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Couto, + Gedel um senhor exemplo

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Campus Vivant:

+ o seu melhor lugar Elegância e conforto

+ das casas de madeira

Renato Teixeira e SĂŠrgio Reis

Amigos dentro e fora dos palcos

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EDITORIAL

Mais para você

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izem que quanto mais temos, mais queremos. Em alguns aspectos, a afirmação é verdadeira e positiva, sobretudo quando se fala de informação. Quanto mais

informação, melhor. Buscamos, a todo tempo, melhor qualidade de vida e, para isso, é imprescindível ter o hábito de boas leituras, uma das melhores fontes de informação. Temos que buscar sempre mais conteúdo, mais conhecimento, e isso se torna melhor, ainda, quando os encontramos naturalmente. Vitória da Conquista vive um novo tempo e precisa de novos ares comunicacionais. Empreendimentos ousados apostaram na cidade, como o Campus Vivant Club Residence, e, junto com ele, oferecemos um meio de comunicação à altura da cidade e do seu novo padrão de vida. Nasce, então, a revista Vivant: uma nova forma de se comunicar com as pessoas que fazem a cidade. Ousada, sofisticada e, principalmente, comprometida com a informação, a Vivant nasceu para representar Vitória da Conquista e apresentar histórias de pessoas que fazem a cidade e que contribuem com o seu desenvolvimento. Nesta primeira edição, apresentamos um pouco de tudo o que está por vir nas próximas edições, com temas que irão agradar a quem ama Vitória da Conquista, a quem tem bom gosto e a quem apregastronomia, dos lugares e, principalmente, das pessoas. São assuntos que dialogam com os conquistenses, da primeira à última página da revista. A Vivant chega para dar mais informação e conteúdo ao seu dia a dia. Explore-a e aproveite o que a vida lhe dá a mais!

FOTO CAPA: DIVULGAÇÃO

cia a arte de viver bem, desfrutando do melhor da cultura, da

EXPEDIENTE PRODUÇÃO R

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ABRIL DE 2014 Nº I ANO I www.revistavivant.com.br PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL DO CAMPUS VIVANT CLUB RESIDENCE

mondo REDAÇÃO AILTON FERNANDES FOTOGRAFIA MICAEL AQUILLAH TIRAGEM 10.000 EXEMPLARES

PUBLICIDADE E COMERCIAL publicidade@revistavivant.com.br ATENDIMENTO AO LEITOR atendimento@revistavivant.com.br ASSINATURA PARA RECEBER A REVISTA VIVANT ENVIE EMAIL PARA assinatura@revistavivant.com.br


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INDÍCE

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INOVAÇÃO 32

CAMPUS VIVANT oferece um novo estilo de vida para Vitória da Conquista.

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CLUBE HÍPICO de alto padrão para amantes da montaria.

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COMPLEXO AQUÁTICO é opção de lazer para todos os dias.

70

ESPORTES em diferentes modalidades por melhor qualidade de vida.

80

VILA reúne serviços exclusivos dentro do condomínio.

86

CONTATO COM A NATUREZA aumenta a autoestima de toda família.

PERSONAGENS 16

SÉRGIO REIS E RENATO TEIXEIRA trazem para os palcos amizade de longa data.

24

GEDEL COUTO fala sobre a trajetória empresarial de sucesso.

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LUCIANO MAGNAVITA, apaixonado por cavalos, é o segundo criador de mangalarga mais premiado do Brasil.

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ADILSON SANTOS dedica-se à arte há quase 50 anos.


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BOM GOSTO 50

MODA para o outono e o inverno com a elegância da marca Dudalina.

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CARRO para quem gosta de sofisticação em cada detalhe, o Mini Cooper.

66

VINHOS exigem bons apreciadores para melhor desfrutar o sabor da bebida.

76

GASTRONOMIA do cheff André Chequer agrada aos paladares mais exigentes.

40

OBJETOS de decoração, relógios e acessórios esportivos.

86

VIVER BEM 36

ARQUITETURA sustentável das casas de madeira conquista o Brasil.

62

VIAGEM para a Europa e conheça lugares incomuns, mas cheios de charme.

82

BEM-ESTAR para a vida toda, a prática de atividades físicas é recomendada para todas as idades, de crianças a idosos.

94

TECNOLOGIA faz da sala de casa uma verdadeira sala de cinema.


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MURAL VIVANT

PARCERIA CAMPUS VIVANT E CACAU SHOW - No início do ano, os

nos do empreendimento como forma de desejar a todos um

clientes do Campus Vivant Club Residence foram surpreen-

ótimo 2014, lembrando que a vida deve ser aproveitada como

didos com um delicioso presente, uma caixa de chocolates da

se já estivessem usufruindo das inúmeras opções de lazer e

marca Cacau Show. O mimo foi enviado aos futuros condômi-

de entretenimento que terão dentro do Campus Vivant.

DUPLICAÇÃO DA BR-116 – A BR-116, trecho que liga Vitória da Conquista a Cândido Sales, terá 38 km de pista duplicada (até a BA-263, entrada para Belo Campo). A obra será feita pela concessionária responsável pela administração da rodovia, a Via Bahia, e deve ser iniciada ainda no primeiro semestre desse ano, de acordo informações

FOTO: AGECOM BA

do governo estadual. A empresa tem feito a duplicação da BR-116 em alguns dos seus trechos, instalando radares para controle de tráfego e de velocidade, fazendo melhorias na sinalização e com a instalação de novos pontos de iluminação.


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FOTO: ASCOM CMVC

LEI MUNICIPAL AUTORIZA CAMPUS VIVANT – A Câmara Municipal de Vitória da Conquista aprovou, no dia 2 de abril, a lei de número 1975 que transforma a área do Campus Vivant Club Residence em área urbana específica. Com a lei, o município autorizou o parcelamento do solo, na modalidade de loteamento fechado, para fins de lazer de campo. A lei foi aprovada por unanimidade pela Câmara. Antes da aprovação, vereadores da cidade, integrantes da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, visitaram a área do empreendimento a fim de analisar a proposta do executivo. A lei já foi assinada e sancionada pelo prefeito Guilherme Menezes e publicada no Diário Oficial do Município.

MEDICINA NA UFBA – A partir de 2015, o campus de Vitória da Conquista da Universidade Federal da Bahia (Ufba) vai contar com curso de Medicina. De acordo a instituição, já foi aprovada a contratação de professores e de técnicos-administrativos para atender ao curso. Atualmente o campus da Ufba, em Conquista, oferece os cursos de Biotecnologia, Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia e Nutrição. O curso de Medicina será o segundo da cidade - o primeiro foi implantado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em 2004. O Enem e o Sisu são as únicas formas de ingresso na instituição federal.

ESPAÇO CONCEITO – O Campus Vivant Club Residence está em um novo espaço para relacionamento com clientes. O Espaço Conceito Campus Vivant fica localizado numa das regiões mais nobres da cidade, na avenida Olívia Flores, trecho da estrada para a Uesb, próximo ao Colégio Oficina. No espaço, o empreendimento montou uma superestrutura com um belo jardim, projetado pela paisagista Cláudia Rizo, e área externa para receber diversos tipos de eventos, como exposições de arte, feiras e mostras. A abertura do Espaço Conceito contará com a exposição de obras do artista plástico Adilson Santos, artista em destaque nesta edição da Revista Vivant. Em breve, os visitantes poderão ver a maquete do Campus Vivant e todos os detalhes do empreendimento.


MURAL VIVANT

noVa Data – O show Amizade Sincera, dos cantores Renato Teixeira e Sérgio Reis, promovido pelo Campus Vivant Club Residence para convidados e clientes, teve sua data alterada por um motivo mais que especial. No dia 31 de maio, data que aconteceria o show, acontece o casamento da filha do cantor Sérgio Reis. Tendo conhecimento do entrave, o Campus Vivant aceitou a mudança do contrato para o dia anterior. Agora, Sérgio Reis e Renato Teixeira estarão na cidade, com exclusividade para os futuros moradores do Campus Vivant, no dia 30 de maio.

CaPeLa PaRa iRMÃ DULCe – Vitória da Conquista é a primeira cidade do interior da Bahia a erguer uma capela dedicada à Bem-aventurada Dulce dos Pobres, a Irmã Dulce, que foi beatificada em maio de 2011 pelo Papa Bento XVI. A capela foi construída no bairro Candeias (Inocoop I), por iniciativa de católicos da Paróquia Nossa Senhora das Candeias e com FOTO: SECULT-BA

apoio do pároco, o padre Estevam Santos, recentemente ordenado bispo para a Arquidiocese de São Salvador. Por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, Irmã Dulce é conhecida como o Anjo do Bom aRQUiVo eLoMaR – A obra do menestrel Elomar Figueira será reunida em um espaço, na Fazenda da Gameleira, e aberta a todo o público, de pesquisadores a admiradores do seu trabalho. Partituras, rascunhos de canções, vídeos, fotografias, recortes de jornais e revistas, um diário pessoal, roteiro de filmes, desenhos, projetos de arquitetura e cartas integram o acervo do Arquivo Elomar Figueira. Muita coisa que o público nunca teve acesso poderá ser vista no espaço, que será erguido e organizado pela Fundação Casa dos Carneiros com o apoio do Itaú Cultural. O projeto arquitetônico da sede do Arquivo é assinado pelo próprio Elomar, em integração com o ambiente da fazenda e, sua forma circular, reproduz o curral de carneiros já existente.

da Bahia.


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CAPA

Amizade sincera

Renato Teixeira e Sérgio Reis celebram amizade de décadas através da música

P

arceiros na música, amigos na vida. Assim é a re-

Lavraz, filhos de Renato, e Paulo Reis, filho de

lação entre os cantores Renato Teixeira e Sérgio

Serjão, integram a banda que acompanha a

Reis, que apresentam o show “Amizade Sincera”, em

dupla na turnê.

Vitória da Conquista, no próximo mês de maio. Eles se conheceram na década de 1970 quando iniciavam a carreira musical em São Paulo. Hoje, dividem o palco e emocionam

Renato e Sérgio são vizinhos, moram entre as árvores e os passarinhos da serra da Can-

plateias com canções que falam de amor e de amizade.

tareira, zona norte de São Paulo, a menos

As canções, que encantam o público, muitas vezes nascem

e a 30 minutos da capital paulista. Os can-

de encontros informais, quando um vai à casa do outro para tocarem viola, contarem causos e comerem churrasco ou tomarem café. A intensidade da relação é tanta que os filhos cresceram juntos, são amigos desde a infância e até entraram para o mundo da música. Chico Teixeira e João

de um quilômetro de distância um do outro tadores Zé Geraldo e Almir Sater também integram a vizinhança e compartilham das produtivas rodas de viola. Quando eles se conheceram, Sérgio Reis já


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era famoso em virtude do sucesso “Coração de Papel”, um

a amizade e ajudou a projetar, no início da dé-

dos clássicos da Jovem Guarda. Renato já havia gravado

cada de 80, ainda mais o nome do amigo no

discos e dividido uma música com Gal Costa, também ini-

cenário nacional. De lá pra cá, a parceria se

ciante. Na época, ele buscava encontrar seu lugar ao sol,

intensificou em forma de amizade.

como cantor e compositor. Na busca por intérpretes para

Renato Teixeira e Sérgio Reis têm em comum

suas canções, Renato acreditava que ter uma música gra-

a paixão pela música de raiz, que fala dos

vada pelo Sérgio Reis seria uma honra, pois ele já era um

sentimentos, que emociona o público e que,

dos fenômenos no mercado fonográfico.

depois de ser ouvida, é difícil de ser esquecida.

Foi com “Sina de violeiro” que a parceria teve início no final

Como não se lembrar, por exemplo, de can-

da década de 1970. Com “Romaria”, canção escrita por

ções como “Tocando em frente” e “Filho Ado-

Renato e já gravada por Elis Regina, Sérgio Reis consagrou

tivo”? E, para eles, não importa o rótulo, po-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

dem chamar de música caipira ou de música sertaneja rural. O que a dupla quer é cantar o Brasil da sua forma mais bela, a mais simples que existe, falando das coisas da nossa terra e da nossa gente, por isso continuam correndo trecho, mas mantendo o contato com a natureza. Deve ser esse o segredo! AMIZADE SINCERA - Apesar das décadas de amizade, foi só em 2010 que Renato Teixeira e Sérgio Reis resolveram gravar um disco em parceria. O CD e DVD “Amizade Sincera” foi gravado em São Paulo com a participação da dupla Victor e Léo e da cantora Paula Fernandes reunindo sucessos da carreira dos dois cantores, como “Menino da porteira” e “Amanheceu, peguei a viola”. Uma semana após o lançamento, já havia ultrapassado 40 mil cópias vendidas e, em 2011, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria melhor dupla regional. A dupla pretende gravar um novo disco em parceria.


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CAPA / PERFIL

Renato Teixeira Natural de Santos, 67 anos. Um dos grandes compositores da música popular brasileira, Renato é autor de “Romaria”, que foi apresentada ao Brasil na voz de Elis Regina, em 1977, e regravada mais de 450 vezes. “Tocando em frente”, “Frete” e “Amanheceu, peguei a viola” são algumas das suas músicas mais conhecidas. Para Sérgio Reis, ele é um irmão que a vida lhe deu. No Festival da Record de 1967, Gal Costa e Roberto Carlos apresentaram-se cantando músicas de Renato Teixeira, “Dadá Maria” e “Madrasta”, respectivamente. Em São Paulo, na década de 1960, Renato frequentava o mesmo bar que Caetano Veloso, Chico Buarque e Geraldo Vandré. Antes de entrar definitivamente para o mundo da música, Renato ingressou na faculdade de Arquitetura, mas não concluiu o curso. Durante alguns anos da década de 1970, o compositor atuou no mercado publicitário, fazendo jingles de sucesso, na época. “Você cantou a sua Asa Branca”, disse Luiz Gonzaga a Renato ao ouvir a música “Romaria”. Entre os tantos parceiros de Renato Teixeira está o cantador Xangai, com quem gravou o disco “Aguaraterra - ao vivo”, em 1993. Ele também já cantou com Elomar, em 1997, no show “Cantoria Brasileira”. Além do show “Amizade sincera”, o cantor apresenta-se pelo Brasil, atualmente, ao lado dos dois filhos, com um repertório mais intimista, com clássicos da carreira, sob nova roupagem.


