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Editor-in-chief Trevenen Morris-Grantham trevenen@difmag.com Design Gráfico & criatividade esta edição Ricardo Mealha www.ricardomealha.net ricardomealha@me.com Editora de Moda e Beleza Susana Jacobetty susanajacobetty@difmag.com Edição Filipa Penteado (Moda . Cinema) filipa@difmag.com Pedro Primo Figueiredo (Música . Cultura) ppfigueiredo@difmag.com Célia Fialho (Música . Arte . Cultura)

Propriedade Publicards, Publicidade Lda. Distribuição Publicards publicards@netcabo.pt Impressão BeProfit Av. das Robíneas 10, 2635-545 Rio de Mouro Sogapal 2745-578 Queluz de Baixo Registo ERC 125233 Número de Depósito Legal 185063/02 ISSN 1645-5444

Editorial

Copyright Publicards, Publicidade Lda.

Setembro é um mês de tons dourados e vermelhos. Por estes dias, as folhas das árvores desprendem-se da vida, num peculiar ritual de renovação. É agora tempo de acertar os relógios, guardar em gavetas as recordações, os bilhetes de concertos e de viagens, os postais comprados só porque sim, as caixinhas com areia da praia, as mixtapes que nos acompanharam em roadtrips pelo país... Setembro é altura de retomar um caminho interrompido, mas não sem tirarmos o tempo necessário para nos deslumbrarmos com as pequenas belezas e pormenores curiosos da paisagem em redor. Também a DIF se renova, após uma breve ausência definida pelo Verão. Nesta edição, também as nossas folhas se revestem de matizes e formas várias, pela mão do conhecido designer Ricardo Mealha, convidado para conceber o lay out deste número. Propomos uma edição que é, toda ela, uma enorme tela de propostas marcadamente urbanas, desde o brilho do festival Queer – Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa à compilação dos trabalhos de diversas urban girls destemidas descomplexadas. Setembro tem muitas folhas, de muitas cores e feitios. A DIF também.

Tiragem média 21 000 exemplares Colaboradores esta edição António Branco, Carolina de Almeida, Catia Castel-Branco, Dimitry Donovan, Francisco Martins, João Miguel Fernandes, João Moço, Laura Alves, Marta Poiares, Nuno Dias, Samuel Cruz, Vanessa Miranda.

Periodicidade Mensal Assinatura 10 €

Parceiro Ilustração e arte Who Creative Talents Agency Redacção e Departamento Comercial Rua Santo António da Glória 81. 1250-216 Lisboa Telefone: 21 32 25 727 Fax: 21 32 25 729 info@difmag.com www.difmag.com myspace.com/difmagazine

Capa Fotografia Ricardo Mealha Styling Susana Jacobetty Cabelos Cristina Peixoto Maquilhagem Inês Pais Modelo Bruno Rosendo L’agence Camisa e gravata Energie, casaco Diesel


Alexa Chung with Jon K www.pepejeans.com


Índice

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MODA

Se falarmos de uma descendente de irlandeses sem medo de dizer o que pensa, com um dom especial para provocar, uma grande dose de irreverência espalhada em t-shirts femininas e um gosto particular por desafiar o mundo dos homens, temos o perfil perfeito da líder de uma marca de streetwear vencedora. A carapuça serve imediatamente a Leah McSweeney, fundadora da Married to the MOB (aka Most Official Bitches). Mais do que uma marca de streetwear, a MTTMOB personifica o estilo de vida e a forma de expressão de Leah, que sempre fez parte do clube das mal-comportadas, com muito orgulho. E a palavra-chave foi sempre A-T-I-T-U-D-E. “A atitude da MOB é sobretudo seguirmos os nossos instintos e não sentirmos a obrigação de agir conforme as regras que ditam como uma mulher deve ‘ser’”, explica Leah McSweeney à DIF.

10.Este Mês Ricardo Mealha Texto: Pedro Figueiredo 12. Kukies 22. O que andamos a ouvir 24. Música Crisis Texto: Dimitry Donovan 25. Música Paus Texto: João Miguel Fernandes 26. Intro. Urban Girls Ilustração: Francisco Martins 28. Música Warpaint Texto: Pedro Figueiredo 29. Extra-Pessoal Rock’n’Lola Texto: Célia F 30. Artesanato urbano Hardcore Fofo Texto: Laura Alves 31. Cinema Too Much Pussy Texto: João Moço 32. Moda Most Official Bitch Texto: Carolina de Almeida 34. Intervenção Urbana Texto: Vanessa Miranda 36. Surface Belezas americanas Texto: Laura Alves 42. Moda Dark Prince Fotografia: Cátia Castel-Branco Realização: António Branco 48. Moda One Day at the Circus Fotografia: Ricardo Mealha Realização: Susana Jacobetty 60. Agenda Destaque, Arte, Música, Cinema

Quando a marca foi criada, no Verão de 2004, já Leah McSweeney tinha sido expulsa da escola católica que frequentava em Nova Iorque (aos 14 anos), já tinha levado um polícia a estragar-lhe um dente e já tinha fugido de casa. Ela assumiu desde muito cedo o posto de Most Official Bitch. E, apercebendo-se de que o universo do streetwear estava muito mais voltado para eles que para elas, estava preparada para criar a sua própria marca urbana, desenhada por mulheres para mulheres, como tributo a todas as que, como ela, se recusavam a optar pelo politicamente correcto. “Criei a MOB para ser a voz de mulheres assim. Como eu”, declara. Para isso utilizou a indemnização que o mesmo polícia lhe teve de pagar por agressão, comprou um Macintosh e pintou de rosa as paredes do seu apartamento, onde montou o escritório da Married to the MOB. Ao seu lado, a crew formada pelo sócio Sharon Coyne, a irmã mais nova e a sua amiga Tabatha McGurr, filha do famoso graffiter Futura 2000. A primeira colecção Married to the MOB incluía um modelo de t-shirt com a mensagem “Supreme Bitch”, um jogo de palavras em jeito de provocação à Supreme, conceituada loja de skaters em Nova Iorque. Com o seu jeito altamente provocador, depressa Leah conseguiu com que a MTTMOB ganhasse um lugar ao sol no panorama do streetwear, criando milhares de seguidores e uns tantos inimigos. “Nós, as mulheres, temos todo um conjunto de padrões e pressões com os quais temos de lidar que um homem nunca poderá entender”, afirma Leah, confessando ser “muito feminista”.

Além das tees, as colecções da marca nova-iorquina incluem também sweatshirts e casacos, e algumas calças e malas. Para o Outono, a MTTMOB criou uma colecção inspirada no seu amor por shcoolgirls e na bela cidade de Paris, denominada MOB Aime Les Sucettes. Riscas estilo Sonia Rykiel, peças em tule de seda, um casaco motard de lã e combishorts são alguns dos elementos mais fortes da colecção, já disponível na loja online – http://www.mttmnyc.com (a Internet continua a ser o ponto de venda da marca mais próximo para os portugueses!). “Money over Bitches”, “Other Bitches Just Front” e “DILLIGAF: Do I Look Like I Give a Fuck” são algumas das provovações clássicas estampadas nas t-shirts MOB. Mas há uma especial que a fundadora da marca cita prontamente quando lhe perguntam qual a filosofia de vida: “Protect Me From What I Want”, de Jenny Holzer, que se tornou numa das míticas t-shirts da MTTMOB. O currículo das colaborações MOB é extenso e inclui desde uma edição especial de um biquini com o grafitter KAWS, que esgotou com pré-encomendas antes de ter ido para as lojas (2006), uma mala em pele com a marca alemã de acessórios MCM (2007) vendida exclusivamente na Colette e uma linha a duas mãos com o artista francês Fafi (2007) e uma outra em trio, com o rapper Uffie e o fotógrafo Cobrasnake (2008). As parcerias com reconhecidas marcas mundiais floresceram e deram lugar a edições exclusivas como os ténis Married to the M.O.B X Reebok X Colette (2008) e os sneakers com renda Lacoste X Married to the M.O.B (2010).

