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ZELO Ano 2 - Nº 4 - Fevereiro de 2008 - R$ 7,00 www.zelodigital.com.br

GASTRONOMIA

Emiliana Azambuja investe em culinária menos calórica

CARROS ANTIGOS Aficionados formam clubes em Goiânia

VITRINISMO

Merchandising visual com conceitos internacionais

MODA

Outono/Inverno com todo glamour


ZEL

8 - Artigo - Pablo Kossa

Editorial

10 - Entrevista - Emiliana Azambuja

E

18 - MUNDO - Zurique

Editorial

20 - DECORAÇÃO - Vitrinismo 28 - ARTE - Milton César 29 - MODA 38 - SÓ PARA HOMENS 39 - CARROS 52 - POEMA

João Augusto

MODA - 30

sta edição que acaba de chegar às suas mãos marca um ano da revista Zelo. Neste tempo, ganhamos novos leitores e parceiros. Isso nos dá a certeza de termos tomado o caminho certo. Neste número, a jornalista Andréa Regis mostra tudo de bom que há para se fazer na Suíça. Também entrevistamos a chef Emiliana Azambuja. Prestes a comemorar os dez anos do Ateliê Gastronômico, ela conta que planeja para breve a abertura de um restaurante. Quem nos recebeu em seu ateliê foi o artista plástico Milton César de Oliveira, que abriu uma individual no Museu Brasileiro de Escultura (Mube), em São Paulo. A arquiteta goiana Luciana Duarte também recheia este número. Ela nos concedeu uma entrevista, onde fala sobre vitrinismo e merchandising visual. As modelos Jade Loyola e Tamires Carvalho apresentam as tendências para o outono/inverno 2008, em fotos de João Augusto e produção de Marcos Manzutti. A paixão de goianienses por carros antigos é tema de outra matéria. Mas isso não é tudo. Mostramos ainda o lançamento do perfume O Boticário Men na Sedna Lounge e a festa do novo showroom da Versato Acabamento. Veja também dicas de beleza e um poema que Marcos Caiado fez especialmente para a Zelo.

Rosângela Motta


Avenida T-15, nยบ 522 - Brava Mall - Setor Bueno - Fone: 3412-7171


ZELO Equipe

Ranulfo Borges

Carol Magalhães

EXPEDIENTE

Ângela Motta

Kell Motta

Pablo Kossa

Rosenwal Ferreira

Paola Franco

Marcos Naves

Max Miranda

Andrea Regis

Astero Motta

Marcos Caiado

Alice Galvão

Henrique de Paula

Marcos Manzutti

André Moreira

NOSSA CAPA

A modelo Jade Loyola (Matriz Models), fotografada por João Augusto, usa blusa em malha listrada, sob vestido preto em cetim plissado da Forum Tufi Duek e anel em cristal Dasmim

Edição geral Rosângela Motta Edição Ranulfo Borges Edição de fotografia Ângela Motta e Kell Motta Direção comercial Ângela Motta Revisão Fátima Toledo (8477-9004) Diagramação Henrique de Paula Proje to gráfico Carlos Sena Pré-impressão e Impressão Grafopel Gráfica e Editora Ltda

Colaboradores Ranulfo Borges (edição); Pablo Kossa, Rosenwal Ferreira (artigo); Carol Magalhães, Paola Franco, Andrea Regis e Max Miranda (reportagem); Marcos Naves, Alice Galvão, Marcos Caiado (coluna); Marco Manzutti (produção de moda) André Moreira (maquiagem), João Augusto (fotografia), Henrique de Paula (diagramação) Motta Editora Ltda Rua C-185 esquina com C-180, Quadra 609, Lote 10, Nova Suíça CEP 74.280.110 Goiânia-Goiás Telefone: (62) 3259-6510 Site: www.zelodigital.com.br Email: contato@zelodigital.com.br revistazelo@gmail com

João Augusto


O passado dentro do futuro na internet CRÔNICA

Pablo Kossa pablokossa@bol.com.br

S

ei que não existe nada mais clichê do que falar sobre o vasto mundo de coisas que podemos fazer/ouvir/ler/assistir/interagir com o advento e popularização da internet. Mas, ultimamente, ando realmente embasbacado com o admirável mundo velho que está em minhas mãos. Deixe-me contextualizar você, caro leitor. Ando lendo muito ultimamente. Mas muito mesmo. Tipo, quatro ou cinco livros ao mesmo tempo, separados por categorias; finalizando de 20 a 25 livros por mês. Uma das categorias é a do que chamo de livros de teoria, ou seja, são obras mais densas, pesadas e que demandam um esforço maior para a leitura. Outra categoria é a dos “clássicos da literatura mundial ou brasileira”, que é auto-explicativo. Tenho ainda a dos “livros de música”, normalmente biografias de artistas; dos “literatura pop”, normalmente de autores contemporâneos e que a leitura é simples e tranqüila; e, por fim, os “periódicos”, que são livros-reportagem, ou revistas, não essas que só se folheia por aí. Bom, um desses livros que estou lendo é o Rock and Roll – Uma história social de Paul Friedlander. Nesta obra, o pesquisador estadunidense faz um levantamento do estilo musical desde sua gênese até o ingresso da TV no estilo, nos anos 80, por meio da MTV. Acabei de terminar o capítulo que trata sobre o The Who e vou começar a leitura da parte de Bob Dylan. É nesse ponto que entra meu fascínio pela internet. Ao terminar cada capítulo, eu vou para o computador, baixo toda a discografia dos artistas que o autor comentou e vou observando a evolução estética do trabalho musical disco a disco. Depois, abro o Youtube e vou assistir aos vídeos ZELO 8

relacionados à turnê daquele disco em questão e percebo as variações de postura de palco e tudo mais que envolve a apresentação ao vivo. A combinação de leitura de uma minibiografia do artista, audição de todos os discos e a possibilidade de assistir a trechos dos shows é de deixar qualquer um boquiaberto. Quando teríamos acesso às primeiras apresentações de Elvis Presley na TV norte-americana dos anos 50? Quando poderíamos ver na íntegra o show dos Beatles no Ed Sullivan nos anos 60? E, graças ao avanço tecnológico, temos tudo isso ao nosso completo dispor. Bastam alguns cliques. Outro livro que terminei recentemente foi o Confissões de um Torcedor, de Nelson Motta. Fiquei morto de inveja de todas as Copas do Mundo que ele vai descrevendo ao longo da obra. Por curiosidade, fui dar uma olhada na internet e ver se eu não achava os jogos para download. E, para minha surpresa, alguns estavam lá. É mais difícil de encontrar que as discografias das bandas de rock, mas com um pouco de insistência você acha verdadeiros clássicos do futebol mundial. Ontem, por exemplo, assisti à final da Copa do Mundo de 1958, entre Brasil e Suécia, jogo do nosso primeiro título mundial, quando vencemos por 5 a 2. Observei que o Zagallo era importante para o time, vi que a Suécia tinha uma excelente equipe, que a genialidade do jogo de Garrincha estava concentrada principalmente em sua velocidade e que, pasmem!, o Pelé também errava passes. Além de fazer jogadas brilhantes e inesperadas, é óbvio! Por isso ando tão satisfeito com o futuro e o avanço da grande rede, pois ela me deixa cada vez mais por dentro do passado. E isso é fantástico! z


Emiliana Azambuja

GASTRONOMIA

em fase light

Prestes a comemorar os dez anos do Ateliê Gastronômico, a chef investe em culinária menos calórica. Lançamento de livro e abertura de restaurante são algumas das novidades do cardápio

Paola Franco

P

ara os entendidos de rock, o termo “hardcore” designa uma vertente musical iniciada nos anos 80, caracterizada pelo punk embrutecido, de som rápido e pesado, letras fortes e quase sempre com apelo político. No vocabulário da chef goiana Emiliana Azambuja, a expressão ganhou significado de comida calórica e engordativa, deliciosa, porém inimiga da boa forma. Abandonar o hardcore foi uma decisão na vida pessoal de Emiliana, que acabou por definir uma nova fase na carreira desta que foi eleita a Chef do Ano 2007 pelo guia Veja Goiânia. Emiliana Azambuja é hoje um dos principais nomes da gastronomia em Goiás. As festas que levam cardápios de sua autoria geram expectativas e o mercado sempre está de olho no que mais ela pode inventar. Ao lado de nomes como Chris Isaac e André Matos, Emiliana forma uma trinca de chefs goianos com potencial para reconhecimento no Brasil e no exterior. Seu trabalho representa um divisor de águas na culinária goiana, como lembra o pai, Antônio Benedito de Melo, o Seu Melo, sócio no buffet Ateliê Gastronômico e principal entusiasta da carreira de Emiliana. “Até então, os buffets seguiam uma característica padrão. Ela chegou e inovou. A partir daí começou a haver mudança na maneira de se fazer festas em Goiás”, analisa. Depois de fazer diferença com o Menu Degustação (as chamadas “Comidinhas”) e se tornar pioneira nas pesquisas gastronômicas com frutos do Cerrado, Emiliana inicia uma nova empreitada em sua bem-sucedida trajetória. Apostará na culinária light, que já aparece em alguns de seus cardápios mais recentes.

