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Editorial Março 2013 Detalhes Escrito por Ricardo Machado Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 16

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Caro leitor, A revista perspectivas nasceu, e com ela nomes bonitos do movimento de leitores do Livro de Urântia se alinharam num projecto que esperamos ter vindo para durar. Nesta primeira edição, ainda prematura, temos apenas uma amostra do aroma do trabalho que ainda está para vir. O Livro de Urântia é uma pauta de inspiração para imensos trabalhos de pesquisa, e esta revista é exactamente o que precisamos para tornar essas pesquisas publicas e organizadas de forma a tornarem-se parte da história dos movimento. A revista Perspectivas faz parte de um projecto mais abrangente que tem como objectivo não só dar a conhecer estes trabalhos a todo o conjunto de leitores, mas também motivar que novos trabalhos escondidos nas gavetas do acanhamento individual ganhem coragem e soltem a sua luz a público. Imensas vezes, pelas redes sociais e listas de emails onde todos participamos, deparo-me com verdadeiros tesouros da reflexão. E sinto mesmo pesar por saber que tais pérolas estão fadadas a desvanecer no tempo, e nas centenas de comentários e opiniões que se lhes sobrepõe. Assim, espero sinceramente que este espaço se torne uma enorme estante arquivadora desses fabulosos artigos e trabalhos, que facilmente sejam acessados para inspirar e motivar novos leitores a expressar as suas ideias, e a trazer para a superfície aquela evolução de conceitos tão aguardada por todos nós. Este é o primeiro número da revista. Uma espécie de versão 'beta' no qual estamos experimentando algumas possibilidades. Esperamos nos próximos números avançar para melhores e mais inovadoras propostas, certos da sua apreciação como leitor. Fica o meu muito obrigado a todos os autores participantes, que disponibilizaram do seu tempo para tornar possível esta edição. Ficam os meus cumprimentos a todos os subscritores que ao assinarem esta revista gratuita, nos motivam a continuar e a evoluir este projecto.

Editor, Ricardo Machado

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Massinhas de Modelar

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Detalhes Escrito por André Vassiliades Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 18

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m assinha

m assa

m odelar

bolinha

prim eira infancia

segunda infancia

autoconhecim ento

autodom inio

autorrealização

A analogia: Imaginem que temos muitas massinhas de modelar (aquelas de crianças) e de várias cores, e que, apesar de todas maleáveis, cada uma tem uma densidade diferente.Pegamos um bocado de cada uma e vamos amassando e misturando com as mãos, fazendo uma bola. Olhando para a bolinha que acabamos de fazer é possível distinguir diferentes cores e densidades, mas com o passar do tempo as cores vão se misturando e reagindo formando tons intermediários, assim como vai endurecendo desigualmente e tomando uma forma mais ou menos definitiva. O significado: Essa bola representa as vivências e experiências da primeira e segunda infância; é o primeiro núcleo de identidade do indivíduo. E quando adultos, muitas (não todas) das nossas ações e reações, do nosso comportamento, da nossa expressão, da nossa forma de compreender e interpretar estão fundamentadas nessa bola. Só que agora temos uma mente ativa, que pondera, deseja, crê, discerne e quando voltamos os olhos para nós mesmos reparamos que nossa bolinha não é uma esfera perfeita; que há nuances na morfologia que podem ser lapidadas e lixadas para que a bolinha role mais coerentemente no decorrer da vida. E, em muitos casos, ficam regiões emocionais intensamente marcadas por experiências que a mente racional evita explorar (e as vezes não ousa explorar), pois isso reviveria os sentimentos intensos e a razão poderia perder a objetividade e controle da sua função, que é analisar para compreender. O medo de trazer à tona as emoções e sentimentos delimita os caminhos e regiões da razão – “auto-tabus”-, criando assim zonas proibidas na própria


mente: tenta-se evitar para esquecer, como se tal distanciamento racional “curasse” ou resolvesse essas marcas. Mas nós somos essa bolinha e nosso modo de ser a reflete fielmente. Por isso o lar – a vida familiar – tem imensa importância na formação do caráter da criança e como ela será na fase adulta. O autoconhecimento, autodomínio e autorrealização podem muito fazer para a mestria de si mesmo, mas muitas coisas permanecem para além desta vida; e isso tudo sem contar com o controle eletroquímico que, agora, muito influencia “como” nós somos; (47:3.7) Quase toda a experiência no mundo das mansões de número um pertence à ministração corretora das deficiências. Os sobreviventes que chegam nessa primeira das esferas de detenção apresentam tantos e tão variados defeitos de caráter de criatura, e deficiências de experiência mortal, que as principais atividades do reino ocupam-se da correção e da cura desses múltiplos legados da vida na carne nos mundos evolucionários materiais do tempo e do espaço.

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A Música Detalhes Escrito por Ricardo Altava Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 22

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Como descrito no Livro de Urântia: “É verdade, literalmente, que “a melodia tem o poder de transformar o mundo inteiro”. Para sempre, a música irá permanecer como a linguagem universal de homens, anjos e espíritos”. Em minha experiência de quase 20 anos como professor de música, pude notar magnificas transformações, tanto em crianças como em jovens, adultos e idosos; que através da música, quebraram inúmeras barreiras físicas e psicológicas, e também, despertaram de maneira natural, sensibilidades e conceitos diversos com relação ao Universo e a magia que nos acolhe, além da edificação e consciencialização da espiritualidade e do poder do domínio de certos sentidos. A música, realmente tem a mestria de mostrar o que os olhos não podem ver, e de unir o que o preconceito e a intolerância separam. Assim disse Jesus: “Não cometais o erro de tentar tirar um cisco do olho do vosso irmão, quando há uma trave dentro dos vossos próprios olhos. Tendo primeiro retirado a trave do vosso próprio olho, vós podeis ver melhor para tirar o cisco do olho do irmão”. Desde quando iniciei os meus estudos do Livro de Urântia, minha vida mudou muito, e isso é certo. Consegui perceber e eliminar inúmeros pequenos defeitos que o diaa-dia e a extensa jornada de trabalho, no decorrer dos anos, foram implantando em mim, sem que eu percebesse; mas, perceber e identificar os defeitos, e trabalhar para ameniza-los não foi nada, perto de quando notei que minha sensibilidade musical tornou-se incontavelmente mais progressiva, criativa e menos preconceituosa, não só no sentido de compor e tocar, mas também, e em demasia, na flexibilidade para ensinar. Perceber a dificuldade de um aluno e suprir suas necessidades com coerência não é algo simples de se fazer, no entanto, quando aprendemos a observar tais dificuldades (sem julgar) com maior cuidado, acrescidos da verdadeira vontade de ajudar (ensinar), tudo se torna possível, e os resultados são gratificantes. Naturalmente, somos curiosos, e quando nos encontramos engajados em nossa própria evolução, sentimos a necessidade de encontrar semelhantes na mesma jornada. Na qualidade de músico, busquei informações sobre outros músicos leitores do Livro de Urântia, e me surpreendi quando me deparei com a informação de que alguns dos meus ídolos, assim como eu, buscavam a evolução espiritual e a consciencialização sobre assuntos ligados a nossa existência. Nesta busca, encontrei informações sobre as seguintes personalidades: Jimi Hendrix; Jerry Garcia; Kerry Livgren; Jaco Pastorius; Elvis Presley; Carlos Santana; Karlheinz Stockhausen; Sun Ra; Stevie Ray Vaughan; Pato Banton; Janis Joplin. Sempre achei que a música é o melhor caminho para chegar cada vez mais perto de Deus… Nesse produtivo e prazeiroso período, no qual me engajei nos estudos do Livro de Urântia, descobri e compreendi tantas coisas relacionadas a Deus, ao Universo, a


espiritualidade, sobre as pessoas que me cercam, e principalmente, com relação à minha própria vida. Aprendi a buscar a inspiração necessária para expressar a minha arte no meu EU interior, e com isso, através não só da música, mas também, na maneira de viver, estou edificando sentimentos profundos que me proporcionam uma melhor relação com o trabalho, com meus filhos, com a minha esposa, com a minha família, com meus alunos e amigos, e também, com o Universo. Dica de músicas para ouvir enquanto lê e estuda o Livro de Urântia: Este compositor, tem o dom e o poder de expressar em forma de Sons (Música), tamanha sensibilidade, proporcionando uma paz interna cativante e inspiradora. Um grande abraço musical em todos vocês.

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Salas de Estudo Virtual Detalhes Escrito por César Zapello Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 12

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Nossa sala de leitura e estudos on-line, disponibilizada pela UAB – Urântia Associação do Brasil é uma ferramenta que coloca as pessoas em contato direto e possibilita a integração entre seus participantes em todos os níveis: de leitura, associação, conhecimento, interpretação, resposta, e é a mais importante ferramenta de leitura e estudos disponível. Meu nome é Cesar Paulo Zapello e sou leitor do Livro de Urântia desde 31 de julho de 2010, quando tomei conhecimento do livro pela busca de temas de espiritualidade, pois estava com muita ansiedade e vontade, buscando por respostas. Quando encontrei o Livro e consequentemente a Associação, consultei o site e encontrei mais informações sobre o Livro e a Associação, o que me encantou foi que não havia qualquer imposição, condição ou obrigação para o leitor, o site apenas disponibilizava as ferramentas, para que os leitores pudessem encontrar e serem encontrados pelo Livro de Urântia. E literalmente nos encontramos ambos. No site encontrei também ferramentas de busca de outros leitores e grupos de estudos que são a base de apoio para um bom desenvolvimento, entendimento e apoio na leitura. Como não encontrei nenhum leitor e menos ainda grupos de estudo presenciais em minha cidade, uma ferramenta que me colocou em condições de ser quem sou hoje e serei a cada novo dia de minha vida, foi a sala de estudos on-line no link www.urantia.com.br/sala. Sessão de leitura na sala Na sala de estudos, encontrei as pessoas que me ajudaram muito, no entendimento dos temas do Livro, como ler o Livro, como interpretar o Livro. Leitores de muitos conhecimentos e formas de interpretações, e esta variedade, me fez também aprender a conhecer melhor as pessoas, compreender também as interpretações do Livro que são pessoais. Uma percepção da sala foi que ela coloca as pessoas de forma que elas se apresentam como elas são, e as torna transparentes quando da sua participação e este fato, tem ajudado a muitos mesmo que estes não tenham percebido. Muitos destes, que conheci pela sala, hoje os conheço pessoalmente, assim como suas famílias, os quais influenciaram definitivamente minha vida para melhor, a visão das relações humanas, e se tornaram minha família, e como família, temos todas as questões que envolvem as relações familiares, mas num outro nível, um nível mais elevado, e comum, pois as buscas são as mesmas no nível espiritual, através da mesma fonte: O Livro de Urântia. Esta ferramenta, sala de estudos on-line, precisa ainda de muita transformação, evolução, no sentido de proporcionar a mais pessoas a vontade de estar presente, e com isso, aprender a se expor e evoluir em seus pensamentos, muitos não suportaram esta condição de se expor em seus pensamentos de forma mais aberta que a sala proporciona e não estão mais presentes hoje, mas temos ainda muitos bons estudantes que estão vivendo a energia que é estarmos comungando da mesma busca através de um contato mais direto, em horários e dias específicos.


Você que não conhece ainda nossa sala, venha compartilhar connosco esta energia que é gerada no momento que estamos juntos, mesmo que ela mexa com você, te provoque, em seus entendimentos e desentendimentos sobre um tema, um desejo de impor a sua interpretação dos fatos. E você que já conhece e não está mais presente, volte connosco a compartilhar e nos ajudar a fazer desta ferramenta algo que possa ajudar a muitos no trabalho de entendimento do Livro de Urântia. Esta ferramenta, a sala de estudos on-line, possibilita muitas formas de disseminação. Para que estas ações aconteçam de fato, precisamos de mais leitores com conhecimento amplo e profundo do Livro de Urântia, para apresentação de palestras. Venha, conhecer, colaborar, participar. Nossos encontros acontecem sempre às 19h30minhs aos Sábados, Segundas e Terças-feiras acessewww.urantia.com.br/sala , ao acessar a sala digite seu Nome – Cidade, não é preciso digitar senha, o acesso é livre. (69.8) 5:5.13 A sobrevivência eterna da personalidade depende inteiramente da escolha da mente mortal, cujas decisões determinam o potencial de sobrevivência da alma imortal. Quando a mente acredita em Deus e a alma conhece a Deus e quando, com o suporte do Ajustador, ambas desejam a Deus, a sobrevivência fica assegurada. As limitações de intelecto, as restrições na educação, à carência de cultura, o empobrecimento no status social, até mesmo a inferioridade nos padrões humanos de moralidade, resultante da falta desafortunada de vantagens educacionais, culturais ou sociais, nada disso pode invalidar a presença do espírito divino, em indivíduos que creem, mas que são, de alguma maneira, desafortunados ou humanamente desfavorecidos. A residência do Monitor Misterioso constitui a raiz e assegura a possibilidade do potencial de crescimento e sobrevivência da alma imortal. Share 0 Tw eet

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Audiobook

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Detalhes Escrito por Eliana Ferrin Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 10

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O desejo de dissiminar a Quinta Revelação aliado a vontade de ajudar as pessoas que de alguma forma tenham dificuldade para ler, ou talvez, até tempo para isso, me levou a iniciar o projeto do Audiobook em Março de 2010 (fazendo agora 3 anos). Sem nenhuma experiência prévia e desprovida dos recursos necessários e adequados, comecei a gravar os primeiros documentos e a partir daí, planejar como seria desenvolvido o projeto. O trabalho requer todo um conjunto de situações para ser desenvolvido. Requer um ambiente silencioso, requer uma leitura pausada e calma do texto, requer tempo, concentração disciplina e muita motivação. Com a publicação dos primeiros audios no site da AUB, pude perceber que o interesse das pessoas por este trabalho era muito maior do que a princípio pude imaginar, o que me motivou ainda mais.Escutar de pessoas, que vivem do outro lado do planeta, que finalmente têm acesso ao ensinamentos do Livro de Urântia por intermédio deste trabalho, é uma carga muito grande de energia e motivação para continuar cada passo.Diante desta perspectiva, procurei me aprimorar como locutora e buscar novos recursos tecnológicos para realizar uma gravação com qualidade compatível com o seu conteúdo. Com a Terceira Parte concluída, inicio agora a tão esperada “Vida de Jesus” que nos brinda com magníficos conhecimentos e exemplos de vida. Serão mais alguns meses de gravação, edição e masterização para que finalmente seja possível dizer: “Está terminado”. Mais do que um trabalho, este projeto representa uma doação pessoal à Quinta Revelação, minha maneira de contribuir para um mundo melhor.E por isso o projecto não vai terminar com o desligar do microfone no fim da gravação, mas com o eco que todo este empenho pessoal poderá fazer no coração das pessoas que buscam pela revelação.

