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editorial

a Mônica Tozetto, editor .br om e.c uch ato editora@revist

O ano finalmente começou? A expectativa gerada pelo Carnaval sempre me parece maior do que realmente ela é. Alguns segmentos da economia simplesmente ficam paralisados, aguardando a folia passar. Acho injusto, incômodo e, às vezes, irritante. Mas respeito quem goste. A revista touché! não falou do Carnaval, não vai falar a não ser por essas mal traçadas. Vivemos 2011 desde quando ele começou. Por isso acho que esta edição

está tão especial, cheia de surpresas, transpirando nosso modo de ver a vida. Cláudio Schiavi talvez seja a mais perfeita tradução de um chef de cozinha aqui em nossa cidade. Mãos habilidosas, gosto refinado e pratos acima de qualquer suspeita. A dica de São Pedro é duplamente especial. Turismo rural e também de compras, com mordomias no tamanho certo, preços suportáveis e surpresas na varieda-

de de ofertas no pequeno, mas competente comércio local. Nossos colunistas estão mais afinados do que nunca. Outra dica imperdível é a proposta de alimentação funcional. À medida que a medicina desvenda segredos do funcionamento do nosso corpo, é possível ampliar nossa capacidade não só de prevenir doenças como a de prolongar nossa vida de maneira saudável e feliz. É puro touché!

w w w. r e v i s t a t o u c h e . c o m . b r

no

SITE

Acompanhe a touché! pelo site www.revistatouche.com.br e veja as dicas para aproveitar suas férias. Ainda nas páginas dos antigos exemplares, muitos artigos e outros assuntos. Acesse já!

Participe Comentários, críticas, elogios e outras sugestões são bem vindos. No site, acesse “Fale conosco” para dar sua palavra.

Distribuição Gratuita

expediente Produção: Laser Press Comunicação Integrada www.laserpress.net – 11 4587-6499 Diretor Executivo: André Luiz de Barros Leite Editora: Mônica Tozetto

Textos: Mônica Tozetto (MTB 33.120) Designer: Alexandra Torricelli Depto. Comercial: João Bosco e Vanessa Nakamura Tiragem: 6.000 exemplares


(

gente

)

Lugar de homem é na cozinha!

Pelo menos, Cláudio Schiavi. Por Mônica Tozetto

Um bom vinho e um prato italiano. Junte-se a isso amigos, família e, claro, bons ingredientes. Vale também cozinhar ao lado de quem a gente gosta. Essa é a receita básica de vida do chef Cláudio Schiavi. O proprietário da Schiavi Rosticcerie conta à touché! um pouco de sua história e seu universo de sabor.

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A relação de Cláudio Schiavi com a gastronomia teve início quando ele ainda era um menino de 8 anos. Italiano da cidade de Bergamo, na Lombardia, gostava de ajudar a avó na cozinha. Em 1963, a família vem para o Brasil e compra o restaurante Passarin. Todos trabalhavam. A mãe fazia as massas. Cláudio e a irmã, ficavam nos capeletti o tempo todo em que não estavam na escola. Montado em sua bicicleta, seu pai seguia fazendo amizades e, claro, propaganda do local. “Um foi falando pro outro e o local começou a encher. Aos sábados e domingos, lotava. Era capeletti e tagliarini. O Frango à Diávola, que a mamãe fazia, também era famoso. Mas a gente trabalhava muito”,

conta ele. Depois de algum tempo, Cláudio passou a trabalhar como ajudante de garçon. Lá pelos idos de 1970, a família adquire o famoso Haiti. Como o local precisava de uma reforma antes de reabrir, seu pai resolve tirar férias e vai pra Santos. Lá, foi comer no Don Frabrizio, restaurante com culinária típica italiana, cujo maitre, Carlos, era especialista na arte do réchaud. “Meu pai pediu o maitre emprestado, a fim de que viesse pra Jundiaí ensinar nossos funcionários. Comprou réchauds de prata, lindos. Seu Carlos ficou um mês na cidade, ensinando a turma aqui. Nossa, foi um sucesso. As crianças ficavam todas em volta, encantadas. Foi lindo”, lembra. Foi nessa fase que nasceu o

Cláudio e a esposa, Denise

Capeletti à papalina. “Hoje, cada um faz do seu jeito. O prato foi desvirtuado. Mas quem quiser comer o verdadeiro, venha aqui”, convida. Como não poderia deixar de ser, o Haiti, nas mãos da família Schiavi, foi um acontecimento. Mas o movi-

mento em relação às encomendas acabava deixando clientes que iam até lá para saborear as iguarias, esperando demais. Resolveram então abrir a Haiti Rosticceria. Deu tão certo que no primeiro ano de funcionamento, todas as contas estavam pagas.

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que não podia quando trabalhava com meu pai. Trabalhamos juntos a vida toda, mas a palavra final era sempre dele e eu sempre respeitei. Funcionou”.

