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BOLETIM ESPECIAL DO GRUPO DE MULHERES PÃO E ROSAS • NUCLEOPAOEROSAS.BLOGSPOT.COM.BR • FACEBOOK.COM/PAOEROSASBRASIL

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

SEJAMOS MILHARES NAS RUAS LUTANDO CONTRA OS AJUSTES DO GOVERNO E PELO DIREITO AO ABORTO LEGAL, SEGURO E GRATUITO! Para as mulheres sobram motivos para lutar! Venha com o Pão e Rosas! Chegamos a mais um 8 de Março sob ataques profundos aos direitos dos trabalhadores. Os ajustes de Dilma (PT), através das MPs 664 e 665, com mudanças no auxilio pensão, seguro-desemprego e outros direitos, fará com que as mulheres sejam as mais atingidas pois somos as que ocupamos os piores postos de trabalho, terceirizados e rotativos. Esses ajustes ocorrem ao mesmo tempo que a tendência é aumentar as demissões fazendo com que milhares de famílias percam o emprego. Também sofremos com a falta de água, racionamento de energia e o aumento dos preços do alimento e transporte. Enquanto banqueiros, empresários e políticos seguem lucrando com a exploração do trabalho para as mulheres são cortes de direitos, dor, violência, miséria, exploração, humilhações e precarização da vida. Por isso marcharemos neste 8 de março contra os ajustes do governo e que nenhuma família fique sem emprego e sem água! Além dos ataques aos nossos direitos se-

guimos sofrendo com a violência nos locais de trabalho, estudos, em casa, com assédio moral, estupros, repressão policial e sendo criminalizadas e assassinadas pelas máfias do aborto que envolvem policiais e médicos e pelo Estado que nos negam o direito ao aborto tirando a vida de centenas de mulheres negras, trabalhadoras e pobres como Jandira e Elisângela. As últimas declarações de Eduardo Cunha (PMDB/RJ), recém-eleito presidente da Câmara dos deputados, em que dizia que “só pautará o aborto por cima de seu cadáver”, é a prova de que o Congresso e a democracia dos ricos pauta nossos direitos democráticos apenas para nos atacar com projetos como Cura Gay, Estatuto do Nascituro (mais conhecido como bolsa estupro), “Dia da heterossexualidade”, etc. Por isso sairemos as ruas neste 8 de março para dizer basta de mulheres mortas por abortos clandestinos! Pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito! E pela verdadeira separação da igreja do Estado! Participamos das reuniões de preparação dos atos e discutimos contra a política das feministas

da Marcha Mundial de Mulheres que são base de apoio do governo Dilma e defendem como bandeira de luta das mulheres, neste 8 de março, a “reforma política” e nem uma palavra contra os ajustes de Dilma. Por isso, defendemos que a esquerda, os movimentos de mulheres e organizações políticas devemos formar um bloco classista e anti-governista, a partir da CSP-Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta, preparando uma grande campanha pelos direitos democráticos, contra os ajustes e para que nem Cunha, nem ninguém mais passe por cima de nossos cadáveres! Nós do grupo de mulheres Pão e Rosas vamos às ruas com trabalhadoras de diversas categorias efetivas e precarizadas, estudantes, donas de casas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas junto a companheiros trabalhadores e estudantes pois a luta contra a opressão contra as mulheres é parte da luta de toda a classe trabalhadora.


o Congresso Nacional são responsáveis! Neste 8 de Março, gritamos que toda violência que sofremos, também é violência de gênero. Basta de assassinatos, agressões e mutilações a comunidade trans! Pela aprovação da lei João Nery!”

Também marcharemos na Argentina no Chile, no Estado Espanhol, México e Bolívia inspiradas nas lições de lutas operárias e estudantis que fizeram história como a greve “Pão e Rosas” das operárias da indústria têxtil nos EUA que lutavam pela igualdade salarial, pelas mulheres russas que 1917 junto a seus companheiros tomaram o céu por assalto e fizeram a revolução, e também por mulheres dirigentes revolucionárias como Rosa Luxemburgo, Clara Zetkin, Alexandra Kollontai que lutaram pelos direitos das mulheres mas também pela revolução socialista. Marcharemos pelos direitos das mulheres, que fizeram história não apenas no passado, mas que hoje mostram o caminho! Como as professoras do Paraná, Curitiba e Brasília que se levantam e estão em greve enfrentando os governos estaduais contra os cortes de verba e as demissões massivas, as professoras do estado de SP que preparam a luta contra a precarização da educação e do trabalho docente, as trabalhadoras da Universidade de São Paulo que protagonizaram uma histórica greve de 4 meses ano passado, as metroviárias que lutam contra as demissões de Alckmin por terem lutado e tantas mulheres trabalhadoras que denunciam o assédio moral nas fábricas e escolas e se levantam contra a violência e toda a forma de opressão! Marchamos, com a convicção e a certeza que nossa luta é pelo Pão, mas também sempre foi, pelas Rosas!

