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MÓDULO

Artes Língua Portuguesa História


Ficha Autor: Projeto Gráfico: Editoração: Revisão:

João Felipe Ribeiro Ribeiro Comunicação João Antonio Ribeiro Cíntia Silva da Conceição Tatiana Soares

Todos direitos reservados ao Paraná Cursos


Sumário ARTES RENASCIMENTO ................................................................4 Características Gerais.........................................................5 ARQUITETURA.....................................................................5 Principais Características ...................................................5 PINTURA...............................................................................6 Principais Características....................................................6 Os Principais Pintores..........................................................6 ESCULTURA..........................................................................8 Principais Características....................................................8 Enem Comentado................................................................9 SEMANA DA ARTE MODERNA........................................10 ATIVIDADE...........................................................................11


O homem vitruviano de Leonardo da Vinci sintetiza o ideário renascentista: humanista e clássico.

RENASCIMENTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização europeia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. 4

Jökullin/Wikimedia Commons

Artes


Características Gerais

Racionalidade Dignidade do ser humano Rigor Científico Ideal Humanista Reutilização das artes greco-romana

ARQUITETURA Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. “Já não é o edifício que possui o homem, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura).

Principais características

Ordens Arquitetônicas Arcos de Volta-Perfeita Simplicidade na construção A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares).

O Principal Arquiteto Renascentista Brunelleschi: é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela-Pazzi.

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PINTURA Principais características PERSPECTIVA •

USO DO CLARO-ESCURO

Arte de figura, no • desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.

Pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.

REALISMO •

• • •

Os artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo. Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes. Surgimento de artistas com uns estilos pessoais, diferentes dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.

Os Principais Pintores Botticelli - os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. 6

Provável autorretrato de Botticelli, em Adoração dos Magos (Uffizi, Florença)


Leonardo da Vinci - ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. Provável autorretrato de Leonardo da Vinci, cerca de 1512 a 1515

Michelângelo - entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família. Retrato de Michelangelo, de 1564, executado por Daniele da Volterra a partir de sua máscara mortuária.

Rafael Sanzio - suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. 7


ESCULTURA Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.

Principais Características

 Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade Profundidade e perspectiva Estudo do corpo e do caráter humano

Davi (1,26m) em bronze.

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01. E scher, um grande artista holandês, nasceu em 1898 e faleceu em 1970, deixando uma obra original e extraordinária. Os conceitos da Matemática, aliados à sua mente artística, aparecem em seus desenhos de ilusões espaciais, de construções impossíveis, nos quais a geometria se transforma em arte, ou a arte em geometria. Escher dedicou grande parte de seu tempo ao estudo das pavimentações do plano e trabalhoucom a divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, repetem-se e refletem, rotacionam-se. Fundamentalmente, trabalhou com isometrias, as transformações no plano que preservam distâncias. No preenchimento de superfícies, Escher usava figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis etc. Resposta: D

Observe o passo a passo de uma de suas gravuras em que utiliza peixes. Na construção dessa gravura, o artista recorreu principalmente à a) translação. b) simetria axial. c) simetria em relação a um ponto. d) rotação. e) reflexão.

Simetria é um conceito geométrico que está presente nas formas existentes na natureza, no cotidiano das pessoas, nas ciências, nas artes. Uma figura é simétrica relativamente a uma transformação isométrica se a transformação aplicada à figura tem como imagem a própria figura. As simetrias são classificadas em reflexão, rotação e translação. Uma rotação é facilmente entendida se imaginamos que qualquer ponto da figura irá 'mover-se' ao longo de um arco de circunferência -circunferência esta que terá o seu centro coincidente com o centro da rotação. O passo a passo no desenho de Escher mostra claramente que a simetria foi obtida por rotação.

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SEMANA DA ARTE MODERNA

Giro 720/Wikimedia Commons

A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas. Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura e Anita Malfatti na pintura. A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de ideias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento PauBrasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e o Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia. O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional. Abaporu

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02. Sobre a SAM podemos dizer que: a) O romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja. b) A escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos. c) O movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade. d) A preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização.

03. (PUCRJ-07) – À EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam de modo correto características do Renascimento. Assinale-a. a) O  retorno aos valores do mundo clássico, na literatura, nas artes, nas ciências e na filosofia. b) A valorização da experimentação como um dos caminhos para a investigação dos fenômenos da natureza. c) A possibilidade de uma estreita relação entre os diferentes campos do conhecimento. d) O fato de ter ocorrido com exclusividade nas cidades italianas. e) O uso da linguagem matemática e da experimentação nos estudos dos fenômenos da natureza.

04. São obras de Da Vinci: a) Mona lisa e Guernica. b) A Virgem dos Rochedos e O Grito. c) Mona Lisa e A Virgem dos Rochedos. d) O Nascimento de Vênus e Mona Lisa.

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Anotações

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Sumário Língua Portuguesa INTRODUÇÃO.................................................................. 14 TEXTOS NARRATIVOS ...............................................15 FIGURAS DE LINGUAGEM..........................................16 QUINHENTISMO .........................................................19 BARROCO .....................................................................19 ACENTUAÇÃO GRÁFICA ...........................................22 ARCADISMO................................................................ 22 ROMANTISMO.............................................................23 MORFOLOGIA ...........................................................25 REALISMO.....................................................................28 VERBO............................................................................29 NATURALISMO............................................................30 PARNASIANISMO........................................................30 SIMBOLISMO................................................................31 PRÉ-MODERNISMO ....................................................31 MODERNISMO .............................................................32 ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA...............................................33 ATIVIDADES... ..................................................................35


Heitor CJ /Wikimedia Commons

Língua Portuguêsa Literatura

Interior do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, Brasil.

INTRODUÇÃO A Literatura tem como definições como a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar a escrita de artísticos através da Língua Portuguesa; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras. Gênero literário é uma categoria de composição literária. A classificação das obras literárias pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros. Na história, houve várias classificações de gêneros literários, de modo que não se pode determinar uma categorização de todas as obras seguindo uma abordagem comum. A divisão desde a Antiguidade, em três grupos: narrativo ou épico, lírico e dramático. Essa divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga, Platão e Aristóteles, quando iniciaram estudos para o 14


questionamento daquilo que representaria o literário e como essa representação seria produzida. Essas três classificações básicas fixadas pela tradição englobam inúmeras categorias menores, comumente denominadas subgêneros. O gênero lírico se faz, na maioria das vezes, em versos e explora a musicalidade das palavras. É importante ressaltar que o gênero lírico trabalha bastante com as emoções, explorando os sentimentos. Entretanto, os outros dois gêneros — o narrativo e o dramático — também podem ser escritos nessa forma, e de preferência a prosa. Todas as modalidades literárias são influenciadas pelas personagens, pelo espaço e pelo tempo. Todos os gêneros podem ser não-ficcionais ou ficcionais. Os não-ficcionais baseiam-se na realidade, e os ficcionais inventam um mundo, onde os acontecimentos ocorrem coerentemente com o que se passa no enredo da história. As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens: a verbal (oral ou escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio de gestos), além de outras. Quanto à estrutura, ao conteúdo e à extensão, podese classificar as obras narrativas em romances, contos, novelas, poemas épicos, crônicas, fábulas e ensaios. Quanto à temática, às narrativas podem ser histórias policiais, de amor, de ficção.

