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nº5

VERÃO 2016 5 Este exemplar é seu.

LUGARES

SHOW ME PARA CURTIR SANTA CATARINA

ATRAÇÕES DESCUBRA AS IMPERDÍVEIS ATRAÇÕES EM DA AS MELHORES PRAIAS, RECANTOS REGIÃO BALNEÁRIO ONDE CAMBORIÚ ESTÁ HOSPEDADO E REGIÃO NATURAIS E PONTOS TURÍSTICOS

ROTEIROS SUGESTÕES PARA DESCOBRIR UM ESTADO DE MÚLTIPLOS ENCANTOS

SABORES UMA DELICIOSA VIAGEM ENTRE PRATOS TÍPICOS, CERVEJAS E VINHOS

COMPRAS DICAS PARA EXPLORAR O MERCADO LOCAL, DOS IMÓVEIS AO ARTESANATO

APROVEITE O VERÃO SAIBA AONDE IR E O QUE FAZER PARA VIVER UMA TEMPORADA INESQUECÍVEL NO LITORAL CATARINENSE


Energia para novos tempos.


12 show me EDITORIAL

Aposta no turismo Uma publicação do Grupo RIC FUNDADOR E PRESIDENTE EMÉRITO Mário J. Gonzaga Petrelli

Grupo RIC/SC presidente-Executivo Grupo RIC/SC Marcello Corrêa Petrelli Diretor Administrativo e Financeiro Albertino Zamarco Jr. Diretor superintendente Reynaldo Ramos jr. DIRETOR DE PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIA Derly Massaud de Anunciação DIRETOR DE CONTEÚDO LUÍS MENEGHIN

Revista SHOW ME CoordenaÇÃO geral, EDIÇÃO E diagramação Diógenes Fischer REPORTAGEM ALEXSANDRO VANIN, anderson bernardes, Fabiana Henrique, Fábio Bianchini, Jerônimo Rubim, Luciana Zonta, Marco Túlio Brüning Fotografia Daniel Queiroz E VICTOR CARLSON IMAGEM DE CAPA haveseen/SHUTTERSTOCK.COM MAPAS alexANDRE PASSOLD PROJETO GRÁFICO LUIZ FERNANDO FERRARY REVISÃO Lu Coelho IMPRESSÃO coan Gráfica www.revistashowme.com.br Circulação de dezembro DE 2015 a março DE 2016 Avenida do Antão, 1.857 CEP 88025-150 – Florianópolis/SC (48) 3212-4100

O

turismo é considerado uma das atividades econômicas mais democráticas que existem, capaz de gerar oportunidades para pessoas de todas as classes econômicas. Do grande empresário ao vendedor ambulante, a população catarinense sabe reconhecer e valorizar a importância deste mercado para alavancar a economia local. A cada verão, a chegada de milhões de pessoas às nossas praias é responsável por impulsionar o comércio, os serviços e o empreendedorismo no Estado, além de fomentar o interesse dos visitantes por nossa geografia, cultura e história. Com a previsão de uma movimentação recorde de 8 milhões de turistas na temporada 2015/2016, Santa Catarina se preparou como nunca para receber as pessoas que escolheram – entre tantos outros destinos no Brasil e no mundo – nosso Estado para passar suas férias. É nossa obrigação atender bem e deixar satisfeitos todos aqueles que vêm investir seus recursos e seu tempo de lazer por aqui. Enquanto acompanhamos os esforços do poder público e da iniciativa privada para melhorar nossa infraestrutura urbana, de segurança e de serviços, também buscamos fazer a nossa parte para qualificar a atividade turística no Estado. Acreditamos que nosso papel como grupo de comunicação que mais apoia o turismo em Santa Catarina é entregar ao turista informação de qualidade, que possa ajudá-lo a aproveitar melhor sua estadia por aqui. A revista que você tem em mãos é uma das iniciativas editoriais que o Grupo RIC/SC preparou neste verão especialmente para receber o turista. Nas páginas a seguir fazemos um retrato amplo das belezas do nosso Estado – não apenas no litoral, mas também pelo interior –, trazendo sugestões de roteiros e lugares para que a sua experiência em Santa Catarina neste verão não seja nada menos do que memorável. Uma ótima temporada a todos! Marcello Corrêa Petrelli

Presidente-Executivo do Grupo RIC/SC


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14 show me artigos Divulgação

O turismo como matriz econômica N

Vinicius Lummertz Presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur)

Divulgação

o verão de 2014, mais de 6 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, passaram por Santa Catarina. Mas o Estado não tem somente sol e mar. Existem atrações nas serras, na gastronomia, no segmento de eventos, no turismo de cruzeiros, um ótimo parque temático, tradição no turismo de compras. Esta diversidade contribui para consolidar o turismo como nova matriz da economia estadual. O turismo tem crescido mais que a economia do país e é hora de Santa Catarina encarar esta atividade como plataforma para alavancar o desenvolvimento. Precisamos evoluir do modelo de “veranismo” adotado por Florianópolis e outras cidades do litoral para planos superiores de com-

em clima de otimismo V

Valdir Rubens Walendowsky Presidente da Santa Catarina Turismo (Santur)

Divulgação

ários fatores nos deixam otimistas para a temporada de verão em Santa Catarina. Um deles é a desvalorização do real diante de outras moedas, o que aumenta o interesse de turistas estrangeiros pelo Brasil. Consultando o trade turístico catarinense, a opinião geral é de que haverá um maior número de visitantes de toda a América do Sul, especialmente turistas argentinos, cujo fluxo deve crescer em torno de 15%. Tudo indica que os brasileiros também virão em maior número. Já se tem informações de que muitas das grandes festas de réveillon em Santa Catarina estão com os ingressos esgotados e os hotéis com 80% dos leitos reservados.

Diretor-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina (ABIH-SC)

Especificamente em Florianópolis e Balneário Camboriú, as empresas fornecedoras de energia e água estão dando continuidade às melhorias das obras planejadas antes desta temporada e também com novos planejamentos para garantir o fornecimento dos serviços não só para este, mas também para os próximos verões. Na temporada passada, o Estado recebeu cerca de 6 milhões de turistas, e todos tiveram a garantia de uma temporada tranquila. Para este ano, a Operação Veraneio promovida pelo Governo do Estado contará com a mobilização de 8 mil profissionais da área se segurança e terá cobertura em 157 praias de nosso litoral.•

que vENHA O VERÃO! A

Samuel Koch

petitividade global. O turismo deve ser um fator de integração e de multiplicação dos potenciais que mobiliza. Gastronomia, negócios, cidades sustentáveis, parques naturais, arte e cultura fazem parte desse novo momento. Para isso, é fundamental ampliar a qualificação de quem atua na área, com os setores público e privado atuando em parceria. Esse modelo sustentável exige a revisão de antigos dogmas, como a própria história econômica catarinense, tão dependente da industrialização e da exportação. Além da qualificação, a consolidação da nova matriz econômica que estamos propondo exigirá maior integração com os mercados da América Latina.•

Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina completa 50 anos de uma trajetória de luta e contribuição para o setor hoteleiro. São cinco décadas amparando este segmento tão importante para a economia e buscando sempre trabalhar com a integração de toda a cadeia produtiva do turismo, pois acreditamos que neste setor não se conquista nada sozinho. Nesses 50 anos passamos por temporadas excelentes e outras nem tanto, mas o otimismo dos catarinenses sempre permaneceu. E é chegada a hora de vivermos mais um verão, mas dessa vez a expectativa é enorme devido à alta do dólar, que promete incrementar o turismo nacional.

Segundo o Governo do Estado, cerca de 8 milhões de turistas devem nos visitar na temporada 2015/2016. O número é 30% maior em relação aos 6,2 milhões que vieram no verão passado. A rede hoteleira está preparada para bem receber esses turistas. Como Santa Catarina está entre os destinos mais procurados, a perspectiva torna-se ainda maior. Temos uma grande demanda dos vizinhos do Mercosul, que devem voltar a lotar nossas praias este ano. A confirmação de 600 voos fretados, contra 433 da temporada passada, e o crescimento na venda de pacotes de turismo para Santa Catarina tornam a expectativa ainda mais positiva. Que venha o verão!•


Imagem meramente ilustrativa. Iced Tea Local

Apresente este voucher e ganhe 01 (um) Iced Tea ou Refrigerante Refil (individual), na compra de uma refeição do Lunch Menu (entrada + prato principal com acompanhamento). A entrega deste voucher assegura ao seu portador o direito a consumir, na compra de uma refeição do Lunch Menu, 01 (um) Iced Tea ou refrigerante refil (individual), que não poderá ser trocado por outro produto ou ter o seu valor utilizado como crédito para fins de desconto. A cortesia deve ser consumida no próprio restaurante. Voucher não cumulativo, sendo somente admitida a utilização de 01 (um) voucher por mesa. Válido exclusivamente nos restaurantes Outback Beiramar Shopping e Balneário Shopping, de 2ª a 6ª feira (exceto feriados), das 12h às 15h, até 14/01/16. Venda proibida.

BEIRAMAR SHOPPING BALNEÁRIO SHOPPING


16 show me artigos Divulgação

de encher os olhos e o coração S

Filipe Freitas Mello Secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina

Divulgação

ejam bem-vindos a Santa Catarina, que ganhou pela oitava vez o título de melhor estado do Brasil para viajar, no prêmio O Melhor de Viagem 2015/2016, promovido pela Revista Viagem e Turismo. Este título nos orgulha e consolida o trabalho do Governo do Estado, que repercute positivamente entre as pessoas que nos visitam. Esta temporada será histórica, com crescimento de aproximadamente 30% na movimentação turística. A realidade econômica do país e as diferenças de câmbio em relação a outras moedas favoreceram a vinda de estrangeiros, especialmente da América Latina, e fizeram com que muitos brasileiros escolhessem destinos na-

um destino para todos os sentidos D

Zena Becker Secretária de Turismo de Florianópolis

Divulgação

esde julho a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Turismo, coordena a Operação Presença – Verão 2016. Mais de 70 entidades realizam ações como instalação de banheiros químicos nas praias e pontos turísticos, fiscalização de ambulantes e casas noturnas, segurança, medidas para prevenir a falta de água e energia. Ações que fazem a diferença para bem receber os visitantes e proporcionar uma ótima temporada também ao morador. Além disso, contamos com o aplicativo Vivendo Floripa que apresenta dicas de visitação, notícias, eventos, localização e contato. Aqui você pode aproveitar, além do sol e mar, a nossa

Secretário de Turismo de Balneário Camboriú

gastronomia – degustar nossas ostras, frutos do mar e cachaças artesanais –, os esportes náuticos, os espaços de lazer e cultura, traçar roteiros que lhe proporcionam uma experiência completa, para todos os sentidos. Na última temporada Florianópolis recebeu cerca de um milhão e meio de visitantes, provenientes principalmente do Brasil e Argentina. A expectativa é de que Santa Catarina tenha um acréscimo de 30% no número de turistas, e isso refletirá em Florianópolis, sendo a alta do dólar um dos motivos para o aumento desta demanda. A Secretaria de Turismo deseja a todos uma ótima estada em Florianópolis!•

atrações o ano todo U

Ademar Schneider

cionais – isso sem contar os catarinenses que têm o privilégio de passar as férias no seu próprio estado! Por isso, entendemos que fizemos a escolha certa ao divulgar Santa Catarina no mercado interno e países vizinhos. O que faz de Santa Catarina um estado tão especial é a variedade cultural, as belezas naturais, o acolhimento fraterno e as diferentes experiências proporcionadas aos viajantes. Temos dez regiões turísticas, com peculiaridades gastronômicas, entretenimento, colonização, arquitetura, entre outros atrativos. Essas características são nosso maior patrimônio e fazem com que este seja um dos melhores estados do Brasil para se viver e o melhor para se visitar.•

ma nova temporada se aproxima e neste verão Balneário Camboriú terá muito a oferecer para quem a escolher como destino turístico. Além de promover eventos como o Brilhos de Natal, o Réveillon Show e o Carnaval, o município estará apoiando os palcos de verão nas areias da praia. Serão locais de descontração, esporte, ginástica, música e dança, onde os veranistas poderão realizar atividades em horas específicas e de graça. Em termos de infraestrutura, estamos muito bem organizados. A prefeitura criou há cerca de quatro anos a Guarda Municipal Armada para auxiliar as forças policiais na prevenção à cri-

minalidade e preservar o patrimônio público. A GM, com a parceria da Polícia Militar, contará com auxílio de 265 câmeras de videomonitoramento espalhadas pela cidade. Outro destaque do município é o seu desenvolvimento econômico, com setores de comércio, gastronomia e vida noturna conhecidos nacionalmente, o que nos garante viver intensamente não apenas durante o verão, mas em todas as estações. Isso tudo – aliado a inúmeros atrativos turísticos e um povo que recebe o visitante de forma qualificada e cordial – comprova que realmente somos a Capital Catarinense do Turismo durante o ano todo.•


18 show me sou bem sc

de bem com a vida Com o movimento sou bem o GRUPO RIC promove atitudes positivas para melhorar a convivência em quatro das maiores cidades catarinenses

A

pontar caminhos para que cada pessoa faça sua parte em busca de uma cidade melhor. Este é o intuito do Movimento Sou Bem, que após o grande sucesso e repercussão em Florianópolis ganhou as cidades de Joinville, Blumenau, Itajaí

e Chapecó a partir de fevereiro de 2015. A iniciativa da RICTV Record dá mais espaço para pautas positivas no conteúdo editorial, especialmente no Jornal do Meio-Dia e no Programa Ver Mais. São valorizados os bons exemplos de cada região,

como campanhas de conscientização no trânsito, meio ambiente, cuidado com animais, gentileza e respeito, revitalização de pontos da cidade e iniciativas de pessoas que dedicam seu tempo para ajudar os mais necessitados. Além disso, a emissora organizou debates especiais. Em Chapecó o tema foi “Segurança Pública”. Com mediação do apresentador Eduardo Prado, foram levantadas sugestões de medidas que a sociedade pode tomar para reduzir a criminalidade. Já em Blumenau o debate fez parte do calendário municipal da Semana do Trânsito e reuniu especialistas para debater a mobilidade da região. Para os próximos meses a emissora prevê novas ações visando à temporada de verão em Santa Catarina. O foco será a realização


SHOW ME 19

de debates com temas específicos, como atendimento ao turista e preservação ambiental. Além disso, o movimento estreia sua linha de camisetas personalizadas, com parte do valor revertida para uma instituição de preservação ambiental. Símbolo do movimento Os totens customizados, ícones da campanha, caíram no gosto popular e geraram milhares de fotos compartilhadas nas redes sociais. São oito totens customizados que representam cada região do Estado, dois em cada cidade. As cores fazem referência às características locais das cidades e suas origens, chamando a atenção dos turistas e moradores como um símbolo de quem ama a cidade. Com a repercussão alcançada em 2014 o Sou Bem foi agracia-

do com o Prêmio Empresa Cidadã pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina (ADVB/SC). Em 2015 a iniciativa foi reconhecida nacionalmente, conquistando o Prêmio Marketing Contemporâneo da Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN) na categoria Responsabilidade Social e Sustentabilidade. O movimento recebeu o destaque com maior pontuação entre os quatro vencedores da categoria. É a primeira vez na história da premiação que um case recebe o prêmio por unanimidade entre os jurados. “Este é um projeto que nos dá muito orgulho, ao trabalhar com mais ênfase temas de relevância regional. Acreditamos na nossa cidade e no nosso Estado”, afirma Marcello Corrêa Petrelli, presidenteexecutivo do Grupo RIC/SC.•

Interaja com o Sou Bem #soubemfloripa facebook.com/SouBemFloripa instagram.com/soubemfloripa Totens: Beira-Mar Norte (próximo ao trapiche), Mirante da Lagoa e Parque de Coqueiros. #soubemjoinville facebook.com/SouBemJoinville Totens: Rua das Palmeiras e Pórtico da cidade. #soubemblumenau facebook.com/SouBemBlumenau instagram.com/soubemblumenauoficial Totens: Parque Ramiro Ruediger e em frente à prefeitura. #soubemitajai facebook.com/SouBemItajai Totens: Praça Governador Irineu Bornhausen e Praça Genésio Miranda Lins. #soubemchapeco facebook.com/SouBemChapeco instagram.com/soubemchapeco Totens: Em frente ao Monumento Desbravador e no Ecoparque.


20 show me ÍNDICE

Flávio TIn (Arquivo ND)

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76

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104

lugares

20 praias imperdíveis tudo azul de boa na lagoa a joia da costa vem pro mercado! a veneza catarinense

nossa praia bem cuidada

68

pequeno paraíso

70

cultivando o turismo

roteiros HISTÓRIA NAS RUAS conexão foz todos a bordo altas emoções por um fio noites quentes para cair na folia


SHOW ME 21

Flávio TIn (Arquivo ND)

Marco Santiago (Arquivo ND)

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

112

132

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132

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sabores delícias do mar vinhos de altitude a arte da cerveja

compras

para morar ou investir temporada de compras leve como o verão

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sempre na onda

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de volta para casa

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vitrines à beira-mar

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de férias com estilo

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a praia está na moda

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lembranças de viagem


24 show me lugares

20 praias imperdíveis Pegue seu GUARDA-SOL, CAPRICHE NO PROTETOR SOLAR e se prepare para conhecer algumas DAS MELHORES PRAIAS do sul do país em um tour de NORTE A SUL pelo ENCANTADOR LITORAL Catarinense

• Por Jerônimo Rubim

Daniel Queiroz (Arquivo ND)


SHOW ME 25

”D

e um lado um dragão / Do outro um índio / A lua de fundo / Pra figura sorrindo”, canta a banda local Dazaranha na música Tribo da Lua. Há décadas a Praia Mole encanta moradores e turistas. Além da beleza estonteante, há algo de místico no lugar. As pessoas que costumam frequentar a Lagoa da Conceição, área bastante boêmia e esotérica da Ilha, circulam também pela Mole. O dragão deitado, visto no verdejante costão direito, e o rosto de um índio olhando para o céu, na formação de rochas do lado esquerdo, aumentam a sensação de que o lugar é especial. Reduto de surfistas e musas, casa de campeonatos de surfe, a Mole nunca sai de moda e fica cada vez mais plural. Sarados, esportistas, nativos, playboys, LGBT, famílias e turistas de todos os lugares enchem a areia branca e fofa (daí o nome)

e se deleitam no mar frio de ondas fortes – nesta praia de tombo, é preciso ter cuidado com os buracos e repuxo. Jogadores de futevôlei e de frescobol sempre acham seu espaço, e kitesurfers colorem a água. A Mole é uma praia preservada mas conta com boa estrutura para receber. Bares e restaurantes oferecem de porções de frutos do mar a drinques sofisticados, e têm deques estilo lounge com bossa nova, samba-rock ou música eletrônica. Diversos ambulantes circulam com cerveja e comidas naturais. Há grandes bolsões de estacionamento e congestionamentos costumam se formar, já que todos querem aproveitar o lugar. A dica é tentar se mexer no contrafluxo. A Praia da Galheta, depois do costão esquerdo, é um retiro selvagem e mais tranquilo, ótimo lugar para descansar longe do agito.

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

Flávio Tin (Arquivo ND)

praia mole


26 SHOW ME LUGARES Arquivo ND

JURERÊ

Divulgação P12

A

Miami Beach brasileira. É assim que muita gente chama o bairro chique e planejado de Jurerê Internacional. Mais do que curtir a praia, as milhares de pessoas que vêm a Jurerê querem fazer parte do ambiente glamoroso e efervescente do lugar. Sua fama já cruzou o planeta e hoje famosos nacionais e internacionais e muita gente da high society desfilam pela região. Os beach clubs, com seus bangalôs à beira das piscinas, caras garrafas de champanhe e público animado pelos DJs, dão um clima de festa eterna ao lugar. O P12, mais democrático, o Café de La Musique, elitizado, e o Taikô, mais pé na areia, se destacam. As badaladas festas noturnas, com atrações internacionais e clima de azaração, contribuem bastante para essa chama. Todos os anos, milhares de pessoas lotam a praia atrás dessa atmosfera. Entre barracas que vendem de água a espumantes, curiosos dos mais variados lugares desfrutam o agito social na areia e a calmaria relaxante nas águas quentes do Norte da Ilha. Antes havia apenas Jurerê, e a parte Internacional veio depois de um projeto de sofisticação e planejamento de parte do bairro, que hoje abriga mansões milionárias. O Jurerê Tradicional divide a mesma faixa de areia, mas muda bastante: é um balneário calmo e familiar, hotéis e restaurantes com preços mais terrenos. Um bom passeio para conhecer mais de Florianópolis é a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que fica no canto esquerdo da praia. Faz parte de um conjunto de quatro fortes da Ilha, construídos pelos portugueses no século 18 para proteger a então chamada Nossa Senhora do Desterro.


SHOW ME 27 Eduardo Valente (Arquivo ND)

joaquina

F

lorianópolis foi projetada internacionalmente pela primeira vez graças à Joaquina. Em 1986 a praia sediou uma etapa do campeonato mundial de surfe, com ondas incríveis e presença massiva do público. A beleza do lugar e das mulheres impressionou os gringos, que espalharam as boas novas pelo mundo. Foi um marco na história do surfe brasileiro e também para a pacata Ilha de Santa Catarina, que passaria a sofrer profundas transformações nas próximas décadas. A “Joaca”, como é chamada pelos nativos, recebe competições desde os anos 1970 e sempre foi casa de surfistas e gente jovem, com seu mar de águas frias e de fortes ondas, que exigem muito cuidado dos banhistas. Nos últimos tempos, a praia passou a receber excursões, casais, famílias e pessoas da terceira idade.

O bonito costão à esquerda convida para um passeio contemplativo, de onde se avista a imensidão do mar, a extensão da faixa de areia (a praia se torna o Campeche depois) e os morros do Sul da Ilha ao fundo. As dunas da Joaca também são famosas, consideradas as melhores do Sul do país. O sandboard, espécie de surfe sobre a areia, foi criado ali e há aluguel de pranchas para a diversão dos turistas. A chegada à praia apresenta um lindo visual, olhando o vasto azul de cima do morro. Muitos moradores mantêm a tradição de ir até a Joaquina cedinho e presenciar o nascer do sol no oceano. Há bastante infraestrutura para o turismo, com um grande hotel, estacionamento e restaurantes que servem frutos do mar. Na orla da praia também há sanitários, chuveiros, posto policial e salva-vidas.

Eduardo Valente (Arquivo ND)


28 SHOW ME LUGARES Markito (Divulgação Santur)

lagoinha do leste

U

Eduardo Valente (Arquivo ND)

ma lagoa em forma de “S” desemboca no mar azul, ora calmo, ora arredio. Morros esverdeados parecem proteger o lugar e a areia branca contrasta com o colorido do cenário. Ao chegar à Lagoinha do Leste, sabe-se que está em um paraíso em plena ilha. Uma das praias mais bonitas do Brasil, sempre no topo das listas de guias nacionais e internacionais, é também um dos tesouros mais bem guardados de Floripa. Faz parte do Parque Municipal da Lagoinha do Leste, e não tem moradores, eletricidade ou água encanada, o que torna o lugar especial para um dia calmo na beira do mar. Na temporada, pescadores levam visitantes em seus barcos a partir do Pântano do Sul, a praia ao lado. É um belo passeio, contornando o costão íngreme e cheio de pedras. Mas, se tiver fôlego e dis-

posição, a dica é ir logo cedo, pela manhã, por uma das duas trilhas que levam ao lugar e curtir o caminho entre árvores nativas e o som de cigarras e pássaros. Uma delas começa um pouco antes de se chegar ao Pântano do Sul. Em meio à mata fechada, a caminhada é de uma hora com trechos íngremes. A outra leva em média três horas e é mais suave. Parte da praia anterior, o Matadeiro, e vai acompanhando o costão, com paisagens incríveis para o mar. Nos dois casos o caminho é bem marcado, mas vale pedir informações a trilheiros mais experientes. Vá preparado e não esqueça de levar o lixo de volta. Subir o Morro da Coroa, no costão direito da praia, requer certo preparo, mas é a pedida para voltar para casa com a melhor vista panorâmica do lugar (foto acima). E, talvez, da vida.


SHOW ME 29

A

extensa Praia do Campeche abriga os mais diversos frequentadores em seus 3,5 km. Ao longo da sinuosa faixa de areia há espaços vazios para quem prefere se isolar e aglomerações para quem gosta da companhia de outros veranistas. Crianças dividem a areia com senhoras que caminham pela orla, famílias montam seus guardasóis ao lado de grupos de jovens, enquanto os surfistas aproveitam as ondas fortes e de boa qualidade. Um dos pontos mais movimentados, e o único lugar da praia com bares e restaurantes, fica ao final da Avenida Pequeno Príncipe (uma homenagem ao autor do livro O Pequeno Príncipe, Saint Exupéry, que era aviador e pousava nos campos da localidade). Logo ao lado, à esquerda, fica o trecho conhecido como “Riozinho”. Point preferido pelo público jovem e tatuado, tem redes de futevôlei, jogadores de frescobol, musas e surfistas circulando. Durante a temporada é comum acontecerem shows com música ao vivo no local. Para quem quiser fugir do agito, há bastante espaço e muita tranquilidade ao longo da praia. Logo em frente ao Riozinho fica a Ilha do Campeche (foto menor) e suas águas caribenhas. Barcos de pescadores levam visitantes saindo da Armação, num trajeto de meia hora, enquanto botes a motor – mais rápidos e um pouco mais caros – partem da própria Praia do Campeche. Na ilha, águas cristalinas e areia branca convidam ao dolce far niente. Há dois restaurantes e aluguel de equipamento para mergulhar e descobrir a rica fauna marinha. Guias conduzem visitantes pelas trilhas que levam às mais de 150 inscrições rupestres deste patrimônio arqueológico.

