Issuu on Google+

A afectividade entre mãe-bebé, a construção da realidade psicológica da criança e as consequências da ausência afectiva maternal aquando da entrada das crianças nos Infantários.

> amor de mãe

Saiba mais sobre quem pode, e quem não pode, vender legalmente medicamentos pela net em Portugal? O Infarmed disponibilizou uma aplicação que identifica as Farmácias autorizadas a comercializar online.

> internet

Acções de Formação Udifar/2009 em Balanço 2009 foi mais um excelente ano no tocante à Formação que a Udifar oferece aos profissionais que laboram na Farmácia.

> formação

O novo serviço de Enfermagem ao Domicílio já está a funcionar e os primeiros indicadores fazem prever que se trata de uma aposta de sucesso.

> hopifarma

Udifar2

O5 março 10

O valor de uma tradição com futuro


editorial

até ao recordarem os seus erros o fazem com rapidez!“ Paul Masson

Da necessidade de pensar o erro J

á com 2010 em velocidade de cruzeiro, permitam que fixe uma atenção no balanço que se deve fazer das nossas acções. Dele depende boa parte do sucesso das nossas decisões e planos futuros. A nossa responsabilidade corresponderá à capacidade que temos de responder pelos nossos actos, mas aqui como em qualquer simples teste, importa pensar devidamente antes de começar a responder... há que saber parar e olhar o caminho

percorrido, valorizar os passos mais acertados, corrigir eventuais e lamentáveis desvios e reflectir seriamente sobre os erros... Os nossos erros. Tantas vezes desculpados por nós a nós mesmos, outras vezes, poucas, tidos por imperdoáveis... A verdade é que alguns de nós, não sei se por virtude ou defeito, têm consciência que se há erros compreensíveis, outros existem que têm implicações que nos deixam cientes de que a nossa liberdade pode interferir nocivamente na vida dos outros. Um “mero” erro de aviamento ao balcão de uma Farmácia pode causar um efeito perverso com sérias implicações na vida de alguém... em 2009 consegui emendar a tempo uma “mera” troca que o mais certo seria provocar uma hepatite medicamentosa... Mas terá sido o único? Estou certo que não. Valerá a pena reflectir sobre isso? Julgo que sim. Sabemos que nas nossas vidas é quase sempre quando menos esperamos que surge o problema... a Lei de Murphy prescreve: “Se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira possível, no pior momento possível”. Não, não sou dado a pessimismos capaz de anunciar que Murphy é optimista, mas sou suficientemente consciente de que o nosso valor advém do facto de lidarmos diariamente com algo valioso... o mais valioso: a Saúde. Afinal, haverá sempre quem dependa dos nossos conhecimentos para, em tempo útil, impedir um erro de prescrição... ou uma alergia esquecida na consulta, ou... ou... Não nos adianta esquecer o que fizemos, tal só potencia a sua repetição. Há no orgulho de ser farmacêutico algo que quem o não é não pode compreender.

Nota Importante: Para o último número desta revista, foi com sentido de missão que assumimos a tarefa de prestar homenagem a um homem, que ao serviço da nossa empresa, perdeu a vida no dia 17 de Julho de 2009. O Marco Ideias. No texto que escrevemos aparece um erro, um dos que mais dói, daqueles suficientemente pequenos para não ser tomado como marca de incompetência, mas suficientemente grande para não o esquecer nunca. Errámos, ou melhor, errei na indicação do ano de nascimento, que é, de facto, 1974 – 18 de Julho de 1974. As minhas mais sinceras desculpas.

“A vida só se compreende mediante um olhar sobre o passado, mas só se vive olhando para o futuro! “ Kierkegaard

MARÇO 2010

editorial

Há pessoas que nunca se despem da sua natural vaidade,

3


10 Hopifarma O novo serviço de Enfermagem ao Domicílio já está a funcionar e os primeiros indicadores fazem prever que se trata de uma aposta de sucesso.

conteúdos 03 editorial 06 press notícias 10 enfermagem ao domicílio 12 viagem 14 formação Udifar 17 vendas online 18 tema: mães e bebés 21 uma farmácia 24 um mundo mais verde 26 em primeira mão

14

28 espaço www

formação Udifar

30 atrás do balcão

Acções de Formação Udifar/2009 em Balanço 2009 foi mais um excelente ano no tocante à Formação que a Udifar oferece aos profissionais que laboram na Farmácia.

29 gadgets

ficha técnica www.udifar.pt Editor José Martins - jose.martins@udifar.pt Coordenação Frederico Fialho - frederico.fialho@udifar.pt

Mães e bebés A afectividade entre mãe-bebé, a construção da realidade psicológica da criança e as consequências da ausência afectiva maternal aquando da entrada das crianças nos Infantários.

Fotografia Benjamim Silva - fotobenjamim@gmail.com Impressão Rigor das Cores - rigordascores@mail.telepac.pt Tiragem 3.500 exemplares Distribuição Gratuita para Farmácias, instituições e empresas do sector Propriedade e Administração UDIFAR Av. Marechal Gomes da Costa, 19 – 1800-255 Lisboa

MARÇO 2010

18

Concepção e Paginação Luís Barros - luisbarros66@gmail.com

5


press notícias

Uma Farmácia só para senhoras!

Doutor, quero que o meu filho seja mais alto

MARÇO 2010

Há cada vez mais pais a levarem os filhos aos médicos a pedir para que sejam mais altos. É que existe um tratamento com uma hormona de crescimento para as crianças que têm défice dessa hormona e que pode provocar atrasos no desenvolvimento dos ossos. E muitos pais vão aos hospitais pedir que os filhos saudáveis façam esse tratamento.

6

Homens não são permitidos – Com este conceito, a “Lu’s Pharmacy” em Vancouver foi a primeira farmácia a abrir na América do Norte vocacionada em exclusividade a mulheres. A associação “Vancouver Women Health Collective” pretende aconselhar as mulheres num ambiente seguro e numa atmosfera pessoal. Na parte oriental da cidade isto não é nada comum. Neste distrito problemático, muitas farmácias especializaram-se no fornecimento a toxicodependentes, encontram-se cronicamente sobrelotadas e protegem-se com elevadas medidas de segurança. “A maior parte destas farmácias distribui mais metadona do que qualquer outra coisa”, afirmou o CEO da VWHC. Os farmacêuticos protegem-se atrás de vidros à prova de bala, grades de ferro e com seguranças armados. “Estes não são sítios onde as mulheres se sintam à vontade”, disse Duncan. Com a sua farmácia, Duncan pretende chegar às mulheres que até agora viajavam para outros distritos de Vancouver para terem acesso aos seus medicamentos. A “Lu’s Pharmacy” renunciou à utilização de seguranças, mas

apenas deixa entrar um cliente de cada vez, fechando imediatamente a porta após a sua entrada. Duncan está convencida que num ambiente protegido é mais fácil para as mulheres falarem de questões relacionadas com a sua saúde. Além de medicamentos apenas disponíveis para farmácias e MSRM, a gama de produtos inclui produtos OTC seleccionados. Aberta há 5 meses, a “Lu’s Pharmacy” emprega actualmente duas farmacêuticas a trabalharem a meio tempo. “Não pretendemos expandir-nos, mas aumentar a nossa notoriedade”, disse Duncan. Assim sendo a “Lu’s Pharmacy” está a ser publicitada fortemente. Se a “Lu’s Pharmacy” for bem aceite pelas consumidoras, o lucro será canalizado para financiar novas acções da VWHC. A associação informa e aconselha as mulheres em assuntos de saúde desde 1971. No centro social que está ligado à farmácia, as utentes podem dialogar com uma enfermeira quando têm problemas, informarem-se acerca de assuntos de saúde na biblioteca, participar em workshops ou até receber apoio jurídico. Q

Portugal está a conter gastos com saúde Portugal gasta por ano 1.505 euros por pessoa em despesas com saúde, menos 500 euros do que a média dos países da OCDE. Entre 1997 e 2007 estes gastos cresceram apenas 2,9%. Mais uma vez, um crescimento aquém da média dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que foi, neste intervalo de 10 anos, de 4,1%. Q


