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Bob Wolfenson


reinaldolourenco.com


ISSN 1678-9040

PATRICIA CARTA Diretora Responsável

Diretora de Redação DORIS BICUDO Projeto Gráfico e Consultor Convidado STEVE WILLIAMS Editor Executivo MARIO BOLZAN Editora de Texto ALESSANDRA GARATTONI Produtora Executiva MAYRA OMETTO Set Designer TISSY BRAUEN Arte BRUNO LENARDUCCI ANTONUCCI, CAMILA TOLEDO, MARCELLA KATZ UEHARA E ROGÉRIO DOMINGOS Assistente de Redação MANOELA MEIRELLES Colunista Convidada SUZY MENKES Editor Especial Convidado DUDI MACHADO Editor de Estilo Convidado FABRIZIO ROLLO Editora de Beleza Convidada CASSIA AVILA Diretor de Produção Gráfica PAULO SÉRGIO CASTILLO LOPES Coordenador ROBERTO APOLINÁRIO Produção Gráfica DANILO CARVALHO

Colaboradores ADRIANA BRITO, ANDRÉ LIGEIRO, ANTONIO TRIGO, BIA PEROTTI, CARLOS PRATES, CASSIA AVILA, CLÁUDIA RAMOS, CRIS BARROS, CRIS BIATO, CRIS RAMALHO, DANIEL HERNANDEZ, DANIEL JAPIASSU, DAVI RAMOS, DAVID GODOY, DIEGO GAIOTTI, EMMA NATHAN, EVA JOORY, FÁBIO ISHIMOTO, FABRIZIO ROLLO, FAUSTULO MACHADO, FLÁVIA POMMIANOSKY, FLÁVIO BATTAIOLA, GUI PAGANINI, JAQUES DEQUEKER, JEFF ARES, JOÃO SAL, KAIO ASSUNÇÃO, KIKE MARTINS DA COSTA, LUCIANA PRÉZIA, MARCIO SCAVONE, MARIA DA PAZ TREFAUT, MARÍLIA LEVY, MARILIA NEUSTEIN, MAX WEBER, PALOMA ZARAGOZA, PATRICIA BROGGI, PATRÍCIA FAVALLE, PAULA MENDES, RAFAELA FIGUEIREDO, RAPHAEL BRIEST, ROMULO FIALDINI, ROSANA RODINI, TEREZA KAWALL, THIAGO BORBA, VALENTINO FIALDINI, VICTOR FRESI, WELL SANTOS E ZECA GUTIERREZ

Site RG Diretor de Redação JEFF ARES Editora ROSANA RODINI Designer e Gerente de Mídias Sociais CAIO ZALC Assistentes de Arte ANNA LUISA DEL MAR E MARIANA FLEURY Repórter MIRELLA PENTEADO DE CAMARGO Assistente de Redação VICTOR FRESI Fotógrafos ANDRÉ LIGEIRO E LIU LAGE

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Publicidade Superintendente Comercial LUIZ ANTONIO MARTINS CARNEIRO Diretora de Projetos Especiais BEATRIZ MONTEIRO Gerente Comercial ALESSANDRA OLIVEIRA Contatos ALESSANDRA GHERARDI, CATARINA CARVALHO, LUCIANE GRASCIANO, MARLI FALCHERO E THIAGO ARIKAWA Contato Rio de Janeiro ISABEL MUNIZ (21) 8124-3205 isabelmuniz@cartaeditorial.com.br

Representantes Comerciais Amazonas ELISABETH MAGALHÃES LUZ, tels. (92) 3642-9117 e (92) 9981-3922 – elisabethluz@gmail.com

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Diretores PATRICIA CARTA E IDEL ARCUSCHIN Fundador LUIS CARTA (1975-1986) ANDREA CARTA (1986-2003) RG não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não têm autorização para falar em nome da RG ou a retirar qualquer tipo de material se não tiverem em seu poder uma carta em papel timbrado assinada por qualquer pessoa que conste do expediente. Registro nº 219.382, de 20/07/2004, no 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos, de acordo com a Lei de Imprensa. FOTOLITOS: Bureau São Paulo e Digiscan DISTRIBUIÇÃO: FC Comercial e Distribuidora S/A. IMPRESSÃO: IBEP Gráfica

TIRAGEM DESTA EDIÇÃO 40 MIL EXEMPLARES FILIADA À

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ÍNDICE

ABRIL 2011

26 PODER DE ESTILO SUZY MENKES COMENTA COMO MICHELLE OBAMA USA A MODA PARA SE TORNAR ÍCONE

31 REGISTROS TEM NOME NOVO NA ARQUITETURA PAULISTANA! A DESIGNER CATHERINE MALANDRINO EM ENTREVISTA EXCLUSIVA A VOLTA DOS STROKES? CLAIRE DANES É HOSTESS EM SÃO PAULO

32 BORDADO TRÉS CHIC A ARTE CENTENÁRIA DO LESAGE É PURO LUXO, DA CORTE DE LUÍS XIV ATÉ HOJE

50 OLHO NELES! O VIOLINISTA CHARLIE SIEM É HIT NO MUNDO E NOSSO IT GUY. SAIBA POR QUE TALI LENNOX, A FILHA DE ANNIE, É A MODELO DA VEZ

59 MODA COMO USAR A SAIA MIDI AS PELES E O HEMISFÉRIO SUL AMIGA DA ONÇA: PARA ABUSAR DOS ANIMAL PRINTS

68 10+

88

Podre de chique: mix de elementos

CAPA Alice veste colete de pele, Talie NK Store, sutiã, Christian Dior na Fogal, e meia-calça, Lupo Foto Jacques Dequeker Styling Fabio Ishimoto Beleza Max Weber Tratamento de imagem Fujocka

FOTOS GUI PAGANINI E JACQUES DEQUEKER

SEM MEDO DE BRILHAR: PAETÊS VÊM COM FORÇA TOTAL


ÍNDICE

122 Bossa de sobra na Moda da Casa

80 QUEM É ALICE ALICE BRAGA É ESTRELA SEM FRONTEIRAS E POSA PARA RG EM ENSAIO DRAMÁTICO CLICADO POR JACQUES DEQUEKER

88 MISTURA FINA CONTRAPONTO DO COURO COM RENDAS E TRANSPARÊNCIAS É O LOOK DRESS TO KILL

102 SUBIU À CABEÇA? UM DOSSIÊ BEM-HUMORADO SOBRE OS DESLIZES DE ESTILISTAS BRILHANTES E NO AUGE DE SUAS CARREIRAS

106 FILHA DE PEIXE... POR QUE JULIA RESTOIN-ROITFELD É ALVO DE CONVERSAS EM RODAS FASHIONISTAS DE TODO O MUNDO

110 VALE DOS ESQUECIDOS A PUBLICITÁRIA MARIA RADUAN ESTREIA NA DIREÇÃO NO POLÊMICO DOCUMENTÁRIO SOBRE AS TERRAS DA AMAZÔNIA

136 BOLLY & HOLLY OS ARTISTAS PROEMINENTES DA COLORIDA BOLLYWOOD UM GUIA PARA CURTIR A HOLLYWOOD DOS SONHOS

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Victoria a tiracolo

FOTOS ROMULO FIALDINI E DIVULGAÇÃO

ABRIL 2011


rua haddock lobo w w w. m a r c j a c o b s . c o m

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jardins

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g i nta a n d a n d r ej p h o t o g r a p h e d by j u e r g e n t e l l e r


TRIO DE ESTRELAS

Nosso ensaio leva a assinatura de um time pra lá de disputado. A missão? Conciliar a agenda de Alice Braga – a mais internacional de nossas estrelas – com a de um dos fotógrafos mais solicitados do país, Jacques Dequeker. O stylist Fabio Ishimoto completa o time de mestres. Parecia missão impossível, mas valeu a pena o esforço: as fotos arrasa-quarteirão renderam uma das capas mais lindas de RG.

FOTO MIDORI DE LUCCA

COLABORADORES


L O N G C H A M P R E A DY TO W E A R & A C C E S S O R I E S L O N G C H A M P. C O M


COLABORADORES

PATRICIA BROGGI

Não há assunto que escape ao radar da jornalista. Turismo, artesanato e até economia são alguns deles. Fez participação especial e escreveu, do exterior, uma página especial de beleza.

DUDI MACHADO

Nosso colunista pode ser encontrado nas melhores festas mundo afora. E entende do riscado: é amigo dos melhores anfitriões. Mas teve tempo durante o dia para ir além de sua coluna Frivolidade Máxima: Dudi comenta o baile da Amfar, trouxe um Flashback chiquérrimo e elegeu nosso It Guy.

JEFF ARES

FLAVIA POMMIANOSKY E DAVI RAMOS A inseparável dupla de stylists Flavia Pommianosky e Davi Ramos está por trás do melhor da moda nacional, e não há tarefa que pareça intransponível quando entram em ação. Difícil mesmo é achar espaço na agenda do duo, que assina aqui um editorial de moda com Gui Paganini e Ana Claudia Michels.

FOTOS MIDORI DE LUCCA E ARQUIVO PESSOAL

Ele adora fazer de tudo: além de comandar o site RG, lança a RG Teen, dedicada ao público jovem e que você conhece agora. Entre tantas tarefas, deu rasante só pra nós e entrevistou Alice Braga. O resultado? Um perfil intimista, que revela a essência da atriz – ela, assim como Jeff, nunca para.


ALICE BRAGA

MINUTOS ANTES DO FECHAMENTO DESTA EDIÇÃO LIZ TAYLOR PARTIU

Era uma vez em Hollywood O poder das mulheres desta edição salta aos olhos. De Julia Roitfeld, que carrega junto a ela um séquito de seguidoras, à bem-sucedida socialite Gloria Vanderbilt, passando pela publicitária brasileira Maria Raduan e seu premiado documentário sobre a Amazônia. Está longe o tempo em que valia a máxima “por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher” – agora, posso arriscar que, provavelmente, este mesmo homem está ao lado ou, quem sabe, até atrás. Prova do poder feminino, o caso de Alice Braga, que ganhou Hollywood sem precisar se inspirar no estilo cravo e canela da tia famosa, Sonia Braga. A atriz se despiu de qualquer (pré)conceito no ensaio clicado por Jacques Dequeker e mostrou sua determinação. A entrega foi tanta que, no fim das fotos, criador e criatura estavam emocionados – ela foi às lágrimas! Com a mesma força, Ana Claudia Michels encarnou a mulher fetiche da nova estação em outra entrega para as lentes de Gui Paganini e styling de Flavia Pommianosky. Ah! E seu parceiro Davi Ramos. Mas e os homens, onde eles estão no meio dessa história? Nos inspirando e nos divertindo. Prova disso é o antiquário João Pedrosa posando de robe contra o espaldar de sua cama. Tem também a dupla de designers que parece saído de uma cena de filme de época. Longe de estarem fora de moda. E nos garante um final feliz!

Patricia Carta

OLIVIA PALERMO


SUZY MENKES

O ÍCONE FASHION

Michelle Obama

m meio a cintos largos e maxicolares está o acessório mais que perfeito para Michelle Obama: o marido apaixonado que ela carrega no braço. Essa é a teoria de Sophie Theallet, uma designer de moda que colocou a primeira-dama americana em figurinos simples e um senso fashion pouco apurado de uma feliz dona de casa. Como foi que uma aluna de Harvard, com salário de mais de US$ 270 mil anuais como executiva de um hospital de Chicago – e um guarda-roupa repleto de looks em alfaiataria, corporativos –, se transformou em esposa adorável e mãe casual com uma quedinha por malhas da J. Crew, jeans e vestidos com estampas vivas? O cardigã – peça que ela adotou na noite em que seu marido foi eleito presidente, e mais tarde quando se encontrou com a rainha Elizabeth – se tornou um símbolo pós-feminismo de uma mulher independente cujo espírito livre não seria anulado pelas convenções. Seja a senhora Obama a nova encarnação da mulher poderosa, seja por ter planejado um visual tão bem calculado para mantê-la longe de ser vista como uma “mulher negra das bravas”, esse é o assunto abordado no novo livro da editora de moda Kate Betts, Everyday 26

Icon: Michelle Obama and the Power of Style. Não resta dúvida quando você olha para a rica seleção de fotos do livro: Michelle realmente não tem medo de errar. Algumas vezes o resultado é bizarro, como o vestido com estampa animal que ela usou ao lado da primeira-dama da França, Carla BruniSarkozy — que vestia um inevitável pretinho básico francês. Kate só tem elogios para os esforços do tema em abraçar a moda casual americana e estimular os novos designers. E o selo de aprovação de Michelle trouxe uma atenção considerável aos estilistas, antes desconhecidos do grande público. O enigma de seu estilo poderoso, visto em um guarda-roupa super variado, é o que se tornou foco central dessa inteligentíssima primeiradama. Quanto tempo o público gastou discutindo suas campanhas por uma alimentação saudável, por exemplo, se comparado ao que foi dito sobre vestidos com ou sem manga? E exatamente igual a Jacqueline Kennedy – que pedia à irmã que comprasse para ela a alta-costura parisiense para não causar irritação no público americano –, Michelle causou desconforto quando escolheu roupas de estilistas estrangeiros. Por que ela não levanta a bandeira dos Estados Unidos

Ao lado, Michelle e o polêmico vestido vermelho usado na recepção ao chanceler chinês. Acima, os looks usados em sua passagem pelo Brasil

ao se vestir em ocasiões públicas? Sua aparição recente em um Alexander McQueen provocou alvoroço entre vigilantes da moda. Eles não queriam saber se a escolha do vestido vermelho usado no jantar com o presidente Hu Jintao foi uma escolha clichê por ser a cor do comunismo chinês. Em vez disso, questionavam o porquê de não ser um designer americano. Kate Betts acha que o estilo foi uma “muleta para um pé incerto” quando a futura primeira-dama se mudou do sul de Chicago para começar sua graduação em Princeton. A autora também compara as escolhas de sra. Obama com as de outras mulheres de políticos. Lado a lado, põe as marcas modestas que ela usou em Washington com looks de Samantha Cameron, esposa do primeiro-ministro inglês, David Cameron, o que mostra o quanto mulheres privilegiadas, quando vêm ao público, esperam ser populistas, mesmo que essas mesmas regras não se enquadrem nas necessidades de seus maridos. Michelle encarna o título de “Ícone do Cotidiano” e envia a todos sua mensagem de independência. Mas é muito frustrante que ela tenha alcançado esse status por ter usado um vestido de estampas enormes em ocasião formal, e não por seus vários projetos ousados.

SUZY MENKES É COLUNISTA DO INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE FOTOS DIVULGAÇÃO

A elegância e a etnia da primeira-dama americana está em xeque pela nossa colunista. Será que imagem é tudo?


PRIMEIRA PESSOA

Chiquetérmica

sempre…

“E

ra um dia frio em NY. Eu estava no Mayfair, um hotel ‘chiquetérmico’, pagando 10% da diária numa das melhores suítes porque o diretor me adorava.Tínhamos os mesmos clientes e ele achava interessante hospedar uma pessoa como eu, uma consultora de moda que sempre produziu personalidades – e, cá entre nós, ele me dava uma certa paquerada. Um dia, fui com uma amiga ao SoHo. Íamos a uma festa underground e acabei saindo de uma loja com uma peruca de fios longos e pretos, cílios gigantes, vestida com um top de paetê e legging de vinil preto. Ao voltar, às seis da manhã, fui barrada. Imagina a cena: eu vestida de forma espalhafatosa, morrendo de frio e tentando convencer o porteiro de que era hóspede e não uma qualquer.... Em 2003, conheci um rapaz no carnaval e contei que queria ficar no Bel Air, em LA. Um hotel ‘carérmico’ e em temporada de Oscar. Por coincidência, o melhor amigo dele era o diretor do hotel e me deu 50% de desconto numa suíte com lareira, que pertencia a Sean Connery. No dia seguinte, fui à badalada loja Maxfield. Olhava os sapatos, quando, de repente, os donos dispararam: ‘Você é brasileira, não é? Então, é ela mesma”. Levei um susto: “Gente, o que está acontecendo? Não peguei nada”. Eles riram: “Não é nada disso. Passamos o nosso melhor réveillon na sua suíte no Rio em 2000. Você foi um amor, uma pessoa inesquecível”. Ganhei o sapato deles e, à noite, fomos jantar, conversamos bastante sobre trabalho. Eles conheciam bem o que eu fazia como estilista e consultora, acabei deixando uma porta aberta para meu trabalho como consultora internacional de lojas como a deles, além de grandes empresas e bancos. Há uns 15 anos, eu estava na piscina do Copa quando uma moça de biquíni e toalha no cabelo comentou: “Nice dress”.

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TRÊS MOMENTOS DE PIRI: NA PRAIA DO ESPELHO, SUL DA BAHIA; BÁSICA E CHIQUE DE PRETINHO NA POLTRONA DE CASA; E POSANDO DE MODELO

Agradeci e saí. À noite, fui ao Hippo Hippopotamus e vi Natalie Cole cercada por um séquito. Ao me aproximar, ela abriu um sorriso e me chamou. Era a moça da piscina!!! Me convidou para sentar e disse: “Adoro suas roupas, gostaria de vesti-las. Você parece saber o meu estilo”. Ela pediu para encontrá-la às cinco da manhã. Na suíte, Natalie experimentou três modelos e falou: “Quero tudo”. Era um guarda-roupa para seis meses. Na hora, pensei: “Gente, será que vai ter como pagar?” Saí de lá cheia de dinheiro. Como especialista, eu sabia exatamente o que ficaria bem nela; por isso, levou tudo. Tenho esse dom: só de olhar sei o que fica bem. Consigo transformar qualquer pessoa, fazer qualquer mulher ficar linda, magra, alta. Eu mesma, se tivesse US$ 1 milhão, me transformaria. Em São Paulo, Natalie trocou o hotel cinco estrelas pela minha casa. Ficou três dias: cantava para mim, contava a vida dela e chorava. Mas nem todas as histórias foram boas. Em uma época, eu estava muito branca, tinha o cabelo enorme e preto. Estava no apartamento de um amigo na Vieira Souto, depois de uma noitada, dormi de anel de ouro enorme e Rolex. Quando acordei, fui encontrar uns amigos na praia. Peguei uma barraca amarela, vesti um biquíni da mesma cor e, para completar, uma sandália de salto e uma bolsona. Atravessei a avenida com o guarda sol aberto, berrando o nome deles. Todo mundo olhou. Era um domingão de sol e a praia estava lotada. O povo gritou, jogando areia em mim: ‘Farofeira, vai invadir outra praia’. Meus amigos sumiram. Reza a lenda que um deles fugiu a nado. Depois disso, aposentei meus trajes de praia. Todos esses casos foram há muito tempo, e hoje em dia são saias justas que não serviriam mais”.

