior Moreira. Talvez por isso os turistas nacionais cada vez mais “optem pelo nacional”, sendo o mercado interno “uma assinalável fatia do crescente fluxo de turistas que escolhem Porto e Norte como local privilegiado de férias”.

| Mercados internacionais para Porto e Norte | Se em Portugal o Norte se começa a assumir como um dos destinos favoritos, na Galiza aquela região torna-se cada vez mais atrativa, assinalando-se um elevado número de visitantes galegos. Em janei-

ro foi aberta a primeira Loja de Turismo Porto e Norte junto à Catedral de Santiago de Compostela que se tem constituído como “um enorme sucesso em termos de procura turística”, mostrando ainda ser uma “consistente ponte em termos de cooperação transfronteiriça de grande relevância turística e cultural”. Os próprios municípios da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal têm desenvolvido ações de promoção dos seus principais eventos especificamente direcionadas para a imprensa galega e para os agentes e operadores turísticos. Para além da Galiza, outros locais se mostram prioritários para angariar turistas, entre os quais Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e Itália. “Destaque ainda para o mercado brasileiro e asiático que merecem um esforço de promoção, tendo em conta o seu potencial de crescimento”, sublinhou Melchior Moreira. Depois da loja em Santiago de Compostela, a próxima aposta passa por abrir 19 lojas de promoção da região, que serão desenvolvidas em parceria com as autarquias. “Estamos a trabalhar de forma muito profícua com os municípios, no sentido de dotar cada um com uma loja de turismo, alavancada numa rede de informação turística integrada e interativa”, explicou Melchior Moreira. O presidente da Porto e Norte adiantou que no mês de julho será aberta a Loja de Turismo do Aeroporto Sá Carneiro “que se apresenta como uma porta de entrada por excelência do Porto e Norte de Portugal”.

mina com feira na Alfândega do Porto de 21 a 30 de maio

tronómicos têm tido "assinalável êxito" te daquela entidade, Melchior Moreira. A finalidade é convidar o turista a mergulhar na identidade cultural de cada um dos 60 municípios envolvidos. Para Melchior Moreira, “os benefícios decorrentes desta iniciativa são inequívocos”, resultando numa maior “dinamização social e cultural dos agentes económicos da região, com reflexos muito positivos na atenuação da sazonalidade”. Para além deste, a entidade tem apostado em associar-se a eventos desportivos que projetam a imagem de prestígio da região além fronteiras como, por exemplo, o Circuito da Boavista, o Circuito de Vila Real e a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. O desporto, uma das paixões de Mel-

chior Moreira, licenciado em Educação Física, orienta mesmo a estratégia de promoção privilegiada para o Porto e Norte de Portugal. A Porto e Norte apoia ainda eventos de grande mediatismo como as corridas Red Bull Air Race que têm sido dinamizadas no Rio Douro, junto às cidades de Porto e Gaia. Melchior Moreira acredita ainda que os eventos em que se procura entrar nos recordes mundiais (Guinness) “assumem uma importância decorrente do mediatismo e notoriedade que representam para o país e região” na medida em que podem constituir até um “precioso ‘atalho’ para conseguir um reconhecimento global através da exposição mediática”.

Melchior Moreira defende que uma “conjugação de sinergias” entre Porto e Norte e Douro “faria mais sentido para a afirmação” daquela região. A ERT Porto e Norte assinou um protocolo de colaboração com a AMAVE que visa contribuir para o desenvolvimento da região.


Entrevista a Victor Vítor | Escola de Agricultura e D

Paula Costa* | pcosta.tamegapress@gmail.com | Fotos | J.S.

A

o fim de duas décadas de existência, em que esgotou a sua capacidade docente (150 alunos), a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Marco de Canaveses (EPAMAC) tem como objetivos construir um novo edifício escolar e continuar a dedicar-se à agricultura biológica, projeto a que destinou parte dos terrenos que possui na freguesia de Rosém. Apesar de ter inaugurado no final de 2009 o chamado pólo 2 (uma casa que foi recuperada e adaptada, junto à igreja de Rosém), a EPAMAC está “no limite [da capacidade]”, de acordo com o diretor, Victor Vítor. “O ano passado eu já dizia que estávamos no limite com 105 alunos. Este ano, com 150, estamos mesmo no limite. Não temos espaços físicos para aumentar a escola. O ideal para nós era uma escola nova, um edifício novo, tal como eu já pedi ao sr. diretor regional de Educação do Norte. Mantendo estes [os actuais edifícios] onde os serviços de apoio poderiam funcionar perfeitamente”, explicou. Um edifício novo para as salas de aula e as instalações desportivas “resolvia o problema” e seria a resposta adequada ao trabalho que tem vindo a ser feito desde 1989 pela então Escola Profissional de Agricultura. “Acho que já merecemos uma escola nova porque atingimos todas as metas a que nos propusemos: aumentando muito o número de alunos e renovando instalações à custa de receitas próprias da escola para conseguir acolher esses alunos. Já merecemos esse prémio”, considerou o diretor da EPAMAC. Para Victor Vítor os resultados pedagógicos alcançados “têm sido excelentes”. “O feedback que recebemos dos alunos que se formaram aqui é o de que ocupam lugares relevantes no tecido empresarial da região, na área agrícola, principalmente”, afirmou. Entre os alunos formados na EPMACAC há uma taxa de empregabilidade que está “perto dos 90 por cento”. Segundo o diretor, a existência “de um novo edifício permitiria diversificar ainda mais a oferta de formação e cativar mais formandos”. Este ano, em colaboração com a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, a EPAMAC passou a ter um Curso de Especialização Tecnológica (CET) de Gestão de Animação Turística em Espaço Rural.

