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Moacir Volpato Conheça a trajetória de sucesso de um dos maiores empresários do Rio Grande do Sul

Moda

Visagismo, os fundamentos para criar a imagem adequada

Decora

Minimalismo, onde Menos é Mais

Economia

Evite o endividamento

Edição 10 Ano 2 Ago/Set 2011

Qualidade de Vida

Alimentos, o desaao da produção

Solidariedade

A Orquestra Beija-Flor precisa Voar Ago/Set • 2011 • Versa Magazine

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Que tal trocar seu pretinho básico,

por um branquin

Respeite a sinalização de trânsito. 2

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nho completo? Bem vindo ao mundo 4x4.

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nesta edição

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personalidade

Moacir Volpato Conheça a trajetória de sucesso de um dos maiores empresários do Rio Grande do Sul.

Rota das Salamarias Conheça um pedacinho da Itália mais próximo de você.

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turismo

vaidade masculina

Homens fazendo as unhas? Essa moda já pegou! Hábito tipicamente feminino cresce entre os homens.

economia

Evite

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o endividamento Saiba como ter controle das finanças e quais os maiores vilões da história.

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moda

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qualidade de vida

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história

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Visagismo

Alimentos,

Cruz Vermelha

o desafio da produção

em Passo Fundo

Os fundamentos para criar uma imagem adequada à sua personalidade.

Com a crescente demanda mundial por alimentos, o Brasil entra em destaque no cenário agrícola global.

A guerra chegou por aqui? Saiba mais sobre a nossa história.


Prometo que vou cuidar...

Ago // Set 2011 Edição 10

Na hora de escolher um bichinho de estimação para seu filho, pense bem pois a responsabilidade vais ser sempre dos adultos.

Eis Teck

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Conheça o aparelho inovador, certificado pela ANVISA, que promete acelerar o processo de cura de doenças.

pettiche

saúde

O milagre da criação

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A importância de um atendimento obstétrico em enfermagem para a gestante em toda a sua caminhada.

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gravidez

Arquitetura Minimalista

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Quando Menos é Mais! O estilo Minimalista preza pelo essencial com muita personalidade.

decora

bem estar

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O que é um Personal Seller?

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arte e cultura

personal seller

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Pilates:

Grupo

Tudo é uma questão de postura

Timbre de Galo.

O método de condicionamento físico que integra corpo e mente.

Além das fronteiras do teatro convencional, chegando à meio milhão de pessoas.

Procurados pelos consumidores que estão cada vez mais exigentes na hora de comprar e vertir-se.

50 // Orquestra Beija-Flor comportamento 52 // Celular e a sala de aula você na versa 54 // Baile das Mimosas curiosidade 55 // Saiba sobre o Aspartame gastronomia 58 // Pratos de dar água na boca violência familiar 66 // Lei Maria da Penha importante 72 // Planos de Saúde solidariedade

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editorial

DIRETORA Fabiana Lima EDITORA Taís Rizzotto DIRETORA EXECUTIVA Ana Lis Carteri EXECUTIVA DE CONTAS Rafaela Porth DIAGRAMAÇÃO Christian Forcelini CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA Christian Forcelini Julian Dal’Asta

Falta pouco para acabar o ano... ... Nossa! O ano passou voando. Já estamos em agosto, há menos de 5 meses para o início de 2012. Já está chegando uma nova edição da Versa, cheinha de informação. São assuntos para homens, mulheres, adolescentes... Para pessoas que gostam de informação, de entretenimento, de boas notícias. A nossa capa rendeu uma viagem à Lagoa Vermelha. Uma bonita manhã de sábado, que ficou melhor ainda na companhia do empresário Moacir Volpato. Foi um prazer para a nossa equipe ser recebida na casa do ex-engraxate. Homem que nos contou o quanto batalhou na vida até conseguir se tornar um grande vendedor. E é justamente essa a profissão que Volpato se enche de orgulho. Vendedor. O homem que um dia participou de um curso para aprender a vender livros, hoje é autor de sua própria obra. Ou melhor, de sua própria vida! Obrigada pela escolha e boa leitura!

Fabiana de Lima e Taís Rizzotto

JORNALISTAS Fabiana Rezende Taís Rizzotto Talita Spode JORNALISTA RESPONSÁVEL Taís Rizzotto // MTB 11.842 taisrizzotto@revistaversa.com FOTOGRAFIA Ana Löhr REVISÃO Rafaela Porth REDAÇÃO redacao@revistaversa.com fone: 54 3601 0100 PUBLICAÇÃO

A revista VERSA MAGAZINE é uma publicação da Brasil Sul Editora Ltda.

CNPJ - 11.962.449/0001-57 Rua Bento Gonçalves, 50 sala 902 Centro - Passo Fundo EMPRESA DO GRUPO

Passo Fundo/RS // fone: 54 3601 0100 Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. É proibida a reprodução completa ou parcial do conteúdo desta publicação sem a prévia autorização da Brasil Sul Editora Ltda. Somente as pessoas que constam neste expediente são autorizadas a falar em nome da revista.

Departamento Comercial comercial@revistaversa.com comercial@estrategia.art.br

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VERÃO 2012

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BUENOS AIRES

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PARIS

200 LOJAS - 16 PAÍSES

PUNTA DEL ESTE

RIO DE JANEIRO

SÃO PAULO

TÓQUIO

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Economia

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

Carnês, financiamento, crédito especial

Ih, meu bolso furou! A principal explicação econômica para o endividamento é a falta de controle das finanças pessoais O princípio deveria ser básico: gastar até o limite do rendimento mensal, que representa a restrição orçamentária. “Podemos dizer que o endividamento decorre da falta de planejamento dos gastos domésticos, inclusive na relação entre o que será gasto imediatamente, ou no curto prazo, e o que será utilizado como um investimento, para usufruir no longo prazo. Então, quanto mais nos voltamos para o presente, na tentativa de saciar nossos desejos imediatos, mais rapidamente esgotamos a fonte de recursos, o nosso limite orçamentário. É claro que, se considerarmos a relação, por exemplo, do poder de compra de um salário-mínimo e o que ele deveria efetivamente comprar, veremos que a possibilidade de as famílias de baixa-renda estarem endividadas é maior. Entretanto, as evidências demonstram que não são apenas as famílias de classes mais baixas que apresentam os maiores índices de endividamento”, esclarece a economista, professora da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, da Universidade de Passo Fundo, Doutora Cleide Fátima Moretto. Ou seja, nesse contexto, a estabilidade do emprego contribui para o nível de con-

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fiança e o otimismo do consumidor, que utiliza o crédito como um meio de acesso ao consumo.

Uma bola de neve Conforme a economista, considerando a situação em que o limite dos gastos domésticos foi ultrapassado, entra em cena o poder da moeda escritural, ou seja, adquirimos moeda no mercado financeiro (moeda mercadoria) para fazer frente às nossas despesas. E como uma mercadoria, quanto mais visada, mais demandada, maior é o seu preço, a sua remuneração, traduzida na taxa de juros paga por quem assumiu o empréstimo ou “comprou” essa mercadoria que será utilizada para pagar os bens e serviços que elegemos como necessários.

Os maiores vilões da história O cartão de crédito Um dos principais vilões dessa situação, em muitos casos desesperadora, é a ilusão monetária que se instala em nossas tomadas de decisão, como é o caso do cartão de crédito, que de modo fácil “empodera” os indivíduos em termos de capacidade de compra. E aí vemos as pessoas aceitando um, dois, três e até mais cartões de credito, o que multiplica os limites individuais para muito além do que

os rendimentos permitem. Utilizar esse crédito como financiamento, parcelando o valor total do vencimento, acarreta um custo extremamente elevado, que, se mal administrado, cria situações difíceis de resolver.

O cheque especial A mesma situação ocorre com a utilização do cheque especial, uma média de 9,53% ao mês (dado referente a junho/2011), algo próximo a 190,0% ao ano.

O principal tipo de dívida, segundo evidências, tem sido predominantemente com o cartão de crédito, seguido pelos carnês, pelo crédito pessoal, pelo financiamento de carro e pelo cheque especial.

Dívidas somente aumentam entre os consumidores A pesquisa realizada periodicamente pela Fecomércio nas capitais brasileiras, demonstra que o endividamento é crescente. Para o período de janeiro e maio


de 2011, os dados demonstram que a taxa de endividamento médio (% de famílias com endividamento) das famílias residentes nas capitais brasileiras é de 64,0% e a parcela mensal da renda comprometida com o seu endividamento é de 29,0%, em média. Curitiba e Florianópolis então entre as capitais com maior nível de endividamento, 88,0% e 86,0% das famílias estão endividadas, respectivamente. ◆◆ Na capital gaúcha o valor médio mensal da dívida, por família, no mesmo período, foi de R$ 2.145,00.

Planejamento garante a saúde do bolso De acordo com Cleide Moretto, vale a pena gastar um tempo para avaliarmos nossas decisões e planejarmos nossa vida financeira. Existem inúmeros recursos para a elaboração do orçamento doméstico.

Dicas de quem entende do assunto

metam mais do que 30,0% da renda mensal; ◆◆ Todavia, para diminuir o impacto das ações já realizadas e da dívida que se acumula, o ideal é programar os pagamentos começando pela “moeda” (crédito) mais cara, ou seja, pagando primeiro as dívidas que têm a maior taxa de juros;

Professora Doutora Cleide Fátima Moretto é economista e professora da FEAC, da Universidade de Passo Fundo

◆◆ Evitar utilizar o cartão de crédito como expansão da renda mensal; ◆◆ No comércio, se as contas estão em atraso, vale tentar uma negociação com o credor, sobretudo para sair da inadimplência; ◆◆ Lembrar sempre: todos esses atrativos para o consumo requerem poucos segundos para que você sacie os seus desejos, mas costumam acarretar em muitos meses de preocupações se não estiverem dentro do seu limite de renda mensal.

◆◆ O ideal é que as dívidas não compro-

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W W W. M A R E L . C O M . B R Ago/Set • 2011 • Versa Magazine

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Moda

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

VISAGISMO Tendências outono/inverno 2011 Conversamos com um expert no assunto, para sabermos tudo sobre esta tendência!

O que é visagismo? Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a maquiagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, vestuário, entre outros recursos estéticos. O visagismo é um termo que deriva do francês visage, que traduzido significa “para o rosto”. Essa técnica consiste em aplicar fundamentos da beleza para criar uma imagem pessoal adequada à personalidade do indivíduo, analisando os componentes do seu rosto. A filosofia do visagismo baseia-se em acentuar o que é belo e disfarçar o que não é.

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Os cabelos são a moldura do rosto e revelam muito sobre quem você é. Usá-los curtos ou compridos, colori-los e mesmo usar acessórios e rabos-de-cavalo são reflexos de sua personalidade.

◆◆ Rostos diferentes, cortes diferentes... ◆◆ Respeite o formato de seu rosto e use cortes perfeitos para você.

◆◆ Make-up: As empresas de cosméticos estão inovando cada vez mais suas linhas de produtos com o anúncio das tendências, investindo principalmente em novas cores. Em relação às tendências, definitivamente elas virão para afirmar o quanto o visual feminino poderá ser inovado e assim ganhar traços e características desde as mais delicadas até as mais ousadas. Na época mais fria do ano o ideal é adotar um make sensual e intenso. O estilo rocker, como de costume, vai marcar a sensualidade do olhar feminino com contornos e aplicações de sombras escuras. As cores mais suaves e os traços mais leves serão a aposta para as mulheres mais discretas, visando o gênero translúcido. E claro, sem esquecermos o glamour e sensualidade dos lábios que estarão com sua valorização em alta, seguindo a direção elegante que o inverno pede. O inverno promete make forte com lábios coloridos e olhos bem delineados. A ideia é deixar o visual bem fashion e garantir estilo na produção. Os lábios coloridos ganham tons de laranja, rosa e vermelho. O olhar traçado com lápis, sombra ou delineador voltam a fazer parte do universo fashionista em preto, cinza e marrom. A estação mais fria do ano permite muita cor, vale brincar de acordo com o humor e estado de espírito do momento. A maquiagem deve ser usada com muito cuidado lembrando sempre de harmonizar a tonalidade da pele com os diferentes tons de make, seguindo uma linha visagista. A inspiração retrô é dedicada aos anos 40, uma viagem no tempo que se destaca na maquiagem. Veremos uma reverência à feminilidade e muita sofisticação. E por que não apostar nos cílios postiços? Os pelinhos mágicos dão aquele “up” no visual. E vamos combinar que o acessório realça o olhar, deixando o make impecável.

