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editorial

a Mônica Tozetto, editor .br om e.c uch ato editora@revist

Segundo sol Praia quase sempre é si-

qualquer época do ano, faça

dinamismo e muito gás para

nônimo de sol. Mas o lito-

chuva, frio ou sol. A repor-

poder vencer as inúmeras

ral paulista está se transfor-

tagem da touché! mostra

barreiras impostas no dia a

mando em muito mais do

um pouco dos inúmeros lu-

dia de quem dirige uma en-

que isso. Santos, visitada

gares para você visitar, cur-

tidade como a Ateal.

pela touché! nesse mês, é

tir e aproveitar.

Mas a touché! ainda

uma surpresa aos turistas

Na entrevista do mês, o

tráz muitas outras atrações.

mais exigentes. A cidade

perfil de Marisa Pomilio e

Uma matéria especial sobre

possuiu atrações tão varia-

seu trabalho à frente da

o SESC que será inaugura-

das, que aqueles que vão em

ATEAL. A instituição é um

do no próximo ano, nosso

busca do turismo já não são

dos bons exemplo daquilo

colunistas e várias dicas de

mais reféns da praia e dos

que pode ser realizado longe

consumo. Tenham todos

humores das estações. San-

das fontes públicas de finan-

uma boa leitura e até o pró-

tos pode ser visitada em

ciamento, com competência,

ximo número.

w w w. r e v i s t a t o u c h e . c o m . b r índice

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Entrevista com Marisa Pomilio

Educação: Objetivo

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Destino: Santos

Sua empresa está no mapa?

Artigo: Fernando Balbino

Artigo: Godofrêdo Sampaio

Nas prateleiras

Distribuição Gratuita

expediente Produção: Laser Press Comunicação Integrada www.laserpress.net – 11 4587-6499 Diretor Executivo: André Luiz de Barros Leite Editora: Mônica Tozetto

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Textos: Mônica Tozetto (MTB 33.120) Capa: Vinicius Checchinato Designer: Alexandra Torricelli Depto. Comercial: João Bosco Tiragem: 6.000 exemplares


( gente )

MARISA POMILIO

Uma vida

dedicada a buscas Por Mônica Tozetto

Com 61 anos, Marisa é casada com Arnaldo. O casal não tem filhos e gostam de passar o tempo de lazer viajando, lendo, vendo filmes. Atualmente atua na gestão da Ateal, que é administrada por uma diretoria voluntária e possui um corpo técnico e clínico. Atendeu até cerca de dois anos atrás e hoje faz avaliações por amostragem na própria entidade. Quer que seu trabalho seja lido como estritamente profissional. “Fundei a Ateal porque achava que a região precisasse de uma entidade que desse outro foco para o deficiente auditivo, que antes era colocado em classe especial e segregado. Meu objetivo sempre foi trabalhar com a potencialidade e não com a deficiência, que não vai mudar. Já a potencialidade, pode ser desenvolvida.”

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Da primeira turma de fonoaudiologia da PUC e a primeira fonoaudióloga de Jundiaí, Marisa Pomilio decidiu, assim que se formou, que não atenderia deficientes. Tinha seus motivos. O destino, alheio às determinações, fez movimento contrário. Hoje ela se empenha no desenvolvimento de pesquisas para não só ajudar, mas também diminuir a incidência de doenças que dificultam o aprendizado. Prestes a completar 30 anos (12 de maio de 2012), a Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem – ATEAL – faz uma média de 2700 atendimentos por mês para 24 municípios. Doa, também todo mês, 150 aparelhos de surdez, através do SUS. Desde 2001, realiza o teste da orelhinha em crianças nascidas no Hospital Universitário. Do início até hoje, 36 mil crianças foram testadas. Dessas, 42 tinham problemas auditivos, algumas com perdas profundas, outras mais leves. Essas crianças estão em acompanhamento, orientação e atendi-

mento. A maioria já está na escola comum. Esses dados surpreendentes e animadores têm um nome: Marisa Pomilio. A história, porém, deve essa trajetória a um feliz elemento surpresa. Da cidade de Neves Paulista, Marisa veio para Jundiaí aos 18 anos, acompanhando a família de pai, mãe e três irmãos. Chegou a estudar no Geva, na Vila Aréns e trabalhou, durante algum tempo, no Bolão. Na época do vestibular, ficou dividida entre Direito e Educação Física, já que era jogadora da seleção jundiaiense de basquete. Enquanto estava prestando as

provas para os dois cursos, leu uma reportagem sobre fonoaudiologia. “Fiquei fascinada com as implicações, o que atendia, perspectiva de trabalho etc”, lembra. Não teve dúvidas. Parou tudo, fez inscrição na PUC, que abria sua primeira turma. Passou. “Como eu paguei, não lembro, porque não tinha dinheiro na época”. Quando terminou, em 1973 e montou a primeira clínica de fonoaudiologia na cidade, tinha como uma das metas não trabalhar com deficiência auditiva porque achava, na época, que a metodologia usada para reabilitação era uma grande