| Diretor da DREN reconhece necessidade de melhorar instalações da EPAMAC | Ao Repórter do Marão, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) reconhece que “a escola necessita de ver melhoradas as suas instalações e a DREN tem procurado, dentro da sua capacidade, responder às dificuldades mais prementes”. “A construção de um edifício novo seria, sem dúvida, um forte impulsionador ao crescimento e desenvolvimento da escola”, mencionou. No entanto, a DREN não quis dizer se há ou não verbas para financiar a construção de um novo edifício. “Até à data, tal não foi possível, mas continuaremos a trabalhar no sentido de melhorar as condições atuais”, assegurou, mostrando vontade de continuar a acompanhar a vida da escola”. Para o diretor regional, António Leite, que esteve em Rosém em dezembro

de 2009, nas comemorações do 20.º aniversário da escola, “o trabalho desenvolvido pela EPAMAC caracteriza-se por uma contínua procura da qualidade e excelência”. “A presença assídua de elementos da DREN na EPAMAC, a começar por mim próprio, é também prova pública do reconhecimento e apreço pelo trabalho dos profissionais da Educação e dos alunos desta escola”, disse ao RM.

| Agricultura Biológica e Turismo | A Direção da EPAMAC está a pensar na Quinta de Cal d´Além, situada numa das encostas de Rosém, para a agricultura biológica, um projeto que “é prioritário”. Nesse espaço será feita agricultura seguindo os normativos impostos pelo modo de produção biológico. O objetivo é produzir “um bocadinho de horticultura, ervas aromáticas, apicultura, pequenos frutos, com a introdução do mirtilo, e uma parte de produção de forragens biológicas”, contou Victor Vítor ao Repórter do Marão. Os contactos – para a escolha de uma entidade certificadora e com uma associação do sector – já começaram a ser feitos para depois a EPAMAC poder decidir “qual será a melhor opção”. O turismo e a agricultura continuam a ser as duas áreas de desenvolvimento da região e em 2011 a escola vai continuar a apostar nelas. “Para o ano vamos apresentar candidatura ao curso de cuidados veterinários e a cursos monográficos (temáticos e de curta duração) na área do desenvolvimento rural", disse Victor Vítor, defendendo que por ter “condições únicas” a escola “deve conservar uma matriz agrícola". “Não quer dizer que a escola se feche só nesse domínio. Prefiro acompanhar os tempos e ver aquilo que o mercado vai ditando”, ressalvou.

| Centro interpretativo rural | A EPAMAC apresentou três candidaturas ao programa Provere, através da cooperativa Dolmen, “a única forma de conseguir financiamento”, lembra o diretor, estando todas elas em fase de aprovação. “Uma ideia é criar aqui na escola um centro interpretativo das artes e ofícios rurais tradicionais. Para isso teríamos que recuperar a casa do Rossinho, que é uma das mais bonitas da exploração e que tem eira, espigueiro, lareira, lagar e um forno antigo de cozer o pão. O objetivo “é recuperá-la e adaptá-la”, sustentou. O outro projeto visa criar um núcleo de arquitetura rural tradicional recuperando as edificações dedicadas à vida rural e à agricultura: espigueiros, eiras, lagares e moinhos (a escola tem dois nos seus terrenos). O terceiro projeto passa pela constituição de um itinerário pedestre, dentro da quinta, que em diferentes épocas do ano leve os visitantes da sementeira até ao produto final (por exemplo, o moer da farinha e o cozer do pão). São projetos que “estão à espera de sinal verde” e que a escola não pode fazer sozinha, referiu o diretor da EPAMAC. “Conversámos com a Câmara [do Marco de Canaveses] que está disponível para uma parceria. Vamos ver o que é que acontece”, adiantou. * Com J.S. e A.L.


esenvolvimento Rural do Marco de Canaveses sobrelotada

Quinta da escola tem 100 hectares e produz vinho, leite, mel, fruta e hortícolas Em 1989, Victor da Costa Vítor era professor num curso técnico profissional agrícola que existia na Escola Secundária do Marco. O então diretor da Secundária, Rocha Marques, soube que em Rosém estavam à venda seis quintas contíguas, com cerca de 100 hectares e que estavam abandonadas. A Câmara do Marco de Canaveses adquiriu as quintas que eram propriedade de Carneiro Geraldes, passou-as para o Estado e em troca ficou com as propriedades que estavam à responsabilidade da Escola Secundária, junto à cidade. Na freguesia de Rosém, a EPAMAC é proprietária de 40 hectares de terreno arável e de 60 hectares de terrenos florestais. Pomares, vinhas, colmeias, três estufas (para cultivo de hortícolas e flores e multiplicação vegetativa), uma vacaria, com cerca de 60 animais, truticultura e um parque de criação de aves de caça fazem parte do património da escola que em 2009 produziu cerca de 50 pipas de vinho verde branco e tinto. Diariamente são produzidos entre 600 a 700 litros de leite que é recolhido pela Agros. A escola tem seis trabalhadores de campo e 35 professores, mas só 15 estão a tempo inteiro. Podar, vindimar, engarrafar vinho, tratar dos animais, as sementeiras e os outros trabalhos agrícolas sazonais são feitos por alunos. No ano lectivo 1999/2000, a escola iniciou um processo que terminou com a sua transição para o sistema público de ensino e há três anos deu início ao curso técnico de Turismo Ambiental e Rural.