A mais recente colaboração da marca nova-iorquina para a temporada Outono/Inverno faz-se no plano dos desportos radicais, com uma colecção de roupa de neve em conjunto com o gigante do snowboard Burton. Além de casacos, luvas e gorros, a linha inclui uma prancha de snowboard e dicas como “Well-behaved bitches seldom make history” – a favorita de Leah - ou “Ride Ordie Bitch”. Os genes Married to the MOB parecem seguir mais provocadores que nunca, mas Leah confessa que já não é a mesma pessoa desde o tempo em que fez nascer a MOB, aos 22 anos. “A minha vida mudou muito nos últimos seis anos”, a começar pelo facto de “ter engravidado muito nova”, relembra. E deixa agora outro tipo de ressalva: “a vida é sobre descobrir o verdadeiro ‘eu’ e encontrar-lhe significado. Não é só atitude”. Carolina Almeida

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BELEZAS AMERICNaS 40. Fotografia Cátia Castel-Branco Styling António Branco Assistente: Marcelo Toledo Cabelos: Helena Vaz Pereira para Griff Hair style assistida por Pini Maquilhagem: Sónia Pessoa assistida por Sofia Lucas com produtos Giorgio Armani Modelo:  Robinson,  L’Agence Agradecimento: Marta Cadete e Fundo de Investimento Imobiliário Sete Colinas

DARK PRINCE

MOST OFFICIAL BITCH


N達o Caminhes, VOE!


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Marta Poiares, 26 anos, nasceu em Coimbra e é licenciada em Jornalismo. Iniciou o seu percurso no Jornal Universitário A Cabra, onde colaborou na área da Cultura. Estagiou na Lusa e foi redactora do Magazine de Arte de Coimbra e Afins. Publicou um conto na 365 e teve um poema-quase-anónimo em digressão, através da exposição “Poesia Quase Anónima – A Poesia na Blogosfera Portuguesa”. Escreve na Rua de Baixo e é co-editora da revista Rua Larga. Faz colecção de edições d’"Alice no País das Maravilhas", tem um blogue em coma mais-oumenos profundo, passa música sob o nome de couve-flor e crê na possibilidade de, um dia, os gatos dominarem o mundo. Anda a ouvir Arcade Fire.

Profundamente fascinado pela Natureza, Francisco Martins, designer gráfico e ilustrador, cresceu entre o mar e a serra, cercado de vegetação nos luxuriantes bosques de Sintra. O seu trabalho inspira-se na mitologia das civilizações antigas e pode ser simultaneamente delicado, obscuro, cómico e subversivo. A magia dos contos de fadas aliada à linguagem gráfica do mundo da moda, marca também uma forte e recorrente presença no seu universo criativo. Apesar de privilegiar o trabalho digital, faz frequentemente recurso a texturas artesanais, simulando materiais de expressão plástica tradicionais, como a colagem, assemblagem, pintura a óleo, pastel seco e resinas. È o ilustrador convidado deste mês.

João Moço é licenciado em Comunicação e Cultura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas foi no litoral alentejano que passou grande parte da sua vida. Na altura chegou a colaborar com duas rádios locais. Já na capital, escreveu para sites como o hiddentrack.net e o Disco Digital e ainda para a revista Dance Club. Hoje é colaborador do Diário de Notícias e num mundo perfeito ouviria hinos funky house em todas as discotecas de Lisboa. Mas no fundo apenas sonha ser ocasionalmente épico. Sim, como os Ocaso Épico. Este mês escreve na DIF sobre o festival Queer Lisboa.

ESTE MES

Dimitry Donovan nasceu em São.Petersburgo, Rússia, a 24 de Dezembro de 1988. Desde criança viajou um pouco por todo o mundo, acumulando experiências e conhecendo realidades diferentes: passou, por exemplo, por Moscovo, Londres, Kiev, Nova Iorque, Paris, Bruxelas e Nova Deli, facto que, segundo o próprio, contribuiu para a sua sensibilidade artistica e para uma mente curiosa e frequentemente irrequieta. Neste momento está em Lisboa a terminar a Licenciatura em Ciências Sociais e Cultura. A sua paixão é a arte em todas as suas vertentes. Este mês escreve sobre os Crisis e o novo disco dos The Roots.

João Miguel Fernandes estuda Comunicação e Cultura na Faculdade de Letras de Lisboa. É fundador do movimento cultural Ecos, que organiza vários eventos na cidade de Setúbal, além do Festival Ecos do Sado, que contará este ano com a segunda edição. Faz também entrevistas a personalidades ligadas à cultura nacional para o blogue “Cultura Activa”. Escreve ainda para o blogue cultural Arte-Factos e para o jornal O Sul. É apaixonado por cinema e música. Este mês apresenta aos leitores da DIF os PAUS.

Vanessa Miranda nasceu em Lisboa em 1986. Gosta de moda, fotografia, arte, pessoas, histórias romanceadas, do belo, de conversas e de conhecimento. Formou-se em Comunicação Social, na Católica, onde está a terminar o mestrado em Media e Jornalismo. Estagiou numa revista feminina, passou por uma agência de comunicação na área de moda e lifestyle, e está ansiosa por saber o que mais a vida lhe reserva. Gere dois blogues, além de colaborar pontualmente com algumas publicações. Escrevinha em qualquer pedaço de papel e o seu passatempo favorito é sonhar acordada sobre histórias por contar. Este mês falou com a artista plástica Laura Keeble.


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Pelo design MARCHAR MARCHAR Entrevista

Ricardo Mealha Venceu prémios, criou projectos inovadores e prepara actualmente novidades surpreendentes. Ricardo Mealha, 41 anos, não é um designer comum. A Associação ModaLisboa, a discoteca Lux, os hoteis Tivoli e Altis Avenida e o Ministério da Cultura são só alguns dos projectos idealizados por Ricardo. Este mês, junta uma nova alínea ao seu já de si rico currículo: é o designer convidado da edição de Setembro da DIF. Senhoras e senhores, Ricardo Mealha em entrevista. Como está a tua carreira actualmente, depois de tantos projectos diferentes desde que começaste? O que é que tens em manga agora? Resolvi fazer uma viragem para dar um novo sentido à minha carreira. O passado dá-me a necessária segurança em relação ao risco, sem necessariamente dar garantia de sucesso. Mudar implica muito trabalho e capacidade de reinvenção que considero fundamentais para manter um contributo inovador e relevante nesta área. Para além de investir no reforço da minha actividade em fotografia, criei recentemente um novo estúdio de design, o BRANDSTUDIO RICARDO MEALHA. Olhando para trás, consegues enumerar simbolicamente dois, três momentos particularmente importantes da tua carreira? No passado, ter trabalhado com o Manuel Reis (FrágilLux), a ModaLisboa e a Fundação Gulbenkian, no início dos anos 1990. Mais recentemente, e durante cerca de uma década, ter dirigido criativamente inúmeros projectos interessantes e trabalhado com dezenas de clientes e designers. No presente ter iniciado, de forma independente, projectos em São Paulo e Lisboa, dar os primeiros passos do novo BRANDSTUDIO. Este mês és o responsável de todo o design da DIF. Quais foram as tuas maiores preocupações neste trabalho? Tentei dar maior protagonismo à fotografia ao mesmo tempo que desenvolvia um lay-out simples e eficaz. Acredito ter obtido um objecto visual muito equilibrado. Pedro Primo Figueiredo


SAGATEX, LDA - Rua Costa Cabral, 103, 1º. 4200-221 Porto - Tel.: 22 5089160 - sagatex@net.novis.pt

PERRY BOYS 1979: Os ‘Perry boys’ eram uma subcultura singular da moda ‘underground’. Emergiram do centro de Manchester e Salford para se tornarem lideres de tendências nas bancadas e clubes nocturnos da cidade. Rebelar-se contra tudo em seu redor, cabelos cortados em cunha, roupa Fred Perry e confiança Nortenha tornou-se a ordem do dia, abrindo caminho para os cenários casual e rave que se seguiram.