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

PRAIA Do campeche

Daniel Queiroz (Arquivo ND)


30 SHOW ME LUGARES Flávio Tin (Arquivo ND)

praia CENTRAL O

Divulgação Sectur BC

lugar ideal para quem quer aproveitar a praia mas também as vantagens de uma excelente infraestrutura urbana. De um lado, o mar calmo. Do outro, quilômetros de prédios e um comércio pulsante. A Praia Central é margeada pela Avenida Atlântica, a mais famosa e movimentada via de Balneário Camboriú. Ali tudo está ao alcance do turista: bares, restaurantes, temakerias, lounges, hotéis e vitrines sedutoras estão apenas do outro lado da rua. Os prédios altos ajudam a mesclar a urbanidade ao clima praieiro. Há praias mais bonitas na região, é verdade, mas a praticidade e o agito do lugar – que tem na praia, curiosamente, um clima tranquilo e relaxado – fazem milhares de frequentadores fiéis todas as temporadas. O charmoso calçadão que acompanha a orla de cerca de 6

km de extensão fica movimentado desde as primeiras horas da manhã com pessoas caminhando ou correndo. Há pequenos recantos para leitura e bate-papo no passeio, e vários quiosques oferecem produtos de consumo rápido. Uma caminhada até a Barra Norte, que é o fim da praia do lado esquerdo, permite uma visão completa da Praia Central e dá uma ótima dimensão da cidade. No final do calçadão há uma passarela de madeira que percorre todo o costão, passando pela pequena Praia do Canto e que leva até a reservada Praia do Buraco. Já a Barra Sul abriga boa parte do famoso agito noturno da cidade, com diversas opções de bares, restaurantes e night clubs. Da areia pode-se avistar pontos turísticos da cidade, como o bondinho da Barra Sul e o Cristo Luz no alto do morro.


32 SHOW ME LUGARES Marcos Schaefer (Divulgação Sectur BC)

laranjeiras

U

Divulgação Sectur BC

ma bela e pequena enseada com apenas 750 metros de orla e muito bem preparada para receber turistas, Laranjeiras é bastante concorrida na temporada. Cercadas pela Mata Atlântica, suas águas tranquilas atraem famílias de toda a América Latina. Vindo do norte, é a primeira das seis praias da rodovia Interpraias. Além da estrada, pode-se chegar lá em um mágico passeio a bordo do bondinho aéreo que parte da Praia Central de Balneário Camboriú. Saindo da Barra Sul, o turista curte uma visão panorâmica da cidade, da mata e do mar azulado, e em meia hora chega ao seu destino. No caminho há uma parada no Parque Unipraias, com mirantes para o cenário privilegiado e trilhas que fazem parte de um Parque Ambiental. Outra opção é embarcar em uma das escunas “piratas” que partem

da Barra Sul. As embarcações contornam a Ilha das Cabras em um passeio que leva cerca de uma hora e meia, com direito a uma divertida encenação de pirataria a bordo. Na chegada das Laranjeiras, um grande calçadão comporta diversos bares, restaurantes, lojinhas de suvenires, artigos de praia e artesanato, com muitas opções em diferentes faixas de preços. Na praia, mais restaurantes disputam a atenção e o bolso dos visitantes, com mesas e cadeiras na areia. Os frutos do mar, claro, são a grande atração. As águas esverdeadas são plácidas, uma piscina ideal para crianças e esportes náuticos. Nas extremidades, pescadores criam mariscos que são vendidos ali mesmo. A praia se enche de gritos e risadas quando passeios de banana boat cruzam a água em alta velocidade. A ordem do dia aqui é diversão.


SHOW ME 33

É

a primeira (ou última, se você vem do norte) praia da Rodovia Interpraias, uma bonita estrada cheia de curvas, subidas e descidas, e que apresenta seis imperdíveis points do verão de Balneário Camboriú: a Praia do Estaleirinho, Estaleiro, Praia do Pinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras. De águas cristalinas e areia grossa, o Estaleirinho, a 12 km da Praia Central, é um pequeno lugar preservado cercado por um núcleo urbanizado, com boas pousadas, hotéis e restaurantes em volta. Condomínios fechados e residências de alto padrão dão um ar classudo à região, que contrasta com a simplicidade agreste da praia. O lugar vem se consolidando como ponto de luxo e badalação. Durante o ano é fácil encontrar o balneário vazio, mas na temporada, principalmente a partir do final

de tarde, as areias fervem com festas em day clubs como o Sky Beach (em localização privilegiada no costão direito) e o Parador Beach. Muita gente jovem e sarada passa seus dias e noites tomando coquetéis e escutando música eletrônica por lá. DJs internacionais embalam um clima de diversão e flerte. O lado direito tem ondas para os surfistas (é uma praia de tombo) e um bonito costão de rochas. Há um camping na região, de frente para o mar, para quem quer ficar mais tranquilo. Vagas para barracas e motorhome e ótima estrutura com piscinas, churrasqueiras, salão de jogos, banheiros, wi-fi e restaurante. Para quem quer chegar à praia vindo do sul, é preciso pegar a saída 136 na BR-101, logo antes do túnel sobre o Morro do Boi. Pelo norte, é melhor cruzar o mesmo morro e entrar na mesma saída.

Markito (Divulgação Santur)

Edison Bayard (Divulgação Sectur BC)

estaleirinho


34 SHOW ME LUGARES Victor Carlson

praia brava

C

Victor Carlson

orpos esculturais, surfistas, agito dia e noite. Assim é a praia mais movimentada de Itajaí, uma beleza cercada de Mata Atlântica que tem fama internacional. A Brava exala charme em sua mistura de rusticidade e sofisticação. Na areia dourada, garotas bronzeadas e homens malhados desfilam juventude e alegria de viver. Famílias também vão e ajudam a democratizar o lugar. O mar agitado e limpo tem ótimas ondas e costuma sediar campeonatos de surfe e de jet ski. A presença do Warung, casa de música eletrônica que desde o começo do século recebe os mais famosos nomes do estilo no verão, ajudou a transformar o lugar em point famoso e deixa no ar um constante clima de badalação. Restaurantes e bares de alta qualidade competem pelos clientes exigentes e de alto padrão aquisitivo, mas há

também barracas e quiosques para os frequentadores mais relaxados. O recém-inaugurado Belvedere Beach Club tem clima e cores de parador grego, e oferece espreguiçadeiras, chaises e quiosques à beira da piscina para acomodar os festeiros nos dias de sol e calor. Um dos maiores tesouros da Brava é seu canto esquerdo, o Canto do Morcego (foto menor). Atrás do verdejante morro fica uma prainha isolada e selvagem, também conhecida pelo sugestivo nome de Praia da Solidão. O acesso só é possível pela trilha do Morro do Farol ou pela areia, quando a maré está baixa. Em um dos paredões que cercam esta praia fica a Caverna do Morcego, uma gruta de 4 metros de largura e 50 de profundidade que se formou com a ação do mar ao longo do tempo. Há, claro, muitos morcegos por lá.


36 SHOW ME LUGARES Daniel Queiroz (Arquivo ND)

meia praia A

Érique Jaques (Divulgação PMI)

maior e mais movimentada praia de Itapema, no litoral centro-norte do Estado, tem quase 5 km e ótima estrutura ao redor. A área é urbanizada, mas diferentemente da vizinha Balneário Camboriú, os prédios na orla (muitos de alto padrão) têm poucos andares e não produzem sombra na extensa faixa de areia. Um dos principais diferenciais é o calçadão à beira-mar que revitalizou a área e foi construído especialmente para passeios a pé e de bicicleta, além de diversos pontos com chuveiros de água fria. Um dos cinco destinos mais visitados de Santa Catarina, Itapema recebe no verão cerca de 500 mil turistas – e a maior parte deles passa pela mesma faixa de areia que são Meia Praia e a Praia Central. Ali o comércio é diversificado, e há muitos hotéis, pousadas, restaurantes e bares com música ao

vivo. Muitos lugares capricham nas receitas inspiradas na cozinha açoriana com frutos do mar. A água é calma, cristalina, e propícia para atividades como jet ski, banana boat, vela e outros esportes náuticos. É ponto de encontro da cidade de dia e também à noite. No final de tarde os bares lotam e se instala um clima amistoso e alto astral de paquera entre solteiros, em meio a famílias passeando e grupos de turistas da terceira idade. Um bom passeio é ir em direção ao norte, atravessar a Praia Central e visitar a Praia do Costão ou Canto da Praia, um reduto ao fim da extensão de areia. Uma tranquila vila de pescadores oferece uma visão geral das duas maiores praias. Há passeios de barco e restaurantes simples para desfrutar um típico peixe assado. Dá para caminhar sobre as rochas do costão.


SHOW ME 37

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ara quem quer visitar uma região com natureza preservada mas desfrutar de boa estrutura, este é o lugar perfeito. É a maior e mais movimentada praia do município de Governador Celso Ramos, uma grande vila de pescadores a apenas 30 km de Florianópolis, com mais de 250 anos de história e que já foi o principal núcleo baleeiro do Estado. Ao longo da extensa faixa de 3 km de areias brancas há hotéis, restaurantes, bares, bolsões de estacionamento, condomínios e um comércio variado. Enquanto o caminho até outras praias da região pode ser um tanto confuso, em Palmas vias asfaltadas propiciam um acesso tranquilo. O mar límpido e as preocupações ambientais garantiram à praia a concorrida certificação Blue Flag, bandeira internacional concedida a apenas nove lugares no Brasil na temporada 2015/16 (a Lagoa do Peri, em Florianópolis, também foi escolhida). Na parte norte, os surfistas se deliciam com as constantes ondas tubulares no local que recebe diversos campeonatos durante o ano. Na extremidade, atravessando um pequeno costão, chega-se à Praia de Baleate. Mais tranquilo, o mar da parte sul é ideal para nadar, pescar e praticar stand up paddle. Quando há vento, velas de windsurfe colorem o mar. Uma pequena trilha no final leva a Sipó e Ilhéus, duas praias desertas. Da beira da Praia de Palmas avista-se de perto as ilhas Grande, de Palmas e dos Trinta Reis. Para quem está hospedado na região, explorar o município é uma experiência reveladora. São 23 praias encantadoras, muitas delas intocadas, com vegetação preservada e um ar bucólico de povoado parado no tempo.

Flávio Tin (Arquivo ND)

PRAIA DE PALMAS

Edu C (Arquivo ND)


38 SHOW ME LUGARES Fábio Teixeira

PRAIA Do silveira

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Epa Machado (Divulgação Santur)

xuberante e agreste, uma das mais belas praias do litoral catarinense é um convite da natureza a desfrutar a vida. Paraíso dos surfistas, o canto sul é um dos melhores point-breaks (fundo de pedra) do país, com ondas fortes e tubulares. Dependendo do dia, chegam a mais de dez pés. Mas, mesmo sediando diversos campeonatos nacionais e internacionais, a Praia do Silveira conserva suas encostas verdes e dunas de restinga, resguardando um encanto único que os nativos tanto admiram. A 3 km do centro de Garopaba, o acesso se dá por uma via de terra (Estrada Geral da Silveira) onde o turista cruza com carros de boi e pode apreciar as marcas da ascendência açoriana do lugar. Depois de uma grande subida, avista-se a praia de 1,5 km e uma bifurcação: à esquerda, o meio da praia; à di-

reita, o canto sul. Em cada um há apenas um bar fixo – a dica é levar mantimentos se for passar o dia. Os banhistas precisam ter cuidado com a força das águas, mas seu incessante movimento traz um bemvindo frescor aos dias quentes. A areia é grossa, fofa, dourada. Os morros que a cercam formam uma espécie de baía, e há muito o que explorar nos dois costões. O morro sul oferece um descampado para quem quer apreciar o surfe mais de perto, quase ao lado das ondas. Para quem tem fôlego, atravessar a elevação leva a uma série de piscinas naturais e formações de pedra, onde pescadores costumam capturar peixes nobres como o robalo e o badejo. Pelo canto norte é possível caminhar até a Praia do Vigia, com piscinas naturais, cavalos e pássaros adornando o caminho.


SHOW ME 39

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m uma região presenteada com lindas praias, a Ferrugem chama a atenção por seu mar cristalino e esverdeado e suas areias brancas. Não à toa, é uma das mais movimentadas e animadas do verão de Garopaba, com turistas de todo o Brasil e também da Argentina. O charmoso lado esquerdo da praia, com um alto costão de pedras e vegetação nativa, é o mais badalado. Ali, um público jovem e descontraído esbanja energia e celebra cada dia de sol como uma grande festa. Nesse canto fica o famoso Bar do Zado, ponto de encontro com caipirinhas, petiscos e música que embala um festejado final de tarde na praia. O réveillon do lugar também atrai muita gente. Assim como o carnaval, que lota as ruas da Ferrugem e é celebrado entre os diversos bares rústicos da via principal. Durante a

temporada, é na movimentada vila que as pessoas se encontram depois da praia e continuam a festa até o sol raiar. O clima de paquera rola solto. Vila de pescadores e refúgio hippie nos anos 1970, o lugar traz na alma um ar descompromissado, como se o tempo corresse mais lento. A cultura de surfe do lugar, que tem ótimas e constantes ondas, adiciona ao clima relaxado. O lado direito da praia é mais tranquilo, com águas calmas que atraem famílias e aqueles que preferem menos agito. Um costão menor e com formação acidentada, que faz fronteira com a Praia da Barra, cria piscinas naturais de diferentes tamanhos. A Lagoa de Garopaba forma um canal que separa as duas praias. O nome Ferrugem vem daí: quando seu fundo está cheio, as águas da praia ficam amareladas. Fotos: Fábio Teixeira

FERRUGEM


40 SHOW ME LUGARES Fotos: Markito (Divulgação Santur)

praia do rosa

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m 2015, a Praia do Rosa, em Imbituba, foi eleita pelo jornal inglês The Guardian como uma das 10 praias “desconhecidas” mais belas do mundo, ao lado de paraísos na Itália, Tailândia e Jamaica. “Pacífica e selvagem sem ser completamente remota. (...) Conhecida por seus excelentes frutos do mar e sua atmosfera hippie”, descreve o veículo. Talvez “o” Rosa, como é carinhosamente chamada, não seja conhecida pelos lados britânicos, mas faz enorme sucesso no Sul. Além de catarinenses, há décadas gaúchos e paulistas, por exemplo, viajam centenas de quilômetros para aproveitar a magia do lugar, que costuma encher na temporada. É comum avistar famosos por lá. As ondas também sempre foram um atrativo, e surfistas estão por toda a parte. No meio da praia, a Lagoa do Meio serve de refúgio

para casais e famílias e divide o Rosa em duas partes. O Rosa Norte, onde rolam as melhores ondas, tem público jovem e animado. O Rosa Sul é mais tranquilo. Há bares com música ao vivo que embalam as noites com muita paquera e gente bonita. Com uma encantadora mistura de natureza e sofisticação, o turismo na belíssima baía fez surgir hotéis e pousadas, mas a ordem do dia é a preservação ambiental. Grande parte dos estabelecimentos segue práticas sustentáveis. Há desde paradas mais singelas a luxuosas pousadas, que funcionam o ano inteiro – o ar bucólico na baixa temporada e a visita de baleias francas de maio a outubro atraem muitos visitantes. A maioria está instalada no alto dos morros com vista para o mar. Vale reservar tempo e apetite para apreciar a alta gastronomia local.


42 SHOW ME LUGARES Divulgação Prefeitura de Palhoça

guarda do embaú

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

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Rio da Madre nasce no alto da Serra do Tabuleiro, e vem cortando as cidades até chegar pertinho da praia. Por dois quilômetros, corre paralelo às dunas e à restinga até bater no costão esquerdo da Praia da Guarda e desaguar no mar. A enorme beleza desse encontro e o encanto rústico da vila de pescadores tornaram a Guarda do Embaú, em Palhoça, famosa mundo afora. A travessia do rio para chegar à praia dá ainda mais charme ao lugar. Os pescadores oferecem barcos para a travessia, mas muitos preferem cruzar a pé, a nado ou de prancha (dependendo da maré). Aqui o surfe também é personagem ilustre, e suas boas ondas são visitadas por brasileiros de todos os lugares desde os anos 1970. A relaxada cultura surfista é parte da personalidade da Guarda. Listada todos os anos em revistas e guias nacionais como uma das mais belas praias do Brasil, a praia é experiência essencial para o turista que visita Santa Catarina. Todos querem um pedaço do paraíso, e durante a temporada a vila fervilha. Muitos gostam do movimento e da companhia de jovens, surfistas, hippies e turistas em geral, mas sempre é possível se isolar na longa faixa de areia. O centrinho da vila tem comércio variado, e abundam pousadas pela região. Também há dois campings com boa estrutura. Subir o costão esquerdo leva à Pedra do Urubu, um mirante natural em cima do morro que desvela as maravilhas do município de Palhoça. Além do conjunto da praia ladeada pelo Rio da Madre, a visão de toda a Mata Atlântica da Serra do Tabuleiro, das praias, ilhas e lagoas da região são memórias inesquecíveis para levar para casa.


SHOW ME 43 Daniel Queiroz (Arquivo ND)

PRAIA DA pinheira

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m perfeito semicírculo de águas azuis e calmas, adornado por uma faixa de areia branca e dois costões verdes. A visão aérea da Pinheira é uma verdadeira pintura. Moradores de cidades próximas, como Florianópolis, costumam ter casas de praia na região para aproveitar o verão sossegadamente. Durante a temporada, muitos turistas também visitam o lugar por causa de seu mar limpo e plácido. O crescimento dos últimos anos trouxe à vila infraestrutura com pousadas, supermercados, bancos e restaurantes, mas a marca da cultura açoriana e pesqueira ainda está bastante presente. Os ranchos e barcos na praia encantam e são provas da convivência pacífica entre nativos e visitantes. A Pinheira na verdade divide-se em duas. A Praia de Baixo é uma enseada longa de mais de seis qui-

lômetros, ótimo lugar para caminhadas ou simplesmente para descansar. Peça um caldo de cana em algum dos quiosques e aproveite a calma. A Praia de Cima é pequena mas bastante procurada. Situada entre dois pequenos morros, fica protegida do vento sul e oferece uma vista espetacular. Dali é possível avistar Naufragados, a praia mais ao sul de Florianópolis, além das Ilhas Três Irmãs e a Praia de Baixo. Uma trilha leva a um aglomerado de rochas que avança sobre o mar e forma pequenas banheiras com a água das ondas. Outro passeio imperdível é a Ponta do Papagaio, no canto esquerdo da Praia de Baixo. Ligada à Pinheira e à vizinha Praia do Sonho apenas por um istmo de areia, um monte (que já foi uma ilha) coberto de Mata Atlântica forma um balneário de águas transparentes.

Marcelo Bittencourt (Arquivo ND)


44 SHOW ME LUGARES Fotos: Victor Carlson

quatro ilhas

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os melhores dias de sol, o mar cristalino vai do verde ao azul intenso, e muitas vezes forma-se uma faixa bicolor perto dos banhistas. Completando o cenário, uma areia branca e fina, rica em cristais de quartzo. A beleza e a mística de Quatro Ilhas já são lendárias para os catarinenses, e muitos não abrem mão da visita anual. Como toda a região, o lugar cresceu e agora há prédios e infraestrutura ao redor, mas o encanto natural ainda está lá, aguardando os visitantes. Mais movimentada que Bombas e Bombinhas, atrai principalmente o público jovem e de meia-idade. Para os interessados, há um certo clima de paquera no ar. Além de tudo, a praia é polivalente e generosa: o mar aberto e de tombo (cuidado com as crianças) traz boas ondas e os surfistas marcam presença principalmente no canto di-

reito. Já o esquerdo é calmo, e ali o mar permite banhos tranquilos e passeios de caiaque ou jet ski. Da areia avistam-se as Ilhas do Arvoredo, Deserta e Galés, parte da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, e também a Ilha do Macuco, que integra o Parque Municipal do Morro do Macaco. Daí o nome Quatro Ilhas. Um anel verde cerca a praia de apenas 1 km, e dois costões avançam no mar. A formação de rochas do lado direito cria um aquário natural e pode-se observar estrelas do mar, camarões, caranguejos e diversas espécies de peixes. Uma cruz, próxima ao canto esquerdo, chama a atenção. Moradores contam que dois pescadores encontraram o objeto na praia e o enterraram ali na areia. Logo depois, o primeiro lance (pesca) de tainha teria sido o mais farto já visto em Quatro Ilhas.


SHOW ME 45

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ara ajudar o viajante, os órgãos de turismo dividem o Estado em regiões. Merecidamente, o Litoral Centro-Norte é chamado de Costa Esmeralda, e a Praia da Lagoinha honra o título. A água transparente, quente e calma – um convite ao banho – vai se mesclando ao intenso verde da baía que forma as praias de Bombas e Bombinhas. Localizada no costão direito, é uma pequena joia (apenas 70 metros!) na sequência espetacular de quatro praias: Prainha, Embrulho, Lagoinha e Sepultura. Além dos próprios encantos, há ainda a incrível visão da Baía de Bombas. É do trapiche da primeira delas que sai a maior parte dos barcos de passeio na região, chamada de Capital do Mergulho Ecológico e referência para mergulhadores no Mercosul. O município fica dentro da Reserva Marinha do

Arvoredo, a maior do Sul do país, e 75% de seu território fica em área de preservação. O encontro de duas correntes marinhas enriquece a vida nas águas translúcidas e existe uma incrível diversidade de peixes e animais para se descobrir. É fácil encontrar ofertas de cursos de mergulho para iniciantes. Na Lagoinha, o mergulho de superfície também é uma ótima aventura. Famílias inteiras passam o dia com seus snorkels a postos para aproveitar as piscinas naturais e se maravilhar com o colorido dos peixinhos e, com sorte, tartarugas. As formações de pedras da praia e a mata nativa preservada completam a sensação de resguardo. Para evitar o congestionamento comum na temporada a opção é ir no contrafluxo, chegar e sair cedo. E leve seus mantimentos para passar um dia tranquilo na beira do mar.

Victor Carlson

Markito (Divulgação Santur)

lagoinha


46 SHOW ME LUGARES Fotos: Divulgação Secom Laguna

farol de sta. marta

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ibrações positivas em um cenário deslumbrante. Há certamente algo de muito especial no Cabo de Santa Marta. Muitos consideram o lugar mágico, e durante o ano turistas de outras cidades e estados costumam alugar casas locais para aproveitar finais de semana e feriados. A chegada – feita através de uma estrada de terra entre as dunas ou por meio de um passeio de balsa de 1 km a partir de Laguna – já encanta. Em terra, o bucolismo e a simplicidade da vila de pescadores apaixonam o visitante, que diminui a velocidade e começa a respirar os ares relaxados e de abundante maresia. Entre as diversas praias do Cabo está a Prainha, uma pequena e aconchegante praia de areia dura e batida colada no famoso farol. Tem a melhor infraestrutura de todas, com pousadas, honestos res-

taurantes de frutos do mar e bares com música ao vivo para as noites quentes. Por suas facilidades, é uma das mais visitadas e ali se misturam famílias tradicionais de pescadores e turistas tranquilos. Ao seu lado, no ponto mais oriental da região e em cima de uma pequena elevação, o Farol de Santa Marta parece projetar uma espécie de atmosfera protetora sobre o povoado. Considerado o maior da América do Sul, foi erguido em 1891 para evitar que as embarcações se chocassem com a Pedra do Campo Bom – uma laje de 2 km que gera as maiores ondas do Brasil e faz a cabeça dos surfistas radicais. Acompanhar o nascer e o pôr-do-sol nas pedras ao redor do farol são experiências para a alma. A água fria da Prainha tem pequenas ondas, ideais para quem está aprendendo o surfe.