A primeira experiência da nova fase ocorreu na cerimônia de lançamento do Guia de Festas 2008, na qual apresentou o seu “Jardim das Delícias”. Um banquete de queijos dos mais variados tipos, dispostos em mesas rústicas. De sobremesa, nada de doces ou tortas calóricas. A proposta foi o “Pomar das Delícias”, uma profusão de frutas com toques de especiarias. A fase light de Emiliana já apresenta resultados visíveis. Alguns quilos mais

“Tive que recriar toda uma culinária. E estou achando divertidíssimo. Não se vive só de coisas hardcore”

magra, ela conta que cortou carboidratos da dieta, agora resumida a proteínas, frutas e legumes, tal qual as refeições que entrarão para o menu de opções do Ateliê Gastronômico. “Amo doces, chocolate, também gosto muito de batata. Mas faz uns dois meses que não como nada disso. Tive que recriar toda uma culinária. E estou achando divertidíssimo. Não se vive só de coisas hardcore”, diz. A mudança de postura em relação aos alimentos inspira Emiliana de tal forma que ela pensa em lançar um livro sobre o tema. Se tudo correr como o planejado, será a segunda publicação de sua carreira. A primeira, um livro em parZELO 10

ceria com a amiga Chris Isaac – chef do Palácio das Esmeraldas –, está em fase de finalização, com previsão de lançamento para os próximos meses. Casada há 8 anos, Emiliana revela que outro plano para futuro próximo é ter um filho. “A intenção é engravidar em 2009. Quero aproveitar esse meu momento para ter um filho.” No curto prazo, os planos incluem ainda a abertura de um restaurante, também pegando carona em sua nova proposta culinária. Ela quer um estabelecimento diurno, com o forte no oferecimento de almoço e lanches saudáveis. “Às vezes as pessoas querem lanchar uma coisa diferente, mais elaborada, saudável, e Goiânia praticamente não tem opções”, conta. A primeira proposta inédita elaborada por Emiliana foi o chamado Menu Degustação, ou “Comidinhas”, segundo o vocabulário gastronômico Azambujiano. “A primeira festa com as comidinhas foi meu aniversário de 2000. Nisso que a gente chama de Menu Degustação tentamos fazer várias preparações em pequenas porções, para as pessoas degustarem”, explica. Ou seja, em vez de oferecer três pratos principais, como costuma ser na maioria dos buffets – nos quais as pessoas se levantam das mesas para se servir –, são apresentados cerca de seis diferentes pratos, em porções individuais, servidos à la carte. Emiliana também ganhou notoriedade com as pesquisas de ingredientes do Cerrado para utilização na alta gastronomia. Na chamada Gastronomia Regional Contemporânea, a principal iguaria da


Fotos: Kell Motta

nossa culinária ganha roupagem sofisticada nas mãos da chef. O pequi – até então presente apenas em receitas típicas, como a galinhada e frango ao molho amarelo – virou espuma de chantilly que enfeitou uma pamonha assada no Festival Gastronômico de Pirenópolis. Em outra apresentação, ele aparece na sobremesa especialmente preparada para um ensaio da revista Gula: ganache de chocolate branco aromatizado com polpa de pequi e um toque de licor do fruto. Slow Food Além de promover um ingrediente que é patrimônio da identidade goiana, Emiliana consegue elaborar uma receita capaz de agradar até paladares sensíveis ao sabor forte da iguaria. “Conseguimos suavizar, então algumas pessoas dizem que assim conseguem comer”, relata. A criatividade da chef para o aproveitamento de itens do Cerrado resultou no surgimento da farofa de torresmo, e de pratos nos quais aparecem o presunto parma com requeijão moreno, a guariroba com Shitake e o molho de castanha-de-baru. Algumas das experimentações de Emiliana – como o sonho de surubim – ganharam destaque em páginas de revistas nacionais quando a chef elaborou o cardápio da festa de 45 anos do cantor Zezé Di Camargo. O interesse pelo aproveitamento das iguarias típicas nasceu ainda nos tempos da faculdade, quando Emiliana teve como professor o chef Ronaldo Lopes Barreto. Ele foi o maior incentivador das experimentações com frutos do Cerrado. Nesse contexto, Emiliana também se tornou adepta do Slow Food, um movimento que se contrapõe ao Fast Food e tem como uma de suas principais características a valorização de ingredientes, técnicas e tradições culinárias regionais ao redor de todo o mundo. O catalisador do trabalho desenvolvido por Emiliana foi o surgimento dos festivais gastronômicos regionais pelo Brasil. Nos festivais goianos, ela é uma das pioneiras. É nesses eventos que a chef apresenta o resultado de suas pesquisas com ervas, temperos e outros elementos típicos do Cerrado, além de oferecer cursos que contribuem para a profissionalização do mercado em Goiás. “Não é preciso fazer

Emiliana Azambuja: cozinha regional com toque de sofisticação


nada muito sofisticado para agradar o paladar das pessoas. Tem que oferecer uma comida acessível e inovar de alguma forma”, define. O pai de Emiliana, Seu Melo, sintetiza a principal marca da filha. “A grande vantagem da Emiliana é que ela não descaracteriza os ingredientes tradicionais da cozinha goiana. Dá uma nova roupagem a eles.” A empresa que Seu Melo ajudou a filha a fundar, o Ateliê Gastronômico, completa 10 anos em 2008.“Ele e minha mãe (dona Alda) são muito parceiros. Sem eles não teria sido possível”, conta. Emiliana também destaca o trabalho de sua equipe. “Além da minha mãe – excelente cozinheira e com enorme senso de organização – e do meu pai, que cuida da parte financeira, eu tenho a Laura Nogueira, que me auxilia em tudo, marcando eventos e coordenando o trabalho. Também estão comigo os chefs Cláudio Adriano Dantas e Paulo Neves; o Kiko, nosso auxiliar de cozinha; o Lindomar, que prepara as massas; o Baiano, que cuida da limpeza; e o Marquinhos, nosso maître.” z

Emiliana Azambuja na cozinha para mais um dia de trabalho, e com o pai, Antônio Benedito de Melo (no detalhe)

Pingue-Pongue

Música: Tenho um irmão que é DJ e ele me apresenta umas coisas muito legais de jazz com tendências brazucas. Adoro Tim Maia, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Ella Fitzgerald. Também aprecio Mozart, por influência da minha mãe, que escuta muita música clássica. Gosto de hip-hop, amo Racionais MCs. Não curto axé. De sertanejo, só gosto de Zezé Di Camargo & Luciano.

Hobby: Nas minhas horas de folga, amo ver filmes. Adoro ir ao cinema, vou até sozinha. Sempre que tenho um tempinho, vou ao cinema e assisto a tudo que está em cartaz.

Moda: Sou bastante ligada em moda. Minha preferência é por acessórios de cabeça. Não uso chapéu, então tenho uma coleção de lenços e faixas.

Fotos: Kell Motta

ZELO 12

Nos pés, não dá para variar muito, porque uso sapato de chef, que é o apropriado para longas jornadas de trabalho em pé. Mas procuro diferenciar nas meias, usando algumas coloridas e diferentes. Também amo broches, você sempre vai me ver usando um. E agora adotei dolmã em formato de vestidinhos.

Esportes: Faço yoga, que, além da parte física, me ajudou bastante a manter um equilíbrio emocional. Mas também pretendo e preciso iniciar exercícios aeróbicos.

Religião: Sou espírita há três anos. Desde então, aprendi a exercitar a paciência, a humildade, a esperar e compreender o tempo certo das coisas e das pessoas. Isso mudou muito minha maneira de encarar a vida.


