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jornal da paróquia de Gueifães - Maia

informação

edição109 maio2009 anoXIV


pe. Orlando Santos

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Talvez a palavra do nosso vocabulário mais inflacionada seja a palavra amor. Bastará olhar para os títulos das revistas cor-de-rosa para vermos como as pessoas estão tão equivocadas. Quando falam de amor pensam em paixonetas, sexo, sensações volúveis como o vento, atraentes como as bolinhas de sabão. Mesmo entre cristãos, são poucos os que encaram o amor como uma vida que vem de Deus, e que ao existir no homem o leva a dar a vida, a partilhá-la, a sacrificar-se para tornar os outros felizes. Quem ama vive entusiasmado, o que significa que está possuído por Deus. Daí a fecundidade, o poder criador do amor, que não é nem mais nem menos do que o reflexo da presença do amor feliz de Deus, manifesta no homem, por esta ou por aquela forma. Mas o amor anda muito maltratado, não só porque se separou o rio da fonte, mas também pelas razões, já atrás referidas, a que acrescentaria outras. Começo por lembrar que, nos nossos dias, é cada vez mais frequente, encontrarmos pessoas que dizem amar-se uma à outra, mas sem compromissos, sem querer envolver o amor por um carácter institucional. “Agora é assim, amanhã vê-se. Não queremos obrigações. Temos muito amor um pelo outro. Casar não, vamos viver juntos”. Este comportamento denuncia várias coisas: - primeiramente, que as pessoas não querem compromissos, muito ao contrário. Pretendem o gozo do viver juntos, mas sem qualquer laço que os comprometa. Isto não só se deve ao facto de não terem aprendido a aceitar obrigações e depois porque têm a lição de muitos casais fracassados. (Também podiam olhar para casais de sucesso, porque também os há). Para além disso, há muitos jovens que, já no namoro se habituaram a fazer da vida do amor um passatempo, isto é, uma coisa que passa com o tempo, sendo por isso uma realidade a prazo. Ora, se o amor é uma vida que Deus deposita no coração do homem para tornar felizes os outros, como se admite que alguém diga que quer tornar o outro feliz, mas a prazo? “Vamos fazer a experiência”... Mas as pessoas podem tratar-se como as coisas, que se põem e tiram, conforme o prazer, a disposição e o circunstancialismo do momento? O amor para sempre assusta muita gente, que teme cansar-se e não amar mais. Se é verdade que o suportar o outro não tem sentido, também é verdade que a consciência da promessa e do compromisso assumido ajuda e pode ajudar a ultrapassar nuvens negras, que entretanto possam surgir. Encontro muitos jovens, e cada vez mais, que vão para a chamada “união de facto”, porque temem não conhecer-se suficientemente para um compromisso efectivo. Então, que procurem ou procurassem conhecer-se e não apenas passar o tempo juntos, com os outros, por exemplo, a beber uns copos. Há quem entenda este “não conhecerem-se” como o não saberem como sexualmente se comportam. Ora, o sexo é uma simples linguagem, e não um objectivo, para traduzir o que há de mais importante: o amor, o afecto entre as pessoas. Se este existe, certamente, que se entenderão neste como noutros domínios. O problema é sempre expressar o que não existe. A respeito disto permitam-me mais uma observação: é frequente, os nossos jovens ou adolescentes exigirem provas de amor. Normalmente, são os rapazes. E já sabemos o que são estas provas e o que podem custar aos dois, a começar pela rapariga, e… por toda a vida. Pedir este tipo de prova é queimar etapas, é o sinal mais claro de que não se está seguro, nem de si nem do amor da outra pessoa. Tal atitude é como a de alguém que, na Primavera, ao encontrar um pouco de sol, se apressa a colher o feno do campo, não confiando no tempo que fará uma hora depois. Acho que não se deve pedir a prova mas dar ao outro a prova de que o ama, controlando-se a si mesmo, para respeitar o outro, para não lhe estragar a vida e comprometer o futuro dos dois. A respeito disto permitam-me mais uma observação: é frequente, os nossos jovens ou adolescentes exigirem provas de amor. Normalmente, são os rapazes. E já sabemos o que são estas provas e o que podem custar aos dois, a começar pela rapariga, e por toda a vida. Pedir este tipo de prova é queimar etapas, é o sinal mais claro de que não se está seguro nem de si nem do amor da outra pessoa. Tal atitude é como a de alguém que, na Primavera, ao encontrar um pouco de sol, se apressa a colher o feno do campo, não confiando no tempo que fará uma hora depois. Acho que não se deve pedir a prova mas dar ao outro a prova de que o ama, controlando-se a si mesmo, para respeitar o outro, para não lhe estragar a vida e comprometer o futuro dos dois.


