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Diagnóstico tardio de câncer de mama preocupa mastologistas

Preços de imóveis têm queda real de 4,58% nos últimos 12 meses

ÓRGÃO INFORMATIVO DA EMPRESA ANTONIO CARLOS & RISELDA MORAIS LTDA ME TEL.: (11) 2785-5339 - Site: www.jornalpolopaulistano.com.br Leia na pág. 04

ANO X - Nº 215 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA - São Paulo, 1ª quinzena de fevereiro de 2017

Clube Vila Manchester recebe 5ª edição do movimento Calçada Nova “Mutirão Mario Covas”

Por Riselda Morais

O prefeito João Doria participou na manhã do domingo (05/02) dos serviços de construção de cerca de 100 metros da calçada do Clube Municipal Vicente Ítalo Feola na Vila Manchester. Doria participou dos trabalhos de reforma da calçada, cimentando e finalizando um trecho da reforma da calçada, retirou entulho e plantou uma muda de pau brasil.

Foto: Riselda Morais

Segundo o Prefeito Regional Aricanduva/Carrão Luiz Carlos Frigerio outras ações de zeladoria e limpeza, corte do mato e podas de árvores estão sendo realizadas simultaneamente e a calçada do clube está sendo regularizada eliminando desníveis e rachaduras que foram provocadas pelas raízes das árvores que, sem espaço levantaram a cal-

Carnaval de rua de SP terá 391 blocos com desfiles em várias regiões

Foto: Divulgação

O carnaval de rua 2017 de São Paulo terá 391 blocos, 28% a mais que em 2016, além de dois palcos com atrações culturais na região do Anhangabaú e no Largo da Batata. Neste

ano, a folia acontece de 17 de fevereiro a 5 de março. A Prefeitura obteve R$ 15 milhões de patrocínio, além da infraestrutura já disponível para o evento. Leia mais na pag. 02

çada, com a reforma o canteiro foi ampliado para dar mais espaço para que elas cresçam. Durante a ação moradores da região reivindicaram o Hospital de Vila Carrão. “O hospital de Vila Carrão é compromisso nosso, terei uma reunião com o Secretário da Saúde Wilson Pollara com a determinação, para que ele avalie

a conclusão do hospital, nossa intenção é na nossa gestão estar com o hospital concluído e operando”, afirmou Doria. No clube, Doria acompanhou atividades como partidas de gatebol, basquete, boxe e muai thai, mas foi durante uma roda de capoeira adaptada, com crianças com deficiência atendidas pelo professor voluntário Wellington Aveso que o prefeito mostrou-se emocionado. “Eu estou gostando de ver o trabalho que vocês estão fazendo” disse João Doria e observou “um trabalho voluntário, de capoeira, um ritmo afro-brasileiro e ver a alegria dessas crianças e adolescentes”. Doria lembrou o esforço dos voluntários e dos pais para proporcionarem estes momentos de alegria as crianças especiais com amor: “Parabenizo pelos gestos, atitudes e solidariedade, eu fiquei emocionado, nós temos que incentivar mais, apoiar mais. O amor é sempre a melhor energia, valeu meu dia nesses 20 minutos aqui com vocês”, declarou Doria. O objetivo do programa “Calçada Nova - Mutirão Mário Covas” é promover a população, a recuperação das calçadas e a ampliação da acessibilidade na cidade de São Paulo.

Câmara aprova projeto antipichação em segunda votação

Leia na pág. 05

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São Paulo, 1ª quinzena de fevereiro de 2017

Editorial

Uma questão de ética, caráter e moral. Quando o prejuízo moral é maior que o prejuízo financeiro

Riselda Morais O país acompanhou assustado os recentes acontecimentos no estado do Espírito Santo quando uma manifestação aparentemente pacífica transformou-se em tumulto, saques, vandalismo e quebra-quebra, trazendo à tona um desejo latente de banditismo, corrupção e impunidade. Em apenas dez dias de greve da Polícia Militar e de parte da Polícia Civil, o prédio dos dois poderes foi apedrejado, atearam fogo no Tribunal de Justiça e em ônibus, saquearam comércios, supermercados, lojas, bancos, escolas, mataram 143 pessoas e deixaram parte da população presa em seus lares, impedidos de trabalhar, estudar, passear, enfim, sem o livre direito de ir e vir. Algumas pessoas que saquearam lojas e levaram produtos para casa, ao ver suas imagens na internet e nos telejornais decidiram ir a delegacia e devolver o produto. Aí fica a pergunta: E se ninguém tivesse filmado tudo bem? Seria correto ficar com o produto do saqueamento? É lamentável que o caos ético e moral, que a falta de caráter se revele por causa de uma greve da polícia. Então o cidadão só é honesto porque a polícia é seu instrumento de controle? É a polícia a sua regra de conduta? É a polícia que te impede de cometer crimes e não sua conduta moral? É assustador como ao pensar-se que todos os crimes ficariam impunes muitas pessoas se dispuseram a roubar, depredar, matar, formando uma sociedade de bandidos soltos em uma cidade presa. Em apenas dez dias o número de homicídios teve um crescimento de 300%, mais de 200 lojas foram saqueadas causando um prejuízo de mais de 30 milhões em roubos e levando a cidade a ter um prejuízo de mais de 300 milhões nos dias que o comércio ficou fechado. Mas o maior prejuízo não foi o financeiro, mas sim o prejuízo ético, moral, de caráter, este sim, foi imensurável. Como a qualidade inerente ao indivíduo, a sua forma de agir, a sua índole, a sua livre vontade, o seu caráter pode estar associado a uma câmera filmando ou ao poder de polícia? A honestidade, assim como o bom caráter, a ética e a moral são princípios fundamentais para se viver em sociedade, independentemente do nível de educação ou da classe social. Por isto, deve ser inerente ao cidadão não roubar e não cometer crimes mesmo que só ele saiba. Porque cabe a cada um ter o seu conjunto de valores, o discernimento do certo e do errado; do que ele pode ou