Fervura criativa na mídia impressa

OPINIÃO

Rosenwal Ferreira

Jornalista e publicitário rosenwal@terra.com.br

Kell Motta

P

or uma dessas razões que a competência explica, o lançamento de publicações especializadas na mídia impressa de Goiás se antecipou às necessidades do mercado. Em menos de uma década, as revistas made in terras do Cerrado exibiram um visual tão sofisticado quanto as invejadas exposições do eixo São Paulo/Rio e Paris. Lembro-me que em 1985, ao retornar dos Estados Unidos, num voluntário exílio de mais de uma década, tive um sobressalto com a incipiente qualidade gráfica que ainda imperava no setor. Em menos de cinco anos, certamente com a oxigenação e ousadia de investidores locais, ingressamos no que passei a chamar de universo fashion diferenciado. Uma espécie de fervura criativa fez surgir diagramadores com soluções internacionais, fotógrafos que romperam o provincianismo, textos com manifestações literárias diferenciadas e exames críticos com brilho local. Hoje, revistas como esta que o leitor degusta fazem páreo a qualquer uma no cenário internacional. As grifes e indústrias de grande porte não demoraram a perceber as inúmeras vantagens de anunciar com o time ZELO 13

vencedor local. Falta – quem diria – um pouco mais de sensibilidade, ou ausência de percepção em aproveitar oportunidades, de alguns segmentos da colméia produtiva que tem classe até comendo pequi. Aos que ainda não entenderam, por vício ou miopia empresarial, o inestimável valor que se agrega na iniciativa dos independentes, vale ressaltar detalhes cruciais. Primeiro que abre novas perspectivas, tirando parte da histórica arrogância dos que dominavam o setor. Segundo, demonstra, com retorno eficiente, que o sol nasceu para todos. Graças ao meu temperamento buliçoso, não acompanhei essa deliciosa transformação sentado na platéia. Com humildade, trabalho árduo e visão futura, fiz questão de contribuir com todos os que me procuraram. Na moenda de 2008, numa banca de revista encastelada na imponente Avenida Paulista, recebi o pagamento integral. Vislumbrei uma publicação daqui da terrinha, comprei e disse em tom orgulhoso: “É uma excelente revista idealizada e efetivada em Goiás.” Depois suspirei tranqüilo como se fosse um milionário. z


POR AÍ...

Vila da Decoração

Rosângela Motta

François Calil

Quem é que não se lembra das charmosas vilas dos anos 40 e 50 ? Pois é, a nostalgia desses locais está de volta, como tema da Casa Cor São Paulo 2008, que propõe apresentar as tendências do morar contemporâneo. O evento apresentará uma vila dentro do Jockey Club de São Paulo. Essa edição será promovida de 20 de maio a 9 de julho, dez dias a mais que as anteriores.

Bontempo lança coleção

Bola da vez

Guarde bem este nome: Milene Couto. Do alto de seus 1,73 m, ganhou o segundo lugar no 7º Palmolive Mega Model, e assinou um contrato de trabalho de quatro anos com a agência Mega no valor de US$ 40 mil. Ela acaba de fazer o editorial da próxima edição da Vogue Brasil. A neo-top estreou sua primeira capa na edição número 1 da Zelo, em dezembro de 2007, quando trilhava os primeiros passos como modelo. Esta menina vai longe. Alguém duvida?

Jantares-degustação

A organização de jantares-degustação vem se tornando uma prática freqüente em casas goianas. Donos de bares, vinícolas e importadores dos rótulos vêem o negócio como uma excelente oportunidade de fidelizar clientes. Algumas casas exploram os aromas de cachaças, cervejas artesanais e uísques. ZELO 14

Rita e João Nelson de Azevedo lançaram novo showroom da Bontempo Goiânia. Executado pelo arquiteto Léo Romano, o empreendimento revela um estilo atual e de forte personalidade. A nova coleção mostra equilíbrio de forma e função, aliado às tendências atuais.

Outback Steak House

Goiânia entra no clima australiano com a abertura do Outback Steak House, no Flamboyant. Decoração informal e estilo de atendimento descontraído, a rede já conquistou milhares de clientes brasileiros em outros Estados. Este é o 18º restaurante Outback do País e o segundo da região Centro-Oeste.


Ângela Motta

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, folheia um exemplar da revista Zelo. Ela recebeu a edição durante reunião em Brasília com organizadores de festival gastronômico realizado em Goiás e elogiou a qualidade gráfica e editorial da publicação.

Staroup Bec Star

Divulgação

O DJ Rica Amaral é o garoto-propaganda do projeto “Staroup Bec Star”, que tem como característica a customização do jeans pelo próprio DJ. A peça, assinada pelo músico, traz um cartão e um CD com tracks do DJ. Ao adquiri-la, o consumidor recebe uma senha para acessar o site www.staroup.com.br/records, onde poderá baixar música sem ter que recorrer à pirataria. Considerada a primeira marca de jeans do Brasil, a Staroup completa 51 anos e é conhecida por ser a precursora na época da Discoteca e Dancing Days. No Centro-Oeste, a marca é comandada pelos empresários Eduardo Moreira e Lorena Alves, que têm também a inglesa Umbro no seu casting de marcas.

Beber, comer, viver

Goiânia ganhou uma supernovidade na área de gastronomia. Os empresários Rafael Queiroz e Hallex Ribeiro inauguraram o Dalai – pratos do mundo, no Brava Mall, nas imediações do Parque Vaca Brava. São três andares, com café, restaurante e petisqueria. O charmoso e aconchegante espaço oferece o melhor da culinária poliglota, com um cardápio que prima pela excelência. Para isso, foi chamado o chef Paulo Franco (foto), que, depois de 20 anos fora, retorna agora ao País. Entre muitas outras coisas, tem especialização na New York University, Cornell University e também no conceituado Wine and Spirits Education Trust, de Londres. Antes de ancorar por aqui, Franco foi chef de um dos mais importantes restaurantes do mundo – o Jean Geourges Vougerichten, de Nova York. Outra marca registrada do Dalai serão os jantares enogastronômicos, de harmonização das deliciosas receitas com os vinhos da Enoteca Fasano, de São Paulo. Marco Aurélio

Acerte o alvo

Os estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, da grife Neon, criaram a coleção 2008 da camiseta destinada à campanha de prevenção do câncer de mama. A dupla assina dois modelos estampados com o alvo em duas cores. Os conhecidos círculos – repaginados em vermelho – surgem numa modelagem mais ampla que as peças tradicionais. ZELO 15


MODA

Fotos: Divulgação

Xeque-mate Huis Clos

Colcci

Maria Bonita Extra

Cavalera

Típico do inverno, o xadrez reinou absoluto nas passarelas da 11ª edição do Fashion Rio e SPFW outono/inverno 2008. Ele apareceu em suas diversas variações e gamas de cores, como marrom, preto, cinza, creme, cáqui, branco – com toques de vermelho, rosa, verde e azul.

Cantão

ZELO 16

Apoena


MODA

Fotos: Divulgação

Aposte na bolsa Teresa Santos

Erika Ikezili

Ellus

Bolsa é uma peça-chave para compor qualquer look moderno. Neste inverno, elas surgem em couro, sintéticas, coloridas e metalizadas. Maxi ou mini e de cores diferentes, elas roubam a cena e são perfeitas para modernizar o visual.

Ankle boots Animale

Presentes nas passarelas dos desfiles outono/inverno, as ankle boots (botinhas curtas) são uma tendência forte nesta estação. Escolha entre as de cano curto e as sem cano. Os tons sóbrios aparecem, mas, desta vez, acompanhados de cores mais vivas, como roxo, vermelho e verde.

2nd Floor

Alexandre Herchcovitch

Animale

ZELO 17

Alexandre Herchcovitch


Pequeno grande país do futuro TURISMO

Com certa austeridade e discreta elegância, a Suíça transita por distintas culturas. Sua origem retalhada lhe constituiu um país com diferentes e irresistíveis spotlights naturais

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Andrea Regis De Zurique

Fotos: Gustavo Moura Borges

Andrea Regis, em Zurique: cidade é campeã no ranking mundial de qualidade de vida

convite foi aceito prontamente. Rosângela, sempre detentora de classe singular, o fez pelo messenger, num de meus raros momentos on-line nessa temporada internacional que já passa de um ano. Sem pestanejar, aceitei: a tarefa de contar minhas impressões sobre a Suíça, esta pequena ‘praça’ da Europa Central. Confinada em um estúdio no Centro da cidade de Zurique – epicentro econômico do país - num domingo de inverno cujo céu não se decide entre o azul e o cinza, deixo de lado a prosaica sessão de vídeo caseira para falar um pouco da Confederação Helvética. Sim, a Suíça cumpre rigorosamente os clichês a ela atribuídos. É a terra dos chocolates finos (leia-se a marca Lindt e a confeitaria Sprüngli), relógios precisos e contas bancárias sigilosas. Clichês à parte, ela tem mil e outros atributos a serem desvendados. Para isso, tem-se à disposição um impecável sistema de transporte coletivo – com ônibus e trens – sempre pontual e com tarifas camaradas, se comparadas aos preços salgados cobrados pelas caóticas empresas do mesmo ramo no Brasil. Bilhete no bolso, é hora de conhecer a Suíça. Um pouco de Geografia não faz mal a ninguém. A Suíça faz fronteira ao Norte com a Alemanha; ao Leste com a Áustria e Liechtenstein, ao Sul com a Itália e ao Oeste com a França. São 41.300 quilômetros quadrados, sendo 1.289 do total ocupados por lagos, belíssimos, diga-se de passagem. Nesse pequeno território, menor que o Rio de Janeiro, vivem cerca de 7,5 milhões ZELO 18