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48 show me LUGARES Divulgação PMSFS

PRAIA Da enseada

Divulgação PMSFS

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istória e natureza formam um belo conjunto na Ilha de São Francisco do Sul, onde uma expedição francesa aportou em 1504, apenas quatro anos depois dos portugueses chegarem ao Brasil. A colonização, realizada por imigrantes açorianos, começou em meados do século 17 e sua herança pode ser vista nos mais de 400 prédios em estilo colonial português tombados, um tesouro nacional. É sentida também no sotaque dos moradores e em sua relação próxima com o mar. Entre as diversas praias de São Chico – como a cidade é carinhosamente chamada – a Enseada é a mais procurada. Em forma de ferradura, tem uma larga faixa de areia fina e branca e águas rasas, calmas e límpidas. Além de sua beleza, é a que tem a melhor infraestrutura, com diversos hotéis, bares e restaurantes. Quadras para esportes, aulas de windsurfe e passeios de banana boat, pedalinho e caiaque garantem a diversão para as famílias que curtem o movimento do lugar. Excursões de escuna saem dali para a Ilha da Paz, onde há um barco encalhado que virou atração. Apesar da urbanização, é também vilarejo de pescadores e vários barquinhos preenchem o horizonte. Em alguns pontos, pode-se assistir à confecção de redes e ao conserto das embarcações. Dica: procure por frutos do mar fresquinhos com os nativos a preços honestos. A gastronomia local servida nos restaurantes também é bastante elogiada. Não deixe de conhecer o Museu Nacional do Mar, que guarda diversos tipos de embarcações tradicionais brasileiras e está à beira da belíssima Baía da Babitonga, no Centro Histórico.•


26.12: Vintage Culture 28.12: Amine Edge & Dance, Victor Ruiz, Any Mello, Gustavo Mota 30.12: Vanilla Ace, Chemical Surf 31.12: Sharam Jey 30.12: Pacha After Hours: Fabo, Stefano Noferini 31.12: Pacha After Hours: Famiglia Terraza 09.01: Nocturna: &ME, Dj W!LD, Petre Inspirescu, Hnqo 15.01: Santé, Sidney Charles 29.01: Dana Ruh, Davis 05.02: Carnevale Terraza 27.12: Mistura: Luan Santana, Thiaguinho 29.12: Park Sertanejo: Henrique e Juliano, Michel Teló 02.01: Natiruts, Maskavo, Iriê 08.01: Baile do Dennis: Valeska Popozuda, Bonde do Tigrão, Dj Dennis, João Lucas e Marcelo 16.01: Encontros do Samba: Belo, Arlindo Cruz, Jeito Moleque 23.01: KABALLAH 03.01: Hello Summer: Pam Arezzi, Lipous 10.01: Fantasy Night: Damian DP, Lipous 17.01: Black & White Party 24.01: Floripa Connection: Emiliano Kasem, Lipous, Ale Dolce 31.01: Ladies Night: Lucas Blanco, Mad Paradise, Lipous 14.02: Bye Bye Mystik Informações e Reservas: +55 48 3028-5900 www.musicpark.com.br

Vendas:

Apresente este cupom de desconto na bilheteria do evento. Válidos para as casas Pacha Floripa, Mystik, Terraza Music Park, Devassa On Stage, bem como nos casos de utilização dos espaços acima em conjunto. O desconto não é cumulativo com outras promoções vigentes no momento da compra, nem com a meia entrada, sendo permitido o uso de apenas 1 cupom para cada ingresso comprado. O desconto não é aplicável na compra de camarotes de grupo.

PROGRAMAÇÃO MUSIC PARK:


52 show me lugares

TUDO AZUL

DAS SETE PRAIAS brasileiras COM A CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL INTERNACIONAL BLUE FLAG, DUAS ESTÃO EM SANTA CATARINA

A Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, recebeu a certificação após um intenso trabalho que incluiu mutirões de limpeza da orla

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Bandeira Azul é uma distinção atribuída anualmente pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE) a praias (de mar ou de água doce) e marinas que cumprem um conjunto de requisitos de qualidade ambiental, segurança, bem-estar, infraestruturas de apoio, informação e sensibilização ambiental. As praias e marinas distinguidas ficam autorizadas a ostentar a bandeira oferecida pela FEE durante a temporada, como um símbolo de garantia da qualidade de uma praia ou marina. A concessão do certificado passa por um júri internacional e leva em consideração mais de 30 critérios. Na temporada 2015/2016 a Bandeira Azul será hasteada em sete praias e duas marinas de todo o país. Em Santa Catarina, além da Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, foi certificada tam-

bém a Lagoa do Peri, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Em Governador Celso Ramos, a conquista da Bandeira Azul exigiu uma série de ações de moradores e do poder público. Foram organizados mutirões de limpeza da praia, distribuídas lixeiras pela orla e desenvolvidas ações de conscientização. Principal empreendimento Fotos: Victor Carlson

Lagoa do Peri: balneabilidade garantida

do local, o loteamento Palmas do Arvoredo mantém passarelas que possibilitam o acesso à praia sem contato com a vegetação de restinga. Ocupando uma área de 800 mil m2, o empreendimento conta ainda com uma Estação de Tratamento de Esgoto que garante a correta destinação dos resíduos produzidos por moradores e visitantes. Para receber a distinção, a Lagoa do Peri passou por alguns processos, como a reestruturação do banheiro, acessibilidade, atividades vol­tadas a educação ambiental e testes de balneabilidade. “Com a certificação da Lagoa do Peri, Floria­nópolis volta a integrar o mapa dos 4 mil locais no mundo com o selo. Isso dá ao visitante a tranquilidade de saber se ele está se banhando em um local seguro”, afirma a coordenadora do programa Bandeira Azul no Brasil, Leana Bernardi.•


54 show me LUGARES Flávio TIn (Arquivo ND)

de boa na lagoa

Parada obrigatória para quem visita floripa, a lagoa da conceição mistura encantos naturais com gastronomia, esportes AQUÁTICOS, CULTURA E lazer

• Por Jerônimo Rubim

O tradicional e o moderno se encontram em um ambiente cosmopolita cercado por águas calmas e morros verdejantes


SHOW ME 55 Flávio TIn (Arquivo ND)

Do mirante do Morro da Lagoa é possível ter uma boa visão da área central, com a Avenida das Rendeiras e a área das dunas ao fundo

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provinciano e o cosmopolita caminham de mãos dadas no singular bairro da Lagoa da Conceição. A vida aqui é colorida, plural, diversa nas línguas e nos sotaques das muitas tribos que habitam e fazem pulsar um dos lugares mais queridos de Florianópolis. A Lagoa foi um dos primeiros povoados da Ilha de Santa Catarina, fundado em 1750, e mantém até hoje um ar bucólico em boa parte de seu distrito. Um feitio de interior arejado pela cultura moderna. A poucas quadras de um lugar movimentado, há vacas pastando e árvores com saguis. O passeio deve começar pela arrebatadora visão do mirante no alto do Morro da Lagoa. Um dos cartõespostais mais conhecidos de Florianópolis, apaixona dez entre dez visitantes. O morro é caminho obrigatório para quem vem do Centro – então pare e aprecie sem pressa. No horizonte, o azul do céu se mescla com a intensidade do oceano.

Istmos de terra separam o mar das duas porções da Lagoa, divididas por uma ponte. As águas salobras mudam de cor com a luz do dia, e às vezes estão tão claras que deixam transparecer uma faixa de areia nas beiradas. À direita, o Morro do Badejo viceja em verde e a água forma a pequena baía do Canto da Lagoa. À esquerda, depois dos condomínios e do centrinho, a maior parte da Lagoa beira a famosa Avenida das Rendeiras, com o dourado das dunas que levam à Praia da Joaquina atrás. A vista também é um primor de noite, com luzes coloridas que se espalham na escuridão. Ao descer o morro, o visitante tem a opção de seguir em frente em direção ao centrinho (e ao agito), à direita em direção ao Canto da Lagoa, ou à esquerda, rumo à calmaria da Costa da Lagoa. Se decidir pela última opção, passará pelo Canto dos Araçás, uma tranquila cercania residencial que foi o

primeiro assentamento dos portugueses na região. Lá ergueram a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, que tem 265 anos e foi a primeira da então Nossa Senhora do Desterro. Da Costa ao Canto Para ir até a Costa pega-se um barco numa estação que está logo à frente, em um belo passeio que vai costeando o morro. Barcos também saem de uma estação ao lado da ponte da Lagoa, no centrinho. Boa opção para os aventureiros é seguir a trilha de duas horas e meia, que tem nível médio e é quase toda sombreada. É um universo paralelo, com ruínas de engenhos, casarios antigos e riachos dentro da mata preservada. O prêmio é se esbaldar em uma sequência de camarão dos restaurantes espalhados em vários pontos na beira da lagoa. O Canto da Lagoa é um recanto charmoso, que tem a gastronomia


56 show me LUGARES Daniel Queiroz (Arquivo Show Me)

Os barcos deixam o visitante nos trapiches espalhados por toda a orla da Costa, que é repleta de restaurantes que servem frutos do mar

como ponto alto. Casas de massa, comida japonesa, bistrôs, pizzarias e restaurantes tradicionais se espalham ao longo da via principal. A Nave Mãe Pizzaria é referência na cidade. Assim como o simples e honesto Deca, uma tradição para moradores. É a oportunidade de provar a típica culinária local na beira da lagoa. No topo do Morro do Badejo, com uma visão de tirar o fôlego, o Mar Massas oferece excelência para pessoas de alto poder aquisitivo.

trabalha na preservação do folclore e do artesanato da IIha, promovendo cursos, oficinas e apresentações culturais. A praça hospeda ainda uma movimentada feira de artesanato aos domingos a partir das 15h. Em cima da simpática pontezinha que separa as duas porções da lagoa (a de Dentro e a de Fora), pescadores com caniços e tarrafas

deixam o lugar ainda mais pitoresco. Abaixo, barcos tradicionais se misturam a lanchas e veleiros. Começa a Avenida das Rendeiras, via que margeia a Lagoa da Conceição. O tráfego é intenso na temporada, mas a vista do espelho d’água ladeado por morros verdejantes compensa. Bares com música ao vivo e restaurantes especializados em fruVictor Carlson

Centrinho e Rendeiras Durante o verão, o centrinho da Lagoa é um bulevar palpitante, diverso e animado. É ali que grande parte das pessoas gosta de circular, ver e ser vista. Uma grande variedade de cafés, bares, restaurantes e lojas servem vários gostos e tamanhos de bolsos. Logo adiante, na principal pracinha do bairro, está o Casarão da Lagoa, construção histórica que abriga o Centro Cultural Bento Silvério. A instituição

Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, no Canto dos Araçás, foi a primeira igreja da cidade


SHOW ME 57

tos do mar abundam no lado direito. No esquerdo, pura diversão com stand up paddle, windsurfe, kitesurfe, caiaques e os mais variados esportes náuticos – há aluguel de equipamentos e escolas no bairro oferecem aulas. Em certa parte, um gramado forma uma prainha onde muita gente curte seus dias. Passeios de escuna saem do trapiche no final da avenida, normalmente às 10h. Ao lado, o movimentado Bar do Boni, colado ao morro, oferece uma linda visão da Lagoa. A noite também ferve nas Rendeiras, com casas especializadas em rock, samba e propostas alternativas.

Marco Santiago (Arquivo ND)

A caminho da Barra Depois de passar a entrada para a Praia da Joaquina, pare no mirante Ponto de Vista, no morro após a Praia Mole, e contemple um dos maiores espetáculos naturais da Ilha. Vista do ângulo oposto, a composição dos morros, das dunas e da lagoa é um quadro impressionante. No fim da tarde, não perca a experiência de assistir ao sol se esconder atrás das montanhas. O caminho até a Barra da Lagoa passa por um canal com barcos e leva às vielas estreitas do maior núcleo pesqueiro de Florianópolis. O canal desemboca no mar da Barra e é a única ligação da Lagoa da Conceição com a água salgada. A praia de areias finas e brancas é urbanizada e bastante frequentada por famílias, e tem águas de ondas pequenas para surfistas iniciantes. Uma ponte sobre o estreito de água salobra leva a uma freguesia tradicional cheia de hostels e estrangeiros. É o caminho para as deliciosas piscinas naturais da Barra, que ficam protegidas por um costão e formam um bolsão de águas claras. Mergulhe e balance levemente à mercê da maré.•

As águas tranquilas são muito procuradas por praticantes de diversos esportes aqúaticos Victor Carlson

O espetáculo do pôr-do-sol refletido na Lagoa, no mirante Ponto de Vista, na Praia Mole


58 SHOW ME LUGARES Áureo Berger (Divulgação Santur)

a joia da costa A

s belezas naturais de Porto Belo atraem visitantes do mundo todo. E novamente o município lidera a lista de escalas catarinenses de turismo de cruzeiros. Nesta temporada são aguardados 28 transatlânticos. Serão 60 mil passageiros, que deixarão na região cerca de R$ 12 milhões. Este ano a cidade foi destaque do Cruise Shipping Miami, a maior feira de cruzeiros do mundo. A comitiva do município articulou a ampliação da escala de navios, contrariando as expectativas do mercado nacional, que caiu 7,9%. O resultado é o reconhecimento como Primeiro Porto Turístico Regularizado do Brasil e o alfandegamento do píer municipal, concedido a título provisório. Em relação à temporada passada, o número de escalas teve um crescimento de 180%, passando de 10 para 28 navios. O prefeito Evaldo Guerreiro destaca que a melho-

Primeiro Porto Turístico Regularizado do Brasil reaquece o mercado de cruzeiros em porto belo

ra significativa é reconhecimento das companhias pelo empenho da Fundação de Turismo para obter o alfandegamento do primeiro porto turístico do Brasil. Os cruzeiros movimentam diversos setores em Porto Belo, de artesãos a pescadores que realizam passeios pela baía ou até a Ilha João da Cunha. Novas estruturas Mundialmente conhecida como porto natural para grandes embarcações, Porto Belo entrou de vez no mercado náutico. Além de reaquecer o mercado de transatlânticos, o governo municipal está empenhado em instalar uma marina pública na área da Enseada Encantada, em parceria com a iniciativa privada. O projeto já tramita na Câmara de Vereadores e deve entrar em licitação nos próximos meses. Para atrair novos visitantes, o município está passando por uma série

de melhorias na infraestrutura urbana. Após a fase de projeto e captação de recursos, as obras começam a sair do papel. A Praia de Perequê, por exemplo, teve as avenidas Atílio Fontana e Almirante Fonseca Neves reurbanizadas, incluindo ciclovias e travessias elevadas para pedestres. Os acessos à BR-101 e a Itapema também estão sendo refeitos para atender a grande demanda de veículos. E agora, com a instalação do condomínio aeronáutico às margens da BR-101, Porto Belo passou a contar também com acesso aéreo. O local realiza aproximadamente 6 mil operações por ano e recebe aeronaves executivas. “Cidade boa para o turista é cidade boa para se morar”, ressalta o prefeito Evaldo Guerreiro. “Por isso, planejamos uma nova Porto Belo para o cidadão, que consequentemente será agradável também para o nosso visitante.” •


60 SHOW ME LUGARES

vem pro mercado! Eduardo Valente (Arquivo ND)

O movimentado vão central do Mercado Público de Florianópolis

DEPOIS DE PASSAR POR REFORMAS, UM DOS PRINCIPAIS CARTÕES-POSTAIS DE FLORIPA está mais bonito do que nunca e convida o visitante a conhecer de perto a “alma manezinha”

• Por Marco Túlio Brüning


SHOW ME 61

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radicionais entrepostos de mercadorias e trocas culturais, os mercados municipais são o encontro de produtores e consumidores, onde o contato é face a face e as relações de reciprocidade e identidade coletiva dão sentido ao lugar. No mercado público está, além dos interesses econômicos, parte da história e da identidade de cada cidade. Na capital catarinense, toda essa carga cultural ganhou ainda mais força com a reinauguração do Mercado Público, em agosto de 2015, depois de um longo processo de reforma e revitalização. O prédio que hoje abriga o Mercado Público de Florianópolis foi erguido em frente da Alfândega em 1898, no intuito de substituir o antigo mercado, demolido em 1896, após 45 anos de funcionamento. A primeira ala foi entregue em 1899, e em 1915 foram construídos a segunda ala, as torres, as pontes que as interligam e o vão central. No dia 19 de agosto de 2005, um incêndio em um box se alastrou e destruiu completamente a ala norte. Parte do prédio histórico desabou e só restaram as paredes externas. O funcionamento foi logo retomado, mas o extenso trabalho de recuperação começou apenas em novembro de 2013. Foram gastos cerca de R$ 15 milhões nas obras das alas norte e sul e no vão central. O prédio teve que ser praticamente reconstruído, preservando-se os mesmos conceitos arquitetônicos antigos. Algumas paredes de tijolo maciço foram preservadas, mas foi necessário um reforço estrutural, com novas instalações elétricas e hidráulicas, assim como telhados, pisos, portas, janelas e pintura. As mudanças visuais incluíram a padronização dos boxes comerciais, a repaginação do espaço do vão

Flávio TIn (Arquivo ND)

O novo mix do Mercado de Floripa abrange 54 tipos diferentes de comércio em 112 boxes Bruno Ropelato (Arquivo ND)

Muito procuradas pelos visitantes, as tradicionais peixarias ganharam uma nova estrutura


62 SHOW ME LUGARES Bruno Ropelato (Arquivo ND)

Um dos melhores programas do Centro da capital: reunir os amigos para um chope com petiscos de frutos do mar no vão do Mercado

com mesas e cadeiras mais bonitas e confortáveis, a sinalização clara e moderna em três idiomas e a iluminação mais sofisticada, trazendo um ar metropolitano à cansada apresentação do antigo mercado. O mix de comércios foi reformulado para abrigar 112 boxes com 54 tipos diferentes de atividades, in-

troduzindo novos produtos – como gelatos italianos e carnes de rã, coelho e jacaré – com o cuidado de não perder as características essenciais que o tornaram ponto de encontro para moradores e turistas. A revitalização estrutural foi profunda, eliminando os antigos “puxadinhos” construídos pelos Victor Carlson

A Ala Norte, que abriga diversos comércios populares, foi destruída pelo fogo em 2005

permissionários anteriores e que se tornaram comuns ao longo dos anos. Sem nenhum controle e fiscalização, a derrubada de paredes acabou enfraquecendo a estrutura. Hoje, tudo funciona dentro das normas do Corpo de Bombeiros e um sistema preventivo de incêndio foi implantado, além de novas redes hidrossanitárias e elétrica. Uma logomarca foi escolhida para representar o prédio histórico e dar identidade visual única ao complexo. E basta passar algumas horas de uma tarde de sábado por ali para perceber que a vida segue pulsando firme naquela instalação centenária. Os frequentadores são de todas as classes sociais, cores e lugares. Em perfeita harmonia, celebram a alegria ao som de música ao vivo e na companhia de um chope gelado – servido com fartura –, sempre petiscando alguma das iguarias servidas, como siri na casquinha e anéis de lula à milanesa.•


64 SHOW ME LUGARES Divulgação PMNV

A gôndola na praça principal foi um presente da cidade-irmã italiana

A VENEZA cATARINENSE considerada a cidade mais italiana do estado, nova veneza preserva os costumes dos imigrantes da região do vÊneto que ali chegaram há 125 anos

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m 1891, já durante a República Velha, o governo brasileiro estabeleceu no Sul de Santa Catarina aquela que viria a ser a última colônia de imigração italiana no país. Povoada principalmente por famílias oriundas da região do Vêneto, Nova Veneza incorporou desde sua fundação os costumes dos imigrantes e hoje cerca de 95% de sua população tem ascendência

italiana. Tida como um pedaço da Itália no Brasil, a cidade preserva as tradições dos antepassados na gastronomia, nas festividades e nos hábitos cotidianos. Para quem deseja conhecer mais a fundo como era a vida dos imigrantes, Nova Veneza conta com três casas construídas no final do século 19, em pedra basalto. As edificações foram feitas pelas pri-

meiras famílias de colonos italianos e são abertas à visitação. Possuem objetos que por si só contam a história dos antigos donos. Outro ponto que reflete a proximidade com a cidade de Veneza, na Itália, é a gôndola que descansa no lago artificial da Praça Humberto Bortoluzzi, no Centro da cidade. A embarcação doada pela província de Veneza simboliza o elo com o país de origem dos antepassados colonizadores. Os visitantes podem entrar na embarcação enquanto são recepcionados por funcionários caracterizados de gondoleiros. Foi desta cultura preservada que nasceu o Carnevale di Venezia. Na Itália do século 18 a separação das classes sociais era muito forte, então surgiu a ideia dos nobres trajarem máscaras a fim de festejar junto do povo. A partir daí o carnaval tomou as ruas da cidade de Veneza, onde pobres e ricos se misturavam na mesma brincadeira em clima de mistério.


SHOW ME 65

O baile de gala que acontece no Palazzo Delle Acque, em Nova Veneza, marca o início das festividades que acontecem em junho. Depois do glamoroso baile os personagens se encontram novamente para celebrar as delícias da culinária italiana na Festa da Gastronomia. Os participantes vêm de várias partes do país em busca do charme e autenticidade de uma das mais conhecidas festas populares do mundo. Com trajes e máscaras coloridas os personagens se divertem dançando em meio ao público, ao som da tradicional música italiana.

Fotos: Divulgação PMNV

Em junho a cidade promove o Carnevale di Venezia, com máscaras, desfiles e bailes de gala

Herança cultural Para o prefeito da cidade mais italiana do Brasil, é importante manter vivos os costumes dos antepassados e um privilégio mostrar um pouco da cultura Italiana. “Somos uma colônia que mantém vivos os hábitos nas simples tarefas diárias, no tratamento com os amigos e principalmente no paladar. Quem nos visita vivencia um pouco disso e fica encantado”, afirma o prefeito Evandro Gava. Cada vez mais o município se destaca como referência turística no Estado. Para o secretário de Cultura, Giliard Gava, essa visibilidade é fruto de divulgação contínua das festas e belezas de Nova Veneza, além da presença dos grupos de dança, canto e Carnevale di Venezia nos eventos dentro e fora do Estado. A próxima medida é estabelecer um conselho turístico para efetivação de uma rota gastronômica na região. “Nossa cidade faz do passado uma marca que gera autoestima para seus habitantes, e isso faz com que a cultura aliada às potencialidades turísticas seja um destino rico historicamente, ponto que chama a atenção dos visitantes.” •

Os produtos coloniais e os pratos típicos italianos são os destaques da gastronomia local

Casas em pedra basalto construídas no século 19 contam a história da imigração italiana


66 show me lugares Divulgação PMN

Já o deque que está sendo construído tem 3 metros de largura e é feito com madeira tratada, o que garante sua qualidade e durabilidade. A madeira é um material orgânico e permite o trânsito de pequenos organismos que vivem na restinga, dando maior equilíbrio ao meio. Quando o deque for concluído, moradores e visitantes poderão fazer caminhadas em contato com a natureza. Iluminação e ciclovia

nossa praia bem cuidada com um olho no crescimento da cidade e outro na conservação do meio ambiente, navegantes investe em um projeto de revitalização de sua orla

U

m dos grandes desafios atuais das cidades é aliar a preservação ambiental com o desenvolvimento urbano. Em Navegantes, o Projeto Nossa Praia está conseguindo promover essas frentes de forma conjunta com a recuperação da vegetação nativa, a criação de equipamentos de lazer que não agridem a flora local e a construção de deques e passarelas ecológicas nos cerca de 10 km de orla do município. A iniciativa, que compreende uma área equivalente a mais de 100 campos de futebol, é considerada uma das maiores obras de recuperação de praia urbana do Bra-

sil, um investimento de mais de R$ 7 milhões, oriundo de uma parceria entre a Portonave S/A e Prefeitura de Navegantes. A primeira etapa foi a substituição das plantas exóticas por espécies nativas na restinga, trazendo equilíbrio para a biodiversidade daquele ecossistema, controlando a erosão na praia e protegendo a costa dos efeitos da maré. Para isso, o Nossa Praia tem todas as licenças necessárias e a aprovação da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Navegantes (Fuman) e da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma).

