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Ano 1 - número 01 - R$ 8,50 - www.revistatribuna.com.br

“O PT QUEBROU O BRASIL E ESTÁ QUEBRANDO UBERLÂNDIA” Entrevista exclusiva com o ex-prefeito de Uberlândia e deputado federal Odelmo Leão. Ele acusa o PT de jogar o país no “fundo do poço” e diz que a administração do seu sucessor na Prefeitura, Gilmar Machado, é um “desastre”

SAÚDE

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Hospital do Câncer de Uberlândia vai construir nova unidade de R$ 15 milhões

GESTÃO

Alheia à crise, Prefeitura de Igarapava investe R$ 36 milhões em obras públicas

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EXPEDIENTE

N#01 Editor Evaldo Pighini - editor@revistatribuna.com.br Diretor Superintendente José Carlos de Oliveira - diretor@revistatribuna.com.br Coordenador de Marketing Elyzanon Oliveira - marketing@revistatribuna.com.br

QUEM FAZ TRIBUNA

Arte Projeto Gráfico e Direção de Arte Elyzanon Oliveira - elyzanon@elyzanon.com.br Diagramação Khronos Assessoria & Consultoria - contato@khronosconsultoria.com.br Redação Redator e Chefe de Reportagem Evaldo Pighini – 06320 JP Reportagem Especial Alitéia Milagre Reportagem Raquel Ribeiro Internet Flow Estúdio Digital - www.estudioflow.com.br Colaboraram neste edição: Texto Alitéia Milagre, Cláudia Nunes, Janaina Massote, Raquel Ribeiro e Vanuza Nobre Revisão Graciana Oliveira Fotos Douglas Luzz Consultoria Jurídica J Carlos Advogados - advocacia@jcarlos.adv.br Impressão Gráfica 3 Pinti Distribuição Região de Uberlândia. De forma dirigida, cidades vizinhas, Belo Horizonte, cidades do norte de São Paulo e Santa Catarina Publicidade e reprints: Telefone (34) 3226-0441 ou (34) 99205-2120 - comercial@revistatribuna.com.br Nosso endereço:  Ágora Pesquisas, Consultoria e Editora R. Rio Grande do Sul, 738 Bairro Brasil – Uberlândia-MG SP CEP: 38400-650 Tel.: PABX (34) 3226-0441 e-mail para: tribuna@revistatribuna.combr Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da RevistaTRIBUNA.  Nós vendemos espaço, mas não vendemos opiniões.

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EDITORIAL

Saiu da forma Enfim, o momento tão esperado chegou. Estamos lançando ao público a edição de número 1 da Revista TRIBUNA. Foram meses de planejamento, articulações parceiras e muito trabalho, que esperamos agora ser coroado com a satisfação do nosso leitor. Ainda é cedo para pensar em elogios, que se vierem serão um aceno de que estamos no caminho certo, entretanto, estamos abertos a críticas e sugestões para que possamos melhorar o nosso conteúdo a cada edição publicada. Falando em conteúdo, a nossa principal proposta com a TRIBUNA é reportar as boas práticas de gestão, públicas e privadas, obviamente que iremos nos defrontar com situações em que seremos impelidos a abordar fatos negativos, mas isso faz parte do processo, faz parte do jornalismo. O nosso conteúdo ainda irá contemplar assuntos que são de interesse comum, tais como cultura, saúde, educação, política, lazer, veículos entre outros. Nossa primeira edição já começa quente, tendo como matéria de capa uma entrevista exclusiva com o ex-prefeito de Uberlândia e atual deputado federal pelo Partido Progressista (PP) Odelmo Leão Carneiro. Político que não mede palavras para expor suas convicções e posições, ele fala da crise política e econômica que assola o país, responsabiliza o Partido dos Trabalhadores (PT) pela situação e se mostra favorável a um possível impeachment da presidente Dilma. Odelmo crítica ainda o atual prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), classificando sua administração de desastrosa para o município e, por hora, prefere não assumir publicamente a sua candidatura à eleição para o cargo de chefe do Executivo uberlandense em 2016, embora, nos bastidores, a sua pretensão de retorno é dada como certa. Segundo o Leão, não é hora de falar em volta, mas sim de trabalhar para tirar o Brasil do buraco. Esta edição traz ainda cases das administrações municipais de Igarapava e Orlândia, dois municípios do interior paulista, que, mesmo com a crise que se abateu sobre a maioria das prefeituras brasileiras, os seus gestores estão conseguindo realizar obras importantes para a população. São exemplos positivos de gestão pública, justamente num momento em que falta eficiência na administração da coisa pública, ou seja, falta eficiência nos gastos governamentais, quando é preciso fazer mais com menos recursos. E, por fim, sobre a nossa linha de conduta, como responsáveis pela publicação da Revista TRIBUNA, queremos deixar claro aqui, neste editorial de lançamento desta primeira edição, que a nossa equipe não se propaga como excepcional, mas sim composta por jornalistas normais e profissionais sérios, tentando fazer o seu melhor para levar ao leitor informação de qualidade com a maior clareza e lealdade aos fatos possível. Um pouco do que exprime a nossa postura está explícito em nosso expediente: nós vendemos anúncios, mas não vendemos opiniões. Boa leitura! Evaldo Pighini Editor

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ÍNDICE

14 EXCLUSIVA

O ex-prefeito de Uberlândia e deputado federal pelo PP Odelmo Leão, culpa o PT pela crise política e econômica no país, se diz a favor do impeachment da presidente Dilma e chama de desastre a administração de seu sucessor na Prefeitura, Gilmar Machado (PT)

18 CIDADES

Alheia à crise que afeta municípios, a Prefeitura de Igarapava dá exemplo de gestão e investe cerca de R$ 36 milhões em obras destinadas à população

10 SAÚDE

Orçada em R$ 15 milhões, Hospital do Câncer de Uberlândia vai investir na construção de sua segunda unidade que terá até Centro de Pesquisas

28 POLÍTICA

Senador considera reclamações de internautas sobre manipulação de resultados e questiona a Caixa sobre possível fraude em sorteio da Mega-Sena

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56 TURISMO

Destino concorrido do litoral catarinense no verão, Garopaba é um capricho da natureza, oferecendo de tudo um pouco e atraindo turistas de vários estilos

44 RELIGIÃO

38 EDUCAÇÃO Mais de cinco mil municípios sancionam seus Planos Municipais de Educação e, após aprovação, prefeituras devem assumir compromissos

Pesquisa revela o perfil dos religiosos no Brasil, Católicos e Evangélicos são maioria, segundo o Estudo Geral de Meios (EGM), desenvolvido pela Ipsos Connect

05 06 04 EDITORIAL ÍNDICE EXPEDIENTE 26 32 INFORME PUBLICITÁRIO FINANÇAS 36 41 42 PUBLI EDITORIAL ARTIGO TRANSPORTE 54 50 68 VEÍCULOS MEIO AMBIENTE LAZER

08 OPINIÃO 34 NEGÓCIOS 48 CULTURA 70 VITRINE

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OPNIÃO

GOVERNO NÃO FAZ A LIÇÃO DE CASA MAIS UMA VEZ O Governo Federal enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2016 que prevê um déficit de R$ 30,5 bilhões, ou seja, com um déficit primário de 0,5% do PIB. De novo, em vez de cortar gastos, para equilibrar as finanças, o Governo até tenta recriar a CPMF – imposto sobre transações financeiras. No fundo, a ladainha continua a mesma: é mais fácil aumentar a arrecadação fiscal do que fazer ajustes no orçamento para controlar as receitas. Quem paga o pato, mais uma vez, pelas trapalhadas do Planalto é o empresariado e os trabalhadores, que pagam honestamente seus impostos e lutam pela produtividade todos os dias. Para se ter uma ideia, segundo dados do IBGE, a produção da indústria nacional teve nova retração consecutiva em agosto, acumulando perdas que podem encerrar o ano com queda de 15%, pior resultado da história industrial brasileira. Enquanto isso, o Banco Central manteve a taxa Selic em 14,25% ao ano, numa tentativa de baixar a meta de inflação para 4,5% até o fim de 2016. De acordo com especialistas no assunto, o aumento da dívida pública em si não é um problema. O que é preocupante é o desequilíbrio entre o tamanho da relação entre a dívida e o PIB. A lei de responsabilidade fiscal, aprovada em 2000, proíbe que gastos superem as receitas. Desde que a atual metodologia para contas públicas foi adotada, no Governo do presidente FHC, essa é a primeira vez que o Governo propõe um déficit orçamentário. O que ocorre é um exagero nos gastos públicos, incluindo planos para elevar o salário-mínimo e muitos outros projetos sociais em até 10%. Déficit público e estabilidade do crescimento da dívida não se resolvem com recessão. Diante da queda na arrecadação, o Governo teria de cortar gastos. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixou claro que, se o

Governo não mantiver a dívida pública sob controle, o Brasil vai perder ainda mais o grau de investimento. Sem o selo internacional de bom pagador, a crise econômica pode ficar ainda pior. A saída é reduzir gastos, mas, por incrível que possa parecer, o Executivo tem dificuldades para definir os cortes no Orçamento. Prefere elevar a carga tributária. Já o Congresso resiste em aprovar novos ajustes das despesas ou aumentar taxas, por serem medidas impopulares. Um editorial da revista inglesa “The Economist” deixa claro o que o mercado internacional pensa sobre as medidas do Governo brasileiro: “Muitos países administram déficits. E quando ocorrem recessões, afrouxar os cordões da gastança pública faz sentido para a maioria deles. Mas o Brasil não é a maioria. Sua economia enfrenta sérios problemas e sua credibilidade fiscal está desmoronando rápido. Um déficit primário envia uma mensagem sombria sobre a governança econômica brasileira. Então, como o Brasil conseguirá alcançar o superávit primário? De longe, a melhor solução seria a de cortar gastos públicos, que respondem por mais de 40% do PIB, muito mais do que em qualquer outro país em desenvolvimento. Seria melhor do que elevar gastos sem ter como pagar por eles.” Esse é o erro que a própria presidente Dilma já admitiu, mas torna a cometer toda vez que é pressionada a tomar decisões estratégicas. Devemos nos mobilizar para que, mais uma vez, não tenhamos que pagar a conta de um ajuste fiscal, que não acaba ou diminui com os desperdícios de um Governo que distribui cargos e vantagens como forma de obter apoio para continuar gastando, cada vez mais, aquilo que não arrecada. Não vamos pagar o pato mais uma vez!

* Ricardo Martins é diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp - Distrital Leste) (www.ciespleste.com.br) e diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp. Também é vice-presidente do Sicetel - Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos. E-mail: ciespdistritalleste@gmail.com.

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SAÚDE Foto: Divulgação

Imagem do projeto da Unidade 2 do Hospital do Câncer, a ser construída no bairro Alto Umuarama 2, em Uberlândia

HOSPITAL DO CÂNCER VAI TER NOVA UNIDADE DE R$ 15 MILHÕES Primeira etapa da obra abrigará um Centro de Cuidados Paliativos e de Pesquisa e Diagnóstico, inserindo Uberlândia entre as referências nacionais no tratamento de câncer Por Alitéia Milagre 10

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SAÚDE

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om investimento estimado em R$ 15 milhões, o Hospital do Câncer em Uberlândia vai ganhar uma nova unidade que será construída no bairro Alto Umuarama 2. O novo complexo, denominado Unidade 2, vai abrigar ações complementares ao tratamento que já é oferecido no Hospital, ampliando as frentes de combate ao câncer com atividades de Pesquisa, Prevenção, Diagnóstico e Apoio a pacientes durante e após tratamento. O projeto será executado em um terreno de 9.543 m², que foi doado pela Prefeitura de Uberlândia em sistema de cessão e abrigará a Unidade 2 do Hospital do Câncer na qual serão realizadas diversas atividades diferentes e complementares aos serviços existentes na Unidade 1. “Para nós, é um presente e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade. Ao longo dos anos, conseguimos demonstrar credibilidade. Estamos sempre em busca do melhor tratamento, do diagnóstico precoce, com o propósito de aumentar o índice de cura. Com a Unidade 2, teremos um Centro de Pesquisa e Diagnóstico para melhorarmos o tratamento, sermos mais assertivos e também darmos mais conforto aos pacientes com a doença em estágio mais avançado, por meio do Centro de Cuidados Paliativos”, contou Renato Pereira, presidente do Grupo Luta pela Vida. “Para ter o dobro de tamanho, precisaremos do apoio da população, bem como de doações de empresas. A obra orçada, inicialmente em cerca de R$ 15 milhões, será executada por etapas, à medida que formos levantando os recursos com a ajuda da comunidade. Por esse motivo, não temos como precisar quando concluiremos a Unidade 2”, explicou Renato Pereira. O Hospital do Câncer em Uberlândia se tornou uma referência nacional pela qualidade e quantidade de bons serviços prestados aos pacientes com câncer. O diretor do hospital, o médico Eurípedes Barra, reforçou que a Unidade 1 do Hospital do Câncer também continuará recebendo investimentos

do Grupo Luta pela Vida. “Para atender a demanda crescente, que hoje chega a seis mil pacientes/mês na atual estrutura do Hospital, queremos ampliar as áreas do serviço de quimioterapia, enfermaria, adequar o terceiro andar para instalação do serviço de transplante de medula óssea, além da instalação do centro cirúrgico no Hospital do Câncer”, completou. SEGUNDA UNIDADE VAI ABRIGAR ÁREA ADMINISTRATIVA DO GRUPO MANTENEDOR   Conforme projeto, a unidade 2 do Hospital do Câncer contará com o Centro de Cuidados Paliativos, Centro de Pesquisa e Diagnóstico, estrutura para trabalho dos voluntários e espaço para a realização dos bazares do Núcleo de Voluntários; além da sede administrativa do Grupo Luta pela Vida (mantenedor da instituição) e uma área reservada para projetos futuros. Assim que todos os trâmites referentes ao desenho arquitetônico, complementar estrutural, elétrico e hidráulico estiverem concluídos, eles serão submetidos a aprovações legais necessárias.

Renato Pereira, presidente do Grupo Luta pela Vida, mantenedor do hospital: “Com a Unidade 2, teremos um Centro de Pesquisa e Diagnóstico para melhorarmos o tratamento, sermos mais assertivos e também darmos mais conforto aos pacientes”

Voluntários, diretores e funcionários no dia o lançamento do projeto da Unidade 2 do Hospital do Câncer REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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SAÚDE

As obras iniciais vão contemplar o Centro de Pesquisa e Diagnóstico e o Centro de Cuidados Paliativos. No térreo do Centro de Pesquisa, haverá um espaço voltado para o diagnóstico por imagem e recepção de pacientes para coletas laboratoriais. No mesmo prédio, num outro pavimento, estão projetados espaços para consultórios e propedêutica, que são espaços ambulatoriais de atendimento ao paciente com câncer e população de risco. Ainda nesse primeiro bloco, serão construídos diversos tipos de laboratórios, como o de análises clínicas, de patologia, imunologia e genética, um laboratório de pesquisa na área de cancerologia, além de uma unidade de biópsia. O espaço ainda contempla um pavimento com ambientes de apoio aos funcionários e espaços para futuras ampliações. Por outro lado, o prédio do Centro de Cuidados Paliativos contará com um espaço de hospedaria de grande significado no complexo que estará ligado sensorialmente e visualmente ao espaço público, projetado na ponta da quadra e que não pertence à área do Hospital. “O espaço conta com uma praça que permitirá aos pacientes momentos de reflexão e interação com a natureza. Neste local, voltado para o sol nascente, está projetado um grande palco onde os pacientes que quiserem poderão usufruir de diversas manifestações artísticas, contemplando ao fundo um belo parque”, contou o arquiteto responsável pelo projeto, Zied Sabbagh. Na sequência, será instalado o bloco que receberá os ambientes administrativos, com um anfiteatro e loja de venda de produtos no térreo, seguido do bloco de oficinas e bazar, ambientes onde as diversas equipes de voluntários poderão realizar suas tarefas colaborativas. Zied frisou ainda que, para a concepção do projeto, foi realizada uma extensa pesquisa. “Vimos que as melhores soluções são aquelas cujos espaços assistenciais de saúde têm como características acolhimento, modernidade, eficiência, conforto, segurança, assepsia e confiabilidade. O complexo terá uma grande cobertura, ligando os vários blocos e permitindo uma interação espacial dos pedestres, que terão circulações diferenciadas em relação aos carros.” 12

CONSTRUÇÃO TEM PROJETO ARQUITETÔNICO SUSTENTÁVEL As modernas e agradáveis instalações da Unidade 2 serão privilegiadas pela iluminação natural e generosidade dos espaços. Serão usados tecnologia e recursos naturais tanto fora das edificações com iluminação das fachadas e do paisagismo e dentro dos ambientes. O edifício será totalmente acessível e contará com sistemas e materiais sustentáveis, dentro de um critério de custo/benefício que proporcione a excelência buscada. Além destes aspectos, haverá reuso de água, o uso inteligente das energias renováveis, com placas fotovoltaicas nas coberturas dos estacionamentos e dos blocos e uso de espécies vegetais no paisagismo que consomem menos água. O projeto ainda contempla a instalação de um Ecoponto, onde os resíduos do complexo serão destinados para a

tivas existentes, assim, procuro projetar além das exigências atuais, pois sabemos que a dinâmica da tecnologia nesta área é muito grande e isto tem que refletir nos espaços projetados”, disse Zied. A expectativa é dar início às obras ainda neste ano. O terreno fica localizado na rua Pedro Zanata/avenida Dom Pedro II (divisa com as ruas Francisco Cândido Xavier e Orli Caetano de Resende), no bairro Alto Umuarama II. CAMPANHA - Para que o projeto da Unidade 2 seja viabilizado mais rápido, o Hospital do Câncer está com uma campanha permanente intitulada: “Pra ter o dobro de tamanho a gente precisa de você”. Os interessados em realizar doações podem obter informações pelo número 0800-34-2062, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e no sábado, das 9h às 14h. As doações podem ser feitas por meio de cartão de crédito, boleto bancário, débito em conta ou por meio dos mensageiros do hospital que vão até a casa do doador.

