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heroismo equipe faz treinamento a cem metros de altura: a vida por um fio

Fotos: hektaphoto´s - igor leonardo

Nas alturas Equipe de bombeiros enfrenta treinamento arriscado para realizar operações de salvamento em prédios de Goiânia Geovane Gomes

E

m 1933, Pedro Ludovico Teixeira fundava no centro do Brasil uma nova capital goiana. Quem poderia imaginar que a cidade, inicialmente planejada para pouco mais de 50 mil habitantes, alcançaria a marca de mais de um milhão de moradores? Os galhos secos e retorcidos do cerrado deram lugar para avenidas, viadutos e muitos prédios. Sem espaço para crescer horizontalmente, a cidade ganhou ares de metrópole. Os edifícios fizeram por merecer o sinônimo de arranhas-céus e em pouco tempo fizeram de Goiânia uma cidade vertical. E é lá do alto que guerreiros se lançam ao desafio de proteger sua gente. Os homens de vermelho, que estão sempre de prontidão para salvar vidas, agora se especializam em salvamentos em altura. A mais recente turma é formada por 21 jovens militares do Corpo de Bombeiros

de Goiás. Com a coordenação do Capitão Hélio Loyola Gonzaga, eles se preparam por mais de dois meses para atender ocorrências, como é o caso de incêndios em apartamentos e tentativas de suicídio. Identificados apenas pelo número grudado no capacete, aos poucos, um a um, os jovens bombeiros se lançam a uma altura de quase 100 metros. Basta apenas um sinal de positivo dado pelo capitão e lá vão eles deslizando prédio abaixo. Em pouco mais de dois minutos eles estão em solo firme e com a sensação de dever cumprido. Quem vê a bagunça que esses rapazes aprontam no topo do prédio usado como simulador de ocorrência, não imagina a responsabilidade que cada um deles carrega. Eles vivem com a vida por um fio, literalmente, mas pouco importam com o tamanho do gigante a ser enfrentado. Para eles, o fio mais importante é aquele que sustenta a vida do próximo. 89

Zelo 22  

Vigésima segunda edição da Revista Zelo

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