Outro investimento, totalizando R$ 2,4 milhões em recursos próprios do município, é a instalação de postes de energia para iluminar o calçadão e garantir mais segurança a pedestres, ciclistas e motoristas. No momento, a obra se concentra na construção do deque, na instalação dos postes de iluminação e no asfaltamento da ciclovia que liga quase toda a extensão da orla – uma opção a mais para a prática de esportes ao ar livre. A primeira etapa contemplará o espaço entre a Praça Central da praia até as proximidades do Restaurante Rodamar, no Bairro Meia Praia. A prefeitura deve investir novos recursos para que as obras da ciclovia e da iluminação da orla sejam executadas em sua totalidade. Será realizado um aditivo no projeto de iluminação, no valor de R$ 540 mil, para contemplar também o trecho que vai do Centro até o molhe, no Bairro São Pedro. Além disso, o município abrirá duas novas licitações: uma para a continuidade da ciclovia e outra para a iluminação, num trecho de 3,2 km, compreendido entre o Rodamar, na Meia Praia, até as proximidades da Rua Francisco Schmidt, no Bairro de Gravatá. Desta forma, toda a extensão da orla de Navegantes será iluminada.•


68 show me lugares

pequeno paraíso BOMbinhas pode ser O MENOR MUNICÍPIO CATARINENSE em extensão, mas seu litoral é agraciado com 39 praias de rara Beleza e águas transparentes

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cidade de Bombinhas é um paraíso ecológico. Uma península que reserva aos visitantes agradáveis surpresas e paisagens de tirar o fôlego. Em apenas 36 km² (o menor município catarinense em extensão territorial) estão distribuídas 39 praias em meio a enseadas, baías e costões. As áreas verdes representam 70% de seu território, que abriga três parques naturais: Morro do Macaco, Galheta e Costeira de Zimbros. Praias com infraestrutura de hospedagem, gastronomia e lazer, e também recantos desertos, acessíveis somente pelo mar ou por trilhas em meio à natureza. Praias de águas rasas e cristalinas, ideais para a prática de mergulho e para curtir em família, e praias de mar aberto, com grandes ondas, perfeitas para a prática do surfe. Possibilidades que deram a Bombinhas o título de

“praia mais versátil do Brasil”, segundo a revista Viagem & Turismo. Outros atrativos, como costões, grutas, cachoeiras, ilhas, morros, mangues, trilhas e mirantes com vista panorâmica, oferecem condições para a prática de ecoturismo e turismo de aventura, como passeios de bicicleta, de bugue e de barco,

escalada e arvorismo, trekking, caminhadas e corridas de montanha, observação de pássaros e uma diversidade de atividades aquáticas. O patrimônio cultural também é um atrativo. Muitas histórias e conhecimento estão guardados e resgatados nos museus e espaços comunitários. A gastronomia, o artesanato, o folclore e as tradições podem ser apreciados no cotidiano da comunidade e em eventos e apresentações artísticas que acontecem durante o ano todo.• Fotos: Divulgação PMB

A areia branca e o mar azul cristalino da Praia de Bombinhas encantam à primeira vista


70 SHOW ME LUGARES Jean Guilherme/Inova Photo e Vídeo (Divulgação)

cultivando o turismo além de ser o maior produtor catarinense de hortaliças, o município de antônio carlos oferece uma ampla estrutura para o lazer aquático

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município de Antônio Carlos, localizado a 36 km da capital catarinense, com uma produção agrícola mensal de, aproximadamente, 150 toneladas, foi recentemente reconhecido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina como a “Capital Catarinense das Hortaliças e Hortifrutigranjeiros”. Até meados da década de 1970 a economia agrícola do município girava em torno da cana-de-açúcar e da mandioca, com a produção de açúcar, melado, cachaça e farinha. Foi durante a década de 1970 que teve início o cultivo comercial

de hortaliças em quatro localidades. Atualmente a produção está disseminada em todo o município, com uma diversificada produção da agricultura familiar que envolve mais de 1.700 famílias. Esta realidade fez de Antônio Carlos o maior produtor de hortifrúti do Estado. Mas não somente de trabalho vive o agricultor antônio-carlense. Anualmente acontecem três grandes festas que estão diretamente ligadas à produção agrícola da cidade: a Festa da Hortaliça, na comunidade de Rachadel; a Festa do Colono, no Centro da cidade; e a

Festa da Cachaça, na comunidade de Santa Maria. Ligada à agricultura familiar, há também uma pujante e diversificada agroindústria: processamento de hortaliças, tanto convencionais como orgânicas; abatedouro e processamento de carne de rã; produção de pamonha; produção de conservas; aipim “chips”; fábrica de sucos em polpa; produção de mel e também a produção do tradicional melado de cana-de-açúcar e a cachaça. Antônio Carlos tornou-se também destino de milhares de turistas que visitam a cidade no verão em busca dos refrescantes parques aquáticos. Com piscinas de todos os tamanhos e profundidades, toboáguas, restaurantes, lanchonetes, quadras esportivas, pedalinhos, churrasqueiras, tirolesa, entre outras atrações, os parques aquáticos tornaram-se uma importante atividade econômica voltada ao lazer. Atualmente são quatro parques em atividade: Parque Aquático Junkes, Parque Aquático Recanto do Sol, Parque Aquático Recanto da Natureza e Parque Aquático Arco-Íris.•


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76 SHOW ME roteiros Divulgação PMSFS

As calçadas estreitas e as fachadas com muitas portas e janelas marcam a arquitetura de influência portuguesa em São Francisco do Sul


SHOW ME 77

história nas ruas Um tour pelos centros históricos dAs cidades mais antigas de santa catarina LEVA O VISITANTE DE VOLTA AOS PRIMÓRDIOS DA URBANIZAÇÃO DO ESTADO

• Por Alexsandro Vanin

A

pesar dos europeus aportarem na costa do Estado desde o início dos anos 1500, o povoamento de Santa Catarina só começou efetivamente no século seguinte, também pelo litoral – área já habitada pelos índios carijós, do grupo tupi-guarani. Nessa época, portugueses e seus descendentes da capitania de São Vicente fundaram os povoados que dariam origem a São Francisco do Sul, Laguna e Florianópolis. Hoje, estas três cidades mantêm registros arquitetônicos preservados do início de sua urbanização, nos chamados Centros Históricos. O primeiro estrangeiro a pôr os pés na Ilha de São Francisco do Sul teria sido o navegador francês Binot Palmier de Gonneville, em 1504, mas sua passagem carece de provas concretas. Décadas depois os espanhóis também aportaram na região, chegando a estabelecer um povoado entre os anos de 1553 e 1555, mas acabaram expulsos pelos índios. Entre 1630 e 1640, novas tentativas malograram devido à falta de recursos e seus habitantes

voltaram a São Paulo. Alguns pioneiros chegaram a integrar a bemsucedida bandeira de Manoel Lourenço de Andrade, que se instalou na entrada da Baía da Babitonga em 1658. Dois anos depois o local era alçado à categoria de vila e nas décadas seguintes confirmaria seu potencial econômico, principalmente ligado ao porto, um dos mais antigos do país.

É da baía que se avista o principal cartão-postal da cidade: o casario em estilo colonial português. São dezenas de casas, uma ao lado da outra e com cores distintas, com grandes portas e janelas junto às calçadas, tão estreitas quanto as ruas. Por elas é possível percorrer todo o Centro, onde resistem ao tempo mais de 150 prédios coloniais. Um deles é a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1699, construída em argamassa de cal, concha, areia e óleo de baleia. Ainda mais antiga é a imagem da padroeira, deixada pelos espanhóis, que em sua curta passagem pela Ilha chegaram a erguer uma capela. Estátuas barrocas dos séculos 17 e 18 complementam a ornamentação do templo. Em um prédio do fim do século 18 funciona atualmente o Museu Histórico de São Francisco do Sul. Conhecido na época como Palácio da Praia do Mota, funcionava como Casa de Câmara e Cadeia, onde foram mantidos prisioneiros os líderes revolucionários da Guerra do Contestado. Grades, janelas de ferro e até uma solitária são marcas Divulgação PMSFS

O Centro Histórico de São Francisco do Sul preserva mais de 150 casas do período colonial


78 SHOW ME roteiros

desse tempo. Em suas salas e celas, fotografias e objetos retratam o passado da cidade. No pátio externo há moinhos de cana e de mandioca utilizados pelos açorianos. A chegada dos europeus à região, na segunda metade do século 19, estimulou a economia e levou a uma modificação do padrão arquitetônico. Surgiram construções mais ecléticas, muitas ainda preservadas, como o Casarão da Família Rhinow, o dos Görressen e a Empresa Nacional de Navegação Hoepcke. Em seus galpões funciona o Museu Nacional do Mar, que

exibe embarcações em tamanho natural, modelos, artesanato naval, equipamentos e maquetes. Laguna de Anita Nos idos de 1676, o bandeirante Domingos de Brito Peixoto chegou ao extremo sul das terras portuguesas demarcadas pelo Tratado de Tordesilhas e ali fundou o povoado de Santo Antônio dos Anjos de Laguna, que por solicitação do rei de Portugal seria a base para expandir os domínios da Coroa. Os poucos moradores que se fixaram no local estabeleceram uma agricultura ruDivulgação PMSFS

As cores e os detalhes da arquitetura portuguesa nas ruas do Centro Histórico de Laguna Divulgação PML

O Museu Anita Garibaldi e o monumento em homenagem à heroína nascida na cidade

dimentar, e dos peixes secos oriundos da pesca nas lagoas da região, exportados para Santos e Rio de Janeiro, fizeram de Laguna o principal núcleo da costa catarinense, elevado a vila em 1714. Uma das primeiras providências de Brito Peixoto foi construir uma capela de taipa. No mesmo lugar, em 1735, foi edificado o corpo da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos em estilo barroco, com quatro altares laterais folheados a ouro – a Capela do Santíssimo é considerada um dos mais belos altares de Santa Catarina. Muitas obras de arte embelezam o templo, como a famosa tela Nossa Senhora da Conceição, do catarinense Victor Meirelles. Da mesma época é a Casa de Câmara e Cadeia, feita de areia, barro, pedras e óleo de baleia. Desde 1949 abriga o Museu Anita Garibaldi, com acervo de peças arqueológicas encontradas nos sambaquis da região, objetos e documentos sobre passagens da história de Laguna. Foi nesta edificação que, em 1839, os revolucionários farroupilhas fundaram a República Catharinense (também conhecida por República Juliana), no mesmo ano desfeita pelas forças imperiais. Diante do prédio, uma estátua homenageia a heroína do movimento, a lagunense Anita Garibaldi. Antes de se unir ao revolucionário italiano e rebelde farrapo Giuseppe Garibaldi, Anita se casou com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar, em 1835. Na casa onde ela se vestiu para a cerimônia, construída em 1711, hoje funciona o Museu Casa de Anita. O acervo, com móveis e utensílios da época, inclui o mastro do navio Seival (utilizado pelos farroupilhas na tomada de Laguna). A partir da segunda metade do século 19, o povoamento da região


SHOW ME 79 Victor Carlson

foi intensificado com a imigração de italianos, que estimulou a economia local. Nessa época Laguna viveu uma urbanização significativa, e as tradicionais casas térreas e sobrados, de fachada contínua, passaram a dividir espaço com edificações de estilo eclético e recuos laterais. Cerca de 600 imóveis compõem o patrimônio histórico e arquitetônico lagunense. Um dos destaques é a Casa Pinto D’Ulysséa, uma réplica luxuosa de quintas portuguesas, toda coberta com azulejos importados de Portugal. Construída pelo coronel Joaquim José Pinto D’Ulysséa, em 1866, foi a primeira residência de Laguna com água encanada. Ao seu lado se encontra a Fonte da Carioca, erguida em arquitetura portuguesa nas cores azul e branco, em 1863. Fonte de água pura e cristalina, possui tanques em mármore carrara que deixam a água gelada. Diz a lenda que aquele que bebe de suas águas sempre acaba retornando a Laguna.

A Catedral foi erguida em 1773 no lugar da primeira capela de Nossa Senhora do Desterro Flávio Tin (Arquivo ND)

Capital em formação O povoamento de Florianópolis se deu na mesma época que em Laguna, mas a Ilha de Santa Catarina já era ponto de reabastecimento de embarcações espanholas desde o início do século 16. Sua ocupação efetiva ocorreu mais de 100 anos depois, por volta de 1675, com a chegada do bandeirante Francisco Dias Velho. Batizado de Nossa Senhora do Desterro, o povoado teve seu desenvolvimento interrompido em 1689, após o assassinato de Dias Velho e a destruição de benfeitorias locais por piratas. Restaram menos do que duas centenas de moradores, e somente em 1726 Desterro seria promovida a vila.

O Forte Santana, erguido em 1761 para defender a cidade, com a Ponte Hercílio Luz ao fundo

A cidade tem como marco zero a Praça XV de Novembro (famosa pela centenária figueira), que se estende até o pé da colina onde foi erguida em 1773 a Catedral Metropolitana, no mesmo lugar onde Dias Velho construiu uma capela

em 1678. Em 1922 passou por uma grande reforma, que ampliou o edifício e modificou as torres, como pode ser visto hoje. O templo possui alpendre neoclássico em sua portada, e no seu interior destacase um conjunto escultural, entalha-


80 SHOW ME roteiros Daniel Queiroz (Arquivo ND)

Em estilo neoclássico, a Casa da Alfândega foi inaugurada em 1876 e hoje é um local de exposição e venda do trabalho de artesãos da região

do à mão, em peça única, pelo artífice tirolês Ferdinand Demetz. Um passo importante para a intensificação do povoamento da Ilha foi dado em 1737, com o início da construção de um sistema de defesa: fortalezas instaladas em pontos estratégicos. Uma delas, o Forte Santa Bárbara, erguido na segunda metade do século 18 em uma ilhota perto da praia, posteriormente envolta por aterros, encontra-se próximo à Praça XV, e hoje abriga uma casa cultural. Não muito distante da praça, mas do outro lado, fica o Forte Santana, construído em 1761. No local atualmente funciona o Museu de Armas da Polícia Militar de Santa Catarina. Na mesma época foi construída junto da praça a Casa de Governo. No fim do século 19 passou por uma grande reforma que a deixou com as características atuais, como as platibandas. O exterior é adornado por 10 estátuas esculpidas

pelo italiano Gabriel Silva. Em 1979 passou a ser chamada de Palácio Cruz e Sousa, em homenagem ao poeta simbolista ilhéu, cujos restos mortais estão guardados em um mausoléu na propriedade. Em 1984 deixou de ser sede do Governo do Estado e desde 1986 é sede do Museu Histórico de Santa Catarina. O acervo de móveis e objetos de época ajuda a reproduzir a rotina de personalidades políticas desde os tempos coloniais. Em 1823, a Vila do Desterro foi elevada à posição de cidade, o que aumentou significativamente o investimento de recursos federais. O porto foi melhorado e edifícios públicos foram construídos. Uma obra da época é a Casa da Alfândega, em estilo neoclássico. Inaugurada em 1876, esteve em atividade até 1964, quando o Porto de Florianópolis foi desativado. Desde 1988 é local de exposição e venda de artesanato.

No entorno da Praça XV vários sobrados oitocentistas dão mostras da prosperidade da época. De estética luso-brasileira, esses edifícios geminados apresentam bandeiras envidraçadas, guarda-corpos das sacadas decorados e frontarias em alto-relevo. Em um deles nasceu o pintor Victor Meirelles, um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Desde 1952 o edifício é sede do Museu Victor Meirelles, com acervo de peças do autor e de artistas contemporâneos. Na região também há o casario baixo, típico do período colonial. Bem mais recente, mas com significado histórico de mesmas proporções, é a Ponte Hercílio Luz – marco decisivo para o desenvolvimento de Florianópolis e car­tãopostal de Santa Catarina. Construída em 1926, foi até 1975 a única ligação rodoviária entre a Ilha e o continente. Desativada desde 1982, encontra-se em reforma.•


Quando o assunto é turismo, Cidade dos Príncipes jamais perde a majestade. Descubra Joinville e apaixone-se! Vossa alteza tem belezas bem reais. Joinville da Baía da Babitonga e suas ilhas, do joinvilense e seu sorriso acolhedor. Dos museus, das praças e dos parques. Da Via Gastronômica e do seu apetite por receber bem. São tantos seus atrativos, que se traduzem no turismo e na cultura, na história e no futuro. E por falar em tradução, seu nome tem dois significados bem claros para quem a visita: "Bem-vindo" e "Volte Sempre".

Parque Zoobotânico

Rua das Palmeiras / Museu Nacional da Imigração

Baia da Babitonga

Pórtico da Rua XV de Novembro

Distâncias de Joinville Balneário Camboriú - 97km | Beto Carreiro - 67km | Curitiba - 131km Blumenau - 95km | Florianópolis - 175km

facebook.com/descubrajoinville Ligue-se em Joinville 0800-643-5015


82 SHOW ME roteiros Markito (Divulgação Santur)

conexão foz a partir desta temporada FLORIPA passa a ter voos semanais diretos com destino a foz do iguaçu, conectando o fluxo turístico das duas cidades

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ma das grandes novidades do mercado de voos turísticos nesta temporada é a abertura de voos semanais sem escalas entre a capital catarinense e Foz do Iguaçu, um dos principais destinos turísticos do Paraná, intensificando o fluxo de turistas entre as duas cidades. A nova rota é operada pela Azul Linhas Aéreas e deve oferecer voos apenas durante a alta temporada, encerrando no dia 1o de fevereiro de 2016. Até então não existia no mercado a opção de conexão direta entre as duas cidades e a maioria dos voos tinha escala em

São Paulo. A partir de Florianópolis, a Azul passa a operar também outros voos inéditos, com partidas para Passo Fundo (RS), Maringá (PR) e Londrina (PR). No caso dos voos para Foz, a expectativa do trade turístico catarinense é de que isso ajude a trazer para a capital um fluxo diferenciado de turistas, em especial europeus e norte-americanos, que têm a cidade paranaense como o segundo destino mais visitado no país. Se consideradas as outras três cidades do Sul, há ainda o potencial para ampliar o turismo interno

Joel Rocha (Divulgação Paraná Turismo)

com destino a Florianópolis. Para o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem de Santa Catarina (ABAV-SC), Eduardo Loch, esta conectividade pode ser um forte impulsionador do turismo nacional e do desenvolvimento econômico de cidades. “Ampliar a malha aérea nacional é incentivar que o turismo ganhe força com geração de emprego e renda, ampliando as possibilidades de que mais brasileiros conheçam seu país.” Para os catarinenses, a novidade representa um motivo a mais para conhecer Foz do Iguaçu. A cidade, que faz fronteira com a Argentina e o Paraguai, tem no comércio e no turismo seus principais atrativos, com destaque para as deslumbrantes Cataratas do Iguaçu e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, que recebe cerca de 860 mil pessoas por ano e tem toda uma divisão voltada para atender visitantes, além de investir em projetos ambientais e de divulgação turística do município.•


84 SHOW ME ROTEIROS

TODOS A BORDO

navegar é preciso. ainda mais se for pela costa catarinense, com suas festas flutuantes, lugares paradisíacos, animados passeios de Escuna e uma ampla estrutura de marinas

• Por Marco Túlio Brüning

Daniel Queiroz (Arquivo ND)


SHOW ME 85

Q

ue Santa Catarina tem o melhor litoral do Brasil para a prática de atividades náuticas é uma afirmação corriqueira, mas a pergunta que mais importa é: como aproveitar toda a beleza, hospitalidade e infraestrutura disponíveis? Há opções para todos os gostos (e bolsos) – contemplando

desde festas embarcadas e uma estrutura completa de marinas até aluguel e passeios de lancha ou escuna para quem não tem embarcação própria. Os que imaginam que festa VIP é aquela que os presentes desfrutam as benesses de um camarote,

não viram ainda a balada na Praia do Tinguá, em Governador Celso Ramos. Seria como qualquer outra, com um bar fornecendo cervejas premium e uísque black, bandas se apresentando e muitos frequentadores com suas pulseirinhas. A diferença é que o agito acontece à luz do sol e sobre o mar, que passa o dia fervilhando com lanchas e jet

Na temporada de verão, a Praia do Tinguá, em Governador Celso Ramos, se transforma em uma grande festa sobre as águas


86 SHOW ME ROTEIROS Arquivo ND

Outro point das festas al mare é a Praia do Caixa D'Aço, na bela baía de Porto Belo, que já foi cenário para um clipe do cantor Michel Teló

skis. Na praia só é possível chegar a pé, e os que vêm pelo mar pagam para ancorar com a lancha, que vira ali mesmo um camarote VIP. A Praia do Caixa D’Aço, em Porto Belo, também conta com festas nesse estilo. O sucesso é tanto que Michel Teló a escolheu como cenário para a gravação do sucesso Ai se eu te pego na versão em inglês. Assim como no Tinguá, a enseada é praticamente inacessível para pedestres. Veleiros e iates são comuns por ali. A baía calma, sem ondas e de coloração verde-esmeralda, conta com três bares flutuantes e serviço de boat delivery – um pequeno bote que fica circulando entre as embarcações anotando os pedidos e entregando comida e bebidas aos frequentadores do local. Os tradicionais vendedores de picolé também se fazem presentes, com o diferencial de usarem caiaques para realizar suas vendas.

Estrutura para navegar O maior retrato da importância que Santa Catarina tem na cena náutica é a recém-inaugurada Marina Itajaí, que entrou em operação em novembro de 2015. Ao atingir sua plena capacidade, em 2019, contará com 908 vagas e será líder

no país em número de embarcações abrigadas. Já estão disponíveis 320 espaços, com estrutura capaz de atender até os grandiosos barcos que disputaram a Regata Jacques Vabre, entre a França e Itajaí. O Forklift, equipamento que iça barcos de até 12 toneladas, veio Marcos Campos (Divulgação)

A Marina Itajaí, inaugurada em novembro, em breve terá o maior número de vagas do país


SHOW ME 87

dos Estados Unidos e pode elevar a embarcação a uma altura de 12 metros. Em janeiro entra em operação um travel lift capaz de manejar iates de 75 toneladas e mais de 90 pés, tornando possível executar reparos que antes só poderiam ser feitos no litoral paulista. Localizada na Baía Afonso Wippel, em uma área com 30 mil m² de terra e 120 mil m² de espelho d'água, a nova marina oferece bulevar com acesso público, área gastronômica, espaços comerciais, estacionamento com mais de 500 vagas e ainda prédio de serviços, com posto de abastecimento náutico, lojas de conveniência, de artigos náuticos e venda de embarcações. Há também limpeza e manutenção dos barcos, bancos, concierge, resgate e salvatagem, área de descanso e até mesmo sala de treinamento para marinheiros. Outras cidades catarinenses que se destacam por sua estrutura para servir embarcações, são Balneário Camboriú e Florianópolis. A Tedesco Marina Garden Plaza, localizada na parte mais nobre do canal da Barra Sul, em Balneário, tem como proposta ser “um resort para barcos”, e promove com seus associados todos os sábados uma feijoada gourmet, sempre bem concorrida. Com capacidade para guardar até 500 embarcações, a Tedesco tem o segundo maior número de vagas do país e promove anualmente o Festival Náutico, com duração de cinco dias. Há exposição e experimentação de iates, lanchas, carros e motos, além de produtos e serviços de luxo. Já a Grande Florianópolis, se não conta com iniciativas do mesmo porte e exuberância das outras cidades, é favorecida pela quantidade de marinas e garagens náu-

Marco Santiago (Arquivo ND)

Lanchas e veleiros concentrados em frente à Marina Blue Fox em Jurerê, no Norte da Ilha Sílvia Bomm (Divulgação PMBC)

Na Barra Sul, em Balneário Camboriú, a Marina Tedesco tem capacidade para 500 barcos

Onde deixar seu barco Marina Itajaí Avenida Ministro Vítor Konder, 333, Centro, Itajaí. (47) 3349 8080.

Marina Verde Mar Rua Beco das Canoas, 41, Barra da Lagoa, Florianópolis. (48) 9960 3557.

Tedesco Marina Garden Plaza Avenida Normando Tedesco, 1333, Centro, Balneário Camboriú. (47) 3361 1420.

Blue Fox Marina Rodovia Tertuliano Brito Xavier, 3000, Jurerê, Florianópolis. (48) 3266 0825.

Marina São Sebastião Rua Gerino Belmiro dos Santos, 549, Fazenda da Armação, Gov. Celso Ramos. (48) 3262 7414.

Marina Recanto da Lagoa Rua Laurindo Januário da Silveira, 2271, Lagoa da Conceição, Florianópolis. (48) 3232 2260.

Marina Itaguaçu Rua Desembargador Pedro Silva, 2809, Coqueiros, Florianópolis. (48) 3348 7084.

Marina Ribeirão da Ilha Rodovia Baldicero Filomeno, 12520, Ribeirão da Ilha, Florianópolis. (48) 3234 8907.


88 SHOW ME ROTEIROS Flávio TIn (Arquivo ND)

A Escuna Maresia, de Governador Celso Ramos, leva os visitantes para observar golfinhos e conhecer a fortaleza da Ilha de Anhatomirim

ticas espalhadas por toda a Ilha, e também na área continental. Um diferencial da Capital é a Lagoa da Conceição, onde se pode navegar em águas calmas e com grande variedade de opções de gastronomia, esportes aquáticos, na proximidade de praias renomadas como a Joaquina e a Mole. Graças à iniciativa da Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar), através do projeto Marina Legal, há cada vez mais empreendimentos legalizados espalhados por toda Florianópolis, do Ribeirão da Ilha a Jurerê, passando por Coqueiros, Barra da Lagoa e Sambaqui. Após dois anos de trabalho, oito marinas obtiveram sua legalização. Santa Catarina também é reconhecida internacionalmente por sua indústria náutica, que conta com o maior estaleiro de barcos de lazer alto padrão do país, a Schaefer Yachts, de Florianópolis. Outros

grandes nomes do mercado são as multinacionais Azymuth Yachts (Itajaí) e a Sessa Marine (Palhoça). O mar é para todos Uma opção para quem não tem seu próprio barco e quer conhecer as belezas da costa catarinense são os populares passeios de escuna. Os mais concorridos são os de Balneário Camboriú, com os famosos Marcos Schaefer (Divulgação PMBC)

Escuna pirata em Balneário Camboriú

Barco do Pirata e Capitão Gancho. No roteiro, a Ilha das Cabras, o canal da Barra Sul e a Praia de Laranjeiras. Em Governador Celso Ramos, a Escuna Maresia oferece o roteiro Baía dos Golfinhos, que navega na Baía de São Miguel em busca dos tão adorados mamíferos aquáticos. Das duas horas e meia de passeio, uma é reservada para a Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim. A capital, no entanto, é a mais bem servida em variedade de passeios. São cinco rotas, que podem variar de duas horas e meia até seis horas de navegação. Saindo de Canasvieiras, do Sambaqui ou do Centro, as atrações incluem visitas à Ilha do Francês, ao Forte São José da Ponta Grossa, à Fortaleza de Santo Antônio, à Ilha de Ratones, e outros pontos turísticos como Jurerê Internacional, a Avenida BeiraMar Norte e a Ponte Hercílio Luz.•


90 SHOW ME ROTEIROS

A deslumbrante vista do morro da Lagoa da Conceição, em Floripa, torna-se ainda mais colorida com a presença dos parapentes

s a t l A EMOÇÕES

A rica geografia torna o catarinense ício para a prop de estado esportes de a a prátic Escolha . aventura e se modalidade sua para férias prepare adrenalina cheias de

anin sandro V

Por Alex

Markito (Divulgação Santur)


SHOW ME 91 Fotos: Markito (Divulgação Santur)

Q

uem gosta de aproveitar o tempo livre para ficar perto da natureza e sentir a adrenalina fluindo em seu corpo encontra em Santa Catarina o lugar perfeito para a prática de várias atividades ao ar livre. A geografia do Estado proporciona não apenas paisagens deslumbrantes, mas também condições ideais para caminhadas em costões e montanhas, rafting nas corredeiras dos rios, escalada e rapel em paredões e cachoeiras, entre outras aventuras. Para completar, há excelentes rampas para voo livre e cânions onde é possível juntar várias modalidades – além de estabelecimentos com circuitos de arvorismo em meio à mata nativa e tirolesas de tirar o fôlego. E se de baixo é tão bonito, imagine este cenário visto lá de cima, no silêncio de um parapente ou asa-delta. Nem precisa ser um praticante do esporte, há o serviço de voo duplo e cursos para iniciantes em quase todos os locais onde é praticado. Segundo a Federação Catarinense de Voo Livre (FCVL), em todo o Estado existem rampas em atividade, administradas pe-

As corredeiras do Rio Cubatão, na Grande Florianópolis, são ideais para a prática do rafting

los clubes locais – algumas estão cadastradas no site da instituição (www.fcvl.com.br). A rampa de Tangará, no Meio Oeste, é considerada a melhor delas. Localizada no Morro Agudo, de 1.142 metros de altitude e 350 metros de desnível, possui térmicas fortes que proporcionam ótima decolagem natural e voos de longa distância: o recorde é 260 quilômetros. De acordo com o Clube Voo Livre de Tangará, a melhor época é de setembro a março.