Acolhemos os pacientes porque sabemos que têm potenciais e temos que ser rígidos quanto a isso. Queremos melhorar sua condição

dos os pacientes que entrassem pela minha porta. Portanto, aceitei o desafio. Como poderia ser formada e não ter competência para tal?” Marisa abraçou a causa da deficiência a seu modo: intenso. Começou por pes-

quisar metodologias no Brasil. Não contente, foi para fora. Chegou a fazer um estágio na Iugoslávia, que ia ao encontro do que acreditava. “Meu trabalho sempre teve como base a sensibilidade e o potencial do indivíduo. Existe um resto auditivo? Qual sua resposta vibratória? Contato de olho? Potencial para falar?” De acordo com ela, todas as pessoas têm potencial, mas algumas não possuem o meio para que este se desenvolva. “É o meio que desenvolve a potencialidade, como a família, por exemplo, para que sejam feitas as conexões cerebrais necessárias dentro da idade e momento que a maturidade neurológica esteja acontecendo”, explica. Por isso, o profissional deve ter olhos para o individual. Essa metodologia é conhecida como verbo tonal. Nasce a Ateal Sem que percebesse, chegavam na clínica de Marisa todos os pacientes que tinham problemas de fala. Entre as patologias, deficiência mental,Síndrome de Down, paralisia cerebral e deficiências auditivas. “Como primeira fono na cidade, tinha um volume muito

grande de pacientes”. E, da necessidade de oferecer para esse público mais ferramentas de reabilitação, nascem, em 1982, na sua clínica, a Ateal e a Amarati, ambas em conjunto com grupos de pais. “Durante muito tempo, as duas instituições funcionaram juntas, no meu espaço. Depois de algum tempo, desmembraram e ocuparam lugares próprios”, conta. A grande meta desses grupos sempre foi oferecer ao deficiente uma vida comum como as das outras pessoas. “A inclusão que se fala agora, já pensávamos em 1982. No caso do deficiente auditivo, aquele que estiver preparado tem condições de frequentar uma escola. Já sabíamos que existia potencial e capacidade para ficar dentro da sala de aula. O que a gente não tinha era muita estrutura de trabalho preparatório para chegar nessa escola com competência”. Claro que a tarefa não é assim tão fácil, mas o começo é essencial. “Começávamos a reabilitar quando os pais nos procuravam, o que acontecia tardiamente. Então, passamos a buscar essa criança o mais cedo possível”. Hoje, no Hospital Universitário, todos os

... Queremos que nossos pacientes estejam felizes onde escolherem e de maneira plena, desenvolvendo suas habilidades e competências. É isso que nos interessa

incógnita. “A técnica usada era a oralista, isto é, fazer com que os surdos falassem, percebessem o som. A criança entrava para a terapia e saía fazendo gestos. Pensei: quem engana quem?” Logo no início de sua carreira, porém, entra na clínica um pai com uma criança surda, indicação de um de seus professores. Se ela não atendesse, esse pai teria que fazer um esforço hercúleo para se locomover até São Paulo ou Campinas, já que havia menos opções em conduções naqueles tempos. “Além do quê, havia feito um juramento para atender to-

bebês fazem o teste da orelhinha assim que nascem. “Detectada a perda auditiva, analisamos se o caso é para implante coclear ou aparelho auditivo. E o trabalho de orientação à família também tem início”. A Ateal atende portadores de distúrbios de audição e comunicação. Entre as doenças da audição, todas. Da comunicação, problemas de voz, dislalia, dislexia, gagueira. “Todos os distúrbios de aprendizagem por problemas da linguagem”, explica Marisa. O primeiro passo no atendimento ao paciente é uma profunda anamnese da família. Depois é iniciado processo de reabilitação em conjunto: portador, família e entidade. “Esse trabalho deve ter início assim que a criança sai da maternidade, a fim de

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6 touché!

a Ateal seja vista como uma entidade beneficente. “Acolhemos os pacientes porque sabemos que têm potenciais e temos que ser rígidos quanto a isso. Queremos melhorar sua condição”. Por outro lado, não admite que nenhuma de suas crianças passem frio ou fome. “Se vieram aqui para receber nossa assistência, ela precisa ser ampla. Essa é a condição mínima para as pessoas sobreviverem”.