FOTOS RODRIGO PETRELLA E ARQUIVO PESSOAL

Maria Helena Lacerda, ou ‘Piri’, tem tantas histórias quanto clientes. Há décadas, a estilista carioca e uma das mais importantes consultoras de moda circula pelo jet-set, encontra personalidades e, com olhos de especialista, transforma para muito melhor a aparência de atrizes e socialites. Vejam o que ela conta à repórter Cláudia Ramos


REGISTRO DÉCOR+CINEMA+LIVROS+MÚSICA FOTO ROMULO FIALDINI

STYLING PAULA MENDES BELEZA DAVID GODOY/ABÁ MGT AGRADECIMENTO RESTAURANTE SPOT

A BLOGUEIRA SENSAÇÃO MARIAH BERNARDES MAIA É INSPIRAÇÃO PARA AS MENINAS DE SEU TEMPO

Mariah veste saia em couro e camiseta da Pop Up Store. O sapato e a bolsa que arrematam o look são da nova coleção da Corello.


REGISTRO

DÉCOR POR FABRIZIO ROLLO

BORDADO SÁBIO O nome Lesage é sinônimo de bordado da mais alta qualidade desde 1924. Consagrado “Chevalier de la Légion d’Honneur”, o maître brodeur François Lesage, que herdou a empresa dos pais, dirige a equipe de profissionais que faz a história dessa maison de bordado ser reconhecida internacionalmente. A partir dos anos 50, os grandes nomes da moda, como Dior, Chanel, Balenciaga, Givenchy, Balmain e YSL, exigiam que suas criações de alta-costura e prêt-à-porter fossem bordadas com sabedoria e técnica, o tal savoir-faire da Maison Lesage. Lembram dos casaquinhos a la Van Gogh, reproduzindo os maravilhosos girassóis, ou a capa com as pombas de Bra-

que, ou ainda os desenhos de Matisse que Yves Saint Laurent levou ao delírio nas passarelas? Todos bordados pela Lesage. Filho de sábio, sabidão é: foi em 1992 que o filho, Jean-Francois Lesage, entrou para o mundo da decoração e criou as mais belas e luxuosas roupas para vestir a casa. Localizadas em Madras, na Índia, as oficinas são formadas por mais de 200 profissionais dedicados a bordar tecidos para

Os bordados do sofá e almofadas parecem manchas a la Pollock

cortinas, sofás, poltronas, almofadas, cabeceiras etc. São reconhecíveis os insetos bordados pela Lesage. Desenhos mais arrojados acabam de sair dos ateliers, como este todo bordado em manchas de tinta como se fosse um Pollock, que reveste o lit Luís XVI. Realmente, Luís XIV obrigou os franceses a serem os melhores nas artes decorativas. Os bordados Lesage são como presentes de rei!

ACHADOS


TÚNEL DO TEMPO A HISTÓRIA DO BORDADO É UM FIO SEM PONTA COM TRABALHO EMARANHADO. MILÊNIOS ATRÁS E O HOMEM JÁ REGISTRAVA OU CONSA-

UM CLÁSSICO

GRAVA CONQUISTAS EM BORDADOS. O EGITO ANTIGO, ROMA E A COSTA MEDITERRÂNEA TIVERAM FORTE IMPACTO NA TROCA CULTURAL. UM DOS REGISTROS MAIS ANTIGOS? UMA TÚNICA COM FESTÃO BORDADO DATADO DA ERA DO BRONZE, ENCONTRADO NA DINAMARCA. O BORDADO PODE SER FLAT, OU EM RELEVO, E ADQUIRIU ESTILOS LIGADOS À REALEZA E À IGREJA. LUÍS XIV, O REI-SOL, PEDIA QUE SUA TRUPE EXPLORASSE NOVOS MUNDOS EM BUSCA DE INSPIRAÇÃO PARA BORDADOS. MONOGRAMAS EM TOALHAS E ROUPA DE CAMA SÃO UM CHIC ATEMPORAL QUE NÃO DISPENSO. ASSIM FAZIA NAPOLEÃO BONAPARTE E SUA CARAVANA IMPERIAL.

FOTOS DIVULGAÇÃO

Detalhe de cortina com “gravata” bordada

Cada detalhe é minuciosamente bordado com lupas para facilitar o trabalho dos artesãos

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REGISTRO

NE MALANDRINO

recebeu RG no Nonno Ruggero do Hotel Fasano, onde estava hospedada. A estilista francesa estava de malas prontas para o Rio. Ela, que vende suas criações há cinco anos na NK, veio estudar a possibilidade de abrir uma loja própria por aqui (ao que tudo indica, no Shopping Cidade Jardim). Com voz doce, ritmo suave e a segurança característica de mulheres bem sucedidas, conta seus novos planos. Nascida em Grenoble, cidade no sudoeste francês, junto aos Alpes, Malandrino divide seu tempo entre Paris, onde teve sua formação em moda pela Esmod, e Nova York, onde apresenta suas coleções. Sua marca, cujo DNA é um mix entre o romance e a elegância parisiense e a energia de Manhattan, veste celebridades como Madonna, Beyoncé, Demi Moore e Alicia Keys. “Gosto de mulheres com curvas, e respeitá-las é uma arte.”

RG: Tem ídolos na moda?

Não cultuo ídolos, mas admiro Madame Grés, Jeanne Lanvin, Madeleine Vionnet e Coco Chanel. Todas elas mulheres. Acredito que uma mulher sabe respeitar as curvas de outra, aí está uma grande diferença entre designers homens e mulheres. RG: Um hotel preferido?

RAIO X POR MARÍLIA LEVY

PARIS EM CURVAS

RG: Quais suas impressões do Brasil?

Encantamento. Sou fã de Oscar Niemeyer e, visitando o país, identifico as curvas de seu trabalho como a perfeita tradução da identidade das mulheres brasileiras. RG: O que as brasileiras têm de especial?

As mulheres aqui têm uma energia única, cheia de movimento. É um estilo muito feminino, mas na qual a feminilidade guarda um contexto de força e não de fragilidade. As paulistanas têm uma ma-

QUER

neira de se vestir effortless chic, usando flats e sendo elegantes. É uma mulher urbana, poderia ser parisiense, milanesa ou novaiorquina. Mas é um urbano mais solto, descontraído. Adorei ver tantas mulheres lindas e bem vestidas usando sapatilhas ou rasteiras. Sou apaixonada por saltos altos, mas aqui vi como as flats podem ser interessantes. RG: O que te inspira?

O amor pela natureza. Volto sempre a Grenoble, minha cidade-natal, para ficar com meus pais e rever os lagos e as montanhas.

SEGUNDA PELE

Amo um em particular, que eu nem gosto muito de contar de tão sublime que é. Chamase La Colombe D’Or, é um hotel familiar em Saint Paul de Vences, a 30 minutos de Nice. No início do século passado, Picasso, Braque e Léger visitavam o lugar e pagavam a estada com obras de arte. Então é praticamente um museu. E a culinária provençal é fantástica, simples e muito saborosa. São apenas 20 quartos.

RG: O que gosta de ouvir?

R&B: Alicia Keys, Mary J Blige, o groove de Erykah Badu.. E adoro Amy Winehouse. RG: Quais são suas prioridades hoje?

Minha maneira de encontrar a felicidade é criando roupas. Sem amor não consigo criar nada, então minha prioridade é o amor. Pelo meu parceiro de 15 anos (o empresário Bernard Aidan), e pelo meu filho, Oscar, de 13 anos. O nome é uma homenagem ao Niemeyer arquiteto, ao Wilde, meu poeta preferido, e ao maior prêmio do cinema.

Desde que aterrissaram pela primeira vez nas araras da NK, há cerca de cinco anos, as coleções de Catherine Malandrino emplacam hits entre as brasileiras. Por aqui – a exemplo do que também acontece nas lojas da estilista pelo mundo –, as fãs de peças atemporais não resistem às jaquetas de couro. Desta temporada, RG adorou o modelo gelo com tranças e zíperes. Invista agora e use sempre!

FOTOS RAPHAEL BRIEST

E

O cinema francês da década de 60 é uma fonte inesgotável, a arte de Truffaut, Godard e as atrizes Catherine Deneuve, Jeanne Moreau...

m um bate-volta Paris-SP, CATHERI-


REGISTRO

NOVA ONDA Desde criança ele fazia planos mirabolantes para o seu quarto, como um palhaço enorme desenhado na parede ou um daqueles escorregadores de bombeiros, todos envolvendo espaços. É provável que a veia artística e o gosto pelos rabiscos tenham vindo da observação: BRUNNO MEIRELES acompanhava seu pai engenheiro em todas as obras e devorava da mãe as revistas de decoração. Já na escola, se interessava mais pelos desenhos de ondas e praias do seu caderno do 36

POR MARIO BOLZAN

que pelo quadro negro. Formado em Arquitetura e Urbanismo, fez mestrado em Arquitetura Sustentável em Barcelona para montar, com três sócios, um dos escritórios mais elogiados da nova geração, o MDP Arquitetura, vento novo para os projetos um tanto quanto insossos made in Brazil dos últimos tempos. A casa com formas de barco, em Ilha Bela, já é um ícone, e o novo lar de Henrique Pinto, todo de vidro, promete. Até João Paulo Diniz confiou a reforma do Dres-

sing, restaurante da família, ao MDP. Na Espanha conheceu a namorada, a chef Renata Vanzetto, do Maracuthai, e descobriu outra paixão: unir arquitetura e gastronomia na montagem de pratos. Mas as ondas dos cadernos ainda povoam sua vida: “Sou um cara da praia, mas com pegada urbana: olha só minha calça Marc Jacobs, não é massa?”, pergunta, no fim da entrevista, falando sobre moda. É, sim, massa mesmo. Brunno parece saber de tudo. www.mdparquitetura.com.br

FOTO RAPHAEL BRIEST SET DESIGNER TISSY BRAUEN

VIDA PRIVADA


REGISTRO CATE BLANCHETT COMO A AGENTE DA CIA EM HANNA

CINEMA POR ANTONIO TRIGO

Com sequências de suspense impressionantes, HANNA, dirigido por Joe Wright (de Orgulho e Preconceito), promete ser um dos filmes mais comentados neste mês, quando estreia nos Estados Unidos – por aqui, o lançamento é previsto para maio. O papel título é interpretado pela jovem atriz Saoirse Ronan, indicada ao Oscar por Desejo & Reparação, também de Joe Wright. Ela vive uma filha do ex-agente da CIA Erik Heller (Eric Bana), treinada pelo pai para ser

uma assassina. Furiosamente, se lança na missão que o pai preparou para ela: matar a cruel agente da CIA Marissa (Cate Blanchett), que assassinou sua mãe quando ela ainda era um bebê. O enredo, claro, guarda surpresas para Hanna, além de ser uma oportunidade rara de conferir Cate Blanchett num filme de ação, rodado em paisagens deslumbrantes na Finlândia, Alemanha e no Marrocos. Confira uma entrevista exclusiva com Bana!

RG:: Você trabalhou em temperaturas extremas, certo? EB: Na Finlândia, sim, mas os outros tiveram que aguentar temperaturas mais extremas quando filmaram no calor do Marrocos, por exemplo. Eu não estava envolvido nessa parte do filme. RG: Como foi trabalhar com Saoirse? EB: Nossa amizade fora da tela não era como uma relação pai/filha, era entre irmãos. Ela é muito madura para a idade que tem e eu acho que sou um pouco imaturo nesta meia idade. RG: Ela disse que você a faz rir… EB: Isso é mais uma prova de seu senso de humor. Não funciona com todo mundo.

FOTOS DIVULGAÇÃO

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REGISTRO

LIVROS

Savile Row vive da fama de ser a mais famosa rua do mundo quando o assunto é roupa masculina

POR EVA JOORY

A ELEGÂNCIA MASCULINA EM PAUTA qualidade da alfaiataria feita ‘sob medida’ (tradução da palavra bespoke) faz desta publicação leitura obrigatória. Savile Row é, e sempre foi, o endereço certo de celebridades conhecidas pela elegância e pelo bom gosto, como Cary Grant, David Beckham e George Clooney, de políticos importantes, como Winston Churchill, e de todas as gera-

ções da realeza inglesa, até os príncipes Harry e William. Além de simplesmente vestir homens de estilo e personalidade extravagantes, Savile Row deu uma importante contribuição para a moda. Neste livro, muitas fotos, roupas antigas e alguns perfis de seis das mais tradicionais lojas da rua. Anotaram, rapazes?

OZ, O MÁGICO Trevas, o escritor israelense Amós Oz visita a Israel de No romance biográfico De Amor e de Trevas sua infância, antes da criação do estado-judeu. Com exímia sensibilidade, ele convida o leitor para conhecer suas sensações de menino — quando adotou o sobrenome pseudônimo Oz, que quer dizer “força” em hebraico. Ele traça um parelelo entre a formação de sua identidade e do Estado de Israel. O escritor, conhecido por sua posição pacifista no conflito Israel/Palestina, revelou uma curiosidade a RG. “Além de escrever tudo a mão e depois passar para o computador (bem fora de moda, tipo catando milho), uso duas canetas: uma para contar minhas histórias e outra para escrever meus ensaios e artigos. Toda vez que concordo 100% comigo sobre algo, escrevo um artigo inflamado, mandando o governo para o inferno. Já quando discordo de mim mesmo, escuto duas vozes diferentes: é quando sei que estou grávido de uma história. Para cada uma das situações, uso uma caneta”, disse, rindo. (MARILIA NEUSTEIN)

FOTOS DIEGO GAIOTTI

O livro Savile Row The Master Taylors of British Bespoke conta em detalhes a história da pequena mas tradicional via pública Savile Row, em Londres, que vestiu e ainda veste gerações de homens amantes de moda e de elegância. E que ótima ideia: a nova edição do livro traz um prefácio de ninguém menos que Tom Ford. A irretocável e atemporal


MÚSICA POR ROSANA RODINI

FOTO DHEW COX

A VOLTA DOS CARAS Aconteceu assim: no começo da primeira década do século 21, cinco amigos uniram seus dotes musicais numa única banda. Nascia aí o grupo mais legal de que se tem notícia dos anos 2000. Liderado por um very much cool Julian Casablancas, THE STROKES surgiu com tudo para dar certo. Garotos cheios de sex appeal indie e talento sonoro. Rock com genética novaiorquina e pitada brasileira, num oferecimento do baterista Fabrizio Moretti, ex de Drew Barrymore — não que venha ao caso, mas... Fato é que os artistas supracitados mais Nikolai Fraiture e seu baixo e as guitarras de Nick Valensi e Albert Hammond Jr viraram referência de música boa de ouvir e dançar e abriram caminho para uma leva de muitas bandinhas do tipo, que já nasceram com o carma do pósStrokes. Ou você se esqueceu que os caras ganharam o título de salvadores do rock? Pós-estrondoso sucesso, o break. Sabático longo para os milhões de fãs, que amargaram quatro anos de silêncio.

Anunciaram a volta pela net, com cronômetro no site contabilizando os segundos para a data de lançamento, 22 de março. Vazou antes, claro. É a era da internet e trata-se de Angles, afinal. Um álbum, o quarto deles, que virou assunto de madrugadas sem fim em toda rede social que se preze. As faixas do disco deram o que falar, principalmente depois que Under Cover Of Darkness, o primeiro single, veio à tona, acompanhado de uma capa multicolorida para consagrar a psicodelia deles. Os críticos, e aí vale qualquer um com opinião musical, não demoraram a se manifestar. Muitos, apontando certa decepção com a nova fase do grupo. Tudo intriga da oposição. Se não voltaram para mudar o mundo, retornam com as mesmas distorções, as guitarras que a gente tanto adora e os vocais à la Morrison do nosso vocalista favorito. E seguem adoráveis os outrora garotos do rock, agora com seus 30 e poucos anos. Sounds fun.

SHORT CLIPS As moças aí de cima gostam de uma tendência. E adoram, principalmente, qualquer ferramenta que alavanque as vendas, sempre as vendas. A nova onda delas? Os tais short vídeos. Para o lançamento de Born This Way, Lady Gaga preparou várias edições. Britney Spears fez o mesmo com Hold It Against Me. Resultado: os vídeos, todas as versões deles, já têm milhões de views. Pros outros artistas seguirem à risca... 41


REGISTRO

BUDA EM PASTA DE VIDRO TCHECO, ENVOLTO COM COLAR NAGALAND, CRISTAL, FIGA E UMA MÍNI MADONNA PARA COMPOR O ALTAR

CAIXAS E CAIXINHAS, DE TODOS OS TIPOS, FORMATOS E MATERIAIS, COMO GALOCHAT, VINTAGE HERMÈS, GUCCI, GUERLAIN E BARNEYS

SEMPRE À MÃO: ISQUEIROS ART-DÉCO, PORTA-CIGARROS E UM CINZEIRO

PARA TUDO QUE ESTAVA NO BOLSO, O CLÁSSICO VIDE-POCHE

MEU MUNDO Cabe um mundo inteiro no criado mudo de JOÃO PEDROSA, o multifacetado que assume com maestria os papéis de jornalista, galerista, colecionador e curador de arte. O apartamento dele nos Jardins é uma quase galeria de arte, com achados nobres e composições inusitadas. Só no móvel ao lado da cama, uma mesa aerodinâmica brasileira dos anos 1940, a gente vê um altar (“espírito/matérico”, nas palavras dele) com símbolos religiosos e místicos, como um cristal e uma míni Madonna, além de caixas da Guc42

ci e Tiffany. Já o vaso de porcelana branca é da marca Wien, da Áustria. “A caixa de madeira, vintage, tem as minhas iniciais. O copo-porta lápis é de chifre, o abre-cartas sueco é de prata”, diz ele. E tem muito mais: um chifre porta-rel��gios e pulseiras, além de um Buda em pasta de vidro tcheco com colar Nagaland laranja, sobre caixa de acrílico, do designer Marton. “Na segunda fila há caixas em falso galuchat, do perfume Nuit de Noël, de Caron. E uma caixa em galuchat de verdade. Ah, o cinzeiro de aço é da marca Stel-

ton. O copo de prata e os porta-cigarros são da Gucci. Isqueiros art-déco. Na primeira fila tem a trena Hermès, a caixa Guerlain imitação de rádica e marfim, castiçal caveira da marca Kosta e vide-poche com cabeça de mulher em prata art-nouveau Hermès.” Para completar o cenário, o pôster é da primeira Bienal de SP. A luminária é dos anos 1950, a cabeceira da cama é estofada de suzani, tecido bordado do Uzbequistão, a roupa de cama é Zêlo e a colcha é um tecido primitivo feito em tear ikat, da Indonésia.