Imagem área: Obras iniciais vão contemplar o Centro de Pesquisa e Diagnóstico e o Centro de Cuidados Paliativos

reciclagem, além do uso de materiais de construção que tenham em sua base produtos recicláveis. O planejamento seguirá rigorosamente as normas da Anvisa que regem a construção de edifícios ligados à saúde e pelos códigos municipais. “Faço parte da ABDEH, Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, entidade que é referência quando se fala em aperfeiçoamento das norma-

A dona de casa Maria Lúcia Rezende de Castro, de 57 anos, é uma das muitas pessoas que colabora. “Sempre quis ajudar o Hospital do Câncer. Nunca pensei que um dia iria precisar, mas meu pai adoeceu e vi ainda mais a importância que é ajudar uma instituição que faz por tanta gente. Por 8 anos, meu pai foi muito bem atendido. Há 13 anos, colaboro e sou muito grata por tudo que recebi dessa instituição”, diz Maria.

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estrutura física, o hospital procurou avançar também em equipamentos e adquiriu novos aparelhos de radioterapia, com tecnologia de última geração, sempre com crescimento competente da equipe multiprofissional. “A tecnologia atual permite oferecer um tratamento próximo a de outros grandes centros públicos de combate ao câncer”, destacou o oncologista do Hospital do Câncer, Rogério Araújo. Erick Barbosa de Sousa, de 28 anos,

Foto: Divulgação

HOSPITAL DO CÂNCER ATENDE UBERLÂNDIA E REGIÃO HÁ 15 ANOS Graças ao Grupo Luta Pela Vida, ONG responsável pela construção, ampliação e manutenção do Hospital do Câncer em Uberlândia, e a doações da população da cidade e região, atualmente, mais de seis mil pacientes são atendidos com qualidade em um ambiente humanizado.

2014, a instituição hospitalar recebeu pacientes de cidades, como Uberlândia, Araguari, Ituiutaba, Tupaciguara, Monte Carmelo, Patos de Minas, Paracatu, Coromandel, Monte Alegre de Minas, Prata, Estrela do Sul, Patrocínio, Abadia dos Dourados, Carmo do Paranaíba, Nova Ponte, Canápolis, Iraí de Minas, Centralina, Araporã, Romaria, Capinópolis, Indianópolis, João Pinheiro, Santa Vitória, Cascalho Rico, Guimarânia, Lagoa Formosa, Cruzeiro da Fortaleza, Grupiara, Buritis, Lagamar, Douradoquara, Campina Verde, Serra do Salitre, Unaí, São Gotardo, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, GuardaMor, Vazante, Matutina, Gurinhatã, Varjão de Minas, São Gonçalo do Abaeté, Cachoeira Dourada e Lagoa Grande, entre outras.

Hospital do Câncer recebe aproximadamente dois mil pacientes novos por ano, além de realizar entre 1.900 e 2.100 procedimentos de alta complexidade

O Hospital do Câncer recebe também aproximadamente dois mil pacientes novos por ano, além de realizar entre 1.900 e 2.100 mil procedimentos de alta complexidade em radioterapia e quimioterapia por mês. Progressivamente, a instituição não só ampliou o número de atendimentos, como também avançou em estrutura, tecnologia, número de profissionais e de voluntários. Em 2000, o térreo começou a funcionar com capacidade para tratar pacientes por meio de quimio e radioterapia. Em 2004, houve a inauguração da enfermaria, no primeiro andar, atualmente com 24 leitos para acolher os pacientes que precisam de internação. Posteriormente, o Hospital do Câncer inaugurou o terceiro andar que abriga a pediatria. Além da ampliação na

faz parte da história de 15 anos do Hospital do Câncer. Aos 4 anos, foi diagnosticado com leucemia. Ele conta que, quando descobriu a doença devido a fortes dores no calcanhar, o atendimento ainda era na UFU e o Hospital do Câncer funcionava numa casa pequena. Ele se lembra bem de todas as intervenções que precisou passar. “Tive que drenar os meus pulmões. Nas idas e vindas, fiquei quase um ano internado, passando por tratamento intenso. Recebi alta definitiva em 2008. Apesar de ter sido acometido por essa doença avassaladora, tenho boas lembranças das amizades que fiz. Recordo-me com carinho do doutor Rogério, doutora Zaíra e do Luis, um amigo que guardo no coração.” O Hospital do Câncer atende pacientes de mais 80 cidades da região. Em

Instituição atende pacientes de mais de 80 cidades da região

Foto: Divulgação

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ENTREVISTA

“O PT QUEBROU O BRASIL E ESTÁ QUEBRANDO UBERLÂNDIA” Foto: Arquivo Câmara

Por Evaldo Pighini

O ex-prefeito de Uberlândia e deputado federal pelo Partido Progressista (PP) Odelmo Leão Carneiro culpa o PT pela crise política e econômica do país, se diz favorável ao impeachment da presidente Dilma, solta o verbo contra o seu sucessor na Prefeitura de Uberlândia, Gilmar Machado, e deixa no ar a possibilidade de ser candidato a prefeito em 2016

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ENTREVISTA

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x-prefeito de Uberlândia, segunda maior cidade de Minas Gerais, ocupou o cargo por dois mandados seguidos (2005/2012) e, atualmente, deputado federal pela quinta vez, Odelmo Leão Carneiro (PP) é um político muito querido no município onde foi prefeito e respeitado pelos colegas de partido em Brasília. Como prefeito de Uberlândia, entregou o cargo ao seu sucessor, Gilmar Machado (PT), com mais de 95% de aprovação popular do seu Governo. Como deputado, foi líder do PPB – hoje PP – por oito anos consecutivos, fato inédito na Câmara dos deputados e, em quase duas décadas de atuação no Congresso Nacional, se destaca como um dos parlamentares mais influentes em articulações políticas e pela participação em Comissões Técnicas da Câmara, além de outras comissões regimentais, entre outras atuações. Em entrevista exclusiva à Revista TRIBUNA, Odelmo Leão analisa o conturbado momento político e econômico que o Brasil atravessa, colocando o Partido dos Trabalhadores (PT) como principal responsável pela crise instalada no país; se posiciona favorável ao impeachment da presidente Dilma; se mostra contrário à volta da CPMF e ao aumento de impostos; diz que o ex-presidente Lula interfere demais nas decisões do Palácio do Planalto e tacha o modelo de governar petista de “esquerdismo autoritário, retrógado e oportunista”. Sobre possível candidatura à Prefeitura de Uberlândia, em 2016, Leão não assume nem descarta a possibilidade, mas diz que o futuro a Deus pertence. Ele aproveita para fazer duras críticas a seu sucessor Gilmar Machado, acusando o atual prefeito de ter falido o município e classifica a sua administração como um desastre e que falta gestão pública. Diz ainda que “propalada contribuição” de Gilmar para Uberlândia, como deputado federal, não passa de “uma lenda urbana, uma falácia”. Confira a seguir a íntegra da entrevista de Odelmo Leão à Revista TRIBUNA.

TRIBUNA – Deputado Odelmo Leão, como o senhor vê o atual momento de crise política e econômica do país? ODELMO - A crise é de um modelo econômico e político ao qual o país está submetido desde a subida do PT ao poder. Um modelo de populismo econômico e populismo político em que a irresponsabilidade levou nosso país ao fundo do poço. TRIBUNA - No contexto político, essa crise tem solução? ODELMO - Na vida, para quase tudo há solução. Mas com a presidente Dilma no poder, a crise vai continuar até as próximas eleições, em 2018. Com a saída da presidente, pelo impeachment, começa o início de uma solução política. Mas a crise econômica vai gastar muito tempo, uns dez anos, para o país voltar a crescer e se desenvolver. Estamos passando por um processo de desindustrialização e a recuperação vai demorar. TRIBUNA - Na economia, há alguma coisa que a Câmara dos Deputados possa fazer para que o país saia do buraco e volte a crescer? ODELMO - A Câmara tem um papel de contrapor-se ao autoritarismo econômico do Planalto. De contrapor-se às medidas populistas de gastos irresponsáveis do Governo. E ficar firme para que não aumentem impostos ou imponha novos, como a CPMF; votar medidas que crie um ambiente de economia estável e de políticas que gerem empregos.

TRIBUNA - Recentemente, o relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavasck, afirmou que “o pior está por vir”, referindo-se aos parlamentares envolvidos no escândalo. Em seu quinto mandato como deputado federal, esse é o pior Congresso do qual o senhor participou? ODELMO - Cada momento da história é diferente. Mudam-se os tempos, mudam-se os homens. Na época da pós-ditadura, era um tempo de reconstrução das instituições e da democracia. Depois veio o Plano Real de reconstrução econômica e, agora, vivemos o populismo e a corrupção patrocinada pelo Executivo Federal. A Câmara é reflexo da cada momento e de cada época da história política. TRIBUNA - O que o senhor tem a dizer sobre as “pedaladas fiscais” da Presidente Dilma Rousseff? ODELMO - Faço coro com o TCU, que condenou as irresponsabilidades da presidente Dilma, que cometeu crime de responsabilidade ao descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. TRIBUNA - Com o acolhimento do pedido de impeachment pela Câmara, a presidente Dilma corre o risco de perder o mandato? O senhor é contra ou a favor do impeachment da Presidente? ODELMO - Corre risco, sim. Mas se não houver pressão das ruas, se o povo não sair às ruas para mobilizar a opinião pública em todo o país, o jogo de

“Vivemos o populismo e a corrupção patrocinada pelo Executivo Federal”

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ENTREVISTA

barganhas inconfessáveis do Executivo pode manter Dilma no poder. Aí, é mais crise até 2018. Sou a favor do impeachment para o país sair da crise. TRIBUNA - Nunca um ex-presidente opinou tanto no mandato de um seu sucessor como o Lula tem feito com a presidente Dilma. Como o senhor avalia esse fato? ODELMO - É uma questão de ego expandido do Lula. Freud explica. O ex-presidente se acha o maior homem do país, que pode mandar em tudo, fazer acordos políticos e comerciais usando sua influência sobre uma presidente fraca, escolhida por ele talvez por isso mesmo. E se dá o direito de opinar sobre tudo sem ser questionado, mas quando é questionado sobre os inúmeros escândalos de corrupção do seu Governo e do seu partido, foge dizendo que “não sabia”. Sem dúvida, não é uma postura digna de um ex-presidente. TRIBUNA - O senhor faz parte de um partido da base aliada do Governo Federal, mas adotou postura neutra em relação a esse conchavo. Por quê? O senhor acha que a situação atual do país se deve a erros cometidos pelo PT com o apoio da base aliada? ODELMO - O PT está errando na condução do país desde que assumiu o poder. Impôs uma agenda populista em vez de fazer as reformas de base. Preocupou-se em gastar o dinheiro para comprar votos e o apoio popular em vez de construir uma estrutura e uma política de produção de riqueza e desenvolvimento sustentável. O modelo petista é o populismo sectário e arrivista que se traduz num esquerdismo autoritário, retrógado e oportunista. Fui candidato a deputado federal com o compromisso de lutar por um Brasil decente, portanto, meu compromisso maior não é seguir as diretrizes partidárias, mas com o bem da nação. TRIBUNA - O seu partido, o PP, é um dos que aparece no escândalo da Lava Jato. Isso não prejudica sua imagem política e eleitoral?

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ODELMO - Ajudei a fundar o PP, juntamente com outros políticos sérios e responsáveis, e fui, durante oito anos, o líder do Partido na Câmara quando aprovamos o Plano Real e as ações de estabilização da economia. É nessa história e nesse legado do PP ao país que me baseio hoje. O partido, porém, foi tomado de assalto por gente, por políticos que não têm compromissos com os princípios que nortearam a sua fundação. Minha atitude partidária tem sido de contestar a cúpula do partido e sua prática de alinhamento com o Planalto. Resguardo a minha imagem política, trabalhando para construir um Brasil decente.

“Nossa cidade, infelizmente, também está submetida à incompetência de uma gestão petista” TRIBUNA - O senhor será candidato a Prefeito de Uberlândia nas próximas eleições? ODELMO - No momento, meu compromisso é o de trabalhar para salvar o nosso país dos desmandos do PT. Nossa cidade, infelizmente, também está submetida à incompetência de uma gestão petista. Mas como tenho

dito sempre, neste momento, estou completamente focado na minha atuação parlamentar. Temos vivenciado uma crise histórica, estamos em meio ao processo de impeachment de uma presidente da República. Por todos esses fatores, o assunto eleitoral tem que ficar em segundo plano para o bem da Nação. Eleição é só o ano que vem. TRIBUNA – Se o senhor for candidato, e se for eleito, como será governar Uberlândia com o PT nos Governos Federal e Estadual, isso caso, o impeachment da presidente acabe em pizza? ODELMO - Como disse antes, esse tema é secundário diante da crise institucional que temos vivenciado. Mas o Governo Federal tem responsabilidades federativas com todos os brasileiros. É inadmissível a discriminação político-partidária que venha sacrificar o povo de uma cidade. E não seria uma situação nova para mim, porque tivemos o PT no Governo Federal durante os meus oito anos como prefeito. Mas a grande força de nossa cidade é o nosso povo, das mulheres, dos trabalhadores, dos empresários, dos jovens, das donas de casa. TRIBUNA - Como o senhor avalia a administração do Prefeito Gilmar Machado? ODELMO - A mesma avaliação do povo de nossa cidade: um desastre! Falta gestão pública. Ele acabou com o Sistema Público de Saúde, sucateou o Hospital Municipal, destruiu as UAIs, traiu a população acabando com programas de saúde bem-sucedidos por mera perseguição política; não avançou na educação, com problemas desde a merenda até o transporte escolar; sacrificou a área social; não paga os servidores em dia; está quebrando a Prefeitura com um déficit estrondoso de caixa, falta de pagamento a fornecedores e ainda endividou o município de forma irresponsável. O PT se repete em todo o Brasil com as mesmas práticas

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ENTREVISTA

de desgoverno, aparelhamento da máquina pública por interesses políticos, escândalos e falta de gestão. E quem sofre com tudo isso é a população. TRIBUNA - O Prefeito Gilmar Machado, enquanto deputado, contribuiu muito com Uberlândia, isso é fato. Como prefeito, onde ele errou ou está errando? ODELMO - Como deputado, sua propalada contribuição com Uberlândia não passa de uma lenda urbana, uma falácia. Não trouxe recursos para a Prefeitura Municipal de Uberlândia. Ele se apoderou de algumas obras rodoviárias do PAC e as rotulou como sendo suas. Como Prefeito, tive que gastar di-

nheiro do município para desapropriar áreas para que as obras do PAC fossem feitas. Seu erro é não saber administrar, não conhecer gestão pública e não falar a verdade para a população. TRIBUNA - Nas próximas eleições ficam proibidas as doações de empresas às campanhas eleitorais. Como possível candidato, como o senhor avalia essa decisão? ODELMO - Avalio de maneira negativa. As empresas e os empresários não são os responsáveis pela corrupção eleitoral, nem pela corrupção na administração pública. Por outro lado, sempre fiz campanhas modestas, com poucos recur-

sos em relação a outros candidatos. Os apoios que sempre tive, espero continuar a tê-los, pois sempre procurei honrar os meus mandatos, meus eleitores e meus apoiadores com um trabalho sério e responsável. TRIBUNA - Com essa decisão, sobre doações, como o senhor acha que vão ser as próximas eleições? ODELMO - Vão ser eleições mais baratas, com menos gastos e menos desperdício de material. Porém devese observar que em toda eleição existem candidatos que não podem explicar as origens dos recursos gastos. TRIBUNA - Com doações mais escassas, o senhor levaria vantagem nas próximas eleições por ter deixado a Prefeitura com altos índices de aprovação? ODELMO - Meu trabalho foi sempre galgado no compromisso que sempre tive com nossa cidade e com o nosso povo. Sempre falei a verdade, não fiz falsas promessas e cumpri com o meu dever de administrar com respeito ao dinheiro público. Tive todas as minhas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas e avançamos muito em todas as áreas, na saúde, educação, geração de empregos, unindo desenvolvimento social e desenvolvimento econômico. TRIBUNA - A redução do período de propaganda eleitoral tornam as próximas eleições diferentes das anteriores? ODELMO - Vai ser um período mais curto, mas o suficiente para levar as propostas e mensagens aos eleitores. Um bom candidato é logo identificado pelos eleitores pelo seu perfil de sinceridade.