Precisamos esquecer dos nossos problemas por um tempo, focando a atenção no outro

que seja desenvolvida toda a estimulação sensorial. O processo é a família junto à criança. Depois, conforme ela cresce e apresenta suas peculiaridades, estudam-se outros rumos.” Entender o paciente, sua cultura e hereditariedade foram alguns trunfos que vieram de sua temporada na Iugoslávia, em 1985. “Quando voltei, precisei desenvolver no Brasil o conhecimento que vi lá, mas dentro da cultura do brasileiro. Porque potencial todo ser humano tem. Mas é preciso entender a cultura para depois aplicar a metodologia”. O apoio emocional também é crucial, para família e criança. “E é na adolescência que temos que dar mais atenção ao deficiente, por ser quando começam os atritos com a família e sociedade. Eles não se enquadram nos grupos sociais e educacionais, não conseguem posicionamento muito bom no mercado de trabalho. Essa fase inspira cuidados”. A criança permanece na Ateal até quando acha que deve ficar ou quando a equipe acredita que está pronta. Mas o processo de desligamento é lento, porque eles querem ficar. “Às vezes entram bebês e ficam até tarde. Depois voltam, visitam, participam de oficinas, de festinhas. Somos um porto. Queremos que nossos pacientes estejam felizes onde escolherem e de maneira plena, desenvolvendo suas habilidades e competências. É isso que nos interessa”, salienta Marisa. Marisa não pretende que

Ambiente acolhedor Com roupas e modos humildes, a senhorinha se dirige à recepcionista da Ateal. Faz uma pergunta, prontamente respondida. Não entende muito bem e faz outra e mais outra. Em todas as respostas, a mesma paciência. Ela sai de lá de cabeça erguida, segura. Nos poucos minutos em que permaneci no saguão de espera da entidade, pude sentir o acolhimento em todas as esferas profissionais. No terapeuta que busca uma criança e a traz pelas mãos, perguntando como foi seu dia. Na atendente que me recebeu e até no vigia do estacionamento. Mas a atmosfera de afabilidade não é coincidência. Faz parte da filosofia da Ateal ser atencioso, acolhedor, ouvir o que o outro tem pra falar. “Precisamos esquecer dos nossos proble-

mas por um tempo, focando a atenção no outro”, explica Marisa. Para isso, a equipe precisa estar muito bem emocionalmente, com ela mesmo e com as relações dentro da instituição. “Se alguém entrou por nossa porta, foi porque achou que seria acolhido. E ele precisa ser ouvido e orientado. Mesmo que não seja um problema nosso. Se esse objetivo não for cumprido, será problema de comunicação e a nossa especialidade é comunicação.” Para entender um pouco mais sobre os profissionais que trabalham dentro de uma instituição, Marisa fez especialização em Psicanálise Institucional. “Queria entender os não ditos, o que interfere no atendimento, relacionamento. Entender essa loucura interna, o movimento mental das pessoas. Se a equipe não está bem estruturada, não dá para atender bem”. Deu certo. O futuro Das 42 crianças em idade escolar que frequentam a Ateal, apenas seis usam linguagem de sinais. Todas as outras falam. Com esses dados, Marisa acredita que a entidade já esteja bastante avançada na área de reabilitação. Para os próximos anos, o foco principal será voltado para a área de pesquisa. Já existe um trabalho com a Unicamp, com parceria com a Guasco do Brasil, onde se investiga a dislexia. A Dislexia é um distúrbio que recebe olhar aten-

to da Ateal. Para o ano que vem será realizada uma campanha em todo o País. A doença aparece quando a criança começa a fase de leitura e escrita e esbarra em dificuldades. O que ocorre é a lentidão no diagnóstico, que pode ser confundido com distúrbios de compor tamento. “Com essa demora de diagnóstico, há perdas significativas na aprendizagem. Já se foi muito da fase escolar”. O objetivo com a pesquisa é achar o gene da Dislexia para um diagnóstico mais rápido. Um deles já foi eliminado e atualmente outro está sendo estudado. “Com a conclusão desse trabalho, um exame genérico detecta a doença e ganha-se tempo”. Na linha da surdez as pesquisas também vão na esteira genética. A Ateal não quer fazer apenas a manutenção da surdez. Quer saber como esse indivíduo pode se potencializar, ser mais produtivo e diminuir a incidência. Por isso, no aniversário de 30 anos, além de comemorar todos esses feitos, a entidade vai lançar a pedra fundamental do Centro de Pesquisa Genética. Ah, e aquele paciente que deu origem a todos esses feitos que me deixaram maravilhada e também, acredito, a você, caro leitor? Ele hoje é funcionário público, concursado na Prefeitura. Trabalha na Secretaria de Saúde. O irmão dele, também deficiente auditivo e reabilitado pela Marisa, é engenheiro. Os dois tiveram escolaridade completa, tem família e filhos.


Sobre a Inclusão Para Marisa, a inclusão começa quando o outro percebe que existe um diferente. À partir daí, passa a existir o respeito. “Quando você tira o deficiente da sociedade e o deixa isolado, não há interação. É preciso a vivência para saber como modificar. O processo de inclusão acontece ao longo do tempo. A cultura não se muda de uma hora para outra”. Aliás, acreditar que sejamos todos iguais, para ela, é hipocrisia. Ninguém é igual a ninguém, a começar de gostos, particulares e opiniões. “Somos todos diferentes e são elas que precisam ser respeitadas. Inclusive as nossas diferenças e limitações”.

