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Índice Remissivo Sobre as Autoras

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O começo -Capítulo 1

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A Ida para a floresta - Capítulo 2

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Perdidos na floresta - Capítulo 3

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Sobre as Autoras

ANA CLARA FONSECA-

Nasceu dia 27 de julho de 2003 estudo no colégio Poliedro

ANA LUÍSA NASCIUTTI-

Nasceu no dia 20 de dezembro de 2002 estudo no colégio Poliedro

BEATRIZ LEITÃO-

Nasceu no dia 16 de junho de 2003 estudo no colégio Poliedro

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O começo Capítulo 1 Era uma vez, dois irmãos que se chamavam João e Maria. Eles moravam com o pai e a madrasta, numa favela perto da floresta. O pai das crianças, que era vendedor ambulante, ia todos os dias paras as ruas vender as toalhas produzidas pela madrasta, e assim pagar o aluguel. Os negócios não iam bem, não tendo dinheiro para manter a família, a madrasta resolveu tomar uma decisão. Falou: - Estou cansada de costurar essas toalhas mixurucas! Não tenho tempo para torrar os pães! Vamos morrer de fome nessa situação! Eu já tomei uma decisão. Amanhã, iremos abandonar João e Maria na floresta. ouvindo as palavras da madrasta, o pai ficou aterrorizado: - Levar meus filhos para floresta? Nunca! De jeito nenhum! Prefiro deixálos no conforto da nossa casa! Nesse momento, a madrasta explodiu de raiva e desatou a gritar: - CASA?! ISSO NÃO É UMA CASA, ISSO É UMA CABANA APERTADÍSSIMA! NOSSO CARRO ESTÁ AOS PEDAÇOS E A ÚNICA COISA QUE PODEMOS COMER É PÃO PORQUE É A ÚNICA COISA QUE VOCÊ PODE COMPRAR! SE LEVARMOS AS CRIANÇAS PARA A FLORESTA, VAI SER MELHOR PARA NÓS! VOCÊ NÃO ENTENDE?- e o pai, assustado com os berros da esposa, concordou: - Tudo bem, tudo bem! Só fale mais baixo senão as crianças

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ir達o escutar...

(Favela de Jo達o e Maria)

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A Ida para a floresta Capítulo 2 Era tarde demais! João e Maria tinham escutado tudo. João, pensativo, debruçou na janela e começou a observar a paisagem. Notou, então, um brilho: "O que é este brilho?" pensou. Pulou a janela e chegou mais perto - eram pedrinhas. "Mas que pedrinhas estranhas!" pensou... Eram em forma de lua. João notou que elas brilhavam feito holofotes muito potentes. Então, teve uma ideia: pegou as pedrinhas e as colocou no bolso. No dia seguinte, a madrasta os acordou, falando: - Hoje, é dia de tomar sorvete! Vamos para sorveteria Nápoli? João e Maria já sabiam que iam ser deixados na floresta. Então, acompanharam os pais até o carro, sem muitas palavras. Durante a viagem, João jogava as pedrinhas pelo vidro quebrado do carro. Ele logo percebeu que, como o carro andava depressa, as pedrinhas não paravam onde ele queria e concluiu que, se seguisse as pedrinhas que atirou, ia chegar no Rio de Janeiro e não na casa de seus pais. Então desistiu. Quando chegaram à orla da floresta, a madrasta disse: - A Nápoli fica no meio da floresta. Vão na frente que estamos pegando o dinheiro. Aí, a madrasta empurrou-os para dentro da floresta e, depois disso, foram embora.

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Perdidos na floresta Capítulo 3 Anoiteceu muito rápido naquele dia. João e Maria, assustados, foram entrando na floresta cada vez mais adentro. Perdidos e com fome, resolveram ir deitar; fizeram uma cama com folhas e foram se deitar. No dia seguinte, eles acordaram com o canto de um lindo pássaro azul. A ave chamou João, bicando suas roupas e arrastando-o para o coração da floresta. As crianças resolveram segui-lo. Andaram a tarde toda atrás do pássaro, quando finalmente avistaram uma casinha estranha. Ela era feita de todo tipo de doces que eles podiam imaginar. O telhado era de bolacha do tipo maisena, as paredes eram de bala de goma Fini, a porta e as janelas eram feitas de Kit-Kat. Morrendo de fome, começaram a comer a casinha. Maria subiu no telhado e começou a comer as bolachas e João comia as balas de goma das paredes quando, de repente, surgiu uma velhinha de dentro da casa, que disse: - Entrem comigo, crianças, vocês terão camas confortáveis e bastante comida. As crianças entraram na casa e ficaram maravilhados. A casa era tão pequenininha por fora, mas enorme por dentro. A velhinha, na verdade, era uma bruxa que alimentou muito bem João e Maria. Bem até demais, pois acabaram engordando. Todo dia, depois a refeição, a bruxa fazia com que subissem na balança para saber seu peso. 9


João, muito esperto, fez um boneco com as cortinas da casa e, ao invés de subir na balança, colocava o boneco. A bruxa não enxergava direito e então pensava que João era o boneco. Já Maria trabalhava na casa e não comia direito, então emagreceu. Um dia, a bruxa começou a desconfiar. Então, colocou um feitiço em seus olhos para enxergar melhor e viu que estava pesando um boneco feito com suas cortinas de foundã. Ficou furiosa e trancou João numa gaiola de alcaçuz, ia comê-lo. Aproveitando para poder comer sobremesa, ligou o fogão e mandou Maria verificar se estava quente o suficiente. Maria entendeu o que ela queria e disse: - Você não está vendo que seu fogão é tão moderno, que mostra a temperatura do fogo na telinha aí do lado?- a bruxa ficou muito brava com o que ela disse e gritou: - Sua menina incompetente! Não sabe que eu não enxergo?! Você só precisa colocar sua cabeça assim no fogão! E, mais do que depressa, Maria empurrou a bruxa para dentro do fogão. Maria, morrendo de fome, comeu toda a gaiola de alcaçuz, e libertou seu irmão. Pegaram todo o dinheiro que a bruxa tinha. Então, quando saíram da casinha, encontraram o mesmo pássaro azul que os tinha levado para lá. O pássaro levantou voo e as crianças o seguiram e quando chegaram ao seu destino, viram sua casa. Tocaram a campainha. Seu pai atendeu a porta. Então, viu seus filhos e falou para eles entrarem e as crianças deram as joias e o dinheiro que tinham conseguido da casa da bruxa para o pai, que contou que a madrasta tinha morrido de fome. Então, ficaram os três juntos e felizes para sempre.

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(Casa de doces)

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João maria