não pode fazer; do que deve ou não deve fazer. É o conjunto das qualidades ou dos defeitos de um indivíduo que determinam a sua boa ou má conduta. O seu bom ou mau caráter. A sua boa ou má índole. A coerência de suas ações são determinadas pela firmeza de seus valores. E apesar de ter citado o caos que se instalou em Espírito Santo como exemplo, o alerta é para todo o Brasil e para todos os indivíduos. Observemos em nosso dia a dia se só respeitamos o semáforo ou o limite de velocidade quando tem radar por perto ou se o faremos como um hábito. Se temos o desejo de justiça social, o equilíbrio entre as pessoas ou se na primeira oportunidade estamos ofendendo, agredindo, falando mal pelas costas, prejudicando alguém. Observemos se em tudo culpamos os políticos e se na primeira oportunidade nos aproveitamos de alguma situação. Se culpamos o prefeito pelo alagamento na rua mas jogamos lixo pela janela do carro ou na margem dos córregos, nas calçadas. Observemo-nos diariamente, pois são os nossos atos, o nosso modo de ser que reflete o nosso caráter. Um indivíduo honesto não vai mentir, roubar, enganar, fraudar e nem matar porque sua formação moral é sólida e incontestável, esteja ela sozinha ou na multidão, no anonimato ou diante das câmeras, protegida pelo poder de segurança pública ou não. Porque sua vida é regida pelas regras morais existentes, é transparente e exige transparência dos outros. Enquanto o indivíduo desonesto é percebido até no trânsito, sempre dando uma de espertinho, passando pela direita, parando em fila dupla, furando o farol vermelho, jogando lixo pela janela do carro, cheio de malandragem, agindo com desrespeito e preconceito com o próximo, porque não possui firmeza de princípios ou moral. O valor moral é também o respeito a vida do próprio indivíduo e a vida do seu próximo. Está nas mãos da sociedade melhorar o valor moral, a educação, a política pública, a violência, emprego. A construção de ideais de ética e moral é passado de geração para geração, de pais para filhos e quando uma dessas gerações falha, transmite a inversão de valores que serão repassados até que um indivíduo perceba e faça a correção. Mas temos percebido que a inversão de valores tem se proliferado na sociedade atual e a distinção entre o certo e o errado está cada vez mais rara. Muitas pessoas estão esquecendo o bom censo, estão sendo vencidas pelo egoísmo e estão trocando o “ser” pelo “ter” e pior, a qualquer custo, sem escrúpulos. Respeitemos ao próximo, sejamos honestos, corajosos, defendamos a vida, vivemos em sociedade e nossos atos refletem em todos a nossa volta.

EXPEDIENTE: JORNAL PÓLO PAULISTANO

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Jornal Pólo Paulistano

Carnaval de rua de SP terá 391 blocos com desfiles em várias regiões

O carnaval de rua 2017 de São Paulo terá 391 blocos, 28% a mais que em 2016, além de dois palcos com atrações culturais na região do Anhangabaú e no Largo da Batata. Neste ano, a folia acontece de 17 de fevereiro a 5 de março. A Prefeitura obteve R$ 15 milhões de patrocínio, além da infraestrutura já disponível para o evento. O valor é quatro vezes superior aos R$ 3,5 milhões recebidos em patrocínio no ano passado. A participação dos foliões é gratuita. Os blocos foram cadastrados pela Secretaria Municipal da Cultura e os trajetos organizados em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e com as prefeituras regionais. Após a confirmação dos desfiles, os grupos recebem uma autorização especial, que garante estrutura e acompanhamento pela equipe da Prefeitura, para garantir segurança e conforto dos foliões. Como nos outros anos, as zonas residenciais serão preservadas, com horário para dispersão dos blocos. Nas regiões de Pinheiros e Sé serão mantidos os limites do ano anterior, 20h e 22h respectivamente. Na Lapa, a dispersão ocorre às 21h, e na Vila Mariana, às 19h30. A região da Sé receberá o maior número de blocos neste ano, 119, seguida de Pinheiros (89), Lapa (31), Vila Mariana (24) e Santana

(17). Para organizar a festa, foram realizadas pelas prefeituras regionais mais de 150 reuniões com os responsáveis pelos blocos. O carnaval de rua chega neste ano a prefeituras regionais que não tiveram apresentações no ano passado, como Aricanduva/ Vila Formosa, Capela do Socorro, Itaim Paulista, Perus e Sapopemba. Em toda a cidade, serão 395 desfiles, porque há blocos que se apresentam mais de uma vez durante o período oficial da festa. A Prefeitura de São Paulo é responsável por realizar o cadastramento dos blocos e organizar a oferta da infraestrutura de apoio aos cidadãos durante a celebração, como a limpeza pública, banheiros químicos, sinalização, fechamento de vias e a programação cultural nos palcos para auxiliar na dispersão. No ano passado, foram gastos, nesta infraestrutura, R$ 10,5 milhões, sendo R$ 7 milhões pagos pela gestão municipal e R$ 3,5 milhões por um patrocinador. Este ano, a Prefeitura receberá um patrocínio de R$ 15 milhões. Com este aporte, a estimativa é que a gestão consiga praticamente zerar os investimentos públicos na festa. O carnaval de rua 2017 contará com 14 mil diárias de banheiros químicos, que serão espalhados pelas vias da cidade onde

os blocos irão desfilar. No ano passado, foram 8.108 diárias. Haverá 1.506 funcionários para limpar as ruas após a passagem dos blocos, em um investimento de cerca de R$ 2,5 milhões com varrição. No ano passado, foram 1.282 funcionários de varrição. Foram credenciados gratuitamente 8 mil ambulantes, que irão receber kits de venda com colete, credencial e isopor. O número de vendedores autorizados mais do que dobrou em relação a 2016, quando 3.775 ambulantes foram credenciados. Apenas residentes do município de São Paulo e maiores de 18 anos puderam participar do cadastramento neste ano. Os vendedores receberam treinamento e irão poder comprar produtos da marca patrocinadora por um preço especial. Haverá 385 agentes vistores e de apoio, somadas equipes da Prefeitura e dos patrocinadores do evento, no ano passado, 130 agentes fizeram o trabalho de combate ao comércio irregular. A Prefeitura irá montar 48 postos médicos e serão disponibilizadas 365 ambulâncias de remoção (122 a mais em relação a 2016) e 209 ambulâncias com UTIs (87 a mais), além de serviços regulares do Samu. O evento terá ainda o apoio de 1.220 bombeiros. O carnaval de rua contará com 2.900 agentes de trânsito para auxiliar os