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A Revelação Online Detalhes Escrito por Plácido Maia Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 18

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O facebook recentemente atingiu a marca de um bilhão de usuários, e tamanha popularidade deve ser levada em conta, quando se trata de qualquer tipo de divulgação. Hoje, a maioria dos lares do mundo tem internet, que vem se tornando item de primeira necessidade para o bem estar do povo e também o meio mais fácil de atingir muitas pessoas ao mesmo tempo e assim disseminar as revelações contidas no Livro de Urântia. A Urântia – Associação do Brasil vem usando muito bem essa poderosa ferramenta que é a internet com resultados muito satisfatórios. Nossa página no facebook já está próxima dos 1000 likes, e têm sido de enorme importância no nosso trabalho de divulgação. Nela, nós divulgamos uma mensagem diária do Livro de Urântia, as mesmas mensagens divulgadas pelo site truthbook.com ,sempre com uma imagem inspiradora, e tem tido um bom alcance, pois sempre temos muitos likes e compartilhamentos. Também tem sido muito importante na divulgação de nossa sala de estudos on-line e sua agenda, com surpreendente resultado, aumentando em muito o número de leitores que a frequentam. O facebook aproxima as pessoas, e temos usado dessa prerrogativa para melhorar a administração da própria UAB, por exemplo, o Comitê de Tecnologia da Informação (CTI) criou um grupo, onde as questões são levadas para a apreciação e decisão de todos os membros, obtendo respostas e ações quase que imediatas, solucionando problemas que talvez fossem impossíveis de resolver tão rápido, se não fosse o grupo. Temos também um site bem completo, onde se pode ler, consultar, ouvir e adquirir o livro. Onde os leitores podem encontrar outros leitores de sua região, formar e cadastrar grupos de estudos. Temos também uma grande quantidade de arquivos para download, vídeos, apresentações de slides, imagens, textos e etc. Pode-se cadastrar no site e receber nossas newsletters. Enfim, uma ótima forma do leitor interagir com a UAB e obter todo auxílio necessário na leitura e divulgação do L.U. A UAB usa com muita intensidade a internet para que a Quinta Revelação de época chegue ao máximo de pessoas possível, para que a mensagem de Michael atinja um grande número de corações, muitas vezes sedentos de verdade.


UBIS - a escola de Urântia online Detalhes Escrito por Olga Lopez Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 48

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A UBIS (siglas de Urantia Book Internet School, Escola de O Livro de Urântia na Internet) é uma escola virtual que começou a funcionar há mais de dez anos, e que surgiu como una ideia do fideicomissário e vice-presidente da Fundação Urântia, Georges Michelson-Dupont. Desde então, tem sido oferecidos cursos de forma contínua, permitindo a leitores de todos os cantos do planeta aprofundar seu entendimento a respeito dos ensinamentos deO Livro de Urântia em um ambiente de fraternidade e harmonia. A UBIS foi concebida como uma escola virtual que permita aos leitores de O Livro de Urântia estudar temas específicos do livro, sem as restrições de uma escola presencial: incompatibilidade de horários, necessidade de transladar-se, etc. Diferentemente de outro tipo de ensinamentos, na UBIS o enfoque do estudo centra-se em que os professores atuam como facilitadores, isto é, empregam o método de Jesus de fazer perguntas para motivar a reflexão do interlocutor, o qual, desse modo, aproxima-se de verdades ampliadas sobre os temas apresentados no curso. Visto que não existem interpretações “oficiais” sobre os ensinamentos do livro, a ideia é que o professor acompanhe o aluno na sua descoberta de verdades e ideias mais elevadas, sem impor-lhe a própria interpretação dos conteúdos do livro. Seguindo o ensinamento do livro que diz que não se aprendeu verdadeiramente uma lição até que é ensinada a outra pessoa, todos os professores da UBIS frequentaram como alunos pelo menos dois cursos da UBIS. Além disso, eles devem realizar um curso de formação de professores e ser recomendados por outro professor. A UBIS funciona durante três trimestres por ano, que começam em janeiro, abril e setembro. Os cursos têm uma duração de 10 semanas cada um e estruturam-se em três fases principais: 1. Semana de apresentação, na qual todos (professor e alunos) apresentam-se aos restantes integrantes do curso. 2. Estudo dos documentos: esta fase consta de oito semanas, divididas em quatro períodos de duas semanas cada um. Na primeira semana de cada período, o

professor apresenta seis perguntas aos alunos, os quais devem escolher e responder três dessas perguntas. Na segunda semana, o professor publica as respostas de todos os alunos e possibilita a discussão dessas respostas, entre os alunos. 3. Semana de resumo, na qual o professor apresenta quatro temas para os alunos escreverem um breve ensaio. Nessa semana também há oportunidade para

despedidas e comentários finais. Encoraja-se os alunos a completar um questionário para avaliarmos o seu grau de satisfação com o curso e obtermos sugestões para melhorar a qualidade da escola. Desde setembro de 2012, a UBIS envia um diploma a todos os alunos que finalizaram o curso, desse modo eles têm uma lembrança da sua passagem pela escola. Os cursos são inteiramente gratuitos e se prevê que assim continuem. Para participar é necessário apenas ter um pouco de tempo disponível e ligação à Internet. Desde janeiro de 2012 até hoje (março de 2013), a UBIS ofereceu quatro cursos em espanhol:


1. Estudo do governo humano em Urântia. 2. Religião revelada vs. religião evolutiva – estudo comparativo. 3. A oração e a adoração como instrumentos para o crescimento espiritual. 4. O caminho para casa – o fato da morte.

No próximo trimestre (abril de 2013), planejamos oferecer um curso sobre a rebelião de Lúcifer. A inscrição deve ser feita na página web da escola:http://www.urantiabookschool.org; o curso começará no dia 1 de abril de 2013, e finalizará no dia 14 de abril de 2013. O número máximo de alunos por curso é de 20, portanto, se alguém estiver interessado, não deixe a inscrição para o último dia! Nossa ideia é desenvolver gradativamente a escola em espanhol, visando abranger outras línguas, como, por exemplo, o português. Esperamos que muitos leitores sintam-se incentivados a participar e apoiar essa iniciativa educacional destinada a formar os futuros instrutores da quinta revelação. Recebam todos um fraternal abraço, Olga López. Share 0 Tw eet

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Comment using... Perspectivas Artigo 8 - Perspectivas de Março 2013 - Por Olga López Molina. __________________________________________________ Esta autora trouxe uma reflexão sobre o trabalho que se tem vindo a desenvolver na escola online do Livro de Urântia. A Olga é uma leitora veterana ex-presidente the Associação Urantia Espanha. Agradeço a especial atenção de nos dedicar um artigo seu. (traduzido por Jeannie Vázquez de Abreu). Reply · Like · Monday at 6:31am F acebook social plugin


Unindo Filosofia Ciência e Religião

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Detalhes Escrito por Douglas Campos Frazão Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 5

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UNINDO FILOSOFIA, CIÊNCIA E RELIGIÃO: OS ESTUDOS INTEGRAIS DE KEN WILBER À LUZ DO LIVRO DE URÂNTIA Por Douglas Campos Frazão, leitor do Livro de Urântia, Brasil. É bastante comum nestes dias contemporâneos ver pessoas dialogando acaloradamente sobre o papel das ciências e das religiões na vida da Humanidade. Efetivamente, medidas que tendem a restringir o ensino da teoria da evolução das espécies em escolas, ou a obrigatoriedade da apresentação do mito bíblico da criação em seis dias lado a lado com a teoria da evolução, são tomadas ao mesmo tempo em que cientistas ateus e materialistas empreendem uma batalha pela popularização das ciências versus a inadequação da religião para a vida humana, e em que cientistas e filósofos crentes na Divindade promovem elaborados e acalorados debates em prol da defesa de sua fé. O debate não é novo. O papa João Paulo II publicou uma popular encíclica, a Fides Et Ratio, onde se propõe a mostrar que a fé religiosa e a razão científica não são incompatíveis. Traz a atenção de que em tempos recuados,santo Agostinho de Hipona já raciocinava que, quando um texto das Escrituras Sagradas judaico-cristãs trouxessem uma explicação contrária ao que a razão da Filosofia Natural – o equivalente da época ao conhecimento científico – apontava, neste caso deveria se considerar a passagem no seu sentido simbólico e alegórico, e não no exclusivo entendimento literal. Dessa forma, por exemplo, em sua obra “Comentário sobre o Gênesis”, santo Agostinho apontava para os seis dias da criação do mundo como sendo simbólicos e carregados de ensinamentos morais, ao invés de tomá-los como obrigatórios seis dias literais de criação, como o fazem hoje fundamentalistas cristãos. Isto ocorre porque muitos gregos e romanos pagãos, estudiosos do saber da época, viam os textos do Cristianismo como eivados de erros facilmente observáveis, e se deliciavam em apontar as contradições encontráveis neles, quando não em tentar mostrar que algumas coisas nesses escritos eram plágios mal feitos de seus próprios mitos. Foi em cima desse mote que um filósofo pagão chamado Celso escreveu uma preciosa obra, o “Discurso Verdadeiro”, indicativa dessas assim chamadas contradições, sendo rebatido, idéia por idéia, por Orígenes, um dos mais brilhantes intelectuais cristãos de todos os tempos, conforme se pode ler em sua obra “Contra Celso”. Ora, se recuarmos mais ainda no tempo, poderemos ver que mesmo os gregos se sentiram incomodados com o conteúdo de seus escritos religiosos em dado momento. O treinamento racional de um Sócrates, de um Platão e de um Aristóteles os impedia de aceitar os mitos gregos como verdades literais incontestáveis. Platão inclusive chega a considerar como danoso para a formação educacional da juventude o contato com alguns dos mitos gregos, onde os deuses são apresentados como ladrões, adúlteros, estupradores, usurpadores, etc. É o que se vê claramente na leitura de seu “A República”. Mas aqui chegamos a algumas questões importantes: por que é que então muitos seres humanos, de diversas culturas, insistem em ver suas escrituras sagradas como verdades literais, ainda que contradizendo os mais recentes postulados das ciências? Seriam as produções literárias religiosas de todo um engano da inteligência, uma evidência de uma infantilidade intelectual por parte de muitos? Por que é que as ciências ignoram os insights tão confortadores encontrados na maioria das religiões, insights que às vezes antevêem os limites do conhecimento científico e, raro porém não impossível, até


predizem algumas de suas descobertas? O saber filosófico poderia colaborar em uma união entre o saber científico e o saber religioso? Caso sim, por que não o faz hoje? E, não menos importante: por que unir as esferas da ciência, da filosofia e da religião? Isso realmente é importante para a Humanidade? Começaremos neste artigo a tratar de possíveis respostas a essas indagações, utilizando as lentes poderosas do Livro de Urântia projetadas sobre uma das mais ousadas propostas de conexão entre as diversas esferas de saber: os Estudos Integrais do filósofo norte-americano Ken Wilber. Antes de tudo, um pouco de informação básica sobre esse pensador. Ken Wilber nasceu em Oklahoma City, no dia 31 de janeiro de 1949. É filósofo com um mestrado em bioquímica, fundador do Integral Institute nos Estados Unidos e considerado como um dos pais fundadores da Psicologia Transpessoal, nada obstante o fato de seus estudos o terem afastado em parte dessa corrente teórica. Considerado por alguns pensadores contemporâneos como possuidor de uma abordagem limitada e de apelo a conceitos para as massas (por exemplo, pelo físico Amit Goswamiem sua obra “Deus Não Está Morto”, ele mesmo um escritor popular), também é reputado por alguns como sendo o “Einstein da consciência”, e respeitado como importante estudioso e pesquisador por personalidades como Anthony Robbins e Deepak Chopra (ambos escritores populares). Hoje Wilber age como coordenador das diversas frentes de pesquisas do Integral Institute, à frente de estudiosos que vão de físicos a líderes religiosos de diversas religiões, todos empenhados com o assim chamado Movimento Integral.

Neste pequeno artigo estaremos tratando de alguns pontos limitados dos seus Estudos Integrais conforme podem ser encontrados em uma de suas primeiras obras, “A União da Alma e dos Sentidos”. Muitos leitores já familiarizados com o filósofo podem se ressentir, argumentando com razão que outros livros seus estão mais atualizados com suas idéias e desenvolvem as mesmas de modo mais abrangente. Concordamos com isso. Todavia nosso objetivo não é estudar o pensamento da Abordagem Integral a fundo, mas sim estabelecer pontos de contato entre este e as valiosíssimas informações que o Livro de Urântia, trazido à público em 1955, já elencava, antevendo muitas das premissas de Wilber e ao mesmo tempo desenvolvendo-as, mas em um outro sentido. Na medida em que for oportuno e conveniente, poderemos nos aprofundar em mais considerações sobre ambos, O Livro e o filósofo, em outros artigos.

Comecemos então algumas considerações. É necessário que se entenda que, a dissociação que existe hoje entre as ciências e as religiões é algo relativamente recente na história humana. Deveras podemos pontuar essa situação como surgida na Modernidade, período histórico que tem suas raízes na Renascença e, mais precisamente, no Iluminismo Europeu. Antes disso, a produção de conhecimento humano, nos campos da religião, filosofia-ciência e arte era fundida em um todo amalgamado onde uma esfera não poderia ser tratada separadamente da outra.

Isso então nos leva ao fato de que houve um tempo, na pré-Modernidade, um tempo muito longo da história onde não apenas não havia diferenciação entre os campos de produção do conhecimento, pois estavam fundidos, mas havia igualmente um modo de encarar o mundo, a vida e tudo o que existia que hoje nós chamamos, de modo geral, de religioso. E o que Wilber entende por religião? Destacando as dificuldades de se definir religião dada a variedade de experiências que ela representa, o filósofo se socorre de um ponto em comum existente em todas elas, conforme destacado pelo pesquisador Huston Smith em sua obra “The Forgotten Truth”. E o que seria essa definição de um ponto em comum?

