Upgrade 2 - Manual do professor

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GUIA DIDÁTICO

SUMÁRIO Introdução

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Orientação teórico-metodológica

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Conhecendo o material

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Referências bibliográficas

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Sugestões de leitura para o professor

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Conteúdo programático

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Notas por unidade

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Roteiro para utilização de CD

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Introdução

Orientação teórico-metodológica Esta é uma coleção planejada e organizada para dar amplo suporte ao professor no ensino de inglês como língua estrangeira (LE). Organizada em três volumes e com uma linguagem acessível aos aprendizes dentro de um contexto autêntico de comunicação, foi desenvolvida especificamente para o Ensino Médio do sistema educacional brasileiro, de acordo com as diretrizes sugeridas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), e tem como foco a preparação do aprendiz como cidadão multicultural que utiliza a língua estrangeira como meio de engajamento discursivo e de vivência de diferentes culturas. Cada volume é composto de oito unidades, divididas em seções que apresentam atividades que enfatizam as habilidades de leitura, interpretação de texto e produção escrita de diferentes gêneros textuais, em uma perspectiva sociointeracionista.

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Um dos objetivos desta coleção é desenvolver nos alunos o amplo conjunto de competências associadas ao ensino e à aprendizagem da língua (competência sociolinguística, discursiva, estratégica e gramatical) e contribuir para o processo de educação de uma forma global, apoiando, principalmente, a formação de um aprendiz participante, reflexivo e crítico. Ao longo do curso, os alunos serão preparados para desenvolver e utilizar estratégias de leitura, por meio do trabalho com diversos gêneros tex-

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tuais, para expandir habilidades comunicativas de leitura e escrita integradas à competência linguística e gramatical, para ampliar o conhecimento lexical por meio da aquisição de vocabulário contextualizado e para refletir sobre o mercado de trabalho e as diferentes perspectivas ocupacionais, considerando o momento de escolhas profissionais que os alunos do Ensino Médio começam a vivenciar. Além disso, temas relevantes à faixa etária dos alunos são propostos para reflexão e discussão a fim de que os aprendizes desenvolvam as competências necessárias para a vida. A palavra competência está relacionada ao processo de ativar recursos (conhecimento, estratégias, capacidades) para lidar com diversas situações. Desenvolver as competências para a vida significa desenvolver recursos para lidar com os fatos apresentados pela vida dentro e fora da escola. As atividades propostas nesta coleção auxiliam o aprendiz no desenvolvimento de seu potencial para refletir, aprender, colaborar, conviver e se integrar em uma sociedade permeada pela diversidade. Com esse objetivo, esta coleção estimula o aluno a reconhecer a importância do inglês como língua internacional, a expandir sua observação do mundo com suas diferenças e a comparar outras culturas com a sua própria, além de conduzi-lo na aquisição de habilidades que garantam o seu engajamento discursivo. Isso o torna capaz de expressar-se com uma lín-

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gua diferente de sua língua materna, levando em consideração padrões culturais diversos. A proposta desta coleção reflete a necessidade atual de se estudar a língua estrangeira de forma que a prática social nela implícita seja a força que leva o aluno a desenvolver a capacidade discursiva exigida em qualquer situação de comunicação. Em conjunto com a dimensão sistêmica de uma língua (o estudo das normas gramaticais que a regem), a dimensão discursiva envolve o aluno em atividades humanas de interação em contextos reais e constitui-se de fundamento básico no estudo de uma língua. Essa ideia sustenta a concepção de gênero de Bakhtin (1992), que afirma que as esferas da atividade humana interagem pelo uso da língua por meio de enunciados escritos e orais. Esses enunciados, constituídos por três elementos (conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional), refletem as condições peculiares e as finalidades de cada esfera de comunicação. Portanto, “qualquer enunciado considerado isoladamente é, claro, individual, mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos gêneros do discurso” (Bakhtin, 1992, p. 279) (grifos do autor). O ensino da língua por meio de gêneros é apresentado como espaço de construções discursivas. Essa ênfase nos gêneros favorece a produção de sentido indissociável dos contextos em que a língua adquire sua materialidade, inseparável das comunidades interpretativas que a constroem e são construídas por ela. Ela reflete, também, a necessidade atual de instrumentalizar o estudante para agir em diferentes contextos de linguagem. No contato com diferentes gêneros textuais, o aprendiz desenvolve o seu conhecimento inter e intratextual, trabalhando o novo conteúdo de acordo com diferentes visões do texto escrito e oral. Schneuwly e Dolz (2004) afirmam que a aprendizagem dos gêne-