Exame da Orelhinha Obrigatório por lei, o Exame da Orelhinha deve ser aplicado em todas as crianças cujas mães são do grupo de risco: fumantes, alcoólatras, hipertensas entre outras doenças. No Hospital Universitário existe um convênio entre Ateal e Secretaria de Saúde, estabelecendo que todos os bebês devem fazer, independente do risco. Se os pais pedirem, o hospital deve realizar o procedimento, através de uma fonoaudióloga. Aqueles que preferirem, podem fazer na Ateal. Marisa alerta, porém, que a mãe deve fazer o exame assim que sai da maternidade ou dentro do primeiro mês. “Muitos médicos falam que pode esperar seis meses, mas daí o diagnóstico é tardio”.

Manutenção A Ateal é mantida através de convênios com a Prefeitura – Secretaria de Saúde e Educação, verbas esporádicas do governo do Estado, contribuição de sócios, telemarketing e apoio de voluntários. Marisa destaca a forte parceria das empresas da região no desenvolvimento de projetos, principalmente com adolescentes, através de oficinas de capacitação profissional, que era o que faltava na escala de atendimento. “Ampliamos recentemente nosso espaço para oficinas de informática, qualidade de vida, educação para o pensar, cidadania etc, todos projetos pagos com destinação de parte do imposto de renda das empresas”.

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( e d u c a ç ã o)

OBJETIVO JUNDIAÍ Em agosto de 1981 o empreendedor Wladmir Alfredo Pesciotto trouxe para Jundiaí uma nova perspectiva pedagógica: o curso preparatório para vestibulares Objetivo. O sucesso aconteceu e fez-se necessário a criação de turmas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. A consolidação do projeto e da proposta educacional, ao longo desses trinta anos, garantiu credibilidade a essa instituição que não se preocupa apenas com a aplicação do conteúdo curricular, mas com a formação do cidadão

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através de ações críticas além de atividades intelectuais, culturais, recreativas, esportivas e de solidariedade. O trabalho voluntário, além de ser um instrumento de mudança social, auxilia no desenvolvimento de uma consciência crítica e de responsabilidade social. Assim, o adolescente, ao se envolver em atividades solidárias, desenvolve a ideia do bem comum e reafirma seus valores éticos. O Objetivo Jundiaí desenvolve o projeto Voluntariado desde 2001, com a participação

dos alunos do Ensino Médio. São 10 anos desse importantíssimo projeto que tem despertado cada vez mais o interesse dos alunos. A proposta é “romper os muros da escola”, é fazer com que o jovem esteja mais próximo dos problemas sociais e, sob a orientação do Setor de Psicologia Educacional, fazer com que ele participe ativamente das soluções, assumindo o papel principal, que é ser um voluntário. Esses alunos vão semanalmente a instituições que aten-

dem crianças e, atualmente, estão trabalhando em três creches: Galeão Coutinho, Wilson de Oliveira e Casa da Criança. Eles realizam um Projeto Educativo, abordando temas como meio ambiente, higiene, alimentação saudável, trânsito e posse responsável (animais domésticos). Desenvolvem também atividades pedagógicas, recreativas (música, dança, teatro) e, principalmente, dão muito carinho e amor, pois essas crianças necessitam de muita atenção. Além desse projeto, o Obje-


tivo Jundiaí promove para seus alunos outras atividades voltadas para a valorização do ser humano, assegurando-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e proporcionando-lhe meios para que possa progredir nos estudos e no trabalho. Por essas ações o Objetivo Jundiaí é a única escola da região a obter, a nível nacional, os selos de Escola Solidária nos anos de 2003, 2005, 2007 e 2009, reconhecidos pelo Instituto Brasil Voluntário com o apoio do MEC,

da Unicef e da Unesco, o que comprova a importância de se transmitir o saber não só no sentido educacional, mas também no social, no político e, acima de tudo, no ético. O resultado de todo esse trabalho é a credibilidade que o Objetivo Jundiaí orgulha-se por ter conquistado e, por há três décadas, promover uma educação de qualidade, pautada pelo respeito à diversidade, reconhecida pela seriedade e excelência na formação de grandes profissionais.

