Issuu on Google+


É com muito orgulho que escrevo esta carta a todos que estão lendo nossa revista. A Wiki nasceu de sonhos, expectativas, trabalho pesado, alguns desentendimentos, mas essencialmente, a Wiki nasceu pela vontade de crescer.

Expediente Revista Wiki Diretora Executiva Jóice Karine Martins joice@revistawiki.com.br

O jovem acadêmico de Joinville precisa de conteúdo. Conteúdo relevante, inteligente, que o ajude em sua caminhada na universidade, que o mantenha interessado no mundo que o cerca. O jovem precisa de algo que o impulsione a querer mais. A partir desta sensação de vazio é que cinco universitários - Bernardo, Bruna, Fabiana, Ionara e Jóice começaram a pensar sobre seu projeto experimental. Por que não criar algo de que nós mesmos necessitamos? Por que não terminar nosso trajeto acadêmico deixando um legado para aqueles que ainda estão na caminhada?

Editora-Chefe Bruna Farias bruna@revistawiki.com.br

Direção de Arte Bernardo Portele bernardo@revistawiki.com.br

Planejamento Fabiana Prada fabiprada@revistawiki.com.br

Surgiu então a ideia de uma revista. Não uma revista de simples entretenimento, nosso leitor precisa mais do que isso. Uma revista que traga conteúdo de verdade. Um conteúdo que o guie em sua futura carreira, que o incentive a querer e a fazer mais do que simplesmente três, quatro, ou cinco anos de curso. E dentre tantos porquês, por que não criar conteúdo inteligente a partir do próprio universitário? Não haveria melhor colaborador para tanto. E assim nasce a Wiki: estudantes de diversos cursos acadêmicos escrevem matérias sobre seus estudos, além de terem a chance de mostrar seu portfólio, abrindo portas de oportunidades para suas carreiras. Você poderá ler sobre as dúvidas de um futuro engenheiro mecânico, dicas e esclarecimentos de uma recém-formada fisioterapeuta, a história de um publicitário que saiu da faculdade direto para a Coca-Cola Brasil, a situação dos movimentos estudantis joinvilenses, conselhos de um profissional para escolher o primeiro emprego... Enfim, são muitos os assuntos abordados nesta edição. Por isso esperamos que você tenha uma ótima leitura. Desejamos, de universitário para universitário, que você inspire-se à construir uma carreira brilhante. Nas próximas páginas, você poderá alimentar sua cabeça. Sinta-se livre para crescer. Prazer, somos a Wiki.

Comercial Ionara Manoela Corrêa ionara@revistawiki.com.br

Colaboraram nesta edição: Alessandro Feliciani, Andrei Quint, Andressa Bardini, Augusto Glüher, Bruna Frankowiak, Camila Gadotti, Fernanda Prada, Fernando Sá, Gabriela Portele, Grazielly Baggenstoss, Ivan Mayrink, Jeferson Silva, João Menezes, Juliana Pamplona, Marcelo Braz, Marcos Sebben, Meninas do Coletivo Chá - Ana, Camila, Fernanda e M., Ronaldo Corrêa e Rubens Alves Neves.

Nossos agradecimentos aos apoiadores que acreditaram nesta ideia: Bali Hai, Bom Jesus Ielusc, DF Model, Face Digital, Grafville, Grendelli, Jack Simonéia, Nemo Intercâmbio, Texto Livre Assessoria de Imprensa e WM Seguros.

Impressão Impressul

Tiragem 1000 exemplares Enfatizamos que o conteúdo dos artigos é de responsabilidade de seus autores. Não será permitida a reprodução sem devida autorização.

Crédito de Capa Fernando Sá, fotografado por Jóice Karine Martins


28 06

es

õ seç

re sob ala ck f in r y ge Ma e s ksta Ivan fala Bac lunista joinvilen rso, o o c r Inve O at n e t ig do Vez da Des arca m nário l da or que o ce ona n, diret stão de i s ado s e e fi orm Brasil f Pro os Sebb mo e g m ola is c recé a-C Mar ndedor itário na Coc blic ree r u p a p m alh ,o re e Alto do Sá hos: trab sob n ndo rnan rei Voa heça Fe o dos so And o de ica li Con mpreg ter Mecân co Auré o e r ó o iu o Rep enharia ea Mar rofissã om egu o c i s r p n r g co itá de En al da á bre a lam reve es so vers n õ Chá Uni tudante rofissio úvidas reto oletivo ilustraç s a c r e t o p suas d n s O a s o o C t a C is m o s u t s so se ala trev as a do o o proje a com usa nervo iki, f t en a tod d id orin s ca o aW Quin os e tir Col eninas is color ca a á muit o fo d li f a s p r a s x t a r g s e Pa óg a, fotó As m ade m iak se e s Fot kow ndo sa a cid Eu, rson Silv eriência o! una Franem qua am ante l d e ix a f e s e spir o qua exp J s d Br parec a s e , a r a r t t s su a eu tos la Mose to com sional dá ae n fi Tô E ioterap res que le e a l r y je s e t a a g fi ro Por rio foto A fis a as do de Trada e Mram o p ndo pro sitá riela ine ar t u iver ão Gab ável es p Vitr herme Pto, mos e no m n õ U ç iç d r de e nut o sau solu Guil produ estaqu ida d s da çã od nte s de Comtudante limenta ndosobre ner uistand que ig is s a s Mu a e a q de m A n m s o s o u c e i o no ezes fala a idad ta tud ra o d c a ã i t n p s es ce o Men ativa Mu das nov an con icas nte r 10 d has P Aco vem Joã colabo idin r dentro Jovem s t p o r jo toss a v o a R ep li rne O d e ens a t a ic in n d agg e s in B Fiqu mplo i ia e y rk tõ ian iell s Pa olog elic nto a Yo s Bo Graz colha ! Ju tecn ro F e Nov eça sica Meu scritora ssas es em e mú Cab lessand nhecim lo o u e a e r n E vem bre A d o u dial mo Leit ciólogo pliar o c A jo xão so Mun a de O so uer am a do a vid refle d u s in q v é ma ? a u o m o e z s m m s fa i o a o qu c c d a a m r o Mo a cont pa o co ganharã ivo d anh Eu V nda Pra U g rsitários E a e n e u Fer O q os univ 4‒ e 201 o Brasil a p es o? Co o que und s Alv a o M l Ruben r Saib a a d Mu bient planeta ? s resas dicas do osso o am sco mp Eu P genheir situação e Ri ra E raz dá a i n e e a des m elo B alhar O i re a r b d P o i s tun Sua Marc trab lerta por fala es a lher resas ara se o: O Corrêa alho Nev h l Esco de empr lugar p a o o ab Trab onald de tr Com nsultor melho o o deSocial R ercado d O c curar o a o erc ação is no m o pr cia s e M unic om ciai e Com edes so de c o e S d s l sr ent e a a n d d s resid Re rofissio gens a, p imento a y t p a n O Iw va ov orn bre m s is as H a a e u Elis ille, so udant re q aria ão! sob inv o est ssa d oluç om M e Jo dre Rev evista c cialista ds e lutas , An r e t o usto En em S dever g u A Jov os, o de Univille nião direit leçã a da U dantis, a co oda d m a! estu a co de M ulos mod sign Fab orial de s de De e it t Ed udan , est mila a C e

14

22

28

ias

ér mat

36

06

52

12

54

13

56

16

58

18

20 26 27

42

52

34

38

39

42


Por Bruna Farias

Mudar o mundo. Transformar o cotidiano. Repensar a vida. Colorir o monótono: o concreto sujo e cinza da cidade. São estas as ideias de Ana, Fernanda, Camila e M., as quatro meninas do projeto Coletivo Chá. Talvez você ainda não tenha reparado. Talvez você esteja com tanta pressa ou não tenha tido um bom dia. Talvez por causa disso e outras incontáveis razões você não tenha percebido que Joinville está sendo tomada por seres coloridos e encantadores. São os desenhos do Coletivo Chá: girafas, ovelhas, muffins, bolos, pirulitos, pinguins, aves e castores estão sendo espalhados pelas garotas, que querem que você apenas pare, repare, pense, reflita, sorria, veja cores em meio ao cinza da cidade.

wiki 06

Estas estudantes criam lambs, uma técnica de desenhos feitos em papel e colados através de rolo e cola. As saídas são combinadas para serem

feitas à noite; no dia seguinte as figuras podem ser encontradas em diversas regiões da cidade. Conheça agora um pouco mais do perfil de cada integrante do Coletivo Chá e perca-se no mundo da liberdade de expressão.

Confira os links dos projetos das meninas: Projeto Coletivo Chá http://coletivocha.wordpress.com Projeto Vida no Concreto, de Ana http://vidanoconcreto.wordpress.com Projeto Goma, de Fernanda http://www.flickr.com/photos/goma_ideiasilustradas Projeto Ovelha, de Camila http://www.flickr.com/photos/camilarosa Projeto A V E S, de M. http://www.flickr.com/photos/mariebalbinot


Desenhar me faz sentir bem. É com traços e tons que a vida fica mais colorida e eu encontro uma forma de expressar ideias e manifestar opiniões. Foi através da arte urbana que pude aliar duas paixões: desenhos e animais. Surgiu então o projeto Vida no Concreto ‒ uma ideia que visa, antes de mais nada, proporcionar reflexão e conscientização na mente das pessoas. Através de lambs (técnica onde os desenhos são fixados através de rolo simples e cola), são colados animais das mais diferentes espécies nos mais variados pontos da cidade. Estes animais sentem, manifestam e exigem respeito em uma realidade que não preserva os seus direitos, gerando a reflexão sobre quem realmente é o humano da história. Alguns choram, outros não. Tudo depende de um ponto de vista ou sensação momentânea. Mas todos são humanos e, muitas vezes, muito mais humanos do que aqueles que não preservam os direitos dos animais. Pode ser que as pessoas vejam ou que elas nem reparem. Independente da reação, a ideia é gerar um pensamento diferente e sair pelas madrugadas pra sentir uma possível natureza dentro do concreto cinza da cidade, sempre com uma joaninha marcando presença.

wiki 07

O Vida no Concreto é meu projeto individual dentro do Coletivo Chá - um grupo de meninas que enfeitam a cidade com formas, cores e sentimentos.


O projeto Goma é adepto à filosofia do detalhe, em constante busca da sedução de simples ideias para transformá-las em sensações e sonhos lúdicos.

influenciar a opinião de quem vê, mas sim oferecer uma doce fatia de imaginação num momento improvável.

A cidade é feita de pequenas composições, de olhares inquietos, de desejos íntimos de fugir do óbvio. Dividindo o espaço com o ruído destas mentes curiosas, brotam figuras e seres imaginários que trazem uma sensação doce aos humores e dias amargo-ansiosos do cotidiano.

Intervir na paisagem urbana é como colocar uma cobertura de chantilly e uma cereja na ponta do bolo. É deixar aquele cheirinho de maçã do amor no ar e um gostinho de algodão doce na ponta da língua.

wiki 08

O objetivo não é comercial, não é convencer ou

Principais influências: Will Cotton, Daliena Ediburg, Anna Bond, Tati Ferigno, Cecy Mead.


