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ESPECIAL - A MORTE DO JORNALISMO - NOVEMBRO DE 2017

O calcanhar de aquiles da imprensa brasileira Os donos da Escola de Educação Infantil Base, no bairro da Aclimação, na região central de São Paulo (SP), Icushiro Shimada e sua esposa Maria Aparecida Shimada e o casal Mauricio Alvarenga e Paula Milhim Alvarenga foram chamados de pedófilos no caso que ficou conhecido como

Escola Base e foi transformado em livro. A imprensa noticiou em 1994 que, antes de praticar as ações perversas, os sócios cuidavam de drogar as crianças e fotografá-las nuas. Lúcia Eiko Tanoue e Cléa Parente de Carvalho foram as duas mães que fizeram as queixas infundadas. A Escola Base teve suas

dependências pichadas e os envolvidos sofreram ameaças de morte, através de ligações telefônicas anônimas. A repercussão do caso acabou com a escola e destruiu a carreira dos envolvidos. Acusados de abusar sexualmente de crianças no horário de aulas, eles foram inocentados depois de quase 15 anos de

investigação. O delegado de polícia responsável pelo caso e a imprensa paulista e carioca condenaram previamente essas pessoas com base em achismos. Maria Aparecida faleceu de câncer em 2007. Icushiro faleceu de infarto em 2014. Partiram sem receber um centavo de indenização.


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A morte do jornalismo Ricardo Guimarães (*)

O

paradoxo de que nem todo jornalista produz jornalismo remete ao conflito de interesses entre a notícia e o lucro, ou entre a manutenção do emprego e a ética. Minério de ferro, por exemplo, é commodity. Informação é produto. Sobreviver de jornal sem depender de verbas públicas e privadas é impossível. Sobretudo no interiorzão, onde a iniciativa privada jamais desafiará os mandatários ou resistirá às pressões de quem por escolha errada se transformou em notícia. Das teorias da comunicação ao mercado de trabalho opera-se uma mudança curiosa: o discurso da academia deixa de ser fio condutor porque agora o importante não é a pluralidade de opiniões e a isenção ou imparcialidade, mas a sobrevivência. Contudo, o jornalista não pode ser desqualificado por trabalhar como assessor, embora o jornalismo e a assessoria tenham compromisso com públicos distintos. Pois bem, o desastre ambiental de Fundão por sua complexidade se transformou num aprendizado em todas as esferas. Horas após o fatídico 5 de novembro de 2015, as redes sociais reverberaram a possibilidade de centenas de mortos. Alguns repórteres que se deslocaram para Mariana se perderam em estradas vicinais, sem água, sem sinal de celular e sem equipamento adequado. Foram resgatados. Profissionais de tevê confundiram cidade alta com cidade baixa, subdistrito com distrito. Gesteira, distrito de Barra Longa, foi confundido com distrito de Mariana. São deslizes, nada disso compromete o jornalismo. O problema se apresenta quando, ao invés de elucidar os fatos, os veículos distorcem a realidade, omitem dados, se limitam a reproduzir sugestões de pauta e reforçam o culto à

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personalidade. Quando o repórter se transforma num torcedor, o jornalismo vai para o saco. O desastre ambiental, agora maximizado como desastre econômico, social e político, transformou a notícia em espetáculo. As distâncias de uma localidade a outra eram reproduzidas com enormes disparidades em diferentes veículos de comunicação. A mídia custou a associar as acionistas da Samarco (Vale e BHP Billiton) à joint-venture. A solidariedade do povo de Mariana e do Brasil foi transformada em escárnio com a produção de factóides que ainda hoje insistem na não-aceitação dos povoados pelos moradores da Sede. De onde surgiu isso? Os desempregados foram completamente ignorados. As reportagens tiveram foco em Bento Rodrigues, sem dar a mesma importância aos demais subdistritos afetados. Notei a ausência de contextualização para que o público ledor entendesse melhor a bacia do Rio Doce. Não houve aprofundamento sobre o investimento da receita das commodities. Outra particularidade das pautas foi o uso abusivo de clichês e juízo de valor. A imprensa não explorou o oportunismo de comerciantes e de alguns membros de comissão de moradores atingidos. Tampouco explicou quem ganha o que com a aplicação das multas ambientais. Há em Mariana um conjunto de obras inacabadas, sob suspeita de superfaturamento, que nenhum repórter viu. Obras iniciadas com recursos da receita da exploração do subsolo. Muitas delas às margens das rodovias onde a imprensa de fora passou de carro. A mídia tratou o desastre com o mesmo desdém com que os políticos tratam o eleitorado depois do resultado das urnas. O importante naquele momento era a valorização do click, o glamour. Para grande parte dos formadores de opinião e observadores internacionais, as mortes são apenas números e uma contabilidade modesta diante do cenário de destruição ambiental.

