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Mensal | Edição nº3 | Junho 2013 | Gratuita

REVIVER

A velhice não passa de um estado de espírito

Um luxo mais acessível Saiba as vantagens de uma ida ao SPA Vida de experiências

Reforma em prol da cultura

Na Esplanada com... Mestre Hilário Roberto Conheça a vida e obra do pintor Não perca também a REVIVER

Na III Feira da Saúde da Moita


REVISTA REVIVER Sumário Junho de 2013 REVIVER n.º3

10

30

38

Editorial

Separador

Ida ao SPA

03 O seu direito, a sua

22 A vida é fascinante, é pre-

42 Um luxo cada vez mais

dignidade

ciso é olhar da forma certa.

acessível a todos

Separador

Direitos dos Idosos

Vida Saudável

05 Conquista da Sabedoria.

24 Saiba quais são os seus

45 Desfrute de uma vida

Uma citação para si.

direitos e as acções a tomar.

saudável em 10 passos

Benvindo a USC

Como escolher um Lar

No meu tempo...

06 Conheça melhor a Universidade Sénior Contemporânea.

26 Descubra quais são as ca-

racterísticas de um bom lar.

49 “Quando eu era criança

Reforma em Prol da Cultura

Receitas de 5 estrelas

Breves

uma reforma em prol da cultura

28 Prepare-se para fazer comida de luxo em sua casa.

50 Saiba quais são as breves

Cantinhos de Convívio

Na Esplanada com...

14 Veja o que leva parte dos seniores aos jardins Portugueses

30 O Mestre Hilário Roberto, Pintor, Escultor e muito mais

Ex-Campeão está activo

Separador

18 Conheça os feitos de Bastos e

10 Uma vida de Experiências,

não havia...”

do momento.

Foto-Reportagem: Até já Primavera 52 Sinta a beleza da Flora

Crónica

55

36 O sofrimento é opcional.

Horóscopo Mensal

56

o que faz depois da Reforma

Uma citação para si.

Agenda Cultural

58

Concede-me esta Dança?

Descubra o Gerês

Passatempos

59

20 A paixão pela as danças de salão, após 60 anos no meio.

38 Envolva-se na Harmonia

Ficha Técnica

60

da Mãe Natureza.


editorial O seu Direito, a sua Dignidade Ainda só vamos na 3ª edição da REVIVERe a cada dia que passa ficamos mais espantados com as pessoas que vamos conhecendo e os testemunhos que nos vão contando. São anos de trabalho e experiência a lidar com isto a que chamamos vida. Com feitos mais notáveis do que muitas vezes é notícia e se calhar não devia ser. Impressiona-nos pensar que estas pessoas fantásticas, com tanta capacidade para ensinar como para serem ensinadas, possam eventualmente ser discriminadas ou postas de lado só pela sua idade. Não é notícia para ninguém, vivemos num país que não respeita os mais velhos, onde se parte do principio que por ser idoso mal sabe ler, ou que se sabe ler não sabe pensar. Vivemos num país que se foca mais na doença do que em prevenir a doença. Querem melhor exemplo do que a crise e a austeridade? Não foi prevenida, agora é o nosso dia a dia. Mas são tempos difíceis que fazem sobressair o nosso carácter. É sempre mais fácil delegar para os outros a responsabilidade que não queremos para nós. Apontar os defeitos dos outros à espera de encobrir os nossos, ou seguir passo a passo as pisadas alheias em vez de construirmos as nossas. Mas o que é mais admirável? Seguir o trilho da planície onde a vista é sempre a mesma, ou subir rocha a rocha e no topo ver a magnífica paisagem? Passamos a vida a contar as histórias dos outros e a escrever a nossa. Será que no futuro alguém a irá contar? Dos fracos não reza a história, e a vida dá-nos mais que razões para nos lamentarmos. O respeito próprio traz-nos a dignidade e a força para defendermos os nossos direitos, ultrapassarmos os obstáculos e construirmos algo de valor. Somos um povo tão habituado a ser espezinhado, a ser tão focado na tristeza, que ficamos cegos e não percebemos que somos muito mais e podemos fazer muito mais. A REVIVER existe para mostrar que por detrás das belas rugas, existe uma pessoa inteligente. Que por detrás da idade existe uma história de vida, merecedora de admiração e respeito, uma pessoa digna, capaz de decidir por si própria. Se for preciso até com carácter mais forte e mais vontade de viver do que quem as discrimina. Não nos peçam para nos focarmos nos problemas ou nas doenças. Preferimos focar-nos na prevenção. Não nos peçam para enaltecermos lágrimas ou tragédias, ganância ou ignorância. Optamos pelos sorrisos e pela sabedoria dos mais sábios. Optamos por uma vida digna, independentemente das dificuldades que temos de enfrentar.Não importa o quão crescidos sejamos, podemos ser sempre mais crescidos amanhã. Como disse Mahamat Gandhi "Nós devemos ser a mudança que queremos ver no Mundo". REVIVER 03


04 REVIVER


“A curiosidade do espírito na busca de princípios certos é o primeiro passo para a conquista da sabedoria.”

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DIA-A-DIA

Benvindo à Universidade Sénior Contemporânea Nasceu no dia 18 de Maio de 2005, da mente dos dois fundadores, Marta Loureiro dos Santos e Artur Filipe dos Santos. Com o objectivo de criar algo inovador, a Universidade Sénior Contemporânea importou um modelo internacional. “Importamos o modelo espanhol, semelhante ao modelo original francês, já que foi neste país que se criou a primeira UTI, contudo sem a carga certificatória ou avaliativa, com o objectivo de desenvolver cadeiras de grande exigência académica, mas que fosse ao encontro do ritmo de cada um dos alunos. Aliamos todo o protocolo organizativo de uma instituição académica, como a eleição de um “Decano” dos alunos, Porfírio Mendes da Silva, um dos membros mais experientes da comunidade, com 90 anos de lucidez e as sessões solenes de abertura do ano-lectivo, com o Coro da USC a cantar o Hino Universitário Internacional (Gaudeamus Iguitur),” explica o Director Académico da USC, Artur dos Santos. Actualmente estão inscritos 317 alunos nesta Universidade que conta com 23 disciplinas, divididas em práticas e teóricas, fazendo um total de 17 turmas. Artur Santos fala-nos dos projectos pioneiros da USC.“A nossa instituição preza por desenvolver uma dinâmica pioneira, assente em princípios académicos, de relacionamento interpessoal e intergeracional pensado, reflectido e vivido em harmonia, e em plataformas tecnológicas modernas como o único Canal de Televisão On-line desenvolvido por uma UTI em Portugal (a USC WEB TV), inteiramente da responsabilidade de alunos e professores. A USC promove continuamente, duas vezes por mês, pelo menos, iniciativas extracurriculares como visitas, passeios, conferências, colóquios e caminhadas. Temos um Coro composto por 37 elementos que actuou já em vários locais, inclusive cinco vezes na televisão. E temos a única revista científica de Gerontologia em Portugal é publicada, online e de acesso gratuito, pela USC, intitulada REVISTA TRANSDISCIPLINAR DE GERONTOLOGIA e tem a participação de investigadores nacionais e internacionais. 06 REVIVER


São várias as escolhas que os alunos têm, mas no final a sua preferência vai para a que vários estudos já concluíram, como é o caso do Inglês e as aulas de informática/Internet. Segundo o fundador da USC as disciplinas mais frequentadas pelos seus alunos são “Inteligência Emocional, os níveis de Inglês, as disciplinas de Informática, Internet, Pintura e Hidroginástica.” Embora seja cada vez mais natural falarmos com pessoas que conheçam o conceito das UTI, ainda assim existem pessoas que desconhecem o seu conceito. E é isso que Artur dos Santos acredita que seja a maior dificuldade de uma Universidade Sénior. “Desmistificar a imagem de uma UTI, passar a noção de que estas instituições não são lares nem centros de dia mas sim locais de aprendizagem ao longo da vida e espaços de convívio intelectual. Os seniores estão cada vez mais activos e os nossos alunos são exemplo disso. A forma como utilizam as novas tecnologias é um paradigma no concerto das gerações”. Quanto aos alunos são várias as razões que os levam a inscrever-se numa Universidade da Terceira Idade. Para Porfírio Mendes da Silva, de 90 anos, foi o facto de ter chegado à reforma e querer continuar a viver de uma forma saudável, buscando novos desafios. Afirma que as 7horas e meia que passa na USC têm no ajudado a viver melhor. “Se estou vivo, tenho a idade que tenho (90 anos) devo-o muito à minha participação na USC,” afirma o “Decano” da Universidade. Já Tito Rodrigues, de 66 anos, matriculou-se devido à sua paixão mas frequenta mais algumas disciplinas. “Reformei-me compulsivamente devido a um problema de saúde e como sempre tive muito gosto pela poesia decidi vir para a USC. Hoje em dia frequento as aulas de Poesia, Artes e Humanidade e História Universal. Ainda faço parte do Coro da USC”. Tito também defende que o envelhecimento activo tem várias vantagens para as pessoas. “Faz-nos entrar em contacto com novas realidades, novos temas, mantém-nos a pensar em acto contínuo. Depois de entrar na Universidade os objectivos de vida e a perspectiva do futuro alterou-se”. Quanto a Alice Santos, de 75 anos, foi a perda de pessoas próximas que fizeram os seus filhos incentivarem-na a ir para uma Universidade Sénior. Hoje frequenta as aulas de Inteligência Emocional e Dança. Alice explica as vantagens que a USC trouxe à sua vida. “Serviu para não ficar em casa a pensar nas tristezas da vida e permitiu-me conhecer relatos de vida extraordinários. Mudou algumas coisas na minha vida, inclusivamente o diálogo com os meus netos, por causa de ter aprendido informática e internet falo com eles pelo Skype e Facebook”.Todos os alunos que deram o seu testemunho tiveram a oportunidade de apresentar projectos pessoais e participarem em iniciativas a convite da USC. Podemos assim concluir que, continuar a aprender pode melhorar significativamente a vida dos seniores portugueses, tanto intelectualmente como socialmente. REVIVER 07