Maria Inês Rocha

Estamos no mês de Maria. Sempre me fez um bocadinho de confusão que houvesse um mês para Maria… como se uma mãe precisasse de data marcada na agenda para nos lembrarmos dela! Não precisa. Mãe que é mãe é-o sempre, em Maio, em Junho, Janeiro ou Dezembro. No entanto, o ser humano é assim mesmo. Eu sou suspeita, porque sou simultaneamente a pessoa mais esquecida e distraída que existe neste mundo. Tem que estar tudo marcadinho na agenda e são raras as vezes em que não tenho compromissos marcados uns em cima dos outros. Por isso, aqui estou eu a obedecer à bendita agenda e a dedicar esta página à mãe. Não me esqueci do nosso Maravilhoso Mundo Partilhado. E por isso andei por aí à procura da pessoa certa para partilhar convosco o que é ser mãe. E encontrei. Se calhar haveria muitas outras pessoas certas, mas olhem que esta é especial. É uma senhora (ora, senhora… rapariga!), mãe de três filhos, que leva uma vida de constante acção de graças. Literalmente! Sente-se isso logo que se começa a ler o blogue dela (http://partilho-contigo.blogspot.com), de onde tirei este pequeno texto:

Os meus filhos são a razão máxima da minha existência! Faço da minha vida uma entrega diária: talvez também a isto se possa chamar "dar a vida". Claro que também estou disposta a morrer por eles, sem dúvida, mas acho que o mais bonito e comprometedor é estar disposta a viver por eles. Quando estão doentes, meu Deus! Quem me dera que fosse possível ficar eu no lugar deles, mas como não é possível faço pelo menos tudo o que está ao meu alcance para minimizar o seu sofrimento. Claro que não estou a dizer nada de novo, principalmente para quem é mãe. Trata-se apenas de uma introdução para aquilo que agora quero partilhar. Ontem a minha Marianinha ficou doente. Não sei bem ainda o que tem, mas os sintomas que ela manifesta levam-me a crer que se trata de uma gastroenterite. À noite, já deitadinha para adormecer, abraçou-me e disse-me: "Mãe, fazes tanto para o meu bem... o que tenho que fazer em troca por ti?"... Confesso que não contava com aquela reacção e fiquei quase sem palavras. Só lhe respondi: "Nada, minha querida, nada!" Não sei explicar porquê, mas desde ontem que isto não me sai da cabeça. Assim como outras vezes em que eles, com a sua doçura e com uma sensibilidade incrível, me deixam surpreendida! Sou mesmo uma mãe muito babada, eh eh eh! Preciso de dizer mais alguma coisa? Acho que não. Este texto, que mais simples não podia ser, diz tudo. Mãe é mãe, e não há adjectivo melhor para ela. Dá de graça e não lhe passa pela cabeça esperar algo em troca. Olhem, hoje tomo a liberdade de não dizer mais nada. Há coisas que não precisam de ser comentadas ou analisadas. Há coisas que se vivem e pronto. Obrigada às mães deste Mundo, que sabem sempre torná-lo um bocadinho mais Maravilhoso. Acredito profundamente que são elas as maiores peritas na arte do amor. Obrigada. 3


