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jornal da paróquia de Gueifães - Maia

informação

edição110 junho2009julho anoXIV


pe. Orlando Santos

Posso estar enganado, mas quando se fala de evangelizar, a grande maioria dos cristãos logo pensa numa tarefa que pertence aos bispos e aos padres. É também verdade que a perspectiva que muitos têm da igreja é a de uma empresa, onde uns tantos “profissionais” têm a tarefa de pregar, de ensinar o que depois será aceite ou não, segundo os critérios de cada um. Também é normal julgar-se que para evangelizar será necessário tirar um curso, saber falar bem e, se possível, usar as melhores técnicas da comunicação. Face a isto, não posso deixar de ter presente uma pessoa de que os mais velhos ainda se lembram - o Papa João XXIII. Este homem marcou o séc. XX, sendo reconhecido e aceite como um grande profeta, não porque se pusesse a adivinhar o futuro, não porque fizesse discursos arrebatadores ou tivesse gestos espectaculares, mas por causa do seu sorriso, do seu ar bonacheirão, pelos seus apartes, sempre cheios de oportunidade e de graça, pela sua transparência, pela sua ingenuidade e candura, pelo seu acolhimento fraterno, inclusive para com os que eram tidos como inimigos da Igreja. Sabemos que a ingenuidade não deve ter lugar na nossa vida enquanto falta de senso, de equilíbrio, de inteligência, muito embora ela exprima, muitas vezes, sentimentos que devemos respeitar. Por ingenuidade quero traduzir a simplicidade, que é o veículo da verdade. Por ela esse Papa cativou os homens do seu tempo dentro e fora da Igreja, libertando-se das jogadas diplomáticas, do calculismo de que tantas as vezes enfermam as decisões e afirmações dos mais responsáveis. Nele, como em todos os homens de valor, não foi preciso buscar meios rebuscados, provocar encenações espectaculares para se afirmar porque, quem tem valor não precisa de mostrar. No dia a dia, no tu cá tu lá, ele vem ao de cima. Quem é fonte dessa riqueza, expressa pelo optimismo e pela esperança, tornar-se-á profeta ou precursor de Cristo, porque profetas são os homens e mulheres que, como bocas de Deus, preparam o coração dos Homens para reconhecerem e acolherem Jesus Cristo como Boa Nova. E tal só se tornará possível com este tipo de testemunho. O próprio profeta Amós é um homem que nada tem de palaciano, do jogo das negociações, dos silêncios cúmplices, das palavras de circunstância que, tantas vezes são tidas como virtude. Muito ao contrário, corta a direito, incomoda, desestabiliza, usando como arma a transparência, a sinceridade, a verdade, que nunca se deixa vencer. Esta foi a razão porque Jesus, em Nazaré, foi mal recebido e contestado como profeta.

