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NÓS E FERNANDO PESSOA


ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBUFEIRA Ana Rita Pedragosa Guerreiro nº2 Ana Rita Rodrigues Fernandes nº3

DISCIPLINA DE PORTUGUÊS PROFESSORA FERNANDA LAMY 01/12/2013

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ÍNDICE

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INTRODUÇÃO Com este trabalho criamos vários objetivos e métodos de organização. Dividimos a parte de pesquisa e organizamos todas as informações necessárias. Consultamos os sites propostos, e retiramos de alguns deles imagens e textos sobre a vida e obra de Fernando Pessoa. Relativamente à atividade temática, discutimos variadíssimas ideias em relação à mesma e desenvolvemos tudo a partir da organização e através da nossa criatividade. Optamos por fazer uma gravação das vozes, redigindo um dos poemas de Fernando Pessoa que mais gostamos. Aproveitamos, para além disso, sermos um pouco mais originais e não só gravar as vozes como também filmar o poema através de um livro, ao sabor do vento e com um ambiente outonal, com a presença de folhas secas. Por fim, fizemos uma breve edição da gravação para alguns melhoramentos e concluímos todo o trabalho criando um e-book.

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BIOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA Fernando Pessoa foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa, no ano de 1888. É considerado um dos maiores autores da língua portuguesa e da literatura universal, tendo ido para a África do Sul muito novo, onde aprendeu de forma fluente a língua inglesa. Trabalhou como empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tendo exercido também outras profissões. Como poeta ficou conhecido essencialmente pelas suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que são alvos de bastantes estudos e discussão nos dias de hoje. O nosso génio faleceu em Lisboa, no ano de 1935 (com 47 anos), vítima de uma cólica hepática.

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BREVE ANTOLOGIA- “Pessoa e seus Pessoanos” Ortónimo Isto “Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda. Por isso escrevo em meio Do que não está de pé, Livre do meu enleio, Sério do que não é. Sentir? Sinta quem lê!” Fernando Pessoa Sem remédio “Tudo o que sou não é mais do que abismo Tudo o que sou não é mais do que abismo Em que uma vaga luz Com que sei que sou eu, e nisto cismo, Obscura me conduz. Um intervalo entre não-ser e ser Feito de eu ter lugar Como o pó, que se vê o vento erguer, Vive de ele o mostrar.” Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho

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“Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem, Assisto há minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: Fui eu? Deus sabe, porque o escreveu.” Fernando Pessoa

Heterónimos Hoje de manhã saí muito cedo “Hoje de manhã saí muito cedo, Por ter acordado ainda mais cedo E não ter nada que quisesse fazer... Não sabia que caminho tomar Mas o vento soprava forte, varria para um lado, E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas. Assim tem sido sempre a minha vida, e Assim quero que possa ser sempre Vou onde o vento me leva e não me Sinto pensar.” Alberto Caeiro O amor é uma companhia

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O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos, Porque já não posso andar só. Um pensamento visível faz-me andar mais depressa E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio. Alberto Caeiro Sou um guardador de rebanhos Sou um guardador de rebanhos. O rebanho é os meus pensamentos E os meus pensamentos são todas sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pés E com o nariz e a boca. Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la E comer um fruto é saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozá-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei da verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

Não, não é cansaço... “Não, não é cansaço... É uma quantidade de desilusão Que se me entranha na espécie de pensar. É um domingo às avessas Do sentimento, Um feriado passado no abismo... Não, cansaço não é... É eu estar existindo

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E também o mundo, Com tudo aquilo que contém, Como tudo aquilo que nele se desdobra E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.” Álvaro de Campos Poema Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas). Álvaro de Campos O que há em mim é sobretudo cansaço O que há em mim é sobretudo cansaço Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada:

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Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto alguém. Essas coisas todas Essas e o que faz falta nelas eternamente -; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço. Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço... Álvaro de Campos

Segue o teu destino “Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias. A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós-próprios. Suave é viver só.