Vou mudando. Tenho obrigação de surpreender minha clientela, que é muito fiel

“Foi nessa época também que comprei o terreno onde estou hoje e comecei a construir. Como muitos outros comerciantes, peguei os planos da vida, o que me atrapalhou financeiramente. A situação ficou difícil, mas, como as pessoas acreditavam no nome Schiavi, conseguimos superar”, diz. Depois que o pai morreu, a família decidiu fechar o Haiti. Cláudio terminou de construir a Rosticceria, onde está há 17 anos. “Coloquei meu nome. Comerciantes mais antigos torceram o nariz. Imagine,mudar um nome tão tradicional como o Haiti. Nem minha mãe queria. Mas as pessoas conheciam o Cláudio e era aqui que vinham. A intenção era imprimir minha marca, fazer algumas coisas

Nova fase Os clientes antigos, porém, não se conformaram em deixar de saborear as delícias dos Schiavi. E pediam para que Cláudio abrisse um restaurante. Há quatro anos, um deles encomendou um prato para um médico de São Paulo, que

estava saudoso dos temperos de outrora. Cláudio cedeu. Um outro cliente viu e ficou com vontade. Ele fez, também. “E as pessoas insistiam, pediam. Eu cedi. Em 15 dias, montei um esquema na parte de baixo, self service. Eu e minha esposa, Denise, que me ajuda muito, fomos pra São Paulo e lotamos o carro de pratos, talheres etc. Foi uma loucura. No dia de abrir, não tinha onde por a comida. Improvisei mesinhas. Lotou no dia e todos os outros, mas ficava feio. Não condizia com meu padrão de qualidade”, conta. Quando chovia, as pessoas comiam no caixa e no balcão. Para unir o sabor com a qualidade e conforto, Cláudio decidiu abrir o restaurante na parte de cima da

Rosticceria. Em seis meses, o local estava prontinho. Ele conta que procurou fugir do que se oferecia na cidade. “Relutei em abrir um restaurante porque não sou do quilo. Sei que comer rápido é uma necessidade. Mas não gosto da manipulação com o alimento, todos respirando em cima”, explica. Com isso me mente, encontrou sua fórmula. Lá, se paga por pessoa, preço fixo. “O movimento é ótimo todos os dias. Foi um sucesso desde que começou. Os clientes absorveram meu sistema e a clientela foi se peneirando”. Em seu restaurante, Cláudio procura oferecer uma gastronomia diferente. Os pratos italianos estão sempre presentes, principalmente aqueles de sua região. Nessa linha, além das mas-


sas, as caças, como coelhos, codornas e perdizes. Mas seu olhar segue um viés mais globalizado. Então, seu cliente pode encontrar iguarias chinesas ou tailandesas. “Vou mudando. Tenho obrigação de surpreender minha clientela, que é muito fiel”, fala. Há aqueles que gostam de dobradinha. Tem na quarta. Outros, de rabada. Tem no sábado. “Eles vêm especialmente pra isso. Hoje (dia na entrevista), por exemplo, temos sagu na sobremesa. Uma coisa tão simples, mas que não se encontra por aí. A gente comia na casa da mãe, da avó”. Na sua cozinha, até o arroz e feijão precisa ter uma graça. “Caprichamos na finalização, como um carinho”.

Filosofia Além de investir em bons ingredientes, Cláudio gosta de desenvolver novos pratos. Para isso, pesquisa muito, aposta e dá liberdade para que seus funcionários também criem. “Peço que criem e me surpreendam. Depois, vamos ajustando. A pessoa se sente valorizada”. O atendimento a hotéis 5 estrelas, como Renassaince, Sheraton e Transamérica, também acaba impulsionando o cardápio. “Fazemos contato direto com os chefs. Cada um tem sua preferência e encomenda pratos específicos. Desenvolvemos dentro dos padrões solicitados. Muitos desses pratos acabam sendo incorporados ao cardápio Schiavi. “Uma

de nossas últimas criações – feita pelo meu chef, inclusive – foi uma massa de figo seco com queijo brie. Espetacular!” A casa ainda permanece com administração familiar. Além da ajuda da esposa, Cláudio conta com a participação do filho. “Ele fez gastronomia, mas prefere administrar. Conversamos muito, trocamos ideias. Ele opina sobre os pratos. É muito gostosa essa relação”, conta. Pilotando a Paella Cláudio vai para a cozinha sempre que necessário. Mas, todo final de mês, a Paella é religiosa. No início, o prato era colocado no réchaud, já pronto. Um dia, resolveu fazer fora, no salão. Os clientes adoraram. “Vou fazendo e conversando. As pessoas chegam, fazem comentários, brincam. A culinária aproxima as pessoas. Abrimos um vinho ou uma champanhe. É um prazer do qual não abro mão”. Falando em prazer, Cláudio adora vinho e toma todo dia desde pequeno. Ali pelos 7, 8 anos, já tomava a bebida “machiata” (misturada com água). Quando cozinha os pratos preferidos da família

em casa, tem sempre uma garrafa acompanhando. Seus pratos favoritos são os assados. E avisa: Sua cozinha não é light. “Minha comida é calórica, carregada na manteiga. Pra mim, nada de cozinha leve”, avisa. O predileto é uma vitela recheada com patê, assada no forno com alecrim, puxado na manteiga. Acompanha polenta. “A gente pega a polenta e faz um buraquinho onde se coloca a manteiga com molho de alecrim. Vai pegando dos lados, hum...” Na linha de massas, o Capeletti à bergamasca. Recheio de carne, manteiga, pancetta, pimenta do reino. Queijo por cima. Uma taça de vinho. O que mais precisa pra ser feliz? Pra finalizar, quem cozinha melhor, o homem ou a mulher? “Não vejo diferença nenhuma. Tradicionalmente, a maioria dos grandes chefs são homens. Mas este cenário está mudando. Na minha cozinha, há dias em que só há mulheres. E elas mandam muito bem”. E Denise? “Denise não gosta de cozinhar. Casou comigo por uma fatia de torta de chocolate”.