Ainda hoje, o discurso está carregado dessa “roupagem ambientalista”. Desconsidera-se as inúmeras formas de agressão à natureza como o despejo de detritos industriais e esgotos domésticos em rios, córregos, oceanos e cachoeiras. Desconsidera-se a poluição causada por veículos automotores, a pesca predatória e as queimadas. Havia interesse dos veículos em pautar os fatos de maneira isenta e responsável com a profundidade que se espera do profissional? Me recordo de ter dado testemunho para duas produtoras de vídeo, uma do Rio e outra de São Paulo. Nas primeiras perguntas eu logo percebi que minha visão crítica não importava. As equipes foram contratadas para produzir conteúdo de maneira a satisfazer o interesse do seu cliente. Jurei que nunca mais cairia nesse tipo de cilada. Aliás, essa foi uma queixa recorrente de muitas pessoas entrevistadas: seu testemunho não foi ao ar. A atuação dos valorosos bombeiros, como sempre, nos encheu de orgulho. Cada ser humano e animal resgatado significou muito. Mas é preciso reconhecer o constrangimento dos funcionários da Samarco que, vestindo seu uniforme, foram massacrados no noticiário e hostilizados na rua mesmo se desdobrando para dar assistência às vítimas. Ficou a impressão, nas reportagens, que as vítimas eram todas dos subdistritos de Mariana. O desastre também vitimou funcionários contratados de fora que estavam de serviço. Eles raramente são lembrados. Por fim e não menos importante está o arcabouço da legislação ambiental com as soluções de gabinete. E diante de tamanha investidura da mídia com seus holofotes, as personagens perderam o seu protagonismo. Cada novo figurante passou a ser um herói midiático nessa história repleta de incertezas e de atingidos. A única certeza é a de que nada pode mudar o que está feito. *Jornalista

Brasis (Seu Jorge/Gabriel Moura/Jovi Joviniano) Tem um Brasil que é próspero outro não muda Um Brasil que investe outro que suga um de sunga outro de gravata tem um que faz amor e tem o outro que mata Brasil do ouro, Brasil da prata Brasil do Balacouchê, da mulata Tem o Brasil que é lindo outro que fede o Brasil que dá é igualzinho ao que pede Pede paz, saúde, trabalho e dinheiro Pede pelas crianças do país inteiro Tem um Brasil que soca outro que apanha um Brasil que saca outro que chuta Perde e ganha, sobe e desce Vai à luta, bate bola porém não vai a escola Brasil de cobre, Brasil de lata É negro, é branco, é nissei é verde, é índio peladão é mameluco, é cafuso, é confusão Oh Pindorama, quero seu Porto Seguro Suas palmeiras, suas peras, seu café suas riquezas, praias, cachoeiras quero ver o seu povo de cabeça em pé.


