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SUMÁRIO

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DESTAQUES 08 Matéria de Capa 14 Galeria Sintra 20/30 20 Projecto “Volta ao Mundo” 26 10 factos que não sabia sobre o Parque e Palácio Nacional da Pena 32 Diverte-te 38 Entrevista Sérgio Almeida

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4 / NOVEMBRO 2018 / REVISTA VIVA SINTRA

Editorial 05 Sintra Conecta 06 Economia & Negócios 16 Conversa de Mãe 30 Auto & Motor 42

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EDITORIAL

NASCE MAIS UMA FONTE DE INFORMAÇÃO A equipa da Revista Viva Sintra tem muito gosto em apresentar-lhe a nossa 1ª edição! A partir de hoje, Sintra terá uma revista mensal dedicada a acompanhar a vida do concelho em todos os seus aspectos: Político, económico, social, cultural, entre outros. Com uma tiragem de 10 000 exemplares, iremos abordar áreas como: Economia&Negócios, Auto&Motor, Saúde, Paladar e Boas Compras, acompanharemos todos os acontecimentos empreendedores e inovadores que contribuam para o desenvolvimento e sucesso do nosso concelho. Com distribuição gratuita, será distribuída em Lisboa e Sintra. Nesta primeira edição estivemos presentes no Congresso Sintra Economia 20/30, onde foi debatido o desenvolvimento económico, a sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e universidade e a mobilidade e que contou com o alto Patrocínio do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o Primeiro-Ministro António Costa, e o presidente da

Tudo isto e muito mais na primeira edição de uma revista que temos a certeza que será do agrado de toda a população sintrense e não só de Sintra, para o mundo!

Câmara Municipal de Sintra Basílio Horta, estiveram também presentes neste congresso, organizado pela Câmara Municipal de Sintra. A ARPIMS (Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Mira Sintra) criou um projecto designado “Volta ao Mundo” que traz um pouco da cultura internacional aos seus utentes, um almoço com sabores e ritmos latinos em que a revista teve todo o gosto em fazer parte. Apresentamos-lhe também o novo Fiat 500, divertido, icónico e único é como o descrevem, o problema é só escolher entre a vasta gama interiores. Tudo isto e muito mais na primeira edição de uma revista que temos a certeza que será do agrado de toda a população sintrense e não só de Sintra, para o mundo! Com os melhores cumprimentos,

Antonio Cavalcanti

DIRETOR GERAL Antonio Cavalcanti geral@revistavivasintra.pt DIRETOR FINANCEIRO Rafael Bordin bordin@revistavivasintra.pt DIRETOR COMERCIAL Yda Tibério yda.tiberio@revistavivasintra.pt REDAÇÃO Catarina Crespo redacao@revistavivasintra.pt DEPÓSITO LEGAL N°: 447537/18 COLABORADORES Ana Carolina Patricia Beja Rafael Bordin Gabriel Lima DESIGN/PAGINAÇÃO Gabriel Lima Henrique Bezerra FOTOGRAFIAS Tom Valeriano Roxinou de Palmares Gabriel Lima

Diretor Geral

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A SINTRA CONECTA

ANUNCIAR

NA REVISTA VIVA SINTRA Actualmente, uma empresa tem à sua disposição várias formas de anunciar e criar notoriedade, uma delas é a publicidade em revista. Porém, no meio de tantas opções de canais de comunicação é fácil deixar-se levar pelo que é mais atrativo no momento e esquecer-se do verdadeiro propósito da comunicação: Alcançar o seu cliente ideal e gerar lucro. A maior tendência da actualidade são as redes sociais, que funcionam de forma eficiente, se usadas da forma correta. Desde o aparecimento das plataformas de anúncios nas redes sociais e de ranqueamento, a “guerra” offline x online foi travada e a eficiência dos meios tradicionais está a ser posta à prova. A primeira coisa que é preciso entender é: Não existe o melhor canal, mas sim o mais adequado para a sua empresa comunicar com o seu público-alvo. Material impresso tem mais credibilidade? Grandes empresas usaram a publicidade em Revista para se consolidarem no mercado e a sua também pode ser um desses exemplos. Segundo estudos realizados a principal característica da revista impressa é a credibilidade.

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É o que a torna diferente dos outros meios, acresce valor à marca e é lida por formadores de opinião. Outro ponto importante é que este meio apresenta conteúdos mais profundos, enquanto a internet e os medias digitais, em geral, apresentam-nos de um modo mais superficial. A publicidade em revista melhora a sua leitura, a atenção está dividida por todas as páginas, assim a possibilidade de interferência nos anúncios é mínima comparada com os meios tradicionais como TV, Rádio e até mesmo comparado às medias digitais. Esqueça o mito de que a publicidade em revista não traz retorno, até porque se assim fosse, grandes empresas como a Rolex, Nike, L’Oreal, entre outras não investiríam tanto nesta tipologia de anúncio. Muitas pessoas ainda não acedem diariamente à internet, como também não compram revistas com frequência, por isso é que um veículo muito importante para os anunciantes é a revista de distribuição gratuita. A aceitação do público é de, praticamente, 100%.

A Experiência Para Ajudar a Sua Empresa A Revista Viva Sintra ajuda empresas a conquistar o seu lugar no mercado e, principalmente, a alcançar os clientes ideais. Isto só é possível através do estudo de mercado e da análise dos pontos fracos e fortes da sua empresa. Cada aspecto é levado em consideração para garantir o retorno do seu investimento. Conhecemos os dois lados da moeda, pois acompanhámos a transição do mercado tradicional para o digital. Assim, sabemos detectar qual é o canal mais adequado para o seu público. O que estamos a oferecer? Análise e planeamento da melhor estratégia para alcançar o público-alvo; Criação do layout e texto adequado; O melhor custo-benefício do seu investimento.

“NOSSAS PROPOSTAS

E PROJECTOS SÃO FORMULADOS DE ACORDO COM A NECESSIDADE DA SUA EMPRESA E VISANDO O MAIS IMPORTANTE: O SEU SUCESSO E LUCRATIVIDADE.” Além disso, irá ter à sua disposição a consultoria de profissionais qualificados para instruir, acompanhar e responder a quaisquer dúvidas que possam surgir. As nossas propostas e projectos são formulados de acordo com a necessidade da sua empresa e visando o mais importante: O seu sucesso e lucratividade.


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CAPA

TEXTO: CATARINA CRESPO FOTOS: TOM VALERIANO

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intra, Património Mundial da Humanidade desde 1995, um município que visa os interesses dos seus municípes e o seu posicionamento na economia em Portugal e no Mundo, organizou um congresso onde se analisaria e debateria actividades económicas centradas no concelho porém sempre na perspectiva da economia nacional, o congresso “Sintra, Economia 20/30”. Citando Basílio Horta, presidente da câmara municipal de Sintra “Este congresso não será um ponto de chegada, será um ponto de partida para Sintra na década 20/30”. O Centro Cultural Olga Cadaval foi o palco escolhido para o congresso, no passado mês de outubro.

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CAPA Basílio Horta abriu o congresso “Desde o primeiro mandato adotamos e desenvolvemos uma estratégia de proximidade ao nosso tecido empresarial, porque entendemos que a melhor forma de fazer política social é criar emprego. Assim se estimula a economia pela procura e se confere dignidade às pessoas e às famílias”. Adiantou que “O orçamento municipal para 2019 atingirá os 205 milhões de euros” e o município continuará a ser “o principal investidor no concelho, prevendo até 2021 investir cerca de 160 milhões de euros”. Contaram com a presença na sessão de abertura do primeiro ministro António Costa, que felicitou a autarquia pela iniciativa “este congresso é um bom exemplo de como as autarquias locais conhecem bem qual é a prioridade da sua ação hoje. A principal prioridade de uma autarquia local é trabalhar e concentrar-se no desenvolvimento económico e social dos seus territórios, assim contribuindo decididamente para podermos ter um país onde a economia continue a crescer e a gerar emprego mais e melhor e Sintra é desse ponto de vista um exemplo”. António Costa citou que a chave para dar continuidade ao sucesso conseguido é a confiança e a comunidade “O sol

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brilha” foi a expressão utilizada pelo primeiro ministro. Um encontro onde foram debatidas várias questões, problemas e apresentadas propostas de solução a médio e a longo prazo, sobre diversos sectores de actividade – agricultura, comércio, indústria, serviços, mobilidade, turismo e educação. Uma das propostas mais discutidas pelos participantes foi a criação de um instituto superior de ensino em Sintra, a Drª Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, confirmou que em 2020 vão abrir uma faculdade de medicina no campus de Sintra, junto ao Tagus Park, reabrindo as portas da antiga faculdade de engenharia, que fechou há 5 anos. Outras soluções apresentadas foram a criação de uma ligação entre a marca Sintra e os seus produtos e serviços e um inquérito populacional visto que o útlimo dirigido pelo Instituto Nacional de Estatística foi em 2001. Joana Pascoal, presidente da Associação de Turismo de Sintra enunciou que nestes estudos apenas 80 unidades hoteleiras são contabilizadas, pois só são ponderadas instalações que acomodem mais de 10 hóspedes, enquanto que Sintra possui cerca de 200 estabelecimentos para os turistas passarem a noite, apenas