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Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras Como ex-voto aos deuses. Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode Dizer-te. A resposta Está além dos deuses. Mas serenamente Imita o Olimpo No teu coração. Os deuses são deuses Porque não se pensam” Ricardo Reis Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio. Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o. Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as No colo, e que o seu perfume suavize o momento Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, Pagãos inocentes da decadência.

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Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova, Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos Nem fomos mais do que crianças. E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio, Pagã triste e com flores no regaço. Ricardo Reis Para ser grande, sê inteiro Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive Ricardo Reis

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FOTOBIOGRAFIA

Imag.3 -Dionísia Estrela Seabra (18.1907), avó paterna.

Imag.4 -General Joaquim António de Araújo Pessoa (1813-1885), avô paterno.

Imag.5- Magdalena Xavier Pinheiro Nogueira (1836-1898), avó materna.

Imag.7- Joaquim de Seabra Pessoa (1850-1893), pai.

Imag.8 -Maria Magdalena Pinheiro Nogueira (1861-1925), mãe.

Imag.9 -Comandante João Miguel Rosa (….-1919). Padrasto de Fernando Pessoa.

Imag.6 -Conselheiro Luís António Nogueira (1832-1884), avô materno.

Imag.10 -Fernando pessoa ao colo de sua mãe.

Joaquim de Seabra Pessoa (1850-1893), pai.

Imag.11 -Jorge (1893-1894), irmão.

Imag.12 -Henriqueta Madalena (1896-1992), a irmã com quem mais conviveu.

Imag.13 -Madalena Henriqueta (18981901), irmã.

Imag.14 -Luís Miguel (1900-1975), irmão.

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Imag.15 -João Maria (1902-1973), irmão.

Imag.16 -Maria Clara (1904-1906), irmã.

Imag.17 -O poeta com os irmãos.

Imag.19 -Ana Luísa Nogueira de Freitas — Tia Anica — irmã da mãe.

Imag.20 -Na cadeira de bebé.

Imag.21 -Com sete anos.

Imag.23 -Nos primeiros anos, em Lisboa.

Imag.27 -Com João de Castro Osório.

Imag.24 -Na baixa.

Imag.28 -Com Costa Brochado, no Martinho da Arcada.

Imag.25 -No Martinho da Arcada.

Imag.29 -No Jardim Botânico com a afilhada Marcelle e Augusto Ferreira Gomes.

Imag.18 -Tias Xavier Pinheiro e as avós.

Imag.22 -Com 17 anos, em Durban, pouco tempo antes do regresso a Portugal.

Imag.26 -Com Eduardo Malta e Fernando Lobo d’Ávila.

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IDEOLOGIA DE PESSOA PERANTE A POLÍTICA Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservadorismo, e absolutamente anti reacionário.

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A visão de Pessoa perante a cultura Não é a cultura senão o aperfeiçoamento subjetivo da vida. Esse aperfeiçoamento é direto ou indireto; Ao primeiro se chama arte e ciência ao segundo. Pela arte nos aperfeiçoamos a nós e pela ciência aperfeiçoamos em nós o nosso conceito ou ilusão, do mundo.

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ÉPOCA DE FERNANDO PESSOA (aspetos políticos, históricos e culturais)

Imag.32 -Nascimento de António Oliveira Salazar (1888)

Imag.35 -Lançamento da revista Orpheu (1915)

Imag.33 -Regicídio de Dom Carlos e Dom Luís (1908)

Imag.36 -1ª Guerra Mundial (1914-1918)

Imag.34 -1ª República (1910-1926)

Imag.37 -Nascimento de Ramalho Eanes (1935)

