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Ilustração: Tile Amato

Da Redação

Juventude,

velhice

e seus contrastes

Segundo o IBGE, a tendência de envelhecimento da população brasileira cristalizou-se mais uma vez segundo pesquisas divulgadas em setembro do ano passado. Os idosos - pessoas com mais de 60 anos - somam 23,5 milhões dos brasileiros, mais que o dobro do registrado em 1991, quando a faixa etária contabilizava 10,7 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até quatro anos no país caiu de 16,3 milhões, em 2000, para 13,3 milhões, em 2011. Em poucas palavras, o Brasil envelheceu de repente. Antes, um país jovem, hoje um país idoso e cheio de contrastes. Há como traçar uma fronteira muito precisa entre a juventude e a velhice. A juventude acaba quando termina o egoísmo, a velhice começa com a vida para os outros. Ou seja: os jovens têm muito prazer e muita dor com as suas vidas, porque eles a vivem só para eles. Por isso todos os desejos e quedas são importantes, todas as alegrias e dores são vividas plenamente, e alguns, quando não veem os seus desejos cumpridos, desperdiçam toda uma vida. Isso é a juventude, segundo Hermann Hesse. Para Hesse, a juventude quer brincar, os adultos, trabalhar. Há quem se case para ter filhos, outros não, mas quando chegam, modificamo-nos, e acabamos por perceber que tudo aconteceu por eles. Da mesma forma, a juventude gosta de falar da morte, mas nunca pensa nela; com os mais velhos acontece o contrário. Os jovens acreditam ser eternos e centram todos os desejos e pensamentos sobre si próprios. Os mais velhos já perceberam que o fim vai chegar e que tudo o que se tem e se faz para si próprio acaba por cair num buraco e de nada valeu. Para isso necessita de uma eternidade e de acreditar que não trabalhou apenas para os vermes. Por isso existe a família, os negócios e a pátria, para que se tenha noção de que o esforço diário e as calamidades têm um sentido. Afinal, como já dizia Pablo Picasso, “leva-se muito Claudia Junqueira tempo para ser jovem”. Jornalista Responsável


@revistatres

# instatresferias

Divertir, emocionar, encantar. Essa é proposta do #instatres que vem angariando vários fãs com os concursos culturais do Instagram! Há 6 meses com a proposta de postar fotos com variados temas, neste mês com o tema “Férias”, conseguimos reunir uma galeria com mais de 120 fotos. Confira as fotos que elegemos e aguardem o próximo concurso!


Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2012

02


Colaboradores do mês

Natália Ferro Formada em jornalismo pela Unoeste em 2008, trabalhou na Coluna Social Sinomar Calmona. Hoje é jornalista na Comunicare Assessoria de Imprensa. Nesta edição colaborou com a incrível dica de viagem.

Colaboradores fixos

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Luciana Camargo A Designer de moda Luciana Camargo acompanhou as fotógrafas que clicaram o Editorial de Moda “Born to be Wild”. Antenada nas tendências da nova estação, foi a responsável pela produção dos looks do ensaio.

EEntre ntre em em contato contato com com aa nossa nossa redação. reda ão didisque: sque: (18) (18) 3222-0435 3222-0435 // (18) (18) 9791-8477 9791-8477 ou(18)envie 9771-8440 um email: ou envie contato@revistatres um email para: Ce contato@revistatres.com.br. ntral de Assinaturas: (18 ou Central enviede um Assinaturas: email: contato@revistatres (18) 9771-8440 Todas as imagens utilizadas em nossas matérias são cedidas e de responsabilidade de seus autores ou representantes do conteúdo. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total sem autorização.

Expediente:

Publicação: Grupo Très · Jornalista: Eliane Gushiken · Jornalista Responsável: Claudia Junqueira · Revisão de texto: Lucas Miolla · Fotografia: Amanda Carvalho · Proj. Gráfico e Direção de Arte: Daniel Franco Luizari

09 1-Eliane Gushiken 2-Priscila Nascimento 3-Camila Galindo 4-Cacá Filippi 5-Paulo Brazil

10 6-Tile Amato 7-Luiz Dalle 8-Henrique Chagas 9-Antonio Cezar Leal 10- Lucas Miolla


Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2012

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Sumário

28 EDITORIAL DE MODA: “Born to be wild”

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10

POLÍTICA: Brasil no raio

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SAÚDE: Músicas da alma

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GASTRONOMIA:

40

BATE-PAPO:

43

COBERTURA:

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SUA HISTÓRIA EMPLACOU:

“Galápagos”

Com ou sem cobertura?. Sabará conversa sobre cultura, esporte, saúde e qualidade de vida Inauguração Rota 567 Snooker bar

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A TRÈS CURTE ISSO:

48

MULHER FORTE:

50

COLUNA BONJOUR

52

AGENDA CULTURAL:

60

COBERTURA: Lua de Prata

62

#ASSISTA:

64

#LEIA

ENSAIO FOTOGRÁFICO:

#ESCUTE: Entrevista

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#EXPLORE:

70

#MEIO AMBIENTE:

72

COLUNA BONSOIR

74

CRÔNICA: Quem perver-

exclusiva a banda Nouvelle Vague Smile Jamaica, as maravilhas de Ocho Rios Construir um pacto sem causar impacto

teu os benditos putos?

para o coração

A rua Rosa Pirola Germiniani revivida pelo filho Francisco e a esposa Maria

FAMOSO QUEM:

Entrevisa com a delegada da Delegacia da Mulher de Prudente, Daniela Sanchez

X dos rankings

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UM POUCO MAIS:

14 20 26 38 65

As duas caras da fantasia Voxa - de Prudente para Brasília, ou melhor, para o mundo! Alabab - O sabor e a tradição árabe mais perto de você Dance, Dance, Dance. Entrevista exclusiva com D-Nox Síndrome do Pânico

Para onde nos atrai o azul? Zilda Arns Neumann

Dicas locais, nacionais e mundiais.

Confira os indicados ao Oscar 2013

Foto Capa: Estúdio Triz Tiragem: 3000 exemplares


Política

Por: Priscila Nascimento - Ilustração: Daniel F. Luizari

Brasil no

Raio X dos Rankings

E

mbalados pela Valsa da Despedida, gritamos: “Adeus ano velho, feliz ano novo”, versos eternizados por David Nasser e Francisco Alves, mas final de ano também é época de colocar as contas na mesa e analisarmos como foi o ano que se passou. A reportagem da Très mostra como começaremos 2013. Recentemente, a mídia mundial divulgou rankings nos quais o Brasil se figura. Em alguns, nos traz orgulho e em outros aquele gostinho amargo de que ainda não chegamos lá. Começando pela economia, o país carrega o 7º lugar com o PIB (Produto Interno Bruto). Em relação a competitividade empresarial chega em 8º, comparado aos países do mundo, mas com o título de 4º lugar no quesito maior cobrador de impostos para empresas, ficando atrás apenas da França, Itália e Japão. Contudo, encabeçamos a lista quando se fala de melhor cidade para jovens executivos da America Latina, Rio de Janeiro.

Sim, estamos crescendo e, sim, também a passos largos, mas, dos 30 países mais preguiçosos estamos em 25º lugar. E na educação ainda estamos na lanterninha, pois entre os 40 analisados o Brasil está atrás apenas da Indonésia, apesar do Ministério da Educação e Cultura ter sido eleito como o maior investimento de 2012. Deve ser por isso, também, que ocupamos 69º lugar, entre 176 analisados, sobre corrupção. Na comissão de frente negativa está a violência, com que ocupamos o 3º lugar por Maceió (AL), uma das 50 primeiras cidades mais violentas do mundo, sendo que o Brasil colocou 14 cidades. E ainda, é o 5º País que mais mata jornalistas do mundo! Descendo cada vez mais fundo, a ONU elegeu o Brasil como o 9º País que mais comercializou crack e cocaína. Segundo dados, cerca de 4% da população brasileira já consumiu a droga. Enquanto o mundo gastou 1,6 trilhão de dólares em um ano com 10

Très - Fevereiro.Março / 2013

Turbilhões de notícias sobre rankings criados por Instituições pelo mundo todo aparecem na mídia e ilustra saldão final do Brasil em 2012


Sim, estamos crescendo e, sim, também a passos largos, mas, dos 30 países mais preguiçosos estamos em 25º lugar.

Très - Fevereiro.Março / 2013

segurança militar, o Brasil carrega o 9º lugar, gastando 35,4 bilhões. Na saúde, estamos num feliz 113º lugar sobre mortalidade infantil. No entanto, em 72º posição em investimento em saúde. E ocupando o pior número dos rankings do futebol até hoje, caímos três posições na lista da FIFA. Chegamos à marca de 18º lugar, o menor já conquistado por nós desde a invenção do ranking, pela entidade que controla o futebol mundial desde 1993. A liderança está, pelo quinto ano consecutivo, com a Espanha. Mas sempre há uma luz no fim do túnel e cá lhes apresentamos a nossa: Sim, o povo brasileiro é feliz. 11

De 150 nações somos o 64º em felicidade, e o 11º melhor país para mulheres. Ainda falando de brasileiras, chegamos ao 46º lugar, entre 130 países, sobre melhores condições de trabalho para as mulheres. O Brasil pulou da 82ª colocação para o 62º lugar em 2012 em igualdade de oportunidades para os gêneros. E, por fim, ocupamos a 37ª posição sobre o melhor lugar em 2013 para se nascer, considerando as projeções econômicas até 2030, quando as crianças deste ano estarão a um passo de completar 18 anos. Ufa, a lista é grande! Vivemos num país onde a qualidade da educação é vergonhosa, a violência, assustadora, e a corrupção desestimula a luta para seguir em frente. Contudo, ainda somos um povo que se une para escolher o seu próprio caminho através do voto direto e do trabalho árduo. Mas e a vida? “Devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita – é bonita, é bonita e é bonita”. (Gonzaguinha)


Saúde

Por: Maristela Coimbra - Fotos: cedidas

Músicas da alma para o coração

V

ocê coloca a música no seu dia-a-dia? Tenho certeza que sim, mesmo que seja no trajeto do ônibus, no carro, ou ainda cantarolando aquela música chata, mas que não sai da cabeça. Quem é que nunca fez isso? Pois bem, a música é a combinação de sons rítmicos, harmônicos e melódicos, que muitos povos, através da história, acreditavam em seu efeito medicinal. Na virada deste século, houve um crescimento do interesse da ação da música na saúde, em grande parte devido à ênfase dada a busca do controle da dor. Esse crescente interesse é de certa forma uma redescoberta da história sobre o efeito terapêutico da música utilizada em vários documentos históricos em diferentes culturas. Somos essencialmente seres ritmados com nossos numerosos ritmos, entre eles a respiração e batimento cardíaco. A nossa resposta inata a música permanece intacta, independente das condições mentais e doenças. Tem seus aspectos eminentemente flexíveis; adaptando significados, podendo atingir qualquer indivíduo de qualquer nível de inteligência ou educação. É o que chamamos de resposta natural, ou seja, sua simbologia é tão forte que mesmo uma pessoa sem

