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GRÉCIA


Índice

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Introdução

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Democracia

A Polis de Atenas

Religião

Arquitectura

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Escultura Pintura


Introdução

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É pretendido transmitir aos leitores a grandiosa magnificência clássica, que foi explorada a fundo pelos Gregos. Este povo desde cedo se vinha a destacar pela sua genialidade e prosperidade, caracterizado pelo seu pensamento, que se encontrava num estado bastante avançado em relação a todos os outros povos. Criadores de algumas das melhores maravilhas concebidas pelo homem que ainda nos dias de hoje são conhecidas como grandes exemplos para todo o mundo artístico. E é com base nestes parâmetros que se tenta exprimir a grandiosidade deste povo neste trabalho para que se possa continuar a explorar a beleza da Antiguidade Clássica que ficou conhecida na História como sendo o berço da civilização democrática.


Democracia

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Democracia O século de Péricles Em 449 a.C., como fim das Guerras Persas, Atenas viveu um tempo de paz, de liberdade e prosperidade, que aliado à intervenção de homens dotados originou um grande desenvolvimento da cidade transformando-a num exemplo para toda a Grécia. Entre esses homens destaca-se Péricles, que dá nome ao seu século pelas suas acções e pela eloquência de que era possuidor. Devido ao seu intelecto, os atenienses, deram a Péricles toda a autoridade na governação em Atenas, durante mais de 20 anos, o que permitiu a este iniciar o que mais tarde se viria a chamar de Idade de ouro da Grécia Clássica, pois segundo Péricles, todos os gregos tinham acesso ao esplendor de Atenas. Com uma população elevada, Atenas viveu uma confortável situação económica e social, onde foram estabelecidas em Atenas trocas comerciais (devido ao solo a e montanhoso) com a Magna Grécia. Estes recebiam trigo, carne, madeira, metais e exportavam azeite, vinho, mel, mármore, chumbo, cerâmica e objectos de metal. A situação politica em Atenas era também estável estando de mãos dadas com a democracia devido à vontade de notáveis legisladores como o caso de Clístenes, o fun

dador da democracia. Em 508 a.C. Clístenes reparte a população em 10 unidades, divididas por centros territoriais ou demos, torna também todo o cidadão semelhante perante a lei (isonomia), apolítica (isocracia) e com o mesmo dever e direito de intervir nas assembleias (isogoria).


Desta forma responsabiliza, civicamente, todos os elementos da sociedade e fazendo de esta um exemplo para todo o mundo. Porém estas leis não foram devidamente aplicadas, devido à falta de meios para o fazer, e só com a intervenção de Péricles a efectividade da democracia ateniense passou a ser uma realidade. Na Atenas de Péricles, o Olímpico (várias festas culturais e religiosas) era festejado ao ar livre, multidões de pessoas, atenienses e forasteiros, participavam nestes programas como forma de demonstração para toda a Grécia e para os povos vizinhos da grandeza de Atenas. E com este bem-estar social e político, a cultura e a arte vão ser também extremamente beneficiadas, pois com o final das Guerras Persas havia necessidade de reconstruir a cidade e apreenderam-se grandes trabalhos públicos para o conseguir. Esta oportunidade de criar e produzir, a abastança de fundos provenientes da Liga de Delos e a genialidade de Péricles, atraiu a Atenas artistas, filósofos e intelectuais, vindos de toda a Grécia, e que contribuíram para um assentado desenvolvimento. Um aglomerar de ideias e experiências, fruto de culturas diversas (recebidas

dos povos como a mesopotâmia, Egipto, Creta e Micenas) que permitiu criar em Atenas uma cultura original, que deu aos atenienses a possibilidade de aprender, pensar e viver de modo crítico num tempo de confiança, liberdade e prosperidade. Porém uma prosperidade efémera pois começaram-se a construir críticas à democracia e ao governo de Péricles. A ambição espartana fez eclodir a Guerra de Peloponeso em 435 a.C. e mais tarde surge em Atenas a peste matando um terço da população. A ruína atinge o campo da agricultura e consequentemente o comércio e a indústria, até que em 404 a.C. Esparta alcançando a hegemonia impõe uma oligarquia a toda a Grécia.E surge assim, na Grécia, um tempo de dúvida e guerra que iria acabar com a sua rendição perante a Macedónia e mais tarde perante os Romanos.

Democracia

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A Polis de Atenas

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A Polis de Atenas Para o cidadão ateniense, a sua cidade era o espaço físico designado por a polis, palavra que em grego assume o significado de agregação de homens livres. Para manter uma politica organizada a comunidade ateniense adoptou, a par com todas as sociedades gregas um regime de cidade-estado cujo governo evoluiu de monarquia à democracia. O espaço urbano de Atenas era composto por: um ponto mais alto designado por acrópole, destinada a locais de culto religioso e cívico; uma zona labiríntica num ponto mais baixa onde está incluída a ágora (praça publica); os campos envolventes e o pireu (porto). Assim constituída, Atenas garantiu a sua sobrevivência e estabilidade.