DIA-A-DIA

III Feira da Saúde da Moita No dia 7 de Junho de 2013 a Cooperativa RUMO organizou a III Feira da Saúde da Moita, uma iniciativa que juntou todas as faixas etárias e várias instituições, com o objectivo de promover a saúde e o bem estar junto da população local. A REVIVER aceitou o convite, e marcou presença num dia diferente para a freguesia da Baixa da Banheira. Num dia que começou cinzento e ameaçador, o Grupo Coral do Centro de Reformados e Idosos da Baixa da Banheira (CRIBB) deu inicio à Feira em tom afinado e alegre. Um numeroso grupo de séniores cantava em sintonia, enquanto que os visitantes aproveitavam para conhecer os cantos à casa. Os mais velhos, alguns relaxavam sentados a tentar apanhar o pouco de Sol que lá se mostrava por detrás das nuvens, outros passeavam pelas bancas que cercavam o recinto e os restantes tiravam partido dos rastreios gratuitos. No jardim, seguiu-se o Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira (CRIVA), com uma actividade de Motricidade Sénior simples, coordenada por uma professora. Os mais pequeninos cantavam no palco o "Eu não tenho medo de ir ao dentista" e as filas de rastreios aumentavam. Gratuitamente, podiam fazer rastreios ao colesterol e à tensão arterial. Unidades móveis de saúde apoiavam nos rastreios visuais, auditivos e do vírus HIV SIDA. O CRIVA tinha o seu Atelier de Jogos "Vida Saudável" e o CRIBB juntava-se à Escola Técnica e Profissional da Moita para demonstrar como levar uma alimentação saudável e económica, perto de uma original horta vertical feita com garrafões. Toda esta agitação foi substituída por uma correria desenfreada. O tempo deixou de ameaçar, e largou uma valente tromba de água, que cessou a festa por cerca de 5 minutos, o suficiente para levar alguns dos visitantes a abandonarem a Feira. O sangue quente dos mais jovens não se intimidou, e mal as pingas deixaram de cair a festa ganhou novo ânimo. Seguiram-se peças de teatro, demonstrações de artes marciais e as filas para os rastreios voltaram a encher. Herminia Marques, uma Senhora que ninguém diria que tem 80 anos faz parte do Grupo Coral "Amizade", que deu inicio ao evento e confessou à REVIVER que costumam participar neste tipo de eventos "Este mês temos a agenda cheia". Sem problemas em mostrar o sorriso e a boa disposição, explica-nos o porquê de fazer parte do grupo "Em casa não vejo televisão. Ou faço costuras ou crochet, por isso é bom para mim, distraiume e sempre estou ocupada em vez de estar sozinha em casa". O aroma que vinha da banca da alimentação era irresistível, e foi lá que Herminia Marques passou o meio dia enquanto as aulas de defesa pessoal decorriam. A manhã terminou com ao ritmo do Zumba. Fechou a manhã, mas abriu o apetite para os colóquios que decorreram depois de almoço, onde especialistas abordaram temas importantes como "A importância da farmácia na vida do cidadão" ou "Alimentação Saudável em Tempos de Crise". Há que dar os parabéns à organização por todo o esforço demonstrado, que contra ventos e chuvadas não abdicaram de proporcionar um dia diferente a todos os que apareceram.


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Historiador, investigador de história medieval, jornalista, editor literário, professor, escritor e pintor. Depois de ter desempenhado todas estas funções, claramente Jorge Figueiredo é o homem dos 7 ofícios. Não é difícil perceber, que a velha máxima “parar é morrer” sempre foi o lema de vida do protagonista desta história. Jorge Figueiredo chegou aos 80 anos com um currículo invejável e com uma enorme vontade de continuar a enriquecê-lo. Nasceu em Sermonde, Vila Nova de Gaia, mas a sua vida foi construída em sete cidades diferentes de Portugal. Começou a trabalhar quando atingiu a maioridade e desde esse dia nunca mais parou. “Comecei a trabalhar aos 18 anos, depois de ter suspendido os meus estudos secundários. O meu primeiro emprego foi no Grémio dos Armazenistas de Mercenária, fazia funções de secretaria. Fiquei contente porque ia aprender a trabalhar com horário e disciplina. A partir daí, comecei um longo percurso na minha vida”. Foi o primeiro passo numa extensa carreira profissional. Durante vários anos integrou os serviços de fiscalização de actividades, correndo o país de norte a sul. Mais tarde optou por uma vida sedentária, como o próprio gosta de designar, e empregou-se no Banco de Angola onde permaneceu até 1978. Mas foi nessa altura que percebeu que era o jornalismo que preenchia o seu coração. Por isso, lutou para ver o seu sonho realizado e conseguiu-o. “Comecei por ser redactor no Diário Ilustrado, estive na Imprensa Nacional – Casa da Moeda onde fui director editorial, fui colaborador literário do Diário de Notícias, Diário Popular, Diário do Minho, entre muitos outros jornais regionais”.

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Uma vida de experiências Uma reforma em prol da cultura Foi essa paixão que o fez fundar o jornal “Terras de Bandarra” e ser o autor do primeiro livro sobre castelogia escrito em português “Os Castelos de Portugal”. Jorge sempre foi um apreciador da arquitectura histórica e da cultura. Talvez por isso, sempre teve a força necessária para atingir os seus objectivos pessoais e profissionais. “ Na altura que fundei o jornal terras de bandarra, concluí a minha licenciatura em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tinha 56 anos. Nunca achei que era tarde para o fazer, sabia que me era útil e poderia abrir-me novas portas.” E as portas foram-se abrindo uma a uma. Paralelamente à sua actividade profissional, Jorge Figueiredo foi acumulando múltiplas funções na área da cultura. “ Tenho estado grande parte da minha vida ligado à cultura. Exerci cargos na Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, no Património XXI e fui membro honorário do concelho científico da Europa Nostra/IBI da Unesco. Presidi também inúmeros congressos, simpósios, jornadas e colóquios sobre Arquitectura Militar e Cultural em Portugal e Espanha. Presidi a EXPOAR 72, que foi a II Exposição Internacional de Aeronáutica e Astronáutica. Por fim, para não parecer interminável, fui professor do secundário e universitário, participei com o meu amigo Orlando Neves, já falecido, em vários encontros de poesia e fui Director do Gabinete de História da Câmara Municipal de Trancoso”, termina suspirando. Mas foi na reforma que Jorge dedicou mais de 25 anos em prol da cultura. Foram poucos os momentos que alguém o viu sem nada para fazer, porque para este homem estar inactivo não é viver. “ Estou reformado há vinte e tal anos por motivos de doença renal. Todavia, isso não me impediu de REVIVER 11


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de continuar a trabalhar na cultura, com o incentivo do Presidente de Trancoso. A defesa dos valores históricos sempre me entusiasmou. O meu livro “ Trancoso – Dez anos de Cultura” demonstra bem que nunca estive inactivo, nem lá, nem em lugar nenhum, porque não sei o que é estar inactivo”.E pelos vistos os seus feitos pela cultura portuguesa não passaram despercebidos. “Fui condecorado pelo antigo Presidente da República Mário Soares a 10 de Junho de 1995 como Comendador da Ordem de Mérito. Acho que me deram mérito pelo que eu fiz, ao longo da vida já recebi várias homenagens relacionadas com a cultura. Sabe sempre bem quando nos reconhecem valor”, afirma com um sorriso. Estar sem trabalhar é algo que o assusta. Mas o avanço da tecnologia permitiu-lhe continuar a fazer aquilo que tanto gosta. “Enquanto eu puder trabalhar está tudo bem para mim. Os meus computadores permitem-me trabalhar em casa. Aprendi a escrever nesta deslumbrante invenção com 71 anos, depois de décadas a matraquear numas velhas máquinas de escrever que guardo religiosamente”. Hoje em dia, Jorge continua a ser um privilegiado a trabalhar naquilo que lhe dá tanto prazer. “Agora trabalho mais a nível mental. Leio, investigo e escrevo. Estou a preparar quatro obras de investigação histórica, para publicar, um livro de memórias e um romance. Neste momento mil páginas já estão no computador, só falta metade. Depois dedico-me à pintura, principalmente de castelos, já tive os meus quadros expostos numa galeria em Santarém, onde actualmente estou a viver”. Jorge Figueiredo é uma pessoa ferozmente activa, capaz de fazer inveja a qualquer jovem. Disfruta de cada minuto que a vida tem para lhe oferecer e promete continuar a trabalhar até poder. O pouco tempo livre que lhe sobra guarda-o para aproveitar com a sua amada, a sua irmã, os seus três filhos e os quatro netos. Sem dúvida que é um exemplo que a velhice não passa de um estado de espírito. 12 REVIVER


“Nenhum povo é digno de sobreviver se não souber respeitar as memórias dos seus antepassados” Jorge Augusto Dias de Figueiredo Frase gravada no Convento de S. Francisco - Teatro Municipal de Trancoso


Cantinhos de Convívio Se é daqueles que pensa que já são poucos os jardins nas grandes cidades desengane-se. Há e nem é preciso procurar muito. Alguns são autênticos paraísos que parecem perdidos no meio da cidade. E há quem os aproveite da melhor maneira possível. Hernâni Ferreira, Eugénia Santos e Américo Cardoso têm vidas muito diferentes, mas com algo em comum: a necessidade de convívio. O local do encontro é sempre o mesmo.


VIVER

Há muito que Lisboa é considerada uma cidade onde o convívio é pouco ou até mesmo inexistente. Mas a verdade é que ainda são muitas as pessoas que se reúnem nas ruas para trocar impressões e passar uma tarde com os amigos. Os jardins da capital acolhem ainda inúmeros lisboetas. Sentam-se num banco do jardim a conversar ou fazem uma pausa para jogar às cartas. O ar puro e a natureza trazem momentos de serenidade. Nestes espaços verdes misturam-se miúdos e graúdos. Todos em sintonia. Deixaram as suas casas e saíram à rua para conviver. No Jardim da Parada, em Campo de Ourique, há um parque de

“Prefiro estar aqui, sempre encontro pessoas conhecidas do que em casa sem fazer nada.”

diversões para os mais novos. Um pouco mais afastados, pais e avós trocam conversas de banco para banco, enquanto vigiam com um olhar atento os mais pequenos.Hernâni Ferreira tem 80 anos e por vezes vai ao jardim na companhia da família. Reúnem-se três gerações no mesmo espaço. Hoje está sozinho, mas, mesmo assim, preferiu ler o jornal na rua. "Moro aqui perto e venho aqui quase todos os dias, prefiro estar aqui, sempre encontro pessoas conhecidas do que em casa sem fazer nada. E para além disso, esta vista é muito melhor!" Em redor do lago, algumas senhoras apreciam a beleza da natureza e a calma que ali permanece, uma calma pouco comum na cidade de Lisboa. Eugénia Santos tem 68 anos e costuma ir ao Jardim da Parada todos os fim-de-semana. É uma pessoa enérgica, que contagia com a sua boa disposição. Talvez por isso, conheça tantas pessoas na zona. "Sou uma pessoa tipicamente popular, gosto de falar com pessoas, por isso já fiz muitas amizades aqui". 16 REVIVER