Equipe médica multidisciplinar da UTI Coronariana da Santa Casa de Prudente.

treinamento musical é capaz de percebê-la em sua essência. Você já deve ter sentido na pele a dor de um coração partido cantado em duas vozes, ou o fogo de uma paixão dedilhado em uma viola afinada, ou ainda, desabafos da adolescência em batidas e sons nem sempre compreendidos. A música é assim, sentimentos e energias decifradas de acordo com a história de cada um, algo sublime capaz de promover a cura de quem a faz, propaga ou escuta, mesmo que de maneira inconsciente. Você já parou para pensar que algo capaz de mexer tanto com a gente pode ser direcionado no resgate da saúde? Baseado nos benefícios da música e no seu potencial no cenário da Terapia Intensiva (aumento de níveis de concentração e atenção; melhora de humor; redução de estresse, ansiedade, dor e sensação de isolamento; auxílio no tratamento de insônia; estímulo à criatividade e inteligência), a Equipe Multidisciplinar da UTI Coronariana da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente em parceira com o Instituto do Coração de Presidente Prudente idealizou o Projeto “Canta Canta, Minha Gente”, apadrinhado 12

Très - Fevereiro.Março / 2013

O Projeto “Canta canta, minha gente” apadrinhado pelo cantor Martinho da Vila leva música para os pacientes da Sta. Casa de Pres. Prudente


pelo Cantor e Compositor Martinho da Vila. O projeto proporciona períodos de inserção musical monitorada associada à redução de ruídos com envolvimento total de pacientes e equipe. Tudo porque a internação em uma UTI constantemente se associa a uma situação de grande risco. Em termos psíquicos e emocionais mobilizam-se sentimentos extremos como o medo insuportável, manifestações de ansiedade como a agitação psicomotora, ou o agrave da depressão. Até mesmo para a equipe, tal ambiente exige constante atenção e concentração, tornando o trabalho mentalmente exaustivo, aliado ainda com o contato de constante sofrimento e a proximidade da morte. Durante seis meses a equipe avaliou os resultados e constatou uma mudança marcante do ambiente, principalmente no nível de ruído e f luidez do trabalho, observada após os primeiros trinta minutos do início e mantidos até uma hora após a interrupção, o que gerou maior concentração e menos interferências externas. Em relação aos pacientes, foi observada uma tendência a diminuição de frequência cardíaca e pressão arterial, além da percepção de menor número de casos de delirium. Foram registradas várias reações à música, por exemplo, casos de intensa emoção, choro, sofrimento com pedido de interrupção antes do tempo previsto, mas também de alegria eufórica, gesticulação acompanhando o ritmo da música, alguns pacientes que dançam sentados ou em pé, além das solicitações para a manutenção da música além do tempo previsto. Outra coisa legal é em relação à escolha das músicas. Diferentemente da musicoterapia, os melhores resultados não são com músicas instrumentais e sim, com aquelas de letras conhecidas, provavelmente pela sensibilização do Martinho da Vila ouvinte. Podemos dizer que a utilização da música como coadjuvante ao tratamento de pacientes em unidade de terapia intensiva cardiológica tem se mostrado uma técnica aplicável, segura, de baixo custo e com resultados promissores. E que seus resultados envolvem o cuidado direto ao paciente e melhora o trabalho da equipe e ambiente. Contudo, ainda é uma área que merece estudo e comprovação a fim de melhor estabelecer a proporção dos resultados. Aos pacientes, fica a gratidão de saberem que podem ser cuidados através da sensibilidade, fazendo daquele momento tão difícil algo mais agradável e em alguns momentos até prazeroso. E a você, resta aproveitar a dica e usufruir dela, aqui também, do lado de fora! Vamos CANTAROLAR?!

“...QUEM DERA PUDESSE LEVARTE ONDE VOU, OU ENTÃO FICAR CONTIGO ONDE ESTÁS, SÓ PRA TOCAR TEUS OUVIDOS, PULSAR COM O TEU CORAÇÃO, FAZER TEU ESPÍRITO LEVITAR. EU CANTO O MEU LAIARAIÁ, ME ENCANTO E ENCANTO. IMPLORO, SUPLICO, QUE TU VENHAS CANTAROLAR COMIGO...”

Très - Fevereiro.Março / 2013

13

O dia-a-dia do Projeto

»

Os períodos de inserção musical, originalmente nomeados pela equipe como “Momento Psiu”, são realizados em sonorização ambiente de baixo volume, em sessões de 60 minutos matutinas e eventualmente vespertinas;

»

A seleção musical é individualizada de acordo com o perfil dos pacientes e diagnósticos;

» »

Os pacientes são avisados pela equipe quanto ao início e término; Avisos são colocados nas portas de acesso sinalizando a não interrupção para funcionários externos;

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A equipe recebe orientação para não realizar procedimentos salvo casos de urgência e emergência, bem como a manter silêncio na medida do possível;

»

Redução dos ruídos através da diminuição dos alarmes de monitorização com aumento da vigilância de sinais vitais, assim como o afastamento de qualquer barulho externo;

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Re l ato d iá r io e m l iv r o de ocorrências. Projeto: Carlos Eduardo da Costa Nunes Bosso – Médico Coordenador da UTI Coronariana Andrea Nunes Barroso – Psicóloga Vivian Fabris – Enfermeira Coordenadora Texto: Maristela Coimbra – Assessora de Imprensa Santa Casa


Um pouco Mais

Por: Lucas Miolla - Foto: Daniel F. Luizari

As duas caras cabamos de passar o carnaval. Não é segredo para quem lê este texto no bom português, língua oficial do país mais carnavalesco que há. Nessa época, precisamente nesse tipo de festa, as pessoas costumam se vestir a caráter (ou despir a caráter), de uma maneira alegórica, divertida, especial. Na TV, rainhas de bateria explicam a origem patriótica de suas fantasias, com que suas plumas representam aves vindas da África em busca da libertação dos povos e da brasilidade do samba. O resultado de toda essa alegria, além de uma boa sacudida na economia, muito coma alcoólico e gravi-

dezes indesejadas, é a permissão ao povo de realmente se libertar, colocar os anjos, demônios e o que houver dentro de si para fora. Tal efeito é dado pela fantasia, principalmente as máscaras. Graças a elas, o carnaval é aguardado por muitas pessoas, por ser aquele momento em que se pode colocar as asinhas de fora, aprontar e se sentir um espírito livre. Razão disso é que, assumindo um papel alegórico, disfarçando sua identidade, as pessoas se sentem menos inibidas de deixar rolar a festa. De máscara, é como se ninguém nos visse ou reconhecesse, pois não estamos mais lá, e sim nosso perso14

Très - Fevereiro.Março / 2013

A

da fantasia


Très - Fevereiro.Março / 2013

nagem. E pouco precisamos refletir sobre o que fazemos quando ninguém está olhando. Usar uma máscara é como entrar em cena, porque deixamos de lado nossas particularidades e passamos a viver uma nova realidade. Quer seja uma inventada, ou uma que sempre esteve no nosso íntimo. Psicologicamente, elas nos aproximam do nosso anima, que é como se fosse um lado nosso que nunca mostramos. Já historicamente, elas sempre tiveram uma função ambígua. Desde o Paleolítico, cobrindo o rosto em partes ou completamente, tanto serviram para disfarçar e ocultar uma identidade, quanto também para revelá-la ou encarnar uma personagem. Sempre espelhadas na natureza ou no homem, elas foram utilizadas para atrair ou expulsar espíritos, em representações teatrais e ocasiões festivas. A partir daí, da religião à arte, passando pelo dia-a-dia, elas têm a capacidade de nos transmitir para uma dimensão livre. Além do que se faz com a fantasia, propriamente dita, as máscaras são implantadas na nossa realidade em forma de metáforas, e não só fisicamente. Durante nossas atividades diárias, no convívio social, elas aparecem como camuflagens que moldam nossas palavras e ações para que vençamos a guerra em certas circunstâncias, e muitas vezes somos levados a suprimir os nossos ideais para isso. Acontece quando sorrimos para fotos que vão para o Facebook; para forçar a cara de bravo na repreensão a uma pirraça do filho; no jogo da sedução, que hostilmente é vencido por quem se mostra mais indisponível; ao cumprimentar a amiga invejosa; no fetiche de um casal; e gravemente, na hora de se apresentar para a sogra. Para o ser humano, cuja sensibilidade ultimamente é tão superficial, não conta tanto o que está por trás das máscaras. Elas são a verdadeira face até que se prove o contrário. Portanto, é assim, ao provar o contrário, que acaba a magia dos adornos de fantasia: o personagem, a situação crível, ou a cena, termina quando a máscara é tirada. O clown deixa de ser, quando tira fora o nariz de palhaço. E aí vem o problema: dar a verdadeira cara a tapa, porque de dimensão livre, a máscara pode passar a ser uma necessidade obcecada. Por isso, o melhor uso desse adorno é a consciência de quem realmente está por trás quando se usa. Autoconhecimento. Ou seja, se há coragem de viver e sair na rua após tirar da face os disfarces, enfrentar as consequências depois da farra toda que passou. O que faríamos se ninguém pudesse nos reconhecer? Talvez esse personagem a gente já saiba, então não se esqueça de tirar a máscara após o baile. Porque todo sorriso é bonito, mas apenas os verdadeiros contagiam. 15


Gastronomia

Por: Camila Galindo - Foto: arquivo

Com ou sem

cobertura?

Você pode até encher os olhos ao ver uma bela pasta americana, mas encher a boca mesmo vai com a nova tendência gastronômica para este ano: o moderno e saboroso “bolo desconstruído” um toque de limão e tal combinação, definitivamente, não apetece a todos os paladares. Então, como a confeitaria não deixa a desejar, atualmente vêm surgindo diversas novidades que são capazes de aliar modernidade a sabor. Uma dessas opções que deve ser mencionada é o “bolo desconstruído”. É um bolo de massa clara ou escura, cortado em camadas e recheado com cremes de diversos sabores. Atualmente, a decoração preferida para essa delícia fica a cargo das frutas vermelhas e de flores! Além de ficar lindo, esse bolo pode ser executado por qualquer pessoa, desde que haja empenho e capricho. Mas é importante dizer que apesar de não conter cobertura, esse bolo exige muito cuidado em sua confecção, pois pode desmoronar ou não ter o efeito desejado. A verdade é que esses “bolos desconstruídos” já estão aparecendo desde o ano passado em festas mais “modernetes” e prometem vir com tudo em 2013!