A parte mais antiga de Zurique guarda construções históricas


de pessoas, o que faz com que tenha densidade demográfica de até 500 habitantes por quilômetro quadrado na zona central. Esse Estado federal é composto de 26 cantões (algo como os Estados brasileiros) autônomos, isto é, cada um cuida de sua economia e política e, quiçá por isso, tudo funcione tão bem com os ponteiros de seus relógios. Entre as cidades mais importantes desse pequeno e encantador microcosmo estão, além de Zurique, a internacional Genebra – que hospeda as sedes das mais importantes organizações internacionais do planeta, com destaque para a ONU (Organizações das Nações Unidas) –, Lausanne e Basiléia, esta última palco de acontecimentos antiqüíssimos.

O sol dourando a neve e as casas de madeira em Flums, nos Alpes Suíços

Diversidade A Suíça possui uma charmosa diversidade de clima, fauna e flora. Se no Sul, no Cantão de Ticino, o clima é mediterrâneo, nas montanhas do Norte há sempre neve. Não só as paisagens são variadas. São quatro as línguas oficiais: alemão (falado em 64% do território), francês, italiano e o antigo romanche (em apenas 0,5%). Os diferentes idiomas refletem no modus operandi e vivendi das respectivas regiões. É facilmente perceptível uma maior austeridade na parte alemã, um latente savoir vivre na francesa e uma quase latinidade na italiana. Estável nos setores econômico e político, o suíço tem um alto poder de compra, mesmo sendo habitante de um dos lugares mais caros do planeta. Nesse contexto, Zurique continua campeã no ranking de cidades com mais qualidade de vida em todo o planeta. Lá estão mais de 100 restaurantes (capítulo para outro e inteiro artigo), luxuosos clubes noturnos e a Bahnhofstrasse, conhecida como a rua mais cara do mundo, ao enfileirar as marcas mais consagradas em moda, jóias e, claro, relojoaria. O luxo da cidade estende-se aos Alpes. Trata-se de um passeio obrigatório para quem visita a Suíça no inver no. Faça como os suíços: acorde, tome um vagaroso e farto café-da-manhã, e saia para caminhar na neve. É can sativo, mas vale a pena. Ver os raios solares ZELO 19

Sede de Cruz Vermelha em Genebra, que hospeda várias organizações matutinos refletindo no solo branco e nas casas de madeira é um espetáculo quase místico. Volte apenas quando o sol desaparecer, o que nessa estação acontece a partir das quatro da tarde. Para quem prefere esquiar, há fartas opções. Saint Moritz é a mais conhecida, com suas butiques de luxo, hotéis de primeira e um burburinho de gente famosa o tempo inteiro. Depois de um passeio tranqüilo ou badalado, é hora de voltar pra casa; momento de recuperar as energias com um bom vinho, queijo e pães de qualidade impecáveis, e um fondue na terra do fondue. Mas quem disse que o bom da Suíça está somente no inverno? No verão, cujos primeiros acordes começam a ser tocados em maio, o deleite é total. Os dias são longos, com sol dourando a pele até depois das nove da noite. A ordem do dia é concentrar-se ao redor dos lagos urbanos e confraternizar-se com amigos, quase que diariamente e sempre ao lado de um grill tostando as famosas bratwurst (imensas salsichas) e legumes de variadas espécies. Tudo regado a muita água, vinho branco ou chá gelado, e cerveja. Ou seja, no calor ou no frio, há prazeres para serem usufruídos. z


Sedução ao primeiro olhar

VITRINISMO

Luciana Duarte traz para Goiânia experiência internacional em merchandising visual

Carol Magalhães

Q

Fotos: Luciana Duarte

Vitrine de loja de Barcelona com projeto de decoração assinado por Luciana Duarte

uem nunca foi seduzido pela beleza de uma vitrine, que atire a primeira pedra. Não se sinta envergonhado. Você não é o primeiro e nem será o último. Dados comprovam que grande parte dos consumidores decide o que vai comprar antes mesmo de entrar na loja. Isso significa que, no mundo dos negócios, novas estratégias de marketing mescladas com projetos e idéias inovadoras são fundamentais. O mercado atual requer iniciativas diferenciadas. Os empresários começam a despertar para essa realidade, o que faz crescer no mercado a procura por profissionais capacitados nes sa arte. Mas o ofício não é para qualquer um. Elaborar uma fachada exige muito além de criatividade, bom gosto e noções de de coração. É preciso ter conhecimento apu rado em marketing de produto, cenografia, ambientação, grafismo, projetos de iluminação co mercial e comunicação visual. Assim, entra em cena uma atividade ainda pouco conhecida em solo goiano: o escaparatismo, termo que deriva do vocábulo espanhol escaparate, cuja tradução para língua portuguesa é vitrine. Esse segmento aparece agora acoplado ao chamado Retail Design ou Arquitetura Comercial, especialidade responsável por revolucionar o merchandising visual de estabelecimentos como lojas, empresas, clínicas e escritórios. Quem está afinadíssima no assunto é a arquiteta goiana Luciana Duarte Valadares, que acaba de retornar de Barcelona, onde concluiu uma pósgraduação nesta área pela Escuela ZELO 20

Elisava, da Universidad Pompeu Fabra. O curso foi dirigido pela arquiteta Carmen Malvar, graduada pela University Pratt Institute, em New York (EUA). Atualmente, Carmen também ministra aulas na Pratt Institute e na New York School of Interior Design, ambas nos Estados Unidos. O curso teve os módulos totalmente concluídos em Barcelona, mas contou com palestrantes e professores de países como a França, os Estados Unidos, a Itália e outros. Além disso, a goiana teve a oportunidade de conferir duas das melhores feiras de arquitetura da Europa: a Construmart e a Feira de Milão. Seu trabalho final em Retail Design foi resultado do conhecimento adquirido em muitas pesquisas e estudos, não deixando de homenagear seu País. Luciana Duarte elaborou uma loja inspirada nos produtos realizados pela estilista de moda Adriana Barra, uma brasileira de grande criatividade e estilo. O resultado poderá ser conferido em um livro a ser lançado em breve pela instituição de ensino espanhola. A arquiteta conta que o vitrinismo é muito forte na Europa. “As marcas necessitam de uma boa vitrine para apresentar de forma correta seus produtos e criar assim uma identificação com o consumidor. O ideal é elaborar um novo tema a cada coleção. Isso ajuda a conciliar o produto com o espaço físico onde é exposto. O produto, seja ele qual for, deve sempre estar muito bem posicionado e proporcionar ao consumidor o que ele tanto busca, cada um focando sua linguagem”, afirma. Mas, no Brasil, o mercado de es-


Vitrine projetada por Luciana Duarte. À esquerda, a arquiteta durante estada na cidade espanhola caparatismo ainda é deficiente no quesito mão-de-obra. “Falta qua li ficação. Não temos cursos de especialização reconhecidos pelo MEC nessa área, apenas prepa ratórios de pequena duração. Isso explica porque é tão comum encontrar vitrinistas provenientes de outros ramos da moda ou da decoração. Geralmente, quando nos deparamos com uma boa vitrine, é porque foi feita por um profissional de fora ou que estudou no exterior. Exemplos disso são os requisitados ar quitetos Isay Weinfeld e Márcio Kogan, que hoje também atuam no mercado estrangeiro”, diz. A goiana acrescenta que, na Europa, Estados Unidos e Japão, o merchandising visual das lojas de médio e grande porte não é planejado e executado por uma só pessoa, e sim por uma equipe. “Nesses lugares, o arquiteto trabalha em conjunto com profissionais de outros segmentos. As parcerias são muito importantes e creio que essa é a grande tendência da atualidade”, frisa. Luciana Duarte formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2002, pela Universidade Católica de Goiás (UCG). Durante o curso, estagiou com Mustafá Bucar e teve seu projeto final de gra-

