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Edição nº 105 Janeiro de 2007

Reforma Universitária, Universidade Nova e Universidade Aberta Com a nova posse do presidente Lula e da nova legislativa do Congresso Nacional, o tema da educação superior no Brasil deve retornar com força no ano de 2007. VEJA MAIS DETALHES SOBRE O ASSUNTO NAS PÁGINAS 3 E 4

Assessoria Jurídica da ADUFPB esclarece sobre os trâmites da ação dos 3,17% A Assessoria Jurídica da ADUFPB informa que o Juiz da 1ª Vara Federal, até o último dia 22/01/07, ainda não havia despachado no Processo nº 98.8451-7, admitindo ou não a apelação interposta pela UFPB, e que impugna a implantação do percentual de 3,17%. Já foram envidados esforços no sentido de agilizar o despacho do Juiz, a fim de que se possa analisar o desfecho do processo. Caso a apelação seja recebida, a ADUFPB

irá apresentar as suas contra-razões (impugnação do recurso) e, em paralelo, extrair cópias dos autos para que a execução do passivo dos 3,17% prossiga de forma provisória, até o julgamento do recurso final interposto pela UFPB. Na execução provisória, pretende-se que a UFPB seja logo citada para se manifestar sobre os cálculos elaborados pela ADUFPB, chegando a um denominador comum em relação ao passivo referente ao período de 1995 a 2000.

Justiça Federal derruba cobrança de férias a professores afastados pela UFPB O Juiz Federal da 1ª Vara, João Bosco Medeiros de Sousa, deferiu parcialmente o pedido de tutela antecipatória no sentido de suspender a cobrança feita pela Universidade Federal da Paraíba em relação às férias pagas a professores que estavam/estão afastados da unidade acadêmica para fins de pós-graduação. O aviso de pagamento, feito em Carta Circular nº 06/2005, também proibia o usufruto de férias por esses docentes. O Juiz responsável pelo processo entendeu que, mesmo afastados da UFPB, os professores estariam exercendo função acadêmica/profissional, por isso teriam total direito ao gozo de férias. “Determino à UFPB que conceda aos seus docentes, substituídos processuais nesta ação, que estejam participando de curso de

aperfeiçoamento no exterior, o direito às férias regulamentares, bem como se abstenha de efetuar cobrança acerca do adicional de férias recebido, enquanto não julgado o mérito da causa”, diz um trecho da decisão tomada no último dia 19/12, pelo Juiz João Bosco Medeiros. A parcialidade do deferimento, porém, refere-se à aplicação da tutela antecipada que proíbe, legalmente, o pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias. Assim, esses professores não deverão receber o pagamento de férias antecipadamente. Sobre isso, a Assessoria Jurídica da ADUFPB entrou com recurso visando ampliar a decisão que deferiu a antecipação da tutela, para assegurar não só o gozo, mas também o recebimento dos valores correspondentes do terço de férias.

CONFRATERNIZAÇÃO

A ADUFPB preparou uma noite de confraternização de fim de ano inesquecível. Docentes e familiares se reuniram na casa de festas Vila Cândido, no Altiplano, para comemorar as vitórias de um ano que terminava e anunciar boas perspectivas para 2007. Página 12

Os cineastas paraibanos Manfredo Caldas e Linduarte Noronha se encontram durante entrevista ao jornal ADUF Informa.

Cineasta Manfredo Caldas concede entrevista ao ADUF Informa. Páginas 6 e 7


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EDITORIAL

É UM VEÍCULO DE DIVULGAÇÃO DA ADUFPB/SSIND. DA ANDES

A AGU e a quebra da autonomia universitária Noticia-se que o órgão da AGU (Advocacia Geral da União) com sede na Reitoria da UFPB deve, nos próximos meses, mudar para o prédio onde funciona a AGU na Paraíba, situado à Avenida Maximiniano Figueiredo. Já vai tarde. A medida, ao menos, põe fim a ambigüidade de se ter instalado na sede da Reitoria um órgão que nada tem a haver com a estrutura universitária e que funciona mais como um enclave. A situação é kafkiana: um ente público que desde a promulgação da Constituição de 1988, tem consignado o estatuto da autonomia (artigo 207 da Constituição da República Federativa do Brasil) vem sendo negado o direito de possuir uma representação jurídica que dê substância concreta à letra da lei. Na verdade, a esdrúxula circunstância data desde a edição da Lei Complementar número 73, de 10 de fevereiro de 1993, pelo Presidente Itamar Franco – que dispôs sobre o funcionamento da representação jurídica das autarquias federais (a UFPB tem a personalidade jurídica de uma autarquia federal). A partir daí, a Procuradoria

tem agido como um objeto alienígena aos interesses da instituição universitária e como um mero serviçal dos objetivos de conjuntura dos sucessivos executivos. Como a política hegemônica na política brasileira, durante a década de noventa e neste começo de século XXI, pode se resumida como neoliberal, de retirada de direitos e mercantilização do ensino público, o papel da AGU é o de cuidar da implementação do neoliberalismo em uma esfera fundamental, a jurídica. A ADUFPB tem denunciado seguidamente o papel nefasto das Procuradorias Universitárias, órgão responsável pela desconstitucionalização da autonomia universitária - e dará início, este ano, a uma campanha de denúncia sobre essa quebra da autonomia acadêmica. Nesta luta, porém, a administração universitária tem tido uma posição leniente – alguns de seus membros fazem críticas à boca pequena em diálogos pelos corredores –, mas, na prática, assistem passivamente ao arbítrio sem esboçar reação.

GEAP há 60 anos e foi adotada pela UFPB em 1996. Com o desmembramento, em 2002, o plano passou a contemplar ainda a comunidade da UFCG. Todas essas mudanças serão implementadas na renovação dos contratos já existentes ou na abertura de novos convênios firmados a partir da data de publicação da Portaria nº 1983. No caso da UFPB, essas mudanças devem acontecer em 2011 - prazo de vigência do atual convênio com a Academia. O Sindicato dos Docentes da UFPB (ADUFPB) deve articular gestões junto ao Sindicato Nacional (Andes) no sentido de alertar e pressionar autoridades acerca dessas mudanças. CONTRAPARTIDA DA UNIÃO Outro aspecto preocupante apontado por Severino Ramos diz respeito ao não repasse do recurso patronal nas universidades. Para se ter uma idéia, hoje uma mensalidade de R$ 140 da Geap, na UFPB, deveria receber contrapartida de

R$ 42 pela União – o que não acontece. “Apesar de toda a legalização, o governo ainda não destina recursos para pagar a contrapartida patronal nas universidades. É um direito legítimo dos servidores, mas o governo não repassa o custeio. A meta oficial é concluir o custeio até 2009 – o que não atende às nossas expectativas. Queremos que esse custeio seja repassado imediatamente, já que é um direito nosso”, reivindica Ramos. Para ampliar o debate sobre o repasse de custeio e a padronização do serviço de saúde suplementar aos servidores públicos federais, Ramos convoca todas as entidades e segmentos da UFPB e outras universidades a unir forças contra as medidas apresentadas. A expectativa é que este ano ocorram várias audiências junto a sindicatos e outras entidades envolvidas na busca pelo repasse do custeio, um direito de todos os servidores beneficiários do plano. A ADUFPB está comprometida com essa luta.