Très - Fevereiro.Março / 2013

T

odos nós, acredito que sem nenhuma exceção, já enchemos os olhos com as maravilhas da confeitaria. Nada como um bolo maravilhoso, bem decorado e repleto de detalhes. A confecção dessas lindezas é proporcionada por uma incrível descoberta gastronômica que merece ser compartilhada: a pasta americana. A pasta americana nasceu há mais de 100 anos na Inglaterra! Chegou ao Brasil nos anos 80 por uma chef argentina que assim denominou esse tipo de cobertura para bolos e doces. Fora do Brasil, é chamada de Rolled Fondant (fondant de rolo) ou Sugar Paste (pasta de açúcar). Na maioria dos casamentos, festas de 15 anos ou qualquer outra data que mereça um bolo suntuoso, a pasta americana é usada como cobertura, já que é fácil de moldar e é capaz de atingir qualquer formato. Por isso, quanto à forma e design não há o que questionar: a pasta americana permite criações incríveis! Podese moldar verdadeiras esculturas em forma de bolo. Porém, como nem tudo é perfeito... O sabor da pasta não acompanha a beleza de sua aparência. Ela é feita tradicionalmente com açúcar, glucose e

16


O Famoso Foto: Amanda Carvalho

Um dos maiores nomes da luta pelos direitos da mulher é a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Há 28 anos, ela foi vítima da agressão do marido e quase morreu. Desde então, tem dedicado sua vida a combater a violência contra a mulher. Sancionada em 07 de agosto de 2006, a Lei 11.340 - que protege vítimas de violência doméstica - recebe o nome de Lei Maria da Penha em sua homenagem. Em março é comemorado o dia internacional da Mulher. Portanto, a Très entrevista a delegada Daniela Roefero Marrey Sanchez, titular da Delegacia da Mulher de Presidente Prudente, que aborda melhor sobre os mecanismos dessa lei aqui na região.

Daniela Sanchez


Très: Como se procede para fazer uma denúncia de violência contra a mulher?

Très: A Lei Maria da Penha já tem seis anos. Existe resistência das mulheres para denunciar os abusos de violência de seus parceiros?

Très: É comum mulheres registrarem queixas nas delegacias e depois retirá-las. As mulheres têm dificuldade de enfrentar as ações de violência?

Daniela: A denúncia pode ser feita através da Polícia Civil ou Militar, através dos Centros de Referência de Atendimento existentes nos municípios, nos órgãos de saúde pública, bem como através de relatos feitos de forma anônima ou não, aos telefones 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e ao Disque Denúncia – Disque 100. Não obstante haverem passado 7 (sete) anos da promulgação da Lei, o que implica em constantes campanhas de divulgação de seu teor, muitas mulheres ainda temem que o autor fique mais agressivo se denunciado. Outro fator que traz resistência à denúncia é o chamado “ciclo da violência”, formado pelas seguintes etapas: tensão – agressão – reconciliação (“lua de mel”). Nesta última etapa, em que o agressor se mostra “arrependido”, a mulher tende a acreditar na alteração comportamental prometida e deixa de denunciá-lo. Essa omissão somente deixa de ocorrer quando o ciclo passa a se repetir de modo continuado.

Très - Fevereiro.Março / 2013

Daniela: Pode ocorrer de a mulher lavrar o registro dos fatos no momento da agressão e passado o período crítico, tentar “retirar a queixa” – como no citado “ciclo da violência” -, entretanto a legislação processual penal não mais permite esta manobra, uma vez que no ano de 2012 foi realizado o julgamento de uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal, que assentou a natureza de ação pública incondicionada aos crimes de lesão corporal de natureza leve, perpetrados no âmbito doméstico e familiar, excedendo assim, da esfera de vontade da mulher a decisão de “processar ou não” o agressor, após tê-lo denunciado. 19

Très: A sociedade tem participado diretamente para o funcionamento da Lei Maria da Penha?

Sim. A sociedade pode e deve participar no funcionamento da Lei Maria da Penha sendo menos tolerante aos atos de violência, através das denúncias dos fatos que têm ciência às autoridades competentes ou, principalmente, que foi vitimada.

Em que consiste a violência “simbólica” e por que as mulheres têm dificuldade em identificá-la?

Daniela: “Violência simbólica” é um conceito extraído da sociologia, em que a coação passa a ser reconhecida através da imposição e sedimentação de crenças e valores. No caso da violência doméstica, a violência simbólica consiste no fato da sociedade ainda reconhecer a figura masculina como mais forte e provedora, ensejando exigências à figura feminina, que devido aos costumes fixados ao longo dos anos, não seriam percebidas e interpretadas como violentas.

Très: Ao não denunciarem os agressores, as mulheres acabam reafirmando a violência sofrida?

Sim, pois ao se calar diante de um ato de violência, a vítima compactua com a ação que a vitimou, porquanto nos dias atuais não se pode falar em desconhecimento da necessidade de denunciar o agressor como modo de freá-lo, devido ao grande número de campanhas deflagradas pelo governo, disponíveis em todos os segmentos da mídia, que pregam e incentivam que as mulheres agredidas se rebelem contra seus agressores.

Très: Que avaliação você faz dos seis anos da instituição da Lei Maria da Penha? Quais os avanços e limites?

Daniela: O principal avanço trazido pela Lei Maria da Penha é o tratamento diferenciado dado à violência doméstica e familiar às outras formas de violência, devido a sua peculiaridade. Entretanto por se tratar de modificação recente, ainda se torna necessária a adaptação do Estado com a criação de Juizados Especiais, maior número de Delegacias Especializadas, abrigos e Centros de Referência em Atendimento à Mulher.

Très: Uma frase.

Daniela: “E lembre-se sempre, na tristeza ou na felicidade, que isso também passa!” (Chico Xavier)


Um pouco Mais

Por: Claudia Junqueira - Foto: Amanda Carvalho

De Prudente para Brasília

– ou melhor, para o mundo!

as clientes ao longo de todos esses anos, e se emociona: “A satisfação do cliente é a minha satisfação. Pra mim não é abrir uma loja e vender, tem que conquistar os clientes. Fazer com que eles se sintam à vontade na minha loja, fazer com que eles saiam satisfeitos com o produto que eles estão comprando. Minha preocupação é com a qualidade do atendimento até a qualidade do produto que eles estão levando. Isso pra mim é o que conta, isso é muito importante.” Resta-nos agora desejar sucesso a essa grande empresária, mulher e designer que vai nos deixar saudade, além de suas belas obras de arte em forma de bolsas, mochilas e outros artefatos em couro, que agora vocês poderão encontrar com comodidade e praticidade no belo website da VOXA do e-commerce pelo endereço www.voxa.com.br. 20

Très - Fevereiro.Março / 2013

F

alar que 2012 foi o ano do e-commerce no Brasil é cair no lugar comum. Pode-se dizer que 2012 foi o ano da consolidação do e-commerce como um canal estratégico e relevante do varejo. O crescimento das vendas online é notável e irreversível, e tende a se manter não só em 2013 como nos próximos anos também, segundo apontam estudiosos da área de marketing. Pensando em abocanhar uma fatia desse crescente mercado e por razões profissionais que a fazem partir da cidade de Presidente Prudente com destino a Brasília, a designer, formada em Moda pela Universidade Belas Artes de São Paulo, Sarah Baker Vitale, não ficou para trás. Com seu website da VOXA em funcionamento há um ano, Sarah mantém o e-commerce a mil por hora e está satisfeita com os resultados. “Como é um mercado que está crescendo, as pessoas estão tendo o hábito de comprar mais pela internet, pois elas têm mais comodidade, praticidade, facilidade e até o contato com a gente para estar online, tirar dúvidas, como o que compra, como faz para achar aquela bolsa da VOXA que ela gostou, etc.” – diz Sarah, feliz com os resultados, contando que as vendas pelo site têm alcançado cidades tanto no Brasil como no exterior. Outro ponto forte da marca, há cinco anos no mercado, é a exclusividade do produto. Com peças únicas, confeccionadas em pequenas quantidades, com matéria prima (couro) de primeira linha, fez com que Sarah tenha conquistado uma clientela fiel e exigente. Não se repete o mesmo modelo ou couro e isso faz toda a diferença na hora de se optar por uma bolsa ou mochila VOXA. A designer gostaria de agradecer todo apoio e carinho de todas


Os segredos foram revelados: Confira os novos pratos do La Cucaracha.

Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2013

Caliente como Prudente. Saboroso como el MĂŠxico. 35


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Um pouco Mais

Por: Claudia Junqueira - Fotos: cedidas

O sabor e a tradição da Arábia mais perto de você! mignon ou frango, kafta, sfihas e beirutes diversos além das deliciosas sobremesas árabes como o ninho, a burma, a bekleuwa e o maamoul, que são folhados ou de cabelo de anjo, recheados com nozes e mel ou pistache e mel. A novidade é o cordeiro, que será oferecido nas opções de kafta e o carret. Tudo isso em um ambiente bem aconchegante, com área externa aberta supercharmosa. O Alabab funciona como rotisseria a partir das 14h (fecham apenas no domingo e na segunda-feira) e a la carte a partir das 19h, oferecendo também a opção de rodízio todos os dias de funcionamento. A partir de março, a casa abrirá aos domingos para almoço e rotisseria das 10h às 15h. A casa também faz reserva para eventos e confraternizações, tanto na casa quanto em empresa ou residência do cliente. Alabab, que em árabe significa “Ala – Deus” e “Bab – porta”, é mais ou menos como “entrada para o reino de Deus”. Com todas essas delícias dos deuses, pode-se dizer que, uma visita ao Alabab é nada menos que uma entrada para a porta divina dos sabores! Av. Quatorze de Setembro, 2438 - Pres. Prudente Fone: (18) 3222-0354

Très - Fevereiro.Março / 2013

Très - Fevereiro.Março / 2013

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e família e tradição árabe, afamília Nagle, do proprietário Eduardo Nagle Ferreira, há um ano inaugurou o primeiro restaurante da família em Prudente: o Alabab. Seu irmão, o empresário Jorge Ferreira, já possui três casas gastronômicas de comida árabe na cidade de Marília: o Baba e Baba Grill (no Shopping Esmeralda) e o Baba Rotisseria. A origem árabe vem da Síria, de onde migraram sua mãe, Mentaha Nagle, e seu pai, Wady Haddad, quando jovens para o Brasil. Segundo Luciana Nagle, neta da Sra. Mentaha, vieram dela as deliciosas receitas e o sabor que prevalece nos saborosos pratos variados que as casas oferecem. “Quando chegávamos em Marília sentíamos o cheirinho que descia as escadas do apartamento dela.” – conta Luciana, que trabalha na parte administrativa do Alabab. Após um período de treinamento nos restaurantes de Marília, Antônio Gomes Catarino Kusano, gerente e também chef de cozinha da casa, aprendeu todos os dotes culinários da Sra. Mentaha e passou a produzir as mais variadas delícias em pratos árabes. São tabule, kibe cru, homus tahine, babaganuch, coachada seca e temperada, charuto, kibe assado e frito, michui

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Editorial de Moda

wild

Born to be fotos: AMANDA CARVALHO e THYANE BRITO modelo: VIVIANE ABELBECK beleza: ISABELLA CARVALHO manicure: SEÑORITA NAIL produção de moda: LUCIANA CARMARGO

Clarice Lispector

locação: TRILHA ECOLÓGICA DO PARQUE ECO ESPORTIVO DAHMA agradecimentos: THALES HENRIQUE, GUSTAVO MORALLES, MAYNE SANTOS E DANIEL LUIZARI 28

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“Sou uma filha da natureza: quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só... Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo.”