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Maria Inês Rocha

Este mês, partilhamos o nosso “Maravilhoso Mundo” com a Teresa Ascensão, jovem aqui da paróquia. O primeiro parágrafo é dela, o tema é dela, e eu desenvolvi. Tenho a certeza absoluta que, se não metesse a minha colherada, o texto estaria completamente diferente. Mas aí está a parte interessante: na diversidade, surge a comunhão. Por isso, o texto é nosso. Esperamos que gostem. "A vida é construída ao sabor de cada dia e cada semana contribui para o ritmo dos nossos passos. Mas há alturas, períodos, meses, dias ou horas que funcionam como um virar de página na nossa história.” São como marcas no caminho, como estações na linha que percorremos no nosso comboio feito de sonhos. Não sou adepta da máxima “As pessoas não mudam”. Acho que é uma visão de quem já sofreu demais para acreditar na força das vontades. Uma vontade muda muita coisa. Uma vontade é capaz de mudar tudo. Um poema de que gosto muito, assinado por António Gedeão, diz assim: “Eles não sabem nem sonham / que o sonho comanda a vida. /Que sempre que um homem sonha, / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança”. Um sonho. O que é um sonho? Segundo o poeta, é “uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer”. Mas na verdade… na verdade não é concreto nem palpável, e sofre por não o ser. Num mundo em que já se acredita em pouca coisa, é difícil acreditar-se no que não se vê e parece não mudar nada! Mas muda. Muda, e nós sabemos isso. Às vezes, vem de rompante e não damos pela sua chegada. Sim, que sonhos não são simplesmente os projectos que alinhavamos na nossa cabeça para um futuro longínquo! São exactamente as coisas pequenas que fazem os nossos dias e têm força para virar páginas pesadas. Antes de começar a escrever este texto, estava a ver a série “Conta-me como foi”, que conta a história de uma família que vive no final da década de 60. Nesse episódio em particular, mostravam a reacção das pessoas à chegada do Homem à Lua. Os mais velhos não ousavam acreditar nessas “americanisses”. Os mais novos sonhavam ser astronautas e construíam foguetões de papelão. Os jovens olhavam boquiabertos para os avanços da humanidade. Mas havia uma coisa comum em todos eles: todos acreditavam que, depois daquilo, o mundo não ia ficar igual. Há muitas “chegadas à lua” nas nossas vidas. As nossas reacções podem ser muitas. Podemos chorar as desilusões, podemos gritar a alegria ou podemos simplesmente fingir que nada aconteceu. Mas uma coisa é certa: somos capazes de mudar. Somos capazes de dar um pontapé no comodismo e de encarar a mudança. Somos capazes de ser felizes. Os sonhos que sonho de noite não me dizem grande coisa. Na maior parte das vezes, nem me lembro deles! Os sonhos como “um dia vou ser cantora” também não, a não ser que esteja mesmo disposta a lutar para que esse “um dia” chegue cedo. Aqueles sonhos que me fazem mexer são os que sei que me vão ajudar a ser mais humana. Às vezes é simplesmente um “bom dia” àquela senhora que está a passar, e que muda um dia inteiro porque ela volta para trás e agradece a atenção que lhe dei. Esses, esses que parecem insignificantes, são capazes de se transformar em estações. Estações daquela linha do “comboio feito de sonhos”, onde paramos, olhamos para o caminho que fizemos, analisamos os passos certos e os que falhamos e percebemos como continuar o caminho. E depois viramos a página, e percebemos que chegamos a um novo capítulo. E que, incrivelmente, havemos de conseguir escrevê-lo muito melhor. 3