Nazaré Marques

Dando continuidade à nossa visita ao passado do Mosteiro de Leça do Balio, vamos conhecer um pouco mais. Sem ter a pretensão de dizer tudo sobre ele, porque uma obra com a sua idade e importância no passado não se deixa conhecer em duas simples páginas de jornal. O edifício foi mudando de tamanho e imponência conforme as épocas e as posses. O actual templo é uma síntese do estilo românico e gótico e remonta a uma grande campanha construtiva iniciada pelo prior da Ordem, D. Frei Estevão Vasques Pimentel, entre 1330 e 1336. Por essa altura, foram renovados ainda os edifícios monacais e o claustro, dos quais vários elementos chegaram até aos nossos dias. Ainda hoje se realizam actividades culturais lembrando a celebração mais marcante deste mosteiro – o matrimónio do rei D. Fernando (1367-1383) com D. Leonor Teles. Posteriormente, durante a Crise de 13831385, em que a nossa independência com Castela esteve em perigo, ali esteve instalado o Condestável Nuno Álvares Pereira( hoje o nosso Santo Nuno de Santa Maria) em 1385, no início da jornada que lhe deu a posse do Castelo de Neiva e de outras localidades na região. Há períodos da nossa História em que a sua visibilidade é menor e somos chegados a uma época mais próxima do nosso tempo. Durante o século XIX, na sequência do triunfo liberal no país, o mosteiro de Leça do Balio assistiu à extinção das ordens religiosas (1834), perdendo os privilégios e direitos que a ordem ainda possuía sobre a freguesia, sendo integrada no concelho de Bouças (actual Matosinhos), em 1835. Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Na década de 1930 foi efectuada uma obra de restauro de todo o monumento pela Direcção Geral dos Monumentos Históricos. Em 1996, o mosteiro começou a ser palco de obras de beneficiação suportadas pela UNICER, ao abrigo da Lei do Mecenato. É de lamentar que, estando nós tão perto, pouco o visitemos e o não conheçamos como devíamos. Por vezes visitam-se monumentos muito longe de casa aos quais se dá o verdadeiro apreço e as nossas riquezas são esquecidas. A Feira Medieval de Leça do Balio que nos transporta para os tempos áureos deste Mosteiro realiza-se no inicio de Setembro e vale a pena visitar.

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Francisco Miranda

Preparar os exames Com a aproximação dos exames, o stress e a ansiedade invadem logo a nossa cabeça. No entanto, os testes são uma realidade e não há nada que possamos fazer para os evitar. O mais certo é que nos acompanhem pela vida fora, pelo facto de serem o modo mais utilizado para demonstração dos nossos conhecimentos e valores. Por isso, é importante aprender a lidar com o stress e a ansiedade com que os testes/exames nos envolvem para que seja possível controlar os seus efeitos, e assim, não nos afectar no nosso rendimento. Aqui estão algumas dicas. De certo que algumas não funcionarão contigo mas espero que elas funcionem como uma espécie de encorajamento para melhorares as tuas notas:

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Organiza um horário de revisões que seja realista. Lembra-te que é a qualidade do teu tempo de estudo que importa e não a quantidade.

Quando estiveres a rever a matéria faz mais que olhar para uma página com esperança que algum milagre aconteça e que a matéria se transfira automaticamente para o teu cérebro! Desenvolve um método de estudo que resulte contigo. Por exemplo, sublinha algumas palavras-chave com cores diferentes. Fala com os teus professores acerca de técnicas de revisão, como fazer esquemas ou resumos...

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E agora,

Não consumas estimulantes, bebidas com cafeína (refrigerantes, café ou mesmo chá). Embora estas bebidas te façam sentir melhor durante o dia, vão dificultar o repouso à noite.

Pára de estudar cerca de uma hora antes de ir para a cama e dá descanso ao teu cérebro. Ouve música, toma um banho, lê alguma coisa leve ou vê um pouco de televisão. O teu cérebro não é como um interruptor que pode simplesmente desligar-se, precisa de um período de transição para se ajustar.

ao trabalho!

www.grupovitae.com

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Dia Europeu dos Vizinhos

26 de Maio

Teresa Ascensão

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Hoje em dia toda a gente vive numa grande ciber-sociedade onde todos podem produzir o que quer que seja para todos. Estamos todos ligados pelos nossos computadores, telemóveis e televisões. Há sempre informação nova a vir de todos os cantos do mundo para os nossos lares e com isto criamos laços de amizade e camaradagem a pessoas de todas as raças e culturas. Mas por vezes pondero… com tanta forma de nos mantermos facilmente ligados a pessoas que moram do outro lado do mundo não deveríamos conhecer muito bem os nossos vizinhos? Fala-se tanto sobre a diversidade cultural através da rede cibernautica quando temos um óptimo exemplo disso à nossa volta. Se alguém se sentasse à frente da sua casa e simplesmente passasse o dia a ver os seus vizinhos a passar repararia naquele casal novo com três ou quatro cães de grande porte muito brincalhões a ladrarem a qualquer coisa que passe pela frente da sua casa, ou naquela família de três muito simpáticos que vão sempre juntos passear todos os dias no final do dia, ou naquele rapaz novo que vai trabalhar todos os dias, mas que vem sempre a correr para dar de comer à sua mãe doente, reparariam naqueles dois irmãos que vão sempre juntos praticar desporto, ou no senhor que sai bem cedo de manhã e chega bem tarde a casa para trazer alimento a família mas quase que nunca vê os seus filhos, ou até naquele miúdo da casa ao lado que está a começar a tocar violoncelo e pratica freneticamente todos os dias. E aqueles rapazitos a jogarem a bola na rua que mandam constantemente a bola para casa dos vizinhos. Notariam também na senhora idosa que se põe a ouvir a missa na rádio todos os dias enquanto na tasca, lá na esquina, está o marido a ver o futebol e a beber uma cerveja com os amigos de longa data. Neste mundo onde estamos tão ligados, por vezes, esquecemos os que estão mais próximos, os nossos vizinhos. A estrutura e saúde da nossa sociedade têm como base a relação que temos com os nossos vizinhos. Daí aconselho que conversemos e passemos a conhecer melhor os nossos vizinhos. Faz bem a nós e aos outros. Rafael Rocha