Este ano houve menos mortes causadas pela gripe sazonal

Gripe A dá ganhos de 5 mil milhões de euros a laboratórios

Crianças usam fármacos sem garantia de eficácia

O número de mortes em Portugal nas últimas semanas está algumas centenas abaixo do que seria de esperar para esta altura do ano. Principal explicação: o facto de praticamente não haver estirpes do vírus da gripe sazonal a circular. O novo vírus H1N1 é predominante e a mortalidade associada à gripe A tem sido baixa. Resultado: tem havido menos mortes do que o habitual, adianta o coordenador da Unidade de Emergência de Saúde Pública da Direcção-Geral da Saúde, Mário Carreira, que garante não ser ainda visível qualquer impacto do frio na mortalidade e na procura dos serviços de urgência. Q

O ganho de cinco mil milhões de euros pela indústria farmacêutica no fabrico de vacinas contra a gripe A e antivirais leva o Conselho da Europa a avaliar a possibilidade de criar uma comissão de inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido na Organização Mundial da Saúde para ter declarado a doença como uma pandemia. Portugal gastou até Dezembro 90 milhões de euros, 45 milhões dos quais em vacinas. Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, a campanha da “falsa pandemia da gripe, criada pela Organização Mundial. Q

Cerca de 10% dos ensaios clínicos realizados em Portugal envolvem crianças. É pouco: mais de 50% dos medicamentos usados em pediatria são adaptações de tratamentos de adultos, sem provas de eficácia e segurança. As regras comunitárias são recentes. Entraram em vigor em 2007 e são claras: qualquer medicamento com potencial utilização em crianças deve passar por ensaios clínicos que atestem a sua eficácia e segurança na população pediátrica. A decisão surge da constatação de que mais de metade dos fármacos usados em pediatria não foram estudados a pensar nisso, mas dois anos de aplicação não parecem ter alterado o panorama. Q

Cada português gastou em média 331 euros em remédios

Cada português gastou em média 331 euros na compra de medicamentos em 2008, mais seis euros do que no ano anterior e mais 33 euros do que em 2004. Os dados do relatório “Estatísticas do Medicamento 2008”, disponibilizado pelo Infarmed, revelam três tendências no que diz respeito ao consumo de remédios: os portugueses estão a gastar mais dinheiro ao mesmo tempo

que consomem mais medicamentos, enquanto que os gastos do Estado estão a aumentar - em 2008, comparando com 2004, os cofres públicos gastaram mais 5,3% com remédios em ambulatório. O valor das comparticipações do Estado também desceram de 69% em 2004 para 65,7% em 2008, apesar de existirem mais remédios comparticipados. Q

MARÇO 2010

press notícias

7


press notícias

Restrição a anúncios na TV de produtos alimentares para crianças vai começar

Tribunal confirma condenação de farmacêuticas

MARÇO 2010

As 26 empresas que assinaram em Novembro um compromisso de auto-regulação dizem estar dispostas a controlar a publicidade televisiva de produtos alimentares, nos horários em que os espectadores menores de 12 anos sejam superiores a 50 %. Tudo em nome do combate à obesidade infantil. O plano será executado já este ano e no início de

8

2011 será conhecido o primeiro relatório com uma avaliação independente sobre o impacto da medida. Em Inglaterra, investigadores da Universidade de Liverpool quiseram medir a relação entre publicidade e obesidade e concluíram que não só há uma relação perigosa entre ambas como perceberam ainda que as obesas são as mais afectadas. Q

O Tribunal de Comércio de Lisboa confirmou a sentença da Autoridade da Concorrência de condenação de três empresas farmacêuticas por práticas restritivas da concorrência, mas reduziu as coimas impostas pelo regulador, que passaram de 13,4 milhões de euros para 5,07 milhões. A Abbott terá de pagar três milhões de euros e a Menarini dois milhões. Já à Johnson & Johnson caberá pagar 70 mil euros. A decisão de condenação foi lida e é passível de recurso para o Tribunal da Relação, se as empresas o entenderem. Q

Novartis vai gastar 435 milhões de euros em testes de novo medicamento cardiovascular - o Relaxin.

Medicamentos mais comparticipados até Março

A Novartis, uma das maiores farmacêuticas mundiais, vai pagar 435 milhões de euros para testar um medicamento para o mercado cardiovascular, o Relaxin, que servirá para tratar doentes com insuficiência cardíaca. Com esta aposta, a Novartis

Os pensionistas mais carenciados vão continuar a usufruir, até ao fim de Março de 2010, de um aumento de 20 % na comparticipação dos medicamentos, decidiu o Governo em Conselho de Ministros. Q

pretende arranjar um substituto para o Diovan, medicamento que vai perder a patente em breve. A empresa comprou também a farmacêutica norteamericana Corthera por cerca de 84 milhões de euros. Q


press notícias

Exame permite a paciente em estado vegetativo comunicar

Enfermeiros insistem em passar receitas

No primeiro semestre de 2009 realizaram-se quase dez mil abortos em Portugal, uma média de 55 por dia. As interrupções voluntárias da gravidez (IVG) nos serviços públicos (6712) custaram ao Estado cerca de três milhões de euros. De Janeiro a Junho de 2009, realizaramse mais 507 abortos do que em igual período de 2008, segundo dados do Ministério da Saúde. Q

Conveniências corporativistas e de poder estão por detrás da veemente discordância em relação à possibilidade de os enfermeiros poderem prescrever alguns medicamentos, a exemplo do que já acontece noutros países, como Espanha. A acusação é do presidente da secção Norte da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, que rejeita assim as recentes afirmações do bastonário da Ordem dos Médicos. Q

Medicamentos fora das farmácias mais caros em ano de fortes vendas Num ano em que os preços na Saúde caíram genericamente, os medicamentos vendidos fora das farmácias ficaram mais caros. No conjunto do sector, os preços recuaram, em 2009, 1,4%, enquanto na classe de produtos farmacêuticos e medicamentos, a quebra foi de quase 5%. Estes números contrastam com a subida de 1,2% do preço dos medicamentos não sujeitos a receita médica vendidos fora das farmácias, revela o Infarmed. Tudo isto num ano em que a facturação fora das farmácias disparou, até Novembro, 20% face ao período homólogo de 2008, atingindo os 20,2 milhões de euros. Q

Receitas devem incluir preço dos medicamentos A Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen) quer que as receitas médicas passem a incluir o preço dos remédios prescritos. A ideia é que o utente saia do consultório médico a saber quanto é que lhe vai custar a factura de medicamentos, incluindo a respectiva comparticipação do Estado. Q

MARÇO 2010

Há uma tecnologia que permite ver o cérebro a pensar, ou, mais precisamente, os fluxos de sangue para determinadas zonas cerebrais consoante estas são activadas para dar resposta a determinadas tarefas, que podem ser tão simples como responder “sim” ou “não” a uma pergunta. O que aconteceria se fosse usada para espreitar para o cérebro de pessoas que estão há anos num estado vegetativo, já não em coma? Em alguns casos, descobriram médicos na Universidade de Liège, na Bélgica, foi possível ver o seu cérebro acender-se, comunicando com o exterior as respostas de “sim” e “não” a perguntas simples que lhes eram feitas. Q

Abortos aumentam e custam três milhões

9


hopifarma

Um desafio às Farmácias. Enfermagem ao Domicílio.

O novo serviço Hopifarma de Enfermagem ao Domicílio já está a funcionar e os primeiros indicadores fazem prever que se trata de uma aposta de sucesso.

MARÇO 2010

À

10

Farmácia cabe-lhe divulgar este serviço e assim prestar mais um apoio aos seus utentes. É o próprio utente que liga para o callcenter Hopifarma a solicitar o serviço, o horário de funcionamento é de segunda a sexta das 9 às 18 horas. Se a maior parte dos serviços são programados, a verdade é que também se realizam urgências em caso de necessidade. Dependendo do tipo de apoio que cada utente necessita, assim será o plano de acompanhamento, sendo certo que se podem estabelecer nas 24 horas do dia e nos 7 dias da semana. A alma deste projecto está nas mãos da equipa de profissionais que nele trabalham. São enfermeiros com experiên-

cia profissional em várias áreas, recrutados com base em conhecimentos pessoais, e com disponibilidade para abraçar um projecto onde se partilham experiências e perspectivas de acção. Mensalmente, há uma reunião onde todos os enfermeiros participam, dando a conhecer o estado das suas intervenções, onde se debatem as melhores práticas para cada caso em particular, etc. Um dos muitos pormenores que nos demonstram a bondade do projecto é o facto de, sob estrita autorização dos utentes, se recolherem registos fotográficos da evolução de uma ferida em cicatrização. É também nestas reuniões mensais que se analisam os diversos feedbacks.

