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Sérgio Mattos

Produção Gráfica

Ediouro

Sumário 02.

capa, Alexandre Wollner

14.

lançamento, festa de boas-vindas

18.

branding, o valor das marcas

22.

entrevista, André Storlaski

26.

mercado, valores e métricas

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german lorca, 1995

Alexandre O Interesse que recai hoje sobre a atuação do designer Alexandre Wollner tem duas origens. De um lado, seu pioneirismo na profissão; de outro, os eventos que testemunhou e dos quais participou – todos fundamentais para entender a história do design visual no país.

Apropriação de cartaz .publicitário do.projeto ..para Sardinhas.Coqueiro

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Análise das proporções do corpo humano, Albrecht Dürer, séc XV... .

Wollner Wollner foi aluno da primeira turma do Instituto de Arte contemporânea do Masp. Fez parte de uma das primeiras turmas da Escola de Ulm – o modelo das primeiras escolas de design no Brasil. Entusiasmado com os planos de JK, voltou ao Brasil determinado a criar uma nova consciência industrial, alavancada pelo design. Criou, com Geraldo de Barros, Rubens Martins e Walter Macedo, o primeiro escritório de design do país. Foi fundador e professor do Instituto de Desenho Industrial do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial. Além disso, foi também um dos responsáveis pela parcela mais representativa da produção de projetos de identidade corporativa no Brasil. Alguns destes projetos estão representadas ao longo desta matéria, com enfoque principal na análise da utilização dos sistemas proporcionais.

Os sistemas proporcionais são aplicações da geometria e da matemática nos campos do design, arquitetura e engenharia. Essas proporções fazem parte da estrutura do corpo e do espaço humano. Por exemplo, desde o nascimento, o homem tem a altura da testa, do nariz e da mandíbula, iguais a um terço da cabeça; a orelha é sempre igual a distância entre o queixo e o nariz, e por aí vai. Para saber a proporção da dobra da narina, basta dividir a cabeça por três, três vezes. Essa é uma referência de Fibonacci, não há como escapar. No entanto, o projeto é que vai definir a necessidade de um sistema, e qual utilizar.

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O símbolo foi construído a partir de círculos sobrepostos, e suas medidas eram baseadas em módulos iguais. O símbolo tinha 17 x 17 módulos, e a espessura era definida pela subdivisão destes módulos.

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Projeto de signo, tipograma e ícone para Sardinhas Coqueiro

ano1958


Projeto de signo, tipograma e ícone para Sardinhas Coqueiro. O projeto, feito em 1958, resistiu ao tempo, até que em 2000, foi remodelado, mantendo todavia o mesmo conceito original. Segundo Wollner, o cliente deveria ter consultado o autor do projeto original para atualizar um conceito de design clássico que funcionou durante 43 anos. Porém, na reformulação da marca, o símbolo icônico do coqueiro foi transformado para uma versão estilizada, perdendo assim sua eficiência e rápida memorização.

Cartazes.publicitários

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Projeto de reformulação do símbolo do Banco Itaú, originalmente criado por Aloísio Magalhães (fig1). O tipograma foi modificado, proporcionando melhor percepção visual. Para complementar o signo – quando aplicado nas agências, foram elaboradas abas laterais moduladas na cor laranja, resultando na rápida identificação da agência no cinzento contexto urbano. Posteriormente, as abas foram reduzidas, melhorando a proporção com o tipograma (fig 1, antes – fig2, depois).

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Projeto de reformulação do símbolo do Banco Itaú

ano1980


Fotografia da sinalização dentro de uma agência antes da reformulação.

Definiu-se que qualquer formato, regular ou irregular, seria dividido em quatro partes iguais e o tipograma formado de quatro letras (Itaú). A padronização se estabeleceu com base no módulo 4. A opção estrutural dá ao signo uma conotação de proporção e legibilidade.

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Manuais de identidade visual para implementação do programa: Marca e razões sociais, Sinalização interna, Sinalização externa.

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Em 1962, a Varig promoveu um concurso de renovação de sua imagem. O resultado, pela importância do patrocinador, influiu muito na difusão do design no Brasil. O trabalho vencedor foi amplamente divulgado em toda a imprensa nacional, trazendo consigo um novo paradigma profissional na criação de signos visuais.

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Concurso da Varig para renovação de sua imagem

ano1962


Apesar de não ter sido implantado por questões internas de exigências quanto ao uso do ícone Ícaro (fig2), do signo rosa-dos-ventos( fig2) e do logograma Varig, Ruben Berta, presidente em exercício, considerou o trabalho adequado; mas isso não foi suficiente para aprovação do conselho diretor da empresa. Mais uma vez, vemos a utilização dos módulos, agora com subdivisões de 3 apartes iguais (fig1).

Rosa dos ventos elemento da bandeira brasileira

avião delta ícaro direção

pássaro v da varig

inicial do logotipo da varig

Aplicação do símbolo em aviões

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Símbolo criado para Fechaduras Brasil, com estrutura geométrica e subdivisões de 4 módulos. O jogo gráfico está na sobreposição do B sobre o R, que cria a ilusão do R ser também o buraco de uma fechadura.

Fotografia da fachada da loja

Projeto de Símbolo para Fechaduras Brasil 10

ano1987


Registro do processo criativo

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Para o projeto da Eucatex foi criado um signo icônico que faz referência ao labirinto, existente no aparelho auditivo humano. A partir da solução do E, planejou-se um alfabeto com a finalidade de construir o logograma eucatex e um programa sistemático de linguagem visual entre produtos e empresa. 4x4 módulos, com 2 subdivisões cada módulo. O mesmo para a espessura do símbolo. As relações entre os sinais tipográficos e as definições de comportamento foram programadas para o uso em todos os meios de comunicação visual. Vale frisar que o símbolo continua o mesmo há mais de 40 anos.

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Projeto de Símbolo para a Indústria de papel e celulose Eucatex

ano1967


“Nasci e tive uma formação inicial no Brasil, depois fui para a Alemanha, onde recebi uma educação primorosa – não só por participar da cultura alemã, mas também porque a hfg, como núcleo de formação da nova profissão design, tinha preocupação de incorporar todo o processo cultural, tecnológico e científico internacional. Ao regressar, tive que me adaptar às condições culturais, tecnológicas e científicas existentes no Brasil. Aos empresários nacionais foi explicando nosso ponto de vista sobre o papel do design, não como elemento decorativo, mas como projeto integrado à industria e adaptado à realidade técnica, cultural e social. Por essa razão não deveriam ter a preocupação de se comparar às suas congêneres internacionais. Percebi que a nossa realidade era bem diversa.”

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Revista AboutDesign  

Revista fictícia desenvolvida na disciplina de Gráfica 2 em 2008, voltada para estudantes e designers.

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