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OPINIÃO

Obras da REFER: uma oportunidade perdida para Vila Meã No dia 8 de Dezembro de 2007 houve em Vila Meã uma reunião informal em que estiveram presentes o deputado socialista Fernando Jesus, o presidente da Câmara Municipal de Amarante (CMA), Armindo Abreu, um engenheiro da REFER, Valter Almeida, e três Vilameanenses: Raimundo Carvalho, Torcato Bessa e eu próprio. Na altura foi dado conta por Valter Almeida que a CP solicitara, com carácter de urgência, a concretização do troço Caíde-Marco, de modo a prolongar os serviços ferroviários suburbanos. Na dita reunião, todos os presentes tiveram oportunidade de ver um mapa com a obra que estava planeada para a zona central de Vila Meã. Ninguém fez quaisquer reparos, já que a mesma respeitava o que há muito estava previsto realizar pela C. M. de Amarante. Para surpresa geral, o que agora está em execução é um projecto substancialmente diferente. Para pior. Muito pior. De facto, a “avenida” central (com um canal rodoviário de 7 metros) está longe de corresponder ao que estava programado. A sua extensão também é substancialmente inferior: já não começa na Ponte da Pedra; entronca apenas na Rua do Covelo, isto é, próximo do Centro de Saúde, e irá terminar (segundo fonte da empresa responsável pela obra) junto ao Quartel dos Bombeiros. Isto se entretanto forem libertados os terrenos contíguos à Rua do Rodelo. Mas há mais: contrariamente ao que a REFER tem feito noutros lados (por exemplo no Marco de Canaveses) na “avenida” em construção não está prevista a execução de infra-estruturas para águas, saneamento básico e média tensão. Quem

o diz é, ainda, uma fonte da empresa encarregada da obra. A pergunta impõe-se: por que é que, no âmbito da supressão das passagens de nível, a REFER executa estes trabalhos no Marco de Canaveses e não o faz em Vila Meã? Quem é responsável por esta discrepância? A REFER ou a C. M. de Amarante? Ou serão ambas as entidades? Uma coisa é certa: se as ditas obras de saneamento, águas e electricidade não forem executadas, não demorará muito tempo a vermos regressar as máquinas ao mesmo local. Só que, então, será seguramente a C. M. de Amarante a executar os trabalhos. Isto quer dizer que o orçamento municipal será desnecessariamente onerado por uma obra que podia e devia ser da responsabilidade única da REFER. Mas mesmo que por um qualquer motivo que agora me escapa fosse outra a entidade (pública ou privada) a fazer o que ficará a faltar, haveria necessidade de incomodar novamente a população por mais alguns meses de obras num local que agora está no estado que se conhece? Toda a “novela” à volta destas famigeradas obras podia e devia ter um enredo muito diferente. E, sobretudo, um final feliz. Coisa que não terá. Porque houve um planeamento pouco adequado e demasiada leveza (para não dizer desleixo) na forma como o assunto foi negociado entre a C. M. de Amarante e a REFER. As consequências ver-se-ão num futuro muito próximo. E elas dir-nos-ão que se perdeu uma oportunidade única de definir urbanisticamente Vila Meã para o século XXI. Em vez de uma vila “arejada”, harmoniosamente desenvolvida, com capacidade para atrair construção de qualidade e com crescimento sustentado, Vila Meã continuará a ser um conjunto de freguesias à procura de um centro. Eu sei que não faltará gente a quem isto agrade. A mim (e seguramente a outros Vilameanenses) esta situação desagrada-me e desgosta-me profundamente. Daí este meu protesto. Por mais solitário que seja, é o “grito” de um homem livre, de um cidadão que vive numa terra em que há demasiados silêncios cúmplices. António José Queiroz

Barragem de Fridão aprovada O Ministério do Ambiente emitiu a declaração de impacte ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem do Fridão, decisão que já motivou prootestos da Qyercus e de Os Verdes. A barragem, a ser construída pela EDP, num investimento de 242 milhões de euros, está inserida no plano nacional com elevado potencial hidroelétrico, sendo a terceira a receber o parecer, depois do Alvito e Foz Tua. A DIA impõe a cota mais baixa em avaliação (NPA 160) e diversas medidas ao nível dos recursos hídricos, tendo em vista a salvaguarda da qualidade da água, explicou a mesma fonte. Ao nível do património, a DIA prevê também medidas de compensação patrimonial, como a transladação conjunta da Capela do Senhor da Ponte e da Ponte medieval de Vilar de Viando, além de outras condicionantes ambientais. O aproveitamento hidrolétrico do Fridão terá uma capacidade instalada de 160 megawats. O empreendimento afeta os concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto. A comissão de acompanhamento da barragem, da Assembleia Municipal de Amarante, defende que o estudo de impacte ambiental foi "inconclusivo e mal elaborado" e acredita que um "estudo realista" evidenciará a inviabilidade da obra. Para a dirigente nacional de Os Verdes, Manuela Cunha,