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(d e s t i n o)

São Pedro

tranquilidade, lazer e enxovais Por Mônica Tozetto Pode levar as crianças, a sogra, o cachorro e o papagaio. O Hotel Fazenda Colina Verde, localizado na cidade de São Pedro, tem capacidade para atender toda a família, com diversão para qualquer idade. Para as crianças – e os adultos menos tímidos – o toboágua gigante é a grande atração. Os pequenos também não querem perder a ordenha da vaca, que acontece às 7h30. Entre um passeio e outro pelo local de 200 mil metros quadrados de área tipicamente rural, a gente se depara com uma carroça preguiçosa, nascentes, insetos, cavalos, cachorros mansos e soltos. Ah, e cuidado, também há frutas que caem das árvores e podem tem levar pro chão. Pode esquecer o despertador. A sinfonia de galos imprime um delicioso aspecto de sítio.

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Café O café da manhã é muito bem servido. Pães, bolos, doces, frutas e sucos frescos fazem parte das mesas. Os pratos do almoço e jantar são fartos, mas deixam um pouco a desejar na questão variedade e tempero.

Piscina Aquecida

No quesito parque aquático, o Hotel Colina Verde surpreende. O complexo aquecido é grande o suficiente para que todos se divirtam, seja praticando hidroginástica, jogando biribol ou batendo um papo.

Uma vegetação bem cuidada se une a piscinas grandes e de água cristalina.

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Para os pequenos, o toboágua é a grande atração.

Natureza e hóspedes convivem pacificamente

Muito grande, o Hotel Colina Verde ajuda seus hóspedes a transitarem, usando placas indicativas das ruas e locais de acesso.

O hotel possui algumas passagens – cobertas - que facilitam o trânsito, mesmo para aqueles que ficam mais longe das áreas de convívio.

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Os quartos são confortáveis e arejados. Apesar de ser hotel fazenda, os pernilongos e insetos não incomodam.

Além de lazer, o Colina Verde é um local ideal para realização de eventos. São nove complexos de salões que podem ser transformados em 16 salas de reunião, chegando a até 40 salas de apoio, com capacidade para 1500 pessoas. O hotel disponibiliza telões, projetores, equipamento áudiovisual completo, retroprojetores, internet, secretaria, vans e ônibus para tour.

Trem Para conhecer a mini fazenda, pais e filhos vão de trem

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São Pedro

Não deixe de conhecer a cidade. Pequena e simpática, oferece uma feirinha de artesanato ao lado da igreja (você pode fazer três pedidos na primeira vez que entrar), com preços incríveis de cama, mesa e banho. As lojas ao redor também oferecem enxovais a preços assustadores – de tão baixos! Para se ter uma ideia, um edredom de casal (cama normal) pode sair por R$ 34,00. Saiba mais:

www.hotelcolinaverde.com.br

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(

saúde

)

Treinar pode ser divertido Felipe Bonelli tinha cer-

tudo isso, ele faz questão

teza de que não gostava da musculação tradicional,

de enfatizar: diversão. “Imprime a diversão do fitness,

mas sabia que era fundamental para seu desempe-

a emoção da competição com você mesmo e a sur-

nho físico. Formado em Educação Física pela

presa de não saber o que te espera no dia seguinte”,

USP e especialista em Fisiologia do Exercício pela

explica ele. Felipe ressalta que os alunos acabam se

UNIFESP, atuava em academias de São Paulo e

surpreendendo em realizar o que julgavam impossível.

Jundiaí, na área de Spinning. Na busca por inovações, conheceu, em

Baseado em três pilares fundamentais – levantamento de peso, movimen-

2008, um treino baseado em força, de origem russa.

tos da ginástica olímpica e treinamento aeróbio – o

Em 2010, teve contato com o Cross Fit, um mé-

MUVe possibilita uma visível melhora nas ativida-

todo americano que reunia levantamento de peso, gi-

des do dia-a-dia, sejam elas carregar uma criança, ir ao

nástica olímpica e treino aeróbio. Juntando outros

supermercado ou melhorar o tempo em uma corri-

cursos e sua experiência, criou seu próprio método,

da de 10 quilômetros. “Sem esquecer a definição

o MUVe – Movimento Uniformemente Variado em

de um corpo mais atlético”, destaca o professor.

busca do Equilíbrio. Conceito único da re-

As aulas são divididas em quatro partes: 1ª –

gião, a aula reúne treinamento aeróbio, resistên-

Corretiva / 2ª Aquecimento / 3ª Técnica e 4ª Trei-

cia, força, flexibilidade, potência, velocidade, coor-

no pesado. Este último, não se assustem, dura pou-

denação, precisão, agilidade e equilíbrio. Além de

co. Agende uma aula grátis e comprove.

Bonelli investiu em aparelhos diferenciados: Remo indoor, Functional Trainer, Anilhas de competição olímpica, Kettlebell e muito mais

AGENDE UMA AULA GRÁTIS 9 Segunda a sexta-feira, das 6 às 23 horas. 9 Sábados das 7 às 13 horas. 9 Rua Senador Fonseca, 433 – Centro. 9 Telefone: 4586-0121

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Mãos, como cuidar, tratar, tirar as manchas e rejuvenescê-las As mãos, assim como o pescoço, são áreas do nosso corpo que raramente escondem a idade. Quem já não reparou em pessoas com rostos lindos e bem cuidados, mas quando olhamos para as mãos... que susto. Muitas pessoas se esquecem do cuidado com as mãos. Elas falam tanto quanto nossa boca. Gesticulamos, apontamos, levamos com ela o alimento para a nossa boca, seguramos copos e taças de