CARLOS DIÉZ E CONVERSE ENCONTROS IMEDIATOS DO

terceiro grau Há casamentos feitos não no céu, mas numa galáxia distante, e este é um deles. No início do ano, a Cibeles Madrid Fashion Week assistiu aos frutos de mais uma colaboração entre o desenhador basco Carlos Diéz e a Converse, daí resultando propostas realmente abençoadas para este Outono/Inverno. Para a próxima estação, as visões do estilista basco são brancas, pretas e prateadas, num estilo minimalista pautado por linhas fortes e com um toque de futurismo à mistura. A colecção, composta de peças de corte clássico – saias, calças, fatos-macacos, coletes, impermeáveis – e marcadas por padrões simples, não deixa, porém, muito espaço ao tradicional. Entre as diversas propostas de tons cinza e prateados sobressaem efeitos geométricos e imagens de caveiras que, conjugados com as máscaras de ski “orelhudas” usadas pelos modelos aquando da apresentação em Madrid, são dignos de uma aventura alienígena. E, para este encontro imediato de terceiro grau, Diéz convocou os ténis Star Player da Converse, também nos tons neutros preto e branco, em alguns casos desafiando a gravidade através de plataformas com 10 cm de altura. A colecção é ainda complementada com malas e mochilas prateadas gigantes bem ao estilo de uma aterragem na Lua. Laura Alves


ATENÇÃO: USAR NOS PÉS Colecção Outono/Inverno Converse Também acabada de aterrar, mas no nosso planeta, está a colecção Outono/ Inverno da Converse, com mensagens de música, arte urbana e desporto para os pés terrenos. A DIF revela-te as novas propostas da marca, tão apetitosas que quase parece um pecado serem para andar no chão. A nova colecção da Converse prima pela forte ligação ao rock, aos desportos urbanos como o skate e às artes de rua como o graffiti. Os ténis Chuck Taylor, um clássico da marca, reinventam-se nesta estação com os modelos Music Collaborations, repescando a aura do festival de Monterrey, Califórnia, em 1967, nos primórdios dos festivais de música. Nomes míticos do rock n’ roll como The Who, Jimi Hendrix ou Janis Joplin encorporam-se agora na lona das Chuck Taylor, numa homenagem ao espírito imortal destes pioneiros do rock.

A vibração musical contagiou também os modelos Chuck Taylor Rock Rebellion que, sob o signo do movimento punk, propõem padrões de enormes estrelas. Os All Star Big Star Print transpiram rebeldia e só precisam de estar perto de um palco para mostrarem todo o seu esplendor. Mas os Chuck Taylor reservam ainda outras surpresas, digamos, mais quentes, ou não fosse esta uma colecção de Outono/ Inverno. Em colaboração com a marca Woolrich, a Converse apresenta modelos com tecidos de quadrados originais Hunter e tecidos de lã em que a palavra de ordem é “conforto”. Entre as várias gamas que compõem a colecção destacamos também os Star Player, que vão buscar inspiração ao mundo do basquetebol para surpreender com modelos ultra-coloridos de espírito desportivo. Em lona ou em cabedal, têm um design marcadamente retro e, em alguns casos, partes superiores a simular meias. LA

RAY-BAN AVIATOR HOMENAGEADOS PELO ROCK Para comemorar o icónico modelo de óculos Aviator, a Ray-Ban lança The Essentials, um projecto que junta pesos-pesados da cena musical, num encontro entre passado e presente. Iggy & The Stooges e New York Dolls uniram forças com nomes fortes

do momento como The Virgins, Free Energy, Plasticines, The Big Pink e We Are Scientists para relançarem os óculos Ray-Ban Aviator através de uma série de concertos exclusivos em Nova Iorque e Londres. Para capturar cada momento do projecto, a

Ray-Ban convidou um dos mais famosos fotógrafos do universo do rock - Kevin Cummins. Ao lado do Ray-Ban Aviator Classic, surgem agora seis novos modelos que completam a família Aviator: Titanium, Craft, Metal Glide, Ultra Gold, Road Spirit e Tech. CA

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KUKIES


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FRED PERRY AUTHENTIC WOMEN’S WEAR 2010 O estilo Fred Perry reinventado na versão bem comportada da menina colegial é o mote para a colecção de Inverno feminina da marca. Como a maria-rapaz que roubou as roupas ao namorado e lhe acrescentou um toque próprio. Clássicos como as camisolas baggy ou as camisas oversized em padrões de xadrez, saias e sweaters de losângulos reinventados com detalhes intemporais: golas elegantes, bolsos de mangas e dobras. O conceito oversized permitiu a criação de uma linha feminina e chique que parece directamente saída de um colegial, com uma base de inspiração masculina. VM

É TÃO GIRO TER UM MINI Especialmente se esse Mini tiver a assinatura de Calvin Klein. O Mini Cooper Countryman chega a Portugal em Outubro, e contou recentemente com a criatividade de vários designers de moda, entre os quais Francisco Costa, director criativo da Calvin Klein Collection, que deu o seu toque ao novo modelo. Este crossover é, seguramente, o maior Mini de sempre, pois a BMW apostou na tracção às quatro rodas e numa bagageira aumentada. Contudo, se estavas a planear uma aventura fora da cidade sob o signo de Calvin Klein, já vais tarde. Este modelo único foi leiloado em Viena num evento de luta contra a sida por 40 mil euros. LA


Cada gaveta esconde uma hist贸ria, vem descobri-las em onitsukatiger.com


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URBAN GIRLS HOWARD HUANG, DIAN HANSON TASCHEN Para um recém-chegado de Taiwan a Nova Iorque, cujo inglês dispunha de poucos recursos, urban girls eram apenas as mulheres que viviam na cidade. Um dia, o desafio de fotografar mulheres sexy deu origem ao desenrolar de um novelo que transformou Howard Huang no mestre da fotografia urbana, enchendo as revistas de voluptuosas mulheres em cenários inspirados pelos comics e anime. A compilação de todas estas bombas materializase no mais recente livro da colecção de sexy books da Taschen. Modelos afro-americanas e latinas de bikini. Um deleite artístico onde o novo pictorialismo e o mais clássico glamour dão as mãos e lançam-se na fantasia e erotismo. CF

PENSAR, INTERVIR, ENVIAR = BOOMSHIRT A primeira edição do Estoril FashionArt Festival, que decorreu este Verão, incluiu, entre desfiles, debates e exposições, um projecto de intercâmbio altamente criativo - o BOOMSHIRT. O ponto de partida foi um conjunto de 50 camisas brancas que viajaram pelo mundo para se transformarem na tela de 150 mentes criativas. Cada camisa passou pela intervenção de três participantes, que tinham de seguir apenas três instruções: Pensar, Intervir, Enviar. Entre os intervenientes encontramos Susana Jacobetty, editora de moda da DIF, que construiu a sua camisa em conjunto com Catarina Pestana e Joana Vasconcelos. CA

DIESEL “DO IT YOURSELF” A nova colecção Outono/Inverno da Diesel é punk e inconformista. A marca aposta no conceito “do it yourself ” e propõe vários modelos de jeans com corte justo, acabamentos com ar de produção artesanal e detalhes ousados: linhas a percorrer o tecido, correntes cosidas à mão nos bolsos, tachas e rebites, manchas várias, rasgões aqui e remendos ali. As texturas e o look vintage desgastado são os grandes protagonistas desta colecção. LA

KUKIES


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KUKIES PERFUME LE MALE EM VERSÃO TERRIBLE Jean Paul Gaultier lançou uma versão ultra fresca do seu perfume Le Male. Denominada Le Male Terrible, esta eau de toilette promete despertar o bad boy escondido em cada homem. Criada por Aurélier Guichard, a fragrância proporciona uma grande frescura através do agridoce da toranja misturada com pimenta rosa. A lavanda, a vetivéria, a baunilha e o almíscar ambarado provocam um atractivo jogo de contrastes. O já conhecido frasco azul em forma de busto surge agora mais ousado e sedutor, esculpido com cortes de lâmina de barbear. Bad boy, está na hora de sair do armário! CA

UGG À VENDA EM PORTUGAL Finalmente chegaram! No mesmo ano em que a UGG Austrália recebe o prémio “Brand of the Year”, pela Drapers Footwear Awards (Londres), a marca e as suas famosas botas entram em Portugal. Conhecida pelo conforto, o uso de materiais autênticos e naturais (como a pele de ovelha e a lã pura) e um design inconfundível, a UGG transformou-se numa marca autêntica, seguida atentamente por vários trendsetters. A colecção Outono/Inverno divide-se em linhas distintas que apresentam, em comum, o estilo trendy-chic, incluindo as linhas de criança e a Slipper Collection, de pantufas e chinelos. CA

O FUTURO LIGOU E TEM DUAS RODAS Black Trail é um inovador modelo de bicicleta eléctrica da marca alemã PG Bikes. Com um corpo inteiramente fabricado em fibra de carbono e alumínio ultra leve, a Black Trail tem um aspecto duro, à moda antiga, mas demonstra um arrojo no design que não passa despercebido. Esta e-bicicleta pesa apenas 19 kgs e é apresentada como sendo o futuro das deslocações urbanas, podendo mesmo chegar aos 100 kms/hora. Em edição limitada e numerada – a marca apenas comercializa 667 bicicletas a nível mundial –, a Black Trail custa 59.500 euros. Mais informação em www.pg-bikes.com. LA


October 2 saturday 10p.m. Comet Tavern Seattle


!!! "STRANGE WEATHER, ISN’T IT" WARP/SYMBIOSE 2010 sonoridades disco, funk, com muita coolness e dança NUNO DIAS PROMOTOR DISCOGRÁFICO

