Issuu on Google+

Novembro de 2010 - Ano XI - Número 3

Talento

Págs. 3a7

O dia-a-dia na Ilha das Caieiras, em Vitória

A atuação dos jovens no censo do IBGE e nas eleições

Págs. 10 e 11


Editorial Mar e mangue são elementos fundamentais na vida dos moradores da Ilha das Caieiras, em Vitória. É da água salgada e do lodo que os moradores do bairro tiram seu sustento diário. Entre as atividades que têm promovido o desenvolvimento da região, estão a pesca artesanal de peixes e a extração da carne de siris e surubins. Porém, mesmo com a inserção econômica proporcionada pelo aumento do número de turistas e a melhoria na qualidade de vida, os moradores da região ainda enfrentam desafios na busca de cidadania. Foi esta realidade complexa que atraiu os estudantes do Curso de Comunicação Social da UVV. Entre os assuntos trazidos por eles para esta edição do Talento, estão a realização de atividades esportivas na academia ao ar livre, bem como o resgate das tradições culturais presente nas iniciativas das ONGs Centro Cultural Caieiras e Coletivo DuMangue. Outro tema que chamou a atenção foi o desafio urgente de preservar o ecossistema natural em meio ao acúmulo de lixo, lançado sem tratamento no meio ambiente. A história de vida das desfiadeiras de siri também foi contada pelos alunos. Um ensaio fotográfico completa a cobertura jornalística. Este número do Talento chega com uma inovação: não dedica espaço apenas a um único tema, como era costume. Além das reportagens feitas na Ilha das Caieiras, que em outros tempos ocupariam todas as páginas, esta edição aborda outros assuntos, como a participação dos jovens no processo eleitoral e na realização do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O leitor passa a conhecer, ainda, como são as atividades equestres do Jockey Club e, ainda, um pouco da história da Vila Rubim. Para os alunos do 2º, 4º e 6º períodos das habilitações em Jornalismo e em Publicidade e Propaganda que participaram desta edição, foi um grande aprendizado. Nas páginas, eles deixam sua marca autoral: formam, com os próprios corpos, os números das páginas.

Flávia Arruda Rodrigues

Thaíssa Dilly Alves

EXPEDIENTE Centro Universitário Vila Velha - ES O Talento é uma produção do Rua Comissário José Dantas de Mello, NÚCLEO EDITORIAL DA UVV EXPEDIENTE 15, Boa Vista - Vila Velha -ES-CEP: Monitoras do Laboratório 29102-770 Marcella Martins e Ana Luiza Calmon Reitor Estagiários do Laboratório Manoel Ceciliano Salles de Almeida Gabriel Caio Borges, Mário Azevedo, Vice-Reitora Rodolpho Cassani, Roberta BourguiLuciana Dantas da Silva Pinheiro gnon, Thiago Rodrigo Pontes Pró-Reitor Acadêmico Textos Paulo Régis Vescovi Alunos das turmas J4M e J4N Pró-Reitor Administrativo Ensaio Edson Franco Immaginario Alunos das turmas J6M e J6N Pró-Reitora de Pós-Graduação, Profª Orientadora de Fotojornalismo Pesquisa e Extensão Elizabeth Nader Danielle Bresciani Capa Diretor de Graduação Arte de Gabriel Caio Borges sobre Nilton Dessaune Filho foto de Rayssa Viana Coordenador de Jornalismo Supervisão de Design Gráfico Rodrigo Cerqueira Marcos Spinassé Professora Orientadora Tiragem Flávia Arruda Rodrigues 1.000 exemplares