Curtas MENSAGEM Para isso, os professores interessados devem enviar mensagem para adufpb@terra.com.br especificando qual a proposta

Fax: (83) 3224-8375 Cx. Postal 5001 CEP 58051-970 João Pessoa/Paraíba Homepage: www.adufpb.org.br E-mail: adufpb@terra.com.br

DIRETORIA EXECUTIVA GESTÃO “ADUF PARATODOS” PRESIDENTE

Maria Aparecida Ramos de Meneses

VICE-PRESIDENTE

Tadeu Antônio de Azevedo Melo  SECRETÁRIA-GERAL

Maria José das Neves Silva (Josy)

TESOUREIRO

Galdino Toscano de Brito Filho

DIRETORA DE POLÍTICA SINDICAL

Simoni Castro Pontes

DIRETORA DE POLÍTICA EDUCACIONAL E CIENTÍFICA

Terezinha Diniz

DO CAMPUS DE AREIA

José Ivanildo de Vasconcelos

DIRETOR DA SECRETARIA-ADJUNTA DO CAMPUS DE BANANEIRAS

Esmeraldo Fernando C. da Cunha

SUPLENTE DE SECRETARIA

Sandra Barbosa da Costa

SUPLENTE DE TESOURARIA

Pedro Luis de Sousa Sobrinho

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D I Ç Ã O

Jornalista Responsável: Henrique França (DRT-PB 1449) adufpb@terra.com.br Fotos: Arquivo da ASCOM ADUFPB, Henrique França, Ricardo Araújo e colaboradores Revisão: Virgínia de Oliveira Silva Projeto Gráfico, Diagramação e Editoração Eletrônica: Ricardo Araújo (DRT/PB 631)

Empresas de telefonia apresentam propostas As operadoras de telefonia celular Claro, Oi e TIM enviaram propostas especiais de adesão aos professores da ADUFPB. Os planos estão detalhadamente apresentados na página da ADUFPB na Internet, no endereço www.adufpb.org.br. Essas propostas devem ser apreciadas pelos docentes, que escolherão a qual delas aderir.

Fone: (83) 3214-7450 - 3214-7380

DIRETOR DA SECRETARIA-ADJUNTA

Governo federal diminui benefícios para saúde suplementar de servidores Publicada no Diário Oficial da União no último dia 6 de dezembro, a Portaria nº 1983, que trata sobre a padronização da Saúde Suplementar para os servidores federais, traz surpresas desagradáveis para os beneficiários da Geap Saúde, incluindo aí as cerca de 8500 pessoas atendidas, atualmente, pela UFPB. O alerta está sendo feito pelo representante eleito dos servidores da Universidade junto ao Conselho Consultivo da Geap, Severino Ramos de Santana. “Com a padronização, os serviços se tornam inferiores em qualidade e quantidade de abrangência”, confirma. Exemplo dessa redução de benefícios está na exclusão de pai e mãe como dependentes dos servidores e a diminuição no número de procedimentos médicos cobertos pela Geap. “Além disso, hoje o plano dá direito a internação em apartamentos. Com a padronização, só haverá acesso à enfermaria”, adianta o representante dos servidores na UFPB. A Geap atende ao executivo brasileiro

Centro de Vivência da UFPB - Campus I

de sua preferência. As mensagens serão reunidas e entregues à Diretoria da ADUFPB.

Contatos: 8852-2815/3241-2695 ricardomeios@yahoo.com.br agenciameios@yahoo.com.br

A ADUFPB disponibiliza este informativo para os filiados no formato eletrônico em sua página na Internet e por e-mail, em formato PDF. Acesse o site da ADUFPB no endereço: www.adufpb.org.br

ATENDIMENTO A empresa TIM apresentou duas propostas, com benefícios no valor da franquia e aparelhos cedidos gratuitamente, e disponibilizou a consultora de vendas Verônica Melo para o atendimento aos professores do Sindicato (3048-4007 ou 99963622). O atendimento das demais operadoras está sendo feito diretamente na ADUFPB, com Marcelo Barbosa.

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Os textos publicados nesta edição podem ser reproduzidos em outros meios de comunicação, desde que sejam citados a fonte e o crédito de autoria das reportagens e artigos.


Reforma Universitária, Universidade Nova e Universidade Aberta FACES DE UM ÚNICO PROJETO

Com a nova posse do presidente Lula e da nova legislativa do Congresso Nacional, o tema da educação superior no Brasil deve retornar com força no ano de 2007. Não que as questões atinentes à educação superior estivessem em compasso de espera. Todas as forças interessadas no assunto continuaram atuando (governo, sindicatos, reitores, entidades educacionais, empresário da educação, etc.), esboçando alianças, mas desde que uma mensagem presidencial, em junho do ano passado, entregou para tramitação ao Congresso o Projeto de Lei da chamada “Reforma Universitária” (PL 7200/06) o foco do debate político na mídia girou em torno da eleição presidencial e parlamentar. Agora, no ano novo, as coisas vão mudar.

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mbora sem o foco da mídia, os interesses privados na reforma continuaram agindo. Em primeiro lugar, depois de três anos de debate com a comunidade universitária e três sucessivas versões, o governo entregou ao Congresso um PL visivelmente piorado, com vários retrocessos. No tocante à autonomia universitária e ao financiamento das IFES, por exemplo, foram retirados dispositivos importantes consignados nas versões anteriores, tais como: 1) A possibilidade de se aproveitar eventuais excedentes financeiros de um exercício em um outro (atualmente, os recursos não gastos das IFES retornam ao tesouro nacional, e assim vai continuar); 2) A medida – muito saudada pelos reitores – que dizia respeito à retirada dos gastos contábeis com a manutenção dos HUs do orçamento das IFES, também desapareceu; 3) Pior ainda, os recursos constitucionalmente vinculados à manutenção de desenvolvimento do ensino superior público (artigo 212 da Constituição Federal, que preconiza 75% do total de 18% dos recursos provenientes da arrecadação de impostos vinculados à rubrica educação), agora tem um prazo para desaparecer: 10 anos a contar da sanção presidencial. Como vai ficar o financiamento das IFES quando espirar o prazo, ninguém faz a mínima idéia. Depois, o rito escolhido de tramitação no Con-

gresso deixa transparecer a impressão digital dos empresários de ensino. Tramitam dois outros projetos de modificações do ensino superior: o PL 4221 (Deputado João Matos, PMDB/SC) e o 4625 (Deputado Átila Lira, PSDB/PI). Alguns parlamentares, como o deputado José Carlos Aleluia, já declararam à imprensa que a melhor forma de tramitação da reforma seria dar prioridade a um projeto de um “membro da casa” (Deputado João Matos), e mesclar com pontos do projeto do governo. Ou seja: o que já era ruim vai ficar pior ainda... Resumidamente, os projetos dos dois deputados têm um mesmo objetivo fundamental: escancaram os investimentos de capital estrangeiro no ensino superior brasileiro (o PL do governo fala em teto de 30% de capital externo) e liberaliza completamente a regulação das faculdades privadas. Tudo isso é muito grave, a começar pelo PL do governo, que franquia, pela primeira vez, o acesso do capital externo ao ensino superior. Ora, quem conhece como funciona a barganha parlamentar, sabe isso se dá na prática: coloca-se 30% na primeira versão, mas no texto final, pode-se chegar ao limite de 100%! Quanto ao controle do Estado sobre os negócios do ensino superior, é também uma necessidade: a imprensa noticiou, por exemplo, a denúncia da OAB acerca do funcionamento precário da maioria dos cursos de Direito no Brasil (na Paraíba, somente dois cursos, principalmente o da UFPB, receberão o “selo de qualidade” dos advogados). Imagine-se a absoluta liberalização (leia-se: facilitação) do credenciamento de faculdades privadas! (Continua na página 4)

