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Bimensal | Edição nº5 | Setembro 2013 | Gratuita

REVIVER

A velhice não passa de um estado de espírito

Maria Joaquina Flores Conheça a história da humilde campeã do Mundo em Maratona de Veteranos

Como lidar com a reforma por invalidez Raúl Ferrão superou a sua reforma antecipada e agora aproveita bem a vida. Saiba como.

Uma história de amor com mais de 70 anos Emílio e Maria são casados há 69 anos, mas nem sempre tiveram uma relação fácil. Não perca ainda nesta edição: A FOTORREPORTAGEM:

“A aldeia mais portuguesa de Portugal”

Na Esplanada com Lisa Maria Saiba o que é feito desta voz de ouro internacional


REVISTA REVIVER Sumário Setembro de 2013 REVIVER n.º5

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Editorial

10 coisas a fazer...

Acupuntura nos Seniores

03 Uma perspectiva sobre as

26 Crie a sua lista de 10 coisas a

48 Conheça as vantagens

gerações

fazer antes de morrer.

desta arte milenar.

Separador

Separador

Yoga - Arte de Viver

04 Lutar por uma vida melhor.

28 Quem ama morre jovem.

51 Descubra uma nova

Uma citação para si.

maneira de estar na vida

Uma citação para si.

Paixão sem prazo de validade Contratar um profissional

No meu tempo...

06 Um amor e um estúdio com mais de 50 anos.

30 Saiba como escolher um

55 O antes e depois de Raúl

profissional em gerontologia.

Ferrão

Uma campeã exemplar

Portal do condutor sénior

Breves

10 Conheça a campeã do mundo

32 As vantagens e o que poderá

de Maratona de Veteranos

encontrar que lhe interesse.

56 Saiba quais são as breves do momento.

Duas vidas, um só palco

Receitas de 5 estrelas

16 A história do homem que sem-

34 Conheça as novas receitas do

pre lutou por aquilo que o faz feliz cozinheiro Pedro Carrilho.

Reforma por invalidez

Na Esplanada com...

20 Um exemplo de como ultrapas- 36 Lisa Maria, a voz de ouro

sar uma reforma antecipada.

que encantou o mundo.

69 de cumplicidade

Jardim da Metrópole

24 Um amor que dura há mais de

44 Sinta o bem-estar mental de

70 anos. Conheça Maria e Eugénio. um jardim no meio da cidade.

Fotorreportagem: Aldeia de Monsanto 52 A aldeia mais portuguesa

Crónica

63

Horóscopo Bimensal

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Agenda Cultural

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Passatempos

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Ficha Técnica

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editorial Uma perspectiva sobre as gerações Os avanços na medicina e o aumento da esperança média de vida em Portugal, têm causado efeitos na maneira como a senescência é vista pela sociedade. Por um lado, o preconceito de que o processo natural de envelhecimento celular só nos traz complicações e inibições. Por outro, não só um maior cuidado com esse processo e a preocupação de um envelhecimento saudável, como também um maior respeito pela população sénior. Podemos assistir, por parte de todas as gerações, discriminações desadequadas em relação aos idosos, num preconceito generalista que coloca todo o individuo sénior no mesmo grupo, o debilitado. Sem dúvida que é uma fase da vida que merece cuidados e pedidos específicos. Mas não são todas as fases da vida assim? Qualquer que seja a idade merece a satisfação específica dos seus requisitos. Por exemplo, uma criança merece o acesso ao ensino, assim como um adolescente merece a liberdade necessária para descobrir o Mundo. O adulto tem direito ao acesso ao emprego para que possa constituir família e dar continuidade ao ciclo da vida. Enquanto envelhece, o seu rebento merece acesso ao ensino, depois à descoberta do Mundo etc. Apesar da mudança nas mentalidades estar em progresso também, ainda me custa crer que existem opiniões depreciativas da terceira idade, generalizando o comportamento de um individuo para discriminar uma faixa etária. Assim como essa faixa etária é diferente de todas as outras e tem as suas particularidades, também o individuo as tem. Tornar inútil uma pessoa com base na sua idade e em crenças preconcebidas, é tão errado como enaltecer a pró-actividade da juventude ignorando a grande fatia que é preguiçosa. As pessoas devem e merecem ser julgadas pela sua individualidade e não rotuladas de acordo com os anos que carregam. Quantos comportamentos subtis e discriminatórios não teve já a mais bondosa das pessoas para com os idosos? Mesmo que sem intenção, podem tornar “coitadinhas” as pessoas que não são. Há também pessoas que, talvez envenenadas por estigmas sociais, se descredibilizam e destroem a sua auto-estima com frases como o “já não tenho idade para isso”. Quantas pessoas chegam aos 90, cheias de sede de conhecimento e ensinamentos? Quantas vivem uma vida inteira sem o mínimo interesse pelo que quer que seja? Quantas pessoas chegam e vivem na terceira idade com uma saúde de ferro, e quantas vivem de novo a velho sem saúde? Felizmente atravessamos também uma fase em que essa visão depreciativa está a alterar-se. Apercebemo-nos que toda esta conversa do envelhecimento veio para ficar a té porque não foi assim há tanto tempo que as pessoas mal passavam dos 50. Hoje a esperança média de vida dos portugueses ronda os 79 anos com tendência para aumentar. A velhice já não pode passar despercebida nem os “novos velhos” são pessoas que se possam largar simplesmente num lar sem condições. Com uma maior consciencialização do processo de envelhecimento, encontramos seniores mais requintados, mais intelectuais, mais úteis e com necessidades à espera para serem satisfeitas. Não obstante disso, o cuidado a ter com as pessoas, independentemente da idade tem e deve ser personalizado, para que possa cada pessoa pertencer ao seu devido lugar e não haja espaço para a discriminação neste Mundo. Quando se tratam pessoas idosas como descartáveis e inúteis não podemos esperar que elas sejam o contrário. Está na altura de aproveitar todas as capacidades das pessoas e dar um verdadeiro sentido à expressão “melhor idade”. REVIVER 03


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“Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver.” Nelson Mandela

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LuĂ­s Soares Fotografo 76 anos


Uma paixão sem prazo de validade Luís Soares de 76 anos, é fotógrafo há mais de 58 anos e dono de um dos poucos estúdios de fotografia restantes em Portugal. Tudo começou na adolescência, quando um amigo comprou uma máquina fotográfica e o incentivou. “Comecei aos 15 anos como aprendiz na Fotografia Aviz, depois senti-me tão bem que nunca mais parei”. Aos 22, já especializado, montou o seu próprio negócio na casa onde vivia. “Ao princípio foi difícil, mas depois as pessoas foram-me conhecendo e lá foi crescendo. Quando era aprendiz ia buscar café a um oficial e acabei por ser patrão dele.” Luís era contratado para vários trabalhos, casamentos, retractos e fotos tipo passe eram as mais comuns. Mas um dos seus grandes sonhos nunca se proporcionou, o fotojornalismo “O meu sonho era ser fotojornalista. Mas não se proporcionou. Não tinha os conhecimentos nem os contactos”. Foi também contratado para trabalhos publicitários e reportagens. “Houve um dia que fiz três reportagens diferentes. Fotografei o metropolitano, depois uma inauguração e no São Carlos a entrega de uma medalha pelo presidente” diz Luís. Ter ganho o concurso na escolha do melhor fotógrafo da inauguração do Colégio São João de Brito levou-o ao trabalho mais marcante da sua vida. Passou a ser o fotógrafo do Colégio, e em 1966, foi enviado para África com o objectivo de fazer uma reportagem sobre as missões jesuítas em Angola e Moçambique. “Foi em 1966. Estávamos em guerra e nenhum fotógrafo lá tinha ido fazer uma reportagem. Marcou-me tudo” afirma. Acabou por ser o trabalho que Luís Soares guarda com mais carinho. Não só fez reportagens sobre os missionários e casamentos jesuítas, mas acabou, por conta própria, por retractar a vida mundana, tribos zulus e muçulmanos. Em cabinda, deslumbrado pelas árvores Angolanas, fez uma reportagem sobre o corte das madeiras. “Uma vez saí para o mato, fui até às palhotas. Estava um indígena a trabalhar uma peça de pau-preto. Dei-lhe os bons dias e ele retribuí-me. Fiquei em pé a vê-lo trabalhar e ele, quando reparou, foi dentro da palhota e trouxe-me uma cadeira para eu me sentar. De uma educação e humildade impressionante” recorda Luís. Em África nunca se sentiu ameaçado nem discriminado. O amor e carinho que as pessoas tinham pelos idosos foi algo que também o marcou. Quando acabou tentou fazer uma exposição das suas fotos. No entanto, a censura pôs-lhe tantos entraves que Luís desistiu “Havia fotos que não me queriam deixar expor. Numa foto lindíssima diziam que a preta tinha os pés descalços, na outra era porque o muçulmano tinha cara de terrorista, então não quis”. REVIVER 07


Ao voltar de Moçambique, foi contratado para fotografar umas Dragas para uma empresa holandesa. Chamaram-no para o congratular e fazer um segundo trabalho. Luís ainda se lembra da diferença na atitude ao trabalhar com holandeses. “Quando lá cheguei, apareceu o Engenheiro e disse-me, só estás aqui porque fizeste um bom trabalho, sem cunhas nem amigos. E fiquei avisado que não haviam graus académicos. O nome dele era Van Der Wel e não Engenheiro. Dizia que também não me chamava Fotógrafo Luís” conta-nos sorrindo. Os tempos na fotografia mudaram e no estúdio que tem há 50 anos, onde já estiveram empregados, agora só está Luís. Desde que apareceu o digital, todos são fotógrafos explica-nos. “Mas há boa e má fotografia” comenta. Apesar de ter perdido bastantes clientes devido à fotografia digital, garante que há toda a vantagem em ir a um fotógrafo profissional. “Há que saber enquadrar a fotografia, a luminosidade, qual é o melhor lado da pessoa. Em fotografias tipo passe nós aconselhamos e têm duas opções para escolher, escolhem a melhor. Nas fotos de metro é aquilo que sai e pronto”. Luís Soares já fez de tudo. Só não fez foto-submarina porque não sabe nadar. Mas, adaptado à fotografia digital, a máquina acompanha-o para todo o lado. Prefere os tons do Outono, altura em que tira mais fotos. “Se hoje fizesse uma foto-reportagem, gostava que fosse num cenário de Guerra, tinha coragem para isso” diz-nos. Quando questionado se algum dia se irá reformar, Luís responde-nos “Ainda me faltam 24 anos para os 100. Quero fotografar até ter visão e saúde para isso”. No seu estúdio é feliz, e pretende ser por muitos anos. À REVIVER, deixou o seu testemunho, de uma vida dedicada a lutar por aquilo que gosta, fotografar.