TEXTOS NARRATIVOS Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao gênero narrativo. Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de carácter verossímil. Fábula: é um texto de carácter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral. Epopeia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisséia, de Homero. 15


N  ovela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka. Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Crônica: é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e c rítica. Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, literário, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.

FIGURAS DE LINGUAGEM São estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto. Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. É muito usada no dia-a-dia das pessoas, nas canções e também é um recurso literário.

Alguns exemplos: 16

A  vida é um palco iluminado. (metáfora) Já disse mais de um milhão de vezes! (hipérbole)


A  s velas do Mucuripe / saíram para pescar. (Metonímia) O único sentido oculto das coisas é elas não terem sentido oculto nenhum. (paradoxo) Ouviram do Ipiranga as margens plácidas... (hipérbato)

Antítese e Paradoxo Paradoxo é a aproximação de ideias contrárias. Ex.: Já estou cheio de me sentir vazio.

Antítese consiste na exposição de palavras contrárias. Ex.: Ele não odeia, ama.

Na explicação do professor Paulo Hernandes fica evidente a diferença entre estas duas figuras de linguagem frequentemente confundidas: “Como podemos ver, na antítese, apresentam-se ideias contrárias em oposição. No paradoxo, as ideias aparentam ser contraditórias, mas podem ter explicação que transcende os limites da expressão verbal.”

Catacrese É a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver outra palavra apropriada - ou a palavra apropriada não ser de uso comum. Ex.: Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.

Sinestesia

Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. Ex.: Aquela criança tem um olhar tão doce.

Comparação Como o próprio nome diz, essa figura de linguagem é uma comparação feita entre dois termos com o uso de um conectivo. Ex.: O Amor queima como o fogo.

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Metáfora É a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam Ex.: O José é uma “raposa”. Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora.

Hipérbole ou Auxese

É a figura de linguagem que consiste no exagero. Ex.: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!”

Metonímia ou Transnominação É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Definição básica: Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda. Ex.: Lemos Machado de Assis por interesse. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)

Personificação ou Prosopopeia É uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos. Ex.: O Sol amanheceu triste e escondido.

Perífrase Consiste no emprego de palavras para indicar o ser através de algumas de suas características ou qualidades. Ex.: Ele é o rei dos animais. (Leão) Ex.: Visitamos a cidade-luz. (Paris)

Ironia 18

Consiste em apresentar um termo em sentido oposto. Ex.: Meu irmão é um santinho (malcriado).


Eufemismo

Consiste em suavizar um contexto. Ex.: Você faltou com a verdade (Em lugar de mentiu).

QUINHENTISMO Corresponde ao período literário que abrange todas as manifestações literárias produzidas no Brasil à época de seu descobrimento, durante o século XVI. É um movimento paralelo ao Classicismo português e possui idéias relacionadas ao Renascimento, que vivia o seu auge na Europa. A literatura do Quinhentismo tem como tema central os próprios objetivos da expansão marítima: a conquista material, na forma da literatura informativa das Grandes Navegações, e a conquista espiritual, resultante da política portuguesa da Contrarreforma e representada pela literatura jesuítica da Companhia de Jesus. A Literatura de informação é um segmento do Quinhentismo, que é a denominação das manifestações literárias ocorridas em território brasileiro durante o século XVI. Além da Literatura de Informação, foi de destaque ao Quinhentismo a chamada Literatura dos Jesuítas. Iniciou-se no Brasil e durou de 1500 à 1601.

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Sucedeu o Renascimento, abrangendo do final do século XVI ao final do século XVIII, estendendo-se a todas as manifestações culturais e artísticas europeias e latino-americanas. O momento final do Barroco, o Rococó é considerado um barroco exagerado e exuberante, e para alguns, a decadência do movimento. Em sua estética, o barroco revela a busca da novidade e da surpresa; o gosto pela dificuldade, pregando a ideia de que se nada é estável tudo deve ser decifrado; a tendência ao artifício e ao engenho; a noção de que no inacabado reside o ideal supremo de uma obra artística. A literatura barroca se caracteriza pelo uso da linguagem dramática expressa no exagero de figuras de linguagem, de hipérboles, metáforicos, anacolutos e antíteses.

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BARROCO

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O período Barroco, sucedeu o Renascimento, do final do século XVI ao final do século XVII, estendendo-se a todas as manifestações culturais e artísticas europeias e latino-americanas. O poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, publicado em 1601 é considerado o início do Barroco na Literatura Brasileira. Principais autores: Gregório de Matos, Bento Teixeira, Padre Antonio Vieira.

Sons e Letras Fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da língua: quanto a sua função no sistema de comunicação linguistica, quanto a sua organização e classificação. Também cuida de aspectos relacionados a:

divisão silábica; a ortografia; a acentuação das palavras, bem como indica a forma adequada de pronunciar certas palavras, de acordo com o padrão culto da língua portuguesa. Conceituando: Fonema é a menor unidade sonora das palavras. Exemplos: /komesu/ - começo; /esitãti/ - excitante. Letra é a representação gráfica dos fonemas da fala. Os fonemas da língua portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.

Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem de ar, chegando livremente ao exterior. Exemplos: pato, bota. Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba: Exemplos: couro, baile. Observe que só os fonemas /í/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para que não sejam confundidos com as vogais i e u serão representados por [y] e [w] e chamados respectivamente de iode e vau. 20


Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais (língua, dentes, lábios) opõem a passagem de ar. Exemplos: caderno, lâmpada. Divisão silábica: A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para a divisão silábica na escrita. Regra Geral: Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal. Regras práticas: Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos: mau, averiguei. Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to. Separam-se os encontros consonantais pronunciados separadamente. Exemplo: car-ta. Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radicais, sufixos), quando incorporados a palavra, obedecem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-vô, tran-sa-tlân-ti-co. Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba anterior. Quando isso ocorrer em inicio de palavra, a consoante se anexa à sílaba seguinte: Exemplos: ad-je-ti-vo, tungs-tênio, psi-có-lo-go, gno-mo.

