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Ele começou a carreira aos 16 anos, com caixinhas de som e um computador no intervalo da escola. Hoje, Elton Patrizi Maximino, de 23 anos, comanda a cabine de som de uma das baladas mais populares de Bauru. Revista TAG - Nas baladas de Bauru, o público espera a música eletrônica quando você assume como DJ. Esse sempre foi o seu estilo? Quem te inspirou a tocar nas vertentes House Music, Electro House e Progressive House? Elton – Desde muito novo eu já gostava de algo mais alternativo. Ouvia muito Prodigy quando criança [risos]. Foi nessa época que surgiu o amor pela música eletrônica. Quem me inspirou a tocar e a produzir Electro House foi o mestre Miles Dyson, sou um grande admirador do trabalho dele. Revista TAG – Qual é o impacto da música na balada? Elton – A música é o carro chefe, ela que movimenta multidões pra ir até algum lugar pra ouvir determinado tipo de som. Tem gente que viaja longas distâncias pra ver seu artista preferido. Sem a música a noite não acontece. Revista TAG – E qual a influência do público nas músicas que você toca? Elton – Tudo depende do clube aonde eu vou me apresentar, na maioria dos clubes o som mais predominante ainda é o comercial, mas costumo mesclar algo mais underground com o comercial. Ouvir a mesma coisa que toca na rádio não rola, né? Revista TAG – Como DJ, você aprendeu a ver a música de outra forma? Elton – Consigo analisar e ouvir melhor cada música, ouvir cada instrumento, dividir em meu ouvido cada elemento da música, isso não só com a música eletrônica, mas com todos os outros estilos musicais. A música é isso, é inspiração e criatividade para sua criação. Revista TAG – As músicas tocadas em baladas são na grande maioria remix da versão original. Você faz os seus próprios remix? Como se escolhe uma música para fazer um bom remix? Elton – Venho produzindo minhas próprias versões, tentando ser diferente no meio da multidão. O remix nada mais é que recriar uma idéia que já foi apresentada, por isso eu recomendo escolher uma boa acapella (execução de uma música apenas com vozes, sem acompanhamento instrumental) e ter criatividade na fase de produção. Revista TAG – Bauru tem casas noturnas voltadas para diferentes públicos, desde baladas de samba, pagode e sertanejo, até festas eletrônicas. O que você acha sobre essa variedade? Elton – Acho importante. Uma cidade com quase 400 mil habitantes precisa ter casas noturnas para atender aos diferentes tipos de público. E o que eu gosto nisso, é que eu sei que, aqui em Bauru, todos têm seu espaço. por Tiago Zenero

Revista Tag #4  

Edição 4 da Revista Tag

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