Objetivo Jundiaí é a única escola da região a obter, a nível nacional, os selos de Escola Solidária nos anos de 2003, 2005, 2007 e 2009

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( destino)

Santos A equipe viajou a convite da Prefeitura de Santos

Fotos: Valter Tozetto Junior. Texto: Mônica Tozetto

Tudo de bom Definitivamente, não é preciso aguardar a temporada de verão para visitar a cidade de Santos. Lá, há opções para todas as faixas etárias. As crianças podem se divertir vendo os peixinhos do Aquário Municipal. Quem aprecia esportes, pode ir até a Praia José Menino, por exemplo, onde o surf é a principal atividade. Ok, se você quiser apenas caminhar, a orla vai te proporcionar mais de 5 mil metros de jardins, registrado no Guinness Book of Records como o maior do mundo. E, qualquer que seja sua idade, não perca o Centro Histórico, com prédios que trazem na sua arquitetura um pouco da história do Brasil.

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A presença da terceira idade – em plena forma – é bastante grande em Santos.


Aproveite as paisagens indescritíveis da cidade e faça um passeio de bike.

Ponto de encontro, de comemorações, esportes. Na orla encontra-se o maior jardim frontal do mundo. Considerado o cartão-postal da cidade, possui 5.335 metros distribuídos em sete quilômetros de praias, com flores de perder o fôlego.

Não é preciso um roteiro agitado para uma diversão completa. Um livro sempre é um excelente companheiro.

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Inaugurado recentemente, o Parque Municipal Roberto Mário Santini reúne espaços para exercícios, brincadeira, diversão ou somente contemplação. Lugar ideal para namorar.

Grande número de esportistas escolhem Santos para práticas de Jetski, caiaque, surf, vela, entre outros.

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Mercado do Peixe

Se você alugou um espaço, abuse dos peixes frescos do Mercado do Peixe. Além de preços ótimos, você se diverte com as garças. Se optou por passar um dia em Santos, faça uma compra antes de voltar.

Deck do Pescador Funcionando 24 horas, o Deck do Pescador, na Ponta da Praia, é o lugar ideal para acompanhar, bem de perto, a movimentação dos navios, que entram e saem do Porto a todo momento. É de lá também que saem as escunas ou transportes. Ilha do Forte

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A 157 metros acima do nível do mar, o Monte Serrat é um dos lugares mais visitados. Permite a vista de Santos e uma parcial de São Vicente, Guarujá, Cubatão e Praia Grande. A subida pode ser feita de bondinho funicular ou pela escadaria, se você aguentar subir os 415 degraus. Quem optar por subir, verá os 14 nichos com representações da Via Sacra. No alto, fica também o Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de Santos.

Cassino

Sino da Igreja Monte Serrat Igreja Monte Serrat

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AQUÁRIO AQUÁRIO

Peça que movimenta o carro

Com mais de 3 mil metros quadrados, o Aquário de Santos é o mais antigo do Brasil. Ponto turístico visitadíssimo da cidade, coleciona centenas de espécies raras e curiosas da fauna aquática de diversas partes do mundo.


O Centro Histórico é um passeio que não dá pra perder. Prédios e casarões de outrora – alguns recuperados e outros em abandonados – marcam a história do Brasil. Os trajetos podem ser percorridos à pé, carro ou bonde.

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Uma parada imperdível é o Conjunto do Carmo. Os padres carmelitas foram responsáveis pela origem da Igreja do Convento do Carmo e da Capela da Ordem Terceira do Carmo. Do século XVIII, a igreja destaca-se pelo altar-mor folheado a ouro e altares de jacarandá. Ao lado do Conjunto do Carmo está o Pantheon dos Andradas, onde se encontram os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva.

Na charmosa rua XV de Novembro, além do agito de bem decorados restaurantes e cafés, está a imponente Bolsa Oficial de Café, onde estão instalados o Museu do Café e uma cafeteria com parada obrigatória. Mesmo com frio, prove o sorvete, que lembram os gelatti italianos. Nesta rua, às sextas-feiras, acontece um famoso happy-hour, com participação de bares e restaurantes oferecendo bebidas e petiscos especiais, além de grande público. Andando mais no Centro, vá pela Rua do Comércio, um dos lugares utilizados como cenário nas minisséries “Um Só Coração” e JK, da Rede Globo. Ainda há muitos outros pontos interessantes no Centro. Mas você vai ter que ir até lá para conhecer pessoalmente.

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Disk Tour Se você quiser contratar um guia sempre atualizado com a cidade, disque: 0800-173887. O serviço funciona diariamente, das 8 às 20 horas.

Linhas Conheça Santos Com três roteiros diferentes, mostra vários cenários da cidade, circulando pelos principais pontos turísticos da orla e do Centro Histórico.

Passeios de Escuna Os passeios de escuna pela Baía de Santos mostram uma vista privilegiada e curiosa da cidade.

Double Deck Esses ônibus, com piso superior ao ar livre, torna mais interessante o passeio pelas praias.

Linha Turística do Bonde Andar de bonde pelo Centro Histórico é um dos principais atrativos de Santos. O roteiro tem 5 quilômetros e cerca de uma hora de duração.