“Como deputado (Gilmar Machado), sua propalada contribuição com Uberlândia não passa de uma lenda urbana, uma falácia”

TRIBUNA - Para finalizar, que recado o senhor gostaria de enviar ao seu eleitorado? ODELMO - A todo o povo de Uberlândia, deixo um recado de esperança, de que dias melhores virão. Depois da escuridão da madrugada, nasce sempre uma manhã clara e ensolarada! Deus que proteja a todos!

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CIDADES

IGARAPAVA DÁ EXEMPLO DE ENFRENTAMENTO DA CRISE Da Redação Com Agência

Foto: Divulgação

O prefeito de Igarapava, Carlos Augusto Freitas, adotou medidas drásticas para enfrentar a crise e manter o seu município em ritmo de desenvolvimento. O resultado agora veio na avaliação do Tribunal de Contas de São Paulo, que avaliou Igarapava entre os melhores do Estado nas áreas de Educação, Saúde, Planejamento Fiscal e Meio Ambiente

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CIDADES

Para não cortar investimentos básicos, a Prefeitura trabalha para economizar. A redução da carga horária de trabalho e corte de horas extras do funcionalismo são algumas das ações

Assim como a maioria dos municípios brasileiros, a situação financeira de Igarapava, no Estado de São Paulo, também é de arrocho financeiro, contudo, a atual administração municipal tem feito de tudo para que a população não sinta – ou sinta o mínimo possível - os efeitos da crise que se abateu sobre as prefeituras brasileiras. Para isso, o prefeito Carlos Augusto Freitas (PDT) adotou medidas para enxugar os custos da máquina pública, entre as quais, reduziu os horários de funcionamento nos departamentos e no paço municipal, cortou horas extras, diminuiu gastos com energia, água, telefone e combustível, reavaliou para baixo contratos de prestadores de serviços e reduziu os cargos comissionados em 35%. Entre setembro e outubro deste ano, no mínimo, 1,2 mil prefeituras de sete Estados decidiram fechar as portas para alertar a população e tentar sensibilizar o Congresso e o Governo Federal sobre as dificuldades financeiras que atravessam. Algumas chegaram a interromper o funcionamento de escolas e da coleta de lixo, mantendo apenas serviços considerados essenciais como o atendimento de emergência e urgência em hospitais. Outras estão ainda parcelando o pagamento de funcionários. Preocupados com a

situação de seus municípios, prefeitos organizaram marchas e protestos em, ao menos, 20 Estados, de acordo com a CNM (Confederação Nacional de Municípios), em defesa de uma redistribuição mais justa dos recursos e aumento dos repasses. A CNM calculou que, de janeiro a setembro deste ano, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) está 2,73 % menor do que no mesmo período do ano passado. Por sua vez, os chefes dos Executivos municipais dizem que receberam nos últimos meses valores de 30% a 40% menores.

“(...) PRIORIZAMOS PELA SAÚDE E PELA ÁREA SOCIAL ONDE PESSOAS MAIS NECESSITADAS NÃO PODEM SER PREJUDICADAS” REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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CIDADES

Em Igarapava, o prefeito Carlos Augusto Freitas, o “Carlão”, avalia as medidas econômicas adotadas para enfretamento da crise como um avanço para que prioridades no município não sejam cortadas em áreas importantes, como saúde, educação e social e ainda realizar obras necessárias à população. “Priorizamos pagar nossos funcionários públicos em dia, principalmente, neste período, quando chegamos ao décimo terceiro e priorizamos pela saúde e pela área social, nas quais as pessoas mais necessitadas não podem ser prejudicadas, já que a crise afeta, direta ou indiretamente, milhões de cidadãos em todo país, por isso, as medidas permanecem com prazo ainda indeterminado, com a esperança de

Igarapava está entre os melhores em gestão pública no Estado

que nosso país retome o crescimento o mais breve possível”, diz. Em 2014, o município de Igarapava arrecadou cerca de R$ 76 milhões. Em 2015, as receitas municipais devem ficar em torno dos R$ 50 milhões, valor que representa uma expressiva queda de mais ou menos 30% de arrecadação em relação ao ano anterior. Essa situação é delicada e inspira cautela e planejamento por parte da Prefeitura na execução orçamentária.

cebido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), em que Igarapava alcançou a nota B+. Foi a maior nota em todo Estado, colocando o município entre os 198 melhores de São Paulo nas áreas de Educação, Saúde, Planejamento Fiscal, Meio Ambiente, entre outras. O IEGM/TCESP avalia a efetividade das políticas e atividades públicas desenvolvidas pelos gestores das 644

Foto: Divulgação

A crise que ronda as Prefeituras afeta também Estados e o Governo Federal, culminado em queda nas receitas públicas. Apesar disso, o prefeito de Igarapava, Carlos Augusto de Freitas, tem se destacado pela eficiência em sua gestão. Prova disso foi o resultado alcançado pelo município na avaliação de outubro deste ano do índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), indicador con-

Prefeituras paulistas, considerando sete índices setoriais. O prefeito Carlão comemorou os dados do IEGM e disse que eles são uma prova de que a prefeitura está no caminho certo. “Ver um resultado como esse é apenas colher o que estamos plantando, deixando esta cidade melhor a cada dia para todos, estes índices comprovam que temos realizado um trabalho sério em Igarapava e os resultados não poderiam ser diferentes, ainda temos várias obras para inaugurar este ano e o bem-estar da população, com certeza, é o nosso principal foco, quando existe trabalho sério e comprometido, os resultados aparecem”, ressalta o chefe do Executivo de Igarapava.

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Mão na massa Mesmo em um ano tão adverso, a administração municipal de Igarapava realizou, somente em 2015, várias obras e inaugurações, como a construção da Creche Escola do bairro da Saudade que, pronta, irá beneficiar 150 crianças. Orçada em R$ 1.413.265,53, essa obra encon-

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CIDADES

tra-se em fase final de acabamento e está sendo feita em parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura. A Creche Escola conta com sistema de aquecimento solar de água, banheiros adaptados para pessoas com deficiência e para alunos menores, entre outros detalhes. Tem ainda a construção de um novo Centro de Referência em Assistência Social (Cras), que já está atendendo a população, oferecendo oficina de capoeira, orientações básicas de caratê e oficinas de grafite, maquiagem e penteado, reciclagem, designer de sobrancelha e artesanato, voltados para o mercado de trabalho, além dos atendimentos essenciais a famílias inclusas em programas sociais do governo do Estado. Foram Inauguradas também várias Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

na cidade, entre elas, a do bairro Evaristo Rodrigues Nunes, inaugurada em agosto e que recebeu o nome de Dr. Aluisio Antônio Maciel Filho. Essa obra custou R$ 539.196,10 e já atende os moradores da região que aprovaram a construção moderna e eficaz no atendimento. Outra UBS inaugurada, essa em setembro, foi a do bairro Felício Bichuetti, que custou R$ 824.277,51 e também teve a aprovação de moradores do bairro. Mais uma obra da administração Carlos Augusto de Freitas é a quadra da Escola Municipal Chico Ribeiro, orçada em R$ 509.830,61 e que está prestes de ser inaugurada. Essa quadra poliesportiva vai atender não somente os alunos, mas também a comunidade em geral, possibilitando a prática de esportes como futsal e basquete, entre outros. Foto: Divulgação

“JÁ ESTÁ ATENDENDO A POPULAÇÃO, OFERECENDO OFICINA DE CAPOEIRA, ORIENTAÇÕES BÁSICAS DE CARATÊ E OFICINAS DE GRAFITE, MAQUIAGEM E PENTEADO, RECICLAGEM, DESIGNER DE SOBRANCELHA E ARTESANATO, VOLTADOS PARA O MERCADO DE TRABALHO”

A UBS do bairro Evaristo Rodrigues Nunes foi inaugurada em agosto, custou quase R$ 540 mil e já atende a população

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Também em parceira com o Governo Estadual, a administração municipal contribuiu para a instalação na cidade de uma sede do Ministério Público, que, desde o início da segunda quinzena de novembro, ocupa o prédio da antiga cadeia, que foi totalmente reformado. Além dessas obras, a partir de 2013, início da atual gestão, a prefeitura de Igarapava avançou na implantação do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), que já atendeu mais de nove mil pessoas. Entre os atendimentos na área da Saúde estão fisioterapia, psicologia, serviços odontológicos nas redes municipais através de palestras com a presença de pais e responsáveis e palestras com profissionais capacitados e atenciosos. Visitas domiciliares com médico clínico geral e equipe de enfermeiras, recapes asfálticos que somam, até o momento, R$ 3 milhões e licitações para continuação do trabalho já estão em andamento. O Governo do prefeito Carlos Augusto Freitas já investiu, no município, mais de R$ 36 milhões, uma quantia considerável para um período de arrocho nas Prefeituras brasileiras, num exemplo de que administração com planejamento pode dar resultado.

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O prédio da antiga cadeia foi reformado para sediar o Ministério Público na cidade

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A quadra poliesportiva da Escola Municipal Chico Ribeiro, que custou cerca de R$ 510 mil, já está praticamente pronta para atender aos alunos e a comunidade 22

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CIDADES

ORLÂNDIA INVESTE R$ 6,5 MILHÕES NA TROCA DE ADUTORAS D’ÁGUA Obra é possível graças a convênio firmado com a Funasa, pela prefeita Flávia Mendes Gomes

Foto: Divulgação

Da Redação

A prefeita Flávia Mendes Gomes, em companhia de alguns de seus secretários, em visita às obras de troca de adutoras na rua 1

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Adutoras em montagem: serviço é feito por termofusão, tecnologia que deixa o trabalho mais fácil, econômico, resistente

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maioria dos administradores municipais não gosta muito de investir em saneamento por se tratar de obras que, depois de prontas, na quase totalidade, acabam escondidas debaixo do solo, portanto, se não são vistas, não rendem votos em época de eleição. Não é esse o caso da Prefeitura de Orlândia, no interior de São Paulo, onde a prefeita Flávia Mendes Gomes (PSB), por meio de convênio firmado com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), pretende investir R$ 6,5 milhões na troca de adutoras velhas por novas, em várias regiões da cidade. Parte da verba já foi liberada e as obras já começaram. Segundo a Administração Municipal de Orlândia, as redes nas quais a Prefeitura vem fazendo interferências para a troca de adutoras são muito antigas e, no caso da que atende moradores e comerciantes da rua 1, por onde as obras começaram, foi instalada no começo do século passado, portanto, passou da hora de ser trocada, o que vai possibilitar água mais pura nas torneiras e evitar o desperdício de água. Para início das obras, a Prefeitura recebeu 20% do convênio da Funasa, cerca de R$ 1,3 milhão, verba que será destinada à troca de adutoras desde a rua 10 (DAE) até a caixa torre. Ao longo desse trajeto, está também a rua 1, após decisão conjunta entre o secretário de infraestrutura, Hugo Degiovani, o diretor do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Jarbas Viana, o autor do projeto, João Dimas Liporaci e representantes da empresa Sanit, responsável pelos serviços.

Qualidade A montagem das adutoras é feita por meio de soldagem por termofusão, tecnologia que deixa o trabalho fácil, econômico, resistente e hermético e

que tem algumas vantagens sobre as demais, uma vez que ela possibilita a soldagem de todos os materiais termoplásticos, peças de grandes dimensões e com formas geométricas complexas a um preço reduzido. Enquanto as obras para troca das adutoras estiver acontecendo, a Prefeitura pede compreensão e paciência a moradores e comerciantes pelo transtorno, inclusive, o trabalho foi antecipado na rua 1, para, além de maximizar o fornecimento de água no comércio, agilizar o serviço e não prejudicar as vendas de fim de ano. A administração solicitou ainda à empresa Sanit para que, depois de realizar a troca nas adutoras, o asfalto fosse imediatamente substituído por um novo, a fim de facilitar o tráfego pelos locais onde ocorreram as interferências a fim de evitar maiores transtorno, principalmente, aos comerciantes. Importante frisar que essas ações abrangem apenas 20% da verba, totalizada em R$ 6,5 milhões. A Prefeitura também irá investir na substituição de duas mil ligações antigas de água, ligações essas que são de ferro. Esse trabalho permitirá a redução de perdas de água e evitar estouros de rede, que acabam por provocar a interrupção no fornecimento da água.

Troca de tubulações Na parte baixa da cidade, a empresa está realizando a etapa final dos tra-

balhos: a execução da ligação dessas novas tubulações às casas, trocando os cavaletes e hidrômetros. Segundo a prefeita Flávia Mendes Gomes, essa etapa da obra pode causar um pouco mais de transtorno aos moradores, mas terá um resultado muito positivo, pois reduzirá pela metade as perdas de água em Orlândia.

“A PRESSÃO AUMENTOU MUITO. QUANDO TINHA A REDE ANTIGA, NÃO PINGAVA A TORNEIRA DELA” Santo Navarro - Morador

De acordo com o engenheiro da Sanit, os novos tubos sem obstruções aumentarão a pressão da água, melhorando a chegada até as caixas d’águas dos moradores. Esse fato já foi confirmado pelo morador Santo Navarro, que precisou até prestar auxílio a uma vizinha depois da instalação da nova tubulação: “Precisei trocar a borrachinha da torneira dela, foi só ligar e a água já começou a escorrer. A pressão aumentou muito. Quando tinha a rede antiga, não pingava a torneira dela. Isso é significativo sim, está valendo a pena”, disse. REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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INFORME PUBLICITÁRIO

Foto: Divulgação/ALMG

DEPUTADO ARNALDO SILVA E SUA LUTA POR MENOS IMPOSTOS EM MINAS

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“A revisão tributária e a luta para diminuir o alto índice de impostos em Minas foi um compromisso que nós fizemos desde nossa campanha eleitoral. Para nós, existem outras possibilidades que poderiam ser adotadas para aumentar a arrecadação”, explica Arnaldo. Como exemplo de alternativas, ele citou o combate à sonegação fiscal e o passivo de IPVA. Quando o Governo de Minas apresentou à Assembleia Legislativa, neste segundo semestre, um projeto de lei de aumento de ICMS para vários produtos, o deputado Arnaldo Silva se posicionou contrário à medida, mesmo integrando a base governista. “Enquanto nós temos o ICMS dos combustíveis e da energia elétrica muito altos, a taxa tributária para o minério de ferro é pequena. E nós importamos produtos advindos da produção desse minério com imposto muito maior. Essa é uma situação que nós precisamos enfrentar no debate e buscar corrigir”, diz Arnaldo.