A iniciativa de colar desenhos na rua veio da necessidade, primeiro, de expressar ideias que estavam guardadas na minha mente e no meu coração e, segundo, de tornar a cidade na qual moramos, um lugar mais agradável, mais colorido. Enfim, trazer cor e vida para ela. Os meus desenhos expressam fases ou situações que vivo e que sinto necessidade de exteriorizar, mas claro, sempre sendo bem subjetiva.

wiki 09

Não tenho um tema específico, eles variam conforme o momento que estou passando. Mas em todos, apesar de serem bem pessoais, eu busco passar alguma mensagem para quem irá vê-lo na rua, seja alguma frase para alegrar ou para causar reflexão mesmo - a maioria delas tiradas de letras de grupos de rap, intercalando com outros escritos ou músicas .


Desde pequena sempre fui muito ligada à natureza. Em especial, às aves. Observando e absorvendo espécies presentes eu apenas averiguo as penas, as cores e os bicos desses bichos. São asas que voam; pelo sustento, pelo alento, pelo relento. Se os pássaros passam os meus pensamentos voam. Sonhos que voam cores que entoam uma só canção. liberdade.

wiki 10

(m.)


Quando nosso cérebro, independente de nossa vontade, interpreta alguma situação como ameaçadora, todo nosso organismo passa a desenvolver uma série de alterações denominadas, em seu conjunto, de Síndrome Geral da Adaptação ao Estresse.

alguns são apenas localizados. Cada pessoa é diferente, dependendo da história de sua vida.

Portanto, o estresse pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais, ansiedade e depressão causadas por diversos estímulos externos, mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando o estresse persiste por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão ligados à ansiedade e depressão. Em algumas situações, como por exemplo, um aluno de universidade que fica sobre pressão devido às provas, TCC, trabalhos, etc., ocorrem sintomas que geralmente ficam canalizados em órgãos específicos ou em um determinado sistema, seja o sistema cardiológico, pele, sistema muscular ou aparelho digestivo, o que gera mal estar e dores, principalmente devido à tensão muscular.

Podemos diferenciar dois tipos de Trigger Point: o Trigger Point ativo, que é causado por dor imediata, evitando que o músculo realize alongamento completo, o que causa algumas vezes fraqueza; e o Trigger Point latente, que não será referido pelo paciente. Somente se através da pressão que for aplicada no local, o fisioterapeuta sinta a musculatura mais densa e fibrosa. O Trigger Point pode estar associado com a vitamina B6 e outras deficiências vitamínicas ou após traumas e grande estresse. As causas possíveis de adquirir são: sobrecarga, trabalho excessivo, fadiga, trauma direto, assimetria esquelética causada por má postura ou mudanças emocionais. O fisioterapeuta irá realizará uma avaliação com o paciente, assim conhecendo um pouco de sua história para poder estruturar um tratamento adequado. O diagnóstico começa com a palpação de onde o paciente sente dor, localizando o ponto deflagrador. Após localizá-lo, aplica-se uma pressão contínua no local com diversas repetições, obtendo-se assim um relaxamento de todas as tensões. Muitas vezes os sintomas desaparecem com suas causas, então procure fazer algo que te faça bem. Se sentir dores, você pode fazer uma compressa de água quente no local, para aliviar e relaxar a musculatura.

A fisioterapia aborda uma forma de terapia nos locais onde a tensão é acumulada, locais chamados Trigger Points ou pontos gatilho. Esses pontos são trabalhados aliviando as dores e resistência muscular, consequentemente proporcionando alívio e relaxamento. Os Trigger Points são uma disfunção miofacial, uma área de hiperirritabilidade de dentro das estruturas dos tecidos moles, caracterizada pelo local frágil e algumas vezes fenômeno referido. Essas sensações referidas podem incluir: dor, formigamento, adormecimento e prurido.

arquivo pessoal

Nem todo Trigger Point refere dor,

A origem destes Trigger Points é por meio de mudanças do balanço químico em uma área local, irritando o sistema sensorial.

Conheça as causas e soluções para aquelas dores chatas que surgem quando você está com os nervos à flor da pele

wiki 12

Por Bruna G. Frankowiak, Fisioterapeuta ‒ 2521- LTT/F


Por Gabriela Portele, estudante do 8°período de Nutrição ‒ Ielusc

Durante a fase universitária, muitos jovens acabam mudando seus hábitos alimentares. A correria do dia a dia normalmente limita o tempo destinado à alimentação e por conta disso, os universitários costumam investir em frituras, alimentos congelados, lanches gordurosos e restaurantes de fast food. Algumas pesquisas que avaliaram os hábitos alimentares de estudantes universitários, revelaram a baixa prevalência de alimentação saudável, elevada ingestão de alimentos doces e

gordurosos e baixa ingestão de frutas e hortaliças. Esses hábitos alimentares inadequados podem levar à deficiências nutricionais, obesidade, hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes e doenças cardiovasculares. Além disso, esses hábitos tendem a continuar na fase adulta, podendo aumentar a incidência dessas doenças crônicas não-transmissíveis. Para se obter uma alimentação saudável, basta seguir os 10 passos para uma alimentação saudável, propostos pelo Ministério da Saúde:


arquivo pessoal

wiki 14

Por Ivan Mayrinck

Quando desembarquei em Joinville, há quase nove anos, vindo de Belo Horizonte, trazia comigo um sonho escondido até de mim mesmo: atuar, fazer teatro, despertar nas pessoas algum tipo de emoção com a arte. Conhecendo pouco a cidade, acabei descobrindo essa paixão no Colégio Elias Moreira, onde estudava, com um grupo proposto pelo professor Carlos Franzoi. Ele, como professor de artes, tinha um elenco semiformado e procurou novos integrantes na escola. Encarei o desafio e comecei ali uma atividade que me acompanha até hoje e que pretendo levar por um bom tempo na minha vida. Depois dessa breve (ou não) apresentação pessoal, chego ao ponto onde quero chegar: os meus tutores durante esses anos. Profissionais que me deram bagagem e que eu vejo lutar pelo teatro em Joinville. Aliás, a cidade tem uma relação estranha com o teatro. Os espectadores, idealizadores e responsáveis pela cena joinvilense formam um grupo muito restrito. É interessante ver como uma peça nacional, onde o ingresso custa a bagatela de R$ 50,00, lota o Juarez Machado e peças locais com excelentes roteiros, direção e produção, a R$ 5,00, tem um público de médio pra fraco. Falta ao cidadão joinvilense valorizar o que é daqui, mas isso talvez seja assunto para uma

próxima coluna. Voltando ao que interessa, sobre as pessoas que me ajudaram e ainda ajudam, devo destacar, obviamente, Carlos Franzoi. Afinal de contas, foi sob a batuta dele que dei meu primeiro passo no grupo denominado De Mentes. Em seguida, na remontagem do grupo Ubaia, pude trabalhar com Marília Olska e Eduardo Baumann, que também me ensinaram muito do que sei. Algum tempo após o fim do Ubaia, me inscrevi no curso da Studio Escola de Atores onde, além de aprender bastante, tive o prazer de desenvolver um trabalho totalmente diferente em matéria de teatro, que fugiu do convencional, exigiu uma preparação especial e o resultado foi extremamente gratificante. Além dos grandes atores que tive ao meu lado, a direção da excelente Fernanda Moreira, diretora da escola, foi essencial ao longo de todo o tempo de trabalho. Mesmo sabendo que ainda estou dando os primeiros passos, posso dizer que sou honrado por ter trabalhado com pessoas tão competentes e tão importantes para o teatro na nossa cidade. Ainda há muito a aprender e muitas pessoas com quem quero trabalhar, atuar, ser dirigido. Mas se a cena teatral em Joinville cresce cada vez mais, eu só tenho a agradecer por poder acompanhar esse crescimento.


TAL:/ QUE TEORIA SAIR DA

PARA A

PRÁTICA? :)))

Publique seus artigos, trabalhos, textos, rabiscos, espasmos...

O maior Portal Colaborativo de Joinville

Contabilidade, Economia, Administração

Conteúdos de Joinville e Região

Portal de Conteúdo, Webradio, WebTV

Assuntos Específicos por interesse

Projeto pioneiro no Brasil

De Joinvilense para Joinvilense

Conteúdo 100% segmentado

Mais de 20.000 acessos mensais

Mais de 30.000 visitantes únicos mensais

www.portaljoinville.com.br

www.portalcontabilsc.com.br

Entre em contato e saiba como sair do anonimato antes de sair da casa dos pais 3028-8820 | conteudo@facemidiacomunicacao.com.br


arquivo pessoal

Por Juliana Pamplona, radialista da Jovem Pan Joinville

Enquanto muitas novidades borbulham no cenário musical trazendo fama e sucesso para os artistas (que não devem descansar, porque o público quer sempre mais novidades e mais músicas), os colapsos e surtos de Lady Gaga rendem até curso acadêmico! Como anda o mundo da música nestes últimos meses? Confira nas:

Lady Gaga encerra a era The Fame Monster com a música Speechless , um som bem diferente do que conhecemos

Taio Cruz está nas paradas com Dynamite

E como a moda são os cantores teens, Demi Lovato também tem novidade! Seu próximo single é World of Chances do seu segundo álbum. Seu terceiro já tem data marcada para fevereiro e terá dueto com Miley Cyrus Usher se juntou com Pitbull e fizeram Dj Got Us Fallin In Love

wiki 16

E falando em Miley, ela não pode ser domada com duas músicas prestes a serem lançadas: Who Owns My Heart , de seu último CD Can t Be Tamed , e Big Big Bang que foi feita para promover seu novo filme LOL ‒ Laughing Out Loud

Bruno Mars, desta vez sozinho, lança Just The Way You Are que promete ser hit!

Selena Gomez foi comparada à Miley no quesito ser sexy com o clipe de A Year Without Rain


A banda Maroon 5 lança seu novo CD Hands All Over e como primeiro single Give A Little More

Voltando à terra do Tio Sam, Kesha, depois de Your Love is my Drug , lança Take It Off

Engana-se quem pensa que só os EUA que tem novidade! Wanessa Camargo está se aproximando do pop americano com as canções Falling For U e Worth It

Já a banda Fresno fará de Revanche sua próxima música de trabalho e NX Zero terá como single Confidencial

Enquanto tudo isso bomba, na Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, rola um curso sobre Lady Gaga. O estudo GaGa para Gaga: Sexo, Gênero e Identidade é ministrado por uma aluna de pós-graduação, e pretende analisar a influência dos vídeos e músicas da cantora pop relacionados a diversos temas, como comportamento sexual e movimentos feministas

Telephone , da polêmica Lady Gaga e da bootylicious Beyoncé, Billionaire , de Travie McCoy com participação de Bruno Mars, Every Rose Has It s Thorn do Poison, Empire State Of Mind , de Jay-Z e Alicia Keys, e Listen , trilha sonora do filme Dreamgirls , interpretada por Beyoncé

Rihanna mostra um lado animado com Only Girl (In The World) que está em seu novo álbum, Loud (que será lançado dia 16 de novembro)

fotos divulgação

E para terminar vamos ao seriado de maior sucesso nos Estados Unidos: Glee! O coral estudantil mais talentoso da TV teve sua primeira temporada encerrada e o sucesso foi tão grande, que a segunda já está gravada! O primeiro episódio da nova temporada terá músicas como:

