Issuu on Google+

Voz Comunidade Jornal

da

Edição nº 85 - Ano VI - Zona Leste, Abril de 2014

Fraternidade e tráfico humano: reflexão socioteológica Editorial Página 2

... a vida não para Filosofia Página 3

“em defesa do planeta terra, pelo fim das desigualdades sociais e por uma sociedade mais justa e fraterna” - vozdacomunidade@uol.com.br - 10.000 Exemplares - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Centro de Memória de Ermelino Matarazzo Exposição de Memórias do bairro de Ermelino Matarazzo e adjacências, Dia 25 de Abril de 2014, sexta-feira, às 9h30, Local Pq. Erm. Matarazzo, Av. Abel Tavares, 1564, em Ermelino Matarazzo Páginas 6 e 7 Fotos: Danilo Morcelli

Brincando e Aprendendo

Espaço da Criança Página 4

Agenda e Avisos Página 5

“Quais os problemas em nossa família, por extensão na sociedade?” Momento Bíblico Página 8

Risco de descontinuidade do monotrilho de Cidade Tiradentes Painel de Debates Página 9

Canonização do Padre José de Anchieta Página 11

Concurso Literário

Jornal Voz da Comunidade Com o objetivo de incentivar e divulgar a leitura e a escrita, o Jornal Voz da Comunidade lança o Concurso Literário, que vai premiar uma Poesia ou uma Redação que fale sobre o Bairro de Ermelino Matarazzo. O tema é:

“O meu bairro de Ermelino Matarazzo” Participe e demonstre o seu carinho pelo bairro de Ermelino Matarazzo!

Página 5

AJUDE O JORNAL VOZ DA COMUNIDADE A IMPRIMIR SUA PRÓXIMA EDIÇÃO Colabore conosco fazendo sua doação. Deposite quanto você puder em nossa conta e mantenha viva a circulação do Jornal Voz da Comunidade. Banco Itaú Agência: 1665 Conta Corrente: 32020-4 em nome da Associação Voz da Comunidade. A equipe voluntária do Voz agradece.


2 Abril de 2014

Editorial

vozdacomunidade@uol.com.br

Fraternidade e tráfico humano: reflexão socioteológica Assusta-nos até onde chega a perversidade de traficar seres humanos como se fossem coisas. A humanidade, depois de tristes e violentos invernos de maldade, chegou, em 1948, à Declaração dos Direitos Humanos. O texto começa com uma série de considerandos. O primeiro soa solene: “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.” Antes de tudo, está a dignidade de todo ser humano, que goza de igualdade de direitos inalienáveis. Sobre ela se constroem a liberdade, a justiça e a paz. Girando negativamente, a dominação, a injustiça e a guerra nascem da violação de tais direitos. O texto tira outra óbvia conclusão de que atos bárbaros, que ultrajam a consciência da humanidade, decorrem do desprezo e desrespeito de tais direitos. O tráfico humano se associa à escravidão. O Brasil aboliu-a, embora muito tardiamente, no fim do século XIX. No entanto, a boca ficou torta de tanto fumar cachimbo durante séculos e a escravidão se perpetua, sob diversas formas. Ludibriando a lei, a

Associação Voz da Comunidade Rua Miguel Rachid, 997 - Ermelino Matarazzo São Paulo – SP - Fone: 2546-4254 Correio eletrônico: vozdacomunidade@uol.com.br Tiragem: 10.000 exemplares - Distribuição interna, sem fins lucrativos - Todos os envolvidos na elaboração deste jornal são voluntários.

justiça e a Ética. Se o olhar se amplia para o mundo, esbarramos com números gigantescos das vítimas do tráfico humano, que as explora no trabalho forçado e no campo sexual. “Segundo a Agência das Nações Unidas contra droga e o crime (ONUDC), todos os anos, 800 mil a 2,4 milhões de pessoas são vítimas do tráfico de seres humanos no mundo” (Global Reporto on Trafficking in Persons). Se falamos em termos absolutos, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que o número alcance 20,9 milhões. Na América Latina e Caribe, calcula-se a cifra de 1,8 milhão, na proporção de 3,1 por mil, maior que a média global. Se distinguirmos os dois tipos de tráfico, laboral e sexual, o primeiro representa 78%, e o segundo, 22%. Predomina escandalosamente a exploração feita pela economia privada em relação ao Estado (14,2 milhões contra 2,2 milhões). Especificando o tipo de pessoas, ainda que o número de homens seja maior (74%), espanta-nos o de crianças (26%) e de mulheres (55%). São 44% os migrantes afetados, sendo 15% internos ao Brasil, enquanto 29% são de fora. No campo se-

xual, a exploração de migrantes estrangeiros atinge proporção muito maior, (74%). Na Europa, 13% das mulheres sexualmente exploradas são sul-americanas (UNODC). Ainda na linha do fato, cabe incluir nessa maré de lama o tráfico de órgãos, removidos não somente de corpos clinicamente mortos, mas até cruelmente retirados de crianças vivas, normalmente pobres e submetidas de diferentes maneiras, desde a compra até o roubo. O quadro de crimes se amplia por força da criatividade perversa do coração humano. No referente à exploração sexual, por exemplo, uma pesquisa nacional de 2002 detectou dentro do Brasil 241 rotas de tráfico de exploração sexual, sendo 131 internacionais, 78 interestaduais e 32 municipais (Pesquisa Nacional sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes). Fonte: Revista Vida Pastoral Mar-Abril 2014 Por Pe. J. B. Libanio, sj Doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma Texto adaptado