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PESSOA VISTO PELOS OUTROS “Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o vinho pondo palavras no lugar de palavras, fez versos como os versos se fazem, como se fosse a primeira vez. Começou por se chamar Fernando, pessoa como toda a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento iminente de um super-Camões, um camões muito maior que o antigo, mas, sendo uma pessoa conhecidamente discreta, que soía andar pelos Douradores de gabardina clara, gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele próprio. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um camões maior, e ele estava de reserva para ser Fernando Pessoas, fenómeno nunca visto antes em Portugal. Naturalmente, a sua vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós que são iguais mas não se repetem, por isso não surpreende que em um desses, ao passar Fernando diante de um espelho, nele tivesse percebido, de relance, outra pessoa. Pensou que havia sido mais uma ilusão de ótica, das que sempre estão a acontecer sem que lhes prestemos atenção, ou que o último copo de aguardente lhe assentara mal no fígado e na cabeça, mas, à cautela, deu um passo atrás para confirmar se, como é voz corrente, os espelhos não se enganam quando mostram. Pelo menos este tinha-se enganado: havia um homem a olhar de dentro do espelho, e esse homem não era Fernando Pessoa. Era até um pouco mais baixo, tinha a cara a puxar para o moreno, toda ela rapada. Com um movimento inconsciente, Fernando levou a mão ao lábio superior, depois respirou fundo com infantil alívio, o bigode estava lá. Muita coisa se pode esperar de figuras que apareçam nos espelhos, menos que falem. E porque estes, Fernando e a imagem que não era a sua, não iriam ficar ali eternamente a olhar-se, Fernando Pessoa disse: “Chamo-me Ricardo Reis”. O outro sorriu, assentiu com a cabeça e desapareceu. Durante um momento, o espelho ficou vazio, nu, mas logo a seguir outra imagem surgiu, a de um homem magro, pálido, com aspeto de quem não vai ter muita vida para viver. A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o primeiro, porém não fez qualquer comentário, só disse: “Chamo-me Alberto Caeiro”. O outro não sorriu, acenou apenas, frouxamente, concordando, e foi-se embora. Fernando Pessoa deixou-se ficar à espera, sempre tinha ouvido dizer que não há duas sem três. A terceira figura tardou uns segundos, era um homem daqueles que exibem saúde para dar e vender, com o ar inconfundível de engenheiro diplomado em Inglaterra. Fernando disse: “Chamo-me Álvaro de Campos”, mas desta vez não esperou que a imagem desaparecesse do espelho, afastou-se ele, provavelmente tinha-se cansado de ter sido tantos em tão pouco tempo. Nessa noite, madrugada alta, Fernando Pessoa acordou a pensar se o tal Álvaro de Campos teria ficado no espelho. Levantou-se, e o que estava lá era a sua própria cara. Disse então: “Chamo-me Bernardo Soares”, e voltou para a cama. Foi depois destes nomes e alguns mais que Fernando achou que era hora de ser também ele ridículo e escreveu as cartas de amor mais ridículas do mundo. Quando já ia muito adiantado nos trabalhos de tradução e poesia, morreu. Os amigos diziam-lhe que tinha um grande futuro na sua frente, mas ele não deve ter acreditado, tanto assim que decidiu morrer injustamente na flor da idade, aos 47 anos, imagine-se. Um momento antes de acabar pediu que lhe dessem os óculos: “Dá-me os óculos” foram as suas últimas e formais palavras. Até hoje nunca ninguém se interessou por saber para que os queria ele, assim se vêm ignorando ou desprezando as últimas

