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Distribuição Gratuita

JULHO DE 2010 - Nº 4

BRASIL: O PAÍS QUE QUEREMOS

PÓS GRADUAÇÃO Gerenciamento de Projetos ENTREVISTA

Sr. Antônio Carlos Pinheiro Pioneiro no mercado digital baiano

E mais: Moda e as novas áreas do Direito!


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O Brasil que queremos. Fátima Reis Presidente

REVISTA DO

CARTA AO LEITOR

Diretora Geral Fátima Reis Diretor de redação Paulo Assunção Diagramação e arte Ricardo Modesto

2010 é ano de eleições. É tempo de refletir sobre o Brasil que queremos. O futuro de nosso país depende das decisões e ações de cada um de nós. Quando votamos temos o direito e o dever de conhecer os projetos daqueles que, através do nosso voto, terão o poder nas mãos. Muitas pessoas não gostam de falar sobre política. Acham um assunto chato e distante do dia a dia das pessoas comuns. Porém, a política influencia fortemente na nossa vida e devemos acompanhar com interesse os atos de nossos governantes. Lembrem-se: os que não gostam de política são governados pelo que gostam. Quando votamos em alguém, somos co-responsáveis pelos seus atos, por isso devemos pesquisar sobre a vida dessas pessoas e cobrar delas que tenham responsabilidade com a aplicação dos impostos que pagamos. Fazendo isso, estamos contribuindo diretamente no desenvolvimento do nosso país. Acreditem! Cada um fazendo a sua parte, a gente pode construir um estado, um país e um mundo melhor.

Fotografia Fábio Meneses Stúdio Samuel Cerqueira Produtor de vídeo Leo Braga Lego Produções Capa Antonio Carlos Pinheiro Fundador da Copiadora Universitária Impressão Tiposet Tiragem 10.000 exemplares Publicação Trimestral Colaboradores Italo Caput, Fernanda Souza, Everton Souza e Gil Carvalho. Distribuição Gratuita nas Universidades, Faculdades, Centros Universitários e EAD de Salvador. Agradecimentos Leda Reis, Carlos Pinheiro, Italo Caput, Ricardo Modesto, José Linhares, Paulo Assunção, Yula Verde, Leo Braga, Paulista, Edmilson Rios, Victor Dias, Priscyla Caldas, Zezé da Silva, Fernanda Souza, Everton Souza, Suzana Souza, Gil Carvalho, Cristiane Arcuri, Sandra Reis, Joe Franklin, Patrícia Rebouças, Ana Portuguesa, Helaine Shindler, Cilene Andrade, Sheila Ribeiro, Lucas Vilas Boas, Samuel Cerqueira, Leonor Cerqueira, Robson Santos, Fábio Meneses, Ana Bandarra, Odimyr Bandarra, Bárbara Cavalcante, Monique Abdon, Antônio Lima, equipe Ekaaty Linux, Marileide Cintra, Pablo Lobo, Priscila Freire, Guilherme Garcia, Grupo de teatro Improriso, Guga Walla, Estação Design, Celene Oliveira, Helena Oliveira, Vanessa Oliveira, Antônio Freire, Adriana Campos, Dj 7 e todos as pessoas que acreditam nesse projeto.

Que o amor de Deus inunde os vossos corações! Forte abraço, leitor@revistadouniversitario.com

Todos os direitos desta revista são reservados a Shamah Grupo Reis Ltda. CNPJ: 09.129.730/0001-61 Esta publicação não se responsabiliza por conceitos ou opiniões emitidas em artigos assinados. www.revistadouniversitario.com contato@revistadouniversitario.com 71 3495-4815 / 9618-6499 / 9127-9704 / 8111-2113


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Sumário 14

PÓS GRADUAÇÃO 8 - Gerenciamento de Projetos SAIBA MAIS! 12 - As novas áreas do Direito: O direito Informático ENTREVISTA 14 - Sr. Antônio Carlos Pinheiro ESPECIAL 16 - Brasil: O país que queremos

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COQUETEL DE LANÇAMENTO 24 - 3ª edição da Revista do Universitário e 3ª edição da Feira de Formandos e Universitários VITRINE DE CARREIRAS

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26 - Moda INFORME PUBLICITÁRIO 28 - Clarear


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PÓS GRADUAÇÃO

Gerenciamento de Projetos De tempos em tempos uma profissão entra na moda. Entre as que hoje despontam entre as mais procuradas, principalmente em cursos de pós-graduação, está a de Gerente de Projeto. Mas, para entender o que é o Gerenciamento de Projetos é preciso primeiro definir o que chamamos de Projeto. Esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Essa é a definição formal de um Projeto. Diariamente milhões de projetos são tocados pelo mundo. Os objetivos desses projetos variam de um novo aparelho eletrônico ou um software de computador à construção de uma usina hidroelétrica ou uma formatura. É o Gerente de Projetos o profissional responsável por empregar um conjunto de conhecimentos e técnicas que permitem que esses objetivos sejam atingidos dentro de requisitos de prazo e recursos, humanos e materiais, limitados.

conhecido como Project Management Body of Knowledge (PMBOK). O PMBOK é um conjunto de conhecimentos e técnicas utilizadas no gerenciamento de projetos. A partir de então o PMBOK vem sendo mantido e ampliado por organizações internacionais que buscam desenvolver e valorizar a profissão de Gerente de Projetos.