a decisão de emitir a declaração de impacte ambiental (DIA) condicionada foi influenciada pelos interesses das hidroelétricas. “Tudo segue os interesses das hidroelétricas. Neste caso, o critério preponderante na escolha de localização desta barragem foi o facto de ter uma produção barata por cada megawatt de energia produzida”, afirmou a dirigente nacional, em declarações à Lusa. Manuela Cunha sustentou não ter dúvidas de que “os interesses da EDP e de outras hidroelétricas se sobrepõem aos interesses nacionais, da região e de um futuro sustentável”.

Aluno da UTAD quer juntar vinho e golfe Um aluno da Universidade de Vila Real abriu a primeira empresa criada no âmbito do Gabinete de Inovação da academia e que se dedica à prestação de serviços aos vinhos e à região do Douro, anunciou fonte ligada ao projeto. Em dezembro, abriu as portas o Gabinete de Inovação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que funciona em parceria com o Centro de Inovação de Trásos-Montes e Alto Douro (CITMAD) e tem como objetivo ajudar os jovens a criarem a sua própria empresa. Seis meses depois, entra em funcionamento a primeira empresa, a "Wine Only", criada por um aluno da academia transmontana. André Pimentel Barbosa, 26 anos, está a tirar o curso de Enologia e foi também um dos primeiros a recorrer ao novo gabinete para pedir ajuda na criação da sua empresa de prestação de serviços na área vitivinícola.

Apesar de ser natural do Porto, André quer fixar-se, pelo menos para já, em Vila Real e abrir uma empresa que colmate uma falha que diz existir na região. "A minha ideia é prestar todo o tipo de serviços relacionados com a vitivinicultura, desde a consultoria enológica e vitivinícola à distribuição, enoturismo, projetos de arquitetura para as adegas ou formação da equipa", disse o jovem empreendedor à Agência Lusa. A "Wine Only" dedica-se à fileira do vinho, tendo como principal objetivo a prestação de serviços aos Vinhos e à Região do Douro, em especial ao Vinho do Porto. A empresa tem agendados três eventos que combinam o golfe com provas de vinhos e que decorrerão até outubro. O primeiro realiza-se no dia 15 de maio no Golfe da Quinta da Barca, Esposende, onde se esperam cerca de 80 participantes.

Hospital de Chaves com novas valências O hospital de Chaves vai passar a ter uma unidade de reumatologia, ortopedia e medicina física e de reabilitação, anunciou o governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves. Entretanto, as urgências já foram reforçadas com cinco médicos, e “até ao final de maio o hospital receberá mais quatro médicos para diferentes serviços”, acrescentou. Quanto ao reforço de algumas especialidades, a Unidade Hospitalar de Chaves ficará dotada de uma unidade de reumatologia, ortopedia e medicina física e de reabilitação

“aumentando o âmbito de atuação do Hospital de Chaves para um nível regional”, disse o governador civil. Passar a Unidade Hospitalar de Chaves para Unidade Local de Saúde não foi aceite pela ministra, mas a “proposta continuará em cima da mesa”, referiram os autarcas do Alto Tâmega. “Aproveitando as condições físicas do hospital, assim como as potencialidades das Termas de Chaves oferecemos aos utentes três serviços: reumatologia, ortopedia e fisioterapia”, avançou o representante do Governo.

Misericórdia de Felgueiras celebra 125 anos

Foto de Ana Leite

A Misericórdia de Felgueiras promove, ao longo deste ano, diversas atividades comemorativas dos 125 anos da instituição e dos 10 anos do Hospital Agostinho Ribeiro, efeméride que desenvolveremos na próxima edição. Destaque para a celebração religiosa que vai ter lugar a 21 de maio, dia de comemoração dos 125 anos da Misericórdia, na capela do Lar de Nossa senhora da Conceição. De seguida atuará a fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Lixa e a banda de música de Felgueiras. A 24 de julho, dia do aniversário do Hospital, serão organizadas diversas palestras sobre diferentes áreas da saúde, nomeadamente cardiologia e gastrenterologia.