Compromisso - Neste primeiro ano legislativo, Arnaldo se reuniu diversas vezes com os secretários estaduais de Fazenda e de Desenvolvimento Econômico, entidades do setor, empresariado e produtores na tentativa de aprimorar as políticas públicas existentes. No dia 27 de abril, foi realizada uma audiência Pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG em Uberlândia para tratar do tema. Para o parlamentar, a questão tributária é um dos principais problemas enfrentados pelos empresários e comerciantes do Triângulo Mineiro. “É necessário ouvir a população e os setores da economia mineira que estão sofrendo forte pressão com todas essas mudanças. Juntos, temos muito a contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento do Estado.” Atacadistas - Preocupado com o setor atacadista de Minas Gerais, o deputado Arnaldo Silva (PR) é autor de um projeto de lei que altera o recolhimento do ICMS desse ramo empresarial. O parlamentar quer que o recolhimento do imposto seja feito apenas na saída da mercadoria do estabelecimento atacadista. “O que pretendemos é fixar a medida em lei para que haja segurança jurídica do setor atacadista. Desta forma, evitamos mudanças bruscas no recolhimento do imposto, o que pode acarretar prejuízos a esses empreendedores”, conclui.

Foto: anaína Massote

Foto: Divulgação/ALMG

Outro problema que merece atenção, segundo o parlamentar, é a guerra fiscal entre os Estados vizinhos. “O

nosso Estado está perdendo empresas, principalmente, para Goiás e São Paulo. A concorrência enfrentada pelo nosso setor produtivo é desleal. Algo precisa ser feito.”

Foto: anaína Massote

“Minas Gerais necessita de uma diminuição nos impostos e de incentivos fiscais para atrair empresas e gerar novos empregos.” A afirmação é do deputado estadual Arnaldo Silva (PR) que defende uma revisão tributária no Estado. Membro efetivo da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa, ele tem se empenhado para que o Governo Estadual realize medidas que desonerem importantes cadeias produtivas, incentivando o aumento de produção.

Em três tempos: Deputado Arnaldo (PR) na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (ALMG); com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamiro Rôso, e durante reunião com lideranças uberlandenses na Aciub REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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CAIXA É QUESTIONADA SOBRE POSSÍVEL FRAUDE NA MEGA-SENA

Foto: Reprodução/Youtube

POLÍTICA

Senador Alvaro Dias relata ter recebido milhares de mensagens apontando indícios de que o prêmio recorde de R$ 205 milhões foi manipulado. Instituição financeira nega ilícitos e caso repercute nas redes sociais Por Fábio Góis | Congresso em Foco (Colaborou Luma Poletti) 28

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POLÍTICA

são desconhecidos. Em relação às medidas administrativas adotadas pela Caixa Econômica Federal, quais foram as providências tomadas?”, acrescenta o tucano, que subiu à tribuna do Plenário do Senado, nesta segunda-feira (30), para falar sobre a situação. “A Caixa Econômica tem de conferir maior transparência nas ações que desenvolve, administrando loterias, afinal, essas loterias fazem parte da vida de milhões de brasileiros, acalentam o sonho de melhorarem de vida, ganhando um prêmio da loteria. Muitas pessoas humildes, inclusive, pobres, com dificuldades financeiras inevitáveis, acabando aplicando recursos na esperança de que o sorteio de uma das loterias possa brindá-lo com um prêmio”, discursa o senador paranaense, autor de projeto que obriga, entre outras providências, o contemplado por prêmio de loteria a comprovar a origem do recurso de suas apostas. OUTRO LADO: CAIXA REBATE ACUSAÇÃO Em e-mail encaminhado ao Congresso em Foco (leia a íntegra abaixo), a Caixa Econômica negou qualquer irregularidade nos procedimentos de sorteio e na divulgação de resultados. Entre ou-

tros pontos, a Caixa rebate a acusação de que existe algo errado no fato de que, em um primeiro momento, o site  da Mega-Sena ter veiculado a informação de que o prêmio havia acumulado para, em seguida, anunciar o vencedor. “[...] exclusivamente na tela inicial das Loterias no  site, houve atraso na atualização dos dados, o que manteve a palavra ‘acumulou’ referente ao sorteio anterior. No entanto, desde o primeiro momento, as informações sobre o referido concurso foram atualizadas normalmente na página específica da modalidade Mega-Sena e no aplicativo da Caixa para celular”, registra a instituição financeira. “[...] os procedimentos de sorteio adotados pela Caixa estão em conformidade com as melhores práticas adotadas pelas maiores loterias do mundo e utilizam equipamentos importados produzidos por empresa francesa de notória especialização, adequados e projetados para utilização em unidades móveis de sorteio”, acrescenta a Caixa, informando ainda que o processo é fiscalizado por órgãos e agências como Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Foto: Divulgação

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senador Alvaro Dias (PSDB-PR) encaminhou à presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, um ofício (íntegra abaixo) em que questiona a instituição a respeito das suspeitas de que sorteios da Mega-Sena são alvo de fraudes. O tucano faz referência ao mais recente resultado da loteria, mais uma vez concedido a um apostador de Brasília, quando foi atingida a maior premiação da história, R$ 205 milhões. Tão logo foi divulgado o prêmio, usuários de redes sociais de todo o país passaram a compartilhar vídeos, imagens e teses de que o sorteio foi manipulado. O senador diz ter recebido, em seu gabinete, milhares de mensagens com protestos sobre o mais recente sorteio. Segundo Alvaro, está também em curso um movimento popular para boicotar casas lotéricas Brasil afora. Para o senador, deve-se levar em conta, na esteira do caso em questão, “o histórico de denúncias, investigações, operações policiais, prisões, julgamentos e ações judiciais ainda em andamento, que estimulam o imaginário popular no sentido de questionar a integridade dos procedimentos adotados por essa instituição na fiscalização dos concursos”. “Não é apenas a existência de fraudes fora do âmbito tecnológico e operacional da Caixa que está sob suspeição. Fraude nessa esfera já foi demonstrada recentemente pela Operação Desventura, deflagrada pela Polícia Federal no dia 10 de setembro de 2015. O esquema criminoso era operacionalizado com a ajuda de correntistas e gerentes da Caixa. Valores de prêmios não sacados eram retirados por meio de validação irregular de bilhetes falsos”, reclama Alvaro Dias. Projeto de lei - O parlamentar lembra ainda, no ofício à Caixa, que o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já havia identificado, em 2005, o fato de que algumas pessoas ganharam “centenas de vezes” em loterias organizadas pela Caixa, reforçando as evidências de fraudes nos sorteios. “O Ministério Público Federal e a Polícia Federal (inquérito policial nº 1-352) iniciaram investigações, cujos resultados ainda

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POLÍTICA

Em sorteio milionário, Caixa noticiou “Acumulou!”, para minutos depois retificar: “ 1 Ganhador!; internautas contestam lisura dos procedimentos em canais como Facebook e Whatsapp

RUMORES SOBRE FRAUDE GANHAM FORÇA NA REDE O assunto tem dominado as redes sociais desde a quarta-feira (25 de novembro), quando saiu o resultado do sorteio recorde de R$ 205 milhões da Mega-Sena. E, para muitos internautas, trata-se de fraude, mais uma vez contemplando um bilhete comprado no Distrito Federal, que acertou as seis dezenas da mais disputada loteria do país. Em questão, a bolada milionária destinada a um único jogo – recorde histórico – e a credibilidade de uma instituição como a Caixa Econômica Federal, responsável pela realização do certame. Um vídeo que circula no aplicativo de mensagens Whatsapp coloca em suspeição, inclusive os proprietários da lotérica (Wands Loterias Ltda.) que vendeu o bilhete premiado – R$ 3,50, o preço da aposta simples. No filmete, um internauta não identificado faz uma busca no site  da Receita Federal e, ao chegar à Consulta de Sócios e Administradores (QSA), descobre que entre os donos da loja, localizada em um dos bairros mais valorizados Brasília, há um com o sobrenome Youssef – o mesmo do doleiro Alberto Youssef, um dos principais artífices do esquema de corrupção descoberto pela Opera30

ção Lava Jato na Petrobras. Mas, apesar do nome, o vídeo não apresenta evidências sobre parentesco. “Olha só o quadro societário, direto da Receita Federal, na consulta QSA…”, pausa o internauta, focalizando a página institucional e ironizando a descoberta. “Olha só o Youssef aqui! Que legal! Estão observando? É isso aí, pessoal. A casa caiu”, diz o autor do vídeo de cerca de um minuto.

INTERNAUTA CITA CASO DE CIDADÃO AGRACIADO COM 107 PRÊMIOS DA LOTERIA, EM SETE MODALIDADES DIFERENTES, EM VÁRIOS ESTADOS BRASILEIROS E NO MESMO DIA

No perfil do Congresso em Foco  no Facebook, outro internauta vai direto ao assunto ao afirmar que os sorteios de loteria são alvos constantes de fraude. “Loterias são comprovadamente utilizadas para lavagem de dinheiro. Existem pessoas ‘de sorte’, como um apostador que ganhou 550 vezes na loteria, outro que ganhou 327 vezes,

ou – o mais incrível de todos – um cidadão agraciado com 107 prêmios da loteria, em sete modalidades diferentes, em vários Estados da Federação e no mesmo dia…”, diz o leitor do site. Lenda urbana ou prática real de crime, o fato é que os sorteios de loterias no Brasil há muito têm sido alvo de especulações sobre a transparência dos seus procedimentos. Há cerca de dois meses, a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que fraudava bilhetes, em parceria com gerentes da Caixa, para receber premiações. Nesse caso, suscitou-se a possibilidade de que o setor de tecnologia da instituição poderia facilmente desenvolver, depois do anúncio do resultado, uma espécie de bilhete premiado. Mas já chegou a haver também a desconfiança, por parte da Polícia Federal, de que o próprio instrumento de sorteio, as bolinhas numeradas, eram “batizadas” com pesos diferentes que permitiam a detecção e, consequentemente, a separação das demais pelos operadores do certame. Tal indício de manipulação levou a PF a iniciar uma investigação sigilosa – tanto esta quanto aquela suspeita não chegaram a comprovar qualquer fraude. A mera divulgação dos fatos, no entanto, alimenta o imaginário popular.

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FINANÇAS

ESPECIALISTA DÁ DICAS SOBRE A DECLARAÇÃO DO IR PARA 2016 31 de dezembro de 2015 é a data limite para gastos com despesas dedutíveis do Imposto de Renda que será declarado no próximo ano

Por Gabriella Torres

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odos os anos, cerca de 30% dos declarantes caem na temida malha fina da Receita Federal por erros no preenchimento do formulário das despesas dedutíveis admitidas e muitos dos casos são por erros na digitação dos valores. Para 2016, apesar da Receita Federal ainda não ter definido oficialmente o prazo limite para entrega da declaração, estima-se uma recepção de, aproximadamente, 28 milhões de contribuintes declarantes.  De acordo com Francisco Arrighi, diretor da Fradema Consultores Tributários (www.fradema.com.br), deixar para última hora a análise das despesas que serão inclusas na declaração já é uma constante dos brasileiros, porém o profissional afirma: “Não é a melhor opção, além de aumentar consideravelmente os riscos de erros e a consequente inclusão na lista de verificação das inconsistências (malha fina) apuradas. É sempre melhor, além de mais prudente, preencher a declaração com antecedência e, sempre que possível, com a assessoria de um profissional especializado que orientará o contribuinte de forma correta sobre o preenchimento do documento”. E para quem usufruiu do aplicativo 32

para a declaração do IR deste ano poderá ainda ter acesso aos dados do Rascunho da última declaração, através de uma palavra-chave (senha) criada pelo próprio usuário, e migrar estas informações inseridas anteriormente para a realização do Imposto de Renda 2016.

Francisco Arrighi: “É sempre melhor, além de mais prudente, preencher a declaração com antecedência”

Ainda segundo Arrighi, o contribuinte também tem a chance de, até 31 de dezembro, reduzir a mordida do Leão. O mesmo pode tanto aumentar o valor da restituição em 2015 como pode reduzir o valor do Imposto de Renda a pagar, por exemplo, antecipando as despesas consideradas dedutíveis que estão programadas para o início de 2016, como gastos com profissionais da saúde (médicos, dentistas etc.), antecipando eventuais cirurgias ou tratamentos odontológicos, ou ainda antecipar aquele check-up que, inicialmente, estava programado para 2016. Outra alternativa é o contribuinte realizar, até o último dia do ano, um aporte em plano privado complementar, do tipo Gerador de Benefício Livre (PGBL), cuja legislação permite lançar como dedução o limite de até 12% da renda tributável. Por fim, o profissional destaca também a permissão legal de se fazer doações para Fundos dos Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos das Crianças e dos adolescentes, desde que estejam os declarantes munidos de documentos comprobatórios das doações, emitidos pelas entidades beneficentes e cujo valor não exceda o limite de 6% sobre o imposto devido.

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Foto: Divulgação

NEGÓCIOS

PEQUENOS NEGÓCIOS GANHAM APOIO DE FRENTE PARLAMENTAR EM MINAS Da Redação Com agência Sebrae 34

Como acontece em nível federal, grupo suprapartidário vai se engajar na criação de políticas públicas favoráveis a micro e pequenos empreendedores, e até informais

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NEGÓCIOS

Anderson Cabido diz que o objetivo é “ampliar o debate sobre a legislação que impacta os pequenos negócios em Minas”

Foto: Gláucia Rodrigues

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criação de políticas públicas ajustadas à realidade e necessidades de consolidação e expansão das micro e pequenas empresas motivou a criação da Frente Parlamentar de Apoio aos Pequenos Negócios, que foi lançada dia 12 de novembro, às 16h, no teatro da Assembleia, em Belo Horizonte. Essa articulação em Minas é inspirada na já atuante Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que atual em esfera federal. Trata-se do desdobramento de um projeto para a formação de um grupo suprapartidário com o objetivo de formular e aprovar políticas que garantam tratamento diferenciado e favorável aos pequenos negócios do Estado, em conformidade com a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas”, ressalta o diretor Técnico do Sebrae Minas, Anderson Costa Cabido. Embora a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, de atuação federal, formada por um grupo misto de deputados, tenha inspirado a criação da frente mineira, o escopo de atuação da frente estadual é um pouco mais amplo, já que alcança empreendedores que não se enquadram nas categorias

de micro e pequenas empresas. “Vamos discutir e propor medidas que beneficiem o microempreendedor individual (MEI), a agricultura familiar e até mesmo os que ainda estão na informalidade”, explica Cabido. A criação de marcos legais relacionados a questões como redução e simplificação de tributos, incentivo à educação empreendedora, à inovação e ampliação do acesso ao crédito são alguns temas que serão acompanhados pela nova frente parlamentar mineira, que será coordenada pelo deputado estadual Paulo Lamac, também presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Nosso objetivo, com a instalação dessa frente parlamentar suprapartidária, é ampliar o debate sobre a legislação que impacta os pequenos negócios em Minas, discutir e propor leis que possam fortalecer e consolidar as micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais no Estado e articular

AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (MPES) RESPONDEM POR 17 MILHÕES DOS EMPREGOS GERADOS NO BRASIL e integrar ainda mais as iniciativas e atividades do Legislativo com as ações das entidades representativas do setor”, afirma o parlamentar. As micro e pequenas empresas (MPEs) representam mais de 99% das empresas brasileiras e respondem por 17 milhões dos empregos gerados, o que corresponde a 52% dos postos de trabalho formais. Apenas de janeiro a julho de 2015, enquanto as médias e grandes empresas cortaram 676 mil vagas, os pequenos negócios geraram 99 mil postos de trabalho. REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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PUBLI EDITORIAL