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Centenas de desempregados na fila para conseguir uma vaga em sacolão. Foto: Denis Silvério

DESEMPREGO I - MÍDIA IGNOROU O DESEMPREGO EM MARIANA E OURO PRETO Desemprego em Mariana e Ouro Preto (setembro de 2017) Mariana: 15.000 pessoas desempregadas Ouro Preto: 16.000 pessoas desempregadas Medidas que podem absorver mão de obra: 1) Início das obras de reconstrução das comunidades; 2) Retorno das atividades da Samarco Mineração; 3) Investimento estrangeiro na Região dos Inconfidentes; 4) Reativação da Ferrovia; 5) Implementação do programa Minha Casa Minha Vida. Mariana - Janeiro de 2017 - 13 mil pessoas desempregadas Mariana - Setembro de 2017 - 15 mil pessoas desempregadas (25% da população) Os setores que mais fizeram desempregados nos últimos meses foram a indústria, a construção civil e o comércio. Esses setores foram fortemente atingidos pela paralisação das atividades da Samarco, pois há menos dinheiro circulando e quem recebeu acerto preferiu investir na poupança.

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Matadouro Municipal abandonado próximo ao trevo de Bento Rodrigues. Foto: Ricardo Guimarães

ABANDONO II - MÍDIA IGNOROU AS OBRAS ABANDONADAS DE MARIANA Inacabadas: edificações em uso mas ainda incompletas. Abandonadas: edificações que nunca foram utilizadas. Algumas obras inacabadas:

“ONCOTÔ?”

1) Fábrica de Laticínios; 2) Centro de Convenções; 3) Arena Multieventos; 4) ETA de Padre Viegas. Algumas obras abandonadas: 1) Matadouro Municipal; 2) Mini Destilaria de Álcool; 3) Nova Sede Administrativa; 4) Casa do Mel; 5) UPA 24 Horas.

Repórteres não ouviram nada, não viram nada e não disseram nada

Captações de água não aproveitadas: 1) Cibrão.

Matadouro Municipal abandonado próximo ao trevo de Bento Rodrigues. Foto: Ricardo Guimarães

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RELEVO INVIABILIZOU PLANTIO DE CANA

Mini Destilaria de Álcool em Padre Viegas nunca produziu um litro de etanol. Obra totalmente pilhada. Foto: Ricardo Guimarães

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SILÊNCIO DA MÍDIA: É PROIBIDO DIVULGAR A mini-destilaria de álcool de Mariana, uma estrutura abandonada no distrito de Padre Viegas, iniciada no ano de 2007, foi construída pela empresa ASilva Construções e Reformas Ltda e custou aos cofres públicos a importância de R$ 398.217,38. O contrato de número 284/2008 data de 25 de junho de 2008. O fornecimento e montagem da unidade-piloto da mini-destilaria foi de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Bioener-

gia (IBEN), no valor total de R$ 105.700,00, pago em três parcelas a saber: 1ª de R$ 26.425,00; 2ª de R$ 36.995,00 e 3ª de R$ 42.280,00. O contrato de número 370/2007 data de 03 de julho de 2007. O objeto previa a construção de uma mini-destilaria para fabricação de combustível alternativo em caráter experimental. Hoje, a realidade é desoladora. Caldeiras, colunas de destilação, tanques de resfriamento e armazenamento, moendas, esteiras de alimentação e válvulas es-

tão enferrujados. A piscina ou reservatório de vinhoto, sem acabamento, está cheia de mato e terra. Os motores foram levados não se sabe como, quando, por quem e para onde. Não há vigilantes no local, tampouco água encanada. Parte da tela divisória foi furtada e no lugar foi colocada uma cerca de arame farpado. O portão principal foi atropelado por um caminhão e danificado. As telhas foram furtadas, assim como os lavatórios. Era comum a presença de gado pastando den-

A UPA 24 Horas está sendo construída em terreno que pertencia à CMP, de cerca de 13.000 m², com uma área construída de cerca de 3,4 mil m² no bairro São Pedro. Foto: Ricardo Guimarães 6

tro da estrutura, antes da colocação das cercas. Há fezes de animais por todos os cantos. A situação do Matadouro Municipal é ainda pior. Inacabado, o prédio está em total abandono, apesar de abrigar em seu interior equipamentos caríssimos. Portas, janelas, telhas, cercas, tubos e fios elétricos foram furtados. Os vidros foram estilhaçados e a erosão acabou com o serviço de terraplanagem. Do lado de fora se acumulam pneus usados de motocicletas.