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o presidente do concelho de administração do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida em resposta aos dados apresentados por Joana Pascoal enalteceu a importância de manter a presença da cultura portuguesa e não cair no erro de adaptar tudo aos turistas, a cultura é um dos pontos chave de atrativade turística. 20% dos turistas que visitam Sintra ficam a pernoitar no concelho, a criação de mais dinamismo, informação e divulgação seriam passos a seguir para a mudança destes dados. Também presente

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República encerrou o congresso, “saudade de ser autarca” foi uma das razões des-

“O VOSSO OBJETIVO É FAZER DE SINTRA UMA REALIDADE VENCEDORA, ECONÓMICAMENTE VENCEDORA, SOCIALMENTE VENCEDORA, CULTURAMENTE VENCEDORA ASSIM SENDO, EM NOME DE PORTUGAL EU VOS AGRADEÇO. ”

tinguidas pelo presidente para a sua presença no congresso, porém a sua dimensão fez com que não hesitasse ao seu convite “tive a intuição que este congresso é um congresso estruturante pela forma como foi preparado, pela forma como foi concebido, um município com particulares responsabilidades e especiais oportunidades, porque nasceu com praticamente tudo menos aquilo que depende de nós.” No seu discurso deu a volta ao mundo, reflexões da europa e do mundo, que enfrentam hoje desafios complexos tal como Portugal “se chamo à colação o mundo e a europa é porque percebo que aqui se tratou de Sintra mas também se tratou de Portugal e portanto se tratou da Europa e do Mundo, não são fenómenos dissociáveis”. Terminou o seu discurso com um agradecimento tanto à câmara como as seus empresários e a todos os sintrenses “O vosso objetivo é fazer de Sintra uma realidade vencedora, económicamente vencedora, socialmente vencedora, culturamente vencedora assim sendo, em nome de Portugal eu vos agradeço.”

PRESIDENTE DA REPÚBLICA MARCELO REBELO DE SOUSA

INDICADORES SOCIAIS

INDICADORES ECONÓMICOS

2º maior concelho do país em população

3º município do país com maior número de empresas em actividade

2º município do país em população jovem

Entre os dez municípios mais exportadores, 4º na da Área Metropolitana de Lisboa

1º município do país em aumento real da população Um dos municípios com maior redução de beneficiários do rendimento social de inserção Um dos municípios com menor taxa de desemprego do país

4º maior de volume de compras em TPA’s dos municípios nacionais

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Município com maior eficiência em termos financeiros, entre os municípios de grande dimensão

Primeiro e destacado muncípio da Área Metropolitana de Lisboa em projectos aprovados com comparticipação de fundos comunitários


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GALERIA

Fotos: TOM VALERIANO

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“Desafio do Futuro, é o vosso desafio, o nosso desafio, não é de umas eleições a prazo, de um mandato é o desafio de uma década” Professor Marcelo Rebelo de Sousa


GALERIA

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ALINE

A GALERIA

CASTELO

QUEM É A BRASILEIRA A CONQUISTAR PORTUGAL DISCUTINDO RELACIONAMENTO, AMOR E SEXO NA TELEVISÃO Aline entende tudo sobre relacionamento, amor e sexo. No Brasil, ela é um fenômeno no youtuber com quase 1 milhão de seguidores. Com seu jeito divertido para abordar temas sobre relacionamento, amor e sexo, a jornalista acabou caindo nas graças dos portugueses. Preste a completar dois anos em terras lusitanas, Aline Castelo Branco já ajudou muita gente a repensar suas relações conjugais. Comandou rubrica no reality show Love On Top (TVI), participou da Manhã CM (CMTV) e conseguiu ter um programa só dela na televisão portuguesa, o Pela Fechadura, discute a Educação Sexual. Nesta entrevista à Revista Viva, a apresentadora fala como é para uma brasileira, romper tabus em um país tão conservador. Revista Viva Sintra: A sua história de vida é uma inspiração para muitas mulheres. Você começou a abordar temas tão complicados na vida conjugal por causa de um trauma que viveu? Inclusive, contou isso em seu primeiro livro. Aline Castelo: Sim, na verdade, assim como toda mulher, eu vivi uma relação passada falida. Era mal tratada, traída, não me sentia amada, ele não me dava prazer e mesmo assim fiquei nessa relação insatisfatória por 4 anos. Até o dia em que acordei e disse: não vou mais me permitir a isso. Na época eu trabalha em uma emissora de rádio e apresentava o programa voltado para mulheres, cheguei na frente do microfone e comecei a desabafar a minha história e foi um sucesso. Foi nesse momento, entendi a minha missão: ajudar as pessoas a melhorarem suas vidas e suas relações.

R.V.S: Você chegou aqui revolucionando a comunicação. Tem sido uma presença constante em vários meios de comunicação. Foi fácil, para uma brasileira conquistar um espaço em outro país? Aline Castelo: Fácil? Nunca é. Quando cheguei tinha em mente uma única coisa: vou organizar a vida amorosa dos portugueses. Queria atingir um número grande de pessoas e só conseguiria através de um meio de comunicação. Como sou jornalista de TV, comecei procurando os diretores de todas as emissoras do país. Enviei exatamente 150 emails, ninguém me dava retorno. Bati em várias portas entregando currículo também. Depois de 3 meses, recebo um email do diretor da CMTV me convidando para uma reunião. Fiquei por alguns meses fazendo participações no programa Manhã CM, com o Nuno e a Maya. Depois fui chamada para fazer uma participação no Love On Top 6, até que um dia, recebo outro email da direção do Canal Q me chamando para uma reunião. Foi ai que surgiu o convite para apresentar o Pela Fechadura.

“Eu vim para organizar a vida amorosa dos portugueses”

R.V.S: E como surgiu sua ligação com Portugal? Então, quando descobri que precisa entender mais sobre a mente humano, fui estudar sexualidade. Fiz ainda no Brasil, um mestrado em Educação Sexual, minha pesquisa sobre preliminares, repercutiu e fui chamada para dar entrevista no programa de Jô Soares, na época estava trabalhando na emissora

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concorrente (Record), e por isso, tive de pedir demissão para participar do programa na Globo. Depois dessa entrevista, desempregada, tive que me reinventar. Decidi fazer um doutoramento e o país escolhido foi Portugal. Por isso estou aqui.

R.V.S: Como foi a ideia de criar um programa sobre educação sexual no Canal Q? Aline Castelo: Na primeira reunião eu apresentei a direção do Canal Q um modelo de programa que tinha feito no Brasil, eles adoraram, mas, para Portugal não cabia, o público poderia não aceitar. Reestruturamos o modelo. Foram seis meses para encontrar um nome, criar conceito, linha editorial e produção para nascer, um talkshow onde recebo


celebridades e especialistas. Também faço matérias na rua entrevistando pessoas e visitando lugares. Tem sido maravilhoso essa experiência. R.V.S: O retorno dessa primeira temporada tem sido satisfatório? Vem alguma novidade por ai? Aline Castelo: Está aqui em Portugal com esse projeto é um enorme desafio. Não é fácil abordar temas sobre sexualidade em um país ainda bastante conservador. No entanto, penso que tudo na vida tem um propósito e o meu é promover a plenitude da vida amorosa e sexual dos portugueses, deixandoos ainda mais felizes. O “Pela Fechadura” tem uma linguagem acessível, divertida e muito conteúdo. Eu só tenho a agradecer as pessoas que me deram e me dão oportunidades aqui e ao público, tenho tido um retorno incrível, principalmente nas minhas redes sociais. Me sinto também representando essa comunidade brasileira que está aqui. É uma conquista de todos os imigrantes. R.V.S: Você agora será uma colunista da Revista Viva Sintra. Está preparada para mais um desafio? Como vai funcionar sua coluna aqui? Aline Castelo: Estou sempre preparada. Sou movida por novidades e desafios. Escrever para mim é uma paixão. Na coluna vou contar casos, responder dúvidas, falar de amor, vida, paixões. Vai ter muito do meu olhar sobre as pessoas, o meu lado especialista vai está presente, de maneira leve e descontraída. Vai ser uma relação de muito afeto com as leitoras(os), espero que gostem! Como sempre digo: o bom da vida é Amar, Transar e Gozar.

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PROJECTO “VOLTA AO MUNDO”

Já estamos a trabalhar no próximo almoço mas ainda não poderemos desvendar o destino nem a data.