Segundo Hesíodo, Cronos foi o primeiro governante supremo de todo o mundo, sucedendo-lhe Zeus. Este juntamente com hera gerou outros deuses oficiais, que conviviam entre si. Assim, os gregos prestavam culto a vários deuses (politeísmo) e descreviam-nos como seres semelhantes aos homens tanto na imagem (antropomorfismo) como no pensamento e sentimentos, apenas distinguíveis pela superioridade das suas qualidades humanas e pela imortalidade. Com uma vida fácil, no Olimpo (espaço espiritual onde viviam os deuses), conviviam entre si mais de 30 000 deuses que intervinham nas acções humanas.Para que essas intervenções fossem benéficas os deuses eram

alvo de culto por toda a população da polis, que segundo um calendário se reunia enfrente dos templos dedicados a cada cidade de estado. Ai se assistia a sacrifícios protagonizados por sacerdotes (magistrados civis), eram feitas oferendas, cantava-se, dançava-se entre muitas outras actividades festivas. Na religião grega não eram aprovados dogmas, não possuíam “ Bíblias” e não aceitavam o conceito de pecado. Esta religião foi transmitida ao longo dos tempos por obras literárias e nas artes plásticas concebidas por escritores e artistas. Nelas os deuses ganhavam forma e através deles os homens projectavam os seus ideais ao mundo, criticavam a sociedade e apelavam à justiça.

Religião

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A religião


Arquitectura

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Arquitectura A arte grega foi uma arte racional esteve ao serviço do homem e da vida publica. Conciliando dualidades e oposições, aliou a estética com a ética, a politica com a religião, a técnica com a ciência, o realismo com o idealismo e a beleza com o funcionalismo. Os edifícios gregos com a sua perfeição, estabeleceram uma ligação harmoniosa entre o homem e os deuses, o mundo concreto e o espiritual, e estão perfeitamente enquadrados na natureza, culminando um processo evolutivo que teve início no segundo milénio antes de Cristo. A sua origem fundouse com base em duas grandes heranças, mais precisamente é a dos povos que habitaram a bacia do Mediterrâneo e a outra é das vagas dos povos indo-europeus. Evoluiu em três períodos perfeitamente distinguíveis, não só pela pelas características estéticas como pelas tecnologias inovadoras. São elas: O período Arcaico, situado entre o século VIII e o século V a.C., que foi um longo espaço de tempo caracterizado pela procura da compreensão, da ordem, do monumental e da maturidade; O período Clássico, que se desenvolveu entre a segunda metade do século IV a.C. e foi um tempo em que a arte atingiu o seu apogeu.E o período Helenístico,

marcado pela aglomeração de culturas, pelo gosto do particular, do concreto e individual, é ao mesmo tempo, uma fase de declínio da cultura grega. Inicialmente, arquitectura era executada em madeira, tendo sido, a partir dos finais do século VII a.C., substituída pelo calcário, na maioria das vezes o mármore. A a par da evolução dos materiais, também as estruturas e proporções evoluíram. Criaram normas e regras construtivas, “cânones” para a concretização artística, de valores estéticos e de modelos duradouros, nos quais todos os aspectos decorativos tinham de se sujeitar à harmonia do conjunto. Determinaram assim os princípios básicos da geometria plana e espacial, definiram as primeiras noções de medida, proporção, composição e ritmo através das quais qualquer organização plástica se deveria reger. A concretização das obras era um trabalho colectivo, feito para a cidade, que envolvia diversos profissionais, arquitectos, projectores, escultores, pintores e outros artesãos. O objectivo final da arte era a procura do resultado entre a beleza e a harmonia universais, suportadas por uma filosofia que foi em busca da relação do homem com o divino, com o mundo e a sua origem e com a vida e


Arquitectura

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a morte, valores que hoje apelidados de Classicismo. A arquitectura esteve então ao serviço da vida pública, sendo as cidades da Grécia, um bom exemplo disso. A cidade grega estava dividida em três áreas distintas: Uma área religiosa, localizada na zona mais elevada da cidade designada por acrópole, e na qual eram construídos templos e santuários; Uma área pública, na zona baixa, onde se instalava a agora, que era o centro da vida da polis, com espaços políticos, para manifestações desportivas e artísticas, com especial destaque para o teatro; E uma área privada, com menor importância, constituída por bairros residenciais. No entanto, o exem-

plo máximo da arquitectura grega, é o templo. O templo era a morada e abrigo do deus, local onde se colocava a sua imagem e à qual os fieis não tinham acesso. Os gregos usaram nas suas construções assim como em toda a arquitectura, um sistema de construção ligado designado por trilítico, definido por pilares verticais unidos por lintéis horizontais. Os exteriores dos edifícios eram majestosamente decorados esculturas e pintado de azul, vermelhos e dourados. Na sua estrutura planimétrica o templo era formado por três espaços, a cella ou naos, onde se encontrava a estátua da divindade, esta era antecedida por um espaço designado por pronaos e ainda outro