Look total QUEEN MULTIMARCAS Sandália CLÁUDIA CRUZ e crucifixo NAIA CUNHA
 Queen Multimarcas 3916-4181 Cláudia Cruz 3222-1388 Naia Cunha 3223-6553


Editorial de Moda

Shorts e pulseira COLCCI Camisa e cinto ELLUS Colcci 3221-7355 Ellus 3221-1027


Vestido e colar DRESS UP Dress Up 3916-7613

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Editorial de Moda


Joias NAIA CUNHA
 Naia Cunha 3223-6553


Editorial de Moda

Blusa e Calça MARCIA MONDINI, sapatos EXCLUSIVA e acessórios CAROLAS STORE

Body DRESS UP Botas LESSÔ Dress Up 3916-7613 Lessô 3223-8039

Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2013

Marcia Mondini (18) 3223-4129 Exclusiva (18) 3223-3433 | 3221-5015 Carolas Store (18) 3908-7373


Joias MARISA CLERMANN Marisa Clermann 3222-9009


Top e saia ÚNICA, sapatos EXCLUSIVA, brincos CAROLAS STORE Única (18) 3903-1122 Exclusiva (18) 3223-3433 | 3221-5015 Carolas Store (18) 3908-7373

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Editorial de Moda

T-shirt e saia jeans LELÉ DA CUCA, botas CLÁUDIA CRUZ e lenço ELLUS Lelé da Cuca 3222-6544 Cláudia Cruz 3222-1388 Ellus 3221-1027

Camisa e Saia VINTÁ, sandálias CLÁUDIA CRUZ e clutch QUEEN MULTIMARCAS

Très - Fevereiro.Março / 2013

Vintá (18) 3222-0695 Cláudia Cruz (18) 3222-1388 Queen Multimarcas (18) 3916-4181

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Kaftan ZETA e joias NAIA CUNHA ZetA 3222-0707 Naia Cunha 3223-6553


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Um pouco Mais

Por: Claudia Junqueira - Foto: arquivo

Dance, dance dance!!

Quem esteve na última vez que o DJ e produtor alemão Christian Wedekind (D-Nox) se apresentou na cidade, a convite da ENTER PRODUTORA e do PUB MUSIC N’ BAR, não se esquece da energia que tomou conta da pista. Repetindo a dose agora no dia 23 de fevereiro para outra noite que promete ser inesquecível, D-Nox concede esta entrevista exclusiva à Très.

Entrevista D-nox 03

Très: O que você espera em termos de música e o que preparou no seu “case”? Christian: Isso é uma coisa que eu realmente nunca sei antes dos meus sets. Eu tenho uma coleção imensa de músicas e vocês terão que esperar até eu chegar ao clube e ver com qual o humor o público vai estar para assim eu escolher as tracks. Preciso ler as pessoas primeiro, para depois decidir o que tocar. Mas sim, será no meu estilo de tocar techno, tech house e um pouco de deep house.

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Très: Como você enxerga as novas tendências da música eletrônica hoje em dia? Christian: Eu gosto muito delas. Está muito melhor do que há dois anos atrás. Temos muitas boas produções musicais hoje em dia. Gosto muito desse novo deep house ‘a la Maceo Plex’.

Très: Chris, na última vez que você veio para Presidente Prudente, quebrou seu recorde nacional! Você tocou por cinco horas consecutivas. Quais são suas expectativas para sua terceira vez na cidade? Pensa em quebrar outro recorde? Christian: Sim, eu me lembro bem da última vez em Prudente. Não penso em quebrar novamente esse recorde, mas estou ansioso para outra noite divertida com muitas pessoas que se deixam levar pela música. Não há nada melhor do que fazer todos se conectarem, sob a mesma onda e se esquecerem do tempo. Isso é maravilhoso!

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Très: Prefere tocar em festas fechadas ou abertas? Christian: Eu gosto de ambas. Nas fechadas eu tenho momentos muito íntimos com o público enquanto nas festas abertas tudo pode se tornar muito emocional.

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Très: Na sua opinião, quais DJ’s/produtores ou projetos estão realmente crescendo no Brasil? Christian: Victor Ruiz.

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Très: Como você administra sua carreira, viajar tanto, produzir música e ainda ser pai? Christian: Eu me deixo levar com o fluxo da vida e dou a cada parte da minha vida seu devido tempo. Primeiro vem a família, depois a música e depois produzir música e administrar meu selo, essa é a ordem.

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Très: Melhor track de todos os tempos. Christian: Puhhh… Questão difícil… talvez fosse algo do Depeche Mode...

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Bate Papo

Por: Paulo Brazyl - Foto: Amanda Carvalho

Benedito Manoel

Sabará

_”Esporte também é cultura!” Vou aproveitar a sua própria frase para abrir esse nosso bate-papo destacando a importância de desmistificar a “questão do status da performance do atleta profissional em relação a qualidade de vida desse mesmo atleta”. E também pedir para que você traga ao público da Très um pouco dessa proposta importante que faz parte da política de trabalho do SESC de conscientizar e incluir pessoas em práticas esportivas que além da competição, objetivam auxiliar o indivíduo no seu próprio fortalecimento físico e até mesmo social.

No esporte o principal objetivo é despertar nas pessoas o interesse e o gosto pela prática de alguma atividade esportiva, principalmente pensando na melhoria da saúde e na qualidade de vida. Procuramos oferecer à comunidade o contato com os mais variados tipos de esporte. E com esse objetivo e procurando atender a várias faixas etárias, temos o Esporte Criança a partir dos 3 anos, que busca através de atividades lúdicas o desenvolvimento integral da criança e despertar o interesse pelo aprendizado do esporte. Dentro do esporte trabalhamos também com a reciclagem de profissionais da área, exposições e a circulação de atletas renomados do cenário nacional e internacional que desenvolvem clínicas e bate-papos com a comunidade. Nas atividades permanentes eu destacaria a fisioterapia, que consta de atendimentos em hidroterapia e cinesioterapia para aproximadamente 220 pessoas encaminhadas pelo SUS, com o objetivo de reabilitação, e são divididas em grupos por patologia como fibromialgia, osteoporose, DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), coluna e outras. 40

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Cultura, esporte, saúde, qualidade de vida. A Très conversou com Benedito Manoel, conhecido carinhosamente como Sabará, gerente do SESC Thermas de Presidente Prudente, que nos fala, inclusive, sobre as propostas de atuação em 2013 e as diretrizes da instituição que objetivam a reestruturação da unidade.


Bate Papo

O Dia do Desafio é um movimento que ressalta a inclusão social, a integração, a criatividade e a autonomia das lideranças comunitárias na mobilização dos cidadãos de todas as idades, em direção ao objetivo de modificar hábitos e implantar rotinas saudáveis no cotidiano das pessoas. Esse evento acontece em todo continente americano e em 2012 mobilizou mais de 50 milhões de participantes de 21 países das Américas, envolvendo 3.432 cidades. Ele é coordenado pelo SESC São Paulo, em parceria com a TAFISA (Trim & Fitness International Sport for All Association). Na região, temos 65 cidades participantes e mais de 400 mil pessoas, sob a coordenação do SESC Prudente. O evento acontece sempre na última quarta-feira do mês de maio. Em algumas cidades, essas atividades tornam-se integrantes da programação semanal como clubes da caminhada, passeio ciclístico, ginástica laboral e outras.

_Cultura não está apenas relacionada às manifestações e práticas artísticas. Qual é a cultura de uma região? Qual é a cultura de uma cidade? Qual é a cultura de um bairro? Ou o mais correto seria perguntar “quais são as culturas desses lugares e como podemos nos relacionar com todas elas e partir delas?” O SESC tornou-se referência no Brasil no exercício de produzir e difundir cultura com a responsabilidade de promover o novo, a experimentação, o estranhamento. As novas tecnologias têm ganho cada vez mais espaço nas recentes produções culturais. A Très gostaria de trazer aos nossos leitores um pouco do que o SESC planeja realizar em 2013 incluindo a junção de linguagens e propostas tecnológicas.

O principal objetivo da programação do SESC, além da educação permanente, é provocar nas pessoas questionamentos, reflexões e estranhamento. O contemporâneo é a melhor ferramenta para isso. Além da preocupação constante da equipe de programação em oferecer atividades inovadoras, está cada vez mais presente a proposta de mescla das várias linguagens culturais. Continuamos na parceria da realização do FENTEPP – Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente. Ainda no primeiro semestre teremos o Circuito SESC de Artes em Tupã, Osvaldo Cruz, Lucélia, Adamantina e Presidente Venceslau; a Caravana Esportiva em várias cidades, e a possível itinerância do Festival SESC Melhores Filmes. Este ano pretendemos dar um pouco mais de ênfase na programação de dança, não só com espetáculos, mas também com a programação de oficinas para o público interessado.

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_Em linhas gerais, sabemos da proposta de reestruturação física da unidade do SESC Thermas de Presidente Prudente. A Très gostaria de finalizar este bate-papo, trazendo aos nossos leitores as diretrizes, projetos e planejamentos que estão em curso com o objetivo de efetivar da forma mais adequada possível a nova ocupação desse espaço tão singular em suas características. O SESC Thermas de Prudente é o que chamamos de uma unidade provisória, pois suas instalações foram adaptadas para o desenvolvimento de nossas atividades e ainda carecem de uma padronização que ofereça condições mais adequadas de utilização pelo público e também pelos artistas. Espaços que possibilitem a implantação de outros programas e atividades desenvolvidas em outras unidades do SESC São Paulo. Visando essa adequação, está em andamento a elaboração de diretrizes técnicas e de programação, através de uma equipe formada por técnicos e engenheiros, para um futuro concurso entre arquitetos visando a escolha de um projeto arquitetônico das futuras instalações do espaço. Esse projeto provavelmente englobará uma reforma do Parque Aquático e vestiários, construção do Espaço Criança, Comedoria, salas de multiuso, cobertura da quadra esportiva e consultórios odontológicos.