Hoje, com cerca de 160 utentes entre os já atendidos e os que estão em processo de acompanhamento, temos sinais de que o nível de qualidade dos serviços prestados não poderia ser melhor percepcionado e, com uma particularidade interessante: a de os utentes estarem a associar o serviço a, precisamente, uma extensão da sua Farmácia. Em termos geográficos, começa-se a equacionar a calendarização para um alargamento das actuais zonas de intervenção, Grande Lisboa e Margem Sul do Tejo. Aposta-se muito nas virtudes humanas que fazem a diferença como, para além da competência técnica e experiência profissional, a calma e o toque humano com que lidam com os utentes.


Com a mesma equipa há ainda a possibilidade de prestar num espaço próprio da Farmácia todo o tipo de cuidados de enfermagem. Bastarão cerca de 7m2 e vontade de oferecer um novo serviço de cuidados de saúde aos utentes a sua Farmácia... e, claro, um contacto prévio à Hopifarma. A Farmácia pode aqui encontrar um projecto que estende a fidelização dos seus utentes e lhe permite aumentar a receita mensal sem outro papel que não o de promover os serviços da Hopifarma. A Dra. Cristina Azevedo que tem a seu cargo a gestão de todo este projecto descreve-o com particular acuidade: “Uma mais-valia para a Farmácia, um desafio à mudança

para maiores níveis de qualidade nos serviços prestados aos utentes”. Na verdade, trata-se de uma resposta a todo o conjunto de decretos que visam estabelecer uma nova forma de ser Farmácia e que acabarão por penalizar quem não tiver o cuidado de deles usufruir. A Enfermeira responsável pelos aspectos técnicos deste serviço, Paula Amorim, confessa: “Estamos confiantes que a Hopifarma está a criar sinergias que, se já começaram a dar frutos, nos garantem o sucesso desta parceria a médio-longo prazo” e mais “Quisemos desenhar todo o projecto sem jamais sacrificar as melhores práticas e, a institucionalização da partilha de experiências, diagnósticos, perspectivas, etc. Estamos claramente a fa-

zer algo mesmo muito... exigente, enfim, julgamos que temos todas as condições para fazer um bom trabalho. Afinal, o canal Farmácia é uma marca de qualidade que deve, a todo o custo, ser respeitado e promovido.” Das Farmácias chegam informações de utentes satisfeitos e pedidos de mais material de divulgação. Ao repto para fazer um breve balanço sobre este novo serviço, a Dra. Cristina Azevedo responde assim: “Algumas Farmácias compreenderam de imediato as potencialidades deste projecto e apostaram nele. Mas a verdade é que, apesar dos números muito animadores, ainda não é o tempo certo para se começarem a fazer balanços...” Q

MARÇO 2010

hopifarma

11


viagem

Monsaraz

Com o Alqueva a seus pés

MARÇO 2010

E

12

levando-se numa região de grande concentração megalítica, acredita-se que a primitiva ocupação humana de Monsaraz remonte a um castro pré-histórico, sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos. Ocupando uma posição privilegiada à época da reconquista cristã da Península Ibérica, a vila foi tomada em 1167 pelo lendário Geraldo Sem Pavor, sendo recuperada pelas forças almóadas em 1169 após a derrota de D. Afonso Henriques na batalha de Badajoz. Mas a tomada cristã definitiva será conseguida em 1232 por D. Sancho II com o apoio de cavaleiros Templários, a quem serão doados os domínios conquistados. Dessa época chega-nos como lembrança o cavaleiro templário Gomes Martins Silvestre, povoador de Monsaraz e cujo túmulo se encontra actualmente na Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa.

Será D. Afonso III com o intuito de reforçar o seu povoamento que irá conceder-lhe foral em 1276, demonstrando desta forma o valor estratégico do povoado, reforçado por D. Dinis que ao apoiar a recém-criada Ordem de Cristo, sucessora da extinta Ordem do Templo, dá inicio em 1310 à reconstrução da Torre de Menagem e consequentemente à ampliação da cerca da Vila, obras ainda bem visíveis hoje em dia. Durante a guerra com Castela entre 1383 e 1385, Monsaraz voltará a mudar de mãos, primeiro, com a invasão das forças castelhanas e depois, com a reconquista portuguesa sob o comando do Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira, que em 1412 irá doar a seu neto D. Fernando, ficando a partir daí sob o domínio da Casa de Bragança, recebendo uma centena de anos mais tarde, o Foral Novo das mãos de D. Manuel I.

Será já no século XVII durante a Guerra da Restauração e devido à proximidade ao Guadiana que D. João IV determina a modernização das suas defesas, construindo-se então uma nova linha de muralhas abaluartadas, conhecido pelo Forte de São Bento de Monsaraz, perfeitamente adaptado aos ataques de artiharia da época. Durante o século XIX Monsaraz irá perdendo a sua importância económica e estratégica, vendo a sede do Concelho a passar para a vila de Reguengos de Monsaraz. É o início do declínio e do abandono. Em decreto de 2 de Janeiro de 1946, as fortificações e todo o conjunto intramuros da vila são classificados como Monumento Nacional. A Porta da Vila em arco ogival é o acesso principal de Monsaraz e encontra-se protegida por dois cubelos semi-cilíndricos. O de poente, é encimado pelo campanil


viagem

Monsaraz - Distrito de Évora Onde dormir Horta da Moura 7200-999 Monsaraz • Tel.: 266 550 100 • Fax: 266 550 108 Convento da Orada 7200-174 Monsaraz • Tel.: 266557 414 • Fax: 266 557 381 Estalagem de Monsaraz Largo São Bartolomeu, 5 • 7200-175 Monsaraz • Tel.: 266 557 112 E-Mail: info@estalagemdemonsaraz.com Casa Antonino Pinto Largo D. Nuno Álvares Pereira, 10 • 7200-175 Monsaraz • Tel.: 266 557 388 Casa da Dona Antónia Rua Direita, 15 • 7200-175 Monsaraz • Tel.: 266 557 142 • Fax: 266 557 142 antigos Paços de Audiência é o edifício civil mais nobre e representativo da Monsaraz antiga. Edificado no 2.º quartel do séc. XIV, durante os reinados de D. Dinis e D. Afonso IV, como consequência do desenvolvimento administrativo e económico da vila, serviu também de cadeia da comarca. A Sala do Tribunal está decorada com um fresco invulgar do século XV, obra única no nosso património artístico e que representa a alegoria da justiça terrena, em que o bom e o mau juiz são os elementos principais, e em que se evidenciam as fórmulas tradicionais de isenção e corrupção humanas. Não de deve ter pressa em Monsaraz. Antiga como é, deve-se conhecer todos os recantos, olhar com atenção a qualquer arco gótico, desenhado numa branca parede caiada. Subir e descer por ingremes ruelas. Deixar o olhar desprender-se pelas planuras vizinhas. Desfrutar do novo espelho de água da barragem que segura o Guadiana. E se o tempo o permitir, deixe-se envolver por um esplêndido pôr-do-sol sobre as terras a ocidente. O maior lago artificial da Europa veio alterar completamente o ar bucólico que envolvia a pacatez do centenário burgo. Agora vêem-se barcos e gaivotas onde antigamente se arrastavam rebanhos. Mas o encanto continua e Monsaraz estará sempre à espera da nossa visita. Q