PORTRAIT VALENTINO FIALDINI

ACHADOS DE CABECEIRA

FOTO ROMULO FIALDINI


DA BRANCA DE NEVE AO DRÁCULA, PASSANDO PELOS MAIS LÚDICOS E PODEROSOS PERSONAGENS. E TUDO ADAPTADO AOS MAIORES ASTROS DA SÉTIMA ARTE

PERSONAGENS POR ROSANA RODINI

MULHER MARAVILHA

A mais cotada para dar vida à namoradinha do Super-Homem era Lindsay Lohan. Mas um novo caso policial teria jo tirado a atriz da jogada. Voo livre para ADRIANNE PALICKI

BRANCA DE NEVE

FOTOS STEVE GRANITZ, STEPHEN LOVEKIN, JEFF KRAVITZ, KEVORK DJANSEZIAN, JAMES DEVANEY, JON KOPALOFF, FRAZER HARRISON E ELISABETTA VILLA/GETTY IMAGES

KRISTEN STEWART ficou famosa

em Crepúsculo e, de quebra, fisgou Robert Pattinson, o vampirão principal. Deixando o coté sanguinário de lado, a atriz virou a favorita para a versão cinematográfica da BFF dos sete anões

RAINHA MÁ

JULIA ROBERTS é rainha quan-

do o assunto são comédias românticas. Mas vai fazer um break dos filmes mamãocom-açúcar para emprestar sua majestade à madrasta da Branca de Neve, aquela do “espelho, espelho meu”...

LINDO E… TONTO

Não vai ser fácil tirar a imagem de pirata malucão de JOHNNY DEPP, mas o muso de Tim Burton será o fiel escudeiro do Zorro no novo projeto da Disney sobre o herói do faroeste, The Lone Ranger

O SUPER INGLÊS

Há todo um carma imaginário, ou não, sobre os atores que dão vida ao Homem de Aço, mas HENRY CAVILL disse sim para Superman: Man of Steel. Para quem não sabe, trata-se do fortão britânico do seriado The Tudors

CONDE DRÁCULA

Bem antes do neo hype dos vampiros, o pai de todos já assombrava por aí. Agora, o clássico vai ganhar outra adaptação cinematográfica, com ganhador do Oscar no papel principal. Quem? COLIN FIRTH, o “gago” mais cobiçado dos dias de hoje

A GATA VESTE PRADA

Foram meses de especulação até encontrarem a nova Mulher-Gato. Até que veio ANNE HATHAWAY para desbancar o batalhão de lindas mulheres. Conclusão: vai ter que se apertar toda no macacão de vinil para fazer dupla com o Batman

BRAD PITT FEIO?

O Corcunda de Notre-Dame, roman romance de 1831 que conta a história de um quasímodo apaixonado, caiu nas graças de Tim Burton. O cineasta das temáticas sombrias anda empolgadíssimo com a adaptação, que pode ganhar vida com BRAD PITT


REGISTRO Para dançar

A caixa de som ela comprou na Choix e tem design 100% brasileiro

Para arrasar

Rímel e blush são indispensáveis no nécessaire

Para relaxar

Receita infalível: chás orgânicos

Para evoluir

Livros de arte, como este de Beatriz Milhazes

Para acontecer

Para lembrar

Os bons momentos são registrados com esta câmera Leica

Para distrair

O jogo Rummikub se tornou um vício

PORTFÓLIO POR ANTONIO TRIGO

PARA VER E SER VISTA

44

Depois de assistir a aulas de interpre-

como modelo e atriz, mas chegou a hora

tação no HB Studio, em Nova York, a

de apostar no meu sonho”, revela a

modelo JANNA PALMA investe na pai-

moça, que continua posando para as len-

xão pela dramaturgia. Com tanta de-

tes mais poderosas do país. Enquanto

dicação (ela já estudou em institui-

não acontece uma nova passagem pelo

ções de peso, como Célia Helena e

cinema ou televisão (ela já participou de

Fátima Toledo), a gente aposta que

uma novela global), Janna procura bons

esta linda baiana vai longe. “Sempre

textos para o teatro. Talento e determina-

tive certo preconceito em me definir

ção para tanto a moça tem de sobra.

Para equilibrar

O mat de ioga proporciona um tempo para relaxar

Para aprender Livros de dramaturgia e teatro não podem faltar na leitura

SET DESIGNER TISSY BRAEUN FOTOS FAUSTULO MACHADO BELEZA RAFAELA FIGUEIREDO

Os óculos Marc Jacobs são a cara da atriz


GALA GONZALEZ

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REGISTRO

HIPPIE CHIQUE CRIADAS PELO EX-MODELO E AGORA DESIGNER DE JOIAS MICHAEL SAIGER, AS PULSEIRAS E PINGENTES DA MIANSAI EM POUCO TEMPO SE TORNARAM HIT OBRIGATÓRIO ENTRE OS FASHIONISTAS. COM APELO HIPPIE CHIQUE, AS PEÇAS

PET COUTURE

CONHECIDA PELOS CONJUNTOS DE MOLETON MAIS BOMBADOS ENTRE AS ESTRELAS DE HOLLYWOOD, A JUICY COUTURE APORTA EM SÃO PAULO AINDA ESTE MÊS. NAS ARARAS, TODAS AS COLEÇÕES DA MARCA, ALÉM DA LINHA DESTINADA AOS VERDADEIROS CACHORRINHOS DE MADAME. IRRESISTÍVEIS.

JÁ SÃO SUCESSO DE VENDAS NAS PRATELEIRAS DA BARNEYS EM NY

FRIVOLIDADE

MÁXIMA

Rei Sol

Amsterdã Chique Com abertura prevista para o próximo verão europeu, o Hotel CONSERVATORIUM, em Amsterdã, já faz parte do seleto grupo das mais aguardadas inaugurações do ano. Com 128 aptos e design de Piero Lissoni, a propriedade vai ter um mix chique entre o clássico e o moderno, a cara da cidade. Uma brasserie, um bar e um super SPA prometem relaxar o mais 46

Poucas marcas podem se gabar de uma herança de 367 anos no mercado. É o caso da CIRE TRUDON, que produz velas de luxo em Paris desde o tempo de Napoleão, literalmente. Antiga mas com visão no futuro, a marca acaba de abrir sua primeira loja em Nova York trazendo um pouco de tradição francesa para o Novo Mundo.

FOTOS DIVULGAÇÃO E CHRIS MOORE/CATWALKING MOORE/CATW

POR DUDI MACHADO


Cabeça Feita Desde sua chegada, em 2006, a designer e it girl LAETITIA CRAHAY tem injetado ar fresco em uma das mais tradicionais casas francesas, a Maison Michel, especializada em chapéus e acessórios. Desde então, a marca está literalmente nas cabeças mais fashion a cada temporada. Para o catálogo da coleção de verão 2011, um time de amigos hype, como Olivier Theyskens e a modelo Anja Rubik (fotos ao lado), foi clicado por Karl Lagerfeld para um ensaio que mais parece uma festa. Bemvindo ao clube.

A HORA D RESPOSTA BELGA PARA A FRANCESA HERMÈS, A DELVAUX É FORNECEDORA DA FAMÍLIA REAL DO PAÍS DESDE 1829. RECENTEMENTE REDESCOBERTA, A MARCA SE TORNOU HIT ENTRE OS OBCECADOS POR QUALIDADE E NOVIDADE. CLÁSSICO CHIQUE PARA MADAMES DE FINO TRATO

Corujão

PÉS A SALVO

Pensando nos duros dias de chuva e neve que destroem, ano após ano, os pisantes mais delicados, a JOHN LOBB, lendária sapataria de luxo, que hoje pertence ao grupo Hermès, criou a solução ideal para solucionar o problema. Protetores de borracha em cores cítricas e vibrantes que protegem os sapatos das intempéries e ainda conferem um ar fashionista contra o mau gosto.

COMEMORANDO 150 ANOS DE EXISTÊNCIA A MAISON BOUCHERON É SINÔNIMO DE INOVAÇÃO ELEGANTE EM MATÉRIA DE JOALHERIA DESDE SEMPRE. SEGUINDO A TRADIÇÃO, A CASA UNIU O DESIGN ESPETACULAR (PELO QUAL É CONHECIDA) COM O MELHOR DA TECNOLOGIA DA ALTA RELOJOARIA SUÍÇA, A MB&F. A COLEÇÃO “CABINET DE CURIOSITÉS”, COMO O PRÓPRIO NOME INSINUA, TRAZ O EXOTISMO EM VERSÃO DELUXE. O RELÓGIO CORUJA COM AMETISTAS E BRILHANTES TEM PREÇO INICIAL EM “MEROS” US$ 215 MIL. 47


REGISTRO

IT GIRL: TALI LENNOX

Q

3X4 Tali Lennox, nossa musa do momento, é a girl to watch da estação

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FOTOS SAMIR HUSSEIN/GETTYIMAGES E DAVE M. BENETT

uem se interessa pelo fashion little world sabe que TALI LENNOX circula por ele há um bom tempo. Mas foi agora, com a maioridade, que a neo musa adquiriu status de it. Para entender melhor o sucesso da top, é importante ver que seus traços já seriam suficientes para fazer estrago no showbiz. Por sorte (a dela e a nossa) há mais. A começar pela genética superstar: ela é filha da cantora escocesa Annie Lennox, a líder toda excêntrica do Eurythmics. O sobrenome e os contatos da mamãe ajudaram. Mas foi o sempre bem-vindo empurrãozinho de Miuccia o responsável pela reviravolta. Eleita diva da última temporada da Prada, fez-se o hype. Foi clicada há pouco, por exemplo, pelas lentes de Mario Testino para a Burberry, ao lado do também modelo e fruto do rock, Tara Ferry, filho de Bryan Ferry. Tudo com cachê de gente grande. Inglesa do tipo supercool, Tali circula por aí de jaqueta de couro, meia-calça rasgada e olhos pintados ao lado de Alice Dellal, Daisy Lowe e Agyness Deyn. Fire! (ROSANA RODINI)


WWW.ANIMALE.COM.BR


REGISTRO

IT GUY: CHARLIE SIEM

E

3X4 Bom para os ouvidos e colírio para os olhos

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FOTOS ANDREAS RENTZ/GETTY IMAGES E DIVULGAÇÃO

le e o violino se conheceram aos 3 anos. Hoje, aos 22, CHARLIE SIEM é um dos mais jovens virtuosos do violino, e um hit mundial. Nascido em Londres, o garoto foi aluno de Eaton e depois se graduou em música em Cambridge. Já fez parte de diversas orquestras, entre elas a Royal Philharmonic, e excursionou pelos mais importantes palcos de todo o mundo. Como se não bastasse, Charlie é virtuoso também na moda. Depois do lançamento de seu primeiro CD, em 2008, tornou-se o queridinho de fotógrafos como Bryan Adams — com quem fez uma performance de duetos — e Mario Testino, estampando editoriais em várias publicações. Escolhido como garoto-propaganda da Dunhill em 2011, ele prepara mais um CD e uma nova turnê mundial. Com certeza, mais um hit para seu repertório. (DUDI MACHADO)


David Gandy photographed by

Terry Richardson


REGISTRO

NASCE UMA DIVA ELA CHAMOU A ATENÇÃO INTERPRETANDO JEZEBEL, CANÇÃO IMORTALIZADA NA VOZ DE EDITH PIAF. COM 28 ANOS, A INGLESA ANNA CALVI É ACLAMADA NO MEIO MUSICAL PELO ÁLBUM DE ESTREIA QUE LEVA SEU NOME E QUE CHEGA AO BRASIL NESTE MÊS (LAB 344). BRIAN ENO, TOP PRODUTOR BRITÂNICO, AFIRMA QUE ELA É O ACONTECIMENTO MAIS INTERESSANTE DESDE PATTI SMITH. ACHOU MUITO? HÁ QUEM DIGA QUE É A NOVA P.J. HARVEY DA CENA E QUE, DEPOIS DELA, É POSSÍVEL ESQUECER FLORENCE AND THE MACHINE. SE NÃO CONQUISTAR UM PÚBLICO FIEL PELA VOZ POTENTE, SUA BELEZA AGRESSIVA JÁ GANHOU UM FÃ CLUBE DE MOÇOS ÁVIDOS POR SUA ATMOSFERA DARK. AH, TAMBÉM É COMPOSITORA E GUITARRISTA. (ANTONIO TRIGO) 52

FOTO EMMA NATHAN STYLING VICTOR FRESI

LUZ, CÂMERA E SOM NA CAIXA


O DJ E A ATRIZ EM SETEMBRO, O INGLÊS MARK RONSON, TOP PRODUTOR E DJ, TROCA ALIANÇAS COM A ATRIZ E IT GIRL FRANCESA JOSEPHINE DE LA BAUME. A FESTA, QUE DEVE ACONTECER EM SAINTTROPEZ, PROMETE SER “O” EVENTO DO ANO E FECHA A TEMPORADA DO VERÃO EUROPEU. JUNTOS DESDE 2009, ESTRELARAM COMO DUPLA CAMPANHAS PARA A MAISON MICHEL E ZADIG&VOLTAIRE. ELA CUIDA DE TODOS OS DETALHES DA FESTA. ELE, DA TRILHA SONORA, CLARO. OS ESCOCESES DA BANDA THE VIEW ESTÃO NA LISTA.

(DUDI MACHADO)

PESSOAL E INTRANSFERÍVEL

FOTOS ROMULO FIALDINI E GETTY IMAGES

A trajetória de ISABELLA BLANCO é como a de vários profissionais de sucesso na moda – ela começou criando joias para si, passou a vender para as amigas e… finalmente resolveu lançar uma marca, a Retrô Joias, especializada em unir fivelas e camafeus antigos a pedras como diamantes e rubis. A pegada “peça única”, no entanto, foi mantida: como garimpa suas matérias-primas em antiquários mundo afora, não há repetição. Tel.: (11) 3035-5566

OLHAR APURADO

Até o ano passado o cientista político JOÃO GRINSPUM FERRAZ era visto em sua rotina diária: dando aulas. Não que tenha abandonado a carreira, mas o DNA falou mais alto. Sobrinho da artista plástica Ester Grinspum e afilhado de Lina Bo Bardi, ele acaba de abrir a Galeria Transversal, em São Paulo. “Minha preocupação não é somente vender quadros, mas também criar um projeto de vanguarda, uma galeria pensada para os colecionadores”, conclui o marchand de 28 anos, que, no acervo pessoal, tem por volta de 250 peças de arte. A primeira aquisição do moço? Uma tela do pintor francês Michel Kikoine, hoje avaliada em US$ 50 mil, pela qual João, acredite, pagou apenas R$ 1 mil. (A.T.)

53


REGISTRO

Claire Danes

O ANFITRIÃO “FIQUEI FELIZ EM PODER COLABORAR PARA UMA CAUSA TÃO IMPORTANTE. É A PRIMEIRA VEZ QUE O EVENTO ACONTECE NO BRASIL. POR ISSO É IMPORTANTE QUE TODOS SE EMPENHEM AO MÁXIMO PARA QUE SE REPITA TODOS OS ANOS POR AQUI. POR SERMOS PRIVILEGIADOS, ACHO QUE É OBRIGAÇÃO CONTRIBUIR”. 54

Felipe Diniz

FOTOS ROMULO FIALDINI E DIVULGAÇÃO

AMFAR BRASIL

Liza Minelli, ícone vivo da música, tem passagem marcada para o Brasil. Claire Danes, top atriz americana, também desembarca em São Paulo. Blake Lively, Gossip Girl e musa Chanel, é outra diva internacional que aporta nestes trópicos. É assim, no melhor estilo superstar, que o Amfar faz sua primeira edição em solo brasileiro. Uma das instituições mais sérias de que se tem notícia, o AMFAR é uma fundação sem fins lucrativos dedicada ao apoio na investigação, prevenção e tratamento às defesas políticas relacionadas com a Aids. Desde 1985, investiu mais de US$ 307 milhões em programas e concedeu bolsas para mais de duas mil equipes de pesquisa pelo mundo. Sempre com nomes ilustres apoiando a causa, que é nobre. Entre os artistas vultosos que já colaboraram, Lady Gaga, Elton John, Ricky Martin… e a lista segue, com power emem presários, personagens da sociedade, lílí deres políticos. Marcado para o dia 28 de abril, o baile de gala acontece nos domínios de Felipe Diniz. O arquiteto e ótimo anfianfi trião paulista abre sua casa no Jardim Europa para a ocasião, um jantar para 250 pessoas, com mesas que custam entre US$ 10 mil e US$ 50 mil. Todas vendidas já nos primeiros dias. Liza Minelli faria o show principal. Não vai mais cancan tar, mas vem mesmo assim. Outro astro está sendo coco tado. Claire Danes, a diva hollywoodiana, faz as vezes de hostess da noite, que tem Francisco Costa, o designer da Calvin Klein, como hoho menageado. O estilista vai vestir algumas convidadas, cujos looks serão leiloados, ao lado de joias e obras de arte. A verba será toda revertida para as pesquisas da ONG sobre a Aids. Uma noite para entrar para a história da cidacida de, e das boas causas.