Se distinguirmos os dois tipos de tráfico, laboral e sexual, o primeiro representa 78%, e o segundo, 22%. Predomina escandalosamente a exploração feita pela economia privada em relação ao Estado (14,2 milhões contra 2,2 milhões). Especificando o tipo de pessoas, ainda que o número de homens seja maior (74%), espanta-nos o de crianças (26%) e de mulheres (55%)

Os artigos assinados não refletem necessariamente a filosofia (objetivos) do jornal, são de responsabilidade dos autores. Jornalista Responsável: José Maria dos Santos - MTb: 11.413 - Colaboradores: José Augusto Rocha Lima, Sebastião Galdino, Maurinho de Jesus - Pastoral Social: Luis França - Pastoral da Comunicação: Luís França, Fernando Cruz, Marcondes Messias, Professor Waldir Augusti, Ricardo Baba, Mauro Margarido e Danilo Ferrari - Revisão: Alexssander S. Santos Publicidade e Propaganda: Deise Cassi (98868-2884) Produção e Diagramação: Ricardo Leocadio - Mtb: 61.512/SP - (98136-1016). Impressão: TAIGA GRÁFICA E EDITORA LTDA. Fone: 2409-7926 - Apoio/Parceria: FUNDAÇÃO TIDE SETÚBAL.


vozdacomunidade@uol.com.br

Filosofia

Abril de 2014

DIVULGAÇÃO

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma... a vida não para”

A música ‘‘PACIÊNCIA’’ do cantor e poeta Lenine é uma reflexão. Há momentos que exigem calma e serenidade para refletir, mas mesmo nestes momentos os fatos corriqueiros da vida continuam acontecendo. Ter calma não significa uma postura passiva diante da vida nem é sinônimo de falta de atitude, mas sim ter a serenidade para pensar sobre a melhor forma de agir. O pensador grego Aristóteles definiu a calma como a medida certa entre a pressa e a pacatez. Ou seja, a calma nos proporciona o tempo necessário para refletir, mas não permite nos omitir e acomodar. Vivemos na sociedade da rapidez, quanto mais velocidade melhor. Desta maneira, as pessoas não conversam, não se divertem, não aproveitam a vida, e assim o tempo parece cada vez mais curto. O filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella defende que este modo de vida instantâneo afasta as pessoas. Conforme

este mesmo pensador, num passado recente, as famílias conversavam, os amigos se divertiam, havia união entre os indivíduos e, incrivelmente, os dias pareciam mais longos. O próprio Cortella explica que a ideia de Carpe Diem (expressão latina que significa aproveitar cada dia como se fosse o ultimo) foi um modo de vida empregado pelos romanos na decadência do império, pois eles não sabiam até quando Roma resistiria. É verdade que precisamos desfrutar de cada momento, pois tudo acontece no presente, mas é necessário ter calma para refletir e escolher o melhor caminho a seguir. Vamos ter calma para pensar e observar os fatos da vida, pois assim nos amadurecemos, escolhemos as melhores opções, teremos mais tempo e ainda aproveitaremos mais a vida. Filósofo Ricardo Hidemi Baba www.ricardobaba.com.br

Vi

a felicidade Vi que o fim de tudo é sce do bem querer na or am ro ei ad rd ve o Vi que ico caminho Vi que a justiça é o ún idade para tornar a paz real ssária para se conhecer ce ne é ão lid so a s ze ve Vi que às é fragilidade Vi que ser flexível não insegurança Mas falta de opinião é sentido na vida Vi que todos precisam omove mudanças pr e fr so em qu só e qu Vi ambição desmedida da e m no em ito pe es sr Vi o de os Vi que tanto procuram s que tanto buscamos! ta os sp re as s nó em o Mas estã Ricardo Hidemi Baba

3


4 Abril de 2014

Espaรงo da Crianรงa

vozdacomunidade@uol.com.br


vozdacomunidade@uol.com.br

Agenda

Celebração Mensal dos Voluntários(as) no Lar Vicentino

Local: Rua: Ovídio Lopes, 253 – Pq. Boturussú Ermelino Matarazzo – Tel.: 2546-5682 Todo último Domingo do mês, às 10,00 horas Dia: 27 de abril/2014 // Dia: 25 de maio/2014 // Dia: 29 de junho/2014

Reunião da Luta por Cadeiras de Roda Motorizadas e as Lutas da Saúde de Qualidade na Zona Leste

Data: 9 de Abril de 2014, Quarta-Feira. Local: Salão da Igreja S. Francisco, R. Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo, Tel: 2546.4254 - Hora: 19:00 horas. Convide sua vizinhança, amigos/as. “A Saúde é um direito e uma conquista do Povo que luta e se organiza. Só há vitória c/ luta e participação”.