Casa Dom Nuno R. José Fernandes Caeiro, 6 • 7200-175 Monsaraz Tel.: 266 557 146 • Fax: 266 557 400 Festividades: Em Reguengos de Monsaraz têm lugar inúmeras festividades, como sendo: a Feira de Janeiro; a Festa de Santo Ildefonso (Santo António do Baldio), em Janeiro; a Festa do Senhor de S. Marcos (S. Marcos do Campo) e a Festa de Santo Isidro (Santo António do Baldio), em Abril; a Feira de Maio; as Festas de Santo António, em Junho; Monsaraz Museu Aberto, em Julho Sabores da região Sendo uma zona predominantemente agrícola, a gastronomia regional basea-se na carne de porco e de borrego e nas muitas e deliciosas sopas que fazem o deleite dos palatos mais exigentes. O peixe do rio entra igualmente na ementa, principalmente acompanhado de uma excelente açorda. Monsaraz tem vindo a desenvolver o cultivo de vinhas, destacando-se três grandes produtores, a Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz e a Herdade do Esporão, produzindo vinhos de reconhecida qualidade nacional e internacional que emparceiram com uma gastronomia de eleição. Ir de Lisboa (182 Km) Partir de Lisboa pela Ponte Vasco da Gama em direcção à A6. A seguir a Montemor-o-Novo sair na saida 5 em direcção a Évora Poente. Seguir na N114 em direcção a Évora. Em Évora tomar a direcção de Reguengos de Monsaraz. Seguindo pela N256 atravessar Vendinha e Reguengos de Monsaraz. Chegando a Montrinos seguir as placas em direcção a Monsaraz.

MARÇO 2010

do relógio com um tecto nervurado e no cimo da cúpula um sino fundido. Logo à entrada encontramos esculpidas duas marcas-padrão, a vara e o côvado, medidas usadas na época medieval. Seguindo a linha da cerca, mesclada de xisto, granito, argamassa, barro vermelho e cal, deslumbramos mais à frente as torres do castelo. O castelo apresenta-se igualmente com o predomínio de granito e xisto regional, com um muro de altura regular, flanqueado nos extremos por quatro espessas torres quadradas que centram de forma relativa, a torre de Menagem. Da fortificação primitiva pouco sobreviveu à reforma promovida por D. Dinis. Construída em forma de planta pentagonal dividindo-se em três pisos: térreo (antigo calabouço municipal até ao reinado de D. João II e, mais tarde, depósito de armas), Câmara Nobre da alcaidaria (actualmente espaço destinado à realização de pequenas exposições) e o sobrado alto destinado à arrecadação palaciana.. O coração da vila é o largo D. Nuno Álvares Pereira, onde o encanto de um certo desordenamento arquitectónico lhe confere uma identidade única, conseguida por edificações com identidade própria. A igreja matriz de Santa Maria da Lagoa com traço quinhentista, marca a sua presença referenciando-se como o mais importante templo do burgo. Os

13


formação udifar

Acções de Formação

Formação Udifar/2009 em Balanço

2009 foi mais um excelente ano no tocante à Formação que a Udifar oferece aos profissionais que laboram na Farmácia.

E

sta tradição, património herdado da Codifar e da União, que a Udifar mantém activa para as Farmácias que diariamente com ela se relacionam, tem sido reconhecida, por um lado, por estas, como uma mais-valia esperada, desejada e necessária à sua actividade e, por outro, pelos parceiros da Indústria Farmacêutica, como um excelente meio de se relacionar com as Farmácias, através do conhecimento científico em matérias de interesse comum. Gratuita, com uma duração q.b. e sempre com uma vertente de convívio que não é de desprezar, traz sempre à liça temas actuais, relevantes e oportunos, apresentados por palestrantes sabedores de “o que dizer” e de “como dizer”. Assim aconteceu em Fevereiro com o tema “Rinite Alérgica: uma abordagem global”, apresentado por Imunoalergologistas de reconhecido destaque, pelo qual as Farmácias ficaram conhecedoras de uma novidade terapêutica, o seu princípio activo e o dispositivo médico que a administra. Em Maio e Junho abordou-se a temática da “Dor: uma queixa frequente”, transversal a múltiplas patologias, na qual, pela voz de especialistas nesta área, se ilustrou a

realidade nacional nesta matéria, bem como se desmistificaram algumas ideias pré-estabelecidas quanto ao seu tratamento. Ainda em Junho, a “Osteoporose – Novidades na Terapêutica”, foi tema que, para além da Osteoporose e das novas terapêuticas, abordou também os novos serviços farmacêuticos, legalmente autorizados na Farmácia Comunitária. No início de Outubro, o tema “Consolda: relíquia ou novidade na terapêutica osteoarticular” revelou mais uma vez a importância das plantas no tratamento de várias patologias. Uma ilustre Professora Convidada da Faculdade de Farmácia de Lisboa apresentou este tema, recolocando as plantas na actualidade, como uma das fontes naturais de maior interesse para a aplicação quer do conhecimento médico quer do conhecimento farmacêutico. Em Outubro e Novembro, o tema “Infecções fúngicas: um problema de Saúde Pública”, já há muito solicitado nos inquéritos preenchidos pelos participantes em todas as acções de formação, percorreu toda a área geográfica de intervenção da Udifar, relembrando, nomeadamente, o fácil contágio, a disseminação de locais infectados do

corpo humano e a gravidade desta patologia, a par com a despreocupação dos doentes face a ela. Finalmente, no restante Novembro, no preciso momento do pico de disseminação da Gripe A (H1N1) em Portugal, a Udifar ofereceu, através da voz de ilustres Pneumologistas, consultores da Direcção Geral de Saúde para a área da Gripe, toda a informação, desmistificação, esclarecimento e discussão sobre o tema mais candente de Saúde Pública de 2009, a Gripe Pandémica e as suas envolventes, Gripe Sazonal e Doença Pneumocócica. Ao longo de todos estes meses de 2009, foram apresentados 6 temas em 33 sessões que ultrapassaram 70 horas de formação. Contabilizaram-se mais de 2500 presenças divididas entre mais de 1400 Farmacêuticos e mais de 1100 Técnicos de Farmácia. Aos Farmacêuticos e Técnicos de Farmácia dedicadamente presentes, aos empenhados parceiros da Indústria Farmacêutica envolvidos e aos ilustres palestrantes a Udifar agradece reconhecida. Q Responsável da Formação Udifar Artur Fialho


formação udifar

Acções de Formação

As acções de formação da Udifar2 continuam os sucessos da Codifar neste domínio. Qual a importância que a nova estrutura dá a esta área de serviço às Farmácias? O sucesso das acções de formação da Codifar e o reconhecimento da importância das mesmas para as Farmácias, levou-nos a pensar que para além da Formação Técnica seria também essencial proporcionar acções de Formação Comportamental, complementando a nossa oferta de serviços com uma temática de importância crescente. Atentos às necessidades das Farmácias entendemos que os temas de natureza comportamental são cada vez mais determinantes na gestão das equipas, na sua qualificação e consequentemente no sucesso das próprias Farmácias. 2009 terá sido um ano particularmente bem sucedido? 2009 foi o ano da aposta nesta iniciativa, entre outras, comprovando-se mais uma vez que a Inovação é uma das características do Universo UDIFAR. Foi, de facto, uma aposta bem sucedida tendo-se verificado uma enorme adesão por parte das Farmácias que preencheram a totalidade do nosso calendário formativo desta área. Pressionada por alterações significativas num sector cada vez mais competitivo, as Farmácias rapidamente perceberam a importância que devem dar à gestão do seu capital humano, investindo neste tipo de acções e reconhecendo a qualidade das mesmas.