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Uma campeã exemplar Joaquina Flores tem 73 anos e é uma das atletas veteranas mais medalhadas do nosso país. A paixão pelo atletismo surgiu ao 49 e desde então o número de medalhas não parou de aumentar. Tem 23 medalhas internacionais de ouro, 18 de prata e 11 de bronze que se somam as várias taças e medalhas nacionais. A REVIVER foi passar uma tarde com Joaquina e o seu marido Januário e saber um pouco mais da vida desta grande atleta, que dignifica o seu país sem qualquer tipo de apoio. Já passa um pouco das 17 horas. Chegamos ao jardim da Arrentela para conhecer a recordista do mundo de maratona em veteranos. Maria Joaquina Flores recebe-nos com um sorriso no rosto e com a sua simplicidade. Acabou de regressar dos Jogos Olímpicos em Torino, Itália, com três medalhas de ouro. Acompanhada pelo marido, Januário Flores, descreve o sentimento desta conquista com bastante humildade. “Venho feliz com as três medalhas de ouro. Foram as três categorias que concorri e consegui ganhar as três. Mas depois até me esqueço, tenho tanta coisa para fazer aqui, tenho que cuidar da casa, do meu marido e empresário e do meu neto”. Com 52 medalhas internacionais e inúmeras nacionais, Joaquina explica que não tem nenhuma preferida. “Eu aplico-me da mesma forma em todas as provas que vou. Por isso todas as medalhas têm o mesmo gosto. O que me marca são os gestos das pessoas, principalmente das crianças. Uma vez em Fernão Ferro ganhei uma prova e um rapaz com cerca de 8 anos deu-me uma pastilha muito orgulhoso. Em Santa Maria da Azóia uma menina pequenina apanhou-me um malmequer. Ainda guardo com estima esses presentes. O que importa é o simbolismo, não são as taças”. Hoje em dia treina sozinha, adaptou um plano de treino que o seu irmão lhe fez. Mas aos 49 anos, quando despertou para o atletismo teve que ser desafiada. “Nessa altura eu era agente comercial de vestuário, tapeçaria e mobiliário. Como sei fazer um pouco de tudo, fazia desde vestidos de cerimónia, calças e outro tipo de vestuário entre muitas outras coisas. Eu costumava levar o meu irmão aos treinos de atletismo e depois trazia-o. Um dia enquanto estávamos à espera que ele acabasse de treinar, ele convidou-nos para correr em vez de ficar a vê-lo. Comecei por fazer uma volta à pista e a partir daí nunca mais parei”. Fala-nos do tempo em que os dois competiam juntos, chegando os dois a conquistar medalhas de ouro. “Quando fomos aos Estados Unidos juntos, tanto eu como ele trouxemos a medalha de ouro. Mas recordo-me bem da nossa primeira corrida juntos, a minha filha também foi. Consegui ficar em terceiro lugar geral, podia ter ficado melhor classificada, mas tinha que ajudar a minha filha a continuar. O meu irmão acabou a prova e ia voltar para trás à nossa procura, mas mal olhou para trás, lá estávamos nós a chegar”, diz sorrindo. Desde essa altura que ganhou o gosto pela competição. Começou a sentir-se bem consigo e a ganhar cada vez mais vezes. São 24 anos de dedicação ao atletismo, representou Portugal por vários continentes, e já perdeu a conta de quantas vezes subiu ao pódio e ergueu a sua bandeira. Mas confessa que é um grande esforço ser atleta veterana portuguesa, devido à falta de apoio e reconhecimento destes campeões. “ Não é fácil ter que pagar as deslocações para os Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos do nosso bolso.

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DIA-A-DIA

O que vale é aqui o meu empresário, marido e amigo que patrocina as minhas provas. Se não fossemos poupados, não tinha como competir. Ainda tivemos uma ajuda financeira da Junta de Freguesia de Moscavide, mas esta já terminou. Pago as quotas à federação e nem uma camisola a mais tenho para competir. Nestes Jogos Olímpicos tive que lavar o equipamento à noite para vestir na prova do dia seguinte. Tenho que confessar que é triste, pedirmos uma camisola para representar o nosso país e ser-nos negada. Não nos dão valor depois de tudo o que fazemos e das medalhas que trazemos para Portugal”. Joaquina Flores é recordista do Mundo de Maratona, de cross, de 10 mil metros e de 5 mil metros em pista. No seu país, poucos são aqueles que divulgam o seu mérito. Mas no estrangeiro, Joaquina, já recebeu diversas alcunhas devido à sua excelente prestação em todas as provas que participa. “Lá fora chamavam-me Maria de Portugal. Agora recentemente deram-me outra alcunha. As crianças e os outros atletas batem-me nas costas e sorriem a dizer Ronalda. Mas eu prefiro Marquinhas que é assim que a família e amigos me conhecem”. Conta-nos que não é capaz de beber água no decorrer de uma prova. Nessa altura em que está a correr prefere ir à conversa com os outros atletas e chega sempre ao fim com um sorriso no rosto. “Eu gosto de fazer as provas na galhofa, sempre a rir. Mesmo que me prejudique nos tempos, eu ando aqui para viver. Em Portugal a competição de veteranas femininas é só de um escalão, o dos 45 anos. Logo existem muitas provas que eu faço como treino, nunca me esforço mais do que posso. No estrangeiro, num comité olímpico, referenciaram-me por começar e terminar as provas a sorrir. É só assim que eu me sinto bem”. Quanto aos comentários negativos que às vezes ouve, nunca lhes deu importância. “Às vezes ouvia, o que é que vai ali a velha a fazer, vai voltar já para trás. Normalmente quando oiço até respondo em tom de brincadeira que deviam estar ali era a correr ao meu lado. Mas nunca me conseguiram desmotivar, nem desconhecidos nem conhecidos”. Joaquina motiva inúmeras pessoas a dedicarem-se ao desporto. Já foi a escolas e lares para dar o exemplo da sua determinação. E sai sempre satisfeita com essa partilha. “Ainda há poucos dias fui a uma escola em Alenquer falar com as crianças de lá. Foi maravilhoso. Ofereceram-me um painel gigante com a silhueta do meu corpo, preenchida com fotos minhas que encontraram na Internet. Um rapaz ainda me ofereceu o meu retracto em caricatura, está lindo. No lar da Quinta da Princesa fui contar a minha história. Hoje algumas dessas senhoras dizem-me que eu sou a força delas e que lhes dei coragem”. REVIVER

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Para além do atletismo, a campeã gosta de fazer desportos radicais. Numa entrevista à SIC confessou que gostava de um dia fazer paraquedismo, depois disso já teve dois convites para realizar esse desejo. “Eu ensinei a minha neta a andar de trotinete, ando de skate e gostava de fazer paraquedismo. Depois da entrevista que dei já duas pessoas se ofereceram para quando eu quiser ir experimentar. Mas agora só depois dos campeonatos. Infelizmente não tenho tempo para tudo, porque gostava de fazer muito mais”. Joaquina e o seu marido convidaram-nos para ir até à sua casa, que os dois sozinhos foram construindo ao longo dos anos. A REVIVER aceitou o convite e foi ver a garagem que foi transformada em sala de troféus, devido à quantidade de medalhas, taças e ofertas de fãs que tem tido ao longo dos anos. Antes de entrar, estava o painel gigante que as crianças lhe ofereceram, numa mesa para ser emoldurado. Fosse para que lado fosse que olhássemos, estávamos rodeados de taças, medalhas, cartazes e fotografias das vitórias de uma grande atleta. Tudo está tratado com tamanha estima com as datas e os locais onde foram conquistadas. Mas como a nossa campeã dá valor as gestos, não deixou de nos mostrar a pastilha e a flor que guarda com tanto carinho oferecidas pelas duas crianças. Mas esta é uma sala de troféus que não dá para descrever. A imensidão de medalhas só é realmente marcante na mente de quem vê com atenção. Antes de nos despedirmos, pedimos à atleta que deixasse uma mensagem aos seniores portugueses que lêem a REVIVER. E Joaquina respondeu com agrado. “Nem que seja com uma bengalinha andem todos os dias. Eu sei que nem todas as pessoas podem correr, mas pelo menos andem um pouco. Só vos faz bem”.Fica aqui o conselho desta campeã, que aos 73 anos continua a arrecadar medalhas de ouro para o nosso país, sem apoios mas com total dedicação. Um exemplo de mérito e determinação que representa o expoente do envelhecimento activo.


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Duas vidas, Um só palco Quando dizemos que a reforma bem aproveitada é o momento ideal para se dedicar de corpo e alma às suas paixões, não o dizemos sem razões. Luciano Barata é o melhor exemplo de como a reforma abre a porta à paixão. Com 64 anos, vive e respira teatro, tendo já encenado mais de 50 peças. Tão aficionado pelas artes, ninguém diria que o seu dia laboral era nas fábricas a trabalhar com maquinaria pesada. Mas como a maior parte no início da adolescência, Luciano queria aprender um ofício e dessa forma assegurar alguma estabilidade na vida. Foi aos 14 anos que começou como torneiro mecânico. Uma particularidade talvez o tenha diferenciado de muitos outros. Apenas um pequeno muro separava a sua casa do clube recreativo. Dali, Luciano cresceu a ver espectáculos, bailes, e recitais de poesia. A ligação à cultura foi como que natural. “A poesia sempre fez parte da minha vida. A primeira vez que vi um espectáculo de poesia, as lágrimas começaram-me a cair, tinha cerca de 15 anos”. Da poesia, passou a fazer pequenos sketches sem cenários. Com Jorge Marques trabalhava certas peças de teatro, no entanto a semente já estava plantada e a germinar. Um admirador inabalável de Zeca Afonso e opositor ao regime, recorda o cuidado que nessa altura se tinha de ter. “A primeira vez que ia ver Zeca Afonso, ele não chegou a sair do carro. A rua estava cheia de polícia à espera dele.” Aos 18 anos, ia declamar o poema Hiroxima de Manuel Alegre, mas também por causa da GNR foi impedido. Esteve em Luanda a cumprir serviço militar e devido aos seus conhecimentos de mecânica, ficou o mecânico responsável pela artilharia antiaerea. No entanto, visto ser um homem culto, ficou também responsável pela alfabetização dos soldados. Ensinava-os a ler e jogavam xadrez. Em Angola, com o grupo de militares amigos, viu 555 filmes e nunca abandonou o teatro, tendo lá visto 18 peças. Quando voltou para Portugal, estudou Química, Física, Geografia e Matemática e só depois do 25 de Abril é que largou os sketches e fez a sua primeira peça de teatro com princípio, meio e fim. Em 1979 Luciano tirou um mês de férias da fábrica e foi para Tróia tirar o seu 1º Curso de Formação Teatral no Fundo de Apoio a Organismos Juvenis. “A partir das 18h é que começava a viver. Desde 63 até à reforma que o tempo que eu tinha livre, nas férias ou pós-laboral era dedicado ao teatro”.

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Durante a sua carreira, já foi actor, formador, júri, professor e já encenou mais de 50 peças de teatro, com pessoas de todas as faixas etárias. Em 1990, quando formou o seu primeiro grupo de teatro, liderou 4 projectos num ano e já chegou a fazer quatro peças num ano, admitindo que é raro receber dinheiro com a sua paixão. “É preciso gastar muito tempo para fazer quatro peças num ano. Todos os dias ando a ver peças que faltam fazer”. As peças que mais gostou de encenar foram as “Bodas de Sangue devido à sua carga poética, é algo divinal, e Apanhados na Cena por toda a dinâmica e trabalho de backstage.” Luciano é também professor de teatro na Universidade da Terceira Idade do Barreiro e todos os anos a turma faz uma festa, começando a ensaiar em Janeiro para a estrear em Maio ou Junho

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Com a turma da UTIB, trabalha de início a dicção, a postura, o comportamento e olhares. “É bom para eles. Encontram aí uma forma de envelhecerem melhor, passam a estar mais equilibrados. Fazem ginástica mental e voltam a ler, algo que muitos já tinham deixado de fazer! No dia da estreia, as salas enchem-se com os familiares. Sem dúvida que é um trabalho marcante.” Também é fundador e encenador do Grupo de Teatro Projector, fundado em 1996 que com muito esforço continua os palcos nacionais e que a 14 de Junho estreou a peça Nada de Dois Num país que pouco apoia o teatro e a cultura, é inspiradora a forma como Luciano Barata se empenhou e continua a empenhar todos os dias, seguindo a sua paixão, mesmo quando o tempo é escasso. “O teatro faz parte da minha vida. Poucas coisas se sobrepõem ao teatro.” Uma carreira digna de reconhecimento.