Reunião da Pastoral da Saúde nas Paróquias do Setor Pastoral de Ermelino Matarazzo

Data: 8 de abril de 2014, terça-feira - Horário: 19 horas Local: Igreja da Paróquia São Frei Galvão, no Jardim Keralux. Falar com Irma Rosa: 9.9618-3975 ou Ministra Da. Conceição: 98358-3166

Missa do Mandato dos Ministros/as da Eucaristia e Exéquias, do Setor

Pastoral de Ermelino Matarazzo, com o Bispo D. Manuel Parrado Carral. Dia: 11 de abril, sexta-feira - Horário: às 20 horas Local: Salão da Igreja São Francisco de Assis (Rua Miguel Rachid, 997 – Ermelino Matarazzo – Tel.: 2546-4254)

Reunião dos moradores do Jardim Keralux em frente ao Posto de Saúde Dia: 26 de abril, sábado - Horário: às 9 horas

Exposição no Centro de Memória e Pesquisa de Ermelino Matarazzo, Região Leste de São Paulo Dia: 25 de abril, sexta-feira - Horário: 9h30 Local: Parque Ermelino Matarazzo (Dom Paulo Evaristo), Avenida Abel Tavares, 1564 – Ermelino Matarazzo. Aproveite e venha conhecer a Casa de Veraneio da Família Matarazzo Contato: Danilo Morcelli / email:danmorcelli@gmail.com

Abril de 2014

5

Concurso Literário Jornal Voz da Comunidade Com o objetivo de incentivar e divulgar a leitura e a escrita, o Jornal Voz da Comunidade lança o Concurso Literário, que vai premiar uma Poesia ou uma Redação que fale sobre o Bairro de Ermelino Matarazzo. O tema é “O meu bairro de Ermelino Matarazzo”. Veja as orientações: 1. Cada pessoa pode fazer apenas 1 texto: ou uma poesia ou uma redação; 2. O concurso é destinado a crianças, jovens, adultos e/ou idosos de Ermelino Matarazzo; 3. Sua Poesia ou Redação deve ser entregue até o dia 30 de agosto de 2014 na Igreja São Francisco de Assis – Rua Miguel Rachid, 997; 4. Serão 5 (cinco) premiados, que vão receber seus prêmios dia 04 de outubro de 2014, sábado, às 19h na celebração de São Francisco de Assis, na Igreja São Francisco de Assis em Ermelino Matarazzo – Rua Miguel Rachid, 997 5. No caso da redação, o tamanho não deve exceder duas páginas A4 (sulfite). Preferencialmente, mande seu texto digitado, com fonte Arial tamanho 12, espaçamento simples, margens de 2,5 cm superior e inferior, esquerda e direita com 3 cm. O Parque Municipal de Ermelino Matarazzo possui um Telecentro que pode ajudar com esta digitação. Valores dos Prêmios: 1º Colocado: R$300,00 (trezentos reais) / 2º Colocado: R$250,00 (duzentos e cinquenta reais) / 3º Colocado: R$200,00 (duzentos reais) / 4º Colocado: R$150,00 (cento e cinquenta reais) / 5º Colocado: R$100,00 (cem reais) Participe e demonstre o seu carinho pelo bairro de Ermelino Matarazzo!


Memórias

6 Abril de 2014

vozdacomunidad

Exposição de Memórias do Centro d

Acredito que a memória não é um conceito intelectual, não é um conceito universitário, não é um Os países que praticam a memória são mais vívidos, mais criativos, fazem melhores negócios, melhor turism e caem numa espécie de cultura de sofá, gente que está sentada no sofá assistindo a televisão… E nã Frase do documentarista chileno Pa A nossa comunidade tem reivindicado seus espaços de memória. Estamos agindo com todos os interessados para a construção de um Centro de Memória em Ermelino Matarazzo, para isso faremos uma exposição das memórias do bairro na antiga casa de veraneio da família Matarazzo, um lugar simbólico, para abrigar a memória do bairro operário que aqui se constituiu. Pretende-se que o Centro de Memória seja um ponto de referência para moradores e pesquisadores, trazendo nosso passado desde as antigas fazendas, passando pelas indústrias e as mais variadas festividades e movimentos da comunidade, refletindo nossa memória e história, em uma cidade em que suas transformações são exacerbadas. Essas transformações excessivas características do nosso tempo fazem com que para as novas gerações tudo pareça novo e da mesma forma descartável. Se não temos o referencial das gerações anteriores, aceitamos sempre o novo, e o que é antigo, é visto como ultrapassado, podendo ser facilmente substituído; e se não resistimos, deixamo-nos oprimir, perdemos nossa identidade. Intenta-se que o Centro de Memória seja um ponto de referência para moradores e pesquisadores, trazendo um passado desde as antigas fazendas, passando pelas indústrias e as mais variadas festividades e movimentos da comunidade, assim se estende aqui o convite para toda a comunidade e a todos os interessados em participar. Estão previstos três espaços: um destinado à memória fotográfica, um espaço destinado à exposições de objetos e um espaço destinado