Très - Fevereiro.Março / 2013

_Sabemos que eventos como o “Dia do Desafio”, que como o próprio nome sugere, acontecem em um único dia, têm reunido a cada ano um número maior de pessoas em todos os municípios participantes. A Très gostaria que você falasse um pouco sobre a proposta desse evento e seu potencial de funcionar também como ponto de partida para a adoção de diversas práticas esportivas tanto por parte dos participantes, como também, por parte dos espaços onde ele acontece.


COBERTURA - Inauguração Rota 567 Snooker Bar Por: Claudia Junqueira

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esde as paredes de um lindo verde contrastando com o vermelho das cadeiras às belas luminárias de palha entrelaçadas, o Rota 567, além de maravilhoso, é extremamente aconchegante. Com o conceito de diversão e lazer, o lugar oferece várias mesas de sinuca em um ambiente climatizado além da área externa que é um charme. A cozinha é divina e conta com diversas opções de petiscos e pratos variados. O legal é ficar atento às promoções que a casa oferece e para isso basta ficar de olho na página no Facebook do 567, sempre atualizada com notícias e fotos bacanas. Com tantas novidades, só resta dizer que o Rota realmente veio para ficar! Geysa Spinelli Ana Flávia Trevisan e Gino Carmona

Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2013

Wilson Guadanucci Júnior

Carolina Nogueira e Edilson Ribeiro

Fernanda Rossi e João Zanatta

Av. Da Saudade, 1905 Presidente Prudente Fone: (18) 3908-1777

Marília Murgo

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Sua História Emplacou!

Por: Eliane Gushiken - Fotos: Amanda Carvalho / Arquivo

Rua: Rosa Pirola Germiniani

Acima, na primeira foto e com a sanfona, Sr. Francisco, filho da homenageada D. Rosa Pirola Germiniani, que ilustra a foto ao lado.

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s linhas sempre foram bem entrelaçadas nos dedos. Era simples fazer os nós e os pontos até formar a correntinha. Depois, de carreira em carreira, pronto. Já estava prestes a ser arrematada mais uma peça por D. Rosa. Dona de uma técnica que reúne paciência, destreza e delicadeza, a nossa homenageada tinha no crochê o seu passatempo favorito. Sentava-se na varanda de sua casa e, no silêncio de sua concentração, passava horas se dedicando ao hobby para fazer blusas, toalhas, colchas e diversos outros estilos permitidos por essa arte. O destino era certo: ela presenteava os familiares e as amigas. Nascida em Vargem Grande do Sul (SP) em 1900, mudou-se para um sítio do bairro do Limoeiro em Presidente Prudente no final da década de 20. Morou um período com os filhos em Centenário do Sul (PR) após ficar viúva até retornar de vez a Prudente. Suas páginas de vida revelam momentos admiráveis. “Ela casou e foi morar na casa da sogra. Só que depois os cunhados foram casando e também passaram a morar lá. Imagina, eram várias famílias morando na mesma casa. O que me impressiona é que apesar disso, nunca brigaram, pois havia respeito. Hoje não existe isso”, observa D. Maria. Ela ainda conta que a “mãe”, como a chamava carinhosamente, realizava um serviço impecável na hora de lavar roupas. “A minha sogra trabalhou na fazenda e lavava as roupas finas das patroas. Tinha uma prática ao lavar e, também ao estender. Quando via uma roupa colocada de forma errada no varal, ela ia ensinar como deveria ser feito da próxima vez”. 44

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Entre retratos, enfeites, um relógio e uma televisão, a claridade do sol da manhã do domingo evidencia uma relíquia italiana: a sanfona. O instrumento era dedilhado pelo marido de nossa homenageada, D. Rosa, que gostava de ouvir constantemente os sons que eram reproduzidos pelo seu companheiro. O Sr. Francisco, filho da homenageada e sua esposa, D. Maria, apresentaram à Très uma história regada pela virtude da paciência.


“Ela me ensinou muitas coisas, mas a que eu considero a mais importante foi quando ela disse para eu sempre respeitar as pessoas...”

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Depois da união com Sr. Francisco, D. Maria assumiu o guarda-roupa da sogra. Como ela só usava vestidos, as costuras eram concentradas para essa peça. “Ela sempre pedia o modelo com gola inteiriça, bolso embutido, tecido lese, botões na frente e cinto. Sua cor preferida era a lilás”, lembra com carinho, D. Maria. A amizade entre as duas era tão forte que Sr. Francisco falou menos do que a esposa. “Minha mãe conversava mais com a Maria do que comigo. Era bonito ver esse respeito que uma tinha com a outra”. Sr. Francisco diz que a mãe sempre fazia tudo com muito carinho e era uma pessoa disposta. “Ela me ensinou muitas coisas, mas a que eu considero a mais importante foi quando ela disse para eu sempre respeitar as pessoas, principalmente os mais velhos”. Sr. Francisco acrescenta: “Minha mãe era uma mulher corajosa e nunca reclamava de nada, mesmo quando quebrou a bacia e ficou internada durante 30 dias”. O casal divide outros momentos da nossa homenageada, como por exemplo: a força para socar, torrar e moer o café, a especialidade em fazer massas, as presenças semanais na igreja, a alegria de reencontrar a irmã depois de 70 anos, o expressivo afeto com as comadres e o prazer que tinha em viajar e passear, mesmo em lugares simples. Simples como o perfil de nossa homenageada, que em setembro de 1983 deixou vestígios de saudades aos quatro filhos, netos e amigos. 45


A Très Curte Isso

Para onde nos atrai

o azul 01

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Ahh... O azul... Acredito que para a maioria das pessoas a primeira coisa que veio à cabeça quando leu o título dessa seção foi um mar de imenso e profundo azul. Para uns, azul turquesa. Outros, cobalto, marinho, enfim. Vai depender da memória e contextualização criativa da pessoa ao lembrar-se dessa cor tão fascinante. Março é mês do dia internacional da água e já estamos em comemoração! Mergulhe!

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»·« 01- saia trix zeta de r$ 210,00 por r$ 105,00 »·« 02- brincos naia cunha r$ sob consulta »·« »·« 03- pulseira turquesa bo.bô zeta r$ 100,00 »·« 04- anel naia cunha r$ sob consulta »·« 05- vaso de cristal di murano très chic r$ 1.849,00 »·« 06- garden seat madeira tailandesa très chic r$ 974,00 »·« 07- vestido 284 zeta de r$ 259,00 por r$ 77,70 »·« 46

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08- vestido dress up r$ 279,00 »·« 09- biquíni cortininha marinho com neon soufi r$ 82,60 »·« 10- biquíni cortininha franja turquesa soufi r$ 88,20 »·« 11- sandália carmen steffens r$ 279,90 »·« 12- bolsa zé pé r$ 260,00 »·« 13 bolsa carmen steffens r$ 999,90 »·« 14- sessão fotográfica com fotolivro estúdio triz r$ 680,00 »·« 15- colar de ágata azul e jade amarela cacá filippi r$ 233,00 »·« 16- drink frozen “orgasmo” deck bar r$ 12,90 47


Mulher Forte

Por: Claudia Junqueira - Fotos: Arquivo

Zilda Arns Neumann Passado janeiro em que comemoramos o Dia Internacional da Paz, vamos relembrar a história dessa heroína da saúde pública das Américas e dos Direitos Humanos


na, telefona para a Dra. Zilda Arns, perguntando se a irmã aceitaria pensar no assunto e se seria possível transformar aquela ideia em realidade. Em seu livro “Depoimentos Brasileiros”, ela conta: “Naquela noite, depois de receber um telefonema, estava sentada na mesa da copa e rezei para o Espíilda Arns é filha de Gabriel Arns e Helene Steiner, casal rito Santo me inspirar. Pensava para em como comebrasileiro de origem alemã, que teve 16 filhos, entre eles, çar um trabalho atender tanta gente. Esse trabalho Frei João Crisóstomo, o mais velho, Dom Paulo Evaristo feito pela Igreja deveria ser altamente replicável, Arns, cardeal de São Paulo, e três irmãs religiosas: Maria barato, atraente e impulsionado pelo amor fraterno”. Gabriela, Maria Helena e Ilda. Zilda, a 13ª criança, nasceu no dia E suas preces foram atendidas, o soro foi declara25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina. do o maior avanço do século na medicina. As mães Em 1953, começou a estudar medicina, na UFPR, e certa vez tinham dificuldade para ir ao posto buscar o soro, sendo entrevistada disse: “Um professor me reprovou no primei- então, ela começou a fazer em casa a mistura e ro ano, bem eu, sempre das primeiras da sala. Ele dizia que era assim foi criado o soro caseiro, fácil de fazer e acesabsurdo uma mulher cursar medicina. Mas virei pediatra, justo sível a todas as famílias. Dra. Zilda também fundou e coordenou a Pastoa matéria dele.” Zilda decidiu fazer medicina para se tornar ral da Pessoa Idosa, que possui cerca de doze mil missionária, contrariando o pai: “meu pai queria voluntários, para proteger, mensalmente, mais de que eu fosse freira e continuasse a fazer cateque- cem mil idosos. Este trabalho levou à reforma sanise. Quando me perguntavam por que não quis ser tária brasileira, que culminou com a consolidação freira, como minhas irmãs, eu respondia que não do Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação à edugostava de obedecer, que precisava ser livre...”. cação e à comunicação, afirmava: “a comunicação Ela sempre se lembrava de uma freira que dizia é um instrumento de defesa dos direitos da infânassim: “Deixa a Zilda voar, que ela vai longe, não cia.” Mãe humanitária dos Direitos Humanos, indipode proibir isso ou aquilo”, e Zilda voou muito cada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mais longe que se podia imaginar. mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto Conforme predito, ela foi longe, começando por 1000 Mulheres, possui um currículo tão rico e vasto quando recebeu o diploma do curso de Medici- quanto o legado que deixou ao seu país, se estendenna em Curitiba em 1959. do mundo afora na presenFez vários cursos de espeça de atos tão concretos, cialização, como Pediatria Dra. Zilda também fundou verdadeiros e reais, quanto Social e Educação Física. o amor fraterno que possuía e coordenou a Pastoral da No mesmo ano casou-se si, honrada por milhões Pessoa Idosa, que possui cer- em com Aloísio Bruno Neude títulos e premiada naciomann com quem teve seis ca de doze mil voluntários, nal e internacionalmente. filhos. Quase vinte anos para proteger, mensalmente, Era 12 de janeiro de 2010 depois, quando morreu seu quando um terremoto de 7 mais de cem mil idosos. Este marido, foi trabalhar no graus de magnitude devasplanejamento e na organi- trabalho levou à reforma tou o Haiti. De acordo com zação dos postos de saúde sanitária brasileira, que culo governo do país, 230 mil na periferia, onde exerceu a morreram e esse minou com a consolidação do pessoas função por 13 anos. Muitos número não leva em conta eram montados em casas Sistema Único de Saúde (SUS). corpos enterrados por funeparoquiais ou de freiras. rárias em cemitérios privaEm 1980, quando Albert Sabin esteve em Curi- dos ou vítimas enterradas pelas próprias famílias. tiba, ficou tão admirado com seu trabalho que a Segundo a ONU, o terremoto no Haiti foi o desastre convidou para coordenar a campanha de vacina- mais mortífero da primeira década do milênio. Dos ção Sabin, com o objetivo de combater a primeira pelo menos 230 mil mortos, doze eram brasileiros. epidemia de poliomielite, que começou em União Onze militares e uma médica, Zilda Arns de 75 da Vitória, no Paraná. Em seguida, em 1982, numa anos, Criadora da Pastoral da Criança, que encerra reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) a vida num último parágrafo do discurso, o qual não sobre a paz mundial, o Sr. James Grant, na época, chegou a terminar. Falava da importância de cuidar diretor executivo do Unicef, convenceu Dom Paulo das crianças “como um bem sagrado”, promovendo Evaristo Arns, que era o Cardeal Arcebispo de São o respeito a seus direitos e protegendo-os, “tal como Paulo, de que a Igreja poderia ajudar a salvar a vida os pássaros cuidam dos seus filhos”. de milhares de crianças que morriam de desidratação. Então Dom Paulo volta ao Brasil e, apoiado por Dom Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo de Londri-