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ros que circulam fora da escola deve ser significativa para o aprendiz e deve contribuir para um domínio efetivo de língua, permitindo seu uso apropriado fora do espaço escolar. Gêneros passam a ser um ponto de referência concreto (Schneuwly; Dolz, 2004), que permitem estabilizar os elementos formais e os rituais das práticas de aprendizagem. O aprendiz passa a ter melhores meios de analisar a recepção e a produção dos textos com os quais ele trabalha. A leitura de imagens também é explorada neste material. Isso se justifica pelo fato de que a imagem leva o aprendiz a elaborar uma melhor associação com a realidade e pode também refratar essa realidade. O leitor interpreta, reformula, transmuta os sentidos segundo a especialidade de sua realidade material, sua história e seu lugar na hierarquia social (Machado, 1984). A leitura de imagens tem semelhança com o dado real, como um espelhamento do mundo, e tem conexão física, marca luminosa indicativa da existência do objeto, como a fotografia (Belmiro, 2000). Belmiro enfatiza, ainda, que o uso da imagem é entendido como recorrência ao cotidiano, sugerindo leituras, construindo formas, personagens e cenários, compondo, junto com o texto verbal, um horizonte de leitura. Quando se lê uma imagem, cria-se na mente uma série de pensamentos que podem ser diferentes a cada vez que se repete a mesma atividade de leitura do objeto. O observador tira da imagem uma série de observações e significados que constroem seu conhecimento. Essa observação visual e sensorial produz uma análise descritiva e proporciona abertura para a pluralidade de ideias no contexto da sala de aula. Orlandi (1993) chama a atenção para o fato de que o uso da imagem torna um leitor capaz de atingir diferentes posições de leitura, e é essa a intenção do material, que se preocupa com um letramento reflexivo em LE, com diversidade textual voltada para o desenvolvimento linguístico e discursivo dos aprendizes.

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Conhecendo o Material A coleção é composta de: livro do aluno; manual do professor; CD com gravações de atividades de compreensão auditiva e de conversação.

Livro do aluno As páginas de abertura de cada volume têm como principais objetivos despertar no aluno o interesse pelo material a ser trabalhado e pelas aulas de inglês e fazê-lo perceber quão interessante a língua pode ser em diferentes contextos. Essas páginas também buscam resgatar algum conhecimento prévio do aluno, sem, no entanto, cobrar dele atividades específicas. Cada volume apresenta oito unidades regulares com diferentes seções, claramente sinalizadas e com um objetivo específico, o que facilita o uso autônomo do material, promovendo o desenvolvimento de diferentes áreas de aprendizagem. Cada unidade inicia-se com um texto de abertura, que serve para despertar a curiosidade dos alunos sobre o tema a ser desenvolvido. O conteúdo linguístico, os textos, as funções e as habilidades comunicativas trabalhadas ao longo da unidade têm relação, direta ou indireta, com esse tema, que está em consonância com a faixa etária dos aprendizes e tem aspecto interdisciplinar, sempre se relacionando a outro campo do conhecimento. O conteúdo das unidades é organizado da seguinte maneira:

Pre-Reading Tem por objetivo chamar a atenção do aluno para o texto de abertura da unidade por meio de questionamentos e comandos que vão conduzi-lo a uma observação minuciosa de elementos verbais e não verbais que compõem o texto. Esta etapa prepara o aluno para o conteúdo que vai ser trabalhado no texto e é uma forma de ativar o conhecimento que ele já possui sobre o assunto.

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Em dois momentos distintos a unidade apresenta textos, autênticos em sua grande maioria, que abordam temas atuais que fazem parte do cotidiano dos alunos. Diferentes

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gêneros textuais são trabalhados no intuito de contribuir para o desenvolvimento da habilidade de leitura. A preocupação com a diversidade de gêneros é o fio condutor dessas leituras, pois essa característica do material amplia no aprendiz sua compreensão da realidade e sua participação no mundo que o cerca. Um dos objetivos desta seção, portanto, é despertar a consciência crítica do aprendiz a partir da leitura do texto apresentado e sua localização em sua vida social, promovendo a interação leitor-texto-contexto e engajando o aprendiz em uma prática de leitura sociointeracionista. Isso o coloca em contato com a linguagem usada em diferentes esferas sociais. Esta seção também oferece ao aprendiz a oportunidade de aumentar sua competência linguística e desenvolver as estratégias de lei-

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tura, em um processo de previsão e inferência ao longo dos textos. Os sentidos da leitura são construídos pelo uso de seu conhecimento textual e de mundo, e ele passa a ter, dessa forma, uma postura ativa perante a tarefa da leitura.

zer inferências (making inferences), ler imagens (reading images) e orientá-los no uso dessas estratégias.