FOOD TRUCK

UMA NOVA TENDÊNCIA Por Vico Queiroz (*) Divulgação

O vereador Vico Queiroz (centro) ladeado por jovens empresários do segmento de Food Truck, em recente evento realizado em Uberlândia

Você sabia que a atividade Food Truck já representa 2% da fonte de renda brasileira? Todo mundo sabe que vendedor de comida de rua é uma das profissões mais populares em países em desenvolvimento. Mas o Food Truck (caminhão de comida) veio para transformar esse seguimento. A ideia surgiu nos Estados Unidos, em 1972, mas ganhou força em 2008, quando a crise afetou o setor alimentício e os chefes de cozinha tiveram que se reinventar nas ruas, agregando o conceito goumert no negócio. No Brasil, com a globalização e a facilidade de viagens, muitos empresários viram a possibilidade de empreender e expandir seus negócios ou abrir um primeiro restaurante num modelo diferente, com contato direto com o público, de baixo custo e sem a necessidade de adquirir ponto comercial ou outros encargos. Essa tendência virou moda e incentivou o empreendedorismo, pois muitos consumidores passaram a buscar os caminhões como forma de acesso a alimentos mais sofisticados e a preços acessíveis. Inicialmente, a cidade de São Paulo destacou-se pelo pioneirismo nesse setor, copiando o modelo de sucesso em Nova York ou outras cidades americanas. O sucesso logo se repetiu em outros Estados. Em Uberlândia, a modalidade tem ganhado espaço e credibilidade. Prova disso é o ‘Uberlândia Food 36

Truck Festival’, que reuniu trucks de várias cidades do país e atraiu milhares de pessoas para apreciar o melhor da comida de rua. O mercado de alimentação fora do lar é disputado por diversos tipos de atividades: ponto fixo, ambulantes, caminhões itinerantes, feiras, bancas, dentre outros. Há necessidade de regulamentar o trabalho para que um não impacte negativamente o outro e juntos melhorem a oferta gastronômica. O Brasil tem apenas dois Estados (RJ e SP) com legislação em vigor para cozinhas sobre rodas. Ambas em fase de implantação. As duas leis demarcam as condições de uso dos equipamentos, a necessidade do termo de permissão de uso, as obrigações dos permissionários e a exigência das legislações sanitárias existentes. Em Uberlândia, eu apresentei um projeto de lei que tem o objetivo regulamentar essa atividade comercial com crescimento exponencial em nossa cidade, fomentando o empreendedorismo e proporcionando oportunidades. O projeto visa ainda a promoção democrática do espaço público no intuito de expandi-los para a comunidade.

(*) Vico Queiroz é esportista e vereador em Uberlândia pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC). Sua principal causa é melhorar os recursos do orçamento para o esporte e para o bem-estar da comunidade.

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EDUCAÇÃO

PLANO DE EDUCAÇÃO EXIGE COMPROMISSOS DAS PREFEITURAS

Municípios devem assumir 4 compromissos após a aprovação do Plano Municipal de Educação Da Redação com Undime Foto: Divulgação/SEE-MG

Em agosto deste ano, o Ministério da Educação fez um levantamento e constatou que 5.083 municípios (91,2%) haviam sancionado seus Planos de Educação. Para aqueles que construíram seus projetos, conforme previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), o trabalho está apenas começando já que o planejamento educacional aprovado deve orientar as políticas na área educacional durante os próximos dez anos. De acordo com o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp) Rubens de Camargo, os municípios devem estar compromissados com as seguintes prioridades, após a aprovação de seus PMEs: a divulgação e a apropriação do conteúdo do Plano; a verificação da existência ou não de instâncias de participação social organizadas; o estabelecimento de audiências e fóruns para o acompanhamento e o monitoramento do PME; e o planejamento de suas políticas de acordo com o que está previsto no documento sancionado. Apesar de mais de 90% dos municípios terem sancionado seus Planos de Educação, Rubens destaca a importância da participação na construção dos PMEs: “Em primeiro lugar, é sempre bom lembrar que o mais importante do Plano é o processo de participação em sua elaboração. É a participação que compromete a gestão, movimentos, sindicatos e demais representantes do setor público e do setor privado que possuem interesse em educação”, diz. 38

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Foto: Divulgação/SEE-MG

EDUCAÇÃO

Manuelina Martins, vice-presidente da Undime, diz que quanto mais a sociedade participa, mais êxito tem o plano

Para a Secretária de Educação de Costa Rica (MS) e vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação  (Undime), Manuelina Martins, a participação pode contribuir para que as metas e estratégias do PME sejam implementadas: “uma construção democrática, além de fazer com que a população tome conhecimento do Plano, possibilita que as pessoas tenham um sentimento de pertencimento e ajuda para que as ações do PME aconteçam. Quanto mais a sociedade participa, mais êxito tem o Plano”.

Confira os quatro compromissos após a aprovação do PME: 1 - Divulgação e apropriação dos Planos

A oferta na formação dos professores, no atendimento do ensino em tempo integral, no ensino fundamental, na Educação de Jovens e Adultos e na alfabetização, está entre as metas previstas no Plano Municipal de Educação

Após a sanção do Plano de Educação, tanto o professor da FEUSP quanto a vice-presidenta da Undime destacam a importância de divulgação do documento e apropriação em relação a seu conteúdo. “Logo após a aprovação do Plano, é fundamental que as pessoas se apropriem do que está escrito nele e verifiquem se tem coerência ou não, porque, quando o documento é feito dentro de um gabinete, às vezes, até o nome do município está errado”, alerta Rubens de Camargo.

Também segundo Manuelina Martins, é necessário fazer uma ampla divulgação do documento aprovado: “é preciso fazer um chamamento amplo para que a sociedade tome conhecimento do Plano neste momento de acompanhamento de suas metas e estratégias”. “Para isso, pode-se envolver os pais, as igrejas, os sindicatos e toda a sociedade organizada”, destaca a vice-presidente da Undime. No momento de divulgação do PME, segundo o professor da Feusp, a administração municipal pode divulgar o que será realizado para o cumprimento do Plano. “A administração pode divulgar o que foi aprovado e quais as ações que a gestão pública vai realizar no âmbito de suas competências, de sua responsabilidade e de seu tempo de governo para viabilizar o que está escrito no documento”, sugere Rubens.

2 - Criação ou continuidade do Fórum Municipal de educação De acordo com a vice-presidente da Undime, Manuelina Martins, o processo democrático que envolve os Planos de Educação, segundo o previsto pelo PNE aprovado no ano passado, deve continuar a existir por meio dos Fóruns Municipais de Educação (FMEs). “O Fórum é uma comissão permanente e que agrega os diferentes membros da sociedade no acompanhamento e

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EDUCAÇÃO

monitoramento das metas do Plano”, comenta Manuelina. Neste mesmo sentido, o professor Rubens de Camargo ressalta a importância do Fórum mesmo para os municípios que não os instituíram durante a construção do Plano de Educação. “Deve haver cobrança para a instituição de Fóruns e Conselhos nas cidades em que ainda não existem com o objetivo de realizar o acompanhamento da execução do Plano”, defende. O MEC e o Fórum Nacional de Educação (FNE), segundo Rubens, devem auxiliar Fóruns Municipais e Estaduais de Educação no acompanhamento de seus PMEs. “O MEC e o próprio FNE devem dar exemplos de como está sendo executado o PNE, criando ferramentas, induzindo processos de discussão e socializando experiências positivas de monitoramento dos Planos”, sugere o professor.

3 - Acompanhamento e monitoramento das metas Após a aprovação do Plano de Educação, muito ainda precisa ser feito para que suas metas e estratégias virem realidade nos próximos dez anos. Tanto para o professor da Feusp, Rubens de Camargo, quanto para a vice-presidente da Undime, Manuelina Martins, é necessário estabelecer um acompanhamento anual do que está previsto no PME. “Os municípios que fizeram seus Planos possuem um diagnóstico da educação na cidade e podem fazer um acompanhamento anual de como está 40

a oferta na formação dos professores, no atendimento do ensino em tempo integral, no ensino fundamental, na Educação de Jovens e Adultos e na alfabetização, vendo se essas metas estão ou não sendo cumpridas”, exemplifica Manuelina. Defendendo a continuidade de um monitoramento sistemático, Rubens destaca a necessidade de realização de um processo participativo ao verificar se as metas e estratégias do Plano estão sendo cumpridas. “É preciso verificar de modo sistemático para que o acompanhamento não fique só na mão de gestores que podem orientar o Plano como uma política de governo e não como um Plano de Estado”, alerta o professor. Para isso, Rubens sugere que o dia dos professores, comemorado no dia 15 de outubro, seja utilizado como um momento propício para aferir o que está sendo cumprido no Plano: “seria um bom momento para a organização de movimentos e sindicatos se apropriarem e para todos verificarem o que é possível fazer no âmbito do município, podendo se planejar para o ano seguinte”. E complementa: “há um trabalho técnico de ver o quanto está sendo efetivamente cumprido, mas há o lado de uma dinâmica de discussão e de conversas com os setores interessados para o acompanhamento da tramitação do Plano”.

4 - Planejamento da política educacional Tanto Rubens de Camargo quanto

Manuelina Martins apontam a necessidade de o planejamento da gestão municipal dialogar com as metas e estratégias previstas no PME. “Do ponto de vista do financiamento, deve haver uma sintonia entre os PMEs e o Plano Plurianual de prefeitos e governadores, da mesma forma que as metas devem estar previstas também nas LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias) e LOAs (Leis Orçamentárias Anuais)”, reforça o professor da Feusp. Para a vice-presidente da Undime, a União deve aumentar os recursos em Estados e municípios para que as metas e estratégias do PNE possam ser concretizadas. “Os recursos financeiros são o ponto chave, principalmente, considerando que o país vive uma crise econômica e que os municípios acabaram de estabelecer metas arrojadas na área da educação”, complementa Manuelina. Apesar de a União ser a grande responsável pelo aumento de recursos para a área educacional no país, segundo Rubens, municípios e Estados também deverão aumentar seus esforços para que a meta de 10% do PIB na educação, conforme previsto no PNE, vire realidade ao final dos dez anos de vigência do documento nacional. “Uma das metas audaciosas do PNE é ter 10% do PIB voltado para a educação ao final de vigência do Plano, mas isso não poderá ser realizado sem se colocar mais recursos. Grande parte deste investimento será da União, mas os próprios municípios e Estados terão que aumentar seus esforços”, defende o professor.

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ARTIGO

COP 21: POR UM PLANETA QUE NÃO TEM PLANO B Aconteceu neste mês a 21ª e mais aguardada edição da Conferência do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU). É também a mais prestigiada. Mesmo após os atentados terroristas em Paris, há menos de um mês, quase todos os países tiveram representação na Conferência, sendo que 168 deles levaram metas de redução dos gases de efeito estufa com a expectativa de firmar um acordo global que atenda às necessidades planetárias de frear as mudanças climáticas. A perspectiva de evitar completamente o aquecimento global ficou na década passada. O aumento de quase um grau Celsius na temperatura média do planeta, cientificamente comprovado, já é suficiente para que se observe uma maior frequência e intensidade de fenômenos climáticos extremos, como secas, enxurradas, furacões, tornados, extinção de espécies de flora e fauna, entre outros. A expectativa, agora, é frear esse aquecimento em dois graus Celsius neste século. Para que isso ocorra, calcula-se, todas as emissões de CO2 do mundo terão de ser contidas em um trilhão de toneladas/ano. Isso significa cortar entre 60% e 70% as emissões totais até 2060. Essa é a necessidade que temos para diminuir os efeitos dramáticos das mudanças climáticas, que já vêm afetando uma parte considerável da população mundial, especialmente aquela que detém menos recursos para minimizar esses efeitos. Como afirma o climatologista brasileiro Carlos Nobre (membro do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, principal referência para a ONU nas informações científicas sobre o clima da Terra), para que essa meta seja alcançada, cada um de nós terá que emitir até duas toneladas de CO2 equivalente em 2050. Para se ter uma dimensão dessa tarefa, que não será nada fácil, um cidadão estadunidense emite, em média, 18,6 ton de CO2; um alemão, 10 ton; um chinês, 7,9 ton; e um brasileiro, 7,5 ton. Para enfrentar tão gigantesco desafio, todos os países que comparecem à COP 21 apresentam  metas. A presidente Dilma Rousseff divulgou na ONU, em 27 de setembro, após consultas aos

diferentes segmentos da economia brasileira, as metas nacionais: até 2025, o país deverá reduzir em 37% suas emissões de gases de efeito estufa; e, até 2030, em 43%. Estimativa feita pela Rede Observatório do Clima, com base em dados de 2013, mostra que, das emissões brasileiras, 34,6% equivalem a mudança de uso da terra; 30,2% a energia; 26,6% agropecuária; 5,5%, indústria; e 3,1%, resíduos. Ou seja, agropecuária, energia e mudança de uso da terra, juntas, correspondem a mais de 90% das emissões brasileiras. E é aí que o Brasil precisa atuar com maior ênfase. No campo da energia, o País se comprometeu a compor 45% de sua matriz energética com fontes renováveis, elevando a participação da geração eólica, solar, hidrelétrica e biomassa, reforçando a participação do etanol como combustível veicular e melhorando a eficiência energética. Com o programa Agricultura de Baixo Carbono, entre outros, espera-se um progresso igualmente significativo, com a integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto de qualidade, recuperação de áreas de pasto degradadas, tratamento de dejetos da pecuária para geração de energia, entre outras medidas. O desmatamento da Amazônia, apesar de uma ligeira elevação neste ano, caiu 70% desde 2005 e, espera-se, deverá ser zerado até 2030. Porém, é evidente que o sucesso nessa empreitada mundial não depende apenas do compromisso que os governos estão assumindo e ratificarão ao final desta conferência em Paris. É preciso efetividade por parte dos governos, da sociedade civil e das empresas. E que seja superado o enorme desafio de conseguir que países ricos, em desenvolvimento e pobres concordem sobre compensações de perdas e danos causados pelas mudanças climáticas. Os mais ricos há mais tempo emitem e devem responder mais. É fundamental que a responsabilidade seja compartilhada entre todos. Mas há os que têm mais responsabilidade, outros menos. Mas todos temos. Torna-se imperativo que repensemos o modelo de sociedade em que vivemos. É necessário superar o paradigma da conquista, do acumular, do ter, da crença na

produção ilimitada e do crescimento econômico infinito. Precisamos de outra ambição: a de mudar o nosso rumo e descarbonizar a economia mundial. E, para que isso ocorra, é necessário que as metas apresentadas pelas 168 nações que respondem por 87% das emissões mundiais sejam reconhecidas e rigorosamente alcançadas (mesmo que seja um ponto de partida); que sejam legalmente vinculantes (transformadas em leis em cada país); que haja rígido monitoramento e transparência global na aferição e avaliações anuais; com mais cooperação e solidariedade; e que tenhamos o compromisso ético de cada um, que se manifesta na vida cotidiana das famílias, das empresas, dos governos e das universidades, na vida no campo e na cidade.  Com senso de urgência, de muita urgência. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja discussão iniciou na Rio 20 e se encerrou como fase de elaboração em agosto deste ano, constituem nosso Plano A, um importante ponto de partida, de atitude  e uma referência para a adoção de novos valores, comportamentos e atitudes, novos padrões de produção e consumo que nos permitam superar o desafio que as mudanças climáticas nos impõem. Infelizmente, o planeta não nos oferece um Plano B. Ou reduzimos as emissões de gases de efeitos estufa, ou reduzimos. Ou mudamos, ou mudamos.