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Por Claudia Junqueira

Coluna Bonjour

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1.Arlene Correia tirou férias na Europa e passou por vários países, dentre eles a Holanda. Aqui, na linda cidade de Rotterdam. 2.Bruna Rother Jafet com o marido Jorge Henrique Jafet passeia pelo vale do Loire na França. O casal mora na cidade de São Paulo. 3.Claudia Bongiovani tira férias na bela Florianópolis. 4.A designer de joias Fernanda Coimbra foi conhecer a joia rara do Brasil: Fernando de Noronha. Se encantou com as belezas naturais que a ilha tem a oferecer. 5.Joyce Zago se divertindo no show de Supla e João Suplicy no Sesc Thermas. 6.Juliana Vilela com as belas tartarugas do arquipélago de Los Roques na Venezuela. A jornalista e fotógrafa ficou admirada com a beleza do lugar! 7.Karen Matsuno e André Murad passeiam pelos lindos mares do caribe da bela Punta Cana. Karen passou seu aniversário por lá. 8.Lilian Coimbra com os netos Liam e Elizabeth, em um recanto do Park Big Sur, Estados Unidos. Sua filha, Maria Elisa, mãe dos pequenos mora na Califórnia. 9.Renata Trevisi com as filhas Maria Júlia e Maria Fernanda na praia de Maragogi. 10.Vivian Armelin passou as férias na cidade luz – Paris! Nada melhor para se divertir e voltar renovada com um banho de cultura do que passear pelas ruas da linda Paris... 11.Luciana Camargo acaba de voltar de uma viagem pelos mares cariocas. A fashion stylist passou por Ilha Grande, Angra dos Reis e Parati antes de voltar para arrasar na produção de nosso editorial de moda. 12.Rodrigo Bacarin e Thaís Seabra em viagem de lua de mel em Capadócia, Turquia. 13.Rodrigo Martins e Adriana Lebedenko no paradisíaco arquipélago de Los Roques, na Venezuela. 14. Débora Tomasette rasga as ondas do litoral de Riviera de São Lourenço. A prudentina mora em Bertioga com o marido. 15. Dorisa Medeiros em Salvador em frente à Igreja do Bonfim.


Agenda Cultural

Local • 27/02 - 03/03 Haverá uma mostra especial no Matarazzo de Guns Van Sant de terça a domingo às 19h30. Dia 27 você confere “Garotos de Programa”, dia 18 “Elephant”, dia 01/03 “Paranoid Park”, dia 02/03 “Encontrando Forrester e dia 03/03 “Um sonho sem limites”. • 15/03 O Sesc Thermas traz show do Criolo às 20h30 no Ginásio Municipal de Esportes. Quem curte o cantor de rap, mais conhecido por ser o criador da Rinha dos MC’s, não pode perder!

• 21/02 - 24/02 Acontece na Sala Condessa Filomena Matarazzo uma programação nacional de cinema com “Histórias do Cinema Brasileiro”. Um documentário que conta a trajetória do cinema nacional registrada por grandes cineastas. • 22/02 Quinta-feira às 19h30, no Parque do Povo, ao lado da pista de skate tem o projeto de cinema “Cine Pop”. O projeto itinerante visa divulgar e democratizar o cinema na cidade.

•24/02 Domingo às 20h, na Praça 9 de Julho, tem a “Noite da Seresta”. O evento reúne cantores ao ar livre i nte r pr et a ndo ca nçõ e s tradicionais que resgatam as grandes serestas brasileiras. • 27/02 Quarta-feira às 20h ocorre no Teatro Procópio Ferreira a peça: “Eu vi o sol brilhar em toda a sua Glória”. Um espetáculo de João Paulo Lorenzon, inspirado no universo de Luis Borges. Informações pelo telefone (18) 3902-4438.

• 23/02 Kaoll interpreta Pink Floyd sábado às 16h na área de convivência do Sesc Thermas. O show traz de forma cronológica versões instrumentais de canções do supergrupo britânico, por meio de arranjos e medleys que fundem elementos do rock progressivo, do jazz e da música brasileira. • 24/02 Domingo às 15h, na área de convivência do Sesc Thermas tem a peça “Ciranda das Flores” da Cia. Prosa dos Ventos.

Nacional e Mundial • 02/03 Acontece em Curitiba show com a cantora Maria Gadú no Grande Auditório do Teatro Positivo. Hoje aos 26 anos, a cantora foi apontada como o futuro da MPB. Radicada no Rio de Janeiro, ela emplacou algumas músicas em novelas globais. Após o estrondoso sucesso do primeiro álbum, Maria Gadú está na estrada com a turnê do seu segundo e mais recente, “Mais uma página”. O segundo trabalho de estúdio, lançado em dezembro de 2011, traz a cantora em uma versão mais madura e menos pop.

• 06/02 - 15/03 Em Berlim, ocorrerá durante esses dias, uma mostra sobre as divas do cinema internacional. Serão 14 fotos de grandes artistas como Marlene Dietrich, Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Meryl Streep, Catherine Deneuve entre outras. Très - Fevereiro.Março / 2013

• 05/02 Está em cartaz no MASP sem previsão de encerramento uma exposição espetacular: “Romantismo: a arte do entusiasmo”. Ao todo, 63 artistas estão na mostra, entre eles El Greco, Gauguin, Van Gogh, Monet entre outros.

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Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2013


Ensaio Fotográfico

Ilhas Galápagos

Terra de animais exóticos e paisagens deslumbrantes que tiram o fôlego. Foi essa a primeira aventura fotográfica no Equador. Todos conhecemos estas ilhas devido ao que estudávamos na escola com a teoria da Evolução de Darwin, mas o lugar vai muito além disso. Cheia de cor, encanto e mistério de seus habitantes com rica fauna e flora. Lá encontramos um ambiente completamente selvagem onde o ser humano não é reconhecido pelos animais como inimigo. Foram cinco dias cheios de aventuras e grandes descobertas, tartarugas gigantes com sua sabedoria pastavam livremente, iguanas multicoloridas ficavam imóveis ao calor do sol, lobos marinhos nadando e brincando entre si e pássaros muitos pássaros... Tudo rodeado por rochas vulcânicas e cactos com vegetações rasteiras de cores fortes. O Arquipélago é formado por 18 ilhas principais, total de 8010 km², cada uma com suas características e animais exclusivos. A viagem foi pela parte sul, fazendo parte da expedição: São Cristovam, Plaza Sul, Santa Fé, Santa Cruz e Espanhola.

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Revista Très - Dezembro.Janeiro / 2013

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Ensaio Fotogrรกfico


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Ensaio Fotogrรกfico

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Making Of Jo Padovan Jo Padovan, ex-aluna do fotógrafo Paulo Miguel. Começou a fotografar por terapia e acabou se apaixonando pelo poder da imagem e pelo impacto que causa nas pessoas. Hoje dedica quase todo seu tempo disponível a essa paixão. www.jopadovanphotography.com

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COBERTURA - Lua de Prata Acessórios Por: Claudia Junqueira

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eleza, charme, sofisticação e qualidade. As lojas Lua de Prata no Prudente Parque Shopping e Prudenshopping vêm com esses requisitos adentrando o ano de 2013 com muita variedade! Em novo local no Prudenshopping desde dezembro passado, para melhor atender seus clientes, está repleta de joias em prata e semijoias folheadas a ouro com pedras preciosas que nos fazem sonhar. Na Lua de Prata podemos encontrar também acessórios variados para cabelo que valem a pena conferir. Prudenshopping - Piso Washington Luiz Fone:(18) 3221-3221

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01- Detalhe anel 02- Lívia Peretti, Nely e Lúcia Martins. 03- Detalhes anéis 04- Dirce Maria de Resende 05- Carolina Galante e Francisco Meneguci 06-Kelly Lobo e Fabiana 07- Sônia Ligabon 08- Kelly Lobo 09- Nely Martins e Vera Baretto 10- Detalhes anéis 11- Douglas Rosseto e Cintia Kohori 12- Sílvia Bernardelli 13- Marli Giovanini 14- Nely Martins e Dirce Maria Resende 15- Detalhe brincos


#Assista

Por: Luiz Dalle

Oscar

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Conheça os indicados ao Oscar de melhor filme e suas chances ao prêmio mais importante do cinema mundial

Indomável Sonhadora

INDICAÇÕES

Belo trabalho independente, realmente enriquecedor. Não poderia ficar de fora da disputa, assim como a protagonista Quvenzhané Wallis, uma garota de apenas 9 anos, moradora da comunidade de Louisiana que se torna a mais nova a concorrer ao Oscar de melhor atriz.

O Lado Bom da Vida

INDICAÇÕES

Comédia romântica com doses dramáticas e atuações fortificantes do casal, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, indicados aos prêmios de melhor ator e atriz. Como todo bom filme do gênero, concorre por fora, mesmo sendo o único com indicações nas sete categorias principais.

A Hora Mais Escura

INDICAÇÕES

Kathryn Bigelow difunde coragem ao contar uma história em que todos nós sabemos o final: a captura de Osama Bin Laden pelo governo americano. Porém, trata-se aqui de uma das diretoras mais influentes dos últimos anos já premiada por “Guerra ao Terror”.