Regras básicas – Acentuação tônica A acentuação tônica implica na intensidade com que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas. De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como: Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível 21


Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus

ACENTUAÇÃO GRÁFICA Os acentos Acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e sobre o “e” do grupo “em” indica que estas letras representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. Ex.: herói – médico – céu Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o”, indica além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles O trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de Müller) O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã

ARCADISMO O Arcadismo desenvolveu-se no Brasil do século XVIII e se prendeu ao estado de Minas Gerais, onde se havia descoberto ouro, fato que marcou o local como centro econômico e, portanto, cultural da colônia portuguesa. Alguns autores destacados desse momento são Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama e José de Santa Rita Durão. O Arcadismo, também chamado Neoclassicismo, terminou em 1836, no Brasil, e abriu as portas para o Romantismo. 22


ROMANTISMO Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro de poemas “Suspiros poéticos e saudades”, de Domingos José Gonçalves de Magalhães, em 1836, e durou 45 anos. Nos primórdios dessa fase literária, 1833, um grupo de jovens estudantes brasileiros em Paris, sob a orientação de Gonçalves Magalhães e de Manuel de Araújo Porto Alegre, inicia um processo de renovação das letras, influenciados por Almeida Garret e pela leitura dos românticos franceses. Em 1836, ainda em Paris o mesmo grupo de brasileiros funda a Revista Brasiliense de Ciências, Letras e Artes, cujos dois primeiros números traziam como epígrafe: “Tudo pelo Brasil e para o Brasil”. Ainda no mesmo ano, no Brasil - momento histórico em que ocorre o Romantismo, 14 anos após a sua Independência - esse movimento é visível pela valorização do nacionalismo e da liberdade, sentimentos que se ajustavam ao espírito de um país que acabava de se tornar uma nação rompendo com o domínio colonial. Assim é que, a primeira geração do Romantismo destaca-se na tentativa de diferenciar o movimento das origens européias e adaptá-lo, de maneira nacionalista, à natureza exótica e ao passado histórico brasileiros. Os primeiros românticos eram utópicos. Para criar uma nova identidade nacional, buscavam suas bases no nativismo do período literário anterior, no elogio à terra e ao homem primitivo. Inspirados em Montaigne e Rousseau idealizavam os índios como bons selvagens, cujos valores heróicos tomavam como modelo da formação do povo brasileiro.

Poesia Didaticamente divide-se a produção literária romântica brasileira em três gerações, que coincidem com as existentes em outros países: 1ª Geração Nacionalista - o tema do bom selvagem (como é abordado o índio). Autores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias 23


2ª Geração Também conhecida como Ultra-Romantismo. Mal do século, boemia e cheia de vícios. Seus escritores foram influenciados pelo escritor inglês Lord Byron. Autores: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Junqueira Freire

CTE /Wikimedia Commo

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3ª Geração Condoreira - preocupação social, já uma transição para o Realismo. Seus escritores foram muito influenciados pelo escritor francês Victor Hugo. Autores: Castro Alves,Tobias Barreto.

José de Alencar

Prosa A prosa romântica brasileira é uma reprodução dos temas primordiais deste período: o indivíduo e a tradição. Assim como ocorrera no resto do mundo, o romance foi, a partir do Romantismo, um excelente índice dos interesses da sociedade culta e semiculta do Ocidente. No Brasil a obra A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, é considerado o primeiro romance nacional e obra inaugural do romantismo, ainda que não tenha sido o primeiro romance publicado no Brasil - O Filho do Pescador, de Teixeira de Sousa (1843), antecedeu-o, mas o livro não é considerado o primeiro romance nacional por alguns pesquisadores por não possuir as linhas gerais norteadoras dos romances da Escola Romântica. Dentre as escritoras, Maria Firmina dos Reis foi a pioneira ao publicar, no Maranhão, em 1890, seu romance Úrsula, considerado o primeiro romance da chamada literatura afro-brasileira. Quem mais se destacaria nesse período é José de Alencar. O escritor trabalharia com os três tipos de ficção histórica dos românticos: passadista e colonial (O Guarani), a indianista (Iracema), a regionalista (O Gaúcho), além dos apaixonados e individualistas Cinco Minutos e A Viuvinha.

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Principais autores: Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Bernardo Guimarães, a primeira fase de Machado de Assis


MORFOLOGIA A Morfologia é o estudo da palavra e sua função na nossa língua.

1. Substantivo Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. A palavra que indica o nome dos seres pertence a uma classe chamada substantivo. O subtantivo é a palavra que dá nome ao ser. Além de objeto, pessoa e fenômeno, o substantivo dá nome a outros seres, como: lugares, sentimentos, qualidades, ações e etc.

1.1 Classificação do substantivo

C  omum – é aquele que indica um nome comum a todos os seres da mesma espécie. Coletivos – entre os substantivos comuns encontrase os coletivos, que, embora no singular, indicam uma multiplicidade de seres da mesma espécie Próprio – é aquele que particulariza um ser da espécie. Concreto – é aquele que indica seres reais ou imaginários, de existência independente de outros seres. Abstrato – é aquele que indica seres dependentes de outros seres.

2. Artigo Na frase, há muitas palavras que se relacionam ao substantivo.Uma delas é o artigo. Artigo é a palavra que se antepõe ao substantivo para determiná-lo.

2.1 Classificação do Artigo O artigo se classifica de acordo com a idéia que atribui ao ser em relação a outros da mesma espécie. Definido – é aquele usado para determinar o substantivo de forma definida: o, as, os, as. 25


Indefinido – é aquele usado para determinar o substantivo de forma indefinida: um, uma, uns, umas.

3. Adjetivo Outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo, é o adjetivo. Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo.

3.1 Formação do Adjetivo

Como o substantivo, o adjetivo pode ser: Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra. Derivado – é aquele que deriva de outra palavra(geralmente de substantivos ou verbos). Simples – é aquele formado de apenas um radical. Composto – é aquele formado com mais de um radical.

3.2 Locução Adjetiva Para caracterizar o substantivo, em lugar de um adjetivo pode aparecer uma locução adjetiva, ou seja, uma expressão formada com mais de uma palavra e com valor de adjetivo.