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champanhe. Assim elas participam muito do nosso dia a dia. Então merecem todo o nosso cuidado e carinho, explica o dermatologista da Clínica Visia, em São Paulo, Claudio Mutti. Com o passar do tempo, a pele das mãos fica mais flácida, manchada, o dorso apresenta uma diminuição de gordura, revelando os tendões e veias, dando um aspecto senil. Mas existem tratamentos para torná-las

mais jovens e bonitas. Podem ser associados ou não, dependendo da necessidade de cada caso. Os peelings são ácidos com propriedades de renovação da pele e retirada de manchas. Praticamente todos que são feitos no rosto podem ser feitos nas mãos. Um dos mais usados é a ATA (ácido tricloroacético – que pode ser líquido ou em pasta) garante uma distribuição homogênea na região a ser tratada. O

resultado é uma descamação da área, promovendo uma renovação celular e o clareamento da mão. Segundo o dermatologista, a Lipoenxertia (enxerto de gordura para as mãos) é indicado para as mãos flácidas, ossos aparentes, veias e tendões visíveis. A anestesia é local ou troncular (bloqueio dos nervos que vão para as mãos) e pede um dia de internação. Os inconvenientes


são a necessidade de aspiração de gordura de outro local e o pósoperatório. A gordura implantada pode ser reabsorvida em parte (entre 40 e 60%), mas parte da gordura vai persistir, conferindo aparência melhor do que estava antes do procedimento. A Bioplastia das Mãos é feita no próprio consultório, com anestesia local. Através de uma pequena cânula, é introduzido uma substância que devolverá o volume perdido nas mãos. O efeito é imediato, tirando o aspecto de mão envelhecida, com veias e ossos aparentes. O aumento do volume também melhora a flacidez das mãos, afirma Mutti. O Sculptra é utilizado como estimulante de colágeno local, que consiste de uma substância que induz a formação de colágeno, melhorando a qualidade da pele, diminuindo a fla-

cidez, dando um aspecto mais jovem. São feitas três sessões, uma a cada mês. O efeito não é imediato como o do preenchimento, mas o resultado é satisfatório O laser de infravermelho, Titan, Nir, Tight-Skin atua estimulando a formação de colágeno local, melhorando a flacidez, o aspecto craquelado, deixando as mãos mais sedosas e com aspecto mais jovem. O Laser de CO2 fracionado, a Luz pulsada, são procedimentos indicados para o tratamento das manchas causadas pelo envelhecimento e exposição solar, que podem ser retiradas ou amenizadas. Após as sessões de laser é indicado o uso de luvas de proteção para evitar a exposição solar e assim ter um resultado mais satisfatório. São realizadas pelo menos três sessões com intervalo mensal entre as sessões.

Algumas orientações para retardar o envelhecimento das mãos: 1 - Uso constante de protetor solar, o que muitos esquecem. Passam no rosto e esquecem pescoço, colo, braços e mãos. 2 - Se manipular produtos químicos, use sempre luvas. 3 - Usar hidratantes nas mãos, de preferência sempre após lavá-las. 4 - Tudo que usar no rosto, menos a maquiagem, poderá ser usado nas mãos.

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Nas prateleiras Vale ouro Batom ouro rosa, quarteto de sombras, brilho labial e máscara para cílios. Na nova linha Ouro 24K, a Avon inova mais uma vez com cores vibrantes e luxuosas, com textura macia, aparência luxuosa e cintilante. Procure sua revendedora ou: 0800-708-2866 / Loja Virtual: www.avon.com.br / www.folhetoavon.com.br / www.maquiagemavon.com.br

Diversão Para elas, Disney Princess. Para eles, Disney Carros. A Avon traz toda a magia das histórias em uma nova linha de produtos feita para crianças a partir de 3 anos. As meninas colônias e hidratante com as princesas Branca de Neve, Cinderela e Bela. Para os meninos, colônia, gel para cabelo e shampoo 2 em 1 com os divertidos personagens da Disney Pixar. Todos são clínica e dermatologicamente testados.

Sem resíduos A linha Granado acaba de lançar um demaquilante facial sem tensoativos, uma fórmula que procura remover os resíduos sem e impurezas, sem agredir a pele. Enriquecido com óleo de girassol (rico em vitamina E) que deixa a pele com textura suave. Os produtos podem ser encontrados nas lojas Granado e nas principais farmácias e drogarias de todo o País. www.granado.com.br / SAC: 0800 940 6730.

Teens perfumadas Para garotas entre 13 e 17 anos, que estão descobrindo sua feminilidade, a Avon International Fragrances lançou o Secret Fantasy. A embalagem traz um pingente em formato de chave e pode ser usado como acessório para correntinha. A fragrância preserva o segredo da sensualidade. Procure sua revendedora ou: 0800-708-2866 / Loja Virtual: www.avon.com.br / www.folhetoavon.com.br

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Cuide-se Hidratar-se. Um ritual envolvente e necessário. Para isso, a linha Avon Care oferece produtos para cuidados com o corpo, rosto e mãos para toda a família. São treze itens. Que prometem hidratação e conforto para todos os tipos de pele. Procure sua revendedora ou: 0800-7082866 / Loja Virtual: w w w. avo n . c o m . b r / www.folhetoavon.com.br

