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Descubra a balada sem som, uma festa que tem ecoado muito por aí por Rodrigo Bassan Imagine a seguinte cena: você chegando à balada, casa cheia, e todos dançando muito! A novidade é que não há música explodindo pelas paredes do clube. Pois é! O único som vem da galera cantando as músicas que estão escutando por um fone de ouvido. Esta é a Silent Disco, um conceito de festa que surgiu lá na década de 90. Ela foi ideia de ecoativistas preocupados com a poluição sonora – e se consagrou em 2005, no maior festival de música em céu aberto do mundo, o Festival de Glastonbury, na Inglaterra.

Para todo mundo Novidade aqui no Brasil, a festa promove uma verdadeira democracia musical. Para agradar todos os gostos, inclusive aos vizinhos mais irritados, fones de ouvido são distribuídos para quem estiver na casa e quiser dançar. Você entra na balada e recebe headphones sem fios, com três canais de músicas para escolher. São três DJs com estilos diferentes. Os volumes altos ficam restritos a quem estiver com os fones, já que na casa só toca um som lounge, que não atrapalhe quem quiser conversar. Há quem possa pensar que a festa não teria a mesma graça de uma balada conven-

cional. No entanto, imagine poder dar um “pause” no som quando quiser. Tirar os fones para trocar ideias ou simplesmente curtir a vibe da galera cantando as músicas, cada um do seu jeito e no seu ritmo. E mais: se a batida não estiver agradando, basta mudar de estação. A música te acompanha até na hora de ir ao banheiro!

Pioneira A Nokia patrocinou, em abril do ano passado, a primeira festa silenciosa em São Paulo, o Nokia Silent Club. Fazendo jus ao slogan (Connecting People), a ideia foi de Andy Harley, diretor de música da empresa no Brasil. “Conheci a Silent Party em Glastonbury, em 2007. Achei divertido porque o movimento da galera não sincroniza, cada um dançava uma coisa”. Ele diz que por aqui o pessoal interage muito mais e

Revista Tag #4  

Edição 4 da Revista Tag