O CLÁSSICO PAULISTANO

Depois de lançar o CD Schumann pelo selo de música clássica inglês Avie Records, o pianista paulistano FELIPE SCAGLIUSI foi convidado para dar um recital, em abril, na temporada de reabertura do Teatro Municipal de São Paulo. É em Paris que segue os passos do mestre, Nelson Freire, de quem é amigo. “Coloco o despertador pra estudar, assim sou obrigado a me concentrar e usar menos tempo com mais qualidade. Uma meditação”, diz ele a RG. De passagem pelo Brasil, lembra que poderá fazer um concerto na Ensemble Orchestral de Paris, orquestra de câmara onde seu mentor é habitué. (MARÍLIA NEUSTEIN)

PASSADO COMPOSTO FLOWER POWER

Já despontam como hit do design as recémlançadas caveirinhas de louça assinadas pelo arquiteto FELIPE PROTTI. A criação aconteceu quase por acaso: o designer brincava com argila, criando um molde para a poltrona Conde (em breve nas lojas!) e, voilá, surgiu a peça, que vem com tubos de ensaio nos olhos para colocar flores. Já à venda na DocDog, Dbox e Cartel 011.

A notícia agradou em cheio às saudosistas fãs das estampas coloridas de DIANE VON FURSTENBERG: a marca garimpou em seus arquivos as mais famosas delas e lançou a coleção Diane, que inclui também a reedição de modelagens antigas, porém atemporais. Além de vestidos e acessórios, a linha inclui capas de iPad com os mesmos padrões de décadas atrás – um arremate vintage para os mais modernos gadgets! Boa notícia extra? A novidade desembarca neste mês por aqui, na loja DVF do Iguatemi. (ALESSANDRA GARATTONI)

(ALESSANDRA GARATTONI)

MISSONI NA AVENIDA E FORA DELA ESTREANTE NO CARNAVAL CARIOCA, A FASHIONISTA MARGHERITA MISSONI CAIU COM TUDO NO SAMBA. ASSISTIU A TODOS OS DESFILES, DO COMEÇO AO FIM, E VIROU FÃ DO CARNAVAL. FLAGRADA POR ALI, ELA MOSTROU COM EXCLUSIVIDADE SUA NOVA CRIAÇÃO EM PARCERIA COM A HAVAIANAS, QUE, A PARTIR DESTE MÊS, GANHA O ZIGUE-ZAGUE COLORIDO EM SEUS SOLADOS. MAIS CARIOCA IMPOSSÍVEL. (D.M.)


MODA

FOTO LOUIS VUITTON/LUDWIG BONNET/DIVULGAÇÃO

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MARIACARLA BOSCONO EM CLIMA FETICHE NO DESFILE DA LOUIS VUITTON. COM DIREITO A ALGEMAS DE CROCODILO E OURO 18 QUILATES

Vestido de lamê com top de renda e espanador de penas de avestruz na coleção assinada por Marc Jacobs


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QUER Famosa por sua compulsão por bolsas, Victoria Beckham criou uma marca para chamar de sua: hit absoluto, a nova coleção já tem até fila de espera.

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Charlotte Olympia na Avec, R$ 3.280

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ASSISTENTE DE PRODUÇÃO DE MODA LIANA LAJE FOTOS STILL FLAVIO BATTAIOLA E DIVULGAÇÃO FOTO JON FURNISS/GETTYIMAGES.COM

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ABAIXO DE ZERO COLETES E CASACOS CURTOS: MESMO NOS TRÓPICOS, AS PELES FAZEM PARTE DAS COLEÇÕES

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TOQUE FINAL

NEM MESMO AS MINIMALISTAS RESISTEM: PARA USAR ANIMAL PRINTS SEM RISCO DE EXCESSOS, MISTURE UM ACESSÓRIO ESTAMPADO – VALE BOLSA, CINTO, SAPATO – COM LOOKS MONOCROMÁTICOS. CHIQUE E ATUAL!


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Em um revival dos anos 50, quando Audrey Hepburn e Grace Kelly – musas eternas de estilo e elegância suprema – exibiam suas saias midi, os desfiles Inverno 2011 resgatam o comprimento médio. Há versões para todos os gostos – logo abaixo dos joelhos ou acima dos tornozelos, corte lápis ou ampla e fluida, com tecidos levinhos. A italiana Giovanna Battaglia é uma das mais fiéis fãs da peça.

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO DE MODA LIANA LAJE FOTOS STILL FLAVIO BATTAIOLA FOTOS BENTLEY ARCHIVE/POPPERFOTO, MARCIO MADEIRA E PASCAL LE SEGRETAIN/GETTYIMAGES.COM

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RELAS NAS PASSA O COMPRIMENTO MIDI NOS DESFILES DO BRASIL E DO MUNDO: VESTIDOS ACINTURADOS NAS PASSARELAS DE ELIE TAHARI, CHLOÉ E COVEN E O MODELO RETO COM ESTAMPA ÉTNICA DA PROENZA SCHOULER 66

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Ontem e hoje

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OS PAETÊS VOLTAM À CENA EM COBERTURA TOTAL

OS PAETÊS FAZEM UM DESENHO DE ZEBRA ESTILIZADA NO ELEITO DE LEA MICHELE

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RG AMA O VESTIDO NUDE DE OMBROS MARCADOS DE ANNE HATHAWAY NO GLOBO DE OURO 2011

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JENNIFER CARPENTER ELEGE O TOM GRAFITE, SUPER CHIC DE UM OMBRO SÓ


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KATE BECKINSALE DÁ BOSSA AO LOOK COM CINTO LARGO E MAXIFENDA

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delícias

reveladas

Não há quem não tenha curiosidade de ver o que acontece em um backstage. Convidamos Alice Braga para participar dessa experiência com a gente. O lugar escolhido não poderia ser mais adequado: os bastidores do teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. A moça tem os dois pés fincados em Hollywood, mas foi no tablado que ela brincou com as lentes de Jacques Dequeker. O stylist Fabio Ishimoto e o craque da beauté Max Weber fizeram parte da bem-sucedida empreitada. Também atrás das câmeras, a publicitária Maria Raduan fez seu primeiro documentário para o cinema. E já garantiu seu primeiro prêmio. E o que acontece nos camarins dos maiores estilistas? A gente desvenda o mistério. E que mistério! Se existisse uma fórmula perfeita do que é certo ou errado dentro do mundo de cada um, ela talvez chegasse bem perto da alegria e do bom humor da dupla Luiz Otávio Debeus e Tadeu Nasser e seus cachorros fantásticos. Na falta de receitas e bulas, esta edição mostra a vida como ela deve ser: luxuosa! diretora de redação 79


D

no mundo

e Alice

A única atriz brasileira em Hollywood é uma garota com os medos e os sorrisos de uma Alice qualquer... mas há uma força ali que mudou sua vida POR JEFF ARES FOTOS JACQUES DEQUEKER STYLING FABIO ISHIMOTO BELEZA MAX WEBER

“Querem carona?”. Era Thiago Pethit, o cantor, soltando um trinado lá de dentro do carro, no meio da Rua Augusta, em São Paulo. “Tá indo pra onde?”, quis saber Alice Braga, nossa personagem da vez. “Pra onde vocês quiserem”, ofereceu Pethit, dum jeito que não se pode negar. Nos lançamos no carro, eu e meu objeto de pesquisa. O plano dela: ir pra algum café perto da casa de seus pais, a casa onde cresceu. “Você se incomoda?”, ela lançou, zero diva. Eu não ousaria. Entrevistada feliz é outra qualidade de entrevistada. No caminho, descobri que os dois estudaram juntos na PUC. “Comunicação das Artes do Corpo”, ela contou. Colegas de classe que se perderam pelo caminho (“Ele foi morar em Buenos Aires, eu comecei a viajar por conta dos filmes”), mas se reconectaram no fim do ano passado. “Aí o Thiago me convidou para fazer o clipe dele. Eu adoro as músicas e é tão bom quando alguém próximo faz algo tão bonito... Aceitei fazer na 80

hora”, contou, ali no banco de trás, entre uma mensagem e outra no celular. Tá trânsito, te irrita? “Eu gosto muito daqui. Acho que, às vezes, até do trânsito eu sinto falta”, sorriu, acreditando naquela barbaridade. “Tenho saudade da cidade, dos meus pais, dos meus amigos, das pessoas que me trazem algo...”. Com um banzo nos olhos, ela falou muito de saudade. “Mas até que estou aqui por um bom tempo, já”, observou, enquanto o Pethit ia levando o carro para a Vila Beatriz, o nosso destino. “Pode parar aqui, ó”, apontando uma vaga. Descemos. “Não é bonitinho?”. É sim. Mesinhas na calçada do Empório Santa Adelaide, um desses com cheiros bons, vinhos... Numa mesa ali fora, sozinha, nos esperava uma amiga da Alice e do Pethit, que, no carro, eles combinaram de encontrar. Os três dão um abraço triplo. E eu metido no encontro da turma da facul...


Colete de pele, Talie NK Store, sutiรฃ, Christian Dior na Fogal, e meia calรงa (usada na cabeรงa), Lupo


O cantor e a moça simpática de óculos de grandes aros se sentaram ali numa mesa mais longe, que era para não desviar. Alice, coitada, teve que se contentar comigo e com uma Coca-Cola Zero enquanto seus amigos embarcavam num papo. Ok, era trabalho... “Meu pai é jornalista, então entendo bem essa coisa de entrevista, faz parte do processo”, compartilhou, com a experiência de quem já deu 32 entrevistas num só dia. “Olha! Naquela banca ali meu pai comprou jornal a vida inteira”, apontou. “A minha casa fica umas duas ruas ali pra baixo.” Estávamos na sua zona de conforto, pois. “Sou uma menina de bairro”, me diria mais adiante, quando eu a bombardeava com umas perguntinhas lispectorianas tipo “Quem é você?”. “Eu não sei se eu sei”, devolveu, com a sinceridade absoluta de uma garota de 27 anos que espera o tal do retorno de Saturno, este monstro astrológico que promete revolver tudo à nossa volta. “Sou de Áries”, ela contaria mais tarde, mas sem que isso iluminasse seus olhos. Ouvi um assertivo “não” quando perguntei se era esotérica. “Mas tenho minhas crenças.” Pra quem você corre quando precisa? “Ah, isso é só meu”, me emparedou, com um sorriso lancinante, no canto. A menina do bairro é a maior atriz brasileira do cinema gringo, uma Carmen Miranda destes tempos. Conseguiu se impor num mercado difícil para os estrangeiros – em especial para os sul-americanos. Como é que você venceu o tão alardeado preconceito? “Acho que a indústria anda mais interessada em talento do que em etnia. Fiz testes para filmes em que a personagem era inglesa e loira”, pontuou. “A comunidade latina é grande e forte, um ator latino pode ser valioso”. É fato que Alice se lançou à jornada hollywoodiana num tempo em que as fronteiras foram dissolvidas pela internet e que o mantra da vez é “Be local, be global”... Antes dela, outras atrizes enfrentaram um caminho bem menos receptivo. Foram hercúleos os

“Fico tranquila num set com 100 pessoas e uma câmera. Mas se você colocar as mesmas 100 pessoas sem a câmera...”


Vestido, Cori, e sapatos, Luiza Barcelos


Vestido, Gloria Coelho


Vestido, Cori

esforços pioneiros de mulheres como Florinda Bolkan e Sonia Braga, para citar alguns raros exemplos de sucesso. A tia (Sonia Braga), como se espera deste texto, é um assunto obrigatório. “Eu sempre digo que ela é uma inspiração não só para mim como para muitas atrizes no Brasil. É um ícone. E um orgulho pra mim fazer parte da família e poder exercer a mesma profissão”, derrama-se, diplomática. E por que será que as pessoas têm um fetiche em colocar vocês uma contra a outra, hein? “Nunca senti que colocam uma contra a outra. Sempre senti a curiosidade em saber o quanto ela me ensinou, se me incomoda uma certa comparação”. E não, não incomoda, ela reafirmou. O pulo do gato de Alice foi Cidade de Deus, seu primeiro longa. O sucesso do filme no exterior chamou atenção para a ainda adolescente de 17 anos que despontava ali. “O Cidade viajou o mundo, tem um peso, uma força lindíssima. Quando se fala Brasil em alguns lugares, as pessoas dizem ‘Pelé’, ‘futebol’... e muitas falam ‘Cidade de Deus’”. E como os gringos te acharam? “Um agente ligou para o Fernando (Meirelles, o diretor) pedindo meu contato. Daí as coisas começaram a acontecer, comecei a fazer uns testes. Fiz para o I Am Legend (Eu Sou a Lenda). O segundo teste, o call back, fiz com o Will Smith. Ele que aprovou.” Era o primeiro de uma série de superatores com quem ela contracenaria.

Some à lista Jude Law, Mark Ruffalo, Adrien Brody, Juliane Moore... Um feito para a garota que, na adolescência, passava até 4 horas na sala de espera para fazer um teste de comercial de McDonald’s ou de Lux Luxo. “Cresci em set de filmagens com minha mãe, que era assistente de direção... Ficava ali nos estúdios da Vera Cruz, olhando tudo, querendo fazer parte daquele universo mágico. Os amigos da minha mãe começaram a me chamar e fui fazendo um monte de testes.” Aprendeu na prática. Some aí um workshop ou outro, mas não seria leviano dizer que Alice é um talento nato. “Cada um desenvolve um processo. Eu leio, entendo, vou criando emoções e decorando. É um processo esquizofrênico, digo sempre... Você senta, investiga e vai aprendendo.” Ao lado do talento, há uma determinação sem freios, uma força que aparece de repente, num gesto qualquer. “Quis viver o momento e fui traçando o meu caminho”, foi contando, como se nada fosse. Não é de se espantar que o seu indomável espírito a levaria a contracenar com Sir Anthony Hopkins, seu partner em O Ritual, o mais recente longa, um suspense sobrenatural desses hollywoodianos. “Vivi momentos emocionantes perto do Anthony, foi uma honra. É um ator completo, muito carinhoso e generoso”, derreteu-se, para depois confidenciar que sua relação com o ator é tema da pergunta que mais fazem pra ela nos últimos tempos. 85


utra dessas perguntas incansáveis é “O que é que você falou?”. Oi? “É que eu ‘como’ um pouco as palavras”, riu. O que virou um desafio, porque ela tem que se policiar para também não engolir a gramática gringa. “Atuar em inglês é o grande desafio. Você tem que ser muito claro e rápido. E eu sou meio relapsa, tenho DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção)”, confessou. “Até repeti o 1º ano do colegial”, lamentou – e ela também lamenta não ter terminado a faculdade. “Ah, e também tenho mania de falar muito rápido”, dividiu — no que os amigos lá da outra mesa se manifestaram, corroborando. (Sim, eles ouviam, danadinhos). Quanto defeito... Tem mais? “Não sei cozinhar... mas ligo o fogão!” E tem alguma coisa que você gostaria de ter e não tem? “Alguns centímetros a mais”. Precisar não precisa — há uma tela bem grande para ela. E aí, faz o que com esse pacotinho de imperfeições? “Enfrenta, né. Toda vez que a gente enfrenta nossos medos a gente cresce”, catequiza. Alice terá mais um medo a enfrentar, muito em breve. No ano passado ela teria feito sua estreia no tablado, não fosse um desarranjo na agenda. Seria dela o papel que foi de Marjorie Estiano na peça O Inverno da Luz Vermelha, texto de Adam Rapp dirigido por Monique Gardenberg e Michele Matalon. “Tô louca para viver o processo”, excitou-se, olhos mais abertos. “Pedi para a Monique pensar num novo projeto pra mim.” Um texto contemporâneo, ela ressaltou, para depois voltar a ser criança: “Mas talvez eu não entre em cena. Fico tranquila num set com 100 pessoas e uma câmera. Mas se você colocar as mesmas 100 pessoas sem a câmera...” Pausa dra86

mática. “Sou tímida, mas ninguém acredita.” Olhos apertados aqui. Mas ela não parece do tipo que se entrega fácil. “Eu faço análise”, avisou. Um tanto expatriada, nossa personagem é de raízes. Politizada, sabe que o star quality pode ajudar para além dos seus interesses pessoais. “Conheci o trabalho da Brazil Foundation e quero me envolver mais com eles”, contou, quando perguntei sobre seu papel social. Ela será uma das homenageadas do próximo jantar de gala da fundação americana que mobiliza a filantropia ianque em torno de projetos sociais tupis. “O ingresso para o cinema no Brasil é muito caro, cada vez mais caro. Não pode. O cinema te leva para fora do universo em que você vive”, defendeu. Alice parece querer para todo mundo o que vive para si. “Tenho muita vontade de ler, viver, aprender.” E de ter família, um filho? “Falta o pai! Mas quero muito. Não quero demorar...”. E me olha, numa pausa entre média e longa. “Mas agora não é o momento. Não tenho casa”. Alice anda livre, mas tem suas amarras. Onde é que está o amor? “Na minha família, nos meus dois afilhados, lindos... e nas pessoas que me doam seu tempo, que me inspiram”. A conversa seguiria por mais tempo (lá se vão três horas). Ainda poderíamos falar da terapia que ela faz, de sua indignação com a especulação imobiliária na paradisíaca Carneiros, praia de Pernambuco em que ela passou o réveillon... Daria pra falar dos papéis que a esperam – uma das mulheres do Tim Maia na cinebiografia dirigida pelo Mauro Lima, uma camponesa no On The Road do Kerouac, que ela filmou com o Walter Salles... Assuntos para um próximo encontro. Para ela, mais uma das incontáveis pequenas prosas com os desconhecidos que ajudam a escrever a sua história.