Houve críticas? Em qualquer projecto e iniciativa desta natureza existe sempre espaço para melhorar. Não tendo existido críticas, reconhecemos que é sempre possível fazer melhor e de forma ainda mais alinhada com as expectativas das Farmácias e das suas exigências. Mesmo ao longo do ano de 2009 e à medida que fomos obtendo o feedback positivo, sentimos a necessidade de reformular alguns conteúdos dando resposta imediata às opiniões dos formandos. Há algum elogio de que se recorde especialmente? O maior elogio é o que decorre da enorme adesão e do reconhecimento dos formandos, bem como de quem apostou em cada uma das acções que promovemos. Em particular foi gratificante verificar que muitos dos formandos quiseram estar presentes na totalidade das 3 acções temáticas que desenvolvemos. Nesta matéria o elogio deve ser sobretudo dirigido à Drª Maria da Graça Correia, a Formadora e responsável da REPTUS com quem a Udifar em boa hora estabeleceu a parceria para estas acções. Qual a principal preocupação ao pensar-se um ano de actividade em formação? Como já referi, a principal preocupação destas acções foi dar resposta a algumas das necessidades das Farmácias, ajudando-as a repensar a forma como equacionam os seus recursos humanos, designadamente na sua relação

de atendimento e de fidelização. Por outro lado e para quem na Farmácia tem responsabilidades de gestão, pretendemos contribuir para a abordagem do problema da motivação e dos incentivos mais adequados à gestão das equipas, em função do contexto e dos objectivos. Qual ou quais as qualidades que são indispensáveis a uma acção de formação para que seja assumida pela Udifar? Qualquer iniciativa levada a cabo pela Udifar pressupõe sempre acrescentar valor à Farmácia. Foi também com este objectivo que decidimos lançar este tipo de acções de formação, acreditando que estamos activamente a contribuir como parceiros privilegiados da Farmácia no sentido de a preparar para os novos desafios. Como será 2010? Prevemos consolidar em 2010 a nossa aposta neste sector da Formação Comportamental, privilegiando os aspectos que possam ser mais importantes para a Farmácia, designadamente do ponto de vista dos princípios de excelência de atendimento e qualidade, reconhecendo a importância da satisfação e fidelização dos clientes. Procuraremos também sensibilizar para a importância da avaliação de desempenho e da gestão por objectivos, ao mesmo tempo que estamos abertos ao diálogo permanente e sempre disponíveis para equacionar novas temáticas. Q

MARÇO 2010

A propósito das Acções de Formação em 2009 consideramos imprescindível fazer algumas perguntas ao Dr. Eduardo Marques, Director de Recursos Humanos da Udifar

15


formação udifar

Acções de Formação

MARÇO 2010

A

16

s acções de formação que se têm realizado em Gestão de Retalho, têm-se revelado de extrema utilidade. O nível de interesse e satisfação que todos aqueles que têm estado presentes nestas  acções têm demonstrado, é verdadeiramente gratificante. O apreço com que temos sido saudados no final das acções mostra que deveremos continuar também noutros pontos do país. E não é surpreendente que assim seja. Na realidade, este é um tempo de mudança. Mudança esta causada por uma progressiva liberalização do mercado farmacêutico. É uma mudança progressiva, com contornos por vezes não totalmente nítidos. No entanto, é uma mudança que começa a ter impactos muito significativos nas farmácias e que requer alguma ponderação sobre quais as estratégias e tácticas a seguir, sobre posicionamentos no mercado e formas de gerir no dia-a-dia. Muitos dos participantes têm manifestado preocupações relativamente à evolução das suas vendas, em particular em categorias que hoje estão mais voláteis pelo efeito da concorrência. Os consumidores começam também a manifestar alterações de comportamento.

As formações (nós preferimos chamar Workshops) em Gestão de Retalho, têm permitido aos participantes repensar (ou talvez até começar a pensar) numa série de variáveis que até muito recentemente não foram determinantes, mas que agora se tornam fundamentais para a continuação do desenvolvimento de uma actividade economicamente competitiva por forma a também poder cumprir com a sua missão eminentemente social. Os conteúdos destas acções estão relacionados com várias áreas da Gestão de Retalho Farmacêutico e têm o objectivo de contribuir para o fortalecimento da posição competitiva das farmácias. Os conteúdos estão baseados em estudos realizados ao consumidor e abrangem áreas como a Gestão de Categorias, Planeamento de Espaço e Layouts, Gestão Económica e Financeira, Merchandising e vários casos práticos.   Fazendo um zoom ao programa, encontramos temas que têm estado na preocupação diária dos Farmacêuticos: Gestão de Categorias Como devo segmentar a farmácia Como atribuir espaço a cada categoria

Como definir a localização de cada categoria Como gerir o sortido de produtos Como devo expor os produtos Tácticas de venda. Gestão de Farmácia Manipulação de margem Análises de vendas Gestão de preços Desenvolvimento de Layouts Como pensar um Layout Princípios de planeamento e atribuição de espaço Construção de Layouts com casos práticos Para a Shopworks, tem sido um privilégio poder contribuir para que as farmácias continuem a ser um canal de referência  dos consumidores e utentes. Mas não nos deixemos encantar com as oportunidades! É preciso que muitas das farmácias façam o exercício de repensar o futuro. E sobre este ponto de vista, os workshops têm sido um muito agradável sucesso! Q


vendas online

Quem pode vender legalmente medicamentos pela internet em Portugal? O Infarmed disponibilizou recentemente uma aplicação que permite identificar quais são as Farmácias e estabelecimentos autorizados a comercializar online, ou seja, pela internet, Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM).

As Farmácias www.anossafarmacia.pt já vendem! Já é possível a qualquer utente com acesso à Internet efectuar compras nas Farmácias aderentes ao Portal gerido pela Udifar. Tudo está de acordo com as exigentes directrizes do Infarmed e apresentado da forma mais simples possível. Se os primeiros dias foram marcados mais pela exploração dos internautas do que por compras efectivas, a verdade é que, ainda assim, o número de dispensas de medicamentos (MNSRM) foi superior às expectativas. Todos sabemos que a confiança no nosso serviço se conquista num trabalho continuado e atento aos pormenores, nas Farmácias www.anossafarmacia.pt esse labor já começou. O canal online vai ter cada vez mais importância no futuro. Trata-se de um canal que noutras áreas de negócio cresceu bastante nos últimos anos, pondo em causa grandes empresas e diferentes estruturas de organização do mercado, veja-se o exemplo da indústria discográfica ou da aviação/viagens.

MARÇO 2010

Nesta aplicação – uma base de dados – é possível pesquisar filtrando por Distrito e Concelho, quais as Farmácias e estabelecimentos que efectuam entregas ao domicílio e que têm serviço de comércio electrónico, sendo possível ficar a conhecer nome, endereço e a ligação dedicada ao comércio electrónico.

O sector da Farmácia é muito técnico e tem inúmeras especificidades, no entanto, não devemos achar que somos imunes às alterações sociais e aos hábitos de consumo. A utilização crescente das novas tecnologias e o aumento da % de utilizadores da internet vai trazer novos consumidores com hábitos e formas de consumo diferentes dos actuais. A Internet é um meio onde o poder está claramente do lado do consumidor, pois pode comprar o que quer, quando quer, comparar preços de forma fácil, procurar a informação de forma rápida e partilhar as suas experiências influenciando outros potenciais consumidores. Como todos os projectos inovadores o www.anossafarmacia.pt tem a responsabilidade de ocupar um novo espaço e dar resposta às necessidades de utentes/clientes que são diferentes dos utentes/clientes actuais das Farmácias. Talvez que o mais importante nesta fase não seja a rentabilidade do canal internet, mas sim a visibilidade e a capacidade de liderar o mercado do medicamento e para-farmácia online. A proposta Udifar com este nível de desenvolvimento é única no Mercado, uma vez que assenta numa organização especialista em logística farmacêutica; É um portal bem estruturado e desenvolvido; A marca “a nossa farmácia” foi cuidadosamente desenvolvida e implementada; O site é bem organizado e eficiente; A Farmácia pode controlar, verificar e validar todo o processo de compra; Há a possibilidade da Farmácia manter o mesmo nível de intervenção farmacêutica e responsabilidade na dispensa de medicamentos não sujeitos a receita médica através do controlo e comunicação efectuada com o internauta, verificando possíveis contra-indicações, interacções ou alertas na utilização dos medicamentos; ainda, o custo de implementação e desenvolvimento da aplicação é partilhado com o conjunto de Farmácias aderentes e os custos de manutenção são extremamente competitivos. Q

17


mães e bebés

Amor de Mãe

MARÇO 2010

A afectividade entre mãe-bebé, a construção da realidade psicológica da criança e as consequências da ausência afectiva maternal aquando da entrada das crianças nos Infantários.