* Nelton Friedrich é diretor de Coordenação da Itaipu Binacional e esteve em Paris participando da COP 21. Friedrich é responsável pela coordenação geral do Cultivando Água Boa, programa que foi escolhido pela ONU-Água como a melhor prática de gestão das águas no mundo, em 2015. REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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TRANSPORTE

VARGINHA VOLTARÁ A RECEBER VOOS DA AZUL A

cidade de Varginha, no Sul de Minas Gerais, voltará a receber aeronaves da Azul Linhas Aéreas Brasileiras a partir de 2 de março de 2016. De lá, a companhia operará três frequên-cias semanais – às segundas, quartas e sextas-feiras – com destino ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A Azul solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para a retomada dos voos, que serão realizados com o equipamento turboélice ATR 72-600, de 70 assentos. A operação será matinal, com decolagem de Belo Horizonte, por volta de 8h55, e retorno às 10h25. O voo terá duração de aproximadamente uma hora – via terrestre, o trajeto pode durar mais de quatro horas. Semanalmente, serão ofertados cerca de 400 assentos na nova rota. “A retomada de operações em Varginha é possível a partir de melhorias no aeroporto e a consolidação do Aero-

A partir de 2 de março de 2016, companhia ofertará três operações semanais, interligando a cidade mineira ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte Da Redação

porto Internacional de Belo Horizonte como um grande centro distribuidor de voos da Azul. Estamos confiantes de que a operação atenderá à demanda da comunidade regional do sul mineiro e auxiliará a economia local. Com a nova rota, milhares de clientes de diversas cidades poderão chegar a todo o Brasil com a ampla conectividade da empresa em Belo Horizonte. Além disso, reafirmamos nossa posição de liderança de operações em Minas Gerais com os voos em Varginha”, afirma Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul. A partir do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, os Clientes de Varginha terão acesso a mais de 55 destinos, entre eles: Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão), Uberaba, Uberlândia, São Paulo (Campinas, Guarulhos e Congonhas), Goiânia, Montes Claros, Salvador, Brasília, Vitória, Governador Valadares, Ipatinga, Recife, Vitória da

Conquista, Teresina, Belém, Barreiras, Teixeira de Freitas, Ilhéus e Imperatriz. Com a novidade, a Azul reforçará sua presença na capital mineira, que contabilizará aproximadamente 90 voos diários a partir Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, seu segundo maior hub de operações. O destino – A pouco mais de 300 km de Belo Horizonte, Varginha tem aproximadamente 120 mil habitantes e é uma das cidades mais importantes do sul de Minas. O novo destino da Azul tem especial relevância na cafeicultura – é a segunda maior praça do produto no Brasil –, além de ter grande força na indústria e comércio, o que o torna um polo regional. A cidade também carrega uma curiosidade que recebeu atenção mundial: em janeiro de 1996, foi registrado o aparecimento de uma criatura humanoide, que atraiu a atenção de ufólogos, autoridades e curiosos.

ORIGEM

SAÍDA

DESTINO

CHEGADA

FREQUÊNCIA

Belo Horizonte (Confins)

08h55

Varginha

10h00

Segunda, quarta e sexta-feira

Varginha

10h25

Belo Horizonte (Confins)

11h25

Segunda, quarta e sexta-feira

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RELIGIÃO

EM NOME DO PAI... PESQUISA REVELA O PERFIL DOS RELIGIOSOS NO BRASIL. CATÓLICOS E EVANGÉLICOS SÃO MAIORIA, SEGUNDO O ESTUDO GERAL DE MEIOS (EGM), DESENVOLVIDO PELA IPSOS CONNECT Por Bruna Pires/XCom

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RELIGIÃO

O Brasil possui uma grande diversidade religiosa, reflexo dos vários processos imigratórios que aconteceram na história do país, mas as que ainda predominam são a católica e a evangélica. Dados do Estudo Geral de Meios (EGM), desenvolvido pela Ipsos Connect - unidade de negócios que coordena os serviços voltados para a área de Comunicação de Marca, Propaganda e Mídia - revelam que Fortaleza tem a maior concentração de católico,s com 62%, logo atrás está Porto Alegre, com 58%. Já a maioria dos evangélicos, moram no Rio de Janeiro (35%) e em Belo Horizonte (36%). O estudo ainda aponta que existem muitas pessoas sem uma religião específica, que só acreditam em Deus, e a maioria delas está no Rio de Janeiro (15%) e Salvador (15%). Com relação à classe econômica, a maioria dos católicos pertence à classe A (53%), os evangélicos à classe C (34%) e os espíritas também à classe A (10%). Veja abaixo os gráficos com a autodeclaração de religião por classe econômica e o quanto a religião é importante na vida das pessoas: REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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RELIGIÃO

Figura 1 - Autodeclaração religiosa em 9 mercados brasileiros, por classe econômica - Total do Universo (em mil): 42.451. Ambos os sexos e com 13 e + anos. Janeiro a Junho/2015.

Figura 2 – Grau de concordância com a afirmação: “A religião tem um papel importante na minha vida” Total do Universo (em mil): 42.451. Ambos os sexos e com 13 e + anos. Janeiro a Junho/2015.

“Hoje é possível conviver com pessoas das mais diversas religiões com menos preconceito. Esse estudo nos mostra que existem oportunidades para empresas conversarem com todos estes religiosos promovendo eventos, shows e espaços destinados à este público”, afirma Diego Oliveira, diretor de contas da Ipsos Connect. Essa pesquisa da Ipsos Connect foi realizada com um universo de mais de 42 milhões de pessoas. 46

Diego Oliveira, da Ipsos Connect: “Hoje é possível conviver com pessoas das mais diversas religiões com menos preconceito”

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CULTURA

Foto: Divulgação

BID E INSTITUTO INHOTIM LANÇAM “INHOTIM: MUDANÇA GLOBAL”

Inhotim: o parque possui 140 hectares de visitação, onde estão mais de 150 obras de arte, 5 mil espécies botânicas, 10 pontos de alimentação, 2 lojas, teatro, biblioteca e centro de pesquisas

Iniciativa vai potencializar o trabalho realizado pelo Instituto, que é referência mundial em acervo botânico e artístico. Investimentos iniciais são de US$ 700 mil Da Redação com iadb.org 48

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CULTURA Foto: Divulgação

BID - O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Fundado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento em longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisas de vanguarda e oferece assessoria sobre políticas, assistência técnica e capacitação a clientes públicos e privados em toda a região. Bernardo Paz: “O Inhotim é uma semente para o mundo”

Para o presidente do conselho consultivo do Instituto Inhotim, Bernardo Paz, a cooperação técnica com o BID será fundamental para incrementar agendas de desenvolvimento humano sustentável que o Inhotim já vem realizando ao longo do tempo. “Ter o BID como parceiro nos qualificará ainda mais para que possamos continuar contribuindo para o desenvolvimento da região, da nossa comunidade e para essa agenda importantíssima que trata das mudanças climáticas. O Inhotim é uma semente para o mundo e, com essa parceria, poderemos replicar nosso modelo em outras partes”, avalia.

SOBRE O INSTITUTO INHOTIM Aberto ao público em 2006, o Instituto Inhotim é um espaço que combina, de forma única, arte contemporânea, jardim botânico e desenvolvimento humano. Ambiente inovador e criativo, convida o público a se relacionar com o mundo de forma mais sustentável, consciente e transformadora. Atualmente, o parque possui 140 hectares de visitação, onde estão mais de 150 obras de arte, 5 mil espécies botânicas, 10 pontos de alimentação, 2 lojas, teatro, biblioteca e centro de pesquisas. Um dos destinos culturais mais procurados do país, o Instituto também realiza projetos educativos, de valorização da cultura local, de desenvolvimento econômico, além do resgate da memória do município. Foto: Divulgação

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto Inhotim firmaram parceria que visa à realização de diversas atividades a fim de fortalecer a atuação do Instituto, localizado na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, e referência em arte contemporânea e meio ambiente. Os acervos do Inhotim são cotidianamente explorados como espaços para a realização de projetos socioeducativos e de pesquisa. Integrado à comunidade local, o Instituto apoia o fortalecimento do turismo, o estímulo à permanência das manifestações culturais da região em que está inserido e fomenta a economia criativa, implantando um modelo de desenvolvimento que tem potencial para ganhar escala e projeção mundial. A parceria prevê uma doação inicial de US$ 700 mil do BID, que buscará alavancar ainda investimentos públicos e privados nos setores criativos e culturais. A economia criativa é uma importante fonte de dinamismo nas Américas, onde o crescente acesso às tecnologias tem permitido a geração de uma ampla gama de empregos qualificados nessa indústria, que representa uma forte contribuição para o crescimento econômico e a geração de emprego e renda, enquanto promove o desenvolvimento sustentável. Está prevista ainda a implementação de uma estratégia de sensibilização global para o problema da mudança do clima que fortaleça a marca do Inhotim e o trabalho de conscientização que realiza, assim como a elaboração de iniciativas para o desenvolvimento local da região com o intercâmbio e debates sobre iniciativas-piloto em melhores práticas em turismo sustentável e mitigação de mudanças climáticas relacionadas ao setor de transportes. O lançamento do projeto aconteceu, ontem, na sede do Instituto. A representante do BID no Brasil, Daniela Carrera-Marquis, destacou o caráter multissetorial da iniciativa. “O desenvolvimento de projetos como este requer uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de transporte, setor privado, comunicação, cultura, turismo e mudança do clima. Acreditamos que este modelo é fundamental para oferecer maior sustentabilidade às ações”, diz.

Os acervos do Inhotim são constantemente explorados como espaços para a realização de projetos socieoeducativos e de pesquisa

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MEIO AMBIENTE

EMERGENTES ATRAEM INVESTIMENTO RECORDE DE US$ 126 BI EM ENERGIA LIMPA Estudo do Fundo Multilateral de Investimentos do BID e Bloomberg New Energy Finance mostra que a atividade em energia limpa em 2014 ocorreu principalmente em países em desenvolvimento, liderados por China, Brasil e Chile Da Redação

A

s nações em desenvolvimento atraíram, em 2014, mais investimentos em energia limpa do que nunca, de acordo com o Climatescope 2015, relatório interativo e índice de atividade em energia limpa por países individuais em 55 mercados emergentes na América Latina e Caribe, África e Ásia. O Climatescope, estudo lançado em novembro, informa que novos investimentos em capacidade de energia limpa nos países pesquisados tiveram um grande aumento em 2014, alcançando um recorde anual de US$ 126 bilhões, o que representa 39% a mais que os níveis de 2013. Pela primeira vez, mais da metade dos novos investimentos mundiais anuais em energia limpa foi para projetos em mercados emergentes. (Confira no Box a seguir, as principais conclusões do estudo) O Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) do Grupo

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Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Governo do Reino Unido (DFID) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), no âmbito da iniciativa “Power Africa” do Presidente Barack Obama, encarregaram a Bloomberg New Energy Finance (BNEF) de avaliar as perspectivas de tecnologias de energia solar, eólica, pequenas hidrelétricas, geotérmica, biomassa e outras tecnologias não emissoras de carbono (excluindo grandes hidrelétricas). O Climatescope oferece a investidores potenciais informações importantes sobre os países com as maiores oportunidades de investimento em energia limpa. O Climatescope foi desenvolvido em 2012 pelo Fumin/BID e a BNEF e, a princípio, concentrou-se, exclusivamente, em 26 países da ALC. Em 2014, com apoio do DFID e da USAID,

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foi expandido para incluir 19 países da África e 10 países da Ásia, além de 15 províncias da China e 10 estados da Índia. A classificação de um país depende de suas políticas de investimento em energia limpa, suas condições de mercado, da estrutura de seu setor energético, do número e composição das empresas locais que trabalham com energias limpas e dos esforços para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O produto final é a mais abrangente fonte de informações para que tomadores de decisões entendam as condições do mercado de energias limpas nessas regiões. A pesquisa completa está disponível em www.global-climatescope.org, que inclui uma ferramenta interativa para que os usuários localizem informações específicas, dos detalhes mais pormenorizados dos países a análises de setores específicos.

Foto: Reprodução

Foto: Divulgação

MEIO AMBIENTE

O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de biocombustíveis, um dos principais tipos de energia limpa, com destaque para etanol e biodiesel, usados em veículos automotores e fabricados a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-açúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores, que sofrem processos físico-químicos

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MEIO AMBIENTE

As principais conclusões do Climatescope são: • Os dez primeiros: China, Brasil, Chile, África do Sul, Índia, Quênia, México, Uruguai, Uganda, Nepal. • Crescimento notável na China, que acrescentou 35 GW de capacidade de energia renovável – mais que a energia renovável anual incorporada nos EUA, Reino Unido e França juntos. • Declínios contínuos nos custos da energia limpa parecem estar impulsionando o crescimento, com os custos associados à energia solar fotovoltaica tendo caído 15% mundialmente no último ano. • Houve um acréscimo total de 50,4 gigawatts (GW) de nova capacidade de energia limpa nos países pesquisados pelo Climatescope, sendo 7,7 GW na América Latina e Caribe (ALC), marcando um aumento de 21% (25% na ALC) em relação ao ano anterior e superando, pela primeira vez, a capacidade de energias renováveis implantada em nações mais desenvolvidas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

nessa região eram de projetos de energia de biomassa, eólica, pequenas hidrelétricas, solar e geotérmica. Quando grandes usinas hidrelétricas são incluídas, mais da metade (56%) da energia da região vem de fontes não emissoras de CO2. • Em vários países na ALC, projetos de energia eólica e solar alcançaram “paridade de rede”, o que significa que são a alternativa de mais baixo custo e melhor para a geração de nova energia. • As explicações para a alta penetração da energia renovável na ALC incluem recursos naturais excepcionais e um ambiente de políticas públicas favorável, que incentiva investimentos em energias limpas.

• A América Latina e o Caribe apresentam uma penetração maior de energia limpa do que qualquer outra região avaliada. No final de 2014, 11% dos 352 GW instalados

Sobre o BID O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Criado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento em longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e o Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisas de vanguarda e oferece assessoria sobre políticas, assistência técnica e capacitação a clientes públicos e privados em toda a região. O Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), membro do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é financiado por 39 doadores e apoia o desenvolvimento conduzido pelo setor privado em benefício das populações pobres e de baixa renda – seus negócios, suas propriedades agrícolas e suas famílias. O objetivo é dar a elas as ferramentas para ampliar a renda: acesso a mercados e criação de capacidades para competir 52

nesses mercados, acesso a financiamento e acesso a serviços básicos, incluindo tecnologia verde. Sobre a Bloomberg New Energy Finance A Bloomberg New Energy Finance (BNEF) proporciona análise, ferramentas e dados exclusivos para tomadores de decisões que estejam procurando impulsionar mudanças no sistema energético. A BNEF tem uma equipe de 200 funcionários em 14 escritórios no mundo inteiro. Os produtos setoriais da BNEF oferecem análises financeiras, econômicas e de políticas públicas, além de notícias e do banco de dados mais abrangente do mundo sobre ativos, investimentos, empresas e equipamentos no campo das energias limpas. Os produtos regionais da BNEF proporcionam uma visão abrangente da transformação do sistema energético por região.

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Novo Uno Sporting começa em R$ 36.650; com todos os opcionais chega a R$ 46.935

UNO SPORTING É CHEIO DE MIMOS E CABE EM MUITOS BOLSOS Por Evaldo Pighini (*)

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Mas a maioria dos opcionais são pagos à parte; destaque para o sistema de câmbio robotizado Dualogic Plus, que agrega um conjunto de botões no console em lugar de alavanca e borboletas no volante

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ara quem gosta de carros esportivos, mas não tem muito dinheiro para investir na compra de um, o Uno Sporting surge como uma boa opção, principalmente, agora, que o carro passou a incorporar equipamentos inéditos em relação a versões anteriores, como o eficiente e moderno câmbio robotizado Dualogic Plus, idêntico ao usado pela Fiat na Ferrari F1 (a Ferrari é subsidiária da montadora italiana). Fora do pacote básico, esse opcional custa cerca de R$ 3 mil e proporciona, além de comodidade, certo requinte ao interior do carro por não possuir alavanca que deu lugar a botões no console. O sistema de câmbio conta ainda com borboletas junto ao volante para trocas manuais de marchas, um conjunto similar ao do cobiçado Alfa Romeo 4C. Elogio à parte é o funcionamento do sistema de embreagem, sem dúvida, o melhor entre outros comercializados no Brasil. À convite da Fiat, experimentamos o Uno Sporting. Muito mais que o desempenho, chama a atenção o acabamento e design do carro. Por dentro, o destaque da versão Sporting é o acabamento escuro do teto contraposto por detalhes vermelhos no painel de instrumentos e nas maçanetas das portas. O console, apesar de todo em plástico, tem bom acabamento texturizado, apesar de aparentar algumas rebarbas. O detalhe negativo é a fragilidade do porta-luvas e do porta-óculos. Já o quadro de instrumentos tem boa visualização, mas

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VEÍCULOS

Foto: Divulgação

ques exclusivos com dupla saída de escapamento centralizada, além de rodas de liga leve de 15 polegadas. Porém, para quem quer um carro com cara de esportivo e não pode pagar o preço, o Uno Sporting é uma boa opção e tem uma manutenção relativamente barata. Foto: Divulgação

peca um pouco a posição do conta-giros que é meio descentralizado, talvez por conta da tela LCD que fica no centro do velocímetro analógico, que reúne diversas informações do computador de bordo, como consumo de combustível, indicador de troca de marchas e até um velocímetro digital. O carro conta ainda com uma central multimídia com monitor de 3,5”, que não possui tela sensível ao toque e navegador. O volante está com novo design e tem boa pegada. A Fiat também finalmente reposicionou os comandos dos vidros para as portas, que antes ficavam no painel central na versão anterior e incluiu o cinto de três pontas no banco detrás para o passageiro que vai no meio. Os bancos também apresentam uma boa ergonomia. A segurança do carro passa por itens como airbags frontais e freios ABS.