Alice veste: Costume, Armani Exchange, sutiã, Christian Dior na Fogal, sandálias, Christian Louboutin, e máscara, Huis Clos Produção de moda Kaio Assunção Assistentes de fotos Tavinho Costa e Fabiano Pedrolo Assistente de produção de moda Rebeca Lot Assistente de beleza Adal Alves Agradecimentos Teatro Procópio Ferreira, Stile d.o.c e JRJ Tecidos Tratamento de imagens Fujocka NO WWW.SITERG.COM.BR AS IMAGENS DE MAKING OF E UM VÍDEO DE ALICE BRAGA POR JACQUES DEQUEKER


Mistura

FINÍSSIMA O couro é o contraponto perfeito para rendas e transparências FOTOS GUI PAGANINI EDIÇÃO DE MODA FLAVIA POMMIANOSKY E DAVI RAMOS BELEZA DANIEL HERNANDEZ


Camisa de cetim, D’Arouche, R$ 310, e saia de couro, Gloria Coelho, R$ 1.518. Na página ao lado, blusa de renda, Mixed, R$ 373, calça, Espaço FH, R$ 1.565, e bolsa de strass, Judith Leiber no Trash Chic, R$ 3.999


Blusa de tule e couro, Carina Duek, R$ 490, saia de couro e lã, Reinaldo Lourenço, R$ 1.340, e sapatos de camurça, Studio TMLS, R$ 440. Na página ao lado, Macacão de renda, Walério Araújo, R$ 1.200


Camisa de renda, Carolina Herrera no Trash Chic, R$ 399, e saia de lã e couro, Wolford, R$ 900. Na página ao lado, vestido de couro, Alcaçuz, R$ 2.156, body de renda, Walério Araújo, R$ 700, cinto de couro, Carina Duek, R$ 290, e botas de camurça, Ellus, R$ 589


Camisa de cetim, Gucci, R$ 1.900, e calça de seda adamascada, Carina Duek, R$ 700. Na página ao lado, tricô, Espaço FH, R$ 310, e calça de couro e helanca, Gloria Coelho, R$ 2.100. Produção de moda Well Santos Assistentes de fotos Jonathan Chicaroni e Renato Costa Assistente de beleza André Martins Tratamento de Imagem Photouch


Lia é do movimento Difícil saber em qual cidade do mundo a carioca Lia Souza vai passar a próxima temporada. Fácil é perceber que o que ela gosta mesmo é de moda POR ANTONIO TRIGO FOTOS ROMULO FIALDINI SET DESIGNER TISSY BRAUEN BELEZA CRIS BIATO


A ESTILISTA FAZ AULAS DE PILATES DUAS VEZES POR SEMANA. DUPLA PERFEITA: CARRÉ HERMÈS, CHANEL 2.55

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lma cigana tem a estilista Lia Souza. Desde a adolescência, a carioca alterna períodos no Brasil com longas viagens ao exterior. Já morou por um ano na Espanha, ficou outro em Paris e emendou a estada de dois anos na Inglaterra com mais três em Portugal e outros dois nos Estados Unidos. Decidida que é, acaba de comprar um apartamento em São Paulo, mas já se prepara para morar em Madri. “Meu trabalho por aqui continua, claro, e devo voltar sempre. A minha meta é internacionalizar a marca Lia Souza, ainda não sei se na Espanha ou em outro país da Europa”, diz ela, que abriu há pouco mais de um ano a grife que leva seu nome. Foi na efervescente Londres que Lia começou a estudar moda, na St. Martin’s School. Isso com outra faculdade em andamento, a

“Antes eu encarava a moda como arte. Hoje sei que fazer roupa não é necessariamente um trabalho de artista”

de Comunicação Social, no Rio de Janeiro. Passada a temporada na terra da rainha, trabalhou como stylist em Portugal. Depois, retornou ao Brasil e, mais tarde, voltou a Lisboa, onde conheceu o marido, o publicitário Alexandre Okada. Foi com ele que morou em Miami e retornou a São Paulo, há dois anos, já com vontade de fazer história com moda. “Antes eu encarava a moda como arte. Hoje sei que fazer roupa não é necessariamente um trabalho de artista. Quero fazer roupas duráveis e atemporais, para valorizar a mulher”. A boa forma mantém com musculação e aulas de Pilates duas vezes por semana. Entre tantas viagens, inseparáveis na vida dela são seus animais de estimação: a gata Joana e suas duas cachorras, Nina e Lola. Ela gosta tanto dos bichinhos que participa de uma entidade para a adoção de cães e gatos. E o que Lia leva quando viaja? Muitas bijuterias e parte de suas roupas. “Não sou tão apegada assim às minhas roupas. Todo ano faço uma limpeza para renovar o guarda-roupa e a energia”, afirma a moça, que se lembra de poucas peças as quais dedica um carinho especial, como uma camisa de seda Chanel, um vestido Blumarine e uma blusa Valentino. Entre muitos saltos Louboutin e Yves Saint Laurent, tem ainda no closet muito, muito vintage e grifes como Oscar de La Renta, Dior, Chloé, Marc Jacobs, Valentino e Stella McCartney entre suas preferidas. Mais planos? “Eu tenho adiado a gravidez, mas talvez este seja o ano perfeito para isso”, encerra, sorridente. Haja fôlego! 97


LIA TEM MUITAS BIJUTERIAS QUE LEVA PARA ONDE FOR. NA PÁGINA AO LADO, DETALHE DE UMA BIJUTERIA VÂNIA NIELSEN E A GATA JOANA

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Entre muitos saltos Louboutin e Saint Laurent, tem ainda no closet muito, muito vintage e grifes como Oscar de La Renta, Dior, ChloĂŠ, Valentino... 99


A DESIGNER ADORA CASACOS E PEÇAS GARIMPADAS EM SUAS MUITAS VIAGENS. AQUI ELA MOSTRA SEU MIX DE PEÇAS VINTAGE COM ROUPAS DA MARCA QUE LEVA SEU NOME. À DIREITA, OS SAPATOS E AS CACHORRAS NINA E LOLA

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“Quero fazer roupas duráveis e atemporais, para valorizar a mulher” Pingue-Pongue Maquiagem: Não sou fiel a nenhuma marca, mas adoro rímel e compro todos os lançamentos Perfume: No verão uso Arancia di Capri, da Acqua Di Parma, e para a noite o Pulp, da Byredo. Já no inverno, para o dia o Balenciaga e, para a noite, o Prelude to Love, da Killian Música: Ella Fitzgerald. Livros: O Grande Gatsby, de F.Scott Fitzgerald, e Confesso que Vivi, de Pablo Neruda Uma entidade: www.naturezaemforma.com, para adoção de cães e gatos Sonho de consumo: Uma viagem sem comunicação nenhuma Uma viagem inesquecível: Conhecer o Oriente Médio Uma cidade: Rio de Janeiro Uma comida: Risotto Verde Um carro: Mini Cooper conversível, o carro que tinha em Miami Não vivo sem: Gentileza, bom humor e educação Gadget: Meu iPhone

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Por que eles

piram? Ricos, famosos, talentosos e superpoderosos, mas nem sempre equilibrados. Conheça o lado B de alguns dos maiores criadores de moda de todos os tempos POR CRIS RAMALHO

Foi num salão de Paris, ali pelos anos 20, quando o jazz esquentava os ânimos e as garotas cheias de champanhe diziam o que queriam. Paul Poiret, o estilista que ensinou às mulheres que não era preciso mais se apertar nos espartilhos, andava ele próprio num aperto de dar dó. Suas roupas fantasiosas, deslumbrantes, uma festa em tecidos e dourados, estavam perdendo terreno para a nova moda o-chique-é-simples de Coco Chanel. Ela acabara de lançar seu eterno tubinho preto em 1926, o novo hit do mercado. Poiret não se segurou ao ver Chanel de pretinho básico: “Nossa, por quem está de luto, madame?”. Ao que ela, com a língua de tesoura que lhe deu tanta fama quanto seus vestidos, retrucou na hora: “Pelo senhor, monsieur”. Chanel, a afiada, estava com certa razão. Dos bailes suntuosos com fantasias de mil e uma noites para 300 convidados, festas em barcos de cinema navegando pelo Sena, Poiret, o primeiro estilista superstar da história, estava agora em queda tão vertiginosa que logo seria dado como morto na moda. Em 1928, ele se divorciou de modo nada amigável da sua musa de todas as coleções, Denise, com quem teve cinco filhos. Viu os empregados da sua maison debandarem para outras freguesias. Dois anos depois, endividado, morando num quarto de hotel e pintando quadros, lançou sua biografia, King of Fashion, que, como já anuncia no título, não dava o braço a torcer. Ele se achava o maioral – e dava início, no seu estilo, a uma longa linhagem de designers criativos e com o rei na barriga. Então descobriu que estava com Mal de Parkinson, e na po-


breza absoluta, sustentado por amigos, morou de favor na casa da irmã. Morreria, esquecido e sem um tostão, em 1943. Até o fim, não perdeu a pose. Contamos esta só para relembrar como a história de grandes gênios que entram em decadência sempre assanha nosso interesse. De Van Gogh, na real, até Norma Desmond, na ficção (a personagem de Gloria Swanson em Crepús-culo dos Deuses,, que soltou a frase inesquecível: “Eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos”), como resistir à vida intensa das celebridades atormentadas? Só para ficarmos na moda, e em Paris, eis aí a recente derrocada de John Galliano, flagrado no pilequinho, a boca mole anunciando que ama Hitler. Virou tema de conversa até de quem nunca se ligou em roupas, tampouco sabe a diferença entre um Dolce e um Gabbana. Galliano, o estilista genial, um dos mais criativos dos últimos tempos, foi demitido. E aí começou: bem-feito para ele, ou a Dior foi injusta, aproveitou a deixa para botá-lo na rua, é a pressão do universo da moda, ou todos na moda são uns hipócritas, enfim... O que não faltou foi assunto nas passarelas, nos chats e, claro, nas mesas de bar. Vivian Whiteman, colunista da revista Serafina e editora de moda do jornal Folha de S. Paulo, escreveu um ótimo e muito elogiado post no seu blog a respeito. Aproveitou para fazer um paralelo do surto de ego do estilista com o pensamento que reina no mundo fashion: “Se houvesse um pingo de ética verdadeira nessa indústria, deveria haver uma demissão voluntária em massa, não em compaixão a Galliano, mas como prova de que o mundinho da moda está mesmo disposto a mudar as coisas e colocar tudo a limpo”, resume.

TRIO PARADA DURA Na página ao lado, Alexander McQueen. Nesta página, dois momentos de John Galliano na Maison Dior e Christopher Decarnin, da Balmain

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O texto de Vivian exemplifica: “Todos os estilistas, stylists e bookers que dispensaram modelos de 50 kg chacha mando-as de obesas. Aqueles que acreditam que vestir gordas ‘estraga’ a imagem de luxo do negócio. Aqueles que só ‘aceitam’ as feias (de acordo com os padrões vigentes) que ganharem bastante dinheiro. Aqueles que discriminam negras, latinas, orientais. Os que ‘detestam gente pobre’. Os verdadeiegocêntricos descontrol que agem e vivem como verdadei trabaros tiranos. Os que não se importam em ter escravos traba lhando para suas marcas”. Já a editora de moda mais falada defedo mundo, a irada Suzy Menkes, agitou o teclado em defe sa de Galliano, pressionado, e apontou outros dramáticos constantemenepisódios com estilistas. “A pressão de criar constantemen te novidades na era da fast fashion e da internet instantânea já derrubou outros talentos”. encerMarc Jacobs, o diretor de design da Louis Vuitton, encer rou um período selvagem internando-se em uma clínica de consumireabilitação; Calvin Klein admitiu abertamente ser consumi dor de entorpecentes; e o falecido Yves Saint Laurent passou recentoda a vida lutando contra os próprios demônios. Mais recen te, e quase exatamente um ano antes da vergonha pública do fantassr. Galliano, o suicídio de Alexander McQueen é um fantas ma que ainda assombra a indústria da moda. E pode botar aí na lista atual o não tão conhecido Christopher Decarnin, da psiquiátriMaison Balmain, internado há pouco numa clínica psiquiátri ca. O que acontece com essa turma toda? Ah, nada muito diferente do Adriano no futebol, das Amys, Lindsays, sorridendos Charlies Sheens. Dinheiro à beça. Gente sorriden te repetindo que você é uma graça. Acesso livre às substâncias que dão outro colo colorido à existência. No caso dos estilistas, há ainda tempoa necessidade de ser mais criativo a cada tempo rada e o perigo maior: o poder descomunal sobre o que o mundo inteiro vai vestir para causar boa impressão. Não apenas vestir: na moda já está tudo dominado. “Hoje até papel dehigiênico vem assinado por de signer, o estilista está em todas. A moda está em tudo. Não é à toa que o (escritor) Jorge Luís conBorges dizia que, se ficasse con despergelado por cem anos e desper muntasse depois, iria saber do mun do pelo que as pessoas estariam


O episódio Galliano virou tema de conversa até de quem nunca se ligou em moda vestindo”, fala José Gayegos, estilista e amigo pessoal do genial e muito, muito instável Dener Pamplona de Abreu. O que Gayegos diz é que, se já somos exibidos na natureza, na moda, então, o ego pode cair tão bem quanto um vestidinho sob medida. “Tudo é em torno do ego. Se a pessoa for insegura, aí já viu: pira mesmo. Insegurança mais sucesso é igual a merda”, fala ele, com humor. Gayegos cansou de ver Dener, um sujeito doce, inteligente, querido por todo mundo, perder a linha britânica de tanto álcool e virar um capeta. Inseguro por natureza, virou celebridade num zás-trás (Roberto Carlos, por exemplo, convidou para seu programa de estreia as duas maiores personalidades do Brasil: Pelé e Dener), e desceu os dramas no gargalo. Morreu aos 42 anos, delirando sobre qualquer tema, à la Galliano. “Por isso que eu digo: o Galliano, famoso e rico daquele jeito, aparecer bebendo sozinho no bar... ah, ele tem um problema grave”, completa Gayegos. Rosangela Lyra, diretora da Dior no Brasil, solta o verbo sobre o assunto. “Não dá para falar que tudo isso que acontece é da cobrança do mundo fashion. Por favor, não me venham com essa baboseira, porque todos os trabalhos geram pressão e, se fosse assim, todos seríamos drogados e alcoólatras. Não, não é a pressão do mundo fashion, é da índole de cada um. Em todos os ramos de atividade há profissionais que se drogam e que acabam com suas vidas. E profissionais que têm equilíbrio e prezam a vida. Por exemplo: no mundo do glamour há modelos exemplares e modelos que se drogam... Sucesso/criatividade + álcool/ drogas = inferno”, diz. Enfim, Galliano, que sempre gostou de extrapolar mais que os outros (espie só os looks que ele usa para entrar na passarela e agradecer à plateia), também não combinaria com história certinha. E o fato de ostentar no quesito profissão o tema estilista pode ser só acessório. “A moda é um reflexo da sociedade, portanto, o caso Galliano não é um problema que acontece apenas na moda. O que aconteceu poderia ter ocorrido em qualquer outra área, onde a pessoa estivesse vivendo uma situação desajustada dentro da sociedade. Portanto, é uma situação que infelizmente acontece nos dias de hoje, e a moda não fica fora disso”, fala Reinaldo Lourenço. Mas que rende assunto, ah, isso rende.

ALTA COSTURA Na página ao lado, portrait de Yves Saint Laurent, em 1971. Nesta página, Dener no auge da carreira


MENINA

veneno Quem é a francesa Julia Restoin-Roitfeld, objeto de tuitadas permanentes e alvo na web? Com passe livre no circuito Paris-Nova York – e também em São Paulo POR MARIA DA PAZ TREFAUT

E

la nasceu em Paris, mas vive em Nova York. Não é modelo, mas escolhe algumas campanhas a dedo. Fora isso, circula no grand monde, aparece na primeira fila dos desfiles de Milão a Londres e, detalhe importantíssimo, tem um berço invejável: é filha de Carine Roitfeld, que até o fim do ano passado era a poderosa editora da Vogue francesa e referência no circuito de moda. Aos 30 anos, Julia Restoin-Roitfeld também dita tendências e, agora, chega ao Brasil, com seu belo rosto, para emoldurar a campanha de Cris Barros para a Riachuelo. Julia cresceu num meio onde se acredita que a sofisticação é o máximo da simplicidade. E que a beleza vem junto com 106

a elegância, como sinônimo de educação, cultura e savoir-faire. Com tudo à mão para fazer o que bem entendesse, decidiu se formar na prestigiada Parsons School of Design, em Nova York, estagiou em estúdios de fotógrafos importantes e montou seu próprio escritório. Já trabalhou como diretora de arte para Jean-Paul Gaultier, V Magazine e Marina Rinaldi. Num mundo em que desvendar a privacidade das celebridades tornou-se um ofício, ela não escapa à regra. O que não faltam são sites dedicados a esmiuçar sua intimidade, que contam o tipo de refeição que ela pede no delivery, os perfumes que usa e quais marcas de gel de banho estão no seu box. Resumindo, tudo o que ela faz vira notícia.

Dos detalhes de seu apartamento à balada que foi na véspera com o namorado, o modelo Robert Konjic. Para as patricinhas vidradas nos seus segredos, Julia surpreende. Não usa base sob hipótese alguma e nunca tira as sobrancelhas. Tem apreço pela aparência natural, bem cuidada, e uma de suas receitas é um prosaico suco de maçã, cenoura e gengibre, que prepara todas as manhãs na centrífuga. Quando sai, a qualquer hora, está sempre de salto alto. “Deixam a postura melhor”, explica. Quem duvida? Em matéria de roupas, ela carrega com a mesma desenvoltura um Balenciaga ou um vestidinho da TopShop. Se depender de Cris Barros, agora também vai usar Riachuelo.


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TAL E QUAL De cima para baixo, da esquerda para direita: no desfile da Dior em 2009; na Semana de Moda de NY com Genevieve Jones, Margherita MIssoni e Liya Kebede. Mãe e filha, respectivamente, de Lanvin e Balmain. De look animal print, total Cavalli, em 2004; com Carine em Cannes, 2008. Com o namorado Robert Kojic na inauguração da Gucci, em Londres.