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Nas

prateleiras

Cubra-se de novas cores Com tecnologia Fixa a Cor, a coloração da Avon ganha três novas tonalidades: Preto Intenso, Preto Azulado e Louro Ultra Claro Ligeiramente Cinza. Advance Techniques Coloração Creme Permanente promete manter a cor vibrante do primeiro dia da aplicação por muito mais tempo. A cartela agora tem 25 cores. Com sua consultora ou: 0800-708-2866. Loja Virtual do site www.avon.com.br.

É de chocolate! E castanha do Pará a nova Linha Naturals da Avon, indicada para cabelos alisados, com permanente ou escova progressiva. Vem composta de shampoo, condicionador, creme para pentear e máscara reparadora. Além de hidratar, deixa os cabelos deliciosamente perfumados. Com sua consultora ou: 0800-7082866. Loja Virtual do site www.avon.com.br.

Linda aos 60 Color Trend: ousadia em cores da moda “Expresse as cores em você” é o tema da campanha da nova linha Color Trend. Focada no público jovem, trás novidades para olhos, face, boca e unha, em formulações modernas. Destaque para o batom translúcido ultra brilho (R$ 8,00), que produzem um efeito luminoso e o lápis sombra para olhos (R$ 13,00), nas cores azul, marrom, cappuccino, prata, rosa claro e verde. Procure sua revendedora Avon ou: 0800-7082866. Loja virtual: www.avon.com.br. Folheto virtual: www.folhetoavon.com.br

A Avon apresenta uma descoberta inovadora, para auxiliar no combate aos sinais do envelhecimento facial, ajudar a reverter a aparência das rugas e a recuperar o contorno facial: Renew Platinum, que oferece a exclusiva tecnologia Paxillium, desenvolvida especialmente para pessoas com mais de 60 anos ou com sinais muito avançados de envelhecimento. A nova linha é composta por três produtos: Renew Platinum Sérum Concentrado Anti-Idade, Renew Platinum Dia Creme Anti-Idade FPS 25 e Renew Platinum Noite Creme Anti-Idade. O objetivo é estimular a produção de paxilina e, com isso, ajuda a atenuar os principais sinais de envelhecimento, a restaurar o formato das células, a recuperar o contorno da pele flácida e a reduzir a aparência das rugas. A estrela da campanha é a atriz britânica Jacqueline Bisset, 66 anos. Com sua consultora ou: 0800-708-2866. Loja Virtual do site www.avon.com.br.

Para eles Óculos T- Charge Combinando estilo esportivo com alta tecnologia de titânio, homens bem sucedidos – em todos os níveis – vão gostar dos modelos na nova marca masculina da General Optical. O ator Alexandre Borges foi escolhido para ser o representante. SAC: 3097-0299 – www.generaloptical.com.br

Agência IOB – Jundiaí Tel.: (11) 2449.2338

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tecnologia

Sua empresa está no mapa? O Google anunciou nesse mês o início de um serviço para montagem de sites. A iniciativa busca estimular as pequenas empresas a entrarem na rede e conta com o apoio do SEBRAE e de outros quatro parceiros. Parte da operação é gratuita, mas é preciso por a mão na massa para construir o site a partir de modelos prontos, conhecidos como templates. O que chama atenção na iniciativa são alguns números mostrando a realidade das pequenas empresas no Brasil. De acordo com o SEBRAE há aproximadamente 5 milhões de negócios com até 10 funcionários. Desses 91% já tem conexão com a internet. Embora utilizem para troca de emails, relacionamento com órgãos tributários do governo e passem parte do dia vendo bobagens na rede, o fato é que 44%, quase a metade, desses pequenos empresários não possuem sequer um site. Os números ainda mostram

que as empresas presentes de alguma forma na rede elevam em pelo menos 10% o faturamento de seus negócios. Os sites são apenas uma das formas de estar presente na rede gastando pouco. Há maneiras onde praticamente não há custos, como rede sociais, blogs e serviços gratuitos disponíveis como o Google maps, que coloca sua empresa literalmente no mapa. Negócios na rede certamente devem dominar a próxima década e os números de vendas on line são para lá de animadores. Há ainda os sites de compra

coletiva e a possibilidade de administrar um e-commerce. Você pode também anunciar no próprio Google a partir de palavras chaves, em agregadores de preços como o Buscapé ou então mostrar-se no facebook. Não há limites de orçamento. Seja com 10 reais por dia ou com mil, sua marca pode ser exibida de forma competente. Mas ainda há mais. No livro Free, o futuro dos preços, o editor da revista Wired, Chris Anderson, defende que é possível ganhar dinheiro na rede, imaginem, entregando serviços

sem cobrar nada! O ambiente virtual ainda é ideal para manter seus clientes informados ou mesmo elevar de forma considerada o relacionamento com eles. É diante de tantas possibilidades que espanta o número de empresas que ainda estão na fase analógica. Não só deixam de faturar, como comprometem o futuro do próprio negócio. Os novos milionários estão vindo de praticamente só um lugar – a internet. Além disso, várias empresas estão recheando seus cofres com as vendas on line. Para os consumidores a entrada de mais lojas na rede também é uma excelente notícia. A regra parece muito clara – sobem os número de ofertas, caem os preços. Serviço: Projeto do Google/Sebrae www.conecteseunegocio.com.br