A prefeitura de Mariana iniciou e depois abandonou as obras de construção da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que vai funcionar 24 horas. O investimento previsto na ordem de R$ 22 milhões foi objeto de inúmeros questionamentos. Foram R$ 5,05 milhões para a compra do terreno em 2013 e R$ 16,95 milhões para serem investidos na edificação. Do total a ser investido, R$ 19,8 milhões seriam recursos próprios do município, o que equivale a 90% do empreendimento. Os 10% restantes, cerca de R$ 2,2 milhões, seriam repasses do Governo Federal, por intermédio de convênio firmado em 2013. O projeto previa a construção de 18 leitos de observação (12 adultos e 6 pediátricos), além dos 6 leitos de urgência (4 adultos e 2 pediátricos), mais os serviços de laboratório, urgência odontológica, exames de imagem.


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MAIS VALIA “A mineração e seus impactos em nossas cidades” foi tema de audiência pública em Mariana, no dia 20 de agosto de 2015, três meses antes do desastre de Fundão. As mineradoras Vale e Samarco foram representadas pelo presidente do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais, Sr Wilson Starling Júnior. Em 2013 – o minério valia U$ 134,20 a tonelada. Em 2014 – o minério caiu para U$ 67,90 a tonelada. O preço médio de 2014 foi de U$ 100. 80% da arrecadação de Mariana é proveniente da atividade minerária. O professor Doutor José Artur dos Santos Ferreira (Deceg/Icsa/ Ufop) apresentou slides sobre o funcionamento da indústria extrativa mineral e a volatilidade do preço do minério de ferro. A CFEM no município de Mariana nos exercícios de 2013 e 2014 apresentou, respectivamente, os montantes de 140 e 106 milhões de reais de receita. O representante da indústria da mineração, Sr Wilson Starling Junior, citou a instabilidade política de Mariana e sugeriu a criação de um Fundo de Desenvolvimento Econômico para que Mariana crie seu distrito industrial e os incentivos para atrair outras empresas. Valério Vieira, presidente do Sindicato Metabase de Mariana, revelou a desigualdade no processo econômico onde a mineração retira do subsolo nossa riqueza a baixo custo. “A Vale conseguiu reduzir o custo de produção, mas repassou mais de 4 bilhões de dólares aos seus acionistas”, afirma o sindicalista. A diferença entre o custo operacional das mineradoras em real e o preço pago em dólar pelo minério foi levantado. A CFEM não pode ser usada para pagamento de folha, mas pode ser usada para infraestrutura. Algumas proposições elencadas foram a elaboração de um

Projeto de Lei para resguardar o município em tempos de dificuldades financeiras; a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico; a implantação de um Distrito Industrial ou alguma outra forma de incentivo para atrair empresas a Mariana. A produção da Samarco atribuível à Vale no acumulado nos nove primeiros meses de 2015 somou 11,12 milhões de toneladas de minério de ferro, enquanto que a produção total da mineradora brasileira atingiu 248 milhões de toneladas de minério de ferro. A riqueza mineral brasileira rende R$ 30 bi de lucros líquidos aos acionistas e a empresa paga apenas 2% de royalties ao País. A Samarco obteve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014. Prefeitos suspeitam que lobby das mineradoras vai impedir votação das MPs da mineração As medidas provisórias que alteram regras do setor de mineração podem caducar no Congresso se não forem votadas até o dia 28 de novembro. A forte atuação das mineradoras junto aos deputados federais pode impedir a votação das medidas e prejudicar o incremento dos cofres públicos com recursos para áreas prioritárias, como a saúde, infraestrutura e educação. A indústria mineral possui grande influência sobre o Congresso Nacional e a suspeita é que ela está se movimentando para evitar a votação das três medidas, a MP 789/17, que altera a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM); a MP 790/17 que altera o marco legal do setor; e a MP 791/17 que cria a Agência Nacional de Mineração (ANM), no lugar do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A apreensão envolve os governos dos estados de Minas Gerais e Pará. O Brasil possui o menor royalty do mundo, mesmo sendo um dos maiores exportadores de minério de ferro do planeta.

