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112 dezembro 2011 angélica 00112

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angélica ano novo, vida nova o lado oculto da rainha pop

carta editorial

pop política o neto do jânio é aMiGo da Madonna. e quer se candidatar

ny uRgente BarBara paz e o encontro que Mudou sua vida

dossiÊ o Banqueiro que saiu do verMelho... de volta para o societY

podeR! joias luXuosas e as festas Mais eXclusivas da teMporada

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EXPEDIENTE dezembro 2011

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PATRICIA CARTA

DIREToRES DE REDAção DuDi mAchADo e JeFF ARes EDIToRA-ASSISTENTE luizA souzA CHEFE DE ARTE cAmilA Alves De toleDo PRoDUToRA ExECUTIvA mAíRA golDschmiDt DESIGNER mARcellA kAtz uehARA ASSISTENTE DE PRoDUção JuliAnA Do couto ASSISTENTE DE ARTE giuliA biAnchi ASSISTENTE DE REDAção mAnoelA meiRelles REvISoR inácio silvA PRoJETo GRÁFICo E DIREção CRIATIvA giovAnni biAnco DIREToR DE PRoDUção GRÁFICA PAulo sÉRgio cAstillo loPes CooRDENADoR RobeRto APolináRio PRoDUção GRÁFICA DAnilo cARvAlho

COLABORADORES Alex Wink, Alisson loubAck, AnDRÉ bRAnDÃo, AnDRÉ ligeiRo, Anthony souzA, bARbARA PAz, cARlos bessA, chRistiAn gAul, cRis biAto, cRistiAno seRgio, cynDi silvA, DAniel heRnAnDez, Diego QuiRino, DigiscAn, DuDu limA, FeliPe moRozini, FeliPPe segAll, FiFi cAlDeiRA, gui boRgomoni, guilheRme young, gui PAgAnini, houssein JARouche, ioRAm FingueRmAn, JoÃo PeDRosA, JoÃo teRRA, luDovic cARème, luise FeDeRmAn, luiz tRiPolli, mARcell mAiA, mARcio vicentini, mARco menDez, mARiA Alice solimene, mARiAngelA boRDon, octAvio DuARte, PAulo vAineR, RAFAel mARtinelli, RenAtA coRRÊA, RicARDo toscAni, RitA Retz, Romulo FiAlDini, RosAnA RoDini, tom cARDoso, tucA ReinÉs, vAlentino FiAlDini, vicente De PAulo, victoR vAsconcellos, zecA FloRentino

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DIRETORES PATRICIA CARTA e IDEL ARCUSCHIN FuNDADORES LUIS CARTA (1975-1986), ANDREA CARTA (1986-2003) RG nÃo se ResPonsAbilizA Pelos conceitos emitiDos nos ARtigos AssinADos. As PessoAs Que nÃo constAm no exPeDiente nÃo tÊm AutoRizAçÃo PARA FAlAR em nome DA Rg ou De RetiRAR QuAlQueR tiPo De mAteRiAl se nÃo tiveRem em seu PoDeR umA cARtA em PAPel timbRADo AssinADA PoR QuAlQueR PessoA Que conste Do exPeDiente. RegistRo nº 219.382, De 20/07/2004, no 1º oFício De RegistRo De títulos e Documentos, De AcoRDo com A lei De imPRensA. Fotolitos: buReAu sÃo PAulo e DigiscAn DistRibuiçÃo: Fc comeRciAl e DistRibuiDoRA s/A. imPRessÃo: gRáFicA PRol. tiRAgem DestA eDiçÃo 40 mil exemPlARes

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ÍndiCe dezembro 2011

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alexia niedzielski, a jet setter fashionista, numa aula de estilo

striptease

15 minutos

fotografia

mariana weickert, entre lençóis, numa hot line

cauby peixoto, o neo-beatlemaníaco, bateu um papo com rg

anthony souza, o outro brasileiro que encantou madonna

impressão digital

108 flash

brindes e mais brindes em torno da novíssima harper’s bazaar brasil

122 vida

rg se despede de loulou de la falaise, eterna musa de ysl

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o nadador bruno fratos é a grande aposta do esporte nacional, mergulhe aqui!

glória maria abre a cabeça, o coração e revela desejos calientes

sonho meu

it guy

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frivolidade máxima novas sandálias-desejo da prada, os óculosescuros do momento e livros para poucos

CAPA Foto paulo vainer EDIÇão DE moDa renata corrêa BElEza max weber tratamEnto DE ImagEm alex wink (StuDio aw) angélIca usa vEstIDo louIs vuItton, camIsa DuDalIna, BrIncos sIlvIa FurmanovIch

FOTOS valentino fialdini, daniel klajmic/arquivo rg e divulgação

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pauLO vainEr

barbara paz

HOuSSEin JarOuCHE

MariangELa bOrDOn

Tem coisas que fazem a diferença, e uma delas é Paulo Vainer. Se a gente começar aqui a se derreter pela técnica dele, vai chover no molhado. O papo é outro: ele é muito gente boa. Um grande parceiro. É surfista de fala mansa, um lorde. Faz todo personagem ficar à vontade e se entregar. Aqui na RG, Paulo Vainer é a capa.

Corre na Barbara um sangue colorido. Seus olhos são catarse, suas ideias são livres. Das mais intensas atrizes do rol nacional, ela dividiu com esta revista a sua porção escritora, num texto confessional e surpreendente, em que narra seu mais recente aniversário, em NY. O dia em que, salva por Julian Schnabel, não morreu.

ele respira design, desde que, criança, se interessava por carros lá em Santo André, onde cresceu com a família libanesa. Mais tarde, deixou o ABC para se tornar um dos players do design paulistano, dono das lojas de móveis MiCasa e Volume B. Nesta edição, fez seu manifesto contra a falta de preparo da indústria brasileira. Tiroteio.

Uma expert da beauté, a business woman, dona da marca eos, reforça o time desta edição com dicas de… beleza, é claro! Aqui, ela lista cuidados providenciais para as madeixas no verão que vem por aí. Fios tostam, sabia? Dicas quentes como essa você também encontra na coluna semanal dela, no site desta revista. Leia!

FOTOS paulo vainer e arquivo pessoal

COLabOraDOrES dezembro 2011


EsCRITo nAs EsTRElAs Fim de ano, oba, tem cara de festa. Especialmente para a RG , que é festeira profissional, desde sempre. Neste ano, nossa celebração tem algo de novo. Não vamos festejar por festejar, daquele jeito burocrático, como adoram os chatos. Estamos loucos para brindar. Temos bons motivos para sonhar com as estrelas. Há algumas por perto, como Angélica, a estrela da edição. Aqui, ela aparece forte e revela outras nuances, compartilha sua intimidade com você. Diz o Jeff que ela anda mais solta, madura. Pra mim, segue estonteante, num ensaio inesperado, com um pé nas referências cult de Giovanni

Bianco, clicada por Paulo Vainer, com o styling chique de Renata Corrêa. Star. Mais delas? Relembramos de Loulou, a grande atração da constelação de Yves Saint Laurent. Passou pela vida como um cometa. Na moda, outra supernova ofuscou: a Bazaar Brasil chegou, fresca, brilhando. A celebração deste momento está nestas páginas… onde mais estaria? Porque mostrar o que há de novo e o que interessa é nossa missão, hoje, amanhã, no ano que vem... nos encontramos em 2012, como escrito nas estrelas. – Patricia carta

FOTOS DuDu + MenDez, paulo vainer E corbis/latinstock TRATAMENTO DE iMAGEM alex wink (stuDio aw)

CARTA DA PATRICIA dezembro 2011


W W W. T R I T O N . C O M . B R


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MARIANA WEICKERT é A gATA-ModElo, o pRoTóTIpo dA MulhER IdEAl: sExy, INTElIgENTE, bEM-huMoRAdA, sEM MuITAs REgRAs... E CoM A MEdIdA CERTA dE pudoR POR Cyndi Silva FOTO ChriStian gaul

Há poucos meses de assisti-la entrar para o time das (belas) balzaquianas, fazemos aqui nossa elegia a Mariana Weickert. Hoje, a moça é uma das apresentadoras que nos faz sentar em frente à TV. Cresceu em frente às câmeras, meteórica e totalmente simpática, falando do que interessa saber. A carreira de modelo, que a lançou, ficou para as horas vagas. Mas aparece aqui e ali, como neste retrato de Christian Gaul. Uma celebração ao erotismo. Mari era um tantinho mais jovem… Uma outra versão, tão boa quanto a nova. A seguir, o que ela aprendeu de lá pra cá, na cama e fora dela. rg

dezembrO 2011

HOT LINE Entre lençóis? MW: Tudo pode (e deve). O que te excita? MW: Inteligência, perspicácia e bom humor são afrodisíacos. Uma imagem erótica. MW: Várias do Helmut Newton. Brinquedinho sexy ideal? MW: Depende do dia… Sexo no frio ou no calor? MW: Abençoado seja o inventor do ar-condicionado! Threesome ou exclusividade? MW: Exclusividade. A trilha sonora perfeita. MW: Poxa, nem presto atenção… Hummm, boa ideia! After sex, você costuma... MW: Nossa, não sei, não tem uma regra. Tudo depende, e MUITO!! ; )

TRATAMENTO DE IMAGEM STUDIO OcTavIO DUarTe

BALZAQUIANA ASSIM NUNCA SE VIU


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ira e m i r p s s oa pe

JULIAN SCHNABEL E O DIA EM QUE VOLTEI PRA MIM a atriz barbara paz pensou que morreria com exatos 36 anos. em vez disso, redescobriu tintas fortes ao lado de um dos geniais artistas deste tempo POR BARBARA PAZ

Estou em Nova York. Tenho uma confissão a fazer. Sempre achei que com essa idade eu partiria. Algo aconteceria e com 36 exatos anos eu morreria. Cresci com essa ideia, e até aqui nada me assustaria. Na semana, a que seria minha última, vesti meu melhor casaco e minhas botas Celine. Andei de preto a semana toda. Atravessei faróis abertos, flertei com os edifícios, levantei todas as taças, fumei todos os cigarros, li e reli Alberto de Campos e Bernardo Soares. E caminhei, caminhei muito. Como numa despedida de mim mesma. Não conseguia enxergar além da rg

dezemBRO 2011

ponte. A passagem que me levaria para os 37 estava nebulosa.  Faz muitos anos que me ausentei das tintas. De alguma forma, as obras que criava e o cheiro do pincel amanhecido me ajudaram a sobreviver. A dominar  os  fantasmas e demônios que habitam em mim, e fazer deles um esboço para seguir adiante. Perdida no excesso de trabalho, no processo de construção de personagens e durante as viagens sem pouso definido, fui me afastando aos poucos do que considerava mais sagrado e fundamental. Fui ficando racional com o passar dos dias, e


FoToS arquivo pessoal TrATAMENTo DE iMAgEM DiGisCaN

primeira pessoa

minha poesia foi se ausentado de mim. Sentia que algo se perdera durante o caminho, e já não conseguia voltar. A temperatura começava a cair, as ruas do West Village são silenciosas à noite. Faltava apenas duas horas para que o ponteiro anunciasse um novo ano pra mim. Foi então que recebi meu melhor presente. Depois de jantarmos, eu e Hector, no Delvaes, um restaurante vietnamita, fomos para a casa de Julian Schnabel; o Palazzo Chupi, como é chamada. É como se estivéssemos dentro de sua obra, das suas retinas. Já tínhamos brindado. Vinho tinto e palheta de cores aumentavam. Ali, em meio ao Village, ele nos levou para o andar de baixo do Palazzo. Eis uma piscina com duas pilastras, toda desenhada, pintada por ele. Em Manhattan, de madrugada, caí na piscina. De anágua e sutiã... Saudei essa passagem cantando, ao som de Ella Fitzgerald. No ateliê, éramos quatro borboletas jogadas no chão quando

ele me permitiu roubar alguns dos seus instantes. Lá estava Julian Schnabel terminado uma pintura; e eu começando, em branco, uma nova. Minhas mãos delineavam no ar a tela. Quando dei por mim, já estava mergulhada nas cores. Tingi a lente, a bota, o rosto, a pele, meus pensamentos... Tudo que me invadia cobri de tinta. Andy Warhol diria: "Assim que você para de querer alguma coisa, você consegue aquilo". Voltei pra mim.

nA PáginA AnteRioR, BArBArA rouBA uM iNSTANTE DE JuLiAN SCHNABEL, EM SEu ATELiê No PALAzzo CHuPi AcimA : o ArTiSTA E HECTor BABENCo; PiNCELADAS ForTES; BArBArA EM FrENTE Ao CArTAz DE WHEN THE NigHT FALLS; E JuLiAN, DE PErTo dezemBRO 2011

rg


20 V ArQUI

tripolli

o

uma noite com maria gadú POR luiz tripolli

Eu não ando com câmera fotográfica. Nas minhas incursões pela noite paulistana, faço uso do meu iPhone. Numa dessas noitadas, lá pela madrugada, fui parar na casa de um amigo. Eis que encontro Maria Gadú. Um ser muito especial, com jeito de moleca e voz única. A conversa se estendeu noite adentro, ao som de um bom jazz. O ambiente estava iluminado apenas por uma luz tênue. Foi nesse clima que fiz essa imagem: a silhueta de uma artista fora de série, que parece ter saído de um outro planeta, ou da imaginação de um desenhista francês de história em quadrinhos.  rg

dezembro 2011

Apesar de ser apaixonado pela fotografia artesanal, reconheço que a nova tecnologia nos dá imensas possibilidades. Atualmente, graças a ela, eu sou um fotógrafo 24 horas por dia; estou totalmente integrado a esse novo tempo.

WWW.SitErG.CoM.Br NA TEvê DO sITE, A RGTv, vAMOs ExIbIR AlGUNs víDEOs FEITOs PElO TRIPOllI cOM O sEU IPhONE. NOvAs TEcNOlOGIAs A sERvIçO DE vOssO ENTRETENIMENTO!

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Um encontro notÍVAGo com A cAntorA FoI PUrA cLArIVIDÊncIA PArA o noSSo coLUnIStA, QUe DeScoBrIU A PoSSIBILIDADe Do cLIQUe contÍnUo, 24h Por DIA


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TA A S N E P

PARAÍSOS ARTIFICIAIS

PREPARE-SE PARA UMA LEITURA PSICONÁUTICA, PASSAPORTE PARA UMA VIAGEM AOS CONFINS DA CONSCIÊNCIA, ESTA MESMA QUE VOCÊ QUER VER BEM LONGE NA TEMPORADA DE ESCAPE POR FELIPPE SEGALL

Dezembro. “Fasten your seatbelts, it’s going to be a bumpy night.” A célebre frase, de Bette Davis, vale para o mês inteiro. Conhecemos o roteiro. Festa de empresa, amigo secreto, happy hour dos “brothers”, ressacas homéricas. Dezembro é isso. Mas, fundamentalmente, é em neste mês que iniciamos a contagem regressiva em direção aquele momento mágico, na noite do dia 31, quando, miraculosamente, à 0h do dia 1º, todos os problemas desaparecem em uma dimensão oculta do tempoespaço e os eventos, que concretizarão ao menos parte dos nossos desejos, começam a se desdobrar... Por que diabos, ano após ano, nos permitimos acreditar nessa máxima ilusão? Talvez porque a simples ideia de um novo começo seja absolutamente revigorante e libertadora. Mais do que em qualquer outra época do ano, percebe-se um desejo coletivo latente por algum tipo de transfiguração na realidade. Mas, da mesma forma que emerge, esse desejo evapora nas celebrações hedonistas do período. Ao contrário do “homem vitoriano”, que ao constatar as causas dos seus males tinha o “caráter” para fazer algo a respeito, o “homem contemporâneo” constata, mas, acomodado, nada faz. E, em geral, a vida segue inalterada. rg

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Talvez seja o momento de esquecer as férias como uma oportunidade para escapar de uma realidade sufocante e ir em busca de algum tipo de experiência genuinamente transformadora. Quem sabe não seja a hora de alguém criar uma Agência para Atividades Psiconáuticas (AAP)? Um cosmonauta explora o espaço. Um psiconauta explora a própria mente ao induzir estados alterados de consci��ncia por meio de alucinógenos, meditação, privação sensorial e “brain machines”. Existem registros de atividades psiconáuticas ao longo da história, da Grécia e Egito a tribos siberianas, passando por poetas como Baudelaire (Paraísos Artificiais) e Thomas de Quincey (Confissões de Um Comedor de Ópio). Mas a era moderna da psiconáutica teve início quando Albert Hoffman, em seu laboratório na Suíça, criou o LSD. Pensadores radicais, os psiconautas se dedicaram à reflexão da natureza, da realidade e da própria consciência. Com ideias multidisciplinares, formavam um cocktail avassalador de pensamentos surpreendentes que misturavam antropologia com física quântica, semiótica e teologia, botânica e ocultismo. Assim, atacavam os pilares da nossa concepção de realidade. Timothy Leary, Terence McKenna, Carlos Castaneda, Robert Anton Wilson, Cary


FoToS DIVULgaÇÃO TRATAMEnTo DE iMAGEM DIgIscan

felippe segall

Grant. Espere um momento. Cary Grant? Sim. Esqueça a Rita Lee. Grant foi um dos maiores devoradores de LSD da história. Mas, ao contrário da mutante, que consumia recreativamente, Grant, mesmo sem saber (o termo nem existia), foi um autêntico psiconauta. Ao longo de três anos, ingeriu ácido semanalmente, em sessões controladas de terapia que começavam às 9h e terminavam às 15h. Grant afirmou que o LSD foi fundamental na sua luta contra o alcoolismo e na superação de questões pessoais. Já o psiconauta Terence McKenna não atribuiu a alucinógenos a resolução de nenhuma questão mundana e, sim, ao nascimento da própria consciência humana com a teoria do “Stone Ape”. Consumidos em pequenas doses por nossos antepassados pré-históricos, os cogumelos mágicos teriam potencializado sua acuidade visual e os tornado melhores caçadores. Em doses maiores, teriam estimulado o desejo sexual. Mais sexo, mais filhos – propagação da espécie. E, finalmente, uma dose pesada intensificaria a nossa imaginação e a capacidade de comunicação. Um homo primitivo, deslumbrado com a experiência lisérgica, perceberia novos sons, cores e sensações. E, ao tentar comunicar a experiência para a sua tribo, seria obrigado a ampliar o seu repertório linguístico. Assim, por meio de potentes estímulos sensoriais, podem ter surgido a música e os rituais religiosos. Para os aventureiros, as opções da AAP incluiriam “Peyote com Shaman no México”, “Ayahuasca na Amazônia”, “Kava em Fiji”. Pra quem não abre mão de cultura, “Cogumelos em Stonehenge”, “LSD em Machu Picchu”,”Bhang no Ganges”. Mas o melhor da psiconáutica é viajar sem sair do lugar. Sem

preços exorbitantes ou caos aéreo. Máquinas de “biofeedback” e intensivos de meditação transcendental no cardápio. E, claro, aulas sobre legado teórico de psiconautas como Michael Talbot, suficientes para um deslocamento na apreensão da realidade. Pense que tudo que observa, neste exato momento, não passa da interpretação que o cérebro faz de impulsos elétricos disparados quando ondas de luz atingem a sua retina. A imagem em si não existe diante dos seus olhos, mas, sim, em uma câmara escura na parte de trás do cérebro, chamada córtex visual. O mundo visível pode não passar de uma projeção da realidade, paralela, que pode estar se desenrolando ao nosso redor, completamente invisível ao aparelho perceptivo. Esse seria apenas o preâmbulo da teoria do “Universo Holográfico”. Popularizada por Talbot e encampada por físicos ao redor do mundo, sugere que o universo não passa de um holograma. Será que as rotas de uma AAP bastariam para operar as mudanças que gritam no fim do ano? Talvez a arte seja em si um potente transfigurador de realidade, e a leitura de Em Busca do Tempo Perdido seja o mais próximo de uma viagem no tempo. Mas, se quisermos ser mais pop, um early Pink Floyd (Syd Barret!), quarto escuro e baseado são mais do que suficientes para uma jornada exploratória aos confins da nossa consciência.