Lincoln

Très - Fevereiro.Março / 2013

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Principal concorrente e forte candidato ao prêmio máximo do cinema. O filme de Spielberg é, sem dúvida, a obra mais importante e madura de toda a sua filmografia, além de um exímio exercício de técnica e polimento cinematográfico. 62


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Os Miseráveis Musical muito louvado, porém, musical. A Academia já fez as pazes com o gênero em 2003 com o divertido “Chicago”, mas o drama “Os Miseráveis” deve ficar sem o prêmio principal e abocanhar alguns secundários, como figurino e direção de arte.

As Aventuras de Pi Ao lado de “Argo”, “As Aventuras de Pi” é um dos principais concorrentes com chances de desbancar o favoritismo de “Lincoln”. De apuro técnico e narrativo impecáveis, Pi não é somente um belo trabalho de Ang Lee, como um dos filmes mais importantes da última década.

Amor O belíssimo drama dirigido por Michael Haneke – “A Fita Branca” – possui o carisma da Academia por seu diretor estrangeiro. Se o clima entre os votantes for de profunda depressão, o filme pode acabar com prêmio maior em mãos, mas deve ficar apenas com o Oscar de filme estrangeiro.

Django Livre Épico de Quentin Tarantino ainda causa polêmica após sua estreia. É um filme com muitos defeitos, mas os votantes não cansam de presentear o diretor com novas oportunidades. Sem grandes chances.

Argo Grande filme sobre o resgate de um grupo de americanos no Irã. Incrivelmente, Ben Affleck ficou de fora da categoria de melhor diretor, justamente o que o filme possui de melhor. Boas chances ao prêmio principal ao lado de “Lincoln” e “Pi”. 63


#Leia

Por: Henrique Chagas

Livro:

O ESTRANHO NO CORREDOR De Chico Lopes · Nº de pags:151 · Preço: R$ 32,00 ------------------

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Chico Lopes, que começou sua carreira como contista e publicou três livros de contos elogiados pela crítica nacional (“Nó de Sombras”, “Dobras da Noite” e “Hóspedes do Vento”), sempre teve um anseio por escrever narrativas mais longas e foi elaborando novelas lentamente até chegar a “O estranho no corredor”, narrativa publicada pela Editora 34, que lhe valeu uma posição entre os dez finalistas do Prêmio São Paulo 2012 e também um Jabuti na categoria romance (terceiro lugar) em 2012.

Na obra, um homem solitário, com aspirações a escritor, leva uma vida discreta, sobrevivendo precariamente como professor numa escolinha de inglês, gastando o tempo ora com o diário onde anota memórias de infância, ora com um círculo de conhecidos. A esse quadro - estático apenas na aparência, pois que dotado de enorme tensão interior - vem se somar a aparição misteriosa de uma figura masculina ameaçadora, que se põe a perseguir o protagonista por todos os cantos, acelerando o tempo da narrativa com seus passos de uma musicalidade escura.

Um livro de crônicas alegres, melancólicas, tristes, algumas desesperadas, divertidas, outras bem-humoradas, às vezes até amargas, mas todas verdadeiras.

»Giane - Vida, arte e luta De Guilherme Fiuza

A biografia de Reynaldo Gianecchini conta como viveu a infância na cidade de Birigui, o início da carreira como ator, a participação nas novelas e como a descoberta de um câncer atingiu sua vida.

»A infância de Jesus De Joseph Ratzinger

É o novo livro do Papa Bento XVI, que provocou polêmica ao afirmar que não houve mula ou boi no estábulo de Belém e que a estrela, quase certamente, não era uma estrela, mas uma supernova.

»Van Googh - A vida De Steven Naifeh e Gregory W. Smith

Autores buscam esmiuçar sua vida conturbada, relacionamentos, devoção à religião, vida sexual desregrada, fracasso na venda de obras, loucura, orelha mutilada, e ao fim, sugerem uma explicação ao seu suposto suicídio. 64

Esconderijos do tempo De Mário Quintana

•Nº de págs: 88 •Preço: R$ 29,90

Clarice na Cabeceira - jornalismo De Clarice Linspector

•Nº de págs: 239 •Preço: R$ 37,50

Très - Fevereiro.Março / 2013

De Danuza Leão

•Nº de págs: 112 •Preço: R$ 24,90

»Danuza e sua visão do mundo sem juízo

•Nº de págs: 380 •Preço: R$ 39,90

•Nº de págs: 380 •Preço: R$ 39,90

•Nº de págs: 380 •Preço: R$ 39,90

no seubimestre. verãdddo. Um convite à literatura - Alguns títulos para aproveitar neste


Um pouco Mais

Por: Heloá Ribeiro - Foto: Thyane Brito/arquivo

Síndrome do

pânico

Antigamente a doença do século era a depressão, hoje já se sabe que é a ansiedade.

Heloá Ribeiro é formada em Psicologia, E cursa especialização em Neuropsicologia.

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Très - Fevereiro.Março / 2013

transtorno do pânico é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica. No dia-a-dia, quando as pessoas dizem que estão ansiosas, provavelmente estão se referindo a um estado emocional normal, um tipo de ansiedade que as fazem ficar acordadas até mais tarde na véspera de uma prova ou de uma entrevista para um emprego novo. A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento. Quem possui essa temível doença sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Não prever quando podem surgir novamente gera uma ansiedade chamada de antecipatória. A pessoa fica preocupada com o fato de que os sintomas possam aparecer numa situação para a qual não encontre saída nem ajuda, como dentro de elevadores, metrôs, aviões, salas de espera de médicos e dentistas, congestionamentos de trânsito. Se reagir de forma a evitar esses lugares a partir dessa experiência, desenvolverá uma segunda doença, a agorafobia, um quadro fóbico provocado pelo pânico não tratado. É o medo do medo! Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente pode ficar comprometida. O que caracteriza a agorafobia é a forma abrupta e inesperada. Bastam 30 segundos para a pessoa que estava se sentindo bem, ser tomada inexplicavelmente por sintomas como: boca seca; tremores; taquicardia; falta de ar; mal-estar na barriga ou no peito; sufocamento; tonturas. 65

Na maioria das vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Importante saber que os fenômenos psicológicos também passam pelo cérebro acionando a participação do sistema nervoso central e como todas as doenças psiquiátricas e psicológicas, não dá pintas vermelhas na cara como o sarampo e nem 39º C de febre. Por isso, é importante a família se informar lendo artigos sobre o assunto ou mesmo a internet pode ser útil para que entendam a natureza desta sofrida doença. É importante o paciente também ter um autoconhecimento sobre o que esta acontecendo. Saber que existe tratamento, que não é irreversível e que a doença não leva a loucura, já traz um grande alívio para a pessoa. Ideal é não deixar de ir aos lugares ou de fazer as atividades cotidianas por medo das crises ,ou seja, enfrentá-las. O terapeuta sempre terá que trabalhar no ritmo do paciente. As técnicas mais eficazes visam a ensiná-los a suportar o próximo episódio de pânico. Através da psicoterapia, é possível desenvolver e utilizar recursos internos antes inacessíveis e fortalecer-se como um todo. O trabalho psicoterapêutico extrapola o âmbito da supressão dos sintomas da doença e vai muito além. Não só a pessoa aprende a desfazer-se da doença, como aprende a desenvolver autoconfiança de um modo geral, aumentando a autoestima e adquirindo mais coragem para o enfrentamento das situações. Ela deixa de ter medos irreais, tornando-se mais feliz e saudável. Telefone para contato: (18) 8804-7247 R. Dona Militânia nº2 - Sta. Helena - Pres.Prudente


#Escute

Por: Claudia Junqueira - Fotos: arquivo

Nouvelle Vague

grande exclusividade à Très, Marc Collin diz que retorna ao Brasil em março pela quinta vez, fala sobre seu álbum em francês e releituras da bossa nova

Très: Como e quando tudo começou? Quem era Nouvelle Vague no começo? Marc Collin: Bem, é uma longa história, mas basicamente eu tive essa ideia um dia de fazer “covers” de música new wave em um estilo bossa nova, então chamei meu amigo Oliver Libaux (que era fã também de new wave e ótimo guitarrista) e começamos o projeto chamando alguns amigos para cantar. Era muito simples e fácil, preparamos o álbum todo em um mês, eu acho.

brasileira. 66

Très: Onde Nouvelle Vague mora, Paris ou Miami? Marc Collin: Paris! Mas sempre digo que Nouvelle Vague não é bem uma banda, é um projeto. Très: Quem está atualmente tocando com Nouvelle Vague? Marc Collin: Nos últimos meses, temos feito tours basicamente com três músicos de Miami, (cubanos e brasileiro). Eu toco teclado, Melanie Pain e Liset Alea cantam e temos também Zula, uma cantora e dançarina que também faz performance.

Très - Fevereiro.Março / 2013

Em primeira mão e com


Très: No seu último álbum, vocês fizeram algumas releituras de músicas francesas. Por que demorou tanto? Marc Collin: Principalmente porque a música “new wave” é britânica ou americana, mas havia algumas boas bandas francesas também e queria fazer com que as pessoas de fora a descobrissem. Très: Vocês já pensaram em fazer alguma releitura de bossa nova, como João Gilberto, Tom Jobim ou Vinícius de Moraes? Marc Collin: Não, pois são obras de arte em seu gênero (acústico) e não vejo o que eu possa trazer de novo ou interessante para essas canções. Très: Vocês já tiveram algum feedback negativo dos artistas originais, seja em termos de como vocês mudam as músicas ou se recusaram a colaborar? Marc Collin:Não que esteja ciente, toda banda parece realmente gostar do que fazemos pois é um verdadeiro tributo a suas composições, nunca tentamos imitar ou algo assim. Très: Quais são suas bandas favoritas? Marc Collin: College,Vitalic, Major Lazer… Très: Algum de vocês tem algum projeto de música paralelo? Marc Collin:Melanie Pain tem um novo álbum que foi lançado na Ásia neste ano, Liset tem trabalhado recentemente com Mathias Aguayo e está trabalhando no seu novo álbum. Eu recentemente produzi o primeiro álbum de Yasmine Hamdane que será lançado na primavera e estou preparando uma espécie de continuação de Nouvelle Vague Nv 2 O. Será uma surpresa!

Très: Vocês vieram quantas vezes ao Brasil? Como foi tocar para o público brasileiro? Marc Collin: Acredito que viemos quatro vezes, primeira vez somente para o Rio para um festival. O público é bárbaro e estamos adorando tocar no Brasil, retornaremos em março e não vejo a hora de voltar.