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o conteúdo destes textos é da responsabilidade dos seus autores

A PROPÓSITO DA FESTA DE Nª SRª DA SAÚDE No ano de 2007 foi-me dirigido o convite para integrar a Comissão de Festas em honra de Nª Srª da Saúde para o biénio 2008/2009. Grande responsabilidade, pensei eu, e mal sabia o que espera àqueles que abraçam tal tarefa e experiência. E, foi precisamente por causa desta experiência, a todos os níveis inesquecível, e por imaginar que muitos Gueifanenses, tal como eu, não fazem ideia de como funcionam os “bastidores” da festa, que decidi escrever este artigo. Organizar uma festa como esta implica, por exemplo, negociar com fogueteiro, iluminador, conjuntos, ranchos folclóricos, bandas marciais, fanfarra, requisitar energia eléctrica para os divertimentos, requisitar palcos, coretos, sanitários e bancada, fazer um seguro para o fogo de artifício e para os cavalos que acompanham a procissão, prever a presença das autoridades e individualidades na procissão, coordenar a distribuição dos membros da Comissão de Festas pelas diversas actividades, pagar direitos à Sociedade Portuguesa de Autores, prever o arranjo floral de ambas as igrejas e dos andores, prever e organizar o número de pessoas necessárias para a procissão, arranjar expositores e coordenar o espaço de cada um, conseguir anunciantes para o livro de publicidade, reunir informação dos anunciantes e cobrar a dita publicidade, coordenar a divisão de espaços para os feirantes, levar a cabo a venda de rifas e o peditório pelas ruas da freguesia, requisitar e pagar policiamento para os dias de festa, elaborar o programa da festa, etc…. Transcrito em papel, parece coisa que se leve a cabo, ainda por cima quando a Comissão integra 26 elementos, em pouco tempo. No entanto, devo dizer que

tudo isto leva meses a preparar e tudo se torna mais difícil quando, ao contrário do que seria de esperar, é precisamente dentro da freguesia que se encontram os maiores obstáculos. A saber (e esta é parte que vos diz respeito): Como facilmente se depreende, tudo o que atrás mencionei seria de mais ou menos fácil execução com a boa vontade de todos os Gueifanenses. Se todos compreendessem que o interesse da Paróquia deve estar sempre acima dos interesses e “birras” pessoais e que o que fazemos deve ser sempre para o bem e interesse COMUNS. Se todos, ou pelo menos aqueles que podem, contribuíssem. Os Gueifanenses, somando as rifas e o peditório que faz a Comissão de Festas, contribuem com cerca de 25% do custo da festa. O restante resulta de muita imaginação, trabalho e dedicação daqueles em quem é delegada a missão de “fazer a festa”, e refiro-me a 6 Comissões (cerca de 150 pessoas) que assumem a tarefa de 12 em 12 anos. Vou passar a descrever, para que todos saibam, e sem recurso a qualquer exagero ou figura de estilo o que vimos e sentimos, por exemplo (porque muito mais haveria para dizer), aquando do peditório para a Festa: Gente empenhada em ajudar e consciente da coresponsabilidade com aqueles que se propõem organizar o evento. Gente ausente, distante e completamente “ao lado” de tudo o que diz respeito “à Igreja” (como gostam de dizer), mas que, nos dias da festa, não deixam de comparecer. Gente que nos insulta e desrespeita como se o que fazemos fosse em proveito próprio. Gente que se esconde atrás das cortinas e que nós vemos (embora pensem que não) à espera que