TEXTO: CATARINA CRESPO FOTOS: ROXINOU DE PALMARES

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Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Mira-Sintra (ARPIMS), fundada pela Srª Maria de Lourdes Lopes a 12 de Abril de 1990, sentiu nos seus utentes a curiosidade em conhecerem o mundo e de modo a responderem a este pedido criaram o projecto “Volta ao Mundo”, tendo por base almoços temáticos de diversos países, proporcionando-lhes experiências únicas e internacionais, começando por algumas curiosidades sobre os seus costumes e tradições, passando pelo paladar 20 / NOVEMBRO 2018 / REVISTA VIVA SINTRA

e no final uma exibição de dança e canto.

O Projecto “Volta ao Mundo” teve início em 2016 e até agora já realizaram cinco almoços temáticos, Índia, Brasil, Espanha, China e México foram os primeiros países escolhidos. Em Outubro organizaram um almoço temático dedicado à Argentina, como convidado o chef Chakall. Ao ritmo do tango e sons latinos o chef Chakall criou e confeccionou um menu típico da Argentina

que deliciou os presentes. Teve o apoio da embaixada da Argentina em Portugal, com a presença do embaixador o Exmo. Sr. Oscar Moscariello, o Sr. Eduardo Quinta Nova, vereador da Câmara Municipal de Sintra e o presidente da junta de freguesia de Agualva e Mira-Sintra o Sr. Carlos Casimiro estiveram também presentes. Estivemos à conversa com a presidente da associação a Drª Rita Pereira que nos falou do sucesso que o projecto está a ter e o que o futuro poderá trazer.


PALADAR souvenirs e outras atividades. Foi criado um passaporte ARPIMS com os países previstos, que os participantes poderão ir carimbando na página do país. O objectivo é dar a “Volta ao Mundo aos 80 anos” coleccionando o maior número de países possíveis. É uma ideia inédita e muito bem sucedida. RVS: Sabemos que o projecto tem sido um sucesso, têm planos para que continue a crescer? RP: Sim, o Projecto tem vindo a ganhar uma dimensão inesperada e de festa para festa temos vindo a ser surpreendidos com a procura do púRevista Viva Sintra: Como surgiu o projecto “Volta blico e o apoio de entidades que se querem juntar a ao Mundo”? Rita Pereira: O Projecto “Volta ao Mundo” surgiu na nós, como tem sido o caso das Embaixadas, pessoas elaboração do Plano Anual de Actividades 2016/2017 conhecidas e das Comunidades dos Países. Neste último almoço tivemos pessoas a telefonar da ARPIMS. da Argentina para se inscreverem. Os Planos de Actividades sempre foram Podemos dizer que em termos de pensados com a perspectiva de sair lotação o projecto já atingiu o seu do Centro de Dia, e prevêem pelo espoente máximo. Tem contado menos um passeio semanal, “Sendo este projecto com sala cheia, as inscrições muitas vezes com destino suesgotam rapidamente e dengerido pelos próprios utencriado a pensar neles, tro da ARPIMS não temos cates. Deste modo, os Séniores sempre teve como pacidade para acolher além sempre passearam muito. das 100 pessoas por almoço. base primordial a sua Contudo era frequente revelarem vontade de conhecer integração social, cultural Tem sido um sucesso mas que por falta de espaço e looutros países, andar de avião e envolvimento activo no gística não poderemos alare conhecer outros sabores. gar a mais pessoas, mantenAssim dadas as inúmeras lidia a dia da Instituição.” do a qualidade que desejamos. mitações de concretizarmos Drª Rita Pereira esta sua vontade, pensámos: já RVS: Já têm ideias para o próxique não podemos ir, porque não mo almoço temático que nos postrazer o mundo até nós? sam desvendar? Foi assim que nasceu a ideia de recrear RP: Já estamos a trabalhar no próximo almoço mas ainda não poderemos desvendar o destino nem a data. Sendo a ARPIMS uma Instituição Particular de Solidariedade Social os seus recursos financeiros são limitados e sobretudo destinados a satisfazer as

o ambiente dos países dentro da ARPIMS, através de Festas Temáticas com a elaboração de um menu típico do país, decoração típica, grupos de música, dança e expressões artísticas dos países, venda de REVISTA VIVA SINTRA / NOVEMBRO 2018 / 21


necessidades básicas de quem de nós precisa. Obviamente que as festas têm custos, como tal, apenas estamos em condições de realizar uma festa temática desta natureza, quando estamos munidos dos devidos apoios e patrocínios. De facto, às vezes é o trabalho que demora mais a fazer e por isso não realizamos a quantidade de festas anuais que gostaríamos e que a comunidade nos pede. Mas tem-se conseguido bastante suporte e vai sendo possível realizar algumas anualmente. Como é uma ideia única a nível nacional temos tido muitos apoios espontâneos e pessoas a associaremse a esta ideia. Todo este projeto requer tempo de preparação, angariação de apoios e muita organização. Cada festa é organizada e preparada ao pormenor com um plano detalhado que requer tempo. Quando achamos que as condições estão reunidas, avançamos com a divulgação do destino. RVS: Como têm sido as opiniões da comunidade local a este projecto? RP: Este projecto começou por ser destinado apenas aos utentes da ARPIMS, mas rapidamente atraiu o in-

teresse dos associados e da comunidade local que começou a solicitar que as vagas fossem abertas. A ARPIMS abriu as portas e todos os que se manifestam interessados podem inscrever-se e participar. Não obstante, começou também a ter impacto fora da Freguesia e do Concelho e começou a ter procura pelas comunidades do mundo presentes em Portugal. Hoje podemos dizer que este projecto abriu a ARPIMS à comunidade e às comunidades mas que também levou a ARPIMS, o Concelho de Sintra e a Freguesia de Agualva e Mira Sintra pelo mundo através da divulgação desta iniciativa que já é amplamente conhecida. RVS: Qual é o feedback dos utentes da instituição? RP: Sendo este projecto criado a pensar neles, sempre teve como base primordial a sua integração social, cultural e envolvimento activo no dia a dia da Instituição. Consideramos que o apoio “ básico” a que a instituição se propõe como a sua higiene, alimentação, bem – estar e outras está satisfeito e bem incrementado. É isso que fazemos há muitos anos todos os dias. Mas as pessoas precisam de mais, precisam de se

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PALADAR sentir vivas, activas e participantes. Não são apenas um corpo! Têm uma alma e têm de se sentir alegres e felizes. Um corpo são mas uma mente também sã e alegre. Sentimos necessidade de cuidar das pessoas por fora e por dentro. Assim, toda a preparação, das festas cria uma dinâmica diária fantástica para estas pessoas. A azáfama que antecede as festas envolve toda a instituição e isso traz boa energia à pessoas que estão envolvidas, sobretudo aos seniores. Desde a elaboração de ornamentos decorativos, costura de toalhas, aventais, colagens… tudo é feito num trabalho consertado entre equipa e os utentes. Sentem que as festas não só são para eles como são deles. Esta preparação além de lhes dar conhecimentos novos sobre o mundo também lhes trás objectivos, vida e grande ocupação do seu tempo. Há um objetivo diário. Viajar e preparar viagens é viver. É notória a sua felicidade com o resultado de cada festa. Sentem-se parte integrante destes eventos e isso deixa-os muito contentes com os resultados. Ali está espelhado o fruto do seu trabalho. Uma Senhora uma vez, no auge de uma das festas dizia a uma funcionária : “Hoje é o dia mais feliz da minha vida!”. Esta é também a maior retribuição do nosso trabalho. RVS: Pretendem criar outro tipo de iniciativas deste género? RP: Sim, temos muitas ideias de outros projectos que gostaríamos de implementar no futuro. Um deles a arrancar talvez ainda este ano. RVS: Sente que estes almoços aproximaram a comunidade local dos utentes da instituição? RP: Sem dúvida! Da comunidade local, nacional e do mundo! Têm vindo pessoas de todas as partes à ARPIMS.

RECEITA DE CARBONADA ARGENTINA Pelo Chef Chakall

Ingredientes: ▶ 1 kg de carne de alcatra de vitela em cubos, ▶ 100 g de banha de porco, ▶ 2 cebolas picadas em pétalas, ▶ 2 dentes de alho com casca e tudo, ▶ 2 pimentões vermelhos cortados em cubos, ▶ 3 tomates cortados de maneira rústica, ▶ 1 ramo de cheiros verde, ▶ 2 talos de aipo picados, ▶ 4 folhas de louro, ▶ 3 grãos de pimenta, ▶ Sal e pimenta do reino q.b. ▶ Pimenta de caiena e tomilho q.b., ▶ 250ml de vinho branco, ▶ 1 1/2 litro de caldo de carne, ▶ 4 batatas cortadas em cubos, ▶ 250 g de abóbora cortada em cubos, ▶ 1 lata pequena de milho (200g) Colocar a banha num tacho, acrescentar a carne em cubinhos, com os cominhos e saltear. Juntar a cebola em meias luas finas e o alho, mexer tudo e deixar refogar. Juntar o tomate em cubos, o aipo picado, deixar refogar cerca de 10 minutos. Acrescentar a batata, a abóbora e o milho. Rega-se com o vinho branco, o caldo de carne, o ramo de cheiros e o louro. Deixar ferver até cozinhar cerca de 45 minutos. Deixar apurar tapado durante uns minutos e servir.