Macios e bem tratados Junte verão, sol, mar e piscina com cabelos saudáveis. Perfeito! Para isso, investir em bons produtos é essencial. A linha Oyster Repair, da Mediterrani Professional, cuida disso. Promete cabelos restaurados, fortes e brilhantes. Nas fórmulas, extrato de ostra e aminoácidos da queratina. Os preços variam de R$ 31,00 a R$ 35,00. Mediterrani: 11 2770-3770 / www.mediterraniprofessional.com.br

Tradição O mais tradicional sabonete da Natura, Erva Doces, chega agora em novas fórmulas. Sabonete líquido para o corpo e desodorante em spray são as novidades do portfólio. Adquira com sua consultora ou: SNAC – 0800-115566 – snac@natura.net / www.natura.net


( turismo )

O que há de novo em Paris? Vai pra Paris pela vigésima vez? Que sorte a sua! Aceita sugestões? Que tal começar pelo bairroqueridinho-de-todos ? Isso mesmo, SAINT-GERMAIN-DES-PRÈS! RALPH LOREN escolheu um belo edifício para sua maior loja da Europa. Aliás, uma “flagship store”, a cara da marca. Painéis de madeira clara e piso estilo Versailles abriga as coleções homens, mulheres e crianças, além do “Watch Salon”, o Salão dos Relógios. Tem o primeiro restaurante da marca na Europa o “Ralph’s”, num belo pátio interior (173, Boulevard St. Germain). CATHERINE HOUARD GALLERY - há muitas galerias de arte no bairro, mas esta é especial. Promove exposições de todas as tendências e é o lugar perfeito para aquela compra sonhada que será vista na melhor parede da sua casa! (15, rue Saint Benoit). BURBERRY - Desde 1856 no mercado de luxo, a marca das capas de chuva mais admiradas do mundo reúne aqui todos os filhotes da sua coleção: Burberry Prorsum, Burberry London e Burberry Brit. Tem também extensa coleção de camisas e “tartans” para os mais audaciosos. Os mais tradicionais ficam mesmo com os perfumes e acessórios. (163, Blvd SaintGermain). LADURÉE no Palácio de Versailles? Esta, nem a Rainha Maria Antonieta perderia. Os mais fa-

mosos “macaroons” de Paris agora são encontrados em Versailles. Além das delícias gourmet há também a coleção “Beauté et Secrets”: velas, perfumes e outros mimos para os sentidos. Para se apaixonar, as bolsas bordadas e os produtos de papelaria (está na ala dos apartamentos reais). PIERRE HERMÉ - As bolsas do famoso “chocolatier” estão nas mãos de turistas e parisienses. Todos amam o “Picasso dos Confeiteiros”. A decoração da loja de onde saem as famosas sacolinhas recheadas de gostosuras realça o intenso colorido das gulodices. (58, Avenue Paul-Doumier). ÓPERA - A Ópera Garnier, ou simplesmente a ÓPERA, abriu uma galeria de compras. O que faltava! É a delícia de colecionadores e estetas em geral. Uma vitrine para os produtos franceses por excelência, relacionados às artes líricas e coreográficas. CDs e DVDs ao lado de tutus embabadados, sapatilhas de balé Repetto e acessórios criativos. (Galerie de l’Opéra de Paris, entrada pela rue Halévy). B O U L E V A R D BEAUMARCHAIS - Entre a Praça da Bastilha e a Praça da República, o Boulevard Beaumarchais é a espinha dorsal de uma incrível teia de butiques, lojas de designers da moda,artes e objetos decorativos, meio escondidas num

emaranhado de passagens e galerias. Quer melhor que uma caminhada neste início da primavera, explorando esta parte antiga da cidade? Antiga e tão bem preservada que nem o Baron Haussmann se atreveu a destruir esta paisagem urbana . E olhem que ele alargou avenidas e modernizou a cidade e seu traçado. CHÁ? Vá ao “LA MAISON DES TROIS THÉS”- É simples: depois da água, o chá é a bebida mais consumida no mundo! Na “Casa dos 3 chás” gerenciada pela expert Yu Hui Tseng, há loja e salão de chá decorados com magníficos móveis antigos da Ásia. Atmosfera elegante e serena onde (com sorte) se avista Gerard Depardieu. Chás chineses cheirando a néctar fazem a imaginação voar. Imperdíveis: chá de Jasmim e o Gong Fu Cha. (1, Rue Saint-Médard).

Rosa Massoti Realizando sonhos pelo mundo

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( filosofando )

FILOSOFANTES Os ignorantes no tema como eu, que apenas estão à busca de um pouco de conhecimento, ao se autoconceituarem filosofantes podem se dar ao luxo de exorcizarem seus pensamentos amadores, sem causar grandes comoções intelectuais. Aí sim, parece que todos nós nos sentimos confortáveis para teorizar sobre a plenitude cósmica, felicidade, interioridade e temas afins. Talvez o melhor seria escutar e aprender com quem tem uma base bem estabelecida para esclarecer e clarear nossos pensamentos e fazer da filosofia um instrumento útil para o pensamento humano. É o caso de Astrid Sayegh, professora de Filosofia da USP, que também ironiza a condição

de grandes pensadores e deixa isto reservado a uma seleção composta por Aristóteles, Platão, Sócrates e outros notáveis. Mas ela sabe como transmitir sua vasta cultura aos interessados. Em seu livro: “Bérgson – A consciência Criadora”, ela descreve seus pensamentos, que sumarizo aqui: “A filosofia é a forma de autoconhecimento, na medida que traça o percurso do princípio espiritual em seu processo de criação. O primeiro momento desse processo consiste na diferenciação da Unidade na multiplicidade dos seres naturais. Desse modo constitui-se a fenomenologia da vida, cujo prolongamento, para Bérgson, é a fenomenologia do espírito. Tal processo permite des-