Smith destaca que a crença na Grande Cadeia do ser ou Grande Ninho do Ser é o elo essencial que conecta todas as religiões. Nas palavras de Ken Wilber:


“De acordo com essa visão quase universal, a realidade é uma rica tapeçaria de níveis entrelaçados, abrangendo desde a matéria até o corpo, até a mente, até a alma, até o espírito. Cada um dos níveis mais elevados “envolve” ou “abarca” dimensões menores, como se fosse uma série de ninhos, dentro de ninhos, dentro de ninhos do Ser. Isso ocorre de tal maneira que cada coisa ou acontecimento no mundo esteja entrelaçado com cada um dos outros e todos estejam finalmente envolvidos pelo Espírito, por Deus, pela Deusa, pelo Tao, por Brahma, ou pelo próprio Absoluto” – grifos do autor.

Assim, Smith e Wilber concordam que esse modo de se encarar a vida, o universo que nos cerca e os processos envolvidos e abarcados por tudo são encontrados, de forma mais ou menos elaboradas, mais ou menos complexas, em praticamente todas as grandes civilizações do Ocidente e do Oriente, conforme os escritos mais ou menos sofisticados dos representantes dessas civilizações. A figura abaixo se encontra no livro de Wilber e pode facilitar a visualização do que estamos descrevendo:

Insistimos no fato de que o esquema acima, retirado da obra do filósofo norte-americano, não é literalmente desenvolvido assim em todas as culturas. Uma de suas formas mais comuns é a da representação trina, em esquemas simples como os da filosofias hinduístas e budistas, a saber:


- Grosseiro (matéria e corpo);

- Sutil (mente e alma);

- Causal (espírito).

O esquema trino não é desconhecido dos leitores do Livro de Urântia. Ao contrário, em diversos níveis do que Huston Smith e Ken Wilber chamam o Grande Ninho do Ser, o Livro apresenta inúmeras composições trinas, como essa abaixo:

“Vós, num mundo material, pensais em um corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquiteto, a mente é o construtor, o corpo é a edificação material” – Livro de Urântia: 42.12.12.

Convém que se explique que o esquema trino apresentado por Wilber como “Grosseiro, Sutil e Causal” é visto de modo diferente pelo Livro. Mais propriamente o Livro de Urântia falará das realidades físicas, moronciais e espirituais. A Mente será associada ao aspecto físico, a alma ao moroncial. E aqui pode-se falar que a realidade moroncial é o intermédio, em inúmeras gradações, daquilo que se experiencia como uma realidade entre a existência física e a existência espiritual. É expressão nova, criada pelos Autores do Livro, que em suas próprias palavras afirmam:

“Morônciaé um termo que designa um vasto nível que se interpola entre o material e o espiritual. Pode designar realidades pessoais ou impessoais, energias vivas ou não viventes. Os elos do tecido moroncial são espirituais, a sua trama é física” – Livro de Urântia, Introdução, 0.5.12.

A cada um destes três níveis do Grande Ninho do Ser, Ken Wilber dispõe uma forma de acesso à realidade que é criativamente bem representada por uma expressão dos filósofos e teólogos católicos São Boaventura e Hugo de São Vítor:


- O olho da Carne – científico e empírico;

- O olho da Mente – racional, lógico e matemático;

- O olho da Contemplação – místico, gnóstico (no sentido etimológico) e espiritual.

Na tônica dessas percepções, verificamos que há então três níveis importantes de conhecimento da realidade, um mais profundo e abrangente do que o outro. No Olho da Carne, os fatos mais básicos apreendidos por nossos sentidos. No Olho da Mente, as informações dos sentidos trabalhadas e somadas aos raciocínios, idéias, sentimentos, emoções, criatividade e assim por diante. No Olho da Contemplação, as percepções e apreensões do Divino conforme vistas nas informações dos sentidos e nos trabalhos da mente, somadas ao contato cada vez mais freqüente com a realidade espiritual. Assim são as esferas do saber, na pré-Modernidade, até que os fatos decorrentes da Renascença e do Iluminismo europeu gerem o que para a maioria dos religiosos seria um desastre, e que para muitos livres pensadores seriam o despertar da chama da razão: a própria Modernidade.

Wilber passará a apontar então o que ele chama de “a dignidade da modernidade”: a diferenciação das esferas de produção de conhecimento. Lembremo-nos que na pré-Modernidade, os três “Olhos” se confundem nas suas respectivas esferas de ação. Na modernidade há uma diferenciação, onde se propugna que cada esfera seja respeitada em sua dignidade.

Vejamos isso com um exemplo: Por muito tempo a filosofia natural de ,

sábio grego, foi tida como a mais acertada para a descrição, por exemplo, do movimento dos corpos

celestes. Os estudos de Euclides, somados aos estudos da física de Aristóteles, em dado momento foram considerados a ciência oficial de quase toda a Europa cristã, na Baixa Idade Média. E isso se torna particularmente importante quando o gênio filosófico e teológico de São Tomás de Aquino resgata a filosofia do Estagirita – Aristóteles – criando um constructo intelectual que harmonizava a filosofia peripatética – aristotélica – com os dogmas da Igreja Católica Romana. Assim sendo, o Olho da Contemplação, socialmente impregnado dos dogmas católicos, o Olho da Mente, socialmente formatado pela releitura cristã da filosofia aristotélica e o Olho da Carne, plenamente impregnado socialmente da filosofia natural de Aristóteles, Euclides, etc se confundem em um todo harmonioso para a época, apto a satisfazer uma boa parte da intelectualidade cristã, pelo menos por um certo tempo...

Mas daí surge a Renascença, a redescoberta de outros autores, antigos e novos, o desenvolvimento da tékhné – a técnica – aplicada ao conhecimento, tais como a genial criação do telescópio de Galileu Galilei, a matematicidade aplicada em conjunto com a técnica na criação dos primeiros mecanismos, a união desses às novas observações empíricas e, quando menos se espera, uma enxurrada de


pensadores que começaram a questionar a validade da filosofia natural aristotélico-tomista: Galileu, Kepler, Copérnico, Descartes, Newton, Leibniz e por aí vai. Tendo sido duramente reprimidos em seus esforços em alguns casos, acobertados pelas liberdades intelectuais oriundas, por exemplo, da reforma Protestante – caso de Isaac Newton – em outros e, naturalmente, as novas descobertas se impõem com a força que elas mesmo traziam já que, com o uso das mesmas, se conseguia algo que há muito era o sonho pleno de tantos pensadores:

- Entender a Natureza de um modo mais preciso, decompondo-a em seus mecanismos constituintes, conforme o caso;

- Reproduzir alguns dos processos naturais, em escala cada vez maior;

- E com isso vir a, em diversos momentos e diversas frentes, controlar cada vez mais, através da técnica e da razão, os processos naturais, podendo até mesmo prever diversos acontecimentos que o homem comum atribuía, na pré-Modernidade, ao desejo Divino, mas que agora se apresentam como leis naturais, lei da Natureza, Natureza crescentemente mais compreendida, reproduzida e controlada.

E como o stablishment religioso via isso com maus olhos, não raro reprimindo essas iniciativas em nome da defesa da harmonia teológico-filosófica de antanho, os pensadores-descobridores do que começava a se chamar de “ciência” mais e mais se afastavam da autoridade religiosa, fosse ela católica ou mesmo a protestante, até se chegar ao ponto de desprezar em alguns casos a Realidade Divina como uma hipótese desnecessária. Estava então instaurada formalmente a guerra ideológica das Ciências versus as Religiões, quaisquer que fossem as religiões.

A palavra dogma, que no grego original significa simplesmente “ensino”, passa então a ter o significado de doutrina religiosa anticientífica, inquestionável para os homens de razão e, sendo assim, perfeitamente descartável já que com os “ensinos” das ciências o homem racional poderia, respeitadas as condições originais de um experimento, reproduzi-lo quantas vezes o desejasse. Já o dogma religioso, não passível de comprovação empírico-racional, tinha de ser aceito e ponto final. O dogma religioso exigia – e muitas vezes ainda o exige – que o homem racional creia primeiro para entender. Dá-se crédito ao ensino religioso como uma revelação da própria Divindade e, em algum momento, a plasticidade da mente humana se encarrega de racionalizar a suposta assertividade do dogma. Com as ciências era o contrário: primeiro se buscava entender determinado tópico, depois é que se dava ou não crédito às conclusões das ciências sobre o mesmo. Estavam assim claramente definidos os termos do confronto.

Wilber irá sintetizar as esferas de produção de conhecimento, que passam a ser inicialmente apenas diferenciadas em sua dignidade e não mais confundidas, com os termos consagrados por Platão em sua obra “A República”: O Bem, o Belo e o Verdadeiro. Hoje esses termos são conhecidos como os “Transcendentais do Ser”. Certamente eles não são desconhecidos dos Leitores do Livro de Urântia, já que são repetidamente utilizados e explicados, em diversos contextos, por todo o grande Livro. Isso é proposital da parte dos Reveladores que são seus Autores.

Mas voltando ao filósofo norte-americano: temos então três esferas de valores na produção do conhecimento e de experiências de vida:


- O Bem;

- O Belo;

- O Verdadeiro.

O Bem irá tratar de valores éticos, da arte do bem viver em sociedade, tendo como virtude máxima a Justiça, dando, a cada um, o que cada um precisa e merece. Trata da linguagem do “nós”.

O Verdadeiro irá tratar da verdade objetiva, dos fatos simples e complexos corretamente entendidos, compreendidos e que se impõem como verdade independentemente da sociedade, da cultura, da religião etc. Trata da linguagem do “isso”, “d’ele”, “d’ela”.

O Belo é a sensação e a percepção da harmonia, da simetria, da sintonia estésica e estética que enleva a cada um de nós, dentro de nossas particularidades muito pessoais, em infinitas diversidades criativas. Enfim, trata da linguagem do “eu”.

Vamos então reagrupar as três esferas de valores da Modernidade identificadas por Ken Wilber em uma síntese apertada:

- O Verdadeiro: linguagem do “ele”; busca o que é objetivo; se expressa em termos monológicos.

- O Belo: linguagem do “eu”; busca o que é subjetivo; se expressa em termos translógicos – assim como a religião.

- O Bem: linguagem do “nós”; busca o que é intersubjetivo; se expressa em termos dialógicos.


Com isso temos a visão Wilberiana da dignidade da Modernidade apresentada de modo sintético e bem básico, que é a diferenciação dessas esferas de valores, permitindo assim que as ciências se desenvolvessem sem a opressiva interferência dos valores religiosos e subjetivos de crença imposta, respeitando-se assim o esforço de objetividade científico. Por sua vez, a subjetividade artística – e igualmente a religiosa – passou a ser tratada como tema de foro íntimo de cada ser humano, com a liberdade de cada um em crer ou deixar de crer conforme seus valores mais íntimos, gostar ou deixar de gostar conforme sua experiência muito pessoal estética e estésica, captando belezas, harmonias e simetrias conforme o conteúdo de personalidade de cada um. Igualmente, como um meio termo justo entre essas duas esferas, os valores do bem comum do “nós”, convivendo em equilíbrio intersubjetivo, deixava de ter a opressão de um “eu” poderoso que se impusesse com seus gostos religiosos e/ou artísticos e de um “ele” ou “isso” incapaz de gerar significados de bem e um diálogo que resultasse em uma legítima fraternidade.

Tudo isso surge com a Modernidade e sua capacidade de diferenciar esferas que estão interconectadas, mas já não podem mais ser fundidas e confundidas sem dano ao ser humano e sua evolução. A Revolução Francesa iria consagrar esta imagem com a máxima inicialmente maçônica, mas depois revolucionária e por fim humanística da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. E aqui acrescentamos que essa é nossa conclusão, e não do filósofo estadunidense.

Mas daí advém também o desastre da Modernidade: o que eram diferenciações entre esferas interconectadas se tornou gradualmente uma separação, uma dissolução total que faz com que uma abordagem ou perspectiva seja tida como exclusivamente verdadeira em relação às outras duas. Assim privilegia-se, por exemplo, a visão monológica das ciências empíricas em detrimento da visão dialógica das filosofias. Ou Privilegia-se a visão monológica e a visão dialógica científico-filosófica, em detrimento da visão translógica das religiões e das artes. E em um outro extremo, dá-se ênfase à visão translógica religiosa e artística, negando-se valor real à visão monológica científica e dialógica filosófica. Enfim o mal da Modernidade, a dissolução do Bem, do Belo e do Verdadeiro em esferas separadas absolutamente, faz com que as chances de um diálogo entre cientistas, filósofos e religiosos se tornem extremamente difíceis, quando não impossíveis.

Como superar esse entrave? Como voltar a valorizar a interconexão entre as esferas de valores do Bem, do Belo e do Verdadeiro? Ken Wilber vai propor isso no próprio nome do sistema filosófico que ele formula: integrando, promovendo a integração das esferas, sem retornar a fundi-las, unindo e transcendendo o que há de melhor entre a dignidade da pré-Modernidade e a dignidade da Modernidade, entre a Grande Cadeia do Ser e as diferenciações das esferas do Bem-Belo-Verdadeiro. Daí passará a analisar as reações à dissolução oriundas da Modernidade e o bom e o mau de cada uma dessas reações:

- O Romantismo;

- O Idealismo;


- O pós-Modernismo.

Nesse momento, vamos interromper propositadamente a exposição sintética dos princípios elementares dos Estudos Integrais pois, ao nosso ver, como Leitores do Livro de Urântia, a quarta reação não listada acima, a da Integração, por ser a mais abrangente e, mesmo possuindo um maravilhoso desenvolvimento por parte do filósofo norte-americano, será explicada tendo por base o grande Livro, mais especificamente - mas não exclusivamente – seus Documentos de número 2, 56, 101 e 102. Isso porque entendemos que, se a perspectiva intelectiva e interpretativa de Ken Wilber é sem sombra de dúvidas genial e revolucionária, ainda assim é a perspectiva de quem olha de baixo para cima. Os Autores do Livro, por sua vez, vêem do alto para baixo, com acesso a muito mais informações e dados que em parte foram disponibilizados através do Livro de Urântia. Pedimos assim a compreensão antecipada dos leitores deste artigo que apreciam, como nós, a Filosofia Integral de Wilber, mas já no título deixamos claro de qual perspectiva o assunto seria abordado: pelas lentes do Livro que valorizamos como importante para toda a Humanidade.