“Gosto de falar com pessoas, por isso já fiz muitas amizades aqui”


Eugénia gostava de um dia ir a uma associação recreativa. Só ainda não o fez, porque não gosta muito de espaços fechados, e não conhece ninguém que queira ir com ela."Gostava de ir a uma associação para conhecer novas pessoas

“Estou aqui ao ar livre com as minhas amigas de longa data a conviver um pouco”

e poder ajudar outras. Mas sozinha não tenho lata para chegar lá e dizer eu estou aqui. Talvez um dia, mas enquanto isso não acontece, estou aqui ao ar livre com as minhas amigas de longa data a conviver um pouco". Mas é no fundo do jardim que os mais velhos se reúnem às dezenas. É ali que se joga uma boa cartada. Conhecem-se há anos e é onde se encontram todos os dias. Só recolhem os baralhos quando o sol já se está a pôr. Américo Cardoso, 76 anos, vai ao jardim todos os dias. Jogar às cartas distrai-o, e fá-lo conhecer quase todas as pessoas que ali estão. "Agora já não jogo tantas horas como

“Continuo a passar muito tempo aqui, pois conheço estes senhores há anos e aproveitamos para passar um pouco juntos”

antigamente, mas continuo a passar muito tempo aqui, pois conheço estes senhores há anos e aproveitamos para passar um pouco juntos".Estar em casa é algo que não lhe agrada. É uma pessoa sociável, que a qualquer sítio que vá, no regresso, traz sempre novos conhecimentos e algumas amizades. "A semana passada, fui a Cascais e à Graça, conheci imensas pessoas lá, inclusive esta semana vou a Cascais ter com essas pessoas. Sem dúvida sou uma pessoa que gosta de conviver". São histórias que provam que os jardins lisboetas têm muito mais para oferecer, do que aquilo que vemos à primeira vista. E como não existe uma maneira ideal de convívio, o importante e não se fechar em quatro paredes e abrir a mente a novos conhecimentos e experiências. REVIVER 17


VIVER

Campeão não desiste de ser activo José De Oliveira Bastos recebeu-nos em sua casa de braços abertos. Quase a fazer 80 anos, partilhou com a REVIVER as suas glórias desportivas. Forçado a aposentar-se devido a uma operação à perna em 2011, esteve ligado ao atletismo durante 40 anos. “A minha especialidade era o lançamento. Sagrei-me campeão nacional de Dardo, Disco, Peso e Martelo em 1972 e desde então ganhei inúmeros títulos”. Representando a CUF, clube que também o empregava como Trabalhador Químico, não esconde que teve uma vida difícil, mas que a vontade e a paixão pelo desporto foram a sua força durante anos. “Trabalhei 37 anos na CUF, dediquei 40 anos ao desporto e nunca tivemos um dia de férias! Tinha provas ao Domingo, levava o saco com o equipamento para o trabalho, depois de sair andava quilómetros a pé até à estação dos barcos, depois quando chegava a Lisboa até ao Cais de Sodré e quando saía do Comboio, ainda tinha de andar um bom bocado até ao Estádio Universitário. No fim das provas, era voltar tudo para trás de novo a pé, ir dormir, que no outro dia tinha de ir trabalhar cedo outra vez”. Já na categoria de Veteranos, Bastos ainda foi Campeão Ibérico em Madrid e recordista no lançamento do dardo com um lançamento de 52 metros e meio. Assumidamente um viciado em desporto, continuou como formador de grandes atletas que com orgulho diz serem as suas “pérolas lapidadas”. Nota-se no tom de voz e no brilho nos olhos que, formação era o seu verdadeiro amor. “Formei grandes atletas internacionais. Atletas que foram por exemplo para o Sporting e para o Benfica! Ninguém dá valor ao trabalho que temos com os miúdos, há aqueles treinadores de cronómetro que só se preocupam com o tempo, mas não percebem nada de formação! Das coisas que mais me marcaram, foi quando a minha filha Glória foi campeã nacional e bateu o recorde de 1000 metros e o treinador não quis saber.” Árbitro, jogador de futebol amador, fiscal de linha, treinador do clube de futebol da PSP do Barreiro, com várias homenagens, taças e medalhas de mérito, José Bastos também fundou o clube “O Independente” onde é o sócio nº 1 e a quem já chegou a oferecer taças e organizar competições. Hoje depois da operação, não pode fazer desporto mas não dispensa a caminhada de 1 hora que faz todos os dias, sem excepção. “Quando fui operado, o médico disse-me que já não podia fazer desporto, por isso, optei por andar todos os dias, é um vício que eu tenho! Mesmo quando era cobrador de quotas no Fabril, andava escada abaixo e acima e zangava-me com as pessoas que passavam o dia no sofá. Saia do sofá, vá dar um passeio! Fica aí todos os dias enrolado em frente à televisão!” Depois de nos mostrar a sua caixa de medalhas com mais de 7 kg e todos os seus diplomas, José Bastos traz-nos três pastas pesadíssimas. Afinal, um Homem tão dedicado ao desporto encontrou ao mesmo tempo espaço no seu coração para mais uma paixão. Coleccionar selos. Mais de 14 pastas formam uma colecção linda com selos únicos, informações detalhadas sobre cada um deles, e alguns deles, extremamente valiosos. Coleccionador desde os seus 20 anos, com selos de todo o Mundo, também neste campo ganhou vários prémios, fundou clubes Filatélicos e obteve ofertas de centenas de euros que recusou. Uma pessoa admirável, activa e cheia de vontade de aprender, que só lamenta as fábricas onde trabalhou lhe terem estragado a audição, o que o impede de aprender mais ainda. “Eu gostava muito de frequentar uma Universidade da Terceira Idade, como oiço muito mal não ia perceber nada, mas adoro essa ideia porque considero-me uma pessoa 100% activa. Tenho 80 anos mas sinto bem, mesmo, mesmo bem! Como bem, durmo bem e não me dói nada. Tenho a cabeça boa, oiço é mal,” termina José Bastos a sorrir, pronto para nos mostrar mais um dossier da sua colecção de selos. 18 REVIVER


Concede-me esta dança? Vicente Teixeira tem 72 anos e é um apaixonado pela arte de dançar. Frequenta os Alunos de Apolo há 60 anos. Ali criou amizades, umas viraram namoro, outras tornaram-se laços fortes que perduram. Por isso, é com um sorriso que nos recebe à entrada do seu local de eleição. Para muitos é uma escola de danças de salão, para outros é muito mais que isso. Aqui há bailes e concertos para os mais velhos todos os dias. Vicente Teixeira é a prova viva que a idade não impede a diversão. Está no activo desde os 12 anos e a dança é o amor da sua vida. Há 60 anos que vai aos Alunos de Apolo e todos o conhecem. Desde cedo que entrou neste mundo e até hoje nele permanece. “ Tudo começou quando eu era figurante no teatro e o professor alemão, o Charles, reparou em mim quando eu comecei a imitar os seus passos num ensaio. Nesse dia, ele convidou-me para começar a dançar no teatro e assim foi. Desde aí nunca mais parei de dançar”. À medida que os anos foram passando, Vicente aplicou todos os conhecimentos que tinha aprendido nas danças de salão. “Não aprendi danças de salão, mas sim bailado, é completamente diferente. Só aprendi danças de salão a sério quando vim para os Alunos de Apolo. Aprendi com as outras pessoas que frequentavam o local, como já tinha alguns conhecimentos de dança acho que foi mais fácil.” Traçou um caminho e criou o seu próprio percurso no mundo da dança. Deixou para trás a competição, mas nunca deixou a sua paixão. “Entrei em inúmeras competições quando era mais jovem, aqui e não só. Com o tempo deixei a competição e passei a ser júri em alguns campeonatos. Hoje ainda sou convidado para comparecer em muitos eventos”. Depois de tantos anos a frequentar o mesmo local, já perdeu a conta de quantas pessoas ensinou a dançar. E apesar dos seus 72 anos ainda são muitas as senhoras que o querem como par. " Eu tenho noção que se convidar grande parte das pessoas que aqui estão para dançar elas aceitam, principalmente porque sabem que eu danço bem”. Fala do passado com alegria, conta a sua

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história sem ser necessário qualquer pergunta. Vicente é um comunicador nato e não tem qualquer problema em desvendar alguns momentos marcantes da sua vida. “Já arranjei aqui várias namoradas, não faço ideia quantas foram, mas ainda foram algumas. Aqui já passei por muito, passei por inú-meras conquistas, inúmeros desgostos amorosos, muitas paródias e muitas amizades. Mas acima de tudo, estou aqui por amor à dança.” E é esse amor que o faz viajar de norte a sul do país. Frequenta mais de 50 bailes por Portugal inteiro. Embora já não aguente tanto tempo a dançar como antigamente, continua a frequentar os bailes à noite nos Alunos de Apolo. “Nunca quis perder uma noite aqui, dantes deitava-me às 7 da manhã quando havia baile. Tentei aproveitar ao máximo quando era jovem, mesmo assim depois dos 70 anos continuo-me a sentir um. Hoje a partir das 4h já não consigo, tenho que ir para casa.” Foi neste local que Vicente Teixeira cresceu e viveu. Por isso vê-se no olhar aquela forte ligação. “Aqui ajudo em tudo o que posso, porque tenho mesmo amor a este local. Adoro isto, se tivesse que nascer outra vez, viria novamente viver tudo nos Alunos “.Embora hoje a vida seja mais pacata, parar de dançar não faz parte dos seus planos. “Foi aqui que cresci, é aqui que sei e gosto de estar. E um dia quando eu morrer, que seja a dançar, acredite que morro muito feliz”. A paixão de Vicente transparece aos olhos de qualquer um. A idade nunca o impediu de viver em pleno, nunca foi um travão para continuar a fazer aquilo que lhe dá mais prazer. O seu espírito sempre foi mais forte. Ao desligarmos o gravador e terminarmos a conversa, a música do baile aumenta. Vicente levanta-se, despede-se da REVIVER dirigindo-se na direcção do baile, dando início a mais uma dança. REVIVER 21


"A vida é fascinante. O que é preciso é vê-la com os óculos certos."