crever a gênese do intelecto, de modo a fundamentar sua estrutura analítica e estabelecer uma crítica do conhecimento. O intelecto, dada a sua vocação pragmática, é que vai pautar os conhecimentos racionais da ciência; porém dada a sua concepção quantitativa do real aparente, não se presta ao conhecimento pleno da metafísica. A inteligência cumpre, porém, o papel inicial de procurar a presença no fenomênico, dando acesso ao espírito de conhecer a sua substância em sua imediatez. A Prof. Astrid nos propõe refletir que a filosofia é a busca da interioridade da alma da pessoa consigo mesma e por isso transcende o cotidiano. Ela colabora nas respostas aos proble-

Os filósofos, para uma parcela das pessoas, parecem ser pessoas estranhas, alheias ao cotidiano, pretensiosos arquitetos de uma sociedade que não poderá ser construída.

mas existenciais, na medida que esclarece a natureza, a origem e a destinação do ser, buscando o por que disto tudo. A filosofia, no fundo, nos oferece explicações ideais para a nossa realidade. O que se deve evitar, em especial, nas questões religiosas é o dogmatismo para esclarecer problemas existenciais. Temos a tendência a não querer rever conceitos, não mexer em nada. Em geral a religião impregna a nossa alma. Para evitar isto é necessário estudo sistemático para que se tenha uma visão mais autêntica da vida. Conhecer a nossa essência, ou seja, o que temos de finito e também de infinito. O importante é aprender a pensar. Os professores precisam levar os alunos a pensar por si mesmos; ter os próprios critérios; incentivar a fundamentação e a explicação. A filosofia ajuda a buscar a moral, a formar consciências, mas consciências que sabem. Já que por natureza somos filosofantes, vamos filosofar...

Alvaro Zomignani Consultor, Diretor da Academia Bemstar e Vice Presidente da Ateal alvaro@bemstaracademia.com.br

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VIDA sem Glúten e sem Lactose é na GRÃO & CIA EMAGREÇA! Elimine o Glutén da sua dieta. Estudo de Mestrado da UFMG indica que alimento com fração da proteína promove ganho de gordura abdominal. Além dessa preocupação, há grande incidência de intolerância ao nutriente. Alvo de muitas dúvidas e polêmicas, o glúten, fração protéica presente em cereais como trigo, aveia, centeio e cevada (malte), está em evidência, seja pela obrigatoriedade das indústrias em informar sua presença ou ausência nas embalagens dos alimentos, seja por sua mais recente associação ao ganho de peso. A nutricionista Fabíola Pires, autora da dissertação de mestrado da UFMG, “Efeitos da exclusão dietética do glúten de trigo em modelo experimental de obesidade”, fez uma pesquisa de 8 semanas com 40 camundongos que foram separados em grupos e tratados com suas respectivas dietas. Um grupo tinha glúten e o outro não. A conclusão é que aqueles que foram tratados sem o glúten tiveram uma redução de 33%, ou seja, menor ganho de adiposidade – gordura – na região abdominal, além de melhor sensibilidade à ação da insulina, hormônio importante na manutenção de uma glicemia normal. O estudo, ainda inicial e que agora evolui para a tese de doutorado, demonstra que a retirada do glúten da alimentação pode evitar, sim, o ganho de peso. Alimentos com glúten levam até 26 horas para serem eliminados do organismo, enquanto os alimentos sem glúten levam até 18 horas. Intolerância- Ainda mais preocupante que o ganho de peso é o efeito do glúten no organismo de pessoas sensíveis e intolerantes à fração protéica, os celíacos. De difícil diagnóstico e ainda pouco conhecida pela população, a doença é autoimune e determinada geneticamente. Não é rara e pode ser compartilhada por uma a cada 214 pessoas. O excesso de glúten pode acarretar diversos problemas, como a diminuição da taxa de metabolismo (dificultando a perda de peso), falta de cálcio no organismo e até mesmo intolerância alimentar, baixa imunida-

de, intoxicação, dermatites, herpetiforme, depressão, síndrome do cólon irritado, enxaqueca, etc. Isso acontece porque o glúten se acumula nas paredes do estômago e intestino, tornando todos os processos gastrointestinais mais lentos Você que é alérgico, celíaco, diabético, vegetariano ou possue alguma intolerância à Lactose ou ao Glúten e não quer abrir mão do sabor, venha para a GRÃO & CIA, que possui a maior e mais completa linha de produtos sem glúten e sem lactose. Aqui você encontra mais de 3000 produtos especiais entre sem glúten, sem lactose, diet, integrais, orgânicos, chás medicinais, mel e derivados, vegan, probióticos, suplementos vitamínicos, shake de emagrecimento, pratos prontos de baixa caloria, oleoginosas e muito mais. Venha conferir!!! Montamos cestas de diversos tamanhos. Quem escolhe os produtos é o cliente e possuímos delivery - 011-4492-1985. Fonte - Estado de Minas Revista Ciência 20 de setembro de 2010