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Saiba como ultrapassar a reforma por invalidez Muitas pessoas vêem-se confrontadas com a reforma por invalidez. Pode acontecer a qualquer um de nós e tornar-se numa situação desesperante e complicada de gerir. Quebrar a rotina de longos anos de trabalho, na mesma profissão em muitos dos casos, torna-se num choque psicológico e num enorme desafio de carácter. O nosso objectivo não é definir a reforma por invalidez, mas sim mostrar-lhe como ultrapassar essa fase de desespero e deriva. Raúl Ferrão, de 53 anos, é poeta, pescador, pintor, caçador, associado ao teatro e faz parte da direcção de várias associações. O antigo chefe da PSP e medalha de ouro por comportamento exemplar durante 25 anos, reformou-se por invalidez em Maio de 2013. De baixa nos últimos dois anos, a sua dedicação à Policia de Segurança Pública, tiravam-lhe o tempo livre. Chegava a trabalhar 12 horas por dia, a ficar sem hora de almoço, e muitas vezes a ter de abdicar das férias. O stress do trabalho valeu-lhe 3 enfartes e baixa médica. “Andava desesperado. Não sabia onde meter as mãos. Estava em casa sem fazer nada e fiquei assim uns 8 meses” diz Raúl. Chegou a tomar calmantes e admite que se levantava da cama e ia ver os códigos penais para o caso de ter de voltar ao trabalho. Uma operação à cervical derivada de 3 hérnias, colocaram-lhe fim ao impasse profissional. Pesou a balança e optou pela vida. Reformou-se por invalidez. Ex polícia por profissão, poeta por natureza, interiorizou primeiro a reforma e depois sim, sentiu um alívio. “Mudei os meus hábitos de vida. Passei a dormir a cesta e pude plantar as árvores que foram regadas”. Não era o homem que é hoje sem o seu passado, e os tempos de PSP marcaram bem a sua vida. Recorda-nos os anos que afirma terem-no tornado numa pessoa melhor quando em 1992 aceitou o desafio de integrar a missão da ONU na antiga Jugoslávia. Desarmado, era os olhos das Nações Unidas. Fazia uma apreciação da conjuntura e oferecia ajuda humanitária. As situações limite de dignidade humana que presenciou, fizeram de Raúl uma pessoa mais tolerante. Uma das casas que habitou foi bombardeada por 2 vezes e também por duas vezes esteve preso. Foi por promessa à sua filha mais velha que não voltou. Fala-nos das alterações na polícia com a sabedoria de quem lá esteve muitos e longos anos, mas, afirma que no final de contas, quando teve de decidir não valia tanto apena. A reforma por invalidez mostrou ser uma decisão sensata. “Com o tempo que tenho neste momento posso levar uma vida activa. Aquelas coisas que eu não tinha tanto tempo para elas passaram agora a ser as principais”. O teatro, a poesia, a pesca, a pintura e a caça, admite fazerem parte de um puzzle, que se lhe retirarem uma peça sente-se amputado. “Faço cada coisa no dia em que me apetece fazer. Quero saborear isto tudo, não tenho horários, tenho tempo para elas todas”. Conviver com o Tejo desde criança, ligou-o ao mar de forma apaixonante. Talvez pela forma como aprendeu a nadar. Aos 7 anos, lançou-se decidido ao rio, sem ninguém a vigiá-lo. Queria aprender e aprendeu. Assim, aproveita todos os domingos para com os amigos, pegar no barco e navegar ao longo de Sesimbra. “Sempre que vou dou um mergulho. Os meus amigos já me perguntaram porquê, mas não sei. Dá-me um conforto interior único. Eu sou todo mar!” A poesia sempre fez parte da sua vida. E em tão pouco tempo de reforma já publicou o seu primeiro livro “Uma flor num campo de gente” e em Dezembro irá publicar o seu 2º livro. E como a poesia, o teatro também sempre andou de mãos dadas com Raúl.

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Aos 16 fazia parte do seu primeiro grupo de teatro e ainda hoje faz parte da direcção do grupo de teatro “Projector”. “Teatro é criatividade, é lindo, é saudável e o convívio é diferente”, afirma com um sorriso. A forma como abraçou esta nova vida, faz com que esteja sempre em projectos. Na sua antiga loja de artigos de pesca vai inaugurar um Atelier e Escola de Pintura. Para além de tudo o que já foi referido, Raúl pertence à direcção de vários clubes e associações dedicadas à pesca desportiva. Com tantos projectos na mão, o futuro reserva-lhe a compra de um caiaque. Pretende com a família, o cão e um casal amigo, passar uma noite de campismo selvagem na ilha de Almourol, em plena integração com a Natureza. Numa viagem de 5 dias, descer o Rio Tejo e saborear o que Portugal tem de mais belo. Especialmente para quem se sentir inválido para cumprir a sua profissão, Raúl diz “Que se reformem, o descanso é merecido. Mas não desistam de viver. Se tivermos qualquer coisa para fazer estamos sempre em constante desenvolvimento. Temos de amar as coisas, fazem-nos evoluir. Temos que utilizar as coisas de forma boa, tirar proveito da beleza das coisas, com positivismo”.


Aos leitores da R E V I V E R , deixa-nos um poema do seu primeiro livro.

O POETA Todo o poeta tem que ser um rio e saber semear emoções e colher flores como quem beija. Todo o Poeta tem que ter um sorriso. Uma raiva. Um intenso delírio. Todo o Poeta tem que ser um pulsante desafio. Ou nunca será um Rio. Digo-to eu, o Poeta. Digo-to eu simplesmente, um metro e sessenta e sete de gente.

Raúl Ferrão REVIVER 23


69anos de união e cumplicidade Emílio Ruivo e Maria Bonifácio não tiveram um namoro fácil. Mas a vontade de ficarem juntos ultrapassou todas as barreiras e hoje são casados há 69 anos. Foi em Valado dos Frades, na Nazaré, que nasceu esta história de amor. Apenas uma casa separava Emílio e Maria, que desde crianças que se conheciam de vista. Maria que hoje tem 90 anos, menos três que o seu marido, conta-nos que na altura tudo aconteceu naturalmente. “Ele começou a engraçar comigo e eu com ele. Acabamos por começar a namorar. Mas na altura os namoros não tinham nada a ver com os dos jovens de hoje, era muito à base de cartas e com algum distanciamento”. Mas o trabalho e a ida para a tropa de Emílio dificultavam a recente relação do casal. “Houve uma altura que só vinha a casa de oito em oito dias. Depois fui para a tropa, quando regressei estive a trabalhar nas Caldas da Rainha. Nesses anos mudei várias vezes de sítio, era complicado. Escrevia-lhe sempre cartas”, diz Emílio com um discreto sorriso. Só que segundo Maria, essas cartas eram sempre lidas e censuradas pela PIDE. “Na altura as cartas que eu recebi vinham sempre recortadas. Liam tudo nesse tempo. Por isso eu nunca sabia ao certo onde é que ele estava. Nunca conseguia responder-lhe”. Quando Emílio estava no Valado dos Frades tentava sempre ver Maria sem ser da janela. Conta-nos que a senhora da mercearia chegou a ajudá-los a encontrarem-se. “Uma vez entrei na mercearia e a senhora de lá disse-me que ela tinha ido ao rio. Assim eu já sabia onde ela estava e podia ir ter com ela”. Maria acrescenta que apesar de estarem no mesmo local ficavam a olhar-se de longe com medo que os pais descobrissem. 24 REVIVER


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Mas o namoro nem sempre teve pessoas a apoiar. Houve mesmo quem pagasse para estragarem a relação dos dois. “Um rapaz que queria ficar com a Maria ofereceu dinheiro à senhora da Mercearia para estragar o nosso namoro, mas ela não aceitou. Nós já passamos por coisas… Até para eu lhe dar um beijo tive que mentir à minha irmã”, afirma Emílio.Passado três anos o namoro virou casamento. Mudaram-se para o Barreiro embora Maria preferisse ter ficado pela Nazaré. “Ao início foi muito difícil, deixar a minha terra e a minha família. Casei com 21 anos, com o homem a quem dei o meu primeiro beijo, e só vim porque ele queria mesmo essa mudança. Mas no ano seguinte tive a minha filha, que infelizmente já não está entre nós, que me trouxe alegria e conforto nessa altura mais complicada”. Depois de Emílio se reformar passaram a ter mais tempo para os dois. “´Dantes íamos sempre nas excursões da associação de reformados. Divertíamo-nos imenso. Depois começamos a ir quase todos os anos às Termas pelo INATEL. Mas há 3 anos tive um problema grave e tive que ser operado, o que já não nos permite fazer esse tipo de coisas”. Quando Emílio estava internado, era difícil afastar Maria do hospital. Hoje casados há 69 anos, ambos descrevem a cara-metade como uma excelente companhia mas de grande teimosia. Para eles a chave para manter um casamento durante tantos anos é simples. “Sempre nos demos bem. Há alturas que estamos mais enervados mas depois passa-nos. Conversamos muito e chegamos sempre a um consenso. Acabamos sempre por concordar, apesar da teimosia”, diz Maria com um grande sorriso.E é em tom de brincadeira que as coisas vão sendo encaradas. “Eu às vezes na brincadeira digo-lhe senão está bem mude-se para a arrecadação. Sempre levei as coisas assim. Ainda há pouco tempo nos disseram, lá vai o casalinho borracho, por andarmos de mãos dadas ou de braço dado. Eu já tenho algumas dificuldades em andar, então costumo dizer, já que em solteiros não andámos de mãos dadas andamos agora,” diz Maria a rir. A união dos dois é de um verdadeiro companheirismo. Embora de vez em quando haja tempo para algumas surpresas. “No outro dia estávamos na rua e pediram-nos para darmos um beijo. Mas não demos. Chegamos a casa, eu não lhe disse nada e dei-lhe um beijinho,” confessa Maria com alguma timidez. Uma história de amor que tem perdurado ao longo dos anos e que já teve o prazer de ver crescer dois netos e três bisnetos.


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10 COISAS A FAZER ANTES DE MORRER

Se estivesse no leito da morte diria que teve uma vida feliz? O passado é algo que já não podemos alterar, mas podemos moldar o nosso futuro. Fomos construídos para nos adaptarmos facilmente, mas tão facilmente nos acomodamos. O stress do dia-a-dia arrasta-nos para longe de nós próprios, perdidos em tarefas e rotinas diárias. J Paul Getty, foi considerado dos homens mais ricos do mundo, e antes de morrer disse que daria de bom grado todos os seus milhões por um casamento feliz. No filme “Nunca é tarde demais” em que Jack Nicholson e Morgan Freeman fazem o papel de dois doentes em fase terminal e juntos criam uma lista de 10 coisas a fazer antes de morrerem. É um conceito interessante porque não há como fugir ao ciclo da vida. Tudo o que nasce, tem de morrer. Mas temos a escolha de ficar sentados a sonhar alto, ou de correr atrás dos nossos sonhos, tirar proveito da vida e dar-lhe significado. Se nos resignamos às tarefas e rotinas diárias, iremos sempre viver as memórias de quando fizemos algo realmente significativo para nós. É importante termos objectivos, traçarmos o nosso próprio caminho. Neste contexto, existem já algumas instituições como a “The Bucket List Foundation” que se dedicam a realizar os desejos e sonhos de seniores em fase terminal.Inspirados por esse bonito filme, decidimos sugerir-lhe que faça a sua própria lista. Não se iluda com desejos irreais. Um passo de cada vez em busca da felicidade. Torne os seus sonhos em objectivos, e corra atrás deles. “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.” – Charles Chaplin

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Antes de eu morrer quero 1 – Fazer voluntariado 2 – Fazer uma viagem pela costa portuguesa 3 – Escrever um livro 4 – Viajar num balão de ar quente 5 – Reatar laços com alguém que me era próximo 6 – Aprender a tocar guitarra 7 – Cuidar de um belo jardim 8 – Adoptar um animal 9 – Ver um espectáculo ao vivo do meu cantor favorito 10 – Juntar a família toda num grande piquenique P.S- Este é apenas um exemplo. Faça a sua própria lista e crie novos objectivos.