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A PENSAR EM SI

Direitos do cidadão idoso Em 2010, o Instituto da Segurança Social editou o Guia dos Direitos das Pessoas Idosas, com o objectivo de informar os séniores de quais são os seus direitos, que respostas sociais existem e a atenção a ter na escolha dessas respostas sociais. Ter a noção de quais são os seus direitos e fazer uso deles, contribui para que exerça uma cidadania activa, seja uma pessoa autónoma e responsável na gestão da sua própria vida. A REVIVER incentiva os nossos leitores para que, dentro das limitações de cada um, façam sempre o máximo para traçarem o seu próprio caminho e aproveitarem a vida. Isso, só pode ser alcançado com autonomia e responsabilidade, por isso, deixamo-vos um pouco do que podem encontrar nesse Guia. Exercer os seus direitos Estimula 1 – O desenvolvimento pessoal e social 2 – O bem-estar emocional 3 – O bem-estar material 4- O bem-estar físico 5 – A autonomia 6 – A capacidade de escolha 7 – A participação 8 – A integração social 9 – As relações pessoais 10 – A qualidade de vida e o envelhecimento activo

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A PENSAR EM SI

A que tem direito 1 – À preservação da sua imagem 2 – À integridade e ao desenvolvimento da sua personalidade 3 – Ao respeito pelo seu percurso de vida 4- À privacidade e à reserva da sua vida privada 5 – À liberdade de expressão 6 – À liberdade de escolha 7 – À liberdade religiosa 8 – A uma vida social, afectiva e sexual 9 – Ao respeito pela sua autonomia na gestão do seu património pessoal 10 – À garantia da qualidade dos cuidados que lhe são prestados 11 – À participação e convívio familiar e comunitário

Na Constituição da República Portuguesa o Artigo 72º diz que "As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social". No Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos podemos ler "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". Também as Nações Unidas aprovaram em 1991 os Direitos dos Idosos, onde realçam a Independência, Participação, Assistência, Auto-realização e Dignidade. Aprovaram-se direitos como "Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de mudanças. Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na sua dignidade, crença e intimidade. Deve desfrutar ainda do direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua vida. Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais". Não deixe passar a oportunidade de desenvolver as suas potencialidades ao máximo, aproveitando os recursos educacionais, culturais e espirituais a que, como ser humano tem direito. Tire partido do seu tempo livre e da sua experiência da vida para ensinar os mais jovens e aprender com eles, prestar serviços à comunidade ou formar movimentos ou associações séniores. Exerça o seu direito de ser útil à sociedade e de fazer parte activa dela. São os seus direitos e o porquê de dever exercer os seus direitos. Respeite para ser respeitado, não passe por cima de ninguém nem deixe que lhes passem por cima. Poderá encontrar para download o guia completo dos Direitos das Pessoas Idosas editado pelo Instituto da Segurança Social no nosso site www.revista-reviver.wix.com/seniores

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Como escolher uma residência sénior Com o passar dos anos em Portugal, tem existido um crescimento acentuado da população sénior. Um facto que leva ao aumento da oferta de serviços destinados à Terceira Idade, como é o caso das residências seniores e lares. Por existir uma vasta oferta, deve parar para pensar antes de tomar uma decisão sobre o local que vai viver nos próximos tempos, se não for a sua casa. Ainda há pouco tempo existiam mais de um milhão de lares no nosso país. Desses, muitos não têm alvará para receber qualquer tipo de utente e outros provavelmente não serão a melhor opção para si. Por isso há que ter em conta certos aspectos e principalmente se você quer ir para uma residência sénior. Há inúmeros benefícios em estar num lar, este não deve condicionar a sua autonomia mas sim permitir-lhe o convívio e o bem estar físico e psicológico, tendo o acompanhamento de profissionais especializados nas suas necessidades, principalmente a nível de saúde. Para ter uma melhor percepção quando visita um destes locais, deve ter em conta os seguintes factores:

1 – Verifique se o local possui alvará, este é um factor essencial. O alvará demonstra que o local possuí as condições mínimas exigidas pela lei para estar a funcionar.

2– O responsável técnico deve ser alguém especializado na área. A entidade deve ter pelo menos um enfermeiro de serviço diariamente. Repare como os funcionários tratam os idosos que já são utentes e se estes estão satisfeitos ali.

3- Repare se o número de funcionários é suficiente para o número de utentes. Se existirem funcionários a menos é provável que nem todos estejam a usufruir dos cuidados que precisam.

4– Preste atenção à limpeza do ambiente. Por questões de saúde e higiene não devem existir odores desagradáveis, é um dos sinais que as pessoas com menos autonomia podem não estar a ser tratadas da melhor forma.


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5– O local deve estar equipado e preparado para pessoas com mobilidade reduzida ou para problemas de locomoção. Evite locais com vários andares sem elevador ou que o único meio de subir para os quartos sejam as escadas.

6 – A alimentação deve ser variada e suficiente. Os seniores que estão numa instituição ou entidade não devem perder peso, pois estão a ser acompanhados por profissionais que possuem conhecimentos a nível nutricional. Ver idosos muito magros pode ser um sinal de uma alimentação inadequada.

7 – Veja o livro de reclamações e tenha em atenção as queixas dos outros utentes. Eles melhor que ninguém sabem as vantagens e desvantagens do local.

8 – Deve existir a oferta de atividades de lazer, recreativas e culturais. Tenha em atenção se o mesmo proporciona actividades físicas. Estas não só estimulam a autonomia como ajudam a nível social, cultural, físico e mental.

9–

O local deve estar equipado de produtos de segurança para idosos, principalmente nas ban-

heiras, casa de banho e outros locais. Pois este é um factor que lhe permite fazer a sua vida intima com autonomia e segurança.

10– Procure saber se a casa dispõe de actividades terapêuticas que estimulem o bem-estar físico e mental dos utentes.

11– Quando procura um local para viver com o acompanhamento de profissionais deve explicar o que pretende exactamente ao ir viver para lá, se pretende sair diariamente ou se é um local que quer usufruir na sua plenitude.

12– Não deixe que decidam por si. Considere todos os prós e contras, pense bem e com calma tome a sua decisão. Se não depender só de si, cheguem a um acordo mútuo.


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Receitas do Cozinheiro Pedro Carrilho Pedro David Costa Carrilho, 25 anos, formado na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal no curso de Cozinha e Pastelaria de 1º é actualmente cozinheiro do Hotel FonteCruz Lisboa de 5 estrelas. Já passou por outros hoteis de renome como o Hotel Sana Malhoa, Hotel Fénix Lisboa, Vila Park Hotel e Hotel Convento do Espinheiro. Aos leitores da REVIVER deixa as suas sugestões gastronómicas.

Receitas de 5 estrelas O cozinheiro Pedro Carrilho apresenta como entrada “Gratinado de Banana em cama de Espinafres”, seguido do prato principal “Bacalhau com Gambas e Limão à Brás”. Acompanhe com um vinho branco fresco com aroma frutado intenso à sua escolha.

Gratinado de Banana em cama de Espinafres Ingredientes para 3 pessoas Pão Saloio – 1 unidade (alto de preferência) Banana – 1 unidade Bacon – 50gr Sal – q.b Azeite – q.b

Espinafres – 250gr Queijo Brie – 100gr Dente de alho – 1 unidade Pimenta – q.b

Confeção: - Corte com cerca de 1 dedo de espessura 3 fatias de pão saloio, e com uma forma redonda entre a 8 a 10cm de diâmetro (caso não tenha corte em quadrado de 8 por 8), retire o miolo das fatias e torre muito ligeiramente e reserve;

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Continuação da Confeção - Pré-aqueça o forno a 180º; - Caso sejam frescos lave bem os espinafres e escorra-os muito bem; - Salteie os espinafres em azeite com o dente de alho esmagado, tempere com sal e pimenta e reserve também os espinafres, sem o alho; - Corte a banana em rodelas com a faca inclinada para as rodelas saírem mais compridas (9 rodelas); - Corte o queijo e o bacon em juliana fina; - Monte a entrada da seguinte forma: o pão como base, espalhe os espinafres por cima do pão cobrindo quase na totalidade não chegando ás extremidades, coloque 3 pedaços de banana por cima dos espinafres, em seguida o queijo e por ultimo o bacon; - Repita o processo para as outras fatias de pão; - Leve ao forno a gratinar durante 5 a 7 minutos sem deixar queimar. Ingredientes para 2 pessoas Bacalhau demolhado e desfiado – 250gr Miolo de camarão – 100gr Limão – 1 unidade Cebola – 1 unidade Ovos – 2 unidades Batata palha – 200gr Pimenta e Nós moscada– q.b Vinho branco – 2 chávenas de café Alho – 2 dentes Azeite – q.b Salsa – q.b

Bacalhau com Gambas e Limão à Brás Confeção: - Corte a cebola em meias luas não muito finas (para a cebola não desaparecer) e pique os dentes de alho; Num tacho largo ou numa frigideira, em lume brando, refogue no azeite a cebola, o alho e o miolo de camarão (não se esqueça de colocar o alho depois da cebola para não o queimar); - Quando o miolo de camarão estiver avermelhado e a cebola quase translucida, adicione o vinho branco para refrescar e de seguida adicione também o bacalhau e deixe cozinhar; - Tempere nesta altura a seu gosto com pimenta e nós moscada; Bata os ovos e reserve; - Junte a batata palha e envolva tudo muito bem; - Adicione os ovos e antes de os envolver com o preparado, desligue o lume para não cozer ou fritar o ovo, o calor que já existe é suficiente para os cozinhar e não secar demasiado o preparado; - Pique a salsa, polvilhe e volte a envolver tudo; - Por fim, polvilhe com salsa e raspas de limão a seu gosto para um sabor fresco; DICA: Raspe o limão e vá girando-o para não chegar á parte branca, pois é o que dá o sabor amargo do limão!

Agradecimentos ao Hotel FonteCruz Lisboa


NA ESPLANADA COM...

