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rentes combinações. Nos Açores é comum ouvir-se dizer que, se não se está a gostar do tempo, em 10 minutos já se tem outro. As temperaturas do mar sofrem influência da Corrente do Golfo, sendo também elas amenas e entre os 14ºC no inverno e os 24ºC no verão, podendo atingir picos de 26ºC. Sendo o clima ameno e tendo as ilhas uma aparência extremamente verdejante durante todo o ano, não existe propriamente uma altura ideal para ir, tudo dependerá daquilo que procura. O melhor será procurar as datas especiais de cada ilha e juntar alguma diversão às suas férias. Apesar disso, o meu conselho é que procure visitar as ilhas durante o período do verão europeu, mais concretamente entre maio/junho e setembro/outubro.

Como ir? São várias as alternativas para voar para as ilhas a partir de Lisboa. Da mais económica (cuidado com o peso e o tipo de bagagem) a Easy-jet, que voa somente para São Miguel, à TAP com voos para as ilhas de São Miguel e Terceira, e à SATA com voos para todas as ilhas e com ligações regionais diárias entre todo o arquipélago. Entre todas as companhias que voam para os Açores há uma oferta de vários voos diários, aumentando a oferta durante o período do verão. Para quem vive no Brasil a maneira mais fácil talvez seja fazer a marcação através da TAP. Esta, em parceria com a SATA, oferece voos que ligam várias cidades Brasileiras a todas as ilhas do arquipélago. Tendo ainda a possibilidade de utilizar a opção multi-city e marcar as suas passagens já com ligações entre ilhas. Poderá optar por voar diretamente ou por passar um dia ou dois na Capital Portuguesa.

Onde ficar? A oferta é variada, mesmo sem a presença dos grandes grupos internacionais hoteleiros, mas com a presença do maior grupo português, o Grupo Pestana e com a oferta de grande qualidade que está presente nos hotéis do Grupo Bensaúde. Podemos ainda encontrar vários hotéis, pousadas, pensões, hospedarias e até quartos, apartamentos e casas para arrendar durante as férias. Através de vários sites de internet é fácil aceder a esta informação, nem que seja utilizando um simples “motor de busca” como o Google. Além da hotelaria tradicional os Açores ainda oferecem vários parques de campismo e algumas Pousadas da Juventude. Um alojamento muito procurado e de grande qualidade são as Casas Açorianas, o turismo em espaço rural e o turismo de habitação. Aqui a oferta é também variada sendo cada vez maior a procura, por parte dos turistas, de um estilo típico de antigas pe-

quenas casas, hoje recuperadas, e que serviam no passado para funções agrícolas, as Adegas. Através de uma qualquer agência de viagens ou procurando na internet, facilmente se encontra informação relativa às unidades de alojamento disponíveis nos Açores, tanto através do “Booking”, do “Trivago” ou de outro site especializado. E a oferta está disponível para vários tipos de “bolsas”. Aconselho uma visita ao site www.casasacorianas. com para conhecer mais um pouco sobre este meio de alojamento cada vez mais célebre nas ilhas.

O que fazer? Muito há para fazer nas ilhas … canoagem/kayaking, canoagem, geoturismo, golfe, iatismo, parapente, observação de aves, passeios a cavalo, passeios de bicicleta/BTT, passeios pedestres/trilhas, surf, saúde e bem-estar, pesca desportiva e Big-game (pesca de espadim, espadarte, atuns, …) até aos ex-libris que são a observação de cetáceos (os açores são considerados o melhor lugar do Mundo para esta atividade, são cerca de 34 espécies que podem ser observadas no Mar dos Açores), os passeios de barco e de botes baleeiros e o mergulho com escafandro. Não esquecendo de provar a gastronomia Açoriana. Sobre esta matéria já tive o prazer de escrever para a revista Valeu em edições anteriores, pelo que não vou agora alongar-me, repetindo aquilo que facilmente poderão ler novamente através do site da revista Valeu, revistavaleu.com.br: “Turismo de Experiência, a nova realidade”, “Os Açores e o Turismo Náutico”, “Açores, um paraíso no imenso Azul Atlântico“. A expressão “rodeado de natureza por todos os lados” bem que podia ser usada para tipificar a Região dos Açores. O arquipélago oferece condições únicas para o desenvolvimento do turismo de natureza, graças ao seu património natural único, o qual verteu as suas influências num património arquitetónico e cultural cheio de idiossincrasias. Essa herança foi preservada e classificada e inclui a biodiversidade marinha, a flora e a fauna, cavidades vulcânicas e geopaisagens, parques e jardins botânicos, bem como outros recursos naturais exclusivos de cada ilha. Toda esta bio e geodiversidades, juntamente com as cidades e aldeias tradicionais dos Açores, apresentam oportunidades sem igual para o turismo de natureza. Nos exemplos da qualidade e riqueza à espera de serem exploradas incluem-se as rotas turísticas temáticas, como aquelas dedicadas ao vinho, vulcões ou termalismo, trilhos pedestres delineados através de deslumbrantes paisagens naturais, mergulho e fantásticos campos de golfe com vista para o mar e a montanha (Turismo dos Açores, 2016). Da gastronomia Açoriana muito há a dizer, desde os peixes e mariscos, grelhados, fritos, guisados, assados, em caldeiradas ou em caldos de peixe, sobressaem pela frescura, às lagostas, cavacos, santolas e caranguejos onde se juntam os crustáceos como as cracas ou as lapas. Em São Jorge, crescem as únicas

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Valeu Março 2016  
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