Nazaré Marques

Dando continuidade à viagem pelos monumentos que nos estão próximos, vamos visitar a Igreja de São Salvador de Moreira. O Mosteiro do Divino Salvador de Moreira é hoje a igreja matriz da freguesia de Moreira na Maia e tornou-se um centro de peregrinação e demonstração de fé, pelo que merece o título de “Catedral das Terras da Maia”. A sua História vem de muito longe. Mesmo antes do nascimento de Portugal. Nicolau Santa Maria foi um cronista que revelou a existência de um convento em Gontão, no ano de 862, ano em que Dona Gontina efectuou várias doações ao dito convento. Devemos parar para pensar que D. Afonso Henriques só nasceu cerca de 250 anos depois. Segundo este autor, a primeira "Casa" deste Mosteiro seria portanto em Gontão e de invocação a S. Jorge. Augusto Vieira refere-se assim ao convento: "o primitivo convento de Moreira foi onde é a ermida de São Jorge de Gontão, sendo também esta a sua invocação, e d'ela foi fundadora D. Gontina, senhora das Pedras Rubras, no anuo 900 de Cesar. O abbade D. Mendo é que o removeu em 1060 para o sítio actual, sendo a nova egreja benzida pelo bispo do Porto, D. Hugo, e chamandose desde então do Salvador. Foi de Cónegos regrantes de Sto. Agostinho (crúzios)(...).O convento do Salvador teve doações importantíssimas, citando-se entre muitas as de Soeiro Mendes da Maia, em 1123 (era de Cesar), e as de Fructesindo Gutierrez em 1116. Est'ultima dava notícia de uma relíquia do Sagrado Lenho, a qual durante as guerras da nossa autonomia desappareceu, sendo depois, em 1510, encontrado pelo prior Vasco Antunes debaixo da pedra d'ara do altarmor, dentro de um antigo relicário, o que deu origem a sumptuosas festas. (...)." O Couto do Mosteiro de Moreira foi concedido por D. Afonso Henriques, ainda antes de 1170. Tal como outros doze conventos da congregação de Santo Agostinho, também o Mosteiro de Moreira foi extinto no ano de 1771 por Breve do Papa Clemente XIV expedida a instância de D. José I. Em 1772, o mosteiro com a sua quinta foi vendido a Domingos Leonardo Farinha, de Moreira. Pouco tempo é passado de novo, dele tomam posse os religiosos, sendo desta vez os cónegos de Mafra. Só mais tarde com a expulsão de todas as ordens religiosas, em 1834, é feita a primeira venda pública, ao Desembargador Luís Lopes Vieira de Castro, para sua residência. Passados que são quarenta anos, novamente passa a propriedade de mão, desta vez para Dª Rita de Moura Miranda de Magalhães. A antiga Igreja de São Salvador de Moreira, hoje Igreja Matriz, é edifício seiscentista cuja fachada em cantaria, embora imponente, é austera, pesada e sem o brilhantismo de mais pequenas catedrais do seu tempo. As torres sineiras encontram-se na cabeceira da Igreja. Na torre Norte, pode ver-se uma inscrição : 1695. Na entrada central temos a inscrição "1725 / reformada em 1884". Já dentro do corpo da Igreja, encontram-se números gravados a marcar sepulturas, que até 1837 só se faziam em lugar sagrado. As diversas capelas que se encontram no seu interior devem ser observadas com cuidado, para melhor viajar no tempo naquele ambiente acolhedor e espiritual.

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o conteúdo destes textos é da responsabilidade dos seus autores

“A PROPÓSITO DA FESTA DE Nª SRª DA SAÚDE” em resposta ao artigo de Nuno Maia, publicado no jornal anterior: Habituada a percorrer o jornal da paróquia, mas a não prestar a devida atenção a todos os seus artigos, pensei que não me afectaria muito a chamada de atenção do padre Orlando na missa relativa a um desabafo sobre a festa de Gueifães. Refiro-me a um artigo publicado pelo Sr. Nuno Maia a respeito do trabalho e da dedicação necessários à realização da festa da freguesia e onde é feita uma chamada de atenção para a inércia da população perante tal esforço. Gostaria de deixar apenas uma mensagem simples, clara e sincera. A primeira coisa que me ocorreu ao ler o artigo foi, indubitavelmente, a forma como fui atingida em termos pessoais. Exclamei silenciosamente: «Oh como é possível? Mas esta sou eu. Como pude estar indiferente durante tanto tempo? Como pude ser tão ignorante a ponto de achar que toda a festa e divertimento apareciam do nada, como um cataclismo sem explicação?» É certo que cresci a ver a minha família a contribuir para a festa, mas nunca pensei realmente nisso. Sempre olhei apenas pelo lado do usufruto. E agora que ingressei no mundo do trabalho e tenho as minhas próprias responsabilidades tenho pena de não ter-me apercebido de como a comunidade necessita de cada um de nós. É certo que durante a semana existe muito trabalho, stress, estudo; situações estas que se prolongam muitas vezes pelo fim-de-semana, mas por mais pequeno que seja o contributo de cada um é sempre uma mais-valia. O que não é aceitável, e confes-