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◆◆ Acessórios: No mercado nacional eles estão super em alta. Os acessórios vêm conquistando um grande espaço no mercado da moda e a sua tendência é ser cada vez mais “IN”. Eles enobrecem e valorizam qualquer visual. Laços e formas arredondadas ganham o poder do reflexo dourado e garantem o brilho da mulher na próxima estação, seguindo um forte apelo para as correntes de diversos formatos. Os anéis ficam definitivamente com formas exageradas e geométricas. Os colares e pulseiras fazem uma perfeita dobradinha com os democráticos jeans. Abuse e use da democracia do cinto para o inverno, em todos os modelos, tamanhos e materiais. ◆◆ Cabelo: As últimas tendências na coloração dos cabelos se situa entre dois opostos: de um lado dominam os tons naturais, do outro lado estão se afirmando as combinações de nuances

acesas e luminosas. Jogando com os reflexos violeta, cada mulher pode exprimir o seu próprio estilo. As mais elegantes podem escolher um movimento mais requintado e adotar gradualmente os efeitos mechas violeta, misturadas com as nuances marrons e pretas. As mais ousadas podem se permitir um efeito cor forte que atrai, imediatamente a atenção. Há várias temporadas, o violeta é um dos protagonistas dos desfiles. Também nas passarelas de Milão são ricas de personalidade as propostas Prêt-À-Porter. Aplicações, acessórios e bolsas, que dão um tom ousado aos vestidos propostos pelos estilistas mais importantes. Os cabelos são a moldura do rosto e revelam muito sobre quem você é. Usálos curtos ou compridos, colori-los e mesmo usar acessórios e rabos-de-cavalo são reflexos de sua personalidade. Você tem a liberdade de fazer com seus cabelos o que achar melhor. Mesmo assim, existem certas “regras” que devem ser respeitadas. Alguns rostos simplesmente não são valorizados se estiverem com um

corte inadequado. Então, antes de tudo, olhe-se no espelho com os cabelos totalmente presos e identifique o formato do seu rosto. Quantas vezes você já não foi cortar o cabelo e depois se arrependeu? E, quantas outras vezes, já não viu um corte numa revista que lhe agradava bastante e quando o viu em si, simplesmente, detestou? Realmente nem todos os cortes de cabelo ficam bem a todas as pessoas. Há que se pensar no formato do rosto, nos seus traços, olhos, e estilo pessoal, para que o corte de cabelo lhe assente bem. O corte de cabelo ou, eventualmente, a cor com que pensa em colorir, tem sempre que ser pensadas consoante outros fatores, como é o caso do seu estilo pessoal, da sua forma de vida, profissão, etc. A roupa é também um fator muito importante para o cabelo. O estilo próprio de cada um inclui também o cabelo, além da roupa e de outros fatores, e são todas essas características que devem estar em plena sintonia. Quando uma delas falha, a sua apresentação perde bastante e terá mais dificuldades em encontrar a sua própria identidade. Portanto, mesmo que a sua amiga fique divinamente bem com o cabelo rapado, isso não significa que você fique necessariamente bem. Como já referimos de início, nem todos os cortes se adequam ao seu formato de rosto.

Os acessórios vêm conquistando um grande espaço no mercado da moda e a sua tendência é ser cada vez mais “IN”

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Existe um conjunto de características que pode determinar se um determinado corte vai ficar bem ou não. O tamanho e forma dos olhos, as suas orelhas, nariz, queixo, o tamanho da testa, e o formato do rosto no geral, podem ser decisivos para determinar o corte.

A grande pedida em cabelos é quanto mais natural melhor, pois a mulher redescobriu a sua feminilidade e sensualidade.

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Olhe-se no espelho. Com um lápis de olho, ou um batom desenhe o contorno de seu rosto. Agora veja nas dicas a seguir o que pode deixar você ainda mais bonita.

Truques para suavizar e valorizar seus traços

Rosto oval

Pescoço curto

◆◆ Este tipo de rosto indica uma mulher sensível. Em geral adepta de penteados pouco estruturados. Pode usar qualquer corte, desde o curtinho batido, o clássico Channel até o longo sexy e despenteado.

Use cabelos curtos, com volume no alto da cabeça, eles criam a ilusão de que há mais espaço entre seu queixo e o colo.

Rosto retangular

Não caia na tentação de usar franja espessa para disfarçar a testa. Escolha uma franja suave, desfiada, para criar leveza. Não é recomendável tiaras e rabo de cavalo.

◆◆ Opte por volume na altura dos maxilares e fique longe dos desfiados. Os cortes ideais para quem tem testa larga e rosto afinado na direção dos maxilares são aqueles na altura dos ombros. Curtos, nem pensar.

Rosto redondo ◆◆ Cabelos curtos evidenciam o formato de seu rosto. Para equilibrar e alongar prefira cortes irregulares com costeletas desfiadas ou um leve cacheado nas laterais. Fios mais volumosos no alto da cabeça suavizam sua aparência.

Rosto triangular ◆◆ Testa larga, afinando para um maxilar estreito. Para equilibrar seu rosto, experimente usar cortes na altura dos ombros e evite fios grudados no alto da cabeça. Evite também cabelos curtos, o ideal é criar volume na altura do maxilar.

Rosto quadrado ◆◆ Opte por um corte clean, que mostre as linhas de contorno de seu rosto. Mas se você tem altura e gosta de cabelos longos, opte por cabelos ondulados.

Rosto longo ◆◆ Evite cabelo curto, mas se gostar do curto procure deixar volume abaixo das orelhas. Cortes em degradée que favorecem o movimento pode ser uma boa opção. As franjas “encurtam” o rosto longo. Além delas, você pode quebrar a rigidez do formato usando cortes desfiados em camadas.

Testa alta

Testa estreita O recurso da franja é válido. Mas, comece bem para trás da linha da testa.Com volume na parte superior e laterais;

Nariz grande Cabelos totalmente presos evidenciam o nariz. Escolha um topete levemente caído e laterais com volume.

Queixo retraído Crie volume, use ondas amplas e soltas a partir das orelhas. Evite usar cabelos que criam volume no alto da cabeça.

Queixo duplo Um corte quadrado, com as pontas delicadamente voltadas para dentro, pode suavizar um queixo duplo. A grande pedida em cabelos é quanto mais natural melhor, pois a mulher redescobriu a sua feminilidade e sensualidade. Os cabelos estão aos poucos voltando a ter o seu glamour e o seu papel definitivo na hora de chamar a atenção, a grande sensação para o inverno são cabelos mais despojados, com um pouco mais de volume para completar o look mais adequado, tanto para o dia quanto para a noite, tanto para o trabalho quanto para a balada. Colaborou: Edu Pereira, Hair Stylist e técnico da Alfaparf Milano.

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Qualidade de vida

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

ALIMENTOS O desafio da produção para atender 7 bilhões de pessoas Com a crescente demanda mundial por alimentos, o Brasil entra em destaque no cenário agrícola global. Hoje, a população mundial está próxima de 7 bilhões de pessoas e com projeções de crescimento de aproximadamente 30% para 2050. Como grandes produtores mundiais de alimentos, como Estados Unidos e Europa, se encontram hoje em uma situação de saturação de área agricultável, o Brasil entra em evidência por ainda ter potencial de expansão de área para produção de alimentos de forma sustentável.

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Para o pesquisador Giovani Stefani Faé, da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, de Passo Fundo/ RS, mesmo com o potencial brasileiro em aumentar a área agrícola sem comprometer os recursos naturais, o grande desafio da agropecuária do nosso país está em aumentar a produção alimentar por unidade de área. Ele informa que, segundo o relatório “Brasil – Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/2021” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a produção de grãos deve aumentar 23% até 2021, enquanto a área plantada será apenas 9,5% maior que atual, ou seja, o ganho em produtividade na relação rendimento por hectare pode aumentar sem expandir muito a área de cultivo.

Disseminação do conhecimento é fundamental O fortalecimento do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo é uma realidade. Os aumentos em produtividade de grãos não se devem exclusivamente ao lançamento de novas cultivares e ferramentas de manejo geradas pela

pesquisa, mas também a todo o processo de transferência dessas novas tecnologias à cadeia produtiva brasileira. “Não basta gerar tecnologias e conhecimento importantes para o setor. É preciso levar a informação ao usuário, seja técnico ou produtor, mostrando o que existe e está disponível para aplicar na produção de alimentos de forma sustentável”, afirma Faé.

do esforço conjunto entre as entidades promotoras do SIMPAS e do Seminário Nacional para o Desenvolvimento do Agronegócio Sustentável, buscando com isso o conjunto de informações destinadas aos formadores de opinião, técnicos e produtores que fazem do agronegócio o motor da economia brasileira, que acena com um cenário de otimismo.

Evento aponta cenário de otimismo Entre as iniciativas promovidas para a disseminação do conhecimento, o pesquisador da Embrapa ressaltou a realização do 59º SIMPAS - Seminário Nacional para o Desenvolvimento do Agronegócio Sustentável em Passo Fundo, RS, como de extrema importância para a cadeia agrícola nacional. O evento, realizado em julho deste ano, levantou o debate a respeito da sustentabilidade no agronegócio, o aumento do consumo de alimentos no mundo atrelado ao cuidado com o meioambiente, sendo que a agricultura sustentável tem papel primordial para que essas duas situações sejam concretizadas: alta produção e preservação da natureza. O evento resumiu-se como a soma

Giovani Stefani Faé é supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo.

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História

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

FRAGMENTOS DA HISTÓRIA Cruz Vermelha em Passo Fundo, a guerra chegou por aqui?

Noite de sábado, 09 de maio de 1942. Clube Comercial. Casais dançam ao som do jazz tocado pela Banda Marcial da Brigada Militar. Homens e mulheres elegantemente vestidos enchem o salão de baile unidos por uma causa mundial: a segunda Grande Guerra. Horas antes, em sessão solene realizada no mesmo local, reunia-se a elite passo-fundense. Representantes civis, militares, eclesiásticos de âmbito nacional, municipal e internacional estavam atentos à fala do Dr. Armando Vasconcellos, chefe do Posto de Higiene Local. Estava instalado o Núcleo de Voluntários da Cruz Vermelha Brasileira de Passo Fundo (CVBPF). A diretoria provisória foi constituída pela professora Mathilde Mazeron (presidente) e Dejanira Langaro (vice-presidente). Após compor a mesa, Vasconcellos comentou sobre o momento de graves apreensões por que atravessava o Brasil em face do cataclisma que ameaçava transformar o mundo num vasto “estado de fogo e sangue”. A Cruz Vermelha, fundada nesta cidade em 1942, fora internacionalmente criada em 1863 por Henry Dunant, dando origem às Convenções de Genebra e ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha. Sociedade de socorro voluntário civil sem fins lucrativos, filantrópica, atuando em caso de guerra em todos os setores salvaguardados pela Convenção de Genebra em favor de todas as vítimas de conflitos, sejam civis ou militares. A criação da CVBPF em nossa cidade foi reflexo do alinhamento do Brasil às Forças Aliadas em agosto de 1942, durante o governo Vargas, tendo como fator

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principal a ampliação de prestígio do país junto aos EUA, que haviam decretado guerra contra o Eixo.

Lenços brancos no ar, lágrimas no rosto, o som dos clarins e apitos de trem, misturavam-se ao céu da manhã de 24 de dezembro de 1944 na Gare da Viação Férrea. Setenta e sete soldados e três cabos do exército compunham o primeiro grupo de expedicionários passo-fundenses, despediam-se dos seus familiares e entes queridos para incorporar-se a FEB no Rio de Janeiro rumando então aos fronts Italianos.

CVBPF aumentasse consideravelmente seu contingente de voluntários e mantenedores, intensificando ainda mais os trabalhos e cursos de socorristas ministrados na sede temporária no Clube Comercial, nos meses finais de 1944 até fim do primeiro semestre de 1945. Lenços brancos no ar, lágrimas no rosto, o som dos clarins e apitos de trem, misturavam-se ao céu da manhã de 24 de dezembro de 1944 na Gare da Viação Férrea. Setenta e sete soldados e três cabos do exército compunham o primeiro grupo de expedicionários passo-fundenses, despediam-se dos seus familiares e entes queridos para incorporar-se a FEB no Rio de Janeiro rumando então aos fronts Italianos. Cruz Vermelha em Passo Fundo, a guerra chegou por aqui?