A queridinha da música country, Taylor Swift, lançou Mine como primeiro single de seu novo álbum

wiki 17

Paramore também tem novidade, é a música Playin God

E o tão suspirado Justin Bieber, está com a saúde debilitada, tudo por causa de sua agenda corrida. Devido à sua rotina de trabalho exaustiva, o garoto de 16 anos já chegou a perder 10 quilos. Dizem que Bieber está doente, psicológica e fisicamente, e que em breve terá um colapso nervoso, porém, o astro continua seus projetos sem interrupções. Nos planos do adolescente está o lançamento de um filme em 3D sobre sua vida, além de seguir com as incontáveis apresentações ao redor do mundo


Por Alessandro sand n ro F Fe Fel Feliciani e ici i ani n - Soc Sociólogo ociól oc iólogo o

A leitura ampla e diversificada continua fundamental para a construção de uma mentalidade que possa aproximar e compreender essa pósmodernidade . A educação escolar nos ensinou a isolar e reduzir, (teoria do complexo do simples), não a formar as partes com o todo. Mas assim fazendo, a escola formou uma mentalidade incapaz de perceber globalmente os problemas do planeta. Precisa-se de um pensamento reformado, ou seja, que conceda o saber em termos de convergência entre tantos saberes, bem como o enrijecimento das identidades culturais e étnicas. O que falta aos indivíduos é a consciência de adesão global em um mundo cada vez mais restrito, onde as identidades não podem sobreviver através da negação das diferenças, mas só graças a uma nova forma de sociabilidade que implica partilha e abertura para a diversidade. De um lado, a capacidade de acolher a precariedade existencial do outro se torna fundamental para compreender o presente e ter um olhar para o futuro. Também é essencial conhecer o passado, porque como disse Bernard de Chartres, considera-se o homem moderno em uma posição privilegiada: São como anões sobre os ombros de gigantes. Podem ver mais distante, não certo pela altura de seu corpo, mas porque são erguidos e levados em alto pela estatura dos gigantes. Neste contexto recomendo dois livros: Armas, Aço e Doenças , de Jared Diamond e O Mundo sem Nós , de Alan Weisman. O primeiro é biólogo e fisiologista, conhecido acima de tudo por este livro, com o qual ganhou o prêmio Pulitzer. No texto, Diamond fornece a sua teoria plausível para explicar a evolução sofrida pela população nas várias partes do globo. Dito nesses temos, o argumento parece pesado, mas o autor consegue tratá-lo de maneira suave e agradável. Conceitualmente, sempre foi enraizada a convicção de que algumas civilizações são evoluídas principalmente porque são mais dotadas geneticamente; este é um dos pensamentos questionados no livro. Na verdade, são as diferenças morfológicas do território, a presença de grandes animais para domesticar e a abundância de recursos disponíveis que determinam o sucesso ou não de uma civilização, não a genética. É um livro muito interessante para quem quer entender quem somos, de onde viemos e, sobretudo, porque estamos aqui. No segundo livro, que é fruto de uma análise científica e detalhada, o autor se pergunta: o que aconteceria se a raça humana fosse extinta e como ficaria o planeta depois, sem nós? E ainda, dos nossos milênios restaria alguma coisa? Para dar a base científica desse livro, Weisman visitou lugares que o homem abandonou, como a Bialowieza Puszcza, a última floresta primordial sobrevivente na Europa, entre a Polônia e Bielorrússia, a zona desmilitarizada na fronteira entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, (onde voltaram espécies em extinção), a zona de Tarkowsky, em torno da central de Chernobyl, na Ucrânia, (hoje dominada por plantas e animais), e as florestas e as selvas da África e Amazônia. Da análise destes ecossistemas human free, e de cálculos e previsões nasceu esse livro. O motivo real pelo qual Weisman o escreveu está na seguinte dúvida: devemos necessariamente esperar o nosso fim para dar a Terra um novo início?

arquivo pessoal

Na sociedade líquida, cada vez mais veloz, globalizada e informatizada, os jovens precisam aprender noções, mas acima de tudo devem ter uma flexibilidade mental, capacidade crítica, reação rápida, aceitação e compreensão da diversidade. Estas competências são indispensáveis e cruciais para enfrentar de modo maduro e competitivo os desafios impostos pela sociedade e pelo ambiente econômico de hoje e de amanhã.


Trabalho como modelo há 12 anos. Fui descoberta por um olheiro na escola, que me incentivou a participar de um concurso de modelos. Saí do concurso já com um contrato de uma grande agência em São Paulo. E foi então que tudo começou! A partir daí foram muitas viagens, culturas diversas... Até que eu fui parar no melhor lugar para a carreira de uma modelo: nada mais, nada menos que Nova York!

Nova York é o grande centro da moda de hoje. Os melhores profissionais da moda estão aqui: estilistas, fotógrafos, stylists, maquiadores, modelos... Muitos estilistas já confessaram que grande parte de suas inspirações vêm das ruas de Nova York, de seus diferentes bairros e de sua cultura tão diversificada, já que aqui encontram-se pessoas do mundo todo.

fotos arquivo pessoal

elo

a, mod

da Prad

an Por Fern

A renda vem com força: para o dia em tons mais neutros e a noite mais sexy, usada na cor preta. Outra tendência é o estilo ladylike, ou na tradução livre, vestida como uma dama . Serão usados vestidos de cortes bem clássicos, usados com cintos para marcar bem a cintura. Tudo muito feminino! E o que parece é que a magreza excessiva está saindo de moda. Os desfiles mais recentes mostram modelos mais curvilíneas e femininas. Viva as novas tendências!

ente al, resid

ion

ternac

dels In

Mo da Ford

Uma das tendências para o verão de 2011 é o uso de lingeries, como outwear, ou seja, roupa usada para ser mostrada, por fora . Os corpetes serão usados como tops, baby dolls como vestidinhos. Voltam também os coloridos vestidos dos anos 70, bem longos, além dos famosos tamancos de madeira, mais conhecidos como clogs.

, EUA

va York

em No


A moda hoje em dia consegue alcançar todos os gostos. O importante é ser fiel ao seu estilo, se sentir bem com o que você está vestindo. A moda é realmente uma forma de expressar a própria personalidade, por isso tem que ser algo divertido e natural. Não é porque trabalho no mundo fashion que tenho que seguir rigorosamente o que é sugerido pelos estilistas em suas coleções. As pessoas não são iguais, e o que pode cair bem para alguns, pode não ficar bem em você. Nesse caso, o espelho e o bom senso são os melhores amigos. Outro grande engano é as pessoas pensarem que para estar na moda ou para estar bem vestida, deve-se gastar uma fortuna. É claro que qualidade tem seu preço, por isso uma dica legal é investir em peças clássicas, como um bom casaco ou um blazer que combina com tudo, um vestido preto elegante, uma saia do tipo secretária, e aí você pode variar com jeans, camisetas e demais acessórios. A moda aponta as tendências, mas o critério de seguir ou não, cabe a cada um!

E se você ainda está meio por fora do que se usa por aí, fora as revistas de moda que estão sempre atualizadas, use e abuse dos blogs de moda! Eles são ótimos para quem quer buscar alguma novidade ou procurar inspiração. A dica é observar e sentir-se bem consigo mesmo. Desta forma, você está na moda.

Alguns links para você explorar o mundo fashion Blogs gringos www.thecherryblossomgirl.com www.cupcakesandcashmere.com www.karlascloset.com www.fashiontoast.com Blogs brazucas www.garotasestupidas.com www.juliapetit.com.br www.2beauty.com www.agoraquesourica.com


arquivo pessoal

Por Bruna Farias

wiki 22

Descubra a trajetória de sucesso de Marcos Sebben, diretor da empresa joinvilense Design Inverso, especializada em gestão de marca. Nesta entrevista, Marcos conta como evoluiu de vendedor de linguiças a empreendedor e dá dicas para os jovens que têm o empreendedorismo na veia e desejam abrir sua própria empresa


Marcos Sebben: Vou falar do começo mesmo, vou contar minha história! Bom, o empreendedorismo nasce com a pessoa. A criança tem atitudes que mostram se ela será um empreendedor ou não. Eu convivi numa família de comerciantes e sempre me educaram assim: me faziam conquistar o que eu queria. Tem gente que aprende a ser empreendedor, mas tem gente que nasce com isso. Quando criança, eu vendia linguiça, sorvete, puxava tijolos com meu tio. Não tenho vergonha de dizer não! Para exemplificar, uma vez eu queria uma pipa. Pedi para minha mãe, mas ela me disse que não tinha dinheiro e não ia me dar. Aí vi um menino vendendo picolé na praia e decidi vender também. Não era só trabalho, virou diversão. Aí eu ia ganhando uma graninha, ajudando minha vó no açougue também (ela me dava um troco caso eu ajudasse). Acabei comprando a pipa sozinho. Quando eu tinha 16 anos, ingressei na Escola Técnica Tupy. Depois de estudar no Bom Jesus, onde todos eram filhos de empresário e tal, comecei a querer ser empresário também. Aprendi muita coisa na Tupy, convivi com muita gente diferente, mas não curtia muito matemática pesada e física, enfim, não conseguia atingir as médias, eu tinha muita dificuldade. Depois fiz um estágio na área de mecânica e processos industriais, mas descobri que não queria isso pra minha vida. Mesmo adolescente, se eu ficava desempregado , ficava bravo de ter que pedir grana para meus pais. Aí decidi trabalhar na alta temporada de verão, fazendo entrega de sorvete. Eu era ajudante na entrega, era muito difícil. Fiquei a temporada toda trabalhando, das 7h às 1h todo dia, sem ter final de semana, carregando peso, enquanto meus amigos estavam na praia curtindo as férias. Terminei o terceiro ano do ensino médio na Tupy e comecei a trabalhar na área de informática; todos os empregos que eu conseguia eram por relacionamento. Aprendi montagem de computadores em uma empresa de hardware. Lá comecei na área de montagem, mas um vendedor faltou num dia e tínhamos um projeto grande para uma empresa, que queria comprar dez computadores. Assumi a responsabilidade, atendi o cliente e acabei vendendo dez computadores na minha primeira venda. Com a comissão, comprei um carro! Recebi

uma proposta para vender formulário contínuo por seis meses, mas eu estava preocupado porque tinha parado de estudar fazia um ano. Comecei a pesquisar sobre profissões, e descobri que queria Design (que chamava Desenho Industrial na época). Fiz cursinho, prestei vestibular na Udesc e passei, só que tive que sair do meu trabalho, pois a faculdade era de manhã. Procurei um trabalho no período da tarde, porque precisava de dinheiro. Acabei virando office-boy de uma empresa de advocacia; aprendi muita coisa, de vida mesmo. Nos primeiros dias foi muito difícil, porque tinha muitos serviços, mas depois aprendi a ser mais esperto, mais malandro . Armava alguns esquemas com os outros boys, todos se ajudavam e acabavam todos os serviços do dia em poucas horas. Foi então que surgiu uma vaga de Design. Toda a faculdade foi fazer o teste (eram poucas as oportunidades na área) e tinha muita gente boa, gente que sabia todos os softwares já no primeiro ano e eu não sabia nada! Acabei mentindo que sabia operar os softwares para poder fazer o teste. Como eu não sabia desenhar no computador, acabei fazendo vários rascunhos do que foi pedido nesse teste para chegar no computador já direcionado. Encarei os programas de design, mas comecei a me atrapalhar... A supervisora percebeu que eu estava tendo dificuldades e foi me ajudar. Eu achei que tinham acabado minhas chances, mas três dias depois eu fui ver o resultado e fui selecionado! Depois a designer supervisora me disse que me escolheram porque fui o único que desenvolveu um planejamento antes de ir para o computador. Virei estagiário no escritório de design da Busscar, aprendi mil coisas e a faculdade ficou fácil, porque as experiências do estágio antecediam o que eu aprenderia no curso. Todos meus colegas de turma vinham me procurar para fazer trabalhos e tal. O escritório fechou, porém tinha muitos clientes de design gráfico. Eles me indicaram para estes clientes, eu trabalhava como freelancer e ganhava uma grana. Depois fui pra uma empresa de embalagens, onde também foi bem difícil porque eu não tinha muitos recursos para trabalhar. Fiquei seis meses e saí. Através de network, e relacionamento, mandei todos os meus trabalhos para agências de publicidade e entrei em uma agência numa vaga de web. Saí da agência depois de dois anos; eu estava com 21 anos quando surgiu o conceito do meu próprio escritório, a Design Inverso. wiki 23

Revista Wiki: Como foi seu processo acadêmico? Onde e o que estudou?