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Sérgio Reis Natural de São Paulo, 72 anos. Seu primeiro sucesso foi “Coração de Papel”, de 1967. Ao longo da carreira, já gravou mais de 50 discos. “Pinga ni mim” e “Panela velha” estão entre as músicas que não faltam em suas apresentações. É carinhosamente chamado de Serjão e, para o amigo Renato Teixeira, ele alcançou o mesmo patamar de Luiz Gonzaga no panorama da música brasileira. Além de cantar e de compor, Sérgio Reis participou, como ator, nas novelas “Pantanal”, “A história de Ana Raio e Zé Trovão” (Manchete), “Paraíso” e “O rei do gado” (Globo). O seu disco de 1981, “O melhor de Sérgio Reis”, vendeu mais de um milhão de cópias. No seu primeiro DVD, “Sérgio Reis e filhos - violas e violeiros”, o cantor gravou a música “Arrumação”, de Elomar. Sérgio Reis é o artista brasileiro com mais indicações para o Grammy Latino. A dupla Victor e Léo, antes de galgar a fama, cantava na churrascaria de Sérgio Reis, “O rancho do Serjão”, recebendo R$ 300 por noite. O cantor recebe três salários mínimos de aposentadoria pelo INSS. “Por isso continuo cantando”, brincou ele quando falou sobre o assunto, em entrevista.


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CAPA / ENTREVISTA

Vizinhos, compadres e, sobretudo, amigos Como nasceu a amizade entre vocês?

No show “Amizade Sincera”, os seus filhos estão

Renato Teixeira - Nós nos conhecemos no começo dos anos

entre os músicos. Ficaram surpresos quando eles

70. Quando eu gravei meu primeiro disco, o Sérgio já tinha atin-

resolveram seguir esse caminho?

gido um grande sucesso com a música “Menino da Porteira”

Sérgio - A música veio no sangue, eles cresce-

e eu estava chegando com “Romaria”. Ficamos amigos, desde

ram juntos e perto dos pais. É o que eles viram

então. Através desse vínculo da música, a gente foi criando essa

e hoje tocam moda de viola como se fossem

amizade.

caipiras do interior mesmo, então, devido à convivência que tiveram com os pais, não tem erro.

Como vocês fazem para construir laços mais sólidos e não apenas uma parceria musical? Sérgio Reis - Nosso convívio vem de uma luta, mas sem nenhuma força, é natural. A gente está sempre junto, um passa na casa do outro para tomar café e falar do que está fazendo. Dia desses, ele me ligou para eu passar na casa dele, daí eu disse que não ia poder porque estava viajando

<< Precisamos manter a cultura musical do país em cima, senão vai virar tudo sertanejo universitário >> Sérgio Reis

para outra cidade e ele disse que iria assar uma costela, mas ele guardou e daí tive que passar na volta pra comer

Renato - E quando foi para fazer o “Amizade

da costela dele [risos].

Sincera” a gente resolveu colocar todo mundo no palco, esse foi o mote do projeto, mas

Porque demoraram tanto para gravar um disco em parceria?

foi para entrelaçar as famílias mesmo, o que

Sérgio - Tudo acontece no seu tempo. A gente estava sem-

foi bem agradável, muito bom.

pre cantando juntos, até por conta de morarmos próximos, e sentimos a necessidade de registrar isso, de mostrar o que

De que forma o contato com a natureza influen-

é uma amizade sincera, forte e para dar o exemplo também.

cia, inspira, vocês? Sérgio - Onde a gente mora, o sagui vem

Existe projeto para novo trabalho, juntos?

pegar banana na nossa mão. Estamos

Renato - Já estamos programando, fazendo reuniões para o

em pleno contato com a natureza. A gen-

“Amizade Sincera 2”. Eu e o Sérgio somos uma espécie de

te acorda com os pássaros cantando, não

curadores do repertório tradicional da música caipira, nós

tem sirene de polícia, nada disso. Nossos

conhecemos bem isso e a proposta do “Amizade” é a gente

terrenos são grandes, estamos dentro de

se juntar para cantar esse repertório de músicas consagra-

uma mata. É uma coisa gostosa de se vi-

das, que o povo quer ouvir na voz do Sérgio e aquelas que

ver, quando se acostuma nessa vida, você

gostam pela minha orientação como compositor.

não quer outra coisa.


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Renato - O mais importante é você se cultivar como pes-

Elomar eu já desligo a chave, se for pensar

soa, como ser humano, entender a vida e existir de uma

muito nisso você se intimida um pouco. É

forma elegante, discreta e eficiente. E nós cantores te-

uma “responsa”, mas eu me sinto confortá-

mos que fazer isso, temos que dar nível musical para as

vel por ser convidado a ir aí, isso me envai-

pessoas existirem com mais dignidade e para compen-

dece, é uma honra.

sar a vergonha política que o mundo passa ultimamente. Sérgio - O povo quer nos ouvir cantar, mas Vocês irão tocar juntos, pela primeira vez, na terra do Elomar

precisamos manter a cultura musical do

Figueira, que é um referencial para vocês. Esse show vai ser

país em cima, senão vai virar tudo sertane-

mais especial, por isso?

jo universitário e daí não dá. Eu e o Renato

Renato - O Elomar é um menestrel da humanidade. A ar-

temos essa preocupação de estar sempre

quitetura dele com as palavras é incomparável. No Brasil,

atentos a isso que o Elomar também tem,

nunca ninguém, na música brasileira, atingiu o nível de

uma capacidade maravilhosa de resgatar

sofisticação poética mantendo as tradições culturais das

essas culturas que não podem cair no es-

suas origens. Quando penso que vou tocar na terra de

quecimento.


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ENTREVISTA

Gedel Couto: Engenheiro pela vida


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e São Miguel das Matas, Gedel Couto chegou com os pais a Vitória da Conquista, aos 11 anos de idade, em 1961.

Veio para estudar numa época em que a Rio -Bahia ainda não era asfaltada, o lado oeste da cidade praticamente não existia e as últimas casas concentravam-se na região da atual pracinha do Gil. O seu sonho era se tornar engenheiro, mas fez contabilidade e administração. Tornou-se um homem de negócios respeitado pela sociedade conquistense, sobretudo, por ser honesto e sincero em tudo o que faz. Ele viu a cidade crescer e colaborou com o seu desenvolvimento, principalmente na região da avenida Olívia Flores, onde começou a investir em terrenos na década de 1980. Um exemplo para a família e para muitos empresários, o senhor Gedel conquistou confiança e credibilidade ao longo dos anos dedicados ao trabalho. Hoje, ele é um amigo conselheiro de muitos empreendedores que investem em Vitória da Conquista. Ajuda a construir sonhos e a alicerçar histórias de vida. Um verdadeiro engenheiro formado pela vida. Durante um descontraído bate-papo, Gedel contou à revista Vivant um pouco da sua história e da trajetória profissional que o tornou um nome de referência na cidade quando se fala de empreendedorismo e realização.


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Como era a vida em São Miguel das Matas e como saíram de lá? Em São Miguel das Matas, tínhamos uma vida simples, na roça. Meu pai tinha um mercadinho e fazíamos algumas plantações, sempre na terra dos outros, não tínhamos condição de possuir terra. Viemos para Conquista em janeiro de

FOTOS: MICAEL AQUILLAH

ENTREVISTA

1961. Meu pai comprou uma pequena lanchonete que existia na avenida Régis Pacheco e veio a família toda - eu, meus pais e sete irmãos - e aqui nasceram mais quatro irmãos. O pensamento era sair de lá porque uma professora do segundo ano do primário disse ao meu papai e a minha mamãe que os seus filhos eram muito inteligentes e que deveriam procurar uma cidade maior, para podermos estudar.

<< Uma coisa muito boa também é você poder chegar numa casa e, no quintal, encontrar pé de jaca, manga, laranja, banana, caju >> O senhor mantém uma relação de afeto com a sua cidade natal?

lado só havia casas até a avenida Régis Pacheco. O Alto Maron já existia quase na sua totalidade e o bairro Jurema também, só que um bairro bem mais humilde. No Sumaré já havia

Eu adoro ir a São Miguel! É uma cidade pequenininha, onde

algumas poucas casas. Já existia uma peque-

todo mundo se conhece. Quando eu posso, estou por lá.

na feira, depois da Rio-Bahia, mas a feira de

É muito gostoso visitar a cidade, porque eu volto para o

roupas era na avenida Lauro de Freitas, onde

passado que meus pais viveram. Ainda tenho parentes e

hoje é o terminal de ônibus. A feira de comidas

amigos dos meus pais morando lá, são aqueles velhinhos

e de produtos alimentícios ficava onde é, hoje,

de 90 e 100 anos, que nos contam cada história da roça,

a praça da Bandeira. A família toda ajudava na

histórias que nos mostram a criatividade de uma juven-

lanchonete do meu papai, que ficava numa das

tude que não tinha rádio nem televisão. Uma coisa muito

últimas casas da Régis Pacheco. Lá havia basi-

boa, também, é você poder chegar numa casa e, no quin-

camente mingau, caldo-de-cana e banana fri-

tal, encontrar pés de jaca, manga, laranja, banana, caju,

ta. Era um ponto onde as pessoas que vinham

jaboticaba, abacate, fruta pão. É só pegar uma faca e ir

da roça faziam um pequeno lanche, não vendia

comer a fruta tirada do pé. Isso me dá uma paz enorme!

bebidas como cerveja e cachaça.

Como era Vitória da Conquista, quando vocês chegaram aqui?

Assim que chegaram, os filhos começaram logo a

Eu tinha 11 anos. A cidade terminava na praça do Gil, onde só havia três mansões e um campo para jogar bola. Do outro

estudar e a ajudar os pais, na lanchonete? Sim. Os maiores já ajudavam a cortar lenha


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e a raspar cana. Foi o meu primeiro contato e o do meus

cuidava de financiamento de caminhões e do

irmãos com um negócio, mas não deixamos de estudar.

relacionamento com os bancos; cinco anos

Nós estudávamos no Colégio Anísio Teixeira, que era o co-

depois, eu me tornei diretor, cargo que ocupo

légio mais próximo da lanchonete. Depois fiz a admissão

há 44 anos. Em determinado momento, co-

ao ginásio, que era praticamente o vestibular de hoje, para

mecei a diversificar as atividades, a comprar

entrar na Escola Normal e, passado algum tempo, fiz o

e a vender terrenos e a criar loteamentos, o

curso de Contabilidade e, depois, o de Administração.

que continuo fazendo, até hoje.

Quando o senhor iniciou a carreira profissional?

<< Em determinado momento, comecei a comprar e vender terrenos e criar loteamentos, o que continuo fazendo até hoje >>

Fiz um teste para trabalhar como terceirizado, no Banco Português do Brasil (instituição incorporada pelo Banco Itaú, em 1973) e passei, trabalhei lá, de 1968 a 1970. Eu prestava serviço para o Clube Social Conquista, pois o banco havia financiado as piscinas que existiam no clube. Fiquei lá pelo clube por quatro meses e depois fui contratado pelo banco. Comecei como auxiliar de escriturário e

Como entrou no ramo imobiliário?

em noventa dias me tornei escriturário; com 150 dias me

Em determinado período da vida, pegava mi-

tornei chefe de carteira e com um ano era subcontador.

nhas economias e começava a comprar al-

Um ano depois, fui nomeado contador do Banco Portu-

guns terrenos, que às vezes eu trocava por

guês de Feira de Santana, mas fui convidado pela Com-

outros maiores e começava a construir pré-

veima, com um salário semelhante, e optei por ficar em

dios, em associação com alguma construto-

Conquista. Na Comveima, entrei como chefe de departa-

ra, o que me fez crescer no ramo imobiliário.

mento de cobrança; fui coordenador do setor de vendas,

Já existem dezenas de prédios construídos em Conquista com a nossa participação. Percebi que tinha escolhido o ramo certo quando essas construtoras começaram a nos procurar. Entramos no ramo na hora certa, compramos terrenos em locais onde ninguém acreditava que poderia ter desenvolvimento. O senhor é responsável, mesmo que indiretamente, pela realização de alguns empreendimentos na cidade. Quais são eles? Posso dizer que sou muito feliz por ter contribuído com o nascimento de vários empreendimentos e empresas. Tive a oportu-


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nidade de fazer associações com Paulo Andrade, João

vidamos alguns parceiros para nos apoiar a

Barreto, Flávio Tavares e Márcio Prado. Já tive parcerias

na realização desse empreendimento, que

com a E2 Engenharia e com algumas empresas de Salva-

é um desejo e um sonho de vê-lo tornar-se

dor, como a Gráfico Engenharia, com quem construímos

realidade. Eu quero morar lá e ter um lugar

os cinco condomínios da linha Vog. Em outros momentos

para encontrar bons amigos e poder andar

cedemos terrenos para a prefeitura fazer avenidas dentro

de bicicleta, de charrete, jogar tênis, peteca,

de loteamentos. Junto com a Ecosane, abrimos mão de

andar a cavalo. Vai ser uma área especial

um pedaço do loteamento Itamarati para ceder lugar ao

para proporcionar lazer aos nossos filhos

Cemae e à Ufba e fizemos a doação do terreno para o

e netos usem a interferência de estabeleci-

Tribunal Regional do Trabalho.

mentos vizinhos que nos causem descon-

E como surgiu o conceito do Campus Vivant?

forto ou transtornos. É um lugar onde podemos morar com tranquilidade e usufruir de

A cidade tem poucas opções de lazer. O lazer do conquis-

finais de semana de lazer, com segurança.

tense ainda é o barzinho e a cerveja, não existe um lugar

O Campus Vivant é o maior empreendimen-

aprazível que ofereça condições para se ter um final de

to imobiliário de Conquista e do interior da

semana gostoso. Pensando nisso, há três anos contra-

Bahia, na área residencial e de lazer, e isso

tamos uma consultoria que nos orientou para o investi-

me anima muito.

mento numa área que pudesse contemplar um empreendimento de final de semana, de lazer e de residência, como um clube de campo. Há dois anos compramos uma

O senhor considera que Vitória da Conquista é uma boa cidade para se viver?

fazenda de três milhões de metros quadrados, distante

Conquista é uma cidade maravilhosa, aben-

15 km do anel viário com acesso pela Rio-Bahia, e con-

çoada. Eu tive a oportunidade de ir para a Mercedes, de Belo Horizonte e de Salvador, e não quis sair desta terra, porque é maravilhosa, tem um clima espetacular e um povo acolhedor, com um progresso bonito. Nós tivemos a sorte de ter um bom povo, o que permitiu a Conquista crescer de forma planejada e criar oportunidades comerciais para milhares de pessoas, como as da minha região, de São Miguel das Matas, como de todo o sertão baiano e de vários lugares de Minas Gerais. Hoje é uma cidade bonita, nós temos que aplaudir e apoiar sempre com vistas ao progresso, além de oferecer um nível de estudo muito bom, o que facilita o profissionalismo do cidadão.