PMI e PMP Entre as organizações dedicadas ao Gerenciamento de Projetos, a mais conhecida no Brasil é o Project Management Institute (PMI). O PMI foi fundado em 1969 nos Estados Unidos com o objetivo de congregar os profissionais que trabalham como gerentes de projetos, fortalecendo o networking entre seus membros e o compartilhamento de soluções para problemas comuns da área. Atualmente o PMI tem mais de 285.000 membros em 160 países, entre eles o Brasil. Entre suas diversas publicações especializadas, destaca-se justamente um livro chamado A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide). Este livro fornece, segundo suas próprias palavras, “um vocabulário comum para discutir, escrever e aplicar o gerenciamento de projetos”. Para os gerentes de projetos, o PMBOK Guide funciona como um livro referência, repleto de boas práticas.

História Pode-se dizer que a profissão de Gerente de Projetos nasceu junto com a civilização. Desde que o homem começou a dominar a natureza e a erguer suas primeiras construções havia alguém responsável por controlar o processo. Esse papel, naquele tempo, era desempenhado pelos grandes sábios que desenvolveram os rudimentos da engenharia e da arquitetura moderna. Sem saber, foram também os antepassados dos atuais gerentes de projetos. Mas foi na década de 50 que as técnicas de gerenciamento de projetos ganharam impulso. Foi nessa época que o trabalho de dois engenheiros e teóricos da administração, Henry Gantt e Henri Fayol, na pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de controle e planejamento foram combinados para formar a base do que depois ficou 8

O PMI também promove um conjunto de certificações profissionais que funcionam como selos de garantia para os profissionais que trabalham na área. A mais conhecida dessas certificações é a Project Management Professional (PMP). Para obter essa certificação, o candidato deve: • Comprovar experiência de 3 ou 5 anos trabalhando em pelo menos um dos processos de gerenciamento de um projeto; • Comprovar 35 horas de treinamento formal em Gerenciamento de Projetos; • Ser aprovado em um exame de 200 questões; • Aderir a um Código de Conduta Profissional. Atualmente existem mais de 370.000 PMPs em todo o mundo. Profissionais que não preenchem os requisitos para a certificação podem candidatar-se a outras certificações, como a Certified


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PÓS GRADUAÇÃO Associate in Project Management (CAPM), voltadas para profissionais menos experientes.

Mercado Para ser um bom gerente de projetos, o profissional deve, além de dominar, no mínimo, as técnicas descritas no PMBOK, apresentar e desenvolver algumas características de personalidade e comportamento. Entre elas destacam-se: • Possuir grande capacidade de comunicação. Estabelecer objetivos claros e alcançáveis e comunicá-los com precisão é essencial; • Ser organizado e capaz de gerenciar o seu tempo com eficiência;

se do mercado pelo gerenciamento de projeto. Cada vez mais empresas têm investido na formação interna de gerentes de projetos para maximizar a previsibilidade de projetos de porte, muitas vezes, infinitamente menor a uma hidroelétrica. Por isso mesmo, dominar as técnicas de Gerenciamento de Projetos e, principalmente, possuir uma certificação profissional internacionalmente reconhecida, como é o caso do PMP, é visto como um diferencial pelas empresas, mesmo que o profissional não atue todo o tempo como um gerente de projetos. Resumindo, praticamente qualquer tipo de empresa (pequenas, médias, grandes, públicas e privadas) em todos os setores da economia pode se beneficiar do emprego das técnicas de gerenciamento de projetos.

• Ter habilidades de negociação e gerenciamento de conflitos;

Onde Estudar

• Ter bom raciocínio analítico e capacidade de identificar riscos e antecipar problemas;

Nos Estados Unidos, existem faculdades com cursos de graduação em Gerência de Projetos. No Brasil, o mais comum é encontrar formação na área em nível de pós-graduação ou através de treinamentos livres, normalmente contratados por empresas para seus empregados.

As habilidades de um Gerente de Projeto são especialmente apreciadas em projetos de grande porte cujo produto final é complexo e o orçamento disponível para execução é vultoso. No atual cenário de forte investimento em infra-estrutura (setor de construção civil aquecido, Copa 2014, Olímpiadas de 2016, etc), a procura por gerentes de projetos tem aumentado. A miríade de investimentos relacionados ao pré-sal (ver RU Ed. 3) certamente manterá aquecido a demanda por esse tipo de profissional no setor de energia. Contudo, não são somente os projetos de infraestrutura e energia que tem despertado o interesSaiba Mais: • PMI Internacional (em inglês) http://www.pmi.org/ • PMI Brasil e PMI Bahia http://www.pmi.org.br/ http://www.pmiba.org.br/ • Project Lab: Centro de Treinamento representante da RMC Project Management no Brasil http://www.projectlab.com.br/index.asp • Mundo PM: Publicação especializada em Gerenciamento de Projetos http://www.mundopm.com.br/ 10

Na Bahia, faculdades como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), Unifacs, Unijorge e UCSal oferecem MBAs com ênfase em Gerenciamento de Projetos. Na verdade, por ter se tornado uma espécie de “carreira febre”, o mais difícil é encontrar uma faculdade que NÃO ofereça algum tipo de pós-graduação em Gerência de Projetos. Um curso interessante para os profissionais que desejam uma pós-graduação na área e ao mesmo tempo se preparar para a certificação PMP é oferecido pela Faculdade Social. Qualquer pessoa com diploma de nível superior pode candidatar-se a uma vaga em um desses cursos de pós-graduação. Para os que desejam algo mais rápido, cursos, como os oferecidos pela Project Lab, empresa carioca representante no Brasil da conceituada empresa norte-americana Rita Mulcahy Project Management, em Salvador, são uma boa pedida. Falecida em 2010, Rita Mulcahy foi considerada uma das maiores especialistas mundiais em Gerenciamento de Projetos. Sua obra PMP Exam Prep é um best seller internacional há mais de 10 anos e é considerada uma referência fundamental no estudo para a certificação PMP.