4. Numeral Entre as palavras que se relacionam, na frase, ao substantivo há também o numeral. Numeral é a palavra que se refere ao substantivo dando a idéia de número. O numeral pode indicar: Quantidade – Choveu durante quatro semanas. Ordem – O terceiro aluno da fileira era o mais alto. Multiplicação – O operário pediu o dobro do salário. Fração – Comeu meia maça.

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4.1 Classificação do Numeral Cardinal – Indica uma quantidade determinada de seres. Ordinal – Indica a ordem (posição) que o ser ocupa numa série. Multiplicativo – Expressa a idéia de multiplicação, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Fracionário – Expressa a idéia de divisão, indicando em quantas partes a quantidade foi dividida.

5. Pronome Além do artigo, adjetivo e numeral há ainda outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo: é o pronome. Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo, relacionando-o à pessoa do discurso. As pessoas do discurso são três: Primeira pessoa – a pessoa que fala. Segunda pessoa – a pessoa com quem se fala. Terceira pessoa – a pessoa de quem se fala.

5.1 Classificação do Pronome Há seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. Pronomes pessoais: os pronomes pessoais substituem os substantivos, indicando as pessoas do discurso. São eles: retos, oblíquos e de tratamento. Pronomes Possessivos: são palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical(possuidor), acrescentam a ela a idéia de posse de algo(coisa possuída). Pronomes Demonstrativos: são palavras que indicam, no espaço ou no tempo, a posição de um ser em relação às pessoas do discurso. Pronomes Indefinidos: são palavras que se referem à Terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago ou expressando quantidade indeterminada. 27


Pronomes Interrogativos: são aqueles usados na formulação de perguntas diretas ou indiretas. Assim como os indefinidos, referem-se a Terceira Pessoa do Discurso. Pronomes Relativos: são pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam.

REALISMO O Realismo no Brasil teve seu início, oficialmente, em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de seu mais célebre autor, Machado de Assis. Esta escola só entra em declínio com o surgimento do Parnasianismo, por volta de 1890. Com a introdução do estilo realista, assim como do naturalista, o romance, no Brasil, ganhou um novo alcance, a observação. Começou-se a escrever buscando a verdade, e não mais para ocupar os ócios dos leitores. Machado de Assis, considerado o maior expoente da literatura brasileira e do Realismo no Brasil, desenvolve em sua ficção uma análise psicológica e universal e sela, portanto, a independência literária do país. Realismo - A partir da extinção do tráfico negreiro, em 1850, acelera-se a decadência da economia açucareira no Brasil e o país experimenta sua primeira crise depois da Independência. O contexto social que daí se origina, aliado a leitura de mestres realistas europeus como Stendhal, Balzac, Dickens e Victor Hugo, propiciarão o surgimento do Realismo no Brasil. Assim, em 1881 Aluísio Azevedo publica “O Mulato” (primeiro romance naturalista brasileiro) e Machado de Assis publica “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (primeiro romance realista do Brasil). O realismo procura utilizar a palavra como força política, e através da descrição denuncia as desigualdades e desmandos de sua época.

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 rincipais autores: P Machado de Assis


VERBO Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação, indicando o momento que ela ocorre, é o verbo. Uma ação ocorrida num determinado tempo também pode constituir-se num fenômeno da natureza expresso por um verbo. Verbo é a palavra que expressa ação, estado e fenômeno da natureza situados no tempo.

Conjugações do Verbo Na língua portuguesa, três vogais antecedem o “r” na formação do infinitivo: a-e-i. Essas vogais caracterizam a conjugação do verbo. Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a primeira conjugação(terminados em ar), a segunda conjugação(terminados em er) e a terceira conjugação(terminados em ir).

Flexão do Verbo O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e terminações. As terminações do verbo variam para indicar a pessoa, o número, o tempo, o modo.

Tempo e Modo do Verbo O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos tempos: Presente – Ele anuncia o fim da chuva. Passado – Ele anunciou o fim da chuva. Futuro – Ele anunciará o fim da chuva. Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode indicar: Fato certo – Ele partirá amanhã. Fato duvidoso – Se ele partisse amanhã… Ordem – Não partas amanhã. As indicações de certeza, dúvida e ordem são determinadas pelos modos verbais. São portanto três modos verbais: Indicativo(fato certo), Subjuntivo(fato duvidoso), Imperativo(ordem). 29


NATURALISMO Naturalismo (não confundir com naturismo ou com filosofia naturalista) é uma escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. A escola esboçou o que se pode declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin. O naturalismo como forma de conceber o universo constitui um dos pilares da ciência moderna, sendo alvo de considerações também de ordem filosófica.

PARNASIANISMO O parnasianismo é uma escola literária ou um movimento literário essencialmente poético, contemporâneo do Realismo-Naturalismo. Um estilo de época que se desenvolveu na poesia a partir de 1850, na França. Movimento literário que se originou em França, Paris, representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX (19) em oposição ao romantismo. Nasceu com a publicação de uma série de poesias, precedendo de algumas décadas o simbolismo uma vez que os seus autores procuravam recuperar os valores estéticos da antiguidade clássica. O seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que, na mitologia grega era consagrada a Apolo e às musas. Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pelas rimas raras e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os românticos são a sonoridade das palavras e dos versos. Os autores parnasianos faziam uma “arte pela arte”, pois acreditavam que a arte devia existir por si só, e não por subterfúgios, como o amor, por exemplo. O primeiro grupo de parnasianos de língua francesa reúne poetas de 30


diversas tendências, mas com um denominador comum: a rejeição ao lirismo como credo. Os principais expoentes são Théophile Gautier (1811-1872), Leconte de Lisle (18181894), Théodore de Banville (1823-1891) e José Maria de Heredia (1842-1905), de origem cubana, Sully Prudhomme (1839-1907). Gautier fica famoso ao aplicar a frase “arte pela arte” ao movimento.

SIMBOLISMO Simbolismo é uma tendência literária da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao Realismo, aoNaturalismo e ao Positivismo da época. A partir de 1881, na França, poetas, pintores, dramaturgos e escritores em geral, influenciados pelo misticismo advindo do grande intercâmbio com as artes, pensamento e religiões orientais - procuram refletir em suas produções a atmosfera presente nas viagens a que se dedicavam. Marcadamente individualista e místico, foi, com desdém, apelidado de “decadentismo” - clara alusão à decadência dos valores estéticos então vigentes e a uma certa afetação que neles deixava a sua marca. Em 1886 um manifesto trouxe a denominação que viria marcar definitivamente os adeptos desta corrente: simbolismo. No Brasil, dois grandes poetas destacaram-se dentro do movimento simbolista: Cruz e Sousa, e Alphonsus de Guimarães. No primeiro, a angústia de sua condição, reflete-se no comentário deManuel Bandeira: “Não há (na literatura brasileira) gritos mais dilacerantes, suspiros mais profundos do que os seus”.