NA PÁGINA ANTERIOR, cary grant, UM PSiConáUTiCo. AcImA ALTERED STATES, o FiLME DE KEn RUSSEL; o CóRTEx viSUAL EM Ação E o CoGUMELo qUE TERiA FEiTo o HoMEM CAnTAR dezembro 2011

rg


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entrevista

15 s o minut

HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ! Cauby Peixoto celebra 60 anos de carreira com um disco de canções dos Beatles. Mas não gosta da alcunha de roqueiro, não... Como o repertório dos Beatles lhe ocorreu? A rebeldia dos garotos de Liverpool não combina com o seu bom-mocismo... Cauby Peixoto: Me foi apresentado e, confesso, não conhecia bem. Estava mais ligado em Sinatra, Nat King Cole, Bing Crosby etc. Eles têm estilo diferente do meu, mas são ótimos compositores, para todos os gostos. Escolhi as músicas mais românticas.   Por que você abandonou o rock do início de sua carreira? CP: Porque não era o meu estilo.   Você criou uma maneira particular de se vestir. Teve ajuda de alguém ou foi naturalmente compondo seus figurinos? CP: Me inspirei nos cantores americanos. Algumas mudanças, um jeitinho aqui, outro ali... E vou compondo.   rg

dezemBRO 2011

Quem você acredita que possa herdar e levar adiante seu legado musical? CP: É difícil dizer. Está faltando cantor bom, romântico, que cante em vários idiomas e ritmos. O público é que irá dizer. Os velhos tempos eram mais divertidos? CP: As músicas eram mais bonitas. O que te fez chorar e sorrir nestes 60 anos de carreira? CP: Só tive momentos e motivos para sorrir. O que falta fazer? CP: Continuar a cantar e cantar e cantar... E gravar, gravar... Os caracóis dos seus cabelos seguem fazendo um sucesso danado com o mulherio? CP: Acho que sim. Mas elas gostam mesmo é da voz!

fOtO diVuLgAçãO tRAtAMENtO DE IMAGEM digisCAn

POR jeff ares


ara.com.br


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clube do design POR rosana rodini FOTO ioram finguerman

No início do ano, durante a abertura da SP-Arte, um moço loiro e alto, mais alto do que a média, chamou a atenção de RG. Assuntamos sobre procedência e intenções, como xerifes. Misterioso, o cara nos deu seu e-mail e prometeu revelar, mais adiante, os detalhes de sua empreitada. Hoje, no seu cartão, lê-se Max Reichel, CEO. Da OPPA, uma empresa que fomenta, produz e vende design de jovens brasileiros, marginais do mercado. Online. “Temos três missões: oferecer móveis por preços acessíveis, criar uma plataforma para jovens designers e maneiras de educar profissionais e o mercado”, explica, em inglês. “Sou o único gringo da empresa”, afirma. “A OPPA é uma empresa brasileira”, derrete-se, elogiando o design nacional, o nosso jeitão de ser e “a profunda transformação cultural do seu país”. Há sócios brasileiros também: a diretora da SP-Arte, Fernanda Feitosa, é “investidora e consultora”. Graduado pela London School of Economics, com dois masters – um deles o MBA na Harvard Business School – Max chegou ao Brasil trabalhando para a consultoria McKinsey & Company, uma das mais respeitadas do planeta. Sua equação para obter preços rg

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menores leva em conta o baixo custo fixo, já que a empresa não tem lojas físicas. Tudo é via internet, e você acessa o site, o www.oppa.com.br, a partir deste mês. Mas apenas se conseguir um convite. Que, atente, vamos distribuir na nossa página no Facebook (saiba como aqui no rodapé). Grande ideia essa do Max, num mercado dominado pelo design estrangeiro, em que os criadores daqui têm dificuldade para ingressar; custa uma fábula criar um protótipo; há poucas fábricas com qualidade e interesse em absorver essa nova produção; e o consumidor, fato, ainda não se seduziu pelo design nacional. “Ainda que aqui vocês tenham inventado o copinho de cerveja, esses dos bares de rua, a coisa mais legal que existe”, diz nosso entrepreneur, com água na boca. “Em cinco anos, seremos uma das empresas mais admiradas do Brasil." Opa!

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REGISTRO

Kanye style POR rosana rodini

Tem gente que vem ao mundo a passeio. E tem gente a la Kanye West. um dos músicos mais prestigiados da sua geração, o rapper voltou ao Brasil para se apresentar no SWu, festival de música em Paulínia, no interior de São Paulo. Chegou antes na capital e foi, com a sua entourage, jantar no numero, misto de bar e restaurante de Fernanda barbosa e Marcos Campos. Quem levou? Luisa Moraes, a amiga brasileira do cara. Esteta nato, caiu de quatro pelo lugar. Quis saber quem era o “culpado” da coisa toda. Saiu de lá para um club da cidade, mas não sem antes anotar nome e sobrenome do arquiteto da casa, isay Weinfeld. Sua produção fez a ponte e, na manhã seguinte, disparou um e-mail. Conectados, isay levou o rapper para conhecer alguns dos seus projetos in town. Seguiram juntos para o festival. Kanye no palco, isay na pista (viP, claro) e, flutuando, os planos do artista de abrir um restaurante em Nova York, com a assinatura do genial arquiteto brasileiro. Que venha o Numero YO na Big Apple, babe. Detalhe: Kanye também aprovou o menu do restô, que tem a assinatura do ótimo victor vasconcellos. A prova? Pediu para o chef cuidar do catering do avião na sua volta para casa. Kanye style, pegou?

constRuÇÃo coutuRe

FOTO DivuLGAçãO TRATAMENTO DE iMAGEM digiscan

POR Luiza souza FOTO andré brandão

Georgia Atalla e Marina Mantega juntaram forças para inaugurar no Brasil a primeira loja da Balmain. Diga "uau"! Enquanto as moças que adoram um shopping comemoram, a dupla faz contas e mal dorme para garantir que, em fevereiro de 2012, esteja tudo pronto para o grande opening, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. na mira de vários investidores daqui, a marca francesa caiu no colo de Marina em Paris, em janeiro deste ano, onde a apresentadora de Tv passava o réveillon. um amigo em comum a apresentou a Alain Hivelin, CEO e charmain da marca. “Realmente não sei por que ele topou... Acho que foi com a minha cara”, conta, modesta. Ela não fala, mas a gente sabe: formada em administração, tem tino para os negócios, provavelmente herança genética do pai, o ministro Guido Mantega. “Disse pro Hivelin: não sou a filha mimada do ministro, economizei anos a fio para montar esse negócio”, avisa. Encantado com as moças (e com o potencial da terra nova), o cEO virá ao cocktail de abertura. Nas araras, espere ver quase 100% da coleção e da précoleção. Loucura? “Quero vender muito. Não entrei nessa para perder dinheiro. Pelo contrário, entrei para ganhar muito. Aliás, não posso perder! É trabalho, mas há prazer: “Estou adorando o fato de ser obrigada a ir quatro vezes por ano para Paris”, regozija-se Marina. Georgia, social star que é, não há de reclamar...

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rg


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uM tesÃo de FilMe POR jeff ares FOTOS tata amaraL ,

giseLa domschke E LiLian amarante

Gabriela Greeb tem Hilda Hilst pela frente. Autora, diretora e produtora de trabalhos audiovisuais, Gabriela filmará um documentário sobre a poeta, ficcionista, dramaturga. duas mulheres se encontram, sem ao menos se conhecer. Hilda morreu em 2004. Gabriela espera vê-la. “Vou trazê-la”, propõe. uma atriz interpretará a escritora. toda a ação vai se passar na casa do Sol, a morada em que a escritora, célebre pela liberdade com que tratava o sexo, se isolou do mundo, para trabalhar, no fim dos anos 60. “um monastério”, define Gabriela. três dias antes deste texto, a casa, em Campinas, foi tombada pelo Patrimônio Histórico. “Fiquei até arrepiada, é um sinal de que eu devo começar a falar”, divide a cineasta, que aceitou o convite feito pelo último amor de Hilda, José Luiz Mora Fuentes. Ele assistiu ao doc que Gabriela fez sobre Gianni ratto e pediu: “Quero um filme assim pra ela, um filme de arte, não um filme clássico”. Fuentes morreu. Gabriela segue, “lidando com este caminho da morte e da vida”, como o seu objeto de pesquisa, mulher que “acreditava na física quântica, em várias vidas... Em sua arrebatadora poesia há sempre a busca de deus, o amor pelo divino, o entendimento da morte”. Gabriela tem pela frente um material inédito em Super 8, gravações fantasmagóricas e um tesão incontrolável, que vai explodir numa “equação cinematográfica de realismo fantástico”. um orgasmo, a experimentar.

gente

rg

dezembro 2011

dia de índio POR Luiza souza FOTO ricardo toscani

Francesa abrasileirada e espécie de cartão de visitas dos insiders de Paraty, onde vive e tem casa há cerca de dez anos, Lauretta da Martinica levará, em breve, novidades para a cidade que escolheu para chamar de sua. RG entrega, em primeira mão: o Projeto Aldeia Paraty – Encontro com Povos indígenas, deve acontecer em agosto de 2012. Serão cinco dias de canto, dança, música, rituais e gastronomia. “Quero que se transforme num evento anual, sempre em agosto”, conta Lauretta. Companhia e tanto para a Flip, não? O projeto, que tem apoio da unesco e aguarda aprovação da Lei Rouanet e da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, vai reunir, além dos guaranis de Paraty, membros do Alto Xingu e tribais do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. Na agenda, exposição de fotógrafos renomados, que registrarão, a partir de abril, os índios em seu habitat. O time é bom: tem curadoria de Ângela Pappiani, cenografia de Pedro Mendes da rocha e design gráfico assinado por Guto Lacaz. O dedo de Lauretta, que cozinha e recebe como ninguém, estará também num ateliê de gastronomia, para quem quiser aprender a fazer tapioca, beiju e outros quitutes da tradição das florestas. Completamente inserida na nossa cultura, ainda que com um eterno e gracioso sotaque francês, ela resume: “Quero mostrar de uma forma contemporânea a presença dos povos indígenas no país”. dito, quase feito e já aprovado.


REGISTRO

o diPloMata POR rosana rodini FOTO cristiano sergio

Quer ser alguém em Brasília? Melhor cutucar o Guilherme Siqueira no Facebook. São dele as listas das festas mais quentes do planalto. Comunicador nato, o jovem social star tem desenvoltura no DNA: “Meu avô, Arnaldo Nogueira, foi um pioneiro da televisão no brasil, tinha um programa na tV tupi”. O avô também determinaria outros rumos em sua vida: “Devido à sua popularidade, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro. Por isso minha família está em brasília desde a fundação da cidade”, remonta. Formado em comunicação, Siqueira tem uma empresa de eventos e acaba de lançar um portal, o GPS, espécie de site RG local. Já é nosso parceiro online em brasília, aliás. “É uma cidade muito particular, cheia de especificidades. O portal a prestigia, com informação para quem quer se ver e saber o que acontece aqui e pelo mundo. E para quem é de fora e quer nos entender e enxergar, para além do congresso”, define, político. “tenho um pouco de comunicador, vendedor e diplomata!”, admite o festeiro, que acredita que “cada festa é uma festa! O penetra de uma é o convidado de outra”, e que, no cerrado, o drink da vez é... “Vários drinks fazem sucesso aqui... Mas, por causa do nosso clima de deserto, a gente gosta mesmo é de água!”

w w w.siterg.com.br NO SiTE, O LiNK PARA O GPS E uMA SELEçãO DE NOTíCiAS DO PORTAL DE SiQuEiRA E PAuLA SANTANA. PLANALTO NEWS

in youR Face (booK)

TRATAMENTO DE iMAGEM digiscan

POR joão terra

É assim: você adiciona Joachim Sputnik na sua lista de amigos do Facebook. Se ele for com a sua cara, mais exatamente com a cara que aparece no seu perfil, ele pinta um retrato seu. " in Your Face Book é um tipo de campo de estudos de uma nova cultura visual”, conta, por e-mail, o artista plástico nova-iorquino Jonas Baumann. “É também sobre o gap entre o mundo virtual, clean, e a pintura, feita à mão, tátil”, teoriza, do alto dos seus 1.867 (até este fechamento) amigos, nem todos pintados. “Odeio fotos chatas. Mas, às vezes, pinto fotos não tão inspiradoras de pessoas muito gentis ; )." Mas tem gente que deve ficar brava quando você recusa uma pintura, não? “Alguns resistem bem à dor. Outros me odeiam, alguns me ameaçam”, brinca (ou não). baumann mora em basel, na Suíça, onde conclui um master em artes visuais. “Sempre quis trabalhar num circo, mas acabei nisso." Em fevereiro de 2011, assumiu a alcunha de Sputnik. A origem: “Meu bisavô por parte de mãe lutou na Rússia, na Primeira Guerra Mundial, e voltou de lá lunático. Quando eu nasci, ele achou que eu era um famoso artista, com este nome. Ninguém nunca entendeu o que ele queria dizer”. RG curtiu isso.

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rg


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registro

meu mundo

CriPToniTa O poderoso anel de crisólita, xodó da joalheira, e a maçã, sua reverência a Steve Jobs

A PERUA POP SuPErPoP Roberta e suas releituras de Andy Warhol: Campbell’s e Marilyn de safiras amarela e rosa, rubi e black diamonds

SELEÇão Criações de Roberta que viraram hit: olho grego rodeado de brilhantes, Stones em black diamonds e o Cristo de esmeraldas

rg

dezembro 2011

Esfuziante por natureza, roberta Eluf é uma “perua diferente”. palavras da própria, joalheira paulistana que, veja a diferença!, só vende suas peças em casa, sob encomenda, normalmente para gente conhecida. os olhos gregos com brilhantes e seu Cristo redentor cravejado, ambos “exaustivamente copiados”, como ela frisa, viraram hit. Foram responsáveis por uma exceção: ganharam a vitrine da Colette, em paris. Burlamos, então, tamanha exclusividade, muitíssimo curiosos com o anel de pedra verde que tem atraído olhares compridos em almoços por aí. reluzente, enorme, fosforescente, ele não aparece; grita! A peça é a queridinha de roberta no momento, e é dessas desejadas: há 12 anos ela procurava uma crisólita desse porte. o anel, vendido a ela por um dono de antiquário, é chocante; muda de cor! Na luz natural, fica verde cítrico; na artificial, chega a ser quase amarelo, bem mais claro. “Agora ficou difícil me copiar, porque não são todas as crisólitas que têm essa variação de coloração. ralem, peruas!”, vocifera, divertida. o anel é mais um do seu relicário de reluzentes preciosidades. Em seus braços, colo e cofres, muitas histórias: as coleções de cruzes bizantinas, as rivieras de brilhante, o relógio Cartier, a pulseira budista que foi benzida pelo Lama Gangchen. Brilham ao lado de todas as suas criações. Adoramos, em especial, a linha pop de roberta. Quem resiste às maçãs da Apple, às releituras milionárias de ícones de Andy Warhol, à língua dos Stones… Joias muito animadas, como a dona.

TrATAmENTo dE imAGEm digiSCAn

por Luiza Souza FoToS andré brandão


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p o rt f ó l i o

registro

SINFONIA EM TRANCOSO Fundadora do Mozarteum Brasileiro, sociedade de concertos sem fins lucrativos que completou 30 anos e pontuou uma mudança sensível no panorama da música erudita no país, Sabine Lovatelli encampa nova cruzada. Entre os dias 17 e 24 de março de 2012, a condessa vai receber dez virtuoses internacionais. Nada de férias... Ao lado da Orquestra Juvenil da Bahia, eles se apresentarão no Música em Trancoso, festival que mescla o erudito e o popular brasileiro – com direito a Tom Jobim. Não, não há uma sala de concertos no balneário. Mas haverá, a seu tempo, um exótico anfiteatro, projetado pelo francês François Valentiny para se acomodar nas falésias de um cânion à beira-mar. “Tudo medido para proporcionar uma acústica natural”, conta a agitadora cultural, que defende o caráter social do projeto: “Depois de um verão curto, nada acontece, e pensamos numa maneira de estimular a população”, explica, do alto de seus cinco anos de verões baianos. “Queremos introduzir a música clássica. Além dos concertos, abertos ao público, integrantes da orquestra, intérpretes e solistas vão ministrar aulas a jovens músicos e alunos de escolas públicas da região”, promete Sabine, que obteve incentivos por meio da Lei Rouanet e conta que todas as licenças ambientais estão em dia. “Vamos começar às 18h30, quando o sol se põe e começa a cair a noite”, convida, como um Fitzcarraldo de saias. Allegro vivace. rg

dezembro 2011

FOTOS divulgação TRATAMENTO DE IMAGEM digiSCaN

POR JEFF ARES


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registro

O ETERNO Romântica e ambiciosa, ela gostaria de ter comprado o diamante da Cartier, de 69 quilates, que Richard Burton deu para Liz Taylor. foi leiloado por Us$ 1 milhão pela sotheby’s

O HOMEM PERFEITO E OUTROS DESEJOS

sonho meu

a PÍLULa IDEaL Dizem que Glória ingere, por dia, 120 pílulas para se manter linda e jovem. O que ela adoraria? "Que todos os benefícios viessem numa só cápsula." nada mais justo, não?