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SAIBA MAIS!

As novas áreas do Direito: O Direito Informático Manuel Martín Pino Estrada Formado em Direito na Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Diretor de Relações Acadêmicas da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (SOBRATT), Professor de Direito Informático e Direito do Trabalho na Unime de Lauro de Freitas.

Direito Informático é uma área jurídica que estuda a influência da informática e das novas tecnologias da informação e das telecomunicações nas relações jurídicas do cotidiano. Além disso, os praticantes desse tipo de Direito também tentam dar soluções para problemas que desafiam os legisladores que, muitas vezes, não conseguem acompanhar as inovações tecnológicas por falta de preparação dos mesmos nos temas de tecnologia ou por mera falta de conhecimentos jurídicos, pois, vale ressaltar que, de cada dez projetos de lei, nove são feitos pelos assessores parlamentares que têm formação em Direito. As tecnologias vão se modernizando todos os dias e, por conseqüência, surgem diariamente novas formas de fazer negócios, novas formas de trabalho, novas formas de prestar serviços e, infelizmente, novas formas de cometer crimes também. Então, como lidar com tudo isto sem uma lei que nos dê alguma diretriz? Nesses casos, poderíamos ir aos princípios gerais do direito para encontrar alguma solução, mas a nossa doutrina jurídica, ensinada nos cursos de Direito, não ensina nada a respeito de Internet e temas afins. Logo, interpretar as situações reais à luz desses princípios torna-se difícil em muitos casos. Pra complicar, não existe jurisprudência suficiente para nos conferir certeza jurídica. 12

O aluno do Direito, geralmente, não tem contato aprofundado com as novas tecnologias. Seu conhecimento de tecnologia os leva a concluir que ter um email e saber pesquisar no Google é suficiente. Essa falha decorre dos cursos de Direito que, muitas vezes, não têm uma disciplina de Informática nem de Direito Informático. Dessa maneira, muitos bacharéis acabam saindo da faculdade achando que o mundo é como trinta anos atrás, enquanto nos escritórios de advocacia a realidade é bem diferente. Nessas empresas, o advogado iniciante irá se deparar com processos civis eletrônicos, crimes eletrônicos, contratos empresariais eletrônicos, trabalho à distância via Internet, negócios reais acontecendo nos mundos virtuais. Só para exemplificar, empresas como IBM e Microsoft utilizam, há muito tempo, o Second Life para atender clientes e fazer negócios. É importante salientar que o fato de os alunos de Direito não terem contato com as novas tecnologias não significa que estas não existam. A Internet e as tecnologias de informação e telecomunicações estão se atualizando constantemente e, considerando que os cursos de Direito não preparam os seus alunos de forma adequada, os juízes também encontram dificuldades para julgar casos que envolvem essas novas tecnologias. Além disso, os editais de concursos para este tipo de funcionário público não demandam pré-requisitos dessa natureza. Dessa forma, vemos o mundo mudar na “velocidade da luz” enquanto muitos juízes ainda escrevem à mão as suas decisões para posterior digitação de um secretário. Mas, as coisas começam a mudar. Alguns juízes, como o juiz trabalhista Firmo Leal de Ipiaú/ BA que simplesmente fala a sua sentença para um computador transcreve em um documento, já compreenderam que a tecnologia estará presente em quase toda situação a ser analisada. Aqueles que investirem na área do Direito Informático ou, como também é conhecido, Direito Eletrônico terão um promissor campo de atuação. Mesmo para aqueles que não desejam trabalhar diretamente com esse direito específico, a minha recomendação é procurar manter-se atualizados com relação a novas tecnologias, buscando compreender o impacto delas no cotidiano e nas leis. Para saber mais: • Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico http://www.ibde.org.br/page.aspx


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ENTREVISTA

Sr. Antônio Carlos Pinheiro Antônio Carlos Pinheiro dirige um negócio que leva o nome do nosso público. Desde que abandonou a carreira como gerente comercial de grandes empresas para abrir a Copiadora Universitária, Pinheiro, como é conhecido, tem deixado uma marca de pioneirismo e inovação no mercado gráfico baiano. Primeira a oferecer fotocópias coloridas, um bureau de serviços e o serviço de delivery, a Copiadora Universitária cresceu, mas não abandonou as suas raízes. Até hoje, os universitários da Federação podem contar com a primeira das quatro lojas da Universitária bem pertinho deles. Por acreditar que sua história de sucesso pode inspirar a muitos de nossos leitores que sonham em também ser empresários, fomos bater um papo rápido com ele. Confira. RU: Como surgiu a Universitária? Por que esse nome foi escolhido? AC: A Universitária iniciou suas atividades em 1978, no bairro da Federação com o objetivo de servir a comunidade, especialmente aos estudantes do campus universitário com serviços de cópias, heliográficas, encadernações, plastificações e atividades conexas. A escolha do nome foi devido a localização da loja, próxima ao campus universitário da UFBA na Federação. RU: A Universitária é uma líder de mercado na Bahia. Quais os diferenciais da sua empresa? AC: A Universitária tem como filosofia, qualidade nos serviços e rapidez no atendimento. Para prestar um atendimento de excelência, estamos sempre atentos as inovações do mercado, fazendo investimentos em tecnologia modernizando nosso 14