MESTRE HILÁRIO ROBERTO Para aqueles que não o conhecem, a REVIVER faz questão de apresentar. O Mestre Hilário Roberto é pintor há mais de 50 anos. Embora a sua visão não seja a mesma, hoje continua a criar obras magnificas que encantam os olhos de qualquer um. Aos 85 anos de idade, este grande pintor, conta-nos a sua história com a boa disposição que o caracteriza. - Quem é o Hilário Roberto? H.R - Quem sou eu? De mim posso dizer que nasci em 1927. Tive uma infância razoável, estudei até ao antigo quarto ano. Na altura não quis estudar mais e fui trabalhar com o meu pai para o seu talho. Depois veio a II Guerra Mundial e com ela a crise. Fui sozinho com o meu pai para África, as coisas não correram bem, fiquei lá mais dois anos sozinho e regressei. Vim trabalhar para Sacavém, pintava painéis religiosos, fiz um cristo em azulejos que chegou a estar exposto na Av. Da Liberdade, mas isto pela fábrica. Ganhava muito bem, cerca de 60 contos, mais do que muitos Ministros na altura. Mas depois quis começar a traçar o meu percurso livremente e nunca mais tive nenhum patrão. Tornei-me naquilo que ainda sou, pintor. - Como nasceu a paixão pela pintura? H.R Não foi algo que eu soubesse desde sempre. Nos tempos de escola eu já gostava de desenhar, as minhas melhores notas sempre foram nas disciplinas de desenho, como é que acha que eu conseguia ter uma média razoável? (Risos) Mas eu não pensava em pintar. Até que um dia fui a casa de um amigo meu que é actor e ele convenceu-me a pintar um quadro. Nessa altura fazia alguns quadros, mas deitava muitos fora, não gostava do resultado, achava que aquilo não era bom. Depois comecei a ir ver muitas exposições de pintura, a ler muitos livros e a adquirir novos conhecimentos. Mas só por volta dos trinta é que comecei a pintar profissionalmente. - Quando começou a gostar das suas obras soube logo que era aquilo que queria fazer profissionalmente? H.R - Sim. Quando vi que tinha algum talento, soube logo que era disso que eu queria viver. E como da primeira vez que coloquei os meus quadros para vender, vendi logo seis ou sete… Foi uma experiência positiva que me motivou a ir em frente. Tem ideia do número de quadros que já pintou? H.R - Já devo ter pintado cerca de 12 mil quadros. O meu record foi pintar 2 mil quadros em dois meses. Já viram como eu sou rápido? (risos) Mas eu ofereço muitos quadros, já que hoje em dia as pessoas não compram quadros, têm que comprar comida para viver 30 REVIVER


NA ESPLANADA COM... De todos os que já pintou, consegue escolher um favorito? H.R - Bem não é fácil. São tantos quadros… Mas talvez um quadro que pintei de Jesus Cristo. Tenho uma maneira diferente de encarar a figura de cristo, bem diferente do que as pessoas costumam retractar. Como é que se define como pintor? H.R - Eu nunca tive um estilo único que me pudessem definir, nem clássico, impressionista, abstracto… Eu sou um criador, sou eu quem cria os quadros na minha mente, não copio nada. Faço coisas de memória e de imaginação. Acho que é isso que me caracteriza como pintor. Eu não sou o melhor pintor de Portugal, mas sei que tenho algum valor como pintor. Qual foi o quadro que demorou mais tempo a pintar? H.R- Desse lembro-me bem. Foi o “Paraíso Perdido”, demorei três semanas. Era uma tela grande. Agora por norma, como eu já disse pinto rápido, as caravelas demoram um dia a pintar, principalmente depois de já ter pintado tantas. E sabem aqueles quadros pequenos, que são um quadrado, fiz alguns desses em 15 minutos. Resumidamente, como descreveria a sua carreira? H.R - Eu acho que a minha carreira é tipo van Gogh, morrer na miséria. Estou a brincar. Mas claro não posso deixar de achar que me podiam dar mais valor, visto que eu sempre coloquei os meus quadros baratos, para o que a maioria das pessoas paga por um quadro original. Houve épocas que ganhei algum dinheiro, gastei bastante, mas hoje em dia estamos a atravessar um período muito complicado… É normal. Mas não me queixo da vida. Hoje em dia a vontade de pintar ainda é a mesma? H.R - Gosto de pintar claro, mas a vontade já não é a mesma. Já vejo muito mal, só tenho visão periférica, logo tive que me adaptar. Comecei a focarme na pintura abstracta, porque é livre, não tenho que seguir linhas e formas, só tenho que brincar com as cores. Considera-se uma pessoa activa? H.R - Acho que sim, sou uma pessoa activa. Tenho 85 anos mas sinto-me com muito menos. Já não tenho a mesma actividade, devido à visão tive que deixar de conduzir. Mas tudo bem, agora ando mais a pé e até gosto. Mas eu tenho um segredo, como pouco. Não é passar fome, é não comer grandes quantidades de comida e beber um pouco de vinho à refeição… Considera-se uma pessoa que desfruta a vida na sua plenitude? Houve coisas que ficaram por fazer ou por acontecer na minha vida. Construi a minha casinha na ilha em olhão. Encontrei a minha mulher,

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estou completo, vivi bem. Tive coisas muito boas e outras muito más, mas faz parte da vida. Não sou uma pessoa doente, não tenho a mesma saúde dos 20, mas isso também é impossível. Para além de pintar, que outras coisas gosta de fazer? H.R - Adoro apanhar amêijoas na ilha. Gosto muito de ouvir música clássica e de ver filmes que me fazem pensar. O meu filme favorito é talvez o “Perfume de Mulher”, agora estou numa fase em que estou a ver os filmes antigos portugueses. E depois, todos que me conhecem sabem disto, gosto de fumar, a mim sabe-me bem. Já fiz outras coisas como escultura, a minha casa da ilha, fiz minha mobília, uma mesa de snooker e até uma roleta. Se tivesse que ensinar alguém a pintar, quais as bases que gostaria de passar? H.R - Eu não consigo ensinar ninguém, tive uma aluna uma vez e dava-lhe aulas de graça, mas não tenho a paciência necessária. Explicava-lhe coisas que ela não percebia. Por isso apenas posso transmitir é que quem quiser pintar, faça aquilo que sente, aquilo que lhe vai na alma e passe para a tela. Eu não tenho formação em pintura, sempre consegui ter um cunho próprio, vê-se que a pincelada é minha, já me tentaram imitar mas vê-se bem que é uma cópia, que o quadro não é meu. Quase sempre é o quadro que puxa por nós, principalmente no abstracto. Nunca fica acabado e se o virarmos é outro quadro completamente diferente. Muitas vezes conseguimos melhorar e outras estragamos. Não há palavras que descrevam uma pintura, ou sente-se ou não. Qual a mensagem que gostaria de deixar aos seniores portugueses? H.R - Oh… O que é que eu vou dizer, não tenho o dom da palavra. O meu irmão Júlio Roberto, o poeta, é que o tinha! A única coisa que eu posso dizer é, não pensem na idade que têm, pensem que não têm idade. Todos perdemos faculdades, é algo normal. Temos que continuar a viver. REVIVER

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Citação de Carlos Drummond de Andrade


“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”


Envolva-se na Harmonia da Mãe Natureza Símbolo de harmonia entre o Homem e a mãe natureza, o Parque Nacional da Peneda-Gerês proporciona a qualquer pessoa um bem-estar único, alimentado pela calma e paz que este transmite. Este é o local que nunca perde o seu encanto, seja no Inverno ou no Verão, a beleza permanece mesmo com a alteração da estação. Se procura encontrar paz de espírito e é um amante da natureza, o Parque Nacional da Peneda-Gerês pode ser o local indicado para si sem ter que sair do país. Com mais de 72 mil hectares, o único parque nacional português está envolvido entre enormes montanhas de granito, que foram moldadas pelo tempo. Para chegar ao parque, poderá optar por entrar em Braga, Viana do Castelo ou Vila Real. A REVIVER optou por apenas visitar a Serra do Gerês, embora a vontade de conhecer o parque na sua plenitude, o tempo é sempre pouco. Chegamos de carro ao local, mas rapidamente apercebemo-nos que as caminhadas são a fonte da energia tranquila que aqui procuramos. Por isso, colocámos a mala às costas e fomos à descoberta. Aconselhamos que traga água, comida e um mapa com os locais que pretende visitar. As distâncias são longas, por isso escolha o melhor percurso para si. Sempre que ouvimos falar do Gerês, pensamos nas suas enormes montanhas de granito, que tornam a Serra a segunda maior elevação de Portugal Continental, e apresentam-nos uma vista magnífica. Decidimos começar pelo Miradouro e apreciar a beleza natural que este nos oferece. A imagem da água cristalina entre as montanhas é algo indescritível, mesmo que não suba até ao miradouro é fundamental ter uma visão panorâmica do local que vamos visitar, não é algo que os nossos olhos tenham o prazer de ver regularmente. Aproveitamos a inspiração e deslocamo-nos até à mata da Albergaria. Nada melhor do que caminhar a disfrutar do ar puro transmitido pela vasta flora do local.

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MENTE SÃ; CORPO SÃO Após uma boa caminhada, decidimos entrar no carro e ir conhecer a Vila do Gerês. Ao entrar na vila poderá visitar a Igreja matriz da vila e as famosas termas usadas pelos Romanos, que há mais de 2 mil anos que são conhecidas pelos benefícios que trazem à saúde. Após passearmos calmamente pelo local, almoçamos junto à praia fluvial onde a cor límpida da água é bem diferente do que estamos habituados. No local vemos algumas famílias que aproveitam para banharse e apanhar um pouco de sol. Olhamos para o nosso mapa e traçamos o nosso último destino antes que comece a anoitecer. Mesmo não sendo a altura mais indicada, não podíamos acabar o dia sem conhecer a cascata do Arado e a zona que a rodeia. Regressamos ao carro, subimos a serra, entrando constantemente em curvas e contracurvas. Deve circular de carro no Gerês sempre com atenção e velocidade moderada, pois existem locais com pouca visibilidade. A cascata do Arado, próxima da aldeia da Ermida, tem como principal característica localizar-se num curso de água de alta montanha no Rio Arado, em que o desnível do terreno é conquistado por uma sucessão de cascatas que terminam num lago de águas nas imediações daquela zona. Ao chegarmos ao local, estacionamos o carro, atravessamos a ponte a pé e passámos um final de tarde agradável perto da cascata. Com o passar do tempo, o número de visitantes diminuem e começa-se a sentir um silêncio que só é quebrado pelo som da cascata e os inúmeros pássaros que ali estão. Fechamos os olhos e deixamos que aquela calma se apodere do nosso espírito. Com pena de não pudermos ver tudo aquilo de que gostávamos, deixamos o local para regressarmos a casa. Mas uma coisa é certa, a primeira ida ao Gerês é algo que nos marca para a vida. É tão difícil ser presenteado com um local repleto de tamanha beleza, que tem sempre mais e mais por descobrir e conhecer no nosso pequeno Portugal.

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Um luxo cada vez mais acessível Ainda há bem pouco tempo atrás, o SPA era visto como uma opção para as pessoas da classe alta. Hoje duas pessoas podem usufruir de uma ida ao SPA por 25 euros e desfrutar dos benefícios que este proporciona à saúde física e mental.