POR LUIza SOUza

Jornalista mais famosa do Brasil, Glória Maria é mulher dessas admiráveis. Bonita, corpão, sucesso na carreira, viajada e sempre de bem com o mundo. O que falta ainda nessa sua vida? Glória adorou a pergunta e dividiu uma porção dos seus desejos com RG. Do homem irretocável aos quilates, enumerou tudo com a segurança de quem sabe o que quer. E ela quer mais. O que não coube na lista: uma apresentação do balé Kirov para as filhas, um tapete mágico com um guarda-roupa completo, uma governanta para administrar sua vida, sua casa, seus empregados e todas as burocracias... Ainda na lista, dias feitos de 60 horas. “Queria ter controle sobre o tempo para poder fazer minha aula de balé, o dever de casa com minhas filhas, ler um livro e tomar banho de espuma." RG também quer... rg

dezembro 2011

VEM, MaRIDO! A receita: “Uma mistura de Brad Pitt, Johnny Depp e Olivier Martinez (namorado da Halle Berry), com um quê de Obama". Ah, tem de ser tão generoso quanto Richard Burton

fOTOs daniel klajmic/arquivo rg E divulgação TRATAMEnTO DE iMAGEM digiscan

TÊTE-À-TÊTE RG quis saber: qual o entrevistado dos sonhos? Michael Jackson e Liz Taylor. Dos vivos, ela aguarda um papo de duas horas (nada mais, nada menos) com Barack Obama


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registro

LISTA

PoPÓ (PRb-bA)

TIRIRICA (PR-SP)

Assumiu a Frente Parlamentar do Esporte. Briga para que o MMA seja regulamentado no país e propõe que um boxeador, após levar um nocaute, seja obrigado a apresentar um atestado médico se quiser lutar, logo em seguida. Diz que muitos já morreram assim. Presente em 83,9% das sessões deliberativas. Tem dez discursos registrados.

Três projetos de lei foram propostos: a criação de programas de amparo aos circenses, um Vale-Livro e a Bolsa-Alfabetização, de R$ 545, para quem se matricular. Apoiou a transformação do compositor Carlos Gomes em herói nacional. Nunca faltou a uma sessão deliberativa. Mas também nunca discursou.

JEAn WILLYS (PSoL-RJ) Cotado para o Prêmio “Congresso em Foco 2011”, como “Parlamentar de Futuro”, o ex-BBB tornou-se de fato uma voz importante no Congresso, na medida que repudia ferozmente as injúrias, piadas e violência praticadas contra homossexuais no país. Presente em 84% das sessões deliberativas da casa, tem três discursos registrados.

RomÁRIo (PSb-RJ)

STEPAn nERCESSIAn (PPS-RJ)

Atuação vexatória? Engano: o baixinho foi indicado para o tal Prêmio “Congresso em Foco 2011”, como “Parlamentar de Futuro”. Crítico ferrenho da CBF, é fiscal implacável da Copa e da Olimpíada. E ajuda a jogar luz na questão da acessibilidade. Mesmo o futevôlei a mais lhe dá 93,6% de presença do plenário. Foram registrados dez discursos.

Atua em comissões de educação e segurança pública. Participa ativamente do texto do Plano Nacional de Educação. Numa emenda, propõe a obrigatoriedade do giz antialérgico nas escolas. Pede a criação do Parque Nacional Darcy Ribeiro, em Niterói. Presente em 88,3% das sessões deliberativas. Tem quatro discursos registrados.

QUANTO VALE O SHOW?

SERÁ QUE AS CELEBRIDADES QUE SE TORNARAM DEPUTADOS FEDERAIS FIZERAM ALGO DE RELEVANTE? FIZEMOS O BALANÇO DE QUASE UM ANO DE LEGISLATURA, A SABER POR FIFI CALDEIRA ILUSTRAÇÃO guI boRgomonI rg

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IT GIRL

mARcelA jAcObINA

Jornalista de moda

ZOMBIE GIRL POR ROSANA RODINI FOTO vAleNtINO fIAlDINI

Ruiva, pálida e excêntrica de doer os olhos. E os olhos dela são profundos, focam longe, vidrados no futuro. A recíproca é verdadeira: o futuro se reflete em Marcela Jacobina, jornalista de moda prodígio (tem 20 anos), que atraiu a atenção da modernidade gringa. Tome por exemplo seu mais novo amigo de infância, Rick Genest, ou Zombie Boy, modelo todo tatuado e queridinho de Lady Gaga e Nicola Formichetti. O top a conheceu quando ela o entrevistou, via Skype. Bastou o moço baixar por aqui, no Fashion Rio de 2011, para virarem amigos. Passearam por Ipanema, viram o Cristo, caíram nas festas... e fez-se um vídeo. Em cena, Marcela aparece num côté gótico ao lado do esquisitão. Romance, na ficção, que virou rg

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destaque no site da revista Purple, messias dos hipsters. A garota é coisa quente, percebe? Carioca da gema, apesar da pele insistir no contrário, é fashionista com conteúdo. “Me interessei por moda cedo.” O turning point? Magical Mystery Tour, filme dos Beatles cheio de figuras pitorescas e looks absurdos. Foi estudar jornalismo, lançou um blog, o londonlovesme, com o amigo Bruno Ilogti (o link está no site da RG). Off-line, trabalha como stylist e modelo. A ruivice, que não é natural (mas lhe cai bem), ajuda. Menina do mundo, até no vídeo do perfume da Armani ela foi parar. Com pique, não se contenta com pouco. “Estou com cinco projetos, um deles é um curta”, entrega. Mas o futuro é longo, pode apostar.


registro

BELEZA diego quirino TRATAMENTO DE IMAGEM STudio ocTavio duarTe

IT Guy

bRuNO fRAtuS

Nadador

nadO LIvRE POR ROSANA RODINI FOTO vAleNtINO fIAlDINI

“Feriado é coisa de quem está com a vida ganha", bradava o status do Facebook de Bruno Fratus num daqueles dias fantasmagóricos de São Paulo. Postou e foi treinar, como faz diariamente, há dez anos. Não à toa, o rapaz de 22 anos é uma das maiores apostas do esporte brasileiro. Nadador de costas largas e cabeça boa, Bruno sabe o que quer. “Chegar aos 70 anos de idade, olhar pra trás e ver que deixei um belo legado”, diz sem titubear. Tem tudo para chegar lá. Carioca de nascença, caiu na piscina ainda menino, aos 11 anos. Aos 15, ganhou seu primeiro título. Dali em diante, a velocidade das braçadas só aumentou. O cara é fera nos 50 metros livres, mas virou destaque após bater César

Cielo, o grande, nos 100 m, no maior campeonato de natação do Brasil, o Troféu Maria Lenk. Nossa aposta tem os pés no chão, os braços na piscina e a cabeça na próxima Olimpíada. “Sou perfeccionista.” E dedicado também: acorda as seis, treina até às 11 no clube Pinheiros, volta para casa, almoça, descansa e cai de novo na água. Dorme às 23h. “Vida de atleta." E corpo também. Já o rosto... Tem chamado atenção mundo afora. Sabe que é um gato? “Não me vejo assim, sou zero vaidoso”, rebate, sem graça. Tímido? “Desligado mesmo. Acho que, se as mulheres me olham, eu nem reparo.” Mas a gente repara, viu? Ah, está solteiro. “O foco é total em mim mesmo. Agora é o momento.” A nação agradece. dezembro 2011

rg


BEBA COM MODERAÇÃO. SE BEBER, NÃO DIRIJA.


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afia r g o t fo

no set com madonna

São do braSileiro anthony Souza aS imagenS daS filmagenS do épico W.e., novo filme da popStar. uma moStra em londreS revela o olhar do fotógrafo POR luiza souza fOtOs anthony souza

Anthony souza recebeu um e-mail de Madonna. Caçula de Cacá de souza (o embaixador da marca Valentino, há décadas), o moço, de 25 anos, foge dos holofotes que cercam seu pai. Mora desde sempre na Inglaterra, onde estudou artes e trabalhou com música e fotografia. Low profile, viu surgir, de um dia para o outro, a chance de trabalhar com Madonna. Quem poderia negar? Depois de ver alguns trabalhos de Anthony, a própria star mandou-lhe um email perguntando se ele toparia fazer as fotos do backstage de seu novo longa, W.E. Topado, óbvio! Com uma Canon 5D e sua Leica M6 em punho, Anthony passou três meses no set, em pleno verão inglês, documentando todas as cenas. Sem ser notado em nenhum take. “É uma batalha interna constante para não sacrificar o melhor shot e não perturbar os atores em cena”, descreve. Com estreia marcada para 2012, W.E. conta a história do caso extraconjugal de uma americana divorciada com o rei britânico Edward VIII, caso que levou à sua abdicação. Apresentado pela primeira vez no último Festival de Veneza, sofreu críticas severas. Mas, e daí?. Todo mundo sabe que Madonna não veio a este mundo para facilitar. Se bem que, na vida de Anthony, ela bem que ajudou. “Eu nunca rg

dezembro 2011

senti Madonna exigente ou difícil no set. Na verdade, eu diria o contrário. Acredito que a única coisa que ela exige é que cada um dê tudo e que veja seu trabalho como uma extensão de si. Estar diariamente com ela foi extremamente inspirador; como diretora, ela tem visão e liderança”, derrete-se. seria uma pena se as belas imagens que Anthony capturou servissem apenas como publicidade ou recordação. Eis que os donos da The Little Black Gallery, galeria-butique de West Brompton, em Londres, adoraram o material, assim como o trabalho documental que Anthony fez quando esteve no festival religioso Purna Kumbh Mela, em Haridwar, na Índia. Foi convidado e aceitou fazer por lá a sua primeira individual. Louco para algum dia mostrar suas fotos no Brasil, Anthony inaugura sua exposição no dia 13 deste mês. A pergunta que fica: será que Madonna aparece?

COnfIRA nO www.siterg.com.br tOdAs As fOtOs dOs BASTIDORES DE W.E. ASSINADAS POR ANTHONy SOuzA, ALéM DOS REGISTROS DO FOTóGRAFO FEITOS NA ÍNDIA


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TRATAMENTO DE IMAGEM digiscan


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M CINE

A

diretor CHAPA QUeNte

MUNIDO DE ARTILHARIA PESADA, MAURO LIMA VAI ATACAR SUA RETINA COM UMA SEQUÊNCIA DE TRÊS FILMES PARA CORAçÕES VALENTES POR jeff ares fOtO vicente de paulo

Cineasta mais cool do Rio, do tipo que ainda faz música pra trilha dos seus longas, Mauro Lima tem três filmes no gatilho. Reis e Ratos, com estreia prevista para janeiro de 2012, deve seguir a trilha de Meu Nome Não É Johnny e arrebentar nas bilheterias, de posse de um elenco estelar; de Santoro (que vive um viciado em anfetamina) a Seu Jorge, passando por Cauã (nossa capa!), Otávio Muller e Selton Mello. “Ação entre amigos, meio indie, filmado em 17 dias”, contou Mauro, que diz não saber definir a que gênero o longa pertence – o que ele considera satisfatório, e nós também. Depois do carnaval, música no set: Mauro filmará a dramática cinebiografia de Tim Maia. Alice Braga já disse para RG rg

dezeMbro 2011

que está no projeto – deve interpretar a esposa do síndico. Pós-tim, ele se dedica a novo petardo: a convite do produtor Rodrigo Teixeira, vai transformar em filme a graphic novel Mesmo Delivery, de Rafael Grampá, semideus das HQs. O desafio foi fugir do óbvio. “Seria ingenuidade apenas filmar aquilo, que é melhor que um filme. Da parceria com Grampá surgiu a ideia de criar um novo ato para a história, pensar no antes e no além.” No enredo, um caminhoneiro, desses bem ogros, embarca num road thriller sanguinolento, com um quê de filmes de samurai e western spaghetti. Storyboard tipo chapa quente. Comédia romântica à vista? #Not.


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MORDIDA DE AMOR

NO RIO, UMA IMPERDÍVEL EXPOSIÇÃO DA FOTÓGRAFA AMERICANA NAN GOLDIN REVELA, SOB UMA SUJA DELICADEZA, A CRUEZA DE RELAÇÕES HUMANAS, EXPOSTAS SEM CENSURA POR jeff ares

Esse machucado aí é a síntese da obra de Nan Goldin. Celebrizada pelo olhar documental que capturou a cena underground das décadas de 1970 e 1980, a americana de Massachusetts expôs sua vida, suas desventuras, as experiências pessoais e sexuais dos seus amigos, turmas new wave e pós-punk de personagens então marginais: lésbicas, gays e transgêneros, ao lado de vadias, drogados, desajustados de qualquer ordem, relegados ao submundo, artífices de uma subcultura que, anos mais tarde, explodiria, cult. Jogou sobre eles um olhar fraterno, mas não lhes poupou uma gota de sangue. Nos início dos anos 90, a obra de Nan ganhou status, quando o mercado de arte procurava registros mais fieis à realidade. O projeto The Ballad of Sexual Dependency é o bastião; o slideshow é um diário íntimo, work in progress pelos anos. Nan compartilha seus registros com iluminação ultrassaturada e cromatismo  intenso. Apresentado rg

dezembro 2011

pela primeira vez em uma boate de NY, em 1979, é de hipnotizar, embalado por uma trilha sonora que mistura Callas, Lou Reed e Velvet Underground. É a vedete da exposição carioca, curada por Adon Peres e Ligia Canongia, que nos contou que a fotógrafa virá ao Brasil. “É certo que ela fará novas fotos  no Rio, possivelmente uma ampliação do slideshow The Other Side, com imagens de travestis.” A curadora convida: “Ela consegue expor a verdade crua de certos temas densos, difíceis, como o sexo e as drogas, e, ao mesmo tempo, criar uma atmosfera amorosa de intensidade impressionante”.  Uma voyeur, do amor e da dor.

NaN GoldiN – oi futuro flameNGo dE 10 dE jAnEiRO A 4 dE mARçO dE 2012, gRáTiS RUA dOiS dE dEzEmBRO, 63, TEL. 21 3131-3060


registro

Empty Rooms

The Other Side

imAgEnS dE qUARTOS dE hOTÉiS, hOS-

wORk in PROgRESS COm imAgEnS dE

PiTAiS, APARTAmEnTOS POR OndE ELA

TRAvESTiS. dURAnTE SUA PASSAgEm PELO

PASSOU, CARREgAdOS dE ExPRESSãO E

RiO, A ARTiSTA vAi SOmAR PERSOnAgEnS

mEmóRiAS dE CERTAS ExPERiênCiAS

LOCAiS AO SLidEShOw

The Ballad of Sexual Dependency mAiS fAmOSA SÉRiE dA ARTiSTA, É Um diáRiO ínTimO COm SiTUAçõES, EvEnTOS E PESSOAS dE SEU COnvíviO, Um OLhAR SOBRE AmOR, SExO, dROgAS,

fOTOS arquivo pessoal TRATAmEnTO dE imAgEm digiscan

viOLênCiA E AmizAdE

"BERlIn GRID lAyOuT" BERlIM, 1983-1996

"GREER AnD ROBERT On ThE BED" nyC, 1982

"ChRISTMAS AT ThE OThER SIDE" BOSTOn, 1972

imagens imperdíveis das três séries de nan goldin presentes na exposição carioca

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rg


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registro

colagem Neste trabalho, Grace Revista e Corrigida, a essência da técnica de Goude, que reconstrói seus personagens, como na célebre capa do LP Island Life, de 1978

cubismo Grace Jones, sua maior musa, aqui transformada numa pantera cubista no trabalho Cry Now, Laugh Later, Nova York, 1982

So Far, So Goude

v i s ua i s

Ilustrador, designer gráfico, fotógrafo, diretor de arte, de filmes e de publicidade. Listar as habilidades de Jean Paul Goude foi tarefa árdua para os curadores do Museu de Artes Decorativas de Paris, que exibe, até março de 2012, a retrospectiva Goudemalion , retratando os 40 anos de carreira desse irreverente de plantão. Multimídia, ele foi precursor do Photoshop, utilizando-se de papel, tesoura e cola para fazer o trabalho que hoje se resolve com um clique. Concebida como uma gigantesca instalação, a expo foca em seus trabalhos mais reconhecidos, como as campanhas para o perfume Egoïste, da Chanel, fotos para o designer Azzedine Alaïa, além, é claro, de seu icônico trabalho com sua maior musa: Grace Jones – com quem ele também manteve um romance, por anos. Goude foi o responsável por criar as imagens que transformariam a performer em superstar e marcariam para sempre a estética dos anos 80. O culto ao corpo, a sua transformação e a mistura de técnicas são características indefectíveis de sua obra surpreendente e visionária, literalmente surreal. rg

dezembro 2011

JPg O artista, autocorrigido num autorretrato, em um de seus últimos trabalhos. A expo Goudemalion será transformada em um catálogo de 432 páginas e 600 ilustrações

FOTOS DIvuLGAçãO

POR dudi machado


registro

a rt e

IMÓVEL EM EXPOSIÇÃO

TRATAMENTO DE iMAGEM digiscan

POR Jeff ares FOTOS romulo fialdini

Sete anos depois, o galerista paulista Eduardo Leme faz o balanço: “Pensei que fosse moleza, mas é difícil pra c...”. O cara está em obras. Sua galeria, homônima, será demolida. Projetada por Paulo Mendes da Rocha, vai abrir terreno para a Odebrecht. Tinhoso, Leme vai transpor o antigo QG para um novo espaço, a metros do antigo. Será o exato projeto, agora com um anexo. “Fazer a cópia da galeria é um respeito ao arquiteto. E ao patrimônio, que tecnicamente é meu, mas esteticamente é da cidade”, reflete Leme, enquanto a poeira da construção arde os olhos. O que muda? “A tecnologia. E o acervo, maior.” Não muda o foco: arte contemporânea, experimentação, brasileiros e gringos de vanguarda. Uma das estrelas é o inglês David Bachelor. Vai protagonizar a primeira exposição da nova galeria, em fevereiro de 2012. Pegamos o cara por ali, trabalhando no que ele chama de “city specific”, variante sua do termo “site specific”, que designa obras feitas especialmente para um lugar. O mestre das cores é um tipo fácil. Falante. “Trabalho com cores urbanas, artificiais. Comecei há 20 anos, quando usei alguma cor numa obra. É uma surpresa que elas estejam no meu trabalho até hoje.” Em São Paulo pela enésima vez, ele já sabe onde buscar inspiração. “Adoro os plásticos baratos da 25 de Março.” E prova, mostrando uma obra que fez com aqueles óculos vagabundos de camelô. Tem até a foto do “carregamento”, numa mala, contrabando style. Para a Leme, Bachelor vai envolver de neon elementos típicos de construção, metais, esquadrias... Antes de Bachelor, Leme vai mostrar a documentação da transposição da galeria, sob o olhar de vários artistas. “Uma exposição in progress”, define o galerista, sacudindo a poeira.