PRÉ-MODERNISMO O pré-modernismo foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde, para designar os “escritores contempo31


râneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920”, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. Embora vários autores sejam classificados como prémodernistas, este não se constituiu num estilo ou escola literária, dado a forte individualidade de suas obras, mas essencialmente eram marcados por duas características comuns: 1. Conservadorismo - traziam na sua estética os valores naturalistas; 2. Renovação - demonstravam íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período;

MODERNISMO

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O Modernismo o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam. Encaixam-se nesta classificação a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e a música modernas. O movimento moderno baseou-se na ideia de que as formas “tradicionais” das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaramse ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinónimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos.

A renovação estética nas artes do fim do século XIX.

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ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA Esse acordo atinge todos os países da Comunidade de Países de Língua portuguesa, e já foi ratificado por Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Os demais países que ainda não ratificaram o acordo, na teoria, não fazem muita diferença e serão obrigados a usar a nova ortografia, uma vez que basta a assinatura de três integrantes da comunidade para se adotar uma mudança. No Brasil, somente 0,6% (aprox.) das palavras serão afetadas. Veja abaixo as mudanças:

TREMA Deixará de existir em todas as palavras (ex: lingüiça será escrito como “linguiça”), com exceção para nomes próprios.

HÍFEN Não será mais usado nos seguintes casos: Quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente (Ex: extra-escolar será escrito como) “extraescolar”; Quando o segundo elemento começar com r ou s. Nesse caso, a primeira letra do segundo elemento deverá ser duplicada (Ex: anti-semita e contra-regra serão escritos como “antissemita” e “contrarregra”; Outra regra para o hífen é a de incluí-lo onde antes não existia, nos casos em que o primeiro elemento finalizar com a mesma vogal que começa o segundo elemento (ex: microondas e antiinflamatório serão escritos como “micro-ondas” e “anti-inflamatório”.

ACENTO DIFERENCIAL

Não se usará mais o acento para diferenciar: “pêra” (substantivo – fruta) e “pera” (preposição arcaica) 33


“ “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo) ““pára” de “para” (preposição) ““pêlo” de “pelo” (combinação da preposição com o artigo)“pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)

ACENTO CIRCUNFLEXO

Deixará de existir em: palavras que terminam com hiato “oo” (Ex: vôo e enjôo serão escritos como “voo” e “enjoo”) terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos dar, ler, crer e ver (ex: Lêem, vêem, crêem e dêem serão escritos como “leem”, “veem”, “creem” e “deem”)

ACENTO AGUDO

Será abolido em palavras terminadas com “eia” e “oia” (ex: idéia e jibóia serão escritos como “ideia” e “jiboia”. Nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca” Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

ALFABETO O alfabeto agora contará com as letras “k”, “w” e “y”, somando um total de 26 letras Apesar de ser um acordo entre os países que falam português, essa reforma ainda permitirá a dupla grafia de palavras que são pronunciadas com entonação diferente em diferentes países.

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01. E nem 2009 - Quanto às variantes linguísticas presentes no texto, a norma padrão da língua portuguesa é rigorosamente obedecida por meio

a) do emprego do pronome demonstrativo “esse” em “Por que o senhor publicou esse livro?”. b) do emprego do pronome pessoal oblíquo em “Meu filho, um escritor publica um livro para parar de escrevê-lo!”. c) do emprego do pronome possessivo “sua” em “Qual foi sua maior motivação?”. d) do emprego do vocativo “Meu filho”, que confere à fala distanciamento do interlocutor. e) da necessária repetição do conectivo no último quadrinho.

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02. Qual das palavras destacadas a seguir não é um adjetivo? a) As pesquisas eliminaram PARTE da emoção. b) Os BONS candidatos nem sempre são eleitos. c) Nas eleições há feriado NACIONAL. d) As GRANDES empresas patrocinam candidatos. e) Os resultados são dados no dia SEGUINTE. 03. A  palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente 04. E m qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo

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Sumário HISTÓRIA A CRONOLOGIA HISTÓRICA..................................38 A periodização histórica.................................... .......39 A PRÉ HISTÓRIA........................................................40 Divisão dos períodos da Pré-História......................42 ANTIGUIDADE CLÁSSICA........................................43 CLÁSSICA Divisão da história da Grécia....................................44 Período Pré-Homérico...............................................44 O período homérico...................................................44 Período Arcaico..........................................................45 Esparta: uma cidade militar.......................................45 Atenas e a democracia: o avesso de Esparta...........46 ATIVIDADE...............................................................48


Credito: Marsyas/ Wikimedia Commons

História

Heródoto (século V a.C.), um dos primeiros historiadores cuja obra sobreviveu até os dias de hoje.

A CRONOLOGIA HISTÓRICA O objeto de estudo da História é a sequência dos fatos ligados entre si. A compreensão do processo histórico se dá através do conhecimento das datas que servem para situar os fatos. O período que vai do aparecimento dos seres humanos na Terra até o desenvolvimento da escrita, cerca de 3.500 anos a.C., é chamado por muitos historiadores de pré-história. A denominação  pré-história  começou a ser utilizada no século XIX. Nessa época, acreditava-se que só era possível recuperar a história de qualquer sociedade se ela dominasse a escrita. O registro escrito era, então, considerado a única fonte confiável das experiências humanas. A tradição oral, as pinturas, os objetos de uso cotidiano, por exemplo, representavam fontes secundárias e pouco confiáveis. Assim, a escrita passou a ser o marco divisório entre  sociedades históricas  (que dominavam a escrita) e préhistóricas (que não dominavam a escrita). A unidade de tempo mais utilizada para a compreensão 38


dos acontecimentos históricos é o ano. O dia e o mês também são considerados unidades de tempo, porém são menores e, portanto, insuficientes para a compreensão plena de um fato histórico. Durante a Antiguidade os anos tinham como referência os acontecimentos periódicos (Jogos Olímpicos entre os Gregos), ou eram estabelecidos a partir da fundação de uma cidade.  Com o nascimento de Cristo, os cristãos caracterizaram esse acontecimento como um marco histórico, dando início a uma nova era. Já por volta do século VI d.C existia simultaneamente na Europa três cronologias, fundamentadas relativamente no nascimento de Cristo, na criação de Roma, e na inauguração de determinados reinados.  Foi na Baixa Idade Média, que a cronologia cristã se estabeleceu terminantemente no Mundo Ocidental. A cronologia dos judeus se baseou na suposta criação do mundo. E os mulçumanos tinham a sua cronologia baseada na Hégira – fuga de Maomé da cidade de Meca para a Medina – que ocorreu em 622 durante a Era Cristã.  No decorrer da Revolução Francesa, ficou decidido que os anos começariam a ser contados a partir da Proclamação da República, sendo assim o dia 21 de setembro de 1792 foi o primeiro dia da Era Republicana. Porém, em 1804, quando Napoleão Bonaparte substituiu a República pelo Império Francês, esta datação acabou sendo abatida.  A cronologia cristã tornou-se universal e isso fez com que os anos antecedentes ao nascimento de Cristo fossem inseridos nesta contagem. Dessa maneira, há o ano 10 d.C