A fim de dar suporte ao aluno, após cada texto há um breve glossário, com tradução literal, o qual visa a otimizar o tempo da leitura. As palavras e expressões incluídas neste glossário fazem parte do escopo lexical da unidade e não fazem parte do glossário final do livro, com exceção daquelas usadas em exercícios posteriores e que vão tornar-se parte do vocabulário ativo do aluno.

Esta seção trabalha o aspecto lexical por intermédio da prática do uso dos principais vocábulos do texto e daqueles que estão ligados ao tema abordado por ele e que serão úteis aos alunos em situações comunicativas.

After Reading Esta seção trabalha a compreensão do texto, oferecendo ao aprendiz a oportunidade de conferir seu entendimento das informações lidas. As propostas dos exercícios desta seção variam à medida que os alunos vão amadurecendo e melhorando seu nível linguístico. Uma vez que o principal objetivo é a compreensão do uso da língua em diferentes situações, nem todos os exercícios exigem respostas em inglês. Este é um bom momento para o professor apresentar aos aprendizes as estratégias de leitura, orientando-os a localizar informações gerais e específicas em um texto (skimming e scanning), ativar conhecimento prévio (activating background knowledge), fazer previsões (making predictions), reconhecer o sentido através do contexto (guessing meaning from context), usar a gramática para descobrir o significado de novas palavras (using grammar to guess the meaning of new words), procurar por referências (looking for reference), reconhecer uma sequência de eventos (recognizing sequence of events), fa-

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Vocabulary in Use

Grammar in Use Na seção Grammar in Use o aprendiz é levado a aprofundar seu conhecimento sistêmico da língua inglesa por meio de explicações simples, que levam à observação e à compreensão de como a língua se organiza estruturalmente. A gramática é apresentada de forma contextualizada, ou seja, as diferentes situações de uso da língua apresentadas nesta seção por meio de exemplos possibilitam a inferência da forma a partir do sentido (semântica).

Language in Action Parte integrante de todas as unidades nos volumes 1 e 2, no volume 3, a seção Language in Action está presente a cada duas unidades. Seu papel é estimular o aprendiz a acionar o vocabulário e as estruturas aprendidas, em uma proposta de valorização da construção coletiva do conhecimento, dando a ele a oportunidade de interagir com o professor e com os próprios colegas. Os principais objetivos desta seção são sistematizar a gramática estudada e promover a assimilação e a fixação do vocabulário novo, garantindo o engajamento discursivo do aprendiz com o outro com base em atividades de produção oral e compreensão auditiva.

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Writing Esta seção proporciona ao aluno a oportunidade de desenvolver a habilidade da escrita, com exercícios individuais ou em grupo, visando à produção de diferentes gêneros textuais. O guia didático traz o passo a passo para o desenvolvimento de algumas das atividades propostas. No processo de produção textual, o aluno deve ser orientado a desenvolver todas as etapas que compõem esse processo, a saber: a) Pre-writing – O aprendiz coleta a informação e começa a organizá-la em uma unidade coesiva. Isso inclui leitura, anotações, brainstorming e categorização de informação. É uma maneira de organizar os pensamentos. b) Writing – O aprendiz transfere a informação coletada e organizada para o formato tradicional. Esse estágio permite que ele estabeleça o curso que o trabalho vai tomar. c) Revising/editing – É o processo normalmente menos apreciado pelos “escritores”, especialmente pelos iniciantes. A revisão implica editar, apagar, reorganizar e substituir palavras, frases e até mesmo parágrafos inteiros para que a produção escrita represente mais precisamente suas ideias. É um processo contínuo, que progride junto com o texto.

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d) Proofreading – É o momento de verificar os erros cometidos. Os próprios estudantes revisam seu texto e o analisam quanto à gramática, à pontuação e à ortografia. Um aspecto importante a ser levado em consideração é o porquê de se escrever e para

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quem. Textos escritos apenas para o professor costumam ser escritos sem motivação. Por isso o processo de produção escrita proposto nesta coleção propicia criar textos que serão lidos por diversos leitores, que podem ser os próprios colegas, outras turmas, a escola em geral ou até mesmo pessoas de fora daquela comunidade escolar.