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“Sanus per aqua" significa saúde através da água. Esta definição é a pura verdade, para a maioria que já experimentou um SPA. Este luxo já está ao dispor de quase todas as pessoas devido a promoções e pacotes específicos. Esta é uma actividade que poderá fazer numa data especial ou numa altura que queira mimar-se. A maioria dos SPA´s são conhecidos pelos seus banhos turcos e de jacuzzi, hidromassagens, sauna e massagens corporais. Mas também existem locais onde pode recorrer à aromaterapia, musicoterapia, meditação e Yoga. Todas as experiências numa ida ao SPA devem proporcionar um relaxamento no corpo e na mente. As experiências que pode usufruir em água quente, irão fazer com que o sangue aqueça e aumente um pouco a pressão sanguínea. Os vasos sanguíneos dilatam o que nos leva a sentir um forte relaxamento muscular e mental, transformando aquele momento em algo único repleto de paz. A água quando é direccionada directamente para as articulações e músculos doridos, relaxa e apazigua a dor sobre as terminações nervosas. Em simultâneo os jactos de água têm o efeito de massagens principalmente em zonas como o pescoço, ombros, costas e pés. A verdade é que são tão poucas as vezes que temos a oportunidade de tomar um banho em água quente até o pescoço, que nos esquecemos da serenidade e paz que este pode trazer ao nosso dia. Ao dirigir-se a um local indicado para disfrutar de um SPA poderá ter melhorias significativas, como a diminuição nas dores reumáticas e musculares e na melhoria de problemas digestivos, urinários e de próstata. Para aqueles que sofrem de problemas nervosos e respiratórios, muitas vezes o SPA aparece como recomendação. Ao estar num local tranquilo, isolado do stress do mundo, automaticamente a sua mente tende a relaxar. Ainda mais se o corpo também estiver a ser estimulado para tal. Para nível estético, existem diversos tratamentos de beleza, como a esfoliação corporal, hidratação, massagens faciais, redução de celulite, entre muitos outros. Mas na maioria das vezes, o simples facto de ter relaxado em água quente, torna a sua aparência mais rejuvenescida.Deve ter atenção e pedir informações se sofrer de diabetes e problemas de hipertensão. Aos seniores não são aconselhados banhos quentes por períodos demasiado longos. Qualquer duvida fale com alguém no local ou com o seu médico antes de experimentar pela primeira vez um SPA. Senão existirem contrapartidas, desfrute ao máximo desse momento e garantimos que se sentirá melhor, com um corpo são e uma mente sã, nem que seja por um dia. 44

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MENTE SÃ; CORPO SÃO

Conheça o seu organismo

DESFRUTE DE UMA VIDA

SAUDÁVEL EM 10 PASSOS


MENTE SÃ; CORPO SÃO Saiba quais são os alimentos certos para si Nas edições passadas, temos vindo a demonstrar a importância de consumir certos tipos de alimentos quando a idade começa a avançar. Apartir dos 50 anos, o jovem idoso, ainda têm uma vida plenamente activa, conseguindo normalmente manter uma alimentação equilibrada e uma vida saudável. É normalmente depois dos 65 que se deve ter mais em atenção certas necessidades. Os requisitos energéticos do organismo vão diminuindo com o avanço da idade e, por norma, a actividade física começa a ser menor. Mas o organismo continua a necessitar da mesma quantidade de proteínas, vitaminas e minerais. A ingestão de gorduras, principalmente as saturadas, devem passar por algumas restrições, de modo a manter a saúde cardiovascular. Após os 75 anos, a gordura animal pode até ser benéfica, pois os seniores mais frágeis que têm tendência a perder peso ou ter pouco apetite, ganham mais calorias diárias e podem aumentar o seu peso. São vários os seniores que sofrem de problemas intestinais. Este tipo de doenças pode ser minimizado com o consumo equilibrado de fibras. Nunca deve ingerir exageradamente alimentos ricos em fibra, estes podem interferir com a absorção de outros nutrientes essenciais. Fundamental é também a ingestão de líquidos, cerca de 6 copos por dia de água podem fazer a diferença no seu organismo. Embora tentemos sempre dar conselhos que podem ser úteis para todo o tipo de idosos, não deve seguir à letra todos. Pois cada pessoa tem necessidades específicas, por isso aconselhamos a marcar uma consulta com um nutricionista, expor o seu estado clínico e o especialista recomendar uma tabela nutricional criada exclusivamente para si.

Vida Saudável em 10 passos rápidos e específicos 1° Coma 5 vezes por dia frutas, verduras e legumes. Coma, pelo menos 4 colheres de vegetais (verduras e legumes) 2 vezes por dia. A fruta deve ser ingerida como sobresa ou em lanches e pequenos-almoços. Estes alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras. 2° Coma feijão 4 vezes por semana: O feijão é um alimento rico em ferro. Na hora das refeições, coloque 1 concha de feijão, prevenindo a anemia. 3° Reduza o consumo de Alimentos Gordurosos, como carne com gordura aparente, salsicha, mortadela, fritos e salgados, para no máximo 1 vez por semana. Apesar do óleo vegetal ser uma gordura mais saudável,o ideal é não usar 1 garrafa de óleo por mês para uma família de 4 pessoas. Prefira alimentos cozidos ou assados e evite cozinhar com margarina, gordura vegetal ou manteiga. 4° Consuma o menor numero de sal possível. Este é a maior fonte de sódio na alimentação, o que em excesso pode levar à hipertensão. Retire o saleiro da sua mesa para não ter tentações e reduzo o consumo de alimentos salgados. 5° Faça pelo menos 3 refeições e um ou dois lanches por dia. Não salte as refeições, ao comer mais vezes ao dia o estômago não fica vazio muito tempo, reduzindo a possibilidade de ter gastrite e de exagerar na quantidade na hora das refeições. Mas não confunda refeições e lanches com petiscar. Normalmente os petiscos levam-nos para alimentos indesejados nutricionalmente. 46

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MENTE SÃ; CORPO SÃO 6° Reduza o consumo de doces e outros alimentos ricos em açúcar para duas vezes por semana. Não precisa deixar de comer as coisas que lhe dão prazer, basta reduzir e controlar esse consumo. 7° Reduza o consumo de álcool e Refrigerantes. Nunca se esqueça que a melhor bebida que pode consumir é água. 8° Aprecie sua refeição, tente saborear os alimentos comendo devagar. 9° Mantenha seu peso dentro dos limites consideráveis saudáveis. Procure saber e controlar O índice de Massa Corporal que tem. Não deve levar estes valores rigorosamente, pois isto é um padrão internacional e pode variar consoante o volume dos músculos, as mudanças no próprio corpo, entre outros factores. De qualquer forma o saber não ocupa lugar, por isso este é calculado da seguinte maneira: IMC= Peso : (altura x altura) Exemplo: Mulher com 1,65 m de altura e 55 kg = 55 : (1,65 x 1,65) = 20,2 Tabela < 18,5 = Está abaixo do peso ideal 18,6 – 24,9 = Peso saudável 25 – 29,9 = Acima do peso 30,0 – 34,9 = Obesidade Grau I 35,0 – 39,9 = Obesidade Grau II - Grave ≥ 40,0 = Obesidade Grau III - Mórbida - Muito Grave Fale com o seu médico de família para saber na sua condição qual a medida ideal para si. 10° Seja activo. Faça 30 minutos de actividades físicas diariamente. Caminhe pelo seu bairro, suba escadas, não se acomode ao sofá a ver tv muitas horas seguidas. Tenha consciência daquilo que a sua saúde lhe permite fazer. Opte pelo melhor método, normalmente as caminhadas são recomendadas para a maioria das pessoas que sofre de algum tipo de doença.


REVISTA REVIVER Tem histórias de vida para contar? Se leu a primeira e a segunda edição da REVIVER, certamente apercebeuse que dedicamos um espaço exclusivo para os nossos leitores e protagonistas falarem sobre as suas experiências de vida. Se gosta de escrever ou tem algumas histórias que se enquadrem no contexto da nossa revista, não hesite em contactar-nos. Todos os testemunhos e sugestões são importantes para nós. Entre em contacto connosco da maneira mais cómoda para si, seja por carta ou email. Seja qual for o meio que opte, deve indicar sempre o seu nome, morada, contacto, idade e a história que gostaria de ver publicada sobre si na REVIVER, que deve começar sempre por “No meu tempo...”. Contactos Sede Revista REVIVER Rua da Esperança Lote 2B 2835-483 Santo António da Charneca, Barreiro Telefone : 212169069 email : geral.reviver@gmail.com info.reviver@gmail.com Site: www.revista-reviver.wix.com/seniores Siga-nos também no Facebook: https://www.facebook.com/REVISTAREVIVER