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TURISMO

PALÁCIO

A N E P A D 10 factos que não sabia sobre o Parque e Palácio Nacional da Pena TEXTO E FOTOS: CATARINA LEONARDO, DO BLOG WANDERING LIFE www.wandering-life.com

N

Na serra de Sintra um alemão casado com uma rainha portuguesa teve um sonho romântico. Ele sonhou construir um castelo de conto de fadas, tendo desta forma nascido o Palácio Nacional da Pena, o mais cenográfico dos Palácios Nacionais portugueses. É um local muito visitado por portugueses e principalmente turistas de outros países do mundo. Mas talvez alguns não saibam algumas coisas que esta magnífica obra esconde... aqui vão 10. Propositadamente, para descomplicar e tornar as personagens mais próximas de quem lê, refiro-me à realeza apenas pelos seus nomes. Nada de títulos. 1 – Existia um Mosteiro no local onde hoje se encontra o Palácio da Pena Existiu um rei português, D. Manuel I, que tinha a intenção de fundar em Lisboa 12 mosteiros dedicados à Ordem de S. Je26 / NOVEMBRO 2018 / REVISTA VIVA SINTRA

rónimo. O mais conhecido é o que podemos visitar ainda hoje em Belém, o famoso Mosteiro dos Jerónimos. Um outro Mosteiro que foi fundado por sua decisão foi a da Nossa Senhora da Pena, em Sintra, exatamente no mesmo local onde atualmente se encontra o Palácio Nacional da Pena. Parte da Capela do Mosteiro resistiu ao terramoto de 1755 e continua intacta. Numa visita ao Palácio não perca o retábulo do altar-mor e o vitral da nave. Se olhar muito perto do vitral, para a figura o canto inferior esquerdo vai ver o próprio vitral retratado. Interessante também da época do Mosteiro é a Gruta dos Monge localizada no Parque que rodeia o Palácio atualmente. Era aqui que que os monges praticavam o silêncio e o recolhimento. 2 – O Mosteiro foi comprado por um filho de um príncipe alemão Da união entre um Príncipe (e Duque) e uma princesa da cidade alemã de Coburgo, nas-


TURISMO ceu Fernando Augusto Francisco António. Ele teve uma educação excelente, passada em cortes reais, onde terá desenvolvido o talento artístico que revelou durante toda a sua vida. Mesmo nunca tendo visitado Portugal ou conhecido a sua Rainha, foi decidido que casaria com ela. Tinha então ele 19 anos. Foi assinado um contrato que indicava que o casamento seria realizado em Lisboa e que Fernando iria receber uma pensão anual que se iria manter mesmo se ficasse viúvo. Neste contexto, Fernando saiu de Coburgo e foi para Lisboa, tendo casado no dia seguinte à sua chegada e assumido o cargo de monarca. Mas ele nunca o quis ser... Não lhe interessava mesmo nada reinar um país, ele queria era dedicar-se à arte. Fernando colecionava arte, desenhava e cantava, tendo por isso ficado conhecido como o rei artista. Pouco tempo depois de se mudar para Portugal conheceu Sintra e rapidamente se apaixonou, tendo de imediato comprado o local onde estava o Mosteiro de S. Jerónimo (que se encontrava devoluto) e toda a mata que o envolvia, incluindo o Castelo dos Mouros. Mandou fazer uma estrada de acesso ao alto da serra, onde estava o Mosteiro, até S. Pedro de Sintra, para criar condições à edificação do seu Palácio. 3 – O filho do príncipe alemão casou com uma Rainha portuguesa Maria de Bragança nasceu no Rio de Janeiro quando este era território português e os monar-

cas portugueses lá viviam. O seu pai teve de abdicar do trono de Portugal e por isso com apenas sete anos (sim, sete!) tornou-se Rainha do seu país, com a condição de se casar com o seu tio. Mas o tio autoproclamou-se Rei de Portugal e o casamento nunca chegou a acontecer. Entretanto Maria viveu em Inglaterra e França, preparando-se para um dia assumir o cargo de Rainha a que tinha direito, o que sucede quando chega aos 15 anos de idade.

No ano seguinte casa com um príncipe alemão que morre dois meses depois da cerimónia e pouco tempo depois com o filho de um príncipe também alemão, de nome Fernando. 4 – O Barão alemão Von Eschwege foi viajar para se inspirar a criar o Parque e Palácio da Pena Fernando quando comprou o terreno que ocupa atualmente o Parque e Palácio da Pena, pretendia construir uma residência de verão com traços medievais e relativos aos Descobrimentos Portugueses. Para o ajudar a concretizar esse sonho teve a ajuda do Barão alemão Von Eschwege. Quando este lhe apresentou as suas ideias, Fernando percebeu que o Barão não estava a perceber exatamente o que ele pretendia construir. E assim sendo, propôs que o Barão realizasse uma viagem até ao sul de Espanha, norte de África, Índia e outros locais onde os portugueses estiveram para ir buscar inspiração. Após esta viagem o Barão projetou o Parque e Pa-

“ ELE SONHOU CONSTRUIR UM CASTELO DE CONTO DE FADAS, TENDO DESTA FORMA NASCIDO O PALÁCIO NACIONAL DA PENA, O MAIS CENOGRÁFICO DOS PALÁCIOS NACIONAIS PORTUGUESES.” lácio que vemos hoje. Vemos azulejos mouriscos e mirantes indianos. 5 - O Palácio tem duas alas diferentes O Palácio da Pena é constituído por duas alas, que são facilmente reconhecidas dado que a cor da parede exterior é muito diferente. A zona onde se encontrava o antigo convento está atualmente pintada a vermelho e é onde se começa a visita ao Palácio. As divisões aqui são pequenas, o que revela uma proximidade familiar que não era muito habitual na época. Todos os salões mais aparatosos estão na zona que facilmente se podem identificar com cor amarela. Aqui é a ala formal, onde Fernando e Maria recebiam visitas. Além destas duas alas existe também uma estrutura de influência medieval que parece um castelo com torres de vigia de inspiração indiana. 6 – No Parque da Pena existem cerca de 2000 espécies de árvores O Palácio da Pena e o Parque de 85 hectares que o rodeia, foram planeados em simultâneo. Fernando e o Barão encarregue do projeto, criaram

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TURISMO

uma paisagem luxuriante onde podemos encontrar espécies de provenientes de vários locais do planeta. O microclima que se sente na região de Sintra é propício a que isto aconteça. 7 – O Parque da Pena tem mais de 30 locais para descobrir Quem entra no complexo do Parque e Palácio da Pena pode optar por ir de autocarro até ao alto da serra e ir visitar o Palácio ou percorrer o caminho a pé. Eu aconselho ir direto ao Palácio e depois deambular pelo Parque durante algumas horas. O jardim é de inspiração romântica e convida a longos passeios a pé pelo emaranhado de caminhos. No percurso quando menos esperamos existem belas surpresas, tais como a gruta onde os monges meditavam, o vale dos lagos, uma capela ou uma zona apenas com camélias. Não perca mesmo esta experiência. 8 – Fernando voltou a casar Fernando e Maria tiveram 11 filhos, sendo que o nascimento do último foi a razão da morte da mãe. Vários anos após este acontecimento Fernando apaixonou-se por uma cantora de ópera de nome Elise Hensler, quando a viu atuar no Teatro São Carlos. Passaram alguns anos a viajar pela Europa e acabam por casar. Foi atribuído a Elise o título de Condessa d’Edla e construído no Parque da Pena um jardim e chalet com o seu nome. Na zona verde que rodeia o edifício Elise e Fernando colecionam espécies botânicas de todo o mundo, como do Chile ou da Austrália. O chalét é uma bela contrução de recreio com inspiração alpina para que a condessa talvez pudesse matar saudades da sua terra natal. O acesso ao chalét é pago à parte mas recomendo que vá. O seu exterior revestido a cortiça é muito interessante e a decoração interior também. Existe uma sala que parece forrado a renda e outra com heras (de estuque) por exemplo. 28 / NOVEMBRO 2018 / REVISTA VIVA SINTRA

9 –Fernando morreu e a condessa foi a herdeira do Palácio e Parque da Pena Quando Fernando morreu deixou em testamento o Parque e Palácio da Pena à sua mulher, Elise. Esta decisão foi muito contestada pela opinião pública. Luís, o filho que Fernando tinha tido com Maria, já era rei de Portugal e pretendia que os bens do pai ficassem para ele, não para a sua segunda mulher. Depois de cinco anos de protestos, o Parque e Palácio da Pena foram comprados pelo estado e Elise ficou com o usufruto vitalício do chalet. Renunciou alguns anos mais tarde. 10 – Existe um jardim francês no Parque dedicado à última rainha de Portugal O neto de Fernando, de nome Carlos, casou com Maria Amélia, filha do Conde de Paris. Durante os anos em que Elise habitava o chalet o casal real Carlos e Maria Amélia ficavam no Palácio da Pena nas suas deslocações a Sintra. As senhoras ficaram mesmo amigas próximas, vendo-se e escrevendo-se com alguma regularidade. Dada a proveniência francesa de Maria Amélia, uma horta que existia no Parque da Pena foi transformada em jardim de estilo francês. Encontra-se imediatamente a seguir à loja mesmo a seguir à entrada no Parque da Pena. É um local e muito discreto, mas é muito interessante de conhecer, até pela enorme diferença pela restante área verde de inspiração romântica. Aqui encontramos percursos muito bem definidos, na maioria com arbustos rasteiros e floridos, que permitem ver tudo o que se encontra à nossa volta. Após o assassinato de Carlos e do filho de ambos, a rainha começou a passar longas temporadas no Palácio da Pena, até 1910, ano de implementação da República. Imagino que tenha andado muito por este pedaço de jardim que lhe devia fazer lembrar tanto a sua origem.