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foliões e organizar o tráfego de veículos. Em 2016, foram 1.700 agentes. Serão espalhados 275 faixas e 36 banners para avisar os moradores das regiões onde irão ocorrer bloqueios. Ainda serão utilizados durante o evento em toda a cidade 8 mil cavaletes, 200 totens e 2.100 metros de proteção a jardins e monumentos. Também houve aumento de vias com restrição de trajeto: Rua Butantã (toda a extensão), praças Edgard Hermelino Leite e Dr. Júlio Conceição Neves, Rua Paes Leme (toda a extensão), Rua Eugênio de Medeiros (toda a extensão), Avenida Rebouças (toda a extensão), Avenida Eusébio Matoso (toda a extensão), Rua dos Pinheiros entre Avenida Pedroso de Morais e Avenida Brigadeiro Faria Lima, Avenida Pedroso de Morais (toda a extensão), Alameda Santos (toda a extensão), Avenida Nove de Julho, Avenida Cidade Jardim (toda a extensão), Avenida Brasil (toda a extensão), Rua Estados Unidos (toda a extensão) e Rua Groenlândia (toda a extensão). Continuam proibidos, como no ano passado, blocos nas avenidas Paulo VI, Sumaré, Faria Lima, Teodoro Sampaio, Cardeal Arcoverde, Henrique Schaumann, e nas praças Benedito Calixto e Horácio Sabino. Na região da prefeitura regional da Sé, uma portaria publicada proíbe a concentração e dispersão de blocos na Praça Roosevelt, por ser área residencial, no ano passado já havia essa restrição, mas em um acordo verbal com os organizadores. No Elevado Costa e Silva, não serão permitidos blocos por recomendação do Corpo de Bombeiros, que verificou que o local era inadequado para realização de eventos por motivos de segurança. Para facilitar a dispersão dos foliões, haverá palcos com programações culturais das 19h às 23h no Largo da Batata, na Zona Oeste, e no Anhangabaú, no Centro, nos dias 18, 19, 25, 26 e 27 de fevereiro. A Praça das Artes, na região central, também recebe shows e outras atividades na tarde do dia 18 de fevereiro.

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São Paulo, 1ª quinzena de fevereiro de 2017

Avenidas e praça de SP recebem novo modelo de lixeiras

A Prefeitura de São Paulo investe todos os anos milhões de reais na conservação, manutenção e limpeza das lixeiras. Além disso, todo resíduo coletado deve ser transportado, armazenado e classificado de forma adequada. Pensando em melhorar o desempenho deste serviço e economizar o dinheiro dos contribuintes, desde o início de fevereiro já é possível perceber que algumas lixeiras da capital estão de cara nova. Todas foram doadas à Prefeitura, sem custo ou alteração contratual. A Praça Felisberto Fernandes da Silva, em São Mateus, na Zona Leste, foi

um dos primeiros locais a receber os novos modelos de lixeiras da cidade. Hoje, a região já conta com 32 exemplares. Outras seis já foram colocadas na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul, e 19 na Avenida 23 de Maio durante o programa de zeladoria SP Cidade Linda. As novas lixeiras podem ser monitoradas por sistemas de georreferenciamento, pois possuem um chip acoplado que permite, por meio de um aplicativo de celular desenvolvido pela Soma (uma das empresas responsáveis pelo recolhimento dos resíduos da cidade), acompanhar informações em tempo real

Jornal Pólo Paulistano

AACD recebe doação do primeiro salário do prefeito Foto: Divulgação

Contribuintes com débitos têm quatro meses para aderir a renegociação

Foto: Divulgação

A Receita Federal regulamentou na quarta-feira 01/02, por meio de instrução normativa, o programa de regularização tributária para devedores do Fisco, instituído pela Medida Provisória (MP) 766/2017. O programa tem sido apontado pelo governo como uma das alternativas para auxiliar na recuperação da economia, com arrecadação de tributos em atraso e alívio na situação dos endividados. A regularização tributária permite renegociar dívidas usando créditos de prejuízo fiscal ou de outros tributos, base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e parcelamentos. O prazo para adesão dos interessados começa na quartafeira 01/02 e vai até 31 de maio, ou seja, é de quatro meses. A oportunidade não feitos mais de 20 milhões de abarca débitos do Simples atendimentos. A instituição Nacional e Simples Domésé composta por 12 unidades tico. em seis estados brasileiros, seis oficinas ortopédicas e um hospital. No total, 2 mil colaboradores e 1.700 voluntários ajudam a manter o funcionamento de todos os serviços prestados pela associação. “Que isso possa se replicar pelo país. É um exemplo de atitude que pode ajudar instituições como a AACD. Quando você trabalha voluntariamente você doa o único bem que você não vai ter de volta, que é o seu tempo”, afirmou a presidente do Conselho de Administração da AACD, Regina Helena Scripilliti Velloso. Também estiveram presentes os secretários municipais Patrícia Bezerra (Direitos Humanos e Cidadania), Cid Torquato (Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida), além dos vice-presidentes do Conselho de Administração da AACD, Luiz Felipe Kok de Mais da metade dos Sá Moreira, Maria do Car- médicos recém-formados mo A. Sodré Mineiro e João no estado de São PauLuiz Marques da Silva. lo (56,4%) é considerada inapta para o exercício da profissão nos exames de avaliação do Conselho Regional de Medicina do Estasaúde, a exigência é que o do de São Paulo (Cremesp), medicamento seja entregue feitos no ano passado. Em à população com a validade comparação a 2015, houve aumento de 8,3 pontos perdentro do período de uso. A secretaria progra- centuais na taxa de reproma uma logística para que vação. Foram avaliados os medicamentos doados sejam rapidamente distribu- 2.677 novos profissionais ídos nas Unidades Básicas ante 2.726, em 2015. Do de Saúde (UBSs) e que, em total de avaliados no ano um prazo máximo de três passado, 1.511 não consemeses, sejam utilizados pe- guiram a margem de acerlos pacientes da rede públi- to mínimo na prova aplicada pela Fundação Carlos ca. Segundo a legisla- Chagas (FCC). Para serem ção, o laboratório que doa aprovados, os médicos preremédios recolhe impostos cisam dar a resposta correta como se estivesse efetu- a, no mínimo, 60% das 120 ado uma venda. Para que questões. Em 2015, a taxa não haja ônus tributário re- de reprovação chegou a ferente ao Imposto sobre 48,1% (1.312 candidatos). No ano passado, Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a Se- 1.166 (43,6%) dos avaliacretaria Estadual de Finan- dos obtiveram a média neças concordou em conceder cessária para aprovação. isenção tributária para que Em 2015, 1.414 candidatos não incidam impostos sobre (51,9%) passaram no teste esta doação de medicamen- do conselho. O levantamento do tos. A rede municipal de Cremesp mostra que, na Saúde distribui à população comparação entre as es375 tipos de medicamen- colas públicas e privadas, tos, a um custo de R$ 40 prevalece um desempenho milhões por mês. São cerca mais baixo entre os avaliade dois bilhões de remédios dos vindos de cursos particulares. Em 2015, 73,6% por ano. sobre o estado de limpeza, manutenção, necessidade de substituição e vandalismo. Esses registros são armazenados no sistema da empresa e podem ser acessados a qualquer momento. O material da lixeira também mudou. Agora elas são feitas de ferro com tratamento anticorrosivo. Além disso, cada lixeira tem capacidade de receber até 100 litros de resíduos e pesa aproximadamente 25 quilos. Para maior segurança, elas são fixadas com parafusos e cimento, o que poderá evitar que sejam removidas. Em média, 2,6 mil lixeiras são quebradas por mês na área de atendimento da Soma.