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“Os que se amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens� Martinho Lutero

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Como escolher um profissional em gerontologia ? O tempo está a passar por si e tem reparado que existem várias tarefas em que precisava de auxílio? A sua família não tem o tempo necessário e a sua reforma permite pagar por este serviço? Quer ter auxílio sem ter que sair do seu lar? Então pode estar na altura de contratar um profissional especializado em gerontologia. Hoje em dia o mercado está saturado de lares de idosos, empresas de apoio domiciliário e até profissionais em gerontologia. Dado que a oferta é extensa, deve ser mais criterioso no processo de selecção quando chegar a hora de recorrer a este serviço. São inúmeras as tarefas que um bom profissional deve realizar, mas cada uma delas deve ser sempre adaptada ao grau de dependência que cada sénior tem. A REVIVER dá-lhe a conhecer os principais factores que deve ter em conta na hora de contratar um profissional. A pessoa que escolher deve ter conhecimentos de informações específicas e um perfil adequado a esta profissão. A maioria da informação fornecida foi retirada de um documento específico de profissionais de geriatria do IEFP. O mais importante é o perfil da pessoa que irá contratar. Esta deve ser humana, respeitadora, equilibrada, motivadora, flexível e adaptável às diversidades.

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A PENSAR EM SI Boa no relacionamento interpessoal e uma pessoa com iniciativa e raciocínio rápido em situações urgentes. Deve ter gosto em auxiliar o próximo sem querer mudar a essência da pessoa para quem está a trabalhar. Para além destes aspectos, a pessoa que irá prestar-lhe auxílio deve ter noções de: - Funcionamento e características das instituições e serviços de apoio ao idoso. - Processo de envelhecimento e caracterização psicossocial da velhice. - Psicopatologia do idoso. - Nutrição e dietética. - Primeiros socorros. Mas deve ter conhecimentos mais aprofundados em: - Língua portuguesa. - Comunicação e relações interpessoais. - Higiene pessoal e conforto do idoso. - Cuidados básicos de prevenção e saúde do idoso. - Posicionamento e mobilidade. - Segurança e prevenção de acidentes. - Higiene e segurança alimentar. - Higiene ambiental. - Princípios e técnicas de animação de idosos. - Normas de segurança, higiene e saúde da actividade profissional. - Ética e deontologia da actividade profissional. Dada esta informação, deve analisar todos os candidatos ou possíveis empresas que prestem este tipo de serviço de uma forma criteriosa. Lembre-se que irá escolher uma pessoa que estará ao seu lado durante vários dias da sua vida. Por isso, não tenha medo de elevar a fasquia e ficar com a melhor opção para si.

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Portal do Condutor Sénior

Tem carta de condução e ainda tem dúvidas quando é que deve renová-la? Ainda costuma conduzir, mas contraiu alguma doença que acha que pode vir a influenciar a sua condução? Então o Portal do Condutor Sénior pode ser uma mais valia para si. Criado para esclarecer as dúvidas das pessoas com mais idade que ainda conduzem e alertar para eventuais perigos e situações que podem vir a ocorrer. São inúmeras as informações criadas exclusivamente a pensar na população idosa que pode encontrar na Zona Sénior - Portal do Condutor Sénior. Um dos principais temas que tem confundido o público com mais de 60 anos é a renovação da carta de condução. Todos aqueles que obtiveram a carta antes do dia 2 de Janeiro de 2013 e conduzem veículos da categoria A, B, BE, A1 e B1 estão obrigados a renovar a carta de condução aos 50, 60, 65, 70 anos e posteriormente de dois em dois anos sem idade limite. O Portal do Condutor Sénior ajuda-o a saber quando deve ser renovada a sua carta e quais os documentos necessários para este procedimento. Pode também consultar estudos sobre a condução de pessoas com idade superior a 60 anos e ainda saber quais as doenças que podem implicar a inibição de conduzir. Para além disso pode encontrar várias informações sobre este assunto e diversos sites relacionados com o tema, convenções, seminários e indicações do código da estrada para continuar a ter uma condução segura.

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A REVIVER apresenta-lhe alguns dados retirados da Zona Sénior que podem contribuir para a sua condução. Segundo um questionário realizado a 946 seniores, com idades entre os 60 a mais de 85 anos por várias zonas de Portugal, concluíram-se os seguintes dados: 67% dos condutores na estrada do questionário são homens 89% dos inquiridos estão reformados 59% começou a conduzir antes dos 30 anos de idade 52% destes condutores circula frequentemente nas localidades 65% do grupo de inquiridos conduz todos os dias. 49% ainda conduz por semana cerca de 50 a 150 km 50% conduz um carro com mais de 8 anos de idade e 36,5 % entre 4 e 8 anos Os condutores com mais de 85 anos começam a sentir uma certa discriminação ao conduzirem, por parte dos restantes condutores, cerca de 36% diz que por várias vezes sentiram-se discriminados. Para estes, as maiores dificuldades em conduzir que encontram são perante rotundas, cruzamentos e entroncamentos e estradas com muito transito. Mas a principal dificuldade que relatam é a condução com condições adversas(chuva, vento e nevoeiro) e a condução nocturna. No que toca à alimentação 50% dos inquiridos não lancha e mais de 50 bebe menos de 1 litro de líquidos por dia, cerca de 45% dos inquiridos também deixou de praticar desporto. Tanto os homens como as mulheres inquiridos a maioria está a cima do peso devido ou mesmo em grau I de obesidade. Factos irrelevantes para a condução, mas não para os dados estatísticos referentes à saúde. Com o avançar da faixa etária as paragens em viagens longas são efectuadas em maior número. Para concluir o estudo, a maioria dos condutores acha que deveria existir formação prática e teórica de 5 em 5 anos ao contrário de quem tem mais de 85 anos pensa que a formação deveria ser de 10 em 10 anos. E a maior parte de quem respondeu ao questionário diz que a ingestão de bebidas alcoólicas é rara e a bebida mais consumida é o vinho às refeições. Os condutores admitem conduzir com menos velocidade do que aos 40 anos. No que diz respeito às doenças que influenciam a condução, os inquiridos acharam que a diabetes é a que menos afecta a capacidade de conduzir. Mas muitas vezes, a falta de informação neste campo pode trazer-lhe alguns problemas. No que diz respeito às doenças que podem implicar a inibição de conduzir dependem sempre do grau de gravidade e do controlo médico que têm. De qualquer forma as doenças mais comuns com um grau de gravidade elevado que podem provocar a inibição de conduzir são: - No campo da visão: As Cataratas, Glaucoma e DMRI. - Apneia do Sono - Narcolepsia - Perda de força e coordenação muscular - Diabetes não controlados - Défice cognitivo ligeiro - Alzheimer - Demência Vascular pós AVC - Epilepsia quando não controlada e sensível à fotoestimulação - Parkinson - Doença Bipolar - Esquizofrenia - Depressão Grave Poderá encontrar todas estas informações entre outras em www.zonasenior.pt Lembre-se que a condução segura, consciente e informada pode salvar a sua vida e a dos outros evitando situações de risco na estrada.

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Receitas do Cozinheiro Pedro Carrilho Pedro David Costa Carrilho, ozinheiro do Hotel FonteCruz Lisboa de 5 estrelas.

Receitas de 5 estrelas

O cozinheiro Pedro Carrilho apresenta mais uma refeição grourmet. Saiba como confecionar gambas salteadas em massa de pimentão sobre puré de batata e coentros e ensopado de bovino com puxado de canela e caril.

Gambas salteadas em Massa de Pimentão sobre Puré de Batata e Coentros Ingredientes para 3 pessoas Gambas ou camarão 40/60 – 18 unid Sal – q.b Pimenta – q.b Noz moscada – q.b Azeite – q.b Massa de Pimentão – 2 colheres sopa Alho picado – 1 dente Malagueta fresca – 1 unidade Coentros – 1 molho Puré de batata – 18 colheres de sopa Para servir: Disponha duas colheres de sopa em 3 porções e duas gambas por cima de cada porção. 34

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Preparação do puré: Faça um puré de batata a seu gosto, pode ser com batata cozida e esmagada ou instantâneo se preferir, nunca se esqueça de o temperar para ficar saboroso com sal, pimenta e noz moscada sem o deixar muito espesso. Quando estiver com a consistência pretendida pique os coentros e junte ao puré e deixe em lume brando cerca de 3 minutos.

Preparação para as gambas: Refogue a cebola no azeite num tacho e quando a cebola começar a ficar translucida adicione a pimenta, a canela, o caril e mexa para envolver tudo e deixe cerca de um minuto. Adicione a cenoura e a carne e mexa até a carne ganhar cor de todos os lados (cerca de 2 ou 3 minutos) sempre com lume alto. Baixe o lume para brando depois de adicionar o caldo (depende da quantidade de molho que queira pode não ser necessário todo) e junte a couve lombardo também.


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Ensopado de bovino com puxado de canela e caril

Ingredientes: 3 pessoas Carne de bovino para estufar (pá ou acém) aos cubos – 600gr Cenoura – 4 unidades Cebola – 1 unidade Couve lombardo – 200gr a 300gr Azeite – q.b

Sal – q.b Pimenta – q.b Caldo de bovino – 300ml Canela – 1 colher de sopa (bem cheia) Caril – 1 colher de sopa (não muito cheia)

Preparação: Pique a cebola; corte a cenoura em meias luas e corte a couve lombardo em juliana. Confeção: Refogue a cebola no azeite num tacho e quando a cebola começar a ficar translucida adicione a pimenta, a canela, o caril e mexa para envolver tudo e deixe cerca de um minuto; Adicione a cenoura e a carne e mexa até a carne ganhar cor de todos os lados (cerca de 2 ou 3 minutos) sempre com lume alto. Baixe o lume para brando depois de adicionar o caldo (depende da quantidade de molho que queira pode não ser necessário todo) e junte a couve lombardo também; deixe cozinhar em lume brando durante 15 a 20 minutos. Para servir: Vai bem acompanhado de puré de batata ou arroz. Mas sugiro que sirva apenas sobre pão torrado ou tostinhas.