SR. ANTÔNIO CARLOS PINHEIRO parque de máquinas com equipamentos de ponta, sendo esse um de nossos principais diferenciais. RU: Com o crescimento das mídias digitais, como o Sr. vê o futuro das gráficas no longo prazo? AC: Mesmo com tantas evoluções no mercado, sempre terá espaço para gráficas rápidas e gráficas off-set, pois ambas apesar de atenderem basicamente o mesmo leque de serviços, atendem demandas diferentes. Com a tecnologia digital, a definição de cores e imagens vem a comprovar que a qualidade das máquinas vem aumentando o que só trás benefícios ao mercado.

RU: Que conselho e mensagem o sr. deixa para os leitores que desejam abrir seu próprio negócio? AC: O futuro empresário deve fazer um estudo da viabilidade do seu negócio no mercado, identificar o seu público-alvo, ter amplo conhecimento do produto ou serviço, olhar clínico para identificar o ponto certo para se instalar, além de suporte financeiro (capital de giro) para dar sustentabilidade a empresa nos primeiros anos de vida. Depois destas variáveis analisadas e bem estruturadas, o resto é trabalhar e se dedicar ao seu negócio.

RU: Como surgiu a idéia do Quiz Universitária? AC: Fátima Reis, idealizadora da Feira de Formandos e Universitários nos apresentou o projeto Quiz e nós abraçamos imediatamente, pois é uma forma de incentivar os estudantes a buscarem novos desafios, podendo assim demonstrarem seus conhecimentos, além da troca de experiência entre os concorrentes.. RU: Como é ser empresário em um país como o Brasil? AC: Ser empresário no Brasil não é diferente de ser em nenhum outro país. Os princípios básicos de qualquer negócio é o mesmo, o que diferencia é a criatividade do brasileiro, de inovar, modernizar, inventar e reinventar seu negócio, sempre buscando o fortalecimento e a sustentabilidade do seu negócio. RU: O sr. considera as legislações tributária e trabalhista um obstáculo ao investimento? Explique seu ponto de vista. AC: Sim. A legislação trabalhista é muito pesada, pagamos muitos impostos e isso desestimula as pessoas a montarem seus próprios negócios devido a alta carga tributária. Para se ter uma idéia, A carga tributária no Brasil saltou de 25,7% para 35,8% do PIB, no período de 15 anos, entre 1993 e 2008. Para o empresário isso é muito significativo. Quando se fala em legislação trabalhista, não muda muito, pois esta tem um peso muito grande sobre a folha de pagamento. Se fosse menor, certamente haveriam mais contratações o que acarretaria na diminuição do desemprego no país. 15


ESPECIAL

Brasil: O país que queremos

de leis. São elas que estabelecem os direitos e deveres que devem ser preservados e observados para e por todos. Para dar sentido prático, aprimorar e zelar pelo cumprimento das leis, uma república possui instituições específicas dedicadas a esses propósitos. Quando a República é democrática e representativa, como é o caso do Brasil, essas leis refletem a vontade do povo expressa através de seus representantes.

É inegável que o Brasil tem avançado. Desde o processo de abertura política, onde o país emergiu de uma ditadura militar para se tornar uma das maiores democracias do mundo, o Brasil assistiu ao fim de uma hiper inflação, que, vale destacar, punia principalmente os mais pobres, ao retorno do crescimento econômico, a ampliação de sua classe média e a internacionalização de algumas de muitas de suas empresas.

Você deve estar se perguntando agora: Por que falar de República, bem comum e instituições? Por que grande parte dos nossos problemas derivam do fato de que esses conceitos tem sido desrespeitados, desde muito tempo, com uma freqüência além do aceitável no Brasil.

Apesar de tudo isso, é impossível deixar de apontar também que o país ainda possui muitas deficiências e são justamente algumas destas que esse artigo quer discutir. Não é possível atacar em texto tão curto todos os problemas nacionais, por isso nos concentraremos em pontos que consideramos estratégicos para que o Brasil

Um estudo recente feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) identificou que a corrupção custa entre 1,38% e 2,3% do PIB do Brasil. Parece pouco, mas esses números representam entre R$ 41,5 e 69,1 bilhões. Considerando uma média de R$ 55,3 bilhões, o custo da corrupção é equivalente ao orçamento do Ministério da Educação para o ano de 2010. Se fosse empregado em educação, esse número permitiria aumentar o número de pessoas matriculadas no ensino público de 34,5 milhões para 51 milhões.