Em primeiro lugar, lemos no Livro de Urântia que as abordagens das ciências, das filosofias e das religiões são hoje, como sempre tem sido desde o seu surgimento, relativas a inúmeros contextos de fatos, significados e valores, inclusive quando no aspecto religioso se trata de uma Revelação do mundo espiritual, particular ou coletiva. Conforme as palavras textuais do Livro:

“Todo conhecimento finito e todo entendimento da criatura sãorelativos.A informação e os ensinamentos, ainda que colhidos de fontes elevadas, são apenas relativamente completos: precisos apenas em relação ao local e verdadeiros para a pessoa.

“Os fatos físicos são suficientemente uniformes, mas a verdade é um fator vivo e flexível na filosofia do universo. As personalidades em evolução são apenas parcialmente sábias e relativamente verazes, nas suas comunicações. Podem estar certas apenas dentro dos limites da sua experiência pessoal. Aquilo que, pela aparência, pode ser totalmente verdadeiro em um lugar, pode ser apenas relativamente verdadeiro em outro segmento da criação” – Livro de Urântia, 2:7.1.2.


Em razão dessa realidade, o que se pode constatar é que as limitações claras dos campos científicos, filosóficos e religiosos impedem de modo positivo que um campo de produção de conhecimento se arvore em mais importante do que os outros, sem que o ignorar desse impedimento acarrete grave dano de viciação do conhecimento produtivo. Senão, vejamos como se encontra no Livro:

“Os filósofos cometem o seu mais grave erro quando são levados à falácia da abstração e à prática de focalizar a sua atenção em um aspecto da realidade e de proclamar, então, tal aspecto isolado como sendo a verdade inteira. O filósofo sábio irá sempre recorrer ao projeto da criação que está por trás e que é preexistente a todos os fenômenos universais. O pensamento criador, invariavelmente, precede à ação criadora.

“A autoconsciência intelectual pode descobrir a beleza da verdade e a sua qualidade espiritual, não apenas pela consistência filosófica dos seus conceitos, mas, ainda mais certa e seguramente, pela resposta inequívoca do sempre presente Espírito da Verdade. A felicidade vem como conseqüência do reconhecimento da verdade, porque esta pode serfactual,pode ser vivenciada. O desapontamento e a tristeza advêm após o erro, porque, não sendo este uma realidade, não pode ser factualizado pela experiência. A verdade divina é mais conhecida pelo seuaroma espiritual.

“O desafio religioso desta época é dirigido àqueles homens e àquelas mulheres que, pela sua v isão ampla e voltada para o futuro, e, pelo discernimento da sua luz interna, ousarão construir uma nova e atraente filosofia de vida, partindo dos conceitos modernos, sutilmente integrados, da verdade cósmica, da beleza universal e da bondade divina. Uma tal visão, nova e reta, da moralidade, atrairá tudo o que existir de bom na mente do homem e convocará o que houver de melhor na alma humana. A verdade, a beleza e a bondade são realidades divinas, e à medida que o homem ascende na escala da vida espiritual, essas qualidades supremas do Eterno tornam-se cada vez mais coordenadas e unificadas em Deus, que é amor” – O Livro de Urântia, 2:7.4.5.10. O Grifo é nosso.

Desse modo não pode haver dúvidas: O Livro de Urântia antecipa as próprias conclusões de Ken Wilber quando especifica que não pode haver diferença absoluta ou dissolução entre as esferas


científicas, filosofias e religiosas, e tampouco pode haver um retorno às condições pré-Modernas. O que se deve fazer é integrar sutilmente estes conceitos para que se percebam, entendam e vivenciem as três realidades divinas correspondentes ao Bem, ao Belo e ao Verdadeiro. Conforme podemos encontrar ipsis litteris no Livro no item 10, parte sete do Documento de número 2, no parágrafo acima.

Mas qual a mane ira mais eficaz e eficiente de integrar os Transcendentais do Ser? Ken Wilber propõe que eles sejam integrados através de experiências práticas ou injunções práticas em cada uma dessas áreas, reconhecendo-lhes suas necessidades, suas limitações e ao mesmo tempo sua complementaridade.

O Livro de Urântia, por sua vez, irá aceitar essas práticas pertinentes a cada campo da produção de conhecimento e a unidade subjacente a “cada impulso, em cada elétron, pensamento ou espírito” (56:10.14) demonstrando assim a viabilidade da complementaridade que integra o Bem, o Belo e o Verdadeiro, todavia dimensiona o assunto à partir do objetivo máximo do ser humano em seu processo evolutivo: a auto-realização plena através da fusão de cada personalidade no planeta com o pedaço literal da Divindade que habita na mente de todos: oMonitor Misterioso ou Ajustador de Pensamento. Portanto, no dizer do Livro no Documento 56:10:

“Mesmo a verdade, a beleza e a bondade — a abordagem intelectual feita pelo homem ao universo da mente, da matéria e do espírito — devem ser combinadas, no conceito unificado de umidealdivino e supremo. Assim como a personalidade mortal unifica a sua experiência humana com a matéria, a mente e o espírito, também esse ideal divino e supremo torna-se unificado no poder da Supremacia, e então é personalizado como um Deus de amor paterno.

“Todo entendimento interior das relações, entre as partes de qualquer todo, requer um esforço de compreensão da relação de todas as partes com aquele todo; e, no universo, isso significa a relação das partes criadas com o Todo Criador. Assim, a Deidade torna-se a meta transcendental e mesmo infinita da realização universal e eterna”.

Sim, a verdadeira integração só é possível, para o ser humano, se ele entende a que fim está destinado e como cada parte apreendida da realidade se encaixa na produção das condições necessárias para que se atinja o fim último. Caso contrário, seus esforços podem se tornar teorismos ou práticas limitadas, ainda que não inúteis de todo. Com essa visão do alto, fica mais fácil promover a integração. O livro vai afirmar em diversos momentos, por exemplo, que os três valores da modernidade ou esferas do Bem do Belo e do Verdadeiro correspondem a três perspectivas integráveis, a saber:


- A esfera do Verdadeiro, com as ciências, trata dos fatos;

- A esfera do Bem, com as filosofias, trata dos significados;

- A esfera do Belo, com as religiões/artes, trata dos valores.

Fatos, significados e valores. Matéria, mente e espírito. Monológico, dialógico e translógico. Olho da Carne, Olho da Mente e Olho do Espírito. Investigação do conhecimento, busca da sabedoria e amor por Deus. O Verdadeiro, o Bom e o Belo. Muitos nomes, uma realidade só. Novamente pode ser lido no Livro de Urântia:

“A ciência lida com osfatos;a religião ocupa-se apenas dosvalores.Por intermédio da filosofia esclarecida, a mente esforça-se para unir os significados dos fatos e dos valores, chegando, assim, a um conceito darealidadecompleta. Lembrai-vos de que a ciência é o domínio do conhecimento, a filosofia, o reino da sabedoria, e a religião, a esfera da experiência pela fé” – 101:5.2

“A ciência, o conhecimento, conduz à consciência dofato;a religião, a experiência, conduz à consciênciade valor; a filosofia, a sabedoria, leva à consciênciacoordenada;a revelação (a substituta da mota moroncial) leva à consciência daverdadeira realidade;enquanto a coordenação da consciência do fato, do valor, e da verdadeira realidade constitui a consciência da realidade da personalidade, do máximo do ser, junto com a crença na possibilidade da sobrevivência daquela mesma personalidade.

“O conhecimento leva à classificação dos homens e origina os estratos sociais e as castas. A religião leva ao serviço dos homens, criando, assim, a ética e o altruísmo. A sabedoria leva a uma confraternização mais elevada e melhor, tanto das idéias como das pessoas. A revelação libera os homens e inicia-os na aventura eterna.


“A ciência escolhe os homens; a religião ama os homens, como a vós mesmos; a sabedoria faz justiça a homens diferentes; mas a revelação glorifica o homem e demonstra a sua capacidade de ser parceiro de Deus.

“A ciência esforça-se em vão para criar a irmandade da cultura; a religião traz à vida a irmandade do espírito. A filosofia busca a irmandade da sabedoria; a revelação retrata a irmandade eterna, o Corpo de Finalidade do Paraíso.

“O conhecimento faz nascer o orgulho na existência da personalidade; a sabedoria é a consciência do significado da personalidade; a religião é a experiência do conhecimento do valor da personalidade; a revelação é a confirmação da sobrevivência da personalidade.

“A ciência busca identificar, analisar e classificar as partes segmentadas do cosmo ilimitado. A religião capta a idéia do todo, do cosmo inteiro. A filosofia intenta identificar os segmentos materiais da ciência com o conceito do todo, efetuado pelo discernimento da clarividência espiritual. Nos pontos em que a filosofia fracassa, nessa tentativa, a revelação tem êxito, afirmando que o círculo cósmico é universal, eterno, absoluto e infinito. Esse cosmo do EU SOU Infinito é, portanto, sem fim, sem limites e todo-inclusivo — fora do tempo, do espaço e inqualificável. E nós testemunhamos que o EU SOU Infinito é também o Pai de Michael de Nébadon e o Deus da salvação humana.

“A ciência indica a Deidade como umfato;a filosofia apresenta aidéiade um Absoluto; a religião visualiza Deus como umapersonalidade espiritualde amor. A revelação afirma, no fato da Deidade, aunidade,a idéia do Absoluto, e a personalidade espiritual de Deus e, além disso, apresenta esse conceito como o nosso Pai — o fato universal da existência, a idéia eterna da mente, e o espírito infinito da vida.

“A investigação do conhecimento constitui a ciência; a busca da sabedoria é filosofia; o amor por Deus é religião; a sede da verdadeéuma revelação. No entanto, é o Ajustador do


Pensamento residente que dá o sentimento de realidade ao entendimento espiritual que o homem tem do cosmo” – 102:3.5-12.

Com estes excertos do grande Livro já podemos assim ter a confirmação de que a integração é possível, que ela é executada quando colocada na perspectiva do fim evolucionário da Humanidade, que a integração é eficaz e eficiente quando harmonizada desde a dimensão espiritual – Deus em nós – até a dimensão física, que o diálogo ciências-religiões é possível desde que respeitadas as necessidades e limitações de ambas as partes e que as duas não apenas podem mas devem dar as mãos, auxiliadas pelas filosofias, com o desiderato de alavancar a acima mencionada evolução humana a páramos mais altos, significativos e valorosos.

Os esforços de tantos pensadores em diversas áreas, como o filósofo Ken Wilber, contribuem sobremaneira para isso, com seus constructos ideacionais aplicáveis de diversas formas. Mas não estamos sós. As personalidades que dirigem os destinos do planeta Terra, do sistema de planetas ao qual nos encontramos vinculados, de todo esse universo e muito, muito além, periodicamente se manifestam, de modo mais ou menos ostensivo, com o desiderato de revelar tudo o que for possível para nossa edificação e crescimento. Não são revelações perfeitas, pelo simples fato de que algo perfeito não pode ser apreendido por alguém imperfeito. Também porque cabe ao Homem envidar os mais lídimos esforços para estar em condições de ajudar a si mesmo, fazendo a sua parte.

E é na esteira desse duplo movimento: o de ascensão evolucionária e o da Revelação espiritual que se supre a carência que temos dos links necessários para vermos a integralidade da realidade universal de modo claro e indubitável. As experiências da Mota, isto é, dos vastos domínios existenciais moronciais que se estendem do logo acima do físico até o quase espiritual nos dão o que Wilber, citando outros pensadores, chama de Integral Aperspectiva, isto é, a visão integral do tudo e do todo sem privilegiar uma abordagem única. Contudo essa Integral Aperspectiva plena e cabal não nos é possível ainda nos domínios físicos, razão pela qual o esforço humano evolucionário precisa do encontro com a Revelação espiritual.

O Livro de Urântia se insere nesse esforço revelativo por parte dos que nos guiam nas dimensões espirituais. E é com ele que encerramos esse artigo, adiantando que há muito mais no pensamento do filósofo norte-americano e no grande Livro a ser dito sobre esses assuntos. De fato, muito mais mesmo. Mas até que possamos desenvolver esses temas e demais tópicos correlatos em outros artigos, nos despedimos com uma significativa e valorosa declaração do Livro sobre isso tudo:


“A verdade, a beleza e a bondade abrangem, para o homem finito, toda a revelação da realidade divina. À medida que esse amor-compreensão da Deidade encontra expressão espiritual, nas vidas dos mortais cientes de Deus, os frutos da divindade são alcançados: paz intelectual, progresso social, satisfação moral, alegria espiritual e sabedoria cósmica. Os mortais avançados, em um mundo na sétima etapa de luz e vida, aprenderam que o amor é a maior de todas as coisas do universo — e sabem que Deus é amor.

“O amor é o desejo de fazer o bem aos outros” – Livro de Urântia, 56:10.20.