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V CONVERSA DE MÃE

O MÉTODO

TEXTO: PATRICIA BEJA FOTOS: DIVULGAÇÃO

MONTESSORIANO

Como estimular o desenvolvimento natural do seu filho Vamos falar de espaço. Existem milhares de formas de se interpretar, utilizar e viver o espaço. Em arquitetura estudam o que existe para além do projeto. É a valorização da rotina de cada indivíduo em conjunto com as suas necessidades, limitações físicas, psicológicas e sociais. O método montessoriano aborda este assunto dando especial atenção à autonomia e desenvolvimento. Um espaço deverá oferecer a liberdade com limitações de segurança para um determinado indivíduo. Deste modo abordarei o tema focado em espaços para crianças, mais especificamente o seu ambiente mais próximo, o quarto. Este método foi desenvolvido pela médica e pedagoga Maria Montessori em 1896, quando se formou em Medicina em Itália mas não podia exercer a profissão por não ser permitido que uma mulher examinasse o corpo de um homem. Deste modo e com base num estudo profundo, pesquisas científicas sobre o desenvolvimento infantil, foi aperfeiçoando as suas experiências em observação de crianças com necessidades especiais, bem como as crianças com desenvolvimento normal. Cada criança tem o seu tempo de reco-

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nhecimento e aprendizagem, que deverá ser respeitado tendo em consideração as próprias aptidões que já se vão compondo logo na primeira infância. É importante observar as limitações de cada uma delas individualmente e cabe aos profissionais serem criativos no momento de aplicação do estudo em cada espaço. No método montessori a criança é o centro e, portanto o professor é apenas um acompanhador do processo

de aprendizagem. O mesmo deverá acontecer com os pais “acompanhador guia, orienta, ensina e aconselha mas de modo algum deverá impor ou forçar o que será aprendido”. O método abre uma janela para muitas discussões pois opõe-se aos métodos tradicionais que normalmente não respeitam as necessidades e os mecanismos de desenvolvimento evolutivo natural de uma criança. É desta forma citado como método da escola moderna ou movimento das Escolas Novas. Tem especial destaque nos espaços de creches e jardins de infância. Mas como poderíamos aplicar o método na nossa casa? O espaço destinado à criança deverá ser dela e para ela! Isto quer dizer que até a criança começar a andar o seu quarto é criado segundo as necessidades dos pais e não da criança. O berço passa a ser um elemento inútil pois a criança não consegue entrar nele sozinha. Lembre-se sempre que o princípio básico é a autonomia e a partir do momento em que a criança começar a andar ela torna-se autónoma até certo ponto e no seu espaço deverá conter todos os elementos de seu uso ao seu


CONVERSA DE MÃE

“CADA CRIANÇA TEM O SEU TEMPO DE RECONHECIMENTO E APRENDIZAGEM, QUE DEVERÁ SER RESPEITADO TENDO EM CONSIDERAÇÃO AS PRÓPRIAS APTIDÕES QUE JÁ SE VÃO COMPONDO LOGO NA PRIMEIRA INFÂNCIA.” alcance de forma cuidada. Claro que, também podemos trabalhar isso antes da criança andar, contudo algumas características podem tornar-se desconfortáveis para os pais uma vez que dão maior utilização ao espaço nesta fase. O ambiente deverá ser criativo e o mais didático possível para o seu “inquilino”. Alguns elementos deverão ser inseridos gradualmente de forma que acompanhe o processo evolutivo de desenvolvimento e aprendizagem. A educação montessoriana tem os seus princípios divididos em 7 grandes pilares: 1 - Autoeducação

Capacidade inerente da criança de querer aprender e descobrir tudo o que a rodeia. O método cria ambientes propícios à curiosidade para novas descobertas respeitando o seu ritmo e interesses. 2 - Educação cósmica

Cosmos significa ordem e trás consigo a capacidade de compreender o sentido da organização, desta forma, as coisas deverão ter os seus lugares próprios para que a criança compreenda o papel fundamental que desempenha no seu próprio espaço, desenvolvendo assim, de maneira criativa e consciente o seu papel no mundo que a rodeia. 3 - Educação como ciência

O método montessoriano baseia-se na observação dia após dia da aprendizagem e resultante na eficiência do trabalho desenvolvido com base na observação, hipóteses e teorias para compreender a melhor forma de ensinar. 4 - Ambiente preparado

Local onde a criança desenvolve a sua autonomia compreendendo o seu espaço, que deverá atender às suas necessidades psicológicas e biológicas. Mobiliário e atividades adequadas são fundamentais para que a criança possa ter ao seu alcance o que poderá utilizar no espaço. 5 - Adulto preparado

É o nome dado ao profissional que auxilia a criança em seu desenvolvimento completo. Este deverá conhecer cientificamente todas as fases do desenvolvimento infantil, lançando mão de todas

as ferramentas educativas cientificamente comprovadas em sua eficiência para a sua aplicação. 6 - Professor acompanhador

Na escola Montessoriana o professor tem o papel de guia e acompanhador do desenvolvimento da criança de maneira que este seja estimulado sem imposição 7 - Criança equilibrada

Todas as crianças expressam de forma verdadeira as suas características inatas. A criança deverá desenvolver-se de maneira natural fazendo uso correto do seu ambiente preparado e com o auxílio de um adulto. Deve-se cultivar o gosto pelo silêncio, trabalho e pela ordem. Estas características se desenvolvem entre os zero e os seis anos de idade. Com base nestes princípios nós profissionais da arquitetura estudamos cada indivíduo e extraímos o máximo de informações possíveis para que possamos desenvolver um projeto, um ambiente especial e particular, planeado para que seja utilizado de todas e da melhor forma possível. O exemplo é genérico é direcionado a uma criança de 1 a 3 anos. Alguns elementos importantes para que qualquer pessoa consiga minimamente contemplar e aplicar no ambiente do seu filho:

Espelho: Deverá ser espelho acrílico por segurança e deverá ser adaptado de forma horizontal na altura da criança. Se olhar e observar as formas do seu próprio corpo ajuda a criança a desenvolver a noção de espaço e identificar o que ela é. Barras de apoio: excelente para que a criança comece de forma lúdica perder o medo de ficar de pé e começar a andar. As barras funcionam como um estimulador a perda do medo de se movimentar de pé e favorece a auto confiança.

Cama: Deverá ser o mais baixa possível de maneira que a criança possa avessa-lá sozinha em segurança, bem como poder sair dela. O ideal é um colchão de formato quadrado e o seu entorno sempre ser forrado de piso emborrachado para evitar acidentes.

Prateleiras: Deverão ser fixas no piso ou parede na altura da criança para que possa identificar onde ir buscar seus objetos e compreender o lugar das coisas. Deve ser estimulado que a criança também guarde de volta o brinquedo que retirou.

Roupas: Quando a criança ganha autonomia para caminhar, deverá ser estimulado o ato de vestir e despir, deste modo, deverá ter sempre uma muda de roupa escolhida é separado para que ela saiba o que deverá vestir e onde ir buscar o que está preparado para vestir. É ideal que com o passar do tempo possa ser adicionada mais variedade de peças, proporcionando assim a intenção de que a criança comece a escolher a sua roupa.

Brinquedos: os brinquedos nesta fase deverão ser estimulantes e com características que desenvolvam a capacidade motora fina da criança que vai sendo substituído gradualmente por novos elementos para as idades seguintes, considerando o grau evolutivo de cada uma delas. Existem inclusive inúmeros jogos e brinquedos caseiros que podem estimular a criança, pois nesta fase elas muitas vezes se interessam por objetos do nosso uso cotidiano ao invés dos brinquedos tradicionais. Vale ser criativo. Em resumo, o auxílio de um profissional é importante para mapear toda a movimentação da criança no seu espaço de forma mais cuidado, contudo é também possível através de muito carinho e observação que os seus pais criem esse ambiente cuidado que proporcione atividades lúdicas e muito conforto para os seus pequenos. Com frequência os pais de primeira viagem idealizam quartos de sonho para os seus filhos mas nem sempre é algo que irá deixar a criança feliz e se sentir livre e usuário do seu quarto. Os itens podem ser bem escolhidos e a um custo extremamente acessível. Desejo com carinho ter ajudado com as dicas e muito sucesso na longa jornada de acompanhador e guia.