A periodização da História A História reúne diversos acontecimentos, se tornando uma grande coletora de fatos desde o aparecimento da escrita até os dias de hoje, é a nossa fonte de conhecimento sobre o passado.  Existem quatro períodos no qual a História se divide: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. 

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IDADE ANTIGA

IDADE MÉDIA

IDADE MODERNA

IDADE CONTEMPORÂNEA

corresponde à história dos gregos e romanos, tendo início com a descoberta da escrita. Este período termina com a queda do Império Romano do Ocidente, no ano de 476. 

este período iniciase com o fim da Idade Antiga, e se estendeu até o ano de 1453, ano que ficou marcado pelo fim da Guerra dos Cem Anos. 

este período que teve início em 1453, teve seu término marcado pelo surgimento da Revolução Francesa, em 1789. 

este período teve início em 1789 com o fim da Idade Moderna, e é o período que está em vigor atualmente.

PRÉ-HISTÓRIA A Pré-história corresponde ao período da história que antecede a invenção da  escrita, evento que marca o começo dos tempos históricos registrados, e que ocorreu aproximadamente em  4000 a.C.. É estudado pela antropologia, arqueologia e paleontologia. Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não haja documentos escritos. Assim, no  Egito, a pré-história terminou aproximadamente em  3500 a.C., enquanto que no  Brasil  terminou em  1500  e na  Nova Guiné  terminou aproximadamente em  1900. Para muitos historiadores o próprio termo “pré-história” é errôneo, pois não existe uma anterioridade à história e sim à escrita.

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Credito: Citypeek/Wikimedia Commons

A transição para a “história propriamente dita” se dá por um período chamado  proto-história, que é descrito em documentos ligeiramente posteriores ou em documentos externos. O termo pré-história mostra, portanto, a importância da escrita para a civilização ocidental. Uma vez que não há documentos deste momento da  evolução humana, seu estudo depende do trabalho de  arqueólogos,  antropólogos  ou outros cientistas, que analisam restos humanos, sinais de suas presenças e utensílios preservados para tentar traçar, pelo menos parcialmente, sua cultura e costumes. O termo Pré-história foi criado em 1851 e pretendia designar o período da vida da espécie humana anterior à invenção da escrita. A história seria estudada, portanto, a partir do momento em que surgiram os primeiros documentos escritos. Essa idéia  é hoje muito criticada, afinal, os humanos que não sabiam escrever também têm história. Eles viviam, comiam, faziam objetos, se comunicavam. Como já sabemos, não é preciso o documento escrito para a pesquisa histórica. A cultura material também é fonte importante para o trabalho do historiador. Pelos desenhos deixados  nas cavernas – as chamadas pinturas rupestres – o historiador pode obter indícios do que aqueles homens faziam, como pensavam, enfim, como eles viam o seu mundo. Pelos vestígios de utensílios, de ferramentas, o historiador pode saber como essas pessoas comiam, de que forma caçavam os animais, se faziam fogueiras, etc. Por isso, muitos estudiosos, hoje em dia, preferem chamar a PréHistória de História dos povos pré-letrados ou povos ágrafos, isto é, História dos povos que não sabiam escrever.

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Divisão dos períodos da Pré-História A história dos povos pré-letrados é usualmente dividida em três períodos: Paleolítico ou Período da Pedra Lascada: se estendeu da origem do homem até aproximadamente 10.000 a.C., isto é, por cerca de três milhões de anos. A sociedade paleolítica caracterizou-se pela busca de subsistência, ou seja, o homem procurava tudo o que era necessário para sustentar a vida por meio da caça, da pesca, da coleta de frutos, sementes e raízes, e da confecção e utilização de objetos de pedra lascada, ossos e dentes de animais. Por isso, o Período Paleolítico é também chamado de Idade da Pedra Lascada. Nessas sociedades, os homens e as mulheres viviam em bandos, dividindo o espaço e as tarefas. Para se protegerem do frio, da chuva, e dos animais ferozes, buscavam abrigo nas cavernas ou reentrâncias de rochas, daí a denominação “homens das cavernas”. Alguns estudiosos acreditam que eles tenham também construído tendas de pele ou cabanas. Uma conquista fundamental do homem paleolítico ocorreu há cerca de 500 mil anos: o uso do fogo. É possível que, a princípio, o fogo tenha sido obtido pela queda de raios. Mas, com o tempo,  eles aprenderam a obter o fogo por meio do atrito de pedra ou de pedaços de madeira. Sem dúvida, o fogo foi muito útil para essas pessoas: protegia contra o frio; aquecia os alimentos e ajudava a espantar os animais. As marcas da presença humana do Período Paleolítico podem ser vistas até hoje em pinturas rupestres encontradas em cavernas como as de Altamira (Espanha), de Lascaux (França) e do município de São Raimundo Nonato, no Piauí (Brasil), entre vários outros lugares, nos quais esses seres humanos desenhavam cenas de seu cotidiano. Além dessas pinturas, eles produziam algumas peças de artesanato bastante rudimentares. Vestiamse de peles e couros de animais que conseguiam abater com suas armas rudimentares. Neolítico ou Período da Pedra Polida: teve início em mais ou menos 10.000 a.C. e se prolongou até mais ou menos 5.000 a.C. No Período Neolítico, os humanos aprenderam a domesticar os animais e a praticar a agricultura, isto é, a cultivar os alimentos. Além disso, nesse período, eles passaram a dominar a técnica de polir a pedra para a fabricação de instrumentos. Por isso, esse período é conhecido também como a 42