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Caso a empresa ou pessoa física possua créditos com a Receita Federal, poderá usá-los para pagar até 80% da dívida, desde que pague os outros 20% à vista ou parcele 24% da dívida em 24 meses. Quem possui créditos inferiores ao valor suficiente para pagar a dívida, o saldo remanescente pode ser parcelado em até 60 meses, vencidos após o pagamento à vista de 20% ou da 24ª prestação. Outra opção, caso o contribuinte não possua créditos, é liquidar a dívida em até 120 parcelas escalonadas, comprometendo menos recursos nos primeiros anos. O escalonamento funciona com aplicação dos seguintes valores sobre o valor da dívida consolidada: 0,5% em 2017; 0,6% em 2018; 0,7% em 2019 e 0,93% nos 84 meses finais. O programa vale para débitos vencidos até

30 novembro de 2016. Também pode aderir quem teve dívidas lançadas após essa data, mas originárias de fatos geradores anteriores a ela. A adesão deve ser feita via requerimento protocolado no site da Receita. Os contribuintes que aderirem devem desistir de questionamentos judiciais e administrativos relativos às dívidas. “Esse programa foi destinado à redução de litígios administrativos e judiciais e regularização de dívidas tributárias com potencial de litígio”, afirmou Jorge Rachid, secretário da Receita Federal. Rachid destacou também que contribuintes que já estiverem em outros programas de refinanciamento terão as opções de continuar neles, aderir ao programa de regularização tributária ou migrar débitos de outros programas para a nova opção disponibilizada pela Receita.

Mais da metade dos médicos recém-formados é reprovado em teste do Cremesp

O prefeito João Doria entregou na segundafeira 06/02 à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) o cheque com a doação de R$ 17.948, correspondente ao valor do seu salário líquido. O chefe de gabinete de Doria, Wilson Pedroso, também fez uma doação de R$ 200, por ter atrasado mais de 15 minutos em uma reunião com secretários. No próximo mês, a doação do salário do prefeito e das multas por atraso serão destinadas ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRA-

AC). “Serão 48 salários que serão doados em 48 meses de gestão. Mais do que tudo é um gesto positivo de exemplo de cidadania para que outras pessoas, empresários e instituições possam cooperar com estas associações que fazem um trabalho nobre, eficiente e correto”, disse o prefeito. Por ser uma instituição privada e sem fins lucrativos, a AACD depende de doações para manter o trabalho, que se tornou referência mundial no tratamento de pessoas com deficiência física. Em seus 67 anos de existência, foram

Prefeitura inicia ação para normalizar abastecimento de remédios na rede pública Foto: Divulgação

O prefeito João Doria e o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, receberam na quarta-feira 08/02 representantes de 12 laboratórios farmacêuticos para traçar estratégias de uma ação emergencial para solucionar a falta de medicamentos na rede pública municipal. Remédios doados pelas empresas, sem contrapartida, serão distribuídos para pacientes da rede municipal nos próximos dois meses, a partir do dia 20 de fevereiro. Esse é o tempo necessário para que seja realizada a compra dos medicamentos que estão em falta, por meio de

licitação. A Prefeitura solicitou a 12 laboratórios a doação de medicamentos com validade superior a seis meses. As empresas devem disponibilizar 165 tipos de remédios de atenção básica (analgésicos, anti-inflamatórios, controle de pressão arterial e diabetes), totalizando mais de 380 milhões de comprimidos. Nas farmácias privadas, os remédios só podem ser colocados à venda com mais de um ano do prazo de validade. Com 11 meses e 29 dias do vencimento, eles precisam ser incinerados. Já na rede municipal de