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viver bem

Tempos modernos e expectativas sobre os encaminhamentos da vida Dois amigos idosos conversam sobre a vida. Desanimado, o primeiro afirma que “os valores foram jogados na lata de lixo, ninguém respeita ninguém, estamos infelizes, voltados para o consumo exagerado, numa sociedade perigosa e violenta”. O segundo relativiza: “você está parcialmente correto! Está usando apenas os óculos de perto. Cuidado com as generalizações! Existem problemas, a vida ainda é muito cruel para boa parte das pessoas. Mas a vida também melhorou em alguns aspectos: hoje o mundo se comunica, o conhecimento é acessível, portas se abriram, desmistificamos crenças, a Mulher conquistou espaços sociais, vencemos barreiras raciais, minorias étnicas passaram a ser protegidas e ações de preservação do meio ambiente estão ocorrendo por toda a parte...” Como aconteceu na conversa entre os amigos, cada um de nós tem direito a sua análise da humanidade. Somente não nos esqueçamos que cada pessoa estabelece seu parecer sobre a vida a partir de perspectivas, experiências vividas e tempo de exposição a fenômenos pontuais. Determinados sucessos ou fracassos contaminam nosso parecer sobre este mundo. Uma infelicidade ou fatalidade pode ser difícil de superar. Quem viveu momentos de guerra, em qualquer situação de paz achará que a vida melhorou. Nossa visão dos fatos sociais ocorre como se estivéssemos vendados, procurando explicar características de um animal que acabamos de conhecer através do tato. Cada um de nós detém “verdades relativas ou circunstanciais sobre a existência e a humanidade. Estamos parcialmente corretos sobre prazeres e desprazeres de estar vivo, uma vez que são análises a partir de uma leitura pessoal. Quem nasceu antes da década de 90 aprendeu em um mundo de

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ideologias. Além disto, estudos apontam que pessoas com mais de trinta anos apresentam dificuldades em aceitar ideias inovadoras, devido a paradigmas estabelecidos. Neste tecido social imperava o separativismo, o certo ou errado, verdades absolutas, luta de classes e corporativismos. Havia a opção por ser de esquerda ou de direita, pegar em armas e levantar bandeiras. O mundo mudou. Vivemos em uma nova era: um pouco pela resistência e bravura de alguns, também pelo fracasso de idéias e desejos de outros ou por que novos jovens chegaram. Estes entenderam que o mundo é complicado e não querem salvar o mundo como as gerações anteriores. Vivem de outra forma e são rotulados de “alienados” por aqueles que nasceram em outro tempo. É um novo mundo que se descortina e pouco importa se vamos chamar tudo isto de globalização ou pós-modernidade. Acordamos em um mundo diferente, embora algumas pessoas não aceitem. São muitas as verdades, os

valores, a pluralidade sociocultural. O totalitarismo está sendo enterrado junto com a centralização ou a ideia de uma única saída para todos os problemas da humanidade. Emergem a rede e a diversidade como novas propostas. Cada pessoa quer viver da sua forma. Defende sua maneira única de entender o mundo. São muitas as tribos. Evidente que vivemos então o conflito. Mas devemos ter cuidado com visões radicais, com entendimentos que conduzam a separatismos, absolutismos e que isto é bom ou mal. Ou que ontem era melhor. E que hoje está pior. Ou que não haverá amanhã. Talvez as próximas gerações achem algum equilíbrio. Descubram algo que ainda não suspeitamos. Gostando ou não, concordando ou discordando do que temos agora, a humanidade se transforma, se modifica e de alguma maneira avança... A contra-cultura é um discurso superado, como tantos outros. Quem pode dizer com propriedade que estamos piores? Talvez seja algo como comparar elefantes e girafas,

definir que o azul é mais bonito que o verde e assim por diante. São muitos mundos e muitas vidas. Para os apocalípticos que aguardam o extermínio da raça humana através de uma vingança Divina ou outra grande guerra, vale lembrar o grande número de pessoas que se envolvem em projetos sociais de maneira espontânea ou voluntária. Ongs que cuidam dos animais e da natureza, movimentos pela paz e pela qualidade de vida. Não existe um único enredo. Existem muitas tentativas para os problemas que nos afligem. O fato é que não há realmente uma única porta. Não há otimismo fácil e sabemos que as expectativas geradas pelas conquistas materiais não vão suprir nossas necessidades de produzir mais humanidades. Se ainda não fazemos o que é certo, ao menos sabemos o que está errado e cada geração vai ter condições de avançar, melhorar a vida! Faça a sua parte e acredite no grande jogo. Novas peças estão sendo colocadas no tabuleiro.

Fernando Balbino Graduado em Educação Física pela UNESP de Rio Claro, mestre em Filosofia da Educação pela UNIMEP, doutor em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. viverbem@revistatouche.com.br


A desmaterialização do dinheiro

1994 foi o ponto de ruptura. Nesse ano o uso do dinheiro plástico (cartão de crédito) ultrapassou pela primeira vez os cheques. A tendência se acentuou e hoje as velhas folhas com canhoto são cada vez mais raras. Práticos e seguros, os cartões de créditos imperam mas, acreditem, eles também estão com os dias contados. As operadoras de cartão já se preparam para uma nova forma de pagamento – celulares. A prática, já amplamente disseminada no Japão, deve acentuar a desmaterialização do dinheiro, fazendo evaporar

as cédulas transmutadas em algoritmos. A inovação apenas confirma as previsões feitas uma década e meia atrás por Nicholas Negroponte, diretor do Media Lab MIT, quando publicou seu Vida Digital. O disléxico Negroponte apontava para um mundo onde os átomos seriam gradualmente substituídos pelos Bits. “A mudança dos átomos para os bits é irrevogável e não há como detê-la”, decretou na abertura da sua obra. No Brasil a inovação pode seguir um caminho inverso, chegando primeiro para as