Arquitectura

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espaço do lado posterior à cella apelidado de opistódomos, que tinha como função guardar o tesouro da cidade (local onde se encontravam as oferendas aos deuses). Esta estrutura tripartida era rodeada por um peristilo, uma espécie de corredor coberto e circundante, aberto lateralmente através de uma ou mais fiadas de colunas. Em alçado o templo era constituído por: uma base ou envasamento, que tinha como função nivelar o terreno; as colunas, que constituíam o sistema de elevação e suporte do tecto; o entablamento (elemento superior que era formado pela arquitrave, frisos e pela cornija) e o telhado de duas águas. Marcado pela mesma estrutura desde a sua origem no século IX a.C., o templo grego sofreu uma sensível evolução estilística. No século VII a.C. já tinham definido 2 principais estilos arquitectónicos sendo eles a ordem Dórica e a Jónica, porém mais tarde foi criada uma nova ordem, coríntia. A ordem Dórica é a mais antiga. Nasceu na Grécia continental e possui formas geométricas, com quase total ausência de decoração. Possui um aspecto maciço e pesado, atribuindo-lhe um ar masculino e sóbrio, ligado ao espírito guerreiro dos Dórios, seus

inventores, que chegaram à Grécia vindos do norte. A ordem Jónica nasceu no século VI a.C., na Jónia, desenvolvendo-se sobretudo nas costas da Ásia Menor. É uma ordem diferente da Dórica nas proporções de todos os elementos e na decoração mais abundante da coluna e entablamento. Está associada às dimensões mais esbeltas, conferindo-lhe um carácter feminino. A Coríntia (final do século V a.C.) é uma derivação da ordem Jónica, resultando do enriquecimento decorativo. As principais diferenças estão assinaladas na coluna que possui uma base mais trabalhada, um fuste mais delgado e um capitel em forma de sino invertido que era repleto de decoração esculpida.


Arquitectura

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Escultura

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Escultura É na escultura que nos apercebemos a célebre frase pronunciada por Protágoras, que dizia “o homem é a medida de todas as coisas”. A escultura foi utilizada como forma de glorificação aos seus heróis, atletas e deuses, sendo estes últimos criados à sua imagem e semelhança. Foi concretizada através de noções particulares de beleza e harmonia, usando a mimesis e o ilusionismo da representação defendido por Aristóteles e Platão, para conseguir atingir um realismo de grande vivacidade. A escultura grega cumpriu funções religiosas, politicas, honoríficas e funerárias assim como ornamentais. Estreitamente ligada à arquitectura a escultura grega possui uma dimensão profundamente humana, realizando uma unidade lógica e harmónica que foi a expressividade do pensamento grego. A génese da escultura grega teve origem no longo período que vai desde o século IX ao VI a.C. sendo a última etapa evolutiva deste espaço de tempo apelidada de período Arcaico. As obras deste período denotam diversas influências, das quais se destacam a estatuária assíria, egípcia e ainda da arte oriental. Neste período estabilizam-se o enquadramento das esculturas na arquitectura, assim o relevo fica sujeito às formas e dimensões dos espaços arquitectónicos a eles destinados como métopas, tímpanos, frontões e frisos. O relevo desde a sua origem possui duas funções base: a de contar uma história, mágica ou a vitoria de um deus, narrando um acto que cojustifica a edificação do templo; a outr é bas-

tante mais prática e consiste em preencher e decorar os espaços arquitectónicos. Em relação à escultura em si, inicialmente, eram de carácter rígido, de corpos hirtos, ombros largos, anca estreita, braços esticados ao longo do corpo e a barba e o cabelo eram simplificados. A transição para o período clássico, situado entre os séculos V e IV a.C., é inaugurada com duas obras e estilo severo feitas em bronze de carácter imponente: o Augurita de Delfos e Poseídon. Neste período a escultura tem perfeitamente definido as regras canónicas pelas quais se iria reger. Aqui o escultor abandona as regras da escultura Arcaica e introduz a noção de movimento eminente. Policleto, um autor deste período, estudou as proporções do corpo humano estabelecendo primeiro as proporções na escultura, a que deu o nome de Cânone. É na escultura que nos apercebemos a célebre frase pronunciada por Protágoras, que dizia “o homem é a medida de todas as coisas”. A escultura foi utilizada como forma de glorificação aos seus heróis, atletas e deuses, sendo estes últimos criados à sua imagem e semelhança. Foi concretizada através de noções particulares de beleza e harmonia, usando a mimesis e o ilusionismo da representação defendido por Aristóteles e Platão, para conseguir atingir um realismo de grande vivacidade. A escultura grega cumpriu funções religiosas, politicas, honoríficas e funerárias assim como ornamentais. A génese da escultura grega teve origem no longo período que vai desde o século IX ao VI a.C. sendo a última etapa