s a r i e i l a a i C c o l s a r a i u g t o l l u o n C c o e r t t n m e Ce a i c n ê r e f é re -la ao esentá tos r p a o s s ne reci Só é p s filhos, seu ia es. a v i v u á e ór ura est passe para s úsica e hist t l u c a a noss ara que ele , a nossa m e Alcione. go ,p Banss o r ent jovem o nosso con a idade”, di 1ª capitã da al. C o , , d e ur ento e assim mpre na flor ltiplicadora Centro Cult es ionam mundo. Em c n u f u e o ca s o tejam e Barreto, m uatro anos n idas pelo Ce itir nos de vai ganhar o Carvalho, a 1 1 n q aes) Fábi ferec las de ansm Vivia o, está há Depoi aieiras (Cec tual gestor, á para a Ing ades o prazer de tr to e o g d n i o v i t C a ea al C peri iajar imen oo da de icipei das Cultur o fundador munitária v ealizado na do e tenh compromet to feliz”, t j r o a p H u . , r o i o o o c ir “E i muit naram. Ver e deixa mu outubr te entidade r o trabalho rgiu a part o d n e r p su ou ga an ea ns m ensi oda atu im de divul ortunidade ue selecion do ue me anças e jove q o f p ento, c s q d o u , B a m i t a r a , r o c A p a i i u r r t . s r c te rti ria Cul o da Rosá dade e Vitó que pa io da esforç . scinto ciou as ativi oje a V , feria d do Ministér associações o h u i g s s e afirmo stre de Con Zé Bento, in ais jovens e jor outro e c convit ntre todas a ra. e e h e s m r n t M s O O e pró a co ltu o Mes , ensinou o especiais. “ esm o c projeto onto de Cu visitas par s sobre sua eo o e d P rá ra nhecid para o cong m ocasiões icaram e hoj o”, projeto lho tanto fa dará palest ao trabalho o e s g d a voltad nda a banda o bem, se de stres do Con Carva ciais como e se refere xplicará com t a e i u m M e o ss le e il d o qu só co enderam m a grandes projeto eriência. N s Caieiras, e ciedade Civ na s apr minho par ativida n o s p a o e a S x d g v d e a n a d o a pria oo ção a Ilh ânci o “C no ca vido n sa Organiza tir do projet e Dias em import pois de criad aão aí, estre. l t o a v d n u e s r o s n e e m a cr al olveu ip) a p z Alcio eção disse o e Zé Bento f a nas ruas. D hor e mais lu u . desenv rivado (Osc le e pela atri ra será a sel nr l o r t e e Mes incadeira P e ita er bem m anças”, afirm ina r i r e Direito fundado por le na Inglat esse dos hab b d i es. “A uma brinca e para as cr e está há c r ”, de er d t a l n o i o c i c o s p a á e utro tó acordo com ntro, h organização tem 13 anos ão tinha lug dos e a O c h . l 9 a 9 p e 19 para a vens, que ue, antes, n ndo e nossas ades d eos, es de múl d a i c v v i ú i t t n a q jo s ca co e. das m dos centro, disse na rua brin alidad iona em cin recidas aula tre ouc U o l a en ofe nc tes d ntes no vamos se aes fu s, são visual, as aco rr co ano r. “Nós ficá essaltou. i e i O Cec nidade: nele ória audio do como ba a ta ca al C ,r mu mem s ten istri para fi eocupadas” ntro Cultur manhã e da pela co es cênicas e as atividade núcleos e d r o a e r d p C s s rt ra mães, vidades no do na parte omunidade. sica, a s elaboramo o, criamos o pode procu . a i t b ac a á d s ra As ó r o iss Olivei unda a os os jovens g a l e tras. “N . A partir d je o associad rmou o gesto ão y s a e T n ra o fi cem d eficiam tod a cultu na região. H interesse”, a ias, “o centro tin e b e je s u D de buímo partir do se ra, Alcione mestre, o ob us e o a s t o s núcleo também ge Como dizia minada por er, Para a ncialismo. cultura disse adição morr e no r ividad or Fábio te t t a s a i n a s e s r s d n a a jove deix visa nado p icipam aluir os ão podemos as part ue é coorde á para a Ingl c ç n n i a i é r q C r , a N ) vo j . . a a q i s c s úsi le v s (e dente Cecae o (centro). E s aulas de m antece a h Fotos de Carlos Pereira