classes C e D da população. Executivos da Caixa Econômica Federal afirmaram à Folha que ainda esse ano deve ser implantado o “Bolsa Celular”. O projeto, abrigado dentro do recém aberto mercado de serviços da telefonia pela Anatel, deverá prover chips especialmente desenvolvidos para receber créditos financeiros, que poderão ser carregados pelo banco com o valor do benefício pago mensalmente. Para o pagamento, bastará aproximar o celular das máquinas de débito e usá-lo como se fosse um cartão mag-

tecnologia nético. Para as localidades onde não existam as máquinas das operadoras, o projeto prevê o pagamento entre celulares, algo muito semelhante a troca de mensagens. Para o projeto funcionar, a CEF deverá se tornar uma operadora virtual e ter seu próprio serviço telefônico. O mesmo deve acontecer com outras instituições bancárias. Dá para imaginar a guerra que se avizinha no front das operadoras de telefonia. Se isso significar preços menores, só temos que comemorar a realização das profecias de Negroponte. E que outras inovações aconteçam.

André Barros desconfia que seu velho Iphone de primeira geração não vá aguentar o baque e sucumbirá se tiver mais uma função, pois ele já acumula fotos da família, agenda de compromissos e outras banalidades digitais. tecnologia@revistatouche.com.br

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taste

AZEITE DE OLIVA

Conhecido há mais de 6 mil anos, quando era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio, o azeite de oliva tem sua história ligada a trajetória humana. O cultivo das oliveiras para a extração do azeite data da Síria Antiga. Para a história, o nome da cidade grega Atenas foi escolhida numa disputa entre os deuses Posêidon e Atenea, que deveriam criar um benefício para o homem, sendo que aquele que criasse a melhor benfeitoria daria o nome à cidade. Posêidon criou o cavalo, enquanto Atenea criou a oliveira e ensinou os humanos a extrair o azeite. Atenea passou a ser considerada como a deusa da agricultura e emprestou seu nome à nova cidade.

Desde sua descoberta, o azeite de oliva se espalhou pelo mundo, sendo adotado pelas mais diversas culturas. Para muitos, a chegada à parte ocidental do mediterrâneo deu-se pelas mãos dos colonos gregos, enquanto outros atribuem esse feito aos fenícios. A produção mundial atual alcança 2 milhões de toneladas, que representa 4% da produção de óleos vegetais e 2,5% da fabricação de óleos comestíveis e gorduras. Os principais produtores são: Espanha, Itália, Grécia, Tunísia e Turquia. A identidade da produção de cada região se destaca por aromas e sabores peculiares A principal aplicação do azeite de oliva encontra-se ligada à culinária, entretanto, os gregos e os romanos descobriram diversas outras formas de utilização, como medicamentos (unguentos ou bálsamos), perfumes, combustível para

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a iluminação, lubrificantes e impermeabilizante de tecidos. O azeite de oliva também é mencionado em quase todas as religiões da antiguidade em forma de lendas e mitos. Era considerado símbolo da sabedoria, paz, abundância, glória e bem estar dos povos. Para a medicina, o azeite de oliva possui várias qualidades benéficas à saúde. Sabe-se que reduz a quantidade do LDL colesterol (mau colesterol) devido à grande quantidade de gordura monoinsaturada. Outro aspecto importante é a atividade antioxidante devido ao fato de ser rico em polifenóis, que sabidamente pode prevenir doenças degenerativas como o câncer. Essas qualidades explicam a menor incidência de infarto do miocárdio e de câncer em populações do mediterrâneo que consomem grandes quantidades do azeite de oliva e de ou-

tros alimentos considerados saudáveis como peixes e verduras. Na atualidade, o azeite passou a ter um status de sofisticação igual ao vinho e outros produtos da culinária. Em várias regiões possui normas rigorosas de produção, com controle de sua origem. O grau de diferenciação é tanto que já existem versões vintage, como o vinho do porto. Sua qualidade é avaliada pelo teor de acidez, ou seja, quanto menor a acidez melhor é o azeite. Entre os vintages, já existe azeite de oliva com 0,16% de acidez. A extração moderna do azeite de oliva utiliza variações de pressão e temperatura, e seu produto final é classificado da seguinte forma: Virgem (acidez alta, em geral utilizado para ser refinado); Refinado (acidez > que 3%, utilizado para frituras de imersão); Semi-refinado (acidez de 3%, usado em saladas e frituras);

Puro (acidez > 2%, destinado a frituras, assados e marinados); Virgem Fino (acidez de 1,5%, ideal para molhos e saladas); Extra-virgem (acidez < 0,8%, também usado para saladas e molhos). Os Extravirgens com acidez menor que 0,5% são também consumidos de forma pura, por exemplo, com pães. Quer por suas propriedades benéficas ao organismo humano, como por suas características de sabor e aroma, e ainda pelas lendas e mitos criados em torno de sua história, o azeite de oliva se tornou um dos alimentos mais utilizados na gastronomia. Combinar o azeite de oliva com o prato é uma arte semelhante a da escolha do vinho ou do charuto, e requer experiência e grande sensibilidade gustativa. Essa é uma prática cultivada por pessoas de bom gosto, o que nos faz entender Virgílio quando mencionou na Eneida: “E como uma ramo de oliveira o homem se purifica totalmente”.

Godofrêdo Sampaio Médico, escritor e aficionado por vinhos, charutos e boa mesa. Membro e ex-presidente da Academia Jundiaiense de Letras.

bonvivant@revistatouche.com.br


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