PATRÍCIA BEJA ARQUITETA URBANISTA DESIGNER DE INTERIORES. REVISTA VIVA SINTRA / NOVEMBRO 2018 / 31


DIVERTE-TE

O

E à 12ª edição, que se irá realizar de 16 a 25 de Novembro de 2018, o LEFFEST prepara-se para reunir, de novo, o que de melhor se faz no mundo da Sétima Arte. Mas não só. O Festival aposta, como sempre apostou, na interligação de propostas culturais diversas - do cinema à literatura, passando pela música e pelas artes plásticas - e afirma-se enquanto lugar propício à reflexão e discussão dos temas que marcam a actualidade. Mais do que uma mostra de filmes, o LEFFEST quer dar ao espectador a possibilidade de confrontar ideias, ter voz activa, participando das experiências de vida e reflexões de cineastas, pensadores e artistas. Experiências e reflexão que o LEFFEST propõe no grande écran - através de uma programação diversificada que abrange as melhores produções cinematográficas, consagradas e emergentes - e ao vivo, nas várias manifestações artísticas, masterclasses, debates e simpósios programados a cada edição. O Festival garante a melhor selecção de filmes em competição, a projecção de autores fundamentais na história do cinema e de jovens cineastas emergentes. O LEFFEST inova mas mantém o que o define: descobre novos talentos, homenageia as personalidades marcantes através de retrospectivas ou mostras integrais e dá voz aos cineastas raros, os que mantiveram a sua produção incólume às pressões da indústria cinematográfica; expõe criações de artistas cuja obra está marcadamente associada ao cinema; abre novos caminhos e públicos à produção cinematográfica portuguesa.

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Em 2018, o LEFFEST contará, como desde a sua primeira edição, com a presença de estrelas internacionais - nomes célebres no actual panorama do cinema, das artes, da literatura, da música, do pensamento - que irão partilhar o seu conhecimento e experiências com o público, através de conferências, masterclasses, workshops, performances, debates, exposições e espectáculos. Este ano teremos a utilização de forma activa de espaços como o Centro Cultural Olga Cadaval, o Palácio Nacional e Jardins de Queluz, os cinemas Medeia Monumental e Nimas, Cinemateca Portuguesa e o Teatro Nacional D. Maria II, cuja qualidade e polivalência garantem o sucesso deste evento e permitem ao festival um envolvimento mais próximo com a dinâmica das duas cidades, com os seus habitantes e aqueles que nos visitam. Com uma programação exigente e criteriosamente escolhida por quem vive e respira cinema, o Lisbon & Sintra Film Festival 2018 volta a colocar Lisboa, Sintra e o país em pleno circuito dos grandes festivais do mundo.


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DIVERTE-TE

ALICE

10 e 11 novembro, às 16h pelo teatromosca [sinopse]

“ALICE”, experiência teatral imersiva para bebés a partir dos 6 meses de idade, inspirada no universo literário do escritor inglês Lewis Carroll. Neste espetáculo é proposto que as crianças, qual Alice, entrem na toca do coelho e que, depois de atravessarem esse túnel que as levará ao palco do AMAS – Auditório Municipal António Silva, aí encontrem uma série de personagens (a Lagarta, o Chapeleiro Louco, a Rainha Branca, a Rainha Vermelha, o Tweedledum e o Tweedledee, o Humpty Dumpty, dois Coelhos Brancos...), num cenário fantástico que convocará um dos cinco sentidos ou vários sentidos em simultâneo. Os atores Pedro Alves e Carolina Figueiredo, cocriadores deste espetáculo em parceria com o cenógrafo Pedro Silva, irão manipulando objetos, criando música ao vivo, interpretando algumas das mais reconhecidas personagens dos textos de Carroll, guiando os espetadores num espaço onde reina o absurdo e a estranheza, instalação cenográfica feita de luz, sons, cores, texturas e aromas, e onde os adereços de cena podem ser explorados pelo público, apelando sempre a formas diferentes de sentir e de agir. Duração | 45 minutos Classificação Etária | Para todos [ficha técnica e artística] Criação | Pedro Alves, Carolina Figueiredo e Pedro Silva Interpretação | Pedro Alves e Carolina Figueiredo Cenografia | Pedro Silva Ilustrações | Alex Gozblau Fotografia | Catarina Lobo Produção Executiva | Inês Oliveira Apoio técnico | Carlos Arroja Estrutura financiada por | DGArtes/ Governo de Portugal e Câmara Municipal de Sintra Apoios | 5àSEC Rio de Mouro, Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, União das Freguesias do Cacém e São Marcos, Correio de Sintra, Jornal da Região, Jornal de Sintra, Rodalgés e Europalco Produção | teatromosca Preçário 8€ [bebé + 1 acompanhante] 4€ [acompanhante extra]

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Joana Guerra Um Dia Serei Grande Espetáculo de teatro de marioConcerto a solo, vionetas para toda a família loncelo, voz e eletrónica & Gil Dionísio - Con- Pela Baal17 tos e Lenga-Lendas 24 novembro, às 16h Concerto para violino 17 novembro, às 21h [nota biográfica] Joana Guerra

Joana Guerra, cantora e violoncelista, com um percurso artístico interessante entre a improvisação e a composição. Guerra alcança uma união iluminada entre a canção e a electro-acústica que estabelece em ‘Cavalos Vapor’ – segundo disco a solo com edição da Revolve – um tratado de encanto. Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico. É das intérpretes mais transversais no universo lisboeta e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro, na dança ou na colaboração intensa com os nomes mais relevantes da cena de improvisação livre. Gil Dionísio

Gil Dionísio, artista multidisciplinar, criador com um leque de propostas que oscilam entre a escrita, a composição para variados mediums, a música, as artes performativas, o ensino, o teatro e a dança. Prepara-se para lançar em 2018 o segundo álbum de Pás de Problème e da Criatura. Tal como a criação de uma nova editora dedicada à música experimental, a Olympo, onde serão lançados três novos álbuns: Gil Dionísio & Joana Guerra, Neighbours e Tripa. Em 2019 será a estreia da banda Gran Pecador (o álbum será editado pela Exotic Underground) tal como o álbum a solo para violino (editado pela Olympo). Duração | 120 minutos Classificação Etária | M/6 Preçário 5€ [preço unitário normal] 3€ [menores 25 anos, maiores 65 anos, desempregados, pessoas com deficiência, estudantes] preço unitário normal] Portadores do CAES - Cartão das Artes do Espetáculo de Sintra podem usufruir do desconto 2 bilhetes pelo preço de 1 normal (excepto nos espetáculos de teatro para bebés)

[sinopse]

João nasceu num susto sem saber como. Enquanto se constrói, ganha a consciência de que é necessário fazer escolhas e de que existem regras para cumprir. Vai para a escola para aprender e para descobrir quem é. Aprende a ler, aprende a matemática, fica a saber que há coisas que não sabe, e que existirá um futuro onde nem sempre as coisas serão fáceis. Depois vai viajar. Descobre-se mais um pouco, e descobre que o mundo é muito grande e nele vivem muitas e diferentes pessoas. E ele, tal como os outros, um dia crescerá, um dia terá uma profissão, um dia será uma parte transformadora da sociedade. Um dia será grande. Duração | 45 minutos Classificação Etária | M/6 [ficha técnica e artística] Criação Coletiva Encenação | Rui Ramos Interpretação | Filipe Seixas e Marisela Terra Adereços e construção de marionetas | Coletivo Cenografia | Ana Rodrigues e Ivan Castro Fotografia | Baal17 Design Gráfico | Verónica Guerreiro/ Bloco D – Comunicação e imagem Direção de produção | Sandra Serra Produção Executiva | Hugo Fernandes Gestão | Rui Ramos Preçário 5€ [preço unitário normal] 3€ [menores 25 anos, maiores 65 anos, desempregados, pessoas com deficiência, estudantes] preço unitário normal] Portadores do CAES - Cartão das Artes do Espetáculo de Sintra podem usufruir do desconto 2 bilhetes pelo preço de 1 normal (excepto nos espetáculos de teatro para bebés)

teatromosca

AMAS - Auditório Municipal António Silva Shopping do Cacém,

Rua Coração de Maria, nº1 2735-470 Cacém tel. > [351] 914 616 949 | 963 403 255 email > teatromosca@gmail.com site > teatromosca.weebly.com


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ENCANTAR

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CLIENTES ESPECIALISTA INTERNACIONAL VAI ESTAR EM PORTUGAL PARA ENSINAR A ENCANTAR CLIENTES