Carval a falar sobre ar terra p ade id t n da e


a, 92 Maroc se a n o ou D sabia imento uvidas, não o tenc s a N eu nã por d eia do a Corr foi marcado erto, mas se eiro quilo i r a M foi prim r ia c cio “O ini esfiado dar . A venda do rio para da d anos. á e e o siri necess a” diss ma qu vender o descobriri o estímulo oi dessa for para nã Ef isse ição tasse, e surg ação do siri. ar essa trad u q m fez co comercializ criar e pass as e u à calçad oi s a inicio ca consegui família. n 99, f ro ua havam D. Ma erações da s eiras trabal ereiro de 19 Ilha g ad da ev quatro icio, as desfi . Mas, em f ras de Siri i s n e a i d No sfia s cas s. de sua tiva das De 49 mulhere rativa era s i a t n a i e r e qu Coope iniciativa d ação à coop nda, proca a d l a a re cri um de re roduto, ieiras, las em ração das Ca spectiva de de vida, ge o do seu p ento olvim lgaçã A per a qualidade r divu ão e desenv da desd o i a a i r m o o, lho duç melh trabalh ento da pro o pelo traba drade, de e d o d s m a An u es je, ção, a ser comprov cimento de a z i n 10 e ho , a s s o e a org d e N o d o des Isso p za do erativa local. Maria Tere dessa tradiçã a e da Coop ssada a a a ri fiadeir que particip tura de Vitó radição foi p eos e , i t s e f t o A s ác “ 42 an poio da Pre mília. pegar os cru o moro a f a a u s com o e sustentar mesmo vou filho. Com rque u po eu u conseg u pai, hoje e do para o m estimulou, Maria e e tu pelo m ssando isso operativa m e faço” disse a o u estou p criação da c oio para o q ão as p a a iui, eiras s ite nho d q e d a t a a r i t a f r s o o e ag grup perm as d sei que m um parte d ro, que não ois as balho a a t r r n o t e p s s . O e r p r . Tereza iores critica utura do bai atividades, ainda siri rep em Vitória os siris dos e d a s s r eira o da ores am ras, As m de infraest desfiad das Caiei Elas compr am os crustá xpansã tes e pescad as ainda e s s e a A õ a e ç c i a t o . o d n el t ar con da Ilh o da manhã Caieiras, tra um fogão vimen os restaura ias. Porém um pólo ona M l l o a D v n a n o , i e c o m c s e s t o de itas recár o em los e ha da casa, às cin scimen o estre situações p rmar o bairr meça no píer da Il ra cozinhá- e para sua do Na ã o s a c i s e r a r u r Co egu . res, com e pa . ansfo Maria catado organizam-s cada uma s s para venda ão e vivem sonho de tr io de Vitória n s o c ç , i o um Martin icíp a m n l l a u e ceos e ário. Depois embalam-n m essa trad anos, v i c m t r l cu Ma it co do ra se onômi comun fiam os siri que inicia mais de 50 r t s a g es es há onde d das mulher rustáceos, c a s o Um ção d cializa r e m o c Andressa Klein

raell João G

e e d u q s a a eir ciativ d a fi i Des uma in dição a Siri: rnou tr o se t

Academia livre

Localizada na Praça Dom João Batista, à beira-mar de São Pedro 1, a academia é um sucesso entre os moradores da Ilha das Caierias e de outros bairros. Ela foi criada em 4 de agosto de 2007, numa parceria da Secretária de Esportes e a Secretaria de Saúde. Inspirada no modelo norte-americano, a academia visa à democratização do espaço, priorizando a saúde e o bem estar dos frequentadores através da prática regular de exercícios físicos a céu aberto. Como benefício, a academia garante o acesso gratuito à prática de exercícios físicos. Além de atender aos moradores da comunidade, a iniciativa atende a outros bairros como Ilha das Caieiras, São Pedro 3, São Pedro 5, Nova Palestina, Santo André e Resistência. Em sua maioria, os frequentadores são homens com idades entre 15 e 27 anos. A professora da academia popular conta que a idade

ideal para o ingresso na academia é de 15 anos, sendo que, até os 17 anos, a inscrição é feita com a presença e a autorização escrita de um responsável pelo menor. Pessoas acima de 35 anos devem apresentar atestado médico para efetuar a inscrição. A academia funciona de segunda a sexta feira, nos turnos da tarde e da noite. Lumara Souza


Coletivo DuMangue de hip-hop Tudo começou com uma oficina de férias para as crianças da região de São Antonio e Ilha das Caieiras, uma iniciativa da prefeitura de Vitória por meio do projeto Cajun. Porém, ao acabar as férias e a oficina, a vontade de continuar praticando a arte do Hip-Hop não se acabou e os jovens correram atrás de sua vontade, no inicio praticando sem nenhum tipo de instrução ou orientação. Foi então que através do projeto Rede Cultura Jovem, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio de um edital foram oferecidas bolsas, para núcleos de criação que desejassem praticar e disseminar cultura, que os adolescentes conseguiram apoio. Com o apoio financeiro do governo, e moral da comunidade, a iniciativa se concretizou. Foi criado o Coletivo DuMangue, oferecendo oficinas que ajudam os jovens da região a desenvolver dois elementos do Hip-Hop, o Break e o Rap. Essas aulas são ministradas pelo grande apoiador do projeto, MC Adicto. A bolsa oferecida pelo governo é para capacitação dos jovens para que, daqui para a frente, eles possam desenvolver as atividades de forma autônoma. É o que