Sistema Dualogic Plus: como funciona? O câmbio é um moderno e automatizado Dualogic acionado por botões D (Drive), N (Neutro), R (Ré), A/M (Automático/Manual) e S (Sport)

O quadro de instrumentos tem boa visualização e conta com tela LCD que fica no centro do velocímetro analógico

O preço do novo Fiat Uno Sporting parte dos R$ 36.650 (acrescentando opcionais que não são de série ele pode chegar aos R$ 46.935) e é uma boa opção para quem deseja um compacto confortável e com visual diferenciado, ideal para o dia a dia, por causa da presença de equipamentos interessantes e do câmbio Dualogic Plus. Porém, contraditoriamente, o carro fica devendo no item esportividade que é prejudicado pela presença do motor 1.4 - a Fiat bem que poderia pensar no motor 1.6 (do Punto, por exemplo), que daria à versão um pouco mais torque, que é ressentido principalmente nas retomadas de velocidade. Em movimento, o hatch, que é equipado com motor 1.4 Evo Flex de 85/88 cv e 12,4/12,5 kgfm com gasolina e etanol, gasta mais de 14s para ir de 0 a 100, o que ocorre, além do baixo torque, também pela demora que a caixa de câmbio robotizada apresenta nas trocas de marchas, deficiência que pode ser amenizada se o condutor apelar para troca manual através das borboletas no volante, um recurso até muito cômodo. Em nosso teste, abastecido com etanol, o Uno Sporting fez na cidade 7,8 km/l e, na estrada, 10,5 km/l. Embora, como dito anteriormente, o carro peque nas retomadas de velocidade, ele sustenta bem a velocidade depois de embalado. O nosso veredicto é que o codinome “sporting” dado à essa versão do Uno se justifica mais pelo visual e alguns itens distintos, como faixa adesiva nas portas e para-cho-

Em relação à versão anterior, a Fiat promoveu a troca da alavanca do câmbio automatizado Dualogic no Uno 2015 por um sistema composto por botões no console, parecido ao utilizado pela transmissão automatizada esportiva de dupla embreagem da Ferrari F1. Chamada de Dualogic Plus, a caixa equipa alem do Uno Sporting, também o Way. O funcionamento do sistema mudou pouco, só que, em vez de posicionar a alavanca, o condutor precisa apertar um dos botões para selecionar a marcha desejada. Cada tecla corresponde a letras (e ações) exibidas no painel da transmissão: D (Drive), N (Neutro), R (Ré), A/M (Automático/Manual) e S (Sport), esta última funciona somente com o câmbio no modo Drive com a função Automática ativada. Na posição Drive com a opção Manual, as trocas são feitas por aletas atrás do volante. Esse sistema permite trocas muito mais suaves e pontuais que outros carros da Fiat, equipados com transmissão automatizada. UNO SPORTING - DADOS DA FABRICANTE Motor 4 cilindros, dianteiro, transversal, flex;  Cilindrada 1.368 cm3; Potência (E) 88 cv a 5.750 rpm; Torque (E) 12,5 mkgf a 3.500 rpm; Câmbio robotizado, 5 marchas; Tração dianteira; Comprimento 3,81 m; Largura 1,67 m; Altura 1,48 m; Entre-eixos 2,37 m; Suspensão dianteira McPherson; Suspensão traseira eixo de torção; Porta-malas 290 litros; Peso 1.023 kg ITENS DE SÉRIE Direção hidráulica, airbag duplo, ABS, Lane Change, limpador e desembaçador do vidro traseiro, ESS (sinalização de frenagem de emergência), Welcome Moving, brake light, vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento, travas elétricas nas portas, volante com regulagem de altura, faróis de neblina, ambiente interno na cor preta, entre outros. Itens como o cambio automatizado Dualogic e o sistema de som estão na lista de opcionais. (*) O jornalista experimentou o carro por cerca de 10 dias, à convite da Fiat.

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Garopaba é um ótimo destino para os adeptos do ecoturismo e dos esportes de aventura, com algumas das mais belas praias e lagoas do Sul do Brasil

Foto: Divulgação

TURISMO

GAROPABA: UM CAPRICHO DA NATUREZA Um dos destinos mais concorridos do litoral catarinense quando o verão chega para valer; Garopaba oferece de tudo um pouco, atraindo variados estilos de turistas Por Evaldo Pighini - Com agências

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TURISMO

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A região central de Garopaba é totalmente urbanizada, com bom comércio, restaurantes, hotéis, pousadas e bares Foto: Divulgação

a década de 1970, atraídos por águas e praias limpas e ondas perfeitas, os surfistas invadiram a pequena vila de pescadores de Garopaba, no litoral catarinense, a cerca de 90 km da capital Florianópolis, descobrindo lá uma das mais bonitas enseadas daquele Estado. Na época, o vilarejo contava com poucas casinhas rústicas enfeitadas pela antiga Igreja Matriz de São Joaquim, erguida sobre uma rocha. Desde então, muita coisa mudou e hoje a região central de Garopaba, que virou cidade, está totalmente urbanizada, com bom comércio, restaurantes, hotéis, pousadas, bares e o que mais o turista deseja quando pensa em praia como destino de viagem. Quem visita Garopaba percebe logo de cara que a natureza foi generosa com a região, presenteando o município com as mais belas praias do litoral catarinense. As suas ondas espetaculares atraem turistas de todas as partes do país que lotam suas charmosas pousadas e bons hotéis. Emoldurando o cenário, lagoas, montanhas, rios e costões emergem por todos os lados. Também não faltam matas, trilhas ecológicas, cachoeiras e diversas alternativas de praticar o ecoturismo. Em Garopaba, não tem como o turista não se deslumbrar com tanta beleza. Ao todo, são nove praias, a maioria ideal para a prática do surfe. A praia de Garopaba, que dá nome à cidade, fica bem no centro do município e é a que oferece maior infraestrutura, dispondo de vários restaurantes, pousadas, hotéis, lojas, postos, farmácias e supermercados. O lugar não é apropriado para o surfe, abrigando, principalmente, pescadores profissionais, que deixam suas canoas na beira da praia e adeptos de esportes náuticos.

Fora a praia de Garopaba, as demais e menores praias, localizadas na região periférica, mantiveram seu charme rústico, privilegiadas por um mar transparente e uma natureza impecável. Assim é na bonita praia do Ouvidor, na praia Vermelha, praia Silveira – a predileta para o surfe – e na tranquila praia da Gamboa. Outro local com charme natural é a bela praia do Siriú, que fica dentro do Parque Nacional da Serra do Tabuleiro e tem um

visual surpreendente onde o mar encontra o rio Siriú. Tem ainda a agitada praia da Ferrugem - com barzinhos e badaladas - na qual a noite é garantida -, a beleza da praia da Preguiça (ou do Vigia) e da praia da Barra, todas elas lotadas de surfistas, mergulhadores e gente que gosta de viver a vida de bem com a natureza. E, quando o assunto é surfe, as praias da Ferrugem e Silveira já foram palco de diversos campeonatos internacionais.

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pois, em 1864, o padre italiano Rafael Faraco assumiu a paróquia e, com apoio dos moradores, conseguiu elevar Garopaba à condição de vila, fato esse ocorrido em 1890, por decreto do governador Lauro Severino Muller. Garopaba conquistou a categoria de município apenas em 19 de dezembro de 1961, quando deixou de ser distrito de Palhoça. Durante muitos anos, continuou a ser uma vila de pescadores, tendo sido, posteriormente, des-

se alojar em Garopaba, onde caçavam baleias e vivam da comercialização de suas barbatanas e óleo, usado na iluminação pública e também para construção de casas – era misturado à argamassa, que se transformava num tipo de cimento, que ainda não existia. No século XVII, o número de imigrantes aumentou e, em 1793, foi criada a Armação de São Joaquim de Garopaba que, em 1830, foi elevada à categoria de Freguesia. Por exigência do Governo Imperial, foi feita a paróquia, cuja instalação oficial se deu apenas em 1846. Quase 20 anos de-

coberta pelos hippies e, em seguida, pelos campistas que fixavam suas barracas a beira-mar. Nos anos de 1970, passou a ser frequentada por surfistas em busca das ondas fortes e tubulares das praias da cidade. Hoje é um dos destinos favoritos não só dos veranistas gaúchos, mas também de turistas uruguaios e argentinos. A pesca continua sendo a maior fonte de renda do município, acompanhada da agricultura e da produção industrial que vem crescendo nos últimos anos, bem como o comércio voltado para o surfe e outros esportes náuticos.

Foto: Divulgação

Localizada no centro histórico da cidade, a Igreja Matriz São Joaquim de Garopaba foi construída em 1846 sobre uma pedra de uma antiga armação de baleias

de 1525 que uma expedição comandada pelo espanhol dom Rodrigo de Acuña ancorou o navio Galeão San Gabriel na baía de Garopaba a fim de se proteger de um forte temporal. Seria esse o primeiro contato do homem branco com os indígenas, que se mantinham com a caça, a pesca e o cultivo de verduras. Porém foi somente em 1666 que os primeiros imigrantes açorianos, enviados pelo império português, começaram a

Pouco de história O município de Garopaga está localizado no litoral sul-catarinense, a pouco mais de 90 km da capital do Estado, e é um dos destinos preferidos dos turistas durante o verão. Seu nome deriva de “ygárampaba”, uma palavra da língua guarani que significa “enseada de barcos”. A escolha do nome foi feita pelos índios carijós, os primeiros habitantes daquela região e está ligada à origem da cidade, que era um lugar protegido no qual as embarcações ancoravam. Segundo a história, foi em 24 de junho 58

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Praia de Garopaba pedalada à beira-mar. Possui 2 km de extensão, que ficam cobertos por cangas e guarda-sóis durante alta temporada. Conforme a lua e a maré, barcos de pescadores também viram parte do cenário. Os prédios e casas de veraneio não podem ultrapassar dois andares de construção, o que garante boa vista do mar nos pontos mais altos da cidade.

Foto: Divulgação

A praia de Garopaba é delimitada pelo Costão do Siriú e está localizada na área central, bem no coração da cidade. Por ser mais urbanizada, tem melhor infraestrutura, com suporte de hotéis, campings, mercados, farmácias, restaurantes e bares. O mar tem ondas mais calmas, por isso, não é apropriada para a prática de surfe. Ali, a areia batida convida para uma caminhada ou

Praia do Ouvidor Praia selvagem de grande beleza natural, cercada por dunas de areias claras e costões de pedra, além de muito verde da mata praticamente intocada. O acesso é feito através de uma trilha, de onde se vê de longe o mar azul que

bate nas pedras. Devido à ausência de ondas, é o lugar ideal para praticar canoagem, stand up paddle, pescaria e demais esportes náuticos. As dunas são convidativas para se divertir praticando sandboard.

Praia Vermelha As ondas fortes e tubulares atraem surfistas à praia Vermelha, que é desconhecida da maior parte dos turistas por estar localizada em uma área particular pertencente à família Johannpeter, do Grupo Gerdau. O acesso por meio de automóvel só é permitido para proprietários das mansões locais. Para os visitantes, só é possível chegar lá através de trilhas que saem pela ponta sul da praia do Ouvidor ou da parte norte da praia do Rosa. Ambas duram cerca de 25 minutos até chegar à praia. Por estar em uma área de difícil acesso, boa parte da vegetação nativa foi preservada. As encostas com pedras de tons avermelhados, que deram origem ao nome da praia, ainda permanecem intactos. Vale lembrar que por se tratar de um espaço residencial, não há infraestrutura turística, portando não existem restaurantes, banheiros ou vendedores ambulantes. É importante levar alimentos e carregar de volta o lixo produzido até encontrar uma lixeira para descartá-lo.

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Praia da Gamboa

Cercada pela Mata Atlântica, Gamboa é refúgio de pescadores e surfistas que estão ali para se aventurarem nas ondas agitadas do mar aberto. É o lugar ideal para quem busca sossego e descanso, já

que está a 16 km do Centro e só pode ser acessada por trilha e estrada de terra. O caminho é fabuloso e atravessa rios, vales e dunas, além de oferecer uma vista espetacular para a praia.

Não é à toa que frequentemente serve de cenário para diversos campeonatos nacionais e mundiais. Se localiza a 3 km do Centro. O acesso é feito por uma estrada de terra batida com passagem difícil para carros e pouco espaço para estacionamento. É aconselhável ir a pé, andando pelo morro da Silveira com um grande incentivo da

maravilhosa vista. O acesso restrito contribui para a preservação do local, que recebe constante controle e limpeza por parte dos próprios moradores e pescadores da região. E por falar em pesca, a praia do Silveira é o lugar de desova da tainha e ali são capturados peixes nobres, como sargo, badejo, robalo, garoupa e muitos outros.

Praia do Silveira Cercada de morros, a praia do Silveira é cerca por costões de pedras e ainda guarda a vegetação típica da Mata Atlântica, por isso, é escolhida por muitos como a mais bonita da região. Esta não é uma praia indicada para banhos devido as suas fortes ondas e já foi votada como a melhor praia do Brasil para a prática de surfe e a quinta melhor do mundo.

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Praia do Siriú A barra do Siriú é um lugar abençoado pela natureza, com morros cobertos vegetação típica da Mata Atlântica, areias fofas e águas cristalinas. Está ao sul da praia da Gamboa e ao norte da praia de Garopaba, numa área de preservação pertencente ao Parque Nacional da Serra do Tabuleiro, região que vai da praia do Siriú até o morro dos Cavalos. Possui dunas que chegam a 40 m de altura, prefeitas para a prática de sandboard. O surf é outro esporte radical praticado nas fortes ondas da praia do Siriú. Para quem prefere a calmaria, bem perto dali é possível se refrescar tomando um banho de rio ou relaxar, pescando na lagoa do Siriú, berço de camarões e de várias espécies de peixes. Neste lugar, o turista está em contato constante com a natureza. E para aqueles que visitam a cidade no inverno, poderá ver de perto os espetáculos das baleias-francas, que dão o ar da graça nas águas de Garopaba, onde as dunas do Siriú servem de camarote.

Praia da Preguiça (ou do Vigia) Essa encantadora praia é conhecida por diversos nomes: Prainha, Preguiça ou praia do Vigia. É pequena em extensão e possui formato de ferradura, localizada próximo ao centro histórico da cidade, em uma área de residências de alto padrão. Ali perto se encontra a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e, um pouco à frente, existe uma trilha de acesso ao Costão, onde a água bate forte nas pedras e a vegetação exuberante valoriza ainda mais a visão que se tem lá de cima. Por ter o mar calmo, é ideal para a prática de stand up paddle e bastante segura para as crianças. Ali é possível “vigiar” a chegada dos barcos na baía de Garopaba, sendo possível enxergar também as praias do Siriú e da Gamboa. REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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Praia da Ferrugem Com boa infraestrutura de pousadas, restaurantes, bares e muitas opções de lazer, a praia da Ferrugem tornouse uma das mais badaladas do litoral catarinense. Esta é outra praia muito procurada pelos surfistas, uma vez que as ondas altas favorecem a prática deste esporte. Durante a alta temporada, o lugar vira ponto de encontro entre os jovens porque mantém uma vida noturna bem agitada. Há um canal que separa a praia da Ferrugem da Barra e, devido ao aspecto de ferrugem que fica no fundo do canal quando este está cheio de areia, a praia recebeu esse nome.