Foto: Divulgação

dos profissionais oriundos de escolas públicas tinham sido aprovados, taxa que caiu 62,2%, no ano passado. Já o percentual de aprovados entre os egressos de escolas privadas caiu de 41,2% para 33,7%. Segundo o Cremesp, a avaliação foi feita com os formandos de 30 das 46 escolas médicas em atividade no estado. As demais escolas foram abertas há menos de seis anos e, portanto, ainda não apresentavam turmas de graduados no período do exame. O teste do Cremesp consiste na identificação do conhecimento básico na área. Os avaliados têm de responder a 120 questões em cinco horas. Para ser considerado apto ao exercício profissional, o candidato deve responder corretamente a, no mínimo, 72 questões. O pior desempenho foi na área de saúde pública e epidemiológica, com média de acertos de 49,1. Na pediatria, a média chegou a 53,3 e na obstetrícia, 54,7. Muitos dos candidatos não foram capazes de interpretar imagem para diagnosticar e administrar a condução terapêutica para problemas básicos de saúde como casos de hipertensão e doenças respiratórias. Se-

gundo o Cremesp, 80% dos recém-formados erraram a conduta no tratamento de paciente idoso e 75% demonstraram não saber identificar as principais características e conduta em caso de paciente com problemas respiratórios. Obrigatoriedade Na avaliação do presidente do Cremesp, Mauro Gomes Aranha de Lima, a piora no desempenho reflete uma situação “sistêmica” no país e a “ausência de um exame obrigatório de avaliação” que pudesse fazer um aperfeiçoamento do curso de medicina. Além do exame obrigatório, ele defende o impedimento do exercício legal da profissão até que as lacunas de conhecimento sejam preenchidas. Para Aranha de Lima, o teste é fundamental porque é a partir dele que o profissional vai demonstrar se é capaz de desenvolver o raciocínio clínico, identificando as doenças mais prevalentes na população. Segundo ele, o interesse do Cremesp não é deixar a população insegura, mas sim sensibilizar os governantes e legisladores para que tornem o exame obrigatório para todo o país e para que novos critérios de fiscalização sejam adotados pelo Ministério da Educação (MEC).


São Paulo, 1ª quinzena de fevereiro de 2017

Saúde Diagnóstico tardio de câncer de mama preocupa mastologistas

Jornal Pólo Paulistano

Educação e Cultura Despesas com educação sobem 8,76% em 12 meses

Cruzadas

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Foto: Divulgação

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A mamografia, exame que detecta o câncer de mama, aliado ao exame clínico e ao autoexame são considerados elementos essenciais para a prevenção de novas mortes pela doença, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Antônio Luiz Frasson. O presidente da SBM disse que o retardo do diagnóstico preocupa a todos os mastologistas. Cada milímetro de tumor implica risco de mais ou menos 1% de que a doença se espalhe. Caso se detecte um tumor de 5 centímetros, o risco de que, no momento do diagnóstico, já exista metástese é muito alto. Diagnóstico precoce A importância do diagnóstico precoce, que é feito com exame clínico e que permite identificar lesões de 2 centímetros, é destacada pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Com a mamografia, são identificadas lesões muitas vezes milimétricas. A SBM recomenda que a mamografia seja feita a partir dos 40 anos, porque em muitas regiões do Brasil a incidência de câncer de mama em mulheres entre 40 e 50 anos não é pequena. Varia entre 20% e 40%, informou o especialista. Antônio Luiz Frasson explicou que não é recomendada a mamografia antes dos 40 anos porque a mama é bastante densa nessa faixa etária, o que reduz a eficácia do exame. Para o grupo de mulheres com menos de 40 anos, a instituição procura orientar sobre os fatores de risco, em especial a história familiar. No grupo de mulheres com risco familiar, recomenda-se um acompanhamento a partir dos 20, ou no máximo, 25 anos. “Nós orientamos muito sobre a questão dos fatores de risco, especialmente relacionados com a história familiar, porque quando existe um risco familiar é muito comum que os tumores apareçam antes dos 40 anos. Para essa população com menos de 40 anos e com histórico familiar, recomendamos ultrassom e ressonância de mama, que são exames mais sensíveis nessa faixa etária”, disse Frasson. Ele confirmou que existe no Brasil a percepção

de que um grande número de casos de tumor de mama está ocorrendo antes dos 40 anos. Para esse grupo de mulheres, a orientação é que quando façam revisão ginecológica, o próprio ginecologista avalie a mama e fique atento a qualquer queixa mamária. “Qualquer alteração na mama deve desencadear uma investigação”. Entre essas alterações, estão caroços nos seios; alergia nos mamilos; pele retraída; inchaço e sensação de calor; ferida nos seios; mudança na pele ao redor do mamilo; secreção pelo bico do seio. A própria mulher, no autoexame, deve estar atenta a esses sinais. “Ninguém melhor do que a própria mulher para perceber alterações precocemente”. Peculiaridades Antônio Luiz Frasson destacou que o país tem peculiaridades diferentes da Europa e dos Estados Unidos, onde as pessoas fazem muita avaliação. “Você pega tumores muito menores”. Vinte e cinco por cento dos tumores na Europa, por exemplo, não são palpáveis; são muito pequenos e descobertos por exames. No Brasil, isso não atinge 5% dos casos. “Então, no Brasil, a gente recomenda muito o autoexame, porque a mulher conhecendo e estando acostumada com a avaliação da própria mama, frente a qualquer alteração ela pode perceber e investigar”. O autoexame deve ser feito após o período menstrual, quando a mama está menos inchada e mais suscetível a perceber qualquer alteração. Havendo qualquer mudança, a mulher deve procurar um médico para que a investigação seja feita. Frasson reiterou que o problema do câncer de mama no Brasil é muito sério, porque além do retardo do diagnóstico, existe uma dificuldade no atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as pessoas podem levar mais de seis meses para conseguir acesso. “Às vezes, a pessoa detecta o tumor, mas até conseguir uma consulta no posto de saúde e ser encaminhada a um hospital de referência para investigação, pode levar de seis meses a um ano. Esse processo tem que ser agilizado também”.

Fundação Pró-Sangue pede doações antes do Carnaval

Doações de sangue diminuem por conta do feriado prolongado de carnaval. No período do carnaval é comum as doações de sangue diminuírem por conta do feriado prolongado e a Pr ó-Sangue precisa garantir o abastecimento de sangue aos hospitais. É possível aproveitar as semanas que antecedem o Carnaval para doar sangue. Faça sua parte antes e curta o feriado com tranquilidade! Doe Sangue. Evite um espera prolongada e compareça durante a semana em um dos postos de coleta abaixo: Posto Clínicas Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 1º andar – Cerqueira César – São Paulo

Posto Dante Pazzanese Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 – Ibirapuera – São Paulo Posto Regional de Osasco R. Ari Barroso, 355 – Presidente Altino – Osasco Posto Barueri R. Angela Mirella, 354 Térreo – Jd. Barueri – Barueri Posto Mandaqui R. Voluntários da Pátria, 4227 – Mandaqui – S.P. Posto Pedreira R. João Francisco de Moura, 251 – Vila Camp o Grande – São Paulo Ligue no Alô Pró-Sangue para saber o horário de atendimento:0800-55-0300.