conta o estudante Wylcler da Silva Souza, de 17 anos, um dos que estão desde o começo no projeto. “Esta ajuda é apenas um ponto de partida para a gente”, disse Wylcler. Os ensaios e oficinas do grupo acontecem todas as segundas, terças e sextas-feiras, à noite, no Centro Cultural Caieiras, na Praça Dom João Batista. Também estudante e irmão de Wylcler, Jessé, de 16 anos, adiantou, em primeira mão, o evento que eles pretendem realizar no bairro no fim do ano, o Torta Black. O nome remete à Torta Capixaba, tão famosa por ter seu polo gastronômico na região da Ilha das Caieiras. “A torta tem muitos ingredientes, e assim é cultura negra, todos eles juntos formam um prato delicioso”, afirma Jessé. O objetivo do evento é aliar o turismo gastronômico da região com a cultura de rua existente no local. Os jovens costumam se apresentar em escolas e festas do bairro e vêm estas oportunidades como uma forma de divulgação e promoção do seu trabalho.

xa i e d Felipe Costa ras i e i s Ca a d l Ilha ta ngueza a a m o d mar, a orler ue a rios e sfere matéri ta. g e r t e n n e os d an a o m ligação tema que tr mentar da c rie d d o o a li is nt d sta Eleme rtante ecoss da cadeia a s espécies m o e ã a a t ç o o r n p ã m e i ç r m a m res a t é um i ara manuten sova de inú luição. is, Situ dores e escado res mane p p po d a ira Re à e c e e i d d o v n i o d a r l â i i l a i g a v O g v a as de o de m lu situactados m uma eiras, ada por um e 891, 83 he e É també a prejudicad dro e Ivanild breviver, a i mor a C na s r d cerc ra so táceo gran ha da , ago Evan rea d

de f anute ra a m s Caieiras a p a i c da stema ecossi

Schull

er

a nhas os irmãos o crus uejo p na carang ois vendem a catá-los Para o d d m m e u s cost ormalpend il. O que de muito difíc anildo quem á escasso. N a vav st or tá ção es bim, mas é I aranguejo e semana. Ag sa do c r u u Vila R Caieiras. “O 50 dúzias po enta que a ca lixo s s c ito s a a u e d r m Ilha rava u enta. Ele ac as jogam m trei. Se i t u e , o mente a 25”, com . “As pess eu já encon lerta. ão o 20 ,a ria de a é a poluiç de televisã vão acabar” itura o fe s m b proble gues, até tu caranguejo scaso da Pre ciens o ns an de nos m fizer nada, clamam do impeza e co ente, l e m r e é a s d u i p lm ning es loca de projetos ntes, princi arem na r o d a r Mo habita ooper a falta ria e d e turistas e ara juntos c ó t i V u de rp cipara q s toma do Nas a a z tização uais medida e. e r e q aria T do pel gu saibam ção do man ra de siri M rado é joga cresei o nt va preser do a desfiad do lixo enco mesmo tend ue a n , u e e t g de q r qu Se aior pa as Caieiras a nem enten eu intem a , mento o da Ilha d não valoriz não só ao s çã , to popula comunidade e diz respei . u a te g cido n ção do man eio ambien a m v o r e pres a todo como , e s s e r liveira l de O e t n e a Pim Polian

el Rapha

A Il para om á ória, é de Vit do mundo, c ubsistência entíficos e s o t u es min s ci nos fonte d ara fin s urba ão pre guezai pesar de ser e utilizado p e em situaç a -s e res. E, comunidad ue encontra g a n d o ma parte eé onais, mangu i o c d a c o u ã ed ortân ervaç A pres amental imp o do cária. ã d nç un


Ilha das

Na Ilha das Caieiras, azul. Seus diferentes m céu quanto o espelho d´ dessas tonalidades foi c alunos de Jornalismo da um ensaio fotográfico. deles sobre

João G

raell

ndes na Me

Lohan


Caieiras

a cor predominante é o matizes colorem tanto o ´água do lugar. A beleza captada pelas lentes dos a UVV, que produziram . Confira, aqui, o olhar e o bairro.