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Universidade “Nova”: velha roupa collorida Embora tenha a pomposa marca de fantasia de “reforma universitária”, todos os setores ligados à educação estão cansados de saber que o PL 7200/06, no fundo, é uma tímida, e agora, depois de três versões mitigadas, desfigurada proposta de regulação do ensino superior. Pois bem, começou o debate sobre modificações acadêmicas de fundo: trata-se do projeto que começa a ficar conhecido como “Universidade Nova”. A principal novidade da proposta é acabar com o atual formato dos cursos. O estudante passaria a ingressar em uma universidade, mais ou menos nos moldes do ensino europeu, e não mais em um determinado curso, como é feito atualmente no Brasil, através do concurso vestibular. O regime do ensino superior passaria a ter três ciclos, um ciclo básico de caráter generalista, um ciclo científico e um clico profissionalizante. A conclusão de cada ciclo daria direito, por parte do estudante, à diplomação. De alguma maneira, lembra o que já se tentou implantar no Brasil, depois da reforma universitária de 1968: um clico básico classificatório, no qual o desempenho dos estudantes permitiria o acesso aos cursos mais ou menos concorridos. Vale a pena recordar

que não deu certo em 1968... E parece que também não vem dado muito certo em experiências piloto. Algo parecido com o “Universidade Nova” foi tentado recentemente na Faculdade de Engenharia da UFF: o reitor da UFF, Roberto Salles, conta que a sua instituição já havia adotado um projeto como o “Universidade Nova” na Faculdade de Engenharia da instituição. “Na verdade, já tínhamos adotado esse modelo na Engenharia, mas mudamos porque não estava dando certo.” Quais os objetivos de fundo nesta modificação relativamente radical no funcionamento acadêmico da Universidade brasileira? Na verdade, a estrutura universitária brasileira, criada pela reforma universitária de 1968, é relativamente sui generis. São muitos os problemas advindos dessa estrutura, a começar pela questão do acesso. O eixo do acesso no Brasil é o ensino superior privado, e os vestibulares nas universidades públicas muito concorridos. O “Universidade Nova” realiza um artifício paliativo na tentativa de resolver a questão do acesso: pode-se aumentar o número de vagas ofertadas no vestibular, mas a maioria dos alunos, depois de três anos

cursados (com o direito de receber um diploma do que está sendo chamado de bacharelado interdisciplinar que servirá não se sabe bem para quê), pois a passagem aos cursos mais concorrido so se dará no segundo ciclo. Mas o mais grave: poderemos ter uma especialização também por instituição universitária, com algumas IFES passando a ser responsáveis pelos bacharelados interdisplinares, e outras pelo segundo (formação profi ssional) e terceiro ciclo (pós-graduação). No entendimento da Presidente da ADUFPB, Aparecida Ramos: “com o PL 7200 e as movimentações em torno do projeto ‘Universidade Nova’, teremos em 2007 um ano muito duro na área da educação superior. No fundo, ao mexer na estrutura acadêmica das Universidades, é como se o projeto de reforma universitária apresentasse, enfim, a face da moeda que estava em falta. O GT de Política Educacional da ADUFPB está atento e nos próximos dias apresentará para debate na comunidade universitária um balanço circunstanciado no Uninova. Também procuraremos uma interlocução com a sociedade e, no âmbito da universidade, principalmente com o movimento estudantil ”.

Educação à distância e universidade aberta do Brasil Nos anos recentes, tem crescido o número de cursos de educação à distancia em universidades publicas e privadas, e principalmente sendo vendida a idéia da educação à distância como uma panacéia de resolução dos problemas do acesso ao ensino superior. De começo, na venda na panacéia, circulam uma série de conceitos equivocados e confusos quando se trata de educação a distância, como a confusão entre educação, formação e ensino e a maliciosa indistinção entre o ensino a distância (uma criação institucional do século XIX) e o uso de técnicas e tecnologias de informação e comunicação em atividades didáticas. Toda essa confusão de conceitos rebate no projeto da Universidade Aberta do Brasil, na proposta irresponsável – que não vem sendo implementada em nenhum outro país do mundo desenvolvido, ou mesmo nos paises chamados de emergentes, digase de passagem – de estabelecer como fulcro da formação (principalmente de profissionais docentes) as atividades não-presenciais. Nos paises desenvolvidos e emergentes, o ensino a distância tem um caráter complementar, ao passo que no Brasil tem sido apontado como uma saída para a “democratização” do ensino. Jornal da ADUFPB I Sindicato dos Professores da UFPB I SSind. da ANDES I Edição 105/Janeiro de 2007


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IV Encontro de Professores traz bons resultados e perspectivas Carreira docente, políticas públicas para a educação infantil, capacitação de professores e novas perspectivas para o Ensino Fundamental foram alguns dos temas debatidos durante o IV Encontro de Professores de 1º e 2º Graus da ADUFPB, nos dias 9 e 10 de novembro de 2006, em Bananeiras. O evento, que reuniu aproximadamente 60 docentes, contou com a presença de representantes da administração central da UFPB e convidados como o vice-presidente do Andes Agostinho Beghelli Filho, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). “Tivemos um Encontro muito positivo, com bom aproveitamento dos professores”, enfatizou o professor e tesoureiro da ADUFPB, Galdino Toscano. Em cinco palestras, uma oficina e debate realizados foram abordados temas como “Universidade e Trabalho Docente”, “Políticas Públicas recentes aprovadas para a Educação Infantil”, “Educação Infantil e o Ensino Fundamental de 9 anos”, “Carreira Docente” e “Colégio de Aplicação na UFPB”.

COLÉGIO DE APLICAÇÃO Uma das boas notícias oficializadas durante o evento em Bananeiras foi a previsão de início das atividades da Escola de Aplicação da UFPB. Segundo a vice-reitora Yara Matos, que esteve presente ao Encontro, a meta é que o Colégio esteja atuando em março de 2007, mesmo que ainda sem instalações próprias, em salas de aula do CCS para o curso médio. Já a educação infantil seria alocada na área da creche-escola. “Isso é muito bom, já que a criação do Colégio de Aplicação é um sonho antigo dos professores”, comemora Galdino Toscano. Além disso, os docentes de 1º e 2º graus receberam atenção especial da assessoria jurídica da ADUFPB, através do

advogado Paulo Guedes, e aproveitaram a presença da coordenadora do PPGE, Adelaide Alves Dias, para reivindicar programas de qualificação específicos para o segmento. As propostas levantadas durante o evento serão analisadas e a perspectiva é de que em 2007 esses professores recebam ainda mais apoio para exercer suas atividades. A Comissão Organizadora do IV Encontro de Professores de 1º e 2º Graus da ADUFPB foi composta pelo professores Herbênia de Cássia Cruz Tavares, Esmeraldo Fernando Castro da Cunha, José Francisco Correa dos Santos, Maria de Lourdes Telécio, Maria Betânia dos S. Souza, Nilsamira da Silva Oliveira e Simoni Castro Pontes.