Pesquisa divulgada na terça-feira 07/02 pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) mostra que as despesas com educação subiram 8,76% no período de 12 meses compreendidos entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano, quase o dobro da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC/ FGV), que acumula alta de 5,04% no período. As altas mais significativas foram observadas nos itens creche (12,31%), pré-escola (11,13%) e ensino fundamental (10,95%), seguidas pelo ensino médio (10,92%), cursos preparatórios para vestibulares (9,55%), cursos de pósgraduação (9,53%) e ensino superior (9,20%). Segundo o economista do Ibre responsável pela pesquisa, André Braz, apesar da redução do número de estudantes em escolas privadas por causa da crise com desemprego e diminuição da capacidade de pagamento das famílias as instituições têm custos fixos que acabam sendo rateados por aqueles que permanecem matriculados, por isso as mensalidades não caem com a redução da demanda. “Mesmo que tenha havido uma certa migração

do ensino particular para o público, isso não ajudou a diminuir o valor das mensalidades, porque o aluguel, a luz, os salários dos professores, a infraestrutura continuaram os mesmos, qualquer que seja o número de alunos. Então, acaba que quem fica paga uma fração maior desse reajuste das despesas fixas”, disse. Material escolar De acordo com o levantamento da FGV, o material escolar subiu 9,31% em 12 meses, também muito acima da inflação, mas nesse caso, o consumidor tem poder de barganha, segundo Braz. “Tem vários lugares que vendem esse tipo de material. Então, a gente pode fazer uma boa pesquisa de preços e driblar os aumentos, fazendo essa despesa impactar menos no orçamento.” Os preços dos livros didáticos e não didáticos subiram 5,13% e 5,72%, respectivamente. O único dos 17 itens analisados na pesquisa que registrou variação abaixo da inflação no período avaliado foi o de cursos alternativos e complementares à grade escolar, que teve reajuste de 2,83%. Segundo Braz, são cursos que têm um apelo menor “porque a família pode abrir mão, sem grandes prejuízos para a vida acadêmica do aluno”.

Soluções

Cantinho da Poesia

Procon-SP orienta sobre desistência de matrícula escolar

Foto: Divulgação

Poetisa e Autora: Riselda Morais

Ser Amigo Ser capaz de confiar E de dividir segredos Apoiar e tolerar Jamais fazer enredos Brincar e manter respeito Falar verdades com jeito Não julgar, nem condenar Com carinho abraçar

O sonho se tornou realidade: seu nome apareceu na lista de aprovados na universidade pública que você sonhava. Mas e agora, como fica a matrícula na instituição particular que, inclusive, já estava paga? De acordo com a Fundação Procon-SP, o aluno ou seu responsável tem direito à devolução integral do valor pago pela matrícula se a desistência for feita antes do início das aulas. Para o órgão, a escola que se recusar a devolver o valor estará realizando uma prática abusiva, pois o artigo 39, inciso V do Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe o fornecedor de exigir vantagem excessiva do consumidor, principalmente considerando que antes do início das aulas não houve efetiva prestação de serviço. Já se o estabelecimento comprovar que teve despesas administrativas com a contratação e o respectivo cancelamento, ainda que antes do início das aulas, ele pode reter parte desse valor. É importante frisar

que essa possibilidade deve constar de forma clara no contrato ou em outro documento assinado pelo consumidor. Se houver qualquer dúvida sobre o valor retido, a instituição de ensino poderá ser questionada e precisará justificar e demonstrar as despesas que estão sendo cobradas. Para garantir os seus direitos, o Procon-SP recomenda que o consumidor solicite a rescisão contratual e a devolução dos valores pagos por escrito , pedido que deve ser protocolado na secretaria da faculdade ou escola. Se a devolução da matrícula for solicitada após o início das aulas, os valores pagos não serão devolvidos, uma vez que a instituição de ensino deixará de disponibilizar a vaga para outro aluno. Portanto, é recomendado que o cancelamento seja efetuado o mais rápido possível, antes do início do período letivo. Se a instituição na qual a matricula foi feita negar entrar em acordo, procure um órgão de defesa do consumidor de sua cidade.

Firme segurar a mão Partilhar as mesmas dores Guardar recordação Lembranças cheias de cores Agir com paciência Vivendo o dia-a-dia Compreender o silencio Como harmoniosa melodia É mútua a simpatia A lembrança traz saudade A amizade é testada E vence a adversidade Alegrar-se com a alegria E sorrir o mesmo riso Na tristeza há companhia Para tudo que é preciso Sentir-se vitorioso Com o que o outro realiza Pode até ser curioso Mas nunca o banaliza Mesmo sem se falar Há sempre algo a contar Mesmo estando distante Lembrar-se por um instante Saber ouvir, desculpar Falar no momento certo Se divertir, se perdoar É ser um amigo esperto Amigo é sempre fiel Sincero e verdadeiro Além de emprestar o ombro É leal, é companheiro!

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Jornal Pólo Paulistano

IMÓVEIS “Minha Casa Minha Vida” Temer anuncia meta de 600 mil moradias com novas regras Foto: Divulgação

Na tentativa de estimular o setor da construção civil e criar uma agenda positiva, o presidente Michel Temer anunciou na segunda-feira 06/02 ajustes nas regras do Minha Casa Minha Vida, com meta de contratar 600 mil unidades em 2017. O valor máximo de venda do imóvel passará dos atuais R$ 225 mil para R$ 240 mil. Além disso, a terceira faixa do programa, que tem renda familiar limitada atualmente a R$ 6.500 será ampliada para R$ 9 mil. Há expectativa dos empresários que o governo edite

também uma Medida Provisória para restringir a ocorrência de distratos (quando o cliente desiste da compra do imóvel). A ideia é permitir que a construtora possa reter 80% do valor pago pelo comprador. O percentual hoje varia entre 10% e 15% quantia insuficiente para cobrir os custos. Os empresários defendem que o valor de referência nesses casos passe a ser o do contrato e não o desembolsado pelo comprador para evitar descasamentos e assegurar a continuidade do empreendi-

mento. Aguardada pelo setor, a mudança nas regras do Minha Casa tem por objetivo ampliar o número de famílias atendidas pelo programa. A ampliação da terceira faixa para R$ 9 mil vai permitir, por exemplo, financiar um imóvel de R$ 300 mil com juros de 9,16% ao ano, abaixo do mercado. As taxas oferecidas pelo Minha Casa, que conta com recursos do FGTS e do orçamento da União, variam entre 5% ao ano e 8,16% ao ano, de acordo com a renda familiar.