david bachelor e eduardo leme na reserva técnica do anexo da nova Galeria Leme. O artista plástico inglês prepara a exposição que irá oficialmente reinaugurar a galeria. Vai revestir de neon colorido elementos da construção do novo espaço, num exercício de poesia, concreta dezembro 2011

rg


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registro

livro

A Arte DA GuerrA – eDIção CompLetA

CLeópAtrA – umA bIoGrAfIA Stacy Schiff, Editora Zahar, R$ 40

LIVROS SUPERPOP! POR CYNDI SILVA

O fato é que Luciana gimenez vive com livros debaixo do braço. ao que parece, “são de seis a sete títulos por mês”, jura Paulo Vieira, seu empresário. de posse dessa informação, e pensando nas férias que vêm aí, pedimos para a Lu três sugestões de leitura. Fanática pelas obras de Ignácio de Loyola Brandão e consumidora voraz de biografias do Walt disney (presentes certos para o marido), a TV star sugeriu, logo de cara, Cleópatra, de Stacy Schiff, sua mais recente leitura. “Cleópatra foi uma mulher muito requintada, em todos os sentidos; tinha uma força interior enorme. Caso ela tenha mesmo existido, acho que ainda sabemos muito pouco sobre essa mulher”, opina. Steve Jobs é outro que virou queridinho. “eu achava, ou melhor, acho, o Steve Jobs um gênio! Tudo o que sai a seu respeito estou lendo. ele realmente não era deste mundo”, acredita, ao apontar a biografia do fundador da Apple escrita por Walter isaacson como boa pedida para o free time. Para fechar a lista, indica a arte da guerra, do filósofo chinês Sun Tzu: “Uma  obra que devemos ler para a vida, é um verdadeiro manual de sobrevivência para o mundo atual!”. Porque, nas férias, grandes insights podem acontecer... rg

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SteVe JobS – A bIoGrAfIA Walter Isaacson, Companhia das Letras, R$ 50

FOTOS robert astley sparke/arquivo rg e divulgação TRaTamenTO de imagem digiscan

Sun Tzu, WMF Martins Fontes, R$ 50


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indÚStRia bRaSileiRa (e SeuS pRoblemaS)

boNIto DE vEr, DIfícIl DE fazEr. o DESIGN NacIoNal ENfrENta um problEma SErIíSSImo: uma INDúStrIa pouco capaz DE abSorvEr aS NEcESSIDaDES DE SEuS crIaDorES por HOUSSeIn JarOUcHe

Como agir diante de uma indústria que não nos entende? O design no brasil me parece estagnado. parado. é possível que esteja retrocedendo. a indústria brasileira consegue, por meios tão esquisitos, nos fazer parecer amadores no que diz respeito à fabricação em larga escala de alta qualidade. É de se esperar que o design ajude a mudar uma sociedade. Porém, a educação cultural que se vê nos países baixos e nórdicos parece algo inatingível no Brasil. O exemplo claro disso é o designer Konstantin grcic. o criador da mesa table b. grcic acompanhou todo o processo de produção, em excelentes indústrias europeias, desde o tampo até a base. assim, conseguiu obter uma mesa que pode ser designada como um produto de design industrial. No Brasil, a coisa é bem diferente. Décadas atrás, Sergio rodrigues, joaquim tenreiro e outros designers conseguiam implantar suas ideias e projetá-las com um resultado perfeito. rg

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Mas isso foi no passado. Hoje, não conseguimos encontrar indústrias que façam esse trabalho com maestria sem que o designer tenha de disponibilizar um tempo quase interminável de sua vida. O rack Stripes, que você vê na foto ao lado, é uma peça exemplar desse problema. Foram criados cerca de 20 moldes para deixar o móvel de acordo com o que se pretendia. Essa é a demora, o cansaço, o desgaste que faz muitos dos designers terem pouca fé na indústria. Até quando?

houssein jarouche é entusiasta do design nacional, dono das lojas micasa e volume b, em são paulo

Onde encOntrar WWW.micasa.com.br


Fotos divulgação tratamento de imagem digiscan

Rack StRipeS

table b

criado aqui no brasil, é um projeto original da micasa. Feito de mdF e com pés de metal revestidos com lâmina de madeira (para dar o ar anos 50), mostra a dificuldade da manufatura de projetos em território nacional; precisou de diversas revisões técnicas para chegar ao resultado final, como se vê hoje. Foi duro, mas saiu...

pensada minuciosamente por Konstantin grcic. utilizando o pensamento industrial, a mesa foi criada a partir da extrusão do alumínio para o molde do tampo. A peça foi feita para a BD Barcelona. Para utilização em área interna e externa. Vai além das expectativas e pode ser traduzida como um móvel de design impecável.

com a poltrona mole, em 1957, sergio rodrigues cravou seu nome no panteão do design nacional. hoje, a excelência industrial daquela época é rara... dezembro 2011

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a Músic

alerta vermelho

Maior fenôMeno Musical dos últiMos anos, florence Welch, sua ruivice e sua trupe vêM aí. she’s got the love POR ROSANA RODINI

Sem essa de banda indie com prazo de validade. Nem ouse dizer que é grupo de um hit só. Muito menos que se trata de mais um rostinho bonito da indústria. Florence Welch é uma máquina. Vocalista do Florence and The Machine, a apoteótica novidade dos anos 2000, a cantora e seus instrumentistas estão a caminho dos trópicos. Chegam em janeiro para shows em São Paulo, Rio e Florianópolis, sob o status de atração principal do Summer Soul Festival, o mesmo que trouxe Amy Winehouse ao Brasil. Inglesa de cabelos ruivos, figurinos absurdos, corpo milimetricamente esculpido e voz imponente, Florence se tornou ícone da neo generation. Explodiu pistas do mundo inteiro com “Dog Days Are Over”, sua música mais conhecida, do álbum de estreia, Lungs, rg

dezemBRO 2011

lançado em 2010, um dos mais vendidos dos últimos tempos. E vender disco é tarefa difícil nesses dias de internet, você sabe. Mas a Florence consegue. Diz ela que não liga muito pra moda. Acontece que o little fashion world se ajoelha quando a ruiva passa. Lagerfeld, por exemplo, fisgou a moça, com direito a fotos, música e participação especial no desfile da Chanel na semana de moda de Paris, em 2011. Os gigantes da música também elogiam. David Byrne a convidou para uma participação especial no álbum Here Lies Love, com Fatboy Slim. Boêmia declarada, diz que compõe melhor quando bebe... em especial de ressaca. Mas, perigo, mandou avisar que parou de beber durante as turnês. Se mudar de ideia, chame a gente pra tomar uns drinks, ok?


registro

Jovem promessa da cena, a irlandesa de 16 anos surgiu no programa

X Factor , aquele que descobre talentos. linda e cheia de potência vocal

personagem animada mais gostosa da história, a diva de uma cilada

casada com Jack

para roger rabbit en-

White, do White stripes,

carna uma cantora de

a inglesa tem seus pro-

cabaré dessas

Jetos musicais: a banda

irresistíveis

the citizens band e um álbum solo, the ghost

Who Walks

rainha do rock brasil, a cantora Já vendeu mais de 60 milhões de cópias. tem estrada, mutantes, cantora, compositora

hits , um tWitter bomba

e pianista, Ficou

e carisma único

conhecida por suas músicas intensas e letras proFundas. o conJunto da obra vendeu milhões

ícone do rock nos 90's, Foi a responsável pelo ápice do garbage. a banda acabou, a moça Focou no lado atriz.

FOTOS DIVULGAÇÃO E GETTYIMAGES TRATAMENTO DE IMAGEM DIGISCAN

mas segue o red poWer

Karen elson

tori amos

Janet Devlin

shirley manson

rita lee

Jessica rabit

COM VOCêS, AS rUIVAS MAIS pODErOSAS DA MúSICA. fOGO!

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st i l t o h

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FRIVOLIDADE MÁXIMA

incandescentes e sexy, os objetos de desejo da temporada têm cara e gosto do novo. presentes irresistíveis para a festa do ano Por DuDi MachaDo

01 As clutches em formA de bocA de lulu Guinness NestA temPo-

rg

rAção com Jonathan saunDers 06 bArrocA e romANA, A percossi

rAdA homeNAgeiAm suA terrA NAtAl 02 Prestes A AterrissAr No Novo

papi Produz joiAs recoNhecidAs À distâNciA PelA Precisão de seu

shoppinG JK , A GoyarD desembArcA com um livro que coNtA A

trAbAlho reNAsceNtistA, em PleNo século 21 07 mAdeirA de cerejeirA

históriA dA mArcA. bíbliA do luxo, levou umA décAdA PArA ser Pro-

trAbAlhAdA À mão, os Novíssimos óculos dA shwooD em PArceriA

duzido e tem edição limitAdA A 233 exemPlAres 03 fã dos Novos ócu-

com A PeNdletoN são discretos e sofisticAdos, em quAlquer ocAsião

los dA Miu Miu, MaDonna comProu um de cAdA cor. desde eNtão,

08 o creme iDrasol dA santa Maria novella é hidrAtANte delu-

As leNtes se torNArAm PeçA rArA NAs PrAteleirAs dA mArcA 04 elvis,

xe. Perfeito PArA eNfreNtAr sol e mAr com Pele de Pêssego 09 NA rue

mArilyN e cAdillAcs PossANtes derAm o tom wild 50’s dA coleção dA

royAle, em PAris, desde 1862, os Macarons dA laDurée serão sAbo-

praDa . sanDálias selvAgeNs Prometem iNceNdiAr As ruAs NA Pró-

reAdos tAmbém em sAmPA, logo mAis 10 A comPilAção de coNtos dos

ximA temPorAdA 05 troque suA AgeNdA Por um iPAd, e iNvistA NA cAPA

irMãos GriMM, editAdA PelA taschen tem ilustrAções viNtAge e

mAis luxuosA do ANo. dA sMythson of BonD street em colAbo-

embAlAgem tiPo coNto de fAdAs: 200 ANos de históriAs eNcANtAdAs

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fotos divulgação trAtAmeNto de imAgem digiSCaN

REGISTRO

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JoIa

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JOIA

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FoTo trunkarChive TraTamenTo de imagem digisCan

More is More

InspIre-se em LIz TayLor. sem medo do exagero, LIberTe a poderosa perua que exIsTe em você edição marcio vicentini FoToS STiLL carLoS BeSSa

01 aneL e braceLeTe pantera Cartier, preço Sob conSuLTa; 02 coLar de ouro amareLo e pedraS braSiLeiraS mauriCio monteiro, preço Sob conSuLTa; 03 coLar de ouro e briLhanTeS sara joias , preço Sob conSuLTa; 04 aneL com ciTrino e briLhanTeS julio okubo, preço Sob conSuLTa; 05 coLar de diamanTe negro e TurmaLina da paraíba ara vartanian, preço Sob conSuLTa

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acess órios 03

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ouro 24h

da rua à festa, um relógio de ouro puro É acessório perfeito para brilhar em qualquer ocasião

edição marcio vicentini Fotos carlos bessa

01 relógio de ouro cartier ballon bleu na dryzun, preço sob consulta; 02 relógio rolex date just na frattina, preço sob consulta; 03 relógio cartier baignoire, preço sob consulta; 04 relógio cartier la dona na frattina, preço sob consulta; 05 relógio hermès, preço sob consulta rg

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MODA

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Puro Poder Verdadeiras joias, clutches poderosas transformam qualquer produção em um baile de gala

01 clutch de plumas emilio pucci, r$ 4.570; 02 clutch de cristais e metal dourado beth salles, r$ 4.998; 03 clutch metalic dvf, r$ 1.150; 04 clutch tressê com pÍton gucci, r$ 7.160;

05 clutch louis vuitton, r$ 7.700

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acessórios

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SuPraSSumo

acessórios hipersofisticados fazem a diferença. escolha o seu e o transforme em marca registrada edição marcio vicentini Fotos carlos bessa

01 calçadeira gucci, r$ 620; 02 carteira de croco gucci, r$ 2.360; 03 abotoadura versace, r$ 455; 04 pulseira metrópolis tiffany&co., r$ 1.735; 05 mala de couro com alça de bambu gucci, r$ 9.660 rg

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MODA

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PulSo de aço

tratamento de imagem digiscan

companheiros de todas as horas, relógios esportiVos são clássicos, mais bonitos a cada minuto

01 relógio de aço vacheron constantin overseas na frattina, preço sob consulta; 02 relógio breitling chromatic na sara joias, preço sob consulta; 03 relógio aldemar piguet royal oak na frattina, preço sob consulta; 04 relógio cartier pacha na dryzun, preço sob consulta; 05 relógio rolex submariner na frattina, preço sob consulta

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PARTY PEOPLE

POR daniel hernandez fOtO dudu + Mendez StyliNg renata

Corrêa tRatameNtO De imagem alex wink (studio aw)

Você quer mesmo é brilhar, certo? Então use e abuse dos metálicos, tendência; glitter voltou com tudo! Bote reparo nas modelos aqui ao lado... Lindas! Na platinada Andressa Cunha, usei duas tonalidades de glitter dourado, que serviram de sombra e batom. Já o azul predominou e deixou os olhos de Isabella Fochesatto superfestivos! E engana-se quem acha que eu apliquei algum blush básico para criar essas bochechas rosadas… O glitter pink da M.A.C deu esse efeito. Quando o assunto são cabelos de festa, a minha sugestão é que você levante-os, desfie-os e dê a eles bastante volume, mesmo que seja num penteado preso. O tradicional coque banana da modelo Natalia Schueroff ganhou ainda mais glamour seguindo um caminho rock’n’roll. Para fazer em casa, desfie o topo e não se preocupe tanto com o acabamento final, deixando essa cara de inacabado e “podrinho”. Na parte da frente, faça uma risca lateral; atrás, torça e vá embutindo o cabelo, até que ele fique com aquele aspecto... de banana! Para facilitar, tenha à mão bons produtos. Para este penteado, usei o pó matificante da Osis+, que funciona como um spray e dá “liga” aos fios. Para finalizar, escolhi um fixador poderoso da Redken. U star, baby.

DaNiel USOU PaRa cabelO: mODelaDOR em Pó OSiS+ DUSt it mattifyiNg POwDeR Schwarzkopf, R$ 200; SPRay QUick DRy 18 redken, R$ 93; make: glitteRS Make Up for ever, PigmeNt fUchSia M.a.c, R$ 97; SOmbRa illUSiON D’OmbRe, ÉmeRveillÉ chanel, R$ 144; make b. bRilhO vOx ShiNy o Boticário, R$ 27 rg

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fOtO Still carloS BeSSa PRODUçãO De mODa lUiSe federMan Natalia veSte veStiDO vivaz

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daniel hernandez

iSabella e aNDReSSa veStem andrÉ liMa

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BALAdA mAkE OVER POR Manoella Meirelles fOtO Carlos Bessa

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No fim de ano, quase todo dia é de festa. com o look escolhido, resta a dúvida: que produtos de beleza levar dentro da sua nova clutch, aquela em que, afe!, não cabe quase nada! Rg listou a munição essencial para um retoque perfeito no make. Como o espaço é limitado, invista em produtos versão míni. Os olhos são a chave: corretivo é indispensável, porque mesmo com noites bem dormidas, sempre aparece aquela olheira, acentuada pela fadiga. Dica: antes de sair de casa, exagere no rímel – depois, nem precisa repassar. Você pode tirá-lo da bolsa, pois. Lápis preto e cotonete são excelentes para arrumar o que borrou no meio do caminho (e, de quebra, dar aquela esfumaçada, além de delinar). Sombra em mousse é superprática, e ainda pode ser usada para iluminar as têmporas. Um blush e um pincel? muita coisa. Melhor investir numa versão cremosa de blush ou nos que já vêm com pincel embutido. Para arrumar os fios que insistem em fugir daquele coque caprichado, tenha sempre à mão alguns grampos. mais um aliado forte: perfume sólido. Por fim, para o caso de a noite terminar com um belo beijo, um chicletinho é sempre bem-vindo. tudo pronto? tchau!

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01 PeRfUme fleUR De ceRiSieR l’occitane, R$ 39; 02 glOSS tiNteD liPglaSS, PiNk POODle M.a.c, R$ 71; 03 blUSh accORD PaRfait, bRUN NUDe l’orÉal, R$ 48; 04 cORRetivO bOi…iNg Benefit, R$ 87; 05 SOmbRa cObRe natUra Una, R$ 30; 06 láPiS SOUl PRetO eUdora, R$ 9; 07 clUtch Glorinha paranaGUá, R$ 790

PERfumE SEu, SÓ SEu POR luiza souza fOtO alisson louBaCk Still Carlos Bessa

bisneto de Nina Ricci, a icônica estilista italiana, Romano Ricci nasceu em Paris. mas destaca sua educação italiana e jura, gesticulando, que tem sangue latino. Sempre de chapéu, com um quê sedutor (latino, pois), ele realmente se dedica às mulheres: é perfumista. cada fragrância de sua marca, a Juliette has a gun, é pensada para um tipo de moça – a girlie, a sexy, a destemida… São vendidas por aqui, razão pela qual o moço esteve no brasil. Na passagem, relâmpago, nos mostrou uma novidade: o Not a Perfume é uma alternativa aos perfumes, uma espécie de fragrância personalizada. funciona assim: você borrifa na pele e a solução, feita apenas de cetalox (criação química que costuma ser usada com parcimônia como nota de fundo em algumas fragrâncias), se transforma, adquirindo um aroma único, diferente para cada pessoa. “tenho certeza que Not A Perfume vai virar nosso best-seller”, conta animado, enquanto entrega que se prepara para abrir a primeira loja da Juliette has a gun no ano que vem. O endereço já está definido: rue vieille du temple, em montmartre. Paris, mon amour.

