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aniversário

No caminho Andrea Regis

O

certo

momento não favorecia aceitar o convite. Estávamos no final de 2006 e eu de mudança para a Suíça, prestes a começar meu tão aguardado ano sabático. Mas o pedido de editar uma nova revista vinha de Rosângela e Ângela Motta, que conheço desde quando era uma estagiária “sabe-nada”. E, por quem, diga-se, tenho enorme admiração e respeito. Ou seja: era impossível dizer não. Missão dada, missão cumprida. Lembro como se fosse hoje quando deixei a redação, já de madrugada, com a primeiríssima Zelo pronta para ser impressa. Melhor desfecho antes de me mudar, impossível. Afinal, Zelo me conquistou logo de cara. A começar pelo nome: Ze-lo. Além de sonoramente delicioso, significa dedicação ardente, desvelo, cuidado, diligência. Não é o retrato da revista? E é o que se vê em cada texto, foto, legenda, enfim, em cada edição. E assim ela chega, com brilho, aos seis anos. O primeiro número impressionou quem, supostamente, aguardava uma revista de sociedade. Zelo era avant-garde: tinha capa e conteúdo relevante com variedade e, acima de tudo, opinião. Da edição de estreia me recordo do texto sobre um encontro de pensadores locais na noite goiana e, claro, do ineditismo do editorial de moda em pleno Centro Cultural Oscar Niemeyer – àquela época, pouquíssimo explorado como locação. A segunda Zelo continuou trilhando o caminho aberto pela primeira, ao trazer nomes como Stepan Nercessian, Washington Novaes e Antônio Poteiro (!). Aliás, as personalidades merecem destaque especial em todas as edições. Já estiveram nas páginas de Zelo a delegada Renata Cheim, a atriz Ingrid Guimarães, o engenheiro Rodrigo Meirelles, o dermatologista Rogério Ranulfo. Os editoriais de moda são um capítulo à parte. Uma igreja abandonada em Cristianópolis já serviu de cenário. Uma produção impecável arrancou elogios em ensaio quase sobrenatural e assim por diante. Zelo ganhou, assim, seu caderno de moda, que, vale citar, fez o melhor registro do GO Fashion Week, maior evento do segmento na região. Além da cobertura completa na versão impressa, o site era abastecido em tempo real em um lounge montado para servir de redação itinerante e sala de visitas para convidados da revista. Vale citar do caderno Walter Rodrigues. A revista viajou ainda por destinos exóticos, como a Nova Zelândia, apresentou uma Cuba gastronômica, assim como passou por lugares como Chile, Japão e Estados Unidos. Foi também a São Paulo, para entrevistar os goianos que lá fixaram residência. Por aqui, conversou com jovens e inteligentes colecionadores de arte. Ganhou também o caderno Casa Zelo, conhecido pelas matérias e coberturas impecáveis de eventos como Casa Cor, mostra Época e Feira de Milão. Por fim, mas não menos importante, reserva espaço para colunas imperdíveis, como Conexão Europa; Só para Homens; Carros e High-Tech. Dedicação ardente, desvelo, cuidado, diligência. Enfim, Zelo. É o que desejo e espero da equipe. Que vocês continuem nos presenteando com beleza e conteúdo de qualidade, todos os meses, por muitos anos.

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Zelo 22  
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Vigésima segunda edição da Revista Zelo

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