Agradecimentos ao Hotel FonteCruz Lisboa


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Lisa Maria - Uma voz de ouro Nasceu no dia 13 de Novembro 1942 e baptizaram-na de Alice. Aos 18 anos, apresenta-se como Lisa Maria e torna-se numa das vozes emblemáticas da altura, chegando a ganhar um microfone de ouro. Viajou por diversos países e tornou-se numa cantora reconhecida internacionalmente. Regressou a Portugal há 3 anos para ficar. Saiba o que é feito de Lisa Maria e conheça a história da cantora que nunca teve medo de começar de novo. Quem é a Lisa Maria? Não sei bem o que responder, pois quando falo de mim é sempre em relação às minhas experiências. Mas posso dizer que detesto a mentira e não sei viver com ela. Sou uma pessoa bastante selectiva, não gosto de perder tempo com coisas e pessoas que não me interessam. Escolho muito bem como gastar o meu tempo. Vivo naturalmente, sou uma pessoa feliz e aprendi a ignorar o que me incomoda. Tenho um grande sentido de humor, vivo bem com a solidão e gosto de ter conversas sérias com pessoas interessantes. Concluindo, sou uma porta aberta para o mundo com paz e amor, pois acredito que é assim que vamos para a frente. Desde cedo sentiu que a música era a sua grande paixão? Sim, sem dúvida. A música sempre foi o fio condutor da minha vida. A minha mãe contava que antes de eu falar já cantava. Mas a minha carreira musical só começou a sério aos 18 anos. Nos anos 60 propus-me à Televisão, a um programa na RTP 1 que procurava pessoas com talento e consegui ser seleccionada. No primeiro programa tive logo bastante sucesso e foi a partir daí que veio tudo o resto. Qual foi a sensação de ser premiada com um microfone de ouro em 1963? Eu nunca dei muita importância aos prémios, pois não sou uma pessoa competitiva e não fico a contar ser homenageada e premiada. Quando essas coisas acontecem é lógico que é bom e eu fiquei parva na altura pois não estava à espera. Mas ainda me recordo bem, o microfone de ouro foi me entregue pelas mãos do Artur Agostinho. Mas como eu gosto de dizer, nunca tive penas de pavão. Ao sair de Portugal, muitos portugueses desconhecem o sucesso que teve a nível internacional. Fale-nos um pouco do seu percurso e das suas viagens. Eu saí de Portugal porque achei que este país era muito pequeno para fazer aquilo que eu queria para mim. Não concordava como as coisas funcionavam. Embora tivesse um óptimo agente, meu e da maioria das estrelas nacionais da altura, que me colocava a abrir os espectáculos de grandes nomes da música portuguesa. Fui para França e lá conheci um grande cantor, Gilbert Bécaud, que me abriu muitas portas, chegou inclusive a tocar para mim. Mas sempre tive medo de dar o grande passo, não queria que me impusessem uma forma de vida que eu nunca concordei. Talvez por isso nunca fui até ao fim das coisas e consequentemente não tive 36 REVIVER


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tanto mediatismo. Mas a minha própria vida levou-me a cantar em diversos países em diferentes continentes, como a Bélgica, França, Angola, Brasil entre outros. Fui agarrando as oportunidades que apareciam sem nunca pedir nada a ninguém. Como foi trabalhar durante vários anos na TV Globo no Brasil? Foi uma óptima experiência com actuações que tiveram bastante sucesso. Na TV Globo trabalhei em alguns locais mas nunca tive na Globo de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Em São Paulo trabalhei em outras estações de televisão como a TV Bandeirantes e a TV Record. Cheguei a ter 150 milhões de pessoas a verem-me pela televisão a cantar. Mas no Brasil estão 24h sobre 24 horas a gravar naqueles estúdios, é uma realidade bem diferente da que conhecemos aqui em Portugal. Foi marcante ter sido convidada para cantar na cerimónia de lançamento do Euro em Paris? Sinceramente não foi marcante. Estavam imensas pessoas a falar enquanto as pessoas actuavam, eu ainda consegui que algumas pessoas prestassem atenção quando eu estava a cantar. No local deviam estar cerca de 4 mil pessoas e eu devo ter cantado cerca de três ou quatro músicas. Mas eu não considero esses convites algo fenomenal, não gosto de alimentar o meu ego com essas pequenas coisas. Fui eu como poderia ter sido outra pessoa qualquer, essa é a mais pura das verdades. O seu livro “Deixem falar o coração” foi uma necessidade de deixar algo escrito ou sempre teve a vontade e o gosto de escrever? Definitivamente não teve nada a ver com nenhuma das duas. Embora goste de escrever e ler, o livro “Deixem falar o coração” foram palavras que vinham de um local que eu desconheço, escrevi segundo as mensagens que me transmitiam e muitas vezes sobre assuntos e tempos que eu não tenho grande informação. Foi um livro que ajudou muitas pessoas deprimidas, algumas delas chegaram-me a confessar que era o livro que tinham na mesa-de-cabeceira e sempre que abriam o livro numa página aleatória correspondia com aquilo que estavam a passar no momento. Não escrevi para deixar alguma obra minha, apenas quis servir os outros. Como este teve um efeito positivo nas dores que eu tinha acumulado ao longo da vida também poderia ajudar outras pessoas. Mas este é tema difícil de explicar em poucas palavras.

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Recentemente teve uma peça de teatro em sua homenagem, “Começar de Novo”. Qual é a sensação de ter uma peça baseada na sua vida? Ao início posso dizer que fiquei assustada, mas foi uma boa surpresa por parte do encenador Luciano Barata. Eu fazia 50 anos de carreira e ele quis retractar a minha história de vida. Essa peça foca várias partes da minha vida um pouco delicadas, desde os assédios, às guerras que presenciei e diversas situações políticas. Eu entro a fazer o meu papel embora vá alternando com outras pessoas. Hoje em dia, como é que aproveita os seus tempos livres? Está todo bem aproveitado. Quando eu regressei a Portugal de forma definitiva não sabia se me ia integrar aqui novamente. Cheguei no dia 12 de Dezembro de 2009 e dois dias depois fui-me inscrever na Universidade Sénior nas disciplinas de Inglês, Alemão, Xadrez e Geografia. Esse ano andei ocupadíssima. No ano seguinte fiquei-me pelas línguas e inscrevi-me na informática. Hoje em dia leio muito, escrevo, pinto, faço costura principalmente malha. Adoro a Natureza, por isso passeio muito em jardins. Estou com os meus amigos e quando posso vou ao Teatro. Acho que aproveito bem o meu tempo. Como surgiu a relação com as novas tecnologias? A minha prima ofereceu-me um computador antigo que eu mandei arranjar. Depois aos poucos fui aprendendo sozinha a mexer nele. Ao longo do tempo fui adquirindo novos conhecimentos. Em 2010 criei a minha conta no Facebook e todos os dias deixo mensagens de alegria ou um simples bom dia e boa noite. Tenho uma senhora na Bélgica que me chama Madame Alegria, por eu não publicar nenhuma frase ou imagem triste. Não sei como é que se pode viver sem computador e Internet. Ter acesso num só local a todas as informações, pesquisas, isso ajuda-me imenso diariamente. Acho que principalmente na vida dos reformados é muito importante, não só as redes sociais como tudo. É uma forma de estarem ligados a outras pessoas e ao mundo. Que mensagem gostaria de deixar aos leitores da REVIVER? Não percam tempo a pensar que estão a envelhecer, isso não tem sentido. Convivam uns com os outros, aproveitem ao máximo porque a idade não conta, apenas o tempo passa por nós. Pensem menos naquilo que velhice vos pode trazer, como as doenças, e vão ver que nem notam a idade que têm. Vivam com alegria pois a reforma é para aproveitar ao máximo. REVIVER

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“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova” Mahatma Gandhi


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Um jardim na metrópole Como é hábito, em todas as edições aproveitamos para visitar a beleza única do nosso país e dá-la a conhecer aos nossos leitores. Já passamos pela Costa da Caparica no Inverno, o Buddha Eden, o Gerês e os Santuários do Bom Jesus e do Sameiro. Nesta edição, a REVIVER perde-se na beleza do Jardim do Paço Episcopal em Castelo Branco. Chegamos ao jardim, por volta das 16h00, um calor abrasador e a indispensável garrafa de água. O enorme portão de ferro que dava entrada para o jardim encontrava-se fechado. Foi uma questão de segundos até percebermos que a entrada já não era pelo portão, mas sim por um pequeno espaço recentemente inaugurado. Um balcão com um sorridente e prestável funcionário. Umas vitrinas com vestígios de pratos e utensílios encontrados nas últimas obras davam um ar de pequeno museu ao espaço de entrada. Apenas 2 euros por pessoa e, todo o esplendor de um jardim para nós. Sem que ele tivesse de se abrir, estávamos agora do outro lado do gigantesco portão de ferro, a verdadeira entrada do jardim. Uma entrada projectada em 1936 pelo Engenheiro Manuel Tavares dos Santos, obedece ao estilo barroco do lugar. Espaços para painéis, revestidos com azulejos, nunca foram totalmente preenchidos. Apenas com vistas antigas da cidade, e dois painéis com os retractos dos dois bispos que impulsionaram a construção do jardim. Juntamente, uma fonte refrescante abraçava a escadaria que escondia toda a magia do jardim, como um véu que esconde uma beleza quase proibida. Degrau a degrau, os nossos olhos enchem-se pelo verde das sebes e arbustos, pelo cinzento das estátuas, e pela frescura dos 5 lagos com repuxos. Tudo numa espécie de labirinto espiritual. Estávamos no pátio principal, o Jardim do Buxo. Ao percorrer os seus caminhos, encontramos a representação do ciclo do Zodíaco completo, as quatro partes da Terra, América, Ásia, Europa e África, e as quatro estações do ano, tudo, em estátuas de pedra. Em redor do lago central, estão as três virtudes teologais, Fé, Esperança e Caridade, quatro virtudes cardeais, Justiça, Prudência, Fortaleza e Temperança, e uma virtude moral, a Lisura. A representação dos quatro elementos está incompleta, e só pudemos encontrar o ar (legendado como caça) e o fogo. Nos quatro vértices deste pátio cheio de simbolismo tanto natural como espiritual, encontramos a morte, o juízo, o inferno e o paraíso. Caracteriza o processo do julgamento final, morremos, a alma é pesada e consoante as nossas acções terrenas, cumprimos pena perpétua no inferno, ou espera-nos o paraíso. Caminhamos então para Sul de encontro aos jardins alagados. Um belo lago enfeitado com canteiros a emergirem no meio, dá-nos uma sensação de tranquilidade, difícil de acreditar para quem sabe que está no centro de uma grande cidade.

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MENTE SÃ; CORPO SÃO Até aqui eramos só nós, o prestável funcionário e o dedicado jardineiro, mas eis que começam a chegar outros visitantes. Um casal passeia o pátio do buxo, sem dar descanso à máquina fotográfica. No outro lado, adultos e crianças apreciam a beleza que já a nós nos tinha cativado. Refugiamo-nos na zona intermédia a esses dois pátios. Ergue-se aí o lago das coroas, mais um bonito lago, com três repuxos muito bem trabalhados. A seu lado, uma espécie de varandim, onde podemos encontrar a 4ª dinastia de monarcas, com uma imponente escadaria com estátuas representativas da 1ª e 2ª dinastias. No sentido oposto está uma igualmente magnifica escadaria com estátuas dos apóstolos. Não podíamos ir embora sem ver o tanque que armazena a água para a rega de toda esta perfeição. O que podia ser um simples tanque, acaba por ter detalhes que também a ele o tornam magnifico. Uma cascata corrente com Moisés em cima, e uma gigante porta com Maria Madalena, a padroeira dos jardineiros. A nossa visita ao Jardim do Paço Episcopal estava feita, mas longe de terminada. Subimos a escadaria e a cada degrau saudamos um novo rei. No fim, estávamos no outro lado da estrada, no extenso e sempre florido Jardim Municipal de Castelo Branco, onde o calor, foi recompensado com um gelado à sombra. Não é assim tão difícil encontrar estas beldades no meio das cidades, descobrir no movimento caótico da metrópole um espaço onde o nosso espirito se revele, e possamos estar em comunhão com a natureza. É preciso procurar e o próximo destino aguarda-nos.