“O produto, seja ele qual for, deve estar muito bem posicionado e proporcionar ao consumidor o que ele tanto busca”

duação selecionado para o Ópera Prima, concurso que seleciona os melhores trabalhos de graduação em arquitetura de todo o País. Daí para o reconhecimento profissional foi um pulo. No ano seguinte, participou da Casa Cor Goiás, no condomínio horizontal Jardins Paris. Juntamente com as arquitetas Daniele Crispim e Fernanda Almeida, criou o “Quintal das Bananeiras”, que foi um dos espaços mais prestigiados daquela edição. Tratava-se de um projeto de linguagem limpa e reta, que mesclava o moderno com o rústico. Posteriormente, fez sozinha alguns trabalhos, a exemplo da casa de Carolina Podestá, filha de Sheila Podestá, em Ceres (GO), além de residências em ZELO 21

condomínios horizontais. Também atuou em parceria com Tereza Cristina Paes Del Papa, que lhe ensinou o “caminho das pedras” para a arquitetura hospitalar. Essa união resultou em projetos de grandes hospitais, clínicas, consultórios médicos, residências e outros. É desse período o desenho e a obra que deram origem ao Copacabana Grill, no Setor Bueno. Tais trabalhos fizeram florescer na jovem o interesse pela arquitetura comercial. Tanto que decidiu se especializar em Retail Design, um curso ainda novo na Europa e nos EUA. De volta a Goiânia, depois de um ano de estudos “nas terras de Gaudí”, Luciana Duarte trouxe a experiência profissional adquirida no escritório espanhol Gerc Inatur, onde participou do projeto de um resort em Itacimirim (BA-Brasil) e, ainda, de um condomínio vertical-horizontal em Dubai (Emirados Árabes Unidos) – este último em fase de execução. “Foram experiências únicas”, resume. Em sua terra natal, ela já esbanja talento em novos projetos hospitalares e comerciais. Foi dela a tão comentada fachada natalina da loja ClubYSaloméh. Futuramente, Luciana pretende realizar novos estudos e se inscrever em um mestrado de arquitetura comercial. z


Versato Acabamentos

A Versato Acabamentos comemorou o encerramento de 2007 com a inauguração do novo showroom em festa marcada pela presença de arquitetos, designers, clientes, fornecedores e imprensa. A loja oferece materiais de acabamento para construção, como porcelanatos, revestimentos, louças e metais e destaca-se no mercado pela criatividade no mix de produtos. Para 2008, a Versato promete o “chique acessível”, sempre antenada aos conceitos do moderno, contemporâneo, clássico e retrô que as novas tendências apresentam. Fotos: Ângela Motta

A fachada da loja repaginada e o interior do novo showroom com lançamentos de produtos

Márcia Simonsen - Eduardo Jacintho

Ednara Braga e Regina Amaral

Cecília Puerro, Daniel Baptista, Eduardo Stieler e Rosana Carvalho

Edmara Cavalcante - Hilberto Santana ZELO 22

Fatinha, Irma Leão, Andréia Carneiro e Eneusa

Leo Romano, Márcia Simonsen e Marcelo Trento


Priscila - André Luiz Rassi

Fernando Eurípedes - Mônica Navarrete

Giselle Motta

Célia Fonseca

M. Cavalcante

Cláudia Oliveira

Dominique - Paulo Campedelli

Márcia - Eduardo Jacintho, Doriselma - Edimilson Mariotto

Helen - Jorge Perillo

Fabiana Belini, Fátima Mesquita e Regina Amaral

Ivone Silva, Márcia Simonsen e Mena Marangoni

Wesley Lima, Maria Helena e Cláudio Muss

Márcia Albiéri

Marcílio Lemos

Flávio Paraguassu e Marcos Queiroz

Vânia, Wanda Alves e Andréia Torminn

Moacir Camargo e Bianka Keiko

Rogério Borges

Genésio Maranhão ZELO 23

Rua 146 n. 379 Setor Marista Fone: 39450075


Produção Cultural Alice Galvão

4º FestCine Goiânia

Rodrigo Valle, diretor recém-formado no curso de Fotografia e Imagem da Faculdade Cambury, já está com o roteiro do próximo filme “no jeito”. Ganhador do Prêmio Estímulo do 3º FestCine Goiânia, Valle recebeu pelo documentário “Gente Heróica” R$ 5 mil, dinheiro que tem como objetivo bancar o filme de abertura da edição deste ano do festival. O documentário

Programadora Brasil dá exemplo

Parabéns à iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. O projeto Programadora Brasil atende às organizações nãogovernamentais que promovem o acesso à produção brasileira de cinema e vídeo. São contemplados cineclubes, pontos de cultura e instituições de ensino como uma alternativa às salas de cinema comerciais. Todas as instruções encontram-se no site do projeto www.programadorabrasil.org.br.

Fotos: Divulgação

Rodrigo Valle e equipe do filme A Chinela Turca

faturou ainda menção honrosa de melhor direção (Rodrigo Valle) e melhor roteiro (Rogério Neves) na categoria Vídeo Universitário. Como trabalho de final de curso, Rodrigo dirigiu uma adaptação do conto A Chinela Turca, de Machado de Assis, sob a orientação de Carlos Cipriano. Esta é apenas uma amostra da nova leva de artistas que a Capital goiana revela.

Direitos autorais

Tarantino’s Mind, vídeo da dupla de diretores 300 ML e estrelado por Selton Mello e Seu Jorge, teve enorme repercussão na Internet e pode ser visto na página de vídeos do Google. Mas os realizadores não gostaram da exibição nos blogs e Youtube, pois fere os seus direitos autorais. Produzido pela Republika Filmes, o curta tem roteiro baseado no encadeamento de trechos dos filmes de Quentin Tarantino e a tese proposta pelo protagonista (personagem de Selton Mello) é de que todas as obras do roteirista e diretor estadunidense sejam partes de um “épico”. ZELO 25

Marilyn em Sampa

Vai até março a exposição “Marilyn Monroe – O Mito”. O ensaio de 60 fotos de Bert Stern mostra Marilyn em um quarto de hotel em Los Angeles, seis semanas antes de morrer. O público pode também adquirir livro com as imagens da exposição. Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Mais informações podem ser obtidas pelo fone (011) 3032-1599.

Maestro é homenageado

2008 é o ano do Brasil no Festival da Feira do Arco em Madri, com o título Braaaasiiiil. O evento será encerrado dia 28 de fevereiro com uma homenagem ao maestro Jorge Antunes, cujas composições serão executadas no auditório 400 do novo anexo monumental do Reina Sofia. O concerto terá participação da pianista Mariuga Lisboa Antunes, mulher do compositor. Homenagens também a cineastas e performers brasileiros.

Antunes, precursor da música eletrônica no Brasil, compôs em 1962 a Valsa Sideral


ARTE

Adeirson Felício

Explosão criativa

O goiano Milton César apresenta a exposição “Estudo de Estruturas” no Museu Brasileiro de Escultura (Mube), em São Paulo. Obras trazem temas abstratos num turbilhão de cores Max Miranda