desistamos de “pedir para o Padre”. O que fariam vocês se tivessem que calcorrear a freguesia e, por exemplo, numa torre de 12 andares, com 4 apartamentos por andar, terminassem no Rés-do-Chão com 35… CÊNTIMOS, na pasta!!?? Não, não é engano, falamos de 48 famílias e 35 cêntimos de contributo para a Festa. Será que aqueles que se recusam contribuir e ainda criticam os que o fazem e os que pedem, nunca se perguntam como é possível continuar a fazer a festa? Será que nunca se perguntam como o fazemos? Será que nunca se perguntam porque o fazemos? Pois fazemo-lo por “amor à camisola”, por “bairrismo”, por respeito às nossas raízes e porque aquilo a que alguns chamam, por desinteresse e por consequência de um comodismo atroz, de Igreja, como se se tratasse de algo virtual ou abstracto, é mesmo a nossa “camisola”. Felizmente continuamos a ter na nossa terra, gente que sabe que Igreja é mais do que um edifício. Gente que sabe e sente que Igreja não é uma repartição pública onde se encomendam e pagam (às vezes) alguns serviços! Em nome desta Comissão, muito obrigado a todos quantos, com a sua contribuição, maior ou menor, tornaram possível a realização destas festas. Quanto aos outros, os nossos votos de que tenham usufruído das festividades e que, no próximo ano, com a vossa contribuição, possamos ter uma Festa à Nossa Senhora da Saúde ainda mais grandiosa. E não esqueçam: “Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por 99 justos que não precisam de arrependimento” Nuno Maia

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Semana Santa 2009 | Comunidade MEL em missão no Alentejo

Tenho uma boa notícia para vos dar: Deus anda a fazer das suas.

Anda a

apaixonar corações e a mudar vidas. E nós, Missionários Eucarísticos Leigos (MEL), somos uns sortudos pela quantidade de oportunidades que vamos tendo para experimentar isto. Há bem pouco tempo, na Semana Santa, tivemos mais uma. No dia 6 de Abril de 2009, saímos do Externato Patronato da Imaculada em direcção a Beringel, uma pequena vila – sim, ai de quem mencionasse a palavra “aldeia”! - perto de Beja. Uma terra encaixada entre campos alentejanos de um verde lindíssimo. Fomos com ideias de ajudar essa e outras comunidades à volta a viver mais intensamente a Semana Santa – um padre não pode estar em quatro paróquias ao mesmo tempo, nem que tenha muito boa vontade! Por isso, de guitarras em punho, vozes afinadas e corações disponíveis, fomos “missionar” (acabei de descobrir que a palavra existe realmente). Esperávamos muito pouco. Íamos com as expectativas em baixo, a nível do que íamos encontrar. Esperávamos pessoas pouco ou nada ligadas à Igreja e pouco ou nada preocupadas connosco. Pelo contrário, deparámo-nos com uma comunidade pequenina mas empenhada em crescer

na fé. Com pessoas prestáveis, sempre prontas para um Sim. O Padre sempre disponível, alegre, de espírito jovem e muito “terra-a-terra” com todos, orientou-nos e juntou-se a nós em todos os momentos possíveis, tendo sido em todos os aspectos uma surpresa e um exemplo pois, humildemente e com pouco, consegue, naquelas terras alentejanas, transmitir a mensagem de uma forma muito bonita e cativante! Não sei muito bem descrever o que se passou lá. Foi uma mistura de espectacular com inesquecível. Missionámos e missionaram-nos a nós. Vivemos aquela semana como autênticos discípulos que rejubilam de alegria ao ver que o Mestre está com eles. Animámos celebrações, preparámos laudes e adorações. E também reservámos momentos a

sós com Ele, sempre com a paisagem a observar-nos. Quando chegámos a casa no Domingo de Páscoa, com a voz e o corpo cansados, tínhamos no rosto um sorriso de Aleluia. Vínhamos todos, sem excepção, verdadeiramente mudados. Sentia-se isso no ar, era quase palpável. A vontade era ter ficado. A cada quilómetro

que

fazíamos,

apetecia voltar para trás. Os novos

amigos

ficaram

esperando o nosso regresso! Mas

vínhamos

com

outra

Missão, esta ainda mais difícil. A

de

fazer

acontecer

a

Ressurreição nos nossos dias. E ela tem acontecido. Vejo isso nos sorrisos deles, e nesta vontade de o gritar ao