MAKING OF Cenas dos bastidores da campanha da Cris Barros para a Riachuelo, com cliques de Jacques Dequeker

Julia e eu POR CRIS BARROS

Q

uando aceitei dividir com a Riachuelo o “sonho” de fazer roupa com design a preço acessível, meu

desafio era atingir um público novo e trabalhar com uma produção em grande escala. Desenhei a coleção pensando em uma menina real, cosmopolita, conectada com o mundo, que circulasse entre São Paulo, Paris, Nova York, Londres... Uma pessoa com atitude, que gostasse de moda, mas não só. Alguém que fosse referência entre os amigos, com forte personalidade. O meu desafio e de minha equipe era imaginar o que ela vestiria. Que tipo de roupa usaria para viajar? Como se produziria para ir do trabalho a um vernissage? O que seria adequado para terminar a noite na balada? A campanha precisava de um rosto e eu não queria uma modelo, queria essa mulher real. Pensei, então, na Julia. Eu já sabia quem ela era, tinha visto entrevistas na internet e algumas campanhas que tinha feito. Asssim como alguns de seus trabalhos como diretora de arte. Enfim, a menina que eu tinha idealizado era real, era a Julia! O mais incrível foi perceber o quanto ela era a pessoa adequada para o projeto. A primeira coisa que me chamou atenção – a mim e a todo o mundo que conviveu com ela nos três dias que passou em São Paulo – foi a educação. É uma pessoa atenciosa, forte e, ao mesmo tempo, doce. É divertida, tem um papo ótimo, fala sobre tudo. Uma menina culta, bem informada e madura. Além disso, extremamente solícita e profissional. Ela é natural, sofisticada e cool. Tudo o que eu esperava dela se confirmou. A Julia me inspira! 109


DOSSIÊ RG

TERRA DO FOGO

Publicitária e produtora, Maria Raduan sempre foi multimídia. Estreando na direção, seu documentário Vale dos Esquecidos foi em busca da polêmica história da questão da terra na Amazônia e acabou selecionado pelo festival Hotdocs, o “Oscar” do segmento. A seguir, cenas de uma história incendiária POR DUDI MACHADO

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FOTOS DIVULGAÇÃO


DOSSIÊ RG

Acima, durante as filmagens e com membro dos Marawãtsède. abaixo, índio xavante na Fazenda Suiá Missú, na década de 60

L

onge das câmeras e da realidade dos problemas cotidianos da classe média, retratados nas novelas e nos noticiários da TV, fora deste radar da vida na cidade grande, existem muitos e diversos Brasis, com realidades duras, sem nenhum glamour e por isso mesmo quase sempre ignorados pela mídia. Vale dos Esquecidos, documentário de longa-metragem dirigido por Maria Raduan, retrata a disputa por terra em uma remota região do Mato Grosso, tão semelhante a tantas outras no Brasil, onde o Estado não chega e o fogo é a principal arma usada entre grupos rivais. Uma terra de ninguém de proporções inimagináveis, na qual não cabem todos: índios expulsos de suas casas, posseiros em busca de um pedaço de chão, grileiros invadindo terras ilegalmente, sem-terras esperando as decisões do governo, fazendeiros lutando para manter suas propriedades. A intolerância entre esses personagens é tão forte quanto a certeza de cada um 112

sobre seu direito legítimo àquele pedaço de chão. Embrenhar-se em um assunto tão complexo não é tarefa fácil e uma escolha nada óbvia. É nesse momento que a questão pessoal se mostra essencial. “Minha família é composta há mais de dois séculos por fazendeiros, minha mãe é proprietária de uma fazenda bem no centro do Brasil, onde passei alguns dos melhores momentos da minha vida. Lá, desde criança, desenvolvi uma relação visceral com a natureza e com o meu país. Tendo nascido nesta família pude ser testemunha, de um ponto de vista privilegiado, de uma das disputas mais universais dentro da experiência humana: a disputa por terra”, conta a diretora. Certa familiaridade sobre o assunto, um interesse nato e a ligação de uma amiga contando o que havia testemunhado, além de uma vontade imensa de contar uma história foram motivação suficiente para levar Maria para o nordeste do estado do Mato Grosso, mais precisamente a região situada entre o rio Araguaia e o rio das Mortes.


MARIA.DOC De publicitária de sucesso a cineasta engajada, Maria Raduan é quem traça sua própria história FOTO MARCIO SCAVONE

P

ublicitária cria de uma geração que explodiu no fim da década de 90, Ma-

ria Raduan ganhou intimidade com o mundo da produção e edição de imagens no departamento de cinema da DM9. Criou sua própria agência, da qual se desligou para se lançar em projetos mais autorais. Em 2006, realizou seu primeiro documentário, Mulheres da Roça, que retrata o dia a dia de mulheres que vivem em áreas rurais do Brasil. Em 2007 finalizou o projeto Rubico, documentário biográfico sobre o pecuarista Rubico Carvalho, seu avô e figura lendária no setor, um dos responsáveis pela introdução do gado da raça nelore no Brasil,

STYLING PAULA MENDES BELEZA DAVID GODOY/ABÁ MGT TRATAMENTO DE IMAGENS FUJOCKA

o que, na década de 60, mudaria completamente o cenário da pecuária no país.Vale dos Esquecidos foi projeto que absorveu a maior parte de seus últimos anos e agora, recém-finalizado, é um dos selecionados para o festival É Tudo Verdade, que acontece neste mês no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de estar entre os finalistas do Hotdocs, o “Oscar” dos documentários que acontece no início de maio em Toronto, no Canadá. Lá, os esquecidos estarão lado a lado com mais de 170 produções de 35 países, finalmente ganhando a voz mundial para um problema local. Com estreia programada nos cinemas nacionais em meados deste ano, Vale dos Esquecidos é aula de Brasil para qualquer cidadão. 113


DOSSIÊ RG

“Uma terra de ninguém de proporções inimagináveis, na qual não cabem todos: índios expulsos de suas casas, posseiros em busca de um pedaço de chão...”


Ali instalada, iniciou o longo e tortuoso processo de desvendar o quebra-cabeças da situação da terra na região, de descobrir os principais personagens deste drama real e de contar com a participação – nem sempre fácil – de cada um no filme. Do índio Damião Paridzané, cacique e um dos fundadores da aldeia xavante Marawãtsède, passando por encontros com Dom Pedro Casadaglia – Bispo Emérito de São Félix do Araguaia –, seguindo o fazendeiro John Carter na busca de invasores de sua propriedade, ou em encontros com personagens polêmicos como Gilberto Resende, é possível perceber a complexidade da questão e de quanto e de como ainda estamos longe de uma solução justa e apaziguadora. O território que já foi a maior fazenda do mundo, Suiá-Missú,

hoje é centro de uma batalha que reflete o que acontece em outras regiões do país. Um latifúndio com muitos “donos” e nenhum proprietário de direito. Nesta guerra, por enquanto, só um vencedor: o fogo. Usado como arma, ele engole a floresta e a transforma em deserto. Trazer à luz esses questionamentos, contar essa história de nosso país que se passa nos bastidores do grande público é a única maneira de poder contribuir e assim imaginar uma solução. Com uma realidade dura, mas sem perder a poesia, Vale dos Esquecidos é um retrato real e atual de uma disputa que envolve não só a posse, mas o futuro de áreas como a Amazônia, que interessam não só aos brasileiros, mas devem, sim, fazer parte de uma pauta global, por isso mesmo muito atual.


Adeus ao

QUEIJO

MÉDICO FRANCÊS DEFENDE, EM LIVRO, UMA ALIMENTAÇÃO SEM LEITE OU DERIVADOS POR MARIA DA PAZ TREFAULT

FOTO GUY AROCH/TRUNK ARCHIVE E TADEU BRUNELLI/DIVULGAÇÃO

O

reumatologista Jean Pierre Poinsignon vive e clinica em Grenoble, cidade no sudeste da França, ao lado da fronteira com a Suíça. Aos 60 anos, mantém uma rotina esportiva que inclui esqui e montanhismo nos Alpes, nos fins de semana, e caminhadas no deserto do Saara uma vez por ano, durante as férias. O apreço pela vida saudável não é algo que nele está desvinculado da alimentação. Suas teses alimentares, defendidas num livro lançado no segundo semestre do ano passado, não são unanimidade entre a comunidade médica francesa. Mas começam a ser cada vez mais discutidas. Rhumatismes: et Si Votre Alimentation Était Coupable? (Reumatismo: e Se Sua Alimentação For a Culpada?) é um calhamaço de 384 páginas nas quais o médico usa sua experiência para afirmar que os chamados “males da civilização” são consequência de nossos hábitos alimentares. Para ele, somos vítimas da indústria alimentícia, farmacêutica e, acima de tudo, da propaganda. Quer curar ou prevenir doenças? Mude sua dieta. Ele diz que é simples. Talvez seja mais complicado do que parece. Antes de tudo porque o primeiro alimento condenado é o leite e todos os seus derivados, produtos que fazem parte do cardápio cotidiano da maioria das pessoas. Soa incrível que um francês, que tem à disposição um tipo diferente de queijo para degustar a cada dia, abra mão desse prazer. “Não me faz falta”, diz, depois de abrir mão dos laticínios há seis anos, na fase de conclusão de sua pesquisa. Durante quinze anos ele tentou entender por que é cada vez mais elevado o número de doentes com reumatismo, inflamações crônicas, artroses, tendinites, do-

enças auto-imunes e por que a osteoporose se tornou uma “epidemia” na sociedade industrializada ocidental. “Com a mudança da dieta, todas as dores articulares e tendinites melhoram, meus doentes podem testemunhar. Os problemas intestinais crônicos desaparecem. O sistema imunológico é purificado e retoma sua função de nos defender dos micróbios, vírus e das células cancerosas”. Ele faz parte de uma corrente da medicina que acredita que o único leite adaptado à espécie humana é o materno e nenhum mamífero adulto consome o leite de sua mãe. Já o leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e seus derivados não foram feitos para o homem. “A fábula das carências de cálcio foi inventada para tentar explicar a osteoporose. Temos apenas que lembrar que há um número muito grande de doentes com osteoporose nos países com alto consumo de leite e derivados. As mentiras do marketing foram criadas para comercializar o leite e não para nos curar!”. A tese do doutor é que devemos retornar a uma dieta ancestral, com muitas frutas cruas, legumes pouco cozidos e proteínas animais. O consumo de cereais também deve ser controlado, porque os processos de seleção e os beneficiamentos genéticos pelos quais passaram arroz, trigo, centeio, cevada e milho os tornaram inadaptados às nossas enzimas digestivas. Outro vilão da nossa mesa são os cozimentos em alta temperatura – grande moda na gastronomia –, que “destroem as moléculas nutritivas dos alimentos”. Aliás, se você quiser levar a sério esses preceitos, além das frituras, fuja também de coisas gratinadas, caramelizadas e feitas na brasa. São muito saborosas, mas fazem mal.

À FRANCESA

A

pesar de fugir do estereótipo de típico francês por meio de receitas cosmopolitas, a Páscoa do Bistrô Charlô nunca foi tão parisiense. Uma das novidades da recente vinda do chef Marc Le Dantec para o restaurante paulistano é o cardápio especial que será servido de 21 a 24 de abril, com almoço e jantar. Charlô e Maribel Whately, donos do descolado espaço, assinaram embaixo de receitas como o pargo com camarões e raviolini de ervas ou o bacalhau assado com “suco de batata”, chourizo e favas edamame. Para fechar a comemoração, parfait ao chocolate com castanha de caju e gengibre. Delícia! www.charlo.com.br


As Sete Vidas de Gloria Vanderbilt

A biografia da grande dama da sociedade americana é lançada nos EUA. The World of Gloria Vanderbilt, de Wendy Goodman, conta sua vida, uma tumultuada e vitoriosa história de altos e baixos POR EVA JOORY EDIÇÃO FABRIZIO ROLLO

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E

GLAMOUR

m um mundo onde as À esquerda, com Ralph Lauren no lançamento de seu livro; mulheres de uma certa à direita, com o filho, idade só pensam em jaro jornalista Anderson Cooper dinagem ou num simples carteado com as amigas, a trajetória de Gloria Vanderbilt é exemplo a ser seguido e admirado. Mais que isso, Vanderbilt foi e é um ícoNele, ela descreve nada menos do que ne. Sua história é inspiradora para muitas mulheres. Ela é, 13 casos e revela a grande mania de Brando, ter um enorcomo definiu a autora do livro recém-lançado, uma sobreme retrato de si mesmo no quarto: “Marlon era o homem vivente. Aos 86 anos, Gloria soube se reinventar como nindo momento”, escreveu. “Era bonito, misterioso, mas tão guém. Além de socialite, foi empresária, estilista, modelo e chato”, fulminou. Sobre qual amante a impressionou mais, pintora. Foi esposa e somou quatro casamentos no currícuse esquiva: “Amei todos de diferentes maneiras. Tive sorlo, é mãe de quatro filhos (um deles o âncora da CNN Ante com os homens com os quais me envolvi, mas sempre derson Cooper) e tem dois netos. fui eu quem terminou a relação”. Seu último empreendimento, um livro erótico, Obsession, an Gloria foi também, segundo suas próprias palavras, esposa e Erotic Tale, foi aclamado por jornais, como o The New York amante. Em uma noite, entrevistada ao lado de sua amiga Times, como um dos livros mais quentes escritos por uma ocDiane von Furstenberg, ouviu a seguinte pergunta: “O que é togenária. Quem conhece um pouco da sua história sabe que melhor, ser esposa ou amante?”, no que ambas responderam ela foi a pessoa apropriada para escrever uma história rechesem pestanejar: “Amante!”. Dona de uma vida apaixonante, ada de sexo e pitadas de S&M. mas conturbada, repleta de altos e baixos e recheada de Além de quatro casamentos, a socialite contabilizou escândalos, tragédias e sucessos pessoais, Diane viveu a vida. amantes famosos, como Marlon Brando, Frank Sinatra Herdeira de uma grande fortuna, deixada pelo tataravô, o Howard Hughes e Gene Kelly. “Estou sempre apaixonamagnata americano Cornelius Vanderbilt, Gloria foi o centro da”, disse ela sobre sua agitada vida amorosa. Suas avendas atenções de uma longa disputa pela sua guarda, encabeçada turas estão em um de seus primeiros romances, It Seemed pela mãe e pela tia invejosa, quando era apenas uma criança. Important at the Time: a Romance Memoir. 119


C

ornelius Vanderbilt ganhou notoriedade por ser o primeiro norte-americano a se tornar milionário. Os negócios, ainda no começo do século 19, eram as estradas de ferro e os navios, logo controlados pela família toda. A herança? Metade de cinco milhões de dólares, dinheiro deixado pelo pai, que morreu de cirrose. O detalhe é que Gloria Vanderbilt só tinha cinco meses de vida. Mas essa é só uma parte da história que teve muitos desfechos e inúmeras reviravoltas. O que nunca ninguém poderia imaginar é que o sexo se tornaria uma das grandes obsessões de Gloria, sem falar de um grande talento. “Tenho um interesse sem-fim pelo sexo e suponho que sempre terei.” Claro que o livro, lançado no ano passado, retrata muito mais uma vida fantasiosa do que uma realidade. Mesmo assim, a escritora Joyce Carol Oates disse que a edição é um impressionante mosaico da paixão humana, traçada por meio de uma personalidade tão marcante e cheia de brilho como a da nossa personagem. Vale lembrar também que, antes de se dedicar à escrita, Gloria fez fama e fortuna glamurizando o jeans nos anos 70, com sua cultuada marca GVB. Além do nome famoso, que ajudou a alavancar o sucesso e a impulsionar as vendas, na época os designers de jeans estavam em alta. A diferença nas criações de Gloria era o ajuste das calças. Com um corte superexclusivo, elas eram mais apertadas do que as outras do mercado. Conquistou uma clientela jovem, moderna e com desejo de ousadia.

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VIDA PRIVADA Em sentido horário, com os filhos Carter e Anderson; em casa, ao lado de Richard Avedon e o ex-marido Sidney Lumet, em 1955; e indo para o trabalho de chofer e limusine, em Nova York

Gloria Vanderbilt foi também, segundo suas próprias palavras, esposa e amante. “Amei todos de diferentes maneiras”


Índigo Brasil

A socialite Renata Scarpa foi a imagem dos jeans que revolucionaram os anos 80

R

MODELO OFICIAL Nos anos 80, quando a marca de jeans chegou ao Brasil, Renata Scarpa foi a escolhida para representá-la em campanhas e capas importantes

enata Scarpa, que durante pouco mais de seis meses

Gloria viveu sob severa guarda da tia até os 15 anos e, no auge

foi modelo exclusiva da marca de Gloria Vanderbilt

da disputa judicial, ficou conhecida na sociedade como a “pobre

no Brasil, conta um pouco desse início de era dos

menina rica”. Aos 17, já libertada, casou-se com o empresário

chamados designers jeans: “Quem trouxe a marca GVB para o

Pasquale DiCicco. O casamento acabou quatro anos depois, sob

Brasil foi a Staroup. O diferencial da calça era sua modela-

acusações de violência doméstica e bebedeiras. Com o segundo

gem, que exaltava as curvas da mulher. Não havia nada pare-

marido, o maestro Leopold Stokowski, ela teve dois filhos. O

cido. No início dos anos 80, jeans era uma coisa de garotada.

terceiro casamento, com o diretor Sidney Lumet, durou sete

Ninguém com mais de 30 anos usava. E o jeans GVB causou

anos, até finalmente se casar com Emery Cooper, pai de seus

uma revolução, virou uma peça chique”. E completa: “Gloria

outros filhos, Carter e Anderson.

se destacou ainda criando lenços e echarpes pintados a mão.

Mas, em 1988, a tragédia bateu à sua porta. Com apenas 23

Muitos inspirados em algumas de suas telas”.

anos, Carter cometeu suicídio pulando da janela, na frente da mãe, e ela nunca mais foi a mesma. De menina tímida a mu-

LINHA DO TEMPO

lher de sucesso, apesar de todos os dramas, Gloria Vanderbilt

Parafraseando o economista John Kenneth Galbraith, todos na

continua uma mulher de fibra, admirada por outras mulheres,

família Vanderbilt tinham talento para ganhar dinheiro e gastá-lo

mas principalmente pelo filho Anderson, que escreve o prefá-

na mesma proporção. O sobrenome abriu inúmeras portas à

cio do livro. E reage com um otimismo inigualável quando

Gloria. O que não evitou, porém, desventuras que começaram

perguntam como conviveu com tantas dificuldades: “Tenho

muito cedo, como a disputa entre a mãe, também Gloria, e a tia

apetite pela vida, amo as coisas belas e as pessoas”, fala a

Gertrudes Vanderbilt Whitney, que ganhou a custódia da menina.

grande dama que ama a vida. 121


A VIDA COMO ELA DEVE SER


TADEU USA GRAVATA RALPH LAUREN. LU USA CAMISA MACCHIONE UOMO, SUSPENSÓRIOS E GRAVATA PETULAN. OS CACHORROS SÃO O TERRA-NOVA MOGLI E A “SEM RAÇA DEFINIDA” BIANCA

Luiz Otávio Debeus e Tadeu Nasser vivem como europeus – só saem de carro nos fins de semana, têm hábitos sofisticados e esbanjam aquele ar meticuloso típico dos lordes ingleses temperado pelo charme blasé dos franceses POR PATRÍCIA FAVALLE FOTO ROMULO FIALDINI SET DESIGNER TISSY BRAUEN


h

á tempos o que se vê pelas ruas de Pinheiros, bairro dos mais tradicionais de São Paulo, deixou de ser exclusivamente o garimpo de peças sacadas de outras épocas. Conhecidos no mercado do décor como os “Stiles”, apelido dado pelo paisagista Alex Hanazaki, o antiquário convertido em designer, Luiz Otávio Debeus, e o administrador com o pé no mundo fashion, Tadeu Nasser, formam uma das melhores parcerias do circuito. “São dez anos de cumplicidade”, diz Nasser. A história começou pra valer em 2001, quando Luiz Otávio se despedia da sociedade na loja Maria Antonieta. “Tinha vontade de trilhar caminhos novos, mas nunca entendi de contas... Foi quando, por sorte, encontrei o Tadeu, que é economista.” O que veio depois? A bacanérrima Stile d.o.c. – abreviação inspirada na certificação do vinho “Di Origine Controllata”, numa alusão à procedência dos itens, que logo despertariam o desejo dos consumidores. Como previsto, o sucesso aconteceu, o pequeno sobrado avançou pelas residências vizinhas e hoje soma 600 metros quadrados e 18 ambientes paginados com as tendências da temporada. “Os estilos vão do casual ao vintage, do clássico até uma espécie de haute couture feita para casa”, explica Luiz.