Odete Cristina, estudante da USP e militante da Juventude às Ruas Rita Frau, professora e membro da Executiva Nacional do MML “O aborto clandestino é a quarta causa de morte entre as mulheres no país. As feministas da Marcha Mundial de Mulheres em 2010 diziam que a aliança de Dilma com os setores conservadores e a promessa dela não mexer na legislação do aborto era um recuo tático e até hoje nada fizeram para impulsionar uma campanha real pelo direito ao aborto. Ao contrário disso, é urgente a organização de uma campanha pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito à partir dos sindicatos, entidades estudantis nos locais de trabalho e estudo e sair às ruas para arrancar este direito.”

“A violencia contra as mulheres é uma dura realidade. A Lei Maria da Penha nesses 9 anos segue sendo letra morta. Milhares de mulheres morrem todos os anos, vitimas da violencia e o numero de estupros são altissimos. Basta de estupros e violencia! Por casas abrigo para todas as mulheres vítimas de violência e que sejam contraladas por elas e organizações de mulheres! É preciso que as organizaçoes de mulheres aliadas aos sindicatos e entidades estudantis tomem pra si a luta contra a violencia as mulheres, trans e lesbicas!”

Marcella Campos, professora do estado de SP na ZN da Capital, militante da agrupação Professores Pela Base/ Movimento Nossa Classe Virginia Guitzel “Enquanto seguimos marginalizadas e tratadas como doentes, a perspectiva de vida das travestis e da comunidade trans é de 35 anos. As imensas dificuldades para se conseguir um acompanhamento médico pelo SUS, o uso, ainda hoje, do silicone industrial e a constante violência e discriminação levam que todos os dias, muitas de nós, sejamos assassinadas. O Estado e

“No início do ano o governo Alckmin (PSDB) demitiu 21 mil professores categoria O, as salas estão superlotadas, falta água nas escolas, e milhares de professores aprovados no concurso não foram convocados. Enquanto isso Bebel, presidenta do sindicato e a burocracia sindical (CUT/CTB), marcou nossa assembléia só para 13 de março para que os professores não se mobilizem. Não aceitamos esta situação e por isso estamos impulsionando uma

campanha na base à partir da escolas pela greve já!”

Maira Viscaya, conselheira regional da subsede da Apeoesp (sindicato dos professores do estado de SP) de Santo André “Votamos no Professores pela Base e Movimento Nossa Classe a ida de companheiras para o Paraná, para levar solidariedade e para seguir o exemplo dos professores de lá que com a greve e ocupações conseguiram barrar o pacotaço do governo Beto Richa (PSDB). Agora os professores do Distrito Federal entrarem em greve. Em SP, façamos como no Paraná! Greve já! Temos que fazer uma grande luta nacional contra os ataques da educação! E contra a corrupção e os privilégios defender que um deputado, funcionário público de alto escalão e juiz ganhe o mesmo salário de uma professora!”

Regiane Sousa, professora categoria O do estado de SP demitida “A precarizaçâo dos professores categoria O faz com que todos os anos sejam demitidos participando da duzenta ou da quarentena. Só esse ano foram mais de 21 mil professores demitidos. Diante de tais acontecimentos, eu, mãe de família, me vi na necessidade de trabalhar fora da minha área para sustentar minha família. Cansada desse governo, basta de precarização, exigimos efetivação já para os professores categoria O, fim da duzentena, melhores condições de trabalho, garantindo assim uma educação com qualidade.”


Marília, Operadora de trem da Linha 3, demitida política e militante do Metroviários pela Base “No IX Encontro de Mulheres Metroviárias,nós do Pão e Rosas levamos a importância de nos organizarmos na luta pela readmissão dos 40 metroviários demitidos arbitrariamente pelo governo Alckmin em 2014! Pautamos também a luta contra a opressão nos nossos locais de trabalho, assim como os casos de assédio sexual, que cotidianamente as usuárias sofrem decorrente da superlotação e sucateamento dos transportes. Como proposta nossa, foi aprovado que neste 08/03 o Sindicato dos Metroviários de SP componha o bloco classista e antigovernista em defesa dos direitos das mulheres! A nossa luta contra a opressão também é a luta por um transporte digno a população, através da estatização sob controle dos trabalhadores e usuários”.

buscando romper a data base, lutando desde já para garantir as vagas na creche, o funcionamento dos bandejões e pela contratação imediata como contraposição à política de demissão em massa da reitoria por meio de PDV”.

do reitor Vieiralvez, de Dilma e que impulsionemos uma campanha pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito”.

