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Como em quase todos os esportes, todo final de ano são eleitos os melhores atletas. Sem dúvida, 2008 foi o ano do shaper Joca Secco, já que duas de suas apostas alcançaram títulos de alta importância. Com os foguetes projetados por ele, Bruno Santos chegou ao título da etapa do WCT no Tahiti, em Teahupoo. Além de vencer a competição, considerada por muitos a mais importante do circuito, Bruninho quebrou um jejum de vitórias brazucas no WCT que já durava seis anos. Outra conquista do shaper veio nas batidas de Gustavo Fernandes, campeão do SuperSurf e bicampeão carioca. Com certeza, um ano para ser lembrado. Criado na zona Sul do Rio de Janeiro e filho de um oficial da Marinha, o jovem João Carlos Secco passou a ter contato com o mar aos 11 anos de idade. Como surfista profissional, chegou a ser top 30 do circuito nacional e 16 do carioca. Mas a vida de esportista, que hoje ainda não é fácil, era muito mais complicada naquela época (fim dos anos 70 e início dos 80). Para tirar um trocado, passou a consertar pranchas. Então, em 1982 iniciava uma das mais bem sucedidas parceiras entre shapers no surf brasileiro, quando Joca e Ricardo Martins deram o pontapé inicial à união que anos depois resultaria na Wetworks, fábrica de pranchas de qualidade reconhecida nos mercados nacional e mundial. Aos que se prendem à fisionomia e não conhecem de perto o cara “parrudo”, de 1,78m que é Joca, nem imaginam a sensibilidade do shaper que também tem grande preocupação com os atletas e muita personalidade ao analisar a situação atual do surf nacional. Não é difícil vê-lo se emocionar com as conquistas de seus surfistas e ao lembrar-se de toda a história que viveu até o reconhecimento na profissão. Confira nas próximas páginas um pouco da vida de um mestre das pranchas. 72

Surfar #5  
Surfar #5  

Revista Surfar #5 ( Janeiro / Fevereiro 2009 )

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