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Kell Motta

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conversa aconteceu da: “E num processo de no próprio ateliê do linguagem pessoal, teve a artista. Ele estava anousadia de desfrutar suas sioso, emocionado. Por figuras e, a partir delas, quê? No começo deste criar nova concepção esmês, o Museu Brasileiro de tilística dentro do abstraEscultura (Mube), de São cionismo.” Paulo, abriu as portas para recebê-lo com a individual Artesão intitulada Turnê Artista – EsPara definir a constudo de Estruturas. Nas trução da obra, Milton fala telas que fazem parte da que as cores o surpreenexposição, aparece o Spladem e que o desenho é sh, que, segundo ele, são apenas um instrumento, explosões que encorpam “e não um final”. Entre os quadros de abstrações uma resposta e outra, ele e cores. Em abril, Brasília readmite que isto talvez seja ceberá a coleção. o que menos importa. O artista Milton César, 39 “Minha arte sim, esta anos, vive hoje em Goiânia pode a-parecer à vone diz que a solidão o impultade. Tudo que pinto faz sionou ainda mais a pintar. parte das mi-nhas angúsFuncionário público federal, Milton César trabalha no ateliê: “Tudo que pinto faz tias, frustra-ções e êxtase. ele foi transferido para o Rio Arte é minha companparte das minhas angústias, frustrações e êxtase” Grande do Sul, “onde tudo heira.” Milton acredita que, começou”. Em 1993, “me sentindo muito tos que fortalecem sua pintura, natural- para ser artista, três palavras são fundasozinho, me presenteei com tintas e mente influência benéfica de Cléber mentais: “Paciência, talento e persistênpincéis. Assim, a pintura me salvou”, Gouvêa”, acrescenta Miguel. cia. Um artista é um artesão. O maior juiz completa. E mais: “Sou pé no chão, Para enriquecer o trabalho, passou do artista é o tempo.” adulto, maduro e capricorniano. Um so- ainda por um processo de estudos de O crítico de arte Miguel Jorge desbrevivente, um gladiador”, define. desenho e pintura com o miniaturista creve um pouco mais sobre a obra. Para apresentar Milton César, fica im- goiano Valdelino Lourenço. “Grande “Levantar meias figuras geométricas e possível não associá-lo ao artista Cléber mestre e amigo”, revela o artista. Para cores fortes, tendo para o azul, o verGouvêa, nome importante das artes em Miguel Jorge, conceituar caminhos do de- melho, o amarelo, eis a questão para se Goiás. “Milton foi criado no ateliê de senho e da pintura figurativa, como início definir as telas do artista goiano, numa Cléber, artista dos fósseis, do cotidiano, de tudo, numa insistente e provocadora reflexão de propostas especiais que toda memória. Então garoto, observava o busca, foi um desafio que Milton se sub- cam a sensibilidade de quem as cria e que o pintor, em sua rígida disciplina, meteu com regularidade e disciplina. de quem as observa.” Na atual coleção construía em relevos numa organização No Rio Grande do Sul, o artista par- do artista, Miguel identifica: “É na tesólida de massa cromática”, conta Mi- ticipou de coletivas e individuais. “Pode- mática mais recente que o pintor entra guel Jorge, crítico de arte. se dizer que Milton administrava seu com a metaforização de formas que tenSegundo ele, foi a partir daí que, talento com exercícios de inteligência e dem para uma síntese de signos colemuitos anos depois, na fase adulta, Mil- coragem para, então, de volta a Goiânia, tivos, numa transição de matérias do ton resolveu mostrar-se como artista. estabelecer-se definitivamente como mundo tradicional para o moderno.” “Combinando a magia da apro-ximação pintor de uma temática que discute o Esse encontro abstracional, segundo das tintas com matérias sólidas como as real e o irreal, no sentido convencional ele, necessário para a revelação de nova pedras, colas, papéis e outros elemen- do termo”, analisa Miguel, que diz ain- linguagem, requer um olhar mais agudo ZELO 27


Fotos: Adeirson Felício

Obras em técnica mista da série trincha: jogo de detalhes

Quadro da série trincha: pintura expressa angústia e êxtase pessoais

Mube, em São Paulo, promove mostra individual de Milton César

Milton César com Luiz Hossaka, conservador chefe do Masp ZELO 28

sobre a produção artística de Milton, “que introduz nesse contexto um jogo de detalhes pessoais, por vezes constituídos de relevos, recortes ou estruturações de matéria desenvolvida a partir das pedras de Pirenópolis, da interferência da malacacheta, da prata moída e folhas de ouro”. Para o crítico paulista Jacob Klintowitz, o pintor desarticulou certas imagens constantes que indicavam o cotidiano, figuras sem emoção que nos relatavam tediosas situações. “Destes resíduos estruturou uma surpreendente organização espacial e geométrica constituída de fragmentos de matérias densas. Corpos minerais”, emenda. De acordo com Klintowitz, à semelhança de uns poucos artistas, Milton César tritura as pedras e ainda prepara o próprio material de pintura. “Em todos os casos que examinei, esta é sempre uma maneira de meditar, de impregnarse com o encantador mundo da invenção. Deixar que a intuição da forma assuma o comando. Este ritual de enganadora aparência mecânica assinala a transformação do artista.” O que é Spla sh?

Ele se intitula estruturalista como “forma de firmeza artística”. Milton conta que as abstrações aparentam explosões e, assim sendo, o nome Splash é quem dá construção às telas. O mundo. O conceito. Os planetas e a vida comum. Tudo isso está “esplechando”, segundo Milton, que continua a definição: “Depois da explosão, há vida. O tempo todo, há ação e reação. É minha globalização cerebral.” z


DESIGN GRÁFICO

Você é...

...o que seu cartão de visita diz a seu respeito Marcos Naves

designer gráfico e artista plástico contato@marcosnaves.com

Papelaria que conquistou o 1º lugar no Prêmio Aquino Porto em 2007. Cartão de visita, envelopes e papel de carta criados por Marcos Naves

A troca de cartões teve origem na Corte Francesa. Entre a etiqueta e o comercial, o ato se propagou pelo mundo. O pequeno pedaço de papel se sofisticou para atender às exigências de quem busca destaque e melhores posições

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ivemos hoje na era da comunicação virtual e temos várias possibilidades de estabelecermos contatos, seja por e-mail, msn ou Orkut. No entanto, o tradicional cartão de visita é fundamental na relação profissional ou mesmo na construção de uma rede de contatos. É também uma peça identificadora, pois diz quem a pessoa é, de onde vem e como pode ser localizada. O cartão é capaz de influenciar, reforçar ou criar novas opiniões, é um poderoso meio de divulgação das marcas. Por isso, evite o uso displicente e transforme-o numa importante ferramenta de marketing. Portanto, se você é muito mais do que aquilo que seu cartão de visita apresenta, talvez seja hora de ele ser reformulado, mudando seu estilo e, se necessário, sua própria marca. Certamente a sua imagem e seus negócios vão agradecer.

Eu comunico... logo existo Comunicar-se sempre foi uma necessidade humana, assim, do surgimento da escrita até a rápida transmissão de informações via internet, as mudanças se sucederam. Ou melhor dizendo, muito papiro, pergaminho, sinais de fumaça e papel foram usados na comunicação. Realmente muita coisa tem mudado no mundo e o meio virtual tem contribuído com essa revolução. Se você ZELO 29

ainda não tem e-mail, um dia terá. Pela internet é possível fazer várias coisas: estudar, divertir-se com jogos, ouvir música, ver filmes, fazer compras e até arrumar um casamento. Mas nem tudo são flores. A propagação de spans, cartas pasteurizadas e vírus enviados por e-mail incomodam mais do que espinhos. Há circunstâncias que, devido à formalidade, não se dispensa o uso do papel, e receber uma correspondência num papel de carta e envelope personalizados tem hoje um significado valoroso e até de mais respeito, pois demonstra consideração a quem recebe. Percebemos um aprimoramento na apresentação estética dos impressos, com papéis diferenciados, texturas, variação de cores, brilho e muitos outros recursos valorizados pelo designer gráfico, profissional este responsável pela criação. Os impressos, como cartão de visita, envelope e papel de carta, são concebidos por um conjunto de elementos gráficos que irá formalizar a personalidade de um nome, uma idéia, produto ou serviço. Esses impressos não definem quem somos, mas são capazes de causar uma boa ou má impressão, pois representam nossa identidade visual. E lembre-se que a primeira impressão é a que fica. z


SÓ PARA HOMENS H.Stern lança coleção masculina

Aço e borracha dão o tom à coleção Steel, que a H.Stern acaba de lançar para atender o público masculino. São cordões, crucifixos, placas, pulseiras, anéis e abotoaduras que chegam com li nhas minimalistas. As jóias da nova coleção se caracterizam por formas geométricas. Linhas angulares conferem uma estrutura linear às peças que, feitas de aço e borracha preta, trazem um ar urbano, contemporâneo e high-tech.

Linha Motion

Hugo Boss apresenta mais uma edição limitada da linha Boss in Motion, que possui fragrância explosiva de frescor aquático. O produto tem um perfume completamente dinâmico e, ao mesmo tempo, elegantemente sensual.

Semente dos Sonhos

O Boticário traz para o mercado o primeiro eau de parfum masculino da marca. Desenvolvido para homens sedutores que gostam de fragrâncias sofisticadas e marcantes, o Zaad – que significa a Semente dos Sonhos – foi desenvolvido pelo renomado perfumista Thierry Bessard, que imprimiu sofisticação e masculinidade às suas notas, criando uma fragrância rica, exclusiva e formada por matérias-primas de diversas partes do mundo.

Beckham de cuecas

O alto verão masculino da Wöllner segue a proposta do estilista Maxime Perelmuter em deixar a estação absolutamente fresh. São looks descolados que reforçam o uso dos boardshorts, disponíveis em dez estampas. Para a noite, as calças com construção de alfaiataria, retas, em risca de giz, são mais do que indicadas. O empresário Luís Rogério Gouthier, dono das três lojas Wöllner em Goiânia, aderiu ao estilo determinado por Perelmuter.