Sérgio Almeida é uma das maiores referências na área do atendimento ao cliente, é responsável pelo conceito de clientologia e pela implementação, no Brasil, do Projeto Encantar e da Escola de Encantadores de Clientes, vai palestrar a conferência “Encantar Clientes. Para vender e lucrar mais”, para ensinar a encantar clientes e a melhorar resultados. Há mais de 30 anos a trabalhar na área, Sérgio Almeida, para além de ser o responsável pelo desenvolvimento de conceitos como clientologia, ACM Marketing, KeepMarketing - fidelização do cliente, é professor, consultor, conferencista e autor de onze livros. Ajudar as empresas, empresários e profissionais da região a atrair, conquistar e sobretudo fidelizar clientes é o objetivo da presença do projecto em Portugal. “Hoje, o cliente quer mais do que ser simplesmente atendido, procura uma experiência junto do profissional, empresa ou marca e ganha quem tem a vantagem de encantar o cliente”, explica Sérgio Almeida, “Num mundo exponencial como o nosso, é preciso entregar uma experiência única e aqui a aplicação das técnicas de encantar clientes tem conseguido levar várias empresas a triplicarem as suas vendas”. Num mundo hipercompetitivo, o cliente é soberano e basta-lhe um toque no ecrã para es-

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colher a melhor opção de compra. É preciso por isso “oferecer a melhor alternativa nas suas mais variadas dimensões, inclusive no preço”. No entanto, para Sérgio Almeida, apesar do preço ser importante, “nunca foi, nem será, a única variável definidora por parte do cliente, mas sim o valor agregado. E é aqui que entra o conceito de encantamento”. O encantamento de clientes é um processo de aprendizagem corporativa que envolve todos os colaboradores da empresa, sem qualquer exceção. Segundo o especialista, “um profissional encantador é, antes de mais, proativo, o que implica não só determinadas caraterísticas, como uma ação baseada em princípios fundamentais que o vão conduzir pelo caminho lucrativo do encamentamento dos clientes”. Lisboa, Évora, Coimbra, Viseu e Braga foram os palcos escolhidos, durante o mês de dezembro, para a realização da conferência, ajudar as empresas a empreender este caminho potencializador do sucesso é o objectivo do projecto. Como diz Sérgio Almeida “as vendas não são o coração das empresas. O coração é o atendimento e sem atendimento não há vendas. Os empresários e os profissionais precisam de estar muito conscientes desta realidade - O Cliente encantado é o melhor vendedor do mundo”.


ECONOMIA & NEGÓCIO

“OS EMPRESÁRIOS E OS PROFISSIONAIS PRECISAM DE ESTAR MUITO CONSCIENTES DESTA REALIDADE - O CLIENTE ENCANTADO É O MELHOR VENDEDOR DO MUNDO”.

“ENCANTAR CLIENTES. PARA VENDER E LUCRAR MAIS” Lisboa | 05 de dezembro | 19h às 22h Lispolis Estr. Paço do Lumiar 44, 1600-546 Lisboa Évora | 07 de dezembro | 19h às 22h Hotel Vila Galé Évora Avenida Túlio Espanca, 7005-840 Évora Braga| 11 de dezembro | 19h às 22h Espaço Vita R. de São Domingos 94B, 4710-435 Braga Viseu | 12 de dezembro | 19h às 22h Hotel Montebelo Urbanização Quinta do Bosque, 3510020 Viseu Coimbra | 13 de dezembro | 19h às 22h Hotel Vila Galé Coimbra R. Abel Dias Urbano 20, 3000-317 Coimbra REVISTA VIVA SINTRA / NOVEMBRO 2018 / 37


SÉRGE

ENTREVISTA

ALM R

Revista Viva Sintra: Como surgiu o interesse nesta área do atendimento ao cliente?

Sérgio Almeida: Sou engenheiro mecânico de formação e pós graduado em administração de empresas pela Universidade Federal da Bahia. Entretanto sempre fui um educador, um apaixonado por ensinar e transmitir às pessoas como serem melhores e alcançarem melhores resultados na vida. A qualidade em serviços, o atendimento ao cliente, o servir ao Cliente, foi paixão à primeira vista. Sempre acreditei que o sucesso esta com aqueles que buscam oferecer o melhor de si, e como consequência, serem mais felizes e prósperos. Há 30 anos que ajudo as pessoas e empresas a desenvolverem a cultura de encantamento dos clientes. Hoje, na revolução 4.0, os robôs estão assumindo alguns postos de trabalho, vejo como

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nunca, que os profissionais/ empresas “normais”, medianas estão com problemas crescentes. A ordem é entregar uma experiência exponencial aos clientes, encantar. Quem não mergulhar nessa filosofia pratica, ficará para trás! R.V.S: Conte-nos a história do neologismo criado por si ‘Fanalizar’. Sérgio Almeida: A Clientologia é uma ciência viva de sucesso, como tal, vive em mutação. Buscar a Fidelização do Cliente é pouco. O Cliente fidelizado, compra sempre; mas um cliente-fã, é muito mais do que isso. Dai criei esse neologismo, mais adequado à procura da atualidade. Defino fidelização da seguinte forma, Fanalização é o processo pelo qual o Cliente encantado pelo atendimento, de serviços e produtos, se torna não apenas fiel, mas sim, um promotor, um fã, um verdadeiro vendedor ativo do produto/serviço ou marca.


GIO EIDA

ENTREVISTA

TEXTO: HENRIQUE BEZERRA FOTOS: DIVULGAÇÃO

R.V.S: Como se sente em voltar a Portugal? É um bom público?

R.V.S: Existe algum plano para o futuro que possa partilhar?

Sérgio Almeida: Adoro Portugal. Sinto-me perfeitamente em casa. Brasil, particularmente os estados da Bahia, onde nasci e vivo, é Portugal na essência, na alma. Começa pela construção, vai até ao espírito. Esta é a minha terceira temporada de eventos em Portugal. Estou ansioso para que chegue rápido. Tenho uma profunda convicção, de como aconteceu antes, oferecer uma extraordinária contribuição às empresas portuguesas e aos portugueses, de como evoluir nesse novo ambiente de negócios, onde se tornou indispensável oferecer uma experiência exponencial ao Cliente, e não vender de qualquer maneira. Enfim, mais do que a mente, torna-se imperativo não conquistar apenas o bolso, nem a mente, mas sobretudo o coração e alma do cliente.

Sérgio Almeida: Sim. Sigo firme na minha missão de promover e ensinar pratica lucrativa de encantamento dos clientes. Minha vivência e testemunha afiram categoricamente que encantar, mais que uma estratégia para se ser bem sucedido na vida e nos negócios, é um filosofia de vida lucrativa. Em 1993, idealizei a ciência da Clientologia.

R.V.S: O seu livro ‘príncipios para encantamento de clientes’ foi um sucesso, planeia escrever mais alguma obra? Sérgio Almeida: Sim. Nunca paramos. Surpresas estão em andamento. Em breve vamos ter excelentes notícias. R.V.S: Uma escola de encantadores de clientes em Portugal, é uma ideia possível? Sérgio Almeida: Claro que sim. Essa é a nossa meta. Só falta a data definida para a realização da primeira turma da ESCOLA de ENCANTADORES de CLIENTES em Portugal. Certamente faremos muitas. A Escola de Encantadores é um formação completa, em oito módulos, é uma essência prática transformadora. Temos relatos de empresários, que após a realização da Escola conseguiram resultados impressionantes, como exemplo Nubia Braga – Sócia-Diretora da FARMA ANIMAL – “Depois que realizei a escola de Encantadores de Clientes multipliquei por 3 (três) as minha vendas”.

“ A CLIENTOLOGIA É UMA CIÊNCIA VIVA DE SUCESSO, COMO TAL, VIVE EM MUTAÇÃO. BUSCAR A FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE É POUCO. O CLIENTE FIDELIZADO, COMPRA SEMPRE; MAS UM CLIENTE-FÃ, É MUITO MAIS DO QUE ISSO.” O meu sonho é que esta disciplina esteja na grade curricular de todos as faculdades do mundo, afinal, todos, sem exceção, têm clientes e precisam de saber relacionar-se com eles. Infelizmente, a educação segmentada e reducionista, em todo o mundo está em crise. Neste processo reformulação não podemos esquecer, que todos precisam ser capacitados para servir muito bem o outro, no caso o Cliente, razão de ser de qualquer empresa ou profissional. O desafio da expansão da Clientologia é grandioso, mas já começou, em 2016 foi realizada pela primeira vez no mundo a disciplina Clientologia no MBA de Vendas e Varejo, na Faculdade Ruy Barbosa, da DeVRY, um dos maiores grupos educacionais no mundo. Vamos introduzi-la em Portugal? Certamente que sim. Contem comigo, conto com vocês.

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O AUTO & MOTOR

250KM

ESTORIL TEXTO: REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

O grande final de época. O espirito de Endurance no seu melhor, com 4 turnos de condução, reabastecimentos e terminando ao pôr do sol. Seis das últimas sete corridas decorreram sempre sobre céu azul. Foi no Estoril, debaixo de chuva, que Ayrton Senna conquistou a primeira vitória da sua carreira. Foi também ali que Niki Lauda conquistou o seu último campeonato mundial. Foi também no Grande Prémio de Portugal que uma manobra “quente” de Senna viria a espoletar a mais famosa rivalidade da história da Fórmula 1.