18


mães e bebés

MARÇO 2010

O

nascimento da vida psíquica num bebé começa na relação que é estabelecida com a mãe. De acordo com o pediatra Inglês – Winnicott – os cuidados maternos adequados são indissociáveis do bebé e garantia de uma boa saúde mental. Segundo ele, um lactente isolado não existe: quando encontramos uma criança, encontramos cuidados maternos. Acrescenta, por outro lado, que o rosto da mãe é o primeiro e único verdadeiro espelho da criança. A relação mãe-bebé está correlacionada com o processo de maturação da criança. As primeiras experiências intersubjectivas desenvolvem-se num banho de afectos, (S. LEBOVICI, 1983). A mãe comunica os seus afectos interpretando as necessidades e desejos do bebé. Para isto, ela utiliza as suas capacidades de empatia, que lhe permitem perceber os estados afectivos do bebé. Segundo B. Brazelton, o que caracteriza a interacção típica entre uma mãe e o seu bebé é a sua natureza cíclica, com a alternância de períodos durante os quais a criança fixa intensamente o rosto da mãe e períodos em que o evita, fechando os olhos ou desviando-os ligeiramente. Winnicott distingue três séries de actos nos cuidados que a mãe prodigaliza à criança: O Holding que corresponde ao amparo da criança pela mãe, ela suporta-o, assegura-lhe um continente corporal graças ao seu próprio corpo dela no espaço. O Handling reenvia para os cuidados e manipulações da criança pela mãe, que ao faze-lo, lhe proporciona sensações tácteis, cinestésicas, auditivas e visuais. O Object-presenting corresponde ao modo de apresentação do objecto; assim através da mãe, a criança tem acesso aos objectos simples, depois a objectos progressivamente mais complexos e finalmente à sua dimensão. A mãe partilha com a criança pequena um pedaço do mundo à parte mantendo-o suficientemente limitado para que a criança não fique confusa e aumentando-o muito progressivamente de forma a satisfazer a capacidade crescente da criança fruir do mundo, (Winnicott, 1957). A relação de objecto da criança com a mãe, objecto de Amor, define a afectividade relacional. Há ainda um enquadramento dessa afectividade num estado afectivo geral, que pode ser alegre ou triste, tranquilo ou ansioso, agitado ou instável. A criança aprende a conhecer o ambiente e o seu conteúdo através da interacção dinâmica com a mãe. No início assiste-se a uma díade relacional e posteriormente com a introdução do pai, uma tríade relacional de afectos, cada um com a sua função na construção psicoemocional da criança.

19


MARÇO 2010

mães e bebés

20

Diria que a relação objectal com mãe será a plataforma psíquica na qual a criança constrói a sua identidade social. Se existirem bons alicerces, esta construção será harmoniosa e estável, se não for bem conseguida, a construção citada, a criança pode porventura apresentar alguns problemas psicológicos e muitas vezes problemas psicossomáticos. A criança começa a percepcionar a Vida através da primeira relação social que é com a mãe. Brazelton observou que o lactente é capaz de antecipar uma inter-relação social e que, quando as suas tentativas não são satisfatórias, ele utiliza uma diversidade de técnicas para tentar implicar a sua mãe. Margaret Malher, que ao estudar a cria do Homem durante o seu desenvolvimento e na sua interacção com a mãe, esta propõe a teoria da existência de um processo de separação/ individuação que conduz a criança a uma representação de si própria clara e distinta e posto isto, a uma autonomização da vida psíquica. Existe unanimidade entre todos os autores que estudam o desenvolvimento da criança, que a interacção mãe-bebé é crucial pois determina o aparecimento e o início da vida psíquica e permite à criança uma construção de estrutura mental e emocional. No entanto, acontece que na actualidade assiste-se a uma “despersonalização maternal” do vinculo afectivo entre mãebebé, dado que é pratica comum e social, as mães terem que colocar os seus bebés, geralmente por volta dos 4 meses quando acaba a licença de parto, em creches e infantários, para que esta possa trabalhar. Será que os serviços materno-infantis existentes cumprem a sua função de as crianças terem necessidade de se relacionar com pessoas privilegiadas e afectivamente disponíveis? É uma questão pertinente que nos leva a uma atitude reflexiva acerca desta problemática. Concluindo e citando João dos Santos: “Não quero negar a necessidade de creches, mas penso que para que se promova um desenvolvimento psicomotor, afectivo e intelectual favorável é necessário preservar a criança das perturbações que resultam duma relação perturbada com a mãe ou com a Instituição que o recolhe durante as horas de trabalho da mãe. Porém, a ideia hoje divulgada é a que existência do infantário resolve todos os problemas da criança. Nunca em nenhuma sociedade os problemas do bebé puderam ser separados do problema da mãe e da criança. A função maternal pode ser exercida pela creche, se o seu pessoal for composto de pessoas autênticas, integradas por técnicos com formação profissional adequada.

Um técnico vale mais por aquilo que é, do que por aquilo que sabe (S. Nacht). É também verdade para todos os técnicos que trabalham com pessoas, quer elas sejam crianças ou adultos, mas hoje o que faz com o pessoal é mais para valorizar o que eles sabem do que o que eles são.

Finalizando, para que uma creche possa exercer a sua função maternal, é necessário que ela se alimente e viva de uma forte participação das mães…” Q Dra. Fátima Oliveira Doutoranda em Psicologia pela Universidade de Extremadura


atraveim

Fomos conhecer melhor a Farmácia Exposul que se apresenta com a assinatura “100% Farmacêuticos”. Está na zona sul do Parque das Nações e apresenta algumas significativas diferenças em relação ao que é comum.

A

primeira diferença, embora que subtil, é a de que nem a montra nem os balcões têm qualquer publicidade, o que resulta numa sobriedade incomum. “Mas é muito difícil resistir aos argumentos dos laboratórios...” – comenta a Dra. Maria Eugénia Martins, a proprietária e Directora Técnica, que nos recebeu de forma simpática e disponível. Outra diferença é o já referido slogan “100% Farmacêuticos” que, segundo a Dra. Maria Eugénia, foi uma aposta que se tomou pouco tempo depois da transferência da Farmácia para a actual localização. “Estamos numa zona

MARÇO 2010

Farmácia EXPOSUL

21


MARÇO 2010

uma farmácia

22

bastante exigente em termos de qualidade, na zona sul do Parque da Nações a densidade populacional é mais baixa, e a qualidade de vida é relativamente mais alta.” Nesse sentido e como forma de se posicionar neste exigente mercado apostou na ideia de criar “um balcão só com farmacêuticos!” Hoje são onze farmacêuticos a trabalhar na Exposul. “O que não significa necessariamente encargos financeiros muito superiores a um quadro normal de colaboradores. Embora tenha, talvez, uma gestão de recursos humanos mais complexa.” Tem um horário de “porta aberta” todos os dias das 9 da manhã até à meia-noite, e foi curiosa a resposta que nos foi dada quando perguntámos sobre períodos de maior afluência: “Há 5 anos que temos, diariamente, vários picos de atendimento, mas ainda não conseguimos descobrir qualquer nexo!” A propósito da proximidade do hospital CUF Descobertas respondeu-nos a Dra. Maria Eugénia: “Sim estamos próximo, mas também somos a Farmácia mais próxima do Casino Lisboa e do Oceanário!” Uma outra diferença, desta vez a propósito da celebração

do 5º aniversário da Farmácia Exposul, foi a de que todos os utentes terem direito com um presente: um pequeno vaso com um amor-perfeito! Na verdade, todos saiam surpreendidos, principalmente os cavalheiros de quem se adivinhava uma chegada a casa com uma surpresa inesperada!! Como faz a gestão dos “seus” 10 farmacêuticos? “Aposto na formação quer interna quer externa, uma vez que sinto que o mercado dos dias de hoje exige competências a vários níveis. Por exemplo, os jovens farmacêuticos saem das faculdades sem noções básicas de marketing – não me incomoda que a minha equipa não esteja tão vocacionada para vender dermocosmética, mas preocupa-me que se tenham ideias e ideais de uma deontologia à prova de marketing! Não. Se estes conhecimentos estão estudados e comprovados, temos a obrigação de nos exigir a nós mesmas o seu conhecimento.” Simpatia – mais simpatia, tempo – bastante tempo, nunca pressa, eram marcas no atendimento a cada utente na Exposul.