Idade da Pedra Polida. Esas transformações mudaram a forma de viver desses grupos humanos. Eles já não precisavam mais mudar-se constantemente para encontrar comida e foram se tornando sedentários, isto é, ficavam um longo tempo em um mesmo lugar esperando a hora de colher os vegetais que haviam plantado. Enquanto esperavam, dedicavam-se a outras atividades como a construção de casas, o trabalho com o barro e a argila, a fabricação de cestos e tecidos e também de ferramentas. Idade dos Metais: iniciada em mais ou menos 5.000 a.C. e encerrada por volta de 4.000 a.C., com a descoberta da técnica para a fabricação de diversos utensílios com metais. O cobre foi o primeiro metal usado pelo ser humano que, mais tarde, aprendeu a misturá-lo ao estanho para, assim, obter o bronze, que era mais resistente. Mais tarde, aprendeu-se a lidar com ferro.  Durante esse período, as pequenas aldeias de agricultores transformaram-se em  núcleos urbanos, submetidas à autoridade política de um chefe. As primeiras cidades nasceram no Oriente Médio. Biblos, no atual Líbano, é considerada a cidade mais antiga do mundo. Há quase 7.000 anos, surgiu uma das primeiras cidades – Çatal Hüyük, no centro-sul da Turquia. Essa cidade foi habitada por mais de 700 anos e lá eram cultivados trigo, cevada, ervilha. Os estudos indicam que provavelmente seus habitantes produziam também um tipo especial de cerveja. Apesar da caça ser uma atividade importante, os seus moradores também criavam ovelhas e gado para alimentação e vestimentas. Além disso, em Çatal Hüyük, o artesanato e a fabricação de jóias eram bem desenvolvidos.

ANTIGUIDADE CLÁSSICA O termo  Antiguidade clássica  refere-se a um longo período da História da Europa que se estende aproximadamente do século VIII a.C., com o surgimento da poesia grega de Homero, à queda do Império romano do ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476. No eixo condutor desta época, que ao contrário de outras anteriores ou posteriores, estão os factores culturais das suas civilizações mais marcantes, a Grécia e a Roma antigas. A sabedoria do Homem e as habilidades de luta, a busca do equilíbrio da razão e da emoção. 43


Divisão da história da Grécia A história da Grécia é dividida, pelos historiadores, em quatro períodos principais: Pré-Homérico Homérico Arcaico Clássico

Período Pré-Homérico O período Pré-Homérico corresponde ao apogeu e à decadência da civilização cretense, que se desenvolveu em Creta, a maior ilha do Mar Egeu. Essa ilha era povoada por tribos que, provavelmente, tenham vindo da Ásia Menor. Durante esse período, outros povos dirigiram-se a Grécia: os aqueus, que se estabeleceram na Grécia continental e também na Ilha de Creta. Os aqueus dominaram os cretenses por volta de 1400 a.C. dando origem à civilização creto-micênica. Além dos aqueus, os jônios e os eólios  também chegaram a Grécia. De todos esses povos, o mais importante foi o dório, com características guerreiras, que deram novo rumo à História Grega. Os dórios destruíram a civilização creto-micênica e conquistaram a Grécia. Esses acontecimentos anunciaram um novo período da História da Grécia – o período Homérico.

O período homérico A partir das invasões dórias teve início um período muitas vezes chamado de homérico, porque o conhecimento que se tem da sociedade grega da época se deve, em grande parte, a dois poemas – aIlíada  e a Odisséia -, atribuídos a Homero. A Ilíada narra a guerra de Tróia, e a Odisséia, as aventuras do herói grego Ulisses (Odisseu) em sua viagem de volta a Grécia após a conquista de Tróia. Há muita discussão sobre a autoria desses poemas. Muitos estudiosos defendem que Homero nunca existiu e que esses teriam sido obras do passado coletivo grego, tendo sido transmitidos oralmente de geração em geração. Com a invasão dória, um novo modelo social se implantou: a produção passou a ser de subsistência, com exploração da mão-de-obra familiar, auxiliada por uns poucos assalariados e escravos; a arte e a escrita desapareceram; o artesanato decaiu; as armas de bronze finalmente trabalhadas foram aos poucos sendo substituídas por artefatos grosseiros, feitos de ferro; e o sepultamento em magníficos túmulos foi substituído pela cremação simples. 44


Nesse período a população passou a se organizar em pequenas comunidades, cuja unidade básica era a família. Essa forma social é chamada de  genos. Cada geno possuía seu próprio líder, seu culto religioso e suas leis. Com o passar dos tempos, os genos foram se ampliando e acabaram dando origem a um outro tipo de organização da vida social e política – a polis, ou cidade-Estado que foi a característica do período seguinte da história grega. 

Período Arcaico O período Arcaico inicia-se com a reunião dos genos em unidades políticas maiores, chamadas pólis ou cidades-Estados. Nesse tipo de organização não existia um governo único, cada cidade-estado tinha suas leis, seu governo, sua economia e sua sociedade própria e independente. O palácio do governo e os templos eram construídos em uma colina fortificada, a acrópole. As pólis gregas possuíam uma arquitetura parecida. Na parte baixa ficava uma praça, a ágora, onde aconteciam as assembléias dos cidadãos e as transações comerciais. Era também onde os juizes da cidade julgavam os criminosos e onde se realizavam os festivais de poesias e os jogos praticados em honra aos deuses. As duas pólis mais importantes foram Esparta e Atenas.

Esparta: uma cidade militar Esparta foi fundada pelos dórios por volta do século IX a.C. Situavase em uma região chamada Lacônia. As condições naturais da região onde ficava Esparta eram muito áridas: o solo montanhoso e seco dificultava o abastecimento da cidade. Essas condições adversas levaram os espartanos a conquistar terras férteis por meio de guerras. O poder em Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado às atividades militares. Apenas uma minoria participava das decisões políticas e administrativas – os esparciatas - que se dedicavam única e exclusivamente à política e à guerra. A vida em Esparta girava em torno da guerra. Os espartanos temiam que os povos que haviam conquistado se rebelassem; temiam também que os escravos se revoltassem. A necessidade de garantir o poder dos esparciatas 45


e o medo de que idéias vindas de fora colocassem em xeque esse poder faziam com que as viagens fossem proibidas e os contatos comerciais fossem quase inexistentes. Esparta fechava-se em torno de si mesma, impondo aos seus habitantes um modo de vida autoritário e de subordinação aos interesses do Estado. A agricultura, o artesanato e o comércio eram praticados pelos periecos, uma camada de homens livres, mas sem direito de participar da política em Esparta. Os escravos eram chamados de  hilotas, pertenciam ao Estado e trabalhavam para os esparciatas. Os jovens eram educados pelo Estado. Desde os sete anos deixavam as casas de suas famílias e se dirigiam para locais de treinamento militar.