Em Tangará, a 1.142 metros de altitude, fica a melhor rampa de voo livre de Santa Catarina

Para quem está na praia aproveitando o verão, o Litoral e o Vale do Itajaí apresentam ótimas condições. Em Florianópolis, os melhores pontos estão na Praia Mole, na Praia Brava, no Rio Vermelho e no Morro da Lagoa. No Litoral Sul, há a rampa do Morro do Ferraz, em Garopaba. No Litoral Norte, o Morro do Careca, em Balneário Camboriú; a Praia do Atalaia, em Itajaí; e a Praia Vermelha, em Penha. No Vale, destacam-se o Morro São José (900 metros), em Guabiruba, e o Morro da Cruz, em Gaspar – o voo oferece um visual da cidade, do Rio Itajaí-Açu e do litoral. No calor da estação, no entanto, a preferência pode ser ficar na água. Para não deixar a emoção de lado, a opção é o rafting (descida de corredeiras em botes). Duas regiões destacam-se no Estado, ambas com trechos para iniciantes (inclusive crianças de três anos) e veteranos: Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Na primeira, a atividade é realizada no Rio Cubatão e no Rio Braço do Norte; na segunda, no Rio Itajaí-Açu e afluentes – este é considerado um dos melhores do Brasil para a prática do esporte, de-


92 SHOW ME ROTEIROS Markito (Divulgação Santur)

As trilhas que dão acesso à Praia da Lagoinha do Leste estão entre as mais procuradas pelos praticantes de trekking na Ilha de Santa Catarina

vido aos diferentes níveis de corredeiras em seu percurso. Os passeios acontecem o ano todo, inclusive nas noites de lua cheia, com toda a segurança. Caminhos da natureza Mais democrático ainda é o trekking. Trilhas de diferentes níveis de dificuldade permitem a participação de crianças a idosos, de inexperientes a caminhantes calejados. A caminhada pode levar de menos de meia hora a alguns dias. Por todo o litoral, são comuns essas ligações entre as praias, e geralmente não é necessário o acompanhamento de um guia. Muitas vezes, levam a lugares onde não se chega de carro, e oferecem vistas dignas de cartão-postal. Na Ilha de Santa Catarina, destacam-se os caminhos para a Praia da Lagoinha do Leste, uma das mais belas e selvagens da cidade: um deles parte da

Praia do Matadeiro, uma caminhada de duas a três horas pelo costão e pela mata; o outro da Praia do Pântano do Sul, exigindo cerca de 90 minutos entre a Mata Atlântica. A dica é sair do Matadeiro e voltar pelo Pântano, onde é possível matar a fome nos restaurantes à beira-mar.

Programa semelhante pode ser feito na trilha da Costa da Lagoa. Uma caminhada de duas horas liga o Canto dos Araçás à comunidade de pescadores, passando por ruínas e uma cachoeira de águas refrescantes. No final, dá para se refazer nos restaurantes do vilarejo e voltar de barco, curtindo o visual. Quem Juan Rivas Beasley (Divulgação Santur)

Os paredões do Rio do Bispo, em Urubici, atraem praticantes de rapel em busca de desafios


SHOW ME 93 Markito (Divulgação Santur)

vence o trecho de uma hora entre a Caieira da Barra do Sul e a Praia de Naufragados tem como prêmio uma refeição simples, além de uma vista espetacular – o retorno também pode ser feito de barco. Quem busca desafios maiores pode fazer a trilha da Praia da Solidão à Praia de Naufragados, que exige quase um dia de caminhada entre matas e costões. Ou, no Parque da Lagoa do Peri, subir o caminho que leva ao Sertão do Peri, passando por cachoeiras, engenhos de farinha e alambiques, até chegar ao ponto mais alto da Ilha. No topo do mundo Chegar ao cume de uma montanha é um objetivo muito comum de quem pratica trekking. Na Grande Florianópolis, as melhores opções estão na Serra do Tabuleiro. Do Pico do Cambirela, de 960 metros de altura e a menos de um quilômetro da costa, avista-se toda a Ilha de Santa Catarina. Mas, durante o verão, devido à ocorrência frequente de chuvas, essa caminhada não é recomendada, assim como a subida ao Pico do Tabuleiro (1.260 metros). Uma opção na região é o passeio à Cachoeira do Rio Vermelho, realizado pela TDA Rafting durante o ano todo. Mas se a intenção é chegar aos pontos culminantes do Estado, o destino é a região de Urubici, na Serra Geral. A Corvo Branco Expedições oferece desde passeios de poucas horas até travessias de três a quatro dias – como a do Campo dos Padres, que leva ao morro da Boa Vista, de 1.827 metros de altitude, o mais alto de Santa Catarina. De difícil acesso, a área permanece quase intocada, e o avistamento de grandes mamíferos, como o leão-baio (puma), não

Grupo de trilheiros cruza o Rio do Boi, no interior do cânion Itaimbezinho, em Praia Grande

é raro. Independente de ser verão, vá preparado para o frio. Na base da operadora há serviço de hospedagem em pousada e albergue. Cânions e paredões Não menos emocionantes são as caminhadas na base dos cânions formados pela Serra Geral. Uma das mais famosas e procuradas é a trilha do Rio do Boi, pelo interior do cânion Itaimbezinho, em Praia Grande, no Sul do Estado. O percurso de sete a oito horas começa pelo meio de florestas, atravessa rios, passa por piscinas naturais e cachoeiras que se precipitam dos

paredões, que no fim do caminho possuem aproximadamente 700 metros de altura. As operadoras oferecem diferentes roteiros e pacotes em associação com hospedarias locais: a Rota dos Canyons é parceira do Costão da Fortaleza Lodge, localizado aos pés do cânion Churriado; e a Verdes Canyons, da Pousada Pacatatu, que se situa na cidade, mas oferece vista das encostas da Serra Geral. O trekking muitas vezes é combinado à prática de outras atividades de aventura – em geral é necessária uma caminhada até chegar a um ponto de rapel (descida de pare-


94 SHOW ME ROTEIROS Markito (Divulgação Santur)

Tirolesa do Adventure Park, em Lages, no Planalto Catarinense

dões com o uso de cordas e equipamentos adequados). No Norte do Estado, são necessárias cerca de duas horas para chegar ao cume do Castelo dos Bugres, montanha de quase 1 mil metros em Joinville. A vista da cidade, da mata e do litoral é imperdível. O local é procurado para escalada e descida de rapel em uma parede de 35 metros formada por rochas sobrepostas. No Sul, em Praia Grande, o Refúgio Ecológico Pedra Afiada, localizado bem aos pés do cânion Malacara, oferece um programa de rapel em um paredão de 30 metros, após 25 minutos de caminhada, considerada de nível “fácil corajoso”. Já no Vale do Itajaí destacam-se as descidas de cachoeira. A Base Ativa Rafting Vale Europeu trabalha em quedas que variam entre 10 metros (em que o requisito mínimo é ter 1,20 metro de estatura) e 80 metros na cachoeira do Zinco, recomendada para quem tem experiência.

Marcos Schaefer (Divulgação Sectur BC)

Percurso de arvorismo no Parque Unipraias, em Balneário Camboriú

Às vezes não tem como chegar ao topo caminhando. Então o jeito é subir o paredão. Segundo o instrutor de escalada Daniel Casas, São Francisco do Sul é um dos lugares mais completos para a prática, com muita variedade de estilos, desde pequenos blocos (boulders) a grandes paredes. Outro ponto de destaque é o Parque Natural Braço Esquerdo, na divisa entre Corupá e São Bento do Sul, um dos locais de escalada esportiva mais importantes do Brasil. A Salamandra Escola de Montanha, de Joinville, oferece um curso de 20 horas para quem deseja se iniciar na modalidade. Por entre as árvores Aventuras mais acessíveis, mas também de tirar o fôlego, são o arvorismo e a tirolesa. Em Florianópolis, no Costão do Santinho Resort há um circuito com 29 atividades acrobáticas suspensas a 10 metros de altura: pontes, cabos aéreos,

redes, tambores e tirolesas de até 100 metros de comprimento. No Litoral Norte, o Parque Unipraias, de Balneário Camboriú, oferece um percurso de arvorismo com 130 metros de extensão, finalizado com uma tirolesa de 32 metros de comprimento a 15 metros de altura. Na região Norte, destaque para o Parque 23 de Setembro, de São Bento do Sul – circuito de 400 metros sobre araucárias de até 22 metros, com 18 atividades, duas delas tirolesas. Em Lages, na Serra, o Adventure Park tem uma das maiores tirolesas do Brasil, com 1.200 metros de extensão e 150 metros de desnível, atingindo uma velocidade de até 80 km/h. Em Ibirama, a Raf­ ting Radical opera a maior tirolesa urbana do país – 1 mil metros de extensão, passando sobre árvores, rodovia e ruas, rio, prédios e casas. Até crianças de quatro anos podem viver essa aventura. E você, já escolheu a sua?•


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96 show me ROTEIROS

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A descida começa a 900 metros de altitude e pode chegar a uma velocidade máxima de 150 km/h

POR UM FIO o big mountain adventure park, na divisa entre os municípios de benedito novo e rodeio, tem a maior tirolesa das américas, com 2 km de descida

N

o Médio Vale do Itajaí, uma área de 1,3 milhão de metros quadrados entre Rodeio e Benedito Novo abriga a maior tirolesa do continente americano. Em total segurança, basta ter coragem para aproveitar o percurso de 2 quillômetros escorregando por um forte cabo de aço com 15 milímetros de diâmetro. No caminho dá até para relaxar e aproveitar o cenário do Big Mountain Adventure Park, cercado por morros de mata nativa. Construído em estrutura metálica e madeira, o equipamento é distribuído em três niveis: plataforma

de lançamento, linha da tirolesa e plataforma de chegada. A descida começa no mirante que marca o ponto mais alto do parque, a 900 metros de altitude. Os aventureiros já chegam totalmente equipados e devem apenas aguardar o monitor acoplar o carretel de dupla polia no cabo para fixar o usuário com dois mosquetões neste carretel. Existem dois tipos de traje: um chamado “cadeirinha”, onde a pessoa faz o percurso literalmente sentada – mesmo assim, os mais arrojados conseguem efetuar um giro de 90 graus e fazer a descida de

ponta-cabeça. O outro traje, chamado de “superman”, faz a descida na horizontal, posição que dá a sensação de estar voando, a uma velocidade máxima de 150 km/h. A plataforma de chegada está situada em um desnível de 270 metros abaixo da plataforma inicial. Além da tirolesa, o parque oferece o “estilingue humano”: duas torres metálicas com 15 metros de altura e afastadas 18 metros uma da outra onde são fixados elásticos do tipo bungee jump, que são tracionados por um guincho para arremessar o usuário por um percurso de 56 metros na horizontal, indo e vindo até atingir o ponto de equilíbrio. Todos os equipamentos são operados por monitores devidamente certificados. Junto à sede do parque há um restaurante e lanchonete rodeados por um amplo deque de onde é possível acompanhar as descidas na tirolesa e no estilingue humano, além de receber apresentações de bandas regionais.•


Antônio Carlos é a Capital da Hortaliça e Hortifrutigranjeiros! www.antoniocarlos.sc.gov.br


98 show me roteiros


SHOW ME 99

NOITES QUENTES o litoral catarinense ganhou fama internacional pela qualidade e diversidade de sua vida noturna, que esquenta ainda mais quando chega o verão

• Por Fábio Bianchini

A

Bruno Ropelato (Arquivo ND)

alta temporada em Santa Catarina é marcada por uma movimentada cena de eventos, projetos, clubes noturnos e casas de shows. São poucas as que só funcionam no verão, mas é nesta época, com o Estado cheio de turistas e boa parte dos locais em férias, que promovem seus eventos mais procurados. Populares, democráticos, VIPs ou ultra-VIPs, com ou sem celebridades, o circuito de festas fervilha especialmente no litoral. O P12, na Praia de Jurerê, em Florianópolis, tornou-se sinônimo de luxo à beira-mar, com presenças ilustres desde a inauguração, no Réveillon de 2008. Segue a linha dos maiores day clubs mundiais, com piscina, praia artificial com camas confortáveis, bangalôs, espaço lounge, camarotes com jacuzzis, deque de frente para a praia, restaurante e bares. A balada começa durante o dia e segue noite adentro, com uma programação de shows que vai de nomes internacionais da música eletrônica a bandas de rock e ídolos sertanejos.

O sucesso do P12 mostrou que era possível investir em espaços ainda mais luxuosos. Também em Jurerê, a Milk surgiu no final de 2014, com espaço para 500 pessoas, e foi a sensação entre os jetsetters locais, com sofisticação e DJs internacionais. A Pacha, junto ao trevo de entrada em Jurerê, recria o clima das noites da ilha de Ibiza, no arquipélago espanhol das Baleares. É a terceira filial brasileira (as outras duas são em São Paulo e Búzios, no Rio) do club espanhol e aproveita essa conexão para apresentar atrações exclusivas. O público é animado por dançarinas e shots de bebidas distribuídos durante a noite. Já o Terraza, localizado junto à Pacha, funcionava originalmente como espaço para after parties de quem ainda não queria ir para casa. Mas acabou ganhando expressão própria e investiu em atrações de música eletrônica mais underground, em parceria com o renomado club paulistano D-Edge. No mesmo complexo, o Stage Music Park, o espaço que em de-


100 show me roteiros Divulgação

Depois de passar o dia sob o sol e em volta da piscina, o público do P12 leva a festa noite adentro com shows musicais de estilos variados

zembro de 2012 passou a se chamar Devassa on Stage, já recebeu artistas como Amy Whinehouse, Lauryn Hill, Florence and The Machine, Joss Stone, Jamiroquai, Above & Beyond, Bruno Mars, Snoop

Dogg, Jack Johnson, três edições da Creamfields Brasil, maior festival de música eletrônica do planeta, entre muitos outros. A especialidade é a estrutura para grandes eventos ao vivo ou com DJs internacionais. Divulgação

Na noite de Jurerê também há espaço para a fusão entre música e gastronomia. Especializada em servir boa comida em ritmo de balada, o Donna surgiu em 2011 com a proposta de um dining club de nível internacional. Com ambiente diferenciado projetado pela arquiteta Taty Iriê e um cardápio desenhado pelos chefes Peruanos Hugo Olaechea e Sara Sanchez, os pratos servidos enchem os olhos e aguçam os mais requintados paladares. Batidas mais lentas no fim de tarde dão lugar a um ritmo mais acelerado no início da noite, onde os DJs assumem o controle e transformam o local num verdadeiro esquenta para as melhores baladas. Floripa by night

A proposta do Donna, em Jurerê Internacional, é combinar música com alta gastronomia

No Centro da capital, a Concorde e o Jivago, localizados a menos de 500 metros um do outro, animam


SHOW ME 101

um público predominantemente LGBT, mas sem ortodoxia. O Jivago conta hoje, além da pista de dança, com um deque e uma sala de jogos no andar superior. Neste verão a novidade é a festa Do It, às quintas-feiras, com trilha de pop contemporâneo. A Conca, como é carinhosamente chamada, já faz parte da paisagem noturna de Floripa. Também faz da eletrônica o prato principal de sua trilha musical e aposta em tecnologia visual e iluminação de última geração, camarotes e quatro bares. A Fields, próxima à cabeceira das pontes, é a referência local no sertanejo. Ou, como gosta de se apresentar, o Sertanejo da Magia. Para as próximas semanas, recebe artistas de renome nacional no gênero, como Fernando & Sorocaba, Bruninho & Davi, Zezé Di Camargo & Luciano e Luan Santana. Mas também abre ocasionalmente espaço para outros estilos, como quando recebeu o show de Anitta. Ainda mais próximo da Ponte Hercílio Luz, o 1007 Floripa começou em 2009, primeiro com festas eventuais e perfil alternativo. Com o tempo, tornou-se um dos preferidos do público universitário local. Fica em um prédio de quatro andares (para baixo) com duas pistas e quatro bares. O Sete Night Club (não confundir as numerações) fica na Beira-Mar Norte e privilegia a sofisticação, com público jovem e adulto de classes A e AB.

Francis Diógenes (Divulgação)

Na Concorde, o público LGBT conta com camarotes, quatro bares e um show de iluminação Adriel Douglas (Divulgação)

Na batida das ondas Mas a movimentação litorânea não está apenas na capital. Warung, em Itajaí, e Green Valley, em Camboriú, não cansam de receber premiações nacionais e internacionais e serem colocados com destaque entre os grandes clubs nacio-

A Fields é a pedida para quem está em Floripa e prefere curtir uma boa balada sertaneja


102 show me roteiros Imagecare (Divulgação)

inauguração em Garopaba. O som também é predominantemente eletrônico, mas tem lugar para poprock, reggae e outros. Recebeu, nos últimos meses, shows do cantor Armandinho e o festival Encontro das Tribos, com Gabriel, o Pensador, Planta e Raiz, Família Madá e Maneva. No dia 2 de janeiro, o Bali Hai de Garopaba traz o Baile da Favorita, maior baile funk do Brasil. Sertanejo à beira-mar

O Warung, na Praia Brava, em Itajaí, é considerado um dos melhores clubs do mundo

nais e mundiais. O Warung fica de frente para o mar, na Praia Brava de Itajaí (não confundir com a homônima e também badaladíssima praia de Florianópolis), uma das regiões mais descoladas do litoral catarinense. A casa é equipada com diversos bares e banheiros e duas pistas de dança – uma ao ar livre e outra, a principal, com capacidade para mais de 2 mil pessoas. A decoração foi toda trazida de Bali e escolhida pessoalmente pelos proprietários. De 2002 para cá, estabeleceu-se como um dos principais pontos nacionais da música eletrônica. O Green Valley aposta na integração com a natureza e inspirou o nome na predominância do verde, ligando-se à mata nativa e aos morros que rodeiam o espaço. Seu formato é de tenda e possui mais de 10 mil m², com lagos, pistas de dança, camarotes, bares, banheiros, loja, praça de alimentação e um palco com equipamentos de ponta e alta tecnologia. Surgiu em 2007 e coleciona elogios de DJs famosos mundialmente, como Steve Angello, Erick Morillo, Carl Cox, Avicii, Axwell e Fatboy Slim.

O Bali Hai está em Piçarras e Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, e em Garopaba, templo do surfe no Litoral Sul. Nasceu em Piçarras, no verão de 1995, privilegiando a vista para o mar e a seleção de DJs. O sucesso fez a marca seguir no sentido inverso e, em 1999, abriu o primeiro Bali Hai na Espanha, em Puerto Mazarrón. A ampliação no litoral catarinense prosseguiu em 2001, quando foi criado o Bali Hai sobre a Baía de Porto Belo, e em 2005, com a

A música sertaneja se faz presente com força na região. A Woods, em Balneário Camboriú, faz parte de uma rede de casas de shows que está em 15 cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e programa para janeiro de 2016 um festival próprio em Orlando, nos Estados Unidos, com Chitãozinho e Xororó como atrações principais. Essa conexão garante a permanente chegada de atrações consagradas do estilo. O Shed Western Bar, também de Balneário, trabalha a ambientação musical e a decoração country. Além de nomes já famosos, o palco recebe novos artistas que começam a despontar.• Thiago Santos (Divulgação)

A Woods, em Balneário Camboriú, recebe shows de ídolos da música sertaneja nacional


104 show me roteiros

para cair na folia Em fevereiro, o samba e A ALEGRIA INVADEM as avenidas das cidades catarinenses em animados desfiles e festas carnavalescas

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

• Por Fábio Bianchini

É

comum ver as cidades referirem-se a seus carnavais com superlativos. O maior, o mais tradicional, o mais animado. Ao mesmo tempo que é difícil quantificar e conferir com exatidão esses títulos, é fácil, no meio da folia, imaginar que não há outro lugar no mundo onde se queira estar. Então aquele, de certa forma, acaba sendo o melhor carnaval que há. Até porque a fantasia é parte fundamental da festa. Em 2016, a festa começa mais cedo: a terça-feira gorda cai no dia 9 e quarta-feira de cinzas no dia 10 de fevereiro. Os principais carnavais catarinenses carregam em suas origens o entrudo ou vestígios dele, com período de predominância dos salões de clubes, até que a influência do Rio de Janeiro fez com que blocos de rua se organizassem e evoluíssem para escolas de samba. A partir da última década do século passado,


SHOW ME 105

a popularidade cada vez maior do Carnaval da Bahia difundiu os trios elétricos por aqui. Bailes públicos com pequenos grupos de samba, marchinhas ou então grandes shows musicais também fazem parte da receita da folia catarinense. Com uma história iniciada ainda no Império, no século 19, o Carnaval de Florianópolis imortalizou personagens como o Rei Momo Lagartixa, o cuiqueiro Quirido (considerado o melhor do Sul do Brasil e cujo nome batiza a passarela do samba da cidade), a passista Tide

e tantos outros. A maior parte dos bairros da Capital tem seus próprios blocos e características particulares, mas o ponto alto da informalidade e irreverência dos blocos populares é a concentração na Praça XV de Novembro na tarde do sábado de Carnaval. Oito dias antes, sempre na sexta-feira da semana anterior, o Berbigão do Boca, tradição iniciada

Desfile da Protegidos da Princesa, escola de samba campeã do Carnaval 2015 em Florianópolis


106 show me roteiros Flávio Tin (Arquivo ND)

em 1992, promove um concurso gastronômico antes de percorrer as ruas do Centro e começar oficialmente os festejos. Em Santo Antônio de Lisboa, uma das mais antigas comunidades da Ilha de Santa Catarina, outro bloco também surgido em 1992 traz enredos inspirados na cultura açoriana ou no cotidiano de Florianópolis, sem dispensar o bom humor. É o Baiacu de Alguém, que em 2016 sai na sexta e na segundafeira, com samba em homenagem à renda de bilro. Os clubes também promovem seus bailes e festas e a programação inclui ainda os concursos para a escolha da Rainha do Carnaval e as Princesas, o de Marcha e o de Marcha-rancho. O desfile das escolas de samba dos Grupos Acesso A será na sexta, dia 5. O Grupo Especial desfila no sábado e o Grupo de Acesso no domingo, além do desfile das campeãs, na terça. No total, são 17 agremiações da Grande Florianópolis. Em 2016, o Grupo Especial reúne a Nação Guarani, Unidos da Coloninha, Dascuia, Copa Lord, União da Ilha da Magia e Protegidos da Princesa, campeã de 2015. O Berbigão do Boca abre o Carnaval em Florianópolis com um desfile pelo Centro da cidade Rosane Lima (Arquivo ND)

Bloco Baiacu de Alguém comanda o concorrido carnaval de rua de Santo Antônio de Lisboa

Tradição na avenida São também as escolas de samba que garantem o prestígio do Carnaval de Joaçaba. A Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d'Oeste (Liesjho), que completa 20 anos em 2016, profissionalizou e buscou recursos para fortalecer os desfiles. Hoje, os municípios, que somam, juntos, pouco mais de 50 mil habitantes, chamam a atenção de todo o Sul do Brasil para seu espetáculo carnavalesco, que constantemente conta com a presença de celebridades nacionais. Em 2016, a Acadêmicos do Grande Vale e a Vale Samba saem


SHOW ME 107 Guilherme Antunes (Divulgação)

Joaçaba, no Meio Oeste, promove um dos mais belos desfiles de Carnaval do Sul do país

no sábado, e Unidos do Herval e Aliança, a campeã de 2015, saem no domingo. Os blocos fazem sua folia da sexta à terça-feira, na Praça da Matriz, a 200 metros da Avenida XV de Novembro, onde desfilam as escolas. A programação é festi-

va também com apresentações de bandas nacionais e DJs. Em Laguna, as raízes do Carnaval estão na rivalidade entre os clubes Blondin e Congresso, que abrigavam os principais blocos de salão. Marcaram época o Bambo e, de-

pois, a disputa entre o Bola Preta e o Bola Branca. Dos anos 1990 em diante, com a chegada dos turistas, o local mais procurado passou a ser a Praia do Mar Grosso, com trios elétricos, bandas e abadás. Ainda assim, o Bloco da Pracinha, que sai no domingo do Bairro Magalhães em direção ao Mar Grosso, continua referência forte. Hoje, é como se fossem dois carnavais distintos: o de praia, com blocos e trios elétricos, e o das escolas de samba, com pré-carnaval no Centro e desfile no Sambódromo. São Francisco do Sul, a cidade mais antiga do Estado, também tem um carnaval de rua centenário, que se orgulha da própria trajetória, lembrada pelos tradicionais bonecos gigantes que homenageiam figuras históricas da cidade. Uma delas é João Araudo de Souza, o Bolacha, um dos maiores incentiAugusto Camargo (Divulgação)

Com duas décadas de tradição e a presença de quatro escolas de samba, o desfile em Joaçaba consagrou a Aliança como a campeã de 2015


108 show me roteiros Fernando Souza (Divulgação)

vadores da folia local, falecido em 2012 aos 69 anos. A festa divide-se entre o Centro Histórico, Enseada, Prainha, Ervino e Vila da Glória. Uma atração peculiar há mais de quatro décadas é o Bloco Unidos da Vagabunda, que desfila em um barco, antigamente empurrado no braço pelas ruas, mas hoje dispõe de veículo motorizado para a tarefa. As escolas de samba são quatro: Amigos da Ilha, Mocidade Independente da Água Branca, Unidos do Paulas e Imperadores do Samba. Irreverência em massa

Reunindo cerca de 150 mil foliões, o bloco Navegay toma as ruas do Centro de Navegantes Divulgação PMSFS

Em São Francisco do Sul, a tradição dos bonecos gigantes homenageia figuras históricas

Navegantes, depois de enterrar a tristeza na quinta-feira, dia 4, divide o desfile em blocos e escolas: Unidos do Amanhã, Cara & Coragem, Estrelinha do Mar, Amizade e Acadêmicos de São Domingos. Mas uma das presenças históricas mais importantes no Carnaval da cidade é o Navegay, que costuma ser acompanhado por cerca de 150 mil pessoas em seu percurso pela Avenida João Sacavem em direção à praia. O bloco surgiu em 1978, como uma brincadeira familiar para a tarde da segunda-feira, inicialmente com o nome de Banho da Dorotéia. No ano seguinte ganhou simpatizantes e ficou conhecido como Bloco da Dorotéia. Com o tempo acabou recebendo o nome atual e se tornou uma das grandes atrações carnavalescas da região. Em Balneário Camboriú, a festa também é dividida em dois setores. No Pontal Norte, são realizados show nacionais de sertanejo, pop, pagode, rock e outros, garantindo a miscigenação de gêneros musicais. No Centro, saem os blocos e as escolas de samba Maravilha do Atlântico e Samboriú. Outra atração que destaca a festa na cidade é o Carnaval Infantil.•


A estibordo, empresas de porte mundial. A bombordo, lindas praias e uma grande estrutura de turismo.