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E N T R E V I S T A

Manfredo Caldas Cineasta paraibano fala ao ADUF Informa sobre o seu novo filme “Romance do Vaqueiro Voador” O GT de Cultura da ADUFPB convidou para uma conversa o cineasta paraibano Manfredo Caldas. O bate-papo rendeu uma grande matéria recentemente publicada no Jornal da Paraíba, assinada pelo jornalista Astier Basílio, e esta entrevista que segue abaixo em que Manfredo fala de sua carreira, sobre o cinema nacional e principalmente sobre política cultural. Participaram Ricardo Lucena, Jaldes Reis de Meneses, João de Lima, Alexandrino, Nilsamira Oliveira, Virginia de Oliveira Silva e a presidente da entidade, Maria Aparecida Ramos. Para o encontro, realizado em parceria com o Pólo Multimídia, foi convidado também o cineasta Linduarte Noronha.

O cineasta paraibano Manfredo Caldas e o ator Luiz Carlos Vasconcelos durante as filmagens em Brasília

Você lançou em novembro, no Festival de Brasília seu mais novo filme, um longa-metragem chamado Romance do vaqueiro voador. Pode inicialmente relacionar o filme com a sua obra anterior, há relação com seus trabalhos anteriores? Minhas preocupações são muitos de um nordestino que busca sempre o tema da migração. Meu primeiro documentário, no Rio de Janeiro, foi com o tema da migração interna, A Feira. Lá na própria feira de São Cristóvão descobri um personagem que tinha um boi de reis, ficava longe, era na RioTeresópolis, daí fiz outro documentário sobre o boi de reis. Eu pesquiso muito isso, desde a década de 60 para cá, e me interessa muito a coisa do choque cultural. Em Brasília, localizei um livro do João Bosco que se inspira no cordel e trata de um mito de um vaqueiro que existiu no período da construção de Brasília, é um episódio trágico. Até pela capa do livro senti que dava pra fazer um filme, daí fiz o Vaqueiro... O filme deu uma reviravolta na minha carreira. Ainda não tinha trabalhado dirigindo um ator profissional, que foi o ator Luis Carlos Vasconcelos. É um filme que tem ficção e trabalha com o relato dos nordestinos que chegaram a Brasília no período da construção. Eles vinham principalmente da Paraíba, Ceará, tudo quanto é lugar. Tinha uma polícia na época, a GEB, que reprimia muito para garantir o ritmo dos trabalhos. Isso já tinha sido visto também nos filmes “Conterrâneos Velhos de Guerra” e “Brasília Segundo Feldman”, do Vladimir Carvalho. Eu resolvi apenas afunilar o enfoque, e

Manfredo Caldas em entrevista com o professor Ricardo Lucena e conversa com cineasta Linduarte Noronha

trabalhei também com a ficção.

temática. Talvez exista, sim, certa preocupação com o social.

Acho que o filme está na ordem do dia, porque ainda se discute muito o desenvolvimentismo, esse período do presidente Juscelino... Eu fiz uma sessão fechada para algumas pessoas no Rio de Janeiro, e o Sérgio Santeiro (cineasta e professor da Universidade Federal Fluminense) disse que nesse tempo de discussão sobre desenvolvimento o filme é atualíssimo... desenvolvimentismo a esse preço?

Em relação ao Oscar, você acha importante o Brasil ganhar o Oscar, para o desenvolvimento do filme brasileiro? O Oscar é um prêmio tipicamente americano, uma coisa feita e colocam lá o filme estrangeiro para figurar. Criou-se, aqui no Brasil, uma mania de se fazer filmes nos moldes do cinema americano pra ganhar o Oscar

Você acha que o documentário recente no Brasil não caminha para uma unidade temática, com o boom, a presença da realidade brasileira? Não acho que exista propriamente unidade uma

O cinema nacional está interessado no tema da globalização? Você conhece algum exemplo recente de filme que faça uma abordagem situando o Brasil nesse contexto?

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Como eu falei antes, já há uma preocupação grande com o social por parte do cinema brasileiro. No festival de Brasília, em novembro, foi exibido o último filme do Silvio Tendler sobre o Milton Santos. Uma identificação no documentário brasileiro nunca deixou de existir que é a identificação com o problema do brasileiro e não é preciso melhor crítico da globalização que o próprio Milton Santos. O Silvio Tendler colocou em evidência. Ganhou um prêmio do júri popular no Festival de Brasília, único festival dedicado exclusivamente ao cinema nacional. Essa preocupação do cinema brasileiro vem desde a década de 60, com Linduarte Noronha, Nelson Pereira dos Santos, etc. Como você vê a política cultural no governo Lula? Mudou muito? Como política em geral acho difícil responder, mas posso falar alguma coisa na minha área, que acompanho de perto. Eu achei que, por exemplo, o que o governo Lula teve de fazer ao propor a Ancinav, com aquele recuo estratégico – não poderia dizer se foi bom ou ruim, mas representou um retrocesso. Por que pode ter agência reguladora de água, energia, etc. e não pode ter pro audiovisual brasileiro? É claro que foi muita pressão dos canais de televisão que aceitam uma Ancine, mas não aceitam a Ancinav que engloba tudo e inclusive a parte financeira das TVs, que é onde os monopólios do Brasil não deixam mexer. Lamentamos o recuo, mas é preciso entender que ninguém passa ileso por uma pressão gigantesca dos canais de TVs capitaneados pela Globo. Houve muita pressão. Nesse segundo mandato, pode ser que tenha alguma novidade do projeto da Ancinav. Por outro lado, a gente pega um exemplo como o DocTV. É claro que um projeto desses só passaria a partir de uma decisão de governo, que mexe com toda a cadeia de TVs públicas do país. Imagine um cara de Porto Alegre vendo um filme do Acre, e o contrário também. Produções regionais toda semana, com financiamento público e garantia de exibição, isso é uma proposta de governo que deu certo, são muitos os exemplos. O Péricles Leal, que ficou reconhecido depois do filme no país inteiro, por exemplo... Não só isso, a possibilidade de experimentação estética do documentário também, o DOCTV já vai para a quarta edição, nunca foi feito isso envolvendo toda a rede pública e mais as emissoras do sistema, TV Sesc/Senac. Só saiu do papel porque foi uma decisão de governo, vontade política. Conversei muito sobre isso com o Orlando Senna, Secretário do Audiovisual do MinC. Ele vai continuar? Não sei, ele me disse que tinha outros planos, mas não estou autorizado a falar. Mas o MinC, que todos criticavam no início, agora todo mundo reconhece que foi quem deu grande visibilidade ao governo Lula, e também implantou projetos revolucionários como o DocTV. E como é uma política de governo, acho que independe de ter ou não o Senna à frente. Vai continuar com certeza. Você poderia fazer um balanço dos seus filmes, o que resultou desse trabalho e chegou até o Romance do Vaqueiro Voador? Independente de estar filmando ou não, eu vivi sempre às voltas com a atividade do cinema. Trabalhei no MAM do Rio de Janeiro com a restauração e tinha um grande prazer, atuei nos cineclubes, nas ABDs do Rio e daqui da Paraíba, atualmente pertenço a uma entidade de classe de filmes de longa-metragem em Brasília, e também dei aulas de montagem na EICTV, a Escola Internacional de Cinema, em Cuba, quando o cinema brasileiro quase vai à lona no governo Collor. Além desses filmes que falei fiz um que era mais uma proposta política, o “Cinema Paraibano - Vinte Anos”, com Walter Carvalho, concluído aqui na Paraíba com cenas da Jornada da Bahia , em 1979, mas rodado no Rio de Janeiro. Era pra discutir também a proposta de Pólo, envolvendo Governo do Estado, Universidade e a então Embrafilme. Não deu certo,

