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Era mais uma manhã comum em minha vida, no auge dos meus 12 anos. Eu acordei, e fui tomar café. Na mesa, a família toda, sábado era sagrado realizar as refeições juntos, acabei de comer e fui pro quarto me trocar, coloquei a roupa de “usar na rua” é saí. Atravessei a rua de casa e fui chamar o meu primo (Rene) pra fazer algo. Chegando em seu portão, havia uma movimentação e um barulho estranho vindo do quintal. Olhei sobre o muro e lá estava, ele, o Elias e mais um amigo andando de skate. Fiquei em choque no primeiro momento, o Rene já possuía até uma certa intimidade, conseguia andar bem rápido e fazer curvas. Parei, olhei e pensei... QUE FODA! E assim, o skate entrou em minha vida.


A evolução era diária, desde aquela manhã em que pisei em um skate a primeira vez, minha paixão só aumentava e a gana de aprender e dominar o carrinho era gigante. Um dia um garoto que era primo do meu vizinho Bruno, se aproximou. Não tínhamos muito contato, na real ele era bem cuzão. Leandro sempre foi mais velho, assim como o Bruno, e quando eles estavam juntos, ficavam fechando a gente com as bikes, zoando, não se misturavam muito, porem, ele também foi um infectado com o skate e essa foi a conexão que precisávamos para nós tornarmos melhores amigos e parceiros de skate.


Quando você começa a andar de skate, nada importa. Roupa, tênis, marcas, nada disso tem valor, o mais importante é sair pra andar, passar em um lugar em que você passa diariamente há cinco anos e vê-lo completamente diferente. Essa é a grande magia do skate, a reinterpretação. Seu quintal muda, sua rua muda, sua escola muda, o mundo mudou e não tem mais volta. É com certeza a droga mais pesada que já usei. O skate tirou importância e graça de todas as outras coisas que eu fazia. Apesar de te prender ele não te isola, provavelmente foi um dos períodos mais férteis da minha vida. Descobri arquitetura, fotografia, até mesmo física, já que existe um raciocínio lógico pra cada movimento.


O skate me deu a coisa mais importante da minha vida.


AtravĂŠs do skate eu conheci o surf, mas isso fica pra prĂłxima



Revista angatu