Grandes chefs

Autor do cultuado Trainspotting, o escocês Irvine Welsh mexe com a adrenalina do leitor na comédia de humor negro As revelações picantes dos grandes chefs, uma parábola gótica das grandes obsessões dos dias de hoje – sexo, comida e fama estão no topo dessa lista. Espécie de Retrato de Dorian Gray pós-moderno, o livro examina a formação da identidade, a rivalidade masculina. ZELO 38

Fotos: Divulgação

Sempre fresh

David Beckham protagoniza a campanha da primeira linha de cuecas da marca Emporio Armani nos EUA. As fotos foram feitas por Mert Alas e Marcus Piggott em Los Angeles, no início de novembro de 2007, e começaram a circular nas revistas em janeiro de 2008.


Paixão por carros antigos carros

Fotos: Kell Mo

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Walquires Fa ria 1929, que rest em seu Ford aurou há oito anos

ASTERO MOTTA

A

paixão por carros antigos é um hobby que rompe obstáculos do tempo e não escolhe idade. Na Avenida E, Jardim Goiás, amantes desses carros se reuniram para mostrar seus veículos. Foram expostas verdadeiras relíquias, carros de marcas nacionais e importados, que fascinam pelo excelente estado de conservação. Neste encontro, realizado pela Toctao Engenharia, participaram União V8, Clube do Volks, CVA (Clube dos Veículos Antigos de Goiás) e Clube do Puma. Entre as principais atrações estavam os clássicos, como um Maverick 1976 e um Charger RT 1974, raridades da década de 70. Outros destaques foram o Fusca de 1953, o mais antigo de Goiás, e um Ford 1929, em estado original. Os preços de alguns desses carros podem chegar a US$ 600 mil. Cada um dos proprietários tem uma história para contar. O advogado Walquires Faria é um deles. O Ford Azul, 1929, modelo esportivo, foi comprado e restaurado há oito anos. Outra raridade que ele conserva é o Buick Skarlark - 1968. Walquires já participou de exposições em Araxá (MG) e Águas de Lindóia (SP). Rafly Moreira, presidente do Clube União V8, traz o gosto por carros antigos no sangue. Ele conserva um Dodge Charger RT, 1974, modelo 215 cavalos, herdado do seu pai. Rafly investiu R$ 35 mil na restauração do veículo, entre acessórios e mão-de-obra. O Dodge tem ignição eletrônica, motor 5.2 cilindradas, que, na época, era a evolução de um motor nacional. “Aos 5 anos eu já desenhava como seria o Dodge dos meus sonhos”, conta com orgulho Rafly. O casal Roberta e Flávio Crosara também é apaixo-

Roberta Crosara num Ford 1929 Roadster: raridade

nado por raridades. Adeptos da prática do antigomobilismo – neologismo que traduz a restauração de veículos antigos –, eles preservam uma raridade: um Ford 1929, Roadster Hot Rod. Já o empresário Agenor Braga possui um DKW emag-1964, todo original, com banco de couro. Outros aficionados são Rodrigo Baiochi e Pedro Lutti, da banda Mr. Gyn. Eles conservam um Maverick 1974 e um Dodge Magnum 1979, respectivamente. O empresário Valterci de Melo, dos laboratórios Teuto, possui um Ford, modelo clássico, 1929, e faz parte dos 70 sócios do Clube dos Carros Antigos de Goiás. z

DKW emag-1964, de Agenor Braga

Placa preta

A maioria dos carros antigos tem placa preta. Para que um veículo possua esta placa, é necessário que tenha mais de 30 anos, faça parte de uma coleção, conserve suas características originais e apresente Certificado de Originalidade, reconhecido pelo Denatran.

M us e u

A cidade de São Paulo possui um museu para quem gosta de apreciar a história do automóvel. A idéia partiu de Romeu Siciliano, presidente e fundador do museu. Foi uma forma que ele encontrou de compartilhar sua paixão por automóveis antigos. O museu fica na Avenida dos Bandeirantes.

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evento

Mostra de decoração

Aconteceu pela primeira vez em Goiânia a Morar Mais por Menos. A mostra é uma alternativa para quem curte decoração, gosta de viver com conforto e qualidade de vida, mas busca soluções econômicas. A exposição apresentou ambientes projetados por arquitetos, paisagistas e designers. Vários eventos rolaram na casa-sede, na Avenida T-2. Confira! Fotos: Ângela Motta

Fabiana Araújo, André Alf, Celso Faria e Fran Jácome

Ricardo Gomes, Fabiana - Alexandre Perini

Ana Paula e Camargo Lins

Mariane Barcelos e Rodrigo Caiado

Rossana Franco, Clarismar Machado, Simone Ferreira e Marcos Simão

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Magno Pinheiro, Neide Alencar e Cláudio Valente

Patrícia Braga e Ivan Grande

Eduardo Clímaco e Camélia Badan


evento

Homem em Grande Estilo

Para marcar o lançamento da linha O Boticário Men, as empresárias Jaci Dias Melo e Cândida Gobbo realizaram na Sedna Lounge o evento “Homem em Grande Estilo”, que reuniu parceiros e convidados. O jornalista Lula Rodrigues, da Rede Globo, e o gerente de produto de O Boticário, Alexandre Bering, comandaram um talk show especial para o público masculino. Fotos: Ângela Motta

Jaci Dias Melo de Oliveira e Cândida Maria Dias Gobbo

Ana Paula e Silva, Elton dos Anjos e Dienys Rodrigues

Cláudia Cândida

Joel Santana Braga e Gisele Maciel

Grazieli Miranda e Rhudy Monticeli

Mauro Camilo e Fernanda Gobbo

Cardápio do Ateliê Gastronômico

Lula Rodrigues

Juliana Carnevalli e Ranulfo Borges

Alexandre Bering, Maria Flores, Sílvio Alves e Lula Rodrigues ZELO 36

Giuseppe Vecci

Marli Caetano e Fernanda Gobbo

Paula Gomide e Marcel Rocha

Cássia Moreira e Marco Moura

Divino José Dias - Cândida, Marco Antônio Oliveira - Jaci

Marcelo Gomes e Leandro

Renata Vieira


cliques

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Fotos: Ângela Motta e Kell Motta

Divulgação

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1 - Luciana Duarte, Cleo Pires, Leonora Rocha Lima e Iracema Moraes, em evento que rolou na Dona Chic 2 - Fabiana Queiroga inaugurou o Estúdio Fabq - e artesanal toys 3 - José Guilherme Shwan, João Nelson e Rita no lançamento do showroom da Bontempo 4 - Severino de Souza, Carla Rates e Marco, em feijoada beneficente no espaço Nas Estrelas 5 - Nelson Gillet e Eliane Frota na inauguração da pizzaria Gallo De´Oro 6 - Gustavo,Rachel e Bruno Veras no lançamento Ecovillage 7 - Personal Anita Miranda, da Academia Flex 8 - Karine Terra na inauguração de loja de sapatos que leva o seu nome 9 – Trupe Cristiano Mullins 10–Raul Boesel e Magno Pinheiro na WhisRed Lounge 11 - Silvana Boeno no espaço Nas Estrelas 12 - Edna Negri e Eliz Oliveira na expanção da loja idéias em formas 13 -Moda está no DNA de Ludmila e Adriana Montrezol 14 - Bruna Domingues e Ana Luiza Amorim no coquetel da Carmen Steffens 15 - Hélio Teles comemora aniversário com o amigo Carlos Peixoto


evento

Maria Filó lança nova coleção

A grife carioca Maria Filó apresentou a coleção verão 2008, no Flamboyant Shopping. O evento comemorou o aniversário de um ano da loja em Goiânia. O look para o verão é inspirado no Oriente. Os minivestidos e shorts são o destaque. Os convidados que passaram por lá receberam um mimo: um lindo toy art com as cores da coleção. Fotos: Ângela Motta

Equipe Maria Filó

Eva e Laura de Araújo

Toy art com cores da coleção

Meire Lobo

Patrícia Coelho e Geórgia Valadares

Waléria Perilo, Meire Lobo e Maria Lúcia

Ludmila Voronkoff, Anne Caroline Brasil e Suréia Maria

Cardápio preparado por Liliane Lobo Natália Martins e Juliana Martins

Cida Cavalcanti, Meire Lobo e Evelin Cavalcante

Elisson Punznann e Ieusa Dantas

Daniel Basilie e Elen Ferreira ZELO 43

Osmar - Meire Santos, Maria Reis e Edna Gomes

Bruna Santana e Narana Alves

Taciana Silveira

Look para a próxima estação é inspirado no Oriente


evento

Ao som de marchinhas

O Café Nice entrou no roteiro do Carnaval dos Amigos, evento que dá o grito inicial da folia de Momo em Goiânia há sete anos. As atrações foram a banda Começo do Samba, feijoada, muita cerveja e caipirinha. A trilha sonora foi composta de marchinhas tradicionais de carnaval. Fotos: Ângela Motta

Regina Rosa, Rener Bilac e Tânia Borda

Fabrício e Alessandra Gabriel

Wanderlei Carlos e Ludmila Perillo

Jorge Braga

Fernando e Luiz Carlos Orro

Osvaldo Valadares e Hedra do Carmo

Thales Castro e Geane Rosa Bárbara Azevedo e Cristiano Barbosa Elder França, Lúcia França e Ademir Silva

João Neto, Janaína Gomes, Daniella Martins e Flávia Bicalho

Começo do Samba

Walter Oliveira Borges


evento

Lançamento do 3º Anual Design

Publicitário Jean Begerot lança a 3ª edição do “Anual Design de Arquitetura, Interior e Paisagismo”. A publicação reúne obras de 43 profissionais, em 220 páginas, com as novas tendências da arquitetura e do design de interiores. O livro traz um DVD encartado com imagens e detalhes do projeto. A festa ocorreu no Sedna Lounge em grande estilo.