Mundo inteiro…  8

Maria Inês Rocha, mel


18 de Abril | Encontro de Coros — Festa da Senhora da Saúde No passado dia 18 de Abril, realizou-se um Encontro de Coros, organizado pela Comissão de Festas da Sra. da Saúde 09, onde participaram os Coros Nossa Senhora da Assunção, da Paróquia de Gueifães; Nossa Senhora da Caridade, da Paróquia de Vermoim e Vitae Música, da Paróquia de Gueifães. O Encontro começou pelo Coro Nossa Senhora da Assunção, que nos acarinhou com cânticos alusivos a Maria, cantados à capela ou acompanhados pelo órgão, que caracteriza este coro, entre os quais “Rainha do Céu, Alegrai-vos” e “Tu és Fonte de Vida”. O Coro Nossa Senhora da Caridade, encantou-nos com a sua incrível sonoridade e melodia, acompanhadas por uma maravilhosa orquestra, presenteando-nos com cânticos como “Abremse os Céus” e “Avé, o Theotokos”. O Vitae Música, coro jovem da Paróquia de Gueifães, não se sentiu intimidado no meio de tanta qualidade musical, por parte dos mais velhos e não desapontou quem o escutava! Brilhando com os seus saudosos cânticos, entre eles “Hail Holy Queen” (Salvé Santa Maria) e “I will follow him” (Eu o seguirei), terminaram este fantástico Encontro de Coros, unidos ao Coro Nossa Senhora da Assunção, cantando “Santa Maria”. Muito obrigada à Comissão de Festas pelo trabalho que desempenhou e pelo convite feito a estes três belíssimos Coros, que o acolheram de bom grado, esperando que se realizem mais eventos como este! Daniela Ferreira, Vitae

3 de Maio | Oração Vitae do Dia da Mãe No primeiro domingo de Maio, assinala-se o Dia da Mãe. Este ano, o grupo Vitae, não quis deixar passar esta data em branco… Então, decidiu proporcionar uma pequena oração para todas as Mães Vitae, na Igreja Matriz de Gueifães. Durante a oração, todas as mães presentes escutaram, cantaram e até partilharam momentos que tiveram e continuam a ter com os seus filhotes. Com todo o carinho que lhes é merecido, cada filho ofereceu à sua mãe uma fralda, que simbolizava que mesmo ao estarmos homens e mulheres formados, continuamos a precisar da mãe ao nosso lado, tal como quando éramos pequeninos! No fim, ninguém queria regressar a casa, devido ao tão acolhedor ambiente criado! Talvez tenha sido o melhor presente oferecido por estes filhos a estas mães: a oportunidade de terem um momento a dois. Daniela Ferreira, Vitae

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Ricardo Ascensão

Regulamento 1 – OBJECTIVOS 1.1 – Celebrar o Ano Paulino em Gueifães. 1.2 – Criar oportunidades de expressão plástica e artística a todos os gueifanenses. 2 – MODALIDADES O concurso permitirá o desenvolvimento de capacidades através da apresentação de trabalhos em: 2.1 – Expressão plástica 3 – CONCORRENTES Podem participar neste concurso todos os actuais gueifanenses, de qualquer idade, à excepção do júri nomeado. 4 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS Todos os trabalhos devem ser apresentados (prorrogação do prazo) até ao dia 20 de Junho de 2009, na Secretaria da Paróquia de Gueifães, juntamente com a respectiva ficha de inscrição. 5 – TRABALHOS A CONCURSO Os trabalhos apresentados podem ser: 5.1 – Expressão Plástica: cerâmica, aguarela, pintura a óleo, maquete, escultura e fotografia. 6 – PRAZOS O concurso decorrerá com os seguintes prazos: De 7/03/2009 a 14/03/2009 – Lançamento do concurso De 21/03/2009 a 20/06/2009 – Elaboração e apresentação de trabalhos Até 30 de Junho de 2009 – Decisão do júri. Selecção do trabalho que dará origem ao Selo Comemorativo do Ano Paulino. Em data a definir – Exposição dos trabalhos na Cripta da Paróquia de Gueifães e apresentação do Selo Comemorativo do Ano Paulino.

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O júri é constituído pelos elementos da Comissão de Cultura da Paróquia de Gueifães e pelo Sr. Padre Orlando. Todos os participantes terão direito a um diploma de participação. 9 – CONSIDERANDOS 9.1 – As situações não contempladas neste regulamento serão decididas pela Comissão de Cultura da Paróquia de Gueifães. 9.2 – Os trabalhos apresentados são propriedade da Comissão de Cultura da Paróquia de Gueifães.