NOt a PeRfUme JUliette haS a GUn, R$ 280 rg

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beleza

SALVA-fIOS POR Mariangela Bordon

Cabelo também esturrica ao sol, viu? Por isso, adote protetores solares para sua cabeleira – eles fazem a maior diferença na beauté! “a radiação deixa os fios quebradiços, frágeis, sem brilho e com muitas pontas duplas”, assusta o dermatologista marcelo bellini. Os raios Uv são potentes o bastante para atravessar a cutícula que protege o interior dos fios. lá dentro, atacam a queratina. Resultado: o cabelo pode ficar poroso, tipo “nuvenzinha de algodão”; principalmente se você tem highlights ou coloração. Portanto, desfilar sem embeber o cabelo em um bom produto (e reforçar com um chapéu) é meio caminho para o arrependimento! minha dica: adote o creme capilar hydra Protect, da eos. É um leave-in delicado, com água de coco, vitamina e (poderoso antioxidante) e, claro, filtro solar. besunte: ele protege o cabelo da água do mar e da piscina, e dos danos causados pela exposição ao sol, ao mesmo tempo que repõe a hidratação. Outro produto legal é o SP Sun concentrate, da wella Professionals, que deve ser combinado com o condicionador. Foi desenvolvido para proteger o cabelo durante longas horas e restaurar a umidade natural dos fios. ainda durante o verão, a pedida é aplicar, uma vez por semana, um xampu antirresíduos para limpar e eliminar os restos de produtos e de poluição que grudam nos fios. cuidado é hábito, discipline-se.

cRème caPilaR hyDRa PROtect eoS, R$ 30; SP SUN cONceNtRate wella profeSSionalS, R$ 61

mISSãO BIquínI fOtOS ShUtterStock E GettyiMaGeS tRatameNtO De imagem diGiScan

POR luiza souza

Para chegar na praia com tudo em cima, medidas emergenciais se fazem necessárias, ainda mais depois dos excessos do fim de ano. Rg foi atrás de dicas de detox – a resolução para emagrecer que está na moda, você bem sabe. Quem dá o mapa da mina é andrea henrique, especialista em alimentação viva, uma doutrina alimentar que prioriza alimentos crus e corta qualquer açúcar e processados da refeição, cuja adepta mais famosa é Demi Moore. Junto com sua equipe, Andrea viaja o mundo com o Detox home Spa, cuja vedete é um programa de “detox prêt-àporter”, testado por gente como Andrea Dellal, Cacá de Souza, fernanda abdalla, mario testino e companhia. ao que interessa: para dar aquela secada, ela indica o chá de abacaxi com gengibre, que ajuda a eliminar retenção hídrica, secreções e mucos. Para beber durante o dia todo! O que ajuda também é mandar ver nos chás verde e branco (naturais) por suas substâncias termogênicas e antioxidantes, que ativam o metabolismo, desincham e desintoxicam. Bye, bye inchaços. Para se recuperar das festas, o suco de vegetais promete colocar o corpo no lugar. feito à base de maçã verde, salsa, hortelã e aipo, deve ser ingerido pela manhã. “As enzimas dos vegetais crus fazem uma verdadeira faxina no organismo”, explica nossa mais nova guru.

www.siterg.CoM.Br cONfiRa aS ReceitaS DO chá De abacaxi cOm hORtelã e DO SUcO De vegetaiS, gO ONliNe! dezembro 2011

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Monique olsen, modelo: veste André Reis

Bianca Klamt, modelo: veste Reinado Lourenço

o novo glam

nAS FESTAS DE FIM DE AnO, InVISTA EM VESTIDOS LOnGOS E DRAMÁTICOS quE DESCORTInAM A pELE, IRRESISTÍVEIS

nathalie Rumpf Gail, relações-públicas: veste Chanel

STRE ET Ch IC

ediçãO maRcio vicentini fOtOs RicaRdo toscani

Presença obrigatória no dress code de bailes de gala e black-ties da vida, o vestido longo está em altíssima cotação em todas as festas, até nas mais casuais. Para celebrar o seu fim de ano, aposte no longo da vez: é sensual, com peles que se insinuam em fendas, decotes, rendas e transparências. Ops, mas calma... Bom senso e um bom espelho ajudam a evitar qualquer vulgaridade – a data é mais família, afinal. Para grandes entradas, escolha tecidos metalizados, um brilho aqui e ali. Com tanta informação, vale se segurar nas cores: tons mais sóbrios mantêm a elegância, a imprescindível, em toda festa, desde o início até o fim, o ano todo.

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sheila Ruschel, modelo: veste Betsy and Adam


MODA

Juliana Rossoni, produtora de moda: veste Samuel Cirnansck

saBRina sato, apresentadora: veste terno Louis Vuitton

GaBRiela vianna, modelo: veste Bo.B么

patRicia Romano, Public Relations & events Manager: vestido Lethicia Bronstein, carteira e sapato Louis Vuitton

viviane oRth, modelo: veste Samuel Cirnansck

Juliana maRtins, modelo: veste Carlos Miele

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pREFnOSSO ERIDO

michela cRuz, modelo: vestido FH e sapato Jimmy Choo

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MODA

tRAtAMeNtO de iMAGeM DIGISCAN

LOOk DO MêS

flávia lucini, modelo: veste Reinaldo Lourenço

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lapo, o sartorialista

Profissional do estilo indePendente, laPo elkann moderniza a alfaiataria e, À sua maneira, a coloca no século 21 POR dudi machado

Tom Ford o considera o homem mais bem vestido do mundo. Melhor garoto-propaganda de si mesmo, Lapo Elkann herdou de seu avô, o lendário Gianni Agnelli, não só a Fiat como os ternos Caraceni e seu indefectível e único senso de estilo. De passagem por São Paulo para ministrar uma palestra no ciclo de conferências Hot Luxury, promovido pelo International Herald Tribune, deu um banho de estilo ao provar que é possível, sim, usar as últimas tendências adaptando-as a seu estilo, moda e personalidade, sempre. Avesso às regras, apesar – e somente por isso – de conhecê-las como ninguém, ele é o melhor representante de sua marca, inteligentemente chamada de Italia Independent, que produz roupas e acessórios variados, e uma linha de óculos, tudo hit. A essência é o estilo do próprio: o clássico italiano com um twist cosmopolita. Presente em quase todas as pasrg

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sarelas nas coleções verão 2012, o paletó jaquetão ganha ares de modernidade quando desconstruído, com silhueta slim, usado com um simples jeans branco e fora do conjunto do costume tradicional. Cores ousadas assumem o côté francamente dândi, uma nova face para a tradicional alfaiataria. No Brasil, país conhecido por sua casualidade e tradicionalismo no vestuário masculino, o estilo de Lapo é um sopro de ar fresco, com “sprezzatura” italiana. Uma ótima referência, prova de que existe estilo além do sportswear americano tão divulgado entre nós. Vida longa aos alfaiates!

acima, TRêS MOMENTOS: TOTAL LOOk EM BOLD RED, O TRADICIONAL PRíNCIPE DE GALES E DESCONSTRUíDO EM jEANS.

na página seguinte, AzUIS, SEMPRE ENTRE OS FAVORITOS


MODA

FOTOS getty images

g et o k t h e lo

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m o da B r a s i l e i r a e s ta v a e s p e r a n d o p o r i s s o .

Harper’s Bazaar: a revista que Hå 144 anos faz moda no mundo, agora no brasil.


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FELIZ TUDO NOVO! Fim de ano é assim: emendar, remendar, se livrar do que não presta, preparar o novo, festejar. Parecido com fazer revista, viu? Por aqui, a gente nem esperou o fim e foi logo reinventando. RG mudou, e seguirá assim, metamorfose ambulante, porque a gente odeia aquela velha opinião formada sobre tudo. Como Angélica, rock estrela, meteórica, mutante. A prova de que nem tudo é para sempre. Nada como o tempo para revelar quem a gente realmente quer ser. Ela quis as estrelas. E você, o que você quer de verdade? Dudi Machado e Jeff Ares diretores de redação


UmA JORNAdA NAS ESTRELAS POR/JEFF ARES FOTOS/PAULO VAINER

um país inteiro a viu crescer, exposta Há décadas no olimpo pop. forte o bastante para não sucumbir À maldição que paira sobre os astros mirins, angélica seguiu firme. pulou do táxi, subiu num foguete e tomou as rédeas de sua vida Styling Renata CoRRÊa Beleza Max WebeR tratamento de imagem alex Wink (studio aW) angélica uSa veStido Lu monteiro, camiSa DuDaLina, BrincoS SiLvia Furmanovich


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Sabe quando uma música não sai da cabeça? então. Há dias, antes desta entrevista, “vou de táxi” não saía da minha. acordava assim, “cê sabe?”, provavelmente vítima de um mecanismo inconsciente suscitado pela expectativa de inquirir a tal moça, figura familiar que eu assisti crescer, um fenômeno de longevidade no star system local. Bom, aí me sentei em frente a angélica, num hotel em São Paulo. logo de cara, pensei em perguntar a ela como é que, por caridade, eu poderia conseguir parar de cantarolar mentalmente o hit de 88. mas me contive. Poderia soar rude, ainda que a ideia me parecesse um quebra-gelo charmoso. Pelo sim, pelo não, amarrei a língua. os olhos calmos e um sorriso acolhedor me inspiraram cortesia. me ative a elogiar a sua voz, que, de fato, era a melhor entre as das suas contemporâneas apresentadoras infantis. “acabei de entrevistar o cauby (Peixoto), e ele disse: ‘você tem um vibrato!”, riu. “aí eu cantei ‘vou de táxi’ com um vibrato e ele me disse: ‘mas você é ótima!’.” Pois é, tô falando... Fiquei imaginando o cauby, até hoje, cantarolando a música mentalmente. Fato é que nem o elogio do cânone do vibrato parece têla feito arredar o pé da resolução: não canta mais. “não acho que eu sou uma cantora, como a ivete, a Paula Fernandes, que fala cantando. mas, sim, eu gravei 15 cds, também não posso falar que não sou cantora. mas isso rolou dos 11 aos 27 anos. rg

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Eu fazia show todo fim de semana, aquilo me desgastou, tô de férias disso. Para o meu último disco, montei um show ao vivo, com banda. mas não conseguia cantar. Paniquei, paguei multa para casas de shows. Perdi o prazer.” não mais cantar também soa como uma espécie de ruptura com a imagem infantojuvenil que a tornou um ídolo, desde a tenra infância. aos 4 anos, angélica foi eleita a criança mais bonita do Brasil, lá no programa do chacrinha. do velho guerreiro em diante, nunca mais saiu de cena. angelicalmente linda e loira e, fato, realmente talentosa, tornou-se um fenômeno, comandando programas de sucesso na extinta tv manchete, no SBt e na globo. Formava a santíssima trindade do entretenimento fofinho, ao lado de Xuxa e Mara Maravilha (que sensacional alcunha, não!?). “nunca me perguntaram: ‘o que você vai ser quando crescer?’... Porque, na verdade, eu já estava ‘sendo’”, observa. “eu encarava aquilo como uma brincadeira. Não perdi minha infância, era muito lúdico”, reflete.

aCiMa camiSeta Bo.Bô e BraceleteS hermèS na página ao lado veStido verSace, colar LooL e BraceleteS hermèS


ANGÉLICA

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toP reinaLDo Lourenรงo, Hot PantS american appareL rg

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ANGÉLICA

“OutrO dia peguei Os meninOs brincandO de paparazzi! a clarice, a babá, era a beyOncé”

mas há quem perca a infância. e o rumo. angélica conseguiu se esquivar da terrível maldição que acomete as miniestrelas, em geral propensas a toda sorte de sacolejo na adolescência: abuso de álcool e drogas, egotrips monstruosas, a infinita desilusão do ostracismo. “na minha geração, poucos não piraram. O problema é que o filho artista deixa de ser filho para se tornar pai daquela família, que sucumbe à fama, pira antes do artista”, teoriza. e como ela não pirou? “tinha os pés no chão, a simplicidade dos valores básicos em casa. estudar, por exemplo, era um problema, uma discussão.” e mais tarde? “Óbvio que eu tive minhas questões.” antes de eu perguntar, ela se adianta: “drogas, por exemplo, eu nunca tive vontade de usar”. nem sinal de lindsay lohan por ali. também a seu favor, angélica tem o fato de que o sucesso nunca lhe escorreu pelas mãos. Sua carreira só ascendeu, e há décadas segue assim, sobrevivente de uma transformação raríssima: da criança prodígio, ela se tornou a adolescente comunicativa e, num processo mais delicado, dificílimo, cativou a audiência adulta. “O fato de eu viver isso da fama por muito tempo ajuda a segurar o ego. Passei por várias fases. em algum momento da minha adolescência, quando comecei a ter fãs, eu comecei a me dar conta disso. antes eu não tinha nem tempo para pensar. com 20 e poucos anos fui pra análise.” e lá segue. “Faço duas vezes por semana.” muitos problemas não se imagina que ela tenha. rejeição, por exemplo, não parece ser um incômodo: “as pessoas têm o direito de não gostar de você. As críticas não me levam à tristeza, mas fico um pouco irritada”, revela, como qualquer mortal que se preze. “ego é um fato”, conclui, suprassumo da evolução. tudo ali corrobora para uma cuca fresca. Hoje, aos 37 anos, ela é uma mulher rica, profissionalmente bem-sucedida, muito bem casada com o apresentador de TV Luciano Huck, mãe de dois filhos, Benício e Joaquim. incomoda o estigma de família perfeita? “incomoda é a inveja!”, sentencia. “tenho orgulho. Posso ser uma pessoa invejada porque o que eu tenho hoje foi graças a muito sacrifício. eu e luciano trabalhamos muito.” num país sem heróis... os anos de trabalho com crianças devem ter feito de angélica uma mãe perfeita, não? “Foi uma grande escola.” qual o maior ensinamento? “que a melhor coisa é a verdade. Quando meus filhos me perguntam algo, ouvem a resposta verdadeira. também aprendi que o tempo da criança é outro.

Jaqueta BurBerry, corSet vaLiSere, Hot PantS aDriana DegreaS, BrincoS SiLvia Furmanovich dezembro 2011

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ANGÉLICA

cada coisa tem sua hora. você deve se sentar e brincar com o  seu filho, focar naquilo. Ou então nem brinque", ensina. E ela foca. no meio da entrevista, monitora a chegada do jantar dos meninos, fica sabendo da peripécia de um deles com a privada do quarto do hotel... e coloca neles a culpa pela necessidade de não se alongar demais na conversa – um subterfúgio que quem, em sã consciência, poderia contrariar? coruja, ela os defende de coisas que fez. “não fazemos publicidade com eles.” e se quiserem se tornar artistas? “vou incentivá-los a fazer o que tiverem vontade. mas, se com 10 anos um deles quiser ser artista, vou dizer não, porque aí não é o que você quer, é o que você conhece. mas, com 13 anos, se quiser, vou mandar estudar, ver como é. eu e luciano ralamos muito, vamos ter de dificultar.” Do pai, ela diz que Benício tem o “pique”, e Joaquim a “curiosidade”. dela, Benício tem os “momentos de introspecção”, e Joaquim a “sensibilidade, a coisa de gostar de gente”. ela acredita na educação, mas mais ainda em algo nato. “você já sabe o que vai ser aquele adulto.” concorda que as crianças de hoje são mais evoluídas. “Eu ainda brincava de boneca aos 15. Meus filhos conhecem o mundo.” e aquele seu mundo, conhecem? “Às vezes coloco uns programas meus antigos para eles assistirem, mas eles não gostam muito, acho que têm ciúme das outras crianças.” e o que Benício e Joaquim assistem na tv? “eles

veem desenhos e filmes, não veem muita TV, estudam até 3 da tarde.” mesmo se assistissem, não teriam “babás eletrônicas” como ela define, para entretê-los. Por que não se fazem mais apresentadoras infantis como antigamente? “as mídias mudaram, o tempo é diferente. as apresentadoras de ontem cantavam, tinham aquele figurino exuberante, era uma coisa da tv dos anos 80. e não tinha tanta opção como hoje.” mudou até a brincadeira. “outro dia peguei os meninos brincando de paparazzi! a clarice, a babá, era a Beyoncé.” Se viraram até motivo de brincadeira, é porque um fotógrafo à espreita da família é coisa corriqueira. “me irrita como mãe, não como celebridade”, defende, leoa. “acho ruim publicar uma foto deles sem eu ter falado tudo bem… mas também, quando me perguntam, eu digo não.” e amolece: “mas os fãs amam ver. o Joaquim se incomoda, é mais sensível a essas coisas, não gosta de ser fotografado… mas já peguei ele se vendo na revista, os amigos falam: ‘te vi na revista’… o Benício nem liga. eu lido bem. Às vezes deixo, não deixo…” Fato é que a imprensa pega leve com ela.

na página ao lado veStido LouiS vuitton, toP reinaLDo Lourenço dezembro 2011

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“QuerO ter mais um filhO. curtir meus amigOs. fazer um filme, um papel diferente de mim mesma” “Sempre tive um carinho da mídia, acho que porque eu fui crescendo com essas pessoas que hoje são jornalistas.” mas tudo com reservas. “eu usava o repórter como psicanalista. mas descobri com o tempo que as pessoas não são assim minhas amigas. lia depois umas coisas e pensava... ‘Hum, mas eu não falei isso’. comecei a me policiar mais.” Hoje, num flerte com o lado de lá, ela comanda estrelas, um programa em que entrevista celebridades como ela. mudou algo na sua relação com os entrevistadores? “Fico com mais peninha”, e ri, com um certo rubor de sinceridade, explicando que agora cede com mais facilidade ao pedidos de entrevistas. “teve até uma capa aí que eu não queria muito fazer, mas aí eu fiz...” Não foi a da rg, diga-se. com a gente é só alegria, até uma troca de conselhos profissionais: ela elencou perguntas-curingas que desenvolveu para aqueles momentos em que, frente ao entrevistado, instala-se um branco aterrorizante. “Para um cantor: ‘mas no começo de sua carreira, a sua família te apoiou?’”. risos. “Para um entrevistador: ‘quem você não entrevistou ainda e gostaria de entrevistar?’”. risos. e te fazem muita pergunta exótica? “ah, tem umas... Fui no teatro assistir a claudia raia e a moça perguntou: ‘você gosta da claudia raia?’.” risos. ok, aqui, nesse momento, já estou puxando o saco dela. é que angélica te dá um nó, de posse de um sorriso largo, “sagitariano”. Ela se define: “O sagitariano é relax, nada é muito pesado, tem uma coisa livre, de procurar a liberdade, adoro viajar. mas tem um capricórnio que me coloca no chão”. maníaca de horóscopo? “ah, como toda mulher, ainda mais artista... tem sempre um cabeleireiro que conhece alguém que joga búzios.” crê em algo? “nas pessoas, acredito mesmo nas pessoas, acho que a gente tem muita coisa pra dar.” e o mundo, vai acabar? “não, não acaba não.” mas, veja bem, e se acabar mesmo em 2012, o que você pretende fazer antes do cataclisma? “Quero ter mais um filho. curtir meus amigos. Fazer um filme, um papel diferente de mim mesma. Fazer algo novo com o estrelas, que o programa cresça. mas, antes de tudo, vou mudar para a minha casa nova, lá no rio. Fica assim no alto... então, tenho a impressão de que, se o mar invadir, é capaz de nada acontecer.”