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Estes foram apenas dois de muitos episódios historicamente relevantes passados no Estoril. Por se realizar em Novembro, numa época do ano em que é já impossível competir no Norte da Europa, nomedamente em Inglaterra, o Estoril Racing Festival é um evento Luso-Britânico que fecha a temporada com chave de ouro. Tendo iniciado o actual formato da prova em 2012, o evento tem vindo a crescer em popularidade e inscrições, motivando a realização de duas corridas, uma a decorrer no Sábado e outra no Domingo, para as viaturas até 1971 e até 1980 respectivamente. Uma vez mais,


FOI NO ESTORIL, DEBAIXO DE CHUVA, QUE AYRTON SENNA CONQUISTOU A PRIMEIRA VITÓRIA DA SUA CARREIRA. esta opção torna possível aos pilotos que assim o desejem, participar em ambas as categorias. A ronda do Estoril é particularmente especial por permitir experienciar todas as sensações de uma prova de resistência: a condução de cada carro pode ser partilhada entre dois a quatro pilotos, havendo turnos de condução e momentos de reabastecimento. Para abrilhantar ainda mais a experiência, a última hora de prova é realizada ao cair da noite, já com luzes acesas, bem ao estilo de uma prova de 24 Horas como a Le Mans ou Spa. É também uma oportunidade imperdível para aqueles que nunca guiaram à noite no Circuito do Estoril e um cenário incrível para espectadores e comitivas das equipas. Para os familiares e amigos que acompanham os pilotos, há ainda outro atractivo: o Circuito do Estoril encontra-se a escassos quilómetros de Lisboa, um dos destinos turísticos mais badalados nos últimos anos, sendo uma cidade segura, historicamente rica e simultaneamente muito moderna. ​ Há noite realiza-se o jantar de fecho do Historic Endurance de 2018, oportunidade para recordar os incidentes das provas e para descontrair entre familiares e amigos.

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AUTO & MOTOR

UM ESTILO PARA TODAS AS ESTAÇÕES:

TEXTO: DIVULGAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

CHEGOU O NOVO FIAT 500 COLLEZIONE Disponível a partir de 2 de novembro, com preços desde 17.120€.

A

companha as tendências, mas nunca sai de moda. A unicidade do Fiat 500 está também nos pormenores. Hoje, o modelo surge com novas vestes, mas tão genuíno como sempre. Depois da edição especial da primavera apresentada no último Salão do Automóvel de Genebra, é agora lançada, em estreia mundial, a nova edição es-

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pecial Fiat 500 Collezione dedicada ao outono. Mais uma vez, esta série do Fiat 500 celebra o estilo, o design, a proverbial iconicidade e a inimitável personalidade de um símbolo intemporal da elegância e criatividade italianas, sendo capaz de aquecer mesmo os mais frios meses do ano. A sensação de calor vem da combinação de cores, materiais e pormenores, que con-


quistará quem quer que deseje distinguir-se pelo inconfundível charme e aprecie uma estética irreverente e um estilo sem compromissos. Clientes modernos e conectados, que apreciem a cultura e o ambiente oferecidos pela cidade, e que gostem de se divertir, estão convidados a descobrir o novo Fiat 500 nos concessionários a partir de novembro, com preços que se iniciam nos 17.120€. Além disso, a publicidade “New 500 Collezione, styled by L’Uomo Vogue”, criada pela Leo Burnett e desen-

“O NOVO FIAT 500 COLLEZIONE CONTINUA A FELIZ TRADIÇÃO DO MODELO SE APRESENTAR AO PÚBLICO EM DIFERENTES E EXCLUSIVOS FIGURINOS. PERMANECER FIEL A SI PRÓPRIO É UM DOS SEGREDOS DA SUA ETERNA JUVENTUDE E DE MAIS DE 10 ANOS DE SÓLIDO SUCESSO” volvida em parceria com a revista de moda masculina líder a nível internacional, marca o início de um novo capítulo na moda. E também na aliança de duas marcas - Fiat 500 e L’Uomo Vogue - que fazem história nos respetivos campos. Esta não é a primeira incursão do 500 no mundo da moda. O seu design tem inspirado artistas e designers, que lhe têm dado interpretações desportivas, exclusivas e elegantes, criando séries especiais memoráveis e provando que um modelo tão apreciado, excitante e surpreendente consegue juntar mundos criativos extremamente diferentes. As muitas séries especiais incluem o 500 by Diesel, o primeiro de uma longa série, lançado exatamente há 10 anos, o 500C by Gucci em REVISTA VIVA SINTRA / NOVEMBRO 2018 / 43


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2011, o 500 Riva em 2016 e o 500-60th e Anniversario, criados para celebrar o sexagésimo aniversário do ícone da Fiat. Através destas versões, o Fiat 500 revolucionou as regras tradicionais do mercado, demonstrando que um automóvel de pequenas dimensões pode expressar-se em múltiplas linguagens – diferentes, mas unidas pelo sucesso. Hoje, o novo 500 Collezione toma o lugar do modelo lançado na primavera. Tal como as mais prestigiadas casas de moda, também o 500 apresenta duas coleções que refletem as estações do ano. Nova gama de cores sedutoramente elegantes Disponível em duas versões, berlina com teto de vidro, de série, e descapotável com capota maleável cinzenta, o novo 500 Collezione exibe cores de carroçaria exclusivas e originais, como a surpreendente combinação bicolor “Brunello”, em Bordeaux Opera e Cinzento Carrara, que evoca o glamour da moda e as cores outonais. O modelo está também disponível com pintura monocromática nas cores Bordeaux Opera, Cinzento Carrara, Cinzento Cortina e Preto Vesuvio. A nova tonalidade Cinzento Cortina faz a sua estreia nesta edição especial. A linha externa é enriquecida com um friso cromado no capô e uma linha de cintura em cor de cobre, a condizer com o acabamento das jantes de 16” em liga leve, de série. Por fim, a elegância do 500 é rematada com o emblema cromado “Collezione”, em itálico, que acrescenta um toque de estilo na porta da bagageira e reafirma a continuidade deste modelo face à versão primaveril. Estilo, tecnologia e motores O interior também sugere a ligação ao mundo da moda nos estofos com revestimento listrado em preto e bordeaux, com topo em vinil e logótipo 500 bordado a bordeaux. Evocando a linha de cintura externa, uma linha cor de cobre sobressai no tabliê, num tom a condizer com a carroçaria. Os tapetes pretos distin44 / NOVEMBRO 2018 / REVISTA VIVA SINTRA

guem-se pelo logo “Collezione”, também bordado a bordeaux. O estilo e a elegância podem ser levados para todo o lado com a exclusiva capa de chave em cor de cobre com o emblema “Collezione”. A atraente estética junta-se à tecnologia na nova edição especial 500, que oferece, de série, sensores de estacionamento, de chuva e de luminosidade, indo ao encontro das exigências dos clientes que procuram conforto, comodidade e segurança. O equipamento foi projetado para tornar a condução do dia a dia mais fácil e confortável. O novo Fiat 500 Collezione propõe ainda uma série de conteúdos opcionais, como rádio Uconnect 7” HD LIVE com integração com Apple CarPlay e compatibilidade com Android AutoTM, navegação integrada com mapas TomTom, ecrã de 7” TFT, o maior na categoria, e sistema de som Hi-Fi Beats, para uma experiência sonora premium. Por fim, é possível escolher entre dois motores a gasolina E6D - o experimentado e testado 1.2 de 69 cv, também disponível com dupla alimentação a gasolina


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e GPL, caixa de velocidades robotizada Dualogic e comandos de patilhas no volante, e o motor TwinAir 0.9 cm3 de 85 cv.

recorde com 142 000 unidades comercializadas na Europa*, fazendo com que estes sejam os seus melhores oito meses de sempre.

Android Auto, Google Play e Google Maps são marcas registadas da Google LLC. Apple CarPlay é uma marca registada da Apple Inc.

* total Fiat 500 e Abarth 500

Sempre na moda O novo Fiat 500 Collezione continua a feliz tradição do modelo se apresentar ao público em diferentes e exclusivos figurinos. Permanecer fiel a si próprio é um dos segredos da sua eterna juventude e de mais de 10 anos de sólido sucesso. Atualmente, o icónico Fiat 500 é tão global como sempre, com oito em cada 10 exemplares a serem vendidos fora de Itália. É líder do segmento A, agora no seu décimo primeiro ano, confirmando mais uma vez o seu domínio na Europa e classificando-se entre os três primeiros do segmento em nada menos que 16 países nos primeiros oito meses do ano. Mais uma vez, o 500 bateu o seu próprio REVISTA VIVA SINTRA / NOVEMBRO 2018 / 45


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