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Site de Traduções - como surgiu a ideia? Detalhes Escrito por Rogério Reis da Silva Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 7

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Como surgiu a ideia da criação do site de traduções. Por Rogério da Silva, Portugal Por volta de Outubro do ano 2000 tomei a decisão de “desengavetar” um livro em formato PDF que estava guardado num notebook desde o começo do ano e que foi encontrado durante uma busca pelas fontes da série “O Cavalo de Tróia”. A decisão foi tomada no caminho para casa quando eu retornava de um encontro religioso feito pela Igreja Católica e cujo conteúdo, ao menos o planeado, eu conhecia muito bem e sabia que era dos melhores, mas o nível de deturpação da Verdade feito pelos apresentadores me deixou realmente muito triste e sem esperança de que a magnífica promessa que conheci pela Bíblia pudesse um dia se cumprir. Nem preciso dizer aos leitores do Livro de Urântia de onde veio uma resposta. Passar a ler o LU a partir de uma decisão repentina; ver o status daquele livro que me pareceu, a primeira vista, mais uma porcaria das muitas que andam por aí e isto a tal ponto que o condenei a uma “gaveta” por quase 10 meses, passar a algo acima da própria Bíblia em valor pessoal, foi mesmo uma surpresa e ao mesmo tempo uma experiência tão forte que me levou a procurar pelo menos mais uma pessoa, um ser humano real, que também acreditasse naquilo, pois era uma sensação única, muito agradável, mas estranha. Escrevi à Fundação Urântia de Chicago, primeiro email que encontrei na internet, e logo recebi resposta do gerente de traduções me indicando que procurasse alguém que morava perto de mim, exactamente o tradutor do livro para o Português. E foi assim que os dois primeiros seres humanos que conheci e que eram leitores do LU estavam relacionados com tradução. O tradutor morava a duas estações do metro do meu local de trabalho. Logo fui a casa dele, fizemos amizade e pouco tempo depois passei a receber documentos traduzidos, pois, naquela altura, meu exemplar do LU em espanhol já havia sido entregue pela Amazon Books, mas ele achava que eu devia ler no Português; não dava para ficar esperando. Eu trouxe o hábito de ler livros em Espanhol dos tempos em que estava na Igreja Católica e, portanto, segui lendo o exemplar que eu tinha, mas quando começaram os grupos, tanto em minha cidade, como em São Paulo, foi necessário usar a versão em Português. O grupo de São Paulo era frequentado pelo tradutor e todos nos propusemos a fazer das leituras uma revisão. Para isto, sempre havia alguém que acompanhava a leitura com o texto em Inglês. Ficava, pois evidente, a necessidade de uma edição bilingue e comecei a trabalhar em processos semi-automáticos de leitura dos arquivos MS


Word para um banco de dados. Os parágrafos eram apresentados numa tela junto com o texto Inglês e gravados quando combinassem perfeitamente; isto era necessário porque os arquivos Worddo tradutor, como era de se esperar, não apresentavam uma formatação perfeita, ou mesmo que o fizessem, eu não podia contar com isto e deveria sempre efectuar a comparação. Tenho e uso até hoje a continuação deste programa; no momento em que escrevo estas linhas vejo que chegou um email falando de alterações na tradução Romena e lá vou eu usar de novo este programa para mais uma importação, só que desta vez directo para o banco de dados da Fundação Urântia. Houve também a necessidade de gerar arquivos para a formatação do livro, cuja tradução, afirmava o tradutor, já estava terminada; isto foi no final de 2001 e começo de 2002 e eu possuía um banco de dados com todo o texto em Inglês e todo em Português; gerava exemplares em Português para os grupos ou bilingue para serem usados em notebooks ou nos e-readers que começavam a aparecer. O ano deste aplicativo é importante, porque em 2003 surgiu a AUB, Associação Urântia do Brasil; quando fui convidado para fazer parte da primeira directoria dela, não gostei da ideia, pois não entendia como queriam fazer uma associação para divulgação de um livro que ainda não existia, no entanto acabei aceitando pois a impressão era eminente, ou, pelo menos, era o que todos os directamente responsáveis falavam e eu acreditava. A AUB começou a 1 de Junho de 2003; em Novembro foi necessário trocar a directoria com eleições, pois a primeira só podia ficar 6 meses (norma da UAI); aumentei meu envolvimento com a AUB, passando de director do quadro de associados para presidente e, claro, acreditando que o LU sairia em Fevereiro de 2004, conforme pessoalmente prometido pelo presidente da Fundação quando a associação começou, mas veio Fevereiro de 2004; nada; Fevereiro de 2005, nada ainda, mas neste ano, em Junho, fui chamado no Skype para uma reunião com o presidente da Fundação, o gerente de traduções e o director executivo; disseram: ponto final, agora sai, apenas faça uma revisão gráfica e imprimimos logo. As normas para revisão não permitiam alterações no texto a não ser que extremamente necessárias, mas apenas acertos na divisão silábica, paginação e coisas do género. Coordenei a recepção do trabalho dos revisores voluntários e passei a enviar tudo de forma bem simples e clara a uma pessoa, funcionário da Fundação, que era responsável pela formatação dos livros e não falava Português. Após ganhar uma tendinite por causa deste trabalho que era todo feito com omouse, 2 ou 3 revisores não aceitaram que o texto não pudesse ser modificado e conseguiram cancelar a impressão prevista para 2006 e ainda se propuseram a fazer eles uma revisão total no texto. Confesso que foi não consegui aceitar que a revisão do livro em Português fosse feita por pessoas cuja língua materna era o Espanhol (pelos menos 2 dos 3) e batalhei para que a revisão ficasse com um grupo de brasileiros, o que acabou dando certo. Quando assinamos contrato para começar tal trabalho, resolvi ampliar o que eu já tinha de software e chegar a algo adaptado para revisão que exibisse o texto em alguns idiomas. O objectivo era conseguir a maior rapidez possível com o trabalho. O resultado foi o programa na figura.


Em 2008 o livro foi impresso e o texto foi aquele de 2005 com as correcções feitas naquele ano pela equipe de revisão gráfica; foi demonstrado que a tradução não era de todo ruim, como foi dito pelo grupo que cancelou a impressão em 2005, mas que, pelo contrário, apresentava um índice de acerto muito superior ao da maioria das traduções. Hoje faço parte do comité de edições eletrónicas da Fundação e sei da imensa dificuldade que é traduzir este livro, das muitas opções de tradução que existem para cada parágrafo e quanto cada tradutor acha que a opção dele é a única possível. Em 2009 houve um encontro internacional de leitores em Málaga, na Espanha, e lá conheci o novo gerente de traduções da Fundação que se interessou pelo programa da figura 1, ainda em uso pela equipe de revisão no Brasil. O resultado foi o desenvolvimento de uma nova versão, desta vez totalmente online e com todas as traduções existentes, não apenas as latinas, cuja tela principal de trabalho está na figura 2. Se alguém se interessar em conhecer como os revisores ou tradutores trabalham, existem senhas de teste que posso fornecer, para isto solicitem pelo meu email. O sistema actual possui uma rotina aprimorada de comparação das traduções por parágrafo, ou seja, cada revisor pode saber num simples olhar, em cores vermelho e verde, o que o revisor anterior eliminou ou acrescentou no texto. Guarda-se um histórico de todas as alterações feitas, pois é muito comum que nova revisões acabem por piorar o texto e quando querem voltar a uma versão anterior, já não a têm; com o que é chamado de histórico, este


problema sumiu.

Cada usuário pode ver qualquer outra tradução que já exista e acontecem situações inusitadas como o tradutor hebreu que é argentino de nascimento e usa a versão espanhola; como todas estão disponíveis, isto é muito simples. Há também algumas rotinas para verificação do texto: número de itálicos por parágrafo e uma lista de palavras chaves (mais de 200) que devem ocorrer em quantidade muito próximas na tradução e no Inglês. Existe a possibilidade de impressão dos textos em formato bilingue e em qualquer conmbinação de 2 traduções, mesmo as que ainda estão em desenvolvimento, além de um sistema de buscas adaptado às necessidades de tradutores.

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A Localização do Ajustador do Pensamento

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Detalhes Escrito por Jeannie Vasquez Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 16

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residente

Muitas vezes, ao reunirmos algumas informações dispersas no Livro de Urântia, aparece um quadro surpreendente, algo que escapou à nossa compreensão em uma primeira leitura. Isso aconteceu comigo quando fiz uma busca sobre a consciência humana, e gostaria de compartilhar aqui, com o amigo leitor, o que aprendi . Diz o Livro de Urântia que podemos visualizar o Ajustador do Pensamento como residindo na mente humana, e não dentro de algum órgão físico. Se o Ajustador não reside em nenhum órgão do corpo e sim na mente, isso significa que a mente está fora do corpo humano, ligada ao cérebro por meio de padrões cerebrais físicos (1234.3). Não nos foi informado se esses padrões estão presentes em todo o cérebro ou apenas no córtex cerebral, que é rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto, segundo a Wikipédia. Essa atividade neuronal extraordinária poderia ser indicativa da conexão da mente com o cérebro. Então surge a pergunta, o Ajustador do Pensamento reside em toda a mente, ou tem uma localização definida dentro dela? Analisando as informações providas nos parágrafos que cito a seguir, podemos tirar algumas conclusões interessantes. Se considerarmos que “a consciência humana repousa suavemente sobre o mecanismo eletroquímico abaixo, e delicadamente toca o sistema de energia espiritual-moroncial acima” (1216.6) podemos afirmar que o mecanismo eletroquímico é o cérebro, a consciência repousa sobre ele, e o Ajustador e a alma encontram-se na supraconsciência ou nível superior da mente. O termo supraconsciência, nesse contexto, designa um nível da mente que fica acima da consciência humana, e não se refere a uma consciência aumentada ou sublime, como frequentemente é interpretado. Outro termo usado no Livro de Urântia como sinônimo de supraconscência é supramente. A supramente ou supraconsciência é a área de conexão da interrelação entre o humano e o divino, entre nós e o Ajustador, é a “zona de contato direto com a entidade espiritual residente, o Ajustador do Pensamento” 1099.4. E como podemos realizar esse contato direto com o Ajustador na supraconsciência? Eis aqui a resposta: “... a melhor aproximação às zonas moronciais de possível contato com o Ajustador do Pensamento seria por meio da fé viva e da adoração sincera, da oração devota e altruísta.”1099.5 “E o Ajustador, indiretamente e sem ser reconhecido, comunica-se constantemente com o seu sujeito humano, especialmente durante as experiências sublimes


de contato adorador, da mente com o espírito, na supraconsciência.” 1203.3 Por que é necessária a adoração para nos elevar ao nível da supraconsciência e contatar o Ajustador: “A falta de capacidade espiritual torna muito difícil transmitir, a tal intelecto material, as verdades espirituais que residem na supraconsciência mais elevada.” 1209.4 “Mas há também um domínio da prece no qual o indivíduo intelectualmente alerta e em progresso espiritual alcança um contato maior ou menor com os níveis supraconscientes da mente humana, o domínio do Ajustador do Pensamento residente.” 996.4 “A verdadeira adoração religiosa não é um monólogo fútil de autoenganação. A adoração é uma comunhão pessoal com o que é divinamente real, com aquilo que é a fonte mesma da realidade. Através da adoração o homem aspira a ser melhor e por meio dela finalmente ele alcança o melhor.” 2095.6 O contato com o Ajustador depende do grau de progresso espiritual pessoal. A capacidade espiritual desenvolve-se na medida em que a alma cresce, e a alma só se desenvolve quando escolhemos sobreviver e decidimos alcançar uma perfeição crescente. A adoração é essencial para trazer ao nível consciente da mente os conceitos, valores, verdades e modelos mais elevados que traz o Ajustador para nós, para desenvolver os potenciais da nossa personalidade, e assim adquirir o discernimento e o amor necessários para nosso crescimento espiritual e intelectual e para a realização da verdadeira fraternidade humana, servindo ao próximo. “O homem não alcança a união com Deus como uma gota de água poderia encontrar unidade com o oceano. O homem atinge a união divina por meio de uma comunhão espiritual progressiva recíproca, por meio da relação da personalidade com o Deus pessoal, alcançando de modo crescente a natureza divina, por meio da conformidade inteligente e sincera à vontade divina. Tal relação sublime só pode existir entre personalidades.” 31:2 Para nos elevar ao nível da supraconsciência e contatar o Ajustador – para adorar -, toda a atenção da consciência deve estar dedicada a tal tarefa. “Aquele que está cheio de fé adora verdadeiramente quando o seu eu interior está absorto em Deus.” 1448.4 Realizar o contato com o Ajustador na adoração não significa que seremos conscientes desse contato, nem que ouviremos alguma coisa, pois o contato é realizado pela alma. Daí que, quanto maior seja a espiritualização da alma, teremos uma maior consciência da presença e atividades do Ajustador. “É extremamente difícil, para a mente material escassamente espiritualizada do homem mortal, experienciar uma consciência marcada das atividades espirituais de entidades divinas, tais como os Ajustadores do Paraíso. À medida que a alma, de criação conjunta da mente e do Ajustador, torna-se cada vez mais existente, evolui também uma nova fase da consciência da alma, a qual é capaz de experienciar a presença e de reconhecer os guiamentos espirituais e outras atividades supramateriais dos Monitores Misteriosos.” 65.1 No parágrafo seguinte define-se mais ainda a localização do Ajustador do Pensamento, como estando na zona mais elevada da mente. Sendo assim, a alma pode estar localizada logo abaixo do Ajustador, entre a consciência e o Ajustador. “Apenas nos níveis mais elevados da mente supraconsciente, à medida que esta incide no âmbito espiritual da experiência humana, podeis encontrar esses conceitos mais elevados, em associação com modelos mestres efetivos, que contribuirão para a construção de uma civilização melhor e mais duradoura.” 1220:4 A fé, a oração e a comunhão de adoração são a via que aciona um mecanismo natural para elevar-nos ao Pai e experimentar a sua presença divina residente em nós, pois o direcionamento da atenção da consciência para o Pai, com a intenção de adorá-lo, faz com que se realize o contato real com Ele, com a ajuda do Espírito da Verdade. Essa é a experiência espiritual pessoal genuína por meio da qual alcançamos a semelhança com ele, pois Jesus ensinou que seus seguidores, “após fazerem as suas preces ao Pai... deveriam permanecer durante um tempo em receptividade silenciosa para dar


ao espírito residente a melhor oportunidade de falar à alma atenta. O espírito do Pai fala melhor ao homem, quando a mente humana está em uma atitude de verdadeira adoração. Nós adoramos a Deus, com a ajuda do espírito residente do Pai e da iluminação da mente humana, por meio do ministério da verdade. A adoração, ensinou Jesus, torna a pessoa cada vez mais semelhante ao ser adorado. A adoração é uma experiência transformadora por meio da qual o finito aproxima-se gradualmente, e finalmente alcança a presença do Infinito.” 1641.1 A oração e a adoração não são unicamente práticas pessoais, devem ser também práticas grupais, pois elas promovem a socialização, a integração harmoniosa e afetuosa do grupo de crentes praticantes dos ensinamentos revelados Há um propósito real na socialização da religião. O propósito das atividades religiosas grupais é dramatizar as lealdades da religião; magnificar os atrativos da verdade, da beleza e da bondade; fomentar as atrações dos valores supremos; enaltecer o serviço da fraternidade altruísta; glorificar os potenciais da vida familiar; promover a educação religiosa; prover conselho sábio e orientação espiritual, e encorajar a adoração grupal. E todas as religiões vivas encorajam a amizade humana, conservam a moralidade, promovem o bem-estar da comunidade, e facilitam a difusão do evangelho essencial das suas respectivas mensagens de salvação eterna.” 1092.2 O futuro desenvolvimento espiritual da humanidade depende da recepção pessoal consciente dos dons divinos presentes na própria supramente, e da consequente produção abundante dos frutos espirituais, do amor e do serviço altruísta. “A evidência do verdadeiro desenvolvimento espiritual consiste na manifestação de uma personalidade humana motivada pelo amor, ativada pelo ministério altruísta e dominada pela adoração sincera dos ideais de perfeição da divindade.” 1095.6 Se os leitores crentes na revelação não realizarmos nossa experiência pessoal viva com Deus dentro de nós, não poderemos desenvolver um movimento urantiano dinâmico que gere um simbolismo novo e adequado – e muito necessário -, significativo para o grupo e para o indivíduo, “uma estrutura esquelética em torno da qual cresça o corpo vivo e dinâmico da experiência espiritual pessoal – a verdadeira religião”966.3 e que exalte o lar, contribua ao progresso da civilização social, promova os significados espirituais e exija a devoção e a lealdade à vontade perfeita, misericordiosa e infinitamente amorosa do Pai. “O homem nunca poderá decidir sabiamente sobre questões temporais nem transcender o egoísmo dos interesses pessoais, a menos que medite na presença da soberania de Deus e conte com as realidades dos significados divinos e dos valores espirituais.”1093.2 Fraternalmente, na Luz de Miguel, Share 0 Tw eet