PrODuçãO EXEcuTiVA MaíRa goldsChMidt aSSiStente de Styling MaRCell Maia Produção de moda luise

FedeRMan aSSiStenteS de Foto Caio poRto e pedRo nasseR agradecimento objetos de Cena dezembro 2011

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delíRiO TROPical POR/dudi machadO

FOTOS/guilheRme yOung

PassaPorte francês, suingue carioca e esPírito nômade são a essência de alexia niedzielski, a Über-girl que está chacoalhando a moda com seu Projeto, o ever manifesto. mergulhe nessa onda e descubra suas escolhas produção de moda JULIANA DO COUTO BeLeZa CrIs bIATO


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IMPRESSãO DIGITAL

a rG tem acompanhado a trajetória de alexia Niedzielski, prata da casa desta publicação há muitos verões. a it girl de outros carnavais amadureceu. Sua bela figura não só estampa as páginas dedicadas a garotas cheias de estilo que fazem a alegria dos fotógrafos nas primeiras filas dos desfiles de paris, nas festas de mônaco ou nas ruas de Nova York. o assunto agora (também) é outro. as jet-setteuses e best friends não se contentam apenas em ser e estar na moda. o verbo agora é fazer. Charlotte dellal subiu no salto e transformou seus pisantes em negócio de gente grande; dasha Zukova virou patrona das artes e publica a Garage, uma revista conceito hiperbacana; Tatiana Santo domingo transformou o garimpo fashion em business, com sua muzungu Sisters; margherita missoni tornou-se peça-chave nos negócios da família; e a princesa Charlotte Casiraghi é uma das sócias do projeto mutante eVer manifesto, ao lado de Elizabeth von Guttman (publicitária superinfluente no meio artístico londrino) e de… alexia. Conscientes de seu poder midiático e da sua influência na moda, essas garotas transformam o que usam em tendência,

que invariavelmente se reflete em coqueluche de vendas. Sempre em busca do novo, elas usam antes o que é diferente demais, ousado demais ou até careta demais. São elas que fazem as misturas na medida certa para transformar um look banal em uma imagem realmente especial. São desejadas nas primeiras filas dos desfiles e servem de inspiração para os designers em si. Literalmente, inventam moda, e são reconhecidas por isso.  a nova moda de alexia é seu manifesto. Seja no formato de fanzine, website ou revista, o projeto visa debater, discutir e propor soluções sustentáveis para marcas globais de moda e design. Tudo isso muito bem embalado, afinal o lema da turma é green, sem nunca perder o glam. o primeiro número foi lançado em 2009, durante a semana de moda de milão, em parceria com a luxuosa marca Loro piana.

NA PÁGINA AO LADO, maIô JO DE MER, CoLar ANN TAYLOR e óCuLoS MARc bY MARc JAcObs. ACImA, maCaCão pAuLA RAiA e BraCeLeTe FRANcEscA ROMANA DiANA dezembro 2011

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BLuSa de reNda ANiMALE, puLSeIraS ARA VARTANiAN, iLiAs LALAOuNis e aCerVo peSSoaL

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atualmente alexia está envolvida em projetos nos quais o lema é green – sem nunca perder o glam

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Sempre distribuído para um mailing de fashionistas top, a publicação também está nas prateleiras de lojas como Corso Como e Colette. a nova edição foca no bambu e demostra as qualidades ecológicas de sua utilização. Lançada durante a mais recente Bienal de Veneza, tem formato de revista, foi editada por Stefano Tonchi e ganhou a colaboração de Frida Giannini, diretora criativa da Gucci, que criou um concurso para eleger o melhor design de bolsa sustentável – que será produzida e estará à venda nas lojas da marca mundo afora. o manifesto é só um dos projetos que tem ocupado a mente de alexia, tão incansável quanto seu fôlego para estar em três diferentes continentes em uma mesma semana. Ela também investe seu tempo na produção e elaboração de grandes projetos com sua companhia, a eVer (Fendi e Vanessa Bruno, Louis Vuitton e Bottega Veneta são clientes), além de atuar como diretora criativa da revista indie Industrie, focada em revelar os bastidores e peculiaridades da indústria da moda. alexia é neta dos embaixadores Hugo e Laís Gouthier. Seu avô foi o responsável pela compra do palazzo pamphilli, na piazza Navona, em roma, hoje ainda a sede da embaixada brasileira na Itália. amigo de Kennedy e Juscelino, Hugo foi um dos diplomatas de maior destaque na história do país. rg

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Laís abriu a loja do amigo Valentino em paris na década de 60, e, de seu guarda-roupa, alexia garimpa preciosidades até hoje. Sua mãe, Cláudia, casou-se com o advogado francês Cyrille Niedzielski e, por anos, trabalhou nas maiores maisons de couture francesas, como dior e Guy Larroche. Nascida em paris, alexia fez sua primeira viagem transatlântica, com destino ao rio de Janeiro, com apenas alguns meses de vida. Desde então, suas temporadas tropicais têm sido cada vez mais constantes. um pouco, diga-se, culpa do namoro com o engenheiro aeronáutico Gabriel Klabin, além, é claro, da prospecção de clientes por aqui. À beira-mar ou à beira da piscina, ela revela seu estilo eclético, nunca muito arrumado, nem muito pensado. Como em suas escolhas para nosso editorial, numa tarde de verão, com atitute irreverente e francamente pop, como pede a estação.

ACImA, à EsQUErDA, VeSTIdo bOTTEGA VENETA e SapaTo LOuis VuiTTON, à DIrEITA CardIGã LOuis VuiTTON

TraTameNTo de ImaGem sTuDiO OcTAViO DuARTE

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Radical livRe POR/JOãO PedROsa FOTOs/Tuca Reinés

Um ecletismo total, abrangente, esnobe e irrefreÁVel notabiliZa a decoração do colecionador conrado malZone. especialmente para rg, Uma priVate View de seUs Verdadeiros tesoUros


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detalhes, private jokes, características, e composições são o centro do universo do seu colecionismo particular e único De origem italiana, Conrado Malzone é um dândi paulistano aficcionado por colecionar, coisa que faz por toda a vida, desde quando morava na casa de seus pais. Comprador compulsivo, tem coisas guardadas que nunca viu. Descobre no mercado peças absolutamente inusitadas e algumas de inestimável importância histórica. Seu acervo é amplo e variado, como acontece com quem se interessa por tudo, pelo menos em questões estéticas. Existe, no verdadeiro colecionismo, um componente de loucura, de mania desenfreada, de aquisição desmedida. No famoso filme O Colecionador (1965), Freddy, o protagonistatítulo, colecionava mulheres, aprisionando-as! Há nuances geral e consideravelmente mais leves no colecionismo, que pode decorrer de uma mania de organização. Em que nível estiver, é, com certeza, um extraordinário prazer visual, ao passo que se torna uma atitude cultural e social; além de investir, o colecionador contribui com o mercado e com os artistas. Quem se dedica a coleções é um estudioso do seu assunto, um curioso, um jogador com seu capital, mas deve ser, principalmente, um esteta. Na decoração de Conrado, um acúmulo de coleções, a comparação formal das peças, pequenos detalhes, private jokes, características e composições são o centro do universo do seu colecionismo particular e único. Nele, mais do que comprar, vender ou obter lucro com uma peça, o que realmente motiva é a caça e o eventual encontro com o objeto cobiçado. E, lógico, o seu display e fruição, no conjunto. “Uma coisa leva a outra”, diz Conrado, “Elas se parecem, se lembram, complementam, antagonizam, completam! A beleza não cansa nunca. Somos sempre surpreendidos e inspirados por ela.” E ligar o passado ao futuro produz, inclusive no look do nosso colecionador-mor, uma sensação totalmente atemporal. O colecionismo é sobre egoísmo, posse e hedonismo pessoal. Quase sempre, só faz sentido quem o faz. Muitas vezes, os herdeiros de uma coleção a consideram uma loucura, um transtorno ou, pior, um caixa eletrônico, o que a desmonta, separa e faz perder todo o seu sentido.

ao lado NO SAlãO priNCipAl AS COlEçõES SE ESpAlHAM E SE MiMEtizAM COM O DéCOr, CONfOrME O gOStO DE CONrADO NO MOMENtO. A pOltrONA, pArA lEitUrA, é O lUgAr fAvOritO dezeMBRO 2011

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trAtAMENtO DE iMAgEM STUDIO OCTAVIO DUARTE

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Ao mesmo tempo, paradoxalmente, quando mostrada, repartida, divulgada e exposta, uma coleção é cultura, lazer, entretenimento, fruição e, principalmente, negócios. lembro-me da primeira vez em que fui àquela casa, então a nova casa de Conrado, há 30 anos. Era uma festa. Entrei no salon, um dos poucos dignos desse nome, em formato de leque. ladeando a porta principal, postavam-se dois bancos barrocos italianos, dourados, do século 18; acima deles, tapando os buracos em que deveriam ficar duas arandelas, estavam duas calotas de fusca, com os dois “v” intercalados, formando um W, como em volkswagen. Esse ecletismo radical livre, esnobe e decadente, culto e bem-humorado, sempre caracterizou o inconfundível e inimitável estilo Conrado Malzone. Muitas vezes imitado, poucas vezes alcançado. Seu olhar, refletido nas escolhas das peças, intriga, surpreende, instiga, cria relações inesperadas e paralelismos sublimes. Ao longo de décadas, já desfilaram por seus salões livros, arte, mobiliário, vidros, arte primitiva, brinquedos, tecidos, cerâmicas, pratos de picasso que pertenceram a Yolanda penteado, uma tapeçaria famosa, igual à de Yves Saint laurent, pratas, mesas de laca preta e metal dourado (ao gosto da duquesa de Windsor), cerâmicas laranja, tecidos Kuba, Suzani, ikat, cômodas bombée, mobiliário dos anos 1950, dos séculos 18 e 19, Dinucci, design, brutalismo, art déco, artesanato brasileiro, curiosidades humanas e da natureza, colagens, sei lá, literalmente 1.000 coisas! tome mais: telas e esculturas, mo-

biliário de Jorge guinle, leonilson, José resende, gregório, Baravelli, fajardo, Dudi Maia rosa, Brecheret, Béranger, tenreiro, Claudio tozzi, portinari... Seria impossível nomear todos os que já entraram e saíram de sua galeria privada, num vai e vem que varia conforme o humor e o gosto da temporada. Sua estética é overtranslumbrante, de um esnobismo atroz, sempre no culto do impossível, uma síndrome de ludwig da Baviera, em que nada é bom o suficiente e o conjunto nunca atinge o grandeur desejado, o seu destino manifesto. A decoração é uma arte efêmera. Só vontade e o gosto do dono mantêm uma decoração, que é uma das formas do colecionismo, da maneira que ela merece, como foi idealizada e preservada. Um dos mais famosos aforismos de Oscar Wilde dizia: “Eu tenho o mais simples dos gostos, me satisfaço com o melhor”. Conrado é nosso Oscar very wild. Sua exigência excepcional nos looks, pessoas, cenários, e sua fantasia, nos legaram momentos inesquecíveis, histórias histriônicas, e coleções fabulosas! Merci beaucoup!

na página anterior, DEtAlHES QUE fAzEM tODA A DifErENçA. acima, ESCUltUrA QUE SE liBErtA pArA DAr BOAS-viNDAS AOS CONviDADOS E OS iNDEfECtívEiS SApAtOS DE NOSSO ANfitriãO dezeMBRO 2011

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Bazaar Brasil!

A mAis trAdicionAl dAs revistAs de modA finAlmente gAnhou umA versão nAcionAl, AssinAdA pelA cArtA editoriAl. mereciA, pois, umA festA à AlturA, com ilustríssimos convidAdos, grAndes momentos e um irresistível pocket show de BeBel gilBerto, umA musA A todA provA fotos andré ligeiro, ricardo toscani e zeca florentino


duncan edwards, ceo da Hearst Magazines international, o sHoeMaker cHristian louboutin, a diretora de redação da Harper’s bazaar brasil, Maria prata, carolina overMeer, alexia niedzielski, fernanda abdalla e patricia carta, nossa publisHer dezeMBRO 2011

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georgina brandolini

Grande articuladora do IHt, volta em breve para férias em trancoso, onde recebe toda a família em sua casa

bianca e afrânio affonso ferreira

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lucila e Jorge elias

Astral no salão

Grandes anfitriões merecem festa!

carlinHos Jereissati, do grupo iguateMi, e renata grabert

candy brown e giulia altério

Assunto ali não falta...

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carlos Miele

Num rasante tupiniquim

White feelings


FLASH

suzy Menkes

A jornalista comandou o seminário IHt Hot Luxury

bebel gilberto e cHristian louboutin

Um amorzinho rápido no camarim

andrea e cHarlotte dellal

Genética abençoada

oskar MetsavaHt e lenny nieMeyer

Representantes da embaixada do Rio

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sofia souza aranHa

sabrina gasperin e ara vartanian

Do time da Hermès no Brasil

Casal joia!

attilio bascHera

sempre impecável, aqui de Pucci

kika rivetti

Presença ilustre

natalie ruMpf gail

Do time da Chanel por aqui

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vivi Mascaro

Antenas ligadas...


os executivos da Hearst Magazines international, duncan edwards, Jeannette cHang e patrick brennan coM patricia carta e idel arcuscHin, da carta editorial

ReuniĂŁo de (alta) cĂşpula

francisco costa e saraH burton, aka AlexAnder McQueen

Agulhas afiadas

luciana giMenez e Marcelo de carvalHo

o casal 20 da tV

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fernanda de goeye

De malas prontas para o verão de trancoso

gabriela néspoli

Pernas pra que te quero

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ines néspoli

sempre prestigiam RG

A diretora de arte da Harper's Bazaar de Reinaldo Lourenço

guto neves

danielle e vanessa glaz

cris barros e toninHo abdalla

stripes fever

Na balada!


lu liMa

toda gata, a stylist aprovou os produtos da olay

cerveJa Miller

Gelada, um must have nas boas festas

la vie en douce

buffet petit coMité

Adoçaram os olhos e a boca de quem passou pelo Ballroom

tRAtAMeNto De IMAGeM digiscan

Delícias como o minicuscuz circularam pelo salão

wella

red bull

Gifts da marca profissional foram entregues para as moças que adoram, literalmente, um bate-cabelo. Um espaço da marca foi montado para aquele momento relax durante a festa

sinônimo de energia, deu pilha para quem ferveu na pista até o fim da noite, que foi longa. Teve show de Bebel Gilberto e sets de Rosana Rodini, Deborah falci e Ana Wainer dezeMBRO 2011

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Bazaar Informal Depois De agitar as páginas Da primeira eDição Da Harper’s Bazaar Brasileira, Carolina overmeer aBriu seus Domínios, no JarDim europa, para um almoço entre amigos, parCeiros e os CHiques Da moDa que aportaram em são paulo FotoS riCarDo tosCani e zeCa FLorentino


CaroL oVermeer e mario testino

A editora especial da Harper’s Bazaar Brasil recebeu o fotógrafo, assíduo em Sampa desde que abriu na cidade uma filial de sua agência, a Higher and Higher

Diane Von Furstenberg e Luiz osVaLDo Pastore

Sempre astral, a estilista passou pelo almoço na casa do marido de Carol; Diane é amiga de Pastore há décadas

garDen Party

Flagra da turma de bacanas, num almoço relax

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Jeannette Chang e barbara Leary

Chang é powerwoman, publisher da Hearst nos EUA. Com ela, a esposa de Kim Esteve

Luisa moraes

Recebeu xxxx Kanye e xxxxx West dsohvdsiuhv dsuvi dsuhv nos dias do rapper no dsuihv dsiuhv uisdhv Brasil,udis tá?

PeDro e reinaLDo Lourenço

Tal pai, tal filho, na vida e na moda. Atrás, bate-papo entre Fernanda de Goeye e Jan olesen e Augusto Arruda Botelho e Jack Vartanian

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FLASH

aLex DeLLaL, num Chat Com a Dona Da Casa

tRAtAMENto DE IMAGEM digiscan

O filho-gato de Andrea deu o ar da graça

Luiz triPoLLi e Lia De FigueireDo Ferraz

Nosso colunista em momento grude

VaVá ribeiro e esther giobbi

Sempre em trânsito, a decoradora embarcou, do almoço, para NY. Já o fotógrafo seguiu para o opening do Cine Joia

iara Jereissati e Christian Louboutin

true red

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crudités

tramezinos

Os appetizers feitos com legumes crus são perfeitos para o calor

Pequenos sanduíches italianos que sustentam sem pesar

moules à la Provençale

brochete de lagostim na brasa

Proteína leve que repõe a energia

Ótimo acompanhamento para uma taça de champanhe

Pastel

cachorro -quente

milho cozido

emPanadas

Desculpe aí, mas fritura não combina com calor

salsicha só em casa, ou em lugares apropriados. Nunca al mare…

Porque ninguém leva fio dental na praia (só os biquínis)

Muito condimento e pouco frescor. sucesso em ipanema, mas evite

PRAIA BREGA OU PRAIA CHIQUE?

