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Índice Poema á ria O abrir do baú A alma da cidade na Universidade Webiografia / Bibliografia

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Ria de Aveiro “ Ria de Aveiro Nao podes secar Deixa-me primeiro Atravessar. Sei que alguém me espera na outra margem Sei que vem nao é apenas uma miragem. Deixa-me nadar até ao meu destino nao me permitas afogar a meio do caminho. Pois sei que alguém me espera e, quem me dera, que sejas tu que nao esqueço tu por quem nao esmoreço. Que o sol nao te faça desaparecer, que a lua nao te leve para longe de mim, que o nevoeiro nao me impeça de te ver, que a chuva pare de cair, enfim. Que a gente se encontre a meio da ria, que o nosso calor aqueça a água fria, mostremos a todo o mundo que nos amamos, enquanto a meio da ria dançamos. “ Autor Desconhecido


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A Universidade de Aveiro, fundada em 1973, transformou-se numa das Universidades mais dinâmicas e activas em Portugal, apostando na área da investigação científica. No ranking mundial posiciona-se em 171º lugar numa amostra das 200 mais conceituadas Universidades e, a nível europeu ocupa o 49º lugar. O Campus da Universidade tem uma planta bastante peculiar, integrando na mesma área diferentes departamentos com uma vasta panóplia de cursos, estabelecendo assim a possibilidade de maior contacto entre a comunidade académica. A Arquitectura do Campus da UA foi projectada tendo em atenção a integração de toda a envolvente da zona litoral onde nos encontramos. Não podemos descurar o facto da Universidade se encontrar inserida nesta Cidade. Tendo a região de Aveiro sido elevada a Cidade há cerca de 250 anos, verifica-se assim o enraizamento tradicional nos cidadãos da mesma. Aveiro possui um vasto conjunto de Ícones Tradicionais, desde a ligação marítima à Confecção Gastronómica, passando pelas Artes Aplicadas e Vertente Arquitectónica, verificandose um relevante Património Identitário. Desta forma, torna-se essencial a transmissão cultural fora e dentro da Cidade. Estando a Universidade inserida num contexto geográfico e sociocultural que se julgou ser relevante para a identidade do merchandising da mesma, enveredou-se pela descoberta das origens e valores tradicionais da alma da cidade, contemporanizando-as. A metáfora para definição da estratégia é o “abrir do baú” enquanto contador de histórias da Urbe. O intuito é o de transpor nos produtos raízes Aveirenses de forma a estabelecer uma relação entre Universidade e Cidade, despertando no público curiosidade que o leve à descoberta e exploração da mesma. Tomando como ponto de partida todos os elementos típicos da região de Aveiro pretendese elevá-los a um grau de abstratização e simplificação, enfatizando o pormenor e detalhe a diferentes níveis gráficos e formais. A base conceptual do trabalho promove a relação emotiva entre Universidade e Cidade, através de produtos que aliados à função utilitária, apelem à vertente poética, implícita nos mesmos.


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Através da metáfora de apresentação do vídeo como um programa de televisão, desenvolveu-se o conceito “A alma da cidade na UA”. Esta estética foi criada para transmitir valores de proximidade, de poesia (no âmbito da criação criativa) e de um certo espírito artesanal. Começou-se por situar geograficamente a Universidade, situada em Aveiro, Portugal. O desenrolar da narrativa demonstrou o universo da instituição, de onde fazem parte, principalmente, os funcionários, os docentes, os alunos e os visitantes. Após essa contextualização, foi abordado o tema “Aveiro com tradição”, onde se falou de elementos característicos da região aveirense. Entre eles, foram destacados as salinas, bem como a sua cultura inerente, os moliceiros, ícone da cidade, as festas populares, tão vividas e apreciadas por todos e os ovos moles, simbolizando a doçaria regional. Com o conceito definido, identificou-se os seus prós e contras. Nos prós assinalaram-se vários tópicos-chave: “Abrir o Baú” Reavivar tradições e estórias; “Ícones Culturais” As imagens intensivamente ligadas à iconografia da cidade, tais como salinas, moliceiros, festas populares e ovos moles; “Função Poética” A Phoesis praticada pela Universidade de Aveiro associada à poesia transmitida pelos valores e sentimentos/emoções da cidade e da sua ria; “Descoberta” e “Exploração” A descoberta da cidade pelos elementos da instituição; a exploração da cultura que a cidade oferece. “Tradição”; Aplicar os elementos que constituem a tradição de Aveiro e de uma forma indirecta, “abstractizando“-os no contexto de merchandising da UA. Nos contras foi detectado o elemento-chave: “Não cair no Popularucho” A abordagem à tradição não pode cair num contexto exagerado, ridicularizando o que é popular. Unique Selling Proposition “Criar produtos de culto com alma”


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www.aveiro.co.pt www.2.dao.ua.pt www.wikipedia.pt www.priberam.pt http://joaopedrodias.weblog.com.pt http://arquitecturadouro.blogspot.com/2010/01/azulejo-de-aveiro-policromia-e-luz.html http://www.publico.pt/Educação/aveiro-lidera-investigacao-universitaria-em-portugal_1229006 http://www.portugalvisitor.com/ http://www.prof2000.pt 22:03 http://www.cm-aveiro.pt http://aveiro.atspace.com/UniAveiro.htm http://www.av.it.pt/aveirocidade/pt/monumentos/azulejos/azulejos.htm http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/137740.html

NEVES, Amaro, Arte Nova em Aveiro e seu Distrito, CMA, Aveiro, 1997 SARABANDO, João, Cagaréus e Ceboleiros, Porto, 1997 AUGUSTO, José, CMA, Aveiro, 1996 BRANCO,Vasco, U. A., Aveiro, 1997 ARROTEIA, Jorge C., Aveiro: aspectos geográficos e do desenvolvimento urbano, U. A., Aveiro, 1998 GASPAR, João Gonçalves, Aveiro na História, C. M. A., Aveiro, 1997 Bienal Internacional de Cerâmica, CMA, Aveiro, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997 e 1999 Bienal Internacional de Cerâmica, CMA, Aveiro, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997 e 1999

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Ria de Aveiro “ Ria de Aveiro Nao podes secar Deixa-me primeiro Atravessar. Sei que alguém me espera na outra margem Sei que vem nao é apenas uma miragem. Deixa-me nadar até ao meu destino nao me permitas afogar a meio do caminho. Pois sei que alguém me espera e, quem me dera, que sejas tu que nao esqueço tu por quem nao esmoreço. Que o sol nao te faça desaparecer, que a lua nao te leve para longe de mim, que o nevoeiro nao me impeça de te ver, que a chuva pare de cair, enfim. Que a gente se encontre a meio da ria, que o nosso calor aqueça a água fria, mostremos a todo o mundo que nos amamos, enquanto a meio da ria dançamos. “ Autor Desconhecido


Universidade de Aveiro | Departamento de Comunicação e Arte | Licenciatura em Design Projecto em Design Estratégico | 3º ano | 2º semestre | 09´10 Cláudia Alexandrino nº 43745 Débora Melo nº 42631 Ligia Afreixo nº 39499 Maria Martins nº 41981 Rita Moniz nº 41759


ua.u - alma  

Descrição do argumento do projecto Merchandising para a UA (PDEstratégico)

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