aos documentos e referências bibliográficas importantes para o conhecimento da história da região e para reflexão da nossa memória. Esperamos que nossa iniciativa incentive a criação de espaços semelhantes nas diversas vilas, distritos e espaços comunitários, que essa iniciativa parta da própria comunidade – detentora de suas próprias memórias e lugares – e de sua capacidade crítica de refletir, e projetar o futuro. Caso tenha interesse entre em contato conosco! Exposição de Memórias do bairro de Ermelino Matarazzo e adjacências, dia 25 de Abril de 2014, sexta-feira, às 9:30 horas. Nesse dia faremos algumas rodas de conversa sobre as Memórias do bairro e conversaremos sobre as Memórias indígenas da Cidade de São Paulo, em comemoração ao mês do índio. Durante o dia 25 e 26 ocorrerá um Sarau, com a apresentação dos principais grupos culturais da região. A antiga chácara de veraneio da Família Matarazzo está situada na Avenida Abel Tavares, 1564, em Ermelino Matarazzo – SP. Caso tenha interesse em participar ou contribuir com o Centro de memória entre em contato conosco, sua participação é mais que bem vinda, é necessária. Caso tenha objetos, livros e fotografias que contem a história da nossa região entre em contato! Venha participar com seu trabalho ou apresentação cultural! Todos são bem vindos! Danilo da Costa Morcelli Contato: danmorcelli@gmail.com Ricardo Hidemi Baba Contato: ricardo@ricardobaba.com.br

Casa de Veraneio da Família Matarazzo

Casa de Veraneio da Família Matarazzo

Chaminé da e


Memórias

de@uol.com.br

Abril de 2014

de Memória de Ermelino Matarazzo

conceito acadêmico. A memória é completamente dinâmica, digamos, está dentro do nosso corpo. mo, são mais distintos, são melhores. Os países sem memória são anêmicos, não se movem, são conformistas, ão se movem. Acredito que a memória é um conceito tão importante quanto a circulação do sangue. atrício Guzmán, sobre a memória...

extinta Indústria Matarazzo

Fotos: Danilo Morcelli

Ruínas da Indústria Matarazzo

Ruínas do Sítio Mirim

7


8 Abril de 2014

Momento Bíblico

vozdacomunidade@uol.com.br

“Quais os problemas em nossa família, por extensão na sociedade?” Introdução Há algum tempo, estamos assistindo uma contenda interminável. Passeatas, reivindicações, quebra-quebra, etc.. Aí vamos separando os ”jogadores” dessa contenda, ouvindo as ruas, as muitas concordâncias com reivindicações, mas muita discordância sobre o quebra-quebra a troco de nada, só pela baderna. Os problemas são vários, principalmente na periferia; desassistência dos governos na saúde, na escola, no esporte, no lazer e uma infinidade de serviços, que temos que denunciar e protestar, mas e nós como família, sociedade onde ficamos, onde estamos falhando? Alguns comentários bíblicos para analisarmos. Isaías (Is 65,1) “Deus disse: Eu me apresentei para aqueles que não perguntavam por mim; deixei que me encontrassem aqueles que não me procuravam. E a todos que não invocava o meu nome eu dizia: Aqui estou aqui estou”! Vejamos: Quantas vezes Ele se “apresenta disfarça-

Escola Vocacional Uma experiência das escolas públicas de São Paulo na década de 1960 O Jornal Voz da Comunidade está presenteando as escolas públicas de nossa região com um DVD de um documentário que conta a experiência da Escola Vocacional, uma experiência de educação humana e integral. Trata-se de um jeito diferente de ensinar a crianças e adolescentes da rede pública de São Paulo ocorrida na década de 1960. As escolas que queiram este DVD para exibição na própria escola podem retirá-lo, gratuitamente, na secretaria da Igreja São Francisco de Assis, rua Miguel Rachid, 997, em Ermelino Matarazzo. São apenas 20 cópias disponíveis.