Em 1942, não houve movimentações do Núcleo em Passo Fundo. Os trabalhos iniciaram intensamente com o envio à Itália de 25 mil militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e Dejanira Langaro assumiu presidência da CVBPF em 23 de junho de 1943. Imediatamente, iniciou-se a constituição dos cursos de atendente e auxiliar de enfermagem e as campanhas de arrecadação de agasalhos para a FEB. Segundo Delma Gehm, secretária geral da CVBPF, “essa diretoria viveu os momentos mais emocionantes e difíceis da 2ª Guerra Mundial”. A demanda das tropas que passavam pela cidade e o sentimento temerário da guerra no Brasil faz com que o núcleo

No dia 23 dezembro de 1944 o Núcleo da Cruz Vermelha Brasileira Passo Fundo (NCVPF) realizou a festa natalina e a despedida dos expedicionários passofundenses que seguiriam para o front a fim de incorporar-se aos demais brasileiros na Europa. Neste dia o Núcleo da CV percorreu toda a cidade, apelando nas ruas e na rá-


dio local a moradores e comerciantes, a fim de angariar pratos de frios, doces e refrigerantes. Na ata n° 13 a secretária descreve: “A diretoria não poupou esforços de dar um ar festivo, já que não podia fazer sorrir nossos soldados e familiares”. Em meio ao lanche oferecido na sede do Clube Comercial, foi feito um show artístico pelas senhoritas da cidade, participantes da Cruz Vermelha, homenageando os expedicionários com declamações, ao som de Fox e canções. Cada senhorita escolheu um soldado como afilhado, fixando nas lapelas de seus uniformes cor de oliva, em fitas verdes e amarelas, uma medalha benta de N.S Aparecida com uma prece pedindo que Deus os defendesse nas lutas que iriam enfrentar. Entregaram-lhes pacotes individuais contendo cigarros, enlatados de conserva e roupas quentes. Às cinco e meia da madrugada do dia 24 partiam da Gare da Viação Férrea (hoje desativada) ao som dos clarins, despedindo-se de seus entes queridos e de suas madrinhas que ficariam encarregadas de fazer através do NCVPF contato com a Europa. Os pracinhas – soldados que estavam

na linha de frente das batalhas –, eram membros da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Lutaram na Itália e participaram de importantes batalhas como a de Monte Castello no norte da Itália, travada ao final da Segunda Guerra Mundial entre as tropas aliadas e as forças do Exército alemão.

Passo Fundo não recebeu a guerra aos seus portões, mas o reflexo deste conflito que envolveu continentes pelo mundo, transformou o cotidiano de nossa pequena cidade em meados da década de 40 através dos trabalhos de entidades como o Núcleo da Cruz Vermelha local.

A saudade da terra, os medos e horrores das trincheiras, eram amenizados pelo conforto em receber notícias da família. Em Passo Fundo a correspondência com estes soldados era feita através de suas madrinhas aos seus familiares. Trocas de postais e cartas enviando notícias e palavras amigas eram comuns. Em um destes postais, que se encon-

tra salvaguardado no Arquivo Histórico Regional (AHR), percebe-se a importância do gesto, onde se lê: Itália – Abril de 1945. A muito acolhedora Cruz Vermelha da cidade de Passo Fundo na distinta pessoa de sua secretária Delma R. Gehm com os meus maiores votos de feliz e continuo progresso, agradecendo de coração, o santinho de conforto que recebi nessa estação, quando de viagem de Porto Alegre, com destino a este teatro de guerra. Braudelino de Vargas Prates 2º Sgt, 400 FEB. Em agosto de 1945 com a vitória dos Aliados, as tropas retornam com seus sobreviventes a esta cidade e a Cruz Vermelha então auxilia nas buscas junto às autoridades pelos internados que se encontravam ainda em hospitais nos Estados Unidos. Passo Fundo não recebeu a guerra aos seus portões, mas o reflexo deste conflito que envolveu continentes pelo mundo, transformou o cotidiano de nossa pequena cidade em meados da década de 40 através dos trabalhos de entidades como o Núcleo da Cruz Vermelha local. (Agradecemos ao Arquivo Histórico Regional) Fonte: Acervo AHR

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Vaidade Masculina

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

Homens fazendo as unhas? Essa moda já pegou A vaidade masculina anda à flor da pele. Certamente as mulheres já vem notando uma preocupação excessiva dos homens na hora de se vestir, não é mesmo? Mas já repararam nas mãos deles? A preocupação extrapolou o vestir e está passando para o uso de cremes corporais, living de cabelo e...esmalte! Um hábito tipicamente feminino, que serve, além de agregar mais beleza, para mostrar higiene e preocupação com os mínimos detalhes, agora virou moda entre a ala masculina. Salões de beleza registram um crescimento tímido, porém fiel, entre os homens que querem fazer as unhas. Proprietárias de diversos salões de beleza de Passo Fundo afirmam que já tem seus clientes semanais para tirar cutícula, lixar e até pintar as unhas. “Temos vários clientes que chegam tímidos, e pedem se podem ficar num cantinho mais reservado fazendo suas unhas, mas nem por isso deixam de se cuidar”, afirmou a proprie-

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Hoje em dia, na hora de pedir um emprego, por exemplo, tudo é analisado no candidato, e certamente as mãos mostram muito da personalidade de homens e mulheres. tária de um salão localizado no centro da cidade. A questão da masculinidade divide opiniões. Os mais tradicionalistas dizem que não existe qualquer possibilidade de um dia entrar num salão pra cuidar das unhas, que isso é coisa de mulher. Porém, a maioria dos homens que cuidam da beleza e saúde das unhas é casado, super resolvido, e está ali apenas por uma questão de higiene e cuidado com mais uma parte do corpo, criando mais um hábito simples pra se sentir bem. Hoje em dia, na hora de pedir um

emprego, por exemplo, tudo é analisado no candidato, e certamente as mãos mostram muito da personalidade de homens e mulheres. Algumas opiniões: Karine Oliveira, 27 anos: Eu gosto de homens caprichosos, não vejo problema. Isso mostra que são preocupados com a higiene também. Wilson Mafessoni, 54 anos: Eu já fiz minhas unhas em salão, acho que os homens tem que se cuidar, passar uma imagem limpa, só não faço mais porque não tenho tempo. Silvia Favretto, 40 anos: Acho legal homens que fazem as unhas, chama a atenção das mulheres. D.M., 25 anos (não quis se identificar): Acho coisa de gay, eu sou do tempo que homens não frequentavam o salão. Portanto, homens, sigam o exemplo feminino e compareçam ao salão, cortar, lixar e até passar uma “basezinha”, não vai fazer despencar a masculinidade de ninguém. As mulheres adoram homens caprichosos.


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Bem estar

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

PILATES Tudo na vida é uma questão de postura Pilates é um método de condicionamento físico, desenvolvido no início do século 20, que integra corpo e mente. Combina força e flexibilidade desenvolvendo a consciência corporal e proporcionando bem estar, saúde, equilíbrio e uma melhor qualidade de vida.

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História ◆◆ O método Pilates foi desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates durante a primeira guerra mundial. Joseph Pilates foi uma criança frágil, asmática e raquítica, porém determinado a melhorar sua condição física tornou-se perito numa variedade de esportes, foi ginasta, esquiador, mergulhador, boxeador e até mesmo artista de circo. Durante a guerra atuou como enfermeiro na recuperação dos feridos, desenvolvendo um programa de exercícios físicos que o inspiraram na criação do seu sistema e aparelhos. Em 1923 mudou-se para os Estados Unidos onde fundou seu primeiro estúdio de Pilates na cidade de Nova York.

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O foco para a realização dos exercícios é na qualidade de movimento e não na quantidade, exigindo do praticante um controle adequado de seu corpo.

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Método

Indicação

◆◆ Joseph Pilates elaborou mais de 500 exercícios para desenvolver o corpo uniformemente, que podem ser realizados em aparelhos específicos ou no solo. O foco para a realização dos exercícios é na qualidade de movimento e não na quantidade, exigindo do praticante um controle adequado de seu corpo.

◆◆ O Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa: atletas, sedentários, idosos, adolescentes, pacientes em fase de reabilitação, gestantes e ainda podendo ser recomendado como condicionamento e prevenção de lesões para todos os indivíduos.

◆◆ Os exercícios trabalham vários grupos musculares simultaneamente dando ênfase na concentração, fortalecimento e estabilização do abdômen.

Benefícios ◆◆ Melhora o condicionamento físico geral ◆◆ Aumenta a flexibilidade, amplitude articular e força muscular ◆◆ Define o abdômen ◆◆ Estimula a circulação ◆◆ Promove alinhamento postural ◆◆ Aumenta a consciência corporal e a coordenação motora ◆◆ Previne lesões e alivia dores crônicas ◆◆ Utilizado na reabilitação de problemas de coluna ◆◆ Previne a osteoporose ◆◆ Melhora mobilidade e agilidade ◆◆ Melhora o visual do seu corpo e a auto-estima ◆◆ Proporciona bem-estar físico e mental

Pilates para Gestantes ◆◆ Durante a gestação ocorrem muitas mudanças no corpo causando desconforto, dores nas costas e má postura. O método de condicionamento físico Pilates evita a dor nas costas, alivia inchaços nas pernas, fortalece o assoalho pélvico colaborando para um parto mais tranquilo. Além de ganhar condicionamento físico, bem-estar e controlar o peso, o método ajuda na recuperação mais rápida após o parto. ◆◆ Lembrando que somente inicia-se a atividade após a liberação do médico e os movimentos são feitos respeitando as características e limitações de cada gestante.

As aulas ◆◆ As aulas são individualizadas ou realizadas em pequenos grupos, de no máximo três alunos e ainda supervisionadas por um professor capacitado, dessa forma são específicas para as necessidades individuais do aluno e adaptadas dentro de seus limites. Inicialmente deve ser realizada uma avaliação física completa para direcionar o trabalho a ser realizado.

Colaborou: Lucimar Cornélio, Educadora Física, Pós Graduada em Ginástica Especial Corretiva – FMU/SP, Formação no Método Pilates pela Physio Pilates / Polestar Education.

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Datelli Bourbon Passo Fundo TEL: (54) 3312.6660 w w w. d a t e l l i . c o m . b r

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Saúde

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

CONHEÇA O APARELHO

EIS TECK COMPLEX

Para facilitar ainda mais a cura através da medicina biomolecular, a Clínica Molécula adquiriu um aparelho revolucionário em saúde, certificado pela Anvisa, e que promete acelerar o processo de cura através de exames que comprovam a medida certa em vitaminas e substâncias essenciais ao corpo. O Sistema EIS (Eletro Intersticial Scan) é um equipamento médico francês aprovado pela ANVISA e certificado pela KEMA Medical, provido de 4 tecnologias que ajudam na detecção precoce de doenças. As quatro tecnologias utilizadas neste

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A Clínica Molécula adquiriu um aparelho revolucionário em saúde, o Sistema EIS Teck Complex, (Eletro Intersticial Scan) é um equipamento médico francês aprovado pela ANVISA e certificado pela KEMA Medical, que foi desenvolvido para atuar no aspecto preventivo, auxiliando na elaboração de informações fornecidas pelo sistema provido de 4 tecnologias de biosensores: Pletismografia fotoelétrica (oximetria); Variabilidade da frequência cardíaca (VFC); Bio impedância em modo bipolar; Bio impedância em modo tetrapolar.


A Clínica Molécula é uma empresa prestadora de serviços que atua basicamente na área da saúde de diagnóstico na prática ortomolecular, na prevenção de doenças, restabelecendo o equilíbrio bioquímico dos pacientes através da suplementação de vitaminas, aminoácidos, minerais e enzimas. Controlando a ação dos radicais livres e a contaminação de metais pesados envolvidos em inúmeras patologias clínicas.

As atuais políticas de saúde nos direcionam para uma mudança de conceito: de medicina curativa para preventiva, através da atenção primária à saúde e a realização de diagnósticos precoces, sugerindo hábitos e condutas saudáveis. O sistema EIS TECK Complex em poucos minutos, de modo não evasivo, indolor, sem efeitos colaterais gera o Scores de Homeostase do paciente, fazendo uma análise estatística da especificidade e sensibilidade do teste. Após o Screening, o diagnóstico deve ser confirmado por ferramentas de diagnóstico específicas e padronizadas por exames convencionais na medicina convencional. Quais são as indicações ? O EIS analisa o sistema digestivo, pâncreas, fígado, supra renais, bexiga, próstata, útero, tireóide, coração e cérebro. Avalia o stress oxidativo, bioquímica do sangue, incluindo hormônios, estado de hidratação, composição corporal, vitaminas e minerais em falta ou em excesso e avaliação esportiva. Mede os neuro transmissores que são as substâncias que agem no cérebro e são responsáveis pela depressão, stress, euforia, distúrbios de comportamento, entre outros. ◆◆ Os benefícios desta nova tecnologia agora disponível e aprovada no Brasil são: - Avalia a função de nossos órgãos e de sistemas do nosso organismo; - Permite o monitoramento da eficácia e qualidade do tratamento ortomolecular;

- Os resultados são apresentados graficamente; - Realiza uma avaliação funcional do corpo humano, auxiliando em diagnósticos precisos; - Indolor, não invasivo, sem efeitos colaterais.

