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Diana Cristina. Arpoador.

Enquanto isso, duas surfistas comemoram. Silvana Lima continua fazendo história repetindo o feito de Jacqueline Silva em 2002, ao se tornar a atual vice-campeã mundial. Num ano em que fez diversas finais, Silvana bateu na trave várias vezes. Surfando, sem sombra de dúvida, melhor do que nunca, ela sinaliza que sua hora está chegando. Já a paranaense Bruna Schmitz, após uma passagem relâmpago de dois anos pela elite profissional brasileira, conquistou o status de surfista do WCT. Com excelentes resultados em etapas seis estrelas, ela irá inaugurar uma nova fase na sua carreira, competindo entre as melhores do mundo. Porém, devido às regras da ASP, ela terá de abrir mão de correr o SuperSurf. Infelizmente, assim o Brasil deixa de ter a presença dessas excelentes surfistas. É importante salientar que essas duas surfistas, apesar de suas carreiras terem caminhos diferentes, foram formadas pelo Circuito Brasileiro Profissional. Daí a importância da continuidade de um circuito sólido, com a possibilidade das nossas atletas terem condição de exercerem as suas profissões e evoluírem técnica e competitivamente. Reafirmando a tradição desde a criação da categoria profissional Feminino em 1997, o Rio continua sendo o estado com mais surfistas na elite. Taís de Almeida, Andréa Lopes, Gabriela Teixeira, Marina Werneck e eu (Brigitte Mayer) vamos representar o Rio de Janeiro no SuperSurf. Podemos comprovar uma entre safra de novos nomes na categoria profissional, apesar da nova geração amadora estar bem representada, mostrando evolução e deixando claro que o legado carioca estará garantido com Isabela Lima, Bárbara Rizzeto, Wendy Guimarães, Luana Braga, Estrela Blanco, Michelle Schlanger, Taís Soares, entre outras. O Rio, em curto prazo, só conta com Michelle Des Bouillons, a única profissional representante da nova geração carioca. Todo esporte precisa de apoio nas categorias de base para que futuros ídolos e campeões nasçam. As associações locais e a estadual tem um papel fundamental de revelar novos talentos, formando futuras competidoras e ídolos. No Longboard profissional foi um ano de mudanças e adaptações. Apesar disso não ter agradado a todas as longboarders, a divisão da categoria em profissional e amador rendeu frutos. Mainá Thompson mais uma vez comemorou o título profissional e finalmente vai poder representar o Brasil no Mundial, em Biarritz. Enquanto isso, a nova geração do pranchão vem dando o que falar. Meninas como Chloé Calmon, Shayana e Jasmin Avelino, Rayane Amaral e Laura Chaja já começam a se sobressair no cenário competitivo. Com idade variando entre 11 e 18 anos, elas prometem dar muito trabalho no futuro. Na expectativa que 2009 seja um ano de excelentes ondulações, campeonatos de alto nível e continuidade na evolução do esporte, EHLAS desejam a todas as surfistas boas ondas e um ano de inspirações. Brigitte Mayer www.ehlas.com.br BOAS ONDAS e PROTEJA A NATUREZA

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Surfar #5  
Surfar #5  

Revista Surfar #5 ( Janeiro / Fevereiro 2009 )

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