do” de Pai, Mãe, irmão (ã) dizendo: Seja gentil com o esposo (a), noivo/namorado (a); O idoso precisa de carinho e respeito; Tenha boas maneiras, as palavras, por favor, obrigado, com licença ainda fazem parte de nosso dicionário, experimente, parece mágica, mas não é, é a amabilidade, a cortesia e a gentileza que agem dizendo: Aqui estou, aqui estou! Deuteronômio (Dt 6,20) “Amanhã seu filho vai lhe perguntar: O que significam esses testemunhos, estatutos e normas que Deus ordenou a vocês”? (Leiam o texto Dt, 20-25). São palavras de memória que os judeus passam de Pai para Filho, de geração para geração, cuidam de colocar em prática todos os mandamentos diante de Deus, conforme Ele nos ordenou. Eles fazem essa memória de uma condição de vida, respeito e solidariedade. E nós como transmitimos a memória de nossas origens religiosas, por exemplo, o que falamos sobre o significado da Páscoa aos nos-

sos filhos? Muito chocolate, coelhinho e churrasco? Aí pergunto novamente: Por que será que temos problemas na família, na sociedade? O aqui estou aqui estou, está presente em todos nós!

A culpa é só dos governantes? A escolha é sua, nossa! Uma sugestão – Em Lc 24,43 “Eles ofereceram a Jesus um pedaço de peixe. Jesus pegou e comeu com eles, na presença deles”. Quantos momentos deixamos de aproveitar com nossa família, quando preferimos comer isolados, um na sala, outro na cozinha, ou assistindo televisão, não dando a mínima importância da convivência em família; Comentar qualquer assunto, mas reunidos, assim como Jesus: comer com eles, na presença deles. Momentos que no futuro os filhos já adultos farão a memória para seus filhos: “Nós comíamos e bebíamos com papai e mamãe e falávamos sobre... E aí pergunto de novo: Por que será que temos problemas na família, na sociedade? A culpa é só dos governantes? A escolha é sua, nossa! Messias Guirado messiasguirado@ ig.com.br


vozdacomunidade@uol.com.br

Painel de Debates

Abril de 2014

9

Risco de descontinuidade do monotrilho de Cidade Tiradentes Recentemente foi assinado um termo de convênio entre o Governo de Estado e a Prefeitura de São Paulo, fazendo uma permuta diária para a construção da obra do monotrilho Linha 15-Prata. Essa permuta significa que uma enorme faixa de terra deveria ser desapropriada pela Prefeitura, desde a confluência da Ragueb Chohfi com a Bento Guelfi até a entrada da Cidade Tiradentes, passa a ser de responsabilidade da companhia de METRÔ. Em troca, a Prefeitura terá que assumir outra área em outro projeto do METRÔ, nas Águas Espraiadas. A necessidade de implantação de um eixo radial de transporte coletivo na parte sul da Zona Leste para estruturar o sistema de transporte da região é criar uma alternativa ao eixo central congestionado da Linha 3-Vermelha

do Metrô, Linha 11-Coral da CPTM e da Avenida Radial Leste. A Linha-15 será um fator importante para o desenvolvimento da região, ligando o Ipiranga até o Hospital Cidade Tiradentes. O traçado do trecho Vila Prudente-Hospital Cidade Tiradentes tem uma extensão aproximada de 24,3 Km, com 17 estações, dois pátios de manutenção e guarda de trens, o Pátio Oratório e o Pátio Ragueb Chohfi, próximo ao cruzamento com a Av Bento Guelfi. A implantação do trecho compreendido entre a Av Aricanduva e Hospital Cidade Tiradentes se dará nas seguintes etapas: entre a Av Aricanduva e a Av Bento Guelfi e entre a Av Bento Guelfi e o Hospital Cidade Tiradentes. No documento analisado, o único trecho discutido no termo de convênio

de responsabilidade do METRÔ é entre a Av Aricanduva e a Av Bento Guelfi. O trecho compreendido entre a Bento Guelfi e a Cidade Tiradentes não é descrito nesse termo, o que aumenta a duvida sobre a continuidade da obra. Esse documento coloca uma dúvida muito importante: que a responsabilidade da Prefeitura de desapropriar o trecho entre o fim da Aricanduva até a Av Bento Guelfi, passa a ser do METRÔ. As instalações eletromecânicas já chegaram ao Largo de São Mateus, porém há um enorme risco dessa obra ser paralisada no fim de 2014, caso não ocorram a desapropriação do trecho entre o fim da Aricanduva e a confluência da Ragueb Chohfi. Além da parte da Bento Guelfi até o hospital da Cidade Tiradentes sequer estar desapropriada, não existe

uma perspectiva de quando as outras estações serão entregues, e se a obra chegar ao largo de São Mateus. Estamos alertando a necessidade de que toda a região se unifique para que a desapropriação entre o trecho da Aricanduva até a Cidade Tiradentes, na av. dos Metalúrgicos, seja desapropriada imediatamente. Se a obra parar no fim de 2014, ela só será retomada em 2016 e, como conseqüência, todos os trabalhadores da obra serão dispensados. O simples termo de permuta entre a prefeitura e o governo do estado, mudando a responsabilidade do ente expropriador responsável não garante a continuidade da obra. Fonte: Assessoria de Imprensa Gabinete Deputado Estadual Adriano Diogo.