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Escolhendo e Praticando Detalhes Escrito por Reginaldo Garcia Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 10

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O trabalho, o esforço para a realização de projetos, é o que distingue os homens dos animais, cujos atos são totalmente instintivos. O sucesso obtido do trabalho paciente não é atributo de encantamentos ou magia. Há inúmeras possibilidades de conhecer ou divulgar algo atualmente, mas, apesar da escolha, requerem esforço, seja coletivo ou pessoal. É um erro crer que todos os homens nascem iguais. Os fracos e os inferiores têm sempre lutado por direitos iguais e insistem que o estado deve obrigar o forte e o superior a suprir as suas necessidades e também a compensá-los pelas deficiências que muito freqüentemente são o resultado natural da sua própria indiferença e indolência. Ler é um exercício universal que leva ao desenvolvimento de outros hábitos. Descobri um livro com o título “O LIVRO DE URÂNTIA” pela internet e visitando livrarias, vi um exemplar e comprei. O que você faz com revelações que julga importante? O que você faz com as capacidades físicas, intelectuais e espirituais que dispõe? A idéia de disseminar o livro de urantia e seu conteúdo pode surgir a qualquer momento. Ou pode não surgir. Quem pode prever uma coisa dessas? Acredito que cada indivíduo, podendo acessar um livro, mesmo que não tenha lido integralmente, desenvolve uma idéia, uma concepção, e compartilhando essa experiência, contribui. É como se cada pessoa fosse uma peça de um imenso quebra-cabeças que, a medida que são identificadas e encaixadas, formam uma imagem, uma figura, uma resposta ou caminho daquilo que, individualmente, podemos descobrir. Quanto mais experiências e compartilhamentos, ainda na vida mortal, melhor, pois já dizia Jesus de Nazaré : - “Viva a vida!!!”


Mas, podemos discernir a importância das informações contidas num livro identificando benefícios maiores com a possibilidade de mais pessoas conhecerem e compartilharem as experiências decorrentes? Temos várias impressões sobre o que contatamos durante o dia-a-dia. A de um livro sensacional que deveria ser disseminado de todas as maneiras possíveis e imagináveis, influência o pensamento que o Livro de Urântia, como quinta revelação de época, é o supra-sumo do conhecimento disponível e mostra rapidamente a descoberta pessoal da capacidade individual porque, nas livrarias, a realidade constatada é milhares de livros em exposição, sendo o livro de urantia mais um. Pensar num livro como revelação de governantes celestes e instrutores divinos entregue ao mundo sem contato humano e para o bem da humanidade é atraente. A situação atual constatada numa livraria evidencia a diferença que o livro pode ocupar no leitor e na sociedade. Todavia, entre a sensação individual e a realidade constatável, está a margem para a experimentação. “Campinas e Americana concentram 20% das livrarias do Estado de São Paulo. Pesquisa realizada pela ANL (Associação Nacional de Livrarias), aponta que São Paulo conta com 590 livrarias e aparece em primeiro lugar no ranking de Estados com maior número de livrarias. Só em Campinas, levantamento realizado pelo economista Laerte Martins, da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), estão instaladas 102 livrarias, duas a mais do que o número recomendado segundo estatísticas da Unesco, que apontam como ideal para um município, uma livraria para cada dez mil hab itantes.”(1) Há uma livraria que disponibiliza fisicamente, o Livro de Urântia atualmente na região metropolitana de Campinas. Percebemos que conhecendo as experiências relatadas por colegas leitores, independente do local que estejam, auxilia no aprendizado dos propósitos do livro de urântia. A participação em grupos de estudos presenciais, sala de estudos virtuais, cursos, palestras e encontros oferecidos por organizações formadas para disseminar o estudo ajudam a compartilhar o conhecimento além de proporcionar incentivo, como Urantia Associação Brasil, Urantia Book Internet School, entre outras. Compartilhar experiências que a leitura tem proporcionado é algo novo para mim. No convívio familiar, o compartilhar possui suas peculiaridades e o livro de urantia não tem ilustrações ou figuras, é enorme e aborda temas, pra dizer o mínimo, polêmicos. No trabalho, com os colegas, não é muito diferente. Por algum tempo pensei em como contribuir, de forma individual a principio, para compartilhar com as pessoas o livro de urantia. Imaginei a distribuição de panfletos, Mas surgiram perguntas: - Entregar nas esquinas para as pessoas de mão em mão ou para elas dentro dos carros? - Entregar de casa em casa? Numa reflexão simples, o investimento de dinheiro seria elevado, a possibilidade de sujar a cidade onde a ação seria feita é enorme. Melhor pensar em alternativas. Publiquei pequenos anúncios divulgando que poderia ser lido o livro de urântia de forma gratuita através do site www.urantia.com.br, em jornais locais de notícias e de jornais tipo classificados, pois tem custo baixo e não são descartados pelas ruas com tanta facilidade quanto um folder ou panfleto. Engraçado, nos jornais tipo classificados onde o anunciante não paga nada para anunciar, são para bens materiais, bicicletas, pneus usados, celulares velhos, lotes de terra e coisas afins... Divulgar mensagens ou idéias não é gratuito. Não sabia. Quando fui ao balcão do jornal fiquei surpreso ao saber disso. E deu trabalho para explicar para a


atendente porque eu estava pagando para anunciar uma mensagem para ler um livro gratuitamente pela internet. Ela simplesmente não entendeu porque alguém iria gastar dinheiro num anúncio que não reverteria financeiramente ao anunciante. Alias, experimenta-se que as pessoas são muitíssimo desconfiadas de situações assim. Essa forma de divulgação foi suspensa para que o trabalho de doação de livros fosse iniciado. Na região metropolitana de Campinas, estado de São Paulo, há 19 cidades com bibliotecas públicas. Uma tem o exemplar do Livro de Urantia. Essa forma de divulgação foi suspensa para que o trabalho de doação de livros fosse iniciado. Na região metropolitana de Campinas, estado de São Paulo, há 19 cidades com bibliotecas públicas. Uma tem o exemplar do Livro de Urantia. A idéia de doação do livro para bibliotecas municipais, por exemplo, tem revelado ser uma aventura. Primeiro porque o custo para adquirir um exemplar para doação é elevado. Segundo porque geralmente a bibliotecária responsável desconhece o conteúdo do livro. Terceiro porque desconfiam das razões pelas quais você está doando um livro novo e porque apenas um exemplar. Você pode pensar que ler o livro gratuitamente pela internet é supostamente comum. Pode também considerar quais razões para alguém, jovem ou não, dar-se-ia ao trabalho de ir até uma biblioteca e depois de “passear” pelas prateleiras encontrar o livro de urantia e ter a disposição para emprestá-lo. Pensei nisso também. Questionei-me se há ainda a consulta, pesquisa e empréstimos de livros nessas instituições, pois há muito tempo, quando eu fazia pesquisas estudantis da escola, era assim. Para minha surpresa, esse caminho de busca de informações e conhecimento permanece. Experimente ficar uma semana sem acesso à internet ou energia elétrica, que você percebe rapidinho que a manutenção da idéia da biblioteca, faz muito sentido. É uma alternativa, uma opção. A doação para bibliotecas é um esforço no sentido de promover o encontro das pessoas com o livro de urantia. Tenho mantido o trabalho de doar um exemplar por mês a cada biblioteca pública da região metropolitana de Campinas. Exercitar o livre-arbítrio, dom divino concedido, desenvolve a alma, possibilita a imortalidade e aponta o caminho para o Pai do Céu. As ferramentas oferecidas pela internet também são canais explorados por muitas pessoas. As chamadas redes sociais virtuais têm demonstrado a rapidez e a força de idéias e opiniões. Engraçado, no começo eu ficava longos períodos nessas redes todo dia. Um amigo próximo, num desses encontros familiares, brincou e começou a me chamar de O livro de Urantia... Percebi que por mais fascinante que possa parecer, falar do mesmo tema, mesmo com argumentos diferentes, pode ser entediante para a maioria. Periodicamente mantenho a divulgação de pequenos trechos do livro de urantia nas redes sociais... Periodicamente. Também é possível através do site da associação urantia no Brasil, fazer um cadastro como leitor e utilizar a ferramenta de busca de outros leitores para troca de informações. Mantenho o hábito de utilizar a ferramenta mensalmente, pois há oportunidades para formação de novos grupos de estudos presencias na região em que atuo. O planeta terra como chamamos, ou Urântia como é chamado pelos criadores, é apenas o inicio de tudo. Há muito serviço a ser prestado, a muitas aventuras a serem vividas e caminhos a percorrer. Venho fazendo as escolhas colocado-as em prática, e você?


Jesus e as Mulheres Detalhes Escrito por Carlos Leite da Silva Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 9

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O aspecto mais surpreendente e mais revolucionário da missão de Jesus na Terra foi a sua atitude para com as mulheres. Numa época e em uma geração em que um homem não devia cumprimentar, nem mesmo a sua própria esposa em um lugar público, Jesus ousou levar mulheres como instrutoras do evangelho, na sua terceira viagem de ensinamentos na Galiléia. E ele teve a coragem consumada de fazer isso, a despeito do ensinamento dos rabinos que dizia: “Melhor que as palavras da lei sejam queimadas, do que entregues a mulheres”. Numa geração apenas, Jesus retirou as mulheres do esquecimento desrespeitoso e liberou-as da lida escravizadora dos tempos. E, uma coisa vergonhosa na religião, que presumiu levar o nome de Jesus, é que a ela faltou a coragem moral para seguir esse nobre exemplo, posteriormente, nas suas atitudes para com a mulher." In O Livro de Urântia [149:2.8-9] Esta revelação maravilhosa sobre o maior Ser que já caminhou sobre o nosso amado planeta é bem demonstrativa do que acontece quando a verdade maior envia seus influxos progressivos sobre esta sofrida e ainda tão inconsciente humanidade. Não consigo deixar de remeter esta visão maravilhosa para o contraponto do acontecimento recente da jovem Malala, no Paquistão, sendo alvejada a tiro no rosto pelos talibãs apenas porque queria ir para a escola. Quer ajudar a mudar o mundo? Clique aqui Uma das razões óbvias para o tremendo atraso de imensa porcentagem da humanidade está na forma como a maior parte das culturas menospreza metade da fonte de seu próprio potencial de progressão. O que pode esperar uma sociedade que cala e abafa metadede seus recursos criativos, que impede a otimização de metadede seu manancial produtivo, veiculando-a para funções opressivamente subalternizadas, contidas, reprimidas, limitadas, desaproveitando quase metade de sua massa cinzenta? O que vai acontecer a uma sociedade que acredita visceralmente que metadede si mesma só serve para servir a outra metade, que o desígnio dessa metadede si mesma é estar calada, não emitir juízos nem opiniões, atender prontamente as ordens que a outra metade lhe dá? Quando essa metade não tem sequer direito a ser educada, quando não tem o direito de sequer mostrar o seu rosto, que estará destinado a essa sociedade? Essa sociedade pode ter a certeza que está garantindo seu auto constrangimento a um grau de menos de metade de seu próprio potencial para a materialização de sua harmonização, progresso, melhoria, estabilidade. Essa sociedade está claramente condenada à morte... essa sociedade já