André Barros sonha com um e-commerce perfeito, para desfrutar os resultados viajando por aí... tecnologia@revistatouche.com.br

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viver bem

Venceremos o individualismo e a cegueira social? Preocupa pensar o quanto podemos estar ficando mais individualistas e solitários. Questiono o desenvolvimento econômico atrelado ao distanciamento da coletividade. Para aqueles que conquistaram alguma tranquilidade quanto a necessidades básicas atreladas a sobrevivência, não deveria ser possível a indiferença a problemas enfrentados pela sociedade como um todo. Se notório que alguns países atingiram níveis de excelência na seguridade social do povo, tais conquistas não garantiram pessoas felizes e integradas em suas comunidades. Pelo contrário. Será que estamos caminhando para o mesmo buraco? Existe em nosso meio o sentimento de responsabilidade social? Por que escândalos e mazelas sociais não causam nenhuma estranheza a boa parte da população nos dias atuais? Conquistas materiais não devem motivar sentimentos de que o coletivo se tornou prescindível. Valores e posicionamentos são fundamentais para a vida plena e feliz, como a noção de pertencimento e comprometimento a um grupo. Devemos estar integrados a sociedade e “enxergar o outro”, respeitando-o acima de credos, raças e opções. Fundamentalmente devemos crer na diversidade humana. Precisamos urgentemente entender o valor do grande projeto coletivo a que estamos todos atrelados. Ficamos mais modernos, mais ricos, mais resolvidos em muitos aspectos da vida globalizada, mas com pouco tempo para nós mesmos e nenhum tempo para o ser humano ao nosso redor. Talvez seja algum fenômeno ou cegueira social. Se cada ser humano é um mundo, muitos estão prisioneiros em seu próprio planeta. Sabemos cada vez menos uns dos outros. Não se conversa. O conteúdo e a produção são mais importantes. Não podemos perder tempo. Tempo é dinheiro. Tempo acaba. Tempo voa. Então fazemos de tudo para não o desperdiçar. Precisamos evoluir

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materialmente e isto aparentemente tem sido o primordial e único objetivo para muitos. Infelizmente deixamos o essencial. Focamos nos conteúdos e perdemos os sujeitos. Aos críticos das redes sociais, se esquecem que estas são canais livres e democráticos na manutenção de algum diálogo. Por estes dias uma família que mora bem próxima da minha casa estava de mudança. Avistei ao longe o caminhão baú. Homens carregavam móveis e eletrodomésticos. Fiquei pensando como vivemos tempos “engraçados”. Passei milhares de vezes pela frente daquela casa. Encontrei inúmeras vezes aquela família. Por algum motivo inconsciente resolvemos não nos conhecer. Nunca falamos. Não se comentou sobre o tempo! Ou sobre nada. Além do ocasional cumprimento entre vizinhos, não restará qualquer troca de palavras, aproximação ou cumplicidade. Sensação estranha de distanciamento e incapacidade. Agora é tarde. Não sei para onde vai aquela família. Se para uma vida melhor ou pior: não os conheci, apesar de tantos anos e inúmeros cumprimentos.

Não será uma espécie de fracasso das relações humanas? Quantas vezes isto não ocorre em nossas vidas? Vou sentir falta do senhor que ficava na varanda. Agora não vou mais vê-lo. Vou me lembrar do cachorro que latia todos os dias pelo simples fato de alguém passar a frente da casa. Pena que aquelas pessoas foram apenas paisagens na minha existência...Da mesma forma que muita gente está junto e não se conhece. Parece que a xícara está sempre cheia, não cabendo mais nada. É fundamental acreditar em algo que não esteja vinculado aos míseros interesses privados. É relevante acreditar na humanidade e participar da construção de algo melhor. Para o grande José Saramago, único português a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, “temos de ter o sentimento de responsabilidade coletiva, segundo o qual cada um de nós será responsável por todos os outros”. Precisamos diminuir estas distâncias. Importar-se consigo e com outros. Abrir os olhos para a coletividade, enxergar as pessoas com o coração. Melhorar na vida, em alguns sentidos, não significa