Revista Wiki: O que fez você ter a ideia de abrir seu próprio negócio? Marcos Sebben: Faltava um ano e meio para eu me formar e comecei a pensar o que eu ia fazer da vida porque aqui em Joinville não havia escritórios de design. Então surgiu um trabalho na faculdade para fazermos um plano de negócios. Chamei dois colegas, fizemos todo o plano de negócios em sete meses. Tiramos a nota máxima e os professores perguntavam se iríamos colocar o plano em prática, mas faltava verba. Aí cada um entrou com uma parte das economias e investimos na empresa. Foi aí que começou a Design Inverso. A empresa nasceu quando eu tinha 22 pra 23 anos. Começamos com cartões de visita; tínhamos alguns clientes amigos, alguns por network. Desenvolvemos uma lógica de trabalho e fomos crescendo. Planejamos a empresa para dar retorno em dez anos. Revista Wiki: Vocês também fazem gestão de marca. Pode explicar este conceito de branding? Marcos Sebben: Gestão de marca não é apenas fazer um manual de identidade corporativa ou o visual de uma marca, é muito mais. Uma marca é o que as pessoas dizem de algo quando ninguém está ouvindo. As pessoas personificam uma marca, então a marca seria como alguém que você conhece . É algo que não se pode criar; sua verdade já está inserida no próprio negócio.

arquivo pessoal

A marca tem ligação com uma figura, ou com uma pessoa. Exemplificando: a Apple só é Apple, porque está ligada ao Steve Jobs, um cara que tinha um sonho enorme e conseguiu concretizar. Desta forma, os valores de Jobs são os valores da Apple e vice-

versa. Uma marca é construída por meio de uma visão empreendedora, de longo prazo. O branding é isso, é a gestão da marca. Gerir uma marca começa por aí, planejando adequadamente a visão, o que pretende passar. E a marca trabalha com verdade. Se eu tentar vender uma ilusão, um desejo só pela marca, ela não se sustenta. Então há uma série de fatores que precisam ser avaliados. Eu brinco aqui na Design Inverso que a logo, o desenho da marca não é importante, ela não é a marca, ela fixa a marca. O que é importante é trabalhar as experiências que o consumidor terá. E experiência é sensorial, envolve os sentidos. É como dizem os estudos de semiótica: se eu falar para você ornitorrinco , você sabe o que é, mas você nunca viu, nunca passou a mão nele, não teve nenhuma experiência real, então você não sabe realmente como ele é. A marca é ligada à experiência, e experiência é aquilo que fica quando você precisa de algo que a marca propõe. O branding é como você vai planejar, gerir, controlar e medir o desempenho desta marca nas experiências das pessoas, dos consumidores. Marca tem relação com atendimento, se o cliente é bem atendido ao telefone, por exemplo. É a geração de uma experiência. E o símbolo, o logotipo vai remeter às lembranças dessas experiências. Claro que os pontos de contato são importantes também: o crachá, o produto, o atendimento, tudo que se tem contato com a marca tem que refletir os valores dela. Então o branding é complexo, é um processo, é um trabalho intelectual, de consultoria, de planejamento, de medida. Ele é uma ferramenta para melhorar a relação com o consumidor; acredito até que o branding, assim como o Marketing e o Design, vire uma profissão.


Revista Wiki: Hoje o que para você é um diferencial para uma empresa destacar-se no mercado? Marcos Sebben: A resposta é um pouco da pergunta. O segredo é que ela tenha um diferencial verdadeiro para que ela se destaque. Uma empresa hoje que não proponha nada novo nem nasce. Ela precisa ter uma verdade muito clara e única, sem imitações, além de uma boa liderança, uma missão bem estruturada, objetivos, e que esteja muito além da área financeira. Então o diferencial surge daí: da visão de alguém que pôde enxergar anos à frente, que agiu diariamente para alcançar seu objetivo. Ser bem sucedido é ser verdadeiro. Revista Wiki: O que sugere para os jovens que pretendem abrir seu próprio negócio? Marcos Sebben: A primeira coisa, a principal, essencial e primordial: gostar daquilo que faz. Se não gostar do que se faz, esqueça. Também é preciso ter objetivo e não pensar só em grana, porque na primeira conta, no primeiro planejamento de risco que você fizer, você foge. Quem quer abrir uma empresa também tem que lidar bem com obstáculos, encará-los, ser criativo com eles, porque a partir do momento em que você começa um negócio você se depara com todo e qualquer tipo de problema. Por isso, entender um pouquinho de cada área é essencial. Isso é ser empreendedor, líder. Mas repetindo, gostar do que se faz é o mais importante. Escutei uma história de um cara que queria abrir um negócio. Perguntaram para ele o que ele fazia de melhor. Sabe o que ele respondeu? Ah, sou o melhor torcedor do Corinthians! Hoje ele é um grande empresário e vende produtos licenciados do time do coração dele. Abrir um negócio próprio é uma batalha diária. Você precisa se preparar com conhecimento, disciplina e atitude. Use a frase querer, saber e fazer , sempre equilibrando estas ações.


Brasil, o país do futebol, sediará pela segunda vez a Copa do Mundo. O anúncio foi dado em 2007, depois de intensa propaganda, apesar da candidatura única. O Brasil então teria sete anos para preparar-se para um Mundial moderno e focado na diminuição dos impactos ambientais que um evento deste porte pode trazer. Nosso país foi sede da Copa há 60 anos, na época dos anos dourados , o ano de 1950.

consultoria de empresas, comunicação e serviços de utilidade pública, como saneamento, abastecimento de gás, água e eletricidade, além de limpeza urbana. Os PIB s das cidades-sede (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) aumentarão, assim como o número de empregos nestas cidades e em suas regiões mais próximas.

Apesar dos atrasos nas obras dos estádios e problemas na infraestrutura das cidades escolhidas para os jogos, fato é que a Copa do Mundo movimentará o Brasil de norte a sul. Movimento este que se dará principalmente no setor econômico e vai afetar você. Sim, você aí, estudante, que está tranquilamente lendo a Wiki, prepare-se para uma das maiores mudanças na economia do país.

Direcionando o foco para mais próximo de Joinville, o maior número de oportunidades estará nos hotéis, bares e restaurantes de Curitiba. Segundo Marco Antonio Fatuch, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba e Região Metropolitana - Sindotel, o treinamento da mãode-obra será essencial para dar bom atendimento aos turistas. O Sindotel já planeja cursos de língua estrangeira gratuitos para os funcionários dos hotéis associados. Já Gilmar Mendes Lourenço, coordenador do curso de Economia da FAE Centro Universitário de Curitiba, afirma que, inicialmente, o setor que terá mais investimentos será o de construção civil, o que demandará pessoas qualificadas para atuar na área.

Grandes empresas estrangeiras já estão arregaçando as mangas e abrindo os bolsos para investimentos pesados no Brasil nos próximos quatro anos. É o que diz um estudo realizado entre a empresa de consultoria Ernst & Young em parceria com a Fundação Getúlio Vargas - FGV. Para ter uma ideia, devem-se acumular 142 bilhões de reais em investimentos no país, somente de 2010 a 2014, sendo que pouco mais de 63 bilhões de reais de renda serão gerados para a população. O mercado de consumo interno sofrerá um boom, já que o brasileiro poderá comprar mais. E se você estuda cursos como Engenharia, Arquitetura, Marketing e Comunicação Social, fique esperto! Até a Copa de 2014, você provavelmente já estará com o diploma nas mãos e um mar de oportunidades de trabalho. Estas serão as áreas que mais receberão investimentos e mais precisarão de mão-de-obra. Serão investidos mais de 50 bilhões de reais em construção civil, alimentação e bebidas,

wiki 26

Por Bruna Farias

Fato é que surgirão muitas vagas no mercado de trabalho nos próximos quatro anos. E se você está interessado em fazer parte de um dos maiores eventos do mundo, tem que estar preparado: o segundo idioma é mais do que obrigação. Investir em cursos de inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, mandarim entre outras línguas é investir em seu futuro. Fontes: Site Revista Você S/A - www.vocesa.abril.com.br Site Portal 2014 ‒ www.copa2014.org.br Site Folha Online - www1.folha.uol.com.br/folha/ especial/2007/copadomundo2014/ Site Fundação Getúlio Vargas - www.fgv.br/fgvprojetos


Por Rubens Alves Neves - Engenheiro Ambiental

O desmatamento da floresta amazônica previsto para os próximos 50 anos é visto como um ponto de mudança drástica para todos os sistemas e será resultante de um aumento médio da temperatura de superfície de até 4° Celsius. O Estado de Santa Catarina sofreu chuvas excepcionalmente fortes e inundações em novembro de 2008; só em Blumenau choveu 283 mm em 24 horas. Em abril de 2009, o nordeste do país sofreu suas mais pesadas chuvas em mais de 20 anos, causando inundações e deslizamentos de terra que obrigaram mais de 186 mil pessoas a abandonarem suas casas. Em janeiro de 2010, no Rio de Janeiro, em 12 horas choveu 300 mm, resultando no deslizamento de morros em Angra dos Reis e Niterói. Que tipo de ação nós temos sobre esse caos deixado pela imprudência e inconsequência das gerações passadas? Precisamos mudar nossos velhos hábitos e repensar nossos valores. Será que para SER precisamos praticar a cultura do TER? Para SER, precisamos ser éticos e fazer bem-feito. Pelo conceito do TER , do EU , do AGORA caracterizamos uma sociedade cada vez mais líquida, mais vendida e

comprada em qualquer esquina. E falando sobre a ética, ela exige reflexão, religação como diz Morin, entre indivíduo, espécie e sociedade. E para que essa religação ocorra é necessário o autoconhecimento e reflexão. O importante é avaliar a quebra do pensamento tradicional, do TER . Existem outras possibilidades, outras formas de expressar nossos sentimentos que não sejam através do consumo de bens e serviços. Pergunte a você mesmo eu preciso? Devemos margear todas as nossas ações, como seres e sociedade com esse tipo de reflexão, e deixar para trás os velhos hábitos que herdamos em nossos DNA s. Um ótimo começo é buscar maior conhecimento da causa. Se acha que precisa de mais informações e quer saber mais sobre simples ações que podem fazer a diferença, como deixar o carro em casa e usar a bicicleta, ou mudar os hábitos alimentares, no site da UNEP - United Nations Environment Programme, www.unep.org, é possível baixar o livro Kick The Habit: A UN Guide to Climate Neutrality, é um prático guia que quantifica a maioria das nossas ações diárias em toneladas de CO2. Além dessa, existem outras publicações encontradas neste ou também no site nacional www.pnuma.org.br. Conhecer o problema é o primeiro passo para buscar a sua solução. wiki 27

Desde a perda de geleiras até a acidificação dos oceanos as notícias dos impactos causados pelas mudanças climáticas estão presentes em todas as mídias.


foto Jóice Karine Martins

Por Bruna Farias

wiki 28

Tem gente que sai da faculdade já fazendo voos incrivelmente altos. É o caso do recém-formado em Publicidade Fernando Sá, que saiu da faculdade direto para nada mais, nada menos que a Coca-Cola Brasil. Mas nada caiu do céu! Veja qual foi a trajetória de Fernando e que exemplos tomar para conseguir seu emprego dos sonhos .


