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Atletas e resultados em competições são duas das prioridades que fazem parte da filosofia de trabalho da Wetworks, compartilhadas por Joca, Ricardo e o terceiro mosqueteiro, Alemão. A descoberta de talentos para equipe é um trabalho que, geralmente, começa com garotos. Com atletas que se destacam ainda na fase amadora. Pelo caminho, muito do investimento é em vão, mas é uma metodologia aprovada por todos na fábrica e que há anos colhe frutos. “Com o Vitinho (Victor Ribas) foi assim. O Ricardo o viu quando era um garoto em Cabo Frio e quis trabalhá-lo. Lembro de inúmeras vezes que ia buscar o Vitinho na rodoviária com a minha esposa. Comecei a trabalhar com Bruninho, Anselmo, Pedro Henrique, Leandrinho e Gustavo Fernandes quando eles tinham 11 anos, todos juntos. Hoje em dia, por talento deles e sorte minha, de alguma forma vingaram. Nesses cinco atletas a coisa deu certo, mas com diversos outros não aconteceu. É um risco que optamos por correr”, comentou ele, que prosseguiu: “Gosto de ir aos campeonatos, ver os novos talentos e acompanhar os surfistas. Isso é uma coisa que falta e é caro. As grandes marcas geralmente querem o cara pronto. Até vão gastar mais dinheiro, mas não terão erro nenhum. Sempre fizemos o contrário. Temos que melhorar muito os campeonatos de base, que foram deixados em terceira opção. Todo mundo quer ver WCT, mas o campeonato no Meio da Barra ninguém quer saber.” E essa preocupação com os atletas entra em outra prioridade apontada por Joca, o surf competitivo. Para o shaper, a competição é onde tudo acontece. Só nela o surfista é levado aos seus limites, é obrigado a evoluir e, conseqüentemente, testará a qualidade das pranchas na função de alcançar o melhor desempenho. Quanto à grande quantidade de surfistas

que largam os eventos para se dedicar ao freesurf, mais uma vez mostra toda sua personalidade ao analisar: “A competição é um momento de alto estresse e de concentração máxima num curto espaço de tempo. Então uma prancha, uma bola, um tênis ou qualquer outro produto testado numa competição será muito melhor. No surf andam querendo vender o contrário. Não vai me dizer que se o cara parar de competir ele vai ser melhor que não vai. É só ver o dobrado que Kelly Slater passou para voltar ao topo depois que deixou o circuito. Para o patrocinador é muito melhor, pois ele gasta muito menos com três viagens por ano do que bancando um circuito inteiro. O próprio surfista se desvaloriza. Daqui a alguns anos vão arrumar outro cara como ele, bonitinho, que sabe dar aéreos e ele será descartado.” Uma análise dura, mas é a sinceridade do que pensa. Questões como essa são rotineiras na preocupação do empresário. Segundo ele mesmo diz, na verdade, não precisaria se importar com nada disso. O surf nunca acabará e sempre se venderá pranchas independentemente dos resultados. Mas Joca fica inquieto ao pensar nesse tipo de questão.

Annibal

Ideologia

Bruninho representou bem com as pranchas do Jocca nas ondas grandes. Acima: Joca com suas “crias”.

Surfar #5  
Surfar #5  

Revista Surfar #5 ( Janeiro / Fevereiro 2009 )

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