so que me choca no sentido da surpresa, é a falta de sensibilidade de alguns. A rudeza inacreditável com que se consegue inferiorizar e enxovalhar o esforço de outros. Acredito que possa ser «também» fruto da nossa sociedade actual a parcimónia que envolve a mentalidade de todos nós (e digo também porque é certo que o homem não deve ser desresponsabilizado pelas atitudes que toma). Apesar de repreensível, podemos de uma maneira mais ou menos matemática perceber que andamos de tal maneira anestesiados com a crise e o desemprego que nem nos lembramos que a História e a tradição de que tanto nos orgulhamos são alcançadas com a perseverança de pessoas que no meio desta confusão actual arranjam tempo para que tudo aconteça. Mas não podemos aceitar que pessoas se escondam atrás de mentalidades tacanhas e depois venham a público polidas como se nada se passasse. Por todas estas razões agradeço ao Sr. Nuno Maia esta chamada de atenção. Agradeço porque sou da terra e me orgulho da sua tradição. Uma tradição que não gostaria de ver morrer um dia porque ela é parte de quem fomos, de quem somos e espero que faça parte do nosso futuro. É a nossa identidade. Obrigada por nos lembrar que ela é feita pela comunidade e para todos nós. Cristiane Ribeiro

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20 de Junho | Festa do Envio do 10º Ano de Catequese Dez anos de catequese… …no princípio até parece que assusta, mas não. Estes dez anos passaram a correr, mas foram bastante importantes porque durante estes anos vivemos vários acontecimentos e datas importantes, onde conhecemos pessoas que se tornaram amigos para uma vida. A Festa do Envio teve um grande significado: recordarmos todas essas pessoas que nos ajudaram a crescer e que tiveram e têm muita importância nas nossas vidas. Todos os pequenos gestos e momentos desta celebração permanecerão para sempre nas nossas memórias. Tudo nos fez crescer, pois aprendemos a ver a vida com outros olhos, a ouvir com outros ouvidos e a tomar atitudes através do coração! Não há muitas palavras que possam explicar momentos tão especiais como foi a Festa do Envio, mas algumas definem o grande significado que esta festa teve para nós: a força de vontade, a teimosia, a união, a luta, a criatividade, o esforço, o empenho que vai dar somente a um único caminho: DEUS. Nesta festa, realizada a 20 de Junho, celebrámos o compromisso que assumimos com Deus há dez anos e fomos enviados a anunciar a Palavra de Deus. Maria Gonçalves (10º ano de Catequese)

27 de Junho | Festa da Sardinha Pelo terceiro ano consecutivo, a Comissão de Cultura da Paróquia de Gueifães realizou no dia 27 de Junho, no terreiro da junta de freguesia, a Festa da Sardinha. A rainha da festa, como não podia deixar de ser, foi a sardinha, acompanhada por broa, salada e um bom copo de vinho. Havia também o quentinho caldo verde com a rodela de chouriço e, para juntar a estas iguarias, muita música alusiva aos santos populares. Este ano a festa foi ainda maior pois contou com a presença do grupo”Círculo de Fogo”, da Escola Soares dos Reis, que fez uma fantástica demonstração de malabarismos com fogo, ao som de tambores e gaita de foles. Seguiu-se ainda um grupo de música popular, a convidar para um pé de dança. Contudo, o tempo não favoreceu a vontade de dançar e lá foram caindo umas pingas de chuva que depois se tornou mais forte, o que levou as pessoas a dispersarem mais cedo do que seria de esperar. Apesar de tudo, valeu a pena pelo convívio proporcionado a quem por lá apareceu e pelos momentos de preparação que antecederam um evento deste género! Aproveito para, em nome de toda a Comissão, agradecer a todos aqueles que connosco colaboraram, tornando possível a realização deste evento. Luís Moreira