Em Passo Fundo, a Clínica Molécula, Instituto de Orto-Biomolecular, conta com a novidade, que ajuda no entendimento dos processos corporais, respostas e funções que é fundamental para a prática inteligente da medicina. A Clínica está localizada na rua Eduardo de Brito, 1627, centro, Passo Fundo – RS. Por estar próxima do HSVP, está numa área onde circula grande número de pessoas, que são público alvo para a clinica. A facilidade de acesso, o ambiente e o estacionamento são pontos importantes. A Clínica Molécula é uma empresa prestadora de serviços que atua basicamente na área da saúde de diagnóstico na prática ortomolecular, na prevenção de doenças, restabelecendo o equilíbrio bioquímico dos pacientes através da suplementação de vitaminas, aminoácidos, minerais e enzimas. Controlando a ação dos radicais livres e a contaminação de metais pesados envolvidos em inúmeras patologias clínicas. Clinica Molécula Agende sua consulta pelo fone: (54) 3045.4534

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Arte e cultura

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

Grupo Timbre de Galo Além das fronteiras do teatro convencional

Meio milhão de pessoas já assistiu ao grupo É através do teatro de rua que os atores Beliza Marroni, Carlinhos Tabajara, Edimar Rezende, Eliezer Machado, Mara Cavalheiro, Miraldi Junior e Rodrigo Vilanova expõe a sua arte. Com mais de uma década de experiência, estes artistas já participaram de vários espetáculos, festivais e oficinas e rodaram mais de um milhão de quilômetros através de sete estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. O público, até hoje, é de quase meio milhão de pessoas. O Timbre de Galo nasceu em Passo Fundo, no ano de 2009, quando o grupo trouxe a estréia do espetáculo “Auto da Paixão e da Alegria”. Em 2010 as crianças, sempre presentes nas apresentações, receberam atenção especial e ganharam a montagem da peça “A Viagem de um Barquinho”. Já em 2011, ao integrar o projeto nacional transmídia “Por que a gente é assim?”, onde o tema central foi questionar

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a comunidade a respeito de seus valores, o grupo inicia a circulação de “O Casamento de Hermelinda”, escrito por Carlinhos Tabajara, em parceria com o diretor Júlio Adrião. O reconhecimento de toda comunidade por onde o grupo passa é fundamental para dar seguimento a esta trajetória. O que se apresenta no palco itinerante do grupo é o que todos são e recebem através do incentivo da população. Assim seguem trilhando o caminho do teatro popular.

Em junho de 2009, algumas semanas após a estréia de seu primeiro espetáculo, o Grupo de Teatro Timbre de Galo foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.

Iniciativa premiada Em junho de 2009, algumas semanas após a estréia de seu primeiro espetáculo, o Grupo de Teatro Timbre de Galo foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. O grupo concorreu com 1215 projetos de teatro de todo o país e recebeu incentivo junto com outros 165 selecionados. Em todo o Rio Grande do Sul, somente nove projetos receberam o prêmio. Para o Timbre de Galo, a premiação permitiu que fossem realizadas, naquele ano, dez apresentações gratuitas do espetáculo “Auto da Paixão e da Alegria”. A seleção foi feita por cinco comissões, uma para cada região do país, que analisaram o currículo, qualidade e originalidade do projeto, importância das atividades previstas para o estado, o planejamento das ações para tornar acessível ao público, entre outros.

Diogo Zanatta

Com três espetáculos em repertório, apresentados em lugares inusitados como ruas, calçadas, parques e até mesmo em ginásios, o Grupo Timbre de Galo vai para onde o povo está. Com seu palco itinerante, é ocupando espaços públicos que esta trupe mostra suas peças, democratizando o acesso à arte, dialogando com a comunidade e trocando experiências, numa verdadeira dialética cultural. O objetivo é extrapolar as fronteiras impostas pelo teatro convencional. Levar o teatro a quem nunca teve contato com esta arte. Tornar este espectador mais rico daquilo que não se compra, do que se consegue apenas através de sua vivência.


Diogo Zanatta Diogo Zanatta

Já em 2011, o grupo Timbre de Galo recebe o prêmio Pró-Cultura FAC (Fundo de Apoio à Cultura do Rio Grande do Sul). Foram 253 projetos inscritos neste edital, sendo 221 considerados habilitados a concorrer ao Fundo. Destes, finalmente foram selecionados 30 projetos, que receberão um valor em dinheiro para a atividade proposta por cada grupo. No caso do Timbre de Galo, este prêmio irá financiar apresentações gratuitas do espetáculo “Auto da Paixão e da Alegria”, no Rio Grande do Sul, ainda neste ano. Esse é o primeiro edital lançado pela Secretaria da Cultura após dez anos de criação do Fundo de Apoio à Cultura, que só foi efetivado em 2010. O FAC é uma forma de financiamento direto do Governo para projetos culturais.

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Os bastidores dodia a dia

marrão, para dar mais sabor ao momento cultural. Encerrada a peça, é comum uma conversa de perto com alguns admiradores do grupo. Assim que o público – que em algumas apresentações chega a duas mil pessoas – retorna às suas casas, a terceira etapa do trabalho inicia. Tudo é desmontado e os artistas retornam para seus lares e esperam por um novo dia para que o ritual comece mais uma vez.

Amanda S

chArr

Quando o Timbre de Galo chega ao seu destino, o trabalho inicia com a montagem de seu palco itinerante. Não existe uma “equipe de apoio”, ou seja, os próprios atores pegam no pesado e carregam ferragens, madeiras, cabos e o que mais for necessário para montar o seu cenário. Com esta etapa finalizada, é hora de passar o som dos microfones e dos instrumentos musicais, para que tudo saia conforme planejado. Caso o espetáculo ocorra à noite, também é feita a checagem das luzes. O tempo é cronometrado. Assim que tudo está pronto, é possível descansar alguns

minutos para começar a maquiagem, preparar o figurino e se concentrar para o espetáculo. É o momento em que uma verdadeira “mágica” acontece. Agora o grupo está pronto para transformar histórias em alegria, diversão e mensagens para seu público. De modo geral, as cadeiras para os espectadores são cedidas pela prefeitura do município visitado, ou por alguma entidade próxima ao local do espetáculo. Mas há também alguns mais preparados, que levam suas cadeiras de casa e o chi-

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Personalidade

Por: Taís Rizzotto // taisrizzotto@revistaversa.com

Trabalhador na lavoura, engraxate, motorista de caminhão, vendedor, prefeito, empresário e político.

Esse é Moacir Volpato! Bem que poderia estar escrito nos livros que Moacir Volpato aprendeu a vender, que o seu talento estava nas vendas e na comunicação. Assim ele teria pulado algumas etapas e atuado direto nas vendas. Enxergar as oportunidades em meio às dificuldades talvez seja uma das principais características do empresário e político Moacir Volpato. Ele começou como trabalhador da lavoura, depois engraxate, mais tarde como motorista de caminhão. Se tornou vendedor e empresário. A prefeitura de Lagoa Vermelha ele administrou por duas vezes. Marido, pai... essa é uma oportunidade para você conhecer a trajetória do empresário e político Moacir Volpato. A revista Versa foi a Lagoa Vermelha, até a casa dele para conhecer sua vida. Com uma capacidade de comunicar-se muito grande, Volpato nos deixou a vontade para perguntarmos sobre tudo.

Ele nasceu em Joaçaba, Santa Catarina, em 1948. Aos 63 anos de idade relembra com carinho a infância. O pai era agricultor. A família tinha uma olaria artesanal, tocada por um grande roda d´água. Os quatro filhos e mãe também ajudavam na olaria. “Somos em quatro isrmãos. Sou o segundo filho, sou o fruto do capricho... risos... Todos nós somos altos, eu tenho 1,88m, mas eu sou o mais forte fisicamente” comenta. Mal sabia ele que além da força física que o fazia carregar peso diariamente, também precisaria desenvolver uma força interior grande, para lidar com o que vinha pela frente.

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Saí de casa encrencado com o meu pai. Ele me disse que se eu saísse não poderia mais voltar. Eu fui.

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Vocês passaram por dificuldades na infância? Com certeza. Venho de uma família simples, onde tudo era contado. Presente de Natal era muito raro a gente ganhar. Eu ouvia falar que tinha Papai Noel, quando descobri que ele não existia de verdade, nunca havia ganhado um presente de Natal. A primeira bicicleta foi usada, e comprada para os quatro irmãos. Mesmo com as dificuldades, era uma vida feliz. Tenho lembranças interessantes, a gente andava de calça curta em meio ao gelo e não sentia frio. Como foi deixar a família, aos 18 anos? Saí de casa encrencado com o meu pai. Ele me disse que se eu saísse não poderia mais voltar. Eu fui. Aos 18 anos eu tirei a carteira de motorista, tinha um caminhão, arrumei um emprego como caminhoneiro. Eu sabia que não queria mais ficar na roça ou na olaria. Fui morar em Lages, em São Joaquim e outras cidades da região. Trabalhei quase 3 anos como motorista nesta empresa. Descobri que ser motorista de caminhão eu também não queria. Fui a São Paulo. Lá fiz um curso para aprender a vender livros. Na hora eu não me identifiquei muito

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com a atividade, mas logo depois descobri o quanto aqueles ensinamentos me foram úteis. Fiquei entre 40 e 50 dias em São Paulo. Voltei de São Paulo por motivo de doença do pai. Eu queria vê-lo e também me aproximar novamente da família. Eu sentia muita solidão. Eu nunca me senti a ovelha negra da família, mas sei que para mim ficavam sempre as coisas mais difíceis. Aliás, prá mim nunca nada foi fácil. Como começou a sua carreira como vendedor? Depois da morte do meu pai, recebi uma oportunidade de um tio e de um primo, em Nova Prata, para ser vendedor na loja deles. Trabalhei como vendedor e em seguida criei lojas filiais da família. Rapidamente me tornei gerente e dono das filias. Em Ciríaco, por exemplo, já cheguei como gerente da loja. Por lá fiquei cerca de 10 anos. Em 1977 eu estava com vontade de ir ao Mato Grosso, em busca de novas oportunidades. O meu tio disse que não achava bom. Fizemos a divisão das lojas Fioravante Volpato. Cada um ficou com sua parte. Em seguida o meu irmão, Valdemiro, começou a trabalhar

comigo e se tornou meu sócio. Estamos juntos há 40 anos. E a sua esposa, como se conheceram? Conheci a Cacilda em um baile no interior em Ibiraiaras, essa jovem me chamou a atenção. Ela me foi apresentada por um parente da família. Dançamos naquela noite. Na outra semana vim até Lagoa Vermelha para visitá-la. Já são 30 anos de casamento. Ao todo são 5 filhos, uma família grande... Eu tive um namorada em Ciríaco e dessa relação nasceu meu primeiro filho. Cacilda era viúva, tinha dois filhos, e juntos tiveram mais dois. É uma grande família. Gostaria de ter estudado mais? Não tenho dúvida do quanto a formação é muito importante. No início da minha vida não tive muita oportunidade. Depois comecei a trabalhar. Estudei até o segundo ano do ensino médio. Tenho a formação que a vida como empresário me dá...


“Não deu zebra! Na área de lazer de sua casa, Moacir Volpato junto ao quadro que mais gosta. Ele brinca com o desenho da zebra, já que muitas pessoas acharam que ele não daria certo na vida.”

Com tantas responsabilidades o senhor consegue ter um tempo para o lazer? Eu consigo sim. Aprendi a administrar o tempo. Hoje, mais do que antigamente. Esse ano já viajei com a família por duas vezes. Trabalho cerca de 8 a 10 horas por dia. O meu trabalho também é muito parecido com o de relações públicas, é um prazer... Por que a profissão de vendedor é a que o senhor mais se identifica? Porque essa é a minha primeira e única profissão, de verdade. A pessoa para vender bem tem que ter empatia, precisa entender o que o cliente quer e saber se comunicar. Conhecer produto que está vendendo também é fundamental. O senhor acredita que mesmo uma pessoa desempregada, tem como ganhar dinheiro. Aí entram as vendas e a vontade? Persistência na vida é a palavra chave. Tem que ser determinado. Trabalhar com entusiasmo, porque isso as pessoas percebem.

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Quero criar uma central nacional de compras, que vai abranger um número significativo de revendedores. Fazer com que um negócio se mantenha nos dias de hoje já é um desafio. Se expandir então, mais ainda... O senhor tem 71 lojas, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Qual é o segredo? É formar equipes. É ir além. É preciso ter um envolvimento forte com a comunidade. Tive que aprender a delegar. Vi que precisava formar uma equipe forte para vencer. Como surgiu a política na sua vida? Ela sempre existiu na minha vida. As pessoas perceberam que eu estava disponível, assumido posições em defesa da comunidade, de entidades. Aí para entrar na política partidária foi um pulo. Hoje estou filiado ao PP, mas fui prefeito de Lagoa Vermelha por dois mandatos, de 2000 a 2008 pelo PDT. Como avalia a experiência como candidato ao governo do estado? Foi prá mim um desafio. Aliás, eu sou um homem de desafios. Eu gosto disso. Eu passei a conviver com grandes políticos, conversei com todos os últimos governadores do estado. Depois de ser presidente da Famurs, senti que eu tinha capacidade de concorrer. Despertei um partido que estava muito adormecido.