praticamente morreu e não sabe disso.. No dia em que essa sociedade ressuscitar é porque soube criar uma revolução interna em seus paradigmas... e, nessa hora, bem se poderá dizer que a anterior sociedade morreu, sem deixar rasto, porque um futuro de perenidade simplesmente não consegue incluir em seu seio princípios culturais de anulação de metade de seu pensar, sonhar, querer, criar, amar. Portanto, no presente, pousemos os olhos pelas latitudes desta amada Terra e, antevivendo o olhar dos arqueólogos de eras vindouras, ganhemos alento na esperança de que estas culturas que estão em processo de gestação da sua própria morte são realmente uma pré-histórica besta que está em seus últimos estertores (mesmo que ainda sobreviva mais 2 mil anos). Assim como hoje é importante não se deixar as nossas crianças esquecerem que aconteceram duas Grandes Guerras Mundiais no século XX, vamos utilizar nosso olhar fresco e esperançoso de “crianças do futuro” olhando para os atuais paradigmas culturais menosprezadores da mulher como fósseis dos quais algum dia se dirá que eram em eras passadas uma estranha e suicida realidade que não mais voltará. As mulheres e os homens têm o mesmo valor, independentemente de cumprirem ou não funções diferentes. As culturas que não respirem e inspirem esta premissa estão fora da realidade... e estar fora da realidade é estar fora do caminho, da verdade e da vida... Esse é um imenso desafio para todos os homens e mulheres de todas as épocas: construírem o Real, ajustarem este microcosmo aos nexos do grande cosmos. Só assim se garante o avanço evolutivo permanente da espécie humana, que é constituída, objetivamente, de duas polaridades: masculino e feminino... em partes iguais. [→] Bem a propósito deste trágico acontecimento com Malala, quero deixar informação relevante do maior revolucionário que surgiu à face do planeta Terra quanto à forma como ele considerava as mulheres. Todas as próximas citações são deO Livro de Urântia. Para a libertação das mulheres e a liberdade dos homens, que só é real junto com a das mulheres, aqui fica: 133:2.1 Enquanto permaneciam no navio atracado, esperando que o barco fosse descarregado, os viajantes observaram um homem maltratando a sua mulher. Como era do seu costume, Jesus interveio em defesa da pessoa submetida à violência. Ele foi por trás do marido irado e, tocando gentilmente no seu ombro, disse: “Meu amigo, posso falar contigo em particular, por um momento?” O homem em cólera ficou embaraçado com essa abordagem e, depois de um momento de hesitação e embaraço, balbuciou : “É... — por que — Está bem, o que quer comigo?” E, depois de levá-lo para um lado,Jesus disse: “Meu amigo, percebo que algo terrível deve ter acontecido a ti; e desejo muito que me digas o que teria acontecido a um homem tão forte para levá-lo a agredir a sua mulher, a mãe dos seus filhos, e isso, bem aqui diante dos olhos de todos. Estou seguro de que tu deves sentir que há uma boa razão para esse ataque. O que fez a mulher para merecer esse tratamento do seu marido? Ao olhar para ti, vejo que posso perceber no teu rosto o amor da justiça e até o desejo de mostrar misericórdia. E aventuro-me a dizer que, se tu me visses atacado por ladrões, tu irias, sem hesitação, acorrer para ajudar-me. Eu ouso dizer que tu já fizeste muitas coisas valentes no curso da tua vida. Agora, meu amigo, diz-me, o que está acontecendo? A mulher fez algo errado, ou terias tu perdido tolamente a cabeça e, sem pensar, agrediste-a?” Não foi tanto o que ele dissera que tocara o coração desse homem, mas foi o olhar de bondade e o sorriso de simpatia que Jesus lhe dirigira quando concluía as suas observações. Disse o homem: “Eu vejo que tu és um sacerdote dos cínicos e estou agradecido por me teres refreado. Minha mulher nada fez de muito errado; ela é uma boa mulher, mas o modo pelo qual me provoca em público me irrita, e perco a cabeça. Sinto muito pela minha falta de autocontrole, e prometo tentar viver de acordo com a promessa que fiz outrora a um dos teus irmãos que me ensinou as maneiras certas. Eu te prometo”. 133:2.2 E então, despedindo-se dele, Jesus disse: “Meu irmão, lembra-te sempre de que o homem não tem autoridade de direito sobre a mulher, a menos que a


mulher tenha de propósito e voluntariamente dado a ele essa autoridade. A tua mulher se propôs a viver contigo, a ajudar-te a lutar nas batalhas da vida e a assumir a parte maior na carga de ter e de criar os vossos filhos; e, em troca desse serviço especial, é mais do que justo que ela receba de ti aquela proteção especial que o homem pode dar à mulher, como uma parceira que deve carregar, suportar e nutrir os filhos. O cuidado e a consideração amorosos que um homem deseja dar à sua esposa e aos seus filhos são a medida da realização daquele homem, nos níveis mais elevados da autoconsciência criativa e espiritual. Sabes tu que esses homens e mulheres são parceiros de Deus, pois eles cooperam para criar seres que crescem e que possuem por si próprios o potencial de terem almas imortais? O Pai no céu trata o Espírito Materno, que é mãe dos filhos do universo, como igual a si próprio. Compartilhar a tua vida e tudo que se relaciona a ela em termos de igualdade com a mãe que tão plenamente compartilha contigo a experiência divina de reproduzir-vos, na vida dos vossos filhos, é ser semelhante a Deus. Se apenas puderes amar aos teus filhos como Deus te ama, tu amarás e acariciarás a tua esposa como o Pai no céu honra e exalta o Espírito Infinito, a mãe de todos os filhos espirituais de um universo vastíssimo". 138:8.9 Os discípulos cedo aprenderam que o Mestre tinha um profundo respeito e uma consideração compassiva para com todo ser humano que ele conhecia, e eles ficavam imensamente comovidos por essa consideração uniforme e invariável que ele tinha, de modo tão consistente, para com todas as espécies de homens, mulheres e crianças. Ele parava no meio de um discurso profundo para ir até a estrada e dar alento a uma mulher que passava carregando a sua pesada carga de corpo e de alma. Ele interrompia uma conferência séria com os seus apóstolos para se confraternizar com uma criança intrometida. Nada nunca parecia tão importante para Jesus quanto o indivíduo humano que chegava à sua presença imediata. Ele era o Mestre e o instrutor, mas era mais—ele era também um amigo e um vizinho, um camarada compreensivo. 138:8.11 Os apóstolos chocavam-se, no início, mas claramente se acostumaram ao tratamento que Jesus dava às mulheres; sempre deixava bastante claro para todos que as mulheres deviam merecer direitos iguais aos dos homens, no Reino. 143:5.11 Os apóstolos nunca deixaram de chocar-se com a disposição que Jesus tinha de falar com mulheres, mulheres de caráter discutível, e imorais mesmo. Era muito difícil para Jesus ensinar aos seus apóstolos que as mulheres, mesmo as mulheres chamadas imorais, têm almas que podem escolher Deus como Pai delas, tornando-se assim filhas de Deus e candidatas à vida eterna. E, mesmo dezenove séculos depois, muitos ainda demonstram a mesma relutância em compreender os ensinamentos do Mestre. Mesmo a religião cristã tem sido construída persistentemente sobre o fato da morte de Cristo e não sobre a verdade da sua vida. O mundo deveria estar mais ocupado com a vida feliz, e reveladora de Deus, que Jesus levou, do que com a sua morte trágica e pesarosa. 149:2.8 O aspecto mais surpreendente e mais revolucionário da missão de Jesus na Terra foi a sua atitude para com as mulheres. Numa época e em uma geração em que um homem não devia cumprimentar, nem mesmo a sua própria esposa em um lugar público, Jesus ousou levar mulheres como instrutoras do evangelho, na sua terceira viagem de ensinamentos na Galiléia. E ele teve a coragem consumada de fazer isso, a despeito do ensinamento dos rabinos que dizia: “Melhor que as palavras da lei sejam queimadas, do que entregues a mulheres”. 149:2.9 Numa geração apenas, Jesus retirou as mulheres do esquecimento desrespeitoso e liberou-as da lida escravizadora dos tempos. E, uma coisa vergonhosa na religião, que presumiu levar o nome de Jesus, é que a ela faltou a coragem moral para seguir esse nobre exemplo, posteriormente, nas suas atitudes para com a mulher. 150:1.1 De todas as coisas ousadas que Jesus fez, na sua carreira terrena, a mais surpreendente foi o seu anúncio súbito, na tarde de 16 de janeiro: “Amanhã pela manhã nós selecionaremos dez mulheres para o trabalho de ministração do Reino”. No começo do período de duas semanas durante o qual os apóstolos e os evangelistas deviam estar ausentes de Betsaida na sua licença, Jesus solicitou a Davi que chamasse os seus pais de volta para a casa deles e que despachasse


mensageiros, chamando a Betsaida dez mulheres devotas que tinham servido na administração do acampamento anterior e na enfermaria nas tendas. Essas mulheres, todas, tinham ouvido a instrução dada aos jovens evangelistas, mas nunca tinha ocorrido aos instrutores delas, nem a elas próprias, que Jesus ousaria colocar mulheres na missão de ensinar o evangelho do Reino e de ministrar aos doentes. Essas dez mulheres, escolhidas e colocadas na missão por Jesus, eram: Susana, filha do antigo chazam da sinagoga de Nazaré; Joana, mulher de Cuza, camareiro de Herodes Antipas; Isabel, filha de um rico judeu de Tiberíades e Séforis; Marta, irmã mais velha de André e Pedro; Raquel, cunhada de Judá, irmão na carne do Mestre; Nasanta, filha de Elman, médico sírio; Milcha, uma prima do Apóstolo Tomé; Rute, a filha mais velha de Mateus Levi; Celta, filha de um centurião romano; e Agaman, uma viúva de Damasco. Subseqüentemente, Jesus acrescentou mais duas outras mulheres a este grupo — Maria Madalena e Rebeca, filha de José de Arimatéia. 150:1.2 Jesus autorizou essas mulheres a formarem a sua própria organização e instruiu a Judas que provesse fundos para os seus equipamentos e para animais de carga. As dez elegeram Susana como dirigente e Joana como a tesoureira. Desse momento em diante, elas proveram os próprios fundos de caixa; e nunca mais elas recorreram a Judas [o tesoureiro dos doze apóstolos] para sustentá-las. 150:1.3 Muito espantoso era, naquela época, quando às mulheres nem era permitido que permanecessem no andar principal da sinagoga (ficando confinadas à galeria das mulheres), vê-las sendo reconhecidas como instrutoras autorizadas do novo evangelho do Reino. O encargo que Jesus deu a essas dez mulheres, quando ele as escolheu para ensinar o evangelho e para ministrar, foi o da proclamação da emancipação que libertava todas as mulheres, para todos os tempos; não mais era para que o homem visse a mulher como inferior espiritualmente. Isso foi decididamente um choque, até mesmo para os doze apóstolos. Não obstante elas terem muitas vezes ouvido o Mestre dizer que “no Reino do céu não há rico ou pobre, livre ou escravo, masculino ou feminino, todos são igualmente os filhos e filhas de Deus”; elas ficaram literalmente atordoadas, quando ele propôs formalmente dar missões a essas mulheres como instrutoras religiosas e mesmo permitir que viajassem com eles. Todo o país ficou agitado com esse procedimento, os inimigos de Jesus tiraram um grande partido dessa decisão, mas, em todos os lugares, as mulheres crentes nas boas-novas, ficaram firmes em apoio às suas irmãs escolhidas e exprimiram uma aprovação sem hesitação a esse reconhecimento tardio do lugar da mulher no trabalho religioso. E essa liberação das mulheres, dando a elas o devido reconhecimento, foi praticada pelos apóstolos imediatamente após a partida do Mestre, embora fossem voltar aos velhos costumes, nas gerações posteriores. Durante os primeiros tempos da igreja cristã, as mulheres instrutoras e ministras eram chamadas diáconas e eram dignas do reconhecimento geral. Mas Paulo, a despeito do fato de admitir tudo isso em teoria, nunca realmente incorporou nada disso na sua própria atitude, pois pessoalmente achava difícil de ser colocado em prática. 150:2.1 Quando o grupo apostólico saiu de Betsaida, as mulheres viajaram na retaguarda. Durante as conferências sempre se assentavam agrupadas na frente e à direita do palestrante. E às mulheres, que cada vez mais se tornavam crentes no evangelho do Reino, sempre que haviam desejado manter uma conversa pessoal comJesus ou com um dos apóstolos, acontecera uma porção de dificuldades e embaraços sem fim. Agora tudo isso estava mudado. Quando qualquer das mulheres crentes desejava ver o Mestre ou conversar com os apóstolos, ia até Susana e, em companhia de uma das doze mulheres evangelistas, ela iria imediatamente à presença do Mestre ou de um dos seus apóstolos. 150:2.3 Maria Madalena tornou-se a instrutora mais eficiente do evangelho, desse grupo de doze mulheres evangelistas. Ela foi escolhida para esse serviço, junto com Rebeca, em Jotapata, cerca de quatro semanas depois da sua conversão. Maria e Rebeca, com outras desse grupo, continuaram trabalhando, até o fim da vida de Jesus na Terra, fiel e eficientemente, para o esclarecimento e a elevação das suas irmãs oprimidas; e, quando o último e trágico episódio no drama da vida de Jesus estava sendo desempenhado, não obstante terem todos os apóstolos fugido, exceto um, essas mulheres todas permaneceram presentes, e nem uma delas sequer o negou ou traiu.


150:3.1 Os serviços do grupo apostólico, para o sábado, tinham sido colocados, por André, na mão das mulheres, por instrução de Jesus. Isso significava, claro está, que eles não poderiam acontecer na nova sinagoga. As mulheres escolheram Joana para encarregar-se dessa ocasião, e o encontro foi feito no novo palácio de Herodes, na sala de banquetes, Herodes estando ausente da residência em Júlias, na Peréia. Joana leu, das escrituras, a respeito do trabalho das mulheres na vida religiosa de Israel, fazendo referência a Míriam, Débora, Ester e outras. 150:4.1 Na noite seguinte, tendo reunido os doze apóstolos, os apóstolos de João e o grupo recém-formado das mulheres, Jesus disse: “Podeis ver, por vós próprios, que a colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos. Que todos nós, portanto, oremos ao Senhor das colheitas para que Ele nos envie mais trabalhadores ainda, para os Seus campos. Enquanto permaneço confortando e instruindo os mais jovens, eu gostaria de enviar os mais antigos, dois a dois, para que eles possam ir rapidamente a toda a Galiléia pregando o evangelho do Reino, enquanto ainda é conveniente e tudo ainda está pacífico?. Então, ele designou os pares de apóstolos como desejava que fossem enviados, e que eram: André e Pedro, Tiago e João Zebedeu, Filipe e Natanael, Tomé e Mateus, Tiago e Judas Alfeu, Simão zelote e Judas Iscariotes. 150:5.1 Numa noite em Shunem, depois que os apóstolos de João tinham retornado a Hebrom, e depois que os apóstolos de Jesus tinham sido enviados, dois a dois, e quando o Mestre estava empenhado em ensinar a um grupo de doze dos evangelistas mais jovens, que trabalhavam juntos com as doze mulheres, sob a direção de Jacó, Raquel fez a seguinte pergunta a Jesus: “Mestre, o que devemos responder quando as mulheres perguntarem a nós, o que devo eu fazer para me salvar?” Jesus ouviu essa pergunta e respondeu: 150:5.2 “Quando os homens e as mulheres perguntarem o que devem fazer para salvarem-se, vós deveis responder-lhes: Acreditar nesse evangelho do Reino; aceitar o perdão divino. Reconhecer, pela fé, o espírito residente de Deus, cuja aceitação faz de vós um filho de Deus. Não lestes nas escrituras onde diz: ‘No Senhor eu tenho a retidão e a força’. E também onde o Pai diz: ‘A minha retidão está próxima; a minha salvação já se manifestou, e os meus braços envolverão o meu povo’. ‘A minha alma estará em júbilo no amor do meu Deus, pois Ele agasalhou-me com as vestes da salvação e cobriu-me com o manto da Sua retidão’. Não lestes também sobre o Pai, que o Seu nome ‘será chamado o Senhor da nossa retidão’. ‘Retirai as vestes sujas daquele que considera virtuoso só a si, e vesti esse meu filho com o manto da retidão divina e da eterna salvação’. Para sempre é verdade que ‘o justo viverá na fé’. A entrada no Reino do Pai é totalmente livre, mas o progresso – o crescimento na graça – é essencial para se continuar no Reino. 150:5.3 “A salvação é a dádiva do Pai e é revelada pelos seus Filhos. A aceitação pela fé, da vossa parte, faz com que vós compartilheis da natureza divina, como um filho ou uma filha de Deus. Pela fé sois justificados; pela fé sois salvos; e por essa mesma fé vós avançais eternamente no caminho da perfeição progressiva e divina. Pela fé Abraão foi justificado; ele tornou-se sabedor da salvação por meio dos ensinamentos de Melquisedeque. Em todas as épocas, essa mesma fé salvou os filhos dos homens, mas agora um filho veio do Pai para fazer com que a salvação fique mais real e aceitável”. 150:5.4 Quando Jesus terminou de falar, havia um grande júbilo entre aqueles que tinham ouvido essas palavras cheias de graça e, nos dias que se seguiram, todos foram proclamar o evangelho do Reino com força nova e com energia e entusiasmo renovados. E as mulheres encheram-se de júbilo ainda mais ao saberem que estavam incluídas nesses planos para o estabelecimento do Reino na Terra. E esta é uma pequeníssima amostra a partir de O Livro de Urântia sobre os maravilhosos feitos do maior Ser que nosso belo e maternal planeta alguma vez albergou: o próprio soberano criador deste Universo Local.