Uma história curiosa é a de uma senhora que vinda directamente do Casino tomou a liberdade de, numa só compra, adquirir todos os produtos de beleza feminina que o dinheiro ganho lhe dava o direito!! Uma espécie de sonho realizado! – a Exposul também gostou! À questão directa sobre o que pensava da Udifar, respondeu-nos de forma categórica a Dra. Maria Eugénia: “Comecei com a União, e hoje sinto que devo muito à Udifar, pelo apoio que sempre me deram e pela forma como, enquanto colegas, me ajudam nas mais variadas situações.” Mais, “Em termos profissionais e humanos: nunca houve uma só falha!” Um elogio que remete para um plano completamente diferente os, infelizmente incontornáveis – embora cada vez mais raros, erros no aviamento... Planos para o futuro? “Conseguir um suporte para o estacionamento de bicicletas!” Aos fins-de-semana são muitos os que gostam de passear e aproveitam para uma passagem pela Farmácia... , e gostaria de ter um pouco mais de tempo para mim. Q

MARÇO 2010

uma farmácia

23


um mundo mais verde

MARÇO 2010

Contributos para um mundo mais verde! 24


um mundo mais verde

1

Desligue os aparelhos electrónicos. Mas desligue mesmo. Ao deixá-los em stand-by continua a ser desperdiçada energia. Se o desligar da ficha, pode poupar até 40% de energia!

2

Evite abrir e fechar o frigorifico muitas vezes. Tire tudo o que desejar de uma só vez. Para beber água, encha uma garrafa com água gelada, que assim permanecerá fresca até à noite. Está a poupar mais energia do que pensa.

3

Coma menos carne vermelha. O gado produz metano, um gás inflamável altamente poluente. Para produzir carne (vaca, porco e afins), são gastos milhões de litros de água. Para 1kg de carne branca (galinha e peru) são necessários apenas 10 a 20 litros.

4

Faça reciclagem em casa e no trabalho. Com tanta informação que já existe sobre o assunto, já não tem desculpa para não fazer. Papel/cartão, vidro, plástico e pilhas. Quanto a estas últimas, use as recarregáveis: sabia que podem ser recarregadas cerca de 1000 vezes?!

dias de sol ou de menos frio, ainda pode estendê-las no jardim, terraço ou até mesmo na casa de banho (abra a janela). Vai poupar muita energia!

8 9

Coma em casa! Irá poupar imenso. A começar pelo combustível!!

Faça compostagem doméstica. É possível ajudar a reduzir o efeito de estufa a partir do seu jardim: o lixo orgânico e doméstico vai decompor-se de forma completamente natural.

10

Compre alimentos da região, nomeadamente fruta e vegetais. Além de reduzir custos de transporte (combustível – ida até ao supermercado, por exemplo), você está a ajudar ao desenvolvimento local.

11

Ao fazer compras, leve sempre o saco reutilizável. Os sacos plásticos emitem gás carbónico e metano, assim como grandes poluentes: quem nunca viu imensos sacos no chão, ou no mar? Estes podem demorar até 400 anos a decompor-se.

12 bono.

5

Instale lâmpadas de baixo consumo, como fluorescentes. Gastam menos 60% de energia que as normais. Pode poupar até 150 quilos de carbono anualmente. Ainda nesta linha, compre electrodomésticos de baixo consumo energético.

13

6

14

7

15

Marque no calendário: de 15 em 15 dias, descongele a sua arca. O excesso de gelo pode reduzir a circulação de ar frio e assim é gasta mais energia para manter a mesma temperatura. Encha a máquina de lavar loiça ou roupa antes de as por a funcionar. Se quer apenas fazer meia máquina, seleccione um modo de menor consumo de água ou de uma temperatura mais baixa. Para lavar a loiça à mão, não gaste água quente no seu máximo se pretende lavar apenas alguns pratos e talheres. Para secar poucas quantidades de roupa, evite usar o secador. Em

Plante uma árvore ou flores no seu jardim. Assim, estarão a ser absorvidas toneladas de dióxido de car-

Ande menos de carro. Sabia que ao usar o carro apenas duas vezes por semana estão a ser emitidos menos 700 quilos de gases tóxicos? Use os transportes públicos, ande a pé ou use a bicicleta. Deixe o ar condicionado desligado. Prefira uma ventoinha de tecto. Ao refrescar a sua sala ou quarto, está a poupar até 90% de energia. Não desperdice água. Gaste apenas 5 minutos no chuveiro. Ao lavar a cabeça e o corpo, desligue a água, assim ela não está a ser desperdiçada. Se tem caldeira de água quente, diminua a temperatura.  Se tem crianças, não as deixe brincar com água. Ensine-as desde cedo que a água é um bem precioso que deve ser preservado. Afinal, este nosso esforço terá mais impacto na sua vida do que na nossa.

MARÇO 2010

A

judar o ambiente não é uma tarefa fácil, mas adoptando pequenos passos, no quotidiano, já estará a contribuir. Existem milhares de conselhos que pode seguir. Veja aqui alguns:

25


em primeira mão

Medicamentos genéricos

MARÇO 2010

O lugar do farmacêutico 26


em primeira mão

em primeira mão… Q

uando o Governo define continuar a ter uma política do medicamento em que a utilização de medicamentos genéricos é particularmente acarinhada, como profissional de saúde não posso deixar de manifestar a minha concordância. É que, pese embora, os medicamentos genéricos tenham um factor adicional de complexidade para a gestão corrente de uma farmácia, em função da actual legislação que dificulta a implementação de uma dispensa baseada exclusivamente em critérios técnicos (ao privilegiar a prescrição de uma marca de laboratório), a verdade é que este é um caminho sem retorno. Se não, vejamos: - É sabido que, nos tempos vindouros, muitas serão as patentes que irão “cair” até 2012. De facto, nos próximos anos, deverão aparecer genéricos das cinco mais vendidas, e simultaneamente dispendiosas, substâncias do mercado português, nomeadamente Olazanpina (anti-psicótico), Atorvastatina (anti-colesterolémio), Valsartan e Ibersartan (anti-hipertensores), Clopidrogel (anti-trombótico). Só estas 5 substâncias significam, actualmente para o Estado, sem a existência de genéricos, um encargo de cerca de 90 milhões de Euros, ou seja 5% do total do valor do mercado!

- Com uma investigação menos “pujante” a próxima década deverá ser marcada pelo aparecimento de menor número de novas moléculas o que implica que, tendencialmente, teremos cada vez mais genéricos no mercado. -A economia gerada, para o estado Português e como tal para todos Nós, como seus contribuintes, é muito significativa. É que os medicamentos genéricos, são praticamente 45% mais baratos. Para se ter uma ideia do que isto significa em termos de poupança, que não tem consequências directas para a saúde do cidadão, lembremos que 15% do mercado de medicamentos, que é sensivelmente a quota de mercado, em volume, atingida pelos genéricos, representam 180.000.000€ (cento e oitenta milhões de Euros) de redução de encargos, no último ano. No entanto, pese embora a quota de mercado já atingida, o número de substâncias existentes como genéricos só representa sensivelmente 17% do total do mercado Português, o que implica que a margem de progressão é enorme. A experiência internacional é sábia nesta matéria com vários países a registarem um mercado de genéricos superior a 50% do total do mercado. Curiosamente, as nações mais ricas da União Europeia são muitas daquelas

que apresentam mais desenvolvido o mercado de medicamentos genéricos, como o demonstram as quotas de mercado destes produtos na Alemanha (57%), Dinamarca (68%), Holanda (50%), Reino Unido (65%). Bem, julgo que todas estas razões seriam válidas para justificar a Vossa escolha na utilização de medicamentos genéricos, mas se mais não houvesse, pergunto: Qual a razão para não os utilizar? É sabido que a Indústria Farmacêutica é a mais importante fonte de progresso de saúde pública, a julgar pelo facto de 95% da investigação de novos fármacos, a nível mundial, ser da sua responsabilidade, em detrimento do investimento público que só representa os restantes 5%. É sabido que a investigação farmacêutica é fundamental para o aumento da esperança de vida do ser humano, que só o século passado com o advento de novos medicamentos, praticamente duplicou... mas será que não podemos “separar o trigo do joio” e proporcionar a todos a mesma qualidade, oportunidade de utilização e menores encargos, quando o medicamento original já existe há mais de 20 anos? Saibamos contribuir, num Portugal melhor, para as gerações dos nossos filhos e netos. Como profissionais responsáveis proporcionemos o uso de mediamentos Genéricos. Q