Praia da Barra Ao contrário da anterior, a praia da Barra é um recanto isolado e tranquilo, ideal para quem está a procura de sossego ou de fazer uma boa pescaria. Além do canal que divide as duas praias, existe um sambaqui que separa os dois lugares e é lá que está situado o Cemitério Indígena, onde se pode observar ossadas humanas e ferramentas utilizadas pe-

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los povos antigos. Se estiver cansado de nadar na água salgada, poderá banhar-se no riacho ou na lagoa que estão nas proximidades, com águas límpidas e tranquilas, seguro para adultos e crianças. É possível pegar uma trilha de 2 km e ir andando até a praia do Ouvidor enquanto contempla a maravilhosa paisagem.

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GAROPABA TEM OUTROS ATRATIVOS, ALÉM DE PRAIAS

Mas para quem pensa que Garopaba atrai turistas apenas pela beleza de suas praias e mar limpo, se engana. Esse município catarinense tem outros atrativos que também merecem atenção, tais como cachoeiras, dunas e até uma ilha, que se configuram num lugar ideal para prática de esportes radicais e outros tipos de atividades ao ar livre.

Cachoeiras As nascentes que formam as cascatas e piscinas naturais se encontram distantes do Centro e das principais praias. Destacam-se as cachoeiras do Macacu, do Siriú (foto) e da Encantada, todas com águas puras e cristalinas que podem ser visitadas de maneira autônoma ou com o auxílio de profissionais. O acesso é fácil e pode ser feito a pé ou de automóvel.

Dunas O conjunto de dunas se estende por três quilômetros e está próximo a uma lagoa de águas tranquilas. Proporciona uma visão extraordinária do mar. É possível alugar prancha e praticar sandboard e se divertir naquela área.

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TURISMO

Ilha do Coral A ilha do Coral está a 45 minutos de barco, partindo da enseada de Garopaba e atrai curiosos do Brasil inteiro que querem ver de perto o painel de 2,20m de comprimento e 1,83m de altura com 55 pinturas rupestres datadas de mais de 2 mil anos. Serviços de transporte estão disponíveis em horários variados, que devem ser consultados na própria enseada.

Observação das baleias-francas Esses mamíferos ameaçados de extinção escolhem o litoral catarinense para procriar e alimentar os seus filhotes. É mais comum que este evento ocorra entre os meses de julho e novembro, quando palestras de conscientização e passeios de barco para observação acontecem em diversos pontos da cidade. Durante o passeio, as baleias fazem suas acrobacias, saltando, acenando com a cauda e esguichando água. Outra forma de conseguir avistar esses animais é indo embarcado com a ajuda do Projeto Baleia Franca, que fica na praia de Itapirubá, em Imbituba. Vale também perguntar aos moradores onde as baleias foram vistas recentemente e se dirigir às praias indicadas por eles, assim como aos chamados “costões”. É aconselhável agasalhar-se, pois costuma ventar nesses lugares, principalmente, no inverno.

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TURISMO

Trilhas Para adeptos desse tipo de atividade física, é possível conhecer pontos extraordinários de Garopaba, seja caminhando até os morros ou passando por praias e costões de pedras. A primeira opção é fazer a trilha entre as praias do Ferrugem e a do Ouvidor, que começa com a visitação ao Cemitério Indígena, um sítio arqueológico localizado no morro que divide a praia do Ferrugem da Barra, onde é possível ver utensílios usados pelos índios que ali habitaram, como pontas de flecha, machados de pedra e amoladores, além de ossadas humanas. Indo a diante pela trilha da praia da Barra, o percurso segue pelo costão de pedra que é coberto por pinheiros e gramíneas. É possível encontrar pinturas rupestres durante o trajeto, cujo tempo estimado é de aproximadamente três horas de puro deslumbre diante da visão do mar e da natureza.

Pedra Branca Outra paisagem estonteante é a da trilha que leva até a Pedra Branca, já que o caminho passa por um trecho preservado de Mata Atlântica. O trajeto tem início numa histórica serraria, movida por uma roda d’água. Ao final da caminhada – que dura por volta de 45 minutos – é possível admirar o cenário paradisíaco visto do alto, composto por vegetação, praias e lagoas. Animais silvestres também podem aparecer para fazer companhia. O Caminho do Rei, por sua vez, é rodeado por mistérios e lendas dando conta de que vários tesouros foram escondidos ao longo do percurso que o rei dom João VI fez quando esteve de passagem pela região, caminho este que leva a diversos recantos, ainda hoje conservados. A trilha começa na praia do Rosa e termina na praia do Luz após 6 km. A caminhada é tranquila e perpassa por cachoeiras, piscinas naturais e vertentes d’água. As bromélias são um presente para as vistas dos aventureiros. Lá de cima, é possível enxergar a lagoa do Ibiraquera, na direção da serra do mar. REVISTA TRIBUNA # DEZEMBRO • JANEIRO

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TURISMO

Surfe Garopaba oferece praias paradisíacas e próprias para a prática do surfe, trazendo surfistas do Brasil e do mundo inteiro durante todo o ano, mas, principalmente, durante os campeonatos nacionais e internacionais que sedia. A referência ao esporte é nítida no comércio local, não só pelas lojas de roupas, pranchas e demais artigos esportivos, mas também pelas lanchonetes especializadas em sucos e casas de produtos naturais. A praia da Silveira é a que reúne o maior número de surfistas por apresentar ondas altas e tubulares, ideais para manobras radicais. Além dessa, as praias de Gamboa e Vermelha também são favoráveis para a prática do esporte.

Voo Livre Para os aventureiros, Garopaba é um destino imperdível por contar com quatro rampa de decolagem com tamanhos variados, sendo a mais conhecida a do morro do Ferraz, a 130 m de altitude, com acesso pavimentado até o local do salto. Imagine sobrevoar a cidade com vista privilegiada para as magníficas praias, lagoas, matas e dunas. Não é à toa que o município virou referência nacional na prática de asa delta e parapente. Se você já é praticante ou quer fazer algumas aulas, basta entrar em contato com o Aeroclube de Santa Catarina e se informar a respeito das próximas turmas e tempo de curso. 66

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TURISMO

Sandboard O sandboard é um esporte radical criado nos anos 1980 nas areias de Florianópolis como alternativa para os dias em que as ondas não estavam favoráveis para os surfistas. A atividade consiste em tentar manter-se de pé enquanto desce deslizando pelas dunas. Outra opção é o “skibunda”, no qual o trajeto é feito sentado. Independente da modalidade, a descida é feita numa prancha, mas amadores utilizam também pedaços de papelão ou madeira. Em Garopaba, a atividade é praticada durante todo o ano nas areias finas das dunas do Siriú, sendo que o equipamento pode ser alugado ali mesmo. Os mais habilidosos arriscam manobras do surfe, snowboard e skate, o que e indicado apenas para quem tem certa prática no esporte. Embora alguns tombos estejam previstos, o sandboard certamente será uma atividade divertida.

Quando ir e como chegar Mountain Bike Desbrave a cidade em cima de duas rodas, relaxando e praticando atividade física enquanto contempla a natureza. Os passeios podem ser feitos com guias turísticos que conhecem cada detalhe da região. Os roteiros mais comuns são o da Pedra Branca, atravessando riachos e cachoeiras, ou o da praia Sul, que percorre as maravilhosas dunas do Ouvidor antes de chegar até a praia da Barra, onde se situa o Cemitério Indígena. A cidade é palco constante de campeonatos nacionais e internacionais. Competidores profissionais e amadores recebem grande incentivo por parte do visual paradisíaco das praias e da natureza quase intocada. As trilhas passam pela mata e também tem trechos na areia e no asfalto, sendo um bom teste de resistência.

Garopaba é um excelente destino em qualquer época do ano e o período da visita pode ser escolhido de acordo com o interesse do viajante. Prefira o intervalo entre novembro e março, se quiser desfrutar das praias paradisíacas da cidade, ou entre julho e novembro se sua intenção for observar as baleias-francas, que costumam aparecer durante esses meses. A cidade apresenta clima mesotérmico úmido, caracterizado pela ausência de estação seca e temperatura anual média de 18,5°C. O verão costuma ser quente, chegando a atingir os 38°C. No inverno, contudo, os termômetros costumam marcar 10°C. Para chegar até o lugar, no caso de visitantes de outros Estados, para quem vai de ônibus é necessário ir até Florianópolis e de lá embarcar com destino a Garopaba. Esse trajeto é feito em diversos horários durante todos os dias da semana e é operado por várias empresas, podendo optar por ônibus

convencionais ou executivos. Independente da escolha, todas elas saem do Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis. Já de carro, o caminho até Garopaba é bem sinalizado e não há com o que se preocupar. Siga pela BR-101 até o Km 273 e, em seguida, mantenha-se na SC-434. E, para quem prefere avião, existem voos saindo dos principais aeroportos do Brasil direto para o aeroporto de Florianópolis, que fica a cerca de 90 km de Garopaba.

Principais distâncias Florianópolis – 92 km Curitiba – 379 km Porto Alegre – 408 km São Paulo – 750 km Rio de Janeiro – 1.207 km Brasília – 1.721 km Uberlândia – 1.335 km

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LAZER

CAIPIRINHAS COMBINAM COM VERÃO

Por Gabriela Cunha

Água Doce de Uberlândia, Frutal, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Varginha apresentam lançamentos em Minas Gerais que esbanjam sabor e refrescância A Água Doce Sabores do Brasil – rede composta por quase cem casas presentes nas cinco regiões brasileiras – tem novidade chegando por aí. Para agradar ainda mais os seus clientes e já de olho na estação mais quente do ano, acaba de lançar quatro novas caipirinhas de verão: Sol de Verão, Caipiverão, Caipi Sicília e Ilha Bela.

SOL DE VERÃO agrada os amantes dos sabores mais fortes. Combina whisky Black Label com os sucos de laranja e limão. São ingredientes nobres que garantem uma experiência poderosa.

CAIPIVERÃO é o máximo da refrescância, resultado da mistura entre o abacaxi, o gengibre e a hortelã. O cliente pode optar por quatro versões: cachaça, vodca, rum ou Steinhaeger.

CAIPI SICÍLIA também pode ser preparado com cachaça, vodca, rum ou Steinhaeger. Porém o destaque da bebida é o limão siciliano, típico das regiões frias. Aqui, ele se combina com o manjericão, o que resultou num frescor duradouro e irresistível.

ILHA BELA é altamente indicado para trazer mais frescor aos dias quentes. Mistura cassis, suco de abacaxi e vodca e também vem encantado quem aprecia as bebidas mais fortes.

O CARDÁPIO SERVE A TODOS OS GOSTOS

Como é de se imaginar, o grande destaque da Água Doce – Sabores do Brasil (www.aguadoce.com.br) é seu cardápio, que reúne porções, pratos, bebidas e sobremesas que servem os apetites mais exigentes. Delícias como Filés Água Doce (em porção que serve até três apetites); Saladas Água Doce e Refrescante; Tilápia Crocante; Mignon com Gorgonzola acompanhado de anéis de cebola; Frango à Moda Sertanezina (filé de frango na chapa com molho branco e requeijão); costelinhas suínas (Água Doce e Mineira); Tutu à mineira; Feijão Tropeiro e Arroz Carreteiro fazem a refeição mais do que completa. A Família Escondidinho, grande sucesso da rede Água Doce, não poderia deixar de ser citada: Escondidinho (carne de sol coberta por cremoso purê de mandioca, requeijão e gratinado com muça

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rela), Arrumadinho (o mesmo preparo, levando o frango no lugar da carne de sol), Amontoadinho (de camarão) e Portuguesinho (de bacalhau) são pratos de sabor inigualável! Quem quer beliscar conta com Frango ao Bacon, Bolinho de Carne de Sol, Camarão Crocante; Filé Aperitivo ou Linguiça na Chapa com Polenta; Ninho (filé de frango aperitivo com batatas fritas); Isca de Tilápia; Bolinho de Bacalhau; Casquinha de Siri; Caldos Verde, de Mandioquinha, Palmito, Carne de Sol com Mandioca e de Feijão à Mineira; Moela à Mineira e as tradicionais polenta e batatas fritas e mandioca com bacon. Em se tratando de cachaças, a Água Doce oferece especialidades de diversos locais do Brasil, dando ênfase às melhores do país. Há, ainda, mais de noventa tipos de coquetéis com ou sem álcool.

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VITRINE

ATENÇÃO CORREDORES: NOVOS RELÓGIOS FORERUNNER

W-LADY: O NOVO WHEY PROTEIN PARA AS MULHERES

Garmin apresenta Forerunner 230 e 235 Divulgação

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Garmin do Brasil acaba de anunciar dois lançamentos de relógios com GPS para corrida: o Forerunner 230 e Forerunner 235. Os modelos monitoram distância, ritmo, tempo e frequência cardíaca. O Forerunner 235 é o primeiro produto com tecnologia Garmin Elevate, que mede os batimentos cardíacos no pulso, exibe a frequência cardíaca e zona em uma tela de fácil leitura com interface gráfica colorida, oferecendo treinamentos mais eficazes. O Forerunner 230 emparelha facilmente com uma cinta de frequência cardíaca no peito para obter os mesmos dados no relógio. O Forerunner 230 estará disponível em preto/branco, roxo/branco e amarelo/preto e terá o preço de varejo sugerido de R$ 1.899,00. O Forerunner 235 estará disponível em preto/cinza, preto/vermelho preto/amarelo e preto/azul-gelo com o preço sugerido de R$ 2.199,00. Os dois modelos também são compatíveis com a plataforma smartwatch Connect IQ ™. Com o Connect IQ, os usuários são capazes de personalizar o seu relógio com aplicativos adicionais, widgets, interfaces de relógios e campos de dados.

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caba de chegar ao mercado, o W-Lady, um blend proteico, exclusivamente desenhado para o perfil feminino, que reúne ingredientes capazes de auxiliar as mulheres na conquista de um corpo mais saudável e definido. Sua fórmula contém WPC (whey protein concentrate) e WPI (whey protein isolate), que atuam na construção e recuperação muscular e o colágeno hidrolisado, importante nutriente para a firmeza e elasticidade da pele. W-Lady traz ainda um mix vitamínico e mineral e a ação antioxidante do cranberry, prevenindo o envelhecimento precoce. O W-Lady é um lançamento da Integralmédica®, empresa pioneira do segmento de suplementos nutricionais. O preço sugerido para o produto é R$ 149,00, em embalagem de 907 g nos sabores chocolate (foto), pera e torta de morango.

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PROTEÇÃO SOLAR 360º Cetaphil Daylong está relançando para o verão o portfólio solar de alta performance da suíça Galderma que oferece proteção 360º (proteção UVA, UVB e IV), rápida absorção, resistência a água, inclusive marinha, e ao suor. Todos os produtos, que contêm ingredientes inovadores em suas fórmulas, são indicados para uso diário e proporcionam o máximo desempenho em proteção solar, inclusive os danos causados pela radiação infravermelha, como o envelhecimento precoce. Os destaques para o verão 2015/16 são Cetaphil Daylong Sensitive FPS50+ (preço sugerido R$ R$ 83,90), Cetaphil Daylong Loção Facial FPS30 (preço sugerido R$ 63,90) e Cetaphil Daylong Spray Lipossomal FPS30 (R$ 44,90 – preço promocional de verão). Os protetores solares Cetaphil Daylong da Galderma são dermatologicamente testados na pele brasileira. 70

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LBN Comunicação

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Primeira Edição Revista Tribuna  
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Nossa principal proposta com a TRIBUNA é reportar as boas práticas de gestão, públicas e privadas, obviamente que iremos nos defrontar c...

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