des

a Men

n Lohan

João Graell

Sanmy

Moura


ssatti itor Po V e d Fotos

es d a d i Ativ s com iva t r o em z a esp r st o à l a cav nefícios e� be saúd co e pou d a a, d i v i s t Isabell uma a tem adepto Irmãs a, de a s j e A s tica tado smo vann de Gio nte) e Isao hipi Santo, o es ora essa prá or e u q re illera, 12 (á f 14 , têm Ainda no Espírito É que, emb aixonados p u g A a de s ap ento te. ada bella, equitação Cristin oferece ao a i r divulg os do espor almente pelo do entrosam sta a e o ip aulas d y Club os aras, M e exercício lhora do h o d fervor ciada princ pela beleza e também ap ssa ke e d a no Joc e re os rapeut e esse tipo ostural, a m ento da nt p e e d É a t i g . c o a i j e e a s t e d v i i s ú e u af ação p do aum ens qu ais, m o. cida s, emb s de sa vantag ão a reeduc tátil, além eterminaçã cavalo eiros e anim ra problema ouco conhe s a d s a p l o a a nte com aut nsiv de cav o solução p pismo que é pratica o e da defe estima e da r integração . e f i m o h o i o b e o c r do nela quilíb ança, da aut envolve mai da atividad e, ey Clu smo e k idade c l o a J u i s i q s f rt e outra e público. o de 1953, o rutor de hip rautocon e também de os praticant das ao espo a t i d t s a n utr ent liga o Jo do gra do desde M itação. O in l, diz que o “O O paci , amigos e o são muito a elas, vem r a a e u P : d g q a a . e o n n i i o l ã Fu Ra s de ontar a famí ssoas que n dar a caval ais que ser o vidade key, William nsino da m o animal, i t n e a a p nim e e a c eram á H re o Joc i além do e a dominar e para stam d iliza alguns eles que tiv to de d o g o c e i s u o a v clás pess do v e ser mas q ub disponib asseio. Aqu estão a pon trírealiza rte é fazer a ndizado qu roblemas, p l o h l a b key C mente para lo hipismo e otícia: a ma a sp pre c spo o a e o m m d o u n e a e intuito o cavalo. É ina a lidar c a ele. xclusiv despertado p tar, uma boa a mensalidad s e s e d s m a r r n ula se on od supera um, pois e da vida”, afi as modalid co. interes prender a m ocal. O preç número de a ar s i e s s a u s l o u lg a l o d qualq os obstácu e o clá o, a querer e ser feita no acordo com . Se a empo cal, são l e a g r n u r a r l d er e supera ordo com R no local: o por exemp ecula po vai variar d no desejar t mpra de um os p : s c s s a a e a d d l u a o i l s e e g c a D ofere nças entre as e as raça oisa, ser pa ana que o envolver a c ara a guarda do o m s i í e v c p p r de hi as as dife ipos de pro ma. Uma ma or sem ais forte e iliza baias $ 180, inclu s p i u t r u o b m á a São v manejo, os das em cad m qualquer e e o for aço disponi guel é de R s interessad ã ç e e t u p l , d O s e 57 sa lo, o e preço do a eterinário. es 3339-15 forma e cavalos u o o instrutor so do capac a v u d l. nd to v lefon is. O cíficas certa. Segu ispensável o responsáve nanima mpanhamen ato pelos te e u é d o , n m nt co porém alidades, é i o professor , respectiva ão aí o a ntrar em co r ç d d e a l o t o e l i t m u E n das e eq nna ame podem 411. mpanh ella e Giova s da escola d s margens o -3 c a o b d ,à na e 3349 Isa a u l s h l a s ã e e o m V ã r o As i Vila am n nos, s e 12 a que fica em as começar enrique satti 4 1 e H or Pos b, t te d nin s i u e o l l V r m C á a j s y A ,C ke ue do Joc via do Sol. , mas o pai ente, diz q tuo o m a p d os da Ro pouco tem panha atent horaram a p te, l á m e an h porte , que as aco meninas m uito import m ni As Paterli resultado: “ e considero u e q a no lo d i c perceb ilíbrio, e o e r é ofe defiqu ra, o e ina”. terapia essoas com raz o u q e t a p pl a disci do hipismo, tamento de com cavalos m a r co a t m i Alé para o tora, a terap s. De acordo a d a t l e o o cal. V ental ou m stes pacient m e a a i ciênc benefícios os divers