MARÇO 2010

por A. Hipólito de Aguiar - Farmacêutico; Docente Universitário

27


espaço www viagem

Google Street View

Dropbox.com

O Google Street View é um recurso do Google Maps e do Google Earth que disponibiliza vistas panorâmicas de 360° na horizontal e 290° na vertical e permite que os utilizadores vejam partes de algumas regiões do mundo ao nível do solo. Bastará “arrastar” o ícone amarelo humano (que aparece em cima da escala de zoom) para uma rua. Quando foi lançado em 25 de Maio de 2007, apenas 5 cidades americanas tinham sido incluídas. Desde então já se expandiu para milhares de localizações em alguns países como Estados Unidos, França, Austrália e Japão. Faltam ainda muitas ruas... mas já estão bem mais do que se julga! O Google Street View mostra fotos tiradas por uma frota de veículos – Opel Astra na Europa e Austrália. Em áreas de pedestres, ruas estreitas e outros lugares que não podem ser acedidos por carros são usadas as Google Bikes. As imagens podem ser exploradas usando tanto o rato como o teclado. As linhas que surgem na rua que está a ser exibida indicam a direcção seguida pelo carro com a câmara do street view.

Quantas vezes já precisou de um ficheiro que se encontrava num computador, CD ou pendrive mas que, naquele momento específico – e quando era mais necessário, não se encontrava consigo? Ou quando viajou e se esqueceu de um ou vários ficheiros importantes que ficaram em casa? Mais do que uma vez com certeza! A Dropbox, segundo os seus criadores, funciona como um bolso mágico. Tudo o que lá for posto encontra-se sempre disponível em qualquer lado (desde que tenha ligação à internet). É como ter um único sítio, seguro, para todos os seus ficheiros. Clarificando, o software cria uma pasta Dropbox nos computadores (ou telemóveis) em que for instalado. Sempre que se puser algum ficheiro dentro desta pasta, seja em que computador ou telemóvel for, o mesmo ficará disponível em todos os outros aparelhos em que o programa se encontra instalado ou através do site da internet – uma vez que também é possível aceder à sua pasta Dropbox através da internet! Mesmo que tenha algum problema com os seus computadores, terá assim sempre um backup disponível! Deixe de andar com pen’s de um lado para o outro ou enviar e-mails para si mesmo com os ficheiros que necessita nos vários sítios. Com a Dropbox é simples e tem 2GB disponíveis gratuitamente.

MARÇO 2010

http://www.wolframalpha.com/

28

Wolfram Alpha é um site “Knowledge Base Search Engine”e é fantástico! Wolfram|Alpha um mecanismo de conhecimento computacional (computational knowledge engine) desenvolvido pela Wolfram Research. Tratase de um serviço online que responde às perguntas directa e inteligentemente, mediante o processamento da resposta extraída de base de dados estruturados, em vez de proporcionar uma lista dos documentos ou páginas web que poderiam conter a resposta, tal como fazem os motores de busca. Foi anunciado em março de 2009 pelo físico britânico Stephen Wolfram, e está em funcionamento desde 15 de maio de 2009. Porque é muito mais do que aquilo que pode ser descrito recomendamos uma pequena introdução através da consulta dos exemplos em: http:// www.wolframalpha.com/examples/ Depois, bem... depois é só indicar uma qualquer informação e todos os conhecimentos inteligentemente relacionados ficam ao dispor.

Joobili.com Já lhe aconteceu ter dias de férias e não saber para onde ir? Este site poderá ser uma boa ajuda. Pode recorrer a um simples clique no botão “inspire me” para receber sugestões de eventos fantásticos um pouco por todo o Mundo. Se preferir pode indicar o local e terá acesso a toda a espécie de eventos, de acordo com as datas que estabelecer. Igualmente importante é consultar as opiniões de outros utilizadores acerca do destino, eventos ou datas possíveis. Claro, é-lhe igualmente possível deixar a sua opinião sobre as suas escolhas...


gadgets

Dyson Air Multiplier A primeira ventoínha sem hélices Ficamos felizes em saber que a Dyson não está a investir todas as suas energias em desenvolvimento de aspiradores. Eis o ventilador Air Multiplier. Este ventilador sem hélices é realmente intrigante, pois são precisos digamos 5 minutos de reflexão para compreender seu funcionamento. O que acontece é que as hélices do produto estão “escondidas” dentro dele, fazendo o ar ser empurrado de baixo para cima, com o anel que você vê na foto dispersando o ar para todas as direcções. Q

A Primeira câmara com projector de 40’ integrado

Nikon Coolpix s1000pj A primeira câmara do mundo com projector incorporado vai fazê-lo brilhar em muitas festas. Imagens com 12.1 megapixels, TFT LCD monitor de 2.7” , 5 x zoom óptico e vários enquadramentos de cena automáticos tornam esta câmara muito completa. Mas o facto desta câmara se transformar num projector até 40 polegadas é que a define como um gadget. Basta pressionar o botão de projecção para que esta projecte todas as fotos e vídeos, em qualquer superfície! E se não se quiser levantar do sofá esta Nikon traz também um comando à distância. Q

Amazon Kindle Um equipamento electrónico destinado à leitura de livros, jornais e revistas sob a forma digital. Criado e comercializado em exclusivo pela empresa Amazon, a maior livraria online do mundo.

- Ecrã de 6 ou 9.7 polegadas; - Peso: 290 Gramas; - Imagens com 16 tons de cinzento (É como ler um jornal, na sua cor natural)

MARÇO 2010

- Wireless Mundial GRATUITO (Portugal incluído). Permite ler livros/jornais/revistas, estando em qualquer parte do mundo.

29


atrás do balcão

Dra Inocêncio

firmum in vita nihil (Nada é garantido na vida)

• Caminha calmamente por entre o ruído e a pressa, e lembrate de que paz pode haver no silêncio.

• Nutre a tua força espiritual para que te proteja na desgraça repentina, mas não te angusties com fantasias. Muitos temores nascem da fadiga e do isolamento.

• Diz sempre a verdade tranquila e claramente. • Escuta os outros, até mesmo os aborrecidos e os ignorantes... eles também têm a sua história. Evita sim, as pessoas barulhentas e agressivas, mas sem vexames. • Se te comparas com os outros, podes tornar-te vaidoso e amargo porque sempre haverá pessoas que valem mais e menos que tu. • Usufrui dos teus fracassos tanto como dos teus sucessos. • Usa a precaução em tudo o que fizeres, porque o mundo está cheio de enganos. Mas não fiques cego perante a virtude que pode existir... muitas pessoas lutam por altos ideais, e em todo o sítio a vida está cheia de heroísmo.

• Em conjunto com uma sã disciplina, sê amável contigo mesmo. És uma criatura do Universo, e mais do que as estrelas ou as árvores, tens o direito de estar aqui. • Mantém-te em paz com Deus, de qualquer modo que o concebas, e sejam quais forem os teus trabalhos e aspirações, mantém na ruidosa confusão, paz com a tua alma. • Com todas as suas farsas, trabalhos e sonhos rotos, este é um mundo muito belo. • Recolhe mansamente o conselho dos anos, renunciando voluntariamente ao que passa, e fitando os teus olhos na linha do horizonte que se abre em cada etapa da tua vida.

MARÇO 2010

• Tem cuidado, esforça-te por ser feliz.

30

• Sê tu próprio. Especialmente, não finjas afeições. Não sejas cínico (no que diz respeito) ao amor porque face a toda a aridez e desencanto, o amor é perene como a erva.

Anónima



Revista Udifar 05