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1, 2 e 3 de Julho | “Encontros com Paulo” Como já é hábito todos os anos na nossa paróquia, temos tido o privilégio da presença de António Couto, missionário da Boa Nova, doutorado em Teologia Bíblica e bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga. Aproveitando “o paladar” a Paulo que ainda está apurado após a celebração e vivência deste Ano Paulino, cerca de 60 pessoas da nossa paróquia e de paróquias vizinhas reuniram-se, durante três noites, na cripta da igreja para momentos de formação. Desde o primeiro momento, o pe. António Couto alertou para o facto de que estas formações de nada serviriam se não fossemos capazes de provocar em nós um verdadeiro ENCONTRO com Paulo! Graças à extraordinária simplicidade, clareza e simpatia na forma de expressar do orador, o ENCONTRO foi mesmo possível, pelo menos para alguns… resultando num autêntico deleite na descoberta das palavras e criando em nós um impulso vital amoroso muito ao jeito do próprio Paulo e, por consequência, muito ao jeito do nosso Jesus de Nazaré. Foi muito bom! Um obrigado ao pe. Orlando pela insistência em, ano após ano, se preocupar em nos proporcionar estes momentos de formação e vivência com tanta qualidade! Ricardo Ascensão

4 de Julho | 14º Aniversário Enfim... mais um ano passou e já lá vão 14 e o nosso pequeno “rebento” está a crescer a olhos vistos. Cresce nos nossos corações, nos corações que entram e ficam e nos corações que entram e saem mas deixam marcas. Para celebrar este crescimento, após a celebração da Eucaristia comemorativa, vários membros do grupo reuniram-se na cripta da igreja fazendo um pequeno piquenique e depois festejando em grande com muita música e dança. Aliás foi nestes momentos de dança que houve bastante animação permitindo aos membros das áreas da música, do teatro e da informação exibirem as suas habilidades na pista de dança improvisada. No fim só houve um grande vencedor e esse foi o Grupo Vitae que cresceu ainda mais depois desta festa. No fundo espero ver como jovem e como membro orgulhoso do Grupo Vitae que esta família cresça sempre assim, unida. Rafael Rocha

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11 de Julho | Celebração Vicarial do Crisma A nossa igreja estava cheia. À frente, os jovens que celebravam o sacramento do Crisma. Atrás, as famílias, os padrinhos, a comunidade que estava em festa naquele dia. D. Manuel Clemente, bispo do Porto, presidiu à Eucaristia que seria palco do Sim de muitos. Foi um Sim jovem, forte, como disse D. Manuel, "impossível de calar". Gostei muito da celebração. Foi hora de relembrar o momento em que começou a história de fé de cada um, que é sempre uma história de Amor. Foi hora de dizer Sim a esse Deus que é Amor e que nos propõe um caminho difícil de trilhar mas compensador como nenhum outro. É um caminho que na verdade é um ritmo de vida. Cada um de nós, crismandos agora crismados, saiu dali com um missão: com a ajuda dos padrinhos, fazer do Mundo um campo de batalha cuja espada é o Amor. Não fazer do crisma uma meta marcada, um fim festivo para a catequese mas um ponto de partida para a corrida eterna da evangelização! Dissemos Sim ao Amor... e com a nossa ajuda, "o Amor jamais passará"! Maria Inês Rocha

12 de Julho | PediPaper da catequese da Adolescência Eram nove e meia do dia 12 de Julho de 2009. Na Santana, à sombra matinal das árvores, um grupo de catequistas fazia os últimos preparativos para a actividade que se seguia, enquanto os adolescentes da catequese de Gueifães se preparavam e dividiam em grupos. Todos sabiam tratar-se de um pedipaper. O tema — palpitava o Francisco Miranda — devia andar à volta da vida de Jesus, “porque pediram para trazer Bíblia”. Mas a catequista Marta Abreu revelou: “Vai ser sobre S. Paulo, porque estamos no ano Paulino e andámos à volta deste tema durante todo o ano”. Quando quisemos saber o motivo pelo qual se tinha levantado àquela hora para uma actividade da catequese (e logo a um Domingo!), a Daniela Ferreira foi peremptória: “É muito melhor vir ter com os amigos do que ficar na cama a dormir. Estamos todos juntos, partilhamos, estamos em grupo, matamos saudades uns dos outros”. É que na catequese não há “férias”. Apesar de durante o Verão não haver encontro semanal, as actividades são uma constante. Esta, em particular, foi quase um “teste”, sem o parecer. A catequista Marta diz que é “para sabermos os conhecimentos que eles têm”, e ao mesmo tempo “é uma maneira de estarem todos juntos ao nível da adolescência” — remata, com a vontade de fazer mais actividades do género, para outros temas. Foi uma manhã bem passada. Todos concordaram que serviu mais para aplicar conhecimentos do que para adquiri-los e a opinião foi unânime: é para repetir! Maria Inês Rocha