Fernando Sá: Antes de cursar Publicidade eu fiz quase dois anos de Agronomia. Foi divertido por um tempo, mas chegou uma hora que eu não aguentava mais. Nessa época, eu morava no Paraná com a minha família, mas eles estavam voltando pra Joinville e como eu não estava a fim de continuar por lá, decidi que voltaria com eles. Como eu teria que começar outra faculdade, fui atrás de coisas que realmente gostava. O curso de Publicidade foi uma consequência, porque eu fui mesmo atrás das minhas áreas de interesse como fotografia, cinema e design, e em Joinville, o que mais se aproximava disso era o curso de Publicidade. Revista Wiki: Como foram os quatro anos de estudo? O que a faculdade te proporcionou? Fernando Sá: Foram longos, hehe. Quando eu comecei o curso não conhecia nada sobre a área, os mercados local, nacional e mundial; as vantagens e dilemas da profissão. Enfim, como quase todo calouro, eu não sabia de nada. Então no primeiro ano eu aprendi muito, porque fui inserido em um universo inédito. Como comecei a trabalhar na área já no segundo mês da faculdade, pude desenvolver habilidades e conhecimentos com maior agilidade e olhar para aquilo que era ensinado na faculdade com um olhar mais crítico, o que proporciona um aprendizado mais intenso e profundo. A faculdade passou a ser menos importante que as experiências diárias no trabalho quando vi que a Publicidade atravessava uma fase de questionamentos e mudanças intensas demais, que novos conceitos surgiam e eram discutidos nas esferas acadêmicas e profissionais dos Estados Unidos, Inglaterra e, aqui no Brasil, em São Paulo, mas que durante as aulas eram simplesmente ignorados ou até mesmo desconhecidos. Aí eu notei que se quisesse ser um bom publicitário precisaria me dedicar menos à faculdade e mais ao trabalho, desde que inspirado e sustentado sobre os novos pontos de vista que balizavam a nova Publicidade. Eu entrei na faculdade para criar anúncios de revista e comerciais de televisão. Em 2006, ser publicitário era basicamente isso se você trabalhasse na criação de uma

agência. Hoje, quem trabalha nessa área sabe como o cenário é outro. Não culpo a instituição que estudei e muito menos os professores que tive. Tudo veio como uma avalanche, que deixou muita gente perdida e reduziu a distância entre profissionais experientes e estudantes mais engajados. Nesse contexto, a faculdade, ainda que passiva, me proporcionou um olhar mais crítico para onde eu estava e onde eu queria estar no futuro. Revista Wiki: Na Publicidade, sabe-se que são quatro áreas principais (criação, mídia, atendimento e produção), além de outras diversas áreas na profissão. Em qual área você tinha pretensão de atuar, quando foi esta escolha, trabalha na área escolhida ou não? Fernando Sá: Como disse, a Publicidade me atraiu pela possibilidade de poder trabalhar com fotografia, direção de arte e cinema. Meu primeiro emprego na área foi como diagramador de jornais corporativos, na EDM Logos. Lá aprendi muito e tive excelentes tutores. Aprendi e desenvolvi uma base de direção de arte, tratamento de imagens etc., mas antes mesmo de completar um ano eu percebi que queria algo a mais, queria trabalhar em alguma área que me desse uma visão mais ampla do sistema. Então larguei esse emprego e fui para a agência experimental de Publicidade da faculdade conhecer a área de planejamento. Poucos meses depois surgiu a oportunidade de ir para o departamento de marketing de uma indústria de sistemas de inspeção visual, a Pollux. Lá, além de aprender muito e conhecer a realidade de uma indústria, ser o cliente e estar do outro lado da agência, pude colocar em prática o que já havia aprendido na curta experiência profissional e naquele ano e meio de faculdade. Mais uma vez, quase um ano depois, percebi que o departamento de marketing era amplo demais e eu queria mesmo é ser publicitário. Então, quando convidado para ser redator na Exit Comunicação lá fui eu. Três meses depois minhas ex-chefes, Samanta Tassotti e Rosita Boeing, me convidaram para trabalhar com planejamento e eu aceitei. Fiquei lá dois anos e sem dúvida alguma foi o tempo e lugar que mais aprendi. Hoje, trabalho novamente no cliente , agora em uma estrutura de marketing mais robusta, mas ainda no planejamento.

wiki 29

Revista Wiki: Fernando, vamos começar a entrevista lá nos primórdios da sua carreira! O que te impulsionou a fazer Publicidade e Propaganda? Qual foi o principal fator que te levou a conhecer o curso?


Revista Wiki: E seu trabalho de conclusão de curso? Segue o campo o qual você trabalha atualmente? Como foi esta experiência e quanto tempo durou?

aceitei ou quis outros empregos que pagassem melhor, afinal para que eu estava estudando Publicidade?

Fernando Sá: Minha monografia foi sobre Mobile Marketing, mais precisamente sobre o conhecimento das agências de Joinville sobre o tema. Meu trabalho atual não passa nem perto disso, pois temos um time dedicado ao marketing digital. Na verdade, eu enrolei demais a monografia. Não por preguiça, mas porque estava atrás de um tema realmente relevante, talvez hermético demais. Durante todo o processo eu mudei de tema umas cinco vezes e faltando poucos meses para entregar o trabalho eu percebi que deveria escolher algo prático, pois eu tinha pouco tempo livre e não podia cogitar a possibilidade de não entregar a tempo ou não ser aprovado, afinal eu tinha que vir pro Rio. Então conversei com a minha orientadora e mudamos de tema. Em três meses eu terminei, pois era um assunto fácil, que eu vinha estudando profissionalmente há bastante tempo e que seria fácil transformar em monografia.

Quando percebi que as discussões na faculdade não estavam alinhadas com aquelas dos grandes publicitários e das grandes agências, eu fui atrás de entender melhor sobre elas em outras fontes. Comprava livros, frequentava palestras e conferências, lia artigos, blogs e fóruns. Enfim, sempre fui atrás de não ser só mais um e beber da mesma fonte que todos.

wiki 30

Mesmo já tendo uma boa base sobre o assunto, eu aprendi a mais depois dela. A monografia é uma etapa desgastante, até estressante, mas compensa muito, pois você pode realmente aprender de verdade um tema. Até penso em experimentar um mestrado só para viver esse envolvimento novamente; esse mergulho em um universo específico. Só não sei em qual.

Eu acho que isso fez diferença no final das contas, mas de forma específica isso tudo ocorreu quando, no planejamento do EPPA 2009, um evento planejado e executado pelos alunos de Publicidade do Bom Jesus/Ielusc, entrei em contato com a pessoa que hoje é meu chefe, convidando-o para ser um dos palestrantes do evento. Ele topou, foi a Joinville e acabamos ficando colegas, nos falando eventualmente por e-mail. Quase um ano depois ele me enviou um e-mail perguntando o que eu achava de morar no Rio e, claro, que eu quase caí da cadeira, pois imaginava o que aquilo queria dizer. Respondi que nunca tinha pensando naquela possibilidade, mas achei interessante e topava saber mais sobre o assunto. Então em fevereiro eu fui convidado a participar de uma seleção, fui escolhido e desde junho estou aqui no Rio de Janeiro trabalhando no time de Marketing Execution da Coca-Cola Brasil.

Revista Wiki: Agora vamos à Coca-Cola Brasil. Como tudo isto ocorreu?

Revista Wiki: E você teve alguma estratégia para ser membro da Coca- Cola? Se sim, qual foi a principal?

Fernando Sá: Como tudo isso ocorreu ? Olha, essa é uma pergunta bem difícil... Eu acho que começou há muito tempo. Quando antes mesmo de começarem as aulas da faculdade eu fui fazer um cursinho de CorelDraw, Photoshop e Pagemaker para ter algum diferencial quando surgissem as vagas de estágio. Assim foi e por conta desse curso eu consegui aquele estágio na EDM Logos no segundo mês da faculdade. E mesmo ganhando pouco sempre fui atrás de trabalhos na área. Nunca

Fernando Sá: Não houve estratégia. Eu nunca pensei em ser membro da Coca-Cola. Sempre pensei em ir para uma grande agência de São Paulo. Sinceramente, o convite foi inesperado. Sempre procurei criar o meu network, mas nunca com o objetivo de ganhar um trabalho de alguém. Via ali a oportunidade de estar no mesmo nível de discussão que eles e me manter a par do que realmente era interessante e relevante; e não ultrapassado pelo tempo.


arquivo pessoal

Fernando Sá: É uma realidade muito diferente da que eu vivia em Joinville. Tenho aprendido muito. Além de trabalho é uma pós-graduação, um MBA, mestrado... tudo junto. Mesmo já tendo passado alguns meses eu ainda me impressiono com muitas coisas. Eu trabalho na área de IMC - Integrated Marketing Communication como Creative Excellence Analyst. Essa foi uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção aqui: o inglês. Ele está em tudo e o tempo todo. No nome dos cargos, das áreas, nos processos, nas reuniões, etc. Como é uma companhia global, todo o discurso tem que ser alinhado e coerente para todos. Parece besteira, mas é importante que quando eu fale com um colega da Tailândia, por exemplo, ele entenda exatamente o que eu estou falando e quando a companhia tem um vocabulário unificado isso fica muito mais fácil. Basicamente, meu trabalho começa em entender o problema ou a necessidade de mercado que uma marca tem. Durante esta etapa eu trabalho junto aos gerentes das marcas, conhecendo a fundo todas as informações do negócio para entender como a comunicação pode ser relevante no cumprimento dos objetivos. Entendido isso

eu vou estudar os macro e microambientes para encontrar o melhor posicionamento para aquela marca dentro do mercado e de que forma ela vai se vender . Então eu brifo a(s) agência(s) para que ela desenvolva um conceito criativo e um plano de comunicação. Depois de receber a proposta da agência eu coordeno o processo e em paralelo com meus colegas, especialistas em mídia, promoção, digital e produção, que analisam e constroem os cenários-ideias dentro de suas áreas e condições de tempo e verba. Além de mim existem outras duas pessoas no planejamento da Coca-Cola. Cada um tem suas marcas e projetos e atualmente eu trabalho com oito marcas: Fanta, Schweppes, Aquarius Fresh, i9, Powerade, Água Mineral Crystal, Burn e Gladiator, além da campanha de Natal da Coca-Cola. Revista Wiki: Como é sua relação com os já veteranos da empresa? Fernando Sá: É ótima! Eu fui muito bem recebido por todos e já me sinto parte do time, sem dúvida alguma. Outra coisa que me chamou muita atenção por aqui é o alto nível de todos. É muito bom olhar para os lados e se ver cercado de pessoas altamente competentes, desde o estagiário até o presidente. Isso cria uma atmosfera de confiança mútua muito importante. wiki 31

Revista Wiki: Como está sendo trabalhar nesta gigante de mercado? Trabalha no que?