O senhor sempre foi muito dedicado ao trabalho, como faz para conciliar com a vida pessoal e o convívio familiar? Eu trabalhei muito e até demais. Foram centenas de sábados e de domingos e feriados dedicados ao trabalho. Sempre fui muito família, casado, feliz, mas te digo que tenho uma frustração por não ter tido a oportunidade de jogar gude com meus garotos, de andar de bicicleta com eles e de ter ido às festas do Dia dos Pais porque o trabalho não deixava. Esse é um pecado que eu tenho por consequência de uma opção. Não por maldade, mas por causa do trabalho você acaba se esquecendo do lado recreativo com a família. Hoje, tenho três netas e com elas eu brinco, ando de bicicleta, brinco de esconde-esconde e até entro na casinha das bonecas. Agora tenho que ter tempo, senão o negócio fica feio… [risos].

<< O Campus Vivant é o maior empreendimento imobiliário de Conquista e do interior da Bahia, na área residencial e de lazer >> O projeto de vida e os sonhos acalentados na juventude foram realizados? Na época do ginásio, eu ficava admirado ao ver algumas

dessa dificuldade de crescer nos estudos por

construções. Isso me despertou a curiosidade e o desejo

causa do trabalho, eu optei por ser contador

de ser engenheiro. Fui para o banco para ganhar um salá-

de empresa, como fui do banco e da Com-

rio mínimo, saindo de um trabalho que ganhava, em média

veima. Mas meu objetivo era ser engenheiro

dois salários, justamente porque no banco eu poderia cres-

e ainda hoje gosto de cálculos e tenho boas

cer, ir para a cidade grande, trabalhar, estudar, me tornar

oportunidades. Quando alguns companhei-

um engenheiro. Cheguei a estar bem próximo desse so-

ros vão fazer empreendimentos, me mos-

nho, porque tive a oportunidade de ir para Feira de Santa-

tram o projeto e eu costumo dar meus palpi-

na, como contador do banco, mas iria trabalhar de duas da

tes. A cada dez, eles aproveitam seis ou sete,

tarde até dez ou onze da noite, às vezes até a madrugada,

porque eu corrijo algumas imperfeições que

porque todos os dias tinha que fechar o balanço. Sabendo

existem. Mas sou muito realizado porque há


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o homem que preserva o seu nome vai tê-lo respeitado hoje, amanhã, daqui a um ano e daqui a cinquenta anos. E isso eu procuro fazer sempre. Eu parto da ideia de que se uma pessoa me pede um conselho, é porque ela está precisando de uma informação e eu a dou, como eu a daria para o meu filho. Muita gente se lembra do senhor como uma pessoa prestativa e preocupada com a sociedade, como um todo. Como o senhor encara essa responsabilidade? Nós estamos nesse mundo de passagem. Você tem que tentar fazer sempre o bem para a sociedade. Eu gosto do progresso quando ele é feito com um pouquinho da sua dedicação e com um pouquinho da minha. Se eu

<< Eu gosto do progresso em que ele é feito com um pouquinho da sua dedicação e com um pouquinho da minha >>

vir um prego no meio da rua, eu me abaixo, pego e jogo no lixo, para não furar o pneu do carro de alguém. Antigamente, ao longo da Rio-Bahia, havia muito pedinte e para todo jovem de 12 ou 13 anos que chegava à Comveima pedindo, eu comprova uma caixa de

bons empreendimentos, aqui em Conquista, que seguiram

engraxate e dava. Havia uma pessoa que já

o que eu disse e outros que deixaram de ser realizados,

fabricava para mim e eu dava a caixa inteira,

porque eu dizia qual era o erro, e não emplacaram.

com as tintas e as ferramentas, para o me-

O senhor é conhecido como um bom conselheiro na cidade, principalmente em função do respeito e da credibilidade que conquistou entre empresários e investidores. Como o senhor construiu essa boa reputação?

nino ir engraxar sapato e ganhar dinheiro. Eu já ajudei muita gente, gente que eu nem sei o nome, muitas vezes proporcionando oportunidades. Essa é uma felicidade que eu tenho, faço o bem sem escolher a quem. Eu tenho

O nome de um profissional é feito ao longo das décadas em

paz e felicidade na minha vida. Agradeço a

que ele presta serviço. Eu sempre atuei lembrando que nós

Deus pelas oportunidades que me foram da-

estamos aqui para servir, se possível ganhar algum dinheiro,

das, aos meus pais pela referência e pela his-

mas estamos aqui para prestar um bom serviço à socieda-

tória que eu tanto admiro e à minha esposa,

de e ao crescimento da cidade, não adianta o cara só pensar

parceira nessa jornada. Para mim, são essas

em ganhar dinheiro. Eu procuro zelar pelo meu nome, pois

coisas que têm valor.


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REVISTA

CAMPUS VIVANT

Um lugar como você nunca viu

A

fastar-se da agitação da cidade e descansar em

O empresário Gedel Couto, em parceria

algum lugar, de preferência em contato com a

com a Módulo Empreendimentos Imobili-

natureza, sem se preocupar com a segurança, e

ários, assinam o projeto, construído a partir

ainda ter opções de lazer para os filhos e os netos, esse

de estudos sobre a realidade conquisten-

é o desejo de muita gente. Esse sonho já é uma realidade

se, realizados por uma consultoria externa,

cada vez mais próxima, em Vitória da Conquista.

e de pesquisa de mercado, além de estudo

A menos de vinte minutos do centro da cidade será instalado o Campus Vivant Club Residence, empreendimento inovador e exclusivo, o maior do interior da Bahia, com área de quase três milhões de metros quadrados e uma sofisticada estrutura de lazer, entretenimento e cultura. Localizado às margens da BR-116, sentido Minas Gerais, o Campus Vivant nasceu do desejo de empreendedores conquistenses de oferecerem à cidade um lugar onde

de projetos parecidos e de diversas visitas a residenciais no Sul e no Sudeste do país. O conceito do residencial é, ao mesmo tempo, o de casas de campo e de resort exclusivo, garantindo conforto e bem-estar, a qualquer momento, sendo opção para quem quer morar fora da cidade, ou mesmo só passar finais de semana.

seja possível desfrutar de praças, de parques e de bos-

O Campus Vivant oferece lotes de 400 a 800

ques, sem perder os atributos de um lugar urbanizado,

m², próximos à Vila de Convivência e às áre-

onde se pode encontrar o melhor em serviços, além de

as do complexo aquático e do centro espor-

usufruir do convívio social.

tivo, e terrenos para chácaras de 5 mil a 8 mil


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lia mais diversão e uma nova realidade com segurança, sofisticação e conforto, além de permitir ao condômino o melhor aproveitamento do tempo livre, pois diferentes opções para o entretenimento e para o descanso estão próximas e reunidas em um mesmo lugar. SEGURANÇA - Sete quilômetros de muro com três metros de altura e com sensores nas extremidades garantem a segurança da área do residencial. Um sistema de câmeras irá monitorar toda a área externa e interna, incluindo os portões de acesso e todas as ruas, PROJEÇÃO 3D DO CAMPUS VIVANT

com equipamentos modernos, capazes de captar imagens durante o dia e a noite. Uma equipe especializada em segurança privada

m², que permitem ao morador a criação de animais e o

irá monitorar todo o residencial, com unida-

cultivo de hortas e de pomares, além de espaço amplo e

des motorizadas.

exclusivo. Em maio desse ano, os compradores irão escolher seu lote in loco, tendo como opção terrenos planos e íngremes. Em 2015, já irão receber o lote para iniciarem plantações ou construções, em seu terreno.

LOCALIZAÇÃO - O Campus Vivant está localizado próximo ao povoado Lagoa de José Luís. A sua via de acesso, a BR-116, começa a ser duplicada até julho desse ano, segundo

O residencial será entregue com toda a infraestrutura pronta

o governo do Estado. No trecho entre Con-

em maio de 2017. As áreas comuns estarão totalmente mo-

quista e o Campus Vivant, o motorista conta

biliadas e decoradas, com iluminação, pavimentado, energia

com um posto de apoio da Via-Bahia, con-

elétrica, água da Embasa e cabeamento de interfone, na por-

cessionária responsável pela administração

ta dos lotes. A área comum do residencial reúne lazer, espor-

da rodovia, e com o patrulhamento da Polí-

te, entretenimento e cultura, em integração com a natureza

cia Rodoviária Federal, além do sistema de

(confira mais detalhes nas páginas 48, 56, 70, 80 e 86).

monitoramento eletrônico. O Campus Vivant

INVESTIMENTO - O Campus Vivant é uma opção para quem quer investir em um lugar para viver com melhor

ainda será próximo do novo aeroporto da cidade, a apenas dez quilômetros.

qualidade de vida. Próximo da cidade, com uma supe-

Assista aos vídeos de apresentação do

restrutura de lazer, o residencial dá condições para o

Campus Vivant Club Residence no site

morador ter um novo estilo de vida, oferecendo à famí-

www.campusvivant.com.br


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ARQUITETURA

Rústico com classe Casas de madeira viraram tendência e têm conquistado cada vez mais brasileiros

A

s pessoas amam coisas à moda antiga, porque estão, nostálgicas, estão em busca de um passado rústico. A afirmação é do filósofo suíço Alain de

Botton, autor de “A Arquitetura da Felicidade”. E na busca por essa volta ao passado, as casas são os primeiros espaços transformados por quem deseja viver de forma mais simples e se afastar do estresse das cidades. Entre as tendências da arquitetura e da decoração que seguem esse pensamento estão as casas de madeira, uma das mais ancestrais formas de se construir moradias, mas que têm assumido novos formatos e adaptações para agradar a um público que busca maior integração com a natureza sem abrir mão do conforto e da segurança do lar. De pequenos chalés a verdadeiros casarões com mais de um pavimento, as construções de madeira conseguem combinar estilo e classe, conservando, ao mesmo tempo, o ambiente mais rústico. Algumas são feitas 100% de madeira, já outras utilizam, também, vidro, pedra ou mesmo alvenaria para alternar na estrutura. Essas combinações vão depender da proposta do projeto arquitetônico, que pode ser ousado e moderno ou mais tradicional.


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REVISTA

Uma das propostas mais adotadas por arquitetos que

TECNOLOGIA VERDE - A crescente popula-

utilizam a madeira como principal material é causar a

ridade das casas de madeira relacionada ao

sensação de que a casa é uma extensão da natureza,

desenvolvimento da consciência ambiental,

principalmente se ela estiver localizada longe dos cen-

pois esse é o único material de construção

tros urbanos, próxima a uma área de mata, ou se pos-

100% renovável. Essa tendência pressupõe

suir um belo jardim. As casas de madeira permitem, por

florestas manejadas e o equilíbrio de critérios

exemplo, maior entrada de luz natural com janelas e por-

econômicos, ambientais e sociais. No Brasil, o

tas grandes, aliando o ambiente interno ao externo.

consumidor pode procurar por madeira com

Entre os motivos mais convincentes para se optar por

(FSC - Forest Stewardship Council), hoje co-

fazer uma construção com madeira, destaca-se o fato de ela dar à casa um ar de leveza, uma atmosfera mais

o certificado do Conselho de Manejo Florestal nhecido como “Selo Verde”, que é concedido a produtos e empresas que não degradam o

acolhedora, além de poder ser construída de forma mais

meio ambiente e contribuem para o desenvol-

rápida que as construções de alvenaria e com menor cus-

vimento social e que econômico das comuni-

to, a depender do material e da complexidade do projeto.

dades florestais.


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DESFAZENDO MITOS Casa de madeira é muito quente Na realidade, a madeira é um dos melhores isolantes naturais que existem. A capacidade da madeira de absorver calor é 10 vezes menor que a do cimento e 40 vezes menor que a do tijolo. Em se tratando de madeira, o importante  é  considerar as questões relativas à ventilação e à isolação da casa, pois ela é excelente para qualquer clima. Casa de madeira não é aconchegante Ao contrário do que se pensa, a madeira é um elemento natural que propicia bem-estar. A textura não homogênea da madeira e suas variações de coloração deixam as pessoas em contato mais próximo com a natureza. Além

na presença de altas temperaturas, tem um

disso, a madeira empresta ou retira a umidade do ambien-

ganho significativo em sua resistência, retar-

te (célula viva), equilibrando a temperatura interna dos cô-

dando, como se diz tecnicamente, o colapso

modos da casa de forma mais saudável. E, independente

da estrutura, e permitindo, assim, a evacua-

da evolução tecnológica dos sistemas construtivos, a casa

ção das pessoas ou a salvaguarda de bens.

de madeira está sempre associada ao ideal romântico.