Curiosidades

10 Abril de 2014

Missa da Família 27 de Abril às 17 horas

Todos os meses, na Paróquia São Francisco de Assis, é realizada a Missa da Família, onde os casais recebem as bênçãos por conta da comemoração de suas bodas. No mês de Abril os seguintes casais participarão da celebração:

1...Adalberto e Rosangela.. 29/04/00.14 Marfim 2...Adriano e Bruna............. 02/04/11.03 Couro 3...Alex e Vilma................... 17/04/96.18 Turquesa 4...Antonio e Vera Lucia...... 19/04/78.36 Cedro 5...Batista e Bel.................. 08/04/95.19 Água Marinha 6...Caio e Ingrid.................. 30/04/11.03 Couro 7...Clayton e Vania.............. 12/04/08.06 Perfume 8...Daniel e Sirlene............. 07/04/00.14 Marfim 9...Danilo e Marcia............. 05/04/11.03 Couro 10. Edgard e Elisângela....... 14/04/12.02 Algodão 11. Eduardo e Luciana......... 09/04/11.03 Couro 12.Edvaldo e Elizabete........ 29/04/89.25 Prata 13.Elizeu e Maria................ 19/04/79.35 Coral 14. Eric e Danielle............... 21/04/12.02 Algodão 15. George e Janete............. 22/04/06.08 Papoula 16. Georgi e Simone............ 05/04/08.06 Perfume 17.. Ginaldo e Edilsa............ 24/04/83.31 Nácar 18.Gleidson e Elisa............. 29/04/12.02 Algodão 19.Haroldo e Gorete........... 24/04/82.32 Pinho 20.Jarbas e Suely............... 04/04/92.22 Louça 21. João e Maria Santa........ 28/04/84.30 Pérola 22. Joao Elio e Maria Nazaré.. 30/04/83.31 Nácar 23.Kleber e Sara................. 21/04/12.02 Algodão 24. Luiz e Alice.................... 17/04/10.04 Flores 25.Luiz e Bruna.................. 30/04/11.03 Couro 26.Magno e Pamela........... 14/04/12.02 Algodão 27. Marcelo e Luciana......... 08/04/00.14 Marfim 28.Nesinho e Floriana......... 15/04/77.37 Aventurina 29.Raniel e Erika................ 16/04/05.09 Cerâmica 30.Raphael e Camila.......... 28/04/12.02 Algodão 31. Reginaldo e Ellen........... 05/04/08.06 Perfume 32.Roberto e Tatiana.......... 18/04/09.05 Madeira 33.Robson e Ana Paula....... 25/04/09.05 Madeira 34.Rodrigo e Joseane......... 12/04/08.06 Perfume 35.Sandro e Daiana............ 24/04/10.04 Flores 36.Wagner e Julia............... 02/04/11.03 Couro 37. Mauricio e Natasha....... 06/04/13.01 Papel 38.Adriano e Priscila........... 12/04/13.01 Papel 39.Valdinei e Luciana......... 27/04/13.01 Papel 40.Joao e Thainara............. 27/04/13.01 Papel 41. José e Edjane................ 20/04/13.01 Papel 42.Neris e Raquel............... 06/04/13.01 Papel 43.Oscar e Simone............. 20/04/13.01 Papel 44.Luciano e Gisele............ 13/04/13.01 Papel 45.Tiago e Daniele.............. 06/04/13.01 Papel 46.Hevander e Marissol...... 20/04/13.01 Papel Após a Missa haverá uma recepção a todos os casais no Salão São Bento. Observação: Os casais que tiverem interesse em participar destas celebrações, preencher uma ficha com seus dados e entregar na secretaria da Paróquia São Francisco.

CASAL ANIVERSARIANTE Esposo __________________________________________________________________________ Esposa __________________________________________________________________________ Data de Casamento: ________________________________________________________________ Endereço: ________________________________________________________________________ ______________________________________________n.º _________ CEP __________________