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Se for prefeito novamente, o que terá oportunidade de fazer, que não conseguiu realizar nos outros dois mandatos? Eu não posso dizer que não troquei de partido com objetivos políticos. Tenho um foco na minha carreira política. Assim como as roupas que a gente guarda por muito tempo no ropeiro e que precisam ser sacudidas antes de usar, eu também precisava de uma sacudida. Às vezes uma prefeitura também precisa de uma sacudida. Gostaria de investir na diversificação industrial, no constante desafio da educação. Aliás quando eu fui prefeito, levei para dentro das escolas o empreendedorismo, porque as pessoas precisam aprender a ser empreendedoras. O que o senhor ainda quer para sua vida? Quero criar uma central nacional de compras, que vai abranger um número significativo de revendedores. Eu tenho o desafio de poder conviver mais com a família, o que eu tenho conseguido fazer, graças a Deus. Voltar a administrar a prefeitura de Lagoa Vermelha seria um outro desafio.


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Decora

Por: Christie Ely // redacao@revistaversa.com

Arquitetura Minimalista

Quando Menos é Mais! Ora, num mundo onde o excesso de informações parece ter se tornado regra, quando nos deparamos com uma imagem limpa, certamente agrada aos olhos uma vez que se torna diferente pela simplicidade. Basta? Não! O bom senso e o bom gosto devem se fazer presente nesta linha minimalista, quando “Menos é Mais”, famosa frase de Mies van der Rohe, arquiteto alemão, a máxima da arquitetura que serve, inclusive, para outros setores da vida cotidiana. Uma poltrona... um móvel de linhas objetivas... eis a mensagem simples e de entendimento rápido. É a calmaria na decoração e sensação de paz refletida nas formas. Estilo formatado com apenas o essencial, nada mais. Mas, este “essencial” com muita personalidade. Sente-se um carinho imensurável pela forma e nunca a falta de cuidados como os adeptos de exageros chegam a pensar. No entanto, é preciso ter cuidado pois a simplicidade mora ao lado do “sem graça”. Um ambiente com estas características irá encantar, se não a gregos, a troianos com toda certeza. A receita resumida de decorar neste estilo que parece atravessar os anos sem tornar-se defasado, pelo contrário, cada vez mais glamuroso, sem exageros, é a

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sobriedade vestida de geometrias básicas. Prima pelo racionalismo - pouco, pela utilização de uma volumetria clara - quadrados, retângulos, círculos, e pela sofisticação. Criam-se espaços austeros, mas que transmitem uma determinada concepção de elegância e cosmopolitismo. Os ambientes minimalistas são, geralmente, bem marcados por um belo design consagrado, como arte única (foco) e peças poucas e bem dispostas. Então o espaço se cria sob a luz, preferencialmente natural (ambientes amplamente iluminados) Valorizando a arte e o design de maneira pontual e organizada (tudo tem seu lugar e longe do olhar, quando muito demarcam o uso: um livro numa estante, por exemplo), refúgio do caos visual das ruas, portanto sem excessos.

A simplicidade que agrada Este estilo cabe para qualquer pessoa, personalidade e principalmente bolso, adequando-se aos diversos gostos, sendo até um estilo de vida (lifestyle). Afinal, o ambiente pede somente algumas peças bem escolhidas e paisagem serena. “Menos é mais” também se aplica à paleta de cores, que se restringe ao branco, preto, cinza e alguns tons neutros (castanho, azul, verde, concreto, elefante…). Quanto mais claro melhor, porque permite que a luz engrandeça o espaço juntamente com espelhos, sempre na intenção de amplitude, uma vez que o espaço minimalista por conceito é por si grandioso fisicamente e deve ser con-

templado. Na utilização de cor, que não as neutras, tem que se ter minúcia para não causar um maior “ruído visual”. Aceitam-se, não obstante, algumas intervenções específicas: num vaso ou num módulo do móvel. As janelas são lisas, grandes e sem peitoris, as molduras de forro e rodapés são planos, o piso é preferencialmente revestido num material sem quebras e completamente polido, efeito “tapete”; o mesmo se diz dos móveis, laqueados e com um efeito glossy e das bancadas revestidas com granito polido (cozinhas e banhos). Como uma tela branca, onde se destacam apenas alguns pontos, descomplicado e suave, ao mesmo tempo. Assim se comporta o minimalismo atual: versátil, puro, simples e preciso na tarefa de atingir seu admirador, seja ele usuário ou somente quem aprecia.


Curvas X Retas

Deu BRANCO

◆◆ Apesar do estilo minimalista ter-se consagrado pelas retas, as curvas não estão proibidas desde que utilizadas de forma dosada.

◆◆ Ambientes minimalistas nasceram basicamente do branco e até hoje esta é a cor que predomina neste estilo, mas não é regra insolúvel.

◆◆ Observe estes dois exemplos de estofados, os mesmos tons de cores nas salas, o mesmo peso visual, no entanto linhas diferentes, contudo sóbrias.

◆◆ Uma bonita planta numa esquina da sala, uma jarra com ramos de árvore ou uma orquídea em flor sobre uma mesa são sempre boas escolhas, até porque emprestam ar fresco e um pouco de vida, mesmo aos ambientes mais minimalistas e afirmam o uso sem sobrecarregar. Ago/Set • 2011 • Versa Magazine

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Uso de ícones do DESIGN I Minimalismo CLÁSSICO ◆◆É possível um ambiente ser ao mesmo tempo clássico e minimalista, desde que as poltronas, como no caso, sejam o foco do ambiente, pois seu estilo já traduz arte e design, duas das premissas das peças centrais do minimalismo atual.

Uso de ícones do DESIGN II ◆◆Outro bom design é a poltrona Barcelona, normalmente utilizada em pares. A continuidade do estilo pautada na criação atemporal.

DESIGN e ESTILO ◆◆ Casando dois imortais: o design clássico de uma mesa, que traz o estilo retrô na bagagem e o design consagrado de cadeiras Panton, imortalizado pela forma e assinatura. ◆◆ Linhas limpas e designs impecáveis, a fórmula para um minimalismo irretocável.

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◆◆A poltrona Charles&Eames é uma das preferidas pelos adeptos “Menos é Mais” para compor os espaços. Seu design traduz exatamente o conceito: robustez e sobriedade.

◆◆Em termos de elementos decorativos, o estilo minimalista é fã de superfícies lisas e “despejadas” de objetos desnecessários.

◆◆ Despe-se os móveis de puxadores e suas poucas prateleiras possuem um número reduzido de objetos. Design valorizado em eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. (importante falar do design nos equipamentos de uso diário)


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Solidariedade

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

A Orquestra Beija-Flor precisa voar

Em dezembro de 2010, o maestro e idealizador da orquestra, Rodrigo Ávila, teve uma triste surpresa. O ônibus usado pelos pequenos artistas estava impossibilitado judicialmente de circular, pois já tinha mais de 20 anos de uso.

Com o slogan: “Sua arara fará nosso beija-flor voar”, a Orquestra Beija-Flor iniciou uma campanha para salvar o talento de mais de 30 crianças e adolescentes do Lar Emiliano Lopes. A orquestra que já se apresenta pelo Estado desde 2007 adquiriu um ônibus em 2008 com a contribuição de muita gente, que doou na época, notas de R$1 real. A nota simboliza o beija-flor. Porém, em dezembro de 2010, o maestro e idealizador da orquestra, Rodrigo Ávila, teve uma triste surpresa. O ônibus usado pelos pequenos artistas estava impossibilitado judicialmente de circular, pois já tinha mais de 20 anos de uso. O Lar recorreu à Justiça, mas não ganhou liminar para liberar o uso do transporte. Com o impedimento de transportar suas crianças nas turnês, o lar criou a campanha “Sua arara fará nosso beija-flor voar”, onde são esperadas as doações de 30 mil pessoas, no valor de R$10 reais, para comprar um ônibus mais novo e moderno. O Lar Emiliano Lopes desabrochou a autoestima de muitas crianças, que viram na música, a alegria para viver, colabore com essa campanha.

As doações podem ser feitas através do site: www.orquestrabeijaflor.com.br

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Comportamento

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

O celular invadiu a sala de aula Que a invenção do aparelho celular é uma das mais geniais do século XX e infinitamente aprimorada no século XXI, ninguém discute, é unânime. Mas junto com toda essa revolução na maneira de se comunicar veio a questão da ética e do respeito em alguns lugares, onde antes a única coisa permitida era o silêncio total. Pesquisas como o relatório horizon 2010, de um grupo de pesquisadores internacionais, que identifica tecnologias que podem ter forte impacto na educação nos próximos anos, aponta o celular como uma das ferramentas pedagógicas do futuro. Resultado da troca de informações entre especialidades de mais de 300 universidades ao redor do mundo, o relatório coordenado pelas organizações New media Consortium e Educaise bate de frente com a visão dos gaúchos quanto à presença do aparelho nas escolas. Por desviar o foco da atenção do aluno para ligações e mensagens de texto em vez do professor, o celular está banido por lei das salas de aula de escolas e universidades do Estado desde 2008. Pelo estudo, o celular pode ser útil para pesquisas durante a aula, para gravar trechos de explicações do professor e até para compartilhar com a turma, por meio de redes sociais como o twitter e blogs, dados de saídas a campo. Para os pais, nada melhor do que ter contato em todas as horas com seus filhos, isso facilitou muito e tornou mais prática a convivência. Mas com tantos torpedos, aplicativos e redes sociais que podem ser acessadas, fica um embate acerca da questão. “No começo eu queria que minhas filhas deixassem os celulares em casa, para evitar qualquer problema na escola, isso dispersa a atenção dos alunos, mas vi a facilidade de me comunicar com elas principalmente para buscá-las ou se acontece alguma coisa fora da rotina”, afirma Carlos Alberto Fonseca, pai de duas meninas. Segundo diretores de escolas particulares de Passo Fundo, é recomendado aos alunos que desliguem seus celulares ao entrarem em sala de aula. Pequenos conflitos já foram constatados e resolvidos sem grandes proporções em escolas locais. Os alunos costumam deixar seus celulares ligados, sem que os professores vejam, mas deixam no silencioso, até que se faça chamar a atenção. Para a secretária municipal de educação, Vera Maria Viei-

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ra, nas escolas municipais também existem muitos alunos que possuem o aparelho, e eles também são aconselhados a desligarem assim que entram em sala de aula. “As diretoras e professoras orientam os adolescentes a desligarem os celulares, e nunca tivemos problemas graves quanto a isso, eles rapidamente obedecem”, destacou.

Por desviar o foco da atenção do aluno para ligações e mensagens de texto em vez do professor, o celular está banido por lei das salas de aula de escolas e universidades do Estado desde 2008.


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Você na Versa

Por: Taís Rizzotto // taisrizzotto@revistaversa.com

Baile das Mimosas: Uma festa de solidariedade e de alegria Quem ouve falar sobre um baile como esse, em que apenas mulheres podem participar, deve ficar se perguntando: O que será que acontece? Bem, tudo começou na década de 1980, quando a diretoria do Clube Comercial de Passo Fundo, que tinha como presidente Dirce e Diógenes Michelin, resolveu criar um baile só para mulheres. Para auxiliar na organização o casal convidou o grupo de mães do IE – Instituto Educacional. Com interrupção de alguns anos, a festa não para de crescer. A cada ano é eleita uma rainha para o baile das mimosas, festa tradicional do Clube Comercial. E quem pensa que só há senhoras participando, se engana. É verdade que há muitas delas se divertindo, mas a cada edição o número

A renda deste evento, 12 mil 460 reais foi dividida entre essas duas entidades.

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de jovens também aumenta. Uma prova foi a criação do título de Mimosete, uma espécie de rainha jovem da festa. A rainha e a mimosete fazem suas entradas triunfais, com suas respectivas cortes. O público é convidado a vir fantasiado. Há também apresentações de outros grupos, devidamente caracterizados, e que arrancam muitos aplausos da platéia. No ano de 2010 estavam recepcionando as convidadas com suas cortes a Raquel Pereira, Rainha das Mimosas de 2010 e Maria Eugênia Benincá, Mimosete 2010. A festa beneficente aconteceu no dia 10 de junho e reuniu 400 mulheres. As entidades beneficiadas nesta edição foram Fazenda Esperança, que recupera dependentes químicos e Casa de Acolhi-

mento Institucional Roberto Pirovano Zanatta, que atende crianças do zero aos 10 anos de idade e se mantém através do apoio financeiro da Prefeitura e das doações. A renda deste evento, 12 mil 460 reais foi dividida entre essas duas entidades. A revista Versa, uma das patrocinadoras do Baile das Mimosas esteve representada através de sua diretora Fabiana de Lima e da editora Taís Rizzotto, também apresentadora do evento. O tema proposto neste ano, a 21ª edição do Baile das Mimosas, simbolizou a alegria: Mimosas no Túnel do Tempo. Como diz o ditado: “recordar é viver”. Foi uma noite para lembrar momentos, personalidades, épocas, filmes, acontecimentos, histórias, músicas.