A VILA RUBIM E OS CAPIXABAS A Cidade de Palha e a roça de milho

Vitor

s terntes, o ssaa h l e s sem nece stórica passaram, . Se a i h s n orige obres a não o com e capixab gualmente n s limpas e m s e M si bim erra ila Ru cia a t ificado no Esmos V , a ter sign iu da referên que nasce ermo te ão rg do t riamen capixaba su todo cidad nasceu , as duas m r i a a b r n palav para desig da Vila Ru lo passado u s ada na e roçada nto, o nom nício do séc ção encontr eza e i Sa ita br pírito e Palha. No tipo de hab am, lá, a po es do d o v nt te da Cidade designavam . Predomina para imigra ando vernan o u g s a a i i a r Q r d m ó v pala mora país. e Vit em a u o menag e de Palha parte d e serviam de s regiões do a valorizaçã o a h l e m u e d q u , ra ubim, o Cida do com de out Rubim ebres q Vila R hecida com e os cas do estado e tava reduzin e de Vila d a a n s r ês ch om hamad era co interio de pobreza e ganhou o n nel portugu te da e ser c 12, a região d s e t n e ro A an ianem 18 o índic ria, a região m a um co foi govern omerc o pitania a C e e c á s i g u l o a i q d n b ã , e imo ciação ea de atuaç lao hom berto Rubim o e r s t m s a o A c e a r a dado anciso Al ente d Pivetta, a á estende até e estev servia 19. d r i 8 p s 1 e r m r e e F p s e e se s do do a elina o, qu mado a entre 1812 da região Segun a Rubim, C Ponte Seca roximidade jas o bairr precisavam i o d t n n a o t e c i p i l p m i g lo i a s ca envolv ento estraté todos os que os aterros, s da V e começa n armácia, na osos: as 425 “O s e t e d O nam ndi idad nte. eF ara om de ouda ent aculdade d números gra as diretame es de ria. C posicio tória p o do ao gem obriga lha de Vitó talecimento ofrer F õ s o s I antiga oscoso. Sã uas mil pes de R$ 5 milh iscal, or sa d M de pas ou deixar a pontes e o f im passou a al caF e o p s Parque regam quas lgo em torn o Conselho ub r d acessa ões de nova io, a Vila R m sua princi mpre p a e a m t t e n e rc que se uç eside vimen e de constr ros de comé e fortalecer rcado onde mais do mo , afirma o pr a c r ontant os e t s m e o n m ” e l ã e m s s e u c ê , v q e s e á ri m tro e teve r um grand pouco. Hoj contram nsider senvolve vá is por ter. o s a c a e ç r n m e a n u s t e m ho i mud ica, a de tudo u em que se e óveis e rilo Sa movimentar ila Rubim d projeto de c ee u d t r M s í a r r m de racte vel encont quadrados as, doces, da V A pr a-se o Além ngas à sí ri ercado eles, destac de sábado. ça da s a s a o g o m r x i t i p g o e e i u p , o b f s n lm ro re s, outras dos os tro mi dinhei sociais. Ent do nas tarde a, a segura tuado igioso d de qua produtos rel pas e várias ndendo a to a s t n si o i n t s a e proje e é aprese ou ate staca, mo de droga s ocore d u lojas d arracas de r o varejo e o q ã a l u n b rinho da associaç to de cons ança e pouca na Vi u e c s muitas o atacado ou r on a n não n sidente Apesar do p s muita segu os anos e lo qual ele a 0 o “ venda 8 . resas a u em e m ão. t a s p i e p , r n t g , i a u l e o a c s r e . d v n e r s i s a C t a sex gosto ndo Maina bre o mo metropolit s vou onte S muita firma sob a P e furtos”, a bim reserva de segunda io de Ferna rguntado so da região g, eu jamai o”. u ár na sd . Pe inic rência ião da Vila R cado funcio ados, o hor ppin ings r b Rubim a os shopp ta: “No sho de rolo e p é um g e á e s Ar Aos o o re nt s. O m freque é curta e di e venda fum hor Fernand sitante 0 às 18:30. às 16:00. i aé v s u u se ta en 7:3 enan F :30 R 7 s a s d a respos r uma loja q muitos, o s d , a o ra ta-feir das lojas vai o. encont úvidas: com do mercad ra u t ha ád aber Não h de carteirin or defens a Lisbo

smann

e Haus

Rayllin

adratros qu e m l i i uatro m m mov is de q a Vila Rubi or mês. a m m sp Co do d milhõe merca sde dos, o rca de R$ 5 contram de s a e n c e co menta s em que se gastronômi u a j São lo religiosos o os produt roupas se móvei