Um pouco de teoria Para começarmos a discutir o que queremos para o Brasil, vamos fazer uma pequena digressão para analisar um conceito muito importante: o conceito de República. O que significa ser uma República? Foi o filósofo romano Marco Túlio Cícero quem, através da sua obra “Da República”, definiu de forma final essa forma de governo. A palavra República vem do latim “Res publica”, que significa “coisa pública”. Numa interpretação livre, podemos dizer que essa forma de governo baseia-se na impessoalidade dos governantes e na busca do bem comum. Ou seja, na República o interesse do coletivo impera sobre as interesses privados. E o que vem a ser o “bem comum”? Nas repúblicas, esse termo abstrato é definido através 16

Corrupção, Fiscalização e Impunidade

Mais do que o desperdício de dinheiro, a corrupção distorce o conceito de República, pois contribui para a perda de impessoalidade por parte dos agentes públicos, o enfraquecimento das instituições republicanas e o não cumprimento das leis que estabelecem o bem comum. É por isso que o combate a corrupção é um imperativo para todas as repúblicas e, em especial, para o Brasil. A melhor forma de se fazer isso em um regime democrático é manter estrita vigilância sobre a atuação dos políticos e sobre como o dinheiro dos impostos vem sendo gasto. Nesse sentido, o papel de instituições como os Tribunais de Contas, Polícia Federal e Receita


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ESPECIAL

Federal e o Poder Judiciário é essencial. Prestigiar e fortalecer essas instituições com os recursos necessários para sua efetiva atuação é excelente medida. Avanços têm sido conseguidos, mas a legislação brasileira possibilita que, quando assistidos por bons advogados, um acusado de corrupção disponha de inúmeros recursos que levam alguns processos a simplesmente caducar antes de serem julgados. Além disso, a recuperação de recursos públicos desviados é difícil e, geralmente, fica muito aquém do prejuízo sofrido pelo erário. Tudo isso somado dissemina a ideia de que no Brasil a impunidade é generalizada. Esse pensamento deseduca o povo e estimula muitas pessoas a acharem que atropelar o bem comum em prol do interesse pessoal compensa e não fazê-lo é comportamento para tolos. Esse sentimento precisa ser combatido com determinação através da punição dos que infringem a lei.

Política O Brasil tem um quadro político composto por um grande número de partidos, o que obriga a composição de forças para que um governante consiga aprovar leis e emendas. Até aí, nada demais. Quando forças políticas potencialmente concorrentes resolvem se irmanar em torno de um projeto, estamos no terreno da boa Política. A coisa começa a complicar quando os apoios a um governo são trocados por cargos. Analisemos essa questão mais a fundo. Governar com os aliados é inteiramente compreensível. Logo, os cargos em si não são a chave do problema. Desde que os nomes indicados sejam devidamente capacitados para as funções, as indicações políticas não são, necessariamente, prejudiciais ao bem comum. Através de cargos e emendas, os políticos podem trabalhar por suas bases e aumentar seu capital político. Então onde está a raiz da questão? Fazer política custa dinheiro. E muitas vezes, custa muito dinheiro. Quem financia tudo isso? Em tese, um político deveria ser financiado pelas pessoas que acreditam nas suas propostas. Na prática, uma boa parte do financiamento de 18

campanhas políticas é feito por grandes agentes econômicos que esperam retribuição desse “investimento”. Se não podemos atribuir à forma como se financiam as campanhas todos os vícios de nosso sistema político, é inegável que os compromissos inconfessáveis assumidos entre políticos e seus doadores fazem com que muitos partidos lutem por espaços na máquina pública motivados por interesses não republicanos. Nesses casos, a indicação política para um cargo público facilita a retribuição da “generosidade” dos doadores. Como frutos do quadro descrito acima, os escândalos se sucedem em velocidade impressionante. A impressão generalizada é que todos os políticos são corruptos. Essa generalização é, além de burra, perigosa, pois abre espaço para falsos salvadores da pátria e devaneios autoritários. É ponto pacífico, porém, que da forma como está não é possível continuar. A solução, novamente, passa por maior fiscalização, punição dos corruptos e corruptores e por uma ampla reforma política que dê novos contornos a forma de fazer política no Brasil. Vale ressaltar, que desde o início do 1º governo Fernando Henrique Cardoso tenta-se fazer uma reforma política no Brasil, sem sucesso. Iniciativas isoladas como a aprovação da fidelidade partidária e do Projeto “Ficha Limpa” estão longe de serem suficientes, mas representaram um avanço.

Infra-estrutura, impostos e Custo Brasil O Brasil possui a 8ª maior carga tributária do mundo. O governo arrecada 35% do PIB por ano para financiar o seu funcionamento. Recente reportagem da Revista Época demonstra que entre os países em desenvolvimento, o Brasil lidera o ranking dos impostos. China e Índia, países que, tradicionalmente, são comparados com o Brasil, têm carga tributária de 17,0% e 17,7% respectivamente. Para se ter uma idéia comparativa, os EUA arrecadam 28,3% do PIB para a insatisfação manifesta dos americanos. Para piorar nossa situação, o sistema tributário brasileiro é tão complexo que somos o país no mundo onde mais tempo é gasto (2.600 horas/ano!) pelas empresas para administrar os impostos.


O BRASIL QUE QUEREMOS

O peso dessa enorme carga tributária, associado a uma enorme desigualdade social e econômica (estamos entre os 10 países com distribuição de renda mais desigual no mundo, apesar dos avanços observados desde o ano de 2001) e ao elevado custo do crédito no Brasil (o Brasil tem a maior taxa de juros do mundo) diminuem o poder de consumo do brasileiro. Isso freia o potencial de desenvolvimento do país e quando combinado com uma infra-estrutura de portos, rodovias, ferrovias e energia deficiente ajudam a formar uma verdadeira trava ao crescimento econômico sustentável chamado “Custo Brasil”. O Custo Brasil encarece os investimentos. Embora tenhamos observado grandes empresas investirem em nosso país, todas reclamam de que poderiam investir ainda mais se os impostos fossem menores, os encargos trabalhistas fossem mais razoáveis, a infra-estrutura fosse de melhor qualidade e a burocracia estatal não fosse tão hostil. Ou seja, se o Custo Brasil fosse menor. Apenas um exemplo: Em março desse ano, a Abimaq (Associação Brasileira da Indús-