Atenas e a democracia: o avesso de Esparta Atenas, hoje a capital da Grécia, localizava-se no centro da planície Ática, às margens do Mar Egeu. Foi o avesso de Esparta: teve uma vida urbana e aberta às novidades. A atividade comercial foi a base de sua economia e os atenienses praticaram intenso comércio com diversos povos. A sociedade ateniense era dominada pelos  eupátridas,  que eram grandes proprietários de terras. Contudo, o poder dos eupátridas era constantemente desafiado pelas camadas menos favorecidas e pelos comerciantes, que exigiam maior igualdade de direitos. E por que esses segmentos desafiavam o poder dos eupátridas? Os pequenos proprietários, muitas vezes sem recursos. Viviam constantemente ameaçados pela escravidão por dívidas. Já os comerciantes, artesãos e assalariados urbanos, que eram chamados demiurgos, estavam excluídos das decisões políticas da pólis e também queriam participar delas. O resultado dessas pressões constantes foi uma reforma nas leis feita por Sólon, um juiz ateniense. Por essa reforma, foi abolida a escravidão por dívidas e foi ampliado o direito de voto, de acordo com a riqueza que cada um possuía.

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Porém, as reformas de Sólon só beneficiaram os comerciantes ricos. O resto da população continuou excluída das decisões políticas da pólis. A situação em Atenas não era nada calma com a pressão constante dos excluídos. Além disso, a cidade foi dominada pelo tirano (link dicionário) Pisistrato por mais de 30 anos. Com o fim da tirania, foi Clistenes, um aristocrata preocupado com os problemas das camadas populares, o responsável por uma nova reforma. Ampliou a participação e o direito de decisão política para todos os cidadãos atenienses, isto é, todos os homens livres e nascidos em Atenas, maiores de 18 anos. A cidade foi dividida em demos, um tipo de distrito que elegia seus representantes para a assembléia. Esta, por sua vez, escolhia as pessoas que iriam integrar o conselho, responsável pelo governo da cidade. Continuavam excluídos da pólis os estrangeiros, as mulheres e os escravos. Como você pode observar, os benefícios da democracia ateniense estavam reservados somente aos cidadãos, o que é diferente da democracia dos nossos dias. A educação em Atenas era bastante diferente da adotada em Esparta. Os atenienses acreditavam que sua cidade-Estado seria mais forte se cada menino desenvolvesse integralmente suas melhores aptidões. O ensino não era gratuito nem obrigatório, ficando a cargo da iniciativa particular. Os garotos entravam para a escola aos 6 anos e ficavam sob a supervisão de um pedagogo, com quem estudavam aritmética, literatura, música, escrita e educação física. Interrompiam os estudos apenas nos dias de festas religiosas, e, quando completavam 18 anos, eram recrutados pelo governo para treinamento militar, que durava cerca de dois anos. As mulheres de Atenas estavam reservadas apenas as funções domésticas. Os pais tratavam de casar logo as ilhas adolescentes, as quais, após núpcias, ficavam sob o domínio total dos maridos. Nesse mundo masculino, ficar em casa e em silencio era o maior exemplo de virtude para representantes do sexo feminino.

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01. O fim da Guerra Fria e da bipolaridade, entre as décadas de 1980 e 1990, gerou expectativas de que seria instaurada uma ordem internacional marcada pela redução de conflitos e pela multipolaridade. O panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta a) o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas étnicas, ao extremismo religioso e ao fortalecimento de ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado. b) o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das grandes potências, o que se traduziu em maior estabilidade nos continentes europeu e asiático, que tinham sido palco da Guerra Fria. c) o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções militares em regiões assoladas por conflitos passaram a ser realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com maior envolvimento de países emergentes. d) a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a possibilidade de um conflito nuclear como ameaça global, devido à crescente consciência política internacional acerca desse perigo. e) a condição dos EUA como única superpotência, mas que se submetem às decisões da ONU no que concerne às ações militares. 02. ENEM 2009 - Do ponto de vista geopolítico, a Guerra Fria dividiu a Europa em dois blocos. Essa divisão propiciou a formação de alianças antagônicas de caráter militar, como a OTAN, que aglutinava os países do bloco ocidental, e o Pacto de Varsóvia, que concentrava os do bloco oriental. É importante destacar que, na formação da OTAN, estão presentes, além dos países do oeste europeu, os EUA e o Canadá. Essa divisão histórica atingiu igualmente os âmbitos político e econômico que se refletia pela opção entre os modelos capitalista e socialista. Essa divisão europeia ficou conhecida como

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a) b) c) d) e)

Cortina de Ferro. Muro de Berlim. União Europeia. Convenção de Ramsar. Conferência de Estocolmo.

03. ENEM - 2010 - A dependência regional maior ou menor da mão de obra escrava teve reflexos políticos importantes no encaminhamento da extinção da escravatura. Mas a possibilidade e a habilidade de lograr uma solução alternativa – caso típico de São Paulo – desempenharam, ao mesmo tempo, papel relevante. (FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2000.)

A crise do escravismo expressava a difícil questão em torno da substituição da mão de obra, que resultou a) na constituição de um mercado interno de mão de obra livre, constituído pelos libertos, uma vez que a maioria dos imigrantes se rebelou contra a superexploração do trabalho. b) no confronto entre a aristocracia tradicional, que defendia a escravidão e os privilégios políticos, e os cafeicultores, que lutavam pela modernização econômica com a adoção do trabalho livre. c) no “branqueamento” da população, para afastar o predomínio das raças consideradas inferiores e concretizar a ideia do Brasil como modelo de civilização dos trópicos. d) no tráfico interprovincial dos escravos das áreas decadentes do Nordeste para o Vale do Paraíba, para a garantia da rentabilidade do café. e) na adoção de formas disfarçadas de trabalho compulsório com emprego dos libertos nos cafezais paulistas, uma vez que os imigrantes foram trabalhar em outras regiões do país.

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Referências Bibliográficas http://novaortografia.com/ (horário de consulta – 22:20, 06/08/12) ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 45ª edição. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Cereja, William Roberto. Português: linguagens: volumes 1, 2 e 3: ensino médio/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. 5ª edição- São Paulo: Atual, 2005. Cunha, Celso. Nova Gramática do Português Contemporâneo / Celso Cunha, Lindley Cintra. 5ª edição. São Paulo: Lexikon, 2008. Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. São Paulo: Lucerna, 2001.

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Anotações

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PROJETO EJA