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Como as sacolinhas biodegradáveis podem diminuir o tempo de permanência do plástico no meio ambiente por Regiane Folter Quando você vai ao supermercado fazer a compra do mês, quantas sacolinhas plásticas você usa para guardar suas compras? Muita gente nem imagina que, ao final de um ano, consumiu 3 kg de sacolinhas. Essa estatística é da Associação Paulista de Supermercados, que traz outra informação surpreendente: no estado de São Paulo são consumidas 29,4 bilhões de sacolinhas por ano. Parece bastante, né? Pense agora em onde estão todas essas sacolinhas; com certeza, muitas delas já foram para o lixo e estão em um processo de decomposição que pode levar, segundo a UNICEF, cerca de 450 anos para terminar. Durante todo esse tempo, o plástico está lotando os aterros sanitários e poluindo solo e rios. Algumas tecnologias tentam diminuir o tempo que o plástico fica na natureza, como as sacolinhas biodegradáveis. O plástico possui muitas vantagens: é um produto leve, maleável, resistente e que pode ser reciclado. Infelizmente, de acordo com o professor de Design da Unesp Osmar Rodrigues, apenas 3% de todas as sacolas são recicladas. Os outros 97% estão por aí, fazendo um estrago no meio ambiente. “O fato de estar no formato de sacolinha não afeta

a intensidade do impacto”, garante o professor de Engenharia Química da USP Gil Anderi. Como o uso das sacolinhas já se tornou trivial, afinal são usadas para carregar objetos e levar o lixo pra fora, a jornalista Katarini Miguel não acha que a população vai se conscientizar apenas através de campanhas educacionais e palestras. “O brasileiro só começa a tomar atitude quando existe uma lei, porque do contrário é muito difícil sair da zona de conforto”, afirma ela. O jeito foi apelar pra legislação e em setembro de 2008 o vereador Moisés Rossi (PPS) criou um projeto de lei que proíbe o uso de sacolinhas à base de polietileno no comércio de Bauru. A lei foi aprovada

Revista Tag #5  

Edição 5 da Revista Tag