Casa de madeira dura pouco

Casa de madeira dá cupim

Toda e qualquer construção, quando fei-

Há dois tipos de cupim: o cupim de madeira seca e o cupim

ta com técnicas e materiais apropriados e

de solo. Ambos são muito vorazes e causam prejuízos imen-

conservada de maneira adequada, tem uma

sos à construção civil. Atacam, inclusive, fiações elétricas e

vida útil muito maior. Para dar exemplo dis-

peças de concreto. O principal, no que se refere à constru-

so, existem casas de pinho com mais de 100

ção de casas, é escolher a madeira adequada. Depois, pre-

anos e em perfeito estado de conservação.

venir eventuais ataques, imunizando as peças e tratando o

Na Europa, encontram-se casas de madeira

solo no local da construção. Tomando essas precauções,

com mais de 800 anos, para não falar dos

você terá uma casa protegida por muitos e muitos anos. 

milenares templos japoneses e chineses,

Casa de madeira pega fogo Isso pode ocorrer, como em qualquer casa feita de ou-

construídos com essa matéria-prima. Casa de madeira não é valorizada no mercado

tro material. No entanto, a madeira não sofre processo

Qualquer casa de madeira, se for bem cons-

de combustão espontânea. Estatísticas comprovam que

truída e em terreno adequado, inspirada em

quase todos os incêndios se originam por fatores exter-

um projeto bem elaborado, sempre terá gran-

nos –explosão de botijão de gás, por exemplo. Diferente-

de atrativo e, consequentemente, o mesmo

mente de outros materiais, em especial o aço, a madeira,

valor de mercado de outras construções.


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Retrô

Do tempo da vovó… Encher a casa de afeto e de carinho. Essa é a principal proposta dos objetos de decoração retrô que nos levam à época dos nossos avós. Diversas marcas estão apostando na ideia e aplicando a produtos novos o design de tempos atrás. Apesar de parecer antigo, os objetos retrô mantêm a qualidade e a tecnologia dos lançamentos modernos. Confira nossas dicas!

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mondo

REVISTA


REVISTA

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E M P R E E N D I M E N T O S Gedel Couto Marcos Severino Suerlon Couto


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CAVALOS

Uma paix達o conquistense


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Criar cavalos é uma paixão que tem ganhado cada vez mais adeptos em todo o Brasil. Em Vitória da Conquista, criadores da raça mangalarga se destacam em competições nacionais

U

ma brincadeira que virou coisa séria. Ainda criança, Luciano Magnavita já gostava de estar na fazenda da família, na cidade de Boa Nova, a 90 km de Vitória da Conquista. Enquanto os irmãos viajavam para fora do Brasil, durante as férias, ele preferia ficar no meio do mato, entre os animais que o pai criava. Foi ao lado do pai que Luciano começou a se apaixonar por cavalos. Ao visitar exposições, começaram a comprar animais para montaria sem a pretensão de fazer do hobby um negócio. Dono do Haras Boa Nova, em Conquista, Luciano tornou-

GUILHERME, FILHO DE LUCIANO, HERDOU A PAIXÃO POR CAVALOS

se o segundo criador mais premiado do Brasil, de acordo com o ranking da Associação Brasileira de Criadores de

buscar os criadores que estão começando

Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM). Médico apai-

e mesmo os que não são da ABCCMM, os

xonado pela profissão, ele divide o seu tempo com o pra-

que têm cavalos tendo em vista o agronegó-

zer de estar na fazenda acompanhando o trabalho e em

cio ou apenas para participar de cavalgadas.

contato com os bichos. No final de 2013, Luciano foi eleito

O criador da região de Conquista investe na

presidente do Núcleo Mangalarga Marchador do Sudoeste

raça e está sempre buscando mais, partici-

da Bahia e tem buscado difundir cada vez mais a criação

pando de exposições e de concursos”, relata.

da raça pela região.

Segundo ele, a preferência pelo mangalarga

“O planalto central de Conquista tem um clima muito bom para a criação de equinos de modo geral, além de a região ter baixos índices de parasitoses, de raiva e de encefalite animal, doenças que podem matar os animais”, diz o criador, que está à frente do haras há quase 15 anos. De acordo com ele, a região tem bons criadores, sempre com desta-

FOTOS: MICAEL AQUILLAH

que nacional, sendo o mangalarga marchador a raça predominante.

deve-se ao fato de ser uma raça mais dócil e que dá mais comodidade ao cavalgar. “Mas há mangalarga que faz provas de hipismo e que corre vaquejada”, destaca.

CRIAR E COMPETIR “Ver competições é maravilhoso, mas quem está à frente sabe o quanto o trabalho é árduo”, ressalta Luciano, que hoje tem em torno

No Núcleo, são 55 criadores, mas o número deve aumentar

de 140 cavalos da raça mangalarga marcha-

em breve conforme os planos do novo presidente. “Vamos

dor. “Optei pelo marchador pela docilidade e


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pela comodidade, mas também em razão dos círculos de relacionamento”, diz o criador. Além do marchador, existe o mangalarga paulista, “as duas raças são praticamente iguais, essa distinção, na verdade, ocorreu em consequência de uma disputa acirrada entre as associações mineira e paulista”, explica. A criação de cavalos requer tempo, dedicação e uma boa equipe profissional. É preciso cuidar da alimentação, feita com ração e com capim de qualidade, e estar em dia com as vacinas, para evitar doenças, além de uma rotina de treinamento. “Cada cavalo tem um treinamento adequado às suas condições. Os meus cavalos de competição fazem uma série de atividades, durante a semana: passo livre, passo livre alternado com tiro de marcha e passo na piscina. Cada tipo de exercício em um dia da semana; no sábado, diminui-se o ritmo e, no domingo, descansam”, detalha Luciano. As atividades alternadas, impostas aos cavalos, contribuem para o fortalecimento muscular e para o relaxamento das articulações. “Além disso, é preciso ter zelo e dar carinho ao cavalo para ele retribuir durante a montaria”, completa. Como resultado desse cuidado, Luciano coleciona premiações. Por três anos consecutivos, o Haras Boa Nova aparece no segundo lugar do ranking da associação nacional, elaborado com base na participação dos seus animais, em exposições. Neve da Boa Nova, por exemplo, é uma égua de oito anos que já soma 68 prêmios; e Querubim da Boa Nova, de cinco anos, já tem 48 prêmios, sendo que começou a participar dos concursos em 2012. “O mais importante para mim é que os cavalos são como uma terapia pessoal. Eu saio do trabalho e venho aqui para a fazenda cavalgar. É uma paixão e ainda há o comércio. Começou como um gostar de criança e se aprimorou”, comemora. Os animais do Haras Boa Nova são comercializados com valores que variam entre R$ 5 mil e R$ 100 mil.


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CAMPUS VIVANT Para Luciano, o empreendimento do Campus Vivant Club Residence vai ajudar na divulgação dos cavalos mangalarga. “Como o clube hípico vai ser um dos principais atrativos do residencial, mesmo que tenha outras raças, o mangalarga marchador é a raça mais indicada por ser mais dócil para crianças e para o dia a dia, isso vai aumentar a sua procura”, prevê. O criador é um dos entusiastas do Campus Vivant, principalmente por causa da reserva de mata com trilhas planejadas que irão permitir a realização de cavalgadas.

LUCIANO MONTA O PREMIADO QUERUBIM DA BOA NOVA


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CAMPUS VIVANT

Centro Hípico de alto padrão

C

riar cavalos exige dedicação, cuidados e estrutura adequada para dar conforto aos animais. O clima, o solo e a topografia têm que ser analisados, para

averiguar se atendem às necessidades dos equinos. Uma rotina de exercícios deve ser seguida, a alimentação deve ser balanceada e de qualidade, além disso, é preciso escovar, dar banho, limpar o pelo e os cascos, cumprir a agenda de vacinas e ainda é preciso contar com profissionais especializados, do médico veterinário ao tratador. O trabalho pode ser diversão, para quem é apaixonado por cavalos, mas para transcender o hobby, o mero prazer, e alcançar a possibilidade de fazer, ao mesmo tempo, bons negócios é necessária uma boa estrutura.

com uma assessoria especializada para conceber o seu centro hípico - lugar para manter e criar o animal com conforto e comodidade -, além de ser uma atração para as famílias. Com capacidade para até 120 baias individuais, de 16

FOTO: MICAEL AQUILLAH

Pensando nisso, o Campus Vivant Club Residence contou


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m² cada, o espaço conta com tratadores para alimentarem e manterem os cavalos em forma e com veterinários para acompanharem e avaliarem as condições de saúde dos animais. As áreas do centro hípico serão amplas e dedicadas a operações que melhoram o desempenho dos animais. O centro hípico é formado por pista de equitação e de manobras, pista de cavalgada exclusiva com mais de 2 km, área para cavalgada com mais de 12 km, redondel aberto, redondel coberto com sistema mecânico, piquetes para descanso, piscina para natação, embarcador, unidade zootécnica, farmácia veterinária, balança, depósito de ração, estercário, percurso fe-

CURIOSIDADE

Redondel o que é um redondel? O redondel é uma instalação acessória, destinada ao trabalho individual com o animal e que auxilia no manejo e no treinamento dos cavalos. O animal deve ter contato com o redondel para ter noções de ritmo, o princípio do passo, trote e galope.

chado de charrete e selaria a cada 20 baias. A estrutura conta

No Campus Vivant haverá um redondel aberto e

ainda com chuveiros para banho e pulverização, aparelhos

outro coberto, com sistema mecânico que po-

para contenção dos animais, sistema de drenagem e coleta

dem ser utilizado por 4 ou 6 cavalos simultanea-

de fluentes sanitários e alojamento para os tratadores.

mente, facilitando o trabalho do treinador. Com o

Uma das novidades que o Campus Vivant traz para Vitória da Conquista é uma estrutura sofisticada e muito útil para

sistema mecânico, o treinador não precisa ficar guiando o animal.

criadores de cavalos: o tatersal, um espaço dedicado a lei-

Esses espaços serão construídos em um local

lões e a apresentações de cavalos o qual será construído no

plano, seco e arejado, além de mais afastado

Campus Vivant, tornando o centro hípico ainda mais exclu-

para facilitar o trabalho de treino, sem a interfe-

sivo e luxuoso. A estrutura terá palco, púlpito para o leiloeiro,

rência sonora e visual de outras pessoas ou de

pista e redondel, entrada e saída específicas para os animais,

animais. Com o redondel coberto, é possível a re-

bar e restaurante, quarto e cozinha para tratadores, capa-

alização dos treinos mesmo em dias chuvosos.

cidade para 160 pessoas e amplo estacionamento, permitindo aos moradores promoverem leilões e receberem seus convidados. Com essa formatação, o centro hípico do Campus Vivant segue a mesma estrutura de grandes empreendimentos do Sul e do Sudeste do país, os quais são específicos para a criação de cavalos, o que é inédito no interior da Bahia. Para quem é apaixonado por cavalos, o residencial oferece a oportunidade de ter um complexo de entretenimento e de lazer aliado ao hobby da montaria, proporcionando um ambiente adequado para cuidar dos seus animais com conforto e cuidados específicos.


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VIVA A VIDA

Camisa de seda é sinônimo de luxo e de sofisticação. Na sua mais nova coleção, a Dudalina traz peças modernas, com um toque mais sóbrio, nas quais a qualidade da alta costura e os acabamentos diferenciados são harmoniosamente coordenados. As cores em destaque, na nova coleção, são o bordô, o verde oliva, o vermelho escuro, o roxo, o branco, os tons de azul e de verde, o mostarda e o amarelo claro, as quais, junto com uma riqueza de detalhes, estampam as peças confeccionadas, com maestria, em seda, além de peças em linho, algodão, chambray, veludo, índigo, cetim de seda e renda. Tudo isso para você viver a vida sofisticadamente, em qualquer lugar.

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Relógios Sem perder a hora

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

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56 CAMPUS VIVANT

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Diversão para todos os dias

O

contato do corpo humano com o ambiente aquático gera uma sensação bastante agradável de bem-estar, por isso, crianças e adultos divertem-se na praia,

nos lagos e nas piscinas. No Clube Aquático do Campus Vivant Club Residence será possível aproveitar o dia à beira da piscina, tomar sol, relaxar e se divertir com toda a família e com os amigos. O Campus Vivant vai contar com um complexo aquático inédito na região de Vitória da Conquista. Uma piscina de 700 m² estará à disposição dos condôminos, que poderão des-

Piscina semiolímpina integra o complexo aquático

frutar dela com conforto em qualquer época do ano, com a família e com os amigos. Será a melhor opção para os dias

MAIS SAÚDE - A natação é uma atividade reco-

quentes, mas também continuará como opção para os dias

mendada para todas as idades. As braçadas

frios, pois uma piscina coberta e aquecida, com 90 m² inte-

frequentes na piscina aumentam a capacida-

gra o clube aquático do residencial.

de circulatória e cardiorrespiratória; ajudam a

A piscina aberta é dividida em diferentes espaços: piscina infantil, piscina adulto, piscina resort e piscina semiolímpica. O complexo aquático conta com bar integrado à piscina, deck molhado, deck seco, sauna masculina, sauna feminina. Também são destaque o parque infantil do residencial, com 800 m², e um restaurante com capacidade para 180 pessoas. Na região do complexo aquático ainda haverá mais diversão para a família: salão de jogos adulto com sinuca, mesas de pingue-pongue e pimbolim, salão de jogos infantil e parque infantil, agradando da criançada aos jovens e aos idosos.

desenvolver os músculos, tornando-os mais flexíveis e resistentes; melhoram o raciocínio e até auxiliam na recuperação de movimentos, no equilíbrio e no desenvolvimento da coordenação motora. Além disso, a natação ajuda a controlar os níveis de açúcar e colesterol no sangue, alivia o estresse, melhora a autoimagem e contribui para o controle do peso. Para quem quer adotar a natação como esporte e atividade física a ser praticada regularmente, no Campus Vivant haverá uma piscina semiolímpica com raias de 25 metros. Outra opção será a possibilidade de realizar atividades físicas dentro d’água, como aeróbica e hidroginástica, independente das condições do tempo. Parque infantil para crianças de todas as idades


58 Auto

Brinquedo de luxo

Mantendo a herança do modelo de 1959, o novo Mini Cooper é perfeito para os crescidinhos que gostam de brincar de carro

O

compacto inglês chega à terceira geração com

danças estão os faróis e as lanternas, que

melhor desempenho, design inconfundível e a so-

receberam LEDs diurnos e ficaram maiores,

fisticação do grupo BMW, que comprou a marca,

e os para-choques dianteiros e traseiros, que

em 1994. A novidade é que ele cresceu, pouco, mas cres-

foram redesenhados para melhorar a aero-

ceu. O novo Mini Cooper é 11,4 cm mais longo, chegando

dinâmica.

a 3,84 m, 4,3 cm mais largo com 1,73 m e 0,7 cm mais alto, com 1,41 m - essa mudança aumenta mais de 225 litros no espaço interno e de 85 litros no porta-malas. Mas, amantes do modelo minimalista, não se preocupem, a herança foi preservada pelos projetistas!