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Acupuntura A arte quemais o pode ajudar Um luxomilenar cada vez acessível Envelhecer de forma saudável, sem dores constantes que atormentem a nossa vida, é o que a maioria de nós deseja para a sua velhice. A medicina chinesa é uma arte milenar no campo da saúde, que pode ajudar os seniores a envelhecerem melhor. A acupuntura permite-nos livrar de grande parte da medicação que tomamos, por conseguir eliminar ou reduzir as dores que sentimos. Ainda há bem pouco tempo atrás, o SPA era visto como uma opção para as pessoas da classe alta. Hoje duas pessoas podem usufruir de uma ida ao SPA por 25 euros e desfrutar dos benefícios que este proporciona à saúde física e mental. Em Portugal a acupuntura é reconhecida pela Ordem dos Médicos como uma técnica terapêutica válida e eficaz, que deve ser praticada de forma complementar à medicina convencional. É uma técnica bastante segura, em que raramente acontecem efeitos adversos, sendo estes gerados por uma má aplicação. Por isso deve sempre consultar o seu médico antes de procurar a ajuda de um profissional qualificado em acupuntura. Para aqueles que não a conhecem, esta técnica chinesa é realizada através da inserção de agulhas em pontos específicos do corpo na superfície da pele. Não só consegue equilibrar o nosso corpo e a mente, como também melhorar o funcionamento dos mesmos. Nos seniores, a acupuntura pode ajudar na diminuição da dor e na melhoria da absorção de oxigénio e do fluxo sanguíneo no organismo. Esta, em paralelo com a medicina convencional pode trazer inúmeros benefícios à sua saúde. A REVIVER apresenta-lhe algumas doenças em que esta técnica comprovou ter sucesso.

- Depressão e Ansiedade Leve - Parkinson (Diminuição dos tremores) - Alzheimer (Melhora a coordenação motora e a fala) - Doenças reumato-ortopédicas (Aumenta a deposição de cálcio, criando uma maior rigidez e protecção aos impactos externos) -Equilibra o sono e o humor - Aumenta a imunidade - Efeitos secundários da Quimioterapia (Dor, náuseas, xerostomia) - AVC (Ajuda na recuperação, principalmente nos casos de paresia que é a diminuição de força) - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica - Asma e Bronquite Crónica - Disfunção sexual masculina - Incontinência urinária - Elimina e reduz a dor (Joelho, Lombalgia, Artrose de Articulação coxofemoral, Síndrome Dolorosa Mio fascial Cervical, Dorsal e do Ombro. Tem efeitos positivos em osteoartrite, neuropatias periféricas e dores causadas pelo Cancro) - Cefaleias - Cólicas menstruais - Dor dental pós-operatória, náuseas e vómitos pós-operatórios - Renites - Síndrome do cólon irritável

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A acupuntura não deve ser feita em situações extremas de desidratação, hemorragia, nem em pessoas muito debilitadas. Os seniores podem ter que fazer um número de sessões superior ao normal, pois o corpo responde mais lentamente ao tratamento. O certo é que pode beneficiar e muito com esta técnica. Poderá diminuir significativamente o número de medicamentos que toma, viverá com menos dores e poderá disfrutar de uma sintonia e equilíbrio entre o corpo e a mente. Atingindo desta forma, uma qualidade de vida que provavelmente já se tinha esquecido que existia. Falamos por experiência própria. 50

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YOGA A arte de viver


MENTE SÃ; CORPO SÃO Quando pensamos em praticar yoga, rapidamente a nossa mente reporta-nos uma imagem de alguém jovem com uma capacidade extraordinária em termos de flexibilidade e concentração. Mas esta arte milenar pode ser adaptada a qualquer tipo de pessoa que abraça esta filosofia, tenha ela a idade que for. Para além de uma filosofia, o Yoga é uma arte e uma ciência. Uma actividade que tem como meta alcançar a libertação do ser humano da sua própria mente. Tendo a Índia como berço e uma vasta história, os seus praticantes acreditam que esta arte tem o poder de transformar não só o corpo, mas também a mente e as emoções humanas. Ao praticar Yoga não só a sua qualidade de vida pode melhorar, como pode adquirir uma visão completamente diferente da maioria das pessoas. Hoje em dia são vários os locais que proporcionam aos nossos seniores a prática desta actividade. Tanto as Juntas de Freguesias, como os centros de dia e de convívio, são possíveis locais onde poderá praticar Yoga a baixo custo. Para além de poder dar um novo rumo à sua vida, esta filosofia traz-lhe inúmeros benefícios à saúde. Entre eles podemos destacar os seguintes: - Preservação da saúde, melhorando a forma física e o estado psíquico. - Aumenta e prolonga a energia que gastamos no dia-a-dia. - Melhora o sistema cardiovascular e respiratório. - Melhora a mobilidade articular. - Combate a senilidade, estimulando a lucidez. - A qualidade do sono melhora significativamente. - A pressão sanguínea normaliza e a pulsação desacelera. - A imunidade aumenta. - Diminui ou elimina dores e sensações de mal-estar. - Praticada regularmente, o corpo começa a desintoxicar-se permitindo alcançar o equilíbrio. Nesta altura da vida, as pessoas têm a tendência a desvalorizarem-se e a sentirem-se desenquadradas com o resto da sociedade. O Yoga é uma excelente solução para começar a gostar mais de si e a integrarse socialmente. Desta forma pode encontrar facilmente aquilo que todos procuram, o caminho para a paz e a felicidade. Esse caminho está dentro de si. É essa a principal filosofia do Yoga.

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REVISTA REVIVER Tem histórias de vida para contar? Se leu as quatro edições anteriores da REVIVER, certamente apercebeu-se que dedicamos um espaço exclusivo para os nossos leitores e protagonistas falarem sobre as suas experiências de vida. Se gosta de escrever ou tem algumas histórias que se enquadrem no contexto da nossa revista, não hesite em contactar-nos. Todos os testemunhos e sugestões são importantes para nós. Entre em contacto connosco da maneira mais cómoda para si, seja por carta ou email. Seja qual for o meio que opte, deve indicar sempre o seu nome, morada, contacto, idade e a história que gostaria de ver publicada sobre si na REVIVER, que deve começar sempre por “No meu tempo...”. Contactos Sede Revista REVIVER Rua da Esperança Lote 2B 2835-483 Santo António da Charneca, Barreiro Telefone : 212169069 email : geral.reviver@gmail.com info.reviver@gmail.com Site: www.revista-reviver.wix.com/seniores Siga-nos também no Facebook: https://www.facebook.com/revistareviver E não se esqueça do nosso blog : www.revistareviver.blogspot.pt


NO MEU TEMPO

O antes e o depois Fui criado nas margens do Estuário do Tejo. Lembro-me ainda, de como era a vida há 40 anos atrás. Se queria ir ao baile ou ao cinema no fim-de-semana, tinha que ir apanhar lamejinha ou berbigão e vender os bivalves na vizinhança, porque o dinheiro para as respectivas entradas não caía do ar e os meus pais não se podiam dar ao luxo de desviar verbas do orçamento familiar para esse efeito. Um balde de lamejinha ou berbigão rendia cerca de 10 a 11 quilos que vendia aos meus vizinhos em saquinhos de um ou dois quilos. Era o marisco dos pobres. Recordo com saudade, que com alguma facilidade apanhava um balde cheio em cerca de uma hora ou hora e meia. Esta minha actividade para satisfazer os meus desejos de diversão era tida em conta, por quem comigo convivia, como uma atitude positiva e de louvar, uma vez que desta forma eu me habituava a ser capaz de ser autónomo e de forma honesta, conseguir o provento necessário aos meus gastos sem sobrecarregar os pais. Era um puto exemplar. E assim cresci, convicto de que era seguidor de bons valores morais e cívicos. 40 anos depois, o Estuário foi ganhando mais espécies do que outrora, situação permitida pelo abandono das indústrias pesadas que resultaram numa melhoria da qualidade das águas. Já aparecem aqui ou ali, alguns bancos de ostras, mexilhão, umas quantas e tímidas vieiras e lingueirão, etc. Mas, e há sempre um “ mas “, contam as más-línguas que os espanhóis viram no Estuário uma fonte de receita fantástica, se aqui introduzissem a amêijoa japónica, que noutros locais onde foi introduzida, nomeadamente em Itália, foi considerada uma praga. Arregaçaram as mangas e toca de semear no Estuário umas boas dezenas de quilos da dita cuja, para mais tarde colherem dividendos. Com uma procriação explosiva e qualidade de água adequada, aquela espécie invadiu rapidamente todo o Estuário, segregando as espécies autóctones e pondo-as em risco. Felizmente que a rapaziada desempregada estava atenta e rapidamente começaram a colhê-la para vender a preços irrisórios aos ávidos e referenciados espanhóis que a recolhem diariamente com carrinhas frigoríficas e as levam para Espanha onde são depuradas, pois sabiam que não existiam estações de depuração cá na zona. Uma excelente visão para o negócio. Mas a necessidade da rapaziada é muita, e é vê-los, novos e velhos, famílias inteiras, na apanha contínua de uma espécie que parece nunca mais acabar. Na verdade, saem toneladas de amêijoa diariamente do Estuário do Tejo. Fantástico. Agora imagine-se se as não apanhassem. Seguramente que já não haveriam lamejinhas, berbigões, bem como algumas espécies de anelídeos. A necessidade gerou o equilíbrio. Ah, mas um pormenor a ter em conta. No meu tempo de rapazote, apanhar uns bivalves para satisfazer os gastos, era considerado acto de bom senso e uma atitude positiva, pois essa actividade afastava os jovens de outras situações mais censuráveis pela sociedade e até de desvios de comportamento. Hoje, a apanha da amêijoa invasora e que delapida a existência das outras espécies autóctones é uma actividade à margem da Lei e as sanções são bem pesadas para todos estes cidadãos, que de acordo com a legislação, devem ser severamente punidos e pagarem coimas elevadíssimas, como se tivessem dinheiro para as pagar. O problema da praga das amêijoas predadoras subsiste. E tarda, não sei se intencionalmente ou por burrice, legislação ponderada que liberalize a apanha destes bivalves comilões, de forma a garantir o equilíbrio das espécies e também o equilíbrio da economia familiar de muitas centenas de famílias. Provavelmente os sucessivos governos deste País conseguem com o dinheiro das coimas cobradas a estes sobreviventes, mais receita do que teriam se liberalizassem a apanha e construíssem estações de depuração. Tanta gente que teria uma ocupação, um emprego. Tantos reformados com paupérrimas reformas, sem dinheiro para os medicamentos, que poderiam levar uma vida mais digna. Há até quem diga, que lá para os lados de Alcochete e do Samouco, desde que se começou a apanhar amêijoa no Estuário, que os índices de pequena e média criminalidade, baixaram consideravelmente. Como diria o saudoso Fernando Pessa, “ E ESTA HEIN “? No meu tempo de rapazote, o que era louvável é hoje um acto ilegal e punível. Não sou saudosista de outros tempos. Mas, será que eu aprendi tudo ao contrário, ou trata-se apenas de má gestão ou mesmo gestão danosa dos nossos recursos disponíveis. Um abraço amigo, Raúl Ferrão REVIVER

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Celebra os 70 anos com uma viagem de bicicleta dos EUA ao Brasil

Um mestre, um legado e uma causa. Aos 70 anos o Mestre Acordeon, Ubirajara Almeida, considerado uma lenda viva da capoeira irá pedalar 22 mil quilómetros de bicicleta. Partindo da cidade Berkeley na Califórnia (EUA) rumo à Bahia em Salvador (Brasil), a sua terra natal e fonte de inspiração. Esta jornada será acompanhada por uma equipa de produção audiovisual e na companhia da sua mulher, a mestre de capoeira Suelly. O objectivo do projecto B2B - Joga Capoeira é produzir quatro produtos,entre eles um documentário, um livro, um cd e uma série de televisão. A verba gerada pela comercialização destes será revertida para a manutenção do projecto Kirimurê, criado há 7 anos pelo Mestre Acordeon. Kirimurê tem o objectivo de oferecer uma nova perspectiva de vida a crianças desfavorecidas, dos 4 aos 16 anos que vivem no bairro de Itapuã. São dezenas de jovens carentes que têm acesso a aulas gratuitas de capoeira, música, literatura, suporte educacional, assistência psicológica, contadores de histórias, reforço escolar e apoio às famílias. O homem que viveu em prol da capoeira por mais de meio século irá passar por 11 países e mais de 32 cidades. O percurso será feito numa expedição de 400 dias e em várias etapas programadas para não correr riscos desnecessários. A jornada vai contribuir como fonte de pesquisa e aprendizagem, baseada nas diversas culturas que Ubirajara Almeida irá passar. Um dos destaques neste percurso será a passagem pela Amazónia, onde o mestre irá tentar estabelecer contacto com certas tribos que são fechadas às demais culturas, mas abertas à capoeira. Toda esta viagem será marcada pelas paisagens maravilhosas, histórias de vida fortes e comoventes, mas principalmente pela aventura inédita de um mestre de capoeira com 70 anos de idade. A força de vontade e a determinação do Mestre Acordeon por sair da sua zona de conforto e atravessar o Continente Americano de bicicleta, em busca de emoções fortes, tem sido admirada por várias pessoas do mundo inteiro que ajudam esta causa com donativos. Se quiser acompanhar a jornada do Mestre Acordeon pode fazê-lo em: www.facebook.com/B2BJogaCapoeiraMestreAcordeon