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opinião

Mudança como Combate ao desperdício factor de vitalidade Numa época conturbada, em que no conhecimento dos problemas loa crise económica e financeira afec- cais e no contacto directo com os cidata o mundo e particularmente Portu- dãos, aproveitando todos os “espaços gal, numa época que muitos afirmam públicos” hoje disponíveis. O Partido caracterizar-se por uma crise de va- dará provas da sua dinâmica e molores e onde tantos aspectos estão a bilização, saindo do seu espaço físico ser postos em causa, é indispensá- em várias acções, nomeadamente acvel reflectir sobre o paradigma que o ções de voluntariado na comunidade. PS deve seguir, neste cenário que re- Na actualidade, não nos podemos cirquer, sem dúvida, elevadíssimos coe- cunscrever à gestão da “ nossa quinficientes de decisão, convicções, per- tinha” ou da nossa “capela” como no sistência e coragem. tempo em que as estruturas políticas Apesar de algum descrédito, os respondiam a pequenas aldeias onde partidos políticos são essenciais ao as notícias e a informação chegavam bom funcionamento da democracia. com dias de atraso. Hoje, a participaO desafio é enorme e só será ven- ção cívica assume, forçosamente, oucido se tivermos a noção tra dimensão, podendo, clara dos erros cometia partir de nossa casa, dos, aceitando-os como numa interacção com aprendizagem e não outras pessoas, particicomo recriminação, e par em grupos e fóruns traçarmos um novo cade discussão, por meio minho, apostando numa da internet. Da aldeia mudança clara. No funrural passamos à aldamental, para inverter deia global, aldeia dos o ciclo pessimista que megabytes e imagens, atravessamos, temos onde a informação e a que reforçar as ligações participação não têm entre os “políticos” e os Ercília Costa limites. Temos plena cidadãos, envolvê-los de Presidente PS/Amarante consciência das dificulforma a reduzir o seu afastamento e dades que teremos de enfrentar, tea restaurar a confiança nas institui- mos plena consciência que a conjunções. Para tal, tornam-se necessárias tura actual do país e do mundo não novas abordagens. A nossa forma de contribuem para a confiança dos cipensar a política ainda assenta mui- dadãos nos partidos políticos, mas to no paradigma das assembleias também temos plena consciência da da Grécia Antiga, modelo em que as nossa ambição e da nossa motivapessoas se juntavam para discutir te- ção enquanto família política. Nesmas de interesse mútuo. Temos que te caminho que teremos de percornos questionar se este modelo tradi- rer, não nos esqueceremos dos bons cional é adequado às condições polí- ensinamentos que outros dirigenticas e sociais actuais. Acreditamos tes partidários nos transmitiram, do que é preciso ir mais longe porque muito trabalho desenvolvido, mas hoje há novas formas de envolvimen- será, seguramente, um novo camito da maioria dos cidadãos, num ver- nho construído com base nos nosdadeiro exercício de cidadania. sos valores dos quais irá depender Assim, a nossa principal aposta as- o nosso sucesso: trabalho árduo, hosenta na abertura do Partido à socie- nestidade, confiança, coragem, étidade, no envolvimento de todos os ca, valores muito antigos, mas esmilitantes e de todos os Amaranti- senciais ao sucesso e ao progresso, nos, na discussão e debate de ideias, como bem nos mostra a história.

A razão deste meu artigo prende-se, sobretudo, dia que passe esse caminho fique mais estreito e sicom as muitas preocupações que tenho com a actual nuoso, o que obrigará à implementação de medidas conjuntura económica. impopulares, mas fundamentais para que possamos E como o PSD já arrumou a sua casa, é natural sobreviver a esta tempestade em que estamos ineque todos os seus militantes, simpatizantes e os por- vitavelmente mergulhados. tugueses na generalidade, olhem agora para o PSD, Os portugueses já viram que não é com o PEC na esperança que, com as suas propostas, o parti- apresentado pelo Governo socialista que Portugal do possa resolver todos os problemas que no vector irá reequilibrar as suas finanças públicas, nem é económico nos afectam quotidianamente. com esse PEC que iremos transmitir confiança aos Por isso temos, todos sem excepção, que ter cons- mercados internacionais. ciência da “alhada” em que o PS e as suas políticas Por isso os militantes e simpatizantes do PSD dedesastrosas implementadas ao longo dos últimos 15 vem estar preparados para explicar aos portugueanos nos meteu. ses, caso seja necessário e esse seja Tenho a certeza que o novo líder o caminho, que a redução da despesa do PSD, Pedro Passos Coelho, terá pública, e o reequilíbrio das nossas ficertamente vários desígnios para o nanças públicas, poderá ter que pasnosso país. Mas um é, no meu ensar pela implementação de medidas tender, fundamental para o bem-esverdadeiramente duras e impopulatar dos portugueses: evitar a todo o res, como sejam a redução temporácusto, doa a quem doer, que Porturia dos salários e benefícios ou ainda gal seja obrigado a sair da zona euro o agravamento temporário da tribupor causa das suas políticas irrestação indirecta, bem como combater ponsáveis, e por causa dos seus polío desperdício de recursos. ticos não saberem ou não quererem Isto porque o desperdício foi, e implementar as medidas que são continua a ser, uma das principais rainevitáveis. zões para que hoje nos encontremos Essa eventual saída seria a pior Virgílio Macedo nesta má situação financeira. tragédia em termos económicos que Prof. Univ. e Sec.-Geral Não podemos cair na tentação de aconteceria a Portugal, desde o 25 da Distrital do PSD/Porto dizermos que o desperdício só existe de Abril. Qualquer sacrifício que teao nosso lado na casa do vizinho… nhamos que fazer para evitar essa saída será mui- não! existe na casa do nosso vizinho, existe na nosto inferior aos sacrifícios e às privações que passarí- sa casa, existe no Governo central, existe nas autaramos, se tal acontecesse. quias, existe nas juntas de freguesia, existe na saúNenhum português quer que Portugal se trans- de, existe na educação, existe na segurança social, forme numa Albânia da Europa; O PSD não quer ou seja existe em todo o lado! condenar à miséria os reformados portugueses nem O combate ao desperdício poderá permitir não hipotecar duas gerações de portugueses à pobreza. só a libertação de recursos para reduzirmos o nosInfelizmente todos os dias assistimos a um ata- so famoso deficit externo, mas também permitirá a que sem tréguas a algumas economias, entre as libertação de recursos para que possamos investir quais a portuguesa, por parte dos financiadores verdadeiramente na nossa economia. Investir, não internacionais. Agora que esses financiadores já em elefantes brancos ou em projectos de rentabinão conseguem obter mais-valias especulativas no lidade mais do que duvidosa, mas sim investir em mercado imobiliário, viram nas necessidades de fi- medidas que visem sobretudo o aumento da compenanciamento de alguns países a oportunidade de titividade das nossas empresas, o aumento das nospoderem efectuar a substituição desses ganhos ex- sas exportações, e consequentemente o aumento da traordinários. criação de empregos. Não é mais nem menos do que os bancos comerCaso contrário, estaremos inevitavelmente conciais nacionais fazem todos os dias às PME’s que denados a, mais mês menos mês, mais ano menos têm falta de liquidez! ano, regredirmos décadas no nosso nível de vida. É uma guerra sem quartel e uma guerra que não E nessa altura já será tarde demais para pedirmos vamos conseguir vencer sozinhos. O futuro da Eu- contas aos políticos em geral, e aos do PS em partiropa como um todo, está-se a jogar nestes ataques cular, que fruto da sua inconsciência e da sua incomdos financiadores internacionais! petência nos empurraram para essa situação. Estou convicto que poderá ainda existir um caMas ainda acredito que o futuro pode ser melhor minho para fugir a este triste destino, embora cada que o presente!