O interior do carro foi totalmente redesenhado e traz materiais mais sofisticados, como couro e plásticos emborrachados. O revestimento interno é em couro, com as partes centrais dos bancos - Recaro e exclusivos

Apesar de ter ganhado mais corpo, o Cooper está mais

para o modelo - em alcântara. No painel,

leve - até 45 quilos a depender da versão. Entre as mu-

destacam-se os botões, inspirados nos de


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um cockpit de avião e o clássico velocímetro analógico, no

Outra novidade tecnológica é o head up display

meio do painel, que circunda a tela, que comanda som e

(ou HUB), que projeta velocidade, distância, es-

computador de bordo. No conta-giros, em frente ao moto-

paço para carro à frente e rota do GPS, numa

rista, também existem duas telinhas, com o velocímetro e

placa acrílica, instalada à frente do volante. O carro chega ao Brasil em julho nas versões

O Cooper automático tem consumo de 12,7 km/l na cidade

Cooper e Cooper S, os dois com câmbio auto-

e 17,8 km/l na estrada, enquanto o manual faz 17,4 km/l.

mático de seis marchas, com inéditos moto-

TECNOLOGIA - Na versão mais completa do modelo, o carrinho pode acelerar e frear sozinho, pois dispões de sensores de velocidade e distância, controles de estabilidade, tração, bloqueio do diferencial e até teto solar panorâmico. Na tela de LCD do painel, informações sobre ajustes e alertas do carro, climatização, sistema de som, telefonia e até conexão com a internet, permitem ao condutor checar e-mails e as atualizações do Facebook.

res turbo 1.5 de três cilindros e 136 cv e 2.0 de 192 cv, respectivamente, e com versão flex, a partir de 2015. Ainda não tem preço definido para o Brasil, mas os da linha atual não saem por menos de R$ 77.350. As pessoas, seduzidas pelo carrinho fantástico, dificilmente o colocarão no uso diário, mas vão recorrer a ele, quando quiserem usufruir de alguns momentos de pura diversão.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

informações sobre consumo e autonomia.


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62 TURISMO

Rumo ao interior França, Inglaterra e Itália são muito mais que Paris, Londres e Roma

D

esbravar o interior da França, da Inglaterra e da Itália pode não ser a viagem dos sonhos, mas conhecer pequenas cidades e vilarejos desses países

é uma experiência inesquecível para quem aprecia paisagens encantadoras e o ar bucólico de lugarejos europeus. A dica da revista Vivant, para quem quer conhecer parte da Europa, é sair dos roteiros que limitam os passeios aos famosos grandes centros. Sair do eixo das capitais Paris, Londres e Roma é se permitir aventurar por recantos que não estão entre os mais visitados por turistas, o que já é uma vantagem para quem quer ser bem atendido e aproveitar melhor cada momento. Cidades com poucos habitantes, construções de arquitetura simples e harmoniosa, com a culinária no mesmo padrão das capitais e acesso fácil por meio de estradas bem cuidadas, extensa malha de trens e de TGVs (trens de alta velocidade), são outros pontos positivos para seguir este roteiro, sem prescindir de conhecer as famosas capitais. No interior da França, a 50 km de Paris, por exemplo, fica Senlis, uma charmosa cidade com pouco mais de 15 mil habitantes. Conhecida por sua arquitetura medieval e renascentista, a cidade é uma opção de passeio tranquilo, pois lá é possível caminhar pelas ruas estreitas e depararse com restaurantes e adegas onde se pode degustar os tradicionais queijos e os vinhos do interior do país. Entre os poucos pontos turísticos da cidade está a imponente catedral construída no início do século XII.


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Catedral de Senlis, na França, foi construída no século XII. Abaixo, apresentação no Musée Vivant du Cheval

Ainda dá para aproveitar a visita e ir à cidade

drais imponentes, pubs, bistrôs e comércio

vizinha de Chantilly, onde fica o famoso Cas-

sofisticado cheio de lojas de grifes, antiquá-

telo de Chantilly, que abriga a segunda maior

rios, bons restaurantes e casas de chá.

coleção de arte do país. Este castelo é muito conhecido graças ao Museu Vivo do Cavalo (Musée Vivant du Cheval). Nas suas baias e cocheiras, ficam vários exemplares vivos de espécies diversas de equinos.

Afastada da capital, essa região foi, durante a Idade Média, a mais próspera do país, em virtude de uma matéria-prima que até hoje dá boa fama aos ingleses: a lã. A região resguarda o ar de propriedade rural,

No país da Rainha Elizabeth, Cotswold é

com estradinhas entrecortadas por gran-

a região mais antiga da Inglaterra, for-

des fazendas e por chácaras de flores e de

mada por diversas vilas e lugarejos que

pomares. Ao passar por lá, é possível ver

lembram a toscana italiana, mas que são

ovelhas pastando à beira das estradas e

carregadas da cultura inglesa, com cate-

extensos campos verdejantes.


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A bucólica vila Bourton-on-the-Water, na Inglaterra

As cidadezinhas de Cotswold ficam próximas uma da outra. Bibury é considerada pelos ingleses a cidade mais bonita da região. Tem apenas duas ruas com casas, igreja, pubs, lojas, jardins e lagos de água cristalina. Saindo de Bibury, a sugestão é seguir para outra pequena vila, a cidade de Bourton -on-the-Water, considerada a “Veneza de Cotswold”, graças aos canais do rio Windrush e às pontes baixinhas. No interior da Itália, ao nordeste do país, está Verona, a cidade do trágico romance entre Romeu e Julieta, da ficção de William Shakespeare. Localizada entre Milão e Veneza, a cidade tem diversos pontos turísticos, entre eles o Piazza Brà, mais conhecido como Coliseu, construído há dois mil anos, e a sacada do casal shakespeariano, na Casa di Giulietta. Entre as atrações da cidade está ainda uma série de opções gastronômicas. Lojas de vinhos, cafés, bares, sorveterias e restaurantes que contracenam com uma coleção de monumentos, igrejas e museus, localizados no preservado centro antigo. Apesar de ser uma cidade de 260 mil habitantes, mantém o ar e a elegância de pequena cidade do interior, cortada pelo rio Adige, que até hoje inspira casais apaixonados.

A charmosa sacada de giulietta, em Verona, cidade italiana cortada pelo rio Adige


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VINHO

Segredos para impressionar Parece difícil, mas não é. Para degustar e agradar aos mais exigentes apreciadores de vinho, basta seguir alguns conselhos que ajudarão a torná-lo um (quase) especialista na hora de servir e de degustar a bebida preferida dos deuses Baco e Dionísio


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COMO ESCOLHER Primeiro você deve saber qual será a ocasião para escolher o vinho, levando em conta, por exemplo, a quantidade de açúcar e o teor alcoólico. Depois, busque combinar a bebida com a comida que será servida.

Os aromas primários são provenientes da uva, enquanto os aromas secundários proveem das substâncias liberadas durante a fermentação, como o álcool. Esses aromas costumam lembrar frutas frescas e doces, nos vinhos brancos; nos vinhos tintos, eles

Se a comida for marcante, o vinho deve ser encorpado,

lembram frutas vermelhas e algumas espe-

para que um não encubra o sabor do outro. Por outro lado,

ciarias, além de ervas e de outros vegetais.

os pratos delicados exigem vinhos mais leves. Alguns fa-

Por último, existem os aromas terciários,

tores como o tempero e a textura do prato devem ser ana-

resultantes da junção de todos os outros,

lisados, assim como a intensidade e o aroma dos vinhos.

formados durante o processo de envelheci-

Carnes e assados pedem vinhos tintos encorpados. Peixes

mento da bebida.

e frutos do mar, mais ácidos e suaves, vão melhor com os brancos. No entanto, peixes de paladar mais forte, como salmão, são melhores acompanhados por vinhos brancos de mais corpo. As aves, frangos e perus se harmonizam com brancos ou tintos frutados, enquanto patos e coelhos se casam com tintos intensos. Para a sobremesa, os melhores são os vinhos brancos e os espumantes doces. Em geral, vinhos rosé e espumantes brut combinam com todos os pratos, mas generalizações são perigosas nesse ramo.

REPARE NA COR E NO AROMA Olhe a garrafa contra a luz. Repare na cor do vinho, quanto

HORA DE SERVIR

mais escuro mais corpo terá. Um bom vinho deve ser lím-

Deixe o vinho aberto ou num decantador (gar-

pido, ter cor determinada e ter brilho, resultado da limpidez e

rafa auxiliar, com o bojo mais largo), por duas

da transparência. Observe se ele adere um pouco às paredes

horas, antes de beber. A oxigenação destaca

da taça, isso demonstra a densidade da bebida. Um vinho

sabores e aromas mais complexos e suaviza

tinto deve ter a cor vermelha escura sempre. A cor alaranjada

o sabor (amacia os taninos, substância res-

significa que ele é jovem. Entre os vinhos brancos, a cor deve

ponsável pelo travo na língua, mas que ajuda

ser o dourado, e o amarelo, caso seja mais novo.

o vinho a envelhecer bem). Pela mesma razão,

Bons vinhos têm muitos aromas intensos e sutis, de fácil

hoje se usam taças maiores para vinhos tintos.

percepção. Quanto à classificação por aromas, você deve

Brancos e tintos devem ser servidos em

saber que existem diferentes estágios.

temperatura ambiente, para evidenciar sabo-


a sensação complexa, que deve ser agradável, ao saborear um vinho. Um bom vinho deve ser equilibrado, isto é, nenhum dos aspectos deve se sobressair entre os demais.

CONSERVAÇÃO Para conservação das garrafas de vinho, só res como fruta e carvalho. No verão, brancos e tintos leves podem receber resfriamento. Temperatura muito baixa às vezes mascara imperfeições e fortalece a adstringência dos tintos. Os espumantes devem ser resfriados, mas não a ponto de anestesiar a língua.

há necessidade de uma adega climatizada se você compra vinhos para guardar por meses ou anos – a variação de temperatura, a falta de umidade e a incidência de luz aceleram a deterioração do vinho. Se compra e bebe logo, escolha um canto fresco e escuro para

ENTÃO, APROVEITE!

manter as garrafas.

Primeiro, para preparar seu paladar, cheire o vinho. Tome

Os vinhos com rolha devem ser armazenados

um gole e deixe a bebida girar em sua boca de modo a per-

na horizontal para evitar que a rolha se resse-

mitir que entre em contato com todas as regiões da língua.

que. Vinhos com tampas de outros materiais

Desse modo, distinguirá vários sabores de uma só vez.

podem ser guardados em qualquer posição.

O vinho evoluirá à medida que se come. Comidas diferentes provocam a sensação de sabores diferentes, em um mesmo vinho. Durante a degustação, é importante observar alguns itens: Corpo do vinho - É a sensação de opulência. Os vinhos encorpados dão a sensação de que se pode mastigá-los. Se o vinho não está encorpado, dá a impressão de estar aguado. Tanicidade - É a sensação de secura na boca, de gosto aveludado. Essa sensação é provocada por uma série de substâncias que inibem a ação da saliva.

Evite comprar vinhos, principalmente os mais frágeis (como espumantes, brancos e tintos ligeiros), em lugares que não ofereceram a climatização adequada, como em supermercados, que costumam desligar o ar-condicionado durante a noite. Não compre vinhos que ficam numa vitrine expostos ao sol. Após aberto, o vinho vai começar a oxidar e a sofrer alterações de aroma e de sabor. Para minimizar a oxidação, guarde a garrafa na geladeira, de preferência tampada com

Gás - É a sensação que deve ser exclusiva dos vinhos espu-

aqueles aparelhos que tiram o ar. Outra al-

mantes. É como se algo estivesse beliscando a língua.

ternativa é a transferência do restante do vi-

Álcool - É a sensação de queimação na boca, a qual aumenta conforme o teor alcoólico. Gosto e equilíbrio - Juntamente com as outras sensações, é

nho para uma garrafa de 375 ml ou de 187 ml com screw cup (tampa de rosca), vazia e devidamente higienizada, enchendo-a por completo e lacrando-a.


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CAMPUS VIVANT

Para suar a camisa

P

arece difícil vencer a preguiça, superar o cansaço do

ça, sala de artes marciais, pista de cooper com

dia de trabalho e começar a praticar exercícios físicos.

500 m, academia ao ar livre, half de skate e de

Os afazeres domésticos e a rotina da família tornam-

patinação, trilha de bike, circuito infantil de bike

se desculpas para não fazer atividades físicas regularmente.

e pista de quadriciclo. A estrutura conta com

Mas, quando você se encontra com os amigos na quadra

amplo estacionamento, sanitários, quiosques e

poliesportiva, montando um time, vê a turma reunida dis-

praças, permitindo a realização de outras ativi-

putando partidas de tênis ou um grupo saindo para pedalar,

dades ao ar livre, de slackline a yoga.

a motivação aumenta e você se descobre bem disposto a participar.