De Nova Iorque para as pistas de dança, os !!!, a banda que se auto intitula por três repetições de sons monossilábicos, regressam com o quarto disco de originais. “Strange Weather, Isn’t It?”, editado pela influente Warp, é o sucessor do badalado “Myth Takes”, de 2007, e resulta de algumas alterações na formação da banda (morte de Jerry Fuchs e saída de Pugh para os Free Blood). É um álbum que respira a anos 1970, a

ANAQUIM "AS VIDAS DOS OUTROS" UNIVERSAL 2010 PEDRO PRIMO FIGUEIREDO JORNALISTA

Está aberto o filão. Depois do sucesso dos Deolinda, as multinacionais em Portugal parecem querer apostar numa nova portugalidade musical – OqueStrada,

THE ROOTS "HOW I GOT OVER" DEF JAM/UNIVERSAL 2010 DIMITRY DONOVAN ESTUDANTE

A “Legendary Crew” está de volta com o seu nono álbum de estúdio, “How I Got Over”, sucessor do aclamado “Rising Down”. O novo disco dos The Roots mantém a sonoridade característica deste colectivo norte-americano, conseguindo surpreendentemente

ARCADE FIRE "THE SUBURBS" MERCURY/UNIVERSAL 2010 MARTA POIARES JORNALISTA

Hipérbole mediática ou não, é certo que “The Suburbs”, o terceiro álbum dos canadianos Arcade Fire, é um dos momentos musicais mais esperados de 2010. De luto feito e contas ajustadas com o mundo, a banda

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desenfreada. “Strange Weather, Isn’t It” tem no single “AM/FM” (com teledisco realizado pelos Black Dice) a banda sonora perfeita para um filme porno de série B. Nic Offer, o vocalista e talvez o melhor dançarino ao vivo que conhecemos, é o instigador louco entre enormes grooves de baixo e sintetizadores que envergonham os anos 1980. Aqui, não duvidem, há batidas que fazem o nosso corpo ter espasmos de prazer. A finalizar o disco, em “Hammer”, a mais louca e animalesca canção do disco, ouvimos: UH UH UH OW OW OW, ou seja: DON’T STOP. Nunca parem, !!!.

Virgem Suta e estes Anaquim são apenas alguns exemplos de bandas que seguem as mesmas coordenadas rítmicas, embora ainda sem tanta projecção como os autores de “Dois Selos e um Carimbo”. O que dizer de Anaquim, projecto do compositor e letrista José Rebola, que chega às lides musicais através da Universal? O melhor elogio é feito agora, cinco meses depois da edição de “As Vidas dos Outros”, o disco que nos traz a estas linhas: este é um disco que cresce com o tempo, sábio na composição melódica e textual, que dificilmente agarra alguém à primeira mas que, com o tempo, se vai tornando numa belíssima companhia. Abram alas para o Anaquim.

ser ao mesmo tempo inovador sem nunca se tornar repetitivo. Escuro, eclético, rico, realista, ambicioso, extrema e, no entanto, de fácil escuta, “How I Got Over” é um disco obrigatório para qualquer apreciador de música indie, jazz, blues e hip hop. Os The Roots são um dos poucos colectivos que sempre se destacou dentro do movimento hip hop – embora o seu som sincero, quente, rico e humano torne difícil rotular a banda apenas como praticante de hip hop. Destaco no novo disco o single “How I Got Over”, dinâmico e catchy, “Dear God 2.0” com a colaboração dos Monsters of Folk, e ainda o tema “Right On” parceria com Joanna Newsom, que vos levará até Bristol. Root it!

de Win Butler e Regine Chassagne passeia-nos numa viagem pelos subúrbios da memória, em jeito de desabafo, com ligação directa a uma catarse musical a que já nos habituou. Menos explosivo do que “Funeral” ou “Neon Bible”, o novo registo deste septeto tem a melodia na ponta da língua e o passado como guia, cantando-nos 16 músicas revestidas a leveza, entre o fogo que deflagra e a cinza que resta dele. “The Suburbs” situa-se nestes extremos – algures entre o rock de “Month of May” e a electrónica de “Sprawl II”- e, talvez por isso, pareça um conto pouco coerente, mas que história não tem dois lados cravados nas linhas em que se escreve?

O QUE ANDAMOS A OUVIR


October 2 saturday 10p.m. Comet Tavern Seattle


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música

Foto: Daniel Pires

CRI SIS CRUCIFICAÇÃO NA DISCOTECA

The Nihilist, Jack Diamond e Cobrawolf os Crisis, trio surgido há cerca de um ano atrás. Surgiram de amizades, paixões e ambições comuns. Surgiram para criar algo diferente, algo que seja muito pessoal e no entanto comum a todos. Lançaram recentemente o seu primeiro EP, “Gamma Virginids” – o nome não podia ser melhor uma vez que Gamma Virginids é um tipo de chuva de meteoros, o que assenta bem à sonoridade da banda. Os elementos dos Crisis têm de certa forma uma ligação vincada com a cena metal/ hardcore e um fraquinho pelas pistas de dança. O diálogo entre estes dois géneros pode inicialmente criar associações com a sonoridade dos Mindless Self Indulgence, Hadouken!, Crystal Castles ou The Bloody Beetroots, mas só ouvindo apercebe-se a peculiaridade sonora suja e ferrugenta dos Crisis que se pode comparar a uma crucificação numa discoteca, o que os torna uma das mais frescas e interessantes propostas do actual panorama musical português. Vivemos numa época em que o excesso de informação é um facto, pelo que a necessidade de crescente categorização da música acaba por gerar um problema de definição de sonoridade das bandas. Esta é, pelo menos, a visão de Sofia Magalhães (The Nihilist), vocalista da banda. Apesar da sua

presença no espectro musical nacional ser recente, os Crisis já pisaram palcos italianos e belgas e venceram a última edição do Levi’s Unfamous Awards, levando para casa um prémio monetário, que certamente os irá ajudar a crescer e a explorar o aspecto visual dos seus espectáculos, visando a criação de um ambiente característico e envolvente. Quanto ao futuro, os Crisis vão brevemente lançar uma demo tape intitulada “Synchromystics”. E porquê uma demo nesta altura? “A demo surge do conceito old-school... quando nos davam demos religiosamente, só para nos. Quando éramos miúdos! É uma forma muito estranha de ocultismo musical”, conta à DIF Sofia Magalhães. Também nos planos está a procura de uma editora para o lançamento de um álbum, bem como uma digressão europeia, prevista para breve. Os Crisis planeiam ainda mudar a sua imagem e começar a esboçar aquilo que será o seu primeiro teledisco. Quanto ao resto, só o tempo dirá. Por ora, é aproveitar e espreitar o MySpace da banda (http://www.myspace.com/crisiscrisiscrisis) e descarregar gratuitamente o EP “Gamma Virginids”, bem como visualizar alguns vídeos de actuações ao vivo. Vai valer a pena, garantimos. Dimitry Donovan


Foto: Paulo Segadães

PA US ENERGIA CONTAGIANTE PARA TODAS AS IDADES

Os PAUS são uma mega banda portuguesa formada no final de 2009. A sua música caracteriza-se por uma energia contagiante, capaz de criar uma empatia instantânea com o publico, seja ele de rock, pop, metal ou, até, hip-hop. Os PAUS são um dos novos valores nacionais e prometem continuar a agitar multidões cada vez maiores - o público dos festivais Alive, Paredes de Coura e Milhões de Festa que o diga, Por aí já se encontra o EP de estreia “É uma água”, uma pequena relíquia musical que nos faz querer mais, muito mais. Nos dias que correm, a música nacional respira um novo talento chamado PAUS, união de vários projectos com a mesma vontade: dar boa música a todos os interessados. Makoto Yagyu (If Lucy Fell e Riding Pânico) está encarregue do baixo; Hélio Morais (If Lucy Fell e Linda Martini) partilha a bateria com Joaquim Albergaria (Vicious 5 e CAVEIRA); finalmente João Shela (If Lucy Fell e Riding Pânico) tem para si os teclados. No final de 2009, estes músicos decidiram expandir ainda mais o seu estilo musical e criaram os PAUS. Dessa vontade surgiu uma banda que se caracteriza por uma bateria siamesa (duas baterias ligadas ao mesmo bombo), um baixo extremamente abafado, um teclado que produz sons dançantes e vozes das quais não saem praticamente palavras. Os músicos, esses, vêm

de uma nova geração, que decidiu reinventar o panorama musical, criando sonoridades complexas e díspares. Todos eles fazem parte de bandas bem sucedidas e que ainda arrastam massas atrás deles (excepto Vicious 5, que acabaram recentemente). Se a bateria siamesa é uma inovação, então que dizer do baixo, das teclas e das vozes que não exprimem absolutamente nada a não ser sons? Ao vivo, contudo, é que podemos presenciar todo o poder do quarteto. Um concerto do grupo pode ser definido como uma mescla de sentimentos que vão desde uma energia completamente eléctrica, a um entretenimento que liga rapidamente o público à música. O concerto dos PAUS no Alive, por exemplo, foi globalmente tido como um dos melhores do evento, e o público não tem poupado a banda a elogios. O EP “É uma água” encontra-se já disponível, assim como o teledisco de “Mudo e Surdo”, que venceu a primeira edição do concurso OFFBEATZ Lisboa, apoiado pela DIF. Um pouco por todo o lado os fãs de PAUS têm crescido - as idades dos adeptos, basta ver nos concertos, são completamente diferentes, mas o que salta à vista é o apreço por esta energia contagiante de uma banda que promete muita festa enquanto por cá andar. Para nós, esperemos que seja mesmo por muito tempo. João Miguel Fernandes