A inovação também faz de Itajaí o Polo Náutico do Brasil: é o único município a ter um terminal

Lei nº 6.678. Veículo: Revista Show Me (RIC RV SC - EDITORA MAISSC LTDA. / CNPJ: 17.231.673/0001-55). 1 inserção página simples R$ 7.800,00.

para passageiros e alfandegado fora do porto mercante, possibilitando receber muito mais turistas para conhecerem as belas praias da região. Além disso, Itajaí é sede de empresas que atuam no Brasil e no mundo, e uma das 10 cidades brasileiras para investir.

É a força de Itajaí fazendo a economia de Santa Catarina e do Brasil crescer de vento em popa.

www.itajai.sc.gov.br | facebook.com/PrefeituradeItajai


112 SHOW ME SABORES

A anchova – aqui na versão “metida a besta” do Porto do Contrato – é um dos peixes mais pedidos nos restaurantes de Floripa


SHOW ME 113

delícias do mar As HERANçAs INDÍGENA E PORTUGUESA SE MISTURARAM NO LITORAL CATARINENSE E ATÉ HOJE INSPIRAM UMA GASTRONOMIA BASEADA NOS PRODUTOS DA PESCA

• Por Luciana Zonta

O

Daniel Queiroz (Arquivo ND)

aroma característico que vem da cozinha perfuma o ambiente e costuma atrair o cliente da calçada pelo olfato. No cardápio, ingredientes como peixes, camarões, ostras, polvos, lulas e uma variedade de outros moluscos e crustáceos dão personalidade à culinária típica do litoral de Santa Catarina e são parte importante da história e da cultura local. O pirão de caldo de peixe com farinha é a estrela entre os acompanhamentos – cada restaurante procura dar o seu toque especial no tempero – e reflete a influência da tradição açoriana como a base da culinária da beira da praia. O cardápio que hoje faz sucesso em restaurantes consagrados de cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas e Governador Celso Ramos é uma adaptação contemporânea das receitas que os primeiros imigrantes da Ilha dos Açores trouxeram para o Estado em 1748, quando casais

do arquipélago ganharam terras da coroa portuguesa com a missão de firmar base na região compreendida entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em terras brasileiras, os europeus deram de cara com indígenas e promoveram adaptações no modo de preparar o pescado encontrado na região. A professora da disciplina de Cozinha Brasileira Regional Açoriana da faculdade de Gastronomia da Univali, Luciana Bernardes, explica que o camarão ao bafo e o peixe frito em postas são receitas que os imigrantes preparavam nos Açores. Lá, o pão branco costumava acompanhar pratos à base de pescados. No Brasil, acabou sendo substituído pelo pirão com farinha de mandioca produzida pelos índios. Segundo Luciana, a gastronomia típica do litoral catarinense é uma somatória de adaptações de ingredientes e temperos da região. Nos restaurantes, insumos comuns da nossa costa como a anchova e o


114 show me SABORES Marco Santiago (Arquivo ND)

As ostras in natura do Ribeirão da Ilha, cultivadas ali mesmo por produtores locais, deram origem a uma conceituada rota gastronômica

charuto (como é costumeiramente chamada a sardinha na brasa) são transformados em pratos elaborados e com ares de sofisticação. No Ribeirão da Ilha, na porção Sul de Florianópolis, a anchova é uma das opções de peixe mais pe-

didas do restaurante Porto do Contrato. O proprietário do lugar, Francisco Antônio da Silveira, é quem cria a maioria dos pratos do menu. Um dos mais famosos é a Anchova Metida a Besta, espécie capturada pela frota pesqueira de Santa CaFlávio Tin (Arquivo ND)

A delicadeza e o frescor do polvo do Divino Gastroclub, no Centro Histórico de São José

tarina e servida inteira, desossada (sem espinha) e recheada com uma seleta de camarão e legumes. Ribeirão das ostras Famoso pela produção de ostras, o Ribeirão da Ilha também é bastante procurado por quem aprecia o molusco. Para atender visitantes em busca da iguaria, Francisco criou a “Ostrentação”, cujo nome é uma brincadeira que faz referência à quantidade de ostras servidas. São 32 unidades preparadas com diferentes tipos de temperos para que o cliente experimente um pouco de cada combinação, o que inclui in natura, gratinada, vinagrete, alho e óleo, ao molho de bacon e até ao molho de coco. Florianópolis representa hoje 80% da produção de ostras do mercado nacional. A cidade tem capacidade de produção de 3,2 mil toneladas por ano, o que lhe ren-


SHOW ME 115

deu o título de Capital Nacional da Ostra. A adoração pelo recheio da concha que produz a pérola tem, inclusive, uma festa própria na capital do Estado. A Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana (Fenaostra), que em 2015 ganhou sua 16ª edição no mês de setembro, cultua seu elemento símbolo por meio da gastronomia servida aos visitantes e da programação cultural do evento, que inclui até um concurso gastronômico. Ao longo dos anos, o pescado ganhou fama e tratamento especial também fora de Florianópolis. Em Balneário Camboriú, o chef do Number Seven, Denis Ceratti Pernanchini, criou uma entrada especial que combina ostras e vieiras tostadas com creme de limão cravo e minibrotos. Para que tudo chegue à mesa o mais fresco possível, o restaurante investiu em um aquário resfriador e purificador para manutenção das ostras no local, ou seja, o chef prepara a receita com o produto in natura, que é servido na hora ao cliente. A busca pela matéria-prima fresca e regional tem ganhado a preferência de quem comanda a cozinha de restaurantes especializados no litoral do Estado. No Divino Gastroclub, em São José, os chefs Gabriel Nassif e Gabriela Nau buscaram a valorização da culinária local na hora de criar o prato de tentáculos de polvo grelhado, servido com arroz negro e tomate confit, um dos mais pedidos da casa. Gabriel explica que o molusco chega fresco e inteiro ao restaurante, onde é cortado e cozido em um caldo de legumes com vinho tinto por 50 minutos. Na finalização do preparo, o polvo é selado em fogo alto por 2 minutos com tomilho e dentes de alho para aromatizar.

Daniel Zimmermann

Uma combinação requintada: ostras e vieiras no Number Seven, em Balneário Camboriú Divulgação

A famosa Lula do Loy do Tatuíra, em Bombinhas, é finalizada com sementes de mostarda


116 show me SABORES Arquivo ND

No Bar do Arante, em Florianópolis, a grande estrela do cardápio é a posta de peixe frita em banha de porco e acompanhada de pirão

Na Praia de Canto Grande, em Bombinhas, Luiz Otávio Lustosa, o Loy, comanda o Tatuíra Petiscaria com um objetivo claro: valorizar o produto local, de preferência adquirido de pescadores. Entre as opções do menu está o Garoupalhau, onde a garoupa substitui o bacalhau importado na receita de influência portuguesa que alterna camadas de peixe, cebolas, batatas e ovos cozidos. O lugar também serve a tradicional Lula do Loy, salteada no azeite extravirgem com cebola, alho e especiarias, incluindo grãos de mostarda na finalização. Mesmo com uma leitura mais contemporânea e refinada de quase tudo que vem do mar nos restaurantes especializados do litoral, o pescado simples de beira de praia – muitas vezes servido frito e acompanhado de pirão de farinha de mandioca – ainda resiste em Santa Catarina. No Bar do Arante, o peixe

frito na banha de porco com pirão é o maior ícone da culinária “manezinha” na capital. O dono do restaurante, Arante Monteiro Filho, explica que tem o cuidado de conservar as características originais que sempre fizeram parte do cardápio do lugar desde 1958, quando seus pais começaram a servir os primeiros clientes no Bairro Pântano do Sul. No loDivulgação

cal, ainda é possível provar o caldo de peixe na abóbora e o tradicional peixe cozido no feijão, receita que atualmente só é preparada no Arante e nas casas de alguns moradores da Ilha. Em Biguaçu, o restaurante Miramar serve o famoso Camarão a São Miguel, nome que homenageia a praia de águas tranquilas onde o lugar está sediado. Sobre uma bandeja de inox, vem o que os locais costumam chamar de “sequência de camarão”, uma marca gastronômica da região da Grande Florianópolis. O prato serve de duas a três pessoas e inclui camarão frito, ao bafo e à milanesa, além de linguado grelhado, bolinho de peixe, batata frita, arroz e salada. Pescados de outras praias

Bacalhau Zé do Pipo, no Açor Restaurante

O tradicional bacalhau servido há centenas de anos em Portugal encontra adeptos fiéis no litoral de


118 SHOW ME SABORES Daniel Zimmermann

Capturado no Alasca, o King Crab do Pharol Porto Cabral é uma iguaria para poucos Divulgação

No Villa do Camarão, o congrio ganha redução de aceto balsâmico e risoto de alho poró

Santa Catarina. Bacalhau, na verdade, não é um peixe, mas vários. Cinco espécies podem ser vendidas com este nome, porém, o chamado “bacalhau legítimo” é o Gadus morhua, considerado o melhor de todos. Na capital, o Açor Restaurante especializou-se no preparo do Gadus morhua. São cinco tipos de preparações, incluindo o Bacalhau Zé do Pipo, preparado em postas com purê, cebola, alho e maionese. Outro peixe que vem de fora – mais especificamente do Chile e da Argentina – é o congrio. Pescado nas águas frias do Pacífico, faz muito sucesso entre os brasileiros com seu sabor suave, semelhante ao linguado. Em Florianópolis, a pedida é provar o congrio com risoto de alho poró servido no restaurante Villa do Camarão, com unidades em Santo Antônio de Lisboa e Jurerê Internacional. O prato para uma pessoa consiste em filés de congrio grelhados em azeite de oliva e alho, regados com redução de aceto balsâmico e guarnecido de um perfumado risoto de alho poró e batata souté. Na linha dos pescados importados que foram inseridos na culinária local ainda há o King Crab, o famoso caranguejo gigante de águas profundas. Importado principalmente do Alasca, esta iguaria tem preço alto para o mercado nacional – em torno de R$ 290 o quilo. É encontrado em poucos restaurantes, mas costuma ter uma clientela fiel e disposta a pagar o valor do prato. Somente o Pharol Porto Cabral, em Balneário Camboriú, chega a vender até 20 unidades de King Crab por dia no verão, alguns deles pesando nada menos que 4 quilos. Na mesa, a iguaria é servida com molho de nozes com azeite de oliva, vinagrete e molho de alcaparras com manteiga.•


120 ShOW ME sabores

VINHoS DE alTITUDE unindo belos cenários a produtos de alta qualidade, vinícolas catarinenses abrem suas portas para quem quiser provar as delícias do enoturismo

• Por Alexsandro Vanin


SHOW ME 121 Fotos: Photographic (Divulgação)

A Villa Francioni, em São Joaquim, conta com galeria de arte, winebar e visitas guiadas pelo ambiente de produção

O

relevo e o solo, a vegetação e o clima de terras subtropicais a 900 metros acima do nível do mar, mais do que conferir qualidade superior e características únicas aos vinhos e espumantes, compõem um cenário perfeito para viver experiências igualmente singulares. Em Santa Catarina, mais de 10 vinícolas de altitude abrem suas portas para mostrar, em visitas entremeadas de história, seus vinhedos e as etapas de produção. O produto final é degustado com iguarias locais, em ambientes requintados e que valorizam a paisagem. Produzidos a partir de cepas de uvas europeias, os vinhos de altitude catarinenses assemelham-se mais aos vinhos do Velho Mundo do que aos sul-americanos. Bem maturados, são ricos em polifenóis, têm teor alcoólico menor e mais acidez, o que os tornam ideais para acompanhar refeições. Tais propriedades advêm do clima marcado por dias ensolarados e noites frescas mesmo no verão – o que faz as parreiras descansarem – e do solo pedregoso, que ajuda na drenagem das chuvas. Combinação que estende a maturação da uva e concentra mais cor e açúcar na fruta, permitindo a colheita tardia, de março a maio. As intervenções humanas complementam a formação do terroir. Trata-se do manejo correto dos vinhedos (seleção permanente de cachos, por exemplo); dos equipamentos e das técnicas adotadas para a vinificação, como tanques de aço inox para o processamento e barris de carvalho francês para o envelhecimento; assim como o know-how de agrônomos e enólogos brasileiros e estrangeiros. Tudo isso pode ser apreciado em visitas às vinícolas das terras altas

de Santa Catarina. A Villa Francioni, em São Joaquim, é uma das referências – citada inclusive em guias internacionais, como o conceituado Descorchados. Os visitantes seguem o fluxo gravitacional e acompanham de cima todos os estágios de elaboração da bebida, assistidos por um guia especializado. Cons­truída em desníveis para evitar ao máximo o uso de interferências mecânicas na produção, a vinícola é decorada com painéis de mosaico e conta com uma galeria de arte. Depois de mergulhar no universo da produção de vinhos, o grand finale é a degustação dos principais rótulos da vinícola. Isso em um salão com grandes vidraças, de onde é possível avistar os parreirais e o belíssimo pôr-do-sol na coxilha. Boas novas foram reservadas pela Villa Francioni para o verão. Nos fins de semana entrará em funcionamento o Wine Bar Toscano, com pratos baseados em produtos da região, como presunto cru, queijos, salames, carpaccio e bruscheta. A partir de 31 de dezembro, mediante reserva será aberto o restaurante sob comando da chef Marlei Cardoso. Ótimas oportunidades para conhecer o lançamento da estação: o rótulo Dilor, um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Malbec e Petit Verdot. Enogastronomia Outra vinícola de São Joaquim que aposta na harmonização com a gastronomia regional é a Vinhedos do Monte Agudo, apontada pela revista Viagem e Turismo como uma das mais belas da América do Sul. O espaço enogastronômico está situado no ponto mais alto da propriedade, com uma visão de 360º da paisagem. O ideal para a primeira visita é ir durante o almoço


122 show me sabores Divulgação

Um lago e uma floresta de pinheiros emolduram o ambiente onde são servidas as degustações na Villaggio Grando, em Água Doce

ou no fim da tarde para apreciá-la. É nessa hora que a casa promove o sunset, uma degustação de cinco vinhos ao pôr-do-sol, acompanhada de queijos e frios. O almoço ou jantar harmonizado tem carpaccio de frescal, risoto de linguiça serrana reduzido no vinho tinto, truta e torta de maçã – receita exclusiva da chef local e único item do menu não renovado mensalmente. A novidade para o verão é o lançamento do Sinfonia no 11, espumante de método Champenoise. Na Villaggio Bassetti, vinícola de São Joaquim que também faz parte da seleção da Viagem e Turismo, a visita começa pelos vinhedos, passa para a área de vinificação e se encerra na loja, com a degustação de quatro rótulos: um Rosé, dois Sauvignon Blanc e um corte de Cabernet Sauvignon com Merlot. Neste verão a marca lança seu Pinot Noir tinto, que harmoniza com aves e massas com molho vermelho. Referência no Meio Oeste, a Villaggio Grando, no município de

Água Doce, não cobra pela visita guiada. Após percorrer a propriedade, no entanto, o visitante pode pagar pela degustação realizada em uma sala com piano, varanda e vista para um lago e mata de pinheiros – características que a tornam um dos mais belos empreendimentos enoturísticos do Brasil. Já na Vinícola Kranz, de Treze Tílias, o destaque é a mescla de

tradição e tecnologia. Em 2012, a propriedade recebeu o Prêmio Nacional de Inovação, concedido pela Confederação Nacional da Indústria. Depois de conhecer o moderno processo produtivo, o visitante faz uma degustação de espumantes, vinhos, suco e schmier (tipo de geleia) de produção própria, acompanhados de queijo. A novidade é o Espumante Brut Rosé, um charDivulgação

As vinhas carregadas dão boas-vindas ao visitante na Villaggio Bassetti, em São Joaquim


124 SHOW ME SABORES

mat longo ideal para harmonizar com peixes e frutos do mar, massas à base de molho branco, carnes brancas e queijos leves.

Fotos: Mônica Corrêa (Divulgação)

Opções de hospedagem A partir de março de 2016, a Vinícola Leone di Venezia, de São Joaquim, acolherá seus visitantes em quatro suítes. Os hóspedes poderão acompanhar as atividades realizadas nos vinhedos, como podas, desfolhas e colheita, até a elaboração dos vinhos. Entre os sete rótulos a serem lançados em janeiro, destaque para os brancos das uvas Gewurztraminer e Garganega e o tinto assemblage Palazzo Ducale – frutado, fresco e elegante, sem passagem por carvalho. Em Urupema, a Fazenda Quinta dos Montes possui apartamentos sofisticados e climatizados, com vista para lindas paisagens. O serviço de hospedagem, no entanto, está suspenso temporariamente. A vinícola está aberta apenas para passeios pela propriedade, almoço aos domingos e degustação de vinhos nos fins de semana, mediante reserva. A boa nova da estação é o Sincelo, um Malbec sem passagem por barricas. Tão prazeroso quanto beber uma taça de vinho é poder vivenciar o trabalho de uma vinícola, despertar sentidos ao harmonizá-­lo com iguarias típicas do local, apreciar a paisagem e conversar com os responsáveis pela produção. “A elaboração dos vinhos não é trabalho solitário do enólogo e às vezes toda a família é envolvida. Vamos fazendo provas com porcentagens diferentes até chegar a uma opinião em comum. Amamos o que fazemos e este é o nosso diferencial”, diz Patrícia Ferraz, sócia-diretora da Monte Agudo.•

Na Monte Agudo, o espaço de enogastronomia oferece uma vista de 360o da propriedade


126 show me sabores Lucas Moço (Divulgação)

A cervejaria Cozalinda Floripa produz sua própria cerveja e oferece diversas torneiras para experimentar outros chopes catarinenses


SHOW ME 127

a arte da cerveja POR TODAS AS REGIÕES DO ESTADO, A qualidade da produção artesanal nas cervejarias locais vem conquistando o paladar dos amantes da bebida

• Por Jerônimo Rubim

A

chegada dos imigrantes alemães ao Sul do Brasil no começo do século 19 mudaria para sempre as terras verdes e férteis de Santa Catarina. Para seu novo país, trouxeram os antigos costumes e as tradições do Velho Mundo. Havia sede de construir uma nova e próspera vida. E a sede alemã, sabe-se, se mata com boa cerveja. Em 1852, apenas um ano depois da instalação da primeira colônia em Joinville, Norte do Estado, a família Schmalz começou a produzir as primeiras cervejas catarinenses. Estava fundada uma tradição que segue forte até hoje e produz muitas das melhores bebidas do estilo no Brasil. A preservação da tradição germânica de produção fez a fama de Santa Catarina – e principalmente a região do Vale do Itajaí – entre os apreciadores da cerveja no país. Mas o mercado vem mudando e crescendo aceleradamente, e com isso se consolidam propostas e receitas mais ousadas. Atualmen-

te, pequenos fabricantes de toda parte do Estado vêm se lançando na saborosa aventura de viver da produção de cervejas artesanais, terceirizando sua produção em grandes fábricas. “A Grande Florianópolis é o mais novo polo cervejeiro do Estado, com uma explosão de produtores e estabelecimentos que

oferecem cervejas de excelente qualidade e de produtores locais”, constata Marco Zimmermann, expresidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina. Um caso bastante simbólico é o da pequena Sambaqui, que em apenas dois anos já tem dois bares e é sucesso de público e crítica. A Lola Lupulina, a mais vendida, é a cerveja local preferida de Marco. “É uma bebida complexa, e apesar de não ser suave e ter amargor mais forte, é bastante equilibrada e saborosa”, comenta. É um American India Pale Ale com aroma cítrico que é compensado pelo sabor intenso dos maltes. Há ainda uma Lemon Witt Bier, cerveja de trigo com raspas de limão siciliano, gengibre e coentro, bastante refrescante, e uma Belgian Blonde Ale, clara com aroma condimentado, de corpo médio e alta carbonatação. A Cozalinda Floripa, no Bairro de Coqueiros, já virou referência na cidade por oferecer diversas torneiras com chopes próprios, catarinenses e também nacionais. É uma cerveja com sotaque mané: Victor Carlson

Os três tipos de chope servidos pela Cervejaria Sambaqui são sucesso de público e crítica


128 SHOW ME SABORES

o dono é nativo, e a decoração, os cardápios e os nomes dos produtos brincam com a cultura local e o “manezês”, o jeito de falar ilhéu. Zimmermann recomenda a Cozalinda Pilsen, “uma American Lager com bastante personalidade e que é uma variação interessante de um estilo bem comum no Brasil”. O cardápio de boteco é extenso e vale a conferida. Além

de outras marcas, a casa também oferece cervejas da Jester, uma fábrica de Águas Mornas, a 40 km da capital, que tem feito sucesso com seus produtos. Outro lugar a conhecer é a Cervejaria Badênia, em Santo Amaro da Imperatriz – o ambiente ideal para ter uma experiência alemã perto do litoral. Todas as suas receitas são feitas de acordo com a Lei de Pureza AleFotos: Divulgação

A Badênia, de Santo Amaro da Imperatriz, combina a paisagem rural com a tradição alemã

Em Brusque, o Zehn Bier German Pub aposta em harmonizações com o cardápio variado

mã. Seu pub, chamado Gasthaus Badênia, com bonita vista para o verde da região, oferece as cervejas da casa e pequenos pratos típicos germânicos para acompanhar. Vale do Itajaí Há muito para saborear nesta região. Com intenção de organizar um roteiro bem definido para visitantes, que envolva cervejarias e também outros segmentos de serviço, associações locais lançarão, em março de 2016, a Rota da Cerveja do Vale Europeu. E será durante o Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, considerado o maior do país e referência na América Latina. Já que é aqui que boa parte da história da bebida em Santa Catarina vive, o Museu da Cerveja, na mesma cidade, é um bom lugar para começar a visita ao vale das cervejas. Documentos, fotografias, equipamentos antigos, garrafas e canecas narram a biografia dos tempos em que a arte de produção era passada de geração para geração. Hoje, já existe a Escola Superior de Cerveja e Malte na cidade, a primeira da América Latina a abranger ensino, pesquisa, extensão e de gestão de negócios sobre a bebida. Na região há dezenas de cervejarias, de diversos tamanhos, e a melhor maneira de experimentar as possibilidades é indo a bares que ofereçam uma boa carta. Zimmermann recomenda o Bier Vila, dentro do complexo onde acontece a Oktoberfest, a Vila Germânica. Uma infinidade de garrafas e chopes e um cardápio de comida típica aguardam os visitantes para um deleite gastronômico. A indicação aqui é experimentar a Capivara Little IPA, da Cervejaria Blumenau, ganhadora


SHOW ME 129 Daniel Zimmermann

Além de sediar a Oktoberfest e o Festival Brasileiro da Cerveja, a Vila Germânica conta com bares e lojas com o melhor da produção local

da medalha de ouro do Brussels Beer Challenge 2015. É uma cerveja avermelhada e forte, com aroma de lúpulos cítricos e amargor acentuado. Para quem gosta de conhecer a produção in loco, a Eisenbahn e a Bierland promovem passeios degustação pelas fábricas e têm bares anexos. Em Brusque, cidade ao lado de Blumenau, o Zehn Bier German Pub tem uma proposta de diversão gastronômica. A música ao vivo embala harmonizações de cervejas próprias e de outras marcas com o variado cardápio de comida. Há happy hour e drinques sofisticados também. Na cidade mais alemã do Brasil, Pomerode, a Schornstein (que tem o chope Pilsen vendido por todo o Estado) tem um movimentado bar com comida típica, chopes e garrafas de suas ótimas cervejas. Há diversos outros lugares a visitar no Vale – uma pesquisa

rápida na internet indicará os caminhos ao turista.

onde beber

Outras regiões

Cerveja Sambaqui Rua 15 de Novembro, 181, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis. (48) 9946 4365.