Eu sou Detalhes Escrito por pudicitor Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 14

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EU SOU... Como todas as mentes nada mais são do que fases de Minha Mente Infinita, ou partes d’Ela que se estão manifestando em diferentes formas da natureza mortal,quando Eu falo a tua mente e a outras mentes através dessa pagina, EU SOU (ESTOU) falando ao meu SER mortal, pensando com a Minha Mente Infinita, manifestando para fora Minha Idéia em expressão terrena. Da mesma forma estarás Tu mui pronto pensando os Meus Pensamentos e estarás consciente de que EU SOU quem, em teu interior, fala diretamente à tua consciência humana e já não terás que recorrer a outras fontes nem outra de Minhas Revelações externas, já sejam faladas ou escritas, para perceber que EU SOU. Pois não SOU EU, (ESTOU EU) dentro de Ti, não SOU EU, Tu ? Não és Tu Uno CoMigo, que vivo na consciência de todas as mentes e me expresso através delas, conhecendo todas as coisas ? Num outro momento, na b ase do Monte Horeb , na península do Sinai... “Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia êle conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb. Oanjo do Senhor apareceu-lhe numa chama que saía do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia. “Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.” Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” - Eis-me aqui!” respondeu ele. E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.Eu SOU, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus. O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que emana leite e mel, lá onde habita os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios. Vai, “eu te envio ao faraó para tirar do Egito os israelitas, meu povo”. (Ex 3, 1-10) Afinal, quem ou o que é esse deus que os homens, por milênios tentam entender a sua natureza, origem ou estado existencial ? Na parágrafo anterior vimos dois momentos que, a principio, falam de um mesmo SER, mas não é verdade. No relato de Moisés, ele foi comunicado sim por um ser ou entidades especiais que lhe ordenavam que fosse até a terra do Egito, juntasse aquele povo escravizado e o levasse para o deserto, onde receberia ordem de seguir até uma terra fértil, de liberdade, onde emanava leite e mel, designada para eles. Já no primeiro momento do texto, estamos falando do verdadeiro Deus. Para o homem comum talvez seja mais fácil crer num Deus mais palpável e próximo do homem, dentro do seu campo fácil de compreensão e entendimento.


Alguém que fala; dá ordens, bem no feitio da sua creatura. Usaremos doravante aqui, CREATURA, pois segundo o filósofo e pensador Huberto Rohden, falecido em 1981, que tive o prazer de conhecê-lo numa palestra em São Paulo, usa-se criatura para designar animais de criação, e não no caso do homem. No segundo momento, no caso de Moisés, ele recebeu ordens de um mensageiro ou ser superior aos humanos, aqui da terra, ou Urântia, creaturas também da creação cósmica, que tinham propósitos determinados para aquela raça escravizada pelos egípcios e faziam parte de um grande plano de ajuda e condução para um novo código de conduta moral, social e religiosa para os hebreus. Os mesmo seres que se apresentaram como deus de Abraão, deus de Isaac e deus de Jacó, já tão conhecidos e amados dos hebreus. Bem, isso pode fazer parte de uma outra linha de discussão, para uma outra oportunidade. Voltemos então ao inicio do texto, do primeiro momento.

Reforçando então : ...Se estiverem reunidos alguns de vós, para ouvir Minha Palavra, falada através de algum Meu Sacerdote, não é o sacerdote de si mesmo, mas sim Eu, no coração de cada ouvinte, Quem faz sair da boca do sacerdote as palavras vitais que penetram até o mais íntimo da consciência de cada ouvinte. O sacerdote ignora quais de suas palavras te afetaram e poderá nem mesmo compreender o Meu Significado, contido nas palavras que te dirigiu.

Eu, no interior do sacerdote, faço derivar da devoção a Mim, combinada com a crença em Mim, consciente ou inconscientemente manifestadas pelos que estão ali reunidos para ouvi-lo, a Força Espiritual que serve como veículo ou fio de ligação, graças à qual EU atinjo a consciênciadaquelas mentes que EU preparei para compreender Meu Significado. Porque embora EU fale as mesmas palavras para todos, nenhum percebe outra mensagem a não ser aquela que EU lhe estou falando; porque Eu, em teu interior, escolho as palavras o significado que quero para ti, e, assim, no interior de teu irmão e irmã, igualmente, Eu escolho o significado destinado por mim para cada um deles.

Bem, para não alongar demais, sugerimos que leiam com atenção novamente as duas proposições. Qual de vocês não tem enfrentado esse dilema milenar buscando lá fora a razão da vossa existência?. Isso tem se arrastado por milênios e acabamos por chegar a grandes confusões e inconclusões. Muitos dos estudantes do LU chegaram a idéias próximas, mas sempre existe a incerteza do correto pensar. Essa obra nos deixa abertura para concluirmos segundo nossos conceitos de momento.

Estamos em evolução constante e o nosso grande objetivo é nos unirmos a Ele,mas já estamos unidos aqui e agora, pois somos a Sua expressão. Existimos Nele e Ele existe em nós.

Somos Seus braços executores da grande obra a todo instante e Ele conta conosco, pois tambem está evoluindo pela nossa experiência e práticas diárias sob a Sua orientação e inspiração. Somos, portanto, Creaturas e Co-Creadores sob comando do Seu Espírito. Acreditar e ter fé são as metas que devemos ter sempre em foco. É preciso investir nisso.


Como num imenso LAGO de matéria existencial, somos as pequenas gotinhas de expressão. Basta um pequeno movimento da nossa energia numa determinada direção, e lá vamos nós dentro desse repositório eterno e incomensurável que é o Cosmos, e é a razão primordial na nossa existência.

Nosso habitat é o Universo, o seu corpo, e no momento, nos expressando aqui em Urântia, cumprindo a destinação que recebemos desde nossa creação, e a nossa meta é continuar a existir e não importa onde, porque na casa do Pai há muitas moradas. Para se evitar perguntas sobre o livre arb ítrio, que certamente surgirão quanto aos mecanismos produzidos por mentes mais elevadas funcionam para liberar as suas fontes criativas, mas em um determinado grau, eles limitam invariavelmente a ação de todas as inteligências subordinadas. Para as criaturas dos universos, tal limitação torna-se visível como o mecanismo dos universos. O homem não tem um livre arb ítrio sem freios; há limites para o alcançar da sua escolha; todavia, dentro do raio dessa escolha, a sua vontade é relativamente soberana. ( LU doc118, 9, pag.1303) pudicitor Ref.: Citações da ob ra de Joseph S Benner , The Impersonal Life (1979), das Sagradas Escrituras, e apontamento do Livro de Urantia, citado.

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Novas capas para o Livro de Urântia

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Detalhes Escrito por Perspectivas Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 4

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As novas capas do Livro de Urântia a serem impressas já a partir de 2013. Esta é a proposta da Fundação Urântia que apresenta como objectivo o facto de haver uma necessidade periodica de renovar a capa do livro para este poder manter-se interessante do ponto de vista comercial nas livrarias. "O nosso objectivo não é o negócio, mas as livrarias que vendem e distribuem o Livro de Urântia não têm os mesmos objectivos que nós..."

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Top+ Social Detalhes Escrito por Perspectivas Categoria: Março 2013 Publicado em 31 março 2013 Visitas: 2

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Esta é uma análise foi feita a aos últimos cerca de 50 posts das páginas do Facebook. Pretendo na próxima edição da revista colocar os posts do trimestre, e para isso começo a considerar os registos do dia 1 de Abril em diante. Irei incluír na próxima edição: Os mais gostados; Os mais comentados; Os mais partilhados; E isto será uma análise dos sites no Facebook: Grupo ELUB; Grupo O Livro de Urântia; Página UAB. Poderemos incluír mais páginas que nos possam sugerir. Para isso coloque a sua sugestão no espaço para os comentários no final desta página

No Grupo ELUB:

Ricardo Machado Uma conversa hoje....

LB- Leitor da Bíblia LU- Leitor do LU ______ LB- Você e esse livro de Urântia... você deveria ler a bíblia que é um livro sagrado.


LU- Mas eu já li a biblia, já li o livro do Mormom, já li o livro dos espiritos, já li uma porção grande de outros grandes livros... LB- Mas então porque vc insiste agora em tanto ler desse livro? LU- Você quer mesmo saber? Ou está só perguntando... LB- Eu só quero saber se esse livro mudou alguma coisa na sua vida. O que foi que ele mudou pra você? Me fala... LU- Ok... eu falo. "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino"... (ICor.13:11) LB- não entendi... isso é um versiculo bíblico. O que tem a haver com o Livro de Urântia? LU- Só tem um jeito de você saber...

O Mais gostado do Grupo "O Livro de Urântia"

Carlos Leite da Silva

Sou eternamente grato (Anônimo)

Minha vasta leitura dos livros de Edgar Cayce e materiais sortidos de literatura da Nova Era me redespertou para o fato de que Deus é real e de que Jesusera e é quem ele disse que era. E não obstante, eu sabia que havia mais, muito mais. Eu sabia que não estava captando o cenário realmente global.

Eu costumava passar muito tempo fuçando em uma determinada livraria Nova Era, onde tinha descoberto Alan Watts, os livros de Seth e muitos outros que me espicaçaram a curiosidade. Lembro-me bem de ter visto o Livro de Urântia pela primeira vez deitado de capa para cima numa prateleira no mesmo


canto em que eu encontrara tantos livros que haviam nutrido meus interesses. Recordo ter olhado para ele e pensado: “Vou deixar passar esse”. Nem sequer me dei ao trabalho de abri-lo; só a capa foi o suficiente para me afastar.

O que se seguiu foi um espantoso ritual que se repetiu por vários meses. Eu me senti atraído para essa mesma livraria muitas vezes, e de cada vez saía de mãos vazias. Eu sabia que estava sendo guiado até ali, que era suposto encontrar algo tão espetacular que iria mudar a minha vida e a minha visão do mundo. E no entanto saía desapontado de cada vez. Não importava qual livro eu pegava, eu sabia que não era esse.

Depois de vários meses desta estranha busca, quando dava por mim, mais uma vez, desnorteado nesta loja, escutei uma voz alto e bom som dentro da minha cabeça me dizendo para ir a um lugar específico da livraria, acrescentando: “Você encontrará o que está procurando. Esta livraria é simplesmente demasiado grande e irresistível”. Imediatamente me dirigi para aquela seção da livraria. Ao me encaminhar para o setor de Ocultismo, o Livro de Urântia me veio parar às mãos praticamente em segundos. Nem sequer me apercebi de que já o havia entrevisto antes na loja. Sentei-me e, ao dar uma lida por ele, eu apenas conseguia dizer: sim, sim, sim, sim, sim... é isto! É isto! Me senti no céu. Li o livro desde o início. As descrições da hierarquia spiritual, em particular, me faziam tanto sentido. Eu estava encantado!

Falei com toda a gente que conhecia, lhes perguntando se conheciam este livro, até que finalmente alguém sugeriu que escrevesse para o endereço do editor em Chicago. Isso fez com que eu obtivesse o telefone de um grupo de estudo. Enquanto isso, eu falava tanto sobre o Livro de Urântia que várias pessoas ficaram contaminadas pelo meu entusiasmo e se apressaram para comprarem seus próprios exemplares. Eu não instava ninguém a comprar o livro; era a minha paixão por ele que despertava a curiosidade deles.

Será que o Livro de Urântia mudou a minha vida? Podem ter a certeza disso! Entrei para uma igreja cristã para me envolver com os meus companheiros crentes – como O Livro de Urântia aconselha – e no meu entusiasmo pelo livro falei com outro membro sobre a grande verdade espiritual que ele contém. Ironicamente, isso fez com que eu fosse expulso em menos de nada. O pastor principal me disse: “Satanás se apoderou de você!”

Uma das grandes revelações que chegou a mim ao ler o Livro de Urântia é de que o amor não é escravidão. Sendo por temperamento um agradador, eu costumava me curvar para agradar aos outros. Deixei de fazer isso. Ser subserviente aos que são espiritualmente preguiçosos e moralmente indiferentes não tem relação com serviço e amor.


Quando comecei a ler o Livro de Urântia era membro da Ordem Rosacruz, onde vários membros também eram leitores do Livro de Urântia. Uma mulher disse que tinha encontrado o livro numa venda de garagem. Quando perguntei a outro rosacruz se ele achava que o livro era genuíno, ele disse que tinha meditado sobre essa mesma questão e descobrira que os seus pés ficavam nitidamente mais quentes, o que para ele significava que o Livro de Urântia estava em cima de terreno sólido.

Fico sempre me lembrando de Jesus quando dizia: “Tenho outros e melhores mundos”, e eu anseio ir até eles algum dia. Estou para sempre grato a este fantástico presente. Me apoio nele completamente à medida que atravesso o dia, ao longo da vida.

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Perspectivas março 2013  

Resumo da Revista Perspectivas de Março 2013

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