URBAN GIRLS «As far as I’m concerned, being any gender is a drag.» Patti Smith O génio criativo não escolhe género nem local. E porque a criatividade é um conceito composto de muitas matizes, as ruas das cidades trazem-nos brisas ousadas de raparigas: artesãs dos tempos modernos, sexualidade despudorada em viagem, provocação socio-política de rua, streetware com atitude ou retratos de sensualidade kitsch. Ser de qualquer um dos géneros, masculino ou feminino, pode ser uma chatice, de facto. Mas ser do género urban girl é poder. É ser protagonista e ser musa numa enorme tela de múltiplas pinceladas ao acaso. É estar aqui e agora. Sem delicadezas, mas com dedicação. Ilustração: Francisco Martins . behance.net/francmartins . xikomartins@gmail.com 


WAR PAINT

As Warpaint são um quarteto de raparigas de Los Angeles que se juntaram em 2004 para fazer música mas somente em 2009 editaram o seu primeiro registo, um EP que as catapultou para relativo sucesso no panorama indie norte-americano. A poucas semanas de lançamento do primeiro álbum, tudo aponta para que as Warpaint capturem corações alternativos além fronteiras. Little Joy, Black Heart Procession, Akron/Family, Yeasayer, The xx e Vampire Weekend. Tudo bandas com quem as Warpaint já partilharam palcos, tudo nomes recomendáveis. Mas vamos por partes. As Warpaint formaram-se no dia dos Namorados, corria o ano de 2004. Durante três anos, e por entre pequenas mudanças de formação, o grupo tocou na zona de Los Angeles granjeando então os primeiros fãs. Faixas como “Stars”, “Beetles” ou “Elephants” eram as mais aplaudidas da época, e viriam a integrar o primeiro EP das Warpaint, intitulado “Exquisite Corpse” e editado em 2009. Depois, o salto. Em Outubro a banda edita pela influente Rough Trade o álbum “The Fool”, que tem vindo a ser promovido ao vivo um pouco por todo o lado – à atenção dos promotores portugueses, já agora, fica o aviso de que as jovens estarão em começos de Novembro em território francês. No começo de Setembro, por exemplo, as Warpaint actuaram no FYF Fest, lado a lado com colossos alternativos como The Rapture, Panda Bear, !!!, Ariel Pink ou a sensação Best Coast. E a música? As amostras até ver apresentadas mostram uma banda hiper recomendável, por vezes com o pé no acelerador, outras em toadas mais intimistas, quiçá a recordar uns Beach House menos intensos mas igualmente sedutores. Há também guitarras em constante dança melódica e uma voz que, sem deslumbrar, ultrapassa de forma segura os mínimos olímpicos para os elogios. Diz-se que Heath Ledger era fã das quatro melómanas de Los Angeles, já descritas pelo The Observer como integrando a “hottest new band of the moment” (não há necessidade de traduzir, pois não?). As Warpaint estão a chegar ao mercado e aos corações portugueses. Abram espaço emocional e na vossa estante de discos.

NO INDIE ROCK TAMBÉM HÁ GIRLS BANDS

Foto: Taka

Pedro Primo Figueiredo

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MÚSICA


A história do rock português é feita de muitos episódios e muitos nomes, mas há um comum a quase todos eles: Lola. Mulher de armas e sorrisos, a road manager que fez todas as estradas de Portugal e arredores. Desde os tempos em que o show bizz em Portugal era uma semente experimental servida por caquéticos palcos e sistemas de som de duvidosa categoria até à era cibernética. Xutos&Pontapés, Censurados, Ramp, Mler-if-Dada, Stree Kids, Adelaide Ferreira, Ana Mar, Roxigénio, Go Graal Blues Band, Pilar Homem de Melo, Peste & Sida e Despe & Siga, Lulu Blind, Corvos, Resistência, Capitão Fantasma, 31, Tara Perdida. Muitas bandas, muitas histórias que davam um filme, quiçá ilustrativo da história do rock português. Enquanto ficamos à espera, fomos desvendar um pouco do brilho desta Aurora.

Aurora Pinheiro

Rock’n’Lola Uma mulher ao comando e entre os “meninos rebeldes do rock”. Como era estar nessa condição nos primórdios do rock português? Para mim foi mais ou menos confortável… Eu já tinha dez anos de internacional. Trabalhei quase toda a década de 1980 na indústria do disco. Fui promotora da Polygram. Planeei e acompanhei muitas visitas de promoção e concertos de bandas como os Metallica, Bon Jovi, Kiss, The Cure, The Mission, Killing Joke, Siouxsie and the Banshees, Lloyd Cole and the Commotions, entre muitos outros. O que eu mais queria era trazer a dignidade profissional do sector internacional à cena nacional. Bandas como os Xutos , os UHF ou mais tarde os Heróis do Mar, GNR e Taxi, já tinham um número de concertos por ano que justificavam esse sonho. Ainda avançámos um bocadinho na qualidade dos palcos e dos equipamentos, mas continuam a faltar espaços alternativos para ensaios e para apresentações com as devidas condições técnicas. Ser músico de rock em Portugal é muito caro, pagam-se muitos impostos, não entendo porque o estado não facilita as estruturas. Os músicos são tão artistas como todos os outros, pintores, bailarinos ou do teatro.

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EXTRA-PESSOAL

Vivendo na estrada acumulam-se muitas histórias. Uma que nunca esqueces? São muitas as histórias inesquecíveis. Ando a organizálas para ver se consigo fazer um livro ou algo mais… Do que sentes mais saudades? Na verdade não sinto assim tantas saudades…Tudo foi vivido com a merecida intensidade…Do que eu gosto mesmo é da viagem, e a vida tem continuado a proporcionar-me viagens q.b., haja saúde e boa disposição que o resto encontra-se pelo caminho. Quem são os teus meninos de ouro? Os meus filhos, André e Diogo, um técnico de som e outro aspirante a produtor de espectáculos. E depois de uma vida tão cheia, que sonhos restam por viver? Todos os sonhos com que me deparar ! Célia F.


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NO MELHOR PANO CAI A NÓDOA

Fazer o enxoval pode parecer uma tradição desadequada aos tempos modernos, especialmente se não há noivo à vista nem particular vocação para a vida doméstica. Mas a verdade é que também não vem nenhum mal ao mundo se uma rapariga moderna se fizer rodear de algumas peças fundamentais em qualquer “lar, doce lar”, juntando tradição e luxúria no mesmo baú. Inês Alexandrino Pereira e Ana Saramago são duas fadas do lar prendadas e sem papas na língua, cujos trabalhos fazem corar as avozinhas mais cândidas.