Crónicas do Marco Trintrin! A campainha deu o toque, o míudo saiu disparado da sala de aula. De fora do portão deitou a correr, passou no largo do hospital e subiu os degraus da pequena casa térria do avô, entrou, e lá estava o avô a fazer um regador, era funileiro, daquelas mãos compridas e gastas saíam pequenas maravilhas. O avô fez mais uma, virou-se, e duma prateleira da oficina tirou uma pequena fisga, esticou o braço e entregou-lha. Os olhos brilhavam, o rosto era um arco-íris de expressões... Entretanto, o avô disse: - Vai , vai mostrar aos teus amigos! Ele saiu disparado e, ao passar no largo, uma voz interpelou-o: -Hei! miúdo! tu aí! O míudo olhou para cima, e viu um homem novo entre as grades.

Que lhe disse: - Vai-me buscar cigarros! - E como? Perguntou o miúdo. Espera aí... Uma pequena lata começou a descer presa num fio. Quando chegou ao alcance do míudo, ele tirou o dinheiro, foi à taberna do largo buscar os cigarros, meteuos na lata e também o troco, dois tostões. A lata começou a subir, o preso recolheua, veio novamente ás grades, e disse: “que Deus te pague!”. A situação alterou o rumo do míudo, que decidiu voltar atrás. Entrou na oficina do avô, e este admirado perguntou: - Já por aqui? Não encontras-te os teus amigos? - O míudo contou ao avô o que tinha suce-

Hernâni Pinto Marco de Canaveses

dido, e em jeito final, perguntou: -Porque é que aquele homem está preso? -Porque roubou fruta num pomar. -E porque roubou? -Para matar a fome! -A fome avô? Mas matar a fome é crime? De seguida , com ar pensativo, respondeu o avô: -Que queres meu filho, infelizmente é esta a justiça dos homens. Muitos anos se passaram , o menino fezse homem, e , ao passar em casa do avô já falecido, parou por momentos e lembrouse desta história, interrogando-se desta vez qual seria a expressão que o rosto do avô poderia transmitir ao ver a justiça dos homens dos nossos dias.


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crónica|eventos

Quadras Populares a concurso em Freamunde A.M.PIRES CABRAL

Desabafos Anda o povo português (com a natural excepção dos gestores, et pour cause) alevantado e a ferver de indignação com os números imorais (já houve quem chamasse obscenos aos números) a que ascendem as gratificações de uma mão-cheia de senhores que encontraram uma melgueira de alto lá com ela à mesa do conselho de administração de algumas empresas — algumas delas públicas. Na Assembleia da República há quase unanimidade (caso raro e nunca visto) sobre o escândalo dessas regalias que ascendem a milhões. O próprio Presidente da República, no seu discurso de 25 de Abril, bradou contra a coisa. E o português miúdo, claro, em cavaqueira de mesa de café, afina por este diapasão e faz contas às voltas que a sua vida levaria, se, por milagre de Nossa Senhora de Fátima, lhe saísse na rifa um tacho assim. (Sonhar ainda não é proibido.) Os números são na verdade excessivos e, vistos a frio, causam repulsa. Principalmente num momento histórico de crise em que há gente a contar os tostões todos os meses, a ver se o salário chega para o pão dos filhos, e em que há reformados cujas pensões se somem em medicamentos e passam fome, porque ou comem ou se tratam. O que mais me choca, pessoalmente, neste caso é ver o arreganho (para mim indecoroso) com que por exemplo o Sr. António Mexia defende os milhões que abichou. Se eu fosse ele, calava-me muito bem calado e não dava trela aos jornalistas, quando o assunto viesse ao de cima. É que insultam quase tanto as verbas envolvidas como a inexpugnável convicção do dito senhor de que assim é que está certo. Diz ele que a empresa dá grandes lucros. E dá. Mas não seria muito mais equitativo baixar preços e tornar a electricidade mais barata? Diz ele também que os objectivos traçados foram largamente ultrapassados. Pois foram. Mas que proeza é essa de uma empresa que é monopolista ultrapassar objec-