deste espaço de tempo apelidada de período Arcaico. As obras deste período denotam diversas influências, das quais se destacam a estatuária assíria, egípcia e ainda da arte oriental. Neste período estabilizam-se o enquadramento das esculturas na arquitectura, assim o relevo fica sujeito às formas e dimensões dos espaços arquitectónicos a eles destinados como métopas, tímpanos, frontões e frisos.O relevo desde a sua origem possui duas funções base: a de contar uma história, mágica ou a vitoria de um deus, narrando o acto que justifica a edificação do templo; a outra é bastante mais prática e consiste em preencher e decorar os espaços arquitectónicos da antiga grécia. Em relação à escultura em si, inicialmente, eram de carácter rígido, de corpos hirtos, ombros largos, anca estreita, braços esticados ao longo do corpo e a barba e o cabelo eram simplificados.A transição para o período clássico, situado entre os séculos V e IV a.C., é inaugurada com duas obras e estilo severo feitas em bronze de carácter imponente: o Augurita de Delfos e Poseídon. Neste período a escultura tem perfeitamente definido as regras canónicas pelas quais se iria reger. Aqui o escultor abandona as regras da escultura Arcaica e introduz a noção de movimento eminente. Policleto, um autor deste período, estudou as proporções do corpo humano estabelecendo primeiro as proporções na escultura, a que deu o nome de Cânone. Mas foi com Fídias, o maior artista de todo o século V a.C., que a escultura grega atingiu a perfeição absoluta. Nas suas obras sobressaem a per

feição anatómica, a robustez, a serenidade e a força que deram a escultura grega o carácter idealista e divinizado que lhe conhecemos.Já no período Helenístico (séculos III, II e I a.C.) a escultura evolui de uma forma diferente dos séculos anteriores. O realismo idealista é substituído pelo naturalismo que agora cede o lugar ao realismo expressivo, dramático, livre e de efeito teatral.

Escultura

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Pintura

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Pintura A cerâmica, pela sua decoração (sobretudo a

partir da fase Arcaica recente em que as figuras negras eram pintadas sobre fundo claro, e do estilo Clássico, de figuras sobre fundo negro), com relatos de cenas míticas, representação de reis e atletas e de cenas quotidiano constitui um colecção de imagens da arte e cultura gregas. Na falta de outros documentos históricos, como a pintura mural que desapareceu quase toda, é na cerâmica que vamos colher as informações necessárias para entender a cultura e civilização gregas. As tipologias conhecidas encontram-se definidas desde o século VIII e VII a.C. (período Arcaico) e foram norteadas por concepções estéticas e estruturas que tinham por base a geometria, desenvolvendo figuras geometricas. Na evolução plástica da cerâmica grega são distinguidos os seguintes estilos: O estilo geométrico (século IX e VIII a.C.), distingue-se artisticamente pela opção estrita dos motivos geométricos com base ornamental. Esses motivos eram dispostos à volta do corpo dos vasos, em bandas ou frisos paralelos e sobrepostos. Estas criações eram realçadas a preto sobre o fundo natural dos vasos. O estilo arcaico (século VIII e V a.C.), subdivide em duas fases evolutivas, a orientali

zante e a arcaica recente. Na fase orientalizante a cerâmica é definida pelo pendor figurativo reflectindo as influências decorativas orientais. Já a fase arcaica recente (século VII até cerca de 48 a.C.) está marcada por uma cerâmica decorada pela incisão de figuras pintadas a negro, com fundos de cores diferentes. E o estilo clássico (480 a 313 a.C.) que artisticamente, corresponde ao período de apogeu técnico, estético e conceptual do povo grego. O desenho e a pintura desenvolveram-se extraordinariamente pela descoberta, aperfeiçoamento e aplicação de revolucionárias inovações técnicas e formais como a perspectiva, claro-escuro e aplicação de sombras. Na cerâmica manteve-se o fabrico de figuras negras, mas, também, implantou-se a técnica das figuras a vermelho.


Pintura

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João henriques José Araújo Ricardo Lemos Sergio CarvalhoVasco Amaro -

47589 46464 45372 45620 36566

Grécia Paginação  

Trabalho desenvolvido na disciplina de Tipografia. 2009

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