Curiosidade

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

ASPARTAME

Bandido ou mocinho? Recentemente, foi publicado em vários meios de comunicação, principalmente na internet, uma matéria da nutricionista canadense Michelle Schoffro Cook, apontando os 10 piores alimentos de todos os tempos, onde enfaticamente coloca os refrigerantes diet na primeira posição de sua lista, devido a presença do ASPARTAME em sua composição. Segundo a nutricionista, uma pesquisa levantada pela escritora e editora Lynne Melcombe associa o aspartame com uma série de doenças, entre as mais graves estão tumores cerebrais, cegueira, epilepsia, depressão, defeitos de nascimento, palpitações cardíacas, perda auditiva, problemas reprodutivos e até mesmo a morte. “Essa substância vem sendo objeto de dezenas de publicações, mas muitas delas são infundadas, interpretadas erroneamente ou baseadas somente em informações da internet, por consequência acabam sendo desclassificadas cientificamente pelos peritos dos diversos comitês e agências reguladoras”, afirma o farmacêutico bioquímico, Mateus Batista Fucks. Porém, ele ressalta que as pesquisas mais frequentes envolvem relatos de dores de cabeça, enxaquecas e outros efeitos neurológicos provocadas pelo aspartame. No entanto, várias revisões bibliográficas e perícias sobre a bioquímica do aspartame não acharam evidências de que a dose recomendada possa produzir neurotoxinas capazes de causar esses sintomas, sendo mais provável que tais eventos estejam relacionados a outros fatores.

Teoria conspiratória A fonte que origina boa parte dessas informações sobre os males do aspartame vem de uma organização que trata o assunto como uma teoria conspiratória. Conhecida como Mission Possible World Health International essa organização disseminou a informação pelo mundo e conquistou inúmeros seguidores, dentre eles profissionais da saúde. Segundo sua fundadora, Dra. Betty Martini, de profissão desconhecida e que assim se intitula, ao todo são 92 sintomas causados pelo aspartame e reportados ao FDA (Food and Drug Administration), informação essa que não encontramos referenciadas pelo mesmo.

“Particularmente, prefiro não acreditar em conspirações e sim na seriedade de órgãos como a OMS (Organização Mundial da Saúde), National Cancer Institute, European Food Safety Authority, Codex Alimentarius, FDA entra tantas outras, que regulamentam esses compostos ou avaliam profundamente todos os estudos publicados. Impossível conceber que tais órgãos, que já demonstraram sua seriedade em centenas de casos, muitos contra grandes “tubarões” da indústria, iriam possibilitar a distribuição em massa de uma substância tão maléfica para a humanidade. Dar credibilidade a tal teoria conspiratória coloca em xeque nossa segurança frente a todos os alimentos e medicamentos que hoje são liberados para consumo”, contesta o farmacêutico.

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Preocupação para usuários O fato, avalia Fucks, é que essas informações condenando o uso do aspartame tem gerado bastante preocupação nos usuários frequentes, principalmente os diabéticos, já que essa substância está presente na maioria das bebidas e alimentos dietéticos. O aspartame foi criado em 1965 e aprovado nos Estados Unidos em 1981 pelo FDA, agência reguladora que mantém essa substância como segura para consumo até os dias atuais. Ao ser metabolizado pelo sistema digestório, o aspartame é quebrado em ácido aspártico e fenilalanina, ambos aminoácidos naturalmente produzidos pelo organismo e componentes de muitas proteínas animais e vegetais, portanto presentes em vários alimentos. O terceiro produto do metabolismo é o metanol, no qual se sustenta a maioria das teses dos efeitos maléficos do aspartame, causando envenenamento com danos neurológicos e doenças como esclerose múltipla e lúpus sistêmico. No entanto, o metanol gerado ao consumir o aspartame, nas doses consideradas seguras, ainda é inferior ao produzido quando ingerimos muitas frutas, vegetais e sucos cítricos e cerca de 200 vezes inferior aos níveis considerados tóxicos. “Um suco de uva produz quatro vezes mais metanol do que a ingestão da mesma quantidade de um refrigerante diet. Este metanol é imediatamente convertido em formaldeído e em seguida em ácido fórmico, e as quantidades produzidas de formaldeído neste metabolismo são muito mais baixas quando comparadas com as concentrações produzidas naturalmente pelo organismo”, explica.

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Posição da ANVISA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) igualmente considera o produto seguro. Dentre as informações divulgadas no seu site, a última afirma que mesmo os pacientes com capacidade reduzida de metabolizar a fenilalanina não são prejudicados, pois uma dose única de aspartame equivalente a 20 latas de refrigerante com este adoçante não eleva os valores plasmáticos a níveis que representam risco, o mesmo acontece com o ácido aspártico.

Produtos naturais ainda são melhores alternativas Até que se prove com dados concretos para as agências reguladoras, o aspartame é considerado uma substância segura e nenhum estudo de base científica sólida

Doses seguras

mostrou o contrário. “Mesmo assim

Para o FDA, as doses diárias seguras são de 50 miligramas por Kg corpóreo, ou seja, um indivíduo com 60Kg pode consumir até 3.000 miligramas por dia. A ANVISA adotou a dose segura como sendo 40 miligramas diárias por Kg, o mesmo valor utilizado pela agência europeia e OMS, o que não representa diferença significativa. Na prática, um litro de refrigerante diet ou light normalmente contém de 120 a 240 miligramas e um envelope de adoçante em pó contendo aspartame não ultrapassa os 50 miligramas da substância.

é importante deixarmos claro que o

Nova avaliação

maneira de retirá-las de nossas vidas”,

Em maio deste ano o EFSA foi solicitado pela Comissão Européia para apresentar até julho de 2012 uma nova reavaliação da segurança do aspartame. O EFSA acatou a solicitação e lançou uma chamada pública no dia 1º de junho, poucos dias atrás, para obter dados científicos de qualquer natureza e revisões completas da literatura. Apesar de todas as avaliações de risco que já foram empreendidas, o EFSA reconhece a preocupação pública e quer assegurar que todo o esforço seja dirigido para saná-la. Assim que soube da reavaliação anunciada, Dra. Betty Martini se pronunciou para a EFSA afirmando que a segurança dessa substância jamais será provada e que os dados verdadeiros serão omitidos por influência da indústria. “Dessa forma podemos prever que a polêmica e as notícias jamais irão cessar, cabendo a cada um de nós prover senso crítico para dar credibilidade às fontes que realmente julgamos confiáveis”, comenta Mateus.

conclui o bioquímico. Quando possível,

Essas entre outras informações podem ser obtidas em: ANVISA - www.anvisa.gov.br FDA - www.fda.org National Cancer Institute - www.cancer.gov Codex Alimentarius - www.codexalimentarius.net EFSA - www.efsa.europa.eu OMS - www.who.int

consumo de qualquer aditivo alimentar deve ser evitado, definitivamente não são fontes de saúde. Os próprios edulcorantes são passíveis de causar reações adversas. Contudo, condenar essas substâncias com informações indevidas não é a melhor

os produtos de origem natural constituem uma excelente alternativa, como é o caso do xarope de agave e do adoçante stevia. Até o momento não se conhece efeitos tóxicos, mas a própria stevia já foi proibida pelo FDA até que pesquisas comprovassem sua segurança.

Mateus Batista Fucks é farmacêutico bioquímico e especialista em Microbiologia e Análises Clínicas. mateus@labclinisul.com.br

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Gastronomia

Por: Restaurante Gallu’s // redacao@revistaversa.com

LOMBO DE PORCO MINEIRO Restaurante Gallu’s

INGREDIENTES ◆◆ 1 peça de lombo de porco de 1 Kg ◆◆ Sal a gosto ◆◆ Suco de 1 limão siciliano ◆◆ 1/4 xícara (chá) de óleo ◆◆ 1/4 xícara (chá) manteiga ◆◆ 1 cebola picada ◆◆ 30 minutos de preparo ◆◆ Rendimento 6 porções

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MODO DE PREPARO A peça de lombo tem o formato de um cilindro comprido, mas para esta receita, deve ser retalhada de maneira a formar um retângulo grande (ver observação abaixo). Depois de retalhada, tempere a peça com sal e o suco do limão e deixe descansar por 2 horas na geladeira. Esquente o oléo em uma panela de fundo grosso e frite bem o lombo. Há parte, bata a manteiga com a cebola. No momento de servir, coloque a mistura da manteiga sobre a carne bem quente. Servir acompanhado de uma farofa, couve refoga e arroz branco. Obs: Para retalhar o lombo use uma faca e abra a peça ao meio, sem cortar até o fim, para não dividir a carne. Vire a peça e talhe cada om dos semicirculos, também sem chegar até o final. A peça ficará em formato retangular.


CASTANHAS AO CREME DE DAMASCO Restaurante Gallu’s

INGREDIENTES ◆◆ Base ◆◆ 1 xícara (chá) de castanha de cajú triturada ◆◆ 2 colheres de sopa de castanha de Pará triturada ◆◆ 5 colheres (sopa) de açúcar ◆◆ 1 colher (sopa) rasa de manteiga derretida ◆◆ Creme de Damasco ◆◆ 2 xícaras (chá) damasco

MODO DE PREPARO Base - Misture todos os ingredientes. Forre o fundo de um prato com a massa obtida com cerca de 1cm de espessura. Cubra com o creme de damasco e leve a geladeira por 2 horas. Cubra com o chantilly e sirva gelado. Creme - Cubra o damasco com água e cozinhe até que fique macio. Escorra e triture no processador com o açúcar e a água. Junte a gelatina previamente hidratada. Chantilly - Bata o creme de leite com açúcar até obter um creme espesso.

◆◆ Água suficiente para cozinhar o damasco ◆◆ 5 colheres (sopa) açúcar ◆◆ 1 xícara (chá) de água ◆◆ 1/2 envelope de galatina em pó incolor ◆◆ 3 colheres (sopa) água para hidratar a gelatina ◆◆ Chantilly ◆◆ 1/2 xícara (chá) creme de leite fresco ◆◆ 1 colher (sopa) açúcar ◆◆ Rendimento 12 porções.

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Personal Seller

Por: Talita Tatsch Spode // // redacao@revistaversa.com fabiana@revistaversa.com

O que é um Personal Seller? O sucesso nas vendas e a fidelização do cliente se mantém de várias maneiras com tanta novidade no mercado atual.

Há muitos anos na Europa e Estados Unidos e chegando no Brasil, a ideia de atender o cliente também no pós venda e oferecer um serviço personalizado de stylist, chama a atenção dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes na hora de comprar roupas. Em Passo Fundo já existem algumas lojas que oferecem o serviço de Personal Seller, ou vendedor pessoal, que surgiu com a necessidade de otimização seguindo a tendência mundial. Pensando na comodidade e no melhor aproveitamento do tempo dos clientes, essas lojas de vestuário oferecem o serviço personalizado, atendendo os clientes na comodidade do lar. Essa venda pessoal pode se concentrar inicialmente no desenvolvimento de um relacionamento com o comprador em potencial. Determinando quais

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os produtos que melhor irão atender às suas necessidades, seguido de uma coleta de dados como: tamanhos, cores, tecidos e modelagens. Após esse levantamento inicia-se a separação dos produtos, sejam eles roupas, calçados ou acessórios. Após a seleção dos produtos, é agendado o encontro entre o Personal Seller e o cliente em local previamente combinado. O Personal Seller é uma boa maneira de passar uma grande quantidade de informações técnicas e de utilização do produto. Transformando a venda em um momento único de atenção e exclusividade. Em comparação com outras ferramentas de marketing, como publicidade a venda pessoal/ Personal Seller tende à objetividade e o contato entre o comprador e o vendedor após a venda, garantindo a satisfação do cliente. A venda pesso-

al/Personal Seller destina-se a construir relacionamentos de longo prazo com os clientes. A forte relação só pode ser construída ao longo do tempo e exige um contato regular com um cliente. Isso ajuda a fortalecer o conhecimento dos clientes sobre o que a loja tem para oferecer.

Celebridades garantem imagem com um bom personal stylist A maioria das celebridades usa e abusa do serviço de personal seller ou stylist, o que garante uma porcentagem elevadíssima de mídia e holofotes com a imagem que criam. Com isso, o profissional que constrói a imagem de uma pessoa famosa, pode seguir carreira e conquistar um bom espaço no mercado, mas para tanto é preciso muito estudo e dedicação, focando nas tendências, sempre.