embora tenha resultado no Nudoc, só quem fez a sua parte foi a universidade. Filmei em Cabedelo um auto popular que estava praticamente extinto, e consegui financiamento para indumentária e instrumentos dos músicos que tocavam a “Nau Catarineta”, é um médiametragem. Em 1983, fiz “Uma Questão de Terra”, a partir de um material que filmei sobre a missa de sétimo dia da Margarida Maria Alves e tinha guardado numa manifestação de primeiro de maio e resultou num longametragem, foi patrocinado por Ongs e também tive apoio da Fundação do Cinema Brasileiro, além de ter sido consagrado no Festival de Cinema de Brasília, esse filme também ganhou a Margarida de Prata da CNBB que é um prêmio da maior importância para quem faz um cinema ligado ao social. Em Brasília, fui diretor do Pólo de cinema e depois saí, passei quase dois anos, mas não agüentei. Rodei um filme chamado “Negros de Cedro” e depois fiz um longa metragem, que está em vias de acabamento para o mercado de DVD que é “Kalunga – Um Povo do Cerrado”. Durante um tempo fui montador. Minha formação é de montador. Trabalhei em montagem muito tempo, em publicidade inclusive. Trabalhei na Fase e outras Ongs do Rio, fiz muito vídeo sobre educação popular também.

Os autores regionalistas influenciaram nesse modo de filmar no Nordeste, os autores do romance social nordestino? Eu vejo uma conexão entre os filmes e toda uma base dos autores nordestinos. Por exemplo, José Lins do Rego, Raquel de Queiroz, José Américo de Almeida e outros.

Nesse filme agora, que você trabalha com ficção, foi todo roteirizado antes? Qual é a diferença para o documentário? O filme de ficção você roteiriza para filmar, o documentário você filma e depois escreve o roteiro.

Mas as suas influencias para filmar vieram de onde? Aqui em João Pessoa, até o golpe militar, tinha uma atividade muito forte de cineclubismo. Havia o cinema de arte. Vi praticamente tudo do neo-realismo italiano aqui. Foi quando percebi que existia um cinema possível de ser feito aqui no Nordeste. Tinha a cinematografia francesa, a nouvelle vague. Isso foi importante porque se debatia muito, se refletia, não víamos o cinema apenas como pura diversão. Pensávamos num cinema de reflexão, mais crítico. Aquele momento que vivíamos era bem propício a isto, vivíamos uma efervescência muito grande nas artes, em todas as áreas. O movimento de Cineclube era muito forte, inclusive aqui na Paraíba. Aí fundamos um cineclube, o Linduarte Noronha. Com a edição do AI-5 foi uma debandada geral e eu fui bater nos costados do Rio de Janeiro. Lá fiz vários cursos de cinema e logo passei a trabalhar como montador. Foi nessa época que iniciei as minhas primeiras investidas como documentarista, aí pelos anos 70.

Um pouco mais sobre Manfredo Caldas Manfredo Caldas pertence à segunda leva de cineastas que se seguiu ao movimento do cinema paraibano surgido no início dos anos sessenta com o documentário Aruanda, de Linduarte Noronha. Em 1969, transferiu-se para o Rio de Janeiro e dedicou-se à montagem cinematográfica, publicidade e restauração de filmes para a Cinemateca do Museu de Arte Moderna – Rio. Como montador, trabalhou com diversos realizadores como Alex Vianni, David Neves, Olney São Paulo, Vladimir Carvalho e Oswaldo Caldeira. Sua obra como documentarista iniciouse com “Feira”, de 1974, e “Boi de Reis”, de 1977, ambos sobre aspectos da cultura nordestina transpostos pelos migrantes para outras regiões do País. Em 1979/83, realiza “Cinema Paraibano – Vinte Anos”, tentativa de discutir o ciclo de cinema na Paraíba e situá-lo no panorama da cinematografia brasileira. Entre 1981 e 1984, participa da criação e instalação do NUDOC – Núcleo de Documentação Cinematográfica da Univer-

sidade Federal da Paraíba, instituição responsável pela retomada da produção do cinema paraibano e pelo surgimento de toda uma nova geração de cineastas paraibanos no final da década de 80. Em 1987, realiza “Nau Catarineta” e em 1988 conclui o documentário de longa-metragem “Uma Questão de Terra”, que conquistou a Margarida de Prata da CNBB. Entre 1990 e 1992, leciona montagem e edição na Escuela Internacional de Cine y Television, onde chefiou a cátedra dessas disciplinas. Em Brasília desde 1995, dirigiu o Pólo de Cinema e Vídeo até o início de 1997 e realizou o documentário “Negros de Cedro” em 1998. Com Vladimir Carvalho produziu o documentário de longa-metragem “Barra 68 – Sem Perder a Ternura”, no qual assina também a montagem e a edição de som. Na seqüência, realiza o longa-metragem “Kalunga - um Povo do Cerrado”, finalizado em DVD. Mantém estreitos e intensos laços com os grupos culturais da capital paraibana.

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ADUFPB conta com cinco GTs em plena atividade Os professores sindicalizados à ADUFPB contam, atualmente, com cinco Grupos de Trabalho em plena atividade. Os GTs estão divididos nas seguintes temáticas: “Assuntos de Aposentadoria e Seguridade Social”, “Carreira”, “Cultura”, “Etnia, Gênero e Classe” e “Política Educacional”. Todos contam com reuniões regulares e propostas de atividades para 2007.

Nesta edição, o ADUF Informa traz informações sobre cada um desses Grupos e, na fala dos seus próprios coordenadores, quais as linhas de atuação e interesse dos GTs – para que os docentes ainda não atuantes possam escolher entre aquelas em que pretendem participar. Todos os Grupos de Trabalho são abertos à participação de qualquer professor interessado.

GT DE APOSENTADORIA E SEGURIDADE SOCIAL Instituído há cerca de cinco anos, o GT de Aposentadoria e Seguridade Social tem atuado de forma decisiva nas conquistas e atividades desenvolvidas não só entre professores aposentados, mas agregando docentes da ADUFPB que também continuam na ativa. O Grupo é coordenado pela professora Teresa Learth. No aspecto cultural e de lazer, o GT de Aposentadoria tem realizado passeios turísticos a praias do Litoral Sul da Paraíba, além de visitar a Casa Margarida Maria Alves e os caminhos do Padre Ibiapina. A próxima viagem, adianta a coordenadora, será para o Instituto Brennand, em Olinda (PE). A data ainda não foi definida.

Em relação a oportunidades oferecidas aos sindicalizados da ADUFPB, em geral, o GT de Aposentadoria, juntamente com a Diretoria do Sindicato, deu início a uma série de atividades físicas na sede sociocultural da ADUFPB. Hidroginástica, Yoga, Biodança e Musculação estão com inscrições abertas e algumas turmas já deram início às aulas. Para debater questões de classe e novas perspectivas para o professor universitário aposentado, o GT tem realizado encontros anuais, com a participação de palestrantes de outras Ads, com temas específicos para o Grupo. A terceira e última edição do Encontro de Professores Aposentados da ADUFPB de

2006 aconteceu de 26 a 28 de abril, no Hotel Xênius. Este ano, o GT articula a realização do 4º Encontro. “No retorno às aulas, estamos organizando esse evento, que deve ser realizado juntamente com a primeira edição do Encontro dos Professores Aposentados do Nordeste, conforme sugestão do colega da ADURN, que esteve conosco no ano passado”, adianta Teresa Learth. Ainda não há data confirmada, mas a previsão é de que o 4º Encontro seja realizado no próximo mês de março. O GT de Aposentadoria e Seguridade Social realiza reuniões semanais todas às quartas-feiras, às 10h, na sede da ADUFPB, no Centro de Vivência.