ARTESANATO URBANO

Hardcore Fofo é a marca de um projecto que inclui toalhas de banho e de mesa, roupa de cama, naperons, almofadas e quadros bordados a ponto de cruz, entre outras peças para adornar a casa e estimular sorrisos marotos. Entre flores e passarinhos, delicados arabescos bordados à máquina ou à mão, as mentes perversas do Hardcore Fofo não estão com meias medidas. “Pretendemos transmitir um espírito brincalhão e inovador. Manter a tradição e, ao mesmo tempo, conduzi-la a novos horizontes”, revelam. Mandar as limpezas “pó caralho” ou solicitar educamente a alguém “give me one minete” são apenas alguns dos mimos disponíveis na arca do enxoval, onde também há toalhas para o “pipi” e luvas para dar “tau tau”. Mais em www.hardcorefofo.com. Laura Alves


Too Much Pussy SETE MULHERES PELA ESTRADA FORA

João Moço

A realizadora francesa Émile Jouvet regressa com o documentário “Too Much Pussy! Feminist Sluts in the Queer X Show”, que será exibido no último dia do festival Queer Lisboa, a 25 de Setembro. Imaginemos sete mulheres, feministas, frontais, viscerais, provocadoras, urbanas, que decidem viajar juntas numa carrinha pela Europa fora (passando por cidades como Paris, Berlim ou Estocolmo), onde vão apresentando a sua performance queercore, o “Queer X Show”. Daí resultou este documentário, que é também um road-movie, de Émile Jouvet, que com a sua câmara digital filmou este grupo de mulheres activistas, artistas, pornógrafas, entre apartamentos semi-destruídos, discotecas com glamour decadente e becos escuros. A exploração da sexualidade sem se deixar levar por pruridos conservadores. Este grupo de mulheres explora à frente dos nossos olhos a sua versão do feminismo, misturando os conceitos de pornografia, erotismo e arte numa expressão sexual com uma identidade forte e bastante demarcada. E também divertida. Em Paris a realizadora, Émile Jouvet, de 33 anos, fundou várias organizações de arte feministas e queer, integrando-se desde cedo no movimento underground da cidade, onde pode explorar de forma provocadora identidades que não se deixaram levar pelos clichés das representações sexuais difundidas no circuito mainstream. E é exactamente isto que poderemos ver no Cinema São Jorge no dia 25 de Setembro, no âmbito do novo Queer Lisboa, com o documentário “Too Much Pussy! Feminist Sluts in the Queer X Show”.

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Cinema


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MODA

Se falarmos de uma descendente de irlandeses sem medo de dizer o que pensa, com um dom especial para provocar, uma grande dose de irreverência espalhada em t-shirts femininas e um gosto particular por desafiar o mundo dos homens, temos o perfil perfeito da líder de uma marca de streetwear vencedora. A carapuça serve imediatamente a Leah McSweeney, fundadora da Married to the MOB (aka Most Official Bitches). Mais do que uma marca de streetwear, a MTTMOB personifica o estilo de vida e a forma de expressão de Leah, que sempre fez parte do clube das mal-comportadas, com muito orgulho. E a palavra-chave foi sempre A-T-I-T-U-D-E. “A atitude da MOB é sobretudo seguirmos os nossos instintos e não sentirmos a obrigação de agir conforme as regras que ditam como uma mulher deve ‘ser’”, explica Leah McSweeney à DIF. Quando a marca foi criada, no Verão de 2004, já Leah McSweeney tinha sido expulsa da escola católica que frequentava em Nova Iorque (aos 14 anos), já tinha levado um polícia a estragar-lhe um dente e já tinha fugido de casa. Ela assumiu desde muito cedo o posto de Most Official Bitch. E, apercebendo-se de que o universo do streetwear estava muito mais voltado para eles que para elas, estava preparada para criar a sua própria marca urbana, desenhada por mulheres para mulheres, como tributo a todas as que, como ela, se recusavam a optar pelo politicamente correcto. “Criei a MOB para ser a voz de mulheres assim. Como eu”, declara. Para isso utilizou a indemnização que o mesmo polícia lhe teve de pagar por agressão, comprou um Macintosh e pintou de rosa as paredes do seu apartamento, onde montou o escritório da Married to the MOB. Ao seu lado, a crew formada pela sócia Sharon Coyne, a irmã mais nova e a sua amiga Tabatha McGurr, filha do famoso graffiter Futura 2000. A primeira colecção Married to the MOB incluía um modelo de t-shirt com a mensagem “Supreme Bitch”, um jogo de palavras em jeito de provocação à Supreme, conceituada loja de skaters em Nova Iorque. Com o seu jeito altamente provocador, depressa Leah conseguiu com que a MTTMOB ganhasse um lugar ao sol no panorama do streetwear, criando milhares de seguidores e uns tantos inimigos. “Nós, as mulheres, temos todo um conjunto de padrões e pressões com os quais temos de lidar que um homem nunca poderá entender”, afirma Leah, confessando ser “muito feminista”.

Além das tees, as colecções da marca nova-iorquina incluem também sweatshirts e casacos, e algumas calças e malas. Para o Outono, a MTTMOB criou uma colecção inspirada no seu amor por shcoolgirls e na bela cidade de Paris, denominada MOB Aime Les Sucettes. Riscas estilo Sonia Rykiel, peças em tule de seda, um casaco motard de lã e combishorts são alguns dos elementos mais fortes da colecção, já disponível na loja online – http://www.mttmnyc.com (a Internet continua a ser o ponto de venda da marca mais próximo para os portugueses!). “Money over Bitches”, “Other Bitches Just Front” e “DILLIGAF: Do I Look Like I Give a Fuck” são algumas das provovações clássicas estampadas nas t-shirts MOB. Mas há uma especial que a fundadora da marca cita prontamente quando lhe perguntam qual a filosofia de vida: “Protect Me From What I Want”, de Jenny Holzer, que se tornou numa das míticas t-shirts da MTTMOB. O currículo das colaborações MOB é extenso e inclui desde uma edição especial de um biquini com o grafitter KAWS, que esgotou com pré-encomendas antes de ter ido para as lojas (2006), uma mala em pele com a marca alemã de acessórios MCM (2007) vendida exclusivamente na Colette e uma linha a duas mãos com o artista francês Fafi (2007) e uma outra em trio, com o rapper Uffie e o fotógrafo Cobrasnake (2008). As parcerias com reconhecidas marcas mundiais floresceram e deram lugar a edições exclusivas como os ténis Married to the M.O.B X Reebok X Colette (2008) e os sneakers com renda Lacoste X Married to the M.O.B (2010).

A mais recente colaboração da marca nova-iorquina para a temporada Outono/Inverno faz-se no plano dos desportos radicais, com uma colecção de roupa de neve em conjunto com o gigante do snowboard Burton. Além de casacos, luvas e gorros, a linha inclui uma prancha de snowboard e dicas como “Well-behaved bitches seldom make history” – a favorita de Leah - ou “Ride Ordie Bitch”. Os genes Married to the MOB parecem seguir mais provocadores que nunca, mas Leah confessa que já não é a mesma pessoa desde o tempo em que fez nascer a MOB, aos 22 anos. “A minha vida mudou muito nos últimos seis anos”, a começar pelo facto de “ter engravidado muito nova”, relembra. E deixa agora outro tipo de ressalva: “a vida é sobre descobrir o verdadeiro ‘eu’ e encontrar-lhe significado. Não é só atitude”. Carolina Almeida


MOST OFFICIAL BITCH


ART MAKES the MERRY-GO-ROUND Inside scoop sobre a artista Laura Keeble

O que é mais importante…o Artista ou a Obra? A ideia ocorreu-me durante a preparação deste artigo sobre Laura Keeble, uma artista inglesa sobre a qual não existe muita informação disponível, talvez porque como a própria afirma as suas obras têm vida própria longe das mãos de quem as criou.

“Eu acho que o mais importante é que o trabalho seja o foco principal e a parte mais interessante. Eu não acredito que eu seja uma pessoa importante ou mesmo interessante sobre a qual as outras pessoas querem ouvir falar, mas o trabalho que eu crio, esse sim vale a pena ser visto e discutido. É esse o seu objectivo”, diz Laura Keeble. As obras são o centro das atenções, acessíveis a todos uma vez que são na sua maioria intervenções de rua, um lugar onde todos os olhares se cruzam e onde a mente humana geralmente não dispensa tempo em reflecções profundas. Um passo apressado, olhares distraídos e depois ali estão elas: a sereia feita com pedaços de copos do Starbucks e grãos de café mesmo em frente à porta de um dos estabelecimentos da famosa cadeia, uma imitação da caveira de Hirst jogada em cima de sacos de lixo, encostados aos vidros da galeria White Cube, onde a original estava exposta, cavalos de carrossel criados a partir de antigos números do Financial Times, com o sugestivo título de “Money makes the merry-go-round”, em frente ao Banco de Inglaterra. Provocação? Sim, mas sobretudo uma grande consciência social: “A minha família tem uma grande consciência sócio-política, por isso sempre fui ensinada a pensar fora dos parâmetros convencionais e sobre a importância de questionar tudo o que me rodeia”.