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A vida é uma caminhada Feita ao longo de estradas desertas... Auto-estradas de denso trânsito... Ruas largas e estreitas Empedradas... ou de areia... Esburacadas ou de piso plano... Ao longo desta caminhada Sucedem-se as quedas… os acidentes… Que não podem impedir Que continuemos o nosso caminho, Sempre para diante… sempre em frente. Em todos os caminhos Encontramos lições de vida. Verdadeiras maravilhas Que nos ajudam sempre a progredir E a seguir em frente. Quantas pessoas Esperam de nós apoio, compreensão e carinho Ao longo do caminho… Quantas pessoas Esperam o nosso perdão, o nosso Amor… E a nossa força interior, O nosso ânimo e a nossa coragem Perante as dificuldades, as contrariedades, os insucessos. A vida é um risco… E uma aventura… E, daí, a sua beleza!... O problema não é o caminho… O grande desafio que nos é colocado por Deus É caminhar sempre… E caminhar bem, com passo firme, Sem desalento na subida, Sem recuos perante os obstáculos E paragens desnecessárias… As subidas são exigentes… Mas o optimismo sobe À medida que o desânimo decresce. Apesar das estradas longas e sinuosas, A arte de viver, Para quem aceita as limitações E reconhece as suas forças, talentos e qualidades, É uma verdadeira virtude. Procurar novos caminhos, Encontrar saídas e soluções para os percalços É sinal de sabedoria, Que activa os nossos talentos E faz permanecer o Amor Que, porque é eterno, Traz a assinatura de Deus… Obrigado pela nossa caminhada.

Susana Leite (texto de graças da celebração de aniversário do Grupo 9Vitae)


Ricardo Ascensão

(...continuação do jornal nº108)

A Galileia no tempo de Antipas A Galileia era um país verde e fértil. Distinto da severa, mas serena, montanha da Samaria e, muito mais, do áspero e escarpado território da Judeia. Estava dividida em três regiões bem definidas: a Alta Galileia (a Norte), montanhosa e por isso pouco povoada; a Baixa Galileia (a Sul), onde se situava Nazaré, com colinas não muito elevadas e aos pés das quais se estende a grande planície de Yizreel, uma das zonas mais ricas do país; e ainda a Região do Lago (“Genesaré”), rico em peixe, nas margens do qual se debruçavam três importantes cidades: Cafarnaum, Magdala e Tiberíades. Todos estes locais eram extremamente férteis permitindo a coexistência de numerosas espécies de plantas e árvores de fruto. Não é, pois, difícil de imaginar que a terra de Jesus era invejável. Os contemporâneos de Jesus viviam no campo, como todos os povos do século I pertencentes ao império. Praticamente toda a população (80 a 90%)vivia da terra, excepto a elite das cidades (5 a 7%) que se ocupava das tarefas governativas, administrativas e de recolha de impostos ou vigilância militar. Na Região do Lago, onde tanto se movimentou Jesus, também se vivia muito da pesca. Provavelmente Antipas herdou grandes extensões de terras férteis que o seu pai Herodes possuía, assim como terá ficado com outras como forma de pagamento de dívidas de agricultores. Havia agricultores que trabalhavam terras próprias, mas também havia aqueles que, por não terem terras, andavam de aldeia em aldeia à procura de trabalho. Jesus conhecia bem este mundo. Numa das suas parábolas:

“Um homem plantou uma vinha, rodeou-a com uma cerca, cavou um lagar e construiu uma torre; arrendoua para uns agricultores e partiu.” (Mc 12, 1)

“O Reino de Deus parece-se com um proprietário que saiu de manhã para contratar trabalhadores para a sua vinha(…)” (Mt 20, 1) Era com isto que Jesus contactava quando percorria as aldeias da Baixa Galileia. (continua no próximo jornal…)

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Já reparaste que só dizemos “Ama-me!” ou “Diz -me que gostas de mim!” a alguém por quem já nos sabemos muito amados? Ninguém “pede” Amor a ninguém para "tirar dúvidas", mas para saborear o que tem como certo. Porque o Amor não se pede… acolhe-se.

“Pedir” sinais e palavras de Amor é uma maneira apenas de reconhecer que esse Amor existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou, e é importante para nós.

…existe… …é verdadeiro… …não é estático… …ainda não se esgotou… …é importante para nós… Assim é o Reino de Deus. Esse Reino que com Jesus aprendemos a anunciar próximo, ao alcance, chegado… e também com ele aprendemos a pedir sempre: “Pai Nosso, venha a nós o Teu Reino…”

“Pedir” o Reino, clamar por ele, é uma maneira de reconhecermos na Fé que o Reino de Deus existe, é verdadeiro, não é estático, ainda não se esgotou e é importante para nós! É a mesma lógica do Amor…

E talvez seja mesmo essa a melhor maneira de falar do Reino, como o Dinamismo do Amor de Deus a acontecer na nossa história, Amor que gera Aliança e nos dá a certeza disto: “Quando te digo que te amo, estou a assegurar-te que nunca morrerás!”

SHALOM Rui Santiago, cssr

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Susana Leite

Querid o São Pau lo, ese. s e and o no 4º ano da Catequ Eu sou a Bea triz, tenh o 10 ano e descob rimos pad re que esteve a falar de ti hor sen um lá foi s ese equ cat Numa das ste a gos tar e a acreditar n`El e. eça com pois de e s Jesu de as que primeiro não gos tav e Ele aju dav a-te. fizeste por Jes us, ajud aste-O que pelo lo Pau São ito mu e Admiro-t ês fizeram al a ti e a Jesu s, porque voc igu ser o tent eu que ses Queria que sou bes mu ito po r Deu s. los e os da dem a pas sar os meus obs tácu aju me s Jesu e tu , céu do Peço-te, que daí ha irmã e a fazer com que o min a com cia iên pac is ma ter minha família, me ajud em a ha irmã e a paciência comigo, com a min , nte lme faci ou es, vez tas meu pai nã o perca tan com a minha mãe. Gos to mu ito de Ti! Beijinh os Bea triz, 4º ano da catequese. 12


Daniela Ferreira e Susana Leite

“Ave Maria Cheia de graça…” Foto: (retirada da Internet) Mês de Maria

Aguardamos pelas vossa

s fotos. Participem e envie m para: fot odomes.vitae@g mail.com

“Caminhando com S. Paulo ” Foto: Susana Leite Cortejo Vicarial da catequese

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Rita Fonseca

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ABERTO TODO O ANO

BERÇÁRIO, CRECHE, INFANTÁRIO Rua Dr. António José de Almeida, 602 Gueifães - junto às Escolas Primárias  229 446 348 ABERTO TODO O ANO

CENTRO DE ESTUDO

Apoio Escolar do 1º ao 12º ano Transporte Explicações a todos os níveis de ensino Acompanhamento Psicopedagógico

DE GUEIFÃES

Rua Padre António Soares Monteiro, 109 Gueifães - junto às Escolas Primárias  229 488 175