vozdacomunidade@uol.com.br

Não Tropece na Língua Tema do Mês: SENHORA e DONA Em quais situações se deve utilizar Sra. (senhora) ou D. (dona)? Se a pessoa que assina um contrato comercial for do sexo feminino, deve-se colocar D. Fulana de Tal ou Sra. Fulana de Tal? Para podermos chegar a uma conclusão, precisamos ver antes as semelhanças e diferenças entre um e outro termo. Senhora - Substantivo: significa dona ou proprietária da casa, mulher nobre, mulher adulta ou casada, mulher indeterminada (“Uma senhora passou por aqui”) - Pronome de tratamento: forma cortês ou cerimoniosa de se dirigir a uma mulher casada ou de mais idade que o falante (“A senhora pode esperar um pouco?”) Equivalente masculino em ambos os casos: senhor (“Um senhor passou por aqui” ou “O senhor pode entrar”). Dona - Proprietária (“A dona da loja saiu há pouco”); em alguns casos: dama, senhora, mulher, moça. Equivalente masculino: dono. - Título honorífico, ou simplesmente um título que antecede o nome de qualquer mulher adulta a quem se deseja demonstrar cortesia, deferência ou respeito: “Dona Estefânia, posso falar com a senhora um minutinho? Acertamos o negócio com (a) Dona Moira Alcântara”. Observe que, neste caso, dona (abreviatura D.) pode preceder tanto o nome de batismo quanto o nome completo: Convidamos D. Ângela, nossa prefeita, para a cerimônia. Convidamos D. Ângela Amin para a cerimônia. Equivalente masculino: dom (abrev. D.), usado no Brasil apenas para dignitários da Igreja e pessoas da nobreza; ou senhor, abreviado Sr./sr., que também, em linguagem informal, se escreve seu, em razão de ser esta a pronúncia usual:

Ar

qu

ivo

Acertamos o negócio com o sr. Martendal Alcântara. Seu Marcos, posso falar com o senhor um minutinho? Convidamos o senhor Aderbal da Luz, prefeito municipal, para a cerimônia. Acontece que, talvez por cópia do inglês Mr. e Mrs. (este último, aliás, já caindo em desuso), começou-se a falar em a sra. Marcela chegou, a senhora Lígia esteve aqui, em vez do bom português brasileiro “D. Marcela chegou, (a) D. Lígia esteve aqui”. Sendo assim, em casos formais é possível usar o título de senhora diante do nome completo – prenome e sobrenome – da mulher: “Firmam o presente contrato a Sra. Marcela Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Antunes Felisbino”. Ou também: “Firmam o presente contrato D. Marcela Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Antunes Felisbino”. No entanto, quero frisar que na linguagem técnica, como uma sentença, acórdão, parecer, contrato, esses antecedentes são totalmente dispensáveis, seja qual for a autoridade de que se reveste a pessoa aludida. Diga-se ou escreva-se sem o conteúdo dos parênteses: - (o senhor) Marques de Sousa impetrou mandado de segurança contra ato da (senhora) prefeita municipal - ...em face do réu, o (senhor) governador do Estado... - em 12/1/09 contratou (dona) Mirtes Silva; dispôs-se contra a testemunha, a (senhora) tesoureira da Câmara, (D.) Maria do Socorro Alameda. Fonte: www.linguabrasil.com.br Colaborou: Mauro Margarido - mauro318@uol.com.br

MOVIMENTO EMPREGO E TRABALHO SÃO FRANCISCO DE ASSIS TODAS AS SEGUNDAS-FEIRAS REALIZAMOS UM ENCONTRO PARA AJUDAR VOCÊ A CONSEGUIR O SEU EMPREGO. HORÁRIO: 09 HORAS (PONTUALMENTE)

NESTE ENCONTRO VOCÊ: • TERÁ ACESSO À VAGAS DISPONIBILIZADAS POR EMPRESAS DA REGIÃO; • SERÁ CADASTRADO PELO MOVIMENTO PARA RECEBER INFORMAÇÕES SOBRE VAGAS DISPONÍVEIS; • APRENDERÁ A ELABORAR UM CURRÍCULO; • E TERÁ DICAS DE COMO SE APRESENTAR, COMO SE PORTAR EM UMA ENTREVISTA, ETC.... PARA MAIORES INFORMAÇÕES: TEDDY – 99877288 DEISE CASSI: deisecassijvc@gmail.com e-mail: queromeuemprego@ig.com.br ou euqueromeuemprego@yahoo.com.br FACEBOOK: Movimento Emprego e Trabalho

Pedimos que as empresas façam contato com a equipe de emprego e trabalho para oferecer vagas de emprego. Seja solidário e participe ativamente desta Rede de Emprego e Trabalho.