Professora Teresa Learth

GT CARREIRA

GT ETNIA, GÊNERO E CLASSE

Criado no início de 2006, o GT Carreira surgiu da necessidade de ampliar a discussão sobre as perspectivas para a carreira da categoria docente nas IFES. Desde então, o Grupo passou a realizar reuniões semanais, sempre às quartas-feiras, às 9h30, na sede da ADUFPB, no Centro de Vivência. Coordenado pelo professor Fernando Cunha, o GT Carreira tem participado de discussões locais, regionais e nacionais sobre os rumos da trajetória docente. “A principal discussão gerada internamente diz respeito a valorização do trabalho do docente, pois é na carreira que se apresenta os elementos estratégicos de busca do trabalhador pela qualificação profissional; é na carreira que se apresenta elementos de reconhecimento da instituição perante a sociedade, pois ao longo do tempo de serviço o trabalhador produz conhecimentos que valorizarão cada vez mais a instituição; E é fundamentalmente na carreira que se apresenta a luta constante dos trabalhadores por melhores salários, e por conseguinte, sua valorização”, explica o coordenador do Grupo.

Mais novo dos GTs criados na ADUFPB, o Grupo de Trabalho Etnia, Gênero e Classe nasceu no final de 2006, sob a coordenação da professora Nilsamira da Silva Oliveira (Mira). Em sua primeira reunião de 2007, no último dia 10 de janeiro, o Grupo iniciou debates sobre dois pontos de extrema importância no tocante à integração Universidade-comunidade. O primeiro deles diz respeito à necessidade de maior qualificação dos membros do próprio GT para encaminhar questões que facilitem o acesso de mães e pais à formação universitária. As propostas são de apoio a esses alunos com a criação e ampliação de creches e transporte, buscando alcance tanto de pessoas que estudam durante o dia ou à noite. O segundo ponto discutido durante a reunião foi a necessidade de se refletir sobre a implantação de um sistema de cotas na UFPB que contemple vários setores – pessoas que se encaixem em questões de etnia, gênero e classe, e estudantes oriundos de escolas públicas de Educação Básica. O Grupo, que deverá ter participação no Encontro Nacional do GT Etnia do Andes-SN, também está organizando para o próximo mês de março um seminário local sobre etnia, gênero e classe. O GT tem se reunido quinzenalmente, às quartas-feiras, às 10h, na sede da ADUFPB, Centro de Vivência.

Atividades do GT Carreira Em março de 2006, o governo federal instituiu um GT sobre Carreira do MEC, com a participação de entidades como o Andes, Sinasefe, Andifes, Concefet, entre outros. A partir daí, o trabalho do GT Carreira da ADUFPB concentrou-se em avaliar o cenário nacional e enviar encaminhamentos para a discussão dos temas relacionados. A ADUFPB foi a única AD que realizou discussão ampla sobre carreira. No segundo semestre, depois da posse da nova direção do Andes e da sinalização da direção nacional para a abertura de discussão sobre Carreira, o trabalho do GT tornou-se ainda mais intenso e chamou a atenção de outras ADs. No dia 22 de setembro, representantes da ADURN solicitaram um encontro com representantes do GT Carreira da ADUFPB para debater perspectivas sobre a carreira docente no magistério

Professor Fernando Cunha superior. O objetivo do encontro foi articular as ADs para aprofundar as discussões sobre o tema. Uma semana após o encontro com a ADURN, no dia 28 de setembro, representantes da diretoria da ADUFPB e seu GT Carreira estiveram reunidos com professores de 1º e 2º graus da UFPB, na Creche-Escola, para tratar sobre elementos para a construção de uma carreira única da categoria. Participaram do encontro docentes da Creche, Escola Técnica de Enfermagem, Supletivo, Nedesp, além de representantes do campus de Bananeiras. Ainda nessa perspectiva, a ADUFPB se fez presente através do seu GT Carreira como palestrante de um encontro regional de ADs, nos dias 6 e 7 de outubro, em que foram tratados assuntos referentes à carreira docente no magistério superior. O evento foi realizado na Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE). Também no dia 15 de novembro, foi realizada uma reunião conjunta entre ADUFPB/Sintef-PB sobre a temática da Carreira Única e contou com a presença de representantes das ADs da Paraíba e de Pernambuco, Regional do ANDES e Sinasefe.

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Objetivos do CTEGC - Atuar de forma articulada com movimentos sociais nos quais haja correlação de objetivos com o GTEGC; - Assegurar, nos seminários regionais, a discussão sobre a origem das políticas de ação afirmativa, destacando o contexto político ideológico de seu surgimento nos diferentes países; - Fazer um levantamento das ações afirmativas desenvolvidas pela UFPB;

Professora Nilsamira da Silva (Mira) - Debater, propor e intervir junto às ações afirmativas da UFPB; - Insistir na aproximação com os movimentos sociais, contemplando todas as tendências representadas nesses movimentos e assegurando, nas discussões, a explicitação das posições que se apresentam no debate sobre as políticas de ações afirmativas, em particular, sobre a política de cotas; - Trabalhar de forma articulada com outros Grupos de Trabalho (GTs) da ADUFPB, com vistas a implementar as proposições do GTEGC; - Ampliar o debate sobre as formas de acesso às universidades públicas, investindo na discussão sobre as possibilidades de ampliação de vagas, associando a questão de cotas; - Desenvolver uma articulação com o movimento indígena da região, no sentido de conhecer as suas demandas. - Fazer constar nas mesas de debate a representação dos indígenas, visando a identificar suas posições e demandas relativas à educação, em particular, ao ensino superior.


GT CULTURA

GT POLÍTICA EDUCACIONAL

O Grupo de Trabalho de Cultura da ADUFPB foi criado no dia 20 de novembro de 2006. Sob a coordenação do professor Ricardo Lucena, do CE, o novo GT trouxe como objetivos principais tratar de política cultural do Sindicato e buscar a construção de uma estrutura permanente que fomente o debate nesse segmento no âmbito da ADUFPB e da sociedade. “O GT Cultura trabalha em duas frentes: elaborar uma proposta de ação cultural para o Sindicato e elaborar uma discussão sobre cultura que possa ser fomentada, a partir da ADUFPB, mas que se estenda para a Universidade e para a sociedade como um todo”, explica o coordenador. Além de promover o Circuito Universitário do Conto (CUC) – que trará a publicação da primeira coletânea de textos de professores premiados e convidados no final do mês de fevereiro -, o GT Cultura programa para o próximo dia 8 de fevereiro um seminário no qual devem ser discutidas políticas para o setor, sob o tema “Do local ao universal – do universal ao local”. “O objetivo