Era uma vez um homem chamado Pedro, pescador no grande lago da Galileia… “Vem após mim e farei de ti Pescador de Homens!” (Mt 4, 19) Era uma vez OUTRO homem chamado Pedro, que arriscou o seguimento do Mestre de Nazaré… Pedro tinha um irmão chamado André e dois companheiros de faina, também irmãos entre si, chamados João e Tiago… “Mestre, onde moras?!” (Jo 1, 38) Era uma vez OUTRO homem chamado André e também irmão de Pedro, e OUTROS João e Tiago, também companheiros de Pedro noutra faina… Era uma vez um homem, um Mestre de Israel, chamado Nicodemos, que foi ter com Jesus a meio da sua noite… “Tens que nascer de novo!” (Jo 3, 3) Era uma vez OUTRO homem chamado Nicodemos, que aprendia a ver e a nascer segundo o impulso do Espírito… Era uma vez uma mulher apanhada em flagrante adultério, prestes a ser apedrejada… “Ninguém te condenou? Eu também não te condeno!” (Jo 8, 11) Era uma vez OUTRA mulher, que fez a experiência do perdão gratuito e da confiança incondicional… Era uma vez um cobrador de impostos chamado Zaqueu… “Eu hoje tenho de ficar em tua casa!” (Lc 19, 6) Era uma vez OUTRO homem chamado Zaqueu, que de pé proclamou a Boa Notícia da conversão… Era uma vez um homem chamado Bartimeu, um cego que pedia esmola à beira do caminho… “Coragem! Ele chama-te! Levanta-te!” (Mc 10, 49) Era uma vez OUTRO homem chamado Bartimeu que, de olhos novos, seguia Jesus pelo caminho… Era uma vez um homem chamado Lázaro que estava morto… “Lázaro, sai daí e vem cá para fora!” (Jo 11, 43) Era uma vez OUTRO homem chamado Lázaro que se viu liberto do silêncio sepulcral e das ligaduras de morte que o prendiam… Era uma vez um homem chamado Paulo que corria quilómetros para encher as cadeias judaicas de discípulos de Jesus… “Ele caiu ao chão e escutou: Eu sou Jesus…” (Act 9, 5) Era uma vez OUTRO homem chamado Paulo que se tornou o Apóstolo mais apaixonado e livre da Igreja primitiva e acabou ele próprio preso e maltratado pela Boa Nova da Ressurreição de Jesus… Às vezes faz-nos falta perceber que o encontro verdadeiro com Jesus de Nazaré faz acontecer na nossa Vida um ANTES e um DEPOIS… Não é simplesmente um momento, claro! É uma dinâmica de Vida em que tomamos Jesus como ponto de referência, a Palavra de Deus como Sabedoria e o Espírito Santo como Mestre. O encontro face-a-face com Jesus marca sempre um ANTES e um DEPOIS em relação a muitas coisas…

SHALOM Rui Santiago, cssr

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Susana Leite

Dia da Mãe 7º Ano de Catequese 03-05-2009

Mãe, Tu és: co; Alguém que se im porta connos a loiça; Alguém que nos ob riga a lavar e somos; Alguém que nos am a pelo qu Alguém que dá a vid a por nós; cab eça”... Alguém que nos dá “cabo da Em ti encontro o Am or, O maior ídolo hum ano, Sinal de sacrifício, de dádiva. porte. O nosso suporte, o nosso trans Melhor coisa do m undo... s fixe” que nos ai “m oa ss pe a , iga am or elh Em ti ve jo a m leva pelos bons cam inhos. 12


Daniela Ferreira e Susana Leite

“Ressuscitando, Jesus nos projectou para o infinito de Deus.” Foto: Paróquia de Gueifães Pagela entregue a todas as famílias durante a visita pascal.

“Eis a tua mãe” (Jo 19, 27) Foto: Daniela Ferreira Imagem de N. Sr. Da Saúde

Tema do próximo mês: Mês de Maria Aguardamos pelas vossas fotos. Participem e envie m para: fot odomes.vitae@g mail.com 13


Rita Fonseca

Olá pequeninos!! Que tal foram as leituras ou, melhor, as escutas? O “Trigas” encheu o nosso coração… Pois bem… desta vez quero dar-te a oportunidade de, para a próxima edição do nosso jornal, esta página ser construída por ti… Podes fazer um desenho, escrever um texto, uma frase, recor tar uma imagem que tenha a ver com alguma coisa de que aqui falei e que ficou na tua memória ou, simplesmente, que tenha a ver com este espaço. No entanto, peço-te que seja algo pequenino, para desta forma poderem aparecer os “ar tigos” de todos… Basta enviares o que tenhas feito ou recolhido para ritaoliveirafonseca@gmail.com ou entregares na secretaria da nossa igreja até dia 29 de Maio. Talvez para as duas precises da ajuda de um adulto aí de casa!

