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ENTREVISTA

70% DE MARKET SHARE

E OLHOS NO FUTURO DO MERCADO Felipe Sanchez, CEO da Global Química & Moda, referência em impressão digital no Brasil, fala sobre o surgimento da companhia e trajetória de sucesso da empresa, que cresceu 100% nos últimos três anos por

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nvestimento em gestão de pessoas, parcerias com marcas renomadas em todo o mundo, ações para valorização dos clientes. Enquanto muitas empresas ligadas ao segmento têxtil sentiram os efeitos da retração econômica, a Global Química & Moda (GQM) continua crescendo e se consolidando como referência na área de impressão digital. A Revista Têxtil foi conferir o sucesso desta empresa. O CEO da marca, Felipe Sanchez, nos recebeu em seu escritório na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), para contar sua trajetória de sucesso. Com apenas 29 anos e formado em administração de empresas pela PUC-SP, está à frente das decisões da empresa e teve papel fundamental para levar a GQM ao atual patamar. Confira: RT: A GQM é hoje uma marca de forte presença no mercado têxtil. Como foi o surgimento da marca? FS: Sempre tive o desejo de ter meu próprio negócio, com a minha cara. Em 2006, ao entrar na faculdade, meu pai não me deu um carro, me deu uma passagem para procurar oportunidades de negócio na China. Fui para a Canton Fair e vi um mundo de possibilidades. Voltei para o Brasil com uma mala repleta de catálogos e um milhão de caminhos diferentes para seguir Nesse mesmo período o meu pai, Carlos Sanchez Moreno, que era dono da Cassema, contratou para a empresa dele um vendedor que tinha uma empresa que vendia Foil (lamina de poliéster para acabamentos

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TÂNIA MÜLLER

especiais) e por conta da contratação iria fechar o seu próprio negócio. Percebemos uma oportunidade neste produto para que eu começasse a empreender. Decidi unir a área têxtil com a importação. Abordei então a empresa alemã Kurz, que fornecia Foil para grandes indústrias brasileiras. Sugeri que fizessem uma importação com a GQM para revender para clientes de micro e pequenas empresas, que não era o foco  deles. Tive a oportunidade de ser um dos primeiros empresários brasileiros a trazer o Foil da China para o Brasil, focando na alta qualidade. Assim, acabamos definindo uma estratégia certeira para a GQM, que se tornou a partir de 2007, uma distribuidora de produtos importados de qualidade e ligados ao setor têxtil, para pequenas e médias empresas. Embora meu pai não estivesse formalmente  na Global Química & Moda, o fato de, na época, ter mais de 30 anos no segmento, com uma reputação ilibada, obviamente agregou credibilidade. RT: Como é o posicionamento da GQM atualmente e a presença da marca no mercado brasileiro? Não temos produção própria. Contamos com fortes alianças com marcas como Epson, Sensient e Lamberti. Isto é fundamental para que a GQM se mantenha diferenciada. Hoje temos uma carteira de 600 clientes ativos e já conquistamos 70% do market share do setor de impressão digital industrial do País. Estamos sempre

Fotos: divulgação

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