tria de Máquinas e Equipamentos) divulgou estudos que mostram que o Custo Brasil encarece em, no mínimo, 36,27% o preço de um produto industrializado no Brasil quando comparado com o mesmo fabricado na Alemanha ou Estados Unidos. Isso reduz o interesse de se produzir no Brasil e é ruim para a geração de emprego e renda, pois a cadeia produtiva da indústria é mais complexa e remunera melhor, na média, do que a agricultura. Além disso, a falta de interesse em desenvolver produtos no Brasil leva os investimentos em inovação e novas tecnologias para fora do país, o que reduz ainda mais nossa competitividade no longo prazo e nos empurra para ser uma nação cada vez mais dependente da exportação de bens primários. Mas, voltemos aos impostos. No Brasil, a maioria dos cidadãos (75% segundo estudo da FIESP) não sabe quais os impostos está pagando na hora de comprar um produto. Sem saber quanto paga, é natural que não se queira saber como está sendo usado. Movimentos existem para que seja adotada no Brasil uma prática de países

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ESPECIAL

como os EUA. Lá o cidadão sabe, na hora da compra, quanto está pagando de imposto pelo produto que está sendo comprado. Se um produto custa US$ 100,00 na prateleira, no caixa ele pagará os US$ 100,00 do produto mais o imposto, pago a parte. Ter esse mecanismo no Brasil poderia contribuir para esclarecer o povo brasileiro da importância de acompanhar a atuação dos governos e, mais uma vez, de repudiar os comportamentos não republicanos. Recentemente tivemos uma pequena amostra do efeito que poderia ter sobre a economia brasileira a redução de impostos. Para enfrentar a última crise internacional, o governo brasileiro isentou de alguns impostos a indústria automobilística. Resultado: nunca se vendeu tanto carro no Brasil, as indústrias operaram a todo vapor e praticamente não houve demissões no setor. Mas, com tanto dinheiro pago em impostos, é justo se perguntar: para aonde vai tanta arrecadação? Vejamos na seção a seguir.

Tamanho e Eficiência do Estado O dinheiro dos impostos constrói estradas, escolas e hospitais. Mas, também paga os juros da dívida pública e os custos da máquina administrativa. Isso sem contar, conforme já vimos, os custos da corrupção. Os governos gastam muito e gastam mal. Só nos últimos 7 anos, os gastos do governo federal com seus funcionários dobraram, passando de R$ 75 bilhões para R$ 151,7 bilhões/ano. Será que o desempenho da máquina pública aumentou na mesma proporção? Na iniciativa privada tal retorno sobre o investimento seria inadmissível. Resumindo, embora tenha uma enorme arrecadação, os gastos públicos são elevadíssimos, o que reduz a capacidade de investimento do Estado. O resultado do elevado valor gasto com custeio é observado na qualidade e quantidade das nossas estradas, portos e aeroportos. Enquanto o governo adotar a lógica de que para fazer mais é preciso sempre mais pessoas e mais dinheiro, nunca será possível reduzir os impostos. Além disso, o número de cargos de 20

O BRASIL QUE QUEREMOS

confiança desafia o bom senso. Só no governo federal são mais de 20.000 cargos de livre provimento. Ou seja, podem ser preenchidos por indicação política, sem concurso público. O quadro repete-se em nível estadual e municipal. A redução dos impostos passa, necessariamente, pela melhor utilização do dinheiro arrecadado. Aí entra a noção de eficiência: fazer mais com menos. Mecanismos de valorização do desempenho causam arrepios a muitos funcionários públicos e governantes, mas essa seria uma iniciativa que abriria o caminho para a redução do gasto público e, consequentemente, para a redução da carga tributária e, por tabela, do Custo Brasil. A diminuição do número de cargos de confiança ajudaria a reduzir os custos e contribuiria para uma maior independência do funcionalismo público com relação a interferências políticas. Menos impostos, menos Custo Brasil, melhor serviço público a um custo mais baixo para o contribuinte, mais investimento, mais emprego, renda e qualidade de vida. Por que se opor a um círculo tão virtuoso? A resposta encontra-se no custo político elevadíssimo dessa empreitada. Os que ousarem desafiar essa situação terão de estar dispostos a enfrentar categorias organizadas que não desejam perder seus benefícios e privilégios. Nada mais natural, porém, nada mais necessário. Além disso, reduzir a enorme estrutura estatal e sua influência no funcionamento do país equivale a perder poder. Ou seja, os governantes devem estar dispostos a ceder poder à sociedade. Isso é muito difícil para um político, cuja lógica de atuação trás embutida sempre a manutenção e a busca por mais poder. Em um sistema político extremamente comprometido pela corrupção, como é o caso, infelizmente, do Brasil, a redução do poder do Estado equivale também a reduzir as oportunidades de locupletação com o dinheiro público.

Imprensa Livre Numa democracia, os eleitores são responsáveis últimos pelo seu próprio destino. Através do voto delegam o poder a representantes que devem observar as leis e, assim, zelar pelo bem comum.


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ESPECIAL

O BRASIL QUE QUEREMOS

É nesse ponto que a imprensa desempenha papel fundamental. Investigando e informando, a imprensa livre permite que os eventuais desvios de conduta dos políticos sejam conhecidos de todos, dando oportunidade para uma melhor escolha na hora de votar. Por sua vez, a imprensa só pode realmente ser livre se tiver condições de manter-se com o dinheiro dos seus leitores (vendas e assinaturas) e dos anúncios (de preferência privados).