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Rua Manuel Ferreira Pinto, 120 R/C - 4470-077 Gueifães-Maia Telf: 22 960 62 72

PAPELARIA GRACIMAR, LDA. LIVRARIA - BAZAR - TOTOLOTO Rua Manuel Ferreira Pinto, 74 Tel.: 22 960 7893 4470 - GUEIFÃES - MAIA

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HUBARCONTAS CONTABILIDADE E GESTÃO UNIPESSOAL, LDA SEDE: R. de Santana, 494 – 4465-740 Leça do Balio Tel.: 22 905 90 50 Fax 22 905 90 59 e-mail: hubarcontas@net.novis.pt

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Actividades da Paróquia / Agenda Cultural

Atendimento do Pároco Terça, Quinta e Sexta 17h às 19h

Maio 1 Dia do Trabalhador 2 3

Dia Mundial de Oração pelas Vocações | Dia Mundial da Liberdade de Imprensa Dia da Mãe

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Serviços da Paróquia

Secretaria Seg. a Sexta 15h às 19h

Reunião Equipa Vicarial - S. Pedro de Fins Biblioteca Sábado 17h30 às 19h

Dia da Europa | Dia Mundial do Comércio Justo | Dia Mundial das Aves Migratórias Celebração do Baptismo Procissão de Velas - 21h30 | Dia Mundial dos Enfermeiros

Reunião de Pais - Profissão de Fé - 21h30 | Dia Internacional das Famílias Retiro para a Profissão de Fé | Terço dos Adolescentes - 18h00 Retiro para a Profissão de Fé | Dia Internacional da Sociedade da Informação Dia Internacional dos Museus Reunião de Pais - Profissão de Fé - 21h30 Reunião de Pais 4ºAno de Catequese - 21h30 Formação Bíblica Permanente - Auditório da Paróquia de Vermoim - 21h30 Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento Dia Internacional da Diversidade Biológica Festa da Palavra Terço das Crianças - 18h00 | Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social Jornada de Oração pela Igreja na China

Celebração Penitencial - Profissão de Fé - 21h30 | Dia Mundial da Energia Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU

30 31 Festa da Profissão de Fé - 11h45 | Dia Mundial sem Tabaco Junho 1 Dia Mundial da Criança 2 Reunião Equipa Vicarial - Vila Nova da Telha 3 4 Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão

Editorial pe. Orlando Santos

Coordenador Ricardo Ascensão

Design | Montagem Ricardo Ascensão Teresa Ascensão

Revisão Lígia Lopes

Periodicidade mensal

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Distribuição gratuita

Equipa de Redacção Francisco Miranda Luís Moreira Maria Inês Rocha Rita Fonseca Susana Leite Teresa Ascensão

Colaboradores Nazaré Marques Pedro Graça Vânia Oliveira

Acolhimento das Crianças Celebrações Sábado 16h30, 19h15 Domingo - 19h

Horário das Celebrações 2ª e 4ª feira - 9h 3ª, 5ª e 6ª feira - 19h Sábado - 16h30, 19h15 Domingo - 9h, 19h

Leituras Dominicais 3 | IV Domingo de Páscoa Act 4,8-12 | Sl 117 1Jo 3,1-2 | Jo 10,11-18

Dia da África | Dia Internacional das Crianças Desaparecidas Dia Europeu dos Vizinhos

Ficha Técnica

Bar Sábado 9h às 12h 14h às 19h

10 | V Domingo de Páscoa Act 9,26-31 | Sl 21 1Jo 3,18-24 | Jo 15,1-8 17 | VI Domingo de Páscoa Act 10,25-26.34-35.44-48 | Sl 97 1Jo 4,7-10 | Jo 15,9-17 24 | Ascensão do Senhor Act 1,1-11 | Sl 46 Ef 1,17-23 | Mc 16,15-20 31 | Pentecostes Act 2.1-11 | Sl 103 1Cor 12,3b-7.12-13 | Jo 20,19-23

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700 exemplares

Publicidade Altina Borges

Impressão

"Quando ficou a sós com eles, Jesus explicou-lhes todas as suas Palavras e Parábolas..." (Mc 4, 34) www.ASosComEles.blogspot.com

Tipografia Araújo

Publicação On-line Pedro Graça

www.grupovitae.com geral@grupovitae.com informacao@grupovitae.com

Domingo a Domingo a explicação das leituras.


Jornal Vitae nº109 - Maio 2009  

Jornal da Paróquia de Gueifães - Maia

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