NO MEU TEMPO

“No meu tempo, quando eu era criança...” No meu tempo as crianças não tinham consolas, nem brinquedos sofisticados, mas havia as cinco pedrinhas, os pregos na praia, o jogo da bilharda, o jogo da pica, os arcos, as bolas de trapo quando não havia dinheiro para as outras. Também não havia “Barbies” mas havia outras bonecas, umas caras outras baratas e até algumas feitas de trapos. Não havia sacos de plástico. Havia sacos de papel pardo, embrulhos de papel e muitas muitas guitas e cordéis.O papel higiénico era um luxo. Aproveitavam-se os papeis de embrulho e os jornais que se cortavam em quadrados e se espetavam num gancho, dava mais trabalho, era menos higiénico, mas evitavam-se os desperdícios.Não havia fogões eléctricos, eram de lenha, nem máquinas de lavar, nem micro-ondas, nem varinhas mágicas, era o “passe-vite”. Frigoríficos já havia, mas só nas casas mais ricas. Não havia televisão, só telefonia que às vezes se percebia mal por causa dos ruídos e as crianças pensavam que o homem que lia as notícias estava dentro do aparelho e até a Lélé e o Zequinha dos “Diálogos Humorísticos”, embora ele, o Vasco Santana, fosse muito gordo. Também havia o Capitão Marques Pereira que dava aulas de ginástica que nós seguíamos religiosamente com acompanhamento de música e as cadeiras da sala como suporte. Já havia telefones, mas eram poucos, o nosso era o “9 de Nelas” e era difícil fazer as ligações, só através da menina que estava na central. Telemóveis, computadores, Magalhães nas escolas, iPods, Bluetooth, GPS … nem pensar.Nas escolas tínhamos sacas de serapilheira com um boneco estampado, onde transportávamos os livros, lousas de ardósia e cadernos de uma ou duas linhas e quadriculados, o livro de leitura com histórias lindas e poemas, o caderno de problemas e, na quarta classe, os livros de História, de Geografia e de Ciências. Para escrever usávamos lápis de lousa, lápis de carvão e canetas de aparo com o respectivo tinteiro. Esferográficas e canetas de feltro ainda não existiam. Nunca ouvimos falar em dinossauros, nem em naves espaciais nem em extra-terrestres, mas sabíamos todos os rios e serras de Portugal e a tabuada na ponta da língua. No meu tempo faltavam muitas coisas que hoje há.Mas as portas das casas estavam sempre abertas e havia sempre gente em casa. Nas casas ricas havia empregadas e nas pobres, vizinhas. E, é claro, a Mãe estava sempre presente. Os avós também estavam lá em casa, tal como os bebés e as crianças pequenas. Não havia lares de terceira idade nem infantários para os bebés. Os Pais passavam muito tempo fora de casa porque iam trabalhar mas voltavam sempre para as refeições e para dormir.As Mães só saíam para ir às compras ou para falar com as amigas. O trabalho delas era em casa.As crianças não tinham medo que os Pais se separassem. As crianças no meu tempo morriam mais embora parecessem mais resistentes. Havia poucos hospitais e poucos médicos mas os que havia eram muito dedicados e até iam a casa ver os meninos doentes. Meninos com olhos tortos e surdos havia bastantes porque só havia médicos especialistas nas grandes cidades. Também havia alguns meninos que nasciam deficientes. Mas crianças com depressões ou hiperactivas ou com distúrbios de comportamento quase não se encontravam.Também não havia “bullying” nas escolas embora houvesse umas boas sopapadas e guerras de pedras, bolas de neve ou jactos de água. Quando muito, de vez em quando, havia uma cabeça partida. Porque é que será tão difícil conjugar os bons hábitos de antigamente com as aquisições da modernidade de hoje? A culpa deve ser nossa, dos antigos, que desprezámos as nossas experiências, que nos cegámos com as facilidades e nos inebriámos com a corrida do tempo. Tenho 75 anos. Uma vida feita de tantos retalhos diferentes… Foi a minha experiência que me fez pensar em tudo isto…Será que algum dia viremos a ter crianças felizes como nós? Com outra vida, outra alegria diferentes da nosso tempo, e com o conforto da modernidade e a experiência e sabedoria dos nossos Avós ou Bisavós? Maria de Assunção Ferraz de Oliveira

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Homem aprende a escrever aos 91 anos e lança livro James Arruda Henry, antigo pescador de lagostas de origens portuguesas, escreveu e publicou a sua autobiografia aos 98 anos, depois de viver nove décadas sem saber ler nem escrever. Inspirado por um livro escrito por George Dawnson com 101 anos que viveu sem literatura, James começou a aprender a ler aos 91 anos. Não necessitou de saber ler ou escrever para ter uma vida confortável, mas com uma enorme força de vontade conseguiu eternizar as suas palavras e memórias no livro "In A Fisherman's Language", Na Linguagem de Um Pescador. Na sua autobiografia, o autor retrata as suas origens a Portugal, a sua vida em Rhode Highland, a sua juventude e aventuras no mar. Faleceu a 6 de Janeiro de 2013, eternizou as suas memórias e inspirou milhares de pessoas.

Depressão nos seniores aumenta possibilidade de Alzheimer Uma análise de 23 estudos que envolveu 50 mil pessoas, com mais de 50 anos, revelou que a depressão não tratada aumenta em 65% a hipótese de vir a sofrer de Alzheimer. O estudo publicado pelo "British Journal of Psychiatry" indica também que nesta faixa etária a depressão duplica a possibilidade de contrair demências vasculares no futuro. Os números apresentados neste estudo afirmam que 31 a cada 50 pessoas depressivas nesta idade pode ter Alzheimer e, 36 a cada 50 podem vir a sofrer de demência vascular. Um dos pesquisadores. Breno Diniz, explica a importância das pessoas estarem bem informadas sobre a depressão. " Depressão não é uma doença benigna que afecta apenas o humor, mas uma doença com consequências sérias.É importante ressaltar que a depressão não é único fator de risco para essas doenças, mas é um componente de peso". A depressão eleva os níveis de cortisol, que têm influência em áreas responsáveis pelo aprendizagem e memória a curto prazo. Para além disso, produz a inflamação cronica que afecta os vasos sanguíneos do cérebro e reduz os níveis de algumas substâncias que protegem os neurónios. Por isso, quando sentir sinais de depressão, deve consultar um especialista, pois existem tratamentos adequados para esta doença. Para ter uma vida plena, deve preocupar-se em ter um corpo são e uma mente sã, pois muitas vezes a mente é a chave de tudo.

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Médicos recomendam videojogos a idosos Segundo especialistas na área da saúde, os videojogos têm vários efeitos benéficos para os séniores. Fazem com que o cérebro se mantenha activo e que seja estimulado de maneira a diminuir a morte dos neurónios que ocorre no processo de envelhecimento. Virgílio Moreira, médico e investigador da Universidade Aberta da Terceira Idade diz que “Os jogos estimulam ao mesmo tempo a visão, a audição, a motivação, a lógica, a atenção e os movimentos”. São uma excelente alternativa para pessoas mais frágeis e com maiores limitações físicas. Exercita-se não só o cérebro, mas também várias partes do corpo como os dedos, as mãos, os braços e as pernas. Existe uma enorme diversidade de videojogos, que se podem adequar aos gostos e necessidades de cada um. Há que ter cuidados também nas escolhas, como alerta Virgílio Moreira “Uma pessoa que sofra de osteoporose, por exemplo, tem ossos mais fracos e pode piorar se sofrer uma queda durante um jogo”. Para além dos benefícios de prevenção, consolas como a Nintendo Wii que requerem vários movimentos do corpo, também já são usadas em fisioterapia e reabilitação motora.

Acabar com os cabelos brancos sem tintas Um novo estudo publicado no boletim médico "Faseb" diz que a perda da cor de cabelo pode ser solucionada sem ter que se recorrer ao uso de tintas. Este defende que as pessoas ficam com cabelos brancos devido a uma forte acumulação de peróxido de hidrogénio no folículo capilar, o que aclara os fios de cabelo de dentro para fora. Ao desenvolverem e testarem um composto que reverte a oxidação, o pseudocatalase, encontraram sucesso na eliminação dos cabelos brancos através dos raios solares. O estudo demonstra ainda que o mesmo tratamento pode curar o vitiligo, doença que cria o aparecimento de manchas brancas na pele. O editor-chefe do "Faseb" vê esta pesquisa como uma boa noticia que traz esperança a imensas pessoas. "Por gerações, diversos remédios foram criados para esconder os fios brancos. Mas é a primeira vez que desenvolvem um tratamento que vai na raiz do problema. São boas notícias, mas melhor ainda é a notícia de que o mesmo tratamento é eficaz contra o vitiligo, doença que pode acarretar em sérios problemas socio-emocionais." A pesquisa foi efectuada pelo Instituto de Doenças Pigmentares juntamente com a Universidade de E.M.Arndt da Alemanha e o Centro de Ciências da Pele de Bradford, do Reino Unido.

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FOTO-REPORTAGEM

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Até já, Primavera!


crónica

Saúde vs Envelhecimento Activo É engraçado o número de vezes que me perguntam “Como é que tem tanta energia?”, eu costumo dar uma resposta muito simples que é, tenho vontade de viver. Aos 87 anos continuo a considerar-me uma pessoa extremamente activa, capaz de caminhar várias horas, conhecer o meu país em pequenas viagens e dedicar-me aos meus hobbies favoritos, pintar e restaurar objectos. Mas não pensem que a idade passou por mim e não deixou marcas. A velhice trouxe-me problemas cardíacos e renais, mas eu não deixo que esses obstáculos definam o rumo que a minha vida deve tomar. Vim ao mundo para aproveitar ao máximo o que a vida tem para oferecer, por isso cuido da minha saúde o melhor que posso. Sem ela, nunca terei capacidade de fazer tudo aquilo que quero. Defendo que nos devemos preocupar, prevenir e ter os cuidados necessários para prolongar o nosso caminho. Mas que caminho é esse se eu viver a lamentar as minhas limitações? Apenas farei com que pareçam barreiras maiores. Há mais de 10 anos que vivo com elas e o que aprendi foi a adaptar-me às circunstâncias… Hoje já não faço maratonas, apenas caminho… Mas é esse caminhar que vai mantendo o meu corpo activo. A mente é a minha bengala, é nela que eu me apoio quando estou a ir-me abaixo e é ela que me dá forças para ultrapassar todos os pequenos e grandes obstáculos. Cada vez mais se ouve falar do envelhecimento activo e da sua importância. Mas para mim essa não é uma novidade, mas sim a realidade que eu quis tornar filosofia. Envelhecer é um processo natural da vida, não vale a pena omitir a idade, negar o óbvio, porque não voltamos atrás no tempo. Eu olho para o presente e sinto-me feliz. Realizo-me todos os dias quando faço o que gosto, depois de 50 anos a trabalhar em algo que não tinha qualquer paixão. A reforma permitiu-me começar a viver e não sobreviver. E não pertenço ao grupo de pessoas com reformas acima dos mil euros. Quando digo que passei a viver é porque agora tenho tempo livre, tempo esse que ocupo como eu quero e da maneira que me dá prazer. As minhas doenças não me impedem de ter um envelhecimento activo. A maioria da população idosa portuguesa está perdida, pois só lhes apresentam textos de doenças, programas de drama e informações negativas. Mas a vida está muito mais além daquilo que a TV passa… Temos que aprender a equilibrar a balança, aprender a viver com as nossas limitações e viver o presente. Em vez de lamentar o que lhe aconteceu, pense… o que é que eu gostaria de fazer que está ao meu alcance e nunca fiz? Aí encontrará a motivação para começar a ter um envelhecimento activo sem ter que descuidar-se da sua saúde. Nunca se esqueça que “ a vida é feita de pequenos nadas”. Francisco de Almeida Teles


Tarot Horóscopo Mensal Rodolfo Miguel de Figueiredo Carneiro

Touro

Gémeos

De 21/03 a 20/04 Cartas do Mês O Papa e o 8 de Copas

De 21/04 a 20/05 Cartas do Mês A Temperança e o Oito de Espadas

Amor – Os relacionamentos são estáveis. No entanto, deve ter algum cuidado com a rotina e com o medo da mudança. O amor para ser dura-douro deve ser dinâmico e criativo.