Joinville iniciou e mantém viva a cultura cervejeira em Santa Catarina. O Mais Bier Brewpub conta com torneiras de chopes da região e mais de 30 rótulos em garrafas. Em Forquilhinha, no Sul, a Saint Bier é uma das grandes potências do Estado. Além de uma variada linha própria, fabrica para diversas outras marcas, como a famosa Coruja, de Porto Alegre. O restaurante da cervejaria oferece ótima comida e as bebidas produzidas por lá. Também têm feito sucesso as cervejas da Cervejaria Itajahy, produzidas – como o nome indica – na cidade litorânea de Itajaí. São vendidas em diversos bares, por isso vale perguntar por aí. “A Pale Ale deles é bem saborosa, com lúpulo na medida”, sugere Zimmermann.•

Cozalinda Floripa Rua Des. Pedro Silva, 2406, Coqueiros, Florianópolis. (48) 9164 9292. BaDÊnia Rua Intendente Leopoldo Broering, 3479. Santo Amaro da Imperatriz. (48) 3245 8853 Bier Vila Empório Vila Germânica, Rua Alberto Stein, 199, Velha, Blumenau. (47) 3329 0808. Zehn Bier German Pub Rua Benjamin Constant, 26, São Luiz, Brusque. (47) 3717 0388. Schornstein Rua Hermann Weege, 60, Centro, Pomerode. (47) 3387 0532. Saint Bier Avenida 25 de Julho, 1303, Vila Lourdes, Forquilhinha. (48) 3463 3400. Mais Bier Brewpub Rua Max Colin, 1950, Centro, Joinville. (47) 3043 4042.


EM SANTA CATARINA, OS TURISTAS SÃO BEM-RECEBIDOS POR NATUREZA.

O Sebrae trabalha na capacitação dos micro e pequenos empreendedores catarinenses das áreas de turismo e artesanato. São projetos e soluções que ajudam os s etores a se desenvolverem e surpreenderem os turistas com novos produtos e serviços. Se você quiser conhecer melhor o que o Sebrae pode fazer pelo seu negócio, entre em contato.


IMAGINA COM O TRABALHO DE CAPACITAÇÃO DO SEBRAE.


132 show me compras

PARA MORAR OU INVESTIR O VERãO AQUECE O MERCADO IMOBILIÁRIO No litoral catarinense COM A OFERTA CADA VEZ MAIOR DE EMPREENDIMENTOS DE ALTO LUXO

• Por Anderson Bernardes


SHOW ME 133

N

a temporada de verão, Santa Catarina recebe milhões de visitantes que lotam a rede hoteleira, alugam casas e apartamentos para usufruir por alguns dias aquilo que está acessível diariamente para quem reside por aqui. Com o desenvolvimento da indústria local da construção civil, o visitante atraído pelos encantos do litoral catarinense tornou-se o público-alvo para empreendimentos à beira -mar, adquiridos por interessados em investir no mercado imobiliário ou por aqueles que querem ter um segundo lar para passar as férias. Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis concentram boa parte desta oferta de imóveis que, além

da localização próxima ao mar, têm como principal característica o acabamento de luxo e uma série de serviços diferenciados. A tendência vem se expandindo pela região e também chegou a Camboriú, vizinha de Balneário Camboriú do outro lado da BR-101, que agora experimenta os impactos positivos deste novo mercado. Em Itajaí, uma das opções para quem pretende investir em uma segunda morada é o Mirage Residence, do Grupo Brava Beach. Localizado na ponta sul da Praia Brava, de frente para o mar, o empreendimento é uma fusão de luxo e sustentabilidade. São 70 apartamentos, todos com vista e

de frente para a praia. As plantas possuem de 341 m2 a 564 m2 e podem custar até R$ 4,7 milhões. Os apartamentos têm quatro suítes cada e garagem para três ou quatro carros. A área de lazer comporta um espaço com clube completo, área VIP com espaço gourmet, cassino e brinquedoteca. O empreendimento dispõe de cinema, espaço relax e spa, além de piscina e outros atrativos. “Os novos moradores da Praia Brava buscam a beleza natural que a praia traz, além da qualidade de vida que os empreendimentos proporcionam”, avalia o diretor-geral do Grupo Brava Beach, Mauricio Scoz.

O residencial Côte d'Azur, em Florianópolis, oferece sofisticados apartamentos com três suítes e um deslumbrante pôr-do-sol no Bairro João Paulo


134 show me compras Fotos: Divulgação

O Brava Home Resort, construído pela Procave na Praia Brava, em Itajaí, tem 75 mil m2 de área total e apartamentos de até cinco suítes

Também na Praia Brava, uma das praias mais badaladas do Sul do país, a Procave oferece ao mercado o Brava Home Resort, localizado a cinco quilômetros do Centro de Balneário Camboriú em uma área de 75 mil m2. O empreendimento, com sete pares de edifícios e apartamentos de três, quatro e cinco suítes, possui um parque com op-

ções de lazer aquáticas e outros 60 ambientes oferecem atividades para todas as idades. Em Balneário Camboriú, a FG Empreendimentos também investe em imóveis de luxo, entre eles o Epic Tower e o Sky Tower, ambos localizados de frente para a praia central do balneário mais visitado do Estado. A Embraed é uma

O Mirage Residence, do Grupo Brava Beach, mistura luxo e sustentabilidade à beira-mar

das empresas que mais investe no segmento, com quatro imóveis na Avenida Atlântica com unidades prontas para morar ou em construção, nos empreendimentos Diamond Residence, Baturité Lounge House, La Martina Residence e Notting Hill Residence. Já do outro lado da BR-101, em Camboriú, os investimentos em construção civil têm contribuído para transformar o perfil da cidade. Um desses empreendimentos é o Alameda Provence, da Carelli Propriedades, localizado no Bairro São Francisco de Assis, entre marinas e um campo de golfe. O projeto, que une moradia e home resort multiuso, tem na primeira fase quatro torres com dez pavimentos cada, sendo dois de garagem e quatro apartamentos por andar. Serão 13 torres no total, com imóveis de 77 m2 de área útil, em média. O empreendimento conta


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LAS ARE ASS AS P ERVE PRES

ADO DER MO SOM USE

Navegantes é uma cidade encantadora, mas para que ela continue cada dia melhor, algumas medidas precisam ser tomadas. Colabore: não caminhe sobre as dunas da orla; proteja as espécies nativas; denuncie atos de vandalismo nas passarelas; e lembre-se que o som automotivo em alto volume, além de ser poluição sonora, também é falta de respeito.


136 show me compras Fotos: Divulgação

Em Camboriú, o empreendimento Alameda Provence, da Carelli, une moradias com 77 m2 de área útil a uma estrutura de home resort

ainda com quatro apartamentos tipo jardim, no terceiro pavimento, com área total de 111,6 m2. Todos os imóveis possuem duas suítes, um lavabo, cozinha integrada com living, área de serviço e sacada aberta com churrasqueira a carvão. A área de lazer é formada por 4,8 mil m2 de área mobiliada e equipada com piscina, espreguiçadeiras, bar seco e molhado, tobogã, espaço gourmet e quiosques com churrasqueiras. O local também conta com vestiários, playground, praça de convivência, cancha de bocha, horta, pomar, quadra multiesportiva, pista de skate, ciclovia e um salão de festas individual por torre com deque para uma alameda. Para o developer da Carelli, Cauey Carelli, o litoral catarinense tem uma vocação natural para este tipo de investimento e uma das soluções encontradas pela empresa para atrair os clientes é formar parcerias com empresas da região de origem dos turistas. “Elegemos

parceiros imobiliários em diversas regiões, e quando as pessoas chegam aqui, com as informações fornecidas por esses parceiros, já têm uma referência do nosso trabalho”, explica. Em Florianópolis, uma das empresas que atende este nicho de mercado é a Cena Construções e Incorporações, que oferece o Côte d’Azur Ville, um empreendimento residencial no Bairro João Paulo com vista para o mar e o pôr-dosol na “Ilha da Magia”, com apar-

Vista da piscina no residencial Côte d'Azur

tamentos com três suítes ou três dormitórios. O empreendimento possui uma área de lazer com dois salões de festas, piscina externa com borda infinita, piscina interna com raia, brinquedoteca, sala de massagem, sala de jogos, home cinema, sauna, business center, espaço mulher, varanda do pôr-dosol, pet place e playground. O paisagismo é composto por comedouro de pássaros, bancos no jardim, herbário, espaço das orquídeas, árvores nativas, e uma área de preservação de 2.886 m2. Além disso, o empreendimento dispõe de vagas para visitantes e todas as vagas dos apartamentos são livres. A diretora da Cena Construção, Bruna Füchter, reforça que a proximidade com o mar e com as belezas naturais de Santa Catarina é um dos principais motivos que atrai os clientes. “Este perfil de cliente procura um lugar tranquilo, com vista para o mar, e aqui em Santa Catarina nós podemos oferecer isso”, afirma.•


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138 SHOW ME COMPRAS Blake Bronstad (visualhunt.com)

onda premium Grife é fator determinante na decisão dE compra de produtos e serviços de luxo em santa catarina, aponta levantamento FEITO PELA Fecomércio SC

O

stentar carro importado, morar em apartamento de alto padrão, usar roupas de grife e viajar pelo mundo ou levar uma vida low profile, mas com um arsenal de bens sofisticados e uma conta polpuda. O conceito de luxo muda constantemente, mas os códigos e atributos associados a ele – como a busca pela exclusividade, pelo raro e único, que permeiam todas essas escolhas – são os mesmos. E não tem crise que segure este mercado. O consumo de alto padrão se mantém em constante evolução, faturando anualmente cerca de R$ 20,6 bilhões. Com o sexto maior PIB do país, Santa Catarina se destaca no consumo premium. Para mapear preferências e hábitos desse público exigente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) entrevistou moradores

do Estado com renda familiar mensal superior a R$ 13 mil ou patrimônio superior a R$ 1,5 milhão. “Reconhecer os atores deste mercado e as marcas que eles compreendem como luxo auxilia os investidores a destinar estrategicamente seus recursos. Com a desvalorização do real, o mercado interno de alto padrão se beneficia com a entrada de novos consumidores de poder aquisitivo intermediário, que antes preferiam adquirir esses produtos no exterior”, afirma o presidente Bruno Breithaupt. Conforme o levantamento, as roupas (86,1%) lideram o ranking dos produtos/serviços mais consumidos, seguidas pelos calçados e bolsas (38,9%). Empatados com 25% estão artigos como relógios, joias e óculos e as viagens. A principal característica levada em conta na hora da compra é a

qualidade (66,7%). Grife e preços aparecem em seguida, ambos com 8,3%. A grife, com todo seu valor agregado de status e exclusividade, é essencial para a maioria dos entrevistados: 69,4% afirmaram que influencia parcialmente e 22,2% totalmente na decisão da compra. Quanto ao ponto de venda, sai na frente quem oferece atendimento personalizado (75%) e está bem localizado (11,1%). Entre as marcas mais desejadas estão Chanel, Louis Vuitton, Armani e Lacoste. As duas primeiras também estão na lista das grifes que o catarinense mais sente falta no Estado. Valor da experiência A pesquisa também sinaliza para a tendência do “novo luxo”, com a valorização de experiências exclusivas e bem-estar à frente dos cifrões gastos com bens materiais (carros, joias, imóveis, embarcações, roupas, decoração, etc). De acordo com o consultor Carlos Ferreirinha, um dos maiores experts neste segmento no Brasil, o luxo está mais relacionado a experiências e busca de novas sensações do que à aquisição de produtos. O cruzamento de três indicadores aponta esse novo conceito: 72,2% escolheram as viagens para o exterior como o principal produto/serviço de alto valor agregado adquirido nos últimos 12 meses. Mais da metade realiza mais de uma viagem por ano, 50% duas viagens, enquanto 25% três viagens. Embora o brasileiro esteja entre os turistas que mais fazem compras em viagens internacionais, os entrevistados em SC afirmaram que viajam a lazer/férias (86,1%), trabalho (11,1%) e apenas 2,8% tiveram como motivação específica a realização de compras.•


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140 show me compras: FLORIPA Flávio Tin (Arquivo ND)

O comércio popular do Centro da cidade se concentra em torno do calçadão da Felipe Schmidt


SHOW ME 141

temporada de compras Vale a pena conhecer a DIVERSIDADE do comércio DE FLORIPA, que mistura ARTESANATO E produtos populares com SHOPPINGS E LOJAS de alto padrão

• Por Fabiana Henrique

O

s milhares de turistas que cruzam a ponte Pedro Ivo Campos a cada temporada têm um destino certo: desbravar as belíssimas praias e lagoas que costeiam de ponta a ponta a Ilha de Santa Catarina. Mas Florianópolis é muito mais do que apenas um retiro de praia e sol. É também uma cidade que abriga pessoas de todos os cantos – do Brasil e, cada vez mais, do exterior – que dão à capital de pouco mais de 400 mil habitantes um ar cosmopolita (ainda que com jeitão de interior), e isso se reflete nas novas opções de lazer e compras. A badalação nas praias e na Lagoa se mistura a espaços para passeios e consumo, unindo a produção de artistas locais e lojas descoladas ao interesse dos visitantes que querem entrar no clima da cidade. E tem clima para todos: do comércio chique de Jurerê Internacional ao ar despojado das feirinhas de rua da Lagoa da Conceição e do revitalizado Centro Histórico, o comércio popular das movimentadas praias de Ingleses e

Canasvieiras até os três shopping centers – a opção mais comum para aqueles dias em que a chuva estraga a programação ao sol. Um dos exemplos desse redescobrimento cultural e também comercial está no Centro Histórico da capital catarinense. Há cerca de dois anos, por meio de uma iniciativa da Prefeitura de Florianópolis e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Feira Semanal Permanen-

te Viva a Cidade reúne sempre aos sábados dezenas de comerciantes ao longo de ruas como Victor Meirelles, João Pinto, Nunes Machado e Tiradentes, oferecendo um pouco de tudo: peças de brechó, discos de vinil, livros, artesanatos, móveis e objetos de decoração. Este movimento ajudou também a revitalizar o comércio local durante os demais dias da semana, com a chegada de novas e descoladas lojas de antiguidades, arte e moda com produção e garimpos feitos por artistas locais. Outra boa notícia para os turistas é a revitalização do Mercado Público, ponto de encontro de nativos e turistas. Referência eterna de Florianópolis, o Mercado Público agora conta com boxes remodelados e um mix diferente de produtos (ver matéria na pág. 62). Se a ideia é voltar para casa com uma lembrancinha típica da Ilha, a dica é conhecer a Casa da Alfândega, bem em frente ao Mercado Público, com produtos de 120 artesãos de Florianópolis e de outras cidades catarinenses – um verdadeiro centro de referência da cultura popular do Estado. Victor Carlson

Todos os sábados, no Centro, a feira Viva a Cidade reúne antiguidades, arte e artesanato


142 show me compras: FLORIPA Fotos: Victor Carlson

te da calçada protegida da chuva e uma grande concentração de serviços e lojas. Movimento o ano todo

A Alfândega é a principal vitrine para a produção dos artesãos da Grande Florianópolis

Revitalizada, a Vidal Ramos tornou-se uma das mais charmosas ruas comerciais do Centro

Com o Mercado renovado, o Centro como um todo ganha novos ares. Para explorar o comércio do entorno, quatro ruas paralelas concentram o maior número de lojas da região. A mais conhecida delas é a Felipe Schmidt, um calçadão que começa na Praça XV e que sintetiza o clima da cidade (fervorosos torneios de dominó, esporte oficial ilhéu junto ao surfe, dominam as mesas dispostas ao longo da via), com diversas galerias (Comasa, Jaqueline) e o primeiro grande cen-

tro comercial da cidade: o ARS, inaugurado na década de 1970. O comércio popular é o forte da Conselheiro Mafra, enquanto na Rua Tenente Silveira as opções são grifes de roupas, calçados e acessórios. A Vidal Ramos, por sua vez, é um dos pontos mais charmosos do Centro: revitalizada em 2012 por meio de parceria entre o Sebrae e a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), a via foi repensada como um “shopping a céu aberto”, com boa par-

Havia um tempo em que todos os caminhos – em dias de chuva, claro – levavam ao único shopping da cidade. Construído em uma área nobre da cidade, o Beiramar Shopping hoje não reina mais sozinho, mas é um dos principais destinos de compra de quem vem à Ilha. Após passar por uma grande reformulação há alguns anos, o empreendimento investiu em grifes de luxo, na reestruturação do cinema e dos serviços. Ao todo, são 210 lojas em 10 pavimentos de serviços, por onde passam cerca de 5 mil veículos por dia. No coração da “cidade universitária”, o Bairro Santa Mônica, está o Shopping Iguatemi, inaugurado em 2007 e que trouxe algumas marcas inéditas para o varejo de Florianópolis. Com o tempo, ajudou a transformar a pacata região residencial em um animado polo de comércio, bares e restaurantes. Hoje, são 138 lojas – três âncoras e cinco megastores – e mais de 2 mil cadeiras nas sete salas de cinema. O Floripa Shopping, aberto em 2006, foi fundamental para colocar no mapa do consumo da cidade a SC-401, rodovia que liga o Centro ao Norte da Ilha. O empreendimento conta com 160 lojas e sete salas de cinema ao longo de seus dois pavimentos, por onde passam mensalmente 450 mil visitantes. Nos últimos anos, a SC-401 tornou-se a principal via de desenvolvimento da cidade. Além de lojas de decoração, utensílios para o lar e construção, instalaram-se ao longo da rodovia centros comer-


ciais com empresas de tecnologia e serviços, além da sede do Governo do Estado. Ali também está o Shopping Casa & Design, principal complexo de decoração de Santa Catarina, com 31 lojas de grifes nacionais e produtos de alto padrão. Quase em frente, do outro lado da avenida, há o Business Decor, galeria que abriga também lojas de móveis e decoração. Norte e Lagoa Para explorar o comércio nas praias e pontos turísticos, a maior parte das opções está no Norte da

para encher as sacolas

Ilha. Em Jurerê Internacional há o Beach Village, com lojas de moda praia e confecção em meio a padarias finas, docerias e bares, a poucas quadras do mar. Em Jurerê Tradicional o comércio não é tão concentrado, mas também há lojas de marcas de renome. Em Ingleses e Canasvieiras, comércio e serviços mais populares se misturam em meio à movimentação da temporada. As principais opções da região são as lojas de confecção, fundamentais para quem quer trocar o guarda-roupa de verão. Não se espante se, ao

entrar nas lojas, ouvir mais o espanhol do que o português. Na Lagoa, os sotaques são tão variados quanto o comércio: no centrinho, enfeites, presentes e roupas de praia disputam lugar com feiras de rua (a mais conhecida acontece aos sábados, na pracinha), galerias de arte e muitos, muitos bares. Por ali passam argentinos, norte-americanos, europeus e australianos, muitos deles querendo ficar pela cidade e até mesmo encontrando trabalho temporário no comércio. Ou seja, são tão turistas quanto os clientes. Bem-vindo a Floripa!• Victor Carlson

Shopping Iguatemi As lojas e a praça de alimentação abrem de segunda a sábado, das 10h às 22h. Nos domingos e feriados as lojas abrem das 14h às 20h e a praça de alimentação das 11h às 22h. Avenida Madre Benvenuta, 687, Santa Mônica. (48) 3239 8700. Beiramar Shopping As lojas e a praça de alimentação abrem de segunda a sábado, das 10h às 22h. Nos domingos e feriados as lojas abrem das 14h às 20h e a praça de alimentação das 11h às 22h. Rua Bocaiuva, 2468, Centro. (48) 3212 4600. Floripa Shopping As lojas e a praça de alimentação abrem de segunda a sábado, das 10h às 22h. Nos domingos e feriados as lojas abrem das 14h às 20h e a praça de alimentação das 11h às 22h. Rodovia SC-401, 3116, Saco Grande. (48) 3331 7000. Shopping Casa & Design Aberto de segunda a sexta, das 9h às 19h. Aos sábados, das 9h às 18h. Rodovia SC-401, Km 03, 4850, Saco Grande. (48) 3238 9311. Comércio de rua De segunda a sexta, o horário comercial é das 9h às 18h. Aos sábados, a lojas abrem das 9h até as 13h. Feira Permanente Viva a Cidade A feira acontece todos os sábados, das 9h às 15h, na Rua João Pinto e arredores, Centro.

O Shopping Iguatemi transformou o Bairro Santa Mônica em um polo do comércio local


146 show me compras: FLORIPA

leve como o verão refresque seu guardaroupa com peças QUE REFLETEM A LEVEZA E O Alto astral típicos da estação

cal M o o d tr o pi

pada com A camisa estam de Walk cai folhagens da Si fresh e bem em um look senho confortável. O de w da orld acompanha a on cia que traz green – tendên a moda e a natureza para a decoração. , em Na Sid e Wa lk is. Be ira ma r ol óp ian or Fl ja 14 1. Ru a Sh op ping , lo , Ce nt ro . 68 24 , Bo ca iu va

Saia da aba A saia colorida, com estampa floral, bolsos laterais e cós de gola “Peter Pan” é para as meninas que curtem um visual moderninho e descolado. Para acompanhar tamanha irreverência, uma t-shirt básica. No Miss Guada lupe Studio , em Floria nópol is. Rua Tirade ntes,1 94, loja 02, Centr o.

Le ve e So lta A regata da Loft 747, em tecido com toque acetinado e aplicação de bordados, é perfeita par a se sentir confortável sem perder a elegância. Use com cal ça flare, uma sandália de salto e voilà! Na Espaço Gar imp o, em Flo ria nó pol is. Rua Ma est ro Tull o Cavala zzi, 10, Cen tro .

Azul infinito Andar por aí com a bolsa em tom azul da cor do mar é a maior bossa. O modelo com design clean e sofisticado tem abertura total, proporcionada pelo zíper de metal dourado que surge como um detalhe extra. Na Laci Baruffi, em Florianópolis.  Beiramar Shopping, loja 308. Rua Bocaiuva, 2468, Centro.


SHOW ME 147

Mil contas O maxicolar em tom coral tem o volume e a cor perfeitos para arrasar sem pensar muito na hora da produção. Acompanhado de uma regata ou vestido fluido, levanta e ilumina qualquer astral. Na Nanda Sá, em Florianópolis. Rua Lauro Linhares, 1079, sala 01, Trindade.

BAR q u in h o S

vão roubar Os shorts boxer rão, e este da a cena neste ve ra encarar Redley é ideal pa o. Os o calor da estaçã la dão ainda barquinhos a ve spojamento mais graça e de à peça casual.

lu , em Na Ma ria Lu o is. Av. Af ons ol óp ian Fl or go a 7, lo ja 2, La 68 , to Ne t De la mb er . ão da Co nc eiç

Pu nk Gi rl A camiseta da Aesth etic é pura atitude. A pegada rocker da peça é garantida pela modelagem de scontraída e pela estampa em serigrafi a, feita pelo artista Pablo Etchepa re para as séries colaborativas da marc a. Na Aes the tic , em Flo ria nó po lis . Ru a Vid al Ram os , 153 , Lo ja 07, Cen tro .

ha a r av il M in i- m e superroupinha d m co ça n Cria fofura. arantia de g re p m se herói é ravilha é Mulher Ma O body de para as e perfeito fresquinho o as salvarem mini-heroín r. ca tanto lo mundo de

a M ad re M iú d a, em i, av en id N a G en te Ig u at em ing Ô n ic a. pp o Sh Sa n ta M ó po li s. o ja 10 6, Fl o ri an ta , 68 7, l Be n ve n u

Hi -L O As espadrilles entra ram de vez para a ce na fashion e continuam em alta. Esta da Schu tz, em renda e com pedraria s aplicadas, é puro gla mour. Para acompanhar, um look básico ou até um a produção mais sofisticada. Na Sch utz , em Flo ria nó po lis . Sh op ping Igu ate mi, ave nid a Ma dr e ter cei ro pis o. Ben ven uta , 687 , San ta MÔ nic a.