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Conheça 6 das pessoas mais velhas do mundo Todos estes centenários já passaram dos 110 anos de idade. Nem todos fazem parte do Record do Guiness mas a verdade é que existem documentos que comprovam a idade que afirmam ter. A REVIVER apresenta-lhe um pouco da história de cada um deles. Senhor Mário conta com 125 anos e é Brasileiro. Nasceu em Minas Gerais e trabalhou a vida inteira como pedreiro e pintor. Hoje vive num bairro pobre na zona leste de São Paulo no Brasil apenas com a sua reforma. Não usa óculos, ainda ouve bem e gosta de uma boa conversa. Embora a sua memória já seja debilitada, pois não sabe responder a várias perguntas que lhe foram feitas, guarda com estima a sua certidão de nascimento que comprava a sua idade. A história de Mário ficou conhecida devido a um incidente na vizinha em que este poderia ser testemunha. Quando um dos polícias militares pediu a identificação e ficou estupefacto com a idade que lá estava. Um pouco incrédulo pegou no rádio e ligou a confirmar a veracidade daquele documento acabando por ter uma resposta positiva. Os media não ficaram indiferentes e acabaram por entrevistar Mário no programa Balanço Geral da Televisão Brasileira. Este homem que parece não ter qualquer parente vivo, foi descoberto este ano e ainda não foi adicionado ao Guinness. Carmelo Flores Laura completou 123 anos em Julho. O boliviano é de acordo com o Registo Civil da Bolívia o homem mais velho do mundo e a sua certidão de baptismo está a ser analisada pela equipa do Guinness World Records, visto na altura do seu nascimento não existirem certidões de nascimento na Bolívia. É pastor e mora nas montanhas na pequena aldeia de Franquicia. É uma pessoa bastante saudável e caminha com o seu cajado diariamente, tem uma boa visão e não precisa de usar óculos segundo os relatórios oficiais. Tem 3 filhos, 16 netos e 39 bisnetos. Perdeu a sua esposa há 10 anos e acredita que o seu segredo para a longevidade seja caminhar bastante tempo todos os dias e nunca comer macarrão ou açúcar. Diz que nunca foi preguiçoso e sempre ajudou a mulher a cozinhar, principalmente cananhua, uma refeição extremamente rica em proteínas e aminoácidos. Misao Okawa tem 115 anos e é a detentora do título de mulher mais velha do mundo com vida segundo o Guinness. A japonesa mora numa casa de repouso em Osaka. Nasceu a 5 de Março de 1898, casou-se em 1919 e teve três filhos, dos quais dois ainda com vida e têm mais de 90 anos. Misao Okawa afirma que nunca teve nenhum problema de saúde, excepto ter fracturado uma perna aos 102 anos. Acredita que o segredo para ainda estar viva foi ter tido uma alimentação saudável ao longo da vida.

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Bernice Madigan é americana e tem neste momento 114 anos. Nasceu a 24 de Julho de 1899 em West Springfield , Massachusetts. Trabalhou em Washington como secretária para a Administração de Veteranos. Mais tarde trabalhou no Departamento do Tesouro. Hoje em dia vive de novo em Massachusetts, mas desta vez em Cheshire.

Jeralean Talley completou em Maio deste ano 114 anos. Ela é a mulher mais velha nos Estados Unidos. O aniversário foi celebrado com uma missa reunindo a família e os amigos em Inkster, Michigan, onde vive actualmente. Nasceu no dia 23 de Maio de 1899 em Montrose no Colorado e confessou à revista "Time" que a receita para se viver tanto tempo é ser uma pessoa boa, rezar muito e comer pés de porco. Actualmente mora com a sua filha Thelma Holloway de 75 anos. Gosta de assistir ao programa da apresentadora Ellen e acompanhar os jogos de baseball pela rádio. Gosta de ficar acordada até tarde, gosta de festas, de apostar pouco dinheiro em casinos e não abre mão de fast food com pimenta. É viúva mas foi casada durante 52 anos, tem uma filha, três netos, dez bisnetos e quatro trinetos. Salustiano Sánchez-Blázquez tem 112 anos e é actualmente o homem mais velho do mundo para o Guinness World Records. O espanhol é um músico autodidata, trabalhou como mineiro de carvão e apreciador de gin. Nos dias que correm vive num lar em Grand Island, Nova Iorque. Nasceu em El Tejado de Bejar em Salamanca, viveu em Cuba e em 1920 mudou-se definitivamente para os Estados Unidos da América. Hoje é viúvo, teve dois filhos, sete netos, 15 bisnetos e cinco trinetos. É um admirador de Dom Quixote de Cervantes e acha que a sua longevidade deve-se ao facto de comer uma banana todos os dias. A sua filha acha que ele tem vivido tantos anos por ser um homem tão independente e obstinado.

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FOTO-REPORTAGEM

Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal

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crónica Campeões Veteranos pagam para trazer medalhas de ouro Não deixa de ser irónico criar uma revista para os seniores portugueses e a cada edição que passa, ficar mais surpreendida com este público. São tantas as histórias que deveriam ter destaque no jornal da noite e grande parte da população desconhece. É engraçado como a maioria de nós tem orgulho em ter os melhores do mundo em futebol com a nossa nacionalidade. José Mourinho, Cristiano Ronaldo, Pedro Proença e Jorge Mendes são pagos a peso de ouro e sem dúvida que o seu mérito é notável. Mas será que os nossos atletas veteranos que, a cada Campeonato do Mundo e Jogos Olímpicos, trazem com a bandeira portuguesa mais que uma medalha de ouro, não merecem ser reconhecidos? O destaque é muito menor do que uma possível transferência de um jogador de futebol, para um clube internacional, que na grande maioria dos casos acaba por não acontecer. Mas será que metade da nossa população sabe que os nossos atletas veteranos são recordistas do mundo? Que o número de troféus é maior do qualquer jogador de futebol? A resposta é simples, não. Estes atletas com mais de 60 anos, dedicam a sua vida ao desporto e a na grande maioria sem qualquer tipo de apoio. No estrangeiro são aplaudidos pelas suas conquistas, pelas inúmeras medalhas de ouro que carregam ao pescoço até ao aeroporto. Na sua terra natal, poucos os conhecem. A falta de reconhecimento destes campeões entristece-me, mas o que eu não posso deixar de referir como vergonhoso é a falta de apoio que estes seniores têm. É difícil de acreditar como é que uma atleta com mais de 50 medalhas de ouro, prata e bronze, conquistadas internacionalmente, tem que lavar o seu equipamento à noite nos Jogos Olímpicos, porque a Federação não lhe dá nenhum equipamento. O desrespeito que demonstram não só é lamentável como questionável. Estes atletas pagam as quotas, juntam durante meses o montante que é preciso para pagar as deslocações ao estrangeiro, erguem a nossa bandeira no pódio e não temos dinheiro para lhes oferecer uma camisola e uns calções? Realmente a situação financeira de Portugal é grave, mas há mais de 20 anos que estas pessoas passam pelo mesmo. Já para não falar que um atleta de 70 anos em Portugal, pode competir no mesmo escalão de um atleta com 40, pois em algumas modalidades nem escalões adequados existem. Fala-se cada vez mais de incentivar o envelhecimento activo. Estes campeões veteranos portugueses são o expoente máximo de uma velhice activa e saudável. Acho que está na altura de começarmos a valorizar e apoiar aqueles que realmente dignificam o nome do nosso país. Natacha de Figueiredo REVIVER

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Tarot Horóscopo Bimensal Rodolfo Miguel de Figueiredo Carneiro

Touro

Gémeos

De 21/03 a 20/04 Cartas do Mês de Setembro

De 21/04 a 20/05 Cartas do Mês de Setembro

O Sol e o Nove de Espadas

O Mago e o Oito de Copas

Amor – Modere os seus impulsos críticos e destrutivos. A harmonia resulta da aceitação e da entrega.

Amor – Não deixe que interfiram na sua relação. Se está só, o amor pode cruzar o seu caminho.

Amor – Se sente que um relacionamento lhe está a fazer mal, é melhor terminá-lo. Procure a felicidade.

Saúde – Esteja atento à tensão arterial.

Saúde – Este é um período atreito a alergias.

Saúde Atenção a comportamentos depressivos.

Dinheiro – Tenha uma atitude positiva. Esperam-se algumas melhorias profissionais e financeiras.

Dinheiro – Pode concluir que as despesas são superiores às receitas. Procure um rendimento extra.

Dinheiro – O ambiente profissional está a absorver as suas energias. Aprenda a desligar-se e descanse.

Cartas do Mês de Outubro

De 21/05 a 20/06 Cartas do Mês de Setembro A Lua e o Seis de Espadas

A Temperança e o Cavaleiro de Ouros

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

A Sacerdotisa e o Sete de Ouros

O Mago e o Três de Espadas.

Amor – Este é um período de estabilidade e harmonia. Seja responsável e não alimente dualidades.

Amor – Seja fiel aos seus princípios e não construa um relacionamento com bases duvidosas.

Amor – O seu relacionamento pode atravessar um período difícil. Controle o que diz numa discussão.

Saúde – Tenha cuidado com o colesterol.

Saúde Esteja atenta às alterações hormonais.

Saúde Pode estar a somatizar uma angústia.

Dinheiro – As suas finanças estão equilibradas. Porém, este não é o momento de usar as suas poupanças.

Dinheiro – Aplique-se no seu trabalho e invista na aprendizagem. Os resultados virão mais tarde.

Dinheiro – Não espere grande reconhecimento pelo seu trabalho. Pode até ser prejudicado por terceiros.

Caranguejo

Leão

Virgem

De 21/06 a 21/07 Cartas do Mês de Setembro A Temperança e o Três de Ouros

De 22/07 a 22/08 Cartas do Mês O Carro e o Ás de Copas

De 23/08 a 22/09 Cartas do Mês O Louco e a Rainha de Paus

Amor – Estará mais voltado para a sua carreira. Não se esperam grandes demonstrações de amor.

Amor – Uma atracção física pode tornarse em algo mais sério. Deixe que o amor entre na sua vida.

Amor – Expresse o que sente e liberte-se dos seus medos. A sexualidade pode unir o casal.

Saúde - Beba água e evita infecções urinárias.

Saúde - Cuidado com as lesões musculares.

Saúde-Proteja os pés. Possibilidade de entorses.

Dinheiro – Estará empenhado no seu trabalho. Porém, não se espera nenhum aumento de rendimentos.

Dinheiro – Pode sentir-se um pouco desligado do seu trabalho. Procure algo em que se sinta realizado.

Dinheiro – Pode sentir-se confuso quanto ao que quer fazer. A aprendizagem e a novidade são imperativas.

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

O Mundo e o Três de Paus

O Eremita e o Nove de Paus

Os Amantes e o Seis de Ouros

Amor – Pode sentir a necessidade expandir os seus horizontes amorosos. Abra os braços ao amor.