L: I S BRA MA U R O P DE O TÃ SO S E QU EN 10 C BOM o o Censeoa2ju0dar

a Glend

or Com E pod G melh B s I í a o p el do p truir um a z i l rea a cons o der cens ês, o i a m eo em iciou-s é o fim dest nforn i , o t t si gos .A 1º de a zado no país omicílios. A overno a i d o d i N de real que g fico já 58 milhões e base para s políticas á r g o m d os ua bém rvirão nam s visitad serão coletadas se nicipal defi s dados tam re os u O ob s . Barcel maçõe estadual e m os 10 anos ar decisões s tir l e a f a im es l, m eR federa para os próx privada a to s para se inv tudant s e o í s a a a a t vis públic ar a iniciativ icípios do p regos. o entre br i o n d e p u e u b j i m r m a e a R de vão aís ores ardo cont s melh ra e geração rocesso de s habitanora Th z Leon nte i o d d a s i , e a s ” u s p n u q o ut do açõe studa A rece fico é ra-estr dade sticas inform nseador e e e d em inf so Demográ as caracterí om regulari am a c bus rece a. O Cen ções sobre os fazem c écada, cont o e na de 19 anos, Propagand chegam ã ç a r d a d u m o e ap orm Eles ira, ade ase t cada rmite ter inf es Vie de Publicid ecenseador. e portando aís. Qu ográficos. A ções que pe , cor, p m o m G u r zul odo te tes de ensos dem m informa como sexo es 4º perí dentificar um lete, boné a É importan o õ c é d t s ç s i i b a u d o t e i n o . ) c m l os s s co icas, tes e É fáci lio trajando dados (PDA reenchido co abitan s característ m detalhes a de desenh s í p u e c e i d e s s t s e a e tas car su , revelando s seus nívei ao dom ho de coleta corretamen r sigiloso d oi f i t n e ja id el rig te ião eo o apar estionário se ras. O cará o por uma m lação e relig ecisas r p u s d i u idade vive a popu ômico. e a e q õ que o ções verdad do e respald ai atuar em ma n e ormaç r de 2011, o f u c n q i e o i m v i m c e a u t l o ti ento so inform ções é garan profissiona geralmente rta s de eito, c , a par volvim enso bem f der público ificar bolsõe de, a a ce é d m a a infor islação. C o, que ada por um i r á Um c dará ao po para ident os em saú t i g s e orm Cen ent reas rosa l ciosa etas, Setor na ou rural f os, o e corr amenta pre isar investim cação para á od a a m rb e 19 an s ha c r l u u r c d e a e d a f n e o m . u t a s é a n e c n í a o b e t i um ade e ento básico esenvolvim e casa ea con e de domicíl Ribeiro, tam de encontrar d r l á a u g d i aís des ia con dad neam ona áod quanti nseadora Th ificuldade fo zes em que orção, sa so estimular lidades. A d perguntas a t i b a e e h s A rec sua maior d cias. Nas v ornecer inf rias. Is l destas loca responder a sa forma, á t i r f o n i so e pr socia ra diz que “ , pois, des lidade nta qu suas residê m receio de tidade e pas e o c o c i e i a t a e a re nôm com s em iden trar rtan s Vi pessoa elas demons tro a minha oleta, junto de a Pere muito impo mais sobre o nosso n e l e u o o s c S ente é am sabend buímos com eguiu, Sempre mo o posto de a pessoa p is s m a t e r c i r i “ , r d co e nt s. ma sf im ém co ridade maçõe o de telefon crição. Ass sentindo-se Brasio t u r s t , as auto a. Nós tamb e i n a o Inst mo o núm úmero de i u cadastrad ta” diz. ir brasile cidadão”. censo 2010, E) conta co os meu n ferir se esto r a entrevis d G e o í do d B o u I l d b ( i e r a a p t i con pa Macha dis aliza e ístic e a icác t 2 r f r d a 7 e t a i e n 9 s g d e . d a i l E l G 191 ora ea Para eografia e ra na h es. São A eles, cab em os u r g o G e d s e a d e . ens viv ção leiro dos rec s da federa são e como pesar de o h l a b e a tra unidad tar quantos nseadores, tagem, 7 2 s e n a c o on pel a de c balho dos re rocesso de c f e r a t tra op fícil ros. “O importante d i e l i s a br is é o ma árduo,

do Macha


Vitor Zucolotti

Novembro Entre os dias 8 e 10, será realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), a 17ª edição do Simpósio de Engenharia de Produção (Simpep). Mais informações sobre o evento através do número (14) 3203-6146 ou pelo e-mail simpep@feb.unesp.br.

eves

O Seminário Internacional de Biorrefinarias 2010 ocorrerá nos dias 10, 11 e 12 no centro de eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Serão três dias de palestras envolvendo profissionais de universidades e centros de pesquisas. As inscrições podem ser feitas no site www.abq. org.br/workshop. Mais informações: (11) 3107-8747 e (11) 3104-4649.