“Não temos nada de minimal, gostamos é do design atemporal”


SOFÁ INGLÊS, TECIDO PRINT´S, TAPETE COM PADRONAGEM IKAT DA BY KAMY, ABAJUR MME. JOURNELL E FOTO DE GUSTAVO VON HA. A FOX PAULISTINHA JÉSSICA EM SUA CADEIRA ITALIANA GROTTO DO SÉCULO 19. DETALHE: BUREAU PLAT ESTILO NAPOLEÃO III DA STILE D.O.C. NO ESCRITÓRIO, TESTE DE CORTINA DA PRINT´S TECIDOS E CARRINHO DE ARQUITETO, JOE COLOMBO


“O sweet home reúne coloridos em tons terrosos, contornados por móveis contemporâneos, reproduções orientais”

or sinal, nas duas coleções criadas a cada ano, a moda é assunto recorrente. “Somos ligados às passarelas, talvez eu seja até um pouquinho demais”, confessa Tadeu, que mostra sua coleção de sapatos com mais de cem pares. A empreitada acabou por desalojá-los. “Morávamos numa das construções transformadas em showroom. Mas, só sairíamos dali se encontrássemos um lugar que dispensasse o uso do carro”, dizem. E, então, o acaso novamente sorriu para a dupla: o apartamento no sentido oposto da rua os aguardava. “Em apenas três meses já estávamos instalados.” Se por fora o empreendimento assinado pelo escritório EGC Arquitetura destoa do château-artsy integrado ao business, por dentro a engenharia dá pinta de ter entendido o conceito de morar bem. São 90 metros quadrados divididos em planta baixa e mezanino, interligados por uma escadaria escultural de ferro que mais parece a espinha dorsal do espaço. As obras de Di Cavalcanti, Barsotti, Volpi, Burle Marx, Tomie Ohtake, Carlos Scliar e um exemplar bordado do Uzbequistão sobem pelas paredes de drywall, agora tingidas de berinjela. “Mas já foram laranjas”, avisa Luiz, entregando uma das características latentes da dupla: eles adoram inverter a lógica. Como diz o ditado trazido da fazenda da família em São José do Rio Preto, Luiz não aparta os olhos do comércio. “Boi só engorda sob as vistas do dono”, pontua. Tadeu concorda e faz sobressair sua genética árabe. “Acompanhamos os detalhes 126

desde o arremate das antiguidades até a produção bolada aqui, sob a chancela do Otávio. Além do mais, temos outra desculpa para manter a vigilância: afinal, Mogli, Jéssica e Bianca, nossos cachorros, ficam no canil que conecta os quintais das edificações”. Embora os cães só apareçam para as visitas, o trio mexe com a rotina de seus donos. “O Mogli é só um filhote e já pesa 60 quilos, então dá para imaginar que cada movimento em falso é uma catástrofe!” Contratempos à parte, o sweet home reúne coloridos que cintilam em tons terrosos, contornados por móveis contemporâneos, reproduções orientais. “Não temos nada de minimal, gostamos é do design atemporal e do toque cozy.” A justificativa está impressa no primeiro piso, onde o living e a sala de jantar desfilam notas que se completam, amparados pela cozinha e pela área funcional. No andar superior, a suíte tem closet recoberto por panos indianos e algumas esculturas, caso do colar da trupe do Montage Art, colocado sobre o busto de bronze. Na cozinha, Luiz é expert em pratos dignos de chef. Mas, longe de perder a linha, eles afinam o coro e entregam o segredinho da boa forma: “Temos fome é de descobertas!”.


HORA DA SOBREMESA: TORTA DE MAÇÃ E GUARDANAPOS AMARELO COLONIAL, TÂNIA BULHÕES HOME. À MESA, TOALHA BORDADA VICTORIA MILL, FLORES FRESCAS ENTREGUES EM CASA PELA FLORICULTURA JARDIM DO ITAIM, SOUSPLATS DOURADOS TANIA BULHÕES E PAR DE CHIEN DE FAU, AUTORE TADEU E MOGLI COM SEU VISON NATURAL PRETO E MANTAS ESTHER GIOBBI


FLASHBACK

Z E I T H C GAN R O M

REGINA E PEDRO SERGIO MORGANTI; ELA VESTIA YVES SAINT LAURENT

POR DÉCADAS O CASAL REGINA E PEDRO SÉRGIO MORGANTI RECEBEU MUITO E MUITO BEM. A SOIRÉE EM HOMENAGEM AOS BAILARINOS MÁRCIA HAYDÉE E RICHARD CRAGUN NÃO PODERIA TER SIDO DIFERENTE POR DUDI MACHADO


OS HOMENAGEADOS MÁRCIA HAYDÉE E RICHARD CRAGUN

FOTOS ARQUIVO RG / DIMAS SCHITTINI

DEPOIS DA APRESENTAÇÃO NO TEATRO MUNICIPAL, O CASAL MORGANTI RECEBEU 200 PARA UM JANTAR NA BELA CASA DE CIDADE JARDIM. NA ÉPOCA, DAS FLORES AO BUFFET, TUDO TINHA A MÃO ESPECIAL DA ANFITRIÃ.

RENATA E SÉRGIO MELLÃO, O “CASAL 20” DA ÉPOCA


FLASHBACK

TERRI MASSARI E ELIANA SELMI DEI, HOJE ROXO, PRESENÇAS ASSÍDUAS NOS SALÕES DA FAMÍLIA

IMAGENS DE UMA ÉPOCA MAIS HABILLÉE, QUANDO O SOTAQUE FRANCÊS IMPERAVA NOS SALÕES E “GLAMOUR” ERA PALAVRA DE RIGUEUR

SEBASTIÃO ALMEIDA RIBEIRO, COM JOVEM LINDA E JORGINHO GUINLE, IMPORTADOS DO RIO PARA A OCASIÃO


RETRATO DE ELEGÂNCIA: ANA MARIA SAMPAIO MOREIRA E GERMANO MARIUTTI, DECORADOR E EMBAIXADOR DO BOM GOSTO


TODA TERÇA, ÀS 22H

Todo mundo já sabe que a Hebe está de casa nova. Ela está na RedeTV! Agora, você pode assistir à apresentadora mais admirada da TV brasileira, em Full HD-3D. Toda terça, às 22h, sem exceção.

redetv.com.br


GUIA DESTI N OS +R ESTAU RA N TES + D I CAS

FOTO DIVULGAÇÃO

A SAGA DE TRÊS BRASILEIRAS EM BOLLYWOOD É O PANO DE FUNDO DE SONHO BOLLYWOODIANO, LONGA DE BEATRIZ SEIGNER, COM ESTREIA NESTE MÊS NO BRASIL

A bailarina indiana em um da cenas do filme, produção independente que tem Paula Braun, Nataly Cabanas e Lorena Lobato como protagonistas


GUIA QUEM É QUEM NA CENA INDIANA Os astros que melhor representam Bollywood

SHAHRUKH KHAN EIS O TODO-PODEROSO!

Participou de séries feitas para a tevê antes de estrear no cinema. Já abocanhou quatro Filmfare Awards. Entre os hits, Om Shanti Om NO SET ATRIZES FAZEM COREOGRAFIA TÍPICA

OS BOLLYWOODIANOS DE RÚPIA EM RÚPIA, A CINEMATECA HINDI CONQUISTA ESPAÇO NAS PLATEIAS INTERNACIONAIS E JÁ DESBANCA ALGUMAS MEGAPRODUÇÕES NORTE-AMERICANAS

AMITABH BACHCHAN BILHETERIA É COM ELE

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arte é fundamental para a tradução das culturas locais. Claro que, no caso da República da Índia, essa noção de “comunidade” esbarra num detalhe excepcional: trata-se de um dos países mais populosos do mundo, com 1 bilhão de habitantes – e a região ainda guarda tradições seculares. Muito além da religião, do comércio, da moda e da gastronomia, os indianos são conhecidos por sua relação apaixonada com o cinema. Desde 1899, quando as primeiras histórias foram rodadas, a cinematografia produzida por lá já lotava as bilheterias. Cem anos depois, Bollywood, a maior indústria de Mumbai, comprova que a mania virou negócio: são mil filmes lançados por ano; 14 milhões de ingressos vendidos diariamente; 6 milhões de empregos; e US$ 10 bilhões de lucro. Ainda de acordo com o British Film Institute e com a CNN, a superestrela do lugar, Shahrukh Khan, tem o mesmo número de fãs de Tom Cruise. Preparados para transcender o continente e cativar o resto do mapa, os profissionais agregaram à dança, à música e aos amores, característicos nos thrillers hindus, roteiros escritos e falados em inglês, recursos técnicos de alta qualidade e intérpretes de traços cosmopolitas. Assim, nem Krishna segura.

O O BOM FILH 136

RAJ KAPOOR DEUS EM BOLLYWOOD

Fundou a produtora RK Films em 1948 e lançou blockbusters como Awaara e Boot Polish, indicados à Palma de Ouro em Cannes AISHWARYA RAI É CONSIDERADA A ANGELINA JOLIE DE BOLLYWOOD

O PROVÉRBIO “FILHO DE PEIXE PEIXINHO É” CAI BEM NO PERFIL DE HRITHIK ROSHAN. AOS 37 ANOS, É CONSIDERADO A REVELAÇÃO DA CENA. É FILHO DO CINEASTA RAKESH ROSHAN QUE, POR SUA VEZ, É FILHO DO DIRETOR MUSICAL ROSHAN. HRITHI COMEÇOU A REPRESENTAR AINDA CRIANÇA; NA ADOLESCÊNCIA, FOI ASSISTENTE DE DIREÇÃO; E HÁ 11 ANOS REESTREOU COMO ATOR EM KAHO NAA... PYAAR HAI. CONQUISTOU QUATRO VEZES O FILMFARE AWARDS.

KAJOL DEVGAN A CARA DA NOVA CENA

O début de Kajol aconteceu em 1992 no longa Bekhudi. Em 2011 recebeu o prêmio Padma Shri, concedido pelo Governo da Índia

FOTOS YOGENSHAH/INDIA TODAY GROUP/GETTYIMAGES.COM, PASCAL LE SEGRETAIN/GETTYIMAGES.COM E MIKE MARSLAND/GETTYIMAGES.COM

Com o filme Sholay arrecadou US$ 60 milhões. Hoje é apresentador do programa Quem Quer Ser Um Milionário


O QUE FAZER NA CENA AMERICANA

Um giro esperto para fazer bonito na capital do cinema

HOTEL CHÂTEAU MARMONT O TREME-TREME DE LUXO

A construção feita à prova de terremotos tem 63 acomodações entre suítes e bangalôs. www.chateaumarmont.com

FOTOS KEN YUEL PHOTOGRAPHY/GETTYIMAGES.COM, DAVID LIVINGSTON/ GETTYIMAGES.COM, DAVID YOUNG-WOLF/GETTYIMAGES.COM E DIVULGAÇÃO

DESTINO POR ADRIANA BRITO

RICHARD SHAPIRO “O” ANTIQUÁRIO

PIRATAS DA CALIFÓRNIA SEMPRE EM MOVIMENTO, HOLLYWOOD DESDOBRA-SE PARA SOBREVIVER ÀS EXIGÊNCIAS DE UM MERCADO BILIONÁRIO

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ouco mais de 15 anos depois de os irmãos Lumière exibirem o curtíssima-metragem L’Arrivée d’Un Train en Gare de La Ciotat, em Paris, os empresários do cinema norte-americano já lidavam com um problema. Como boa parte das filmagens acontecia em Nova York, a neve que caía durante o inverno tingia as locações de branco e comprometia a qualidade dos equipamentos, impedindo a sequência dos trabalhos. Dizem que foi o jornalista D. W. Griffith, diretor das megaproduções O Nascimento

TODOS CHINA DE

de Uma Nação e Intolerância, de 1915 e 1916, quem sugeriu a mudança para Los Angeles, Califórnia, numa área onde existiam condições climáticas perfeitas, sempre com tempo aberto, além de ótimas paisagens naturais. Era Hollywoodland. Isso mesmo, com o “land” no final. Convertida num gigante que fatura em torno de US$ 10 bilhões por ano, Hollywood, na terminologia conhecida por todos, prepara-se para resistir aos ventos soprados pela internet e pela pirataria. O final? Só na continuação da história.

CHINATOWN NÃO É SÓ COISA DE AMERICANO. É UMA REGIÃO URBANA NÃOCHINESA QUE CONTÉM UMA GRANDE POPULAÇÃO DE CHINESES. MAS QUANDO SE FALA NO ASSUNTO, OS OLHOS SE VOLTAM PARA OS EUA. UMA DAS MAIORES ATRAÇÕES DA CHINATOWN DE MANHATTAN É O CAMELÓDROMO COM FALSIFICAÇÕES QUE DEIXAM AS CASAS DE MODA DE CABELOS EM PÉ.

Entre as peças e obras de arte dos séculos 16 ao 19, há neste tradicional antiquário espelhos, luminárias, cadeiras e afins. www.studiolo.com

RESTAURANTE OPAQUE QUE FLAGRA! QUE FLAGRA!

O jantar é servido num espaço onde as luzes estão apagadas. Na terra do cinema, o escurinho é sempre onipresente. www.la.darkdining.com

HOUSE OF BLUES O NOME JÁ DIZ TUDO

A casa é conhecida pela qualidade do entretenimento. Quem gosta do ritmo, lógico, se diverte. www.houseofblues.com 137


DELÍCIA DO SEASONAL RESTAURANT & WEINBAR, EM NOVA YORK

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FOTOS DIVULGAÇÃO

GUIA


OS TOPS

Para comer no topo do mundo Arbutus

www.arbutusrestaurant.co.uk

D.O.M.

www.domrestaurante.com.br

Esaki www.aoyamaesaki.net

GAIG www.restaurantgaig.com

Glass Hostaria www.glass-hostaria.com

L’Astrance

4 Rue Beethoven. Paris 01 4050-8440

Palate www.palatefoodwine.com O BAR DO TBLS, EM HONG KONG L’ ASTRANCE, DE COZINHA MODERNA FRANCESA

Seasonal Restaurant & Weinbar

GASTRONOMIA

132 West 58th St. New York, NY 212 957-5550

Sula www.sula.es

POR PALOMA ZARAGOZA

TBLS www.tbls-kitchenstudio.com

JET SETTER FOODIES SE DISTÂNCIA NÃO É PROBLEMA, EMBARQUE NESTA VIAGEM PELOS MAIS REQUINTADOS E PREMIADOS RESTAURANTES E CAFÉS ESPALHADOS PELO MUNDO

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e você faz qualquer coisa para saborear um belo steak au poivre, beber os melhores vinhos da estação ou estender-se por horas sobre um expresso, então prepare o passaporte e saia pelo mundo para conhecer os melhores restaurantes do ano. Primeira parada: a charmosa Glendale, cidade ao lado de Los Angeles. Reserve uma mesa no conhecido Palate, novo spot do chef Becerra, e aproveite para viajar na carta de vinhos californianos (or not). Próxima parada: New York! As cinco horas de voo valerão a pena no delicioso Seasonal Restaurant & Weinbar. Nada de burguer e pastrami: ali a cozinha é austríaca e o serviço, afrancesado. O velho mundo também tem suas novidades. Vá para Barcelona e conheça o Gaig, cozinha catalã ultramoderna, ou

então passe por Madri e se esbalde no Sula, butique/restaurante à la madrileña. Paris é a sua cidade favorita? Cruze os dedos e tente uma reserva no L’Astrance, um dos melhores restaurantes de cozinha moderna francesa. Para Londres é um pulo! Vá ao Arbutus, que ganhou sua primeira estrela Michelin em 2010. Chegou a hora do expresso? Let’s go to Roma, ao Glass Hostaria, outro estrelado e moderno restaurante projetado pelo arquiteto Andrea Lupacchini. Se a aventura ainda não te satisfez por completo, no Japão, em Tóquio, há o Esaki. Trata-se do três estrelas Michelin mais cobiçado dos últimos tempos. Ou então vá ao agitado e conceitual TBLS, em Hong Kong. De volta ao Brasil e carente? Sempre há o D.O.M e seu impecável picadinho.

D.O.M.