José de Anchieta

vozdacomunidade@uol.com.br

Abril de 2014

11

Religioso deixou marcas ainda presentes na capital Em uma cidade que passou a maior parte dos 460 anos deixando a própria história em segundo plano, é impressionante notar como muitas marcas de José de Anchieta ainda estão preservadas. E não só no Pátio do Colégio, cuja igreja atual é apenas a quarta versão daquela simples capela erguida pelos jesuítas, mas em locais bem distantes naquele século 16, em que as caminhadas eram mata adentro, como São Miguel Paulista. Era um percurso de 20 quilômetros, parte por terra, parte pelo Rio Tietê, feito por Anchieta e outros jesuítas da Vila de São Paulo de Piratininga até o povoado de Ururaí, rebatizado por eles de São Miguel. Ali ergueram uma capela de bambu e sapé, que, em 1622, daria lugar à igreja que existe até hoje. Anchieta não tinha nem 20 anos quando, na companhia de outros jesuítas, subiu a Serra do Mar e veio dar no Planalto de Piratininga. Participou da primeira missa, onde hoje fica o Pátio do Colégio, ajudou a construir a capela original. A segunda versão da capela, de taipa, datada de 1557, também contou com a participação do religioso. “Mandamos fazer outra algum tanto maior, cujos arquitetos seremos nós, com o suor dos nossos rostos e o auxílio dos índios”, escreveu, à época, o sacerdote. Breve Histórico José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534 em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha. Em 1551 ingressou na Companhia de Jesus, em Portugal, e dois anos depois embarcou com destino ao Brasil, na comitiva de Duarte da Costa - segundo Governador Geral - para catequizar os índios. Em 25 de janeiro de 1554 fundou, com o Pe. Manoel da Nóbrega, um colé-

gio em Piratininga; aos poucos se formou um povoado ao redor do colégio, batizado por José de Anchieta, de São Paulo. Foi mandado para São Vicente para catequizar os índios e com eles aprendeu a língua Tupi. Viveu em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. É autor de diversas poesias, cartas e autos. A poesia de José Anchieta é marcada por conceitos morais, espirituais e pedagógicos. Compôs primeiro em sua língua materna, o castelhano, e em latim e, posteriormente, traduziu para o português e para o tupi. Faleceu em 9 de junho de 1597 no Espirito Santo. A canonização Neste mês de abril de 2014, o beato José de Anchieta será canonizado pelo papa Francisco, que o proclamará santo, juntamente com dois beatos nascidos na França, ligados à evangelização do Canadá.

Muitas marcas de José de Anchieta ainda estão preservadas O papa explicou que os três “novos santos se apresentavam como modelos de evangelização”. O padre José de Anchieta é canonizado sem os dois milagres geralmente necessários, um para a beatificação e outro para a canonização. O procedimento é chamado canonização equipolente, pois equivale ao processo normal para declarar que “determinada pessoa morta se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra”. Fonte: http://www.maxpressnet.com.br http://agenciabrasil.ebc.com.br

AJUDE O JORNAL VOZ DA COMUNIDADE A IMPRIMIR SUA PRÓXIMA EDIÇÃO Colabore conosco fazendo sua doação. Deposite quanto você puder em nossa conta e mantenha viva a circulação do Jornal Voz da Comunidade. Banco Itaú Agência: 1665 Conta Corrente: 32020-4 em nome da Associação Voz da Comunidade. A equipe voluntária do Voz agradece.


A infinita ternura da ressurreição

Em hebraico Pessach, a Páscoa equivale a uma “passagem”. O termo significa saltar, passar por cima, e lembra a libertação dos judeus do cativeiro no Egito, que a partir daquele momento histórico se converteram em povo. A Páscoa carrega uma dimensão histórica e é igualmente uma memória que se atualiza. Uma memória que deixa sempre viva a passagem e todas as suas dificuldades. O êxodo foi familiar e envolveu homens, mulheres, crianças, jovens, adultos, idosos, todos se movimentando pelo desejo de libertação. O cansaço, a fome, a sede foram elementos fortes que integraram a trajetória. São Paulo pode dizer que Cristo é a nossa Páscoa porque o evento central da experiência cristã – a morte e a ressurreição de Jesus – expõe e leva ao cumprimento da realidade salvadora da Páscoa bíblica e hebraica. Numa Páscoa hebraica, Jesus de Nazaré foi condenado à morte. Ele mesmo prepara sua “passagem” em um clima de refeição festiva ambientada na festa de sua cultura. Nem tudo, porém, é festa. Há também uma dimensão de enfrentar o mal, de rebelar-se contra as diferentes formas de morte, que Jesus assume com sofrimento e com fortaleza, confiando no Deus amoroso, sem deixar de sentir profundamente a dor, a morte. A experiência da passagem e de confiança na vida como última palavra foram a Páscoa de Jesus, pois ele fez a passagem e o Deus misericordioso, por meio do Espírito Santo, o ressuscitou, abrindo a possibilidade da ressurreição para nós! A ressurreição de Jesus é uma ação de infinita ternura trinitária: o Pai, sofrendo a paixão de Jesus, o acolhe e abraça com entranhas de misericórdia, ressuscitando-o pela ação expansiva e criativa do Espírito Santo. A novidade é que Deus não é passivo perante as injustiças, os sofrimentos. Desejamos uma Feliz Páscoa de Ressurreição a todos/as! Texto: Ana Maria Formoso Galarraga – Teóloga do Instituto Humanitas http://www.juonline.com.br/index.php/ opiniao/04.04.2012/a-infinita-ternura-daressurreicao/2a14


Jornal Voz da Comunidade nº 85 - Abril de 2014