Amor – No seio do casal, as relações são harmoniosas, porém tenha algum cuidado com a influência de terceiros. A instabilidade vem de fora. Um passeio junto ao mar pode fortalecer a energia amorosa.

Saúde – Revela estabilidade, todavia podem existir algumas dores nas costas. Recomenda-se exercício físico. Uma caminhada diária pode trazer benefícios.

Saúde – A água é o principal agente para o equilíbrio do corpo. Beba água com regularidade. A sua bexiga e os seus rins podem evidenciar esse descuido.

Saúde - Uma alimentação saudável promove o equilíbrio. Deve fazer uma dietar e evitar excessos, sobretudo o álcool.

Dinheiro - Não se esperam grandes mudanças. Os rendimentos que tem são aqueles com que pode contar. No trabalho, pode sentir um certo cansaço e desânimo, o que pode levá-lo a considerar outras hipóteses profissionais.

Dinheiro – Não se esperam grandes entradas de dinheiro. Deve salvaguardarse face alguma despesa inesperada. As relações laborais vão revelar a dicotomia entre as pessoas que o apoiam e aqueles que são um obstáculo para o seu progresso profissional.

Dinheiro – As relações profissionais com pessoas influentes podem ajudá-lo numa promoção ou num aumento de rendimentos. Em caso de dificuldades financeiros, lembre-se daqueles com quem pode contar. A ajuda está ao seu alcance.

Caranguejo

Leão

Virgem

De 21/06 a 21/07 Cartas do Mês A Lua e o Príncipe de Copas

De 22/07 a 22/08 Cartas do Mês Os Amantes e o Oito de Ouros

De 23/08 a 22/09 Cartas do Mês O Carro e o Três de Copas

Amor – Pode sentir-se sozinho. Lembrese que sonhar demais e idealizar a pessoa que se ama e se quer na nossa vida não é a melhor forma de ser feliz. Aceite quem o ama e não persiga ilusões.

Amor – Evite dualidades. A vida é feita de escolhas e não pode permanecer no limbo. Não escolher pode levar ao fracasso. Deve apimentar o seu relacionamento para fugir à rotina. Envolva-se.

Amor – As pequenas coisas também devem ser celebradas. Um relacionamento é feito de perdas e de conquistas. Fixese no que alcançou e no que o faz feliz. Tenha isso em mente.

Saúde – Tenha algum cuidado com o seu sistema nervoso. O isolamento pode prejudicá-lo. Recorra a uma terapia alternativa para equilbrar as energias.

Saúde – Tenha algum cuidado com o excesso de trabalho. A gestão do tempo implica escolhas . Descanse. Proteja os seus pulmões. Respire ar puro.

Saúde – Relaxe. O stress pode prejudicálo mais do que aquilo que imagina. Tenha algum cuidado com os acidentes domésticos e com as lesões musculares.

Dinheiro – Não invista num projecto que não tem uma base sólida. Podem aparecer algumas despesas imprevistas. Lembre-se sempre dos amigos com quem pode contar. Peça-lhes dinheiro emprestado, se for o caso. No trabalho, tenha os pés bem assentes na terra.

Dinheiro – Se está à espera de algum dinheiro extra, então pode demorar mais do que era esperado. Não desamine. Vão aparecer outras oportunidades, sobretudo profissionais, as quais podem representar um progresso. Pense antes de decidir.

Dinheiro – Alguns obstáculos podem começar a ser ultrapassados. Esperam-se algumas entradas de dinheiro. No trabalho, siga os seus objectivos pessoais. Não se dispersa. Pode alcançar o que deseja desde que se motive e que seja determinado.

De 21/05 a 20/06 Cartas do Mês O Imperador e o Rei de Ouros Amor – Os relacionamentos são estáveis. Se está comprometido deve garantir a sua liberdade, pois o seu parceiro tende a ser autoritário. Se está sozinho, é uma boa altura para conhecer alguém que o vai apoiar.


Balança

Escorpião

Sagitário

De 23/09 a 22/10 Cartas do Mês O Julgamento e o Três de Paus

De 23/10 a 21/11 Cartas do Mês O Mago e o Dois de Paus

De 22/11 a 21/12 Cartas do Mês A Torre e o Quatro de Copas

Amor – A harmonia familiar é fundamental para a estabilidade emocional. Esperam-se momentos agradavéis em casa ou em visitas familiares. Porém, não deixe que a família interfira no seu relacionamento.

Amor – Os relacionamentos não são estáveis, nem duradouros. Contudo, o magnetismo é forte e a a capacidade de atracção intensa. Um novo amor pode estar prestes a cruzar o seu caminho.

Amor – Os relacionamentos podem estar a atravessar um período tenso. Pense que, por vezes, a separação é a melhor hipótese. É preciso destruir o velho, o que não lhe faz bem, para poder abraçar o novo.

Saúde – Podem ocorrer alguns problemas respiratórios e uma reacção alérgica pode-se agravar. Esteja atento e proteja-se.

Saúde – Esteja atenta e não descure o seu bem-estar. Se houver algum sinal de dúvida e de preocupação, vá ao médico e faça exames. É melhor cortar o mal pela raiz.

Dinheiro – Espera-se um aumento de rendimentos, muito provavelmente por intermédio de um familiar. Deve investir na sua vocação e nos seus dons naturais. É mais fácil alcançar o sucesso profissional se fizermos aquilo que sabemos e gostamos.

Dinheiro – Os rendimentos que possui podem não ser os deseja, no entanto, vai geri-los com sabedoria. Pode também ser surpreendido com uma entrada inesperada de dinheiro. Em termos profissionais, abrace novos projectos e invista na novidade.

Dinheiro – Pode ver a sua capacidade financeira diminuída e, por outro lado, ter de gastar muito mais do que estaria à espera. Se a sua situação profissional não for sólida, tente arranjar outras fontes de rendimento. As poupanças são para estes momentos.

Capricórnio

Aquário

Peixes

De 22/12 a 21/01 Cartas do Mês O Diabo e o Príncipe de Espadas

De 22/01 a 19/02 Cartas do Mês A Sacerdotisa e o Ás de Ouros

De 20/02 a 20/03 Cartas do Mês A Força e o Cinco de Espadas

Amor – Não confunda uma sedução momentânea com um relacionamento estável. Pode sentir-se atraído pelo sexo descomprometido – o que não é mau por si -, no entanto, não se engane, nem se deixe enganar.

Amor – Os relacionamentos estão a tornar-se mais intensos. Se pretende engravidar , então esta é uma boa altura. Se estiver sozinho, tenha algum cuidado com pessoas interesseiras e focadas apenas na parte material.

Amor – A sensualidade vai dominar este mês, contudo, lembre-se que um relacionamento não se deve basear apenas em sexo. Nutra também a parte emocional, caso contrário, pode originar discussões.

Saúde – Dê alguma atenção ao seu fígado. Não descure as consultas médicas e os exames regulares. As suas pernas podem também indicar algum cansaço.

Saúde – Falar das doenças é uma forma de as alimentar. Se tem sintomas confusos, consulte um médico e não faça conjecturas infundadas.

Saúde – Não deve descurar ou ignorar a necessidade de ir a um ginecologista. Mas, de um modo geral, a sáude está estável.

Saúde – Tenha alguma atenção com doenças sexualmente transmissíveis, bem como com o consumo de substâncias ilícitas. Proteja-se.

Dinheiro – Controle os seus gastos, pois pode sentir-se tentado a gastar mais do aquilo que tem. Não assine nada sem ler com atenção e, em caso de dúvida, peça ajuda. Profissionalmente, acredite mais no seu trabalho do que em promessas que podem não ser verdadeiras.

Dinheiro – Os seus rendimentos podem aumentar e mais rápido do que está à espera. Por outro lado, o dinheiro que aplicar na formação será um factor de progresso. Se está a pensar em iniciar uma actividade por conta própria, este é bom um momento.

Dinheiro – Mantenha o equilíbrio entre os rendimentos e as despesas. Não compre por impulso. Em termos financeiros e profissionais, vai ter de lutar pelos seus objectivos. Porém, pense nos métodos que vai usar. Ganhar nem sempre é sinal de vitória. Respeite-se.


Agenda Cultural Junho e Julho de 2013 10 de Junho Passeio à vela no Água-arriba Das 10h às 16h

15 de Junho Menino de sua avó Teatro A Barraca 10 euros

11 de Junho Cantigas de uma Noite de Verão Teatro da Politécnica

16 de Junho Lar Doce Lar Teatro Sá da Bandeira 12 euros

12 de Junho Ai Amor Sem Pés Nem Cabeça - Teatro da Cornucópia

18 de Junho

Escolha uma esplanada calma e aproveite para relaxar

TANGO| FADO Auditório Biblioteca M. Orlando Ribeiro

23 de Junho

21 de Junho

22 de Junho

Júlio de Matos | Memórias de viagens do olhar Museu do Oriente - Gratuito

Arte Rupestre ao Luar - Passeio Fotográfico Nocturno - Carreço

Companhia Dança Paula Marques Audit. Carlos Paredes

25 de Junho

26 de Junho

27 de Junho

Música para Cinema Theatro Circo Às 19h 3 euros

30 de Junho

1 de Julho

Feira Rural - Cartaxo Às 9h gratuita

5 de Julho Palácio Nacional de Sintra – Luisa Tender Às 21h30

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Aproveite para ir à praia mais perto

6 de Julho Ala dos Namorados Centro de Arte de Ovar às 22h

Festa dos Santos Populares de Lisboa Vá ao Arraial

17 de Junho

20 de Junho

Workshop Co-Criação – Abundância Espaço Dharma - 10 euros

13 de Junho

PJohn Pizzarelli Cine -Teatro Avenida Às 21h30

2 de Julho Palácio N.de Queluz BENJAMIN GROSVENOR

Caldas Drink JAZZ Centro Cultural e de Congressos

28 de Junho Clube da Palavra São Luiz Teatro Municipal 7 euros

3 de Julho Estética Ambiental Culturgest - Gratuito

7 de Julho

8 de Julho

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Aprenda a fazer algo novo que sempre quis exprimentar

14 de Junho Ou Quixote Quinta da Regaleira 15 euros

19 de Junho ERosencrantz e Guildenstern estão mortos - CCB

24 de Junho O MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS No Teatrão - 4 euros

29 de Junho Há Festa na Zona Histórica em Oliveira do Hospital

4 de Julho Feira de produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa

Sugestão Aproveite o bom tempo para fazer uma caminhada


Passatempos Descubra as 5 Diferenรงas

Sudoku

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REVISTA REVIVER Junho 2013 . Edição nº3

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