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GUIA

MAISON MOSCHINO MILÃO

DESTINO POR KIKE MARTINS DA COSTA

OS HOTÉIS GRIFADOS ALGUMAS DAS MARCAS PODEROSAS NÃO VENDEM APENAS ROUPAS. EMBARQUE COM RG E CONHEÇA ALGUNS DESSES TEMPLOS CINCO ESTRELAS

De fora, o imponente prédio neoclássi-co parece ser a residência de uma sisuda e aristocrática família do Piemonte. Mas, por dentro, o décor da Maison Moschino se resume a… maluquice total. Instalada numa construção que abrigou uma das mais antigas estações de trem de Milão, mistura toques surreais e inusitados detalhes que remetem aos contos de fadas. Lustres em forma de medusa, balões de HQs e grafites adornam as paredes, plantas surgem do nada e sofás em forma de boca. Nos quartos, criados-mudos no formato de ovelhas. O restaurante tem como chef Moreno Cedroni, ex-pupilo de Ferran Adrià. Na Maison Moschino as diárias variam de US$ 360 a US$ 600. www.maisonmoschino.com MOSCHINO, FALL 2011

DIANE VON FURSTENBERG SUITES

O tradicional Claridge’s of Mayfair, um dos mais luxuosos da capital do Reino Unido, convidou Diane para criar o décor de 20 de suas suítes. Cada uma delas com look único, mas com a herança art déco do hotel. Dentro desse conceito, a estilista usou seu vasto repertório de combinações, formas, imagens e referências. Mas o hotel tem ainda mais a oferecer: o bar, segundo os exigentes críticos de gastronomia da Inglaterra, tem coquetéis impecáveis e um dos mais extensos menus de champagnes do país. O restaurante é comandado pelo polêmico e virtuoso Gordon Ramsay. Aqui, a diária fica em torno das 1.600 libras (algo em torno de R$ 4.300), e as reservas podem ser feitas pelo site www.claridges.co.uk 140

FOTOS DIVULGAÇÃO E MARCIO MADEIRA

LONDRES


HOTEL DU PETIT MOULIN PARIS

Quando o hóspede entra é logo envolvido pela atmosfera barroca e rococó de Lacroix. O estilista foi quem cuidou do décor deste pequeno hotel boutique situado no coração do Marais. A mistura de cores, padronagens e tecidos, somada aos móveis antigos que evocam uma época romântica e extravagante, cria o ambiente perfeito para uma experiência genuinamente parisiense. O prédio onde funciona o hotel foi erguido no século 17 e abrigava uma padaria. Os corredores são um tanto labirínticos e todos os cômodos são pequenos, mas muito aconchegantes. As diárias oscilam de 190 a 350 euros, e para fazer uma reserva é só acessar www.paris-hotel-petitmoulin.com.

MISSONI HOTEL EDIMBURGO

A fachada moderninha do Hotel Missoni des destoa no centro da capital da Escócia. Quando a gente entra, então, a festa fica mais interessante escom o décor contemporâneo e colorido, ao es experitilo dos Missoni. A ideia é oferecer uma experi ência descomplicada, com um toque de luxo. esOs quartos são revestidos com pastilhas ou es consolitofados de cores vibrantes. O bar já se consoli esdou como um dos mais animados da noite es cocesa, e o restaurante, pilotado pelo fabuloso chef italiano Giorgio Locatelli, serve menus a 16,50 libras. As diárias vão de US$ 650 a US$ 3.200. www.hotelmissoni.com ARMANI HOTEL DUBAI

Instalado no prédio mais alto do planeta, Burj Khalifa Tower, o Armani Hotel tem visual minimalista que funciona como refresco para os olhos dos viajantes cansados dos exageros do emirado árabe. O empreendimento concentra num mesmo local oito restaurantes, spa completo com 4 mil metros quadrados, galeria de arte, floricultura e uma loja de doces com a grife do estilista italiano. As 180 suítes têm móveis em carvalho revestidos de couro italiano e são decoradas com objetos e tecidos da Armani Casa, feitos sob medida. Cada hóspede tem direito a um “lifestyle manager” durante a estada. Essa pessoa pode te ajudar a agendar uma massagem, um jantar ou um passeio pelo deserto — isso se conseguir vencer a irresistível vontade de não sair do hotel! As diárias vão de US$ 650 a US$ 3.200, e o site para reservas é o www.armanihotels.com.

ARMANI PRIVÉ, FALL 2011

MISSONI, FALL 2011


Rocha Branca considerada a melhor água do Brasil. A Revista Go’Where Gastronomia e a Toledo Associados confirmam aquilo que os consumidores Rocha Branca já sabem, somos a melhor água de galão do Brasil.

O TESTE Participaram da pesquisa 40 consumidores, com idades entre 30 e 50 anos. Veja a tabela ao lado.

Pesquisa

A única água mineral que preserva o meio ambiente.

Aprovada pelo Ministério da Saúde


a s a c m e a b e rec 0 0 0 4 4 9 2 2 (11) r branca.com.b cha www.aguaro


ACONTECE CORINNA E ELIANA TRANCHESI

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COM EXPOSIÇÃO NO SHOPPING IGUATEMI, A MITSUBISHI LANÇA LIVRO COM IMAGENS DOS APAIXONADOS POR COMPETIÇÕES, ESPORTE E AVENTURA 144

O lançamento do livro Mitsubishi Motorsports movimentou o Shopping Iguatemi, em São Paulo. A exposição Seu Olhar do Mundo 4x4 celebrou o lançamento que reuniu os aficionados pelo rali. O livro e a exposição documentam as corridas realizadas em 2010 a partir de fotografias feitas durante as competições. Artistas plásticos e fotógrafos fizeram releituras das imagens e RG foi conferir.

1. Renata Castro 2. Eduardo Souza Ramos 3. Renata Souza Ramos 4. Aline Gustavson 5. Clarissa Strauss 6. Herbert Baglione 7. Luiz Fernando Vieira, Marcio Santoro e Sergio Gordilho 8. Marcio Scavone 9. Marina Sanvicente

FOTOS ANDRÉ LIGEIRO E CARLOS PRATES

FESTA DO RALI

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FOTOS CARLOS PRATES E CÉSAR CURY

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Ouça também em

www.mitfm.com.br

@MITFM

MIT FM. ´ ˆ VOCE SO PRECISA GOSTAR DE ´ MUSICA.

O MAIOR PLAYLIST DO RÁDIO. COLUNISTAS ESPECIALIZADOS E ANTENADOS. ASSUNTOS RELEVANTES E ATUALIZADOS.

Uma realização do Grupo Bandeirantes de Comunicação


ACONTECE

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FOTOS CARLOS PRATES E CÉSAR CURY

PELO SEGUNDO ANO, O HOTEL LODGE ORANGE, SOB COMANDO DE DAVID NISENHOLZ, EMPLACA COMO O POINT MAIS EXCLUSIVO DO CARNAVAL DE SALVADOR

dades que estavam hospedados nos apartamentos puderam curtir o spa com massagem, água termal da Vichy e picolés Fruttare para aliviar o sol da Bahia. David tem motivos para comemorar: em seu segundo ano, o carnaval no empreendimento Lodge Orange faturou R$ 1.8 milhão, 40% a mais do que no ano passado, e reuniu patrocinadores e parceiros como Itaú, Samsung, Vale do Rio Doce, Kibon, Stella Artois e Vichy.

FOTOS THIAGO BORBA

SALVE, SALVADOR!

Com o clima de carnaval de Salvador, David Nisenholz, presidente do Grupo Orange Brasil, comandou o espaço mais cool da cidade em seu empreendimento, o Hotel Lodge Orange. A piscina foi o QG da RG e ponto de encontro de bacanas com direito a sunset parties e uma paella pilotada pela Stella Artois no domingo: point para ver e ser visto na folia soteropolitana e, de quebra, com a vista deslumbrante do Rio Vermelho. Empresários e celebri-

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AÇÃO DO GRUPO ORANGE BRASIL REÚNE EMPRESÁRIOS E CELEBS PARA RELAXAR NO CARNAVAL MAIS ANIMADO DO BRASIL. E O SUCESSO JÁ ESTÁ GARANTIDO PARA O ANO QUE VEM

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1. Carol Campos 2. David Nisenholz 3. Ana Luisa Castro 4. Marina Santa Helena 5. Zé Pedro 6. Erika Mader e Peu Mello 7. Lucas de Grassi 8. Luzinha Noleto 9. Carla Mirah 10. Água termal da Vichy 147


Onde

ENCONTRAR PERSONAGEM

ARMANI EXCHANGE, RUA HADDOCK LOBO, 1.550, TEL. (11) 3323-3510, SP CHRISTIAN LOUBOTIN, AV. BRIG. FARIA LIMA 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3032-0233, SP CORI, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3038-2524, SP FOGAL, AV. MAGALHÃES DE CASTRO, 12.000, SHOPPING CIDADE JARDIM, TEL. (11) 3552-1333, SP GLORIA COELHO, RUA BELA CINTRA, 2.173, TEL. (11) 3083-1079, SP HUIS CLOS, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3812-4021, SP LUPO, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3814-0712, SP TALIE NK, RUA SARANDI, 34, TEL. (11) 3897-2600, SP

BELEZA

BOURJOIS, SAC 0800-7043440 CHANEL, SAC (11) 2164-8201, SP CLINIQUE, SAC (11) 3816-2064, SP DIOR, SAC 0800-170506 GIVENCHY, SAC 0800-170506 KÉRASTASE, SAC 0800-7017237 LANCÔME, SAC 0800-7017323 M.A.C, SAC 0800-2828998 NATURA, SAC 0800-115566 PAUL MITCHELL, SAC (11) 5181-0868, SP

JOIAS

ACCESSORIZE, TEL. (11) 3061-5136, SP BARBARA STRAUSS, TEL. (11) 4133-2880, SP CAMILA KLEIN, TEL. (11) 3884-4503, SP DENISE FASANO, TEL. (11) 2638-9446, SP DIFERENZA, TEL. (11) 3061-3437, SP LOOL, TEL. (11) 3037-7244, SP

MODA

ALCAÇUZ, ALAMEDA LORENA, 1.721, TEL. (11) 3062-6761, SP

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AREZZO, RUA OSCAR FREIRE, 808, TEL. (11) 3081-8594, SP AVEC NUANCE, AV. AFRÂNIO DE MELO FRANCO, 290, TEL. (21) 2274-0595, RJ BO.BÔ, RUA HADDOCK LOBO, 1.702, TEL. (11) 3081-0469, SP BURBERRY, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3032-7274, SP CAMILA KLEIN, ALAMEDA LORENA, 1.628, TEL. (11) 2619-4397, SP CARINA DUEK, RUA OSCAR FREIRE, 736, TEL. (11) 3086-1292, SP CAROLINA HERRERA, AV. MAGALHÃES DE CASTRO, 12.000, SHOPPING CIDADE JARDIM, TEL. (11) 3552-7777, SP CORI, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3038-2524, SP CRIS BARROS, RUA VITÓRIO FASANO, 85, TEL. (11) 3082-3621, SP D’AROUCHE, ALAMEDA FRANCA, 1.349, TEL. (11) 3083-0144, SP DASLU, AV. CHEDIDT JAFET, 131, TEL. (11) 3841-4000, SP DENISE FASANO, TEL. (11) 2638-9446, SP DIANE VON FURSTENBERG, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3034-4720, SP ELLUS, RUA OSCAR FREIRE, 990, TEL. (11) 3061-2900, SP ESPAÇO FH, RUA FRANCISCO LEITÃO, 134, TEL. (11) 3062-2240, SP FOLIC, RUA TREZE DE MAIO, 1.947, TEL. (11) 3263-0439, SP GLORIA COELHO, RUA BELA CINTRA, 2.173, TEL. (11) 3083-1079, SP GUCCI, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3097-0442, SP GUERREIRO, RUA OSCAR FREIRE, 727, TEL. (11) 3088-8922, SP JACK VARTANIAN, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3097-8693, SP JULIA MONTEIRO DE CARVALHO, RUA DIAS FERREIRA, 64, TEL. (21) 2540-0616, RJ LILLY SARTI, RUA PEIXOTO GOMIDE,

1.749. TEL. (11) 3063-1551, SP LOOL, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3037-7244, SP LOUIS VUITTON, RUA HADDOCK LOBO, 1.587, TEL. (11) 3088-0833, SP M&GUIA, RUA PEIXOTO GOMIDE, 1.781, TEL. (11) 3062-7593, SP MIXED, RUA ESCOBAR ORTIZ, 508, TEL. (11) 3849-3189, SP RAPHAEL FALCI, AV. CHEDID JAFET, 131, TEL. (11) 3841-8104, SP REINALDO LOURENÇO, RUA BELA CINTRA, 2.167, TEL. (11) 3085-8150, SP RIACHUELO, SAC 0800-7014342 SANTA LOLA, AV. BEM-TE-VI, 184, TEL. (11) 5536-3474, SP SCHUTZ, RUA OSCAR FREIRE, 944, TEL. (11) 4508-1499, SP STUDIO TMLS, RUA MELO ALVES, 549, TEL. (11) 3063-5352, SP TALIE NK, RUA SARANDI, 34, TEL. (11) 3897-2600, SP TANI JEWELS, AV. ROQUE PETRONI JR, 1.089, SHOPPING MORUMBI, TEL. (11) 5181-1747, SP TRASH CHIC, RUA CAPITÃO PRUDENTE, 223, TEL. (11) 3815-3202, SP VICTOR HUGO, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3032-1867, SP WALÉRIO ARAÚJO, AV. IPIRANGA, 69, TEL. (11) 3258-7665, SP WOLFORD, AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 2.232, SHOPPING IGUATEMI, TEL. (11) 3032-5800, SP YVES SAINT LAURENT, SAC 0800-7012097.

HORÓSCOPO

FRATTINA, RUA OSCAR FREIRE, 588, TEL. (11) 3062-3244, SP

ERRATA

NA SEÇÃO JOIAS DA EDIÇÃO PASSADA, O CRÉDITO CORRETO DO ANEL É ANTONIO BERNARDO E DO DESFILE TUFI DUEK.


BANDNEWS FM: INFORMAÇÃO E ANÁLISE COM CREDIBILIDADE.


HORÓSCOPO

ANO NOVO, VIDA NOVA!

NO DIA 21 DE MARÇO TIVEMOS O INÍCIO DO ANO ZODIACAL, COM A ENTRADA DO SOL EM ÁRIES. UM NOVO CICLO MARCA UM MOMENTO DE VITALIDADE E DE RENOVAÇÃO DAS ESPERANÇAS. A PRESENÇA DE MUITOS PLANETAS EM SIGNOS DE FOGO TRAZ UMA DICA CLARA: MAIS DO QUE NUNCA VIVEMOS UM TEMPO DE AÇÃO, NOVAS CONQUISTAS, OUSADIA E CORAGEM PARA AVANÇAR. NADA QUE OS ARIANOS DESCONHEÇAM, MAS AGORA ESTÁ VALENDO PARA TODOS! POR TEREZA KAWALL

ÁRIES 21 março – 20 abril A ariana pode comemorar, apostando mais na sua energia mental e disposição física – que a angel Alessandra Ambrósio (11/04) tem de sobra! As janelas das oportunidades estão se abrindo e vão se encaixando como um mosaico cheio de vida. Seja original, confie no seu taco e na sua intuição. A sua fé também se traduz por uma grande alegria de viver que anima a todos! A pedra do mês é o diamante.

TOURO 21 abril – 20 maio

Tente reformular os padrões de relacionamento que já não funcionam mais. O aperfeiçoamento da vida a dois depende muito da sintonia fina das experiências do cotidiano. O romantismo que você tanto valoriza está nos pequenos gestos e na simplicidade. Para que criar ou imaginar problemas?

GÊMEOS 21 maio – 20 junho

FOTOS FERNANDA CALFAT/GETTYIMAGES.COM E DIVULGAÇÃO

O seu setor de amizades está a mil por hora, estimulando novos encontros, reconciliações e a revitalizante troca de ideias. Você está mais forte e confiante. Não perca tempo racionalizando as questões sentimentais ou remoendo o passado, pois tudo está acontecendo muito rápido e a hora é agora.

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CÂNCER 21 junho – 22 julho

A maré da vida profissional está em alta. Trate de fazer sua estrela brilhar, solte a criatividade, é a hora certa para tomar iniciativas. Você poderá ter o reconhecimento de seus superiores e de seus subalternos, ambos serão importantes. Aproveite para algum curso de especialização na área profissional.

LEÃO 23 julho – 22 agosto

Jupiter e Marte vão definir seus interesses e motivações intelectuais. Período excelente para fazer novos contatos e viagens ao ex-

terior. As mudanças repentinas serão uma surpresa agradável se entendidas como exercícios de jogo de cintura. Nestes tempos corridos, quem não precisa?

VIRGEM 23 agosto – 22 setembro

Deixe de lado a necessidade de querer a perfeição em tudo e todos. Um comportamento mais flexível será sua garantia de saúde física e emocional. Este mês exigirá mais cautela nos assuntos financeiros; evite gastos supérfluos ou fazer dívidas que não sejam essenciais no seu cotidiano.

LIBRA 23 setembro – 22 outubro

Sol e Júpiter na casa das associações deverá trazer mais agito na vida social e, assim, quebrar a rotina. O equilíbrio será conviver com as instabilidades e tirar de letra as contrariedades na vida familiar. Uma boa dose de bom humor já resolve e irá facilitar a sua vida e a dos que estão ao seu lado.

ESCORPIÃO 23 outubro – 21 novembro

Escorpião é um signo da água e das emoções profundas. Neste mês teremos vários planetas em signos de fogo e que poderão fazer “ferver” seus sentimentos mais íntimos. É uma boa hora para deixar suas inquietações virem à tona, encarar os ressentimentos e, sobretudo, perdoar. A paz requer alguns sacrifícios!

Brincos, Frattina

SAGITÁRIO 22 novembro – 21 dezembro

Mantenha o espírito preparado para contrariedades ou divergências de pontos de vista com seus amigos. Não seja dogmática e saiba contemporizar. Cuide mais da saúde, evitando alimentos muito condimentados, álcool e doces.

CAPRICÓRNIO 22 dezembro – 20 janeiro

Período positivo para resolver pendências familiares. Converse, reflita, opine e tente tomar atitudes pragmáticas e realistas. Todos vão agradecer a sua iniciativa. Lembre-se também de curtir o seu visual, sair, se divertir, pois ninguém é de ferro!

AQUÁRIO 21 janeiro - 19 fevereiro

Para a aquariana que adora novidades, este é um período excelente para estudar, elaborar e assimilar ideias e conceitos novos. Mude suas opiniões e seus pontos de vista, assim como dos outros. Boa fase para fazer viagens rápidas, exercícios, conhecer lugares diferentes.

PEIXES 20 fevereiro – 20 março

O céu deste mês sugere mais pragmatismo e ações conscientes no sentimental. O naufrágio das ilusões e do romantismo exagerado é útil ao amadurecimento psicológico. O amor baseado só em sacrifícios e renúncias não vai muito longe!


HAPPY END

Clutches, Victor Hugo R$ 1.638 (cada)

Lady Clutch

Em tempos de looks monocromáticos em alta, a dica é apostar no poderoso arremate de uma clutch super colorida. Na Victor Hugo, o modelo em couro de jacaré está disponível em seis tons. Eleja sua favorita! FOTO VALENTINO FIALDINI 154



RG 104