O Grupo de Trabalho de Política Educacional, coordenado pela professora Terezinha Diniz – que também é diretora de Política Educacional da ADUFPB -, vem realizando debates e reuniões quinzenais desde o início da gestão 2005/2007. O grupo é composto por professores de vários Centros que têm interesse na pesquisa e estudos sobre a política educacional brasileira. O GT vem trabalhando notadamente sobre questões que dizem respeito à educação superior de qualidade, focalizando o fato do profundo redimensionamento da relação público/privado proposto pelo governo. “Nesta dimensão de aglutinação de forças e a unidade de ação de luta pelo restabelecimento do caráter verdadeiramente público da Educação, o Grupo de Trabalho tem participado intensamente das discussões sobre a Reforma Universitária quer em nível local, quer em nível nacional, além de outros aspectos que dizem respeito à educação Superior”, observa a coordenadora do GTPE. O Grupo tem se lançado ao debate sobre pontos como o Sinaes, ProUni e Lei de Inovação Tecnológica nos quais se podem verificar, segundo a professora Terezinha Diniz, os rumos da Reforma Universitária proposta pelo governo. “Ao analisar o Projeto de Lei nº 7.200/2006 (4ª versão), verifica-se que essa versão definitiva do Anteprojeto de Lei da Educação Superior consolida a opção primitiva e o desfinanciamento das universidades públicas. Vê-se, portanto, que essa Reforma poderá ser a destruição da Universidade Pública”, alerta. Nesse sentido, o GTPE está analisando documentos vindos do Sindicato Nacional, da própria ADUFPB e de outras ADs, buscando a defesa coerente da Educação Superior Pública, Gratuita, Democrática e de Qualidade, social-

Professor Ricardo Lucena desse evento é fomentar uma discussão sobre política cultural na Universidade ou a partir dela”, comenta Ricardo. O GT Cultura vem se reunindo a cada 15 dias, às quartas-feiras pela manhã, na sede da ADUFPB, no Centro de Vivência. A coordenação do Grupo está analisando a possibilidade de uma nova data a partir do início das aulas, em dia 29 de janeiro.

Programação do Seminário “Do local ao universal, do universal ao local” Data: 08/02/2007 (quinta-feira) Local: Auditório CCHLA Horário: das 9h às 18h

MANHÃ 9 h – Palestra CULTURA: DO LOCAL AO UNIVERSAL, DO UNIVERSAL AO LOCAL Palestrante: BRAULIO TAVARES (Escritor) Debatedor: IVERALDO LUCENA (Professor Aposentado do DH/CCHLA/UFPB) Coordenação: RICARDO LUCENA (Presidente do GT CULTURA da ADUFPB e Professor do DFE/CE/UFPB)

TARDE 14h – Vídeo Chico Antônio: o herói com caráter (35 min) Direção: EDUARDO ESCOREL 14h40 – Mesa Redonda IDÉIAS PARA UMA POLÍTICA CULTURAL NA UNIVERSIDADE: ENTRE SABERES ERUDITOS E POPULARES Debatedores: IBANEY CHASIN (Professor doutor do DMUS/CCHLA/UFPB) OSVALDO TRIGUEIRO (Professor doutor do DECOM/CCHLA/UFPB) PEDRO NUNES (Professor doutor do DECOM/CCHLA/UFPB) Coordenação: VIRGÍNIA DE OLIVEIRA SILVA (Secretária do GT CULTURA da ADUFPB e Professora do DHP/CE/UFPB) 16h30 – Grupos de Trabalho

Professora Terezinha Diniz mente referenciada. “A educação é um direito de todos”, enfatiza Terezinha Diniz. O Grupo vem se reunindo quinzenalmente às quartas-feiras, no período da tarde, na sede da ADUFPB, Centro de Vivência. Em torno dessas discussões em defesa da universidade pública e de qualidade, o GTPE da ADUFPB irá promover, nos dias 6 e 7 do próximo mês de março, o I Encontro do Grupo de Trabalho de Política Educacional da ADUFPB, sob o tema “Desafios da Universidade e Alternativas de Soluções”. A data foi estrategicamente escolhida para aproveitar a presença de especialistas que estarão participando do 26º Congresso do ANDES/SN, que será realizado em Campina Grande, de 27 de fevereiro a 04 de março. A proposta é que o encontro seja dividido em quatro mesas (uma por período), para tratar dos seguintes temas: Reforma Universitária, Educação a Distância, Avaliação Institucional (SINAES, ENADE) e Inclusão Educacional (Lei de Cotas, ProUni e FUNDEB). O GTPE já elaborou até mesmo uma prévia provisória da programação do Encontro:

Programação prévia do I Encontro do GTPE da ADUFPB Dia 6 de março de 2007 (terça-feira) 8h30 – Sessão de Abertura - Informes do 26º Congresso do ANDES-SN - professora Terezinha Diniz, Coordenadora do GTPE/ADUFPB; - participação do Grupo Quarta Justa, com a cantora lírica Izadora França; 9h – MESA 01: REFORMA UNIVERSITÁRIA Coordenadora Professora Auta de Sousa Costa Debatedores: Marcondes Gadelha, Deputado Federal do PSB/PB Maria Aparecida Ramos de Meneses, Presidente da ADUFPB Roberto Leher, Professor da Universidade Federal Fluminense 14h30 – MESA 02 INCLUSÃO EDUCACIONAL Coordenadora Professora Liney Benevides Debatedores: Dom Aldo Pagotto – Arcebispo Metropolitano da Paraíba Jaldes Reis de Meneses, Professor da UFPB Jorge Fernando Hermida, professor da UFPB Pablo Gentile – Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense

Dia 7 de março de 2007 (quarta-feira) 9h00 – MESA 03 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA Coordenadora: Professora Bernardete Silveira Debatedores: Evangelina Maria Brito de Farias, professora UFPB Lucidio dos Anjos, Coordenador Geral da Educação à Distância da UFPB Marlene Alves de Souza Luna, Reitora da UEPB 14h30 – MESA 04 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Coordenadora: Professora Edneé Dantas Maia Debatedores: Cristine Hirsch, professora da UFPB Maria Elba, professora UFPB Representante da União Nacional dos Estudantes – UNE 17h30 – Encerramento: Professora Terezinha Diniz, Diretora de Política Educacional da ADUFPB Participação do Coral Universitário ]da UFPB, Regente professor Eduardo de Oliveira Nóbrega

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ADUFPB se articula contra aumento salarial abusivo de parlamentares Aparentemente suspenso, o reajuste de 90,7% aprovado em causa própria – e suspenso após grande pressão popular – por deputados e senadores, em Brasília, deve voltar à pauta de discussões do Congresso assim que forem realizadas as eleições para a presidência da Câmara Federal. Vale lembrar que um dos candidatos – o deputado Arlindo Chinaglia – defende a manutenção do reajuste. Depois de promover uma campanha de protesto contra o reajuste parlamentar – publicando nota nos jornais, afixando faixas pela cidade -, a ADUFPB deve se articular a outras entidades trabalhistas e de classes, mobilizando a sociedade civil para novamente pressionar a não aprovação de uma medida no mínimo desrespeitosa para um povo com salário vergonhoso e um serviço público que recebeu 0,01% de “aumento” do governo federal. Intitulada “Contra o Imoral Aumento Salarial de Deputados Senadores”, a campanha foi iniciada no dia 19 de dezembro, quando uma nota de repúdio foi publicada nos principais jornais da Capital. A diretoria da ADUFPB também participou de uma reunião com entidades sindicais e do movimento popular para discutir ações de protesto contra o aumento de deputados e senadores. Participam do evento, ainda, representantes do Sintespb, Sintef, Sindicato dos Correios, CUT e OAB.