Os limites de faixa de renda familiar também serão corrigidos pela inflação: a faixa intermediária, de R$ 2,3 mil subirá para R$ 2,6 mil; a de R$ 3,6 mil chegará a R$ 4 mil e a de R$ 6.500 a R$ 7 mil. “A vantagem é que você vai incluir mais gente no programa”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins. As mudanças no programa serão apresentadas ao Conselho Curador do FGTS, antes do anúncio do Palácio do Planalto. Os empresários defendem também aperfeiçoamentos na lei que instituiu o patrimônio de afetação (cada empreendimento tem que ter contabilidade separada para evitar contaminação de eventuais dificuldades de caixa) e alienação fiduciária (o imóvel só passa para o nome do mutuário depois da quitação do empréstimo). Estes temas fazem parte das discussões sobre a medida para inibir os distratos. Outra medida que foi anunciada é ampliação do valor do imóvel dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) que tem juros limitados a 12% ao ano dos atuais R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão, nas capitais como Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. O SFH é formado por recursos do FGTS e da poupança.

Corretores de imóveis poderão comercializar imóveis retomados por instituições bancárias

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Há cerca de 24 mil propriedades em carteira, com previsão de ingresso de outros 20 mil imóveis ainda neste ano, segundo antecipou o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, em reunião com o presidente do Cofeci, João Teodoro da

deverá acontecer a partir de março. Até lá, haverá um mapeamento dos imóveis por Estado, informações repassadas aos Crecis para orientar os corretores interessados e a realização de um treinamento para que os corretores de imóveis possam atender melhor o cliente dentro das normas desse convênio. Nesse treinamento, haverá informações sobre o perfil dos imóveis, a distribuição por sorteio aos profissionais, quais estão ocupados ou desocupados, as modalidades de financiamento que a Caixa irá oferecer, o que já facilita o processo de vendas, entre outras informações. Cada propriedade será exclusiva do sorteado, que terá um período para realizar a comercialização.

Preços de imóveis têm queda real de 4,58% nos últimos 12 meses Variação de preços de imóveis em 20 cidades foi de apenas 0,65% no período, bem abaixo da inflação no período, de 5,49%, segundo o índice FipeZap Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro o preço dos imóveis subiu em média 0,65% nas 20 cidades brasileiras acompanhadas pelo índice FipeZap. Já a inflação, medida pelo IPCA deve encerrar o mesmo período com aumento de 5,49%, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. Ou seja, ao considerar o efeito da inflação, o índice mostra que os imóveis devem ter queda real de preço de 4,58%. A queda real de preço é registrada quando o valor de um determinado bem, como é o caso do imóvel, tem uma alta inferior ao aumento generalizado de preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é calculada por uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação. Com exceção de Belo Horizonte, que regis-

trou aumento real de preços no período, as cidades que compõem o índice tiveram variações de preços inferiores ao IPCA nos últimos doze meses. Entre estas cidades, cinco tiveram queda nominal de preços na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês do ano passado: Rio de Janeiro, Distrito Federal, Fortaleza, Niterói e Goiânia. Na média, os preços dos imóveis ficaram estáveis em janeiro e registraram variação nula na comparação com dezembro. No mês, doze cidades registraram queda nominal de preços: Rio de Janeiro (-0,06%), Distrito Federal (-0,44%), Fortaleza (-0,81%), Recife (-0,78%), Florianópolis (-0,02%), Vitória (-0,28%), Santo André (-0,15%), São Bernardo (-0,01%), Niterói (-0,53%), Campinas (-0,09%), Santos (-0,27%) e Contagem (-0,31%). O preço médio do

metro quadrado dos imóveis nas 20 cidades do índice FipeZap encerrou janeiro em 7,693 reais. Rio de Janeiro e São Paulo continuam a liderar a lista do metro quadrado mais caro. No Rio, o preço médio do metro quadrado terminou o mês a 10.262 reais. Já o valor do metro quadrado em São Paulo encerrou janeiro custando 8.625 reais, em média. Goiânia e Contagem foram as cidades que registraram os preços mais baixos. Em Goiânia, o valor médio do metro quadrado ficou em 4.102 reais e, em Contagem, 3.548 reais. O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010. Entre as cidades in-

cluídas mais recentemente na composição do Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012. O índice FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013. O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês. Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Silva. A remuneração será de 5% sobre o valor da propriedade, pagos pela Caixa ao corretor imobiliário. De acordo com levantamento preliminar da Caixa, a maioria expressiva da carteira é composta por imóveis residenciais, de um, dois e três dormitórios. O valor médio das propriedades é de aproximadamente 250 mil reais. Assim que a Caixa passar a relação detalhada das propriedades, os Crecis irão disponibilizar mais informações e divulgar um cronograma de trabalho a todos os interessados. Exclusivo para adimplentes Para participar desse convênio, os profissionais deverão estar em dia com suas obrigações junto aos Conselhos Regionais. A comercialização dos imóveis

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O Sistema Cofeci-Creci assinou convênio com a Caixa Econômica Federal para abrir mercado para os corretores de imóveis. Foto: Divulgação

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Câmara aprova projeto antipichação em segunda votação Foto: Divulgação

O substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 56/2005, dos vereadores Adilson Amadeu (PTB) autor da proposta original e outros 25 parlamentares, foi aprovado na noite de terça-feira (14/2) depois de quase cinco horas de discussão em plenário. Por 51 votos favoráveis e 2 contrários (Toninho Vespoli e Sâmia Bomfim, ambos do PSOL), a proposta que cria o “Disque-Pichação” acolheu algumas medidas para responsabilizar os infratores. O novo texto do projeto reconhece a prática do grafite como manifestação artística e cultural, mas prevê multas de R$5 mil para quem for flagrado pichando em propriedades pública ou privada e de R$10 mil para monumentos ou bem tombados na cidade. Também estende o atendimento em sistema eletrônico para que a sociedade possa fotografar o delito e enviar a órgãos competentes pela fiscalização, estabelece multa [R$5 mil] para o comerciante que não apresentar a relação de notas fiscais das vendas de spray de tinta com a identificação do comprador, ficando proibida a venda a menores de idade, em caso de reincidência, o estabelecimento poderá até ser fechado pela

prefeitura. Os valores arrecadados com as multas deverão ser destinados ao Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano. Os vereadores Toninho Vespoli (PSOL) e Antonio Donato (PT) apresentaram outros substitutivos que não avançaram em plenário. Também foram encaminhadas emendas ao projeto, mas nenhuma foi acatada. A aprovação da medida foi motivo de comemoração para um dos autores. “O substitutivo reforça o “Disque-Pichação” e determina que o dinheiro das multas vá para um fundo que beneficiará o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) que está precisando de dinheiro para recuperar os monumentos”, disse Adilson Amadeu. O vereador Fernando Holiday (DEM) sinalizou para a importância da aprovação do projeto, com algumas ressalvas.“Fui contrário a restrição da venda de spray de tinta e acho que esse é um caminho perigoso, porque restringe a livre iniciativa e na prática não diminui a pichação “, argumentou.

A bancada do PT, que preferiu não participar da primeira votação do projeto, concordou com as mudanças apresentadas e foi favorável a medida. “O substitutivo tem avanços em relação ao projeto anterior e deixa de ser apenas punitivo”, justificou o líder do Partido dos Trabalhadores, vereador Antonio Donato. Entre as mudanças que levaram a legenda a apoiar o projeto, está a possibilidade do pichador ficar isento da multa caso se comprometa a fazer trabalhos educativos. O líder do governo na Câmara, vereador Aurélio Nomura (PSDB), acha que houve um bom entendimento para a aprovação do projeto. “O encaminhamento foi interessante. Acolhemos a sugestão do Partido dos Trabalhadores e criamos uma campanha educativa. A exigência da apresentação de autorização prévia para desenvolvimento de murais na cidade também foi mais um avanço no projeto”, argumentou. Os vereadores do PSOL sinalizaram para a necessidade de mais debate com a população antes de aprovar o projeto. “A questão não está tão nítida sobre como será a punição”, disse Toninho Vespoli. O projeto segue para sanção do prefeito de São Paulo, João Doria. Audiência Pública O projeto aprovado foi discutido no período da manhã durante Audiência Pública realizada pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) e os participantes puderam apresentar pontos positivos e negativos sobre as possibilidade de multas para os pichadores. Estiveram presentes, o secretário Municipal de Cultura, André Sturm, o de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira. Grafiteiros, pichadores e cineastas que realizaram trabalhos sobre o tema também participaram.

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Blitz do Psiu fecha bar no Tatuapé

Foto: Eduardo Ogata

O prefeito João Doria e o vice-prefeito e secretário municipal das Prefeituras Regionais, Bruno Covas, participaram na noite de sexta-feira 10/02 de uma blitz realizada pelo Programa de Silêncio Urbano (Psiu) no bairro do Tatuapé, Zona Leste da cidade. Um bar foi lacrado por ter sido autuado pela terceira vez funcionando além do horário permitido, conforme a Lei 16.402/2016.

“Isto a partir de agora serve de alerta para os donos estabelecimentos. Que modulem o seu som e utilizem equipamentos acústicos para proteger não só o seu interesse, mas sobretudo para respeitar os seus vizinhos. A Lei do Psiu agora volta e volta para valer”, disse Doria. As pessoas podem contribuir com a fiscalização. O cidadão pode denunciar pelo telefone da Central

156, pela internet ou pelo aplicativo SP 156. Os agentes do Psiu podem fiscalizar bares, boates, restaurantes, salões de festas, templos religiosos, indústrias e obras. “Moro aqui há 30 anos e com a proliferação dos bares, muitos donos se excedem e deixam o som alto ao longo da madrugada. Vira um problema para os moradores. O prefeito está de parabéns pela atitude”, disse o morador Lourival Reis.

A nicotina e as substâncias contidas no cigarro e em derivados como o charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé, são responsáveis por provocar até 50 tipos de doenças, segundo a Organização Mundial da Saúde. Entre as mais graves e mortais estão o câncer e o infarto. Parar de fumar exige muita força de vontade e empenho. Mas, para quem se torna dependente do tabaco, isso não é suficiente para largar o vício. É muito importante pedir ajuda nesses casos, pois além do fumante, as pessoas que estão no mesmo ambiente também são afetadas pela fumaça. A cada tragada, o fu-

mante inala mais de quatro mil substâncias, entre elas a nicotina, o alcatrão, o monóxido de carbono e mais outras 60 que são comprovadamente cancerígenas. Já o fumante passivo tem 30% de chances a mais de desenvolver câncer de pulmão do que quem está distante da fumaça. No Estado de São Paulo, a Lei Antifumo proíbe o ato de fumar em ambientes fechados de uso coletivo e tem sido cumprida de forma rigorosa e com bastante sucesso. Uma equipe de técnicos da Vigilância Sanitária e do Procon faz a fiscalização da lei. De agosto de 2009 a fevereiro deste ano, somente no Estado de São Paulo

foram realizadas 1,688 milhão de inspeções e aplicadas 3,721 mil autuações. O índice de cumprimento da legislação é de 99,7% dos estabelecimentos vistoriados. O Governo do Estado oferece programas para quem está decidido a parar de fumar. Eles são oferecidos pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). Os interessados devem procurar o serviço de Atendimento de Tabagismo. Além de atender aos fumantes, o Cratod também capacita profissionais de todo o Estado para implantação de novos serviços de tratamento de dependentes de tabaco.

Governo do Estado oferece ajuda a quem deseja parar de fumar


Jornal polo paulistano ed 215