AL MARE DÁ UMA FOME, NÃO? MAS CALMA, CUIDADO: TEM COMIDA QUE DEIXA A SUA PRAIA MUITO CAFONA… RG PEDIU, E O CHEF QUE TEMOS EM ALTA CONTA FEZ UMA LISTA PARA VOCÊ NÃO MORRER NA PRAIA! POR victor vasconcellos ilustRaçãO gui borgomoni rg

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ANOS CONSECUTIVOS

LÍDER EM AUDIÊNCIA NO PÚBLICO JOVEM FONTE: IBOPE GSP – EASYMEDIA 3 – TODOS OS DIAS – 05H/24H – JUL A SET/2011


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VIDA

Bohemian Rapsody

loulou de la falaise era a porção cigana da maison yves saint laurent. musa, amiga e alma gêmea. como ele, deixou a vida e entrou para a história POR DuDI MAChADO

Seus pais a teriam batizado com Shocking Pink, fragrância de Elsa Schiaparelli, e não com água. Verdade ou lenda, Loulou de la Falaise (1948-2011) viveu à altura desse debut. Morta no mês passado, em Paris, ela foi a rainha da boemia, princesa na corte de Yves Saint Laurent. Musa, amiga, e soulmate do couturier, ela, como ele, saiu de cena, mas entrou para a história, criando uma estética que se tornou sua assinatura. Muito antes do boho ser um look da moda, Loulou já o havia adotado como modo de vida, imprimindo para sempre sua marca na história da moda. Como na letra da canção do Queen, “Bohemian Rapsody”: “Is it the real life? Is this just a fantasy? Easy come, easy go, little high, little low...”. Simples assim, mixando, subvertendo, brincando com as regras, as cores e os valores. Louise Vava Lucia Henriette de la Falaise nasceu em Sussex, no countryside inglês. Sua mãe, Maxime de la Falaise, foi uma beauty, modelo de Schiaparelli, considerada pelo fotógrafo Cecil Beaton como a “única inglesa realmente chique de sua geração”. Excentricidade e estilo sempre correram no sangue da família. Como declarou a designer Carolina Herrera, em recente passagem por São Paulo, “Loulou veio de uma linhagem de mulheres que tinham estilo. Mas, além de sua elegância única, ela tinha um senso de humor e alegria extraordinários. Ela

era simplesmente o máximo!”. Seu pai era um conde francês, Alain de la Falaise. Ou seja, em seu DNA corria o mix ideal: um pouco de folie inglesa e o indefectível style francês. Tudo na medida exata. Em sua agitada juventude, Loulou passou por colégios internos na Inglaterra, na Suíça e, por fim, em Nova York, onde, por meio de amigos, caiu nas graças da maior caça-talentos que a moda já conheceu: Diana Vreeland. Naturalmente, como as it girls da época, foi transformada em modelo, posando para as lentes de mestres como Richard Avedon e Irving Penn. Aos 18, apenas, morando em Londres, num coup de foudre, casou-se com o aristocrata irlandês Desmond FitzGerald. É justamente nesse período de Swinging London em que Loulou tem um encontro que mudaria sua vida. Apresentados numa festa (ou num bar) em Carnaby Street – as memórias dessa época são nebulosas, como a juventude normalmente permite – ela conhece Yves Saint Laurent.

NA PáGINA AO LADO LOuLOu FOTOGRAFADA EM CASA NA RIVE GAuCHE, EM 2007 ACIMA uM RETRATO DA BOEMIA NA SwINGING LONDON, EM 1969 dezembrO 2011

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Na biografia do próprio, ela relata: “Nos demos bem desde o primeiro encontro. Tínhamos o mesmo senso de humor, quase bobo. Gostávamos de fazer e de falar besteiras o tempo todo”. Na época, Yves acabara de abrir em Paris sua primeira butique de prêt-à-porter, chamada Rive Gauche. Em 1969, Londres havia sido o lugar escolhido para receber a segunda filial da marca. A foto de Saint Laurent ao lado de Loulou e Betty Catroux em frente à nova loja, no dia de sua inauguração, tornaria-se o marco de uma época e rodaria o mundo como símbolo da santíssima trindade do estilo de YSL. Se Betty personificava a androginia, com seu estilo clean, masculino e forte, Loulou era a explosão de feminilidade e cor, esvoaçante, livre, rainha dos balangandãs, cheia de personalidade, inesperadamente over, a cigana mais sofisticada. Vestida em couture ou simplesmente com calça e camisa, ela literalmente chacoalharia as ruas e salões de Paris por décadas. No seu segundo casamento, em 1977, com Thadée Klossowski de Rola, que lhe deu sua única filha, Ana, Loulou foi vestida por Saint Laurent com turbantes e xales. Acessórios eram parte fundamental do seu estilo, superfotografado e copiado, mas jamais igualado. Suas bijoux extraordinárias tornariam-se peças de colecionador, verdadeiros amuletos, representativos de cada uma das coleções de Yves. Quando perguntada por uma revista, em 2002, sobre seu papel como musa, ela respondeu: “Imagino que uma musa seja alguém que pareça glamourosa, simplesmente sentada enfeirg

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tando um salão. Eu trabalhei muito e certamente não estava ali como um enfeite”. Loulou assumiu o papel de diretora de acessórios da grife do amigo até a morte do mestre. Independente, ela continuou criando, sob a marca que levava seu nome, com uma loja de bijuterias, verdadeiro cabinet de curiosités. “Crio peças pensando na beleza, na história, no significado de cada uma. Misturo pedras semipreciosas com vidro, resina… Às vezes, a mão de obra é mais cara do que a peça em si.” Admirador de seu trabalho, Oscar de la Renta a convocou para colaborar com algumas de suas criações. Sempre up to date, entrou na era digital criando roupas e acessórios acessíveis, mas sempre cheios de estilo, para o canal de vendas por TV a cabo e online HSN. Apresentando os produtos na TV, Loulou nunca perdia a chance de fazer uma piada. Desde o ano passado, o estado de sua saúde piorou rápida e irreversivelmente. Em seu funeral, em Paris, os extraordinários que fizeram parte de sua vida vieram prestar a última homenagem a essa eterna musa, de alma cigana e espírito livre.

ACIMA YVES SAINT LAuRENT E SuAS ETERNAS MuSAS BETTY CATROux E LOuLOu DE LA FALAISE, NA ABERTuRA DA LOjA YSL RIVE GAuCHE, EM LONDRES AO LADO LOuLOu PELAS LENTES DE BERT STERN, EM 1970


VIDA

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O netO DO JâniO é um pOlíticO!

Amigo de Bono, mAdonnA e Bill Clinton, Jânio quAdros neto é o CiCerone deluxe dAs CeleBridAdes. AgorA, vAi usAr suA hABilidAde pArA ingressAr nA polítiCA POR jeff ares FOTOS ludovic carèMe

Com seu forte sotaque americano, o economista Jânio Quadros Neto, nascido em Houston, nos Estados Unidos, tornou-se um amigo leal e o porto seguro de incontáveis celebridades que aterrissam nestes trópicos. Em suas últimas passagens por aqui, é notório que Madonna só dirigia a palavra a ele. Bono foi apresentado a Lula por Jânio. Luciano Pavarotti lhe reservava um lugar na primeira fila de seus shows. Justin Bieber foi jogar golfe com ele, em Itatiba. Sting, Rihanna, os caras do Red Hot Chilli Peppers, Katy Perry... A lista de stars ciceroneadas pelo neto do ex-presidente é incontável. Invejável. Mas como, e por quê? “Em 2004, eu conheci o Bill Clinton na casa de um amigo, e a partir dessa amizade conheci o Bono, em outra ocasião. Na turnê que o U2 fez no Brasil, em 1998, eles tiveram vários problemas com a produção, não ficaram satisfeitos, houve um processo, até saiu na imprensa. Aí, em 2005, no Live Aid de Londres, eles me pediram para ajudar com os trâmites legais de passagem, segurança, escolta, hotel...”. Deu tudo certo. “Tenho acesso a contatos políticos para conseguir rg

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evitar problemas, evitar tumultos, garantir a segurança dos artistas e dos fãs”, explica. “Consigo assegurar que sejam destinada escoltas policiais, por exemplo. Como se diz nos Estados Unidos, cuido para que ‘the shit doesn’t happen, and, if it happens... clean it quickly’, algo como 'para a merda não acontecer, e, se acontecer, limpá-la rapidamente'.” Jânio fala sobre as operações que cercam os trajetos dos famosos como um estrategista militar. E não nega seu interesse pelo assunto. “Um dos melhores amigos do meu pai era policial nos Estados Unidos, e eu fiz alguns cursos por lá. Quero agora fazer um de krav maga”, o sistema de combate usado pelas forças especiais de Israel; um dos adeptos é o chefe de seguran��a de Madonna, que já foi o chefe de segurança do ex-premiê israelense Ariel Sharon. Diz nosso entrevistado que ele quer vir ao Brasil para dar palestras. Jânio se tornou, então, uma espécie de assessor especial, contratado pelas produtoras de shows, muitas vezes a pedido dos artistas. E é recomendado, entre eles: “Um vai falando para o outro, e eles sabem: os defendo com unhas e dentes”.


ASSISTENTE DE FOTOGRAFIA rafael martinelli TRATAMENTO DE IMAGEM StUDiO OCtaViO DUarte

perfil

Temeroso, ele se policia para não dizer o que não deve. Seu relicário de histórias é invejável, já que desfruta de uma proximidade que faria tremer de regozijo qualquer colunista. “Assinei um contrato de confidencialidade com vários deles”, diz, justificando a mudez. Madonna, em especial, parece ser a mais protegida. “Não posso falar nada sobre isso”, fecha-se, com os olhos cerrados. “Tenho de tomar cuidado.” Só diz que foi ele quem sugeriu que a popstar se encontrasse com Sergio Cabral, em 2008. E que ela então manifestou o desejo de que ele a encontrasse no camarim do seu show no Rio. “Achei que fosse brincadeira, mas aconteceu.” E o encontro com o Eike? “Esse não fui eu, foi o governador quem sugeriu.” Deslumbre? “Não quero parecer esnobe, mas já conheci muita gente famosa na vida, o príncipe Charles, o príncipe William... Não me surpreendo mais, quando você vê um artista na televisão, aquilo é tudo uma produção.” Mas Bono, ao que parece, causa mais emoção. “É um grande ídolo. Em 2006, falei para ele: ‘Você não pode vir ao Brasil sem conhecer o Lula’. Ele é filho de um carteiro, se identificou com o presidente. Nessa semana mandou um e-mail para ele quando soube do câncer”, conta, como se estivesse falando do Zezinho da esquina. “Ele representa um símbolo para quem quer melhorar

o mundo”. E ele parece querer mudar as coisas, também. Jânio está filiado ao PSD, o recém-fundado partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. “Querem que eu me candidate a vereador, vamos ver no futuro”, entrega, já vislumbrando as eleições de 2012. “Gilberto é meu amigo pessoal, estou desenvolvendo um projeto político.” Quais as bandeiras? “A corrupção no Brasil é sistêmica. A mãe é o sistema eleitoral. O pai é o sistema partidário. O oxigênio é o Estado burocrático ineficiente.” E segue: “Precisamos reinventar o Estado, fazer a reforma tributária”. E preconiza: “O que aconteceu na Grécia pode acontecer no Brasil em 20 anos”. Do alto de sua formação acadêmica, cita Delfim Netto, seu professor, para defender outra de suas bandeiras: “A parte mais sensível do corpo humano é o bolso”. Do avô, o célebre, Jânio diz que herdou “a obstinação em acreditar que as coisas podem se tornar mais eficientes”. Tece loas: “Os discursos dele eram mais interessantes que novela das oito, diferente dos políticos de agora, muito monótonos”. E observa: “Os políticos têm medo da imprensa, hoje. A imprensa era manipulada por Jânio de uma forma muito interessante”. A julgar por seu poder midiático, o neto bem que pode levar adiante a retórica do avô. dezembro 2011

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BLaCK FuCKIng TIe FOTOS/IOram FInguerman com exclusividade, rg invadiu o cine joia. a mais nova casa de shows de são paulo É o reluzente empreendimento do tycoon do nightlife local, facundo guerra, um homem de fervorosos serviços prestados à desvairada pauliceia


vavรก ribeiro e cecilia dean

O fotรณgrafo carioca e a mulher por trรกs da Visionaire. Era dela o look mais deslumbrante (perdรฃo, meninas) da festa dezembrO 2011

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#flinstones feelings

Facundo vai Ă  guerra, ali no camarim do Joia, grafitado pelo Flip

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INVADE

shoWtime!

Um incrível sistema de iluminação por mapping cria o cenário que mais se adequar às atrações. Na lista de futuras bandas, apenas uma regra: diversidade

Facundo é Guerra, diz a certidão portenha do moço barbudo de 37 anos, personagem principal deste texto e de uma certa cena noturna, dominada pelos mais selvagens dancing shoes de São Paulo. De fato, o cara é do front. Aumentou consideravelmente a ressaca da pauliceia ao inaugurar o Vegas, nos idos de 2005. De lá pra cá, inventou os bares Volt e Z Carniceria e se tornou sócio do Lions Nightclub. Prepara-se para abrir duas novas boates, a gay Yatch e a carioca Pan Am. Um arsenal digno de comandante, coroado pela festa “black fucking tie” que descerrou as cortinas do Cine Joia, uma casa de shows sem precedentes, quartel-general mais legal da cidade, hoje. O grande charme do lugar, que RG invadiu antes de sua abertura e no festão abre-alas que você vê aqui, é a mesura que faz à história. “É uma declaração de amor”, entende Facundo, que usa um dos símbolos de Sampa, o desenho de suas calçadas, para revestir a fachada do antigo cinema que funcionava ali entre as décadas de 1950 e 1980. “O paulistano arquetípico não tem esse orgulho regionalista”, observou, numa tarde quente, na semana anterior à abertura do lugar. Os desenhos na fachada são as únicas interferências na arquitetura original, que foi restaurada de forma a preservar seu estilo, um crash indecifrável de art nouveau e art déco, que mimetiza um grande diamante. Uma extravagância há muito perdida no caos, condenada, salvo milagre, à demolição. A ressurreição se deu pelas mãos de um dos artífices da aclamada revitalização de outra região, a do Baixo Augusta. Quando chegou ali, com o bate-estaca e seus modernetz em riste, Facundo provocou a mudança que o poder público, em tese, deveria promover. Desencadeou uma profunda transformação numa área degradada, na qual só pisava quem buscava uma saliência barata. Algo messiânico, o barbudo agora estaciona sua Norton Dominator, 52, numa rua em que perambulam usuários de crack e vagabundos de toda estirpe, no canto mais esquecido do nipônico bairro da Liberdade.

Enquanto coordena a entrada do fliperama (que veio da sua casa) no camarim, povoado por grafites pervertidos do Flip, Facundo checa se o pedreiro tem smoking para o grande dia. “Todos virão”, reforça, bom pastor. Soa bem, num lugar que, antes de virar um antro de pecadilhos, abrigou um templo evangélico, sede do Ministério do Avivamento Contínuo da Igreja Pentecostal. Quando o último filme de Kurosawa ali foi exibido, o imóvel deu espaço à pregação. “O André Juliani (um dos sócios, ao lado de Lucio Ribeiro) encontrou o lugar”, credita Facundo. “Passei a frequentar os cultos, para sondar. Um dia o pastor chegou até mim e falou: ‘Meu filho, você não veio orar, veio?!’.” Aí começou a evangelização: o guerrilheiro convenceu o pastor a liberar o imóvel. Para a hercúlea tarefa, financiou a construção de um novo templo, mais perto do rebanho, nas cercanias do município. Finda a cruzada, Facundo e seus comparsas arregaçaram as mangas. Em seis meses de obras, renascia o Joia, cujos afrescos andavam cobertos pelo gesso da ignorância (palavra do Senhor). No cabalístico 11.11.11, Facundo se vestiu com as armas de James Murphy e foi pelejar. A primeira festa pedia esmero. E dálhe penas, borboletas, paetês, moças de smoking, rapazes de make-up, gatas de fendas exuberantes, pegadores em ação... As escadarias ficaram abarrotadas; mais de 1.000 pessoas invadiram, boquiabertas com o sistema de iluminação, por mapping, uma tecnologia que cria cenários num clique. Grandes atrações da cena indie, do pop, do rock, da eletrônica, do jazz, do ska, do skindô, enfim, devem aportar naquele palco. Onde reinava a palavra do Senhor, fez-se a Luz. – jeff ares

WWW.siterg.com.br ACOMPANhE OS ShOwS DO CINE JOIA EM NOSSO wEBSITE. RG tEM uM cAMArOtE (siM!) E vAi tE MOstrAr As grAndEs nOitEs dA PArAdA. OnlinE, MErMãO! dezembrO 2011

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Um topete irretocável, um olhar fulminante

teca paes e marko brajovic

Just married, na Croácia, o casal volta à cena

marcos kurtz e fernanda duarte

Uma piscadela assim e a gente não resiste...

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lucio ribeiro

Um dos sócios do Cine Joia, nome forte do jornalismo musical


INVADE

E dá-lhE pEnas, borbolEtas, paEtês, moças dE smoking, rapazEs dE makE-up, gatas dE fEndas ExubErantEs, pEgadorEs Em ação...

coisas de marcele...

Marcelona, a hostess extravaganza que não se contenta com pouco

anne checoli e breno zylbersztajn

Pela renovação da noite paulistana

diego cattani e michael love

cassiano bonjardim

O sobrenome perfeito para o garboso rapaz

O designer e a performer transex, musa do underground

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pauliceia

paula goldman

A cineasta levou seu allure para passear

Repare nos sĂ­mbolos de SĂŁo Paulo misturados a diamantes na fachada

beto macedo, kika brandĂŁo e brunel galhego

Convescote na escadaria

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TRATAMENTO DE IMAGEM digiscan

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carol ribeiro

A supermodel ĂŠ a prova: sim, existe amor em sP!