Fotos: Ângela Motta

Marco Belini Fabiana

Sanderson Porto Ana Paula

Carlos Augusto, Cláudia Ducatti e Flávio Paraguassu

Jean Begerot

Léo Romano, Marília Teixeira e Rogério Borges

Antônio Calisto - Zilma e Gauthier Cardoso

Dione, Cláudia Oliveira, Eliane Mendonça - Marcos Martins

Virmondes Cruvinel, Karla Bittar e Eduardo Bittar

Kiko Alencar e Alessandra Isaac

Fátima - Alibert de Freitas

Bruno Veras - Juliana e Marcelo Trento ZELO 45

Pedro Ernesto Gualberto, Leandra e Eliane Martins

Flávio Barbosa e Ludmila Amaral

Regina Amaral, Ricardo Araújo Márcia Albiéri

Genésio Maranhão e Sheila di Podestá

Fernando Franco Sara


evento

Aniversário

Em noite divertida, César Brito recebeu uma turma animada na loja do Buena Vista para um coquetel com prosecco ao som de i-Pod.

Fotos: Ângela Motta

César Brito e Waléria Noleto

Cláudia Bittencourt

Carla Azevedo

Andréia Clara

Álvaro Sabra e Liliane Lopes de Paiva

Entre amigos

O deputado federal Leonardo Vilela recebeu amigos e parceiros para um momento de confraternização no Café Cancun.

Fotos: Kell Motta

Fábio Rezende Martins e Vanessa Vilela

Joaquim Alves e Leonardo Vilela

Simone Martins Pires e Ecilene Camargo ZELO 47


Fragmento II Max Miranda Sobre glórias e encontros em conexão abso- paço-vida e carregada de histórias, alisa a florziluta com a vida, creio que as palavras exalam ao nha: a consciência que chora, berra ainda e ri. mundo, assim como chuva, fresquidão ao Mais rios e sinuosas águas definem. tempo, à memória, à consciência. Não se cala o mundo e no silêncio das profunEla existe nos planaltos de nós, consentindo, dezas claras, a flor-olho. É como o olhar de um amando aquilo outro, sempre e outras vezes tigre o olhar do acordar. Amanhecido e não basmais. Concedo-me a abertura dos teus olhos e, tante, o sol afronta, persiste e vence, vence, nas nuvens secretas e avistadas, uma nova habi- vence. tante vista também a melhor face. Esquenta, distribui luz, espanta as baratas e o Mares íntimos! mofo. Paisagem cabível e chumbo é o fardo do ignoA consciência é uma âncora? rante. “Não, um farol”. Evita o naufrágio da inteligência, mostra a rota. Lisa pluma essa inspiradora vida. Caminhos nus e quentes. O corpo é gozador, do Ácida e corrosiva a imensidão das lembranças sangue, amigo do vinho, do amor. sujas. E aceita a Terra aprofundar-se pelos ilimitados Sol lave e enxugue. A chuva traz a idéia, o sentidos. Ali, no lugar dela, senhora alma, no es- sumo da existência, o verbo e a essência.

Alcance e conhecimento para fortificar o corpo e aperfeiçoar a alma. Ou engrandecer o nada. Que habita entre um e outro, nascendo de novo. Ao nascer, ela se prepara para atuar: humanidade de repetição que arranca o cabimento? Acabamento. Tijolos, janelas. Janelas e jardins.

Janelas. Sábio ar! Sobe o ar! Sobe, abra. Abra.

Janelas! De lá o sol, De cá a consciência.


Fotos: João Augusto

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BELEZA

Tudo belo, tudo zen Transformar os cuidados básicos com o corpo em momentos únicos. Esta é a proposta das novas coleções Mary Kay Chá Vermelho & Figo e Lótus & Bambu. As linhas seguem a tendência de aproximação com a natureza. São compostas por Loção Corporal Nutritiva, Creme Esfoliante de Limpeza e Desodorante Corporal.

Flashback

As tendências apresentadas nos desfiles do São Paulo Fashion Week não ficam só nas roupas. As madeixas que as modelos desfilam nas passarelas apontam as referências da próxima estação. Os cabelos surgem ondulados – como nos anos 40 –, mas arrumados, com os fios no lugar. A preocupação da próxima temporada será com um cabelo que tenha movimento e aparência saudável. Neste caso, os finalizadores são indicados para esta tendência, pois acomodam os fios. A franja continua em alta.

 Kate Moss lança KATE. O per-

fume tem em sua composição pétalas de rosa, criada a partir da essência de rosa búlgara e amorperfeito, com grãos de pimenta rosada banhados na flor branca de laranjeira.  O cabeleireiro e maquiador Eder Bueno faz a cabeça de dez entre dez mulheres goianas. Profissional antenado, tem sempre uma idéia criativa para apresentar.

Look de inverno: faça você mesma

Marcos Costa, make-up artist da Natura, criou um look discreto, moderno e superfácil de reproduzir

1. Depois de higienizar a pele, espalhe uma camada de base

apropriada para o seu tom de pele para corrigir as imperfeições e facilitar a fixação da maquiagem. 2. Com um pincel grosso, aplique pó iluminador nas maçãs e laterais da face para moldar o rosto e trazer um pouco do sol de verão para o inverno. 3. Use lápis Kajal preto na raiz dos cílios superiores para con-

Natura Diversa Base: Conforto FPS 15

Pó iluminador Natura Faces.pop

ferir efeito de delineador e esfume levemente. Em seguida, passe uma camada generosa de máscara preta. 4. Para acrescentar um toque de cor ao look, aplique sombra em creme no canto interno dos olhos com a ajuda de um cotonete e espalhe com a ponta do dedo para o canto externo. 5. Finalize o make-up com gloss natural nos lábios, retirando o excesso com um pincel fino, se necessário.

Lápis Kajal Natura Diversa e máscara para cílios Aquarela ZELO 50

Natura Faces: sombra em creme verde maré

Natura Aquarela: gloss cor 1


POEMA

MARCOS CAIADO

Dorme dorme a casa dorme a crase dorme a asa da borboleta.

dorme tudo: desde o raso até o fundo, como um defunto.

dorme a arroba e a rota, o doze e a dúzia, dorme o artigo indefinido.

dorme a flor dilacerada e mesmo o medo dorme tranqüilo. dorme isto, essa e aquilo: toda grama e centímetro.

numa metamorfose tão exata dorme a letra ilegível.

dorme a água do aquário, dorme o vaso sanitário, e o vocabulário indizível.

dorme o fóssil, pra lá de antigo, o agora e o minuto além. dorme aquiles, o mito, e aqueles que muitos chamam ninguém.

dorme alice e o lustre, a tinta e a paleta neste verso dormidouro.

dorme o infinito sem conceito – um dormir tão perfeito que parece até poesia! dorme a canção, dorme a liturgia dorme a cor e a alegoria.

dorme aquela velha alegria que triste se apega e do paradoxo não larga.

ZELO 52

dorme o lodo na calçada, a vaca atolada, o outro lado da rua...

a libra, o zelo e o gemido desmedido.

dorme o esquilo na paisagem americana e a lua no céu de araraquara. dorme o vento, o assentamento e a arara

o sono dos justos, dormem marte e o deserto do saara. apenas eu insisto diuturnamente acordado

visto ser impossível dormir sem você ao meu lado


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Zelo 04  

Quarta edição da Revista Zelo

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