Educação Cada vez mais a competitividade das empresas e, consequentemente das nações, estará associada à capacidade de inovação. Logo, um povo educado tornou-se um ativo estratégico para todas as nações. A educação fundamental no Brasil está praticamente universalizada. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2007 apontam que 97% das crianças entre 6 e 14 anos estão estudando. Esse dado positivo contrasta com outra informação revelada pela mesma pesquisa: 21,6% dos adultos são analfabetos funcionais. Ou seja, mais de 1/5 dos brasileiros é incapaz de ler e interpretar um texto ou realizar as 4 operações matemáticas básicas. Esse número preocupa, pois à medida que um país cresce e sua economia se sofistica a carência de profissionais especializados reduz a capacidade de manter ou elevar esse crescimento. O Brasil já observa isso. Com taxas de crescimento de 6% ao ano já se observa uma pressão de salários em algumas categorias profissionais decorrente da falta de mão de obra especializada.

O principal nó da educação brasileira (pública e privada, vale destacar) é, sem dúvidas, o desafio da qualidade. Professores mal remunerados, desmotivados e despreparados associados a um sistema de aprovação automática e a falta de infra-estrutura física apropriada formam um cenário que desperdiça o talento dos brasileiros.

Conclusão Para finalizar, gostaríamos de destacar que não tivemos por objetivo apontar a atuação de nenhum governante específico, nem tampouco esgotar os temas. Seria impossível nos aprofundar em tantos temas em tão pequeno espaço. Por isso mesmo, esse artigo gira em torno da ideia central de República. Em nossa opinião, o principal problema do Brasil reside no fato de que vivemos em um país onde os ideais republicanos são pouco compreendidos pelo povo e pouco perseguidos pelos seus governantes. A estabilidade econômica promovida pelo Plano Real de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso e a redução da desigualdade promovida pelo presidente Lula são conquistas importantes do povo brasileiro e merecem todos os nossos louvores. Porém, acreditamos que esses governantes não conseguiram enfrentar o laxismo com que lidamos com certas questões de princípio. Avanços inegáveis foram feitos, mas ainda falta muito a ser feito. Por isso mesmo, nesse ano de eleições, concluímos convidando os nossos leitores a uma reflexão: como estou contribuindo para tornar o Brasil uma verdadeira República? Pense nisso.

Para saber mais: • Acompanhe a execução do orçamento da União http://contasabertas.uol.com.br/ • Estudo da FIESP sobre a corrupção no Brasil http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2010/05/13/custo_corrupcao_br_chega_69bilhoes_ano.ntc

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COQUETEL DE LANÇAMENTO

3ª edição da Revista do Universitário e 3ª edição da Feira de Formandos e Universitários Foi lançado no dia 17 de março de 2010, a 3ª edição da Revista do Universitário e 3ª edição da Feira de Formandos e Universitários. O evento foi brindado com um coquetel, no SI Eventos, com cobertura fotográfica do Stúdio Samuel Cerqueira e show de Guga Walla. A editora teve a alegria de ter na capa Dra Maria Luisa Soliani. A primeira mulher a dirigir a Escola Bahiana de Medicina. Para ver a cobertura completa do evento, acesse o site: http://www. feiradeformandos.com.br/noticias.php Fátima e Dra. Luisa

Fátima, Pinheiro, Leda e Priscyla Fátima e Cristiane Arcuri 24


Fátima e Equipe Editora Atlas

Fátima e Odimyr Bandarra

Fátima e Atores Improriso

Fátima e Guga Walla

Mestres de cerimônia: Yula Verde e Léo Passos Fátima, Samuel Cerqueira e Leonor Cerqueira

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VITRINE DE CARREIRAS

Moda Dividido em inúmeros nichos e especialidades, o mercado da moda é um dos maiores do Brasil. Somente em 4 dias de um salão de negócios promovido neste ano no Rio de Janeiro foram realizados quase R$ 1 bilhão em vendas. Ou seja, o que aparentemente é um mercado menor, quando comparado com outros setores da economia nacional, na verdade é um potentado que emprega milhões de brasileiros, mobiliza grandes investimentos e contribui de forma significativa para o crescimento do Brasil. O talento dos estilistas brasileiros é reconhecido em todo mundo. Estilistas como Alexandre Hercovitch, Walter Rodrigues, Lino Villaventura e Narciso Rodrigues construíram marcas admiradas internacionalmente. Se por um lado ainda não temos todo o prestígio e a tradição de escolas mais tradicionais, como a italiana e francesa, nossas grifes de moda são vistas como criativas, ousadas e em alguns nichos, como o de moda praia, criadoras de tendências. Outra coisa, vestir a moda brasileira é algo que atrai os estrangeiros que admiram muitos traços de nossa cultura, em especial nossa postura mais descontraída frente à vida. E o melhor de tudo: para trabalhar nesse setor não é preciso ser nenhum gênio das tesouras ou ser bonita como uma Gisele Bündchen.