No espaço do centro esportivo, serão instalados diferentes parques infantis, para atender

Por isso, o Campus Vivant Club Residence inova com uma

às crianças de todas as faixas etárias. Assim,

superestrutura para a prática esportiva. Um centro esportivo

crianças de diferentes idades não estarão no

com mais de 42 mil m², em área aberta, integrado à natureza

mesmo espaço e terão, no parque apropriado à

e bem iluminado, o que possibilita a realização de mais de 50

sua idade, brinquedos adequados para a diver-

atividades físicas diferentes durante o dia e a noite, como fute-

são, com segurança e com mais tranquilidade.

bol, futsal, basquete, handebol, vôlei, tênis, ciclismo e corrida.

Quem segue uma rotina de treinos e de exer-

O espaço destinado aos esportes, no Campus Vivant, consti-

cícios em academias vai contar com diversos

tui-se em um ambiente motivador para pessoas de todas as

equipamentos na área localizada próxima ao

idades. Projetado com base em pesquisas que revelaram a

complexo aquático. Com ampla área, a acade-

expectativa do futuro morador do residencial, o clube espor-

mia terá profissionais de educação física para

tivo terá campo society gramado, quatro quadras de tênis,

acompanharem os exercícios e elaborar trei-

quadra poliesportiva, quadra de vôlei de areia, sala de dan-

nos específicos a cada morador por meio do


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Esportes radicais Arvorismo – uma trilha suspensa dentro da reserva ambiental do Campus Vivant garantirá a aventura para quem gosta de desafiar a gravidade e os próprios limites. O arvorismo é uma modalidade de aventura que consiste na travessia de pontes, interligando várias árvores formando um percurso acrobático próximo às copas. Atividades como trapézio, teia de aranha, falsa baiana e outras, são alguns dos desafios que você vai encarar no Arvorismo. A proposta do arvorismo é oferecer a oportunidade de apreciar a flora e conhecer sistema “pay-per-use”. Entre os equipamentos disponíveis

a fauna existentes, realizando uma atividade

estarão bicicletas ergométricas, esteiras, supinos, elípticos,

em altura inédita.

diferentes máquinas para musculação e todos os acessó-

Tirolesa – para quem gosta de estimular a

rios que há em academias de grande porte. Ainda entre as opções para se exercitar dentro do Campus Vivant, estarão a pista de cooper e a ciclovia, que ficam às margens do lago. Além das opções para quem gosta de esportes radicais (confira no quadro ao lado). O centro esportivo do Campus Vivant será o maior da região de Vitória da

produção de adrenalina, a tirolesa será uma grande atração. Ligando a parte mais alta da mata ao lago, a tirolesa do Campus Vivant contará com estrutura e com equipamentos adequados, seguindo as normas e os padrões de segurança exigidos, e pode ser

Conquista, com várias opções para suar a camisa. Só de-

praticada junto com o arvorismo.

penderá de você!

Pista de quadriciclo – com diferentes obstácu-

CLUBE DE CORRIDA - Entre os serviços de “pay-per-use”,

los, a pista de quadriciclo terá 11 mil m² de

no Campus Vivant será formado um clube de corrida para treinar dentro do residencial, utilizando os diferentes espaços, das trilhas e pistas às ruas e praças. O clube de corrida atende a pessoas de todas as idades e de diferentes necessidades, desde quem quer treinar para competir e participar de maratonas a quem procura perder peso, manter a forma ou ter rotina de exercício físico para melhorar a saúde e o bem-estar físico e mental.

extensão e será um lugar de muita emoção para quem gosta das competições automobilísticas. Simulando as dificuldades e a aventura de trilhas dentro da natureza, a pista terá subidas, descidas, buracos, lamaçais, areais e curvas, algumas mais fechadas.


Esporte Suando a camisa

Monitor cardíaco R$ 719 Suunto sportsbrasil.com.br

Quadriciclo Preço sob-consulta Can-am Outlander br.brp.com/off-road

Chuteira R$ 250 Nike nike.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Para correr, nadar, pedalar, cavalgar e se aventurar é preciso estar sempre bem equipado para aproveitar ao máximo cada movimento.

Raquetes R$ 590 Babolat tenisproshop.com.br


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Capacete e chicote para equitação Preço sob-consulta Chanel chanel.com

Skate R$ 960 Roxy kanui.com.br

Vara para pesca R$ 310 Marine pesca.com.br

Bicicleta R$ 6.000 Rocky Mountain netshoes.com.br


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GASTRONOMIA

O dom da cozinha Para o chef André Chequer, cozinhar é um misto de dom e de paixão. Com toques de carinho e de cuidado, ele agrada aos mais exigentes paladares

E

le começou cozinhando para a família e para os amigos. Hoje se destaca entre os chefs de Vitória

ro da família a seguir o caminho profissional.

da Conquista. “Foi naturalmente e eu fui me interes-

“Eu acho que saber cozinhar é um dom, saber

sando”, diz o chef de cozinha André Chequer, “fui pesqui-

que tipo de comida combina com determinado

sando e estudando, fazendo cursos, buscando sempre me

molho ou carne, isso é dom”.

aprofundar nos conhecimentos sobre a gastronomia para me aperfeiçoar cada vez mais”, conta ele, que descobriu o prazer em cozinhar muito cedo.

Apesar da origem árabe e da influência da culinária baiana e nordestina, André se identifica muito com a gastronomia ítalo-mediterrânea. “É

“Eu tinha uns 14 anos quando fiz meus primeiros pratos. O

bem pela paixão”, justifica. “Minha linha é a íta-

primeiro foi uma banana da terra com carne seca e creme

lo-mediterrânea, indo pela gastronomia italiana

de milho verde com frango e requeijão cremoso”, lembra. A

e passando um pouco pela Grécia, gosto muito

entrada profissional no universo da gastronomia foi há sete

de trabalhar com azeites e com frutos do mar,

anos, “comecei a fazer comida na casa de amigos e uns in-

pratos nos quais eu me considero especialis-

dicavam para outros amigos, acabou se tornando uma pro-

ta”, explica o chef, que trouxe para Conquista o

fissão quando passaram a me contratar e me encomen-

espaguete de lambreta. “É um prato que eu já

darem menus para servir em suas casas”, conta Chequer,

apadrinhei, por gostar muito de fazer e que difi-

que hoje oferece serviço de buffet para diferentes ocasiões

cilmente se encontra em restaurantes”.

e administra o restaurante IL Gourmet.

O cardápio de André Chequer é bastante varia-

Antes disso, André só ia para a cozinha quando estava em

do, vai de pizza a cordeiro ou mesmo fígado,

família. “É comum, na minha família, os homens cozinharem,

passando por arroz carreteiro. “O que eu sirvo

quando nós nos reunimos tudo é motivo de comida e sem-

tem o que chamam de toque de chef. Em sua

pre um homem está à frente”, diz. Nesse contexto é que ele

maioria, são pratos que já existem, mas que re-

descobriu a paixão e o dom para a cozinha e foi o primei-

cebem um toque mais cuidadoso. Às vezes, a


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pessoa já conhece o prato de outro lugar, mas um toque diferente, que pode ser uma especiaria ou o modo de cozimento, faz a diferença”, revela ele. Das pesquisas e viagens de André, ou mesmo dos experimentos com ingredientes comuns da região, ele acabou criando

RECEITA DO CHEF

Risoto de Lagosta

alguns pratos. “Um que faz bastante sucesso é o ‘Sertão metido a besta’, feito com cordeiro e que se identifica bastante com a região”. Da passagem pela Itália, ele trouxe o raviolli de abóbora com manteiga de sálvia e camarão; da experiência na Argentina aprimorou o trabalho com carnes e, seguindo o roteiro pela América do Sul, aprendeu pratos de ceviches. “Quando eu viajo é para descobrir sabores e novidades”. O que Chequer faz em suas pesquisas e degustações pelo munrestaurante. “Conquista tem um público exigente e conhecedor, um público que sabe o que é bom, sabe sobre vinho, viaja muito e conhece a comida do Brasil e do mundo, mas o segredo é trabalhar sempre com carinho e com mais cuidado”, diz André. “Estar na cozinha é algo que exige paixão. Através da comida, você consegue transpor amor ou ódio. Nesse tempo, eu aprendi que dentro da cozinha só pode existir amor intenso pela gastronomia, meus problemas eu deixo do lado de fora”, confessa o chef. IL GOURMET - Há dez meses, André Chequer resolveu abrir o restaurante IL Gourmet. Ele coordena uma equipe de dez profissionais e está sempre entre a cozinha e o salão. “Atualmente estamos fazendo cardápios mensais, para avaliar os pratos de acordo com o gosto do público e daí, de forma sutil, iremos elaborar um cardápio definitivo”. O IL Gourmet é um dos empreendimentos que integrará a área de convivência do Campus Vivant Club Residence: “entramos com muita honra nesse projeto - e até à inauguração já estaremos mais experientes - pois acreditamos no Campus Vivant sobretudo pela confiança que temos nos empreendedores que estão à frente”, destaca Chequer.

20 gramas de arroz arbóreo 1 lagosta média 200 ml de vinho branco seco 500 ml de caldo de legumes 300 ml de passata de tomate 200 gramas de parmesão ralado 120 gramas de manteiga 1 cebola branca média e ralada Sal e azeite extravirgem PREPARO Doure a cebola junto ao azeite e metade da manteiga. Adicione o arroz arbóreo, refogue e, depois de dois minutos, adicione o vinho branco até evaporar o álcool (cerca de dois minutos). Adicione a água até cobrir a mistura e cozinhe por aproximadamente 20 minutos, adicionando aos poucos o caldo de legumes. Após o arbóreo cozido, reserve. Grelhe a lagosta no forno com manteiga e azeite a uma temperatura de 150 graus. Em uma panela, junte o arroz arbóreo já pronto com a passata de tomate, queijo parmesão, azeite e manteiga para finalizar. Sirva em um prato grande de abas altas, coloque a lagosta grelhada por cima do arbóreo e use alecrim, para finalizar.

FOTOS: ARTHUR GARCIA

do é trazer sabores para o seu cardápio, seja do buffet ou do


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CAMPUS VIVANT

Serviços e interação na Vila

I

magine estar na sua casa de campo, recebendo amigos,

sidades do final de semana. Enquanto a mulher

mas não gostaria de ir para a cozinha. Imagine estar des-

recorre ao salão de beleza, por exemplo, o ho-

cansando no final de semana, mas deseja sair, à vontade,

mem busca o lava-jato.

para comer uma tapioca recheada, com os filhos. Imagine comemorar o aniversário de casamento num restaurante refinado, mesmo quando estiver fora da cidade.

A Vila será instalada no final da avenida de acesso com um calçadão de 20 metros à sua frente para que permita a realização de expo-

Essa é a ideia da Vila de Convivência, um espaço exclusivo

sições e de outras atividades que integrem os

e dedicado à interação, restrito aos condôminos do Cam-

moradores do Campus Vivant. Esse ambiente

pus Vivant Club Residence e seus convidados. Dentro do

poderá receber uma exposição de orquídeas,

Campus Vivant, será construído um centro comercial para

de móveis rústicos, uma feira de literatura,

que as pessoas possam se encontrar para um bate-papo

uma mostra de arte ou mesmo uma apre-

ou uma confraternização e contar com bons serviços e

sentação cultural. Na mesma região, ficarão

bons profissionais.

a capela ecumênica, com capacidade para 60

Serão até 22 lotes comerciais, oferecendo serviços diversos para garantir conforto ao condômino, como restaurante, loja de conveniência, adega, bares, lavanderia, lava-jato, salão de

pessoas e a praça de convivência, os quiosques e os jardins, além da administração geral do condomínio e do salão de eventos.

beleza, entre outros. Os serviços que serão oferecidos dentro

Com a diversidade de serviços e de atrações

da Vila foram apontados, por meio de pesquisa, como neces-

na Vila, o ambiente irá proporcionar, natural-


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domínio, que será responsável pelo gerenciamento do residencial. A administração do condomínio também estará integrada à Vila, assim como o salão de eventos que suprirá uma necessidade da cidade. Vitória da Conquista ainda é carente de espaços para receber eventos e apresentações culturais que exigem estrutura mais sofisticada e que garantam conforto aos espectadores. Identificada essa necessidade, o Campus Vivant vai contar com um salão de eventos mente, às pessoas de diferentes idades e estilos de vida,

multiuso, o qual pode se transformar em casa

a integração social e o convívio em harmonia. No espaço

de shows, em teatro ou em salão de festas.

da Vila, ainda se concentrarão os profissionais oferecidos pelo condomínio, os quais estarão à disposição dos moradores no sistema “pay-per-use”, como, por exemplo, babysitter, massagista, educador físico e fisioterapeuta. Outro serviço, que dará mais comodidade, será o “Disk-Vivant”, que permite ao morador solicitar, por exemplo, carvão, gelo, cerveja, água, entre outros itens oferecidos na Vila, através do interfone.

Com capacidade para 600 pessoas, o salão poderá receber um grande nome da MPB, uma apresentação de teatro e de dança ou servir para confraternizações em datas especiais, como uma festa de réveillon, garantindo aos moradores do residencial maior possibilidade de estar em contato com as diferentes linguagens artísticas e com as ma-

Como o residencial tem cerca de 15 km em vias, a área

nifestações culturais. O salão ainda atenderá

da Vila de Convivência terá vagas para estacionamento e

às necessidades de cada morador, que po-

sanitários. Os lotes comerciais da Vila serão alugados aos

derá usar o espaço para confraternizações

prestadores de serviço, o que vai gerar receita para o con-

entre a família e os amigos.

A Vila será um espaço para a cultura e a diversão entre familiares e amigos


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BEM-ESTAR

Movimente-se!

Mais saúde e mais qualidade de vida. Profissionais recomendam aos idosos e às crianças: não deixem de se exercitar

A

ssim como os canos de ferro, o corpo humano

vida, do acordar ao dormir até a forma de se

também enferruja. Aliar uma alimentação sau-

movimentar”, completa Haley, que trabalha

dável à prática de exercícios físicos é a principal

com idosos em diferentes realidades. “Cada

forma de prevenção de diversas doenças e de combate à

um tem um histórico e vem de experiências

degradação celular, natural no processo de envelhecimen-

diferentes. O profissional que vai trabalhar

to. Tanto os homens quanto as mulheres ficam mais pro-

com o idoso deve respeitar isso e buscar im-

pensos a dores, cansaço e rigidez muscular, com o passar

plementar exercícios físicos que melhor se

do tempo.

adaptem àquele momento”, ressalta.