estar frio e distante para com as pessoas que não se conhece. A luta entre classes sociais sempre existirá, mas deve haver mais preocupação e respeito entre os seres humanos. Avançamos em muitas coisas, mas não devemos regredir ou estagnar quanto aos sentimentos coletivos. Assista ao filme Sob o Sol da Toscana. Acompanhe a verdadeira batalha que a personagem central enfrenta para “arrancar” um simples cumprimento de um vizinho. Veja que formidável a ideia de “formação de família” que o filme passa como uma das mensagens centrais. Há um mês convivi com um professor convidado dos Estados Unidos. Esteve no Brasil na década de 70 e ficou por aqui durante dois anos. Conheceu outra realidade sócio-políticoeconômica diferente da atual em sua primeira viagem para o nosso País. Confessou sua admiração com a evolução e expansão do Brasil em todos os sentidos. E ao final de nosso convívio, declarou perceber que “as pessoas que vivem no Brasil ainda continuam a se importar umas com as outras, são receptivas e interessadas no ser humano”. Espero que ele esteja certo. Fica a reflexão. Que possamos ter a coragem de sempre ampliar nosso olhar coletivo.

Fernando Balbino Graduado em Educação Física pela UNESP de Rio Claro, mestre em Filosofia da Educação pela UNIMEP, doutor em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. viverbem@revistatouche.com.br


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Vocês querem

Bacalhau? Quem compra bacalhau por valores altíssimos não sabe que durante muito tempo o peixe foi considerado um alimento barato, próprio das camadas mais populares, sendo servido em dias comuns. Entre as décadas de 70 e 80 do século passado, o apresentador Abelardo Babosa, o Chacrinha, se dirigia ao público da Rede Globo com a frase: “Vocês querem bacalhau?”, e invariavelmente jogava pedaços do peixe para a plateia. A intenção do “Velho Guerreiro” era provocar a classe média que pagava um preço elevado para absorver novos hábitos. A crítica social demonstrava que, embora caro e presente apenas nas mesas dos mais abastados, o bacalhau tinha origem popular. O bacalhau é originário da Islândia e Noruega, isso no século IX, sendo inicialmente utilizado como alimento nas longas viagens empreendidas pelos Vikings, devido ao fato de poder ser conservado por muito tempo. Várias espécies podem ser tranformadas em bacalhau (Saithe, Ling, Zarbo e Macrocephalus), porém o original e mais apreciado pela culinária especializada é o Gadus Marhua, internacionalmente conhecido apenas como Cod. A “invenção” do bacalhau é atribuída aos Vikings, que aproveitaram a grande oferta de Gadus Morhua nos mares que navegavam e passaram a produzi-lo em tábuas de madeira. Entretanto, foram os bascos que iniciaram a comercialização do peixe nas duas vertentes dos

Pirineus Ocidentais (Espanha e França), por volta do ano 1000. Os bascos melhoraram o processo de produção, passando a secar e salgar o peixe nas rochas, método que melhorou a conservação. O interesse comercial despertou algumas batalhas que são conhecidas como “As Guerras do Bacalhau”. Em 1510, Portugual e Inglaterra firmaram acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães, e em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis. Para evitar esses embates, várias legislações e tratados internacionais foram assinados, regulando o direito da pesca e comercialização. Devido à pesca intensa, esta

espécie é considerada vulnerável, o que contribui decisivamente para o preço elevado. Outro fator de encarecimento é que o peixe só é encontrado nas águas fundas do atlântico norte (cerca de 200 m de profundidade). Os grandes cardumes se dispersam ao nascer e pôr-do-sol para se alimentarem, oportunidade em que são pescados. O Gadus Morhua pode crescer até 2 m e pesar quase 100 kg. A Noruega foi o primeiro país a industrializar e passou a produzir em grande escala, por isso a grande fama. Cerca de 85% do bacalhau comercializado no Brasil é proveniente da Noruega. Por curiosidade, não existe “bacalhau do Porto”, portanto, o peixe comercializado no Brasil com essa designação é um gran-

de engano. O bacalhau é pobre em gordura e calorias, mas é uma grande fonte de proteínas, cujo componente funcional é o ácido graxo ômega-3. Possui quantidades significantes de cálcio, fósforo, fero, niacina, e vitaminas B1 e B2. Essas características apresentam efeitos favoráveis sobre os níveis de triglicerídeos, a pressão arterial, o mecanismo de coagulação e o ritmo cardíaco. Atribui-se também efeitos benéficos na prevenção do câncer de intestino grosso e na redução da incidência de arterosclerose. Após dessalgado, o bacalhau pode ser preparado de diversas formas, desde bolinhos crocantes aos mais variados pratos. Do simples ao sofisticado, o segredo é saber dessalgar e manter as qualidades nutritivas e degustativas do peixe. Para acompanhar o bacalhau escolha um vinho da região controlada do Alentejo (Portugual), cujas características (aromas intensos, macios, equilibrados e com boa estrutura) são consideradas ideais para o prato.

Godofrêdo Sampaio Médico, escritor e aficionado por vinhos, charutos e boa mesa. Membro e ex-presidente da Academia Jundiaiense de Letras.

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Revista touché! junho de 2011