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Gravidez

Por: Nelci Tz. Zorzi // atendimento@bemacolher.com.br

Atendimento Obstétrico de Enfermagem Acompanhando O Ciclo Da Vida - O Milagre Da Criação

A chegada de uma criança ao mundo é um presente inestimável. Uma vida nova é uma fonte de esperança, uma possibilidade no caminho da humanidade. Quando a mulher engravida, sua vida não será mais a mesma, a vida do futuro casal, move-se em função ao novo ser que está presente no meio desta família. Esse período pode ser um período de profundo despertar para o amor e de experiências profundamente positivas. A ligação “mãe-filho” deve ser estimulada por todos os que rodeiam a mulher – gestante, especialmente pelo “pai-grávido”. No decorrer do dia a dia, a gestante deve fazer escolhas importantes. A escolha do acompanhante do parto é uma delas. A enfermagem obstétrica busca acompanhar a gestante em toda a sua caminhada, desde o início da gestação até o puerpério (período após o parto). Humanizar o nascimento é adequá-lo a cada mãe, a cada pai, ou seja, à família envolvida em cada nascimento. A técnica não pode tornar-se mais importante do que as pessoas envolvidas! As evidências científicas mostram que o fator determinante para uma boa experiência de parto é o quanto a mulher sentiu-se protagonista do evento. Pode-se resumir dizendo que a mulher tem necessidade de ser tratada como sujeito ativo e participante de todo o processo e não como mero objeto. Como Enfermeira obstetra e Doula, Nelci Zorzi trabalha com curso de casais grávidos, administra e é responsável técnica pela empresa BEM ACOLHER, acompanhando a mulher durante o nascimento, oferecendo toda a assistência de enfermagem durante o parto e a cesariana. Aperfeiçou-se realizando curso de Doula em Porto Alegre do grupo ANDO. Todo o trabalho exercido tem como objetivo contribuir não só para a vivência saudável da gestação e do parto, e para que o ato de dar a luz possa ser uma experiência de profundo crescimento psicológico e espiritual. Cuidado humanizado e individualizado, empoderando a mulher. É um suporte ao trabalho do obstetra e pediatra.

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“Para mudar o mundo é preciso antes mudar a forma de nascer”. Michel Odent

Conheça os benefícios desse atendimento ◆◆ DURANTE A GESTAÇÃO: Discutem-se dúvidas quanto à gestação, ao trabalho de parto, preparando a mulher emocionalmente e fisicamente ensinando e praticando os métodos de alivio do desconforto no trabalho de parto e parto. Conversa-se sobre cuidados no pós-parto e no pós-cesareana. ◆◆ DURANTE O TRABALHO DE PARTO: Acompanha todo o processo oferecendo apoio físico e emocional, dentro de todo o conhecimento de enfermeira obstetra e Doula, respeitando a conduta médica, vindo a somar o trabalho desse profissional. Para aliviar os desconfortos, Nelci utiliza os métodos não farmacológicos de alivio da dor: massagem, relaxamento, alternativas de posições que facilitam o trabalho de parto e parto, hidroterapia, musicoterapia e presença constante. Esse é o período onde a gestante mais precisa de apoio da enfermeira obstetra e Doula, é quando ela precisa se desligar do mundo exterior e se focar apenas nela, no bebê e no seu corpo.

◆◆ ACOMPANHAMENTO DE CESÁREA ELETIVA (MARCADA): Apoiando emocionalmente, fotografando, humanizando desde a internação. Se necessário realiza procedimentos de preparo para a cesariana, como: punção venosa, e colocação de sondas (cateterismo vesical), conforme conduta médica. Acompanhamento no centro obstétrico, orientando, situando a mãe e familiar em tudo o que está acontecendo. Estimulando o contato mãe-bebê, e a amamentação. ◆◆ NA SALA DE RECUPERAÇÃO: Observação constante de mãe e bebê, até a alta para o quarto, fortalecendo vínculo e promovendo amamentação de forma correta para evitar traumas mamilares. ◆◆ CONSULTORIA - ATENDIMENTO DOMICILIAR: Proporciona consultoria em aleitamento materno, especialmente no domicílio nas intercorrências e dificuldades encontradas pelas mães que estão amamentando seus bebês (“leite empedrado” – ingurgitamento, “figos” – fissuras, bebês com dificuldade de sucção, “pouco leite”), principalmente nas primeiras semanas após a alta hospitalar. Orientando, acompanhando até restabelecer o processo natural da amamentação.

◆◆ APÓS O NASCIMENTO: Proporciona o contato entre bebê – mãe- pai, o mais precoce possível. Permanece na maternidade até que todos estejam acomodados (oferece assistência de enfermagem 24hs quando for de interesse da família), tira dúvidas quanto todo o processo e fica à disposição pelo telefone, e-mail, e realizando visita domiciliar.

Cursos para o casal grávido Orientação às futuras babás Teremos o maior prazer em atendê-la! Entre em contato!

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Violência

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

Lei Maria da Penha:

Cinco anos de combate à violência familiar A Lei Federal, 11.340 de 07 de agosto de 2006, ficou conhecida como “Lei Maria da Penha” em homenagem à biofarmacêutica cearense, Maria da Penha Maia Fernandes. Maria da Penha levou mais de 15 anos para obter justiça, contra o seu exmarido que, por reiteradas vezes, tentou assassinála. Tendo, inclusive, em uma das tentativas, desferido tiros deixando-a paraplégica. O processo levou mais de 15 anos e foi preciso denunciar o Estado Brasileiro perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela tolerância da violência doméstica contra Maria da Penha, pelo fato de não ter adotado medidas efetivas necessárias para processar e punir o agressor. “A denúncia sobre o caso de Maria da Penha foi, também, a evidência de um padrão sistemático de omissão e negligência em relação à violência doméstica e familiar contra as mulheres brasileiras”, afirma Rubens Franken, professor especialista em Direitos Humanos, diretor administrativo da Assistência Social Diocesana Leão XIII e presidente do Conselho Municipal de Assistência Social. 66

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Culpa da cultura machista O contexto da violência contra a mulher, no Brasil, não está associado, simplesmente, à situação de pobreza. “Mas, sim, à cultura machista de uma sociedade que guarda o ranço de ter sido colonial e escravocrata. Ela é tão generalizada que, metafórica e ironicamente, tem sido qualificada como perseverante democrática, no intuito de mostrar que se encontra presente em todas as classes sociais, grupos étnicos, segmentos culturais e credos religiosos que fazem parte da nossa sociedade. Apesar disso, a Constituição Federal de 1988 colocou a mulher em pé de igualdade com o homem, conferindo-lhe os mesmos direitos e deveres”, diz Franken.

Conforme o texto do Código Penal Brasileiro de 1940, que no § 9° do artigo 129:

“Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos”. Conforme o especialista, o texto teve, através da Lei Maria da Penha, uma nova redação ao tipo penal, adequando-o às novas realidades de crimes de conotação social mais atualizada. “Assim, com o advento da Lei Maria da Penha alargou-se a


ligados por laços naturais, por afinidade ou por vontade. Estende-se, também, a qualquer relação íntima de afeto, cujo agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação e da orientação sexual”, explica Rubens.

Conforme o Art. 6º da Lei Maria da Penha:

tipificação do crime propiciando, através dela, um efeito pedagógico e sociológico da questão, inclusive dando amparo assistencial à vítima”, afirma.

Conforme o Art. 1º da Lei Maria da Penha:

“O Estado Brasileiro cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar”. “Dentro deste contexto, a Lei Maria da Penha aplica-se aos casos de violência doméstica que cause morte, lesão, sofrimento físico, violência sexual, violência psicológica, dano moral ou patrimonial. Quer seja no âmbito da unidade doméstica, com ou sem vínculo familiar ou no âmbito da família, formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados,

“A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos.”

Compromisso de todos Os caminhos apontados pela Lei Maria da Penha para cessar a violência contra a mulher são múltiplos. Inicia com a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher. A difusão da Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres. Além da capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas afins, quanto às questões de gênero e de raça ou etnia. Prevê, ainda, a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de respeito à dignidade da pessoa humana com o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher. “Como vemos, através da lei, toda a sociedade ficou “compromissada”, no sentido preventivo e educativo, antes de tudo. Devendo, portanto, engajar-se em favor dos direitos humanos inerentes as mulheres, pelo fim da violência doméstica”, conclui o presidente do CMAS.

Rubens Franken é professor especialista em Direitos Humanos, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e diretor administrativo da Assistência Social Diocesana Leão XIII

LINHA DE FRENTE

Para saber como é o dia a dia da proteção da mulher e de que forma esta Lei está sendo colocada em prática, a Revista Versa traz para você uma entrevista com a delegada Cláudia Cristina Santos da Rocha Crusius, titular da Delegacia Regional da Mulher, de Passo Fundo. VERSA - Há quanto tempo você atua com a proteção à mulher? Delegada CLÁUDIA - Mesmo antes de me formar em Direito, na PUC-RS, em 1989, já comecei a trabalhar com as questões envolvendo violência doméstica, atendendo casos de Direito de Família no estágio. Advogando, também atuei nessa área, e já estava envolvida em fazer palestras sobre o tema, na minha região de origem (Vale do Taquari). Quando assumi como Delegada de Polícia em Passo Fundo, em novembro de 1999, já deu para sentir que a comunidade era carente Ago/Set • 2011 • Versa Magazine

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de um órgão policial que fizesse esse atendimento específico, porque me perguntavam quando teríamos uma Delegacia da Mulher (DM) aqui. Demorou um pouco, pois foi criado o Posto Policial para a Mulher em outubro de 2001 e, somente em dezembro de 2008, é que a Delegacia da Mulher foi instalada. VERSA – Desde então, como é a procura por atendimento da Delegacia da Mulher em Passo Fundo? CLÁUDIA - Desde a implantação da Lei Maria da Penha, em 2006, os números estão aumentando significativamente de ano para ano. Esse aumento não se deve ao maior número de agressores que aparecem, mas sim ao maior número de mulheres que tem procurado a DM para denunciá-los. VERSA - Quais são as principais ocorrências atendidas? CLÁUDIA - As mais comuns são as ameaças, as injúrias (xingamentos) e as lesões corporais. VERSA - Quando e como as mulheres chegam até a Delegacia? CLÁUDA - A DM atende de segunda a sexta, no horário comercial. Durante o horário do meio-dia às 13h30min, à noite, e nos finais de semana os registros de ocorrências são feitos na DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento). As mulheres chegam na DM quando alcançam seu limite. Porém, muitas vezes, desistem de seu intento no meio do caminho, perdoando o agressor e permitindo que ele volte a conviver com ela. Algumas chegam para o primeiro registro e relatam histórias de anos de abusos e agressões. Ao mesmo tempo conformadas com essa situação, em decorrência da dependência econômica, do medo e das pressões familiares e sociais. VERSA - Qual a porcentagem de mulheres, do total que sofre violência, que realmente chega a denunciar o companheiro? CLÁUDIA - O que se sabe é que, de cada quatro mulheres, uma sofre violência em algum momento da vida. Nem todas chegam a denunciar, porque, conforme já dito acima, dependem do companheiro e acabam se submetendo. Tem aumentado, porém, significativamente, o número de ocorrências de mulheres mais velhas, com anos de casadas e com filhos adultos, que tem procurado a DM para relatar as situações de violência de gênero

1.927 – é o número de ocorrências recebidas pela Delegacia da Mulher de Passo Fundo, no período de janeiro a junho de 2011. 874 – foi o número de procedimentos encaminhados ao Poder Judiciário.

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3.436 – foi o total de ocorrências registradas durante todo o ano de 2009 3.529 – foram as ocorrências no ano de 2010 3.800 – é a expectativa de ocorrências a serem registradas durante todo o ano de 2011, caso os números continuem conforme o primeiro semestre.