Très - Fevereiro.Março / 2013

Très: Entrevistamos nas últimas edições a Karina Zeviani, uma de suas vocais. Como é ter uma brasileira tocando na sua banda? Marc Collin: Karina é uma cantora fantástica e uma grande personalidade, foi muito divertido trabalhar com ela. Ela se tornou uma amiga e espero que seu álbum tenha sucesso.

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#Explore

Por: Natália Ferro - Fotos: Natália Ferro/arquivo

Smile Jamaica

Sorria pela terceira maior ilha do Caribe e conheça as maravilhas do Ocho Rios, uma charmosa cidade da Jamaica com natureza exuberante e praias

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m lugar exótico, repleto de belezas naturais, encantadoras, berço e inscultura e muita história. Localizada no litoral norte da Jamaica - nas águas paradisíapiração do rei do reggae cas do Caribe - Ocho Rios, antiga vila de pescadores, é hoje uma cidade que sobrevive exclusivamente do Bob Marley. turismo, conhecida como a baía mais bela do país e por ser berço e inspiração de Bob Marley. Ao chegar na cidade é impossível andar pelas ruas e não notar as referências sobre o Rei do Reggae: cabelos rastafáris, roupas e bandeiras com as cores vermelhas, amarelas e verdes, outdoors com imagens de Bob e a maneira como os moradores locais levam a vida. A pobreza salta aos olhos e faz contraste com os comerciantes estrangeiros donos dos comércios, hotéis e restaurantes. Depois dessa primeira impressão é hora de explorar o local: guias levam os turistas, ao som de muito reggae, para uma volta no centro da cidade e depois abrem o leque de opções das atividades. Uma das atrações principais é subir ou descer os 180 metros da famosa cachoeira do Rio Dunn, localizada dentro de um parque, formada por gigantescas escadas naturais e pequenas lagoas que se intercalam entre as quedas d’água. Todo o trajeto é acompanhado por guias e vale a pena chegar ao final e se deparar coma pequena praia de areias brancas e água cor azul-intenso, inesquecível! Outra opção é encarar um excêntrico mergulho. O Dolphin Cove é um aquário marinho natural construído na praia, onde é permitido nadar com tubarões, arraias ou golfinhos. Para os fãs do Bob Marley a grande oportunidade é visitar o vilarejo Nine Miles. Localizado nas montanhas, a duas horas de carro, você chega ao lugar que o cantor nasceu e pode entrar na sua casa, transformada em museu. Se a sua intenção é apenas relaxar, não se preocupe! Ocho Rios oferece inúmeras praias de água azul turquesa que contornam sua baía acompanhada de muito sol durante a maior parte do ano. Para levar lembranças da cidade, o melhor lugar é o Craft Park, um mercado aberto com feiras de artesanato e boa quantidade de lojas de souvenires. 68


Acima, foto da famosa cachoeira de 180 metros do Rio Dunn. Abaixo, uma vista clรกssica do mar azul turquesa da Jamaica.

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Meio Ambiente

Por: Antonio Cézar Leal e *Renata Ribeiro de Araújo - Fotos: cedidas / arquivo

“Construir um pacto sem causar impacto”

Os desafios para transformar o rio Paranapanema em meio de integração social, econômica e cultural dos povos.

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m 1886, o engenheiro Theodoro Fernandes Sampaio coordenou a Comissão Geográfica e Geológica pelos estudos do Rio Paranapanema para avaliar suas condições de navegabilidade. O relatório da viagem1 registra as dificuldades ao longo do caminho das águas que adentravam os sertões desconhecidos, povoados por perigos reais e imaginários e com inúmeras belezas e riquezas naturais. Em muitos trechos a navegação seria impraticável, exceto com altos investimentos, mas foi destacada a fertilidade do vale e o potencial do rio para “representar importante papel nas comunicações para o interior do país”, aliado à possível integração ao ramal ferroviário da Sorocabana e à linha telegráfica ao Mato Grosso. Hoje a maioria dos saltos e cachoeiras vencidos naquela viagem está submersa nos lagos de usinas hidrelétricas, sem eclusas, e o próspero vale do Paranapanema abriga cerca de cinco milhões de pessoas em centenas de cidades e importantes atividades econômicas. As margens fluviais estão ameaçadas pelo avanço da erosão e ocupação pela 70


agropecuária, residências de veraneio, hotéis etc. Suas águas têm boa qualidade e geram energia elétrica para a região e o país. Somando-se às usinas sucroenergéticas, gerar energia é uma das vocações do vale do Paranapanema. Essas características do Rio Paranapanema e o histórico de tentativas de transformá-lo em rio de integração social, econômica e cultural dos povos que nele vivem, foram fatores decisivos para um longo processo de articulação entre gestores públicos, usuários de recursos hídricos e entidades civis dos Estados de São Paulo e Paraná e da União, incluindo os Comitês estaduais já existentes, para a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, em 06 de dezembro de 2012.2 Os partícipes trabalharam intensamente para realizar os estudos básicos dos aspectos naturais, sociais e econômicos desta bacia, das normas legais e dos sistemas de gestão de água existentes, bem como para a definição do modelo, estrutura e funcionamento do Comitê e para a mobilização social objetivando sua implantação. De certa forma, os desafios enfrentados por Theodoro Sampaio e equipe assemelham-se aos atuais, tendo em vista que o CBH-Paranapanema está iniciando sua jornada e há um longo caminho a percorrer nas águas da integração, com o objetivo central de garantir a disponibilidade de 71

1 Vide arquivo digital em http://purl. pt/index/geral/aut/ PT/56476.html ou fac-símile da obra publicado pela Duke Energy. 2 Esse processo pode ser conhecido com mais detalhes em http://www.paranapanema.org. água e a sustentabilidade ambiental do desenvolvimento econômico e social nesta bacia hidrográfica. Além da energia e disposição que move os participantes, os ventos são favoráveis neste Ano Internacional das Nações Unidas para a Cooperação pela Água (2013), com data especial em 22 de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água. Todavia, será preciso sabedoria, diálogo e paciência para navegar por essas águas, chegar à “barra do Paranapanema”, unindo-se às águas do grande Rio Paraná, compartilhado com outros povos e países, e construir um pacto pelas águas do Paranapanema. Vamos todos navegar nessa integração!


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1.Carlinhos Amaral, Eva e Ricardo Matos, Paulo e Márcia Meluci na badalada festa do Di Jacintho, que ocorre todos os anos durante o pré-natal super agitado na casa de Ireninha Jacintho. 2.Juliana Zaupa e Di Jacintho receberam super bem todos os convidados e Juliana, gravidíssima na

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foto, deu à luz recentemente um lindo bebê: José Juliano! 3.Juninho, Fernando Nogueira, Marco Antônio Teixeira, Ennio Perrone e Jefinho no pré-natal do Di Jacintho. 4. Alessandra Bertipaglia e Daniela Pontalti foram prestigiaram os amigos Leo e Giu em noite de virada de coleção na Dhuo. 72

5. Giuliano Mazeti e Leonan Dantas recepcionam os vários convidados em noite de lançamento da Dhuo. 6. Tatiana Corrêa, Bel Maltempi e Luisa Maltempi também estiveram presentes no lançamento da Dhuo. 7. Priscila Poppi, Tatiana Sonvezzo e Heloísa Miguel na abertura da exposição “Prudente 24 horas” na Cultura Inglesa, com fotos selecionadas pela Très e publicadas na edição #13.

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Por Claudia Junqueira

Coluna Bonsoir

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Foto: Rodrigo Braga

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Foto: Rodrigo Braga

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8.Ricardo Sonvezzo e Paulo Miguel na Cultura Inglesa durante abertura da exposição “Prudente 24 horas”. 9. Dirce Zamora recepciona os amigos Geraldo Arruda, Ana Luiza Arruda, Tedinha Arruda, Caio e Camila Junqueira em sua festa de aniversário. 10. Luciane Lima e Dirce Zamora comemoraram aniversário recentemente com uma festa para amigos. 11. A formanda Isabella Carvalho

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entre as amigas no baile de formatura da 89ª turma de direito da Toledo que ocorreu no começo de fevereiro. 12.O formando Felipe Rotta e a namorada Beatriz Attab no jantar da 89ª turma de direito da Toledo. 13. Henrique Amorim e Cibele Spinelli casaram-se recentemente com uma super festa para amigos e familiares. 73

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Crônica

Por: Claudia Junqueira - Ilustração: Daniel F. Luizari

Quem perverteu

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intrigante e por vezes ultrajante a transição da Língua Portuguesa original para a falada (e muitas vezes cuspida) no Brasil. Sem entrar em pormenores oriundos do Latim, algumas palavras ainda utilizadas em Portugal foram “pervertidas” em nosso país. Uma delas, em especial, são as palavras “puta” e “puto”. Quem ousou pervertê-las? Pela etimologia, “puta” e “puto” vêm do latim putus, que significa “menina” e “menino” respectivamente. Até hoje em Portugal eles a utilizam da maneira pura, original (ou deveria dizer pudica?). Tenho um grande amigo português, o Pedro, que hoje vive no Brasil, que sempre me diverte com essas “nuances” da nossa Língua Portuguesa. Certo dia, ele estava contando-me um fato que ocorrera quando ele era pequeno, e assim dirigiu-se a mim: -Pois bem, uma vez em Lisboa, quando eu era

puto... - interrompo-lhe bruscamente com uma risada desconcertante e figurativa em minha cabeça (???). Então ele calmamente, e com uma sutileza que lhe é peculiar em seu nobre porte lisboeta, explica-me que, em Portugal, puto é lá usado como menino pequeno. Contudo, sempre quando ele diz essa palavra, não deixa de soar estranho a meus ouvidos. Talvez por ser ele uma pessoa extremamente bem educada, inteligente e que nunca diz palavrões, soa-me estranho por vezes. Acho que ainda não acostumei meus ouvidos a “desperverter” essa bendita palavra. A minha curiosidade é descobrir quem ou por que promiscuíram impiedosamente essas e outras palavras da Língua Portuguesa. (“Cacete” é pão e “bicha” é fila em Portugal). Será que “prostituto” e “prostituta” não eram bons o bastante para os brasileiros? Penso que naquela época alguém muito “puto” fez uma PUTA duma sacanagem por aqui e assim nasceram putinhos e putinhas ( no sentido do Português de Portugal) que por fim bagunçaram toda nossa Língua Portuguesa. Seja como for, não deixa de ser curiosa a origem desta “mudança de valores”, poderia assim dizer. Tenho que concordar com os portugueses e norte-americanos quando dizem que nós falamos “brasileiro”. Aliás, falamos brasileiro nordestino, brasileiro mineiro, brasileiro sulista, brasileiro paulista... 74

Très - Fevereiro.Março / 2013

os benditos putos?



Revista Très #14 - Fevereiro.Março