nais dedicados a pesquisa de materiais, ao modelismo (modelista é o profissional que transformam a visão do estilista em algo possível de ser confeccionado), à produção de moda (profissional responsável por analisar o mercado e indicar qual a demanda do momento), ao marketing de moda, etc. Além disso, exceção feita às super estrelas da passarela, é comum um desses profissionais de bastidor ganhar mais do que um estilista ou uma modelo. Além disso, se você deseja trabalhar por conta própria, mas não gostaria de iniciar uma grife, existe a opção de se tornar um consultor de moda ou um personal stylist. O consultor de moda pode atuar como um representante comercial, abrindo mercados para grifes já existentes. Já o personal stylist atua basicamente ajudando pessoas a se vestirem de forma correta. Esse serviço é muito demandado por profissionais que dependem da imagem como artistas, atletas profissionais e grandes executivos. O fato de ter se tornado um dos setores mais pujantes da economia brasileira e um dos maiores empregadores do país fez o setor de moda ganhar respeito e, principalmente, buscar, cada vez mais, a profissionalização. Como resultados desse processo surgiram os primeiros cursos de moda e gestão de moda no Brasil. Estudar moda e trabalhar nesse setor é uma ótima opção de carreira para quem gosta do tema. Os especialistas apontam que o mercado de moda está em franca expansão e existe grande potencial exportador a ser ainda explorado pela moda brasileira. Mas, atenção. Os profissionais da área informam que o setor é muito dinâmico e é preciso grande disposição para não ficar desatualizado.

A Bahia tem alguns cursos de moda em nível de graduação. A Unifacs oferece um curso seqüencial com duração de 2 anos em Design e Gestão de Moda. O curso já tem 10 anos de existência e tem foco no planejamento e análise de merSaiba mais: cado. Outras opções são oferecidas pela • Unime Unijorge e Unime com os seus cursos de http://www.unime.edu.br/index.php?pg=cursos&posg=1902&tp=graduacao Design de Moda. Também com duração • Unifacs de 2 anos, os cursos da Unime e Unijorhttp://www.unifacs.br/main/ensino/graduacaotec/cursos.aspx?s=GT618&p=GT618 ge habilitam o profissional a trabalhar • Unijorge na área criativa e no gerenciamento http://www.fja.edu.br/cst/cursos-moda.asp de empresas do setor. A cadeia produtiva da moda é complexa e emprega pessoas nas mais variadas funções. Existem profissio-

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CLAREAR

Um sorriso bonito e sincero desperta simpatia e admiração Das habilidades mais importantes que precisamos desenvolver para vida em sociedade e convívio com as outras pessoas, o trabalho em equipe e a capacidade de estabelecer relações, e nessa área, o sorriso é uma das qualidades primordiais para uma boa apresentação pessoal. Um sorriso bonito e sincero desperta simpatia e admiração e é atributo essencial para o estabelecimento de confiança e afinidade. Além da questão estética e da aparência, um sorriso perfeito evidencia a saúde bucal. Vários problemas com o mau hálito, placa bacteriana, carie e outras enfermidades da boca são desenvolvidas por falta de cuidados com os dentes. A clínica Odontológica Clarear, comandada por Dra Bárbara Cavalcante, tem todas as técnicas e recursos necessários para garantir a perfeição do seu sorriso. Na clínica são realizados desde os mais simples aos mais complexos, como clareamentos dentais a laser, implante, restaurações estéticas e prótese. A escolha correta do profissional de odontologia é uma condição básica para garantir que o seu sorriso seja bem cuidado. Procedimentos como implantes precisam ser realizados por dentistas comprometidos com o resultado e antenados com as novas tecnologias. O conhecimento científico e a capacidade estética são importantes para se fazer um implante com um correto posicionamento, adequado às especificidades do rosto do paciente. 28

DRA. BÁRBARA CAVALCANTE - CRO 9074


INFORME PUBLICITÁRIO

Com muitos anos de experiência, Dra. Bárbara, enfatiza que o mais importante é a prevenção, com as visitas periódicas ao dentista, mas as técnicas odontológicas já avançaram muito e hoje proporcionaram recursos para praticamente o sorriso de uma pessoa. Dentes brancos são referencias de sorriso perfeito e o clareamento tem sido umas das técnicas mais procuradas em consultórios odontológicos. A Clarear realiza clareamento dental a laser com equipamento de ponta e a experiência de quem tem como objetivo ver você cheio de auto estima e principalmente, sorrindo muito. DRA. DJENANE ARAGÃO - CRO 8708

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Aoooonde?

Apoio:

CHEVILLE www.cheville.com.br CÓDIGO URBANO www.codigourbanodesign.com COPIADORA UNIVERSITÁRIA www.copiadorauniversitaria.com.br CRAVO E CANELA www.cravoecanelaconfeitaria.com.br DISQUE CERVEJA www.disquecerveja.com FACULDADE SOCIAL www.faculdadesocial.edu.br GRADUS FORMATURAS www.gradusformaturas.com.br GRAU 10 FORMATURAS grau10formaturas@yahoo.com.br N GRINALDA ngrinaldas@terra.com.br ONG PIERRE BOURDIEU www.ongpierrebourdieu.com.br LFG www.lfg.com.br STÚDIO SAMUEL CERQUEIRA www.studiosamuelcerqueira.com.br SONHAR CERIMONIAL sonharcerimonial@gmail.com GRAFICA TIPOSET graficatiposet@hotmail.com TRANSAMÉRICA www.transblog1001.com.br FEIRA DE FORMANDOS E UNIVERSITÁRIOS www.feiradeformandos.com.br RGM DESIGNER 30 ricardogmodesto@gmail.com

Varjão&Associados c o m u n i c a ç ã o


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Revista do Universitário 04  

Um publicação gratuita da Reis Editora voltada ao público universitário baiano e brasileiro.

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