Amor – Pode sentir que o seu parceiro está um pouco distante. Não desista. Esta situação é transitória.

Amor –Precisa de fazer uma escolha. Não se disperse e invista no amor. Ouça o seu coração.

Saúde - A sua energia vital está em alta.

Saúde - Precisa de dormir bem e descansar

Saúde Tenha atenção ao seu sistema nervoso.

Dinheiro – É tempo de fazer coisas novas. Os rendimentos podem vir de onde menos espera.

Dinheiro – Não desespere, se se estiver a trabalhar muito e não for recompensado. Tudo precisa de tempo.

Dinheiro – Oriente as suas vocações para uma única direcção e não perca oportunidades.


Balança

Escorpião

Sagitário

De 23/09 a 22/10 Cartas do Mês de Setembro A Justiça e o Valete de Ouros

De 23/10 a 21/11 Cartas do Mês de Setembro A Imperatriz e o Seis de Ouros

De 22/11 a 21/12 Cartas do Mês de Setembro A Morte e o Cavaleiro de Copas

Amor – Este pode ser o momento de oficializar um relacionamento. Os casamentos estão favorecidos.

Amor – Dê mais de si a um relacionamento. Este é um período de romantismo e de entrega. Diga o que sente.

Amor – Um novo amor pode cruzar o seu caminho de uma forma inesperada. Aproveite o momento.

Saúde – Tenha cuidado com a alimentação

Saúde – Cuide da sua aparência.

Saúde – Faça os seus exames anuais.

Dinheiro – Faça valer os seus direitos. Este é um bom período para alcançar o reconhecimento que merece.

Dinheiro – Pode receber o aumento salarial ou a promoção que tanto esperava.

Dinheiro – Uma viagem de negócios pode transformar a sua carreira. Espera-se uma mudança radical.

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

O Dependurado e a Rainha de Espadas

Cartas do Mês de Outubro O Sol e o Rei de Espadas

A Estrela e o Ás de Ouros

Amor – Se um relacionamento não for o que esperava, não racionalize demais, oiça os seus sentimentos

Amor – A felicidade está no ar. Vai sentir-se realizado e disponível para amar. Tome iniciativas.

Amor – Existe uma harmonia nos afectos e as suas expressões estão em sintonia com o que deseja.

Saúde – Tenha cuidado com as anemias.

Saúde – Sente-se cheio de energia.

Saúde – Proteja-se de uma constipação/gripe.

Dinheiro – Podem surgir despesas inesperadas. Tem de ser hábil e imaginativo para superar estas dificuldades.

Dinheiro – Espera-se uma entrada de dinheiro. Invista num projecto que estava esquecido. Seja audaz!

Dinheiro – Seja empreendedor, pois pode receber um rendimento maior do aquilo que esperava.

Capricórnio

Aquário

Peixes

De 22/12 a 21/01 Cartas do Mês de Setembro O Mundo e o Rei de Ouros

De 22/01 a 19/02 Cartas do Mês de Setembro Os Amantes e o Seis de Copas

De 20/02 a 20/03 Cartas do Mês de Setembro O Imperador e o Dez de Espadas

Amor – Este é um período de grande estabilidade e felicidade. Não complique e usufrua do que têm.

Amor – Vai sentir-se especialmente sensual. Explore a sua sexualidade e revitalize o seu relacionamento.

Amor – O seu parceiro precisa de muita atenção. Dê o amor que tem e cultive o cuidado e o carinho.

Saúde – Sente-se revigorado e saudável.

Saúde – Caminhe e exercite as suas pernas.

Saúde O stress pode ressentir-se no estômago.

Dinheiro – Este é um mês de crescimento, vai sentir-se apoiado e vai ver os seus rendimentos aumentarem.

Dinheiro – Ter duas fontes de rendimento ou dois empregos pode ajudar a estabilizar as suas finanças

Dinheiro – A necessidade de poupar é fundamental. A acção garante o sucesso profissional e a prosperidade.

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

Cartas do Mês de Outubro

A Torre e o Seis de Copas

O Sacerdote e a Rainha de Ouros

O Carro e o Quatro de Espadas

Amor – Pode estar a ser negligente com o seu parceiro. Cultive o amor ou pode perdê-lo.

Amor – Se é casado, este é um período de estabilidade. Se ainda não o for, um amor pode tornar-se mais sério.

Amor – Apesar da sua necessidade de acção, vai valorizar o tempo a dois, passado no sossego do lar.

Saúde – Tenha cuidado com os acidentes.

Saúde – Consulte o seu oftalmologista.

Saúde – Não alimente o stress. Relaxe.

Dinheiro – Pode vir a atravessar um período difícil. Evite os gastos supérfluos e crie um pé-de-meia.

Dinheiro – Este sector está protegido, no entanto, não se espera um aumento de rendimentos.

Dinheiro – Pode estar a iniciar-se um período de grande dinâmica profissional. Invista na acção.


Agenda Cultural Setembro e Outubro de 2013 9 de Setembro Exposição “ Almada por contar” Biblioteca Nacional Portuguesa

10 de Setembro 11 de Setembro 12 de Setembro 13 de Setembro Exposição “Entre Mãos” Museu da Faculdade de Belas Artes, Porto

Exposição “Luxo – Paulo Serra” Teatro das Figuras, Faro

Exposição “Aparências Privadas” Fundação Arpad Szenes

Cinema ao Ar Livre “É o amor” Museu da Cerâmica C. Rainha

14 de Setembro

15 de Setembro 16 de Setembro 17 de Setembro 18 de Setembro

“Câmara de Gás” Teatro Rápido, Lisboa

“Natália” Teatro Rápido, Lisboa

3ª Rota do Petisco Portimão

“Colecções em Diálogo“ Museu Nacional do Traje Lisboa

“Art Re.visited” Museu de Angra Do Heroísmo

19 de Setembro 20 de Setembro 21 de Setembro 22 de Setembro 23 de Setembro Concerto “Luís Barrigas Trio” – Cineteatro Avenida, Castelo Branco

“Cerâmica Contemporânea” Fundação Portuguesa das Comunicações

Exposição “De Maputo” Centro Interculturacidade Lisboa

“Voltas, Piões, Berlindes e Botões” Teatro Rápido, Lisboa

“Lola La S’panhola” Teatro Rápido, Lisboa

24 de Setembro 25 de Setembro 26 de Setembro 27 de Setembro 28 de Setembro Exposição Fotográfica “Egipto” – Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica

“Commedia Com Sotaque” Teatro Villaret

Exposição “De propósito” Palácio da Cidadela de Cascais

29 de Setembro 30 de Setembro 1 de Outubro Tire o Domingo para um passeio à sua escolha

4 de Outubro Exposição “Mar de Atlas” Núcleo Museológico do Mar

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Sessão Reiki Por Donativo – Espaço Dharma, Matosinhos

5 de Outubro Passeio pelos Mercadinhos de Portimão

“Cromotografia” – Teatro Taborda, Lisboa

2 de Outubro

11º Festival Internacional Esculturas em Areia, Algarve

Exposição “La Mirada” Galeria Margarida de Araújo, Serpa

6 de Outubro

7 de Outubro

Feira de Antiguidades e Coleccionismo, Centro Histórico da Guarda

“Sala VIP” Teatro da Politécnica, Lisboa

“Elas Sou Eu” – Teatro Rápido, Lisboa

3 de Outubro The Voca People – Coliseu do Porto

8 de Outubro Concerto “Cansei de Ser Sexy” – TMN Ao Vivo, Lisboa


Outubro e Novembro de 2013 9 de Outubro

10 de Outubro

11 de Outubro

12 de Outubro

13 de Outubro

10º Edição Out-Fest, Barreiro

Exposição “Rush” Museu do Caramulo, Tondela

Exposição Xilogravuras de Giulia Panfili, Cineteatro S João Palmela

Workshop “Um Olhar Sobre o Desenho”, Fundação Maria Ulrich

14 de Outubro

15 de Outubro

16 de Outubro

17 de Outubro

18 de Outubro

Exposição “MECHANE” Fundação Manuel António da Mota

“Memórias de Viagens do Olhar” Museu do Oriente

“Lições da Escuridão” – Centro Internacional de Artes José de Guimarães

“A arte nova nos azulejos em Portugal” Museu de Cerâmica de Sacavém

“A Flauta Mágica” Teatro Helena Sá da Costa, Porto

Concerto “Stacey Kent” Coliseu do Porto

19 de Outubro

20 de Outubro

21 de Outubro

22 de Outubro

23 de Outubro

Dança “Roots” Centro Cultural da Malaposta

Visita Guiada, Fábrica da Pólvora de Barcarena

“A Última Fronteira Lisboa em Tempo de Guerra”, Terreiro do Paço

Exposição de Ilustrações de Manuela Bacelar, Galeria Porto Oriental

Exposição “Tecnologia Militar na Antiguidade” Museu do Combatente

24 de Outubro

25 de Outubro

26 de Outubro

Concerto “Diana Reeves” Centro Cultural de Belém

Concerto “Pablo Alborán” Coliseu do Porto

Concerto “Milton Nascimento” Coliseu dos Recreios

29 de Outubro

30 de Outubro

31 de Outubro

Exposição “Viagem de Cosme de Medicis” Centro Cultural João Soares

“Rapaz de Sacavém, Fotógrafo do Mundo” Museu de Cerâmica de Sacavém

Visite a Feira de Produtos de Trás-osMontes em Lisboa

3 de Novembro

4 de Novembro

5 de Novembro

Mercado do CCB, Novo e Antigo, Centro Cultural de Belém

Exposição “As Casas da Câmara de Grândola” Antigos Paços do Concelho

Concerto “Dean Blunt” Teatro Maria Matos, Lisboa

27 de Outubro

28 de Outubro

Exposição Joana Rosa “Fundação Carmona e Costa” Lisboa

Exposição “Parques e Monumentos de Sintra” Metro de Entrecampos

1 de Novembro 2 de Novembro “SustentArte” Airport Business Center, Lisboa

Concerto “Os Azeitonas” Coliseu Porto

6 de Novembro 7 de Novembro “A cor das palavras” Biblioteca Nacional de Albergaria-a-velha

Concerto “Suede” Coliseu dos Recreios, Lisboa

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Passatempos Descubra as 10 Diferenรงas entre as duas fotografias

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Sudoku Samurai Nível médio

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REVISTA REVIVER Setembro 2013 . Edição nº5

Ficha Técnica Fundadores António Ramos Natacha Figueiredo Director Geral António Ramos Editor António Ramos Directora Artística Natacha Figueiredo Redacção António Ramos Natacha Figueiredo Sede de Redacção Rua da Esperança Lote 2B 2835-483 Barreiro Contactos geral.reviver@gmail.com Telefone: 212169069 www.revista-reviver.wix.com/seniores facebook e blog link: https://www.facebook.com/revistareviver www.revistareviver.blogspot.pt Comunicação e Publicidade dep.publicitario.reviver@gmail.com dpt.comunicacao.reviver@gmail.com

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Redacção info.reviver@gmail.com Distribuição Nacional Nota : Isenta de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12º nº1 - A Locais de distribuição Gratuita Juntas de Freguesia Câmaras Municipais Centros de dia Centros de Convívio Universidades da Terceira Idade Associações de Reformados Associações recreativas Lares de idosos e Casas de repouso Bibliotecas Espaços Internet Santa Casa da Misericórdia Para particulares Devem efectuar o pedido através do email geral.reviver@gmail.com Sugestões e participações Devem ser efectuadas para os contactos gerais da revista, ou através do nosso facebook e do site integrado nesse.

Revista reviver 5ªedição  

A primeira e única revista focada no envelhecimento ativo e saudável