Procura criar-se um momento de pensamento, uma linha de comunicação. Keeble transforma as suas próprias dúvidas numa criação imagética que nos obriga a reflectir. As instalações criam perguntas às quais nós vamos tentando responder num diálogo ininterrupto, mas a resposta final é deixada ao nosso critério: “[A obra] É aquilo que o público quiser interpretar. As pessoas relacionam o seu próprio passado emocional quando estão a ver uma obra, pode suscitar uma lembrança, uma memória ou pode causar um sentimento de raiva ou antipatia…ou pode até não suscitar nada! Tem tudo a ver com quem somos, de que material somos feitos, a que experiências estamos abertos e onde elas nos vão levar. Espero que as minhas obras criem a oportunidade para uma dialética, um momento de pausa…” Mais do que uma intenção específica é a intenção somente de nos obrigar a parar que move Keeble, alimentada por uma liberdade de que só os artistas podem usufruir, essa liberdade que lhes permite ter tempo para por em causa ou para somente obrigar os outros a por em causa o mundo em que vivemos: “O meu trabalho permite o acesso aquela liberdade que talvez não exista no dia-a-dia. Eu gosto de criar coisas e, através delas, uma espécie de dialética mas ai termina o controlo que tenho enquanto artista. A obra é livre de fazer aquilo que precisa fazer a partir do momento em que é exposta”. http://www.laurakeeble.com/ Vanessa Miranda

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INTERVENÇÃO URBANA


BELEZAS AMERICNaS


Mais trabalhos do fotógrafo em: www.waynelawrenceonline.com www.instituteartistmanagement.com

Texto: Laura Alves Fotos: Wayne Lawrence/INSTITUTE

São provocantes, vistosas, e raramente as medidas correspondem à formatação das revistas de moda. As raparigas captadas pela câmara de Wayne Lawrence, fotógrafo norte-americano que assentou raízes no bairro de Brooklyn, são retratos crus de uma sensualidade urbana que surpreende. Wayne Lawrence cria diários visuais da fauna humana que o rodeia nos mesclados bairros de Brooklyn e do Bronx. De ascendência caribenha, o fotógrafo faz da mestiçagem norte-americana uma forma de arte, coleccionando corpos e espíritos de cores e formas africanas e latino-americanas, bem como os seus rituais citadinos. Esta grande paleta de pinturas urbanas divide-se em diversas colecções, entre as quais se destacam “Orchard Beach (The Bronx Riviera)” e “MIA (Urban Beach Week).

O sexo feminino é um protagonista de peso na obra de Wayne Lawrence. E ser uma jovem mulher mestiça nos bairros nova-iorquinos é ter estampada no corpo uma herança cultural irrefutável. As imagens de Wayne revelam-nos raparigas vibrantes que exibem folhos à “lolita” e mais maquilhagem que roupa, peles quentes, lábios carnudos e tatuagens em saltos altos. Vivem na cidade e gostam de ostentar a sua beleza americana em flashes de sensualidade explosiva. Encaram a câmara sem medos ou pudores e mostram como são poderosas por dentro e por fora. Tanto num bambolear de ancas a atravessar uma rua como numa pose provocante à beira-mar. Já este ano, Wayne Lawrence recebeu o prémio Sony Emerging Photographer da revista Photo District News pelas suas imagens de Orchard Beach.

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SURFACE


Fotografia Cátia Castel-Branco Styling António Branco Assistente: Marcelo Toledo Cabelos: Helena Vaz Pereira para Griff Hair style assistida por Pini Maquilhagem: Sónia Pessoa assistida por Sofia Lucas com produtos Giorgio Armani Modelo:  Robinson,  L’Agence Agradecimento: Marta Cadete e Fundo de Investimento Imobiliário Sete Colinas

DARK PRINCE


Polo Portobello by Pepe Jeans, colete Marlboro Classics, jeans Pepe Jeans, botas Fly London


Sobretudo Miguel Vieira, casaco de malha e jeans, ambos Pepe Jeans, henley de riscas Marlboro Classics, botas vintage, bandana H&M


Blaser Miguel Vieira, Tshirt Portobello by Pepe Jeans, jeans Levis, cinto Pepe jeans, botas Fly London.


Camisa de escocês Malboro Classics, T’shirt Portobello By Pepe Jeans, calças Dino Alves, gorro Pepe Jeans, ténis Diesel


Sobretudo Diesel, pull over de pintas Lacoste, camisa com dois colarinhos He by Mango, cinto Pepe jeans, jeans Lee, botas vintage


ONEDAY ATTHE CIRCUS Fotografia Ricardo Mealha ricardomealha@me.com Realização Susana Jacobetty Cabelos: Cristina Peixoto Maquilhagem: Inês Pais com produtos Dior Assistente de Fotografia: David Rodrigues Assistente de Produção: Joana Pote Modelos: Adriele Just Models, Bruno Rosendo: L’Agence Circo: Iris, Vivien, Diana, Xenia Agradecimento: Circo Soledad Cardinali

Adriele: camisa Hilfiger, vestido, legins, casaco e brincos H&M Bruno: camisa Insight, calças Levis, lenço Odd Molly 


Bruno: casaco e camisa Energie, calรงas Diesel Adriele: vestido Malene Birger, casaco Andy Warhol by Pepe Jeans, pregadeira H&M >Adriele: Camisa e vestido H&M, casaco Fred Perry, saia Pedro Pedro


Bruno: camisa e gravata Energie, calças e Ténis Lacoste, casaco Diesel, saco Fred Perry >Bruno: camisa e calças Levis, casaco Pepe Jeans, botas Fly >Adriele: camisa Red Valentino na Loja das Meias, colete Sisley, saia Odd Molly, clutch Andy Warhol by Pepe Jeans, botas Pepe Jeans


Bruno: casaco Replay, camisa Fred Perry Adriele: vestido Levis, colete Tommy Hilfiger, casaco Diesel, 贸culos Ray Ban


Adriele: camisa e casaco Fred Perry, calรงas Dino Alves, pulseira H&M, clutch Hoss, sapatos Fly Bruno: camisa Replay, casaco Fred Perry, calรงas Pepe Jeans, sapatos Tommy Hilfiger


Bruno camisa, Pepe Jeans, calรงas Levis, botas Fly


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AGENDA

Queer Lisboa Um festival que não se fecha em nichos De 17 a 25 de Setembro o Cinema São Jorge, em Lisboa, recebe a 14ª edição do Queer Lisboa – Festival de Cinema Gay e Lésbico. A DIF foi falar com o director do certame, João Ferreira João Moço Há já 14 anos que Lisboa recebe o Queer Lisboa, que começou por ser “o único veículo que existia no país para passar este tipo de cinema, temática que tem história e que faz parte da história do cinema”. Passados 14 anos muita coisa mudou, mas, segundo o director do festival, o Queer mantém como “bandeira” a “responsabilidade de lançar novos nomes”. Antonia San Juan e Marco Berger são dois cineastas que verão a sua estreia como realizadores no formato longametragem na edição deste ano do Queer Lisboa, com os filmes “Tú Eliges” e “Plan B”, respectivamente. “Os festivais são fundamentais para lançar novos nomes e o nosso também procura ajudar nesse sentido e incentivar porque o festival também serve de rampa de lançamento”, diz-nos João Ferreira.

Entre as várias secções em que está dividida a programação do festival, sejam as secções competitivas para melhor longa-metragem, melhor documentário, melhor curta-metragem, Panorama, Queer Art, Queer Pop ou as Noites Hard, este ano o festival desafia os espectadores a pegar numa câmara de vídeo e durante um minuto falar sobre preconceito, vídeos que serão posteriormente reunidos num objecto de vídeo-arte a ser exibido em 2011: “É uma forma de tentar que os espectadores possam intervir de alguma forma, com liberdade absoluta, e perceberem que este festival também é delas e têm aqui um lugar que não é meramente passivo”, explica o director do Queer Lisboa. Uma outra novidade é o ciclo de cinema queer suíço, com um total de nove títulos: “A Suíça é um país que em termos culturais muito pouca gente conhece, é um país pequeno, com muitas línguas oficiais e é complicado difundirem a sua cultura. Este ciclo vem mostrar que há produção queer significativa na Suíça e com diversidade”, refere João Ferreira.