Marcela Johnson Silvana Araújo, militante do Movimento Nossa Classe e do Pão e Rosas “Nós colocamos uma mulher no poder, essa mesma mulher cumpre o papel de tirar o direito dos trabalhadores, como a PL 4330 que amplia a terceirização. E nós mulheres que sofremos mais com tudo isso porque trabalhamos nos piores cargos ganhando inferior aos homens. Cada vez mais terceirizando e precarizando a forma de trabalho quem perde com isso é a classe trabalhadora que também está sem água, sem luz e sem emprego. A solução é nós trabalhadores comandar o poder. Dia 8 de março vamos levantar nossa bandeira contra os ataques da Dilma contra a classe trabalhadora e para defender que todos os trabalhadores terceirizados sejam incorporados sem concurso público. Igual trabalho, igual direito.”

Babi Dellatorre, membro da Secretaria de Mulheres do Sintusp “Dilma leva à frente um plano de ajustes em nome de toda a burguesia: retira direitos sociais, flexibiliza direitos trabalhistas, fecha os olhos às demissões, muda a lei que calcula o reajuste do salário mínimo permitindo que a inflação corroa os salários. Nesse 8 de março, nós da Secretaria de Mulheres do Sintusp votamos compor o bloco de esquerda para barrar os ataques de Dilma e lutar pelos direitos das mulheres. Assim como na categoria estamos

readmissão. Nesse 8 de março é o dia internacional da mulher, mas a luta é diária. Não quero flores e bombons, exijo que meus direitos e de todas as mulheres sejam respeitados!”

Tatiane Lima, coordenadora do Centro Acadêmico das Ciências Humanas UNICAMP “Com as denúncias feitas por estudantes na CPI dos Trotes-SP, nós do CACH organizamos uma recepção contra os trotes opressores e a conivência das reitorias, reforçando esse que já é um forte perfil da nossa entidade. Gravamos um vídeo com as mulheres ingressantes na matrícula, com um chamado aos estudantes da Unicamp para o repúdio aos trotes. Combinado a este debate discutimos na primeira reunião do ano com 50 estudantes nossa participação no ato do 8 de março e a importância das entidades estudantis lutarem pelos direitos das mulheres cotidianamente”.

Diana Assunção, diretora do Sintusp e fundadora do Pão e Rosas Brasil Carolina Cacau, coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ

Andreia Pires, cipeira demitida política pela JBS “Mesmo sendo membro da CIPA com estabilidade até setembro, a JBS me demitiu por justa causa porque estava lutando por melhorias no chão de fábrica. Um ataque a mim e a todos os trabalhadores por se organizar. Mas, não nos calaremos! Desde então, o Pão e Rosas está numa campanha pela minha

“São constantes as denúncias de estrupros e violência contra as mulheres haitianas e os haitianos vivem na miséria e são repimidos pelas tropas de Minustah (ONU), lideradas pelo governo brasileiro. Foi lançada a União Social do Imigrantes Haitianos no Brasil, importante para a organização por direitos e contra as condições de vida que são submetidos no Brasil e no Haiti. É fundamental que as organizações de direitos humanos, feministas e centrais sindicais e sindicatos impulsionem uma campanha internacionalista pela retirada imediata das tropas do Haiti!”

“À partir do CASS apoiamos as terceirizadas da empresa Construir que estão sem receber os salários. Nossas bolsas estão atrasadas, as salas de aula não tem ar-condicionado, faltam professores e creches para as estudantes e trabalhadoras efetivas e terceirizadas. As estudantes estão organizando uma reunião das mulheres da UERJ e nós do Pão e Rosas defenderemos que nossa pauta para o 8 de março seja contra os cortes do governo Pezão (PMDB),

“A luta contra a opressão as mulheres é inseparável da luta contra o capitalismo, que se utiliza de todas as formas de opressão para aprofundar a exploração e dividir a classe trabalhadora. Fundamos o Pão e Rosas em 2009 nesta perspectiva, pois nossa emancipação não virá com algumas mulheres conquistando postos de poder. Acreditamos que a luta das mulheres deve se colocar junto a luta de toda a classe trabalhadora, organizada em um partido revolucionário, para lutar pelo fim dessa sociedade de exploradores e explorados abrindo espaço para uma sociedade livre de toda a opressão”.