Rua Manuel Ferreira Pinto, 120 R/C - 4470-077 Gueifães-Maia Tel: 22 960 62 72

PAPELARIA GRACIMAR, LDA. LIVRARIA - BAZAR - TOTOLOTO Rua Manuel Ferreira Pinto, 74 Tel.: 22 960 7893 4470 - GUEIFÃES - MAIA

INDICA-LHE O CAMINHO CERTO PARA A COMPRA DA SUA CASA Rua de S. Romão, 523 - 4470-365 VERMOIM - MAIA Tel. 22 943 6610 - Fax 22 943 6619 Rua Fonte da Moura, 338 - 4100-251 PORTO Tel. 22 616 6350 - Fax 22 616 6359 comercial@diagonal-imobiliaria.com www.diagonal-imobiliaria.com

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AGÊNCIA FUNERÁRIA SECULAR CASA MOREIRA, LDA. SEDE: Rua Mestre Clara, 403 MOREIRA DA MAIA - MAIA FILIAL: Rua D.ª M.ª Ferreira da Cruz, 829 (Junto à igreja) GUEIFÃES - MAIA ARMAZÉM: Rua Padre António Costa, 359 NOGUEIRA - MAIA Tel.: 22 944 90 21 - 22 960 53 68 - Fax.: 22 940 71 25 - Tlm.: 91 727 42 14

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Actividades da Paróquia / Agenda Cultural

Atendimento do Pároco Terça, Quinta e Sexta 17h às 19h

Julho 20 Dia Mundial da Amizade 21 22 23 24 25 26 Dia dos Avós 27 28 29 30 31 Agosto 1 Semana Mundial do Aleitamento Materno 2 3 4 5 6 7 8 9 Dia Internacional das Populações Indígenas 10 Semana das Migrações 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Dia Internacional contra a Escravatura 24 25 26

Ficha Técnica Editorial pe. Orlando Santos

Coordenador Ricardo Ascensão

Design | Montagem Ricardo Ascensão Teresa Ascensão

Revisão Lígia Lopes

Periodicidade mensal

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Francisco Miranda Luís Moreira Maria Inês Rocha Rita Fonseca Susana Leite Teresa Ascensão

Colaboradores Nazaré Marques Pedro Graça Vânia Oliveira

Secretaria Seg. a Sexta 15h às 19h Biblioteca Sábado 17h30 às 19h

Bar Sábado 9h às 12h 14h às 19h Acolhimento das Crianças Celebrações Sábado 16h30, 19h15 Domingo - 19h

Horário das Celebrações 2ª e 4ª feira - 9h 3ª, 5ª e 6ª feira - 19h Sábado - 16h30, 19h15 Domingo - 9h, 19h

Leituras Dominicais 26 | XVII Domingo do T. Comum 2Rs 4,42-44 | Sl 144 Ef 4,1-6 | Jo 6,1-15 2 | XVIII Domingo do T. Comum Ex 16,2-4.12-15 | Sl 77 Ef 4,17.20-24 | Jo 6,24-35 9 | XIX Domingo do T. Comum 1Rs 19,4-8 | Sl 33 Ef 4,30-5,2 | Jo 6,41-51 16 | XX Domingo do T. Comum Pr 9,1-6 | Sl 33 Ef 5,15-20 | Jo 6,51-58 23 | XXI Domingo do T. Comum Js 24,1-2a.15-17.18b | Sl 33 Ef 5,21-32 | Jo 6,60-69

Distribuição gratuita

Equipa de Redacção

Serviços da Paróquia

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700 exemplares

Publicidade Altina Borges

Impressão

"Quando ficou a sós com eles, Jesus explicou-lhes todas as suas Palavras e Parábolas..." (Mc 4, 34) www.ASosComEles.blogspot.com

Tipografia Araújo

Publicação On-line Pedro Graça

www.grupovitae.com geral@grupovitae.com informacao@grupovitae.com

Domingo a Domingo a explicação das leituras.


Jornal Vitae nº110 - Junho, Julho 2009