tivos (que podem perfeitamente ser traçados por baixo, de modo a serem facilmente e largamente ultrapassados)? Enfim, é este o mundo que temos, e tão cedo não teremos acesso a outro, mais justo e mais humano. O neo-liberalismo canalha continuará a rilharnos os ossos. Resta-me a consolação de pensar que um dia, quando não houver mais ossos para rilhar, se devorará a si próprio — e pode ser então que as coisas mudem de figura. Não estou propriamente a pensar em ‘amanhãs que cantam’, mas que anseio por uma coisa diferente disto, lá isso anseio. Estou visivelmente maldisposto, o Leitor já o terá notado na bílis com que salpico estes desabafos. O caso não é para menos. Como se não nos bastasse esta crise de mil demónios, em que ora parecemos estar ora não estar na situação aflitiva da Grécia, a envenenar-nos de stress o dia-a-dia, de quando em quando vem uma dessas prestimosas agências de rating dar-nos mais uma mocada na cabeça. Foi o que aconteceu ainda agora. Chegou-me pelo telemóvel uma mensagem segundo a qual uma agência acaba de nos baixar de A+ para A–. O que isso significa, já todos sabemos: juros mais altos da nossa dívida externa. Logo, dificuldades acrescidas. E eu pergunto: que legitimidade têm essas agências para influenciar negativamente os nossos esforços para sair da crise? São acaso organismos oficiais e independentes? Agora! A Fitch e a Standard & Poor e todas as outras são sim uma excrescência monstruosa gerescida no ventre putrefacto do neo-liberalismo selvagem que mexe os cordelinhos do mundo. Ah, e não poder a gente mandar a Fitch à merda! Nota: Este texto foi escrito com deliberada inobservância do Acordo (?) Ortográfico. pirescabral@oniduo.pt

A Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, de Freamunde, vai promover, em colaboração com a Comissão das Festas Sebastianas/2010, o VIII concurso de quadras populares que tem como tema obrigatório as Festas Sebastianas. As quadras deverão ser inéditas e em redondilha maior (sete sílabas), dactilografadas ou escritas em computador. Cada concorrente pode apresentar um máximo de três quadras, que devem ser enviadas numa folha A4 e em quadruplicado, assinadas com um só pseudónimo e enviadas num sobrescrito sem reme-

tente dentro de outro envelope fechado, com o pseudónimo no rosto, contendo no seu interior a identificação, morada e telefone ou outro contacto, para: Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, Largo Associação de Socorros Mútuos, 9 - 4590-310 Freamunde. Só serão admitidas a concurso as quadras recebidas até 4 de junho de 2010 ou com carimbo dos CTT dessa data.

Exposição de Fernando Barros na cidade do Porto O artista amarantino Fernando Barros expõe no Porto, a partir do final de maio, alguns trabalhos de pintura sobre Agustina Bessa Luís. A mostra — seis acrílicos sobre tela – pode ser vista na Casa dos Açores (Rua do Bonfim, 163), entre 29 de maio e 11 de junho. No mesmo espaço serão também expostos alguns trabalhos de Eulália Gonçalves, de Amarante, uma mostra dedicada a Florbela Espanca.

Resende promove cereja Resende organiza a 29 e 30 de maio a nona edição do Festival da Cereja, evento que contará com a presença de 120 produtores regionais e com muita animação musical e de rua. Durante o primeiro dia do certame, a 29 de maio, (abertura marcada para as 15:00) os visitantes poderão contar, para além da atuação de grupos musicais e de um espetáculo de fogo-deartifício, com uma mostra de produtos de artesanato ligados à iguaria natural mais conhecida e reputada daquela região. No dia 30, o ponto alto da festa ficará a cargo de um cortejo temático dedicado ao tema "Histórias de Encantar na Terra das Cerejas", em que desfilarão crianças de escolas do concelho. A componente musical será executada pelos grupos musicais "Roncos e Curiscos", "Brigada 14 de Janeiro", "Mosca Tosca", "Quintarolas", "Barca dos Castiços" e " O Karrossel".