CONTRA O IMORAL AUMENTO SALARIAL DE DEPUTADOS E SENADORES NOTA DE PROTESTO A Diretoria Executiva da ADUFPB vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às solertes manobras das Mesas do Senado Nacional e da Câmara dos Deputados, auto-agraciados (poder que não possui nenhuma categoria dos trabalhadores) com um exorbitante aumento de 91% em suas remunerações individuais. Trata-se de um aumento imoral, sintoma da crise de representação do sistema político brasileiro. O Congresso Nacional, em lugar de palco dos grandes debates nacionais sobre o desenvolvimento, casa de criação das leis no interesse da cidadania e da democracia, tem se notabilizado por escândalos sucessivos. A sociedade civil, brasileira e

paraibana, não pode ficar inerte. Afora a justificada denúncia, devemos também nos mobilizar visando barrar a este aumento. Aumento este que não só é imoral como também desrespeitoso com a maioria dos trabalhadores. Enquanto amargamos zero por cento de reajuste, os senhores congressistas se banqueteiam às custas do povo brasileiro. Por isso, vamos unir forças, entidades representativas da sociedade brasileira, pois o que está em perigo, mais que uma imoralidade, é a saúde da representação política brasileira. João Pessoa, 15 de dezembro de 2006. DIRETORIA EXECUTIVA DA ADUFPB

Campina Grande recebe o 26º Congresso do Andes Será realizado de 27 de fevereiro a 4 de março deste ano a 26ª edição do Congresso do Andes - Sindicato Nacional. O evento acontecerá na cidade de Campina Grande e terá como tema central “Reconstruindo a unidade dos trabalhadores para enfrentar

as velhas reformas do novo governo”. Também estarão em pauta temáticas como Movimento Docente e Conjuntura, Plano Geral de Lutas, Questões Organizativas e Financeiras e Políticas Sociais. A documentação de inscrição de delegados

e observadores das Ads deve ser encaminhada à coordenação do Congresso até o dia 26 de fevereiro. O credenciamento durante o evento acontecerá no dia 27 de fevereiro, das 9h ás 12h e das 14h às 18h. Mais informações no site www.andes.org.br.

Professor da UFPB quer substituir tela cirúrgica sintética por fibra do coqueiro

Professor José Madeiro mostra tela do coqueiro

O professor José de Araújo Madeiro, do Departamento de Cirurgia do CCS da UFPB está analisando uma possibilidade que pode beneficiar milhares de pessoas, especialmente aquelas de baixa renda. Com 34 anos de experiência em cirurgias, Madeiro percebeu que existem grandes semelhanças entre a tela cirúrgica de polipropileno – usada em casos de recomposição de tecido – e a fibra do coqueiro e pretendo levar adiante estudos para usar o produto vegetal em procedimentos médicos. “A chamada tela de Malex é produzida de derivado do petróleo. Um material importado, de alto custo e pouco popular. O paciente pobre não tem acesso a ela. Mas, analisando, vi que temos no coqueiro uma tela muito semelhante, com as mesmas características da Malex. É uma tela vegetal, bastante encontrada no Brasil, e que não agride a natureza. É uma tela ecológica”, explica o professor Madeiro.

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PESQUISAS As primeiras análises, porém, não são suficientes para provar a eficiência da tela de coqueiro na restauração de tecidos. Para isso serão necessárias pesquisas – e isso envolve o uso de laboratórios específicos e custos. “Não temos como fazer pesquisa na UFPB, porque precisamos de laboratório de cirurgia experimental e um setor responsável por um registro e patentes”, observa. APOIO O professor Madeiro - que já está aposentado, mas continua atuando junto a alunos e colegas da Universidade - já analisou a utilidade e a não toxidade da tela ecológica. O próximo passo é conseguir apoio para pesquisas exaustivas. “Essa é uma descoberta que vai beneficiar principalmente a comunidades carentes, pacientes do SUS. É um passo importante”.


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Diversão e aprendizado Colônias de Férias da ADUFPB reúnem crianças de 3 a 12 anos Dos dias 15 a 19 deste mês de janeiro a ADUFPB promoveu, a exemplo do ano passado, duas colônias de férias diferenciadas para filhos de professores sindicalizados. Divididas por faixa etária, as crianças puderam participar da programação “Tardes de Lazer”, no Esporte Clube Cabo Branco, ou do acampamento na Granja Pitumirim, no Conde. Para os menores, com idades entre 3 e 12 anos, as atividades foram concentradas no Esporte Clube Cabo Branco. A colônia de Férias Tardes de Lazer contou com

atividades esportivas, artes plásticas e cênicas, acampamento, cinema e passeios. Tudo para que a criançada pudesse curtir ao máximo cada momento. Para aqueles entre 9 e 14 anos a programação, em regime de internato, aconteceu na Granja Pitumirim, no Conde. Lá, a turma pôde desenvolver ações de socialização e superação física, em ritmo de acampamento. Esportes, cultura, aventura e entretenimento marcaram a segunda edição da Colônia de Férias na Pitumirim.

Agenda 2007 da ADUFPB já está sendo distribuída na sede do Sindicato Os professores sindicalizados à ADUFPB que ainda não retiraram sua Agenda 2007 podem procurar a secretaria do Sindicato, no Centro de Vivência, onde os exemplares estão sendo distribuídos. TEXTOS Carlos Alberto Jales, Damião Cavalcanti, Edônio Alves, Francisco de Assis Cunha Metri, Helena Kolody, Ivone Pessoa Nogueira, Jaldes Reis de Meneses, Jomard Muniz de Britto, José Ricardo da Silva, Marcos Barros, Maria das Graças Nóbrega de Almeida, Maria Elisabeth Gualberto Duarte, Nauro Machado, Regina Lyra, Ricardo Lucena, Ronaldo Monte, Saulo Mendonça, Sérgio de Castro Pinto, Sônia van Dijck, Virgínia Gualberto, Terezinha Diniz, Vitória Lima e Wellington Pereira. FOTOS Célia Lopes, Giselma Franco,

João Torres Jr., Marcello Bulhões, Ricardo Araújo. CONVIDADOS ILUSTRES Charles Chaplin, Cecília Meireles, Mário Quintana, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira. COMISSÃO EDITORIAL A Comissão Editorial da Agenda da ADUFPB é formada pelos professores Galdino Toscano, Maria Aparecida e Terezinha Diniz, além dos funcionários Célia Lopes, Henrique França, Nana Viscardi e Ricardo Araújo. REVISTA CONCEITOS A revista Conceitos, edição numero 13, também já está sendo distribuída na sede da ADUFPB, no Centro de Vivência. Professores aposentados tiveram seus exemplares enviados pelos Correios.

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Confraternização de fim de ano ADUFPB realiza festa e encerra 2006 em grande estilo na Vila Cândido Depois de receber cerca de mil pessoa durante a festa promovida pelo Dia dos Professores, em outubro, a ADUFPB preparou uma noite de confraternização de fim de ano inesquecível. Foi no dia 14 de dezembro de 2006 que centenas de docentes e familiares se reuniram na casa de festas Vila Cândido, no Altiplano, para comemorar as vitórias de um ano que terminava

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e anunciar boas perspectivas para 2007. O evento, que começou às 22h, seguiu madrugada adentro em grande estilo. Ao som da banda Mistura Fina, os professores dançaram e se divertiram durante toda a noite. Confira alguns dos melhores momentos da confraternização de fi m de ano da ADUFPB.

Jornal da ADUFPB - Ed 105 - Janeiro 2007  

Jornal ADUFPB, sindicato dos docentes da UFPB, publicado em janeiro de 2007, com 12 páginas.