O aumento da alíquota é uma forma mais justa de compensar as cidades pela exploração ambiental que é tão passiva também socialmente. Se as MPs não forem votadas pelo Congresso Nacional e Senado até o dia 28 de novembro, elas vão perder a validade. Os municípios mineradores sofrem com o crescimento acima da média da população, o que demanda mais investimentos em saúde, educação e infraestrutura urbana, além dos impactos ambientais negativos como a alteração do lençol freático, poluição do ar pelo pó do minério e o aumento de doenças respiratórias. Lucro das mineradoras não reflete em benefícios para os municípios explorados Com o aumento exponencial da produção mineral nacional nos últimos 30 anos, saindo do patamar de 100 milhões/ano toneladas para mais 400 milhões/ano toneladas produzidas atualmente, as mineradoras conquistam uma fatia de participação cada vez maior no mercado mundial e mesmo com a flutuação do preço da commodity que já apresentou valores entre U$160,00 e U$ 39,00 por tonelada, a produção mineral brasileira manteve-se competitiva e crescente. Porém, esses resultados não refletem em benefícios para os municípios que permanecem recebendo o mesmo valor de alíquota há mais de 10 anos e que tiveram os impactos aumentados devido ao incremento da exploração nos territórios.

Mineração não garante empregabilidade A atividade de mineração não garante empregabilidade da população e acarreta diversos impactos sociais nos municípios, pois centenas de pessoas migram para as cidades mineradoras visando encontrar oportunidades de trabalho e melhores condições de vida e quando termina-se o período de implantação ou até mesmo do ciclo de mineração nos municípios, essa demanda permanece de forma definitiva nas cidades, o que impacta nos cofres públicos municipais e na sociedade civil local. Em 2016, a diferença entre admissões e desligamentos no setor extrativo mineral foi de 11.888 pessoas. Ao longo dos anos o setor de mineração diminuiu os empregos por adotar sistemas automatizados e com soluções de logística que demandam menos força de trabalho. Conduta das mineradoras não é considerada ética pelos municípios As mineradoras comercializam minério a preços abaixo do mercado para unidades próprias localizadas em municípios diferentes, o que acaba prejudicando a arrecadação dos municípios que recebem valores da CFEM também abaixo do devido. Os valores da CFEM devem ser calculados baseados no valor final do faturamento da companhia. 7


ESPECIAL - A MORTE DO JORNALISMO - NOVEMBRO DE 2017

Hoje, existem pessoas em todo o mundo que estão assumindo enormes riscos para defender nossos direitos. São professores, estudantes, opositores políticos, operários, jornalistas, advogados e tantos outros. Podem ser você, seus amigos e familiares. Mas eles estão sendo ameaçados, perseguidos, torturados, detidos e até mesmo mortos – apenas por se atreverem a fazer o que é certo. Sem a coragem dessas pessoas, o nosso mundo seria menos honesto, menos justo e menos igual. Devemos estar ao lado dos defensores e defensoras de direitos humanos em todo o mundo e fazer tudo o que pudermos para garantir a sua proteção e dar continuidade ao seu trabalho. Coragem é a campanha global da Anistia Internacional que chama atenção para a grave situação desses defensores e defensoras de direitos humanos no mundo. Podemos encontrar essa coragem em todos nós para falar e fazer o que é certo. Podemos protestar. Podemos escrever cartas. Podemos mobilizar mais pessoas. Podemos ser uma testemunha. E juntos podemos mobilizar milhões de pessoas para combater a injustiça e construir um mundo onde defensores e defensoras de direitos humanos sejam valorizados e não criminalizados.

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A morte do jornalismo  

Repórteres ficaram 90 dias em Mariana e não ouviram, não viram e não pautaram os descalabros do município minerador como as obras inacabadas...

A morte do jornalismo  

Repórteres ficaram 90 dias em Mariana e não ouviram, não viram e não pautaram os descalabros do município minerador como as obras inacabadas...

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