In the Job Market Esta seção, que trabalha a habilidade de leitura e compreensão de texto, está organizada em duas páginas nos volumes 1 e 2 (texto e exercícios) e em uma página no volume 3 (apenas texto). Seu principal objetivo é apresentar ao aluno algumas profissões e diferentes oportunidades de atuação em cada uma delas, além de fornecer informações sobre cursos técnicos e de nível superior, de curta ou longa duração. Ela também incentiva o aluno a refletir sobre as informações oferecidas, considerar se desejaria ou não seguir a carreira apresentada e a justificar sua posição.

Additional Practice Ao final de cada unidade, esta seção propõe ao aluno uma autoavaliação. Dez questões de múltipla escolha servem a ele como avaliação de seu conhecimento de vocabulário e de estrutura gramatical. Em seguida, uma lista na qual ele deve marcar os objetivos que acredita ter alcançado ao final da unidade complementa sua reflexão sobre seu aprendizado. Nesta seção, o aluno é levado a analisar seu desenvolvimento ao longo da unidade e entender o que ainda é preciso realizar para melhorá-lo. Por seu caráter

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reflexivo e subjetivo, esta etapa não deve ser usada como forma de avaliação pelo professor.

Further Practice Esta seção oferece aos alunos a oportunidade de mais uma vez praticar os conteúdos gramaticais e o uso dos vocábulos estudados nas duas unidades anteriores, entretanto, com exercícios com um grau de complexidade maior do que aqueles feitos durante o estudo das unidades. Ao final de cada unidade, são sugeridos vídeos, leituras complementares, websites e músicas a fim de estimular o aprendiz a buscar informações além daquelas fornecidas pela coleção e de atender aos alunos que buscam um maior aprofundamento dos estudos além do horário das aulas. O cuidado com a variedade do formado dos materiais indicados, disponíveis em diferentes meios, como bibliotecas, locadoras de DVD e internet, deve-se à necessidade de facilitar o acesso a todos os alunos, independente da estrutura da qual disponham. Após as oito unidades, materiais que complementam o conteúdo estudado ou o apoiam são oferecidos ao aprendiz. São eles:

Cross-Curricular Activities Quatro projetos interdisciplinares são propostos com o objetivo de criar conexões curriculares visando a “um trabalho educacional em que as disciplinas do currículo escolar se tornam meios” (PCNEM, p. 90). Esses projetos levam o aluno a reunir-se em

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grupos e, assim, aprender a lidar com as diferenças, além de trabalhar a interdisciplinaridade.

Picture Dictionary Dividido por unidade, por meio de ilustrações, o Picture Dictionary retoma palavras estudadas previamente ou amplia o vocabulário referente ao tema abordado. Servem para complementar uma atividade presente no livro do aluno ou como material para uma nova atividade que deve ser desenvolvida de acordo com instruções apresentadas neste guia.

Appendices Também divididos por unidade, os Appendices reforçam ou complementam o trabalho de vocabulário e estrutura gramatical. Servem para complementar uma atividade presente no livro do aluno ou como material para uma nova atividade que deve ser desenvolvida de acordo com instruções apresentadas neste guia.

Glossary Em ordem alfabética e com entradas em inglês-português, o Glossary traz as palavras mais importantes que aparecem nas unidades. Seguindo a mesma estrutura dos dicionários, ele serve como recurso de pesquisa para a realização dos exercícios propostos e também como fonte de estudo para que o aprendiz amplie seu conhecimento lexical na língua inglesa.

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Manual do professor Além das respostas dos exercícios, o manual do professor contém um guia com orientações para atividades presentes no livro do aluno, a transcrição dos áudios do CD (caso o professor não disponha de aparelhos de som na escola, ele pode ler em voz alta o texto para os alunos, sem prejuízo do exercício), sugestões de gerenciamento das aulas e novas possibilidades para o enriquecimento das unidades. Em consonância com o aspecto não cumulativo e não linear do processo de aprendizagem de uma língua estrangeira, a proposta de avaliação desta coleção concentra-se no processo (avaliação autêntica), que permite ao professor uma visão muito mais abrangente do progresso do aprendiz. É por meio da avaliação que se obtêm informações sobre o desempenho do aprendiz e até mesmo do professor, o que explica o papel fundamental que a avaliação exerce no processo de ensino e aprendizagem. A avaliação autêntica deve contemplar todo o processo de aprendizagem e, por isso, é preciso que o professor aproveite todas as oportunidades possíveis para acompanhar o progresso do aprendiz. Há um número significativo de modalidades de avaliação autêntica que podem ser usadas em sala de aula. Essa diversidade de possibilidades permite ao professor selecionar opções que possam satisfazer necessidades específicas ou adaptar-se a fatores contextuais e às necessidades dos aprendizes.