Revista Wiki: E a mudança de cidade? Mudar de Joinville para o Rio de Janeiro não deve ser tão ruim... Fernando Sá: Esse é outro capítulo, hehe. O Rio tem muitas belezas, mas é uma cidade muito, muito diferente de Joinville. Minha mesa fica de frente para o Cristo Redentor, todos os dias almoço de frente para o Pão de Açúcar e meu apartamento fica a quatro quadras da praia. Se você olhar só para isso parece um paraíso, mas a realidade é que o Rio é uma metrópole ligada na tomada, com muitas diferenças sociais, um ritmo urbano frenético e regras de convivências particulares. Só em Copacabana, onde moro, existem mais moradores que Joinville. Imagine se Joinville inteira morasse no bairro Atiradores. É por aí! Mas eu estou gostando daqui e a experiência está sendo ótima. A parte ruim é ficar longe da família e dos amigos. Mas como a minha namorada veio pra cá e estamos morando juntos, a história fica muito melhor. A minha vida aqui é 100% nova.

wiki 32

Sem dúvida ainda estou me adaptando, mas além de aprender a gostar daqui, aprendi muito mais a valorizar Joinville. Cada cidade tem seus lados positivos e negativos. Joinville é uma cidade que

tem um potencial absurdo, mas nós precisamos arregaçar as mangas e sermos os agentes dessa evolução. Não adianta esperar que as coisas aconteçam sozinhas, que os políticos cumpram suas promessas, que o mercado de comunicação se modernize ou se torne menos careta , que a vida cultural se torne mais interessante. Você está fazendo a sua parte? Porque mudar de cidade não vai mudar você. Revista Wiki: Quais são seus objetivos daqui para frente? Fernando Sá: Sem dúvida alguma ainda tenho muito que fazer e aprender por aqui. No profissional, não existem muitos objetivos claros além de conhecer melhor os processos e crescer dentro da Coca-Cola. A Publicidade passa novamente por um momento especial, decorrente daquelas mudanças que inicialmente falei e permearam a minha época de faculdade. No dia 20 de setembro de 2010 um artigo da AdAge intitulado Creative Exodus in Adland: It s Just Not Fun Anymore falou sobre isso. Recomendo a leitura a publicitários experientes


arquivo pessoal

Revista Wiki: Que mensagem você deixa para a galera que ainda está ralando na faculdade em busca do trabalho dos sonhos ? Fernando Sá: Quem está ralando, continue. Quem não está, comece. Nada cai do céu e uma boa oportunidade, às vezes, só passa uma vez na sua frente e você só tem uma chance de pegála. Meu pai sempre disse isso e minha atitude sempre foi me preparar para o momento em que isso acontecesse. E não pense que para isso é preciso ser CDF ou levar uma vida sem graça. Sempre busquei equilibrar as coisas para ser eficiente tanto na bagunça quanto nas horas em que era preciso estudar e trabalhar, porque a vida não é apenas uma ou outra coisa. Então, em vez de buscar o trabalho dos sonhos, meu conselho é busque a felicidade. Lá estará tudo que importa. wiki 33

e recém-formados, estudantes e também para aqueles que estão pensando em entrar no curso. Precisamos reconfigurar o papel da Publicidade dentro do contexto dos negócios e também da sociedade, mas também entender quem é o novo publicitário. Esta profissão foi muito romanceada durante décadas e, aparentemente, as coisas mudaram. Tudo bem (e até justo) que os grandes profissionais resolvam sair de cena, é totalmente compreensível, mas e nós que estamos começando? Os responsáveis pelo futuro dessa profissão somos nós, então em vez de ignorar, vamos tentar entender, porque ela ainda é muito importante. Ou então mudar de profissão também.


arquivo pessoal

Por Marcelo Braz Consultor de Empresas

Alguém já disse que a vida é uma grande peça de teatro e nós somos os atores desta peça que possui um roteiro vivo . Alguns serão protagonistas e outros serão coadjuvantes. Os jovens que estão terminando a sua graduação, estão extremamente motivados pela conquista, festejam com os amigos e familiares este grande feito, pois o acesso às universidades em nosso país ainda é para poucos. Mas passada a ressaca da festa de formatura, os jovens se deparam com as primeiras dúvidas: Em que empresa devo buscar emprego? Qual o salário que vou negociar? Como elaborar o meu currículo? Como distribuí-lo? Devo buscar agências de emprego? Pronto está iniciado o processo de ansiedade e angústia dos jovens formandos, que vem geralmente acompanhado pela pressão dos pais que querem ver o retorno dos seus investimentos na educação dos filhos.

wiki 34

Não acredito em métodos ou regras para responder as questões acima. O que acredito é na paixão de querer trabalhar com o que se gosta, com um objetivo claro de querer crescer profissionalmente e de forma sustentável; e para

isso se concretizar, precisamos desde o primeiro dia de trabalho começar a acumular conhecimento, pois este é o verdadeiro e único valor que fará a diferença entre ser protagonista ou coadjuvante na grande peça do teatro da vida. Bem, se acumular conhecimento é fundamental para o crescimento profissional, então os jovens devem mapear onde estão as empresas que dão valor ao capital intelectual e que promovem a capacitação dos seus profissionais. Este fato é mais importante que salário mais alto com os famosos benefícios na hora da escolha da empresa, é uma decisão de longo prazo e não de curto prazo. As empresas que adotam a meritocracia são as que considero de melhor escolha para o primeiro emprego, pois possuem um sistema de avaliação individual e uma política de promoções bem definido, deixando o profissional sempre ciente no que melhorar para ser promovido a novos desafios. Como escrevi acima muitos serão coadjuvantes e não há demérito nisso, pois é muito comum os coadjuvantes roubarem a cena e serem premiados, mas todos devem objetivar ser o protagonista algum dia.


Por Andrei Quint - Estudante do 8º período de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Tupy - IST

O estudante de engenharia Andrei vira repórter por um dia e entrevista Marco Aurélio de Passos, engenheiro mecânico formado na Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e responsável técnico da Joinville Inspeção Veicular. Andrei: Como se interessou pela Engenharia? Marco Aurélio: Foi por eliminação, não gostava da área de humanas e na área de exatas a Engenharia me parecia a melhor opção, aquela que me proporcionaria uma melhor condição financeira. Andrei: Por que escolheu a Engenharia Mecânica? Marco Aurélio: Sempre gostei de automóveis em geral e o curso de Engenharia Mecânica era o mais próximo da área. Andrei: Como foram seus anos na faculdade? Marco Aurélio: Foram terríveis (risos)! Muitas vezes pensei em desistir, pois não conseguia atingir a média nas provas e isso derrubava minha autoestima. Porém, depois de insistir, ter o apoio da família e amigos, consegui concluir a graduação. Andrei: Há quanto tempo se formou? Marco Aurélio: Me formei em 2003. Já se passaram sete anos! Andrei: Fez o curso de Engenharia Mecânica pensando em atuar exatamente em que? Marco Aurélio: Fiz pensando em atuar em um bom cargo em alguma indústria ou montadora de carros ou peças de carros. Andrei: Em que áreas um engenheiro mecânico pode atuar?

wiki 36

Marco Aurélio: Um engenheiro mecânico pode atuar na indústria como supervisor, gerente, na área de projetos, prestação de serviço de perícia, na área comercial (compras ou vendas técnicas), consultorias e auditorias.


Produção e fotos: Bruna Farias

Andrei: O que se esperava de um engenheiro mecânico em sua época de recém-formado? Marco Aurélio: Esperava se um profissional que tivesse uma boa liderança no chão de fábrica e soubesse tomar decisões difíceis. Andrei: E agora? Quais são os requisitos que um engenheiro mecânico deve ter? Marco Aurélio: Além de tudo que mencionei na pergunta anterior, é importante e decisivo para o mercado de trabalho possuir outros idiomas, preferencialmente inglês. Fazer estágios durante o curso complementa muito a aprendizagem, aliando a teoria com a prática. Andrei: Atualmente, quais as oportunidades de trabalho que Joinville e região oferecem ao estudante de Engenharia Mecânica? Marco Aurélio: No último ano da faculdade, o estudante é obrigado a fazer o estágio curricular. Esta prática favorece o ingresso no mercado de trabalho, pois muitos estudantes conseguem efetivar a vaga de trabalho passando de estagiário para engenheiro trainee. Joinville possui muitas ferramentarias, empresas multinacionais, além de oferecer uma grande demanda de mercado na área de serviços. Andrei: O que você sugere aos estudantes que querem ter sucesso no ramo da Engenharia Mecânica?

wiki 37

Marco Aurélio: Além de atingir a média esperada nos testes e provas de cada disciplina, o futuro engenheiro mecânico deve realmente compreender os assuntos que são passados em sala de aula e exigir do professor algum exemplo prático. Na minha época, aplicavam-se apenas as teorias e pouca prática, dificultando o entendimento do aluno que muitas vezes tinha que aprender sozinho . Por isso, corra atrás!


arquivo pessoal

Por Ronaldo Corrêa

oportunidades e riscos O indicador mais recente revela que no início de setembro havia registros de 140 milhões de perfis na rede de relacionamentos Twitter espalhados pela rede mundial. Este dado por si só confirma como a ferramenta rede social vem conquistando simpatizantes que utilizam a internet para finalidades diversas. No Brasil, o fenômeno não é menor: já somos o segundo país do mundo com o maior número de blogs ativos - cerca de 60 milhões. Perdemos apenas para os Estados Unidos. O índice de visitação também surpreende, com cerca de 12 milhões de pessoas acessando blogs para compartilhar informações ou em busca de impressões sobre empresas e produtos. Soma-se ao blog e ao microblog outras tantas ferramentas que integram as conhecidas redes sociais que congregam 29 milhões de brasileiros todo mês. Ainda que não seja uma mídia convencional, blogs e microblogs podem cumprir a função de informar. Estão inseridos no contexto das redes sociais (como Orkut, Facebook e outros), na medida em que espalham notícias e são formadores de opinião como qualquer veículo. Cada vez mais se popularizam pela facilidade que é dada a qualquer pessoa de abrir uma conta, criar um espaço e compartilhar opiniões sobre assuntos diversos. A rapidez com que a informação postada no Twitter ou em qualquer blog se espalha, dá um caráter de verdade , mas é preciso distinguir um veículo de comunicação social (mídia) de um ambiente de relacionamento social (rede). A questão é diferenciar e qualificar esses meios, colocando cada qual no seu lugar. É preciso considerar que as redes podem ser formadoras de

- Profissional de Comunicação Social, atuando com Assessoria de Imprensa e relacionamento com a mídia em Santa Catarina

opinião, mas analisando até que ponto elas têm responsabilidade com a fidelidade das informações como é pressuposto de uma mídia social. De qualquer maneira, independe deste aspecto dizer que se pode tirar bom proveito da modernidade. Do mesmo modo que o telex deu agilidade à informação, as redes sociais têm seu valor e quem sabe utilizá-las pode oferecer diferencial no mercado de trabalho. Um blogueiro bem informado é respeitado e pode fazer deste meio seu próprio negócio ou prestar serviço para veículos já consolidados. Também para as assessorias de comunicação, o blog e outros meios que fazem parte das redes sociais ajudam a chegar de maneira mais rápida uma informação de seus clientes, na postagem de conteúdo editorial, envio de notas exclusivas e sugestões de pauta, ou mesmo em ações de marketing. É certo também que na medida em que o fluxo de informações aumenta e elas se tornam públicas, cresce a necessidade não apenas quanto à qualificação de quem produz conteúdo como no controle e segurança no acesso à rede. As áreas de Tecnologia da Informação - TI de muitas empresas já criam protocolos para evitar problemas e restrições são impostas nos acessos ou mesmo no uso interno destas redes por funcionários. Com riscos ou sem riscos, a verdade é que o avanço dos blogs e das redes sociais é um sinal de democratização dos meios de acesso à informação no país, mesmo que restrito ainda a uma parte da população com acesso à internet. Saber tirar proveito de cada ferramenta é inteligente. Utilizar com responsabilidade e ética, fundamental.


