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Susan Müller e seus florais de Bach

o poder curativo das plantas “A Vida não espera de nós sacrifícios inatingíveis, ela apenas pede que façamos nossa jornada com alegria em nosso Coração e para ser uma bênção para todos aqueles que nos rodeiam. Se nós fazemos o mundo melhor com a nossa visita, então nós cumprimos a nossa missão.” Dr. Edward Bach Imagine a cena: no início dos anos 30 do século passado, um investigador universitário, patologista e bacteriologista do University College Hospital e do London Homeopathic Hospital, passeando pelos campos verdejantes do País de Gales em uma manhã ensolarada, foca a sua atenção nas gotículas de orvalho que cobriam as folhas das plantas ao seu redor, intuindo que alimentadas pelo Sol virariam reservatórios dos poderes curativos das plantas sobre as quais pousavam e inicia uma laboriosa investigação, que o leva ao desenvolvimento da terapia floral que acabou ganhando o seu nome. Parece uma cena de filme, mas não é. Esta imagem bucólica e quase mística está na origem de um método de tratamento que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece como complementar das terapias alopáticas desde 1976 e que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos em todo o mundo, os Florais de Bach.

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De fato, Edward Bach, o bacteriologista que decidiu abandonar todo o seu trabalho como investigador convencional e um lucrativo consultório em Londres, partindo para Gales para procurar na natureza o poder curativo das plantas, foi o pai deste revolucionário método de tratamento, a que os especialistas chamam de “sutil”, por ter como base a energia vibracional.

Mas, afinal, como é que o orvalho sobre as plantas pode curar? Segundo o próprio Dr. Bach: “Elas não curam, atacando a moléstia, mas inundando-nos o corpo com as formosas vibrações da nossa Natureza Superior, na presença das quais a moléstia se derrete, qual neve ao calor do sol”. Será que algo de tão poético funciona realmente? A OMS diz que sim e os investigadores de Física Quântica dedicam-se há muito ao seu estudo. Para tentar perceber melhor o funcionamento desta terapia, conversamos com Susan Muller, farmacêutica e analista clínica que há 13 anos decidiu, literalmente, mudar de vida e dedicar-se ao estudo dos Florais de Bach e à homeopatia. A casa de Susan e Loy, bem no centro de Timbó é uma espécie de oásis dentro da cidade. Na enorme varanda que antecede a entrada, um sem número de beija-flôr debicam água em um reservatório pendurado para o efeito, enquanto dezenas de borboletas de todas as cores prendem a nossa atenção. Susan recepciona-nos com um café acabado de coar, que tomamos em frente a um jardim cuidadosamente tratado, antecâmara perfeita para o início da conversa acerca da terapia floral: Susan: Então, vamos começar. Essa revista aqui – Mostrando um exemplar de uma revista de farmacêutica - é própria lá da profissão. Não é uma revista recente, é de 2012, mas ela aborda justamente o tema dos florais do ponto de vista farmacêutico, que é uma visão importante, porque as pessoas questionam “sim, mas isso faz efeito?”, “isso é uma coisa mística ou é realmente um medicamento que tem efeitos concretos e aprovado pela ANVISA?” “É

Valeu Março 2016  
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