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vontades dos moribundos, mas parece bastante plausível que a sua intenção fosse olharse num espelho para saber quem finalmente lá estava. Não lhe deu tempo a parca. Aliás, nem espelho havia no quarto. Este Fernando Pessoa nunca chegou a ter verdadeiramente a certeza de quem era, mas por causa dessa dúvida é que nós vamos conseguindo saber um pouco mais quem somos.” Publicado por Fundação Saramago em Outubro de 2008 “Fernando Pessoa era um poeta de múltiplas personalidades, desdobrando-se cada uma num sujeito poético distinto. Fernando Pessoa ortónimo expressa nos seus poemas a obsessão da análise, num permanente sofrer de angústia e busca da felicidade. A consciência do absurdo da existência leva-o a recusar a realidade, desdobrando-se em oposições: o sentir opõem-se ao pensar, a esperança é o oposto de desilusão e a vontade sobrepõem-se ao pensamento. Fernando Pessoa é o poeta do anti sentimentalismo, da evocação da infância como símbolo da felicidade perdida e do fingimento enquanto alienação de si próprio e processo criativo. A fragmentação do eu e a perda da identidade levam-no à procura, ao absurdo. À profunda lucidez e inteligência intuitiva, junta-se a inquietação perante a impossibilidade de decifrar o enigma do mundo. Alberto Caeiro é o Mestre Ingénuo. Para ele as coisas devem ser sentidas como são, representando portanto uma tendência crescente para objetivismo absoluto. Os poemas de Alberto Caeiro são o retorno à infância, o regresso à inconsciência. A recusa à subjetividade e à introspeção, transformam-no num poeta do real objetivo, que vive no presente de uma forma instintiva, espontânea e ingénua. A identificação com a Natureza conduz a uma vida baseada no seu ritmo e a defender a existência antes do pensamento. Ricardo Reis é o discípulo de Caeiro. Tal como ele, aceita a calma da ordem das coisas. A sabedoria consiste em gozar a vida através da razão e vivê-la num estilo campestre. Devido ao seu carácter filosófico, é aquele que mais se aproxima de Pessoa ortónimo. É diretamente influenciado pelos poetas clássicos greco-latinos, seguindo o modelo Horaciano que defende a áurea mediocrizas (ver que o tempo passa e não pode ser parado, vivendo uma vida tranquila num ambiente bucólico). Faz igualmente o elogio do epicurismo (busca de felicidade através do prazer) e do estoicismo (reger-se pelas leis do destino). Nos poemas de Álvaro de Campos predomina a emoção espontânea e torrencial. É um poeta dependente de todas as excentricidades, o que introduz nos seus poemas uma atitude de escândalo e o choque leva-o a acolher todas as sensações. O poeta tenta-se libertar-se da presença de um Eu fragmentado, resultado talvez do seu isolamento, solidão e cansaço existencial. Outro aspeto comum nos seus poemas, é a apologia da civilização mecânica, da técnica e da indústria, numa sociedade que privilegie o progresso, a velocidade e a força. A personalidade de Bernardo Soares é quase idêntica à de Fernando Pessoa. De facto, a sua única obra, não é mais do que um livro de carácter confessional e memorialista, com aspetos biográficos que aproximam de Fernando Pessoa. Através do legado de Fernando Pessoa conclui-se o seu carácter imaginativo, de sentimentos vários e fictícios. “Publicado por André.”

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Documentรกrios acerca de Fernando Pessoa: o http://www.youtube.com/watch?v=SnfuPStGwnk o http://www.youtube.com/watch?v=ZL8bhv5DjQ8 o http://www.youtube.com/watch?v=1L6YKXYlAoU&list=PLYnMVxaii_Ai Y1T6VJFTEETwfqkmvBVBN o http://www.youtube.com/watch?v=3b2Q_DJDMho o http://www.youtube.com/watch?v=ep87O2Xx2QA

Filmes acerca de Fernando Pessoa: o http://www.youtube.com/watch?v=OJkcfkYwXgo o http://www.youtube.com/watch?v=82SX4dad7_g

Poesia de Fernando Pessoa musicados/citado:

o http://www.youtube.com/watch?v=EC72GPITLNg o http://www.youtube.com/watch?v=nomGPn0Wiqc o http://www.youtube.com/watch?v=gTOM__CHoiA

Fernando Pessoa na arte: Escultura:

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Pintura:

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LISTA BIBLIOGRÁFICA DE OBRAS/ESTUDOS SOBRE FERNANDO PESSOA -Livros e coletâneas publicadas em vida: "Mensagem", 1934. -Obras publicadas após a sua morte: “Poesias de Fernando Pessoa",1ªed. 1942 "Poesias de Álvaro de Campos", 1ªed. 1944 "Poemas de Alberto Caeiro", 1ªed. 1946 "Odes de Ricardo Reis", 1ªed.1946 "Páginas de Doutrina Estética", 1946 "Páginas Íntimas e de Auto Interpretação", 1ªed.1966 "Textos de Crítica e de Intervenção", 1ªed. 1980