Lesqu

O ano de 2010 é marcado não só pela Copa do Mundo mas, também, pelas eleições para Presidente, deputados federais e estaduais, governadores e senadores da República. O que permeia essa época, além de santinhos, jingles de candidatos e propagandas eleitorais na TV, são os novos eleitores. Quando o jovem completa 16 anos, pode optar por retirar o título de eleitor sem ter a obrigatoriedade de votar. Entretanto, ao completar 18 anos, o ato passa a ser obrigatório e sua negligência convertida em diversas penalidades. Mas será que os jovens eleitores têm consciência das funções que exercem deputados federais, estaduais e senadores? Ou quais são as atividades de um Presidente e de um governador? “Agora é que me atinei para a importância que meu voto tem para o País. Não adianta ter esse poder em mãos e não saber utilizá-lo. Se reclamamos tanto que o Brasil não vai para frente por conta de corrupção e de sua política, é hora de o jovem ser consciente e analisar da melhor maneira sua decisão nas urnas”, declara a estudante Victória Backer, de 17 anos, que votou pela primeira vez nesta última eleição. Para quem não sabe, o deputado federal participa de sessões, para propor e discutir projetos. Pode participar das comissões da Casa, cumprindo e legislando a partir do que determinam as constituições estaduais e Federal, além de fiscalizar o Executivo. Já o deputado federal é um representante nacional, que legisla e guarda as leis constitucionais nacionais, podendo propor emendas, alterações e revogações. No que diz respeito à atividade no Senado, compete aos eleitos o zelo aos direitos constitucionais do povo, além da análise, discussão e aprovação de projetos de lei. Os governadores dos estados representam o mesmo em esfera estadual e no Distrito Federal. Dirigem a administração estadual e a representação de seu estado nas suas relações jurídicas, políticas e administrativas, defendendo os interesses junto à Presidência, buscando investimentos e obras federais. O único que difere no país, em funções, é o governador do Distrito Federal. Nele, o governador exerce funções cabíveis a prefeitos. Já ao Presidente da República, que é o chefe de Estado, cabe a tarefa de manter relações com os Estados estrangeiros, celebrar tratados, convenções e atos institucionais; sancionar, promulgar e fazer publicar as leis; assim como vetá-las total ou parcialmente entre outras funções regidas pelo artigo 84 da Constituição. Para Marina Fernandes, também de 17 anos e que votou pela primeira vez, descobriar que atribuições competem a cada candidato é muito importante. “É até uma forma de sabermos quem está ciente de suas obrigações. Tem muita gente que acha que a política do Brasil é palhaçada e se candidata sem ao menos saber o que pode ou ser fazer dentro daquela função. Sabendo o que cada candidato pode fazer nos protegermos de engraçadinhos que só queiram ingressar na vida pública para enriquecer”. Para o fundador e coordenador da Transparência Jovem Capixaba, Rodrigo Rossoni, a ação do jovem eleitor ainda é um grande desafio, tendo em vista os dilemas da faixa etária, preocupações com a profissão a seguir e formas de se entreter. Ele crê que “os jovens não estão convertendo a indignação em ação, mas em desilusão. São exceções os que acreditam que é possível transformar a política brasileira através do voto, da participação popular e do controle social”. Para ele, uma educação de qualidade, numa escola onde as disciplinas ligadas à cidadania sejam inseridas de maneira transversal no currículo escolar, são essenciais para a boa formação política do jovem e saliente: “Votar é só o primeiro passo! Acompanhar o mandato é fundamental! Não podemos confundir política com politicagem e jogo sujo, precisamos abrir a mente dos nossos jovens para essa nova ideia”.

AGENDA

Aline

A CONSCIÊNCIA DO JOVEM NAS ELEIÇÕES

Com o tema “Desafio Fotográfico: 1, 2, 3 Clicando”, a 5ª edição do Desafio Fotográfico será realizada no dia 17 de novembro. Os audiovisuais selecionados serão exibidos no Cineteatro da UVV, nos turnos matutino e noturno. O resultado do concurso, entretanto, só será divulgado à noite, ao final de toda a apresentação, quando também serão entregues as premiações dos vencedores e os certificados de todos os participantes. Na edição do ano passado, o destaque do Desafio Fotográfico foi o trabalho “Do sagrado ao profano” (foto), da egressa do curso de Jornalismo Aline Lesqueves.



Revista Talento - Novembro 2010