Por Bruna Farias

Maria Elisa Horn Iwaya

wiki 39

fotos Jeferson Silva

Como anda o movimento acadêmico em Joinville? Entrevistamos Maria Elisa Horn Iwaya, estudante do 8° período de História da Univille e presidente da União Jovem Socialista de Joinville para saber quais são os direitos dos universitários, como estão lutando pelos seus interesses, como o movimento está crescendo na cidade e como está o apoio das instituições de ensino. E você, está fazendo sua parte?


Revista Wiki: Como você acha que está o movimento universitário brasileiro? Maria Elisa: Ao contrário do que muitos gostam de afirmar, o movimento estudantil não parou nem declinou com o tempo. Também não há apenas um movimento estudantil no país, são vários grupos e não há um pensamento único ou um modelo ou receita a ser seguida. Os estudantes, em sua maioria, também são trabalhadores, e isso dificulta em parte a sua atuação no movimento, uma vez que limita o seu tempo dentro da instituição de ensino. Mas em todo país, estamos articulados em centros acadêmicos e diretórios dentro das Instituições de Ensino Superior - IES, defendendo as questões mais diversas possíveis. São pautas que passam pelas especificidades de cada área de conhecimento (saúde, educação, etc.), mas que têm relação em grande parte com lutas que vão além da sala de aula, como a questão do passe livre, da não mercantilização do sistema de ensino, da não precarização das instituições públicas. O movimento estudantil é extremamente dinâmico e possui uma agenda própria que pode ir da briga por conta do Restaurante Universitário - RU ou pelo preço do Xerox na faculdade à discussão sobre o investimento dos recursos do pré-sal para a educação. Revista Wiki: E Joinville? Como está comparado ao cenário nacional?

wiki 40

Maria Elisa: Acredito que nossa cidade precisa ser analisada levando em consideração o contexto em que está inserida. A IES de Joinville que tem maior número de alunos matriculados é uma instituição que faz parte do sistema Acafe, que é um tipo muito peculiar de instituição, uma vez que foi criada pela prefeitura, mas é de direito privado. Este tipo de instituição, que aqui chamamos de comunitária, na prática age como instituição privada, cobrando mensalidade, terceirizando setores importantes (como as cobranças e a zeladoria) e desta forma, deixa de ser acessível a toda população (por mais que ofereça formas de financiamento e bolsas de estudo). Por conta deste caráter privado da Universidade, em sua grande maioria seus alunos são trabalhadores e por isso têm um tempo muito reduzido dentro das salas de aula e pouco tempo de convivência que poderia lhes possibilitar um entrosamento maior nas causas estudantis. Além disso, estamos em um Estado ainda muito conservador, que tem dificuldades para dialogar sobre alguns dos temas que são mais caros a juventude. Levando-se em conta todos esses fatores, acredito que, mesmo com dificuldades, os jovens da nossa cidade têm uma participação bastante ativa em algumas pautas que lhes são de interesse comum, como por exemplo, a forte mobilização que reúne

várias entidades, estudantes de várias instituições de ensino (como a Univille, Udesc e Ielusc) para pautar o não aumento do transporte coletivo e o passe livre para estudantes. Revista Wiki: Como você se tornou uma líder acadêmica? Você representa os estudantes de qual instituição? Maria Elisa: Nossa, que pergunta estranha! Não gosto de pensar que sou um tipo de líder , porque soa como um guru ou algo do tipo. Mas conheci e comecei a participar do movimento estudantil quando estava no colégio, por meio do grêmio estudantil. No colégio conheci a entidade que participo desde então, a União da Jovem Socialista - UJS , entidade de juventude que está em todos os estados do país. Hoje tenho a honra de presidir essa entidade em Joinville, e aqui estamos em várias instituições de ensino superior e médio.


Revista Wiki: Como você dirige a UJS ‒ Joinville? Maria Elisa: Faço parte da chapa que foi eleita recentemente ao centro acadêmico de História. Esta parte do princípio de horizontalidade, e por isso não há um dirigente ou mandatário . As decisões são tomadas de forma coletiva, onde todos têm direito ao voto e o mesmo peso nas decisões. Revista Wiki: Pelo o que vocês lutam e quais são seus objetivos? Maria Elisa: Pela união dos estudantes do curso, para que haja mais participação e comunicação entre estes, para que se promovam atividades culturais. Também temos o compromisso de manter o Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi - CALHEV alinhado com os movimentos sociais da cidade e pautamos a discussão sobre a federalização do sistema Acafe. Queremos aproximar mais e mais estudantes, para que participem do centro acadêmico e se envolvam em todas as atividades, não só das festas, mas dos debates, de grupos de estudo, de eventos culturais para que possam ir conhecendo e se integrem. Revista Wiki: Os universitários estão buscando seus direitos? Maria Elisa: Acredito que sim, e aqueles que não participam de movimentos em geral o fazem por desconhecimento e por não verem resultados imediatos do seu trabalho. Também há uma grande desmotivação da juventude com a política (acredito que especialmente a política partidária) e é preciso perceber que há formas de se fazer política e de reivindicar direitos para além disso. Os movimentos sociais, sindicais e estudantis estão aí para isso, para nos mostrar que não se busca direitos e não se toma posições só a cada ano eleitoral. Revista Wiki: As instituições de ensino estão do lado dos universitários? Maria Elisa: Em geral é uma relação conflituosa, mas acredito que não deve necessariamente ser um duelo. Há dentro das universidades professores, chefes de departamento, que apoiam e até incentivam os estudantes. Revista Wiki: Como vocês acham que será o futuro acadêmico de Joinville? Maria Elisa: Nossa, ainda não sei fazer previsões desse tipo, portanto não vou me ariscar a dar palpites!


Fotos: Jeferson Silva Modelo: Bruna Bizarri, DF Model Produção: Equipe Jack Simonéia Sapatos: Grendelli Calçados Shopping Mueller

É a palavra que melhor define a coleção desenvolvida pelos acadêmicos Andressa Bardini, Augusto Glüher e Camila Gadotti, do curso de Design de Moda da Univille. Fabulosa foi feita especialmente para o desfile deste ano do Santa Catarina Moda Contemporânea - SCMC, e foi o trabalho mais elogiado por sua consistência, criatividade, produção e casting. A ordem é destacar-se na multidão. Conheça Fabulosa .

Sapato Schutz R$ 292,00


wiki 43

Os três aspirantes a estilistas jogam com fortes texturas e cores exageradas, que expressam a vontade do jovem de ser o centro das atenções, de ser considerado individual, único.


O diamante foi escolhido por Andressa, Augusto e Camila como símbolo de destaque nas peças da coleção. A pedra preciosa representa o desejo de consumo, de consumo do vazio , como explicam os designers.

Sandália Carmim wiki 44

R$ 372,00


O senso de contracultura acaba sendo essencial na coleção, uma peça-chave. Os looks representam o jovem psiconômade , que se coloca contrário àquilo a que é exposto, ação que o diferencia e afasta do comum.

Sandália Jorge Bischoff

wiki 45

R$ 293,00


As cores fortes também são destaque em Fabulosa . Uma das inspirações do trio de estilistas foi o movimento clubber da década de 90.

Sandália Schutz

wiki 46

R$ 272,00


Indo mais fundo na referência clubber, as peças são baseadas na forma de se vestir dos club kids, jovens nova-iorquinos dos anos 90, que se vestiam de maneira peculiar como fuga ao cinzento cenário urbano.

Sapato Schutz

wiki 47

R$ 292,00


A inspiração e a proximidade ao tema clubber surge também com o excêntrico personagem de Macaulay Culkin no filme Party Monster, de 2003, dirigido por Fenton Bailey e Randy Barbato. Segundo os acadêmicos, o movimento dos club kids é muito bem representado no longa-metragem.

Sandália Carmim wiki 48

R$ 480,00


As silhuetas marcantes, as cores fortes e as diferentes texturas presentes nas peças, conferem extravagância e excentricidade à coleção.

Sapato Schutz

wiki 49

R$ 292,00


As obras do artista plástico americano Nick Cave também estão presentes nas peças de Fabulosa . Nick ficou conhecido através de suas esculturas têxteis, nas quais o artista alia a cultura africana à música.

Sapato Schultz

wiki 50

R$ 292,00


wiki 51

A coleção dos estudantes de Design de Moda da Univille, Andressa, Augusto e Camila foi a mais elogiada do evento Santa Catarina Moda Contemporânea 2010. Foi a única coleção, entre desfiles de outras instituições, que teve trilha sonora, produção e casting próprios. Se o intuito era chamar a atenção, os acadêmicos tiveram sucesso. Afinal não haveria como desviar o olhar de algo fabuloso.


Sempre fui amante de belas paisagens e de curvas insinuantes. Como um bom curioso me detive a observar tudo que havia naquelas imagens e o que as faziam serem boas. Isso fez com que os elementos e gestos tivessem muito mais expressão do que as próprias palavras em minha vida, talvez por isso eu seja tão inquieto ao clicar e um pouco calado na maneira de falar. A arte da fotografia nasceu como um hobby, assim como a pintura e depois a música. A fotografia, creio eu, veio para libertar o meu olhar por meio das diferentes maneiras de se ver as coisas, talvez para expressar o que queria dizer, e não conseguia. Veio para expressar aquilo que eu posso sentir a partir de uma visão muito particular, mas, que de outra forma, também pode ser por muitos compartilhada. Como um publicitário, consigo pensar além do que já foi imaginado, criando e reinventando, e a imagem fotográfica possibilitou uma nova forma de comunicação entre o eu querendo explorar coisas novas e o eu querendo demonstrar novas formas de se ver as coisas. Se me recordo bem, a fotografia começou a fazer parte da minha vida e de forma intrínseca na faculdade. Foi em algumas disciplinas que tive no início do processo acadêmico. Lembro-me bem da professora Nara Marques; foi ela quem me despertou ainda mais a curiosidade me levando a comprar minha primeira câmera digital e começar a fotografar. A partir daí, busquei me aperfeiçoar em alguns cursos dentro e fora da faculdade. Mais tarde, na disciplina de fotografia ministrada pela professora Annelore, conheci minha colega de turma Amanda, que também adora fotografia e me indicou para fazer as fotos da Wiki. Nem hesitei: Vamos fazer é claro! , disse eu, todo empolgado. Confesso que tive um pouco de receio, como toda primeira vez, mas estou achando isso tudo o maior barato. Espero que curtam tanto quanto eu... E para sugestões e críticas, que são muito bem vindas, deixo meu contato. Obrigado!