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ATIVIDADE PRÁTICA “Ela canta, pobre ceifeira”- Fernando Pessoa. Este poema foi a nossa escolha, pelo facto de transmitir a essência da inocência e o seu significado. Deliberado em grupo, concluímos conforme as nossas opiniões que este era o nosso poema favorito, dado em aula e o melhor compreendido. Ele transmite toda a sinceridade, e uma contrariedade de sentimentos entre o “eu” poético e a ceifeira. http://www.youtube.com/watch?v=v-BqhPqJUOA “Na profundeza do meu ser Ansiando a tua vontade de viver Coexisto confuso e desiludido No meu eu iludido

Permaneço calada Numa mente barulhenta e perturbada Por ti inspirada A manter-se calma e sossegada Ah, poder ser tu, sendo eu! Esperando a paz, suspirando Enquanto tu, serenamente vens andando Me levas pela mão desse teu puro e inconsciente Coração”

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CONCLUSÃO Com este trabalho concluímos que foi bastante produtivo a nível de pesquisa e a nível de organização. Foi um trabalho muito exigente mas conseguido! Aprendemos de uma forma geral e também pormenorizada todos os aspetos da vida e obra do poeta Fernando Pessoa. É sem dúvida um poeta privilegiado por toda a sua capacidade de raciocínio e por toda a arte que desenvolveu enquanto vivo. O mais incrível ainda, é que a fim de tantos anos, o seu nome continua a espalhar-se e é motivo de estudo, para todos os estudantes e amantes da poesia. Foi um gosto “trabalhar” com Fernando Pessoa, e consideramos todo o seu potencial fenomenal.

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BIBLIOGRAFIA/WEBGRAFIA Pรกginas web: o http://pensador.uol.com.br/autor/fernando_pessoa/biografia/ o http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/pessoa.html Casa Fernando Pessoa: o http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=4287 http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/9cce6983b8.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/9d94bbbe4d.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/4b023128c8.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/f789a4265d.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/f6b74b9213.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/57e2ce4d71.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/3c3570cba1.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/ed0b08c350.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/e1eb5c5b23.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/5872eda553.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/688886c9a8.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/bceb935344.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/7655abe237.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/584b2fcd70.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/4e18b0afa7.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/1a52372918.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/9acbb9f9d8.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/9e3a41ea84.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/cbb89ec678.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/fdfd5c90de.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/0542252ca8.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/2b4f4cb7ae.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/5e832e8dc0.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/c8d73dfdc5.jpg

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http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/48d8c422dc.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/980983d1f5.jpg http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/typo3temp/pics/32f9ffcd8b.jpg

o https://www.google.pt/search?q=fernando+pessoa++biografia&source=lnms&tbm=isc h&sa=X&ei=oqXUoTlGvPn7Aago4HIBg&sqi=2&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1280&bih=6 98#q=fernando+pessoa++politica&tbm=isch&facrc=_&imgdii=_&imgrc=IYXxbHC3FSu0 dM%3A%3B18l3grP1xKHWHM%3Bhttp%253A%252F%252Fkdfrases.com%252Ffrasesimagens%252Ffrase-conviccoes-profundas-so-as-tem-as-criaturas-superficiais-os-quenao-reparam-para-as-coisas-fernandopessoa152099.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fkdfrases.com%252Ffrase%252F152099%3B 850%3B400

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o http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Antonio_Salazar-1.jpg

Vídeos/documentários: o http://www.youtube.com/watch?v=1L6YKXYlAoU&list=PLYnMVxaii_AiY1T6VJF TEETwfqkmvBVBN o http://www.youtube.com/watch?v=ZL8bhv5DjQ8 o http://www.youtube.com/watch?v=SnfuPStGwnk o http://www.youtube.com/watch?v=EC72GPITLNg o http://www.youtube.com/watch?v=nomGPn0Wiqc o http://www.youtube.com/watch?v=gTOM__CHoiA o http://www.youtube.com/watch?v=OJkcfkYwXgo o http://www.youtube.com/watch?v=82SX4dad7_g o http://www.youtube.com/watch?v=3b2Q_DJDMho o http://www.youtube.com/watch?v=ep87O2Xx2QA

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DOSSIER FERNANDO PESSOA  
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