Grupo MCoutinho "ajuda a realizar os sonhos de algumas crianças" Um grupo de funcionários do Grupo MCoutinho contribuiu para realizar os sonhos de uma criança e três adolescentes que sofrem de doenças crónicas. Este ano, o grupo empresarial vai apoiar ações de reflorestação e de sensibilização ambiental. Em 2010, o Grupo MCoutinho vai apoiar o Projecto Floresta Unida que promove ações de reflorestação e de sensibilização ambiental, anunciou o diretor de Recursos Humanos do Grupo, Paulo Maravalhas, no encerramento do projeto de responsabilidade social de 2009. Com a colaboração da Associação Terra dos Sonhos, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como fim principal a realização dos sonhos de crianças que sofrem de doenças crónicas e/ou em fase avançada, quatro equipas, num total de 16 funcionários do Grupo MCoutinho tornaram-se “realizadores de sonhos”. Uma criança e três adolescentes, residentes nos concelhos de Baião, Lamego, Miranda do Douro e Paredes, todos com problemas graves de saúde, sentiram a alegria própria da concretização de algo que desejavam. Ter uma bicicleta, todos os apetrechos para jogar mini-golfe, assistir a um desfile de moda, visitar o Jardim Zoológico de Lisboa, conhecer o ex-guarda-redes Vítor Baía e andar num Ferrari, foram alguns dos sonhos concretizados. No fecho do projeto, no Marco de Canaveses, o fundador do Grupo, Manuel Coutinho, entregou uma lembrança a cada um e agradeceu o empenho e solidariedade dos funcionários que,

em horário pós-laboral, participaram no projeto de responsabilidade social. “Os nossos realizadores de sonhos estão de parabéns”, referiu o diretor de Recursos Humanos aludindo ao cumprimento dos objetivos previamente delineados. “Missão cumprida, missão iniciada”, acrescentou o vice-presidente do Grupo, António Coutinho. “Nós só fizemos algo que foi associar-nos [à Terra dos Sonhos]. Não fomos mais que um pivot. A nossa responsabilidade social é a resposta à forma como olhamos para a sociedade”, salientou o vice-presidente do Grupo MCoutinho. Na cerimónia, em que esteve Bárbara Dias, em representação da Associação Terra dos Sonhos, um porta-voz de cada grupo de “realizadores de sonhos” deu a conhecer as circunstâncias e as dificuldades que tiveram de ultrapassar, contando por vezes com a ajuda de professores ou de familiares próximos das crianças. O grupo MCoutinho tinha apoiado anteriormente a delegação do Porto do Banco Alimentar contra a Fome com a oferta de uma viatura. P.C.


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Esta edição foi globalmente escrita ao abrigo do novo acordo ortográfico. Porém, alguns textos, sobretudo de colaboradores, utilizam ainda a grafia anterior. Fundado em 1984

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repórterdomarão

Cartoons de Santiagu [Pseudónimo de António Santos]

Quinzenário Regional Registo/Título: ERC 109 918 Depósito Legal: 26663/89 Redação: Rua Manuel Pereira Soares, 81 - 2º, Sala 23 Apartado 200 | 4630-296 MARCO DE CANAVESES Telef. 910 536 928 - Fax: 255 523 202 E-mail: tamegapress@gmail.com Diretor: Jorge Sousa (C.P. 1689), Redação e colaboradores: Liliana Leandro (C.P. 8592), Paula Lima (C.P. 6019), Paula Costa (C.P. 4670), Carlos Alexandre Teixeira (C.P. 2950), Patrícia Posse, Helena Fidalgo (C.P. 3563) Alexandre Panda (C.P. 8276), António Orlando (C.P. 3057), Jorge Sousa, Alcino Oliveira (C.P. 4286), Helena Carvalho, A. Massa Constâncio (C.P. 3919), Ana Leite. Cronistas: A.M. Pires Cabral, António Mota Cartoon/Caricatura: António Santos (Santiagu) Colunistas: Alberto Santos, José Luís Carneiro, José Carlos Pereira, Nicolau Ribeiro, Paula Alves, Beja Santos, Alice Costa, Pedro Barros, Antonino de Sousa, José Luís Gaspar, Armindo Abreu, Coutinho Ribeiro, Luís Magalhães, José Pinho Silva, Mário Magalhães, Fernando Beça Moreira, Cristiano Ribeiro, Hernâni Pinto, Carlos Sousa Pinto, Helder Ferreira, Rui Coutinho, João Monteiro Lima, Pedro Oliveira Pinto, Mª José Castelo Branco, Lúcia Coutinho, Marco António Costa, Armando Miro, F. Matos Rodrigues, Adriano Santos, Luís Ramos, Ercília Costa, Virgílio Macedo. Colaboração/Outsourcing: Media Marco, Baião Repórter/ Marão Online

“Berlusconi” 2010

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O OLHAR DE...

Eduardo Pinto

Partes sociais superiores a 10% do capital: António Martinho Barbosa Gomes Coutinho, Jorge Manuel Soares de Sousa.

Cap. Social: 80.000 Euros

1933-2009

Impressão: Multiponto SA - Baltar, Paredes Tiragem desta edição: 30.000 exemplares

Inscrição na APCT - Ass. Portuguesa de Controlo de Tiragem e Circulação | Em fase de auditoria A opinião expressa nos artigos assinados pode não corresponder necessariamente à da Direção deste jornal.

“O Ciganito" – S. Gens - Amarante – Anos 60


Reporter do Marao  

Maior jornal regional de Portugal. Regioes do Norte. Distritos Porto Vila Real Braganca

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