Avaliação oral Em uma coleção que enfatiza mais habilidades de leitura e escrita do que habilidades de compreensão e produção oral, a avaliação oral talvez pareça menos significativa, mas ela pode ganhar espaço nas produções eventuais que o aluno realiza em sala de aula a partir das atividades da seção Language in Action feitas com o auxílio do CD.

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Uma outra possibilidade de avaliação oral encontra-se no espaço destinado à apresentação dos projetos sobre um tema específico e/ou exibição de seus trabalhos. Uma exibição pode incluir dramatizações, simulações, eventos gravados em vídeo, cartazes, gráficos. O projeto, realizado individualmente ou em grupo, pode ser apresentado na forma

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de um relatório escrito ou oral. As competências para a formação integral, tais como a seleção de informações, cooperação com o grupo (em caso de trabalho em grupo) e gerenciamento do tempo, também são avaliadas nesta situação.

Avaliação da produção escrita A forma mais popular de avaliação escrita é a avaliação formal, geralmente somativa, que cobra questões sobre o conteúdo trabalhado. Esse instrumento, reducionista, que pode avaliar itens específicos como conhecimento lexical, conhecimento do uso da estrutura da língua, produção textual, dentre outros, não reflete a totalidade do processo avaliativo, que tem o propósito de analisar o todo sem,

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especificamente, avaliar as partes. Essa noção sistêmica de avaliação busca perceber o que o aluno é capaz de realizar em um conjunto, considerando que as partes necessárias à formação e ao aprendizado vão interligar-se para gerar o produto final. Ela reflete a “visão heterogênea, plural e complexa de linguagem, de cultura e de conhecimento, visão essa sempre inserida em contextos socioculturais” (PCNEM, p. 109) e a concepção epistemológica que defende que o conhecimento não deve ser apreendido de maneira fragmentada ou compartimentada – por separação e redução (MORIN, 2000). Não se pretende excluir a avaliação escrita formal do rol de instrumentos que o professor tem para avaliar os aprendizes. Ela pode ser usada, mas não deve ser a única fórmula disponível. É importante ter em mente que existem outros recursos avaliativos, os quais são complementares na consolidação de uma análise avaliativa crítica e criativa. Produções escritas que satisfazem a diferentes tipos de propósitos, como narrar experiências pessoais, histórias ou poemas, explicar ou esclarecer conceitos e processos usando a redação com o propósito de persuadir alguém a respeito de determinado ponto de vista podem ser exemplos dessa forma sistêmica de avaliar. Os aprendizes podem também redigir textos, orientados por diferentes gêneros, como cartas, reportagens de jornal, algo que demande o uso de material referencial, julgamento crítico e citações. Os processos de avaliação podem incluir fatores relacionados ao vocabulário, construção de frases, estruturas gramaticais, fatores referentes a coesão e coerência. O portfólio, uma segunda alternativa para a avaliação escrita que analisa o todo em detrimento das partes, é uma coleção dos trabalhos dos aprendizes através dos quais é

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possível verificar o progresso do aprendiz no decorrer do tempo. O portfólio deve incluir amostras do trabalho dos aprendizes, geralmente selecionadas pelo aprendiz, ou pelo aprendiz e o professor. São várias as oportunidades de avaliar o aprendiz, de perceber seus avanços e dificuldades e de interferir neste processo, pois, a todo momento, ele estará expondo-se oralmente e por escrito. Além das propostas de produção escrita na seção Writing e dos exercícios do Additional Practice e do Further Practice, o guia didático também sugere outras atividades, que podem ser utilizadas como instrumentos de avaliação no momento em que o professor julgar necessário. É importante salientar que essa exposição do aluno também mostrará seu lado cidadão, um membro de uma comunidade que tem participação ativa em seu meio, mostra atitudes adequadas em relação ao colega e ao professor, exerce sua responsabilidade, seu comprometimento e exibe interesse no crescimento desse grupo do qual faz parte. Essa faceta do aluno também deve ser incluída no processo avaliativo, que busca analisar o indivíduo como ser integrado a uma comunidade e que reflete suas normas e práticas, em vez de apenas como um ser que segue ordens determinadas por essa comunidade. Este ser, por integrar um sistema dinâmico de vida, também é levado a se autoavaliar e a refletir sobre os aspectos de sua conduta e aprendizado que devem ser aperfeiçoados. Para a avaliação geral do aluno, bem como do(s) trabalhos(s) produzido(s), combine critérios com a turma, deixando claro o propósito da avaliação e construindo, junto com os aprendizes, as propostas que vão ser essenciais no processo avaliativo.

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