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O BANQUEIRO SAI DO VERMELHO

PASSADOS 16 ANOS DA PERDA DO CONTROLE DO BANCO ECONÔMICO, ÂNGELO CALMON DE SÁ VISLUMBRA DIAS DE REABILITAÇÃO SOCIAL, SOB UM SOL SALVADOR POR Tom Cardoso

A passada é larga para quem já passou dos 60. A voz, firme: “Não falo com jornalistas”. O homem que se recusa a atender a reportagem de RG tem seus motivos para continuar calado. De 1995 pra cá, quando deixou de ser um banqueiro influente, dono da oitava instituição financeira do país, seu mundo – como diria Maysa – caiu. Só não perdeu a mulher, Anna Maria, ex-miss Bahia, com quem está casado há mais de 50 anos. De resto, sofreu todas as privações possíveis. Os bens foram confiscados. Os cartões de crédito cancelados, com exceção de um, o da Associação de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador, que não fez lá muita diferença – a operadora recusou-se a aumentar o limite de R$ 2 mil. Uma humilhação para um bilionário acostumado a todo tipo de mordomia. Era como se, de uma hora para outra, Eike Batista tivesse seu crédito rejeitado pelas Casas Bahia. Ângelo Calmon de Sá sobreviveu à tormenta. Depois que o seu banco, o Econômico, o mais antigo do país (na época com 161 anos), sofreu intervenção do Banco Central, em 1995, acusado de crimes contra o sistema financeiro, o banqueiro iniciou uma longa luta para retomar o controle da instituição. E nunca esteve tão perto de chegar lá. RG apurou que Calmon rg

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de Sá acabou inocentado em quase todos os 33 inquéritos criminais dos quais foi indiciado. Ele também se beneficiou, por um artigo de lei sancionada pelo presidente Lula em 2010, que propõe deduções em juros e multas para refinanciamentos no prazo de até 15 anos. Calmon de Sá já pagou R$ 16 bilhões ao Banco Central. Por causa da mudança na legislação, o banqueiro tem dito para amigos que, a partir de agora, quem deve a ele é o governo, e não mais o contrário. Boa parte desses amigos, a maioria empresários, frequenta o prédio da Associação Comercial da Bahia, a mais antiga do Brasil (inaugurada em 1811), considerado um dos cartões-postais de Salvador por sua beleza arquitetônica. Lá, Calmon de Sá, mesmo depois da derrocada econômica, manteve intacto o seu prestígio. É chamado de “Ministro” pelos seus pares (o banqueiro foi ministro por duas vezes – da Indústria e Comércio do governo Ernesto Geisel, nos anos 70, e secretário do Desenvolvimento Regional – pasta com status de ministério – nos últimos meses do governo Fernando Collor). Com fama de bom negociador, é convocado para dar palpites em grandes empreendimentos e tem trânsito livre


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entre a diretoria da associação. Em julho, quando a presidente Dilma Rousseff foi convidada pelo governador baiano Jaques Wagner para participar das comemorações pelos 200 anos da entidade, Calmon de Sá, presente na homenagem, aproveitou para fazer lobby junto à presidente. Os amigos, que até então duvidavam da volta do Econômico, ficaram surpresos com o otimismo do banqueiro durante sua conversa com Dilma. Calmon de Sá também valeu-se do prestígio junto à sociedade baiana para recuperar a saúde financeira. “Ele foi durante muitos anos o ‘caixa’ dos baianos. Com a afabilidade que lhe é peculiar, somada ao fato de ter emprestado dinheiro para todo mundo, inclusive durantes as fases de vacas magras, ele conseguiu fechar bons negócios após a intervenção”, diz o jornalista Levi Vasconcelos, colunista do jornal baiano A Tarde, há décadas acompanhando a trajetória de banqueiro. Um jornalista, que não quis se identificar, lembrou à reportagem que Calmon de Sá foi chamado várias vezes para “salvar” os principais jornais da capital baiana da bancarrota. O banqueiro também teria concedido empréstimos generosos a emissoras de rádio e televisão, além de contribuir para campanha de políticos poderosos. Quando o escândalo do Econômico estourou, a Bahia silenciou. Atualmente, Calmon de Sá ganha um bom dinheiro com suas fazendas no sul da Bahia. Fundada em 1973, a Agrícola Cantagalo é considerada uma das maiores produto-

ras de cacau do Brasil. São 15 fazendas, boa parte delas produzindo cacau de alta qualidade. Desde a constatação da “vassoura-de-bruxa” na Bahia, doença que dizimou boa parte das lavouras do produto, levando à falência os grandes coronéis do cacau a partir do fim dos anos 80, Calmon de Sá conseguiu se proteger do fenômeno, plantando cacau orgânico, imune à praga. O banqueiro ganhou elogios de ambientalistas, muito antes de o termo sustentabilidade virar moda no setor empresarial. Já os inimigos de Calmon de Sá acusam o banqueiro de fortalecer suas fazendas de cacau durante a gestão como ministro da Indústria e Comércio. Ele teria, segundos os seus opositores, praticado uma modalidade predatória de dumping no mercado nacional de cacau. Por meio do Banco Econômico, arrematava enormes e caríssimos lotes de seu próprio produto para saturar o comércio com preços artificiais, muito abaixo dos praticados pelos seus concorrentes.

Na PÁGINa aNTErIor, ANGELO CALMON DE SÁ EM 1991; aCIma, O EX-BANQUEIRO VISITANDO SUA FAZENDA, NO INTERIOR DA BAHIA, EM AGOSTO DE 1977 dezembro 2011

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FOTOS AGêNCiA jb, FERNANDO ViVAS/AbRiL E FOLhApRESS TRATAMENTO DE IMAGEM DiGiSCAN

Depois De anos recluso, DigerinDo a Dor Do ostracismo, calmon De sá voltou a se Divertir

Quando o Econômico sofreu intervenção do Banco Central, Calmon de Sá bateu imediatamente na porta de Antonio Carlos Magalhães, o homem que não só “mandava e desmandava” na Bahia, como tinha grande influência no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. ACM e Calmon de Sá eram velhos amigos, desde os tempos em que o banqueiro era ministro de Geisel. O político indicou vários amigos de prestígio para abrir conta no Econômico, inclusive o escritor Jorge Amado, que, segundo uma pessoa muito próxima a Calmon, que não quis se identificar, teria ficado enfurecido ao saber que todas as suas economias estavam num banco prestes a sofrer intervenção por parte do Banco Central. “O Jorge Amado cobrou ACM pessoalmente. Foi um vexame para o governador. O ACM, que tentava negociar uma saída para o Econômico, via Odebrecht (uma das maiores construtoras do país, também de origem baiana) jogou a toalha quando percebeu que poderia perder muito de seu prestígio se continuasse ligando o seu nome ao Econômico.” Não deve ter sido fácil para Calmon de Sá passar os últimos anos despachando de um escritório decadente no centro de Salvador. Quando comandava o Banco Econômico, fazia questão de desfrutar de toda a pompa possível. Na matriz do Econômico, havia seis elevadores – um deles só podia ser usado por ele. Certa vez, um diretor, com 20 anos de banco, teria entrado no elevador exclusivo e, mais

tarde, teria sido repreendido com vigor por Calmon de Sá. O presidente também, diz-se, não admitiria executivos do Econômico viajando no jatinho da empresa – só em aviões de carreira. Quando reassumiu a presidência do banco, depois de uma rápida passagem pelo ministério de Fernando Collor, Calmon de Sá recusou-se a dividir uma sala de 600 metros quadrados com os demais diretores. Preferiu ocupar o andar inteiro – sozinho. Depois de anos recluso, digerindo a dor do ostracismo, Calmon de Sá voltou a se divertir. Já é visto com frequência nos campeonatos de pesca oceânica, disputados pela elite baiana. Ele é considerado, ao lado do amigo Duda Mendonça (que, por força da lei, deixou as rinhas de galo) um especialista em capturar marlins, peixe conhecido entre os pescadores como “azul”. É, Calmon de Sá parece estar no fim da luta para recuperar o azul. E sair, enfim, do vermelho.

Na PÁGINa aNTErIor , EM TEMPOS MENOS DIFÍCEIS, EM 1978; aCIma , O EX-BANQUEIRO DURANTE DEPOIMENTO NA CPI DOS BANCOS, QUE O LEVOU À PERDA DO CONTROLE DO BANCO ECONÔMICO dezembro 2011

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D E ST I N

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aléM de aspen...

A TEMPORADA DE ESQUI ESQUENTA O HEMISFÉRIO NORTE. RG ENUMERA OS DESTINOS DA VEZ PARA UMA DESCIDA PERFEITA POR LUIZA SOUZA

É sempre assim nesta época do ano: enquanto uns se esbaldam nas praias daqui, outros fogem do calor e seguem correndo para a neve do Hemisfério Norte. Para aonde ir, hein? Recorremos a Eduardo Gaz, dono da Ski Brasil, maior operadora do gênero na América Latina. Por ano, ele viaja de seis a oito vezes para destinos gélidos. “Já passei 180 dias, quase seis meses, na neve. Gosto tanto do esporte que até me arrisco a dar umas aulas de esqui”, gaba-se. Uma voz perfeita, portanto. Para RG, ele traçou a rota da neve perfeita e, de quebra, nos deu boas dicas. Em sua opinião, Aspen, um destino manjado quando se pensa no assunto, é ótimo. Um curinga que agrada diversos perfis de viajantes. Para os já iniciados, há os points da vez. Exclusiva, a estação de Crans-Montana, na Suíça, vale a visita, principalmente pelo hotel Guarda Golfe, que ganhou investimento milionário e é irretocável – tem até spa do Ivo Pitanguy (!). Outra montanha a considerar é Jackson Hole, nos Estados Unidos. Suas rg

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pistas são desafiadoras e requerem certa prática no esporte. A dica ali é relaxar no Amangani, da top rede de resorts Aman. Também nos States, há Telluride, onde Ralph Lauren construiu seu rancho, destino certo para quem procura neve sem tanta badalação. “É um dos lugares mais bonitos que já visitei, por sua natureza. E pela cara de ‘velho oeste’. Telluride é cozy e sofisticado”, indica Gaz. Escolhido seu destino, não esqueça de levar as roupas adequadas, muito filtro solar e, dica do nosso expert, uma Helmet Camera, mini-câmera tendência, que deve ser acoplada ao capacete para filmar suas melhores manobras. E boa descida!

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FOTOS DIVULGAÇÃO TRATAMENTO DE IMAGEM DIGISCAN

GUIA

Jackson Hole

No mais puro estilo western, é dividida em dois vilarejos, Town of Jackson e Teton Village, onde estão as pistas desafiadoras e a neve de qualidade. Perfeita para esquiadores e snowboarders intermediários e avançados

crans-Montana

A maior estação de esqui da Suíça tem excelentes pistas. E um centro charmoso, animado e cosmopolita, com cafés, lojas e cassino. A novidade boa é o spa do hotel Guarda Golf, que leva a assinatura do nosso Ivo Pitanguy

aspen/snowMass

A estação mais famosa do Colorado é ultrasofisticada. Além das atividades na neve, reserva ótimos hotéis e restaurantes. Gente bonita você encontra no après-skis, um dos mais fervidos. Hotspot? O restô-novidade Casa Tua

telluride

Com espírito de velho oeste e fachadas históricas, tem a única operação de “heliski” do Colorado, a Helitrax, que leva os visitantes em um helicóptero para mais de 600 km² de terreno, com neve virgem e guias locais dezeMBRO 2011

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ur avent

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MISSãO: OFF-rOad

Fabrizio Fasano topou o desaFio de percorrer quilômetros pelo interior de são paulo, no rally mitsubishi motorsports POR BRUNO DIAS GOMES FOTOS ZECA FLORENTINO

Apaixonado por carros, motos e belas paisagens – afinal, ele trabalha com imagens –, Fabrizio Fasano abraçou com gosto a última etapa do Rally de Regularidade Mitsubishi Motorsports Sudeste, que aconteceu no mês passado, em São José dos Campos. O fotógrafo convocou o amigo Bruno Malzoni (expert em corridas de kart e iniciante em rallies) para ser seu navegador na Equipe RG, na categoria Turismo Light. Juntos, percorreram mais de 150 quilômetros entre vilarejos e campos de eucaliptos, pelo interior de São Paulo. A bordo de uma Mitsubishi Triton L200, Fabrizio mandou bem nas manobras, manteve a calma (item indispensável para completar a prova e não perder pontos) e, melhor, se rg

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divertiu. “Fotografei o Rally dos Sertões por diversos anos e há tempos não participava de uma prova como essa. Teve gostinho de remember!”, atestou, com fôlego recuperado. “Do estudo da planilha ao almoço pós-prova, passando pelo carro, que eu diria ser um veículo valente, foi tudo agradável e bem organizado”, completou, pronto para a próxima.

WWW.SITERG.COM.BR OnLinE, uMA GALERiA DE iMAGEnS DE ALGunS DOS RALLiES Já FOTOGRAFADOS POR FAbRiziO


TRATAMENTO DE IMAGEM DIGISCAN

guia

largada

Momento zero: foi dada a largada. O Mitsubishi Triton L200 da Equipe RG parte em busca dos cinco elementos no interior de São Paulo...

TIME

Fabrizio Fasano assumiu o volante e Bruno Malzoni comandou a navegação. Dupla afinada, que completou a prova, oh yeah, com sucesso!

POEIra

Velocidade e precisão na última etapa do Mitsubishi Motorsports Sudeste, que passou por sete cidades brasileiras e promete novas emoções.

gPS

Nos momentos que antecederam a prova, hora de estudar os mapas dos trajetos, entender as regras, respirar fundo e… pisar! dezeMBRO 2011

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nom o r t s ga

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menu dos sonhos, nas asas da pan air POr mAriA ALice soLimeNe FOTOS FeLiPe moroZiNi

Tinha criança que sonhava com a Barbie, com a Terra do Nunca... Eu tinha uma ideia fixa: a Pan Air. Achava aquilo “de um chic”! Naqueles tempos, viajar de avião era realmente uma experiência. A coisa mais elegante, além do fumoir, era a comida; os sanduichinhos e canapés que acompanhavam os drinks durante o voo. Eu ficava sonhando... Mas os tempos são outros. Gostaria muito de entender o que acontece com a comida de avião, cada vez pior! É sempre um pesadelo: nomes estranhíssimos, molhos indecifráveis. Quanto mais complicado o cardápio e estrelado o chef, pior é o resultado. Vixe! Peixe com maracujá e jabuticabas e ameixas vindas não sei de onde... marinadas não sei em que... Credo! Se a coisa continuar dessa forma, melhor levar uma lancheira! Um dia, prometo, vou fazer uma jornada por todas as companhias aéreas, dando nota e fazendo um Michelin de avião. Precisaaaa! Genteeee não pode ficar pior! Na ponte aérea então, quanto mais bacana a embalagem, aquela que faz suas papilas gustativas imaginarem o melhor sanduíche do mundo... pior é o conteúdo! Vamos pensar que o cardápio deveria ser o mais simples e leve possível (quase comida de criança), abolindo, por rg

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GUIA

FOTO gettyimages trAtAMENtO dE iMAGEM digiscan

“Gostaria muito de entender o que acontece com a comida de avião, cada vez pior! É sempre um pesadelo: nomes estranhíssimos, molhos desses indecifráveis. vixe!”

exemplo, os medalhões e chateaubriands que, esquentados, são uma tortura chinesa, daquelas que nos fazem revelar os segredos mais profundos. Ai que saudade da Pan Air, pela qual, infelizmente, eu nunca voei, mas que me leva para as refeições dos meus sonhos, aquelas de verdade, sem um pingo de pretensão, porém com toda a classe do mundo! Começo a imaginar as comidinhas de avião perfeitas. Em primeiro lugar, um sanduichinho em formato de canapé, com tampa e fundo recheados de ovos e pepino: um verdadeiro inglesinho, feito no pão de miga preto, muito fresco e macio, preso com um palitinho chinês, com a ponta entalhada! Hummmm! Achei que seria um bom começo... Ainda no clima inglesinho, penso em um tartar de salmão marinado, servido com cream cheese e dill, também no pão de miga preto; poderia acompanhar qualquer drink, inclusive champanhe – ou até mesmo um chá, num voo das cinco. Um francesinho também seria muito bem-vindo: penso num “salade niçoise” (que hoje tem seus fãs de carteirinha) com atum da melhor qualidade, alface muito crocante, rabanetes e tomatinhos muito doces. No pão de miga branco, sempre do tamanho de uma fatia de ovo. Sem esquecer do palitinho chinês entalhado, ok?

O grupo começaria a se formar e ganhar uma identidade, todos compactos, bem cuidados, umedecidos até a hora de servir. Num avião daquela época, num ambiente enfumaçado que me reporta aos filmes dos anos 30, 40 e 50, quando não havia situação que não pedisse um cigarro para completar o glamour. Penso em aeromoças lindas, chiquérrimas, comissários idem... Entre um drink e outro, o apetite estaria no ponto para receber um “mini club”, o clássico primeiro pedido quando chegamos num hotel e precisamos de um mimo. Este aqui, porém, pequenino e elegante. Mas sem prescindir da batata palha, do bacon, do peru desfiado, da alface crocante e da maionese – caseira, claro! Hummmm de novo! bem, enquanto não me torno crítica de comida de avião, vou espalhando meus sanduichinhos pelas festas para sentir um pouco do glamour das asas da Pan Air... Ou será que eu deveria fazer um quiosque nos aeroportos com um kit chiquezinho para viagem?

WWW.siterg.com.br ONliNE, AS rECEitAS, PASSO A PASSO, E MAiS diCAS dA MAriA AliCE, bANQUEtEirA QUE NóS AMAMOS... dezembro 2011

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EC AC O N T

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CINCO ESTILISTAS BRASILEIROS APRESENTARAM, NA CASA FASANO, OS LOOKS QUE CRIARAM PARA A COLEÇÃO FASHION FIVE DA RIACHUELO

MICA ROCHA

FLAVIO E ANNA CLÁUDIA ROCHA

ROBERT FORREST

FABRICIO E FERNANDO ROCHA

PAULO BORGES

CARLA KAMALAKIAN

SERGIO K.

CHANTAL GOLDFINGER

UM MERGULHO

DUDU LINHARES

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SHARON DUEK

FOI COM POOL PARTY, NA COBERTURA DO HOTEL UNIQUE, QUE SERGIO K. SELOU SUA PARCERIA COM A REEBOK. DIA DE SOL PARA OS FASHIONISTAS...

FOTOS ZECA FLORENTINO E LUCIANA PREZIA/DIVULGAÇÃO TRATAMENTO DE IMAGEM DIGISCAN

SHOW FASHION


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“ Se chorei ou Se Sorri, o importante é que emoçõeS eu vivi” por

Roberto Carlos

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ONDE ENCONTRAR LIVRO

MODA

Companhia das Letras

Beth Salles, Av. Brigadeiro Faria

www.companhiadasletras.com.br

Lima, 2.232, Shopping Iguatemi.

WMF Martins Fontes

Tel. (11) 3032-3292, SP

www.wmfmartinsfontes.com.br

Cartier, Rua Haddock Lobo, 1.567.

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dezembro 2011


162

merry christmas dear!

almas gêmeas, truman capote e andy warhol trocavam palavras e imagens em noitadas sem-fim. os festeiros incendiaram o auge dos anos 70, inclusive no natal, quando a festa ganha uma deliciosa licença poética... e pop! rg

dezembro 2011

foto Andy WArhol And TrumAn CApoTe, 1978 ColleCTion of The Andy WArhol, piTTsburgh © Andy WArhol foundATion / liCenCiAdo por AuTVis, brAsil, 2011 tRAtAMENto DE IMAGEM digisCAn

HAPPY END



RG 112