Tal como nas restantes edições, este ano a programação do festival tanto apresenta filmes com uma estética e/ ou narrativa mais convencionais (como é o caso de “Do Começo ao Fim”, de Aluizio Abranches, com Fábio Assunção, João Gabriel Vasconcelos e Rafael Cardoso, sobre a relação entre dois meios-irmãos – passa na sessão de abertura, a 17 de Setembro) como títulos de cariz mais experimental e vanguardista (destacamos “L.A. Zombie”, de Bruce LaBruce, filme sobre as deambulações de um zombie gay protagonizado pelo actor porno François Sagat). “Temos de ir ao encontro de tudo isto porque o cinema queer é também um pouco de tudo. Não nos interessa ser um festival de nicho, procuramos sim ir de uma ponta à outra do espectro, sermos representativos”, afirma o director do festival. Além dos muitos filmes, de 17 a 25 de Setembro o Queer Lisboa vai apresentar telediscos de nomes como Antony & The Johnsons, Girls, M.I.A. ou Lady Gaga, bem como a recriação da peça “O Público”, de Federico García Lorca, por Luís Miguel Cintra.


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62 Goldfrapp Coliseu dos Recreios, Lisboa, 22 de Setembro A “electrónica sexy” dos Goldfrapp, como anuncia a promotora Everything is New, está de regresso a Portugal e a um espaço onde o grupo já foi feliz: o Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Desta vez, o duo liderado pela sedutora Alison Goldfrapp traz à capital as canções do recente “Head First”, disco que marcou o regresso dos Goldfrapp a camadas mais electrónicas, próximas de discos como “Black Cherry” e “Supernature” e mais distantes dos ambientes mais folk da estreia “Felt Mountain” e do anterior “Seventh Tree”. E o que é que se pode esperar de um concerto de Goldfrapp? Quem os viu em Julho no Festival Marés Vivas, em Gaia, presenciou um espectáculo predominantemente dançante, musicalmente ajustado para o abanar de anca e raras vezes direccionado para o degustar intelectual. No Coliseu, contudo, haverá mais tempo de actuação, mais fãs dedicados e, arriscamos, maior risco da parte da banda: tudo bons indícios, portanto. Se no que ao trabalho em disco diz respeito a banda aparenta estar num pequeno limbo criativo – para onde seguir após “Head First”? – já ao vivo a festa é uma certeza quase absoluta. Na ressaca pós-festivais de Verão, os Goldfrapp são dos primeiros grandes nomes a pisar palcos portugueses na segunda metade de 2010. Muitos se seguirão, alguns já anunciados (Interpol, !!!, Broken Social Scene, MGMT), mais surgirão em breve. Por ora, fiquemo-nos pela “electrónica sexy”. E ficamos bem servidos, pois! Pedro Primo Figueiredo

Eels Coliseu dos Recreios, Lisboa, 19 de Setembro Surgidos em plena era pós-grunge os Eels, na altura compostos por Mark Everett (Mr. E, na guitarra e voz), Tommy Walter (baixo) e Butch Norton (bateria), começaram por fazer pequenos concertos em Los Angeles. Em 1996 editam o primeiro álbum, “Beautiful Freak”, uma mistura de rock, jazz, hip-hop e vários outros estilos, que lhes valeu o reconhecimento da comunidade indie e os catapultou para as tabelas de vendas. Desde a sua génese, Eels é sinónimo de Mr. E, cuja vida privada nunca foi fácil e sempre se reflectiu nas composições da banda. O pai, um físico influente, morreu cedo, a irmã suicidou-se, a mãe morreu de cancro e uma prima faleceu no fatídico 11 de Setembro de 2001. Em paralelo, Tommy Walter deixou o grupo antes da digressão do segundo álbum (“Electro-Shock

Blues”, de 1998) e em 2003 deu-se a ruptura entre E e Butch. Mas nem tudo é negativo e os problemas pessoais e na formação dos Eels não impediram que esta se tornasse numa das bandas mais criativas e ecléticas do espectro musical. Após sete registos de originais, um deles gravado em apenas dez dias (“Shootenanny!”, de 2003) e outro composto por 33 temas (“Blinking Lights and Other Revelations”, de 2005), da mente prolífica e idiossincrática do senhor Eels saíram em menos de um ano os álbuns “Hombre Loco” e “End Times”. Os registos foram editados entre 2009 e 2010 e confirmam um som mais físico e orgânico, mas igualmente soturno. “Tomorrow Morning” é a terceira parte dessa trilogia sobre desejo, perda e redenção, que dá o mote para a primeira digressão mundial desde “An Evening With The Eels Tour”, de 2007. A 19 de Setembro o trio de freaks composto por E, o baterista Knuckles e o baixista Koool G Murder vai andar à solta por Lisboa. Samuel Cruz

AGENDA


Andy Warhol

is watching you Já se imaginou a ver televisão na sala de estar de Andy Warhol? Acredite que é (quase) possível. A DIF sentou-se num dos sofás e teve direito a 15 minutos de conversa com Judith Benhamou-Huet, comissária da exposição “Warhol TV”, patente no CCB até 14 de Novembro. Já quase tudo foi dito sobre Andy Warhol. Em todas as suas facetas, é uma figura incontornável do século XX - visionário, criador, íman de talentos, estrela maior da cultura Pop que ajudou a definir. Já se banalizaram os quadros em incontáveis repetições, já vimos as fotografias e os filmes experimentais. Os trabalhos para televisão, durante as décadas de 1970 e 1980, são das poucas portas por abrir no seu universo criativo. É este “segredo” que Judith Benhamout-Huet partilha connosco em “Warhol TV”, transformando uma sala do Museu Berardo numa sucessão de pequenas salas de estar. Iluminados apenas pela luz dos ecrãs de televisão espalhados pelo espaço, somos guiados através das obsessões que sempre consumiram Andy Warhol: a fama, o talento, a beleza, a transformação do corpo, a

morte. Obsessões aqui sob a forma de soap operas / talk shows / fake shows /drag shows, uma aparição no “Saturday Night Live” e outra no “Love Boat”. As imagens seduzem-nos e convidam-nos a sentar. A estar. Um pouco por todo o lado estão sofás e cadeirões confortáveis (gentilmente cedidos por Manuel Reis, dono do Lux e da Bica do Sapato) que nos permitem aceitar o convite. “Esta é uma exposição para ver com tempo”, diz Huet. Temos que aceitar entrar dentro do mundo de Andy”, remata. E que mundo é este? Claramente, o mundo de um rapazinho que sempre foi fascinado pela televisão. Nascido em 1928, a sua existência cresceu a par e passo com a “caixa mágica”. O televisor, que mantinha sempre ligado, era tanto um ruído de fundo como uma forma de escape à realidade. Mais tarde, passou a ter sempre uma câmara a rodar na Factory, registando momentos do seu dia-a-dia, desde conversas com amigos a almoços. Momentos espontâneos misturam-se com situações encenadas, o banal é elevado a arte e os famosos parecem comuns mortais – vemos Liza Minneli a falar sobre a mudança para um novo apartamento;

Andy a maquilhar-se e a falar sobre a morte; Jerry Hall e Debbie Harry representam versões de si mesmas; Pee Wee Herman está sentado no chão a brincar. Esta relação quase promíscua com a televisão, em que não há barreiras nem segredos, pode ser vista como um micro-cosmos de algo que nos é muito familiar: a reality TV. Alguns dos vídeos patentes na exposição parecem um “antepassado” dos Big Brothers do futuro mas em versão deluxe – cores fortes, fantasia, loucura e originalidade. É a reality TV no seu melhor. Como diria Judith BenhamouHuet, “é a televisão vista pelos olhos de um pintor”. “Warhol TV” tem tanto de visionário como de retro. Ao passearmos pelas salas, não podemos deixar de sentir que estamos perante um mundo à parte do HD, da Canon 5D, do Facebook e do Youtube e, por isso mesmo, algo “datado”. Por outro lado, a forma como Warhol via o mundo parece fazer ainda mais sentido hoje em dia – o que são os “Ídolos” que não a procura anónima por 15 minutos de fama e o que é o “America’s next Top Model” senão o fascínio pela beleza e pela intimidade alheia. Tudo isto está na “Warhol TV”, produzida há três décadas atrás. “Se Andy fosse vivo, não tenho dúvidas de que seria fascinado pela Internet”, diz a comissária da exposição. Se Andy fosse vivo, estaria a fazer vídeos para o Youtube e teria um dos perfis mais visitados do Facebook, dizemos nós. Antes de Lady Di, já Warhol foi estrela na morte. No seu derradeiro protagonismo televisivo – o elogio fúnebre - um dos seus amigos cita-o: “Que bom seria regressar sob a forma de um diamante no dedo de Elizabeth Taylor”. Mais uma vez, o amor à banalidade dos deuses. Desliga-se a televisão, apagam-se as luzes e saímos da sala. Andy Warhol ficará para sempre. Filipa Penteado

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