Nova publicação traz texto inédito de Trotsky sobre a luta das mulheres Virá a público a compilação de textos “Trotsky e a luta das mulheres” uma publicação da Centelha Cultural em parceria com as Edições ISKRA e sua Coleção ISKRA Mulher que já reúne vários títulos. Com prefácio de Diana Assunção, o leitor encontrará também um texto inédito no Brasil chamado “14 perguntas sobre a vida e a moral na União Soviética” - que trata-se de

entrevista dada por Trotsky à Revista Liberty nos Estado s Unidos em 1933. Os textos, entrevistas e discursos de Leon Trotsky, grande revolucionário russo, mostram os avanços e retrocessos na luta da mulher conforme a própria dinâmica da revolução russa e seu momento de burocratização com Stalin à frente. Trotsky apresenta a estratégia bolchevique de forma mais terminada e o incessante desejo pelo mundo novo e pra que se acabe de uma vez por todas qualquer forma de opressão.

“Mulher, Estado e revolução” de Wendy Goldman: a revolução russa pelo olhar das mulheres 1918 não foram vistos nem mesmo nas mais avançadas democracias burguesas, como a abolição do casamento religioso reconhecendo as uniões “de fato” com igualdade de direitos para todos os filhos; o direito ao divórcio e ao aborto; a educação mista; o fim da perseguição aos homossexuais e às mulheres em situação de prostituição; e a socialização as tarefas domésticas com creches, lavanderias e refeitórios comunitários. Este brilhante estudo mostra que a luta pela emancipação das mulheres não foi uma questão secundária, senão uma tarefa central da revolução proletária.

Lançado em pleno maio operário de 2014 pela editoria Boitempo em parceria com a Edições Iskra com prefácio de Diana Assunção, é uma grande contribuição para debate estratégico no movimento feminista sobre a luta pela emancipação das mulheres. Os dados apresentados pela historiadora norte-americana dão as bases materiais e científicas para confirmar a tese marxista de que a emancipação das mulheres passará necessariamente por uma revolução operária, que abra espaço para a luta incessante contra toda forma de opressão e exploração. Os direitos que os bolcheviques proporcionaram às mulheres em

PROMOÇÃO

Mulher, Estado e revolução + Trotsky e a luta das mulheres = R$50 Mulher, Estado e revolução + Pão e Rosas: identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo = R$40 Mulher, Estado e revolução + A Precarização tem rosto de mulher = R$35 Trotsky e a luta das mulheres + Pão e Rosas: identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo = R$30

Nos mês de março as Edições Iskra estão com uma promoção dos livros da Coleção ISKRA Mulher. Acreditamos que devemos nos apropriar da história das lutas das mulheres e por isso buscamos resgatar essas histórias através de nossas publicações:

Entre em contato com alguma militante do Pão e Rosas ou pelo e-mail: iskravendas@gmail.com

Vem aí... Esquerda Diário O primeiro diário digital da esquerda latino-americana. Um diário para informar-se pela esquerda sobre política, economia, cultura, arte, e a vida cotidiana. Cobrindo a reali-

dade da classe trabalhadora e de seus sindicatos, dos movimentos sociais, das mulheres, LGTBI e da juventude em todo o mundo. O grupo de mulheres Pão e Rosas contribuirá com o diário através de artigos denunciando a realidade das mulheres e mostrando a militância pelos direitos democráticos e das trabalhadoras.

Acesse o site que está em contagem regressiva para o lançamento na internet dia 25/03 e assista ao vídeo! www.esquerdadiario.com.br Curta a página no facebook: facebook.com/EsquerdaDiario

BRECHÓ PELA READMISSÃO DE ANDRÉIA PIRES! Recentemente a trabalhadora Andreia Pires foi injustamente demitida pela JBS por lutar, ficando sem emprego e direitos trabalhistas. O Pão e Rosas SP convida a todxs para confraternização e brechó em solidariedade à luta de Andréia pela readmissão! LOCAL: PRAÇA AMÉRICO JACOMINO, 49 EM FRENTE AO METRÔ VILA MADALENA HORÁRIO: 14H (APÓS O ATO DO 8 DE MARÇO EM SÃO PAULO)

VENHA MARCHAR COM O PÃO E ROSAS NO BLOCO CLASSISTA E ANTIGOVERNISTA NESTE 8 DE MARÇO!

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Boletim especial do grupo de mulheres Pão e Rosas para o dia internacional de luta da mulheres - 08/03/2015

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