“A partir dos trinta anos, o indivíduo já começa a perder

De acordo com o profissional, “o mais im-

músculos e a ganhar mais gordura”, diz o educador físi-

portante é que o idoso se movimente. O cui-

co Haley Guimarães, que recomenda a prática de exer-

dado que ele deve ter é buscar profissionais

cícios físicos para melhor lidar com o avanço da idade e

qualificados para avaliar suas condições

com as limitações do corpo, as quais aumentam com o

e prescrever exercícios que irão melhorar

passar dos anos.

o seu desempenho biopsicosocial”, alerta

“A diferença entre quem faz e quem não faz exercícios físicos é gritante. O número de medicamentos que o idoso sedentário é obrigado a usar, o sobrepeso e as limitações de movimento são consequências da inatividade física. Os que fazem atividades físicas têm uma vida completamen-

Haley. “Engana-se quem pensa que o idoso não pode evoluir nos exercícios, ele pode e deve ir elevando a carga de exercícios, com o tempo, mas seguindo as avaliações profissionais”, destaca.

te diferente. É comprovado cientificamente que o exercício

Os exercícios melhoram a função cardiovas-

físico pode aumentar a longevidade e mudar o estilo de

cular e a respiratória, a flexibilidade, auxiliam o fortalecimento muscular, a mobilidade articular e o equilíbrio do corpo, diminuindo as chances de quedas, além de aumentarem a capacidade de os idosos cuidarem de si mesmos, conquistando mais independência, buscando atenuar os efeitos do tempo sobre o corpo. O educador físico Haley Guimarães diz que a prática de exercícios físicos é a melhor forma de lidar com o envelhecimento


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Saiba os principais benefícios de alguns exercícios físicos Natação - melhora a circulação sanguínea e a respiração, queima calorias, trabalha intensamente a parte aeróbica e fortalece os músculos, além de proteger as articulações, ajudando a tratar doenças como artrite e osteoartrite. Corrida - melhora o equilíbrio, a respiração e aumenta a absorção do cálcio pelos ossos. É necessário um bom programa de aquecimento e alongamento, elaborado de acordo com as necessidades e as limitações do idoso. Ciclismo - melhora a parte aeróbica, o equiFOTOS: MICAEL AQUILLAH

líbrio e o fortalecimento dos músculos das coxas e da panturrilha. É recomendado pedalar sempre com capacete, luvas e outros equipamentos, para garantir a segurança ou optar por bicicletas ergométricas. Musculação - fortalece os principais grupos musculares e melhora a respiração e a circulação sanguínea, desenvolvendo o equilíbrio, a potência e a agilidade. Ioga e Pilates - aliviam dores, melhoram a percepção dos movimentos, a flexibilidade e o equilíbrio. Fortalece a musculatura e diminui o estresse. Caminhada - melhora a circulação sanguínea e a respiração. É considerado o exercício mais prático para inserir na rotina e o mais eficiente para pessoas sedentárias e que não estão acostumadas com exercícios. O casal Flordinice e João Soares, de 85 e 90 anos, respectivamente, malham há três anos duas vezes na semana


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REVISTA

De acordo com o profissional, a criança deve Márcio alerta: “crianças

movimentar-se e exercitar-se com o objetivo

precisam praticar ativi-

de prevenir doenças e evitar, por exemplo, a

dades físicas”

obesidade e o aumento de taxas de colesterol e de açúcar. “Num passado não tão distante, os pais podiam deixar os filhos brincar na rua, não precisavam ter essa preocupação de ter que oferecer atividades para eles se exercitarem. Hoje, pela falta de espaços de lazer, de segurança e também de tempo, as crianças estão cada vez mais em casa, presas ao vídeo-game, ao computador e à televisão. Por isso, é preciso que a criança tenha espaços para se movimentar, correr, pular, andar de bicicleta”, explica Márcio. O trabalho, programado para as crianças leva em consideração a faixa etária e os exames médicos que apontam como está o metabolismo da criança, mas deve ser sempre uma ati-

Quanto antes começar, melhor

vidade que envolva e que desperte o interesse

A ideia de “antes tarde do que nunca” não convence os

mente, sem imposições. Além dos benefícios

educadores físicos. Para eles, a pessoa deve iniciar o quanto antes uma rotina de atividades físicas, de preferência, ainda na infância. “Quando o indivíduo começa a fazer atividades físicas desde pequeno, futuramente vai ser um adulto saudável, não há dúvidas disso”, diz o educador fí-

da criança, para que possa ser praticado diariapara o corpo, atividades físicas trazem benefícios sociais e emocionais: a criança consegue extravasar angústias, liberar tensões, torna-se mais feliz, mais comunicativa e mais disposta.

sico Márcio Oliveira, que trabalha com crianças de dois a

Márcio lembra que o corpo tem memória pró-

doze anos de idade.

pria, “o que a gente faz como rotina o corpo

Para incentivar e iniciar as crianças em uma rotina de exercícios físicos, Márcio diz que as atividades devem parecer brincadeiras. “Com o trabalho coordenado por um profissional, toda atividade tem um objetivo e um circuito

guarda, absorve a atividade. Quem inicia uma atividade, ainda cedo e dá continuidade, vai ter melhor condicionamento para a vida toda”, explica.

específico, a criança se diverte, pois acha que está brin-

O ideal é se movimentar sempre e com pra-

cando, mas, na verdade, está praticando atividades físi-

zer, fazer o que gosta é o melhor estímulo,

cas”, explica o professor.

essa é a recomendação!


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CAMPUS VIVANT

Contato com a natureza


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V

er uma planta brotar, crescer, murchar e cair é uma coisa rara, nos dias de hoje, para quem vive na correria das cidades. O dia a dia estressante, a falta de

infraestrutura adequada e as novas tecnologias tiraram os pais e as crianças do convívio com a natureza. O Campus Vivant Club Residence preocupa-se em recuperar esses momentos de saudável interação homem-natureza. A área escolhida para a construção do Campus Vivant possui uma área de preservação ambiental com mais de 680 mil m², incluindo uma mata, um lago e um córrego, os quais serão preservados. A característica da vegetação é mata de cipó, de transição da Mata Atlântica para a caatinga, com plantas com mais de oitenta anos e uma diversidade de espécies da fauna e da flora comuns na região. Animais como tatu e capivara, e plantas como jacarandá e ipê fazem parte da reserva.


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Conheça algumas das trilhas do Campus Vivant São cinco opções para você se exercitar na reserva ambiental do residencial. Conheça cada uma delas: Trilha do piquenique – Essa trilha proporcionará atividades para toda a família. Ao longo do seu percurso, serão encontradas clareiras naturais entre as árvores, onde serão instaladas mesas de madeira para proporcionar a realização de passeios e piqueniques. Trilha do conhecimento – Ao longo dessa trilha, serão encontradas informações sobre os animais que vivem na mata

A mata é uma reserva legal e irá contar com trilhas que permitem diferentes atividades dentro da área para crianças, adultos e idosos. Através das trilhas será possível caminhar, cavalgar, fazer piquenique e andar de bicicleta. Dentro da mata ainda haverá uma fonte de água, condições prática de arvorismo e tirolesa, que ligará a parte mais alta da

e sobre as árvores. As crianças terão a oportunidade, por

mata ao lago.

exemplo, de identificar o habitat do tatu, os ninhos de pás-

Ao redor da mata será cultivado um pomar

saros e de conhecer o nome de plantas comuns na região. Trilha da contemplação – Trilha mais amena e aberta, que permitirá a visualização da área do Campus Vivant e do seu entorno. Contará com bancos, ao longo do seu percurso, e espaços verdes que irão proporcionar o descanso,

coletivo, permitindo ao morador colher frutas como jabuticaba, jambo, jaca e umbu. Um horto permanente de mais de 2 mil m², também será instalado dentro do residencial, onde serão disponibilizadas cerca de 60 mil mudas,

a meditação e a contemplação da natureza.

para arborização do próprio residencial.

Trilha da fonte – Construída ao longo do percurso das

Além da possibilidade de estar em contato

águas que descem da fonte instalada na parte mais alta da mata, esta será a trilha de percurso mais íngreme. Destina-se a quem gosta de se aventurar, de superar obstáculos, com crescente grau de dificuldade, o que exigirá maior condicionamento físico. Trilha da bike – Trata-se de uma trilha específica para quem gosta de pedalar em diferentes condições de terreno, passando por curvas fechadas, ladeiras e lamaçais e enfrentando obstáculos naturais como troncos caídos e mata fechada. Será perfeita para grupos de amigos e amantes do ciclismo.

permanente com a natureza, nas áreas comuns do Campus Vivant, os moradores poderão plantar dentro dos próprios terrenos.


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Colocar a mão na terra, capinar uma horta e colher os fru-

Quem vive em contato com a natureza, vive mais e melhor

tos apazigua qualquer pessoa do ponto de vista emocional e espiritual, é como conectar-se à essência da vida. O lago, já existente, será ampliado para ficar com cerca de 42 mil m², além da criação de um novo lago. Ao longo do lago serão instalados píeres e sua margem será arborizada. A água do lago vem de um córrego que é catalogado pelos órgãos ambientais e que continua seu percurso por debaixo da BR-116, abastecendo a Lagoa de José Luís. Ao longo da extensão do córrego serão colocados dois tanques, à disposição dos amantes da pescaria, com diferentes espécies de peixe. Isolado do lago, o córrego irá garantir tranquilidade para quem quiser praticar a pesca esportiva, podendo, inclusive, levar os frutos da pescaria para casa.

Parece óbvio, mas pesquisadores resolveram comprovar que o contato com a natureza faz bem ao ser humano. Quem opta por uma vida respirando ar puro e aproveitando as sombras das árvores tem, segundo pesquisa

Na parte do lago, os moradores contarão ainda com as

da Universidade de Medicina de Tóquio, cinco anos a

pistas de cooper, com a ciclovia e terão a possibilidade de

mais de expectativa de vida que as pessoas que não

contemplar a natureza, ao andar de pedalinho e de caiaque,

desfrutam do contato com a natureza. Outra pesquisa

opções que dão a possibilidade da prática de exercícios fí-

do Centro Médico Universitário de Amsterdã afirma que

sicos no lago do Campus Vivant.

as pessoas que vivem próximas da natureza têm 21% menos chances de desenvolver depressão. Estudos da Universidade de Essex, no Reino Unido, apontaram que os seres humanos, que estão integrados à natureza, têm mais qualidade de vida e menos problemas psicológicos. O contato com a natureza proporciona relaxamento, principalmente para os sobrecarregados pelas pressões da vida moderna, tornando-se, portanto, uma necessidade vital profunda para o homem. De acordo com os estudos, atividades como caminhada, jardinagem, ciclismo, pesca, canoagem, equitação e outras ligadas à agricultura trazem efeitos mais positivos à saúde e à autoestima das pessoas já nos primeiros cinco minutos. Pesquisadores finlandeses também reuniram provas de que um período de tempo pequeno, por dia, passado próximo a áreas verdes, pode trazer resultados positivos.


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COMPORTAMENTO

vício.com Dez sintomas que revelam se você está viciado em internet. Analise o seu comportamento e comece a revê-lo, ao se identificar com algum dos “sintomas” abaixo. Se disser sim a todos eles, é hora de se preocupar! acha difícil ficar sem internet Deixar de sair Se você rejeita convites para sair ou deixa de ir à casa de amigos e de parentes para ficar em casa, ao computador.

Checar o celular a cada minuto Se você checa o celular em busca de novas atualizações no e-mail e nas redes sociais a cada minuto, mesmo não tendo recebido novas notificações, e faz isso mesmo quando está entre os amigos ou

Sente-se

incomunicável

e

excluído

quando fica sem sinal da internet ou quando o celular descarrega.

Não frequenta ambientes sem wi-fi Sempre que vai a algum lugar procura saber se tem rede Wi-Fi e deixa de frequentar lugares que não liberam o sinal da internet.

Desatento em casa e no trabalho

na mesa de jantar.

Está cada dia mais desatento às coisas

Não consegue controlar seu tempo on-line

e conversando cada vez menos com

Se você não consegue controlar o tempo em que fica on-line e, quando estabelece um limite, passa (e muito) do tempo.

de casa, às responsabilidades do trabalho amigos e familiares.

Dorme cada vez menos Fica ao computador até tarde, vai para cama com o tablet, dorme com o celular do lado e perde noites de sono para ficar em bate-papos na internet.


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Desconforto físico Tem sentido dores na coluna, na cabeça, ou tendinite, frutos da má postura e de horas seguidas sentado à frente do computador.

Mente sobre o tempo que permanece on-line

Desinteresse por outras atividades

Se você mente quando alguém

Não sabe qual foi a última vez que leu um

pergunta

livro, que assistiu a um filme ou que saiu

permanece conectado à internet,

para passear com o cachorro.

por dia, e responde diminuindo o

quanto

tempo

você

número de horas.

DICA VIVANT Desconecte-se! Ao chegar a casa, esqueça o trabalho, procure não checar e-mails e tente ficar nos finais de semana longe das redes sociais. Aproveite o que a vida real lhe oferece!


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TECNOLOGIA

Cinema em casa

Com modernos equipamentos de áudio e de vídeo, você pode transformar sua sala em uma verdadeira sala de cinema

D

omingo, dia de ir ao cinema. Tela grande, som impactante, sala escura, assentos confortáveis e pipoca quentinha. Transtorno para estacionar,

fila grande, preços exorbitantes, pessoas conversando e poucas opções de filmes. Se for analisar as vantagens e as desvantagens, certamente a conclusão será: “quem me dera ter meu próprio cinema”. Com equipamentos modernos de áudio e vídeo é possível tornar esse desejo realidade. A sala de casa pode ser um ambiente agradável e confortável para assistir a grandes filmes com a mesma emoção de uma sala de cinema. Para essa transformação, é preciso saber escolher os equipamentos e a melhor tecnologia para agradar aos mais exigentes fãs da sétima arte.