148 show me compras: FLORIPA

SEMPRE NA ONDA

Tr o pi ca lis m o Conforto é a primeira coisa a se pensar na i. escolha de um biquín m alé A opção correta, de, de te deixar à vonta curvas. O ajuda a valorizar as do com flores meia-taça, estampa bem esses e arabescos, cumpre requisitos!

estampas florais e TOQUES DE REQUINTE dão o tom da moda nas areias de floripa

a Fel ipe ria nó po lis . Ru Na Dit s, em Flo tro . Cen 1, ja Lo , Sch mid t, 636

Proteção total As previsões de que este verão terá temperaturas bem mais altas do que nos anos anteriores alertam para a necessidade de proteção total. Um chapéu estiloso, em dobradinha com o protetor solar, ajuda a cumprir essa função de bloquear os raios solares. Na Dona Eugênia Beach Club, em Florianópolis. Fl oripa Shopping, loja 226, segundo piso. Rodovia SC401, 3116, Saco Grande.

Be le za pu ra

e extremamente Casual, confortável calça, com elegante a dupla de da, e o acabamento em ren s biquíni, com detalhe A em corda, da Despi. para al ide é o çã combina ir ca no s as badalaçõe da tarde. Na San tal ina , em Jur erê Flo ria nó po lis . , Op en Sho ppi ng aia s, ave nid a da s Arr erê 855 , sal a 01, Jur Int ern ac ion al.

Toq ue mac io A toalha da Döhler é item essencial para os apaixonados por dias longos e preguiçosos na praia. Além de supermacia, a estampa é um arraso, misturando flores tropicais e animal print. No Ki-Loj ão, em Floria nópol is. Rua Conse lheiro Mafra , 234, Centr o.


SHOW ME 149

Lol ita Impossível ver os óculos de sol com lentes em formato de coração e não lembrar de Lolita, clássico de Vladimir Nabokov. A peça da Chilli Beans é para quem tem personalidade e segura uma produção irreverente e divertida.

Na Chill i Beans , em Flor ianó polis . Flo ripa Shop ping , loja 343, segu ndo piso. Rodo via SC-40 1, 3116, Saco Gran de.

Cal ifó rni a Dre am in’ O mood californiano, com muito sol, surfe e vida saudável, foi a inspiração para materializar o biquíni cheio de estilo. A calcinha mais comportada é para as belas que adoram um agito esportivo à beira-mar. Na Gran de Ilha Mod as, em Flor ianó polis . Aven ida das Rend eiras ,1900 , Lago a da Conc eição .

Chi qu e e excl usi vo A sunga criada pelo estilista Paul Klein é confortável e tem um quê de exclusividade. A PK trabalha com uma produção mais enxuta, o que torna bem pequena a probabilidade de encontrar alguém com uma peça igual a sua.

Baladinha Para quem sai da praia e vai direto para um encontro casual com as amigas, a aposta é o kaftan superflorido. Serve como saída de banho e dá um ar arrumadinho para quem vive cheio de eventos pós-praia.

polis . Aven ida Afons o Na Über Stor e, em Flor ianó Lago a da Conc eição . 663, , Neto Dela mbert

Na Dits, em Florianópolis. Beiramar Shopping, loja 120. Rua Bocaiuva, 2468, Centro.

Fa un a e Fl or a O chinelo com a estam pa da fauna e flora bra sileiras, desenvolvido pela Havai anas em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ ), tem a cara do verão: 7% da renda líquida das vendas deste modelo são revertidos para o IPÊ, que investe no estudo da bio diversidade do Brasil.

Na Havaia nas , em Flo ria nó pol is. Sho pping Igu ate mi, ter Ma dre Ben ven uta ceir o piso . ave nid ,687 , San ta Môn ica a .


150 show me compras: FLORIPA

DE VOLTA PARA CASA design e cultura LOCAL em objetos para VOCÊ levar de lembrança dA viagem

Arte no pr at o O pratinho da We faz bonito na decoração. O vaso com flores, que fica bem no meio da peça, dá o toque de originalidade. O fundo é estampado com desenhos que lembram o cobogó, elemento vazado usado nas construções. Na Beco do Bag re, em Flo rian ópo lis. Aven ida Afo nso Dela mbe rt Neto , 637, loja 1, Lag oa da Conc eiçã o.

Le m b r a n ç a

o r ig in a l

As inscrições ru pestres do litor al de Santa Catar ina serviram de inspiração para a criação da moringa. A peça foi totalmente m oldada à mão pela arte sã Marlene Vicente e é um a ótima lembrança da visita à capital, aprese ntando outros símbolos da cu ltura ilhoa.

Pontos de luz As luminárias da Dam Platz têm desenhos estilizados, feitos manualmente pelo artesão Rafael Melo. Discretas, mas superestilosas, as criações em tubos de PVC estão espalhadas pelas lojas mais descoladas de Floripa. Aos domingos, na feirinha da Lagoa. Rua Henrique Veras do Nascimento, 50, Lagoa da Conceição.

Mi ni- Kil in poltrona apaixonados por design. A Esta é para os colecionadores rigues, Rod brado arquiteto Sergio Kilin, criação arrojada do cele e com o é igualzinha à original, inclusiv ganhou uma versão míni e assento em couro. Flo rian ópo lis. Na Icon Inte rior es, em 141, Trin dad e. as, Arei Dias Rua José Franc isco

Na Ca sa Ca ta ri na , em Fl or ia nó po Fl or ipa Sh lis . op ping , lo ja 27 7, se gu Ro do vi a SC nd o pis o. -4 01 , 31 16 , Sa co Gr an de .


SHOW ME 151

Mulh er-Me nina Difícil conhecer a obra de Paulo Govêa e não identificá-la imediatamente. As mulheres pintadas pelo artista quase sempre têm uma cabeça grande, geralmente triangular, e olhos bastante expressivos. A moldura laranja ajuda a compor o visual descolado desta contemporânea obra. Na Mercato Art, em Florianó polis. Rua Rafael Bandeira , 340, Centro.

Peso de peso Os pesinhos têm a forma de papel amassado e servem não só para organizar, como também decorar a mesa de trabalho. Se não está nos seus planos visitar a loja do Museu de Arte Moderna, em Nova York (EUA), o mimo também está à venda na Roka. Na Roka Ideias e Objetos, em Florianópolis. Shopping Praia de Fora, loja 5. Rua Almirante LamEgo, 1455, Centro.

Ar bo resc er su ste nt áv el

Criação da Das Catarinas, a copa da árvore da Arborescer é toda de restos de tecido e tem um cheirinho especial por conta do sachê que vai dentro de cada almofadinha. O tamanho míni a torna uma boa recordação para levar para casa. Na Espa ço Cas a, em Flo rian ópo lis. Rua José Hen riqu e Vera s, 359, Lag oa da Conc eiçã o.

Café no Bule Brincadeiras de infância, cheirinho de bolo recém-saído do forno e tardes preguiçosas no jardim. O bule esmaltado da catarinense Ewel faz um charme na mesa e ainda traz à tona a memória afetiva dos tempos de criança. Na Casa de Ana, em Floria nópol is. Avenid a Peque no Prínci pe, 971, Campe che.

Tu do or ga niz ad o O Cesto Tipiti, da artista Ana Gern, é feito em crochê, de malha de resíduo têxtil. Pode ser usado como um organizador de objetos e também fica superbacana como suporte para vasos. Cas a, em No Atel ier San to de Nov emb ro, de XV Rua lis. Flo rian ópo Lisb oa. 181, San to Ant ôni o de


152 SHOW ME compras: BALNEÁRIO E REGIÃO

vitrines à beira-mar

Além das praias e das baladas, Balneário Camboriú OFERECE um Dos roteiros de consumo mais completos do sul do Brasil

• Por Fabiana Henrique


SHOW ME 153

P

raias, baladas e compras. Poucos destinos turísticos do país podem se orgulhar de ter esses três atrativos com a diversidade e qualidade de Balneário Camboriú. Para o visitante que não quer ficar o tempo inteiro debaixo do guarda-sol, esta é a praia ideal: novos shopping centers com marcas internacionais, um comércio de rua pulsante e diversificado e um crescente número de lojas de decoração e móveis. Um exemplo da diversidade do comércio local é a sempre movimentada Avenida Brasil. Paralela à Avenida Atlântida – onde se concentram diversos bares e restaurantes – a Brasil é um ponto de referência para todos os gostos: lojas para fãs de música e de cultura pop, lembrancinhas, artesanato, brinquedos, moda e roupas de praia. Não por acaso, este foi o endereço escolhido para a construção do primeiro grande shopping da cidade, o Atlântico, inaugurado em 1997. Hoje, cerca de 30 mil pessoas passam diariamente pelo shopping, que conta com cerca de 150 lojas, dezenas de opções de gastronomia e salas de cinema. O comércio de rua mescla lojas populares às grifes mais conceituadas sem preconceitos. Pelas quadras de Balneário, é fácil encontrar galerias comerciais como a Cinerama, um endereço mais popular que reúne em torno de 50 lojas entre confecções e artesanatos (com produtos direto da fábrica e de artesãos catarinenses), e o Camelódromo, que agrega centenas de boxes com uma imensa variedade de produtos. Para quem deseja levar para casa peças de arte produzidas na região, nada melhor do que uma visita ao Armazém da Arte Clube de Mães (Av. Atlântica, em frente

ao teleférico da Barra Sul), que comercializa produtos como pinturas em tecido, vidro, costura, bordado, biscuit, crochê e tricô, todos feitos pelos clubes de mães localizados em diversos bairros da cidade. Alto padrão Mas não é só o varejo popular que atrai visitantes e gera negócios na cidade. O crescimento de setores como a construção civil criou um nicho de comércio e serviços de alto padrão que se estende de

Balneário Camboriú a Itajaí, em especial a hypada Praia Brava. Como resultado, marcas consagradas de decoração, arte e mobiliário se instalaram na região, valorizando novos endereços como as avenidas do Estado, Osvaldo Reis (esta já na Praia Brava) e a Terceira Avenida. Só no segmento de móveis e décor, a cidade possui em torno de 40 lojas, que oferecem produtos de alta qualidade e diversos estilos: arrojados, contemporâneos, clássicos ou rústicos. Fotos: Daniel Zimmermann

Ao longo da Avenida Brasil, galerias comerciais concentram dezenas de lojas populares

A Avenida do Estado é endereço de várias lojas de decoração e móveis de alto padrão


154 SHOW ME compras: BALNEÁRIO E REGIÃO Daniel Zimmermann

Recentemente ampliado, o Balneário Shopping conta com 265 lojas, oito salas de cinema e recebe cerca de 9 milhões de visitantes por ano

Para quem quer conhecer este roteiro de consumo premium, uma boa opção é começar pela Avenida do Estado, de fácil acesso para quem chega pela BR-101. Ali se concentram diversas lojas de decoração e móveis, com destaque para o Casa Hall, um centro de compras de alto padrão que reúne dezenas de marcas que apresentam as últimas tendências deste setor. A poucos metros, na Avenida Santa Catarina, está o Balneário Shopping, recentemente ampliado e que conta hoje com 265 lojas – de grifes internacionais a megastores de confecção, artigos para o lar e decoração, além de restaurantes gourmet com ambientes exclusivos de atendimento e oito salas de cinema (uma VIP e quatro 3D). Principal centro de compras do Litoral Norte, chega a receber cerca de 9 milhões de visitantes a cada ano.

A partir da Avenida do Estado é possível acessar outros endereços fundamentais: a Terceira Avenida e a Osvaldo Reis, que liga Balneário à Praia Brava, em Itajaí. Considerada o novo eixo de desenvolvimento local, a Avenida Osvaldo Reis (conhecida como “estrada nova da Brava”) conta com um grande número de lojas de móveis e decoração, antiquários e home centers, e é parada obrigatória para quem quer conhecer as opções de compras e consumo da região. Ao longo da Terceira Avenida, especialmente nas quadras que chegam até a Avenida Brasil, são crescentes as opções de lojas de decoração. Ou seja: não reserve tempo apenas para o mar e a noite de Balneário Camboriú – um roteiro completo pela cidade passa também pelos cerca de 5 mil estabelecimentos comerciais que encantam e atraem visitantes de norte a sul.•

o mapa das compras Balneário Shopping As lojas abrem de segunda a sábado, das 11h às 23h. Domingos das 14h às 21h. A praça de alimentação atende todos os dias das 11h às 23h. Av. Santa Catarina, 1, Bairro dos Estados. (47) 3263 8444. Atlântico Shopping As lojas abrem de segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos das 15h às 21h. A praça de alimentação atende de segunda a sábado, das 11h às 22h, e no domingo das 11h às 21h. Avenida Brasil, 1271. (47) 3367 6464. Casa Hall – Decoração Aberto de segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábados das 9h às 18h. Aos domingos, das 9h às 13h. Avenida do Estado, 4770. (47) 3264 8562. Cinerama Avenida Brasil, 1695. (47) 3367 0187. Comércio de rua As lojas atendem diariamente entre 9h e 21h, com flexibilidade para horários especiais de alguns estabelecimentos.


Diversão no Infinity Blue Traga a família para relaxar e se divertir, desfrutando do melhor lazer e da autêntica gastronomia da capital catarinense do Turismo.

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156 SHOW ME compras: BALNEÁRIO E REGIÃO

DE FÉRIAS COM ESTILO

TOTE Bag A bolsa Tote, estampada com flores e com print triangle ao fundo, continua com tudo nesta estação. Prático e com muito espaço, o acessório da Schutz é ideal para produções mais descontraídas. Tudo a ver com o

ROUPAS E ACESSÓRIOS PARA TODA A FAMÍLIA ENTRAR NO CLIMA RELAX DA TEMPORADA

verão! Na Marta Mar ia, em Baln eário Cam bori ú. Atlâ ntic o Shop ping , loja 13. Aven ida Bras il, 1271 , cent ro.

Mostraesconde Decotes ousados, revelados por painéis transparentes como o tule, é uma aposta que chega renovada ao verão 2016. O modelo em chamois, da Strass, tem este jogo sedutor nas costas e na frente. Mostra, mas nem tanto! Na Bossa, em Balneário Camboriú. Atlântico Shopping, loja 10. Avenida Brasil, 1271, centro.

r Sol e ma liberdade e nônimo de si é a et is Cam Ghandi, modelo da O . to en m ja da despo da ensolara com o visual livre, al tr estampado as da mais o n ai a rç fo re Califórnia, . pelo mundo leve e solto lâ nt ic o bo ri ú. At

m eá ri o Ca nt ro . , em Ba ln , 12 71 , Ce Na Gh an di id a Br as il en Av . 24 , lo ja Sh o pp ing

Da ca beç a ao s pés Velha conhecida dos fãs de hard rock, que o digam os seguidores de Axl Rose, a bandana saiu da cabeça e veio parar nos pés . Na versão sapatilha da My Sho es, o lacinho garante a fofu ra do modelo. Na My Sho

es, em Baln eári o Cam bor iú. Baln eári o Sho pping . Aven ida San ta Cata rina , 1, bair ro dos Esta dos .


SHOW ME 157

Coral e Turquesa

s u t il El e g â nc ia azul em tom de A bermuda it dalina, é em bebê, da Du l no guardafundamenta homem roupa de um a companhad elegante. A a m u ou de de uma polo o ho, vai d camisa de lin . tar informal clube ao jan

O colar que veio diretamente do Nepal é todo montado em pedras naturais nos tons turquesa e coral. Para acompanhar, um bronzeado em dia, um vestido confortável e cabelos ao vento. Na Casa das Pedras, em Balneário Camboriú. Atlântico Shopping, loja 8. Avenida Brasil, 1271, Centro.

ln eá ri o na , em Ba Na Du da li o ic nt ú. At lâ Ca m bo ri id a ja 34 . Av en lo , ing Sh o pp ro . nt Ce , 71 Br as il , 12

Balangandãs Verão inspira o uso de cores e de acessórios poderosos. O superbrinco com contas azuis e vermelhas, da Donna Moderna, vai garantir o look ideal para sair por aí agitando nesta estação. Na Donna Moderna, em Balneário Camboriú. Avenida Brasil, 1091, Centro.

CORPI NHO AO SOL Os pequeninos também têm seu momento fashion neste verão. A roupinha para tomar banho de sol, com estampa de melancia, é para as pequerruchas que acabaram de vir ao mundo e querem garantir sua dose diária de vitamina D. Na Joli Bébé, em baln eário cam bori ú. 3. Casa Hall Shop ping , loja ro. Aven ida do Estad o, 4770, cent

Peplum A blusa em renda guipir, no tão aclamado modelo peplum, garante elegância e estilo para a badalação social. A peça por si só já tem elementos suficientes para arrasar, então a dica é combinar com algo mais básico. Na Cor de Rosa, em Balneário Camboriú. Balneário Shopping. Avenida Santa Catarina, 1, bairro dos Estados.


158 SHOW ME compras: BALNEÁRIO E REGIÃO

Rococó

a praia está na moda

Modelo que virou um ícone da Prada, os óculos Minimal Baroque têm forte apelo para se tornar um item de colecionador. A haste lembra elementos do movimento barroco, com armação totalmente em madeira. Um luxo só! Na Fábrica de Óculos, em Balneário Camboriú. Balneário Shopping, AvENIDA Santa Catarina, 1, Bairro dos Estados.

CORES, FLORES E um CERTO CHARME RETRÔ DEIXAM O VERÃO AINDA MAIS BONITO

Pr ot eç ão to ta l O tecido da saída de pra ia Dinamarca dispõe de uma tecnolog ia que bloqueia, pelo menos, 98% da radiação. Versátil, pode ser usada na praia, piscina, em pas seios ao ar livre e ainda dá aquela força para proteger a pele dos efe itos do sol. Na UV Lin e, em Baln eár io Cam bor iú. Baln eár io Sho pping , loj a 217 . Ave nid a San ta Catari na, 1, Bai rro do s Estado s.

nergia da P r in t rido e a e lo An im a l l o c o ra anima r tem ue mistu da Döhle q a a p lh a m a to A de, é s na est rsonalida traduzido eia de pe h estação, C s. a c ores exóti ira-mar. print e fl id a oras à be h s a g iú . Av en n lo ambor eá r io C ideal para ln a B em Sa rty, ec ç õ es N a C o nf en tr o . C , 64 19 B r a si l,

MAR À VI STA e flores dá o maior A mistura de listras coleção verão charme ao biquíni da Basta tirar a alça 2016 da Dal Costa. forma num tomaraque o sutiã se trans ção perfeita que-caia – combina , onde o com a parte de baixo s parece movimento das franja mar. do s da imitar as on , em Baln eár io Na Co sta Bra sil a Cen tra l, 180 , Ca mb or iú. Ave nid lo ja 03.


SHOW ME 159

Men ino bon ito A bermuda de banho Dinx tem uma textura que parece jeans. Fabricada em tecido tecnológico, não possui velcro e nem zíper, mas um sistema de fechamento com lycra. Para moços bonitos arrasarem neste verão. Na Empty, em Balne ário Cambo riú. Atlân tico Shopp ing, Sala LL9. Avenid a Brasil , 1271, Centr o.

Bo ho Ch ic O quimono colorido em crochê é a peça perfeita para levantar qualquer look praiano. Com um quê de Woodstock, mas sem parecer hippie demais, garante o visu al boho chic que toda gata que se preze deve ter. No Gir o Baz ar, em Baln eár io Cam bor iú. Ave nid a Bra sil, 105 1, sal a 05, Cen tro .

Cha pel eira Ma luc a Carô Correia fez especialização em chapelaria na conceituada Universid ade de Artes de Londres e lançou recentem ente sua linha de chapéus exclusivos e personalizados. A coleção verão utiliza a renda de bilro, produzida pelas artesãs da Lagoa da Conceição, em Florianópolis.  Na Gees, em Itape ma. Cent ro Com ercia l Nico le Reis, Aven ida Nere u

Ramo s, 4776, MEIA PRAIA .

Porta-Tudo Para quem é organizada e quer tudo à mão, a Necessaire Roxy é uma boa opção. Leve, prática e perfeita para os dias de praia, possui revestimento interno impermeável e um prático fechamento por zíper. Na Aloha, em Balneário Camboriú. Atlântico Shopping, Avenida Brasil, 1271, Centro.

Pin -Up mo der na O biquíni retrô, nas cores azul e branco, é pura sofisticação. O duas peças comportado cai como uma luva para meninas estilosas curtirem um dolce far niente cheio de bossa. Na Cata lina, em Baln eário Cam bori ú. Aven ida Bras il, 1259, sala 2B, Cent ro.


160 SHOW ME compras: BALNEÁRIO E REGIÃO

LEmbranças de viagem

Arte Pomerana O olhar do anjinho, esculpido à mão pelo artesão Franco Konnel, de Pomerode, é de pura candura. Os bonequinhos, em vários formatos e tamanhos, conquistam e aquecem o coração.

OBJETOS DECORATIvOS LINDOS, ORIGINAIS E DO TAMANHO CERTO PARA CABER NA BAGAGEM

Na Maison Chic, em Balneário Camboriú. Avenida Brasil, 1695, Shopping Cinerama, Centro.

AMOR Pop As palavras cortadas a laser são uma verdadeira febre na decoração. A do Magazzino Italiano é influenciada pela Pop Art, do artista novaiorquino Roy Lichtenstein, e levanta até o mais caído dos cantinhos. No Magazzin o Italiano, em Balneári o Cambori ú. Avenida do Estado, 4770, Casa Hall Shopping .

m charme, T r ii im m cheio de m é b m l, mas ta i te fazer Funciona intage va v r o d a rt . O mimo o despe lto estilo a m e r a o ideal despert o tamanh m te o h in volta com antigu ala, que m a n r a para lev ós-férias. casa no p ra a p ê c o v

ja í. R u a í , em Ita 21 , Ita ja d e R o sa ja s 20 e Na Cor lo 4, , 23 si eu H Sa m u el o. , C en tr Sh o pp ing

Nas nuvens Mesmo para quem não é mais criança o aviãozinho bimotor de madeira é puro encanto. Todo feito à mão pelo artesão Fernando Coninck, o modelo é uma réplica cool do Swordfish, avião de guerra usado na Segunda Guerra Mundial. Na Coninck, em Itajaí. Avenida Osvaldo Reis, 3328, Praia Brava.


SHOW ME 161

Arte sa ni a ado de forma terracota foi mold O prato balinês de s foi colocada à r uma das pastilha po a um e l na sa te ar Importado da um lindo mosaico. em o nd lta su re , mão de decoração. esa ou como item m à m be i va ia, Indonés Br as il, 143 3, Av en ida rio Ca mb or iú. li, em Ba ln eá Na Lo ja de Ba . Lo ja 4, Ce nt ro

M in i-M o ch o criado O primeiro móvel rgio Rodrigues pelo arquiteto Se foi o míni. O Mocho ganha a sua versã , que cia de seu criador inspirado na infân bre leiteira sentada so diariamente via a . ca va a ando um banco ordenh rio os , em Ba ln eá Na 4 Ele me nt Av en ida , 192 9, IRa ce Ter iú. Ca mb or Ce nt ro .

N TE N OVAME ário P e r d id o va o imagin ço domina a sp E e o n 0 s 0 e 197 . D Perdido s anos 196 o d a d ça e n 9 da cria s, o Robô B ersonagen ais m todos os p s o o Dr. Smith sã dade ri o implicante la u pop Sacando a iou lembrados. n levisio recr ho, a Pop Te n zi o b ro o d ade. atar a saud o B9 para m bo ri ú . ri o Ca m ln eá ts , em Ba o. Co o l Ca 04 , Ce n tr N a Tr ee la sa 0, Br as il , 82 Av en id a

Décor divertido Flores sempre são bem-vindas, e se for num vaso com personalidade, melhor ainda. O Pipe é feito em cerâmica e lembra os canos e conexões usados em construções. Com ou sem flor, a peça é garantia de décor irreverente. Na The Williams Home & Love, em Balneário Camboriú. Avenida Brasil, 501, Centro.

Suavidade O bule de porcelana da Mec Daruma deixa qualquer mesa mais convidativa. A peça, repleta de passarinhos e em tons suaves, é ideal para chá e já vem com uma xícara acoplada. Na Estação dos Presentes, em Balneário Camboriú. Avenida Brasil, 530, sala 03, Centro


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*De acordo com a lei nº 4591/64, as imagens são meramente ilustrativas. Empreendimento registrado no 1º Registro de Imóveis de Camboriú sob matrícula R3-15901.

2016

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