Entre 75% a 80% das mulheres DESISTEM de processar o companheiro/ agressor durante o processo.

sofridas durante o casamento, e que querem romper com isso. VERSA - Ao fazer a denúncia, qual o procedimento? CLÁUDIA - A mulher chega à DM e faz o registro de ocorrência, relatando o que aconteceu, para que se verifique a espécie de crime do qual foi vítima. Se for caso de violência física ou sexual, ela será encaminhada ao Posto do Departamento Médico Legal para ser examinada, o que é extremamente importante, já que nos traz a prova do crime que sofreu. A vítima, depois disso, tem dois caminhos. Ou não representa contra o agressor, que significa que ela não deseja que ele seja processado. Então, a autoridade policial deixará essa ocorrência aguardando o prazo legal de seis meses, para que a mulher decida se muda de ideia. Caso ela represente, estará dando à autoridade policial e ao Ministério Público na fase judicial, sua concordância em que o agressor seja processado e punido. Nesse caso, é instaurado o procedimento policial adequado que é remetido ao Poder Judiciário. A

vítima pode ainda, desde a Lei Maria da Penha, solicitar medidas protetivas, que são uma série de pedidos encaminhados ao Judiciário para que, entre outras coisas, o agressor não se aproxime dela e não possa adquirir armas. Essas medidas são determinadas para proteger a mulher e garantir sua segurança. Na prática, porém, pelas carências enfrentadas pelos órgãos de segurança (Polícia Civil, Militar, Judiciário e Ministério Público) e pela falta de políticas públicas para as mulheres, sua exequidade fica comprometida. VERSA - Como as mulheres podem se proteger? CLÁUDIA - Em primeiro lugar, não compactuando com atitudes de violência feitas contra elas. O primeiro “xingão” de hoje pode esconder o assassino de amanhã. Segundo lugar, ao ser vítima de violência, ela deve procurar meios para entender o motivo pelo qual aquilo aconteceu com ela, de modo a se fortalecer para tomar outras decisões que possam evitar a repetição disso. Em Passo Fundo, contamos com o CEPAVI (Centro de Estudo, Prevenção e Atendimento da Violência), coordenado pela professora Mirna Branco da Psicologia, da Universidade de Passo Fundo, que realiza um trabalho muito bom no sentido de ajudar vítimas, familiares e agressores a entenderem essa dinâmica e romper com isso. VERSA – Qual sua opinião a respeito da Lei Maria da Penha? CLÁUDIA - A lei é muito boa, porém a realidade não permite que seja aplicada em sua plenitude pela falta de estrutura que atinge os órgãos que a aplicam, e pela falta de políticas públicas que permitam um novo recomeço às mulheres vítimas de violência. Em regra, embora a violência de gênero permeie todas as classes sociais, a maior parte das nossas vítimas são mulheres pobres, de pouca instrução, sem preparo para o trabalho e

com muitos filhos. Dessa forma, sem que haja programas de geração de emprego e renda, estudo, creches e possibilidade de adquirir um lugar de radicação, essas vítimas tendem a retornar ao convívio com o agressor, porque não tem como romper com o ciclo que se lhe impõe. A maior contribuição da Lei Maria da Penha, no meu ponto de vista, foi a de tratar de forma diferenciada uma situação diferenciada. Antes, se dois homens estranhos se batessem em um bar ou um homem agredisse a mulher na frente dos filhos, o procedimento policial e judicial era o mesmo, sendo que o agressor doméstico recebia a pena de prestação de serviços à comunidade, convertida em pagamento de sacolas econômicas. Hoje, esse mesmo agressor pode ser preso em flagrante ou através de prisão preventiva, o que agravou enormemente a situação dos homens que agridem suas mulheres. VERSA - Se não fosse esta Lei, as condições destas mulheres seriam piores? CLÁUDIA - A Lei trouxe melhorias, mas as condições das mulheres nesse sentido só irão melhorar efetivamente com uma mudança de pensamento, de cultura e de educação por parte da sociedade.

Para Delegada Cláudia Crusius, “as condições das mulheres só irão melhorar com uma mudança de pensamento, de cultura e de educação por parte da sociedade”.

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Pettiche

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

Prometo que vou cuidar... Você sabe como escolher um bichinho de estimação para seu filho? Lembre-se que a decisão deve ser tomada por toda a família e que a responsabilidade... esta sempre será dos adultos! Quem tem criança em casa sabe que um dia o pedido irá chegar: “Quero um bichinho de estimação! Se você me der, eu prometo que vou cuidar!”. Porém, como uma criança, que não tem qualquer responsabilidade sobre si poderá cuidar de outro ser? Os pais devem saber que, neste caso, a promessa não será dívida cumprida e que o novo integrante da casa será mais uma

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responsabilidade para os adultos. E alegria sem fim para a criança. Para que a aquisição ocorra da melhor forma possível, é preciso levar em consideração diferentes fatores do dia a dia da família. Um primeiro passo na escolha do bichinho de estimação pode ser uma conversa com amigos que já possuem um pet semelhante ao desejado.


É bom saber o tamanho que ele ficará quando adulto e se há espaço suficiente na casa. Outro fator que é preciso levar em consideração diz respeito ao comportamento do bicho, dependendo da raça do cão, por exemplo, ele precisará de espaço para gastar energia e se exercitar. Ao mesmo tempo, se ele for de natureza tranquila e de pequeno porte, poderá ser criado em apartamentos e conviverá bem com as crianças. Se você está em dúvida quanto a escolha de um cão ou gato, saiba que os felinos são mais independentes e, comumente, são uma boa alternativa para locais menores. Já se a família busca um bicho mais participativo e com paciência para brincadeiras, é melhor buscar um cachorro. Caso seu filho tenha até três anos de idade, você pode optar por um peixinho ou passarinho, que precisam de menores cuidados. O hamster também é uma boa opção, mas ele possui hábitos noturnos. Isso quer dizer que quando a criança estiver acordada, o que o hamster vai querer saber mesmo é de descansar.

Como envolver os pequenos com o cuidado

Com a ajuda de um adulto, as crianças menores podem trocar a água do bichinho, fornecer alguns alimentos e, claro, passear e brincar. Desta forma, será possível criar um vínculo e o sentimento de responsabilidade com o animal. Também vale lembrar que o bicho irá gerar gastos com saúde e alimentação, que serão de responsabilidade dos pais. Se você acha que não será possível oferecer este tipo de atenção, é melhor repensar se esta é a hora de atender ao pedido do pequeno.

As 10 raças de cães mais indicadas para crianças ◆◆ Lhasa-apso ◆◆ Shih-tzu ◆◆ Poodle ◆◆ Schnauzer Miniatura ◆◆ Beagle ◆◆ Pug ◆◆ Boxer ◆◆ Golden Retriever ◆◆ Labrador ◆◆ Sheepdog

As 5 raças de gatos mais indicadas para crianças ◆◆ Brazilian shorthair (Brasileiro de Pelo Curto) ◆◆ American shorthair ◆◆ British shorthair ◆◆ Scottish fold ◆◆ Bengal

Outras opções de animais

As espécies que exigem cuidados menores, são as mais adequadas para as crianças pequenas. Estas são algumas sugestões: ◆◆ Peixes de água doce ◆◆ Hamster ◆◆ Coelho ◆◆ Porco da índia ◆◆ Cágado (ou tigre d’água) (Com informações do site www.delas.ig.com.br)

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Importante

Por: Fabiana Rezende // redacao@revistaversa.com

Planos de Saúde Informe-se bem antes da contratação Contratar um plano de saúde não é uma tarefa das mais fáceis. Nos dias de hoje, existem muitos detalhes que, dependendo da necessidade de cada usuário, devem ser observados atentamente. Para orientar o consumidor nesta escolha, a advogada especialista em Direito do Consumidor, Gabriele Machado, esclarece algumas regras da Lei 9.656/98 que regula os planos privados de assistência à saúde, em vigor desde janeiro de 1999.

“Antes de assinar o contrato, certifique-se de que a operadora possui registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e se está devidamente registrado e ativo. Para isso, consulte o endereço eletrônico da Agência Nacional de Saúde Suplementar (www.ans.gov.br) ou ligue para o Disque - ANS: 0800-701-9656. Leia com atenção todo o contrato antes de assiná-lo, de preferência na companhia de um advogado de sua confiança. Também exija uma cópia do contrato e da declaração de saúde datados e assinados por você, para que você possa consultá-lo sempre que tiver dúvida. É um direito seu e um dever da operadora. Exija que todas as informações e “promessas” feitas pelo corretor ou representante da operadora sejam feitas por escrito”, diz a advogada. Com isso, se surgir alguma dúvida ou impasse, você poderá comprovar todos os seus direitos. É importante ter referências sobre a operadora que você pretende contratar. Pergunte a quem já possui o plano sobre os serviços prestados.

Lembre-se! Os planos possuem “prazos de carência”, que é o período em que o consumidor não tem direito a algumas coberturas.

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Segundo a lei 9.656/98 são: ◆◆ 24 horas para urgência (acidentes pessoais ou complicações no processo gestacional) e emergência (risco imediato à vida ou lesões irreparáveis) após a assinatura do contrato. O consumidor que necessitar usufruir o plano de saúde dentro destas condições deverá ser atendido e ter todas as despesas custeadas pela operadora; ◆◆ Dez meses para parto; ◆◆ Seis meses para as demais situações (internações, procedimentos terapias e exames especiais); ◆◆ 24 meses para doenças e lesões preexistentes. “A doença ou lesão preexistente é aquela que o consumidor sabe ser possuidor ou portador no momento da contratação. Nestes casos ele tem cobertura parcial temporária até cumprir dois anos de carência, ou seja, não tem direito à cobertura para procedimentos de alta complexidade, leitos de alta tecnologia - CTI e UTI - e os cirúrgicos. Nestas situações, se o consumidor preferir o atendimento sem cumprir a carência estipulada, poderá escolher pagar um valor maior para ter acesso a este atendimento, Este procedimento chama-se “agravo”. Com relação a abrangência geográfica do plano, as empresas de saúde privada podem oferecer planos com cobertura local, nacional e internacional. A escolha depende da real necessidade de cada associado”, explica Gabriele.


Os reajustes dos planos de saúde ocorrem por força de contrato e pela faixa etária do usuário. Veja: ◆◆ Reajuste Contratual: Ocorre anualmente, na data de aniversário do contrato. O percentual depende de autorização da ANS (Agência Nacional de Saúde); ◆◆ Reajuste por faixa etária: a Lei de planos de saúde, 9.656/98 determina que os planos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados, apresentem sete faixas que devem estar expressamente estabelecidas no contrato, com os respectivos percentuais de aumento; O valor estipulado para a última faixa, 70 anos ou mais deverá ser, no máximo, seis vezes o valor da primeira faixa, até 17 anos. Os percentuais de aumento variam de empresa para empresa;

período de um ano. E, é obrigatoriedade da empresa notificar o consumidor, por escrito, até 50º dia de sua inadimplência, informando-o sobre sua situação. Desta forma, o usuário deve estar sempre atento aos períodos de atraso para não correr o risco de perder seu plano de saúde. Deve, ainda, exigir seu direito de atendimento enquanto os prazos não forem excedidos.

A advogada Gabriele Machado é especialista em Direito do Consumidor

Os contratos de associados com mais de 60 anos seguem as seguintes regras: ◆◆ Contratos assinados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados, quando completarem 10 anos, não terão mais reajuste em função de mudança de faixa etária; ◆◆ Contratos antigos, firmados antes de janeiro de 1999, com mais de 10 anos - o reajuste é diluído até a próxima faixa etária estipulada. Este reajuste deve ser autorizado pela Agência Nacional de Saúde e estar previsto em contrato. ◆◆ Observação - Nos contratos assinados ou adaptados depois de 1º de janeiro de 2004, o número de faixas etárias aumentou de sete para dez, visando atender a determinação do Estatuto do Idoso que veda a variação por mudança de faixa etária aos contratos de consumidores com idade acima de 60 anos. A Resolução Normativa (RN 63), publicada pela ANS em dezembro de 2003, determina, ainda, que o valor fixado para a última faixa etária (59 anos ou mais) não pode ser superior a seis vezes o valor da primeira faixa (0 a 18). A Resolução determina, também, que a variação acumulada entre a sétima e a décima faixas não pode ser superior à variação acumulada entre a primeira e a sétima faixas. ◆◆ A Lei de Planos de Saúde - 9.656/98 estabelece que só poderá haver suspensão de atendimento quando o atraso da mensalidade for superior a 60 dias, consecutivos ou não, a cada Ago/Set • 2011 • Versa Magazine

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Turismo

Por: Talita Tatsch Spode // redacao@revistaversa.com

Rota das Salamarias: Um pedacinho da Itália entre Marau e Passo Fundo

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O Rio Grande do Sul conta com inúmeras rotas turísticas, principalmente na Serra. No inverno, as atividades turísticas que passam por Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, por exemplo, reúnem as delícias da gastronomia e o prazer de apreciar bons vinhos.

Mas o norte do Estado também conta com atividades que tiram qualquer um da rotina urbana, com direito a maravilhosa comida italiana, atividades esportivas e os famosos vinhos. Localizado em Marau, a Rota das Salamarias é um mundo de autenticidade, refletindo no cotidiano a herança cultural dos antepassados, mantendo seus hábitos e estilo de vida preservados. Na Rota, o visitante pode percorrer trilhas ecológicas, saborear a aguardente produzida em alambique artesanal, apreciar as vinícolas com degustação e varejo de produtos coloniais, ouvir o canto do quero-quero, provar o amargo do mate, tomar banho de cachoeira, tirar água de poço, andar de carretão, ver o artesanato em madeira, palha de milho e trigo, além de saboreae a culinária legada dos colonizadores. Encontra ainda o produto local mais nobre, o salame, ícone da história e do desenvolvimento da cidade.

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O trajeto de delícias inclui: ◆◆ Cantina Manfroi ◆◆ Erva-mate Pagnussat ◆◆ Artesanato 100 Compromisso ◆◆ Cachaçaria Pol ◆◆ Ristorante e Salamaria Câmara ◆◆ Cantina Antonio Maculam ◆◆ Cantina da Terra ◆◆ Casa do Mel ◆◆ Ecoparque Taquari ◆◆ Brocco Esporte e Lazer

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O que é uma Salamaria?

Salamaria é o local onde se faz o salame. O salame tem seu nome derivado do latim salumen, que significa carne salgada, e teve muita importância numa época onde se precisava armazenar a carne em temperatura ambiente. No Brasil o salame é conhecido como um embutido de carne suína moída e salgada. Na Itália, “salame” é uma denominação genérica para todo tipo de embutido produzido com carne suína abrangendo também os presuntos cozidos e defumados, copa, pancetta, mortadelas e fiambres.


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Revista Versa Edição 10  

Moacir Volpato

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