Curtiu o trabalho do Jeferson? Quer trocar alguma ideia, criticar, elogiar? Segue o contato do nosso fotógrafo:

wiki 52

E-mail: zezedega@hotmail.com Telefone: (47) 8472 2749 ou (47) 9915 7256

arquivo pessoal

Por Jeferson Silva, estudante do 6°período de Publicidade e Propaganda no Bom Jesus - IELUSC e fotógrafo da primeira edição da Wiki


wiki 53

fotos Jeferson Silva


Por Bruna Farias

wiki 54

Nesta seção, mostraremos os estudantes de diversos cursos que já tiveram grande destaque no mercado de trabalho com seus projetos. Nesta edição, é a vez de Guilherme Prada e Mayla Moser, ambos estudantes de Design de Produto na UNERJ - PUC, que criaram um banco totalmente ergométrico e sustentável.


Revista Wiki: Como foi ver um trabalho próprio na conceituada revista ABC Design?

Guilherme e Mayla: O primeiro passo foi descobrir o que gostávamos de fazer, quais atividades e assuntos nos interessava mais. Depois realizamos uma pesquisa sobre os tipos de cursos sobre design que as universidades ofereciam e optamos por Design de Produto/Gráfico na UNERJ ‒ PUC. Estamos no 6º período. Revista Wiki: Como está sendo estudar Design? Guilherme e Mayla: Estamos nos surpreendendo com a quantidade de informações as quais devemos prestar atenção para projetar algo. Este curso é bastante abrangente, pois diversifica assuntos importantes para um futuro designer em aspectos relevantes, como as tendências, os cuidados com o cliente, fazendo com que os estudantes compreendam mais sobre a importância da cognição para projetar ou entender tal cliente. Revista Wiki: E como foi este processo de desenvolvimento da cadeira? Guilherme e Mayla: Foi primeiramente um desafio para nós, no entanto uma forma de conhecer e abranger nossa criatividade. Tivemos que fazer muita pesquisa de mercado dos bancos existentes e juntamente realizar uma pesquisa dos materiais, que em nossa opinião, foi o mais complicado, pois nosso objetivo era criar um banco totalmente sustentável, que reaproveitasse os materiais.

Guilherme e Mayla: Com toda certeza é um mérito para qualquer estudante e profissional de design, pois além de termos a possibilidade de incluir esta experiência em nosso portfólio, pudemos colaborar para o bem da população, projetando um produto totalmente sustentável, ergonômico, com baixo custo, voltado para a utilidade pública. Revista Wiki: Vocês podem descrever este projeto para a Wiki? Guilherme e Mayla: Foi um projeto realizado no terceiro período da faculdade, na aula de um professor formado em Arquitetura e Urbanismo. Ele instigou a turma perguntando se poderíamos criar um banco ou algo semelhante, que tivesse transparência e sustentabilidade, sendo de alguma forma uma conscientização para diversos públicos . Foi a partir daí que começamos a desenvolver nosso projeto. Revista Wiki: Qual a finalidade do projeto? Guilherme e Mayla: Este projeto tem três pontos relevantes. O principal é a utilidade pública, já que pode ser um banco para praças, parques, enfim, pode ser usado em obras e projetos de urbanismo. Os outros dois seriam a transparência e sustentabilidade, fatores obrigatórios no projeto, solicitados por nosso professor.

Revista Wiki: Como surgiu o convite para uma das revistas mais importantes na área, a ABC Design? Guilherme e Mayla: A primeira ideia era mostrar nosso trabalho para o público em geral. Foi aí que surgiu a oportunidade de apresentá-lo para a Prefeitura de Jaraguá do Sul. Resultado: nosso projeto está em análise para ser implantado em playgrounds da cidade. Nos animamos bastante e com essa empolgação decidimos enviar o projeto para a ABC Design, mostrando o conceito de sustentabilidade que foi trabalhado no projeto. Fomos escolhidos pela revista e nosso banco foi publicado. Revista Wiki: E o projeto? De onde surgiu a ideia? Guilherme e Mayla: Surgiu através da reflexão sobre a importância da sustentabilidade para a sociedade. É como se pudéssemos demonstrar em uma cadeira o significado da sustentabilidade, pois muitas pessoas estão esquecendo qual é sua importância para o planeta.

fotos arquivo pessoal wiki 55

Revista Wiki: Como foi o processo de escolher Design como seu curso?


Internet aberta e colaborativa O paradigma da web aberta e acessível é uma realidade. O movimento open source foi um dos primeiros a romper o tradicional modelo de inovação. O usuário é hoje o protagonista de uma nova forma de criação, e como tal, necessita de ferramentas e espaços por meio dos quais possa incrementar sua liberdade para criar e experimentar, de maneira colaborativa. É com esta motivação que centenas de voluntários se unem à Mozilla para participar de diversos projetos relacionados a softwares livres e design para a web, formando assim a comunidade Mozilla . Uma comunidade de milhares de criadores, cujo objetivo é enriquecer a vida das pessoas por meio das tecnologias de informação e comunicação - TIC s. Propostas como o Mozilla Labs Concept Series surgem da necessidade de contar com um espaço de incubação de ideias que são pensadas, desenhadas, desenvolvidas e logo promovidas pela própria comunidade. Como programa pertencente a este laboratório virtual se criaram os Design Challenges, os Desafios de Design. Eles são uma série de eventos que incentivam a inovação e experimentação no design (como processo e produto) para a web. O objetivo é provocar o pensamento, facilitar a discussão e inspirar futuras direções para o projeto Mozilla, seus produtos em particular e a web em geral. O modelo consta, basicamente, numa questão aberta ao público com a função de servir como gatilho para as mais diversas soluções e perspectivas. Estudantes de diferentes lugares do mundo, sem distinção de gênero, capacidades ou situação econômica, participam nesta proposta apresentando

suas ideias e conceitos, que logo são publicados e colocados à votação do público e de profissionais, para destacar-se os melhores. Se trata de um modelo de crowdsourcing (do inglês crowd, multidão e source, fonte) que estabelece suas bases na inovação colaborativa. Mas como todo modelo necessita de refinamentos, esta não é uma exceção. Após uma análise dos resultados e de acordo com os objetivos determinados, se detectaram desafios para os quais é necessário um novo alvo, uma mudança. Trata-se de um modelo dinâmico, e por assim ser, precisa evoluir de acordo às necessidades que gera um processo um tanto complexo como este. O projeto se encontra em uma primeira etapa de aproximação conceitual, teórica e de análise dos resultados do programa até o momento. Para a investigação e consequente desenvolvimento, ferramentas abertas de trabalho e gestão de projetos, chats, vídeos para reuniões, documentações em wikis serão utilizadas. Isso faz com que o trabalho desenvolvido pela equipe esteja disponível ao público. As próximas etapas serão caracterizadas por brainstormings, seleção e refinamento de conceitos, até que o programa definitivo possa ser lançado. Escrito por Eugenia Ortiz, designer de softwares de Santiago de Estero, Argentina - Traduzido por João Antônio de Menezes Neto, estudante do 3°ano de Design com Habilitação em Programação Visual da Univille e participante do projeto Mozilla Crowdsourcing.


arquivo pessoal

Por Grazielly Baggenstoss http://genealogiadocaos.blogspot.com

Escolhas Minha mãe quer que eu seja advogado porque diz que essa profissão me dará um futuro , meu pai quer que eu seja médico para continuar a tradição familiar , minha namorada queria mesmo que eu fosse o Mr. Mundo, para ela me exibir para suas amigas . Todos colocam em nossas mãos diversas possibilidades do que ser. E, geralmente, escolhemos a alternativa que mais nos dá aceitação psicossocial: escolho a Medicina porque terei status (reconhecimento da sociedade em geral), a alegria da família (reconhecimento do grupo social em que participa) e dinheiro (segurança, estabilidade). No entanto, a imponência (que beira à prepotência) de determinadas profissões é um mito cultural porque a casca de uma escolha, se não baseada em sua real utilidade, não garante o seu sucesso. Quantas pessoas que escolheram profissões renomadas ou não a exercem, ou a exercem sem sucesso, ou não são felizes ao exercê-la? Quantas, ainda, apenas possuem o rótulo de alguém de sucesso, mas de fato, não representam a verdadeira importância de seu ofício? São falsos profissionais que subvertem as atividades de seu trabalho para garantir seu interesse próprio em detrimento dos outros. Particularmente, não condeno a busca pela subjetividade nos resultados do trabalho, pois eu mesma ambiciono isso nos meus afazeres. Porém, questiono os interesses que se pretendem alcançar. Se continuarmos nos iludindo que determinados ofícios possuem maior garantia de satisfação pessoal e profissional só pelo seu status, continuaremos alimentando um mito cultural que se baseia na farsa que desconsidera o nosso comportamento e que valoriza um rótulo. Ora, aqui, igualmente, não vou entrar na discussão aparência versus essência, mas é fato que, se a aparência não corresponder à essência, inexiste realidade - só a ilusão.

Com a quebra desse mito, podemos observar que a aparência de uma profissão (pretenso sucesso e reconhecimento social) dependerá, intrinsecamente, de sua essência, de seu exercício voltado ao fim que lhe é razão. Um advogado existe para servir o seu clientecidadão; um médico serve para remediar males físicos; um gari, para prevenir doenças; um professor, ensinar a pensar e ensinar; um jornalista, informar a sociedade. É nesse exercício que serão verificados os objetivos do profissional, ou melhor, da pessoa que se veste de profissional. Por consequência, dessa forma, também serão descobertos muitos enganos que vão além de uma escolha de que ofício seguir: alcançam a singularidade da escolha de quem ser. A escolha de seguir um caminho apontado por qualquer pessoa além de si mesmo demonstra apenas que a pessoa, consciente ou inconscientemente, por medo ou insegurança de descontentar quem quer que seja, acaba manifestando-se de forma a agradar os outros e, assim, deixa seu próprio eu nas mãos do outro e, por isso, age como qualquer outra pessoa determinar. Nada contra agradar os outros. Porém, pergunto: e em que canto fica o agrado a si mesmo? A identificação do que a pessoa é com o que ela, de fato, gosta de fazer? Chegamos, então, a uma base de escolha: escolhese ser uma pessoa que respeita a sua própria opinião e, assim, passa a ser respeitado pelos outros ou escolhese ser uma pessoa instável, variável pela opinião dos demais, que externa desrespeito por sua própria essência e permite ser manipulada por outrem. Em outras palavras: ou a nossa escolha retrata nossos verdadeiros intentos e há a realidade nisso, unindo aparência e essência, ou a nossa opção preferida destoa de quem realmente somos, separando aparência e essência. É assim, portanto, que nos tornamos ilusão.



revista wiki