VÍDEO - Ao planejar o home cine, existem duas opções para o vídeo, um projetor ou uma TV. Entre as opções de TV, a de plasma é a mais recomendada para ambientes escuros. As com tecnologia full HD asseguram ainda mais qualidade. A distância entre o sofá e a tela do televisor deve ser de, no

A distância entre o sofá e a tela do televisor deve ser de, no mínimo, 2 metros.

mínimo, dois metros, para que ninguém fique com a vista cansada, principalmente se a TV passar de 42”. Quando se opta por um sistema de projeção, a sensação de estar no cinema é bem maior. Um projetor de alta definição deve ter a partir de 720 pixels de resolução. Para garantir ainda mais qualidade, invista em projetores full HD (1080 pixels) e compatíveis com a tecnologia 3D.

existem marcas que dispõem de um sistema que esconde o projetor dentro do forro da casa, deixando o ambiente limpo, quando não se está usando a projeção. Há quem prefira fazer a projeção na própria parede da sala, desde que ela seja branca. Não deixe de observar, no manual do projetor, as distâncias mínimas e

Para a projeção, é necessária a instalação de uma tela,

máximas com as quais esses equipamentos

algumas oferecem o sistema elétrico de acionamento. Já

trabalham.


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ILUMINAÇÃO - Para melhor aproveitamento da imagem,

de áudio. Normalmente, são compostos por

é necessário que a sala esteja totalmente escura. Verifique

duas caixas frontais, duas traseiras para os

a iluminação natural do ambiente para escolher cortinas

efeitos surround, uma central e o subwoofer,

adequadas para bloquear toda a luz externa. Outra dica é

para sons em baixa frequência.

projetar luminárias viradas para a parede para criar aquele ar mais aconchegante.

Apontadas para o sofá, espalhe as caixas em vários pontos da sala para que o som ocupe

ÁUDIO - Para o home theater, o sistema básico deve ser

todo o ambiente, com qualidade. Posicione as

composto por um receiver 5.1 canais, padrão de áudio da

caixas frontais a cerca de 1,20m da tela e o

maioria dos DVDs. Já existem sistemas 6.1 e até de 7 saídas

subwoofer no chão.


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POSICIONAMENTO ISOLAMENTO - Para assistir aos filmes com paz e tranquilidade e não incomodar os vizinhos ou as pessoas que estão em outros cômodos da casa, é necessário fazer o isolamento acústico do ambiente - esquadrias acústicas nas janelas podem ser suficientes. Revestimentos de espuma ou de madeira preenchida com lã de vidro são alguns exemplos

DAS CAIXAS Para garantir melhor qualidade de áudio em sua sala de cinema, os equipamentos do seu home theater devem ser bem instalados e distribuídos no ambiente. Todas as caixas devem ser viradas para as poltronas

de materiais que são usados para esse fim.

e sofás, que devem estar centralizados.

Outra saída consiste em construir paredes com tijolos

A imagem acima ilustra o posicionamento

maciços, lajes maciças ou gesso acartonado. Alguns elementos da sala também contribuem com o isolamento da acústica: painel de madeira posicionado atrás do sofá, cortinas de tecido, tapetes na sala e piso com carpete de naylon. Pronto, agora é só pegar a pipoca!

das caixas de som: duas caixas frontais, uma central (que está sobre o rack, na imagem), duas traseiras para os efeitos surround e a caixa subwoofer para sons em baixa frequência no chão da sala, de preferência sobre um tapete.


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ARTE

Mistérios em tela e papel A imaginação preserva o menino Adilson Santos, hoje bem mais experiente que quando saiu do sertão baiano para ganhar o mundo, através de pinturas e de desenhos nos quais impera o mistério

E

m 1962, o Lions Club de Vitória da Conquista recebeu quadros e desenhos de um jovem de 17 anos, recém chegado

de Poções. Três anos depois, suas obras estavam expostas em Salvador. Em 1969, seguiu para o Rio de Janeiro, onde viveu por trinta e sete anos. Do Rio, suas obras foram espalhadas pelo mundo. De volta a Vitória da Conquista, Adilson Santos colhe os frutos de uma carreira artística bem-sucedida, construída a muito custo, muita tinta, papel e, principalmente, mistérios. “Inventei para a família que ia fazer arquitetura, mas o que eu queria era sair de Conquista, eu via que não tinha nada para mim, então coloquei meus quadros nas costas e fui embora para Salvador, achando que eu ia chegar lá e arrasar”, lembra o pintor e desenhista sobre a ousadia que pode ser apontada como o seu primeiro passo para a profissionalização como artista.


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Com pouco dinheiro, que conseguiu com a venda de dois quadros - “pintados de forma muito amadorística” - a um médico, em Conquista, Adilson levava na mala a coragem e uma carta de recomendação. “Era uma carta de Aloísio Lacerda para o amigo Jorge Amado. Não sei como, mas consegui o telefone de Jorge que foi me visitar no pensionato onde eu estava morando. Recebeu a carta, olhou os quadros e conversou comigo uma tarde inteira. Ele me disse que eu era um rapaz de talento, que dali eu iria para a frente, mas que não seria brincadeira a minha jornada, me alertou que era difícil para o artista, ainda mais para o artista jovem, e me prometeu um prefácio para quando eu estivesse pronto para fazer uma exposição. Aquilo, para mim, já estava ótimo”, conta. As palavras de Jorge Amado ficaram registradas na memória do jovem pintor e, no prefácio para uma exposição realizada em 1968, em Salvador, constava: “o jovem cheio de talento um dia recém-chegado do sertão cresceu num artista cuja inquietação criadora já é realidade indiscutível no meio plástico da Bahia”, escreveu. “A exposição de Adilson será sucesso em qualquer parte onde se realize”, afirmou Jorge. No pouco tempo que morou em Salvador, Adilson conseguiu firmar-se como artista. Frenquentava galerias e convivia com outros artistas de renome. “Era o que eu buscava. Quando eu cheguei a Conquista, eu avancei um pouco, porque em Poções eu não tinha acesso a material visual de arte, era só o cinema que me fazia mais curioso. Então, imagine em Salvador! Saí de Conquista achando que


FOTOS: MICAEL AQUILLAH

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já sabia tudo, mas foi em Salvador que eu cresci. Convivi

Adilson participou da primeira Bienal de Artes

com artistas como Floriano Teixeira, Renot, Carybé e Má-

Plásticas da Bahia, em 1966, com todos os

rio Cravo, os quais, naquela época, já tinham 25, 30 anos

quadros aceitos. “Com o dinheiro da Bienal e

à minha frente. Eu com pouco mais de 20 anos, e eles,

de alguns quadros que vendi, fui embora para o

na faixa dos 50, isso foi enriquecedor”, diz ele, que teve de

Rio de Janeiro. Recebi um convite para um ex-

apresentar seus desenhos para serem julgados por esses

posição e resolvi ir de vez. Eu sempre fui muito

nomes, para fazer uma exposição.

corajoso, eu acreditava que eu era bom e não

“Pode expor o trabalho do rapaz que eu assino embaixo”, foi o que disse Mário Cravo para Renot, dono da Galeria

tinha medo de nada, mas foi no Rio que eu subi mesmo”, reconhece.

Querino, em 1966. “E Mário ainda me convidou para ser

Morando em Ipanema, conhecendo coi-

professor na Escola de Belas Artes, onde ele era diretor,

sas que o menino da pequena Poções não

eu não aceitei porque eu não sabia dar aula, ‘eu não tenho

imaginava sequer existirem, Adilson passou

nenhuma formação, não estudei história da arte’, eu disse

a frequentar galerias famosas, grandes li-

a ele, que ainda insistiu”, relembra. Vivendo em um quar-

vrarias, teatros e a vivenciar encontros de

to de pensionato com menos de 15 m², na capital baiana,

músicos, “eu me embebedava de cultura”.

Adilson conseguiu realizar várias exposições e vivenciar

Essas oportunidades foram aproveitadas

muitas experiências. “No início, eu quase morri de fome,

pelo jovem artista autodidata que foi ama-

foi dureza, mas dureza mesmo”. Ficou em Salvador pouco

durecendo seu trabalho com a experiência e

mais de três anos, “mas fiz tantas coisas que me parece-

a trajetória. “Eu tive a sorte de conviver com

ram mais de trinta”.

grandes nomes da cultura carioca pelo fato


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de ser jovem. Cheguei ao Rio com 25 anos e numa época

A OBRA - Em 1983, Artur da Távola escreveu

riquíssima culturalmente que me permitiu conviver com

que “Adilson Santos teve o sucesso de reali-

Artur da Távola, Rubem Braga, Paulo Moura, Cildo Mei-

zar uma pintura de impecável valor figurativo,

reles, Márcio Montarroyos, conheci Vinícius de Moraes,

de evocações possíveis ao surrealismo”. A in-

Chico Buarque, Tom Jobim e Milton Nascimento, em bo-

fância, as memórias, as casas simples de Po-

tequins, restaurantes e bares que frequentávamos”.

ções, as brincadeiras, os sonhos, os medos, a

“Tem que ser prioridade do artista ir para um centro maior. Ter talento e não ter trajetória não adianta. Quem quer viver de arte tem que ir para onde as coisas acontecem. Ainda nos tempos atuais, ficar em Conquista não dá ao artista a verdadeira dimensão do seu talento e da sua carreira. Quando você sai é que você se descobre”, acrescenta. “Agora, é um desafio. Para seguir na arte tem que ter garra, foi o que eu mais tive na minha vida, eu sempre confiei no que eu fiz, foi o que me fez ir atrás das coisas”.

natureza e a mulher, são elementos pintados e desenhados por Adilson Santos, o artista do mistério, título que lhe foi dado em decorrência da forma provocativa com que ele retrata a sua cidade e a sua própria infância. “É tudo extremamente imaginativo. Minha obra é baseada na minha imaginação. Nunca fui de pintar o cotidiano ou paisagens, minha pintura é cerebral, é associada a uma conotação surrealista”, define.

Com ousadia e coragem, Adilson fez mais de 40 exposi-

O mistério, porém, aparece em formas ele-

ções no Rio de Janeiro. Suas obras estão espalhadas pelo

gantes, nos olhares, na figura feminina, no

mundo inteiro. Ele participou de várias exposições cole-

ar lúdico dos brinquedos de infância, no ar

tivas internacionais, em países como Alemanha, França,

nostálgico das memórias. “Minhas obras le-

Itália, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Co-

vam as pessoas a fazerem um diálogo con-

reia do Norte. Não faz ideia do quanto já pintou e dese-

sigo mesmas, levam à indagação, fazem a

nhou, “mas precisaria mais de uns 100 anos para fazer um

pessoa viajar olhando para o quadro. Para

monte de coisa”, brinca.

mim, desde criança, tudo tem um mistério.


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Quando eu tinha entre nove e dez anos eu ficava tentando entender o universo, tentando compreender como funcionava e me fazia mil perguntas. Era como uma namorada que eu tinha, nessa idade, a gente só trocava olhares, não se falava, mas tinha aquele negócio de ela ficar na janela e de eu mandar presentes, a gente até brigava. Isso é fantástico”. Adilson explica que o processo de criação de uma tela difere do que ocorre no desenho: “quando vou fazer uma tela, eu já sei qual vai ser o resultado; no desenho, o inconsciente funciona de forma extremamente livre, eu tenho mais liberdade; enquanto a pintura é mais idealizada e elaborada, no desenho, as coisas vão-se juntando de forma destoante, mas, no final, tudo se interliga em sentido harmônico”. AMADURECIMENTO - Rubem Braga escreveu, em 1974, que ele era “um artista autêntico a madurar”. Adilson já amadureceu e melhora, segundo ele, com o tempo. “Diferentemente do atleta, em que o físico não acompanha, o artista vai amadurecendo e fica mais sábio com o tempo e com a prática. Minha mente não para, é um negócio fantástico. Todo dia eu faço pinturas, todo dia eu desenho, a cabeça está sempre trabalhando. Meu cotidiano é pintar e desenhar, não há outra coisa”.

LiVRo - Lançado no final de 2013 em dois volumes, o livro “O Exercício Livre da Memória – desenhos e pinturas de Adilson Santos” reúne obras do artista em suas diversas fases, organizadas pela pesquisadora e museóloga Irene Soares Santino. O primeiro volume apresenta a produção no período dos anos 1960-70, época

Sobre a inspiração que nunca acaba, ele diz: “ainda hoje,

de ebulição cultural no país, com um trabalho

eu vivo das minhas fantasias, fantasias que não têm res-

bem definido que se alinhava ao estilo “Nova

postas e, no dia em que tiverem, isso tudo acaba, se esgo-

Figuração”, que se consolidava no Brasil, na-

ta. A imaginação é o espaço da liberdade e, no meu caso, a

quela época. O segundo volume apresenta a

liberdade é fazer uma narrativa do meu próprio eu”.

maturidade de Adilson, com as obras a partir

Jorge Amado registrou que, quando chegara a Salvador, Adilson era “sem ânsia de sucesso fácil, trabalhou dura e tenazmente”, talvez por isso o artista tenha conseguido se

dos anos 1980. De acordo com a organizadora, a obra de Adilson é “a história de vida, é o passo a passo da longa estrada percorrida por ele”.

dedicar integralmente à sua arte. “Nunca fiz outra coisa,

A coleção de pinturas e desenhos foi publicada

sempre vivi da arte. Minha obra é o tempo de uma vida, da

com o apoio da Caixa Cultural e é encontrada

minha vida”.

na Livraria Nobel em Vitória da Conquista.


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ÂNGULO

RAÍZES DO TEMPO

Por Micael Aquillah


Revista Vivant Ed. 01  

Vitória da Conquista - Maio de 2014

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